Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Hall

Coluna

Arquitetando: É hora de despertar os sentidos na arquitetura e na decoração

Por Ana Paula Macedo e Louise Calegari

Fotos: Divulgação

Cada pessoa é única e capaz de processar as experiências de maneira exclusiva, utilizando para isso os cinco sentidos: tato, visão, olfato, paladar e audição. Percebendo esse processo e buscando despertar sensações positivas e multissensoriais mais profundas, a arquitetura se renovou através de um novo conceito que começa a ganhar destaque. Estamos falando da Neuroarquitetura, uma neurociência que, aplicada à arquitetura, promove de maneira mais intensa a personalização, humanização e eleva o conceito de viver bem com saúde e bem-estar.

 


Bárbara Becattini, da Bettí Arquitetura. (Foto: Divulgação)

 

O termo surgiu em 2003, após a criação da Academy of Neuroscience for Architecture (ANFA), em San Diego (Califórnia), e está em evidência no país nos últimos anos. É como se fosse uma atualização do que prega a arquitetura tradicional, ultrapassando a linha do além e conquistando inúmeros adeptos. É o caso da arquiteta e urbanista Bárbara Becattini, que fez uma pós-graduação em Neuroarquitetura. A profissional, que está há cinco anos à frente da Bettí Arquitetura e atua em Salvador e São Paulo, destaca que este conceito não propõem uma “nova” arquitetura, mas, “um olhar diferente e com mais responsabilidade nas escolhas de cada projeto.”


A iluminação natural e a madeira no mobiliário trazem aconchego para o ambiente. (Foto: Pinterest)


Mobiliário em verde e organização da cozinha garantem o aconchego. (Foto: Pinterest)

 

De acordo com a arquiteta, o conceito permite projetar com muito mais equilíbrio, com o foco em pessoas, na qualidade de vida e na saúde mental, numa ação baseada em estudos da neurociência que possibilitam entender como o ambiente interfere e afeta o organismo e, consequentemente, influenciam os comportamentos. Com isso são priorizados elementos como a natureza, psicologia das cores, ambientes silenciosos, luz natural, boa ventilação e percepção multissensorial através dos sentidos.

 

“Passamos a maior parte do nosso tempo dentro desses locais construídos e, quanto mais tempo passamos neles, mais efeitos na nossa vida essa experiência nos causa. Um projeto pode promover mais qualidade de vida se soubermos, por exemplo, aplicar soluções para a iluminação baseada nas interferências positivas e negativas que ela pode causar no nosso organismo, podemos promover ambientes que não interfiram na qualidade do nosso sono”, exemplifica.

 

Uma ode aos 5 sentidos

Falar em aguçar os sentidos por meio da arquitetura é também mostrar a importância de dar continuidade a essa ação, celebrando a visão, o tato, o paladar, a audição e por que não, o olfato, através de pequenos detalhes nos pós-projeto. Essa busca por gerar bem-estar criou também um mercado que só cresce e se especializa, como o de aromas e difusores.


Mônica Burgos, sócia-fundadora da Avatim. (Foto: Lailson Santos)

 

“O perfume de um ambiente tem o poder de comunicar o estado de espírito e criar memórias olfativas daquele local”, como conta Mônica Burgos, sócia-fundadora da Avatim, empresa baiana de cosméticos que neste ano completou 20 anos de fundação. De acordo com a empresária, “os perfumes para interiores são capazes de tornar o ambiente mais agradável e aconchegante, pois as fragrâncias transmitem emoções e ajudam a criar conexão entre o espaço aromatizado e as pessoas. Isso vale também para a criação da identidade olfativa de marcas e lojas, que promovem uma experiência positiva ao consumidor.”


As velas decorativas podem ser utilizadas em qualquer lugar da casa. (Foto: Divulgação)

 

Mônica conta que são inúmeras as opções de fragrâncias, cada uma delas, com uma função específica. A Lavanda, por exemplo, gera aconchego, já o alecrim e o bambu são capazes de promover frescor, em outros casos a sofisticação fica por conta das fragrâncias mais amadeiradas. As estações e festas também pautam as escolhas. Nessa época do ano, aumenta a procura por aromas que energizam a casa, como conta ela: “Minha dica para o ano que se inicia é a fragrância Âmbar, um perfume cheio de energia, com notas adocicadas e muito diferenciado. É a minha aposta para começar o ano com bastante entusiasmo, bem-estar, conforto, leveza e muitas conquistas.” Se o cheirinho bom vier de quebra com uma bela embalagem, é o match perfeito para deixar o ambiente ainda mais bonito e elegante.

 


O aroma do alecrim, um dos mais procurados, é muito utilizado para estimular o cérebro. (Foto: Divulgação) 

Compartilhar