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O ex-BBB Lucas Pizane marcou presença no camarote Expresso 2222 nesta terça-feira (17). Em entrevista ao Bahia Notícias, o baiano falou sobre a experiência de curtir o Carnaval de Salvador e compartilhou novidades sobre sua carreira musical.
“Vou esperar o trio de Léo passar, vou subir no trio de Léo. Hoje o meu último dia vai ser intenso, vai ser para curtir, porque trabalho eu já entreguei, então hoje é dia de viver o Carnaval de Salvador, nem que seja um diazinho, né?”, contou Pizane.
Ao comentar sobre a edição atual do reality show, que já conta com 4 expulsões, Lucas destacou a intensidade do programa. “Eu achei intenso, inclusive na minha edição teve modo turbo e até sem o modo turbo, conseguiu ter mais gente saindo. Eu não tô conseguindo acompanhar direito, mas tô vendo que o negócio tá pegando fogo lá”, afirmou.
Além da folia, Lucas adiantou novidades musicais. “Vou ter um lançamento sexta-feira agora, tive um lançamento dia de Iemanjá com Maju, falando de Rio Vermelho. E sexta vai sair esse álbum completo, com basicamente músicas que trazem Salvador como um personagem, né? Salvador é um personagem vivo dentro das canções, dançantes, alegres, baianas, é uma linguagem bem pop, bem acessível, assim. Eu tô muito feliz com esse projeto”, completou.
O cantor Durval Lelys comentou, neste sábado (14), sobre a escolha de seu personagem para a folia deste ano, que tem como tema a figura do “Viking”. O artista ainda elogiou as apostas dos artistas baianos para a música do Carnaval 2026.
“Eu já era fã do carnaval e vi aquelas imagens que inspiravam o carnaval. Depois vi artistas que eu amo de paixão, como o Ney Matogrosso, ao Alceu Valença, Mamonas Assassinas, todos com um teor exótico de caracterização, de personalização da sua obra. Eu aqui no Carnaval, dando seguimento a toda essa história, achei que criar personagens também seria algo diferente do que apenas vestir um personagem óbvio o Carnaval”, contou o puxador de trio.
Segundo cantor, os nomes dos personagens são inspirados no seu apelido. “Como meu apelido é Durvalino, eu botei o Vampirino, Conde Draculino, e Ragnalino desse ano, que é o Viking, caçador de estrelas”, completou.
Durval se apresenta hoje no circuito Osmar (Campo Grande). Entre os nomes que se apresentarão na folia no centro estão BaianaSystem, Xanddy Harmonia no comando de As Muquiranas, além de Targino Gondim.
O comandante do bloco Asa também elogiou as músicas do carnaval desse ano e chegou a adicionar alguns dos hits em seu repertório. Este ano, o cantor concorre ao troféu do Bahia Folia com a música “Sofá de Casa”.
“Botei no meu repertório a ‘Vampirinha’ de Ivete, botei no meu repertório a de Bell, ‘Que calor é esse’. Adoro os lançamentos. São tantas músicas boas, que é difícil escolher uma só, eu acredito na coletânea, acho que isso é mais importante”, afirmou.
Aos 45 do segundo tempo, o cantor e compositor Diggo conseguiu um "milagre de Carnaval", furar a bolha com uma faixa que vem para bater de frente com as favoritas ao título de 'Música do Carnaval'.
A disputa não é uma novidade para o artista. Compositor de sucessos, com mais de 200 obras registradas no Ecad, Diggo já conquistou o título através do Parangolé com 'Abaixa Que É Tiro' em 2019. Mas em carreira solo, sendo o intérprete do sucesso, esta é a primeira vez que o artista vem forte para a briga, e a estreia tem sido em grande estilo.
Com papéis invertidos, desta vez, Diggo deixa a caneta de lado para dar voz ao sucesso de Nego Thor, Heron Black e Kaleo Europa em 'Hipnotiza'. Esse é o nome do hit que vem ganhando as redes sociais nos últimos dias, se tornando sensação no Instagram. Ao Bahia Notícias, o artista falou sobre como vem sendo viver do outro lado da história.
"Tá sendo estranho (risos), não vou mentir. É algo novo, nunca vivi isso no lado como artista, como intérprete. Eu tô naquela vibe de 'não tô entendendo ainda o que tá acontecendo', mas estou muito feliz", disse.
A canção é uma "velha conhecida" do público que já acompanha a carreira de Diggo. O artista, que integrou o grupo Demorô, chegou a apresentar a faixa em 2018 e ao site afirmou que sempre acreditou no potencial da canção. 'Hipnotiza' foi gravada no PagoDiggo e ganhou uma nova versão com Léo Santana e clipe gravado na Saúde, em Salvador.
"Ela sempre deu certo, desde a época da minha antiga banda. Ela sempre funcionou e eu falei com Léo, 'pô, vamo participar comigo', mas ele disse que não dava no momento pela correria de agenda. Eu decidi lançar e quando tivesse um tempo gravaria com ele", relata.
Segundo Diggo, Léo se impressionou com a força da canção e decidiu arranjar um tempo para conseguir fazer o novo registro. "Ele disse 'Véi, que música é essa, vou dar um jeito e vamos gravar'. Eu estava muito feliz, porque já tinha essa oportunidade de ter Léo na música e deu certo".
A parceria com Léo Santana, que foi lançada no dia 28 de janeiro no Spotify e YouTube, rendeu a Diggo mais de 1 milhão de streams na plataforma de música e 1,8 milhão de views no YouTube. A canção também aparece entre as virais das redes sociais, e Diggo conquistou críticos ao redor do país, que vem elogiando o desempenho da faixa.
O artista, que em 2026 pretende responder ainda mais pelo nome Diggo como cantor, afirmou que o pós Carnaval será de estruturar a carreira. A composição ficará em segundo plano, ao menos nesse período de foco na carreira como intérprete.
"Vai ser um momento de estruturar mais ainda e tentar sair de Salvador, ir em Sergipe, ficar um pouco no Nordeste, dar uma passada no Sul, já fechamos Florianópolis, Porto Alegre, e queremos levar a nossa música para outro lugar", afirmou.
Enquanto ainda é folia, dá para sonhar em ver Diggo na avenida. O artista desfila nesta terça-feira (10) com Léo Santana no Pipoco, será atração na Torre Beats no domingo (15), além de se apresentar em camarotes do circuito.
A banda Timbalada está com uma nova aposta para o Carnaval de 2026. Depois da participação na música ‘Acarajé’, lançada por Tomate, o grupo percussivo traz uma música a cara da nação timbaleira, ‘Pele Pintada’.
Composta por Danilo, Mandela, Carlinhos Brown, Buja Ferreira e Tata Estrela, a canção já vem sendo apresentada desde o primeiro ensaio da banda no início do ano, e ganhou a adesão do público.
Com a essência da Timbalada, a faixa evidência a percussão, a energia coletiva e faz referências à cultura afro-baiana. “’Pele Pintada’ nasce da nossa vivência, do nosso chão e do contato direto com o público. É uma música que fala de tribo, de coletivo, de alegria e de batucada. Gravar esse clipe no Candyall, com tanta gente querida e sentindo essa energia de perto, foi especial demais. É Timbalada na essência, do jeito que o timbaleiro gosta”, afirma Buja.
Com clipe gravado em casa, no Candyall Guetho Square, o projeto audiovisual contou com roteiro e direção de Fred Soares, e teve como proposta mostrar como a famosa pintura da Timbalada atravessou o tempo e marcou uma geração. A produção conta com participações especiais de Seu Bororó e Carlinhos Brown, além da presença de 300 fãs, e de influenciadores locais, como Leozito Rocha, Aldamen e Rai Ferreira.
‘Pele Pintada’ faz parte do repertório da banda que em 2026 volta a puxar o Bloco Timbalada na sexta-feira (13). Além da festa com a nova música, o grupo celebra no trio os 30 anos da canção ‘Margarida Perfumada’, e promete um show histórico para os fãs.
O abadá para desfilar com a Timbalada ainda pode ser encontrado no site Bora Tickets a R$ 500. No sábado (14), o trio desfila com Carlinhos Brown no comando do bloco.
Já a Timbalada tem um Carnaval agitado com apresentações para o folião pipoca e com shows nos camarotes do circuito Dodô (Barra-Ondina).
“Meu repertório hoje é quase o Roberto Carlos”, brinca Robyssão sobre adaptação para pagodão ‘clean’
As coisas estão mudadas... Restaurante? É Mc. Transporte? É Uber. E para bom entendedor do pagodão/pagofunk, a canção se completa sozinha. Mas nesse meio de mudanças, as músicas de Robyssão também entraram na lista. Porém, não precisa se preocupar nem abandonar o pagofunk +18 de vez, Titio Roby garante que tudo é uma questão de adaptação para o público e o mercado. Essa não foi a pedido delas.
Conhecido por se aprofundar em um universo amado por muitos e julgado por outros, Robyssão revelou ao Bahia Notícias como lida com as críticas em relação as suas músicas. Para o cantor, tudo que é dito é filtrado e se transforma em construção de um 'titio' melhor. É a famosa 'Escola da Vida'...
“Eu recebo a crítica de uma forma positiva, eu acho que a crítica construtiva, ela sempre nos amadurece. Eu ouço as críticas e filtro aquilo que pode ser bom para mim, pode me fazer crescer.”
O artista, que já chegou a ser conhecido como o "Rei da Putaria" no cenário baiano, e se autointitular "Adestrador de Tcheca", revelou ainda que seu repertório passou por algumas mudanças, pensando na aceitação do mercado.
“Por exemplo, eu aprendi, hoje minhas músicas são muito mais limpas. Aprendi que, com o passar do tempo, a gente vai entendendo que tem certas letras que não cabem mais no mercado fonográfico, no cenário, porque terminam ofendendo”, conta Robyssão.
Mas o artista defende a classe e cita canções de empoderamento, a exemplo de 'O Poder Está na Tcheca'. Para Robyssão, suas canções nunca foram feitas no intuito de ofender ninguém, e seguem fazendo sucesso nas ruas e com o público. O pagodeiro ainda brincou sobre o fato de ter reformulado o repertório e acredita que sua música tem se aproximado mais do Rei Roberto Carlos, fazendo assim, parte da “monarquia” da música brasileira, ainda que de reinos diferentes.
“Apesar de que eu nunca fiz música para ofender, sempre num tom de brincadeira. Mas a vida é um aprendizado, e eu aprendi que tem algumas músicas que não são mais legais, então hoje eu filtrei bastante o meu repertório. Meu repertório hoje é quase o Roberto Carlos”, disse aos risos.
Para quem acha que o repertório de Titio Roby é apenas baixaria, o artista já gravou as famosas "love songs". Em 2010, Robyssão, na época do Black Style gravou 'Iasmim', inspirada em 'Without You' de Mariah Carey, e 'Mariana', uma versão de 'Making Love Out of Nothing at All', da banda Air Supply.
Apaixonado por música internacional, o artista já chegou a gravar uma versão da música 'The Scientist', do grupo britânico Coldplay. Em 2023, o artista chegou a prestigiar a banda de Chris Martin no show de São Paulo. Robyssão também é fã de Harry Styles e Dua Lipa.
CARIOCA DE NASCENÇA, BAIANO DE CORAÇÃO
Na certidão consta município de nascimento: Rio de Janeiro. Mas Robson Elias Adorno Costa, conhecido como Robyssão, e para os mais íntimos, Titio Roby, não abre mão de ser um pouquinho soteropolitano.
Criado entre Pau Miúdo e Cajazeiras, um mundo dentro de Salvador, logo depois dos Alpes Brotenses, o pai do Pagofunk celebra o fato de conseguir se manter em alta após pouco mais de 17 anos desde o surgimento no Black Style.
“Eu costumo dizer que fazer sucesso não é tão difícil, o difícil é se manter no sucesso, é extremamente desafiador. Eu fico feliz e muito realizado em saber que um projeto, que eu sonhava e que idealizei há muitos anos, deu certo e até hoje se mantém”, afirma.
Para Robyssão, a mistura da família fez com que ele recebesse o título oficial de “baioca” e nutrisse uma paixão especial pelo Carnaval de Salvador, do qual ele está confirmado pela Prefeitura. O artista também está confirmado como atração no bloco As Kuviteiras no sábado de folia no Circuito Osmar (Campo Grande).
“Eu me sinto um cara muito privilegiado por ser baiano. Apesar de que, eu nasci no Rio, vim para a Bahia com 10 anos de idade, mas minha família, metade mora aqui, a outra metade mora no Rio de Janeiro. Eu sou um baianoca, baiano e carioca, uma mistura. Fico muito contente, feliz de verdade. É um sonho realizado, estar mais uma vez no Carnaval de Salvador.”
O artista ainda garantiu ao BN que em 2026 terá bons frutos para o público: “Esse vai ser um carnaval incrível. Muitos projetos do Robyssão para 2026, vai ter audiovisual e músicas inéditas”.
A esposa do sertanejo Henrique, da dupla com Juliano, Amanda Vasconcelos, está em liberdade após ter sido detida nos Estados Unidos.
De acordo com o portal LeoDias, a influenciadora digital deixou a custódia das autoridades americanas na terça-feira (3), após o pagamento de uma espécie de fiança prevista na legislação dos EUA que funciona como um seguro financeiro.
O valor só pode ser pago se o réu garantir que irá cumprir a obrigação de comparecer a todos os atos judiciais.
Toda situação envolvendo Amanda aconteceu na segunda-feira (2), após a empresária ter ignorado ordens de parada da polícia, mesmo com luzes e sirenes acionadas. A assessoria do artista não se pronunciou sobre o caso.
A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor Henrique, da dupla com Juliano, foi presa em Orlando, nos Estados Unidos, na última segunda-feira (2).
A jovem foi detida por dirigir com a carteira de habilitação vencida. De acordo com informações, do g1, não há registros públicos que confirmam se houve pagamento de fiança ou se a Justiça da Flórida liberou Amanda.
O registro oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Orange (Orange County Sheriff’s Office), indica que a brasileira enfrenta duas acusações criminais e o motivo principal da prisão é a fuga de uma abordagem policial.

Segundo o relatório da polícia, o crime cometido pela esposa do cantor é considerado grave, uma felonia de terceiro grau, por ter ignorado uma ordem de parada.
Até o momento, a assessoria do cantor não se pronunciou sobre o ocorrido.
O cantor Lincoln Senna relembrou um momento especial vivido com Marcelo Sangalo, filho de Ivete e Daniel Cady. Em entrevista ao podcast baiano 'Almanaque Preto', de Raoni Oliveira, Matheus Araújo e Tiago Banha, o vocalista do Parangolé falou sobre o apoio dado pelo primogênito da cantora durante o período em que ele ficou doente.
Na época, Lincoln se afastou dos trios no último dia de Carnaval após ter sido diagnosticado com pneumomediastino. O artista contou que recebeu uma mensagem surpreendente de Marcelo. Segundo o pagodeiro, eles nunca foram próximos, mas o filho de Ivete fez questão de colocar ele para cima após o susto.
"Ele mandou uma mensagem pra mim, irmão. 'Nós não nos conhecemos ainda pessoalmente, como é que você tá, desejo melhoras. No direct. E toda vez que você ficar triste ou qualquer coisa, como o que você teve, lembre de que você é o cara que fez isso aqui' e me mandou o vídeo de Locomotiva", contou.
Lincoln fez questão de exaltar a criação de Marcelo. "Quem homem é esse que eles estão formando, velho. Com essa visão", disse.
Na postagem, outro artista baiano compartilhou uma experiência com Marcelo. O músico Cara de Cobra, percussionista que já atuou com a Timbalada, Carlinhos Brown e Ivete Sangalo, contou que Marcelo o convidou para uma apresentação no colégio e fez questão de dividir o lanche com ele.
"Marcelinho é um menino muito gente boa. Eu sei porque ele me convidou para tocar com ele no festival da escola dele. Chegou lá ele dividiu a merenda dele comigo e eu não acreditei que ele fez isso."

O jurado do projeto 'Timbrown', da TV Bahia, disse que Ivete chegou a perguntar a ele como ele teria ido parar na escola de Marcelinho.
"A mãe dele ligou para mim e me perguntou como eu estava lá com ele e eu falei 'estou aqui sem acreditar, ele fez questão de dividir a merenda dele comigo, a atitude dele foi um ser humano incrível'. Ele é diferente, eu amo esse menino."
Ter a vida mudada pela música parece uma frase clichê, daquelas ditas pelos mais sonhadores, que imaginam um futuro através da arte e acreditam na transformação através da cultura.
Mas é exatamente dessa forma que Narcizinho descreve a sua relação com o Olodum. O músico, que voltou a fazer parte da banda em 2024, após três anos fora do grupo percussivo, se emocionou ao falar sobre o significado do Olodum para a própria vida.
Em entrevista ao Bahia Notícias nos bastidores da Benção do Olodum, Narcizinho relembrou a trajetória dele na banda.
Natural do subúrbio de Salvador, o artista contou que sempre admirou o grupo percussivo e acreditava que um dia faria parte da banda, indo contra a opinião de muitas pessoas que o cercavam.
"Quando eu não era cantor do Olodum, eu sempre via nas rádios. E eu saía de onde eu morava, que eu morava no Uruguai, e saia andando direto para o Pelourinho, e eu sempre dizia: 'Um dia ainda você ainda vai cantar nesse bloco, um dia você vai ser cantor dessa banda'. Muitas pessoas não acreditaram nisso, mas eu acreditei", relembrou.

O artista entrou para o Olodum em 2009 e foi o responsável por dar voz a um dos maiores sucessos da banda na era 2010, 'Várias Queixas', uma composição dele ao lado de Afro Jhow e Germano Meneghel, que em 2018 foi regravada pelo trio Gilsons.
Para Narcizinho, a história dele com o Olodum é a prova de como a arte transforma vidas. "O Olodum transformou a minha vida. O Olodum me deu uma oportunidade, e tá me dando oportunidade não só naquela época, mas como agora. Transformou a minha vida, a vida da minha família. Hoje eu sou uma pessoa melhor porque o Olodum me ensinou isso", pontuou.
Através da banda, o artista deixou o lado compositor aflorar ainda mais. E da fonte que o trio Gilsons bebeu em 2018, por exemplo, os filhos e netos de Gilberto Gil voltaram a beber, anunciando uma parceria com Narcizinho: a canção 'Bem me Quer', que integra o novo álbum do trio.
Foto: André Carvalho/ BN Hall
A potência do de Narcizinho foi reconhecida e exaltada por Fran Gil, parceiro do cantor no novo álbum dos Gilsons.
"'Bem Me Quer' abraça a nossa história, abraça a nossa sonoridade, a construção, ao mesmo tempo que tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho, a referência do Olodum, da canção deles, tudo isso é um abraço à nossa história", afirmou o filho de Preta Gil ao comentar a nova parceria.
Em 2021, Narcizinho surpreendeu o público ao anunciar a saída da banda para se dedicar à carreira como artista gospel. Apesar de ter deixado o grupo naquele período, o cantor sempre fez questão de mostrar o impacto que o Olodum teve na vida e na carreira, levando o estilo inconfundível do grupo percussivo para a temporada solo.
Para o artista, o Olodum segue cumprindo o propósito de sua fundação em 1979: ser um movimento cultural de valorização da cultura afro-brasileira e uma resistência.
"O Olodum é uma escola. Não é só cantar, não é só tocar, mas ensina a pessoa a ser cidadão, respeitar as pessoas, respeitar as mulheres. É esse o Olodum que nós gostamos, esse é o Olodum que traz para o cidadão, para nós, a verdade, para o mundo."
Foto: Bianca Andrade/ Bahia Notícias
O sentimento de ser uma escola da música e da cultura de forma geral, da Bahia para o mundo não é apenas de quem está dentro da banda, como Narcizinho. O Bahia Notícias acompanhou a Benção do Olodum na terça-feira, 22 de janeiro, e teve a oportunidade de conversar com artistas que prestigiaram o grupo percussivo naquela data.
Ao Bahia Notícias, José Gil, integrante dos Gilsons, frisou que, para ele, o significado do Olodum era "fundamento". Já a cantora Liniker pontuou que o grupo conseguia traduzir a Bahia com a riqueza dos ritmos, enquanto o baiano Felipe Velozo trouxe novamente o conceito de escola, afirmando que a banda o ensinou sobre música e cultura.
OLODUM NO VERÃO
Para acompanhar não só Narcizinho, como o grupo Olodum inteiro no verão de Salvador, o Bahia Notícias montou um mini guia para você não se perder na festa.
Antes do Carnaval chegar, o grupo ainda tem outros encontros com o público, sendo dois deles na Benção do Olodum, que acontece sempre às terças, sendo as próximas no dia 27 de janeiro e no dia 3 de fevereiro.
Já com o conceito bloco, a banda faz o Ensaio do Bloco Olodum no domingo. O próximo encontro acontece no dia 1º de fevereiro, no Pelourinho, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, que leva o nome em homenagem a um dos mentores do grupo, responsável pela criação do samba-reggae.
E o Olodum não sai do Pelô? Se depender da banda, o Centro Histórico de Salvador será a casa do grupo para sempre.
"Todos os anos a gente insiste na nossa comunidade, que é o Maciel, no Pelourinho. Recebemos propostas pra ir pra outros lugares, pra sair, mas ali é nosso gueto, é o nosso local. Ali é onde nosso povo se sente bem, acolhido", contou Lucas Di Fiori ao BN.
Foto: Instagram
A banda, que no início do ano fez o retorno para as festas populares com a participação na Lavagem do Bonfim, ainda não anunciou apresentação para o dia 2 de fevereiro, data em que se é celebrado o Dia de Iemanjá.
No Carnaval, a banda, que leva para a avenida o tema 'Máscaras Africanas - Magia e Beleza', já está com o Bloco Olodum confirmado para desfilar no domingo de Carnaval no circuito Dodô (Barra-Ondina), e a Pipoca do Olodum, tradicional no circuito Osmar (Campo Grande).
O grupo também tem apresentações confirmadas em camarotes, como o show no Camarote Salvador na quinta-feira (12), no Camarote Ondina no domingo (15), e no Planeta Band na segunda (16).
De férias em Salvador, Bruna Marquezine iniciou a temporada na capital com o pé direito, com direito a prévia do Carnaval nos Ensaios da Timbalada no último domingo (18).
A atriz chamou a atenção do público e foi exaltada no palco por Denny Denan e Buja Ferreira. Bruna acompanhou a apresentação na famosa escadinha que dá acesso ao camarim das estrelas da Timbalada, e foi recepcionada por Carlinhos Brown no novo 'Camarote Brown Exclusive', um espaço anexo ao camarim dos artistas.
Horas antes do show, Marquezine curtiu o domingo ao lado de Marcelo Sangalo e Luana Quaglia, produtora e amiga de Shawn Mendes, que foi responsável pela ponte entre o cantor canadense e Ivete Sangalo em 2025, quando Shawn passou um período na capital baiana.
Nas redes sociais, o público chegou a brincar com a situação, afirmando que Marcelinho estava recebendo a "cunhada", já que é especulado um relacionamento sério entre Bruna e Shawn, e em entrevista, Marcelo disse considerar o canadense como um irmão.

Bruna está em Salvador desde sexta-feira (16), e chegou a estar presente no aniversário de Dito Espinheira, produtor de Ivete Sangalo. Ainda não foi informado até quando a atriz fica em Salvador.
Vale lembrar que Bruna é quase uma figurinha carimbada na folia baiana. Nos anos anteriores, a artista esteve presente no Bloco da Anitta e em alguns camarotes do circuito Dodô (Barra-Ondina), e chegou a protagonizar a icônica cena do retorno para o hotel em um mototáxi.
O ano de 2026 marca uma virada de chave para Rafinha RSQ, que decide entrar de vez na carreira musical com o próprio nome. O produtor musical e compositor de hits da música brasileira resolveu dar voz ao garoto de 8 anos que se iniciou na música por meio de uma banda e que nunca deixou de sonhar com o próprio caminho.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o produtor e compositor falou sobre o seu lado cantor com o projeto ‘Resenha do Rafinha’, que terá a primeira edição de 2026 na segunda-feira (12), no WET Salvador.
Para o artista, estar na música sempre foi um sonho, e os caminhos se mostraram outros para ele que não fosse o holofote em primeiro lugar, mas esta foi a forma que ele encontrou de conseguir se firmar para dar voz ao desejo latente de cantar.
“Eu sempre sonhei com isso desde molequinho, só que eu pensava em me estruturar. Eu falava assim, vou passar dez anos produzindo e compondo para todo mundo, criar uma fanbase bacana, da galera que curte meu som, minha vibe, e depois disso, que eu me sentir confortável, eu vou fazer meu lado artístico e me produzir como artista. E o momento chegou agora, depois de 12, 13 anos trabalhando para todo mundo”, conta.
Cidadão soteropolitano reconhecido pela Câmara de Salvador, o campista, nascido em Campo dos Goytacazes, no Rio, explicou que, apesar de ser fluminense, tem uma forte conexão com a música baiana, que o moldou desde muito jovem. Desta forma, Rafinha se enxerga como um artista misto, que gosta de misturar o pagodão com o pagodinho.

“Eu vim para Salvador e moro aqui há 15 anos. Só que eu sou do mundo. Eu já rodei países, o Brasil todo com o Léo na época do Parangolé. Fui pegando a cultura um pouco de cada coisa, mas minha vibe é totalmente Salvador. É totalmente baiano, meu trabalho é essa mistura do pagodinho com o pagodão.”
O artista conta que o samba surgiu na vida dele através do avô e o pagode baiano veio quando ele decidiu que iria se dedicar a música de forma profissional: “Ele fazia parte dos pagodes de Xerém, com Zeca Pagodinho, meus tios cresceram nesse meio e eu cresci com o samba no coração. Só que depois que conheci o pagodão, meu coração ficou dividido e eu falei, velho, preciso juntar essas duas coisas”.
E o trabalho de Rafinha como cantor é apresentado ao público através do ‘Resenha do Rafinha’, que surgiu como uma brincadeira e foi crescendo, se transformando na primeira label.
“A Resenha do Rafinha surgiu literalmente da ideia de querer resenhar com meus amigos, eu queria fazer uma parada aleatória que eu pudesse ter para minha vida inteira, onde eu pudesse chamar convidados, amigos, e é uma parada de viver momentos que eu curta com quem eu gosto, independente da questão comercial.”
Ao ser questionado se o trabalho como produtor e compositor ajudou ele a entender a cena e a se colocar como artista, Rafinha afirmou que foi um fato determinante para ele decidir qual caminho seguir.
“Eu ser produtor acho que ajuda 100% no meu conceito musical. Ter trabalhado com grandes artistas me ajudou muito nessa fase, porque eu vivi muito nos bastidores e consegui entender o que eu quero fazer, o que posso evitar porque pode dar errado. Mas sei que a minha história não vai ser a mesma que a dele, mas isso ajuda demais. Eu não posso ser hipócrita e dizer que não facilita, mas ainda tem um caminho a seguir.”
Para 2026, Rafinha garante que, apesar de investir na carreira como artista, não deixará seu lado produtor e compositor de lado. “Não vou parar de produzir, não vou parar de escrever para artistas. Eu continuo fazendo isso, mas dei uma pausa para focar em mim um pouco. E vou seguir, tentando conciliar isso até quando Deus permitir”.
O cantor, produtor e compositor afirma ainda que seus planos, apesar de serem ambiciosos, não são impossíveis de se conquistar. “Eu não tô preocupado em ter que fazer sucesso, eu quero estar feliz e fazer quem escutar minha música feliz. Quero que as pessoas sintam boas vibrações. Independente do sucesso”.
Simone Mendes, natural da cidade de Uibaí, no sertão da Bahia, foi a artista baiana melhor colocada na lista de músicas mais tocadas no Brasil em 2025.
A entidade Pro-Música, que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do Brasil, divulgou um ranking com as 50 músicas mais tocadas no país ao longo do ano, e surpreendeu por 94% das músicas serem nacionais.
A baiana Simone Mendes aparece em primeiro pela parceria feita com o Grupo Menos é Mais na canção 'P do Pecado'. Fora do feat., a artista ainda aparece outras três vezes, em 11º lugar com 'Saudade Burra' com Lauana Prado, 23º lugar com 'Saudade Proibida', e 32º com 'Me Ama ou Me Larga'.
A lista conta ainda com outro baiano que estourou em 2025, J. Eskine. O artista aparece no ranking em 15º lugar com 'Mãe Solteira' em parceria com Mc G15, Dg E Batidão Stronda e Mc Davi. E em 20º com 'Resenha do Arrocha', hit do Carnaval do ano passado em parceria com Alef Donk.
Após sete anos consecutivos com uma música sertaneja liderando o ranking anual, o pagode conseguiu desbancar o gênero, mas não se fez maioria ao longo da lista.
O Grupo Menos é Mais e a dupla Henrique & Juliano são os artistas com maior presença no ranking das 50 músicas mais tocadas no Brasil em 2025, com cinco faixas cada. Em terceiro lugar, aparece Simone Mendes, que além de ser a baiana melhor colocada, também é a mulher com uma melhor pontuação no ranking.
Das 50 músicas mais tocadas no país, 47 (94%) são brasileiras, e apenas 3 (6%) são internacionais: Die With A Smile, de Lady Gaga & Bruno Mars (14º); Ordinary, de Alex Warren (47º); e Lose Control, de Teddy Swims (48º).
- P Do Pecado (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais, Simone Mendes
- Tubarões (Ao Vivo) – Diego & Victor Hugo
- Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais
- Apaga Apaga Apaga (Ao Vivo) – Danilo & Davi
- Última Saudade (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
- Fui Mlk (Feat. Famouskyo) – Nilo, Dj Di Marques & Mc Paiva Zs
- Famosinha – Dj Caio Vieira, Mc Meno K, Mc Rodrigo Do Cn
- Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim (Feat. Dj Lc Da Roça, Mc K9, Mc Rodrigo Do Cn & Mc Pl Alves) – Oruam, Zé Felipe, Mc Tuto
- Ilusão De Ótica (Ao Vivo) – Matheus & Kauan, Ana Castela
- Cópia Proibida – Léo Foguete
- Saudade Burra (Ao Vivo) – Lauana Prado & Simone Mendes
- Posso Até Não Te Dar Flores (Feat. Dj Davi Dogdog) – Dj Japa Nk, Mc Meno K, Mc Ryan Sp, Mc Jacaré
- Ama Um Maloqueiro – Rafa & Junior, Hugo & Guilherme, Dj Ari Sl
- Die With A Smile – Lady Gaga & Bruno Mars
- Mãe Solteira (Feat. Mc G15) – Dg E Batidão Stronda, Mc Davi, J. Eskine
- Seja Ex (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
- Baqueado (Ao Vivo) – Panda, Ícaro & Gilmar
- Entregador De Flor (Ao Vivo) – Diego & Victor Hugo
- Amigo Da Minha Saudade (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
- Resenha Do Arrocha – J. Eskine, Alef Donk
- Saudade De Quem Eu Sou (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
- Apaguei Pra Todos (Ao Vivo) – Ferrugem & Sorriso Maroto
- Saudade Proibida (Ao Vivo) – Simone Mendes
- Eu Me Apaixonei – Vitinho Imperador
- Eu Vou Na Sua Casa – Felipe Amorim, Malibu, Vitão, Bin
- Última Noite – Léo Foguete
- Pela Última Vez (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais, Nattan
- Barbie – Mc Tuto & Dj Glenner
- Cantada Boba (Ao Vivo) – Jorge & Mateus
- Pilantra E Meio (Ao Vivo) – Eric Land & Natanzinho Lima
- Opa Cadê Eu (Ao Vivo) – Clayton & Romário
- Me Ama Ou Me Larga (Ao Vivo) – Simone Mendes
- Sequência Feiticeira (Feat. Mc Nito) – Pedro Sampaio, Mc Gw, Mc Jhey, Mc Rodrigo Do Cn
- Gosta De Rua (Ao Vivo) – Felipe & Rodrigo
- Última Noite – Nattan & Léo Foguete
- Mtg Na Imaginação – Dj Topo & Mc Livinho
- Escondendo O Ouro (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano
- Bebe E Vem Me Procurar / Quem Ama Sente Saudade (Ao Vivo) – Turma Do Pagode & Grupo Menos É Mais
- Veneno (Ao Vivo) – Murilo Huff, Zé Neto & Cristiano
- Tu Es + Águas Purificadoras (Ao Vivo) – Fhop Music, Débora Rabelo & Hamilton Rabelo
- 12 Horas / Pra Você Acreditar (Ao Vivo) – Panda, Humberto & Ronaldo, Ícaro & Gilmar
- Aquele Lugar (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais
- Romântico (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
- Mentira Estampada – Wesley Safadão & Natanzinho Lima
- Sei Que Tu Me Odeia – Anitta, Mc Danny, Hitmaker
- Descer Pra Bc – Brenno & Matheus, Dj Ari Sl
- Ordinary – Alex Warren
- Lose Control – Teddy Swims
- Arruma Um Bão – Israel & Rodolffo
- Malvadinho – Mc Luuky & Dj Jb Mix
A banda Psirico, liderada por Márcio Victor, anunciou a faixa ‘Semáforo’ em colaboração com MC GW, com a grande aposta do grupo para o Carnaval de 2026.
A canção faz parte do projeto Molho Lambão, gravado em 2025, e já ganhou um clipe com direito a coreografia. O video foi disponibilizada junto ao audiovisual Lambão Weekend, gravado em formato de reality, algo inédito no pagode.
Para o artista, ‘Semáforo’ se destaca pela mistura direta entre o pagodão baiano e o funk, conectando Salvador e Rio. De acordo com Márcio Victor, a canção foi pensada para a temporada.
Para divulgar a faixa, o artista percorreu as ruas da Barra na última segunda (5), um dos principais pontos turísticos da capital e ponto de partida do Circuito Dodô.
“Eu confesso… tô arrepiado de verdade. Ver meus fãs levantando campanha, pedindo, marcando, acreditando que Semáforo é a música do Carnaval 2026 é coisa que não se explica… Arrepia! Semáforo é verão. É pagodão de verdade. É meu povo de Itapuã. É calor, é verdade, é a rua falando alto! Tudo foi feito com muito carinho pra vocês, que fazem o PSI ser o que é.“
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o cantor investe em uma parceria para a temporada. Em 2025, o cantor apostou na faixa ‘Molen Molen’, que, para o público, reuniu os principais nomes do pagode baiano das antigas em uma faixa que resgatava a essência do gênero.
O cantor Lazinho, do Olodum, foi afastado das funções como vocalista da banda durante o Verão de 2026 por uma recomendação médica.
A banda, que está escalada para se apresentar no penúltimo dia do Festival Virada Salvador, e já anunciou datas da tradicional Terça da Benção, ensaio do grupo percussivo, divulgou um comunicado nesta segunda (29), informando a situação do artista.
"O cantor Lazinho está afastado temporariamente das atividades do Olodum durante o Verão 2026, por orientação médica. A decisão foi tomada como medida de cuidado com a saúde do artista."
Sem detalhar o quadro que o afastou, a banda garantiu que os shows do Olodum serão mantidos, e que Lazinho retornará às funções assim que houver a liberação médica.
"O afastamento tem caráter temporário e não altera os planos do grupo. O Olodum lamenta a ausência do cantor neste período e reafirma o apoio ao artista", pontuaram.
Nos comentários das postagens, artistas como Lucas Di Fiori e Russo Passapusso desejaram melhoras ao veterano. "Melhoras meu mestre! Temos muito pela frente! Força!", escreveu o líder do BaianaSystem.
O que parecia ser uma impressão, já foi comprovado por estudos. As músicas lançadas nos últimos anos estão mais curtas. E o tempo de uma canção, isto é, a minutagem dela, liga um alerta para quem produz na área.
Em julho deste ano, o Bahia Notícias divulgou um estudo da Universidade da Califórnia, que apontou que a tendência é que as canções continuem a ter o tempo reduzido. Cinco meses depois, o cenário continua o mesmo e a preocupação passa a ser encontrar uma forma de se destacar e se eternizar em um cenário tão passageiro.
Ao Bahia Notícias, o produtor musical e compositor Rafinha RSQ, falou sobre as interferências que as novas tecnologias trouxeram para as músicas, tanto do lado bom quanto do lado ruim.
Para o músico, o assunto é delicado e requer cuidado, especialmente por parte da nova geração, que consome e vive no mundo onde tudo acontece mais rápido, desde a ascensão até a queda. Rafinha cita, por exemplo, como a internet conseguiu dar possibilidades a talentos que antes não conseguiam chegar ao estrelato, pelo fato não ter contatos para entrar no mercado musical.

“Esse é um assunto bem delicado, porque a internet, ao mesmo tempo que ela ajuda a gente, ela acaba atrapalhando também. Hoje as músicas estão muito rápidas, e isso por conta do autoplay para mim. Muita gente fica repetindo a música o tempo todo, aparece toda hora também na tela das pessoas, e a pessoa acaba enjoando. Então a música tem uma vida útil rápida, acaba indo embora com muita facilidade. E aí para mim os benefícios, porque realmente eu acho que a internet deu voz a quem não tinha, muitas pessoas que antes dependiam de um mega empresário, de uma grande gravadora, ou de uma TV, de uma rádio para acontecer. Eu acho que a internet, hoje, deu voz a esses artistas que acho muito incrível isso. Acaba que populariza pessoas que antes ficavam na sua casa fazendo música mais alternativa, ou então para pessoas que eram muito de bolha, que curtiam um certo tipo de som. Hoje eu acho que ela possibilitou muito mais pessoas escutarem.”
Do outro lado, o produtor pontua como é fácil ser esquecido em um mundo onde o conteúdo chega e vai embora rápido demais. Caso a carreira não seja constante, o talento pode dar “oi” e “tchau” na mesma velocidade, a 2x.
“Atrapalha sim porque a música vai embora mais rápido, porém, também muitas pessoas chegam de uma forma que antes não teria essa possibilidade entendeu? E aí é um outro trabalho além dessa questão da música mais rápido, é você estudar como fazer para continuar ali em evidência.”
Ao ser questionado sobre a superprodução de conteúdos para tentar estar em evidência, Rafinha afirmou ter medo da forma como tudo vem sendo feito atualmente. Para o produtor musical, a vontade de estourar nas redes sociais e viralizar é tanta, que não se é pensado em um conteúdo de qualidade e sim, muitas vezes, na quantidade, para conseguir estar em alta.
“Eu acho assim, até um assunto polêmico, mas preciso ser realista porque sou verdadeiro, 100%. Eu acho que as pessoas hoje estão muito, muito mais preocupadas em relação a acontecer no momento, a estourar uma música no momento e sem pensar em constância de carreira, sem pensar o que eu preciso fazer para a minha fábrica realmente ficar de pé, o que eu preciso fazer para a minha empresa se manter daqui a dois anos, a três anos, e não só ficar pensando na seguinte situação, preciso do hit, preciso acontecer, preciso viralizar, então tudo hoje é por viralizar. Aí fazem conteúdos apelativos para viralizar a música o tempo todo e acaba que fica uma parada que não é sadia para música e vai ter uma hora que isso vai cair, não vai conseguir ter a constância.”
Rafinha ainda deixou um alerta para a nova geração, o mesmo conselho já dado por um colaborador antigo do produtor musical, Jorge Vercillo, em entrevista ao Bahia Notícias: pense na qualidade.
“As pessoas não se preocupam com isso e aí acontece, pode ter um pico de acontecimento naquele momento, mas depois acabam se perdendo porque não tem uma base. E essa base, para mim, acho que ela é essencial e é o que mais falta na nova geração. Eu acho que esse cuidado que falta um pouco.”
Produtor de sucessos, Rafinha RSQ fala sobre mercado musical no verão: “Todo artista quer acontecer”
Desde que o mundo é mundo e a música faz parte dele, existe um som para a temporada. Para quem vive no interior, por exemplo, o período junino tem som de fogo crepitando, nos mais agitados, alguma bomba de mil. Já na primavera, é comum ouvir os pássaros com mais frequência, quase como se fosse num desenho da Disney.
Mas, desde que o mundo é mundo e o Carnaval de Salvador passou a existir, a trilha do verão na capital baiana não tem som de ambiente e sim a MÚSICA DO VERÃO. O conceito, que existe com força em todo o país, tem uma proporção ainda maior na cidade onde se é realizado o maior Carnaval de rua do mundo. Afinal, a música do verão precisa estar, não só na ponta da língua, mas também, na ponta do pé, se o intuito é conquistar o público.
E, nos últimos anos, o debate sobre a música do verão e a música do Carnaval se tornou ainda mais intenso com a “guerra” entre a popularidade nas ruas e a popularidade nos charts de streaming. Mais uma vez, o Bahia Notícias foi atrás de quem entende para entender o fazer musical na estação mais desejada e também mais disputada do ano.
Produtor musical e compositor, mente pensante por trás de canções como ‘Santinha’, de Léo Santana, ‘Loka’, de Simone e Simaria com Anitta, ‘Poc Poc’, de Pedro Sampaio e mais uma série de hits, sucessos no verão e em outras temporadas do ano, o carioca, e também cidadão soteropolitano, Rafinha RSQ, conversou com o site sobre o processo de produção musical, e deu a própria visão sobre o mercado.
Para o artista, o pagodão ainda tem a força popular durante o período do Carnaval, apesar das pontuações (válidas) da velha guarda, porém, a cada ano que passa, fica ainda mais difícil conseguir definir qual será a trilha dos 4 km do Circuito Osmar (Campo Grande), ou 4,5 km no Dodô (Barra-Ondina), sem contar os carnavais de bairro.
“O que eu tenho percebido é que o pagodão vem passando ainda preconceitos e barreiras na rede social, na estrada e na rua também, por questões de linguagem, mas que vem furando muita bolha também porque tem muito jovem que gosta de ouvir, sim, a putaria. Muitas pessoas são contra, muitas pessoas são a favor, mas ouvem também. Então eu tô vendo que ultimamente tá mais aleatório em relação à música de verão, as coisas acabam acontecendo de uma forma natural.” Clique aqui e leia a entrevista completa
O uso indevido da música 'Survivor', do grupo Destiny's Child, do qual Beyoncé fez parte no início da carreira, em um teaser do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, dará dor de cabeça ao ex-militar.
O perfil Beyoncé Access, gerido por brasileiros que chegaram a conhecer a artista durante a passagem dela por Salvador em 2023, informou a equipe da cantora sobre a presença da canção na divulgação do filme e revelou que os responsáveis legais pela cantora já iniciaram as medidas necessárias para remoção do conteúdo do ar.
Por meio das redes sociais, o brasileiro Anderson Nick, coordenador de projetos da BeyGOOD, agradeceu ao alerta feito pelos fãs da artista nos últimos dias e informou que a equipe da cantora já foi comunicada sobre a situação.

"Obrigado a todos que mandaram DM dizendo que a música ‘Survivor’ foi utilizada no trailer do filme do inominável inelegível presidiário golpista. Obviamente, a música foi utilizada sem autorização e as providências legais já estão sendo tomadas para que seja retirado do ar o mais rápido possível. Obrigado.", afirmou.
Em 2024, a cantora ameaçou enviar uma notificação extrajudicial à campanha de Trump após a equipe publicar um trecho de sua música "Freedom", que era utilizada na campanha de Kamala Harris, em um vídeo postado nas redes sociais.
Quinze dias separam o hemisfério sul do verão, e é neste momento que o público se pergunta: qual será o som da temporada?
Para quem vive a estação no Brasil, mais especificamente na Bahia, entende que o fim de ano, além de ter como sinônimo o fenômeno "nevou" nos cabelos, tem também como uma referência a disputa pelo título de música do Carnaval.
E o Bahia Notícias bebeu da fonte para entender como funciona a máquina de hits, e foi atrás do dono de um dos maiores sucessos do Carnaval nos últimos 11 anos, a canção 'Lepo Lepo', para saber se existe mesmo a pressão do público para a criação da trilha sonora de uma temporada.
Para Escandurras, a pressão é algo relativo. O cantor e compositor explica que por diversas vezes os artistas já colocaram uma canção nas ruas e o público abraçou outra faixa como aposta para o verão.
"Por incrível que pareça, é muito relativo, porque a música é o povo escolhe. Às vezes o artista idealiza algo, acredita em uma música, mas quando a gente coloca na rua, as pessoas escolhem outra. É claro que a gente tem um certo termômetro ali, de falar: 'Poxa, essa música aqui eu acho que é a cara do Carnaval, é a cara do verão, vamos apostar nela'. Só que às vezes o povo escolhe outra", afirmou.
Responsável por 'Cabelo de Chapinha', de Bell Marques, 'Vai Que Cola', de Filhos de Jorge, e 'Carol', que interpretada por ele mesmo quase ganhou o título em 2023, Escandurras conta ao site que no momento de compor músicas para o verão, tudo é estudado, especialmente o comportamento do público.
"Quando a gente senta para compor, pensando no Carnaval, no verão, a gente pensa como um todo: no turista que vai vindo, no público local que quer se identificar, o que o turista vai achar daquela música, o que eles vão pensar, sabe? O que pode agregar, como está também o clima do verão, porque cada ano é um ano, né? Então, às vezes, a Bahia está com uma energia diferente e a gente vai dentro dessa energia. O movimento musical, às vezes, ele está tendencioso para algumas coisas, para algumas modas, para algumas falas; às vezes a gente tenta colocar tudo isso em uma música só. Tem ano, por exemplo, que a gente fala muito do verão, mas vai ter anos que a gente vai falar muito da roupa de moda ou daquela trend que está rolando na internet."
Escandurras é a mente pensante por trás de 514 obras musicais registradas no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Fora da plataforma, o baiano tem o "caderninho" com suas composições que ainda serão registradas devidamente.
Mas a curiosidade que fica é: como o artista se descobriu como um compositor? Para Filipe, a composição veio de forma natural, como um dom passado de pai para filho.
"Acho que eu tinha uns 14 anos. Meu pai é compositor, e eu já me encantava com a ideia de ver que eles tinham feito música. Eu falava: 'Como é que ele conseguiu fazer isso? Como é que ele juntou uma palavra na outra aqui e agora as pessoas estão cantando?' E eu ficava esperando esse momento, pedi a Deus para que ele me desse esse dom, e graças a Deus, Ele me abençoou, me contemplou também. Hoje, quando eu vejo minhas músicas aí, tocando nos lugares, eu fico tão feliz. Eu pedi tanto a Deus isso um dia e hoje ele me concedeu", conta.
Entre as 514 músicas de Escandurras estão sucessos como 'Fui Fiel', interpretada inicialmente por Pablo, mas que ganhou repercussão nacional com a regravação de Gusttavo Lima, 'Te Assumi Pro Brasil', de Matheus & Kauan, e 'Dançando', de Ivete Sangalo e Shakira.
"A minha primeira música que fez sucesso, que me colocou como compositor nacional, foi 'Fui Fiel', que Pablo gravou primeiro e depois Gusttavo Lima. Ali a galera começou a querer saber quem era esse compositor, depois veio 'Dançando', de Ivete Sangalo, e 'Lepo Lepo', com Psirico. Veio tudo nessa safra."
Em meio às composições agitadas, Escandurras consegue fugir do óbvio e surpreender o público com composições que passam longe da agonia da avenida, como 'Tá Chorando Por Quê?', música gospel que foi gravada por Preto no Branco e Luã Freitas que já tem mais de 5mi de visualizações no YouTube e se tornou uma das favoritas do artista.
"A galera toma um susto, inclusive. Mas a música tem esse poder, a composição tem essa coisa. Eu vou dizer que é boa de você estar em um local e daqui a pouco você está em outro, você mexer com o sentimento, mexer com emoções diferentes, e a música tem esse poder."
Renomado na área da composição, já tendo trabalhado com artistas de diversos gêneros da música brasileira, Escandurras falou sobre as dificuldades de compor nos dias atuais. Para o artista, não há dor de cabeça na hora de criar. A dificuldade, para quem é novo na área, é conseguir entrar no mercado sem desvalorizar o próprio trabalho e o trabalho de quem já está na cena.
"Quando eu comecei a compor lá atrás, até você chegar no artista era um rolê muito grande. Hoje, com a evolução da internet e com a permissividade de alguns artistas, você acaba tendo mais facilidade de mostrar suas músicas, suas composições. Eu não falo na minha condição de Escandurras, porque hoje eu acabo tendo relação com muitos artistas, mas para um novo compositor, tem muitos compositores que escutam música de outros compositores, que já têm contato com os produtores dos artistas. Então, isso acaba facilitando mais. Só que, em contrapartida, essa era de muitos compositores tem prejudicado o movimento. E de que forma eu falo isso? Eu tenho um preço para uma liberação de uma música, só que tem um compositor que começou esse ano, e o sonho dele é que fulano grave a música dele, então ele libera aquela música a todo custo, ele não vai cobrar preço, o que barateia o nosso serviço. Mas o diferencial de fato é o criador, né?."
Ao site, Escandurras, que atualmente se divide entre composição e interpretação, com shows rodando o país, a exemplo do projeto 'SambaDurras', que exalta o gênero do samba, contou ao Bahia Notícias como vem sendo essa tarefa de estar nos palcos e nos bastidores ao mesmo tempo.
"Hoje eu estou conseguindo administrar de uma forma melhor, porque eu tenho visto a composição, eu tenho levado a composição hoje como algo mais tranquilo. O meu início como compositor, eu fazia música todo dia, toda semana. Hoje, eu já tenho uma certa administração com isso. Eu acho que a música, você precisa sentar para compor quando você está tranquilo, quando você está bem, de espírito, de mente. E não só por: 'Eu preciso compor, eu preciso fazer'. E agora eu tenho shows no final de semana, então aproveito a semana, quando eu estou tranquilo, para compor, para encontrar com alguém e fazer alguma coisa, às vezes eu faço sozinho, mas sem aquela cobrança de: 'Ah, está chegando o verão, tem que compor, tem que fazer música agora, porque o verão está em cima'. Eu não estou mais com essa cobrança e isso está me trazendo uma certa tranquilidade e me ajudando a administrar."
O artista ainda tirou uma dúvida sobre o conflito entre compositor e intérprete, que é: como funciona para "deixar" uma música ir. Escandurras contou que muitas vezes ele entende que uma composição foi feita para ser gravada por outra pessoa.
"Como você está na condição de compositor, você não tem muito o que fazer. E, às vezes, quando vem um artista nacional querendo essa música, às vezes a música escolhe o artista. E aí, a composição ela não deixa de ser um trabalho, então você precisa pensar muito: 'Eu libero ou não libero? Eu fico só para mim ou me aventuro? E essa música pode me trazer um retorno financeiro?' É uma dividida. Tem também ainda a realização de um sonho, tipo assim, 'poxa, o Luan Santana vai gravar essa música minha', é uma oportunidade para minha carreira de compositor. Hoje eu já penso diferente."
Foto: Instagram
E como o assunto é verão, Escandurras garante que tem muita coisa boa vindo por aí, tanto como cantor quanto como compositor, entre eles, um projeto de samba de roda com Carlinhos Brown.
"Esse verão vem cheio de assunto, ele vem bastante recheado. Eu tenho algumas parcerias em vista. Eu acabei de lançar música agora com o Léo Santana, a gente já está indo para a segunda música. Estou gravando um disco com o Carlinhos Brown de samba de roda, onde a gente vai gravar mais de seis músicas e possivelmente a gente lance um projeto aí para rodar pelo Brasil", antecipou.
O Spotify divulgou nesta quarta-feira (3) a lista de artistas mais ouvidos do ano pelos usuários do serviço de streaming e mostrou que o sertanejo, o funk e o trap dominam as paradas no Brasil.
Na lista do Spotify Wrapped 2025, os cantores Henrique & Juliano foram os artistas mais ouvidos do ano, registrando mais de 3.5 milhões de streams.
A lista conta com a presença de outros nomes do sertanejo como Jorge & Mateus em 4º lugar, Zé Neto & Cristiano em sexto lugar, e Matheus & Kauan em sétimo.
Outro estilo que tem presença forte na lista é o funk/trap e rap. A divisão foi feita desta forma pelos artistas citados conseguirem circular por todos os estilos.
MC Ryan SP aparece em terceiro lugar. Mc IG em quinto, MC Tuto em 8º e Filipe Ret em décimo. O segundo lugar ficou com a banda de pagode Grupo Menos É Mais, e o nono lugar da lista foi para o cantor Natanzinho Lima.
Veja os 10 artistas mais ouvidos no Spotify em 2025 no Brasil
- Henrique & Juliano
- Grupo Menos É Mais
- MC Ryan SP
- Jorge & Mateus
- Mc IG
- Zé Neto & Cristiano
- Matheus & Kauan
- MC Tuto
- Natanzinho Lima
- Filipe Ret
Quanto as músicas mais ouvidas, a dupla sertaneja Diego & Victor Hugo lidera o ranking com 'Tubarões', enquanto o Grupo Menos É Mais aparece duas vezes, no segundo lugar com 'P do Pecado' com Simone Mendes, e Coração Partido.
Confira a lista completa:
- Diego & Victor Hugo - Tubarões - Ao Vivo
- Grupo Menos É Mais, Simone Mendes - P do Pecado - Ao Vivo
- Grupo Menos É Mais - Coração Partido (Corazón Partío) - Ao Vivo
- Danilo e Davi - Apaga Apaga Apaga - Ao Vivo
- Henrique & Juliano - Última Saudade - Ao Vivo
- Nilo, Mc Paiva ZS, DJ Di Marques, Tropa da W&S - Fui Mlk
- Dj Caio Vieira, MC Meno K, Mc Rodrigo do CN - FAMOSINHA
- Léo Foguete - Cópia Proibida
- Oruam, Zé Felipe, MC Tuto, Dj Lc da Roça, Mc Rodrigo do CN - Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim
- Matheus & Kauan, Ana Castela - Ilusão De Ótica - Ao Vivo
Salvador será uma das cidades a receber a turnê especial do cantor Djavan, 'Djavanear - 50 Anos. Só Sucessos', que celebra os 50 anos de carreira do veterano.
Na capital baiana, o show, que foi confirmado em novembro, teve o local revelado no último domingo (30), e acontecerá na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, no dia 23 de maio de 2026.

Os ingressos para o show começam a ser vendidos no dia 3 de dezembro, no site Ticketmaster, e a entrada mais barata custa R$ 105 no 1º lote. O ingresso mais caro é o Pacote VIP que custa R$ 1.065.
Para os clientes Banco do Brasil, o evento contará com uma pré-venda a partir desta segunda-feira (1º). Quem quiser adquirir os ingressos sem taxa também poderá comprar na Loja SED - SEDLMAYER, na Pituba.
SOBRE A TURNÊ
O show, que comemora as cinco décadas de carreira de Djavan, terá início por São Paulo e passará por outras 9 cidades, sem contar a capital paulista e Salvador, são elas: Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Recife e Maceió.
Com direção artística de Gringo Cardia, a turnê conta com os olhares de Césio Lima (lighting designer e diretor de fotografia), Mari Pitta (diretora de iluminação) e Sérgio Almeida (programação e operação de luz).
No palco, Djavan (voz, violão e guitarra) se apresenta com Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra e violão), Paulo Calasans (piano e teclado), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete e fluguelhorn), Marcelo Martins (sax tenor e flauta) e Rafael Rocha (trombone).
O rapper Wall Cardozo, artista independente de Salvador, abrirá espaço para novos talentos com a estreia do projeto evento DiPam, que acontecerá no espaço Alohaxé, no Pelourinho, na noite de 28 de novembro, a partir das 21h.
Com foco na cena independente baiana, Wall revisita o projeto lançado ainda em um contexto de pandemia, e recebe como convidados Maya (@acantoramaya), Vittor Adél (@vittoradel) e Mr. Armeng (@mr_armeng).
“Depois do álbum, sinto que é hora de revisitar esse projeto, que teve um papel importante para mim naquele momento. Fazê-lo em Salvador é um movimento que eu já vinha planejando há algum tempo”, disse o rapper.
A noite contará ainda com DJ sets de Bruxa Braba e Davi Wav. Os ingressos custam R$ 10, em preço único.
Em 2025, Wall lançou “Homem Menino”, primeiro álbum de sua carreira, que chegou às plataformas em abril.
A obra levou dois anos para ficar pronta e contou com um grande show de lançamento na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. Desde então, o artista buscava criar um evento próprio na cidade, pensado como um espaço de encontro e troca com outros artistas independentes.
“Estamos preparando um show especial, com músicas importantes da minha trajetória e novas versões de canções que gostamos. A cada ensaio, a ansiedade aumenta para compartilhar tudo isso com o público”, afirma.
A formação atual da banda, que antes contava apenas com o DJ Davi Wav, agora inclui também Gobis (guitarra) e 23 Wells (segunda voz).
A apresentação de Guns N' Roses em Salvador pode não ser a única atração internacional a passar pela capital baiana em 2026.
A Casa de Apostas Arena Fonte Nova confirmou estar em negociações avançadas com importantes artistas internacionais para o calendário do próximo ano.
"Receber artistas desse porte é um presente para o público, além de fortalecer o turismo local e impulsionar a nossa economia. Isso reforça a importância de contarmos com uma estrutura moderna, preparada para shows memoráveis, com conforto e segurança", afirma o presidente da Arena Fonte Nova, Alexandre Gonzaga.
Desde a reinauguração, a Arena Fonte Nova já recebeu grandes nomes do cenário internacional, entre eles Paul McCartney, Elton John, Roger Waters, A-ha, Hansons e David Guetta.
Foto: Divulgação/ Arena Fonte Nova
A Arena Fonte Nova se apresenta como um espaço ideal para grandes shows no modelo 'Arena Full'. Na descrição, para envio de propostas de eventos, o estádio é vendido como um local com capacidade para até 53 mil pessoas, mais de 2 mil vagas de estacionamento, elevadores, áreas climatizadas, bares, sanitários, dois telões de 100m² e sistema de som de alta qualidade.
Em recente entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da Saltur (Empresa Salvador Turismo), Isaac Edington, afirmou que diversos artistas internacionais já demonstraram interesse em se apresentar na capital.
Segundo o empresário e administrador, apesar do interesse, uma verdadeira combinação de fatores afasta os astros da cidade.
"Infelizmente, o Brasil e Salvador, sobretudo Salvador, tem um contexto de uma malha aeroviária ainda complexa do Brasil. E cara, sobretudo quando a gente fala em infraestrutura geograficamente. A gente também tem alguns problemas quando se fala em demandas internacionais e diante do volume e o ticket também, então quando a gente junta tudo isso, fica complicado."
As últimas atrações internacionais que se apresentaram na cidade vieram para a capital baiana através da IDW Company, responsável pelo Afropunk Brasil. Neste ano, o evento trouxe para a cidade Coco Jones, Tems, Wyclef Jean e Sister Nancy.
Foto: Matheus Leite/AFROPUNK
O gestor da Saltur ainda reforça que a movimentação para a vinda de estrelas internacionais para Salvador depende da iniciativa privada.
"Eventos internacionais têm uma complexidade um pouco diferente. O evento internacional nunca vai surgir de uma iniciativa do poder público. É isso que as pessoas precisam entender. O evento internacional é um movimento do artista, normalmente é um grupo empresarial que tem uma estratégia. E é claro, o poder público pode ser um facilitador, como no caso de Salvador. Salvador é uma cidade que recebe grandes eventos, talvez seja a cidade no Brasil, sobretudo em eventos nos espaços públicos."
A Calcinha Preta anunciou os novos nomes da banda após a saída de Silvânia Aquino. O grupo contará com o retorno de um velho conhecido, Marlus Viana, e a chegada de Mika Rodrigues.
O casal se junta a Daniel Diau, Bell Oliver e O'hara Ravick, que foi apontada como motivo para saída de Silvânia após mais de 20 anos com o grupo.
Mika, que assume o espaço deixado por Silvânia, tem 29 anos e é do Ceará. A artista passou a ter destaque no circuito do forró e integrava a banda tradicional Noda de Caju antes do convite para a CP.
Do outro lado, Silvânia já passou a investir na nova fase da carreira. A artista foi contratada pela Camarote Shows, empresa de Wesley Safadão, e passará a se apresentar ao lado do ex-parceiro de banda, Berg Rabello, com o projeto 'Duas Paixões'.
A terceira edição do 'Ensaios do Pagod'art' acontecerá um dia antes do início oficial do verão e promete esquentar o corpo de quem está ansioso para a temporada mais quente e desejada do ano.
A banda, liderada por Flavinho, sobe ao palco do Clube Espanhol no dia 20 de dezembro, e leva para a festa o cantor Alex Max, ex-vocalista do Saiddy Bamba, em participação especial que resgata o pagode dos anos 2000.
Além do show do Pagod'art, o público poderá curtir ainda um show completo de Escandurras.
Os ingressos estão à venda exclusivamente pelo site Meu Bilhete e custam a partir de R$ 40.
O Prêmio Multishow anunciou os indicados a edição de 2025 da premiação e a Bahia marca a presença em diversas categorias.
Para a 32ª edição da premiação, cinco categorias serão decididas pelo voto do público com o voto através do Gshow. As outras serão definidas pelo juri especializado.
Entre os destaques baianos na premiação estão O Kannalha, Ivete Sangalo, Léo Santana, Theuzinho, Caetano Veloso e Maria Bethânia, Duquesa, Luedji Luna e BaianaSystem.
O Kannalha disputa o prêmio de 'Axé e Pagodão do Ano' com 'O Baiano Tem o Molho', contra Ivete que conta com duas canções na categoria 'Energia de Gostosa' e 'O Verão Bateu em Minha Porta', e Léo Santana que tem três faixas na categoria, sendo 'Surra de Toma', 'Desliza ("Ólhinho" No Corpinho)' com Melody, e 'Hoje Eu Vou Te Usar' em parceria com Tilia, Kadu Martins, MC Daniel, DG e Batidão Stronda.
A Bahia está presente em MPB do Ano com 'Apocalipse' de Luedji Luna feat Seu Jorge e Arthur Verocai e Fejuca, e 'Fé (ao vivo)' de Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Em Rock do Ano, Duquesa aparece com a música 'toda garota como eu =( =)' em parceria com Iorigun e também em Música Urbana do Ano com 'Fuso', o cantor J. Eskine concorre em Arrocha do Ano com 'Resenha do Arrocha' e 'Mãe Solteira', e Theuzinho aparece com 'Vou Começar a Não Prestar'.
Tem Bahia ainda em Samba/Pagode do Ano com Simone Mendes que participa da faixa 'P do Pecado' de Menos É Mais e também em Sertanejo do Ano com as faixas 'Saudade Proibida' e 'Saudade Burra' em parceria com Lauana Prado, em Pop do Ano com 'Despacha' de Melly.
BaianaSystem está em Capa do Ano com 'O Mundo da Voltas', álbum que ganhou Grammy Latino recentemente e em Álbum do Ano, contra Luedji Luna com 'Um Mar Pra Cada Um'.
Caetano, Marisa Monte e mais artistas se unem em campanha pela regulamentação do uso da IA na música
Caetano Veloso, Marisa Monte e outros artistas se juntaram a União Brasileira de Compositores (UBC) e a Pró-Música Brasil em uma campanha a favor da regulamentação do uso da Inteligência Artificial na música.
Com o mote “Toda criação tem dono. Quem usa, paga”, a campanha busca garantir que a revolução da inteligência artificial aconteça com transparência, remuneração justa e respeito a quem cria.
“É urgente garantir condições éticas para o uso da inteligência artificial no Brasil", afirma Caetano Veloso.
Um dos pilares da campanha é esclarecer que a tecnologia de IA não é, em si, o problema, mas sim, o uso da IA por grandes empresas que se apropriam de criações humanas sem autorização, sem transparência e sem pagamento, tratando obras, interpretações e produções artísticas como se fossem apenas dados disponíveis, e não resultado de trabalho intelectual, investimento e risco.
“Com uma regulamentação justa, criatividade e tecnologia podem caminhar juntas”, afirma Marisa Monte.
A campanha parte da seguinte ideia: a arte revela o que ainda não existe, escreve o que ainda não tem nome, canta o que a alma não sabe calar.
O grupo pede para que seja construído um marco regulatório que exija transparência das ferramentas de IA e das grandes plataformas, obrigando-as a declarar o uso de obras protegidas em treinamentos e ofertas de serviços, e a firmar contratos ou pagar licenças sempre que houver utilização.
"Se há empresas ganhando bilhões, precisam arcar com as consequências”, pontua Marina Sena.
Na campanha, ainda é defendido que titulares de direitos autorais e conexos tenham o poder de autorizar ou proibir o uso de suas obras em treinamentos de IA, que haja clareza total sobre quais fontes são utilizadas, quando e como as criações são usadas, e que, se uma música está treinando e alimentando padrões de algoritmos que geram lucro, seus titulares recebam parte desse retorno.
Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou na sessão desta terça-feira (11) o projeto de lei 5.660/2023, que cria o Dia Nacional do Hip-Hop e a Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop. O projeto agora segue para o Senado.
A proposta foi apresentada pelo governo federal, e estabelece a data de 11 de agosto como o Dia Nacional do Hip-Hop. Se o projeto for aprovado pelo Senado e posteriormente sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto ao dia nacional será promovida uma semana de celebrações voltadas à cultura urbana.
O governo anunciou o projeto no dia 20 de novembro de 2023, em uma cerimônia no Palácio do Planalto em celebração ao Dia Nacional da Consciência Negra. Naquela ocasião, o presidente Lula assinou um pacote de medidas pela igualdade racial, entre eles, o Decreto de Valorização e Fomento à Cultura Hip-Hop e o projeto prevendo a criação do Dia Nacional do Hip-Hop.
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Ambas as medidas foram elaboradas em parceria entre o Ministério da Cultura (MinC), a sociedade civil e a Construção Nacional da Cultura Hip-Hop. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, que atuou para garantir as ações, falou na solenidade sobre o simbolismo das propostas assinadas por Lula.
“Esse é um dia histórico para nós, para a população negra desse país, para a cultura, e também, o dia de grande coroação das ações que temos construído no MinC ao longo deste ano para que a Cultura Hip-Hop seja reconhecida e valorizada como deve ser”, afirmou a ministra.
O rapper e facilitador da Construção Nacional da Cultura Hip-Hop, Rafa Rafuagi, também destacou na ocasião a importância para a cultura do estabelecimento da data de valorização do movimento musical.
“Chegamos até aqui para garantir que nossos filhos saibam que não estarão sozinhos na batalha, e que a construção nacional da cultura Hip-Hop seguirá honrando quem veio antes, aprendendo com quem está agora, e construindo a unidade para assegurar um futuro digno”, afirmou Rafa.
Ainda segundo Rafa, “há 40 anos somos vanguarda política e artística no continente, fruto da luta ancestral e milenar, unindo gerações através do breaking, de base e olímpico, do DJ, do grafite, do MC e a música rap e do conhecimento, fazendo a manutenção e a projeção de um plano de década para as periferias, com a garantia de vida e paz dentro das periferias e favelas brasileiras”.
A articulação em torno do projeto que agora foi aprovado na Câmara foi fruto de um debate realizado pelo MinC em audiência pública, que ouviu a população sobre a Proposta Dia Nacional do Movimento Hip-Hop. A homenagem faz referência ao 11 de agosto, data que marca o surgimento do movimento cultural.
O governo justificou a apresentação do projeto afirmando que a comemoração do Dia do Hip-Hop tem o objetivo de desenvolver uma agenda colaborativa de iniciativas para promover ações e programas da administração pública federal e entes federados para dar visibilidade, fomentar e difundir esta cultura em todo o país.
Em seu parecer pela aprovação da proposta, o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), afirmou que “a cultura Hip-Hop é um dos fenômenos mais marcantes e transformadores da história contemporânea da humanidade”. Ele lembrou que o movimento nasceu “como uma resposta da juventude negra e latina à exclusão, à pobreza e à violência do racismo estrutural” e destacou sua importância como ferramenta de expressão e resistência.
Segundo o deputado, o Hip-Hop “encontrou solo fértil nas periferias e favelas, que há séculos produzem cultura mesmo sob as marcas da exclusão”. Nessas comunidades, explicou Orlando Silva, a arte se transformou em espaço de denúncia e afirmação.
“O Hip-Hop é o grito coletivo de quem sempre foi invisibilizado. É o quilombo urbano que resiste à exclusão e afirma a beleza da favela como lugar de produção de saber, estética e futuro”, disse o deputado do PCdoB.
O voto de Orlando Silva, aprovado de forma simbólica no plenário, cita artistas como Racionais MCs, Sabotage, Emicida, Negra Li, MV Bill e Criolo, apontados como referências de uma trajetória que, segundo ele, deu ao país “uma nova gramática de cidadania e estética: 'a favela venceu virou mais do que slogan, é filosofia de vida”.
Nesta quarta-feira, 12 de novembro, em que é celebrado o Dia Mundial do Hip-Hop, o Bahia Notícias publicou matéria especial, de autoria das repórteres Laiane Apresentação e Eduarda Pinto, com os resultados de uma pesquisa que ambas fizeram junto a artistas, professores e especialistas, para que a sociedade possa compreender como esse movimento cultural se manifesta na capital baiana. Clique aqui para ler a matéria.
Em um ano e meio de carreira, o cantor Uel, de 24 anos, pode se considerar um rapaz realizado. O artista, uma das apostas do samba soteropolitano, conseguiu conquistar alguns espaços e já está confirmado mais uma vez no Carnaval de Salvador como atração no Camarote Glamour.
Para o artista, que abandonou a vida nos mares como oficial da Marinha para seguir o sonho de se dedicar a música, cada conquista, independente do tamanho, é um motivo para celebrar. Em entrevista ao Bahia Notícias durante o evento de lançamento do Camarote Glamour, o artista falou sobre a fase que vive atualmente.
"Tem sido um ano intenso, tenho um ano e meio na rua, e fui escalado para participar de eventos como o Quintal du Samba, o ensaio do Pagod'art, estar em lugares ao lado dos meus ídolos, estou em espaços que eu sempre almejei", conta.
Foto: Aline Araújo
A mudança foi tanta que Uel chegou a brincar com a agitação da agenda: "No começo a gente tinha ali na nossa agenda três a quatro shows, agora são 13, 14, 15. E as coisas estão andando, a gente fica assim 'rapaz, isso aqui cansa hein?' (risos), mas é tudo que eu sempre sonhei para mim".
E o artista já cresce solo com a estreia do projeto 'Tem Que Aproveitar', uma parceria do artista com a LAB Entretenimento, que acontecerá no dia 9 de novembro, no Clube Espanhol, e chega cheia de conceito.
"Nossa ideia é celebrar com o público os bons momentos da vida, aproveitar o agora e também, celebrar a chegada do verão, que logo logo tá aí."
Para o show, o público poderá conferir um novo repertório, com base no audiovisual recém-gravado no restaurante Pereira. Entre as novas canções estão 'Modo Alerta' e 'Sigilo Gostoso'.
"Esse projeto tem seis músicas autorais, compostas com Renato Lantyer, que é um grande parceiro meu e a gente tem feito coisas bacanas para apresentar ao público a minha essência. Dá um tempo um pouco em cantar música dos outros e pensar um pouco no nosso trabalho também", afirmou.
Os ingressos para a estreia do artista com o projeto 'Tem Que Aproveitar', esto à venda a partir no TicketMaker, e custam R$ 40 na pré-venda.
Um dia após a comemoração do Dia Nacional da Música Popular Brasileira (MPB), em 17 de outubro, o Bahia Notícias questiona: “O que é MPB?”. A pergunta permeou, por 38 anos, as aulas de História da Música Popular Brasileira da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e tiveram início com o mesmo debate sobre o que seria “Música Popular Brasileira”.
A pergunta também chegou a discussões entre artistas e internautas nas redes sociais, pode não ter uma resposta “certa”, mas para o professor de música da UFBA, Tom Tavares, é um conceito simples.
“Eu considero que a Música Popular Brasileira é tudo em termos de música que é produzido no Brasil ou por brasileiros. A música é um produto. Não é que eu queira colocar isso de forma mercantilista, não, de maneira alguma. É que é um produto, verdadeiramente”, defendeu o músico.
Ele conta que as respostas durante a “o que é MPB?” na sua aula variavam de aluno para aluno. Alguns respondiam samba, outros, maracatu ou até mesmo samba-reggae, mas, para o estudioso, se juntasse tudo estariam certos.
O conceito ainda diverge do que as plataformas tentam emplacar nos serviços de música e streaming. A exemplo do Spotify, o segmento MPB é classificado como um “gênero” e suas playlists estão vinculadas, principalmente, aos artistas mais conhecidos de movimentos como o Rock, Bossa Nova e Tropicália, por volta dos anos 60 e 70. Na plataforma, uma série de playlists surgem com sucessos de cantores como Maria Bethânia e Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento e Erasmo Carlos.
“Canções que ajudaram a escrever a História da Música Popular Brasileira”, é o que diz a descrição. O mesmo acontece em outras plataformas populares como Apple e YouTube Music. Para Tavares, que também atuou como radialista por décadas, o termo MPB surge com o Festival de Música Popular Brasileira, um concurso anual de canções originais e inéditas criado em 1960, no Guarujá, em São Paulo.
Foi através do festival que o país conheceu, em 1967, figuras como os baianos Gilberto Gil, que apresentou “Domingo no Parque” e Caetano Veloso, com “Alegria Alegria”. O festival ocorreu ininterruptamente de 1965 a 1969. Talvez por isso, as figuras como os baianos, além de nomes como Elis Regina, Chico Buarque e Nana Caymmi se tornaram referência do que ficou conhecido no imaginário brasileiro como MPB.
A MAESTRINA BRASILEIRA
Mas a MPB vem antes mesmo dos festivais de música. A data foi instituído em 9 de maio de 2012, em decreto pela então presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PF), e homenageia da artista Chiquinha Gonzaga, nascida em 17 de outubro de 1847. Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, fruto da união de José Basileu Neves Gonzaga, militar no Segundo Império, com a forra Rosa, filha de escravizada.
Após passar por dois casamentos e três gravidezes, sempre mantendo a música como seu refúgio e agrado pessoal, Chiquinha passou a se dedicar plenamente a música na década de 1870. Compondo choros, músicas para teatro de variedades e atuando como regente, o sucesso chegou em 1899, com a marcha “Ó Abre Alas”. Chiquinha foi a fundadora, sócia e patrona da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), ocupando a cadeira n.º 1. Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 1935.
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Foto: Reprodução / Acervo
Para Tom, Chiquinha possui uma importância para a música brasileira como instrumentista, compositora e também a pessoa que criou a primeira sociedade de arrecadação de direitos autorais no Brasil, a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat). “Ela foi uma pessoa que mandou ver, passou por cima de obstáculos, criados pela sociedade de então”, defendeu.
“Ela foi, além de tudo, uma mulher que enfrentou todo o preconceito da sociedade, porque até então uma mulher se arriscar a fazer o que ela fez poderia sucumbir, né? Mas ela conseguiu, enfrentou e venceu essa sociedade preconceituosa do século, do começo do século XX (20)”, completou o professor.
E A “NOVA MPB”?
Quando trazemos a discussão para a atualidade, nomes como Liniker, Anavitória, Lagum e os Gilsons despontam repetitivamente nas coletâneas de músicas. Para o professor, a denominação “Nova MPB” existe apenas em função do “marketing”. “É o marketing dizendo: ‘Ó, esses são os novos produtores de música popular brasileira’. O que não quer dizer que os demais não existam”, afirmou.
No entanto, Tom alerta: “Você quer se classificar como novo, trate de fazer alguma coisa nova”, o que o professor admite não estar vendo ultimamente. Um dos fatores para essa falta de novidade seria a “ausência de autenticidade”.
O que estes e outros artistas possuem em comum é um grande apelo a composição, referências da bossa nova, neo-soul e R&B, e as músicas mais melódicas. Inevitavelmente, fãs e consumidores os relacionam aos artistas mais velhos, criando correlações e até comparações.
“Olha como a coisa é interessante: eles são os novos, mas a produção deles mira a produção dos velhos. Então, tem muita gente na Bahia que está produzindo ‘nova MPB’ na Bahia, mas tem como referência Caetano Veloso, Gilberto Gil, o tempo todo. Para a pessoa realmente produzir algo novo, ela tem que se desvincular desses grilhões”, explicou o músico.
Caso a “libertação” da música não ocorra, Tavares afirma que o que acontecerá será a “repetição do que já aconteceu”. “Parece coisa de IA. Parece coisa de Inteligência Artificial. Na verdade, a IA não produz nada novo. Ela apenas junta ideias de coisas que já aconteceram. Então, esses compositores estão agindo de maneira semelhante. Estão usando os mesmos signos musicais utilizados pelos seus ídolos”, completa.
O músico Paul Daniel 'Ace' Frehley, guitarrista fundador da banda Kiss, teve a morte confirmada aos 74 anos, em decorrência de complicações devido a uma queda sofrida no último mês.
Por meio de um comunicado, a família lamentou o falecimento do artista e afirmou que os últimos dias de vida de Paul foram cercados de amor e orações.
"Estamos completamente devastados e com o coração partido. Em seus últimos momentos, tivemos a sorte de poder cercá-lo com palavras, pensamentos, orações e intenções amorosas, carinhosas e pacíficas enquanto ele deixava esta terra."
De acordo com o site norte-americano TMZ, Paul teria sofrido uma hemorragia cerebral após levar uma queda no estúdio há algumas semanas.
O veterano estava hospitalizado em estado grave, e parti da família a decisão de desligar os aparelhos que mantinham o guitarrista vivo.
"A magnitude de sua partida é de proporções épicas e além da compreensão. Refletindo sobre todas as suas incríveis conquistas de vida, a memória de Ace continuará a viver para sempre!", dizia a mensagem da família.
O baiano Jovem Dex está de volta a cena do rap com novidades na carreira. Após um período afastado da cena, o artista retorna com o projeto 'Safe', que marca a nova fase do artista.
Dex retorna ao mercado com a proposta de reafirmar seu espaço e mostrar evolução artística. Para o artista, a nova canção representa um recomeço mais maduro, sem perder a essência que o consagrou.
Além de 'Safe', Dex prepara outros dois singles inéditos, todos acompanhados de clipes oficiais que estão previstos para serem lançados ainda em 2025.
Natural de Feira de Santana, o artista aproveita o lançamento para retornar também aos palcos com shows pelo país. Lauro de Freitas recebe a apresentação do cantor no dia 24 de outubro, e no dia 25, Dex se apresenta em Fortaleza.
O artista tem datas confirmadas para São Paulo, Natal, João Pessoa, Recife, Aracaju, Florianópolis, Maceió e Curitiba.
O encontro de Dex com o público da cidade natal acontecerá no dia 5 de dezembro, no Ária Hall.
Férias não significa menos trabalho para Margareth Menezes. De folga do cargo de Ministra da Cultura do Governo Lula, a baiana decidiu aproveitar o tempo "longe do trabalho" para trabalhar um pouco mais.
A artista anunciou nas redes sociais que as férias serão dedicadas a maior paixão, a música. Margareth inicia uma turnê pela Europa com duas apresentações, uma em Lisboa e outra em Oslo, na Noruega.
"Os próximos dias serão de reencontros com os palcos e com o público europeu que me é tão querido!", afirmou a artista.
Em 2024, Margareth aproveitou as férias para fazer o mesmo e fez uma turnê com 7 datas pela Europa em julho.
No início deste ano, Margareth fez um show em Salvador em homenagem aos 40 anos do Axé e falou sobre a saudade de se dedicar a carreira musical.
"Eu tenho buscado me equilibrar nessa missão. Eu recebi o convite do presidente Lula, mas também não posso deixar a minha carreira e não fazer, prestigiar e fortalecer esses momentos pontuais e importantes", disse ela na época.
Os fãs da eterna Rainha da Sofrência serão presenteados com uma faixa inédita na voz da artista. A equipe da cantora Marília Mendonça anunciou o lançamento de uma nova música da sertaneja para o dia 23 de outubro.
A faixa 'Segundo Amor da Sua Vida' faz parte do acervo de gravações deixadas pela cantora, e é o primeiro lançamento póstumo desde o álbum 'Decretos Reais', de 2023.
"Os decretos da rainha ecoaram... e o tempo mostrou que nada foi em vão. "Segundo Amor da Sua Vida" Porque o primeiro... todo mundo já sabe quem é", diz o perfil dedicado a cantora.
A música já está disponível para pré-save e faz parte do projeto 'Manuscritos Reais'.
O lançamento surpreende o público que estava acompanhando os bastidores da briga judicial envolvendo Murilo Huff e Ruth Moreira, mãe de Marília e pai do único filho da cantora.
De acordo com o programa 'Fofocalizando', do SBT, o artista, que também foi parceiro de Marília em composições, teria vetado o lançamento de conteúdos envolvendo a artista.
Huff, que obteve na Justiça a guarda unilateral do pequeno Léo, teria optado pelo veto como uma forma de proteger o filho. Segundo a publicação, o sertanejo queria que a utilização do material da artista fosse uma decisão do filho quando ele já tiver 18 anos.
O show do cantor D4vd no Lollapalooza Brasil 2026 foi cancelado após a polêmica envolvendo o norte-americano e o corpo de uma adolescente encontrado em um carro registrado no nome dele.
D4vd foi anunciado no último mês como uma das grandes estrelas do festival, que acontecerá em março de 2026.
No entanto, desde a descoberta do corpo de Celeste Rivas em um carro modelo Tesla, no nome do cantor, o rapper se afastou dos palcos e afirma estar colaborando com as autoridades para a investigação do crime.
Desde a revelação, o nome do artista passou a ser associado ao de Celeste. A mãe da adolescente afirmou que a filha mantinha um relacionamento com um rapaz chamado David, e os dois tinham a mesma tatuagem na mão.
Segundo o site TMZ, as autoridades encontraram uma foto íntima e um vídeo em que o artista e Rivas aparecem juntos, durante uma operação de 12 horas na casa de D4vd.
LOLA YOUNG CANCELA SHOW NO BRASIL
Além de D4vd, o show da artista Lola Young no Lolla também foi cancelado. A artista anunciou o cancelamento da agenda após desmaiar durante uma apresentação.
Em comunicado postado nas redes sociais, Lola afirmou que cuidaria da saúde e pediu a compreensão do público.
"Sinto muito por decepcionar quem comprou ingresso para me ver, isso me dói mais do que vocês imaginam. Obviamente, todos terão direito a reembolso integral. Espero de coração que vocês me deem uma segunda chance quando eu tiver tido um tempo para cuidar de mim mesma e voltar mais forte."
São 67 anos de vida, sendo deles mais de 30 dedicados à música. Para Durval Lelys, estar nos palcos é algo natural. No entanto, em meio a essa caminhada, a carreira do eterno vocalista do Asa de Águia quase foi interrompida.
Convidado do podcast Elas em Cena, apresentado pelas irmãs Gabi, Nanda e Dani Brito, a estrela do axé revelou um dos momentos mais delicados da carreira, quando enfrentou um problema nas cordas vocais.
O episódio, ocorrido em 2003, fez com que Durval ficasse mais atento à própria saúde. Segundo o artista, o momento ligou um "alerta laranja" nele.
"Eu tive um problema de voz em 2003, 2004. Foi na passagem de 2003 para 2004, e eu precisei. Eu não tinha técnica nenhuma de cantar, quando eu fui em São Paulo, a fono, doutora Silvia Pinho, disse: 'você fala errado e canta errado'. E ela tinha razão, eu não sabia postura de respirar, não sabia quase nada", relembrou.
Durval conta que passou a conversar com outros artistas para que tomassem o mesmo cuidado que ele passou a tomar após o susto.
"A maioria dos artistas é assim. Tem que se preocupar com isso, porque chega uma hora que a garganta acende um sinal laranja, e eu tive esse problema em 2003/2004. Fui de 15 em 15 dias para São Paulo, fui muito disciplinado, então, com oito meses eu já estava zerado. As cordas vocais estavam bastante 'caceteadas', digamos assim. E aí eu aprendi a falar, aprendi a respirar, exercícios e nunca mais eu tive."
Para o artista, o retorno aos palcos após o susto foi um dos momentos mais emocionantes da carreira: "Eu não sabia se eu cantava ou se eu chorava".
O episódio completo do Elas em Cena com Durval Lelys vai ao ar nesta quarta-feira (24), às 19h, no canal do Bahia Notícias no YouTube. Clique no link abaixo para ativar a notificação sobre o episódio:
Salvador será palco da gravação do novo audiovisual da banda Benzadeus, e a escolha da capital baiana para esse momento especial para o grupo não foi em vão. A cidade recebe nesta quarta-feira (17), a partir das 16h, o grupo brasiliense para uma nova etapa da carreira.
A ligação entre a banda e Salvador é ancestral. Nascida em Brasília, a quase 1.500 km de Salvador, a banda formada por Magrão (vocal), Vinícius de Oliveira (reco e voz), Neném (pandeiro), Pedro das Sortes (surdo e voz) e Diego Pedigree (banjo e voz), acredita que a música fez com que a relação dos cinco integrantes com a cidade fosse ainda mais forte.
"Além da história incrível que existe dentro da Bahia, desde o primeiro momento em que pisamos aqui sentimos uma conexão muito forte com essa terra: o carinho do povo, a receptividade de todos. Sem falar na culinária, que é maravilhosa. Mas a música é o que mais nos envolve: o samba, o pagode, o axé. Então, quem não é fã de Salvador, bom sujeito não é", contou Magrão ao Bahia Notícias.
Em Salvador, a banda irá misturar o pagode brasiliense com os tons que fazem sentido por aqui, para além do samba. Entre os convidados especiais do projeto audiovisual que será gravado na capital estão Mari Fernandez, Suel, Pixote e os baianos Filipe Escandurras, J. Eskine e a banda Olodum.
Para o grupo, a mistura dos ritmos combina com a proposta da banda atualmente: alcançar pessoas. Com mais de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify, a banda quer atingir novos públicos em outros lugares.
Foto: Divulgação
"Acreditamos que a música é infinita, como um número. E quando conseguimos juntar artistas de gêneros diferentes para criar um único estilo, conseguimos agregar públicos distintos e gerar coisas novas. Essa soma sempre resulta em algo único", pontua Neném.
Nascido na pandemia, o grupo Benzadeus precisou andar com as próprias pernas rápido demais e entender como sair da tela do celular do público, em uma era de lives, para receber o calor no presencial, com shows em todo o Brasil.
Questionados sobre essa transição, Pedro das Sortes contou que a experiência foi enriquecedora e pouco amedrontadora.
"O calor do público é o que comanda os shows. Assim como existem as redes sociais e as plataformas digitais, no presencial a gente sente a energia de verdade. Ter as pessoas nos nossos shows, curtindo de perto, é uma das maiores realizações para nós. A transição da internet para os palcos foi muito importante, até porque hoje estamos viajando para outros lugares, conhecendo pessoas que também tinham essa vontade de ver o Benza a Deus de perto."
Comparado aos grandes nomes do pagode, a banda Benzadeus se torna um "neném", mas que vem caminhando a passos largos.
Apadrinhados pelos conterrâneos, o grupo Menos É Mais, a banda Benzadeus reforça a importância do apoio dentro da própria cena do pagode para o ritmo continuar em alta após tantos anos de história.
"O apadrinhamento sempre existiu no samba. Assim como o Exaltasamba tinha suas referências, e o Fundo de Quintal, que é pai da matéria para muita gente, sempre houve essa troca de carinho e reverência. É muito importante ter alguém que já chegou a um certo patamar e olha para trás para apoiar quem está começando, seja com palavras, com um convite ou simplesmente citando o nome. Isso ajuda muito. Como diz o ditado: “quem não é visto, não é lembrado”. Esse movimento de trazer para perto e fortalecer laços musicais faz toda a diferença", afirma Magrão.
O DVD que será gravado nesta quarta contará com oito faixas inéditas e a regravação de quatro clássicos. "Gravar no Pelourinho é a realização de um sonho antigo do grupo. Poder registrar nosso DVD nesse espaço é histórico para nós e para nossos fãs", pontua o vocalista.
Estar de volta a língua materna é motivo de comemoração para Wagner Moura. E ser uma das sensações do cinema mundial se tornou um bônus.
Estrela da produção 'O Agente Secreto', aposta brasileira para a campanha do Oscar em 2026, o baiano comemorou o fato de poder voltar a fazer um filme falando em português.
Wagner Moura acaba de chegar no Festival de Toronto. ???? pic.twitter.com/XMF5X5wLTE
— Acervo Wagner Moura (@acervowagmoura) September 8, 2025
Momentos antes da exibição do longa em no Tiff, o Festival de Cinema de Toronto, no Canadá, o artista falou sobre a experiência e comemorou os bons frutos que o filme de Klebber Mendonça Filho tem colhido.
"O caminho com esse filme tem sido tão incrível para mim. Eu estava incomodado que eu não tinha feito nada falando em português, minha língua, por 12 anos. E este filme foi a melhor forma de fazer isso, e com o Kleber (Mendonça Filho, o diretor), um cineasta que admiro tanto. É uma celebração, é o Recife... Ver o que aconteceu em Cannes (Wagner ganhou o prêmio de Melhor ator e Kleber ganhou como Melhor diretor), o filme tem sido muito bem recebido. Estou feliz por estar aqui."
Moura foi recebido no espaço ao som da música 'O Baiano', de O Kannalha, e brincou com a situação, ansiando pela estreia do filme em Salvador. "Você viu a Bahia ali? Ó... Se eu fosse você, eu ia na pré-estreia em Salvador. Aí é a Bahia, viu pai?", disse ele ao convencer Klebber Mendonça a ir no evento na capital baiana.
Salvador foi o cenário escolhido pela banda brasiliense Benzadeus, formado por Magrão (vocal), Vinícius de Oliveira (reco e voz), Neném (pandeiro), Pedro das Sortes (surdo e voz) e Diego Pedigree (banjo e voz), para gravar um projeto audiovisual que promete ser histórico para o grupo.
O show 'Na Rota do Benza no Pelô' acontecerá no dia 17 de setembro, a partir das 16h, no Largo do Pelourinho, com entrada gratuita.
“Estamos preparando um show muito especial, com músicas inéditas, releituras e convidados que admiramos demais. Queremos que o público viva uma experiência inesquecível com a gente, em um momento de energia e conexão única”, afirma Neném.
Para o show, o grupo convidou atrações de peso que farão participações especiais, entre eles estão Mari Fernandez, Olodum e Filipe Escandurras. De acordo com a produção, o público ainda será surpreendido com uma participação que só será revelada no dia da festa.
A escolha do Pelourinho como cenário não foi por acaso. Para os integrantes, o espaço carrega uma simbologia que dialoga diretamente com a história e a essência do pagode.
“Gravar no Pelourinho é a realização de um sonho antigo do grupo. Esse lugar respira arte, resistência e celebração, tudo aquilo que o pagode também representa. Poder registrar nosso DVD nesse espaço é histórico para nós e para os nossos fãs”, pontua Magrão, vocalista.
O cantor Jau irá celebrar o aniversário de 55 anos em grande estilo. O artista é uma das estrelas que irá se apresentar na Lavagem de la Madeleine, em Paris, uma das principais manifestações afro-brasileiras fora do país.
Jau embarca ao lado da banda Olodum e do cantor Armandinho Macêdo para participar da 24ª edição do evento, que acontece entre os dais 9 e 14 de setembro.
A agenda do artista para o mês de setembro conta ainda com shows em São Paulo na Casa de Francisca, no dia 25 de setembro, e uma edição especial do projeto 'Pôr do Jau', que será realizado no Museu de Arte Moderna da Bahia.
O evento, que acontecerá um dia após o aniversário do artista, no domingo, 28 de setembro, contará com uma apresentação especial do anfitrião e um show completo do sambista Jorge Aragão.
Os ingressos para a festa estão sendo vendidos no site TicketMaker e custam a partir de R$ 110 no segundo lote.
A cantora Cláudia Ferreira Lemos Oliveira, conhecida como Claudinha, destaque do forró na década de 2010, teve a morte confirmada no último final de semana aos 43 anos.
Claudinha, que ao longo da carreira integrou as bandas Desejo Musical, Superid e Contágio Musical, enfrentava um câncer e morreu em casa, cercada por familiares.
Por meio de nota compartilhada nas redes sociais, a família da cantora comunicou o falecimento.

"Recordaremos sua vida com carinho, compartilhando histórias e encontrando consolo na união. Que a Igreja seja um espaço de reflexão e acolhimento durante este momento difícil. Que o Espírito Santo de Deus e o legado e história da Nossa Miss. Cláudia, permaneça viva em nossas memórias."
Há alguns anos a artista deixou a carreira na música "secular", como é chamada a música não gospel, para seguir um caminho voltado à religião, atuando na Assembleia de Deus Ministério Madureira.
Shaquille O’Neal, um dos maiores nomes da história da NBA, virá ao Brasil em 2026 em um contexto diferente das quadras. O ex-jogador, quatro vezes campeão da liga e tricampeão como MVP das finais, foi confirmado como uma das atrações musicais do Lollapalooza de 2026, que acontece em março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
No festival, O’Neal se apresentará como DJ Diesel, nome artístico inspirado em um de seus apelidos nos tempos de atleta. A participação foi divulgada nesta quinta-feira (28), na lista oficial da terceira edição do evento.
SHAQUILLE O'NEIL NA MÚSICA
A ligação de Shaq com a música começou antes da carreira como DJ, iniciada em 2015. Em 1993, durante sua segunda temporada na NBA, ele lançou o álbum de rap Shaq Diesel, que ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas. Depois, gravou outros quatro discos e chegou a colaborar com artistas renomados, como Michael Jackson.
Desde 2023, DJ Diesel passou a se apresentar em grandes festivais internacionais e, no próximo ano, fará sua primeira performance no Brasil.
Fora das quadras, após a aposentadoria em 2011, O’Neal diversificou seus projetos. Foi acionista minoritário do Sacramento Kings entre 2013 e 2022, trabalhou como policial reserva na Flórida e investiu em diferentes negócios, incluindo redes de alimentação, academias e lava-jatos.
Durante sua trajetória na NBA, defendeu seis franquias: Orlando Magic, Los Angeles Lakers, Miami Heat, Phoenix Suns, Cleveland Cavaliers e Boston Celtics. Conquistou quatro títulos, disputou 15 All-Star Games e encerrou a carreira com 28.596 pontos e 13.099 rebotes. Pela seleção dos Estados Unidos, foi campeão olímpico em Atlanta 1996 e mundial em 1994, no Canadá.
A história de Antônio Luís Alves de Souza, mais conhecido como Neguinho do Samba, criador do samba-reggae e fundador de um dos grupos percussivos mais famosos do mundo, o Olodum, e da Didá, pode ser marcada para além da música e da mudança social promovida na capital baiana.
Um projeto de indicação foi apresentado na Câmara de Vereadores de Salvador e sugere a instalação de uma estátua de Neguinho do Samba no Pelourinho.
De acordo com a proposta, o ato "representa um importante ato de justiça histórica e cultural, pois ao eternizar a imagem de Antônio Luís Alves de Souza no coração do centro histórico da cidade, reconhece-se não apenas o legado de um músico extraordinário, mas também a força de um movimento que deu nova vida à cultura afro-baiana".
Foto: @zumviarquivofotografico
"A presença da sua estátua no Pelourinho não é apenas uma homenagem; é um gesto de reconhecimento da contribuição de Neguinho do Samba para a construção da identidade baiana e brasileira."
No texto de justificativa para a estátua, é ressaltado ainda a transformação musical promovida por Neguinho na Bahia, além do fortalecimento das comunidades negras da capital.

"Sua estátua no Pelourinho não é apenas uma homenagem; é um gesto de reconhecimento da contribuição de Neguinho do Samba para a construção da identidade baiana e brasileira, pois é também um convite à reflexão sobre a importância da preservação da memória cultural e da valorização dos artistas que transformam a realidade com arte, coragem e criatividade."
Entre as criações do músico estão, além do Olodum e do samba-reggae, está a Didá Escola de Música, espaço de formação musical e cidadã para meninas e mulheres negras.
"Considerando que a instalação da estátua em ponto estratégico do Pelourinho, território de referência da cultura afro-baiana e espaço de atuação contínua da Didá, do Olodum e de outros blocos afro, poderá ainda integrar projetos culturais, como o projeto 'Encontro de Tambores', criando uma ligação entre a homenagem física e o calendário cultural da cidade; Considerando que este projeto pretende estimular o turismo cultural, a educação patrimonial, o orgulho da negritude baiana, e criar um legado simbólico de luta, criatividade e transformação social deixado por Neguinho do Samba."
SAMBA-REGGAE COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DE SALVADOR
O gênero musical criado por Neguinho é considerado uma das células-mãe do Axé, o samba-reggae, e tem outro grande projeto de indicação correndo na Câmara de Salvador para o reconhecimento do ritmo.
Proposto por Silvio Humberto (PSOL), a ideia é transformar o estilo, uma fusão entre o reggae da Jamaica e o samba, patrimônio cultural do Brasil, um Patrimônio Imaterial da Cidade de Salvador.
Entende-se por patrimônio cultural imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, e são transmitidos de geração em geração.
Foto: YouTube
Ao Bahia Notícias, o cantor, compositor, músico e capoeirista Tonho Matéria, ex-Olodum e ex-Ara Ketu, falou sobre a importância de marcar o estilo como algo feito em Salvador e algo a ser preservado. Para o artista, o reconhecimento como patrimônio imaterial e a possibilidade do título mostra como o ritmo modificou o fazer musical e também teve impacto social.
"Isso é um brinde para a cultura percussiva da Bahia. Porque isso não só perpassa pelo Olodum, teve origem com o Neguinho do Samba, Mestre Jackson. Mas são os blocos que dão continuidade, os artistas que dão continuidade, os compositores. O samba-reggae hoje é um instrumento que sustenta uma cadeia produtiva muito gigante. E a gente precisa fortalecer mesmo."
O estilo único criado por Neguinho ultrapassou as fronteiras geográficas e se tornou apreciado em outros cantos do mundo, sendo associado a nomes como Paul Simon, o primeiro grande nome internacional a levar o Olodum para o mundo; Michael Jackson, Jimmy Clif e mais.
O samba-reggae também rendeu ao Olodum um exclusivo Grammy na categoria World Music em 1991, e consagrou a criação de mestre Neguinho do Samba no cenário musical internacional.
Caso a proposta apresentada pelo vereador Silvio Humberto (PSOL), seja aceita, o samba-reggae terá através do título de Patrimônio Imaterial de Salvador:
- A salvaguarda do patrimônio;
- O respeito ao patrimônio cultural imaterial das comunidades, grupos e indivíduos envolvidos;
- A conscientização no plano local, nacional e internacional da importância do patrimônio cultural imaterial e de seu reconhecimento recíproco;
- E a cooperação e a assistência internacionais.
A música não é o único talento de Paulinho Moska, 57 anos, que desembarca em Salvador nesta quinta-feira (14), para a abertura do Festival Palco Brasil, projeto promovido pela CAIXA e pelo Governo Federal, que traz para a capital baiana grandes nomes da Música Popular Brasileira.
Um dos talentos do carioca, apesar de viver a 1.631 km de distância da capital baiana, envolve a Bahia e a culinária. Filho de baianos e "casado" novamente com a bênção de Carlinhos Brown em pleno Carnaval de Salvador, o cantor, compositor e ator, se tornou o mestre das moquecas entre os amigos, “dom” conquistado pelas férias vividas no estado ao longo da infância e adolescência.
“Eu tenho milhões de histórias sobre Salvador. Meus pais são baianos. Eu nasci no Rio, mas meu sangue é baiano, minha genética é baiana. O meu indivisível é muito baiano. Tenho muitas histórias. Dos 0 aos 10 anos, eu passei meus verões em Mata de São João, que é ali, um pouco, duas horas para o interior da Praia do Forte, em Busca Vida, que era a praia que eu também ia com a minha família e vou até hoje para encontrar irmãos. [...] Eu cozinho uma moqueca para meus amigos aqui em casa, eles chamam de ‘Mosqueca’, já é tradicional no meu aniversário, faço há anos. E eu volto de viagem sempre com isopor cheio de quitutes baianos, do dendê à farofa, passando pela ostra e pelo siri catado”, contou.
Foto: Instagram
Já na música, sua área há mais de 30 anos, Moska viu o nascimento de um dos movimentos mais importantes da cultura baiana. “Pulei muitos carnavais, vi o Axé Music nascer diretamente na rua, na pipoca. Os primeiros trios de Luiz Caldas, o grupo Eva, Daniela, vi Chiclete. As minhas primas me mandavam as fitas das músicas novas para eu já chegar cantando e dançando, fazendo a coreografia”.
E assim como as transformações da própria música baiana, Moska pauta a vida, dentro e fora dos palcos, nas mudanças constantes, mas sem perder a essência. Questionado pelo Bahia Notícias quantas vidas ele tem, em uma referência a um dos clássicos do cantor, de 2010, além da vida na Bahia, o artista pontua que o interessante de estar vivo é justamente poder apresentar várias versões de si e se encontrar por diversas vezes.
“Eu acho que não só a minha vida, mas a vida de cada um de nós carrega muitas vidas, muitos fins e muitos recomeços. A vida é diversa, a natureza é diversa. Então, para a gente estar vivo dentro da natureza, a gente também precisa exercer e exercitar dentro da nossa trajetória de vida, essa experiência das mudanças, de ser vários. Que prisão horrorosa é essa de ser uma pessoa presa dentro do seu corpo? Acho que o retrato principal da minha carreira/obra/vida, é de estar o tempo inteiro procurando novidades através de uma curiosidade crônica que só melhora a minha relação com a vida. Eu estou sempre surpreso, eu estou sempre empolgado, porque estou sempre cercado de novidades. Eu mudo meus hábitos, então, eu mudo também a maneira do meu artista se manifestar a partir da consequência da minha curiosidade como ser humano. Eu não enxergo a vida como algo estagnado.”
Moska, que já é considerado de uma geração anterior, entendendo como “nova geração” os artistas que surgiram nos últimos 10 anos, falou sobre a oportunidade de compartilhar experiências com o público e com novos artistas em projetos como o Festival Palco Brasil e ao redor do país com outros shows.
“Eu também já fui uma nova geração e fui abraçado por muitos de gerações antigas e depois reverenciado por gerações novas, então eu acho que a música ela constrói uma família paralela, sabe? Porque os músicos vão se conhecendo, vão se admirando, vão aprendendo uns com os outros. É um abraço que festeja esse mesmo caminho escolhido para amar, sabe? O artista demonstra o seu amor pela vida quando ele pratica a sua experiência artística. E é nessa prática que ele estabelece essas relações de admiração e amizade familiar.”
Pai de dois filhos, o artista conta que conheceu diversos nomes da nova geração através dos herdeiros e está sempre conhecendo novos artistas. Para Moska, não existe a possibilidade de não estar conectado com o mundo musical para ninguém.
“Eu tenho dois filhos, um de 28 e outro de 14. Eles escutam músicas diferentes, por causa das gerações. E os dois me apresentam novidades. Eu conheci muita gente, da nova geração, através da série que eu apresentei por 10 anos no Canal Brasil, Zoombido. Então, eu só posso agradecer esse abraço que lhe dão e o abraço que eu dei também, e que dou porque é isso, a música é uma mola, algo que impulsiona a vida de todo mundo. Ninguém vive sem música, a música é como o ar que a gente respira, ele está aí flutuando e frequentemente nos emocionando.”
Foto: Evelyn Kosta/TV Globo
Com mais de 286 obras registradas no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), além das regravações disponíveis nos serviços de streaming que ultrapassam 100, Paulinho falou sobre a possibilidade de parar na música, seja compondo ou cantando.
Questionado pelo site sobre a principal motivação para seguir com a carreira musical, o artista afirma que a música faz parte do que ele é.
“Eu acho que o maior motivo, e essa palavra é muito importante para mim, eu acho que ela está sempre em oposição ao objetivo. Porque quando a gente [diz]: ‘Você tem que ter um objetivo na vida, senão você não chega a lugar nenhum’, eu discordo. O que a gente tem que ter é motivo, o objetivo é que causa frustração, porque quando você coloca um objetivo e você não o alcança, isso te deixa frustrado. Quando você avança na vida é porque tem um motivo, ou seja, algo te move. Já não interessa onde você vai chegar. Você está feliz por estar se movendo. Então, assim, para mim, o grande motivo de escrever canções é justamente o movimento que ela me oferece em relação à vida. Se eu parar de compor, eu paro de viver. Para mim, não existe isso de parar de compor. Enquanto eu tiver vida, eu estou compondo.”
“Entre tanto tic-tac e tanto big bang, nós realmente somos um grão de sal no mar do céu. Mas, calma. Tudo está em calma…”
Para encerrar a entrevista, a repórter que vos escreve decidiu brincar, mais uma vez, com um dos maiores sucessos da carreira de Paulinho Moska, 'A Seta e O Alvo', de (1997) e repetir a pergunta do milhão feita pelo compositor na canção: "Me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?"
Para Paulinho, a pergunta não tem uma resposta correta para a questão. "Qualquer um pode criar o seu próprio sentido com as frases. Eu não sou dono do sentido dos outros [...] A metáfora é isso, uma frase que você constrói e onde cada um pode dar o seu sentido porque ela não é fechada", diz o artista.
Ao site, o cantor explicou a versão dele para a metáfora e a lição que tirou da própria canção: viva o agora.
"No fundo, nós todos estamos, quando nascemos, estamos indo ao nada. O nada, para mim, nessa frase, o nada é o fim. A morte, o nada. Eu sou ateu, eu não acredito em vida depois da morte. E isso não é um defeito. Isso para mim é uma qualidade, porque a partir do momento que eu não acredito que existe a vida depois da morte, eu faço dessa vida uma vida maravilhosa. Eu faço dessa vida finita uma vida onde o bem, o amor, a paixão, a felicidade, a alegria, a amizade, tudo tem que acontecer agora, porque eu não terei outra chance. A finitude me oferece a melhor vida. De concreto mesmo, só o agora. É no agora que a gente tem que colocar a intensidade da vida.”
Com ingressos esgotados para as duas apresentações em Salvador neste final de semana, Paulinho Moska revelou ao site que promete voltar para a capital em um futuro próximo. “Tá na hora de eu ir mais para a Bahia, né?”, disse aos risos, mas com firmeza para cumprir a promessa.
A festa Quintal Du Samba, que acontecerá em Salvador neste final de semana, ganhou um novo local.
O evento, que será realizado no sábado (9), e tinha como endereço a Igreja e Convento de Santa Clara do Desterro, em Nazaré, agora irá acontecer no Porto Salvador, no Comércio.
A mudança acontece por questões de logísticas, já que no mesmo dia, a capital baiana receberá o jogo Bahia x Fluminense, pela 19º rodada do Campeonato Brasileiro, na Fonte Nova.
"Ser o maior samba itinerante da cidade tem seus percalços. Mas até nas dificuldades, o próximo vai ser sempre o melhor! Sábado temos encontro marcado no Porto Salvador", informou a equipe.
A festa contará com shows de Mary Correia, do cantor e compositor Diggo com o projeto 'PagoDiggo', além do show de Beto Jamaica com o projeto 'Movimento do Beto'.
O público também poderá curtir a discotecagem de Gabi da OXE, que comandará o esquenta e irá agitar o espaço nos intervalos de cada banda.
O ‘Quintal du Samba’ é uma realização da LABentretenimento, Pinguim ICE e Isé; e conta com o patrocínio da Beefeater London, Amstel, Pernod Ricard e Raízen Açaí. Os ingressos estão sendo vendidos no site Bilheteria Digital e custam R$ 85 no 4º lote.
O samba de roda e o partido alto darão o tom do sábado (9) no Convento da Santa Clara do Desterro, com mais uma edição da festa 'Quintal Du Samba'.
A festa, que se tornou queridinha entre o público soteropolitano, contará com atração de Sergipe para agitar o evento, que terá ainda apresentações de do Movimento do Beto e do PagoDiggo.
Antes do samba rolar, a DJ Gabi da OXE comanda o esquenta a partir das 18h, retornando durante os intervalos entre artistas e no ‘after’ da edição.
A estreante da vez, que sobe ao palco às 19h, é a cantora sergipana Mary Correia, que abre a roda de samba em 360º, cantando os clássicos do pagode romântico e do samba-canção brasileiro.
Na sequência, é a vez do cantor e compositor Diggo agitar a festa, e a última atração com banda será do veterano Beto Jamaica, com o projeto Movimento do Beto, ao lado de Jean Oliver, Negão Jamaica, Pagode da Choca, Caboquinho e Juninho Movimento.
Os ingressos para a festa estão sendo vendidos no site Bilheteria Digital, e custam R$ 80 no terceiro lote.
A capital baiana receberá no próximo dia 15 de agosto o show da banda cuiabana Vanguart, um dos nomes mais expressivos da música alternativa brasileira.
Com a turnê “Dois Cantos”, o grupo se apresenta em Salvador no Teatro Jorge Amado, a partir das 19h, em formato acústico e intimista, sendo a primeira cidade do Nordeste a receber o evento.
Os músicos Hélio Flanders e Reginaldo Lincoln se revezam entre voz e instrumentos como violão, bandolim, trompete, gaita e piano, em interpretações que ressaltam a poesia e o som folk característico do Vanguart.
Para a banda, essa nova proposta consegue convidar o público a uma imersão nas histórias, melodias e emoções que marcaram gerações.
No repertório, canções emblemáticas como Semáforo, Oceano Rubi, Meu Sol e Demorou pra Ser ganham versões acústicas e emocionantes. “Sempre funcionou para nós esse formato mais despojado, onde as canções saltam à frente dos arranjos, com urgência”, diz Hélio.
“A existência dessas músicas se confunde com a nossa própria, e sentir que o público as reverbera com tanta intensidade é de uma grandeza imensurável”, completa Reginaldo.
Os ingressos estão sendo vendidos no Sympla e custam a partir de R$ 55.
O projeto ‘Imersão Som por Elas’, promovido pela plataforma Pagode por Elas, realiza a segunda edição neste sábado (26), a segunda edição com atividades formativas gratuitas para mulheres que atuam na indústria musical, com foco especial na gestão de carreira, financeira e de eventos.
A programação, que acontecerá no Espaço Xisto Bahia, em Barris, às 14h, inclui oficinas e mesas de debate, e um dos destaques é a participação da empresária da música e produtora cultural Marcela Silva, que ministrará a Oficina de Gestão de Carreiras e participará do debate sobre "Sustentabilidade Criativa de Carreiras e Projetos Independentes". As inscrições podem ser feitas no site Sympla.

Natural de Inhambupe, Bahia, Marcela é reconhecida por sua experiência em gestão artística e produção cultural. Com formação em Administração de Empresas, especialização em Finanças e MBA em Marketing e Planejamento Estratégico, ela tem se destacado na cena cultural baiana por seu trabalho com artistas negros, periféricos e da comunidade LGBTQIAPN+.
A trajetória da produtora inclui a produção e articulação da programação musical do Salvador Black Film Festival em 2019, a participação no projeto "Pocket da Virada", e a gestão de artistas como Melly, Nêssa e Felipe Barros. Atualmente, Marcela gerencia as carreiras da cantora Cinara, indicada ao Prêmio R&B Brasil, e do cantor e compositor Zai.
"Esses trabalhos consolidaram minha atuação na gestão artística e abriram caminho para projetos mais autorais e estruturantes", afirma Marcela. "Hoje, à frente dessas produções, sigo fortalecendo narrativas que ressignificam o mercado da música brasileira com afeto, estratégia e representatividade."
Ainda na programação do evento, as participantes terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos na Oficina de Gestão de Eventos Complexos e na dinâmica de Gestão Financeira para Negócios da Música, além de debaterem sobre Projetos Criativos e Artísticos.
Deixar a Bahia para conseguir tocar nas rádios de todo o Brasil não é mais uma necessidade para quem vive de música. A realidade é outra, ainda que em passos lentos, mas já é percebida por quem precisou fazer este caminho para conquistar o país.
Convidada do 'Negritudes', evento promovido pela Globo em Salvador nesta quinta-feira (24), a cantora Luedji Luna fez uma análise do cenário atual da música baiana e aponta uma evolução quando se fala em exportar a música para o país.
Ao Bahia Notícias, a artista relembrou que precisou sair do estado para conquistar o espaço que ocupa atualmente, mas percebe que novos nomes estão fazendo um outro caminho e que tem dado bons frutos.
"Eu precisei sair de Salvador para fazer a música que eu faço. E hoje a gente tem, por exemplo, a Melly, que mora aqui em Salvador e faz uma música que só ela faz, muito original, com várias referências, com referência de Bahia, com referência da diáspora negra norte-americana, na R&B, etc, rap. Então, sim, eu acho que em passos lentos, mas sim, houve muita mudança", contou.
No evento, a artista divide espaço com outros grandes nomes da potente música baiana, como Melly, com quem ela pensa em uma parceria musical, e Mariene de Castro.
Mas, para além do palco no debate desta quinta (24), Luedji irá dividir o palco na música com outros nomes em um show gratuito para o público em Salvador que acontecerá no domingo (27), e contará com a participação de Larissa Luz, Majur, Mariene de Castro e Rachel Reis.
Ao BN, a cantora celebrou o convite feito por Larissa, que dirigiu o projeto e reuniu a força feminina baiana, algo que é forte para Luedji em seu discurso musical e pessoal.
"Eu acho muito bonito a gente poder ter como referências as nossas contemporâneas e perceber que a gente faz parte de uma geração muito rica que está conseguindo se realizar. Uma geração de mulheres negras que estão conseguindo prosperar na música, se realizar, ter visibilidade em várias áreas. Eu fico muito feliz, muito honrada de estar participando desse show e de fazer parte dessa geração, que é uma geração assim, que eu digo que é continuidade, sabe? Continuidade de uma história anterior à nossa."
O Lollapalooza Brasil anunciou nesta terça-feira (22) as datas da edição de 2026 do festival. Mais um ano sendo realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o evento acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de março.
Outra grande novidade anunciada para o público foi uma nova modalidade de ingressos. De acordo com a organização do festival, a modalidade 'LollaLovers' foi pensada na experiência do fã que quer curtir os 3 dias de evento.
O LollaLovers é uma entrada pessoal, limitada a um ingresso por CPF, e intransferível. Além da isenção da taxa de conveniência e do valor mais acessível para o evento, a modalidade contará também com acesso preferencial ao festival, 20% de desconto na compra antecipada de bebidas pelo aplicativo oficial e um pôster comemorativo do Lollapalooza Brasil 2026.
Será possível adquirir também o Lolla Pass, o passe para os 3 dias de festival. Os ingressos estão sendo vendidos no site da Ticketmaster Brasila partir de R$ 792.
Na última edição, o Lollapalooza Brasil trouxe ao público shows de Olivia Rodrigo, Justin Timberlake, Alanis Morissette, Shawn Mendes, Jão, Tate McRae, Benson Boone, Jovem Dionisio, Terno Rei, Marina Lina, Inhaler e outros.
A grade de atrações da edição de 2026 deve ser anunciada nos próximos meses.
A cantora Marília Mendonça completaria 30 anos nesta terça-feira, 22 de julho, se não fosse uma das vítimas do trágico acidente aéreo que vitimou outras 4 pessoas em novembro de 2021.
Eterna em suas músicas, a artista, que se transformou na Rainha da Sofrência, deixou um legado impactante para a música brasileira.
De acordo com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, a artista tinha 349 obras musicais registradas e 520 gravações cadastradas no banco de dados.
A música 'Todo Mundo Menos Você', em parceria com Maiara e Maraisa, lidera o ranking de execuções públicas no país, incluindo rádios, shows e eventos.
Enquanto a canção 'O que Falta em Você Sou Eu', com 26 regravações, é a obra mais reinterpretada por outros artistas.
Segundo o Ecad, entre as músicas mais tocadas da cantora estão 'Presepada', 'Troca de Calçada', e 'Infiel', que também é uma das mais regravadas.
Já nessa lista de regravações, chama a atenção músicas que a sertaneja fez para outros artistas, como 'Calma', popularizada na voz de Jorge e Mateus, e 'Cuida Bem Dela' ou 'Faça Ela Feliz', gravada pela dupla Henrique e Juliano.
Confira lista completa das músicas mais regravadas
1- "O Que Falta em Você Sou Eu" – Marília Mendonça / Del Vecchio / Juliano Tchula / Frederico Nunes
2- "Infiel" – Marília Mendonça
3- "Até Você Voltar" – Marília Mendonça / Juliano Tchula
4- "Faça Ela Feliz" – Marília Mendonça / Maraísa / Daniel Rangel / Juliano Tchula
5- "De Quem É a Culpa" – Marília Mendonça / Juliano Tchula
6- "Calma" – Marília Mendonça / Elcio di Carvalho / Fred Willian / Daniel Gustavo
Confira lista completa das músicas mais tocadas em shows:
1- "Todo Mundo Menos Você" – Marília Mendonça / Maiara / Maraísa
2- "Presepada" – Marília Mendonça / Maraísa
3- "Troca de Calçada" – Marília Mendonça / Vitor / Juliano Tchula
4- "Infiel" – Marília Mendonça
5- "A Flor e o Beija-Flor" – Marília Mendonça / Juliano Tchula
6- "De Quem É a Culpa" – Marília Mendonça / Juliano Tchula
7- "Até Você Voltar" – Marília Mendonça / Juliano Tchula
8- "Quero Você do Jeito que Quiser" – Maiara / Marília Mendonça / Maraísa
9- "Faça Ela Feliz" – Marília Mendonça / Maraísa / Daniel Rangel / Juliano Tchula
10- "Rosa Embriagada" – Marília Mendonça / Juliano Tchula
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Quem bate o martelo é o governador".
Disse senador Jaques Wagner (PT) ao recuar do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.