Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Política

Notícia

VÍDEO: Militante de esquerda e viral nas redes, Jones Manoel trata Jerônimo como "tragédia” e não vê ACM Neto como alternativa

Por Paulo Dourado

VÍDEO: Militante de esquerda e viral nas redes, Jones Manoel trata Jerônimo como "tragédia” e não vê ACM Neto como alternativa
Fotos: Divulgação

Militante comunista, comunicador, historiador e educador viral nas redes sociais. Esse é um resumo que descreve Jones Manoel, que criticou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em entrevista concedida nesta quarta-feira (21). Segundo ele, que morou viveu em território baiano, o petista, além de não ter “brilho próprio”, é uma “tragédia” para a Bahia.

 

Radicado em Pernambuco, Jones afirmou que o trabalho realizado no atual governo da Bahia é uma continuidade da gestão do ex-governador e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que, segundo ele, foi “um inimigo dos serviços públicos”.

 

“Eu acho que o governo Jerônimo é uma tragédia. Ele é uma continuidade do governo Rui Costa, que foi um péssimo governo para a Bahia. O governador Rui Costa foi um inimigo dos serviços públicos, foi alguém que atuou para precarizar os serviços públicos, inclusive prejudicando o plano de cargos e carreiras, por exemplo, da educação”, afirmou.

 

Jones, que trabalhou como funcionário público do Estado da Bahia, em Juazeiro, afirmou que o governo de Rui Costa resultou em um dos piores desempenhos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo dados de 2023, a Bahia aparece entre os quatro piores índices entre os 26 estados brasileiros.

 

Além disso, ao direcionar críticas ao atual governador, o militante comentou as principais lacunas do governo, como segurança pública, violência policial e crime organizado, além de caracterizar a gestão como “sem brilho” e “sem marca própria”.

 

“Uma das consequências disso é que a Bahia tem um dos Idebs mais baixos do Brasil. Foi um governo privatista, um governo que atacou as empresas públicas, buscando fragilizá-las; um governo que não tem política real para a transformação urbana da Bahia, para enfrentar o déficit de moradia, para reduzir as desigualdades regionais, para enfrentar a violência policial e o crime organizado, para resolver os problemas da Bahia na educação, na saúde, no meio ambiente e na cultura. E o governo Jerônimo é a continuidade disso, e é uma continuidade que parece pior, porque Jerônimo não tem brilho próprio, com todo respeito à sua biografia pregressa. Parece uma coisa meio ‘poste’, sem iniciativa própria, sem marca própria, e todos os elementos mais desastrosos do governo Rui Costa continuam aí. Falta um projeto realmente transformador de esquerda para a Bahia”, avaliou.

 

O comunicador seguiu citando problemas antigos do governo, como o imbróglio envolvendo a Bahiagás, que passou por estudos técnicos voltados à avaliação econômico-financeira da empresa. Segundo Jones, a companhia só não foi privatizada devido à resistência dos trabalhadores. Ele também afirmou que a gestão é marcada pela ausência de políticas de esquerda.

 

“A Bahiagás é a segunda maior empresa de gás natural do Brasil. O governador Jerônimo prometeu que não iria privatizar a Bahiagás, mas, ao mesmo tempo, não revoga o projeto de lei que permite e autoriza a privatização da empresa. Ela só não foi privatizada por causa da forte resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, inclusive com um movimento organizado em defesa da Bahiagás. É um governo que mantém uma política de segurança pública igual a de qualquer governo de direita. Não tem política de esquerda e popular para a saúde, para a educação, para a cultura e para a assistência social, que não tem compromisso com a reforma agrária nem com a preservação ambiental”, argumentou.

 

Jones Manoel também citou como as políticas de segurança pública têm afetado a imagem de festas populares, como o Carnaval, um dos principais eventos do ano na Bahia e de grande impacto econômico. Segundo ele, a festa vem sendo associada à violência policial por conta de vídeos que circulam nas redes sociais.

 

“O Carnaval da Bahia, por exemplo, cada vez mais padece de episódios de camarotização e de violência policial. Inclusive, o Carnaval da Bahia está ficando mal falado nacionalmente, porque todos os anos circulam vídeos e mais vídeos de todo tipo de violência que você possa imaginar. Então, a gente classifica como um governo muito ruim”, pontuou.

 

Para concluir, o militante comunista afirmou que, apesar das críticas ao governo estadual, o principal nome da oposição, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo, ACM Neto, não representa uma alternativa. Segundo ele, há uma ‘falsa polarização’ entre os dois grupos.

 

“Deixando claro que a crítica ao governo Jerônimo não significa que ACM Neto seja alternativa. Inclusive, ACM Neto e o PT têm o mesmo projeto de Bahia. A diferença é quem está no governo se apropriando do dinheiro público. A família Antônio Carlos Magalhães já teve tempo demais para destruir a Bahia. É preciso fugir dessa falsa polarização entre petistas e herdeiros do velho Antônio Carlos Magalhães, porque isso não trouxe, nas últimas décadas, avanços significativos para a Bahia”, concluiu.

 

Confira trecho da entrevista: