Desafio Ambiental: Veracel alinha a produção de celulose a cuidados ambientais
O setor de papel e celulose brasileiro emprega mais de 175 mil pessoas em quatro mil empresas, responsáveis pela exportação de 32% de sua produção, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com importantes investimentos tecnológicos, o Brasil tornou-se o segundo maior produtor de celulose, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME).

Distribuído por centenas de municípios de 18 estados do País, o segmento adotou práticas sustentáveis para atender a demanda cada vez maior por soluções alinhadas com a temática ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança), valorizando o meio ambiente, aspectos sociais e de gestão.
Com tecnologias mais limpas, cumprimento da legislação ambiental e conservação de florestas, o setor leva a sério a necessidade de reduzir o impacto causado pelo uso de eucalipto durante o processo produtivo. Para efetivar compensações em uma agenda sustentável, a Veracel Celulose é uma das grandes que investiu na preservação ambiental e obtém resultados positivos nessa jornada, como demonstra o seu Relatório de Sustentabilidade, relativo a 2022.
Empresa de bioeconomia brasileira, ela produz celulose de forma sustentável a partir da fibra do eucalipto. Integra operações florestais, industriais e de logística, que propiciam uma produção anual média de 1,1 milhão de toneladas de celulose. Possui unidades na região da Costa do Descobrimento, sul da Bahia e no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Ajustou sua operação aos pilares ESG e estendeu as práticas sustentáveis para toda a cadeia produtiva.
"Os avanços alcançados em 2022 são fruto de um trabalho integrado entre os colaboradores da companhia e as empresas, pessoas e entidades que fazem parte da nossa rede de relacionamento", diz Caio Zanardo, diretor-presidente da Veracel. "Cada um de nós fez parte desse resultado. Dedicamos esforços ao crescimento sustentável e conseguimos influenciar e ser protagonistas no território onde atuamos, gerando valor, por meio de boas práticas florestais, industriais, ambientais e sociais”, enfatizou.


O relatório mostra que, no ano passado, a Veracel obteve o menor uso de água em atividades fabris da história da companhia (20,5 m³/tsa), ou seja, 20,5 metros cúbicos de água para cada tonelada de celulose produzida. Também houve redução de 13% do uso de gás natural no processo de produção, com a consequente diminuição da emissão de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, o inventário de emissões e remoções de carbono atestou a remoção de mais de 1,6 milhão de toneladas de gases de efeito estufa da atmosfera.
As ações ambientais proporcionaram também 100% de reaproveitamento de resíduos da produção fabril durante quatro meses: junho, setembro, outubro e novembro. E fechou o último ano com 2,2 mil hectares de expansão da área florestal e com aproximadamente 100 mil hectares de área preservada.
As iniciativas da companhia com foco no desenvolvimento sustentável incluem a manutenção da Estação Veracel, a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de Mata Atlântica no Nordeste brasileiro, situada entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia. Com mais de 6 mil hectares de floresta preservada, a estação atrai observadores de pássaros brasileiros e estrangeiros.
Com a nova edição do Relatório de Sustentabilidade, a empresa demonstra em 72 páginas que está atenta às expectativas das acionistas - a brasileira Suzano e a sueco-finlandesa Stora Enso: construiu um elo entre o crescimento empresarial e o aprimoramento de práticas capazes de reduzir o impacto da operação industrial no planeta, tornando a questão ambiental um valor estratégico. Isso é indispensável, claro, para uma companhia que depende muito mais da natureza do que vice-versa.

