Michele Bolsonaro detalha acidente de Jair: “Ele não se lembrava”
Por Redação
A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro relatou, nesta quarta-feira (7), o primeiro contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro após o acidente sofrido por ele dentro da cela onde ele cumpre pena na sede da Polícia Federal em Brasília. A esposa de Jair explica que ele não se lembrava do momento do acidente ou o que teria gerado a queda.
"A gente não sabe o exato momento que ele se acidentou. Conversando com ele na sala, em que a gente é liberado para ter esse 30 minutos [de visita], ele não conseguia falar, ele não se lembrava. Eu perguntei para ele: 'Foi pela manhã?', porque ele tem uma pequena janela, e ele falou 'Eu acho que não, porque ainda não tinha luz do dia'", narra Michele.
Ela completa que "Então a gente não sabe se foi já amanhecendo ou se foi a noite, na madrugada. A gente não sabe o tempo certo. Ele teve muita dificuldade, a gente não sabe se ele estava dormindo ou sonolento para ir ao banheiro e na volta caiu, porque eu fiquei sabendo que tem um degrau do quarto para o banheiro".
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A ex-primeira-dama diz ainda que a confusão de Bolsonaro pode ter sido causada pelo torpor dos medicamentos diários que ele faz uso. "Então não posso confirmar isso para você, se ele teve tempo de lembrar também, ele tem essa medicação forte, que deixa ele muito sonolento, tanto que tem que ser fracionada. Se ele tomar um comprimido de 100mm, ele fica o dia todo deitado, ele interagir com você. É fracionado [o medicamento], ele não fica 100% bem, então não sei se ele lembrou também que ali tinha uma campainha para poder pedir ajuda", explica.
Ela disse ainda que está buscando a confirmação sobre a ação dos agentes da Polícia Federal após o acidente. Segundo Michele, o horário do atendimento médico matinal ao ex-presidente pode não ter sido cumprido.
“Eu gostaria de saber exatamente o momento que foi aberto o quarto dele. A gente sabe que o quarto dele é aberto às 08h da manhã para ele tomar a primeira medicação do dia, mas eu converso com o perito e ele coloca no relatório que ele fez os primeiros socorros por volta das 08h40 ou 09h da manhã. Então ele já perdeu aí 40 minutos. Se abriram o quarto 08h ele teve que esperar até 08h40. Eu converso com o delegado e ele me falou que abriu o quarto dele 7h20 da manhã. Então não está batendo”, afirma.
Ela garante, no entanto, que Jair já está “acostumado” com as dores físicas por conta de suas fragilidades de saúde. "O Jair é uma pessoa que ele já acostumou a conviver com a dor desde 2018. Eu vi por três vezes dentro do hospital, eu vi ele pedindo para Deus levá-lo porque ele não aguentava a dor que ele estava sentindo no intestino. Então ele já se acostumou, ele já está nessa zona de sofrimento”, conclui.
