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Cannes Lions 2025: Dia de Hollywood, Labubu, Amazon como Media of the Year e Hiperpersonalização

Por Americo Neto, direto de Cannes

Foto: Americo Neto / BN Hall

Imagine assistir a um comercial de ração com cachorros exatamente como o seu: mesma raça, mesma cor, mesma casa, mesmo clima. Parece ficção científica? Pois esse é o novo horizonte da publicidade revelado hoje no Cannes Lions: a era da hiperpersonalização por inteligência artificial.

 

A proposta é clara: criar dezenas — ou centenas — de versões diferentes de um mesmo anúncio, adaptadas para falar diretamente com cada público, com cada pessoa. Uma propaganda moldada ao espelho do consumidor. Esse conceito de hiper-adaptabilidade foi um dos principais temas do dia e abre novas portas para anunciantes e criativos em todo o mundo.


 

O sinal dos novos tempos é evidente: o CEO da Amazon recebeu o prêmio de Media Person of the Year. Quem diria que a varejista um dia se tornaria um conglomerado de mídia e conteúdo, vendendo espaço para marcas não só no e-commerce, mas também no Amazon Prime Video, no Twitch, nas lojas Whole Foods e até na Alexa. Mudanças…

 

Outro destaque que capturou a atenção do público foi o fenômeno Labubu. Um comercial inteiro gerado por IA, estrelando a criatura que virou febre mundial. A peça não apenas impressionou pela estética, mas também pelo fato de que o painel contou com duas startups, avaliadas em bilhões de dólares, que estão desenvolvendo ferramentas de IA para vídeo. Elas se apresentaram como democratizadoras das ideias, parceiras para tornar realidade — de forma mais rápida e barata — ideias e histórias geniais.

 

O dia também teve ares de tapete vermelho com a presença de Hollywood. No palco, o diretor do filme O Brutalista — que também dirige comerciais — participou de um painel carregado de opiniões fortes sobre o futuro do filmmaking.

 

E para fechar com chave de ouro, o Teatro Lumière recebeu Shonda Rhimes, criadora de Grey’s Anatomy, em um painel de encerramento memorável. Ela relembrou suas origens como publicitária, quando trabalhou em agências, e contou histórias dos primeiros comerciais que roteirizou — inclusive para a Barbie. Shonda reforçou o poder de uma boa história: “é isso que conecta, emociona e transforma”.

 

O lendário David Droga também subiu ao palco, compartilhando sua trajetória e cases que marcaram a história da publicidade. Ele reforçou que uma narrativa bem construída ainda é o que diferencia uma marca no coração das pessoas.

 

Já Sir Martin Sorrell, uma das maiores referências do setor, trouxe uma visão estratégica: destacou a redução de tempo e custos na produção publicitária e a ascensão da interatividade personalizada. Conteúdos que mudam de final conforme as escolhas do espectador, ou que se adaptam ao seu comportamento. O filme deixou de ser apenas visto. Agora, ele pode ser vivido.

 

Mais um dia de insights poderosos em Cannes. A criatividade, agora aliada à tecnologia, está reescrevendo as regras do jogo. E os contadores de histórias do futuro terão que dominar, mais do que nunca, a arte de contar… para cada um.

 

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