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Coluna

Giro: Saiba mais sobre a endometriose, doença que acomete a cantora Anitta

Por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Dra. Sofia Andrade, ginecologista especializada em reprodução humana

Mais de 8 milhões de mulheres no Brasil sofrem por conta de um problema de endometriose. A doença inflamatória crônica virou o centro das atenções nos últimos dias por conta do anúncio feito pela cantora Anitta que fará uma cirurgia para se livrar do problema. “Dores pélvicas, menstruais (dismenorreia), nas relações sexuais (dispareunia), na micção e na evacuação, além de dificuldade para engravidar são sintomas da doença”, explica a Dra. Sofia Andrade, médica ginecologista, especializada em reprodução humana. “E maior incidência se dá em mulheres de 15 a 45 anos”, acrescenta.

 

Vale informar que fora do útero há um tecido semelhante ao endométrio que por uma reação crônica e inflamatória, gera as dores. “A endometriose compromete o bem-estar da mulher. As inflamações podem ser de graus variados e não está relacionado apenas a dor, apesar deste ser um ponto importante a ser considerado”, alerta a médica.

 

O diagnóstico é feito por meio de relato da paciente, exame clínico e avaliação minuciosa com ultrassom e ressonância pélvica. “No quesito infertilidade, quase 50% das mulheres têm endometriose e muitas vezes não sabem. A doença afeta – em média – 10% das mulheres em idade reprodutiva”, informa a Dra. Sofia Andrade. “A depender das consequências da endometriose nos órgãos, as pacientes podem engravidar por meio da fertilização assistida”, complementa.

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