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Pianista revelado pela OSBA, Leonardo Hilsdorf retorna à Bahia para dois concertos

Por Redação

Foto: Tiago Nunes

Um dos principais pianistas brasileiros de sua geração, Leonardo Hilsdorf reencontra a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) nesta semana para duas apresentações. O músico, que iniciou sua trajetória com a Sinfônica baiana ainda jovem, retorna ao estado para interpretar obras de Sergei Rachmaninoff, Manuel de Falla e Heitor Villa-Lobos, sob regência do maestro Carlos Prazeres.

 

O primeiro concerto acontece nesta sexta-feira (21), às 19h30, no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, como parte do projeto OSBA na Estrada. No domingo (23), às 11h, Hilsdorf volta ao palco com a Orquestra, desta vez em Salvador, em apresentação gratuita no Santuário Nossa Senhora de Fátima, no Colégio Antônio Vieira.

 

A história do pianista com a OSBA começou há mais de 20 anos, quando ele venceu o Concurso de Jovens Solistas promovido pela Orquestra. Na época, Salomão Rabinovitz, que posteriormente emprestaria seu nome à premiação, atuava como spalla da Sinfônica.

 

Desde então, Hilsdorf ampliou sua trajetória artística e passou a se apresentar em importantes salas de concerto do Brasil e do exterior. Entre os espaços que receberam o pianista estão o Concertgebouw, em Amsterdã; a Maison de la Radio, em Paris; a Beethoven-Haus, em Bonn; o Flagey e o Bozar, em Bruxelas; além da Sala São Paulo e do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

O músico também foi solista residente por dois anos na Chapelle Musicale Reine Elisabeth, na Bélgica, período em que trabalhou com a pianista portuguesa Maria João Pires, sua mentora. Em 2016, foi escolhido Jovem Talento do Ano pela Revista CONCERTO.

 

Para o maestro Carlos Prazeres, o retorno de Hilsdorf representa um reencontro entre a Orquestra e um artista que teve parte de sua formação ligada à instituição. O regente destaca a evolução do pianista desde sua participação no concurso e o define como um dos grandes nomes do piano brasileiro.

 

Nos dois concertos, Hilsdorf será solista na “Rapsódia sobre um tema de Paganini, Op. 43”, de Sergei Rachmaninoff. O programa também inclui “El Sombrero de tres picos, Suite nº 1”, de Manuel de Falla, compositor espanhol que tem seus 150 anos de nascimento celebrados neste ano, e “Bachianas Brasileiras nº 8”, de Heitor Villa-Lobos.

 

A trajetória internacional não afastou Hilsdorf da produção musical brasileira. Atualmente, o pianista se dedica à gravação da obra completa para piano de José Siqueira, compositor e maestro paraibano, em um projeto que amplia sua pesquisa sobre o repertório nacional.

 

A presença de Villa-Lobos no programa dos concertos com a OSBA também reforça essa conexão. Para Hilsdorf, a aproximação da música de concerto com diferentes públicos é um dos aspectos que tornam especial o trabalho desenvolvido pela Orquestra Sinfônica da Bahia.

 

“O Brasil sofre um pouco dessa síndrome de tentar replicar o que funciona na Europa. Mas a verdade é que o Brasil não é a Europa, não é a Alemanha, não é a Suíça, e tem uma cultura muito própria, um público muito próprio”, afirma o pianista.

 

Segundo Hilsdorf, iniciativas como o OSBA na Estrada ajudam a aproximar a música sinfônica das comunidades. “Acho maravilhoso que o Carlos e a OSBA estejam fazendo isso de tentar levar a orquestra para perto das pessoas. A verdade é que uma orquestra sinfônica, ainda mais uma orquestra sinfônica pública, trabalha para servir às pessoas, às comunidades”, completa.

 

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