Sempre tivemos vontade de lançar nossa marca em Salvador, diz executivo da Trousseau
A Trousseau, marca paulista com 30 anos de atuação no segmento de cama, mesa e banho, inaugurou nesta terça-feira (14) uma de suas lojas na capital baiana, no Salvador Shopping.
Em entrevista ao BN Hall, Rodolfo Trussardi, executivo da marca, falou sobre os desafios da empresa durante a pandemia, mas também sobre as oportunidades que surgiram nesse período.
“Quando veio a pandemia todo mundo ficou assustado com tudo que estava acontecendo, e tivemos uma grande surpresa que foi como as pessoas se deslocaram para suas casas de veraneio. Então começamos a notar esse processo de migração para casas de praia e o desejo dos consumidores de melhorar os seus enxovais, o que potencializou muito as nossas vendas”, disse.
Segundo o empresário, Salvador já é um dos locais em que a marca sempre teve vontade de instalar uma de suas lojas. “Esse processo de expansão tem uns oito anos. Tínhamos lojas apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nós acreditamos que o Brasil todo tem potencial para ter os nossos produtos, e assim a gente começou a buscar parceiros que tivessem o mesmo DNA da Trousseau. Salvador é uma praça que sempre tivemos vontade de estar”, contou.

Renata Andrade, que está à frente do negócio na capital baiana, e que já tem experiência na área por conta da sua atuação na Intimissimi, falou sobre a diferença entre a gestão das companhias.
“São empresas diferentes, cada uma com sua especificidade. A Intimissimi é uma marca mundial, referência em lingerie, e por incrível que pareça, a Trousseau também é, para mim, uma referência global no segmento de roupagem para casa. Acredito que meu grande desafio agora é entrar na casa do cliente, mostrando para ele o nosso diferencial e o cuidado que temos em proporcionar uma vivência diferenciada a partir dos nossos produtos”, avaliou.
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Renata Andrade
Para 2022, Rodolfo acredita que o retorno das viagens para o exterior não irá impactar tanto nas vendas nacionais diante do fato dos clientes terem aprendido a consumir os produtos do segmento de luxo dentro do Brasil.
“Sempre tivemos como nosso principal concorrente o mercado externo, então a gente teve até a ideia de abrir uma loja em Miami [nos Estados Unidos]. Porém, o fato das pessoas deixarem de viajar para o exterior contribuiu muito para o dinheiro circular internamente, o que é um ponto positivo. O brasileiro aprendeu a comprar artigos de luxo no país e isso é algo que a gente vê em outras marcas importadas. Por mais que as pessoas voltem a viajar, acredito que ainda haverá muitos benefícios por aqui”.
