Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Hall
Você está em:
/
/
Geral

Notícia

Acreditar, equilibrar e enfrentar: Mulheres de destaque na Bahia compartilham conquistas

Fotos: Divulgação

Ser mulher vai muito além do óbvio. E a Bahia tem mostrado, cada vez mais, que elas podem ocupar qualquer espaço que quiserem. Neste dia 8 de março, o BN Hall conversou com algumas profissionais de destaque nas mais diversas áreas em todo o estado para fazer duas perguntas: qual foi o momento mais marcante da sua carreira, e qual é a dica que dariam para outras mulheres conquistarem o reconhecimento que essas personagens já têm.

 

As respostas seguiram, em sua maioria, por dois caminhos. O primeiro é que o momento mais importante da sua vida é o agora, é o que você está fazendo hoje. E a dica? Exatamente não deixar que essas conquistas te parem. É seguir em frente, buscar sempre mais. Sem romantizar, sem acreditar que já é suficiente, e sem deixar que as pressões que a sociedade tenta impor afetem os seus próprios desejos.

 

Veja abaixo algumas mulheres de destaque na Bahia:

 

Isabela Suarez
Empresária e presidente da Fundação Baía Viva

A relevância da Ilha dos Frades para o turismo de Salvador cresceu exponencialmente nos últimos anos, não só por um esforço em conjunto da comunidade, mas principalmente pelo projeto construído pela Fundação Baía Viva. À frente do grupo, Isabela Suarez foi fundamental para esse reposicionamento do local não apenas enquanto oportunidade de negócio e lazer, mas também com uma preocupação ambiental.

 

Talvez por isso ela não encontre em sua trajetória um momento específico que se destaque, mas acredita que sua carreira foi "construída através de uma sequência de pequenas conquistas diárias". "Pequenos passos, grandes resultados!" 

 

E é respeitando a individualidade e o caminho de cada uma que Isabela reconhece os desafios que muitas de nós enfrentam diariamente. "Acredito que as experiências são individuais, por isso cada um responde de acordo com as possibilidades que lhe são apresentadas. Vivemos em uma sociedade absolutamente desigual e muitas de nós não conseguem conquistar espaços devido à falta de oportunidade. Pra mim, foi muito importante romper condições historicamente impostas às mulheres que normalmente dificultam a caminhada".

 

Renata Correia

Diretora-Executiva do Jornal Correio

Foto: Arquivo Correio

Renata de Magalhães Correia começou a trabalhar em uma agência de publicidade ainda aos 18 anos, e se encantou pelo mundo da Comunicação. Chegou a trabalhar em grandes empresas, como Odebrecht e Vivo, mas foi na Rede Bahia, empresa da qual é acionista, que encontrou seu momento mais marcante. "É um desafio muito grande ficar à frente de um veículo de tamanha importância, com tamanha relevância no estado, e com desafios na transformação do mundo, em que a mídia vem se modificando bastante. E estar pronta pra assumir uma responsabilidade dessa envergadura diante de tantos desafios", avalia.

 

Ao longo dos últimos anos, a empresária percebeu uma mudança dentro da própria empresa, com um número crescente de mulheres ascendendo a cargos de gestão. E isso, na sua visão, tem feito toda a diferença. "Hoje a grande maioria das pessoas que administram o jornal é de mulheres, inclusive a chefe de redação do jornal. A questão da sensibilidade e da percepção feminina traz de fato um diferencial muito grande na gestão do dia a dia e no olhar da empresa. Eu acho que as organizações hoje já percebem isso", defende.

 

Para aquelas que também querem comandar uma grande empresa, sua dica é não desistir e saber conciliar a vida pessoal com a vida profissional. "Muitas mulheres, com tantos desafios na vida pessoal, muitas vezes não conseguem administrar a manutenção da carreira, da vida profissional, dos desejos profissionais com os pessoais. O que a minha experiência me faz colocar como sugestão é: não desista da sua carreira profissional por causa de questões pessoais ou de cobranças da sociedade, que remetem a papeis femininos um fardo".

 

Rita Batista
Jornalista, radialista e apresentadora 

A descrição de Rita Batista poderia ser infinitamente maior do que a que está acima. Mãe, aquela que influencia milhares de pessoas, a que não tem medo de discordar... Ou pode se resumir ao que ela mesma traz em uma de suas redes: a melhor coisa que pode acontecer na vida de qualquer pessoa e/ou corporação.

 

Rita, que já era muito conhecida na Bahia, agora é muito conhecida em todo o país. Em dezembro de2020, assumiu como repórter dos programas matinais da Rede Globo (Encontro, Mais Você e É de Casa), conquistando admiradores do seu trabalho e da sua postura sempre firme. É o  melhor momento da sua carreira? Agora, sim. Mas isso em breve vai mudar. "Sempre o momento mais marcante da minha carreira é o momento que eu estou vivendo. Então a entrada na TV Globo há um ano tem sido um momento de mudar de estado, de novo, de vir morar em São Paulo; ser repórter na super manhã Globo, nos programas matutinos da casa com audiência, tradição, compromisso... entrar pra esse time vencedor. E num momento de virada também de carreira. Com mais de 40 anos, com filho pequeno e no meio de uma pandemia, em que a gente não tem qualquer controle sobre absolutamente nada do que aconteça. Mas estou aqui e estou bem feliz", cravou.

 

Para outras mulheres, ela oferece uma frase de Osho que ela também leva para si: "opte pelo que faz o seu coração vibrar apesar de todas as consequências". "Então as renúncias do meu caminho, do que eu trilhei, me alavancam, me tiram do lugar. Elas conseguem me catapultar justamente para a posição que eu quero. E olhe que eu ainda não cheguei lá. Estou perto, mais perto do que nunca. Porque primeiro a gente faz o que pode para depois fazer o que quer, né?", sugere.

 

Margareth Menezes

Cantora e compositora

Foto: Divulgação / Estúdio Gato Louco

Com 35 anos de carreira, alguém poderia imaginar que Margareth Menezes se acomodou. Mas, mesmo sendo um dos principais nomes do axé, ela não para de criar coisas novas. E é exatamente isso que ela sugere para quem quer chegar onde ela está - seja lá que lugar seja esse. 

 

"Eu continuo caminhando, não sei onde eu cheguei ainda. Mas eu sei que a partir do momento que você tem uma ligação com a música, com a arte, você tem que continuar. Procurar sempre estar produzindo alguma coisa. E a produção não precisa ser um acontecimento. Às vezes você não está no momento de mais popularidade, mas você está ali trabalhando. E se referenciando, se renovando. Isso é a grande alavanca do meu trabalho: eu sempre estou buscando fazer alguma coisa".

 

Mas antes de criar projetos como Margareth Menezes canta Gil e Caetano, Rebeldia Nordestina 1, 2 e 3, ou projetos de Carnaval como os Mascarados, ela precisou se encontrar. "O momento mais marcante foi quando eu consegui me definir no mercado em relação ao que eu queria representar com a minha música. Esse momento foi muito importante, porque criou um entendimento de identidade do meu trabalho perante o público. Quando eu entendi isso, que eu precisava ter uma identidade musical fácil e entendível em qualquer lugar... Eu tenho essa representação da música afro, afropop, axé, da Bahia. Isso me deu uma possibilidade de ir além, uma âncora. E é o que me dá essa longevidade em relação ao meu trabalho. Me sinto potente, estamos aí produzindo, com muitas coisas a realizar".

 

 

Angeluci Figueiredo - Preta

Chef

À frente do Restaurante da Preta, em Ilha dos Frades, um dos mais badalados e conhecidos no estado atualmente, Angeluci Figueiredo não tem tempo a perder. Nesta terça, compartilhou com seus seguidores a seguinte definição: "Eu sou uma mulher cebola. Não porque lido com comida, mas com ideias, pessoas, desafios. São tantas camadas que fazem de mim quem eu sou".

 

Mesmo com todo sucesso que conquistou nos últimos anos, ela crê que o momento mais marcante da sua carreira "ainda vai chegar". O que sugere para as outras mulheres? "A dica é acreditar nos seus sonhos sem romantizá-los".

 

Daniela Borges
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia e professora da Faculdade Baiana de Direito

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Em um dia de homenagens, Daniela Borges compartilha a emoção de ter sido escolhida como nome da turma 19.2 da Faculdade Baiana de Direito, um dos momentos mais significativos para ela. Já como advogada, é fácil encontrar um ponto de virada: quando tomou posse na OAB-BA. "Fui a primeira mulher presidente em 90 anos. Então representar toda a advocacia nessa condição de primeira mulher é algo que me marcou muito".

 

Para todas as mulheres, ela também deixa uma mensagem importante: "Eu diria: não desistam nunca e lembrem-se sempre de dar as mãos umas às outras. A gente precisa ser agente de transformação nos espaços em que a gente está, para que a gente possa ter uma sociedade com mais igualdade, com melhores condições para as mulheres, menos violência contra as mulheres". 

 

Damar Sandbrand
Gerente de Produção de pneus de caminhão da Continental Camaçari

A Continental Pneus de Camaçari tem atualmente 32% dos seus cargos de liderança ocupados por mulheres. Por isso, em um meio ainda tão ocupado por homens, Damar Sandbrand reconhece a importância de assumir a chefia de uma área de produção. "Na época isso representou uma quebra de paradigma, já que sou psicóloga de formação e atuava no setor de Recursos Humanos, sendo transferida para chefiar uma área historicamente masculina, sendo a única mulher do departamento. Muitas pessoas questionaram se eu estava certa da minha escolha de mudar de setor, mas recebi também muito apoio, principalmente da minha liderança. Hoje as mesmas pessoas vibram comigo a cada desafio e cargo alcançado. Acredito que meu exemplo trouxe uma contribuição, ao mostrar o impacto positivo da diversidade no ambiente produtivo industrial", aponta. 

 

Para as mulheres que estão "começando, recomeçando ou impulsionando suas carreiras", a dica que Damar deixa é: "não é fácil dar os primeiros passos. Mas se você tem a certeza do caminho que você quer seguir, seja forte e resiliente, pois quanto mais você prova que pode dar certo, a transformação deixa de ser apenas sua para ser um exemplo para muitas mulheres que estão ao seu redor".

 

Carolina Loureiro
Cargo: Mestre Cervejeira e Beer Sommelier – Embaixadora de Conhecimento e Cultura Cervejeira no Norte, Nordeste e Centro Oeste da Ambev

Se criar pneus ainda é uma função muito associada aos homens, ser mestre cervejeira não é diferente. Mas Carolina Loureiro não deixou que isso a impedisse. Por isso, ser convidada para uma nova área dentro da Ambev, a "Paixão Cervejeira", foi tão importante para ela. "Uma coisa é você mudar para uma área nova, outra é construir uma área totalmente do zero. Foi muito desafiador, mas aprendi muito e foi um momento de grande crescimento profissional", pondera.


Por isso, ela defende que as mulheres nunca duvidem da sua capacidade. "Nós mulheres geralmente caímos na síndrome da impostora e acreditamos que não somos capaz, mas isso não é verdade. Trace seus objetivos, agarre as oportunidades e acredite em você".

 

Agnaluce Silva
Gestora Regional do Sabin no Nordeste

Formada em Farmácia Bioquímica, Agnaluce Silva estava praticamente encaminhada para a área acadêmica. Mas durante um congresso, conheceu mais sobre qualidade e programas de acreditação de laboratórios, e acabou ganhando um sorteio exatamente de um curso que tratava sobre isso, o que foi um divisor de águas no seu caminho.

 

"Naquele momento, juntou o interesse que eu tinha no assunto e a oportunidade de fazer parte desse grupo que ia estudar a norma americana e traduzir para fazer uma norma brasileira. Assim, criamos o primeiro programa de acreditação de laboratórios clínicos no Brasil. E esse foi o start da minha carreira de gestão".

 

Assim, sua dica para quem quer chegar mais longe é "seguir o coração", mas sem esquecer de outras questões fundamentais. "Nós somos feitas de sonhos e emoções. É muito importante sabermos que podemos influenciar na qualidade de vida das outras pessoas. A gente tem que procurar sempre ajudar para que a pessoa que passa pela nossa vida saia melhor. Também não podemos ter medo dos 'nãos' da vida. Precisamos ter um poder de resiliência grande e inteligência emocional para que a gente possa ouvir o não e saber administrar bem e correr atrás dos nossos sonhos. E claro, a gente precisa sonhar, mas também precisa ter a capacidade de realização. E tudo isso sem esquecer os nossos valores", defendeu.

Compartilhar