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Escritoras baianas vencem concurso nacional de literatura infantil afrocentrada

Por Redação

Foto: Divulgação | Redes Sociais

Três autoras baianas estão entre os vencedores do concurso nacional “Histórias que Transformam”, promovido pela Editora Eiros. O certame selecionou dez obras infantis com temáticas afro-brasileiras, afrofuturismo, indígenas e quilombolas, que serão publicadas com o objetivo de ampliar a representatividade e o acesso à diversidade cultural na literatura infantojuvenil.

 

Entre as premiadas estão Débora Maria dos Santos e Kaíssa Fonseca da Silva, de Salvador, e Iane Santos de Araújo, de Camaçari. As autoras tiveram suas obras escolhidas em meio a centenas de inscritos de todo o país.

 

Débora Maria dos Santos, pedagoga e mestre em Ciências da Educação, venceu com o livro “O Caminho Misterioso e o Segredo da Floresta”, que narra a história dos irmãos indígenas Jaci e Cauê. “Vivemos em um país onde a educação, muitas vezes, ainda é baseada em uma visão eurocêntrica. Trabalhar com etnoeducação e com as vivências dos alunos é fundamental. O lúdico permite que conteúdos históricos sejam compreendidos de maneira mais leve e despertem o senso crítico”, afirmou.

 

A pedagoga Iane Santos de Araújo, de Camaçari, também foi selecionada com o livro “As Esteiras de Piri da Vovó Pixe”, que conta a história de uma família envolvida no cultivo e no artesanato com a planta piri, prática tradicional transmitida entre gerações. “Minha avó fabricava estas esteiras, que usávamos no cotidiano. Era onde a gente sentava, brincava, ouvia histórias e até dormia”, relatou a autora.
 

Já a escritora Kaíssa Fonseca da Silva, de Salvador, foi escolhida com a obra “Alika e o Mistério do Bilhete”, que aborda temas como empatia, diversidade e autoestima. “Muitas crianças têm dificuldade de expressar sentimentos. A história mostra que o diálogo transforma e que o silêncio não resolve tudo”, destacou.
 

O concurso integra a política da editora de incentivar produções voltadas à valorização das identidades negra, indígena e quilombola no Brasil. “Cada autor publicado faz parte de um movimento literário de relevância nacional e internacional”, afirmou o CEO da editora, Felipe Locatelli.
 

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