Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Política

Notícia

VÍDEO: Jones Manoel alerta que acordo Mercosul-UE pode levar ao colapso do polo de Camaçari: "É uma tragédia"

Por Paulo Dourado

VÍDEO: Jones Manoel alerta que acordo Mercosul-UE pode levar ao colapso do polo de Camaçari: "É uma tragédia"
Fotos: Divulgação

Militante comunista, comunicador, historiador e educador viralizado nas redes sociais, Jones Manoel comentou, na última quarta-feira (21), sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo ele, o tratado representa uma “tragédia total” e pode aprofundar o processo de desindustrialização do país, com impactos diretos no polo industrial de Camaçari, na Bahia.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o militante afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou contra o acordo durante seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010. De acordo com Jones, o tratado tende a beneficiar, no Brasil, apenas no agronegócio.

 

“Uma tragédia para o Brasil. Esse acordo demorou muito para sair do papel porque, inclusive, o presidente Lula era contra no governo Lula I e no governo Lula II. Grandes nomes desses governos, como Samuel Pinheiro Guimarães e Marco Aurélio Garcia, também eram contrários”, afirmou.

 

“E por quê? Porque é um acordo neocolonial. É um acordo que ficou conhecido como ‘vacas por carros’. Ele só aumenta as exportações do agronegócio brasileiro e amplia as exportações da Europa para a América do Sul de produtos industriais, de alta complexidade tecnológica”, completou Jones.

 

Além disso, o militante alertou para os impactos do acordo na desindustrialização brasileira, o que, segundo ele, compromete a geração de empregos com salários mais elevados e ameaça diretamente o polo industrial de Camaçari.

 

“Vai aprofundar a desindustrialização brasileira, destruir empregos de qualidade, empregos que pagam salários mais altos, e prejudicar em particular o povo baiano”, disse.

 

“O impacto no polo de Camaçari pode ser gigantesco. Atenção, classe trabalhadora da Bahia: se já houve redução de empregos no polo desde o governo FHC, esse acordo Mercosul-União Europeia tem potencial de caminhar para o fechamento do polo de Camaçari. E não traz benefício nenhum para o Brasil”, argumentou.

 

Durante a entrevista, Jones Manoel citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), encaminhados pelo governo federal, que apontam os impactos econômicos do acordo. Segundo ele, a projeção indica um crescimento de apenas 0,45% ao longo de 15 anos, o que representa uma média de cerca de 0,03% ao ano.

 

Para o militante, o resultado é irrelevante diante dos prejuízos estruturais. “Isso, na prática, é nada”, pontuou.

 

Ao concluir, Jones reforçou que o acordo traz mais danos do que benefícios ao país.

 

“Vai prejudicar a geração de emprego qualificado no Brasil, aumentar o controle da economia brasileira pelo capital estrangeiro, afetar profundamente o polo de Camaçari e outras áreas industriais que ainda resistem no país”, afirmou.

 

“Além disso, vai ampliar as exportações do agronegócio e acelerar a destruição ambiental. É uma tragédia total e absoluta”, concluiu.

 

Confira o corte da entrevista: