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Travelling

Davidson pelo Mundo: O desafio da formação de profissionais

Por Davidson Botelho

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Viajar, fazer compras, visitar um museu, comer em um bom restaurante. Estas e outras ações fazem parte do roteiro dos sonhos de qualquer turista ao redor do mundo. Mas o que pode passar despercebido pela maioria dos viajantes é que a realização do sonho deles também contribui para o sonho de outras pessoas.


Uma viagem envolve guias de turismo, garçons, recepcionistas de hotéis e pousadas, agentes de viagens, motoristas de transportes coletivos e muitos outros. Afinal, são pessoas que estão por trás de todos esses serviços, ou melhor, que estão na linha de frente do turismo brasileiro e que fazem toda a cadeia produtiva se movimentar.


Os turismólogos são de fundamental importância para o desenvolvimento do turismo de qualquer região e para isso é também fundamental investimentos de qualidade na formação superior. A educação em si é algo complexo de ser discutido, imagine tratar de educação no Turismo, uma área relativamente nova que se insere a pouco mais de 40 anos no Brasil, mas em alta velocidade que busca desenvolver lugares e estimular as pessoas a viajarem com qualidade. Será mesmo que a educação está sendo aplicada no Turismo de forma eficiente? Para se falar em educação no turismo é necessário contextualizar a educação em si que é o propulsor para valoração de um campo científico – profissional.


O futuro do turismo é promissor para o país. O seu impacto na economia do Brasil deverá alcançar R$739 bilhões, cerca de 9,1% do PIB em 2027, e empregar 8,91 milhões de pessoas no país. O potencial brasileiro para o crescimento da área deixa claro a importância da capacitação dos profissionais que atuam nesse segmento. Por ser uma das atividades do setor de serviços que mais cresce no Brasil, em 2016 logo após Copa do Mundo e Olimpíadas, era possível encontrar 186 cursos de graduação de turismo que receberam cerca de 14.800 matrículas. Além disso, em 2019, ano antes da pandemia, o setor (Acadêmico do turismo) movimentou R$5,8 bilhões de dólares referente à atividades diretas e indiretas.


 Dados do Ministério do Trabalho indicam que no ano de 2019 existiam cerca de 2,7 milhões de pessoas empregadas formalmente na indústria do turismo. Esse número contempla profissionais que atuam em setores como hotelaria, transportes, alimentação, agenciamento, recreação e lazer e guias turísticos. Conhecer a sua cidade, a história, cultura e pontos turísticos também são qualidades indispensáveis. As pessoas que buscam o profissional de turismo trazem necessidades que devem ser amparadas e solucionadas, por esse motivo, características como empatia, comunicação, fidelidade e ética precisam fazer parte do perfil do profissional que atua nessa área. 


Mas a realidade em nosso estado não condiz com o nosso potencial. A oferta de cursos diminuiu de forma vertiginosa. A baixa procura pelo curso deve-se principalmente a baixa remuneração aos profissionais pós formados e a outros fatores. O retrato dessa situação é que hoje somente temos a UNEB(Universidade do estado da Bahia) ofertando cursos na área de turismo.


Se o turismo é a nossa principal vocação, se o turismo é o segmento que tem o maior potencial de crescimento em nossa cidade( Salvador) e em nosso estado, como iremos entregar um produto de qualidade se não formamos profissionais?


A base de tudo é a educação e a base do desenvolvimento profissional é a capacitação da cadeia de serviços e produtos. Já sentimos o reflexo desse êxodo profissional em vários pilares do turismo em nossa cidade. Um profissional do turismo não se forma de maneira tão rápida, é mais do que conteúdo acadêmico, falamos de mudança de hábito, cultura, espírito de servir, orgulho de sua cultura, história e qualidade no atendimento para encantar clientes
Se realmente o turismo é prioridade para nossa economia, precisamos pensar em formar profissionais para qualificar a cadeia de serviços e produtos e renovação qualificada da nossa mão de obra.


Boa Viagem!

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