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Coluna

Doutor Pet: As vacinas do seu gato estão em dia? Saiba por que revisar o protocolo é importante  

Por CenterVet

Foto: CenterVet

A vacinação costuma receber mais atenção quando o gato ainda é filhote. É nessa fase que acontecem as primeiras doses e que a carteirinha começa a ser preenchida. Depois, com a chegada da vida adulta, alguns tutores acabam deixando esse acompanhamento em segundo plano.

 

No entanto, a prevenção por meio das vacinas continua sendo importante ao longo da vida. Para os gatos, o protocolo deve considerar não apenas a idade, mas também o histórico vacinal, as condições de saúde, o ambiente em que vivem e a possibilidade de contato com outros felinos. Esses fatores ajudam o médico-veterinário a definir quais vacinas e reforços são adequados para cada paciente.

 

A vacinação continua depois da fase de filhote
As primeiras doses são importantes para estabelecer proteção contra diferentes doenças, mas elas não encerram o protocolo vacinal.

 

Com o passar dos anos, é necessário revisar esse planejamento com o médico-veterinário. Os intervalos e a necessidade de reforços podem mudar conforme a vacina utilizada, as recomendações vigentes e as características individuais do gato.

 

Em vez de seguir um calendário por conta própria, o ideal é manter a carteira de vacinação atualizada e aproveitar o acompanhamento veterinário para verificar quando cada proteção precisa ser renovada.

 

Gatos que vivem dentro de casa também precisam de atenção
Uma pergunta frequente é se gatos que não têm acesso à rua ainda precisam ser vacinados.

 

Manter o animal exclusivamente dentro de casa pode diminuir a exposição a determinados agentes infecciosos, mas não elimina todos os riscos. Além disso, a rotina do gato pode mudar ao longo dos anos.

 

Uma viagem, hospedagem, fuga inesperada ou a chegada de um novo gato à família são situações capazes de modificar o risco de exposição. Por isso, a vacinação deve ser pensada individualmente, considerando a realidade de cada paciente.

 

A FeLV também faz parte dessa conversa
Quando o assunto é prevenção felina, a FeLV merece atenção. A sigla se refere ao vírus da leucemia felina, que pode ser transmitido entre gatos, principalmente quando existe contato próximo e prolongado.

 

A saliva está entre as secreções envolvidas na transmissão, e situações como lambeduras entre animais, mordidas e compartilhamento de recipientes também podem estar relacionadas.

 

Por esse motivo, gatos com acesso à rua ou possibilidade de contato com felinos cujo status para FeLV é desconhecido podem apresentar maior risco de exposição. A introdução de um novo gato na residência é outro momento em que conhecer o status para o vírus merece atenção.

 

Prevenir a FeLV envolve mais do que vacinar
A vacinação é uma ferramenta importante para reduzir o risco de infecção em gatos suscetíveis, mas a estratégia preventiva começa antes da aplicação da vacina.

 

Antes de iniciar a vacinação contra FeLV, é importante conhecer o status do animal para o vírus. O médico-veterinário considera a avaliação clínica, o resultado da testagem, a idade e o risco de exposição para estabelecer a estratégia adequada.

 

A vacina também não substitui medidas para reduzir o contato com gatos infectados ou com status desconhecido. Testagem, avaliação veterinária e vacinação, quando indicada, fazem parte de uma prevenção mais completa.

 

Mudanças na rotina podem mudar o protocolo
O perfil de um gato não permanece necessariamente igual durante toda a vida. Um animal que sempre viveu sozinho pode começar a conviver com outros felinos. Um gato exclusivamente domiciliado pode passar a frequentar novos ambientes. A família também pode adotar outro animal ou mudar de residência.

 

Essas situações podem alterar o risco de exposição e são um dos motivos para revisar o protocolo periodicamente. Uma estratégia definida anos atrás pode precisar ser reavaliada diante da realidade atual do paciente.

 

A carteirinha também deve fazer parte do acompanhamento
Revisar as vacinas durante a consulta é uma oportunidade para olhar a saúde do gato de forma mais ampla. O médico-veterinário também pode avaliar seu estado geral, histórico e possíveis mudanças relacionadas a comportamento, alimentação, peso e rotina.

 

Na Centervet, os tutores encontram avaliação veterinária, testagem e vacinação para acompanhar a prevenção dos gatos nas diferentes fases da vida.

 

Com unidades na Graça e Costa Azul, a Centervet atua como centro de referência veterinária em Salvador, oferecendo atendimento 24 horas e estrutura para diferentes necessidades de cuidado.

 

Se você não sabe quando seu gato recebeu a última vacina ou tem dúvidas sobre quais proteções são indicadas para ele, levar a carteirinha para uma revisão com o médico-veterinário é um bom ponto de partida.