Davidson pelo Mundo: Viajar com segurança é fundamental!
Viajar sempre é muito bom, mas a melhor de todas sempre será aquela da qual partimos e retornamos em paz. Viajar é algo que, por mais que pareça simples, requer atenção, cuidados, conhecimento e planejamento.
Viajar é sair do seu lugar comum e mudar de ambiente por inúmeras motivações, independentemente da distância ou do destino. Passar um final de semana na praia, cerca de 50 km distante da sua casa, já é uma viagem. Aliás, viagens não são medidas pela distância e sim pelos motivos.
Por mais próxima que seja a viagem e o meio de transporte utilizado, faz-se necessário tomar inúmeros cuidados. Desde checar as condições do veículo, documentos, estrada, trânsito, local de hospedagem etc... Tudo isso também temos que fazer em viagens nacionais e, mais ainda, nas internacionais.
Percebo que muita gente passa por diversos perrengues por negligenciar princípios fundamentais para uma boa viagem, principalmente o PLANEJAMENTO. Ninguém é obrigado a conhecer os destinos e suas particularidades — incluso que uma das propostas é justamente passar a conhecer —, mas, para começar, sempre é bom buscar a ajuda de especialistas e também recorrer aos inúmeros meios e canais de informação, apesar de hoje em dia existirem muitos especialistas teóricos.
É muito comum as pessoas viajarem e começarem a ter problemas com documentação no momento do embarque: filhos viajando desacompanhados dos pais sem as devidas autorizações, documentos não válidos para determinados países, remédios não autorizados a serem consumidos em certos países, roupas inapropriadas para certas culturas etc…
Turistas são presas fáceis dos delinquentes justamente por não conhecerem rotinas e particularidades dos destinos que visitam, mas poderiam evitar muitas coisas se houvesse a preocupação de estudar um pouco mais sobre o destino, se buscassem informações com quem conhece ou com profissionais comprovadamente capacitados. Turistas são alvos preferidos, sim. Muitos parecem que desligam o botão da maturidade, da atenção, e têm como princípio achar que todo lugar pode ser mais seguro que o seu habitat de costume. Isso acontece muito com brasileiros no exterior.
O recente caso da turista brasileira Juliana Marins é um triste episódio nas páginas do turismo, mas que serve de exemplo para que as pessoas entendam definitivamente a importância de um bom planejamento para viagens — principalmente viagens de AVENTURA. Como bem diz a palavra, são viagens com inúmeras incertezas, que fascinam milhares de pessoas no mundo a correr riscos e se alimentarem dessa adrenalina, mas que, muitas vezes, têm um final nada prazeroso.
Alguns pontos me chamaram atenção nesse triste episódio. Não é aconselhável realizar viagens dessa natureza sozinha. Os riscos são iminentes, e é prudente ter alguém ao lado. Também me chamou atenção — e fiquei na dúvida — se, de fato, ela estava bem condicionada fisicamente para enfrentar aquele desafio. Para finalizar: qual foi o critério que ela adotou para escolher aquele guia, que teve uma atitude profissional extremamente duvidosa ao abandoná-la e seguir com os demais turistas? Deixar para trás uma mulher, jovem, sozinha, num local inóspito e declaradamente cansada?
Quais os critérios que ela usou para escolher aquele passeio? Será que buscou referências, informações confiáveis? Que tipo de fiscalização o governo da Indonésia adota sobre os profissionais que realizam aquele trabalho de altíssimo risco?
Pois bem, essa foi a última viagem de Juliana. Poderia ter sido mais uma de inúmeras que a vida ainda iria lhe oferecer, mas ela parou no meio do caminho. Fez uma viagem sem o principal componente: a volta pra casa.
Aventuras têm limites. Aventuras precisam de estudo de risco. Aventuras são criadas para darem prazer, gerarem adrenalina e satisfação — jamais dores e tristezas. Trate tudo aquilo que você não conhece com bastante cuidado, tenhamos mais humildade e busquemos ajudas externas, planejem melhor, eliminem riscos e multipliquem os prazeres nas viagens.
Para finalizar, após a constatação da sua morte, iniciou-se uma outra jornada de problemas também oriundos da falta de planejamento nas viagens: a falta de um seguro. É inconcebível aceitar que alguém viaje para o exterior sem um seguro de viagens adequado às suas propostas. É inaceitável um governo admitir em seu território um estrangeiro sem uma apólice de seguro internacional. Não é papel dos governos terem custos médicos com turistas. Quando viajamos, não pagamos impostos para isso. A saúde local é para atender seus moradores e filhos daquela pátria.
Seguro de viagem é algo extremamente barato no contexto de uma viagem internacional. Cobre não só gastos de saúde, mas também jurídicos, perda de bagagens, repatriação de corpos, assistência odontológica, acidentes, cancelamento de voos e muitas coisas mais.
Os vistos e permissões de entrada nos países deveriam ser condicionados também à obrigatoriedade de um seguro mínimo pelo tempo de permanência do turista naquele país. Isso é bom para quem recebe e melhor ainda para o turista.
Tudo isso serve de exemplo para que nossas viagens sejam sempre prazerosas, tenham um final feliz e nos estimulem a cada dia a viajar mais, com planejamento, responsabilidade e com muita segurança.
Jamais saia do seu país sem um seguro de viagens confiável. Boa viagem!