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Espaço Pierre Verger reverencia obras de fotógrafos baianos

Por Redação

Fotos: Bruno Concha/Secom e Jefferson Peixoto/Secom

Situado no Forte de Santa Maria, no Porto da Barra, o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana reverencia fotógrafos que captam as belezas da capital baiana. 
 

 

O local é uma forma de homenagem ao etnólogo e fotógrafo francês Pierre "Fatumbi" Verger e de outros 100 fotógrafos baianos que, ao longo do último século, revelaram as histórias e os costumes da cidade.

 

 

O fotógrafo Alex Baradel, curador do espaço, lembra que o equipamento tem o objetivo de mostrar um recorte da fotografia produzida na Bahia em uma apresentação moderna, na maioria virtual, de modo a apresentar um pouco da arte produzida por estes profissionais ao longo do tempo. 

 

"Desenvolvemos uma série de temáticas, entramos em contato com fotógrafos que representassem esses tópicos na história da fotografia da Bahia. Todas elas, com exceção do contexto contemporâneo, têm alguma relação com a obra de Verger", afirma. 
 

 

Intituladas Retratos, Paisagens Urbanas, Cultos Afro- Brasileiros, Interior da Bahia, Cenas do Cotidiano, e Fotografia Contemporânea, além de exposições virtuais, disponíveis através de óculos de realidade virtual, o acervo traz recortes do trabalho de fotógrafos tão diversificados quanto Verger, a exemplo de Amanda Oliveira, Bauer Sá, Adenor Gondim e Hirosuke Kitamura, dentre muitos outros.

 

"A fotografia, como outros tipos de arte, é uma maneira de guardar a memória da cultura de um grupo de pessoas. É uma forma de melhor entender como era a rotina em outros tempos e que funciona também como fonte de pesquisa”, completa.

 

O espaço funciona de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h, com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia), que dá direito também ao acesso ao Espaço Carybé de Artes, este no Forte São Diogo, na mesma região. Às quartas-feiras a entrada é franca.

 

A homenagem a Pierre Verger não ocorre à toa. Nascido em Paris, em 1902, o francês chegou à Bahia em 1946, onde estudou a diáspora africana na Bahia, transitou pela etnografia, fotografia, era babalorixá e estudou o fluxo cultural e econômico do período escravista brasileiro. Suas fotografias têm como foco o cotidiano e a realidade, destacando os costumes e crenças do povo.

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