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Coluna

Desafio Ambiental: Turismo sustentável potencializa a economia com preservação ambiental

Por Lenilde Pacheco

Foto: Sebrae

O turismo ecológico e sustentável ganha força na Bahia, impulsionado por iniciativas privadas, políticas públicas e projetos comunitários voltados à conservação ambiental e ao desenvolvimento local. Com alguns dos mais importantes patrimônios naturais do país, o estado ocupa posição estratégica nesse segmento. Do litoral marcado por recifes e manguezais à diversidade de biomas do interior, a Bahia reúne ecossistemas de grande valor científico, ambiental e cultural.

 

A Chapada Diamantina exemplifica como a conservação da natureza pode caminhar lado a lado com atividades turísticas responsáveis. A região tornou-se referência ao combinar geração de renda, proteção ambiental e valorização das comunidades locais. No sul do estado, paisagens exuberantes e rica biodiversidade também impulsionam iniciativas de turismo sustentável, cultural e de base comunitária.

 

 

Quando estruturado sob princípios de sustentabilidade, o turismo se transforma em ferramenta direta de conservação. Trilhas ecológicas, observação de fauna, mergulho em áreas recifais e visitas a unidades de conservação aproximam visitantes da natureza e estimulam cadeias produtivas baseadas em pequenos empreendimentos, guias locais e iniciativas comunitárias. O resultado é o fortalecimento de economias regionais sem comprometer os recursos naturais.

 

Esse modelo acompanha uma agenda global que busca equilibrar crescimento econômico, conservação ambiental e inclusão social. Com investimentos em planejamento territorial, educação ambiental e infraestrutura de baixo impacto, a Bahia tem potencial para se tornar referência em ecoturismo no Brasil.

 

A Baía de Todos-os-Santos também desponta como área estratégica. Sua riqueza natural e cultural oferece condições para um modelo de desenvolvimento que preserve paisagens e modos de vida. Entre as iniciativas em andamento estão projetos de recuperação de ecossistemas marinhos e manejo de espécies invasoras, além de instrumentos de planejamento como o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável.

 

A educação ambiental ocupa papel central nesse processo. Ao conhecer áreas naturais de forma responsável, o visitante contribui para a preservação dos ecossistemas e amplia a consciência sobre a importância da biodiversidade.

 

A turismóloga Luciana Calil, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), destaca que a conservação da biodiversidade, o uso racional dos recursos naturais e a valorização sociocultural das comunidades são pilares do turismo ecológico. Segundo ela, a educação ambiental é parte essencial dessa prática, ao estimular a interpretação do ambiente e a sensibilização dos visitantes.

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

“O turismo ecológico estimula a manutenção das unidades de conservação, incentiva a fiscalização, fortalece projetos socioambientais e amplia a conscientização sobre a importância da biodiversidade. A presença consciente de visitantes também ajuda a dar visibilidade às áreas protegidas, reforçando seu valor ambiental e social”, afirma.

 


Jaguaquara (BA) - Foto: Prefeitura Municipal

 

Entre as iniciativas em discussão estão as Trilhas de Longo Curso em unidades de conservação estaduais sob gestão do Inema. O Parque Estadual Ponta da Tulha, o Parque Estadual Serra do Conduru e as Áreas de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande e Santo Antônio estão entre as áreas envolvidas. O projeto reúne ainda o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comunidades locais e outros órgãos públicos.

 

Na Chapada Diamantina, a implantação das trilhas deverá envolver oito unidades de conservação. O processo começa na região de Rio de Contas, com diálogo junto aos municípios e condutores locais. Essas trilhas são consideradas instrumentos estratégicos para a conservação por funcionarem como corredores ecológicos que conectam áreas naturais.

 

Apesar dos avanços, a consolidação do turismo sustentável na Bahia enfrenta desafios. Planejamento territorial mais integrado, investimentos em infraestrutura de baixo impacto e fortalecimento da gestão ambiental são pontos centrais. Regiões como a Chapada Diamantina e o Parque Nacional Marinho de Abrolhos exigem políticas permanentes de conservação, controle do fluxo de visitantes e maior participação das comunidades locais.

 

Ampliar a educação ambiental, fortalecer o turismo de base comunitária e garantir governança entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil são caminhos para consolidar um modelo capaz de proteger os ecossistemas e gerar desenvolvimento econômico duradouro.

 


Pantanal em Andaraí (BA) -  Foto Yandra Barros/Inema

 

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