Marca de joias assinada por Cláudia Duarte é lançada em Salvador com coleções que celebram leveza, essência e liberdade
O brilho do ouro e das pedras preciosas nunca foi algo distante da vida da designer baiana Cláudia Duarte. Natural de Senhor do Bonfim, cidade marcada pela convivência com o garimpo e o universo das minas, ela cresceu cercada por um cenário que, anos depois, se transformaria em matéria-prima criativa. Agora, essa trajetória ganha forma na Treeo, marca autoral de joias apresentada na última terça-feira (31), em um evento para convidados no Une Cozinha, em Salvador.
“Cresci nesse ambiente, convivendo com a extração, com os garimpeiros e com as pedras. Tenho memórias muito vivas disso tudo, que até hoje me inspiram. Naquele tempo, tinha uma Estação da Leste para extração de esmeraldas. Eu via diariamente os garimpeiros comercializando pedras, e isso sempre despertou minha paixão pela joalheria”, completou. Segundo ela, a construção da marca parte diretamente dessa vivência. “Tem muito da minha história pessoal nessas peças”, afirmou.
A estreia reúne 33 joias em ouro amarelo, ouro branco, prata e gemas, organizadas em duas coleções. Florescer se volta para a natureza e seus ciclos, com três linhas: Bambu, marcada por curvas mais flexíveis; Reflorescer, ligada à ideia de renovação; e Treeo, que traz a árvore da vida como símbolo central, reinterpretada no metal.
Já a Reconexão se constrói a partir de referências ligadas ao sagrado e à ancestralidade. É onde aparecem peças como escapulários e a cruz criada por Cláudia ainda no início da carreira, agora apresentada em novas versões.
“A Treeo nasce para ir além de uma marca de joias, representa um estilo de vida. É pensada para uma mulher contemporânea, leve, em movimento, que viaja e não se limita à idade. Meu processo criativo está muito ligado ao que sinto e ao que acredito. As joias são feitas para serem usadas”, afirmou.
Antes de chegar ao público, as peças passaram por mais de dois anos de desenvolvimento, entre desenhos, testes e retomadas. O processo acompanha também o retorno da designer à bancada de ourives, agora com mais maturidade, depois de mais de duas décadas de relação com o ofício. O nome Treeo remete à ideia de raiz, crescimento e tempo, conceitos que atravessam toda a coleção.
“Eu sou artista desde pequena. Sempre pintei, bordei, sempre fui apaixonada por trabalhos manuais. Quando entrei na joalheria, há cerca de 20 anos, me apaixonei, mas precisei deixar um pouco de lado. Esse reencontro aconteceu como um caminho de reconexão comigo mesma”, contou.
A produção será feita sob encomenda, mantendo o caráter exclusivo de cada peça e a proposta de uma criação mais próxima.
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