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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

Rui costa

Defesa desmente jornalista da Folha de S.Paulo que disse que Daniel Vorcaro estaria "irritado" com Lula
Foto: Divulgação Banco Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta terça-feira (3), que ele tenha se irritado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que estivesse dando recados políticos de possível delação premiada. A nota da defesa de Vorcaro procurou negar comentário da jornalista Monica Bergamo, publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo.

 

Segundo a colunista da Folha, o banqueiro teria manifestado irritação cada vez maior com o presidente Lula, pelas declarações contrárias a ele. No dia 23 de janeiro, por exemplo, durante um evento em Maceió, Lula disse que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. 

 

Monica Bergamo afirma que Vorcaro, em conversas com interlocutores, teria afirmando que declarações desse tipo do presidente Lula ajudariam a piorar a sua situação jurídica. O banqueiro também teria feito chegar ao Palácio que ele tem conexões com políticos próximos a Lula, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), além de ter contratado Guido Mantega e Ricardo Lewandowski a pedido desses políticos.

 

Interlocutores de Vorcaro disseram ainda à colunista da Folha que ele teria condições de “dragar o PT” para o centro do escândalo se viesse a se decidir por tornar públicas informações e fatos constrangedores para o governo federal. 

 

A nota da defesa de Daniel Vorcaro nega essas conversas e diz que ele não fez qualquer manifestação nesse sentido. Leia abaixo a nota na íntegra:

 

“É falsa a alegação de que Daniel Vorcaro teria se irritado com o presidente da República ou feito qualquer tipo de manifestação nesse sentido. Também são falsas as ilações sobre vazamentos ou recados políticos atribuídos a ele. 

 

Daniel Vorcaro é, inclusive, um dos maiores prejudicados por vazamentos seletivos e pela divulgação de versões distorcidas dos fatos. Atribuir a ele comportamentos ou intenções sem que tenha sido sequer consultado configura narrativa indevida”.

No Congresso, Fachin pede diálogo e harmonia e defende que as instituições sejam "estáveis, éticas e previsíveis"
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O Brasil vive um momento em que os poderes precisam reforçar a defesa de suas instituições, ao mesmo tempo em que devem buscar a ampliação do diálogo republicano, para que haja verdadeira harmonia e independência entre os poderes. Esse recado, de respeito à Constituição e apelo à convivência harmônica, foi dado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante a sessão de abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (2).

 

Fachin esteve presente na cerimônia no Congresso, presidida pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP). Na leitura da Mensagem do Judiciário, o presidente do STF disse contar com um “diálogo profícuo” entre o Judiciário e os parlamentares.

 

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“O ano de 2026 será de muito trabalho, e o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça estão preparados e atentos às questões de grande relevância que baterão à porta do Poder Judiciário ao longo dos próximos meses. Contamos e agradecemos o diálogo profícuo que temos mantido, e esperamos continuar nesse caminho de semear e colher bons frutos para a cidadania brasileira”, disse o ministro.

 

O presidente do STF listou o que considerou avanços obtidos pela Corte no ano de 2025. Segundo Fachin, no ano passado, o STF recebeu 85.201 processos, e proferiu 116.170 decisões. O ministro destacou ainda que o acervo contabiliza atualmente 20.315 processos em tramitação no Supremo, o menor dos últimos 31 anos.

 

Na mensagem que leu aos parlamentares, Edson Fachin deu ênfase a julgamentos que serão priorizados na Corte, como os processos que tratam de crimes dolosos contra a vida, com especial atenção aos casos de feminicídio. O ministro disse ainda que será dada ênfase nos estados aos mutirões do Judiciário para o julgamento de questões raciais. 

 

Por fim, o ministro Edson Fachin agradeceu aos parlamentares pela atuação em favor da democracia, e reafirmou sua posição de que é preciso fortalecer o diálogo republicano e a independência dos poderes, “para o bem do país”.

 

“É tempo de defender as instituições e afirmar que a democracia só se sustenta quando as instituições são estáveis, éticas, previsíveis e respeitadas, quando seus membros se submetem às mesmas regras que se exigem dos demais, e quando a Constituição permanece acima de qualquer vontade pessoal, política ou circunstancial”, colocou o presidente do STF.

Fim da jornada 6x1, projetos de segurança pública e acordo Mercosul-UE entre as prioridades de Lula no Congresso
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Apresentadas por meio de uma publicação com mais de 800 páginas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou ao Congresso Nacional as suas prioridades para o ano legislativo de 2026. Projetos como a mudança na jornada de trabalho 6x1, a PEC da Segurança Pública e a lei antifacção, a regulação do trabalho por aplicativos, o pacto contra o feminicídio e a ratificação do acordo União Europeia-Mercosul estão presentes neste documento de metas elaborado pelo Palácio do Planalto.

 

A mensagem do presidente Lula foi lida nesta segunda-feira (2) na abertura da sessão que inaugura os trabalhos do Congresso Nacional neste ano. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi quem levou o documento e o entregou nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

A sessão de abertura dos trabalhos do Congresso contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Ministros do governo como o do Turismo, Gustavo Feliciano, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também compareceram à sessão representando o governo federal.

 

Na abertura da mensagem, lida pelo primeiro-secretário da Mesa do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE), o presidente Lula destacou índices econômicos alcançados durante a sua gestão. A mensagem lista indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), desemprego, inflação, e reforçou que o ano passado teria começado sob forte desconfiança dos agentes econômicos, e se encerrou com resultados históricos, como o menor desemprego desde o início da apuração sobre a geração de emprego no país.

 

“O ano de 2025 começou sob ceticismo e projeções pessimistas, mas chegou ao fim com avanços e recordes. As profecias eram as piores possíveis, de economia estagnada, inflação descontrolada e em disparada, bolsa em queda livre, saída de investimentos estrangeiros. Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca”, destacou Lula no texto.

 

O presidente da República também deu ênfase à relação do seu governo com o Congresso e exaltou projetos encaminhados ao Legislativo que alcançaram sucesso, como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado.

 

“Além de seu caráter promotor de progressividade e redutor de desigualdades, o aumento da renda disponível decorrente da reforma no IRPF contribuirá para a ampliação do poder de compra de aproximadamente 16 milhões de brasileiras e brasileiros”, destacou o presidente.

 

Colocada como uma das prioridades do governo federal no ano eleitoral de 2026, a proposta de mudança na jornada de trabalho dos brasileiros mereceu lugar de destaque ma mensagem presidencial. O projeto é considerado a maior aposta do Palácio do Planalto, e o governo ainda estuda se vai apoiar alguma das propostas em tramitação ou optará por encaminhar um texto próprio.

 

"Nesses três últimos anos, a parceria com o Congresso Nacional tem sido fundamental para importantes avanços. Nos momentos cruciais, este Parlamento demonstrou estar atento aos reais interesses do Brasil e do povo brasileiro. Nosso próximo desafio é o fim da escala 6x1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família", diz a mensagem de Lula.

 

Além de falar do tarifaço imposto ao Brasil no ano passado pelo governo dos Estados Unidos e de destacar os robustos números das exportações do país, o presidente Lula comemorou a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Lula afirmou que o acordo abre um ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalece as exportações e atrairá investimentos de forma sustentável.

 

“Sob a liderança no Brasil, podemos finalmente celebrar o acordo Mercosul, União Europeia. O novo bloco reúne uma população de 720 milhões de consumidores, e tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar este acordo”, diz o presidente. 

 

A sessão de abertura dos trabalhos legislativos, nesta segunda (2), reuniu um baixo quórum de parlamentares. Como a semana não terá votações polêmicas, muitos deputados e senadores só devem retornar ao Congresso após o Carnaval. 

 

A mensagem presidencial destacou ainda o fortalecimento do investimento público e privado como motor do desenvolvimento. Segundo diz o texto, o programa do Novo PAC, gerido pela Casa Civil, alcançou execução de R$ 945 bilhões, com mais de 34 mil empreendimentos em todo o país. 

 

Na área da saúde, o presidente Lula ressaltou a ampliação do acesso a procedimentos e a redução das filas, com 14,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas. Em relação aos avanços na área de educação, o Programa Pé-de-Meia, segundo afirma a mensagem, teria beneficiado cerca de quatro milhões de estudantes, além de ter contribuído para a redução de 43% na evasão escolar no ensino médio.

 

“Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que o ano de 2026 seja ainda melhor”, conclui o presidente Lula ao final da mensagem.

STJ determina retomada de inquérito sobre compra de respiradores por Rui Costa no período da pandemia
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a retomada do inquérito da Polícia Federal que apura irregularidades na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, época em que Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, atuava como governador da Bahia e presidiava o Consórcio Nordeste.

 

A informação foi divulgada pelo jornal 'Estado de S.Paulo'. 

 

A investigação ganhou novo fôlego após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizar, em agosto do ano passado, a existência de novos fatos que poderiam ligar Rui Costa aos supostos crimes.

 

Na decisão da última sexta-feira (30), foi fixado que a investigação irá focar no prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos. Vale lembrar que o processo chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Flávio Dino.

 

A Polícia Federal terá um prazo de 90 dias para realizar novas diligências e reportar o andamento das apurações ao STJ. 

Em ato do UPB, Rui Costa e Zé Cocá demonstram sintonia em defesa de articulações para os municípios baianos
Foto: Divulgação

O cenário político baiano ganha novos entornos em Brasília, após um encontro ainda na terça-feira (27) estratégico que reafirma o municipalismo baiano junto ao Governo Federal. Em uma reunião marcada por um clima de cordialidade e cooperação, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, recebeu o prefeito de Jequié e diretor da UPB, Zé Cocá (PP), ao lado do presidente da entidade, Wilson Cardoso (PSB).

 

O destaque da agenda foi a interlocução entre o ministro Rui Costa e o prefeito Zé Cocá. A relação de proximidade entre ambos tem se mostrado fundamental para destravar pautas históricas e garantir que as demandas do interior da Bahia cheguem com prioridade ao centro das decisões na capital federal.

 

Durante o diálogo, foram debatidos temas cruciais para a sustentabilidade financeira das prefeituras e o desenvolvimento regional:

  • Desoneração e INSS: Discussão sobre a manutenção da alíquota reduzida do INSS, item vital para o equilíbrio das contas municipais.
  • Crise do Cacau: Foram discutidas medidas para mitigar a queda nos preços da amêndoa, buscando proteger a economia de diversas regiões do estado.
  • Infraestrutura: O avanço do projeto do Canal do Sertão Baiano foi pautado como prioridade para a segurança hídrica e agrícola.

 

A reunião também serviu para celebrar o resultado da eleição do Comitê Gestor do IBS, órgão que terá papel central na nova dinâmica de arrecadação e distribuição de recursos entre estados e municípios no contexto da Reforma Tributária.

 

Além disso, o grupo tratou da expansão do projeto UPB Itinerante. A iniciativa visa percorrer as quatro regiões da Bahia (Norte, Sul, Leste e Oeste), levando capacitação técnica e suporte administrativo diretamente aos gestores locais.

 

O encontro encerrou-se com o compromisso de manter o canal de diálogo permanentemente aberto, consolidando uma frente de trabalho unida entre a UPB e a Casa Civil em benefício do povo baiano.

Rui Costa anuncia sucessora para Casa Civil e aumenta rumores de saída de Coronel em chapa de 2026
Foto: Divulgação GovBA

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, revelou, nesta quinta-feira (29), o nome que vai substituí-lo no Governo Federal durante sua saída para a disputa pelo Senado Federal, nas eleições de 2026. Em entrevista à rádio FM de Jequié, o ex-governador da Bahia confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, é o nome indicado para sucedê-lo a partir de abril.

 

“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo.”

 

O anúncio feito por Rui reforça as teses e especulações acerca da criação de uma chapa totalmente petista, durante a disputa eleitoral, onde ele, o senador Jaques Wagner (PT) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), vão encabeçar o grupo. 

 

Com a oficialização, o senador Ângelo Coronel seria ceifado da chapa. 

Jones Manoel fala sobre filiação ao PSOL, possível candidatura, BBB e debate sobre o fim da escala 6x1; veja entrevista completa
Foto: Divulgação

O militante comunista, comunicador, historiador e educador Jones Manoel, que vem ganhando grande repercussão nas redes sociais, comentou, na última quarta-feira (21), sobre a possibilidade de disputar as eleições para a Câmara dos Deputados pelo PSOL. Atualmente filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), ele explicou que a legenda ainda não possui registro eleitoral, o que motivou a abertura de diálogo com o PSOL para viabilizar uma candidatura.

 

Segundo Jones, o PCBR definiu como linha política o lançamento de candidaturas nas próximas eleições, mas, diante da ausência de registro oficial do partido, a saída encontrada foi buscar uma filiação democrática. Ele explicou que as conversas com o PSOL têm avançado para uma possível candidatura a deputado federal por Pernambuco, pontuando que o diálogo tem sido positivo.

 

Jones destacou ainda que já recebeu apoio público de lideranças da legenda. 

 

“Várias figuras importantes do PSOL já declararam apoio. Na Bahia, o Kleber Rosa se pronunciou positivamente, assim como Hamilton Assis. Então a gente vem com uma perspectiva positiva”, disse o militante.

 

 

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Durante a entrevista, Jones Manoel também comentou o que classificou como o “surfe” do governo Lula e de setores da esquerda na pauta do fim da escala de trabalho 6x1. Para ele, o tema foi deixado em segundo plano e ganhou força apenas com a proximidade do período eleitoral. 

 

“Deixaram a pauta do fim da escala 6x1 em banho-maria, esperando chegar o ano da eleição para virar bandeira eleitoral”, avaliou. Ainda assim, reconheceu que a ampliação do debate é positiva, “seja por oportunismo eleitoral ou não”, argumentou.

 

O comunicador também falou sobre a repercussão de seu nome no Big Brother Brasil, após ser citado por participantes do reality show, como Babu Santana e Juliano Floss. Para Jones, as menções refletem o crescimento de sua visibilidade e da circulação de suas ideias. 

 

“Acho que foi um resultado esperado. Tem uma repercussão cada vez maior, fruto de uma análise teórica e de uma linha política acertada”, afirmou.

 

Em tom descontraído, ele agradeceu as citações feitas no programa. “Aproveitando, mando um abraço para o Babu e para o Juliano. O Juliano, inclusive, falou que um dia eu serei presidente do Brasil. Que os anjos e todos os santos deem o amém”, concluiu, em tom bem-humorado.

 

Veja a entrevista completa:

Governo Lula pode perder até 25 ministros no começo de abril; confira quem sai e quem deve ficar na Esplanada
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que concorra ao Senado no estado do Paraná. A saída da ministra até o final de março já era esperada, mas para se lançar como candidata à Câmara dos Deputados. 

 

Gleisi Hoffmann, de acordo com a “Folha”, ainda não teria se decidido pela candidatura ao Senado, que a levaria a uma disputa difícil. Pesquisas divulgadas no final do ano passado mostraram Gleisi perdendo para nomes como o atual governador, Ratinho Jr. (PSD), do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) e do deputado Filipe Barros (PL). 

 

Mesmo que não concorra ao Senado, Gleisi Hoffmann será mais uma do grupo de 25 ministros que deixarão seus cargos no governo Lula de janeiro até o final de março. O prazo para desincompatibilização de ministros termina em 6 de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno. 

 

A exigência da desincompatibilização está prevista na Lei Complementar nº 64/1990, que busca impedir o uso da máquina pública em benefício eleitoral.

 

A lista dos cerca de 25 que devem entregar seus postos na Esplanada dos Ministérios será inaugurada pelo titular da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda sem data definida para sair, Haddad vem afirmando que pode sair até o final de janeiro, e já preparou seu substituto, o atual secretário-executivo, Dario Durigan. 

 

O ministro da Fazenda, entretanto, a princípio não sairá do governo para concorrer a algum cargo eletivo em outubro deste ano. Em entrevista nesta segunda (19) ao Portal Uol, Fernando Haddad afirmou que não pretende se candidatar e manifestou o desejo de “discutir um projeto de país no cenário internacional”, além de fazer campanha pelo presidente Lula. 

 

Outro ministro que deve deixar o seu cargo, mas que não pretende ser candidato nas eleições de outubro é o titular da Educação, Camilo Santana. Cotado nos últimos dias para ser até mesmo candidato a vice-presidente na chapa de Lula, o ministro da Educação negou que tenha pretensões de se eleger, e garantiu que vai deixar a pasta para trabalhar pela reeleição do presidente e também do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). 

 

O grupo dos ministros que pretendem sair, mas que não devem se candidatar é reforçado ainda pelo titular da Defesa, José Múcio. O ministro já manifestou por diversas vezes o seu desejo de sair, mas ficou mais um tempo para atender a um pedido do presidente Lula. 

 

Outra pasta que deve ter a saída do seu titular é a do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ocupada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar de ter seu nome cotado para disputar o governo de São Paulo, Alckmin por enquanto ainda está garantido para repetir a dobradinha com Lula nas urnas deste ano. 

 

Do restante do grupo, existem ministros que devem deixar a Esplanada dos Ministérios para concorrer a governos estaduais, outros para disputar uma vaga ao Senado, e ainda há aqueles que tentarão uma cadeira na Câmara dos Deputados. Confira abaixo para concorrer a quais cargos os ministros deixarão o governo:

 

Possíveis candidatos a governos estaduais

 

Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes, em Alagoas;
Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo, em São Paulo.

 

Possíveis candidatos ao Senado

 

Simone Tebet (MDB), Planejamento e Orçamento, por Mato Grosso do Sul ou São Paulo;
Anielle Franco (PT), Igualdade Racial, pelo Rio de Janeiro;
Marina Silva (Rede), Meio Ambiente, por São Paulo;
Alexandre Silveira (PSD), Minas e Energia, por Minas Gerais;
Carlos Fávaro (PSD), Agricultura, por Mato Grosso;
Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos, por Pernambuco;
Rui Costa (PT), Casa Civil, pela Bahia;
André Fufuca (PP), Esportes, pelo Maranhão.

 

Possíveis candidatos à Câmara dos Deputados

 

Luiz Marinho (PT), Trabalho, por São Paulo;
Wolney Queiroz (PDT), Previdência, por Pernambuco;
Sônia Guajajara (PSOL), Povos Indígenas, por São Paulo;
André de Paula (PSD), Pesca, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário, por São Paulo;
Jader Filho (MDB), Cidades, pelo Pará;
Luciana Santos (PCdoB), Ciência e Tecnologia, por Pernambuco.

 

Até o momento, dos 38 ministros com assento na Esplanada dos Ministérios, 22 sairiam até o final de março/começo de abril, e outros 16 continuariam em seus postos. Há dúvidas, entretanto, se alguns deles realmente continuarão no governo ou se decidirão por lançar candidatura.

 

É o caso da ministra da Cultura, a baiana Margareth Menezes. Em uma solenidade no mês de novembro, o presidente Lula disse que Margareth era um “desastre” para falar, mas melhorou a desenvoltura e parecia “até querer ser candidata”.

 

O PT já convidou Margareth Menezes para se filiar ao partido. A ministra tem o apoio de Lula e da primeira-dama Janja para disputar uma vaga na Câmara em 2026.

 

Há o caso também dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (Psol). Ambos já disseram que pretendem seguir em seus cargos até o final do ano, mas não está descartada uma convocação do presidente Lula para que um ou outro se candidate ao Senado pelo estado de São Paulo. Lula vem defendendo que o governo tenha candidatos fortes para o Senado nos principais estados do país. 

 

Uma outra saída do governo pode acontecer na Advocacia-Geral da União (AGU). O titular da pasta, Jorge Messias, que possui status de ministro, foi escolhido pelo presidente Lula para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso Messias seja eleito pelo Senado para ser ministros do STF, deixará seu cargo vago. 

 

Confira abaixo a lista dos ministros (e secretários que possuem status de ministro) que, até o momento, afirmaram que pretendem continuar no governo Lula:

 

Frederico Siqueira, ministro das Comunicações;
Margareth Menezes, ministra da Cultura;
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social;
Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos; 
Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação; 
Waldez Goés, ministro da Integração e Desenvolvimento Regional; 
Wellington Cesar Lima e Silva, ministro da Justiça;
Márcia Lopes, ministra das Mulheres; 
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; 
Alexandre Padilha, ministro da Saúde; 
Gustavo Feliciano, ministro do Turismo; 
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência

 

Cargos com status de ministro

 

Vinícius Marques de Carvalho, controladoria-geral da União; 
Marco Antonio dos Santos, gabinete de Segurança Institucional; 
Sidônio Palmeira, secretaria de Comunicação Social

 

ACM Neto diz que PT "não consegue separar o público do partidário" e prevê vitória: "Vão perder os três de uma vez"
Foto: Antonio Cavalcante/ Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”. 

 

“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma. 

 

Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.

 

O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”. 

 

A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma. 

 

Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.

 

Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa. 

Nelson Leal ironiza governo e diz que oposição não “abandona” aliados
Foto: Nilson Tellys/ Bahia Notícias

Ex-integrante da base do governador Jerônimo Rodrigues, o deputado estadual Nelson Leal (PP) ironizou a estratégia adotada por aliados do PT na Bahia, que sugerem que a oposição tem o hábito de “abandonar” aliados. “Vamos fazer uma chapa aonde todos os partidos e todas as lideranças serão contempladas. Nós não temos aqui, diferente do que tem dito [Jaques] Wagner, a característica de abandonar nossos aliados”, defendeu Leal, durante Lavagem do Bonfim na manhã desta quinta-feira (15).

 

A fala acontece em meio à repercussão da possível saída do senador Angelo Coronel (PSD) da chapa governista para dar lugar ao ex-governador Rui Costa (PT), renunciando à própria reeleição. “Eu tenho certeza, assim como todos, que estamos ansiosos pela definição do senador Coronel. Obviamente que, diferentemente do governo, nós somos inclusivos. Foi assim com Lídice da Mata, é, foi assim com o João Leão e está sendo agora com o Coronel”, provocou o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

Apesar do tom, que incluiu citações a prefeitos que seriam da base de Jerônimo ou que foram candidatos pela base e perderam as eleições que “foram esquecidos, foram excluídos”, o deputado confessou que o momento da política em que “todos estão conversando”. “o diálogo sempre algo que é muito comum na política”, completou.

Embates com Rui Costa teria influenciado saída de Lewandowski do Governo Federal
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um conjunto de desgastes entre Ricardo Lewandowski com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) teria levado à saída do ex-ministro da Justiça da pasta, no Governo Federal. De acordo com publicação do O Globo, Lewandowski estaria ainda sofrendo “fogo amigo” dos colegas de Esplanada.

 

Ele deixou o cargo em meio a falta da aprovação da principal bandeira de sua administração: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A tramitação pode retardar por conta da incerteza sobre o novo comando do ministério.

 

Segundo a publicação, Lewandowski estaria se sentido mais contrariado por alguns de seus colegas de governo. Conforme interlocutores da gestão, isso teria ocorrido de uma forma mais clara durante a ideia de criar uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil para concentrar as ações do governo na área da segurança pública.

 

Mesmo não sendo aprovada por Lula, Lewandowski entendeu que havia uma pressão interna para enfraquecer o seu ministério. Em uma tensa reunião no mês de novembro, ele chegou a questionar se Rui teria interesse em seu cargo. 

 

“Se quiser a segurança pública, pode ficar para você”, disse. 

 

Nos bastidores da administração federal, Lewandowski apontou que não se sentia “bem tratado” pelo governo e se sentia isolado nas articulações no Congresso. 

 

Após a saída de Lewandowski, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), Rui Costa e o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, têm defendido uma indicação em conjunto. O nome da ala baiana para comandar a pasta é o de Wellington Cesar Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras.

 

Wagner é um dos principais apoiadores do nome de Wellington ao cargo. Quando era governador da Bahia, ele chegou a indicar César para o comando do Ministério Público do estado. Já Rui e Sidônio atuam de forma mais discreta para indicar o chefe do jurídico da Petrobras.

Ex-procurador-geral do MP da Bahia é cotado para assumir Ministério da Justiça
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O jurista baiano Wellington César Lima e Silva é um dos nomes cotados para assumir o Ministério da Justiça, após o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski. Atualmente, Wellington é advogado-geral da Petrobras e já assumiu o cargo de ministro da Justiça por 11 dias em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff. A articulação estaria sendo feita pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

 

Além de sua atuação na estatal, Wellington foi secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, cargo importante do Palácio do Planalto. Dentre os cargos assumidos, também está o de procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia.

 

De acordo com informações apuradas pelo portal Metrópoles, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o advogado-geral da União e indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, também estão trabalhando pelo nome de Lima e Silva.

 

Nascido em Salvador, o jurista ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991. Foi chefe da instituição por dois mandatos, entre os anos de 2010 e 2014 e atuou nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana. Em 1995, atuou na Promotoria de Justiça de Assistência e como assessor especial do procurador-geral de Justiça.

 

O baiano ficou conhecido como “breve” por ter sido nomeado ou cogitado para cargos em contextos de crise e por permanecer por curtos períodos nas funções que ocupa.

 

Em 2016, por exemplo, ele chegou a tomar posse como ministro da Justiça no então governo da ex-presidente Dilma Rousseff, mas, por questões jurídicas relacionadas ao acúmulo de funções, optou por deixar o cargo apenas 11 dias após assumir. (Reportagem atualizada às 14h35)

Rui Costa diz que governo estuda barrar R$ 11 bilhões em emendas parlamentares no Orçamento de 2026
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (8) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda formas de barrar cerca de R$ 11 bilhões reservados pelo Congresso para o pagamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2026.

 

“Há uma regra definida, inclusive por decisão do plenário do STF, que estabelece o volume de emendas e como esse montante pode crescer. Tudo o que estiver fora do pactuado não será executado. A forma de não execução está em discussão: se será veto, bloqueio de recursos ou remanejamento, mas não será executado além do combinado, que é o que está previsto legalmente. Algo em torno de R$ 11 bilhões está acima do limite legal e do pactuado”, declarou Rui Costa.

 

A fala ocorreu após um evento realizado no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

 

O ministro se referiu ao acordo firmado entre o Congresso e o Executivo em 2024, que estabeleceu que o crescimento das emendas parlamentares deve obedecer ao arcabouço fiscal. Pela regra, os valores podem ser corrigidos apenas pela inflação, com aumento real limitado a 2,5%.

 

O Congresso aprovou o Orçamento de 2026 na última sessão de 2025, em 19 de dezembro. O texto prevê despesas de R$ 6,5 trilhões, superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas e uma reserva de cerca de R$ 61 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares. Segundo cálculos do governo Lula, o valor excede em aproximadamente R$ 11 bilhões o limite previsto.

Paulo Azi diz que “torce” por chapa puro-sangue do PT em 2026: “Oportunidade de derrotar todos de uma vez”
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

 

O deputado federal pelo União Brasil, Paulo Azi, afirmou que “torce” para que o Partido dos Trabalhadores escolha disputar as eleições estaduais e federais de 2026 com uma chapa “puro-sangue”. O parlamentar, que é um dos caciques do União Brasil, disse em entrevista nesta terça-feira (6), que uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jacques Wagner, poderia garantir uma vitória do seu grupo ao lado de ACM Neto, como oposição ao PT na Bahia.

 

“O voto 13 vai se resumir aos três votos do candidato a governador de dois senadores. Eu, pessoalmente, torço muito para que eles tomem essa decisão de colocar os três juntos, porque aí nós teremos a oportunidade de derrotar todos de uma única vez”, afirma. Na formação sugerida, Jerônimo Rodrigues sairia como candidato a reeleição no governo estadual, ao lado de Rui Costa e Jacques Wagner, ambos concorrendo as vagas no Senado.

 

Sobre o viés nacional da disputa eleitoral, o veterano do União destacou que ainda é cedo para fechar o apoio do União ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que disputa pelo PL. “Nós ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos, o próprio União Brasil tem um pré-candidato que é o [Ronaldo] Caiado, outros candidatos no campo do centro, no campo da direita”, explica o parlamentar. 

 

O deputado disse ainda que “torço muito para que nós possamos sentar a mesa e buscar um nome que possa agregar a todos”. “Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato com o compromisso de que todos possam estar com aquele que for ao segundo turno disputar a eleição, provavelmente contra o presidente Lula”, completa.

Entre convite do PT a Bellintani e articulação de Bruno Reis, Mário Kertesz expõe bastidores das eleições municipais de Salvador em 2020
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

No Projeto Prisma, o radialista baiano e ex-prefeito de Salvador, Mário Kertesz, revela que ajudou a montar duas das principais candidaturas eleitorais da Bahianos últimos anos. Em entrevista nesta segunda-feira (1°), Kertesz dia que acompanhou as tentativas do PT em emplacar uma candidatura vitoriosa na Bahia, mas acabou dando força a formação da chapa de Bruno Reis, atual prefeito de Salvador, na sucessão de ACM Neto, ambos do União Brasil. 

 

“Em termos de Salvador, o PT é aquele que diz assim ‘faço questão de errar tudo’”, sucitou Mário. Ele relembra que “desde que eu fui candidato a prefeito em 1985, todas as eleições de lá para cá o PT teve candidato, e não ganhou uma”.

 

Para Kertesz, falta “o povo”. “O PT tem uma visão, o próprio Wagner [Jaques Wagner, atual senador brasileiro e ex-governador da Bahia entre 2007 e 2014] apoiava três candidatos. A teoria deles é o seguinte: um candidato tem um determinado filão do eleitorado, outro tem outro e eles juntos levam a gente para o segundo turno. Nunca levaram”, afirma. 

 

Ao falar sobre o cenário eletoral de 2020, nas eleições municipais, o radialista conta que possuía, pessoalmente, um “pré-candidato” favorito: Guilherme Bellintani, soteropolitano e então presidente do Esporte Clube Bahia. Mário relembra que o presidente tricolor foi convidado pelo PT a disputar a eleição ao Palácio Thomé de Souza. 

 


Foto: Montagem / Reprodução. Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia e Reprodução / Facebook.

 

“Dessa vez, estava tudo armado para Bellintani ser candidato, Guilherme Bellintani, que eu acho um excelente quadro. Eu gostaria muito de ver Bellintani oocupando um cargo de prefeito ou governador da Bahia. Uma renovação, um sujeito de uma mente aberta, inteligente, pagil. Bellintani estava tudo certo para ser o candidato do PT e foi conversar com Rui, então governador”, explica. 

 

Mário conta que o posicionamento de Rui foi o mesmo que o Partido do Trabalhadores vinda adotando há décadas: “Rui diz assim: ‘Eu não posso ter um candidato único porque eu não posso me arriscar a perder essa eleição’ - não sei que raciocínio é esse de Rui, que é um homem inteligente -, e ainda ‘Então, não vou colocar a máquina para trabalhar e nós vamos ter três candidatos’”, relata. 


 

“E Bellintani vem conversar comigo e eu digo: ‘Não vá nessa rapaz, é esparro, você vai ser queimado’. Ele desistiu e comunicou a Rui, ai no domingo, Rui me chama para tomar café com ele em Ondina [no Palácio de Ondina, sede do governo estadual] na segunda e eu fui. Chegando lá, ele me diz: ‘estou decepcionado com Belintani, ele frouxou’, ai eu digo: ‘Como é, rapaz? Ele frouxou? Você que frouxou, venha cá você acha que essa é proposta a se fazer para ele? Você tinha que chegar, se você quisesse, não é meu candidato, vamos fazer toda a força política para te eleger e ele seguiria como candidato viável, e bom candidato”, completa o radialista. 

 

Ele reforça que foi neste cenário, que a candidatura de Bruno Reis (União), atual prefeito de Salvador, se consolidou, tendo se tornado vitoriosa em outubro de 2020. Eleição que só veio após a resolução de um impasse entre União e MDB, partido liderado por Gedel e Lúcio Vieira Lima, na Bahia.

 

Confira o trecho:

 

Vaga para desembargador no TRE-BA aguarda nomeação de Lula há mais de um ano; entenda
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Passado mais de um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não efetivou a nomeação para a vaga de desembargador do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) aberta com o fim do mandato de Vicente Buratto, em agosto de 2023. A lista tríplice para o posto foi formada somente dois meses depois, após a conclusão dos trâmites na advocacia e no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Porém, reviravoltas jurídicas atrasaram a conclusão do processo. No entanto, Carina Cristiane Canguçu, Rafael de Sá Santana e Fabiano Mota Santana aguardam pela indicação de Lula há mais de 12 meses.

 

No centro da disputa estão padrinhos de peso. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, pendem para Rafael Sá Santana e Carina Cangussú, respectivamente. E, diante do impasse, a lista tríplice segue sem uma definição para a cadeira no TRE-BA.

 

Nos bastidores, é avaliado que Wagner defende a indicação de Carina Cristiane Canguçu. Em outra frente, Rui seria contrário ao apoio do correligionário, tendendo a pedir pela nomeação de Rafael de Sá Santana. O advogado, inclusive, atuou em processos do desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, candidato à presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), e pode ganhar um reforço extra caso ele seja eleito para comandar a Corte baiana.

 

FORMAÇÃO DA LISTA

Em agosto de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção do terceiro nome que integrava a lista, o advogado José Leandro Pinho Gesteira, ao declarar a inidoneidade do causídico para participar da disputa. Com a exclusão, o advogado Fabiano Mota Santana foi convocado pelo Pleno do TJ-BA para compor a lista tríplice final. 

 

Diferentemente dos outros dois concorrentes, Fabiano Mota Santana é tratado como “azarão”, por não reunir um apoiador político de peso como os demais candidatos. Com o ingresso tardio na lista tríplice, o advogado teve menos tempo para iniciar articulações pela nomeação e, ao chegar no processo, Carina Cangussú e Rafael de Sá Santana já figuravam como favoritos.

 

Enquanto Lula não formaliza uma resolução para o caso — em especial diante do embate nos bastidores entre dois auxiliares próximos —, a vaga para o TRE da Bahia permanece aberta.

Em reunião de emergência, governo federal firma parceria com Rio de Janeiro para combate ao narcotráfico após megaoperação
Foto: Reprodução / TV Globo

O Governo Federal firmou, nesta quarta-feira (29), uma parceria técnica com o governo estadual do Rio de Janeiro para contribuir com as investigações sobre os resultados da “Operação Contenção”, que deixou mais de 130 pessoas mortas na capital fluminense, e intensificar o combate ao narcotráfico. A parceria foi firmada após uma reunião de emergência entre o governador estadual Cláudio Castro (PL) e os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança) e Rui Costa (Casa Civil). 

 

“Tivemos um diálogo importante. Se o problema é nacional, o Rio de Janeiro é um dos principais focos. Daqui saiu uma proposta concreta: a criação de um Escritório Emergencial de Enfrentamento ao Crime Organizado”, anunciou o governador Cláudio Castro.

 

Ele explica que o novo escritório será coordenado por representantes do governo do estado e do governo federal. “A ideia é que nossas ações sejam 100% integradas a partir de agora, inclusive para vencermos possíveis burocracias. Vamos integrar inteligências, respeitar as competências de cada órgão, mas pensando em derrubar barreiras para, de fato, fazer segurança pública”, destaca.

 

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou que a participação do governo federal será pautada no intercâmbio de profissionais especializados para fortalecer as investigações e ações de segurança pública.

 

“Colocamos à disposição do governador e das autoridades de segurança peritos criminais que podem ser mobilizados pela Força Nacional e também de outros estados. Médicos legistas, odontólogos, peritos. Também temos bancos de dados no que diz respeito a DNA, balística, tudo isso estamos colocando à disposição do governador”, afirmou.

 

O ministro da Justiça afirmou também que o governo federal vai ampliar o número de agentes da Polícia Federal e da Força Nacional no estado, como resposta à escalada da violência.

 

“Durante a crise, já aumentamos o efetivo da Polícia Federal no entorno da capital em pelo menos 50 integrantes. Em breve, enviaremos outro número equivalente. Claro que temos um número relativamente pequeno para patrulhar todo o território, mas, nesta situação de emergência, vamos ampliar. Também vamos aumentar, dentro do possível, o número de integrantes da Força Nacional”, detalha.

 

Após divergências sobre um suposto pedido de suporte do governo fluminense, o ministro da Justiça pontuou ainda que foi estabelecido o modus operandi de solicitação de suporte entre os entes: O senhor governador certamente fará um pedido para que nós, dentro das nossas possibilidades, façamos isso. Essa é a rotina: o governador solicita, nós estimamos os números disponíveis e autorizamos o deslocamento dessas forças”, completa.

Rui Costa participa de encontro com lideranças do PDT e firma compromisso para fortalecer partido em 2026
Foto: Divulgação

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), recebeu na noite desta terça-fera (28), em Brasília, lideranças do PDT baiano, quando reafirmou o compromisso de ajudar a fortalecer o partido na Bahia para as eleições de 2026. Participaram do encontro o presidente da sigla no Estado, deputado federal Félix Mendonça Júnior, o prefeito de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo, e o antecessor do gestor municipal, Luciano Pinheiro, que é pré-candidato a deputado estadual.

 

"Fomos até o ministro para tratar de projetos e investimentos para Euclides da Cunha e outros municípios da região, sobretudo na área de saúde e também do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Ele foi bastante atencioso conosco, como sempre. Claro que também falamos de política. O ministro voltou a dizer que ajudará o PDT na montagem da chapa de candidatos a deputado estadual e federal", afirmou Félix.

 

Rui foi um dos principais articuladores da retomada da aliança entre o PDT e o PT baiano, selada em abril deste ano, assim com Félix Mendonça e Luciano Pinheiro. Na época, o ponto central das conversas entre os pedetistas e o ministro foi justamente o crescimento da sigla nas chapas proporcionais

 

"A nossa meta é elegermos três deputados estaduais e três federais. Claro que, somado aos nossos próprios esforços e articulação, o apoio do ministro e do governador Jerônimo Rodrigues (PT) serão importantes. Estamos trabalhando firmes para termos um bom desempenho em 2026", declarou Luciano Pinheiro.

Após operação com mais de 60 mortos, governo federal comunica reunião emergencial com Cláudio Castro
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo federal anunciou, na noite desta terça-feira (28), que solicitou uma reunião emergencial com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para analisar os desdobramentos da Operação Contenção, a mais letal da história do Rio, com mais de 60 mortos. O comunicado, enviado ao Palácio Guanabara por meio da Casa Civil, informou ainda que a reunião terá a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública).

 

A reunião, que acontecerá no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (29), também contará com a presença do diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad. No mesmo comunicado, o governo ainda a disponibilidade de vagas em presídios federais para receber ao menos nove dos mais de 80 presos nas ações realizadas na capital fluminense. 

 

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Ambas as medidas foram definidas na tarde desta terça, após reunião coordenada pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, com a participação dos ministros Rui Costa, Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Jorge Messias (Advocacia Geral da União), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), Sidônio Palmeira (Comunicação) e do secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos. 

 

Segundo o Palácio do Planalto, as forças policiais e militares federais reiteraram durante a reunião que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio, por parte do governo estadual do Rio de Janeiro, para realização da operação. A posição reafirma o comunicado realizado pelo ministro Ricardo Lewandowski em coletiva de imprensa.

Coronel suscita indicar Eleusa Coronel na vice de Jerônimo, mas "relação" com MDB prevalece com aceno a prefeitos
Foto: Divulgação

A escancarada disputa para ver quem integrará a chapa majoritária governista na Bahia segue opondo estratégias e movimentos nos bastidores. Com o senador Jaques Wagner (PT) apontando para a prerrogativa de disputar a reeleição, o também senador de mandato Angelo Coronel (PSD) pode não ter o mesmo cenário. Com o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) pleiteando o espaço, Coronel ainda segue se movimentando e buscando alternativas políticas para o ano de 2026. 

 

Nas últimas semanas, uma articulação passou a ser aventada pelo entorno do senador Coronel: a indicação de Eleusa Coronel, esposa do parlamentar, como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com políticos aliados a Coronel, o Partido dos Trabalhadores “entregaria quase tudo, menos a vaga do Senado”, que seria destinada ao ministro da Casa Civil Rui Costa. Com isso, Coronel teria escalado Eleusa, como possível indicação a vice, contemplando, de certa forma, os desejos do senador.

 

A “ideia”, reforçada em um vídeo recente das redes sociais de Coronel, onde ele aponta que Eleusa “está fora da política”. “Está mordida pela mosca azul […] Tudo pode acontecer, inclusive nada”, complementou o deputado. Mesmo com a “alternativa”, Coronel manteria cautela nos bastidores, já que o movimento atingiria diretamente um dos partidos aliados ao mandato do senador: o MDB. A indicação de Eleusa tiraria da disputa o atual vice-governador Geraldo Jr. da possibilidade de reeleição, por tabela tirando o MDB da chapa. 

 

Como estratégia para manter a viabilidade eleitoral, buscando estar na chapa em 2026, Coronel possui um trunfo: prefeitos aliados — de diversos partidos, inclusive do MDB. Com essa frente “suprapartidária”, Coronel segue nutrindo o desejo de estar na chapa, inclusive acenando para o próprio MDB. O agrado foi correspondido. O presidente de honra do MDB Bahia, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, sinalizou que Coronel deve ter apoio de diversos prefeitos baianos à reeleição, incluindo os do MDB. 

 

“No próprio MDB. Dos 32 prefeitos, a grande maioria já nos procurou para dizer que gostaria de ficar com o Angelo Coronel”, apontou Lúcio ao OffNews, durante evento do MDB baiano, realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), na última sexta-feira (24). 

 

Os “acenos” não pararam por aí. Ainda no evento, Coronel indicou, em previsão otimista, que o atual presidente estadual do MDB, Jayme Vieira Lima Filho, deverá ter votação “expressiva” em 2026. “Eu não tenho dúvida que será deputado federal eleito com mais de 200 mil votos, sendo um dos cinco mais votados na Bahia”, acrescentou o senador. 

 

Em reuniões periódicas com prefeitos, Coronel nutre o desejo de se manter na chapa, sinalizando também a importância de ter o apoio “massivo” dos mesmo, como forma de “contornar” o desejo do PT em ter a chapa com três nomes do partido. Outro critério, este não desejado por Coronel, é o que o ministro Rui Costa indica, o da realização de pesquisas para avaliar a maior aprovação da população baiana, para montar a chapa. “Coronel prefere ver quem tem mais prefeitos do que quem tem mais percentual em pesquisas”, indicou outro aliado próximo. 

 

CONVERSAR, CONVERSAR E CONVERSAR…
O diálogo segue imperando, pelo menos na teoria, na relação entre o senador Coronel e o ministro Rui Costa. Em entrevista à rádio 93 FM, de Jequié, durante agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), Rui reforçou que segue conversando sobre a formação da chapa. 

 

“Você sabe que na política só tem um jeito de resolver as coisas: conversar, conversar, conversar. Quando a conversa cansa, as pessoas buscam uma solução. Assim que estou fazendo — conversando com todos. Recentemente fui jantar na casa de Ângelo Coronel, com o senador Otto Alencar e o deputado Diego Coronel. Jantamos, batemos um papo. Agora vou convidá-los para jantar em minha casa, em Brasília, e seguir conversando”, indicou Rui. 

 

Em busca da “tranquilidade”, Rui apontou também que existem outras alternativas. “Você tem uma chapa para compor, tem outras funções públicas relevantes, outros espaços políticos. Existem várias formas de as pessoas serem reconhecidas e desempenharem um papel na política. Vamos buscar esse arranjo”, afirmou.

Rui Costa critica PEC da Blindagem e fala sobre intenção de disputar vaga ao Senado pela Bahia em 2026
Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), voltou a declarar nesta sexta-feira (24) que pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio 93 FM, em Jequié, após participar da entrega de obras no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV).

 

Na ocasião, Rui também criticou a proposta conhecida como PEC da Blindagem, rejeitada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

 

Durante a entrevista, Rui confirmou seu interesse em disputar o Senado e comentou sobre o cenário político baiano, que inclui outros dois nomes do campo governista com mandato ou intenção de candidatura: Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD). Ambos já manifestaram o desejo de permanecer ou retornar à Casa.

 

As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.

Produtores de cacau cobram derrubada de norma de importação e reclamam de prejuízos à economia baiana
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) voltou a cobrar do governo federal a revogação da Instrução Normativa (IN) que autoriza a importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial. A medida, segundo a associação, tem causado impactos econômicos e ameaça a segurança fitossanitária do país.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a presidente da ANPC, Vanuza Barrozo, declarou que a ex-ministra da Agricultura Teresa Cristina desconsiderou os produtores e atuou em favor do lobby das grandes multinacionais quando a norma foi estabelecida em 2021. Gigantes como Barry Callebaut, Cargill e OFI operam na compra direta do cacau com produtores locais e contam com forte estrutura de processamento industrial.

 

“Foi uma liberação irresponsável. A própria previsão de safras foi retirada, deixando a indústria livre para importar o quanto quiser. Analisamos o processo e constatamos que o Ministério da Agricultura desconsiderou leis de defesa fitossanitária nacionais e internacionais, além de princípios constitucionais. A normativa é irregular”, criticou a produtora.

 

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

 

IMPORTAÇÕES EM ALTA; PREJUÍZO DE PRODUTORES


Conforme a presidente da ANPC, já foram importadas 56,5 mil toneladas de cacau em 2025, com previsão de chegada de mais 60 mil toneladas até novembro, em lotes mensais de 12 mil toneladas. “Esse cacau é o mais barato do mundo, muitas vezes produzido em condições de trabalho análogas à escravidão, com tráfico de crianças na África”, declarou em relação ao produto obtido na Costa do Marfim.

 

Barrozo aponta que a entrada massiva do produto colhido fora do país teria provocado uma queda drástica no preço do cacau brasileiro. “No ano passado, a arroba chegou a R$ 1,2 mil. Hoje, não passa de R$ 300. Em dois meses e meio, o preço caiu pela metade. Essa instabilidade impede qualquer planejamento dos produtores”, explicou.

 

Segundo Vanuza, os efeitos econômicos se estendem aos municípios produtores, sobretudo no Sul da Bahia, que dependem da arrecadação ligada à cultura do cacau. “Cidades como Ilhéus e Itabuna estão sentindo o impacto direto. O setor está sendo negligenciado”, afirmou.

 

A produtora também criticou o abandono da Ceplac, órgão técnico responsável pela lavoura cacaueira. “A Ceplac está sucateada, sem estrutura e sem respaldo político. O produtor de cacau, que é em sua maioria agricultor familiar, não tem sido prioridade nas políticas do governo”, disse.

 

MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA


Para tentar reverter a situação, a associação busca reuniões com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Carlos Fávaro (Agricultura). “Estamos enfrentando dificuldades de acesso, mas seguimos articulando com prefeitos e consórcios municipais, como a Amurc, a CIMA e o Ciapra, para levar uma comitiva a Brasília”, afirmou.

 

Segundo ela, uma audiência pública realizada em outubro reforçou a necessidade de revisão da norma. “A atual regulamentação beneficia apenas a indústria, não o produtor. O Brasil tem clima, território e legislação favoráveis para expandir a produção de cacau de forma sustentável. Precisamos de apoio, não de medidas que nos enfraquecem”, concluiu.

TCU arquiva representação sobre favorecimento de Rui Costa na Casa Civil para aquisição de fazenda na Bahia
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não admitir uma representação e arquivar o processo que apontava possíveis irregularidades na Casa Civil da Presidência da República, relacionadas a um suposto favorecimento pessoal do ministro-chefe, o ex-governador da Bahia Rui Costa (PT), na aquisição de uma propriedade rural e ao uso de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos municípios de Ipiaú e Itagibá.

 

Conforme a decisão da 2ª Câmara obtida pelo Bahia Notícias, as alegações apresentadas se baseavam apenas em matérias jornalísticas e depoimentos, sem a apresentação de elementos probatórios concretos que justificassem a admissibilidade da representação.

 

O documento também registra que a diligência realizada junto à Casa Civil da Presidência da República não identificou indícios de favorecimento pessoal, desvio de finalidade ou irregularidade na aplicação dos recursos do PAC nos municípios citados.

 

Diante disso, os ministros do TCU decidiram por unanimidade não conhecer a representação, por falta de requisitos de admissibilidade, e determinaram o arquivamento dos autos. A turma é composta pelo ministro baiano Aroldo Cedraz. A decisão também determina que a conclusão seja comunicada ao representante responsável pela denúncia.

 

ENTENDA O CASO
Em agosto do ano passado, o site UOL publicou uma reportagem afirmando que Rui Costa é dono de uma propriedade rural na divisa entre os municípios de Ipiaú e Itagibá, a cerca de 360 km de Salvador, às margens da rodovia estadual BA-650.

 

Segundo a publicação, a fazenda está no nome de uma aliada política dele, a ex-prefeita de Ipiaú Maria das Graças e a transação não foi registrada no cartório de imóveis do município e não houve pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) referente ao negócio.

 

As informações da época também apontavam que a região baiana foi contemplada com verba de R$ 42 milhões do PAC coordenado pelo próprio Rui Costa.

Rui diz que candidatura ao Senado será discutida no fim do ano e critica uso político de emendas parlamentares
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que ainda não há definição sobre uma possível candidatura ao Senado em 2026, e que as conversas sobre o tema serão intensificadas na virada do ano. Segundo ele, a decisão será tomada de forma coletiva, considerando o cenário político nacional e as prioridades do governo.

 

“Estamos conversando todos os dias e haveremos de intensificar as conversas na virada do ano, porque temos que discutir a política no país inteiro”, disse o ministro na manhã desta sexta-feira (17).

 

Durante a entrevista, Rui Costa aproveitou para criticar a atuação de parte do Congresso Nacional, citando o que classificou como “uso absurdo e imoral das emendas parlamentares” e destacando a diferença entre dois grupos políticos no país.

 

“Há um grupo que defende PEC de blindagem e esse uso absurdo das emendas, que está virando assunto judicial e criminal. É o mesmo grupo que é contra isenção de Imposto de Renda e que, historicamente, foi contra o acesso dos pobres e dos negros à universidade por meio das cotas”, afirmou.

 

Rui destacou ainda o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na defesa dos interesses populares, citando o veto presidencial a propostas que, segundo ele, iriam contra a população. “O Lula está se destacando como aquele que não deixa dúvida. Tentaram aprovar a chamada PEC da bandidagem, e o presidente foi claro: se aprovarem, eu veto. E graças a Deus o povo se mobilizou, o Congresso recuou”, declarou.

 

Para o ministro, o debate político em 2025 será fundamental para definir o tipo de Congresso que a população quer eleger nas próximas eleições. “Mais do que nunca, é preciso que o povo pense não apenas em votar no presidente ou nos governadores, mas também em qual Congresso quer para o país”, afirmou.

 

Rui Costa defendeu que o país precisa de parlamentares mais alinhados com os anseios da população, tanto no âmbito federal quanto estadual. “Precisamos ter deputados e senadores sintonizados com o desejo do povo. Esse será o debate que teremos no próximo ano”, concluiu.

Otto avalia que permanência de Rui como ministro cabe a Lula e reforça pacto político na Bahia
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que a decisão sobre uma eventual permanência do ministro da Casa Civil, Rui Costa, no governo federal, em vez de disputar as eleições estaduais, é uma questão exclusiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tom conciliador, o presidente do PSD na Bahia ressaltou que a base aliada na Bahia mantém um pacto sólido, sustentado pela confiança e pela unidade entre Lula, Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.

 

“Essa é uma questão interna do presidente da República. É ele que vai decidir como vai aceitar, como vai fazer. Eu sou aliado e luto, como sempre, pela sustentação da aliança, que é muito sólida. É um pacto de solidez muito grande com Lula, com Wagner, com Rui e com Jerônimo. Então nós vamos encontrar uma solução lá na frente”, afirmou Otto.

 

Segundo o senador, qualquer definição sobre o papel de Rui Costa no cenário eleitoral será tomada no “primeiro ou no terceiro andar do Palácio do Planalto”, em referência ao gabinete do presidente Lula, ou no “COI com Jerônimo”, como se refere ao núcleo político do governo baiano.

 

“Quem vai decidir isso são os dois que vão para a reeleição. Sempre quem vai para a reeleição coordena e organiza a sua reeleição. O que vai organizar a de Lula é Lula”, pontuou o senador.

 

Otto Alencar reforçou ainda que não há pressa nem ansiedade quanto às definições políticas de 2026. Ele destacou sua postura de serenidade e compromisso com o trabalho parlamentar. Caso Rui seja candidato ao Senado, como almeja, é especulada a saída de Angelo Coronel (PSD) da chapa majoritária de 2026, formando o que os petistas chamam de "chapa dos sonhos" com dois ex-governadores, incluindo ele próprio e Wagner, e o atual governador como candidato à reeleição.

 

“Eu não tenho pressa para isso, não tenho ansiedade. Sou muito tranquilo, a minha vida sempre foi serena. Estou cumprindo meu mandato e tenho procurado trabalhar com dedicação, como fiz ao longo da minha vida inteira, muito intensa no trabalho. Vamos aguardar os fatos”, declarou.

 

O senador reafirmou a confiança na manutenção da aliança que sustenta o grupo político no estado e no governo federal. Para ele, os compromissos firmados entre as lideranças do campo governista devem ser honrados.

 

“Acho que não vamos ter problema. Compromisso é para ser cumprido. Há uma frase em latim que diz pacta sunt servanda, que significa que o pacto deve ser cumprido. Ou então dictum et factum: dito e feito. Diga e faça. É por aí”, completou.

Lula diz que não quer saída de Rui Costa, mas afirma que não impedirá candidatura de ministros
Foto: Reprodução / YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (8), que não gostaria que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, deixasse o governo federal, mas ressaltou que não pretende impedir que integrantes de sua equipe concorram nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista a rádio Piatã FM.

 

“O problema que eu tenho é que eu não gostaria que o Rui deixasse o governo. Mas eu também não tenho o direito de exigir sacrifício do ministro que tem oportunidade de se eleger. Então, quem quiser ser candidato será liberado para ser candidato”, declarou Lula.

 

Durante o discurso, o presidente destacou a importância da renovação de lideranças políticas no país e elogiou o grupo político baiano ligado ao PT. “Eu não vou impedir o crescimento e o surgimento de novas lideranças do Brasil, porque o Brasil está precisando. E o Rui é uma liderança extraordinária da Bahia”, afirmou.

 

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Lula também relembrou a trajetória eleitoral do ex-governador Jaques Wagner, de quem é aliado histórico, e ressaltou a força política do PT na Bahia.

 

“Quando o Jaques foi candidato a primeira vez, ele tinha 3% das intenções de voto, e Paulo Souto tinha 60%. Eu não queria que o Jaques fosse candidato. Ele foi e se elegeu no primeiro turno. Foi reeleito no primeiro turno, e elegeu o Rui, que também foi reeleito no primeiro turno”, disse.

 

O presidente ainda mencionou o atual governador Jerônimo Rodrigues, destacando o potencial político do grupo baiano.

 

“Sou muito grato ao Jaques, muito grato ao Rui e muito grato ao Jerônimo, que é uma promessa política extraordinária a nível nacional. O Jerônimo é, efetivamente, um menino de ouro. Acho que a Bahia merece um governador da qualidade dele”, concluiu Lula.

Na Bahia, Lula deve fazer convite para Rui "comandar" governo em 2026 e manter Coronel em chapa, dizem aliados
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará na Bahia, nesta quinta-feira (9). Com agenda em Camaçari, para a inauguração da fábrica da montadora chinesa BYD, e em Maragogipe, para anúncio de investimentos da Petrobras e do Ministério de Portos e Aeroportos, Lula pode trazer na bagagem outra oferta, porém, para o ministro da Casa Civil, Rui Costa. 

 

Aliados do presidente Lula tem indicado ao Bahia Notícias que o presidente irá formalizar um “convite” ao ministro, para que ele seja o responsável pela gestão federal - uma espécie de primeiro-ministro, durante o período de campanha, em 2026. O “apelo” para Rui “comandar” o governo e centralizar as demandas durante a atuação política de Lula a partir do próximo ano, além de demonstrar prestígio, desataria o impasse da chapa majoritária na Bahia. 

 

Os recentes movimentos de Rui, de reafirmar a própria candidatura ao Senado, podem ter como resposta do presidente Lula o convite ao ministro. O ato seria o “primeiro passo” de uma articulação mais ampla, garantindo a possibilidade reeleição de Angelo Coronel, com a presença do senador Jaques Wagner (PT) na chapa e conservando a parceria do PT com o PSD no âmbito estadual. Ao ex-governador Rui Costa seria prometida a vaga para disputar o Senado, em 2030, quando o finaliza o mandato do senador Otto Alencar — que se aposentaria da política. 

 

Para além do protagonismo nacional, a atuação de Lula também iniciaria o processo de pacificação nacional com o PSD, conforme indicaram os mesmos aliados do presidente. A relação ainda teria arestas por aparar, principalmente com relação ao nome que o partido apoiaria para a presidência da República, onde também possui um pré-candidato, o governador do Paraná, Ratinho Jr., Além disso, a relação do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria outro ponto a ser “contornado” mediante a ação nacional de pacificação. 

 

BIRRA PASSADA?
A escolha do senador Angelo Coronel para a chapa majoritária nesta eleição carrega também a escolha feita em 2018. Anteriormente, ao BN, interlocutores do PT na Bahia indicaram que Lula possuiria uma certa “birra” com Coronel, não somente por conta da atuação do senador após ser eleito. Aliados ao governo baiano também confidenciaram que, já em 2018, durante o processo de escolha de Coronel para integrar a chapa majoritária, em uma troca com a então senadora eleita pelo grupo, a atual deputada federal Lídice da Mata (PSB), Lula já teria sinalizado resistência na escolha. 

 

Inclusive, um caso específico, durante um evento pré-eleitoral, na residência do deputado federal Valmir Assunção (PT) traduziria a birra. Lula teria sido direto sobre o desejo de não trocar Lídice por Coronel. “Mas precisa mesmo trocar? Acho melhor não”, revelou a fonte ao Bahia Notícias.

 

FUTURO

Como não há um sucessor definido para Lula, Rui Costa também deve ficar de olho nessa possibilidade. Caso assuma o “comando” do governo em 2026, durante a campanha eleitoral, o ministro da Casa Civil permaneceria fortalecido em um virtual segundo mandato, mantendo-o como uma opção para herdar o legado político do presidente.

 

O interesse de Rui em ser candidato à presidência da República não é novo e esbarra em outros nomes, considerados mais próximos de Lula e do PT de São Paulo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Candidato substituto de Lula em 2018, o futuro do ex-prefeito de São Paulo também é incerto em 2026, quando pode ser lançado no pleito ao Senado ou ao governo paulista — para enfrentar um franco-favorito Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja própria candidatura não é confirmada.

Rui Costa confirma candidatura ao Senado em 2026 e apazigua relação com Coronel e PSD
Foto: Divulgação

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, voltou a falar sobre o desejo de se candidatar como senador nas eleições de 2026. A declaração aconteceu nesta terça-feira (7), durante o programa Toda Hora, da Salvador FM. Na entrevista, Rui apontou que seu nome foi lançado como uma das opções da Bahia ao Senado Federal. 

 

 

O ministro baiano revelou que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com outros líderes políticos para ajustar a candidatura. Segundo Rui, ele deverá deixar o governo até o final de março ou início de abril para conseguir participar do pleito. 

 

“Meu nome está colocado sim para uma vaga ao Senado. Conversei com o presidente Lula. Ano que vem são duas vagas ao Senado, cada estado brasileiro tem duas vagas, e vou colocar meu nome a uma dessas duas vagas.Ocupo o cargo de ministro e, portanto, para ser candidato, tenho que sair do governo até final de março, início de abril, é o tempo máximo que a Justiça eleitoral determina. Até lá vou voltar a conversar com o presidente, com o nosso grupo político, com o governador [da Bahia] Jerônimo Rodrigues , com o senador Jaques Wagner, para a gente ajustar”, disse Costa à apresentadora Juliana Nobre. 

 

O ex-governador baiano ainda citou o PSD, um dos partidos aliados da base do governo estadual e pregou unidade entre os coligados. O chefe da Casa Civil ainda enfatizou a importância da participação popular na política para evitar projetos como a PEC da blindagem.

 

“Estamos conversando com o PSD, vamos manter a nossa unidade política e ir para uma eleição mais do que nunca, cuidando do Brasil, com o horizonte do país continuar crescendo, gerando oportunidade de emprego, melhorando a vida das pessoas e acabando com privilégios. Se Deus quiser, fazer com que o povo brasileiro participe bastante para que a gente não tenha mais esses modelos de projetos, como foi a PEC da blindagem, que o povo batizou de PEC da ‘bandidagem’ e que, graças a Deus, o Senado da República sepultou essa ideia. Mais do que nunca é importante que o povo participe cada vez mais da política para que as coisas sejam feitas  transparentes e acabar com esse tipo de postura de isentar o político de responder por eventuais crimes que cometem. 

 

Questionado sobre as eleições, o ministro de Lula reforçou que seu nome “está na mesa”. Antes, ele comentou e atualizou o status da sua relação com o senador Ângelo Coronel (PSD). Coronel seria o nome, que ficaria fora da chapa do grupo petista no próximo ano, em caso de candidaturas de Rui e Wagner no próximo ano. 

 

Na entrevista desta terça, o titular da Casa Civil apaziguou a relação com Coronel, em meio a especulações de um possível racha entre os dois.  

 

“Coronel foi convidado [para o evento da BYD]. Na semana passada, jantei com ele e Otto. Tudo em paz”, informou.

Lula abre reunião ministerial com críticas a Trump e dizendo que Eduardo Bolsonaro é um dos maiores traidores da história
Foto: Reprodução Redes Sociais

Vestido com um boné onde se lê a frase “O Brasil é dos Brasileiros”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu nesta terça-feira (26) a segunda reunião ministerial do seu governo, e no pronunciamento que abriu o encontro, o tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o tema principal da fala. 

 

O boné azul usado por Lula foi vestido também por outros ministros presentes na reunião. A ideia do boné surgiu no começo do ano, para fazer um contraponto ao presidente norte-americano. Trump foi eleito usando um boné vermelho com a inscrição MAGA (Make America Great Again). 

 

Sobre o tarifaço, Lula disse que o presidente dos Estados Unidos age como se fosse o imperador do planeta Terra. Lula criticou também declarações recentes de Donald Trump de que ninguém deveria “mexer” com as big techs, sob pena de sofrerem represálias. 

 

No seu pronunciamento, o presidente Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Lula classificou Eduardo Bolsonaro como um “traidor da pátria” e disse que ele já deveria ter sido cassado pela Câmara dos Deputados.

 

“O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente e com o comportamento do filho dele nos EUA é, possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”, disse Lula.

 

“Não conheço na história desse país algum momento em que um traidor da pátria teve a desfaçatez de mudar para o país, que ele está adotando como pátria, negando a sua pátria e tentando insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro”, acrescentou o presidente.

 

Lula ainda orientou seus ministros a destacarem a defesa da soberania do país em declarações públicas e entrevistas. "Se a gente gostasse de imperador, a gente não tinha acabado com o Império", disse o presidente.

 

Na abertura da reunião, realizada no Palácio do Planalto, o presidente Lula disse que o encontro seria mais rápido do que outros, porque poucos ministros iriam se pronunciar. Segundo o presidente, só iriam falar na reunião os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, além do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

 

Apenas os discursos iniciais foram abertos à imprensa. Na fala do presidente Lula, ele também reforçou críticas à guerra em Gaza. Outro ponto destacado pelo presidente foi a defesa da soberania brasileira, e o respeito à Constituição e as leis do país. Lula também destacou a atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros nas negociações para reverter o tarifaço imposto pelos EUA.

 

“Esse homem aqui [Alckmin], aquele homem ali que é o Haddad, aquele ali que é o Mauro Vieira, estão 24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja o assunto que for, sobretudo na questão comercial. Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, colocou o presidente Lula. 

 

Logo após sua fala inicial, o presidente Lula passou a palavra ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que falou sobre as últimas medidas anunciadas pelo governo para incentivar a indústria e reduzir as perdas de exportadores com o tarifaço. 

 

Após a reunião, Alckmin viajará para o México, junto com uma comitiva de empresários brasileiros. A missão oficial do vice-presidente tem como objetivo ampliar as relações comerciais entre Brasil e México, após o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Alckmin estará acompanhado na viagem pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, e pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Éden Valadares assume comunicação do PT e defende “ousadia para inovar”
Foto: Divulgação

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, em reunião realizada neste sábado (23), em Brasília, a nova composição de sua Executiva Nacional. O baiano Éden Valadares, ex-presidente do PT Bahia, foi eleito o novo secretário nacional de Comunicação.

 

Éden Valadares chega ao cargo com uma trajetória de experiências, a exemplo da coordenação de campanhas majoritárias, como as dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. À frente do PT Bahia, ficou conhecido por sua identificação com um projeto de renovação da sigla.

 

Foto: Reprodução

 

Valadares, em sua primeira declaração no novo cargo, reconheceu os avanços recentes da comunicação do partido, mas defendeu a necessidade de ir além. “Evoluímos muito no quesito comunicação, mas não podemos acomodar. É preciso ter ousadia para inovar e nos aproximar da nossa base, dos nossos eleitores e das novas gerações”, afirmou.

 

Ao comentar os desafios da nova gestão, o secretário destacou que a orientação do presidente Edinho Silva é clara: “O foco está na reeleição de Lula e em derrotar esse projeto fascista, seja ele apoiado de forma implícita ou explícita”. Valadares também enfatizou o caráter inovador de Edinho, citando a criação da pioneira Secretaria Nacional de Nucleação. “Como Edinho é um inovador na organização partidária, ele aponta que os núcleos de base devem ser instâncias raízes do PT, ele também quer inovação na área da comunicação”, completou.

 

Além da nomeação de Éden Valadares, a Executiva Nacional do PT terá outro destaque baiano. Vera Lúcia Barbosa, a Lucinha do MST, foi reeleita para comandar a Secretaria Nacional de Movimentos Populares. Sua permanência garante a continuidade do trabalho de diálogo e fortalecimento da relação do partido com os movimentos sociais de todo o país.

Gonet vê indícios de crime de Rui Costa em contrato de respiradores e pede retomada de inquérito no STJ
Foto: Bahia Notícias

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a existência de indícios de envolvimento do ministro da Casa Civil ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), em supostas irregularidades na compra de respiradores durante sua gestão estadual.

 

A informação consta em manifestação sigilosa enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, no fim de junho. O Estadão teve acesso exclusivo ao documento.

 

Na manifestação, Gonet afirma que Rui Costa “assinou contrato com previsão de pagamento antecipado integral e sem garantias ao ente público”, o que justificaria a retomada das investigações no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O inquérito tramitou inicialmente no STJ, mas foi remetido à Justiça Federal da Bahia após o fim do mandato de Rui como governador. Posteriormente, voltou ao STF em razão de alterações no entendimento sobre o foro privilegiado.

 

O caso se refere à aquisição de respiradores pulmonares, em 2020, no contexto da pandemia de Covid-19, por meio do Consórcio Nordeste, que à época era presidido por Rui Costa. Segundo a investigação, a contratação envolveu uma empresa sem capacidade técnica, com pagamento antecipado no valor de R$ 48 milhões. Os equipamentos nunca foram entregues.

 

Procurado, o gabinete do ministro Flávio Dino informou que a petição da PGR ainda será analisada. Já a assessoria de imprensa de Rui Costa declarou que a manifestação de Gonet “não agrega nenhum elemento acusatório quanto à conduta do então governador da Bahia” e ressaltou que “o próprio Ministério Público já tinha manifestado, em parecer emitido no decorrer do processo, que não existe nenhum fato que vincule Rui Costa a qualquer irregularidade na compra dos respiradores”.

 

A nota acrescenta ainda que a defesa do ministro da Casa Civil também entende que o processo deve tramitar no STJ e lembra que, ainda como governador, Rui Costa determinou a abertura de investigação pela Polícia Civil após o não recebimento dos equipamentos.

BN/ Paraná Pesquisas: Com duas vagas em disputa para o Senado, Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida para 2026 na Bahia
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Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, traz os contornos da disputa pelo Legislativo Federal em 2026 na Bahia. Os levantamentos para o Senado indicam a liderança dos ex-governadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) nos cenários estimulados.

 

No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é apresentado, a maioria dos eleitores baianos ainda demonstra indecisão. O percentual de "Não sabe/não opinou" atinge 87,3%. Entre os nomes citados, Jaques Wagner (1,8%) e Rui Costa (1,4%) aparecem com as maiores menções, seguidos por Otto Alencar (PSD) (1,1%) e ACM Neto (União) (0,9%).

 

 

Já no primeiro cenário estimulado, onde os eleitores podiam citar até dois candidatos para Senador, os resultados são os seguintes:

 

Rui Costa soma 44,5% e é seguido por Jaques Wagner (34,4%) e pelo ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), com 23,8%. Na sequência aparecem o senador Angelo Coronel (PSD), com 13,4%; Márcio Marinho (Republicanos), com 7,0%; Adolfo Viana (PSDB) 6%; Marcelo Nilo (Republicanos) 4,8% e Zé Cocá (PP) 4,6%. Entre os que não sabe ou não opinaram a porcentagem soma 6,6. Nenhum/Branco/Nulo: 14,9%.

 

 

Com a ausência de Angelo Coronel no segundo cenário estimulado, a distribuição dos votos pulveriza, mas a liderança de Rui Costa e Jaques Wagner permanece:

 

Rui Costa: 45,7%
Jaques Wagner: 35,7%
João Roma: 24,6%
Márcio Marinho: 8,9%
Adolfo Viana: 7,3%
Marcelo Nilo: 6,4%
Zé Cocá: 4,8%

Não sabe/Não opinou: 7,0%
Nenhum/Branco/Nulo: 15,3%

 

 

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O levantamento ouviu 1620 eleitores, em 66 municípios, entre os dias 25 e 29 de julho de 2025 e possui intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5%.

Eduardo Bolsonaro agiu de forma traiçoeira e sabotou missão de senadores nos EUA, disse Rui Costa
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil da Presidência, Rui Costa, aumentou nesta quarta-feira (30) o tom de suas críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde o mês de março nos Estados Unidos articulando junto ao governo Trump sanções e punições ao Brasil. Em postagem na rede X, o ministro disse que o deputado do PL atuou para sabotar a missão de senadores brasileiros junto a congressistas e membros do governo norte-americano. 

 

“É inadmissível que parlamentares eleitos pelo povo trabalhem contra o país. Ontem, Eduardo Bolsonaro assumiu publicamente que atua para sabotar a missão de senadores brasileiros nos Estados Unidos, uma comitiva formada também, é importante destacar, por parlamentares que fazem oposição ao governo do presidente Lula”, afirmou Costa. 

 

O ministro do governo Lula lamentou ainda que parlamentares brasileiros estejam, segundo ele, atuando de “forma traiçoeira” contra os interesses do país e da população.

 

“É lamentável e revoltante constatar que representantes eleitos pela população, que deveriam defender os interesses do Brasil, estejam agindo de forma traiçoeira contra a própria nação apenas para tentar escapar das consequências de seus próprios atos. Entre eles, estão figuras como o próprio Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, que protagonizou um episódio criminoso ao correr armada pelas ruas de São Paulo, apontando uma pistola para um homem negro, e que agora foi detida na Itália, país para o qual havia fugido”, disse Rui Costa.

 

Nesta terça (29), o ministro da Casa Civil já havia dado declarações de que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade caso o presidente dos EUA, Donald Trump, não recue de sua intenção de aplicar tarifas de 50% a todos os produtos brasileiros. 

 

“Se for confirmado e for implementado essas tarifas, medidas de reciprocidade serão, sim, tomadas, porque já que eles não querem ter relação comercial com o Brasil, o Brasil também não precisa continuar comprando deles, pode comprar de outros países”, declarou o ministro.
 

O Brasil não precisa continuar comprando dos EUA, declara Rui Costa
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), declarou que o Brasil não precisa continuar comprando dos Estados Unidos. A declaração foi feita nesta terça-feira (29), à rádio Serra Dourada FM, de Ipirá, se referindo às implementações de tarifas feitas pelo país norte-americano.

 

Segundo Rui, o presidente norte-americano Donald Trump (Republicanos) não dá sinais de que quer conversar e voltou a cogitar aplicação de medidas recíprocas para os EUA. O tarifaço imposto ao Brasil é de 50% sobre todos os produtos e entra em vigor em 1º de agosto. 

 

“Se for confirmado e for implementado essas tarifas, medidas de reciprocidade serão, sim, tomadas, porque já que eles não querem ter relação comercial com o Brasil, o Brasil também não precisa continuar comprando deles, pode comprar de outros países”, declarou.

 

Ele também constatou que essa guerra comercial não se apresenta boa para nenhum dos países.

 

“Do nosso lado, como é uma posição unilateral até aqui deles, nós estamos dispostos a conversar, mas conversa precisa de dois interessados, ninguém conversa sozinho, se só conversa é quando o outro está interessado em conversar, e até que eles não têm dado demonstrações firmes de interesse em conversar”, disse. 

Rui Costa critica investigação contra o Pix e Av. 25 de Março: “Inacreditável que Trump está preocupado com isso”
Foto: Marcelo Camargo / EBC

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou a investigação aberta contra o comércio brasileiro a comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em pronunciamento durante evento no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (16), Rui afirmou ter ficado surpreso com a investigação e disse ser “inacreditável” que Trump esteja preocupado com o Pix e com a Avenida 25 de Março, em São Paulo, conhecida por comercializar artigos piratas.

 

“Não dá para imaginar um cenário onde um presidente de uma das duas maiores potências do mundo está preocupado com a 25 de março e coloca isso num documento internacional. Está preocupado com o meio de pagamento que o país adota e é abraçado por todos, pela população, pelas empresas, pelo sistema financeiro, que é o Pix. É inacreditável algo dessa natureza”, disse Rui.

 

Segundo Rui Costa, a reação do Brasil acontecerá com “serenidade”, “diálogo” e união em torno do país para resolver o problema.

 

“Nenhuma outra nação ou líder mundial pode escolher, seja a atividade que vai se dar na 25 de Março, seja o meio de pagamento ou qualquer outra coisa que seja de definição do Brasil. Nós, brasileiros, que vamos definir”, defendeu.

 

O pronunciamento veio após a Folha de São Paulo publicar um documento que detalha a investigação comercial aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil inclui o Pix como uma possível prática desleal do país em relação a serviços de pagamentos eletrônicos.

 

"O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", diz trecho do relatório.

 

A apuração, a cargo do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), vai avaliar práticas do Brasil em áreas como comércio eletrônico e tecnologia, taxas de importação e desmatamento, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (15).

 

"Sob o comando do presidente Donald Trump, eu abri a investigação sobre os ataques do Brasil às empresas de rede social americanas e outras práticas comerciais injustas", disse, em nota, Jamieson Greer, o representante dos EUA para o comércio.

 

O documento cita também a rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, para criticar as supostas falhas na proteção e aplicação adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual.

 

Para o USTR, a 25 de Março permanece há décadas como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar de operações direcionadas para a área.

Ciro Nogueira critica Rui Costa e cutuca governo Jerônimo Rodrigues: “Vai trabalhar, governador”
Fotos: Agência Senado / Bahia Notícias

Durante uma discussão política nas redes sociais neste domingo (13), o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, criticou duramente o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ocasião, ele também atacou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Rui, dizendo: “Vai trabalhar, governador!”

 

Veja o tweet:

 

A troca de farpas começou após Rui Costa afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria tentando agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

 

Tarcísio culpou a diplomacia do governo Lula pela decisão americana, dizendo que o governo prioriza “ideologia acima da economia”. Rui respondeu pela rede X (antigo Twitter), lamentando a postura do governador paulista.

 

Aliado de Tarcísio e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira saiu em defesa do governador de São Paulo e rebateu Rui Costa. Segundo Ciro, a função do ministro agora deve ser tirar o país da “encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT o colocou” — e não discutir com governadores. Veja momento:

 

O episódio escancara a crescente tensão entre o governo federal e a oposição, especialmente em temas ligados à política externa e seus reflexos na economia.

Rui Costa diz que Tarcísio apoia tarifaço e quer agradar Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que o governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, quer agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apoia as medidas de Donald Trump de taxar os produtos brasileiros em 50% a partir de agosto

 

“Liderança, governador, se exerce com coragem. É compreensível que queira agradar ao ex-presidente a quem serviu como ministro, mas quem valoriza São Paulo não apoia medidas absurdas, ilegais e imorais impostas por estrangeiros”, escreveu o ministro em seu perfil no X, antigo Twitter. 

 

O ex-governador da Bahia também falou que lamenta que Tarcísio de Freitas apoie as medidas do presidente norte-americano e a medida vai acabar condenando a indústria paulista. 

 

“É curioso: liderar a maior economia do país e, ao mesmo tempo, apoiar medidas que encarecem produtos e prejudicam a economia nacional. A atitude do presidente Trump mina a competitividade dos produtos que sustentam milhares de empregos em São Paulo”, escreveu o baiano. 

 

 

A medida do Trump entra em vigor no dia 1º de agosto e será aplicada de forma automática, independentemente do setor ou mercadoria vendida. 

Rui Costa questiona validade dos PDLs que sustam decretos e nova confusão pode surgir com mudanças nas regras do BPC
Foto: Reprodução/ TV Cultura / Roda Viva

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibida na noite desta segunda-feira (7), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu a prerrogativa do governo federal de editar decretos, como o que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O decreto presidencial do IOF provocou uma crise entre Executivo e Legislativo, com o Congresso aprovando projeto que sustou os efeitos da medida.

 

De acordo com o ministro, a possibilidade de editar decretos e portarias é essencial para que o governo possa atuar frente às diversas demandas necessárias de gestão da máquina pública e da economia. 

 

“Não se trata apenas de defender o IOF como instrumento regulatório. Se trata de defender a capacidade de governar, deste e de qualquer governo que venha daqui para frente. Porque, se o governo não conseguir mais editar decreto, não conseguir fazer portaria, acabou o governo. Isso precisa ser discutido”, afirmou.

 

Rui Costa também falou na entrevista sobre a aprovação do projeto de decreto legislativo pelo Congresso, para sustar os efeitos do decreto do IOF. Rui Costa questionou o uso indiscriminado deste dispositivo, e disse que é preciso que a Justiça determine o alcance dessa prerrogativa do Congresso Nacional. 

 

“O PDL é um instrumento para ser usado sem nenhum critério? Sim ou não? A Constituição permite isso? Sim ou não? No nosso entender, a Constituição não permite isso, a lei não permite isso. E o voto do ministro do STF já dá um indicativo de que de fato o PDL não deve ser usado em qualquer circunstância”, disse o ministro da Casa Civil.

 

Somente neste ano de 2025, 396 projetos de decreto legislativo foram protocolados para sustar decretos e medidas tomadas pelo governo federal. Na última semana, o principal alvo dos chamados PDLs foi o decreto nº 12.534, de 25 de junho de 2025, que alterou o regulamento do Benefício de Prestação Continuada. 

 

O decreto do governo Lula modificou os critérios para concessão do benefício. A equipe econômica do governo justificou a mudança pela necessidade de controlar o crescimento das despesas relacionadas ao BPC, benefício que garante um salário mínimo por mês a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social.

 

As principais mudanças introduzidas pelo decreto foram a inclusão de programas sociais e auxílios no cálculo da renda familiar; a revisão da obrigatoriedade de atualização do CadÚnico e da biometria; o fim do prazo fixo de revisão do benefício; mudanças nas regras de notificação e defesa em caso de suspensão do BPC.

 

Antes, a regra para concessão de benefícios dizia que os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e auxílios temporários, como o Auxílio Gás ou auxílios pagos em situações de emergência (como enchentes), não entravam na conta da renda. Com a nova regra, esses valores passam a ser somados para calcular se a família está ou não dentro do limite de 25% do salário mínimo por pessoa.

 

Diversos deputados de oposição apresentaram projetos de decreto legislativo nos últimos dias para derrubar esse ato do governo, como, por exemplo, Filipe Barros (PL-PR), Helio Lopes (PL-RJ), Daniela Reinehr (PL-SC), Rosangela Moro (União-SP), Marcos Pollon (PL-MS). Os deputados alegam que as mudanças restringem direitos garantidos por lei às pessoas com deficiência e idosos em situação de vulnerabilidade.

 

Neste caso das mudanças nas regras do BPC, não apenas parlamentares de oposição apresentaram PDLs para sustar o decreto. Deputados do centrão, da base governista e de partidos de esquerda também protocolaram projetos para sustar os efeitos do decreto presidencial. 

 

Foi o caso dos deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS), Duarte Jr. (PSB-MA), Fernanda Melchiona (Psol-RS) e Sâmia Bonfim (Psol-SP). Esses parlamentares alegam que o decreto do governo restringe direitos fundamentais sem base legal, inverte a finalidade de um programa de combate à pobreza, e produz inexplicável retrocesso social.

 

Todos esses projetos de decreto legislativo aguardam despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). 
 

Sob pressão de Rui Costa, presidente dos Correios prepara saída do cargo após prejuízo anual de R$ 2,6 bilhões
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, deve deixar o comando da estatal em breve. Segundo apuração da Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Fabiano já redigiu uma carta de renúncia que será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seu mandato termina em agosto e, para permanecer no cargo, dependeria de recondução pelo governo.

 

A saída ocorre em meio à pressão da Casa Civil, comandada pelo ministro Rui Costa, que cobra um plano de reestruturação da estatal. A proposta prevê o fechamento de agências em todo o país e medidas para reduzir os custos operacionais da empresa, que acumulou prejuízo de R$ 2,6 bilhões no ano passado.

 

A reestruturação prevê, além do Plano de Demissão Voluntária (PDV) em curso — que pode desligar cerca de 4 mil funcionários —, a possível extinção de outras 8 a 10 mil vagas com o encerramento de unidades físicas. A estimativa é economizar R$ 1 bilhão, além dos R$ 800 milhões já esperados com o PDV.

 

Fabiano, no entanto, resiste à adoção de medidas mais severas. Ele argumenta que os cortes podem comprometer projetos sociais da estatal, como a abertura de agências em comunidades vulneráveis. Só no Rio de Janeiro, mais de 50 favelas foram contempladas com novas unidades nos últimos anos.

 

Apesar das pressões, o ministro Rui Costa afirmou por meio de sua assessoria que não defende demissões em massa. Segundo interlocutores, sua orientação é pela "racionalização dos gastos", e não pelo enxugamento radical do quadro funcional.

 

Os Correios têm sido alvo de disputas políticas entre partidos da base aliada. Mesmo com o rombo financeiro, a empresa conseguiu um empréstimo junto ao Banco dos Brics e planeja investir R$ 5 bilhões nos próximos anos. O prejuízo mais recente é atribuído à "taxa das blusinhas", mudança nas regras de importação de compras internacionais, que teria impactado significativamente o volume de encomendas processadas.

Ex-presidente da Petrobras acusa Rui Costa de omissão em articulação que pode elevar conta de luz
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) se omitiram diante da articulação de emendas legislativas que podem causar um aumento de até 3,5% na tarifa de energia elétrica até 2050. A declaração foi revelada pelo jornalista André Trigueiro, da GloboNews, durante o programa Em Pauta na última segunda-feira (30).

 

Segundo o jornalista, Prates relatou que Rui Costa e Alexandre Silveira receberam lobistas ligados aos interesses por trás dessas emendas, mas, mesmo cientes das consequências econômicas, não atuaram para impedir a articulação no Congresso. A suposta omissão teria causado desgaste político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vetou as emendas, mas teve os vetos derrubados pelo Legislativo.

 

Para Trigueiro, Prates – que também foi senador e autor do projeto de lei que regulamenta a geração de energia eólica offshore (em alto-mar) – disse que a proposta foi desfigurada na Câmara dos Deputados com a inserção de "jabutis" legislativos. As emendas incluídas não tinham relação com o projeto original e beneficiariam interesses específicos do setor energético, segundo a Frente Nacional dos Consumidores de Energia.

 

Essas alterações podem representar um impacto de R$ 197 bilhões nas contas de luz da população brasileira nos próximos 25 anos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também teria sido informado sobre o caso, segundo Prates. Trigueiro destacou que o aumento da tarifa energética gera efeitos em cadeia sobre a economia, pressionando o custo de vida da população e os setores produtivos.

Rui Costa comemora nacionalização do 2 de Julho e bate o martelo sobre futuro político: "Vou pro Senado"
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O ministro da Casa Civil Rui Costa será candidato ao Senado, em 2026. Pelo menos se depender de sua vontade, o petista estará na chapa majoritária no qual o governador Jerônimo Rodrigues (PT) irá disputar a reeleição. Durante sua passagem no cortejo de comemoração ao Dois de Julho, Rui garantiu que estará na disputa. 

 

Apesar disso, o ministro preferiu não comentar críticas à formação da chapa governista, feitas pela oposição. Caso confirmada a expectativa, a chapa majoritária de Jerônimo será formada também pelo senador Jaques Wagner como candidato à reeleição - numa formação "puro-sangue" petista. “Não comento declaração deles, não. Eles têm que organizar a chapa deles, a gente organiza a nossa”, disse. 

 

Rui também ressaltou a nacionalização das comemorações na Bahia. "Hoje é uma data simbólica. Muito feliz com a decisão do presidente Lula de enviar o projeto de lei, pois com isso, a gente garante que a festa que já é comemorada pelo povo da Bahia seja reconhecida no país inteiro. Como a data mais relevante, depois do grito do Ipiranga", completou.  

“Se vier com a chapa puro-sangue, é o melhor dos mundos”, diz ACM Neto sobre composição petista para 2026
Foto: Reprodução / União Brasil

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), comentou sobre a possibilidade de uma chapa puro-sangue do PT para as eleições de 2026 e revelou uma “torcida” para que a composição seja concretizada. Em entrevista à rádio Metrópole na noite desta segunda-feira (1º), Neto criticou as conversas para a formação da chapa, que excluiria o atual senador Angelo Coronel (PSD), e afirmou que comprovaria a “panelinha” entre os petistas.

 

Vale lembrar que a chapa puro-sangue contaria com a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a recondução do senador Jaques Wagner (PT) e o lançamento do atual ministro do Casa Civil, Rui Costa, ao Senado.

 

“Eu acho um absurdo depois do PT ter se aproveitado por muitos anos do PSD agora cogitar a possibilidade de não uma vaga a Coronel para disputar o Senado. Ele tem o direito de disputar a reeleição. Eu torço para que seja os três do PT, porque tá comprovado que é a panelinha que roda, roda, roda e para no mesmo lugar”, disse ACM Neto.

 

Segundo o ex-prefeito e possível candidato a governador no próximo ano, a chapa puro-sangue seria “o melhor dos mundos”. Todavia, Neto afirmou que não lhe cabe escolher os adversários para as eleições de 2026.

 

“Não é possível que a gente não tenha a consciência de que é momento de dar oportunidade para uma mudança. Então, na minha cabeça, se eles vierem com essa chapa puro-sangue, é o melhor dos mundos. Mas não me cabe escolher. Repito, não me cabe escolher”, avaliou.

Avião da FAB é usado por Rui após ministro participar de festa de São Pedro em Ipiaú; Wagner "pega carona"
Foto: Divulgação

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para desembarcar em Brasília após participar da festa de São Pedro na cidade de Ipiaú. A presença do ministro no evento ocorreu entre o sábado (28) e a madrugada de domingo (29). O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, "pegou carona" no mesmo voo com destino à capital federal.

 

De acordo com informações do Comando da Aeronáutica, ligado ao Ministério da Defesa, o voo que transportou Rui Costa e Jaques Wagner partiu de Salvador às 15h30 do próprio domingo (29) pousando em Brasília por volta das 17h05. Não havia nenhum outro passageiro registrado a bordo da aeronave.

 

Registro do voo da FAB que transportou Rui Costa e Jaques Wagner | Foto: Reprodução / Ministério da Fazenda

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o ministro e o senador se dirigiram a Brasília para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro teve como pauta o impasse envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O governo avaliava se acionaria o Supremo Tribunal Federal (STF) após o Congresso Nacional ter derrubado decretos relacionados ao IOF.

 

É importante ressaltar que, apesar de ter viajado no mesmo voo, Jaques Wagner não esteve presente nas festividades de São Pedro no município de Ipiaú. Rui Costa, por sua vez, é proprietário de uma fazenda na região e posou para fotos com aliados, como o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

 

O USO DO AVIÃO DA FAB
Conforme a própria Força Aérea, as aeronaves da FAB estão disponíveis para uso de autoridades em compromissos oficiais. A lista de quem pode utilizar esses aviões inclui:

 

  • Presidente e vice-presidente da República;
  • Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado;
  • Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF);
  • Ministros de Estado e demais ocupantes de cargos públicos com prerrogativa de ministro;
  • Comandantes das Forças Armadas e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

 

O Decreto nº 4.244, de 22 de maio de 2002, é a legislação que detalha o direito dessas autoridades de usar aviões da FAB para viagens oficiais.

 

Além das viagens oficiais, o decreto permite que a FAB atenda a pedidos de transporte por motivos de segurança ou emergência médica. Há, ainda, a possibilidade de a autoridade usar a aeronave para deslocamentos até sua residência permanente.

 

Para solicitar uma aeronave, a FAB exige que seja documentado um dos motivos para a viagem. A quantidade de pessoas que acompanharão a autoridade solicitante também deve ser informada ao Comando da Aeronáutica no momento da solicitação.

Líderes da Câmara relatam a Rui e Gleisi suspeita de "jogo casado" de governo e Dino sobre emendas parlamentares
Foto: Antônio Augusto/Secom/STF

Líderes partidários da Câmara dos Deputados relataram aos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) a percepção de que integrantes do governo federal têm influenciado decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em ações que tratam da execução de emendas parlamentares.

 

As queixas foram apresentadas durante uma reunião realizada na segunda-feira (16), na residência oficial da presidência da Câmara, em Brasília, segundo relataram três participantes do encontro. De acordo com um dos líderes presentes, foi transmitida aos ministros a avaliação de que, no plenário da Câmara, “a voz corrente” é de que o governo federal atua em uma espécie de “jogo casado” com Dino.

 

Ainda conforme relatos, Rui Costa e Gleisi Hoffmann negaram qualquer tipo de interferência do Executivo nas decisões do Judiciário.

 

Desde o ano passado, deliberações de Flávio Dino sobre o cumprimento das emendas parlamentares têm gerado atritos entre os Poderes.

 

As informações são da Folha de S.Paulo.

Câmara aprova urgência para projeto que pode derrubar decreto do governo Lula que aumentou alíquotas do IOF
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Por 346 votos a favor e 97 contra, foi aprovada, na noite desta segunda-feira (16), a urgência para o projeto que susta o decreto do governo federal que modificou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação do mérito do projeto, entretanto, ainda não tem data definida. 

 

O requerimento de urgência foi aprovado para acelerar a tramitação do PDL 314/2025, de autoria do deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição. O projeto foi apresentado em 11 de junho, e com a urgência, será apreciado diretamente no plenário, sem passar por comissões. 

 

Diversos partidos da base aliada do governo defenderam a aprovação da urgência. Partidos como União Brasil, PSD, PP, Republicanos e até o PDT, que possuem ministros no governo, orientaram seus membros a votarem a favor de acelerar a tramitação do projeto.

 

A proposição do deputado Zucco foi protocolada no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que modificou as alíquotas do IOF ajustadas no documento anterior. Na justificativa do projeto, o líder da oposição afirmou que o IOF é um imposto extrafiscal que somente pode ser utilizado como instrumento para controle da política econômica, e seria inadmitido, portanto, seu uso para qualquer efeito arrecadatório.

 

“Resta nítido não ter o Ministério da Fazenda capturado a aversão do Parlamento e da sociedade com a majoração de tributos: quando uma medida fracassa, simplesmente se apresenta outra, sempre com o mesmo formato: mais arrecadação, mais exação, mais pressa, como se política tributária fosse exercício de tentativa e erro. Neste figurino, o Congresso vira laboratório, e a sociedade paga a conta”, afirmou o deputado no texto do seu projeto que susta o decreto do governo.

 

“O decreto do governo federal é de igual sorte inoportuno e inconstitucional, devendo ser imediatamente sustado pelo Parlamento”, defendeu o deputado do PL gaúcho. 

 

Se o projeto de decreto legislativo for aprovado no plenário da Câmara, seguirá para o Senado. Caso também seja aprovado pelos senadores, o projeto é promulgado e o decreto do governo que reajustou as alíquotas do IOF será invalidado. 

 

Antes do início da sessão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em conversa com jornalistas, afirmou que a aprovação da urgência é uma mensagem dos parlamentares ao governo. 

 

Segundo Motta, há um esgotamento entre os deputados de medidas que buscam elevar a arrecadação apenas levando em conta o aumento de impostos, e não o corte de gastos.

 

“O governo está entendendo esta mensagem. Será simbólica pelo sentimento da Casa e vamos aguardar os próximos passos. A Câmara vai continuar defendendo o que é melhor para o Brasil”, afirmou Motta.

 

Antes de chegar na Câmara, o deputado Hugo Motta recebeu na residência oficial a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que buscaram negociar que o plenário votasse a urgência, mas deixasse o mérito para a próxima semana. 
 

Rui Costa rebate governador de MG após crítica ao governo Lula: "desonesto"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez algumas críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), durante um evento em Mariana (MG). 

 

“Eu vi um vídeo – malicioso, de má-fé e, eu posso dizer, desonesto – do governador (Zema). Ao gravar vídeo, citar essa instituição e fazer uma crítica, citou o nome de pessoas que nada têm a ver com a instituição”, iniciou Rui Costa.

 

“Quero dizer ao governador que, até a chegada do presidente Lula, ele [Zema] estava calado, sem criticar e sem apontar as falhas desse acordo. Portanto, vamos trabalhar, governador. Se diminuir o tempo que o senhor gasta fazendo vídeo, falando bobagem e comendo frutas com casca, o senhor vai ter mais tempo para trabalhar e cuidar do povo de Minas”, rebateu.

 

As críticas do governador de Minas Gerais foram feitas na última quarta-feira (12) ao governo Lula e justificou sua ausência no evento de quinta-feira (12), pelo fator que o governo federal se apropria de investimentos e feitos da administração local. 

 

“São projetos que, muitas vezes, o nosso Invest Minas e nossa Secretaria de Desenvolvimento Econômico ficam um ano, dois anos envolvidos, e, quando a empresa fala que vai anunciar, o governo federal costuma aparecer e falar que foi o pai da criança. Isso tem acontecido com frequência”, criticou.

Rui diz que aumento do IOF será tratado em novas reuniões com Lula e Haddad
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

 

O ministro da Casa Civil Rui Costa comentou sobre a aprovação e apresentação do do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo o Governo Federal. Em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (9), o titular da pasta desconversou inicialmente sobre o tema e revelou que os detalhes de apresentação do aumento, vão ocorrer através do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

 

Rui disse ainda que não vai tratar sobre o tema para não “gerar ruído” na apresentação do projeto no Executivo Federal. 

 

“Eu estava aqui em Salvador, não estava na reunião, mas teve ontem com o Haddad com a equipe, com os líderes. Nós conversamos antes com ele, eu, a ministra Gleisi, o ministro Sidônio, e ele apresentou ontem, e os detalhes vão ser apresentados pela Fazenda. Nós não queremos ficar falando em paralelo para não gerar ruído na apresentação”, declarou Costa durante assinatura da construção do tramo IV de Salvador. 

 

De acordo com o ministro baiano, novas reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), serão efetuadas para tratar e alinhar o tema.  

 

“A Fazenda conduzirá isso e apresentará os detalhes, tanto das medidas que hoje e ontem ele falou, como também das medidas eventualmente de redefinição de gastos públicos, isso tudo vai ser ajustado. Quando o presidente chegar, nós faremos novas reuniões com ele para alinhar, compatibilizar, portanto, despesa e receita”, afirmou. 

Levantamento revela quais ministros de Lula estão bem nas pesquisas para o Senado ou aos governos estaduais
Foto: Reprodução Redes Sociais

Apresentada desde o início do ano como uma das saídas para melhorar a gestão federal nesta reta final do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma ministerial empacou nas últimas semanas, e poucas trocas aconteceram nos últimos meses no primeiro escalão do governo. Para complicar a situação, faltam apenas dez meses para a desincompatibilização dos ministros que desejam disputar as eleições de 2026, o que dificulta a atração de nomes para ingressar na Esplanada dos Ministérios.

 

Além de não conseguir efetuar medidas com que contava para melhorar a relação com os partidos que dão sustentação ao governo no Congresso Nacional, o presidente Lula deve enfrentar, no ano que vem, uma saída em massa de ministros que vão disputar algum cargo nas eleições de outubro. 

 

Há uma perspectiva de que mais de 20 ministros dos atuais 38 se desincompatibilizem para disputar algum cargo nas próximas eleições. E diante do impacto que será para o governo essa saída em massa de ministros, há a perspectiva de que o presidente Lula faça novas mudanças optando por nomes que permaneçam no governo até o final de 2026. 

 

Um desses nomes seria o do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), cotado para entrar na Secretaria-Geral da Presidência no lugar do atual titular, Márcio Macêdo. Boulos já deu declarações de que, se ingressar no governo, não pretende disputar as eleições. 

 

Entre os atuais ministros, há a avaliação que não sairão de seus postos para disputar as eleições os seguintes nomes: 

 

Camilo Santana (Educação), Wolney Queiroz (Previdência Social), Márcia Lopes (Mulheres), Esther Dweck (Gestão e Inovação), General Amaro (Gabinete de Segurança Institucional), Jorge Messias (Advocacia Geral da União), José Múcio (Defesa), Frederico Siqueira Filho (Comunicações), Sidônio Palmeira (Secom), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Ricardo Lewandowski (Justiça), Vinícius de Carvalho (CGU), Marina Silva (Meio Ambiente) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social).

 

Caso os demais ocupantes de cargos de ministros confirmem suas candidaturas, todos deverão deixar seus cargos até o início de abril do próximo ano. Esse é o prazo previsto pela Justiça Eleitoral para respeitar o prazo de desincompatibilização, que exige o afastamento de ocupantes de cargos do Executivo ao menos seis meses antes do pleito.

 

Entre os ministros que poderiam sair do governo para se candidatar estão os seguintes nomes:

 

Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais); Alexandre Padilha (Saúde); Alexandre Silveira (Minas e Energia); André de Paula (Pesca e Aquicultura); André Fufuca (Esportes); Anielle Franco (Igualdade Racial); Carlos Fávaro (Agricultura); Celso Sabino (Turismo); Fernando Haddad (Fazenda); Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio); Jader Filho (Cidades); Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); Luiz Marinho (Trabalho); Márcio França (Empreendedorismo); Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário); Renan Filho (Transportes), Rui Costa (Casa Civil); Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos); Simone Tebet (Planejamento); Sônia Guajajara (Povos Indígenas); Waldez Góes (Integração). 

 

Levantamento realizado pelo Bahia Notícias sobre as pesquisas eleitorais divulgadas em 25 estados (Roraima e Santa Catarina ainda não tiveram sondagens para 2026) revela que ministros do governo Lula já aparecem em boa situação em eventuais candidaturas aos governos estaduais ou ao Senado. Não há pesquisas para a Câmara dos Deputados ou  assembleias legislativas. 

 

Veja abaixo algumas das pesquisas divulgadas recentemente e como os ministros aparecem em disputas para as quais tiveram seus nomes testados pelos institutos. Em alguns estados há mais de um cenário para Senado ou governo. 

 

Região Nordeste

 

Alagoas

 

Governo

 

Renan Filho (MDB) - 43,5% (Ministro dos Transportes)
JHC - 43% (PL)
(Instituto Falpe)

 

Bahia

 

Senado

 

Rui Costa (PT) - 43,8% (Ministro da Casa Civil)
Jaques Wagner (PT) - 34%
(Paraná Pesquisas)

 

Maranhão

 

Senado

 

Carlos Brandão (PSB) – 43,2%
Weverton Rocha (PDT) – 41,1%
Eliziane Gama (PSD) – 18,5%
Pedro Lucas (União Brasil) – 12,8%
André Fufuca (PP) – 12,1% (Ministro dos Esportes)
(Paraná Pesquisas)

 

Pernambuco

 

Senado

 

Humberto Costa (PT): 31%
Anderson Ferreira (PL): 21%
Silvio Costa Filho (Republicanos): 15% (Ministro dos Portos e Aeroportos)
(Real Time Big Data)

 

Região Centro-Oeste

 

Mato Grosso

 

Governo

 

Janaína Riva (MDB) - 21,9% 
Wellington Fagundes (PL) - 19,4%
Otaviano Pivetta (Republicanos) - 16,9%
Jayme Campos (União Brasil) - 11,8%
Carlos Fávaro (PSD) - 4,3% (Ministro da Agricultura)

 

Senado

 

Mauro Mendes (União Brasil) - 60,8%
Janaína Riva (MDB) - 29,2%
Pedro Taques - 18,3%
Jayme Campos (União Brasil) - 15,1%
José Medeiros (PL) - 13%
Carlos Fávaro (PSD) - 11,2% (Ministro da Agricultura)
(Paraná Pesquisas)

 

Mato Grosso do Sul

 

Senado

 

Reinaldo Azambuja (PSDB) - 38,3%
Simone Tebet (MDB) - 29,2% (Ministra do Planejamento)

 

Região Sudeste

 

Minas Gerais

 

Senado

 

Romeu Zema (Novo) - 52,7%
Rodrigo Pacheco (PSD) - 24,3%
Carlos Viana (Podemos) - 18,9%
Newton Cardoso Jr. - 12%
Eros Biondini (PL) - 11,2%
Alexandre Silveira (PSD) - 9,2% (Ministro das Minas e Energia)
(Paraná Pesquisas)

 

Rio de Janeiro

 

Senado

 

Flávio Bolsonaro (PL) – 39,8%
Benedita da Silva (PT) – 27,2%
Clarissa Garotinho (União) – 18,4%
Alessandro Molon (PSB) – 15,1%
Anielle Franco (PT) – 14,5% (Ministra da Igualdade Racial)
(Paraná Pesquisas)

 

São Paulo

 

Senado

 

Primeiro cenário 
Eduardo Bolsonaro (PL) - 36,5%
Fernando Haddad (PT) - 32,3% (Ministro da Fazenda)
(Paraná Pesquisas)

 

Segundo cenário
Eduardo Bolsonaro (PL) - 36,5%
Geraldo Alckmin (PSB) - 34,6% (Vice-Presidente)
Capitão Derrite (PL) - 23,6%
Ricardo Salles (Novo) - 14,4%
Luiz Marinho (PT) - 11,8% (Ministro do Trabalho)
(Paraná Pesquisas)

 

Governo 

 

Primeiro cenário
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 42,1%
Geraldo Alckmin (PSB) - 21,1% 
Erika Hilton (PSOL) - 9,4%
Alexandre Padilha (PT) - 5,5% (Ministro da Saúde)
(Paraná Pesquisas)

 

Segundo cenário
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 46,5%
Márcio França (PSB) - 11,9% (Ministro do Empreendedorismo)
Erika Hilton (Psol) - 9,7%
Alexandre Padilha (PT) - 7,1% (Ministro da Saúde)

 

Região Sul

 

Paraná

 

Senado

 

Ratinho Junior (PSD) - 62,3%
Roberto Requião (PDT) - 26,8%
Beto Richa (PSDB) - 25,2%
Filipe Barros (PL) - 19,8%
Gleisi Hoffmann (PT) - 16,3% (Ministra das Relações Institucionais)
(Paraná Pesquisas)

 

Rui Costa detalha prazos para ponte Salvador-Itaparica e fala da expectativa de início das obras
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, atualizou nesta quinta-feira (5) informações sobre o andamento do projeto da Ponte Salvador-Itaparica. Durante bate-papo com jornalistas, ele relembrou o longo processo de repactuação contratual, e indicou que a obra deve contar com duração estimada de cinco anos.

 

“Sobre a ponte, é um projeto que nós tivemos um contrato em 2020, veio a pandemia, ficamos dois anos e meio paralisados e depois se iniciou um processo longo, trabalhoso, difícil de repactuação do contrato”, afirmou Rui Costa.

 

Segundo o ministro, a retomada do empreendimento contou com o envolvimento de diversas instâncias técnicas e políticas. “Mas nós temos que agradecer muito o esforço dos técnicos, dos conselheiros, do Tribunal de Contas do Estado, que viabilizou, e com muito esforço, com a participação do presidente Lula junto com o presidente Xi Jinping, a renovação desse contrato”, declarou.

 

Rui Costa também informou que os primeiros 12 meses serão destinados à preparação do projeto executivo, etapa inicial antes do início das intervenções físicas. “Agora nós vamos iniciar essa obra de 5 anos, com 12 meses para a preparação do projeto executivo”, disse.

 

Durante a fala, o ministro também destacou o caráter estratégico do empreendimento na relação entre os dois países envolvidos. “Eu diria que a Bahia terá a obra física mais simbólica da relação Brasil-China e dos investimentos dos dois países”, concluiu.

 

Nesta quarta-feira (4), o Governo da Bahia e a Concessionária responsável pelo Sistema Rodoviário Ponte Salvador - Ilha de Itaparica assinaram o novo acordo contratual que vai garantir o avanço do projeto e o início efetivo das obras.

 

A informação foi divulgada pelo gabinete do governador Jerônimo Rodrigues, durante reunião virtual com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Zhu Qingqiao, embaixador da República Popular da China no Brasil.

Governos federal e baiano avaliam liberar ponte em Itapebi para carros pequenos com reforço policial
Foto: Reprodução / TV Bahia

Um encontro entre o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), ainda nesta quinta-feira (5) deve estabelecer condições para que veículos menores possam acessar a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em um trecho da BR-101 em Itapebi, no Extremo Sul do estado.

 

A informação foi passada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia. Segundo Rui, a intenção é que tanto Polícia Federal (PF) e Polícia Militar (PM-BA) façam o policiamento nas duas pontas da ponte, como forma de impedir veículos de carga.

 

“Ele [ministro Renan] vai apresentar um novo relatório técnico da possibilidade de trafegar carro pequeno desde que haja um policiamento ostensivo nas duas cabeceiras para impedir a entrada de carro pesado”, disse Rui Costa.

 

Ainda segundo o ministro da Casa Civil, uma nova ponte será erguida perto do equipamento interditado por meio de um contrato de emergência. A previsão é que as obras sejam encerradas em até 12 meses.   

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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