Pena Cal Galeria apresenta “Constelações Geométricas”, exposição inédita de Mario Tagnini em Salvador
A Pena Cal Galeria recebe, a partir desta terça-feira (1º), “Constelações Geométricas”, exposição inédita de Mario Tagnini. Em cartaz até 30 de setembro, das 14h às 18h, a mostra reúne pinturas que sintetizam uma pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo de mais de cinco décadas, com foco nas formas geométricas, na precisão técnica e no diálogo com a tradição construtivista.
Na terça e quarta (2), Tagnini estará no espaço para receber os visitantes e conversar sobre seu processo criativo e sua trajetória artística.
Arquiteto de formação, ele construiu sua produção artística a partir das relações entre linhas, planos, cores e formas. Na nova série, o quadrado assume papel central e aparece em diferentes escalas e combinações, estruturando campos de cor, linhas e intervalos. Vermelho, azul, amarelo, preto, branco e diferentes gradações de cinza compõem o repertório cromático das obras.
O conceito da mostra parte da ideia de constelação, entendida como as relações estabelecidas pelo olhar humano entre pontos aparentemente dispersos. A partir dessa perspectiva, Tagnini investiga as possibilidades de articulação entre forma, cor e espaço, convidando o público a criar suas próprias conexões diante das pinturas.
Embora dialogue com a tradição da abstração geométrica, a produção do artista apresenta uma abordagem própria. Segundo a curadora Magnólia Costa, Tagnini se distancia da busca por uma forma absoluta ao incorporar fragmentos e interferências que tensionam a precisão das composições e evidenciam a dimensão material do gesto artístico.
A relação entre precisão e liberdade também é destacada por Eva Pena Cal, diretora da galeria. Para ela, as obras revelam a maturidade alcançada pelo artista ao longo de sua trajetória. “Mário Tagnini constrói relações. Sua pintura nasce da precisão, mas nunca da rigidez. Em seus planos de cor, linhas e intervalos, cada elemento parece ocupar um lugar inevitável, como se a composição já existisse antes mesmo do gesto do artista”, afirma.
“É uma obra que não se impõe pelo excesso, mas pela permanência: quanto mais tempo permanecemos diante dela, mais descobrimos sua potência”, completou Eva.
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