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Travelling

Davidson pelo Mundo: Seul, tecnológica e humana!

Por Davidson Botelho

Fotos: Acervo pessoal

Sempre tive curiosidade de conhecer o Oriente e também sempre tive facilidades para realizar esse sonho, mas sempre evitei viagens tão longas por causa de uma sinusite crônica que sempre me acompanhou e me fazia sofrer demais nas viagens aéreas longas. A cabeça parecia que iria explodir.

 

Mas eu venci o medo da cirurgia e do pós-cirúrgico, me livrei desse tormento e hoje estou bem melhor, melhor ao ponto de fazer uma viagem dessas, que durou mais de 50 horas, com 4 conexões e um fuso de 12 horas a mais. Mas tudo isso valeu muito a pena, e vou contar um pouco aqui.

 

 

Me programei para conhecer uma cidade tecnológica, eletrizante e bem agitada, mas o que encontrei de grande destaque foi o povo. O melhor da Coreia do Sul é o povo! Amáveis, simpáticos, prestativos, dispostos sempre a ajudar, uma característica que jamais imaginei encontrar num povo tão determinado. Cidade que ferve, ruas limpas, construções modernas, taxa de desemprego muito baixa e uma das maiores taxas de alfabetização do mundo. Isso resulta em uma sociedade educada e segura.

 

Pode sair da forma que desejar, não existe preocupação com roubos e insegurança. Isso é um sonho para os latinos, em especial nós, brasileiros. Um luxo andar pela rua na madrugada com o celular na mão, não se preocupar com carteiristas no metrô ou em qualquer outro local. Um sonho que não sei se meus netos irão vivenciar no Brasil.

 

 

Seul, oficialmente Cidade Especial de Seul, é a capital e a maior metrópole da República da Coreia, mais conhecida como Coreia do Sul. A cidade é o núcleo da Região Metropolitana de Seul, que inclui a metrópole vizinha de Incheon e a província de Gyeonggi, a segunda maior área metropolitana do mundo, com mais de 25 milhões de habitantes.

 

Situada às margens do rio Han, a história de Seul remonta a mais de dois mil anos, quando foi fundada em 18 a.C. por Baekje, um dos Três Reinos da Coreia. A cidade continuou como a capital coreana sob a Dinastia Joseon. A região de Seul contém cinco Patrimônios Mundiais da UNESCO: Complexo de Palácios de Ch'angdokkgung, Fortaleza de Hwasong, Santuário de Chongmyo, Namhansanseong e os Túmulos Reais da Dinastia Joseon. Seul é cercada por montanhas, sendo o monte Bukhan a mais alta delas, o parque nacional mais visitado do mundo por metro quadrado. Entre os marcos modernos estão a icônica N Seoul Tower, o dourado KLI 63 Building, o neofuturista Dongdaemun Plaza, o Lotte World, o segundo maior parque temático coberto do mundo, e a Ponte Banpo, a mais longa ponte-fonte do mundo. A capital sul-coreana foi eleita o destino turístico mais procurado do mundo por turistas chineses, japoneses e tailandeses por três anos consecutivos (2009-2011) e, com mais de 12 milhões de visitantes internacionais em 2013, é a 10ª cidade mais visitada do mundo.

 

 

Atualmente, Seul é considerada uma cidade global importante, resultado do boom econômico chamado de "Milagre do Rio Han", que a transformou de um amontoado de ruínas durante a Guerra da Coreia para a 4ª maior economia metropolitana do mundo, com um PIB de 774 bilhões de dólares em 2012, depois de Tóquio, Nova York e Los Angeles. A metrópole é a sede de empresas da Fortune Global 500, como a Samsung, a maior empresa de tecnologia do mundo, a LG e a Hyundai-Kia. Em 2013, o PIB (PPC) per capita da cidade, de 39.448 dólares, era comparável ao da França e da Finlândia.

 

 

Seul é a cidade mais conectada do mundo, e o seu sistema de metrô é um dos mais extensos do planeta. A cidade está conectada ao Aeroporto Internacional de Incheon, classificado como o melhor aeroporto do mundo por nove anos (2005-2013) pelo Conselho Internacional de Aeroportos. O Lotte World Tower, um arranha-céu de 556 metros de altura e com 123 andares, está em construção e será o mais alto da OCDE. A capital foi anfitriã dos Jogos Asiáticos de 1986, dos Jogos Olímpicos de Verão de 1988 e da Copa do Mundo FIFA de 2002.

 

 

A gastronomia não foi tanto do meu agrado, principalmente nos mercados públicos, onde ali está exposta uma gastronomia talvez do tempo de recessão, em que eles comiam coisas estranhas para o nosso paladar e cultura. Mas a cidade oferece inúmeras opções de restaurantes internacionais.

 

Outra coisa que me chamou atenção na cidade foi a manutenção da sua cultura. Poucas pessoas falam outro idioma, os anúncios e letreiros são no alfabeto coreano, e um celular com aplicativo de tradução é um item imprescindível para quem deseja conhecer o país.

 

Principais pontos turísticos para visitar:

  • Torre de Seul (N Seoul Tower)
  • Vila Buckchon Hanok (Bukchon Hanok Village)
  • Vila Namsangol Hanok (Namsangol Hanok Village)
  • Conjunto de Palácios
  • Lotte World
  • Mercado Namdaemun
  • Myeongdong
  • Riacho Cheonggyecheon
  • Zona Desmilitarizada (DMZ)

 

Para os curiosos como eu, sugiro reservar com muita antecedência (eu fiz a minha reserva em janeiro) uma excursão para conhecer a DMZ, que, em inglês, significa Zona Desmilitarizada entre as Coreias do Sul e do Norte. Experiência única num passeio de 9 horas para conhecer a história dessas duas nações que já foram uma só, foram divididas e vivem num clima tenso de guerra. Mas é possível entrar numa faixa controlada pelas forças internacionais da ONU, comandada pelos americanos.

 

Para quem gosta de história e geopolítica, como eu, vai se lambuzar com as guerras por trás das guerras, o marketing de cada lado, as pressões psicológicas e suas propagandas. E isso tudo gera milhões de dólares por dia. A quantidade de turistas é impressionante. Jamais iria imaginar aquele ambiente hostil e perigoso como um produto turístico, mas é.

 

Vivi dias interessantes, mas volto com a certeza de que é uma civilização fantástica e que o melhor da Coreia é, sem dúvidas, os coreanos!

 

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