Artista baiana leva instalação sobre ancestralidade a Marselha, na França
A artista visual baiana JeisiEkê de Lundu inaugurou, em Marselha, a obra “Quem procura o que não guardou quando encontra não reconhece”. O trabalho está em cartaz no Espace d’Exposition Parcs et Jardins de la Maison Blanche e integra a exposição “Raízes – Começo, Meio e Começo”, da Temporada Brasil–França 2025.

Com curadoria de Jamile Coelho e Jil Soares, e produção de Paula Vaz, a mostra foi aberta na última quinta-feira (18) e apresenta um recorte renovado da versão exibida em Salvador em 2024, destacando a diversidade das expressões afro-brasileiras e a riqueza cultural da diáspora africana.
A obra reúne elementos como cascas de insetos, tecidos, espelhos e uma árvore de papel, formando um espaço ritual que dialoga com ancestralidade e memória. “Esta instalação nasceu como um desenho, uma mensagem ancestral que quis se materializar no mundo”, contou a artista.
“Primeiro surgiu a árvore, depois o gráfico em forma oracular, tentando ser a boca de muitos mundos. Ao mesmo tempo que é uma ode à ancestralidade, a instalação nos lembra da urgência de olhar para nossas origens e perceber como o estado-nação foi formado”, acrescentou JeisiEkê.
Segundo ela, o título da obra remete a um provérbio herdado de sua mãe e de seu avô, reforçando a importância da transmissão de saberes ancestrais.
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