Estudantes da Chapada Diamantina desenvolvem bioplásticos a partir de abacate, milho e mandioca
Dois estudantes de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, criaram bioplásticos utilizando matérias-primas locais, como milho, mandioca e abacate. A iniciativa foi realizada no Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana e faz parte do Clube de Ciências da escola.
O projeto teve como objetivo testar alternativas aos plásticos convencionais, que representam desafios ambientais no país. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o quarto maior produtor de plástico do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Índia.
A professora Joseane Morais, que orientou os estudantes, explicou que a ideia foi valorizar os recursos naturais disponíveis na região. “Observando que o milho e a mandioca são ricos em amido e que o caroço do abacate, geralmente descartado, também pode fornecer amido, desenvolvemos três bioplásticos distintos para comparar suas propriedades e potencial sustentável”, destacou.
Os estudantes avaliaram a resistência, flexibilidade e durabilidade de cada material. De acordo com Riquelme Cordeiro, o bioplástico de milho apresentou menor resistência e flexibilidade. O bioplástico de abacate teve desempenho satisfatório, mas inferior ao de mandioca.
Para Keyslla Santos, o bioplástico feito com mandioca apresentou os melhores resultados. “Ele mostrou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Permite variações de espessura sem comprometer a estrutura e teve durabilidade superior, tornando-se a formulação mais viável entre as três analisadas”, afirmou.
O trabalho foi um dos destaques no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. Os próximos passos incluem aprimorar a resistência do material, realizar testes de degradação e buscar parcerias para ampliar a produção em maior escala.
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