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A cantora galesa Bonnie Tyler, conhecida por sucessos como ‘Total Eclipse of the Heart’ e ‘It’s a Heartache’, teve a morte confirmada pela equipe na manhã desta quinta-feira (9), aos 75 anos.
Por meio de comunicado, a equipe da estrela da música dos anos 80, afirmou que a artista não resistiu a uma doença que estava tratando nos últimos meses, e acabou vindo a falecer na última quarta-feira (8), em um hospital de Portugal, onde estava internada desde abril deste ano.
"A família e a equipe de Bonnie estão profundamente consternadas em informar que Bonnie faleceu inesperadamente na noite passada, em um hospital de Portugal, em decorrência da doença pela qual estava sendo tratada. Divulgaremos um novo comunicado em breve, mas, por enquanto, pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste momento de profunda tristeza", diz a nota.
Bonnie estava internada desde maio em um hospital em Portugal, onde passou por uma cirurgia intestinal de emergência e foi colocada em coma induzido para auxiliar em sua recuperação.
A cantora chegou a deixar o coma, porém, de acordo com um porta-voz de Bonnie, ela permanecia muito debilitada.
SOBRE BONNIE TYLER
Batizada como Bonnie nos holofotes, Gaynor Hopkins ficou reconhecida na música por seu timbre rouco, resultado de uma quebra de recomendação médica, e por performances dramáticas. Destaque dos anos 80, a cantora circulou entre o country rock e o rock operático.
Um dos principais sucessos da cantora foi o hit ‘It’s a Heartache’, no fim dos anos 1970. Depois disso, a cantora estourou com diversas canções no top das paradas a exemplo de ‘Holding Out for a Hero’,m.
Nos anos 80, Tyler se tornou a primeira artista feminina britânica a estrear um disco diretamente no topo da parada do Reino Unido. A cantora também permanece como a única artista galesa a ter um single no número um da UK Singles Chart.
Em 2022, a artista desembarcou em Salvador para um show na Concha Acústica do TCA. A apresentação histórica celebrou os 50 anos de carreira da artista.
Um registro de Wagner Moura compartilhado nas redes sociais, deixou o público encantado com o talento do baiano para além da atuação.
A jornalista Simone Zuccolotto postou no perfil do Instagram um vídeo de Wagner cantando a música 'Vingança', e Lupicínio Rodrigues, ao lado do músico português António Zambujo.
O desempenho do baiano rendeu elogios dos internautas. "..e ainda é seresteiro! Sandra é uma mulher de sorte!", escreveu uma fã em referência a esposa do ator. "Já é lindo e talentoso. Cantando Lupícinio arrasa", disse outra. "Além de ser um ator de um talento absurdo, agora nos emociona interpretando, com competência, grandes clássicos da MPB", comentou um internauta.
A música não é uma novidade para Moura. O artista chegou a integrar uma banda nos anos 90, quando ainda vivia em Salvador, o grupo Sua Mãe, que misturava o rock com o brega.
Wagner já surgiu cantando a música 'Rita', do cantor e compositor baiano Tierry, no 'Altas Horas'. E em uma outra ocasião, já se apresentou ao lado de Dado Villa Lobos e Bonfá em uma homenagem ao Legião Urbana.
Não teve hexa para Neymar com a Seleção Brasileira, mas eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, ainda que com a pior campanha do time na era moderna, rendeu para Neymar, diversas homenagens nas redes sociais, e até uma canção.
O atleta foi homenageado por Claudia Leitte no Instagram após marcar o único gol do Brasil na partida contra a Noruega, um pênalti nos acréssimos. Na postagem, a cantora fez questão de exaltar a carreira do atacante e o colocou na mesma prateleira de Pelé.
"O maior artilheiro da história da seleção brasileira; o único brasileiro a fazer gols em 4 Copas do Mundo, junto ao Pelé; campeão da Copa das Confederações em 2013 e protagonista da conquista inédita do ouro olímpico nos Jogos Rio 2016."
Para a cantora, Neymar é um grande exemplo para jovens do Brasil e segue inspirando uma geração.
"A sua taça não foi a da Copa. A sua taça é a de quem acorda todo dia e luta contra todas as forças que tentam te paralisar, de quem cai e levanta, de quem se recupera de inúmeras lesões, de quem continua mesmo sem precisar. Tudo isso porque tem um MOTIVO. E isso representa muito para todos nós, brasileiros. Somos feitos de garra, assim como você."
Ao fim do jogo no domingo (5), Neymar chegou a falar na beira do campo que sua história com a Seleção Brasileira tinha chegado ao fim. O anúncio oficial, no entanto, ainda não foi feito.
Vale lembrar que na Copa de 2030 Neymar terá 38 anos, sendo mais jovem do que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, por exemplo, que disputam a última Copa em 2026, com 39 e 41 anos respectivamente.
O jogador mais velho da Copa do Mundo deste ano foi o goleiro escocês Craig Gordon, com 43 anos. Outros atletas mais velhos também se despediram do Mundial em 2026, como Guillermo Ochoa (México), Luka Modri? (Croácia) e Manuel Neuer (Alemanha), todos com 40 anos.
Os músicos Ricardo Nunes e Tilson Santana, intergantes da banda Diamba, ícone do reggae na Bahia, expuseram nas redes sociais um conflito judicial com Duda Sepúlveda, vocalista e compositor do grupo, envolvendo a marca Diamba.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ricardo afirma chegou a tentar uma conciliação para reaver a marca Diamba, nome do grupo criado há cerca de 30 anos, no entanto, não tiveram um retorno positivo do ex-companheiro de grupo.
"Hoje, coincidentemente no dia do meu aniversário, a gente teve uma audiência, uma tentativa de conciliação com relação à nossa propriedade, que é a marca Diamba. Fizemos todo um planejamento para que fosse tudo da forma justa, correta e verdadeira como tem que ser. Todas as pessoas sabem que nós somos fundadores da banda desde 1996, além de investidores e sócios. Entretanto, nos foi dito pela outra parte, que se diz a única dona da marca Diamba, que não tem e não haveria acordo", contou.
Segundo Ricardo, desde o início da disputa judicial com Duda, as atividades da banda estão parada. O músico afirmou que se sentiu na obrigação de dar um retorno aos fãs por tudo ter acontecido de forma repentina.
"A gente passou muito tempo sem falar com vocês e sem explicar os porquês da banda ter parado. Só houve um depoimento do antigo cantor, né? Mas estamos aí e vamos levar para frente. Acreditamos na Justiça e sabemos que o que está sendo colocado para a gente não é o certo e eu espero que o senso comum faça valer aquilo que é verdade e que é justo", disse.
O apelo feito pelos músicos ganhou força nas redes sociais e o apoio de páginas como o perfil Amo a História de Salvador, que tem mais de 300 mil seguidores no Instagram. "Renato, meu irmão, siga firme nessa batalha: a Diamba também é sua. Você não está só: quem te conhece sabe que você dedicou a sua vida à Diamba e a trajetória da banda tem parte importante e essencial da sua alma. Tenha certeza que todos os seus amigos, amigas, familiares e fãs estão ao seu lado nessa trincheira", afirmou o dono da página, Louti Bahia.
O Bahia Notícias buscou a defesa de Duda Sepúlveda para falar sobre a situação exposta por Ricardo, no entanto, o advogado que representa o artista afirmou que só se manifestaria sobre a situação através dos autos.
Na postagem feita pela página 'Amo a História de Salvador', o advogado Rodrigo Moraes, professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UFBA e responsável pelo caso de Duda, afirmou ter "plena convicção de que meu cliente é o titular da marca Diamba e que a verdade será esclarecida".
O multiartista Carlinhos Brown embarca nesta semana para a África, mais especificamente no Marrocos, para uma apresentação mais que especial. O baiano retorna, depois de nove anos, ao Festival D'Essaouira Gnaoua - Musiques du Monde, que acontece na cidade de Essaouira no dia 27 de junho. Brown promete levar os ritmos vibrantes e a energia única da Bahia para além do Atlântico nesse festival que destaca a importância da cultura local.
O festival foi criado em 1998 e acontece anualmente, celebrando a música gnaoua (gnawa) por meio de fusões sonoras com artistas globais, promovendo também encontros inéditos entre os maâlems, que são mestres da música Gnaoua, com artistas internacionais. O evento acontece entre os dias 25 e 27 de junho, e a apresentação do baiano do Candeal será o encerramento.
Brown, no palco, receberá o músico marroquino Hamid El Kasri, repetindo a parceria que aconteceu em 2017. O artista, acompanhado por sua banda, interpretará alguns dos seus diversos sucessos, como "A Namorada" e "Carlito Marron". Além disso, a expectativa de canções da época do grupo Tribalistas também é esperada, como "Velha Infância" e "Já sei Namorar".
Na véspera do show, no dia 26, Brown participará do ARBRE À PALABRES, uma das ações que integram o festival, no Institut Français d'Essaouira, onde dividirá com o público um pouco sobre a sua trajetória.
A cantora iraniana Parastoo Ahmadi, 29, foi condenada a 74 chibatadas por se apresentar sem hijab em uma live. De acordo com o jornal The Guardian, além da cantora, oito membros de sua equipe de produção podem sofrer a mesma punição.
O vídeo em questão foi transmitido ao vivo em 2024, no canal do YouTube da artista, na ocasião, Parastoo Ahmadi apresentou a canção patriótica "Az Khoone Javanane Vatan" ("Do Sangue da Juventude da Pátria", em tradução livre) sem hijab.
Na época, ela e outros músicos foram detidos pela conduta e após ser liberada da prisão, as autoridades abriram um processo formal pela publicação do vídeo. Documentos judiciais indicam que eles estão proibidos de exercer qualquer atividade artística por dois anos. De acordo com o tribunal de Qom, a apresentação ofendeu a moral pública.
A diretora de defesa do Centro para os Direitos Humanos no Irã, Bahar Ghandehari, criticou a punição. "É mais um lembrete de que a situação dos direitos humanos no Irã não mudou, apesar da campanha de propaganda das autoridades iranianas durante a guerra, que visava melhorar sua imagem", enfatizou.
Além de não poder exercer qualquer atividade artística, a cantora está proibida de deixar o país.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) está com inscrições abertas para o curso técnico subsequente gratuito em instrumento musical, na capital baiana. Os candidatos interessados têm até o dia 3 de julho para efetuar a inscrição, que deve ser realizada exclusivamente de forma online, por meio do site oficial da instituição.
A seleção dos novos estudantes será feita com base na análise de um vídeo, que os candidatos devem enviar no ato da inscrição. O curso é realizado em parceria com a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A formação possui regime semestral, com sistema de matrícula por disciplina e uma duração mínima de três semestres.
As atividades pedagógicas serão realizadas no Campus do IFBA (bairro do Barbalho), na Reitoria do IFBA (bairro do Canela) e na Escola de Música da UFBA (também no bairro do Canela). A divisão de vagas é a seguinte:
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Baixo elétrico: 1 vaga
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Bateria: 1 vaga
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Clarinete: 2 vagas
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Contrabaixo acústico: 1 vaga
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Fagote: 3 vagas
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Flauta: 2 vagas
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Percussão: 2 vagas
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Piano/Teclado: 4 vagas
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Trombone: 1 vaga
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Trompa: 2 vagas
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Trompete: 1 vaga
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Viola: 2 vagas
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Violão: 4 vagas
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Violino: 2 vagas
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Violoncelo: 2 vagas
O famoso totem do cantor Michael Jackson na varanda onde ele gravou cenas de "They Don't Care About Us" no Pelourinho em 1996 ganhou um substituto.
Essa renovação foi proposta pelo influenciador digital Binho Gomes da Silva, que, depois de perceber o desgaste causado pelo tempo, decidiu agir. A antiga estrutura estava danificada em decorrência da constante exposição ao sol e à chuva. A substituição é feita de acrílico com a intenção de oferecer mais resistência e possui 1,80 de altura, sendo desenvolvida a partir de uma restauração da imagem original, sendo instalada no último dia 9 de junho.
"Meu muito obrigado a todos que apoiaram, incentivaram e demonstraram carinho por essa iniciativa. Ver esse espaço renovado é uma forma de preservar a memória, a cultura, o turismo e a história que fazem parte de Salvador", afirmou Binho. O influenciador ressaltou a importância de não deixar para amanhã aquilo que pode fazer hoje, afirmando que foi exatamente isso que ele fez.
A iniciativa busca também preservar um dos símbolos mais emblemáticos ligados à passagem de Michael Jackson por Salvador, além de fortalecer a experiência dos turistas, considerando que é um ponto bastante procurado por quem visita a cidade.
Michael Jackson veio a Salvador em fevereiro de 1996 para a gravação do videoclipe de "They Don't Care About Us", dirigido por Spike Lee. Desde então, a varanda onde o artista apareceu se tornou um dos lugares mais procurados pelos fãs que passam pelo Centro Histórico.
Ivete Sangalo anunciou nesta quarta-feira (3) que planeja lançar um novo álbum de estúdio ainda neste ano. A cantora compartilhou a notícia nos stories do Instagram, durante uma dinâmica de perguntas e respostas com seus seguidores.
Na ocasião, um seguidor perguntou se a artista pensava em fazer um álbum de estúdio, ao que a cantora respondeu: "Eu tô, sabia? Eu sei que vocês gostam, eu também gosto e eu já fiz muita coisa ao vivo. Meus últimos projetos foram todos ao vivo; eu quero fazer, sim, um disco de estúdio".
A cantora completou, afirmando que gostaria que fosse lançado ainda este ano e que já estaria compondo e ouvindo materiais para imaginar como seria o projeto. "Eu quero fazer um álbum inteirinho, bem lindo, bem montado, com uma história bem contada, com muita música boa, muita composição boa, e vocês vão amar."
A cantora Maraisa, da dupla com Maiara, interrompeu uma apresentação no Espírito Santo no último final de semana, após perceber que uma pessoa da plateia estava com um laser voltado para o palco.
Irritada com a situação, a artista de 38 anos parou a apresentação na 20ª Festa do Café de Vila Valério, para pedir a retirada da pessoa do espaço.
Amo essa skin da Maraisa que coloca sem noção no lugar dele pic.twitter.com/AP4Ii6hWb0
— Patty • (@Patriciakad) May 31, 2026
"Cara, não tem por que colocar laser na cara das cantoras, e não tem por que colocar laser no drone para derrubar em cima das pessoas e machucar. Então, se não sabe usar, se retire! A mulherada aqui é brava mesmo!", declarou.
Maraisa estava longe da irmã por quase uma semana após a artista passar cinco dias em um retiro espiritual em maio. As irmãs voltaram a se apresentar no final de maio e retomaram a sintonia com o show especial do novo álbum da dupla.
A Prefeitura de Uauá, no Nordeste da Bahia, anunciou o cancelamento dos festejos de São João na cidade em 2026. Por meio de uma transmissão ao vivo, realizada na última quinta-feira (28), pelo prefeito Marcos Lobo, foi comunicado a suspensão da festa devido a questões sanitárias.
De acordo com o gestor municipal, a decisão foi tomada diante do agravamento do cenário sanitário enfrentado pelo município, principalmente em razão da epidemia de dengue, além das dificuldades financeiras enfrentadas pela administração pública.
"Infelizmente, com o estado de epidemia, ficamos impossibilitados de realizar alguns contratos, fazer algumas contratações, o que nos levou a suspensão do São João de Uauá. Obviamente, pelo município ter entrado em estado de epidemia, as despesas se elevaram. [...] Nossa responsabilidade com o povo de Uauá é manter os serviços básicos do município, tendo em vista o estado de epidemia, a queda de receita do município, nós temos que tomar todos os cuidados para que o município não seja mais prejudicado."
Lobo reforçou que a prioridade do município é com a folha de pagamento dos funcionários, o pagamento dos médicos, medicamentos, mas garantiu o apoio as festas religiosas.
Apesar do cancelamento da festa, a gestão decidiu manter a realização da tradicional Festa do Dia do Vaqueiro, no dia 22 de junho, e as comemorações do centenário de Uauá, celebrado em 9 de julho.
"A gente já vinha conversando com as pessoas, já tinhamos preparado para as dificuldades, são muitos avanços no nosso município, muitas coisas realizadas, obviamente, a suspensão do São João é dolorosa para nós, entendemos as pessoas que realmente esperam essa data do São João. Para nós, o São João nunca foi gasto, foi investimento, mas perdemos a capacidade esse ano, principalmente por conta da epidemia."
A cantora Manu Bahtidão, de 40 anos, revelou ter passado por uma cirurgia íntima para o "reparo" de um incômodo antigo. Nas redes sociais, a artista conversou com os fãs e falou sobre o procedimento, uma ninfoplastia seguida de um preencimento na região íntima.
Segundo Manu, todo procedimento durou cerca de 20 minutos e foi indolor. "Era um desconforto muito grande pra mim. E agora resolvemos", desabafou a artista.
A artista explicou que o plano inicial era apenas o preenchimento, no entanto, após a avaliação médica na clínica de estética, foi recomendado a ninfoplastia, que consiste na redução dos pequenos lábios vaginais.
“Eu não gosto de usar calcinha. Eu uso pouquíssimo, porque fica pegando, me incomoda muito. Essa cirurgia vai resolver todos os meus problema", revelou.
A cantora Larissa Mello fez um desabafo nas redes sociais após ter o projeto 'Aviões da Minha Voz', onde fazia uma homenagem a banda Aviões do Forró, proibido de ser trabalhado nas plataformas digitais. Em um vídeo compartilhado no Instagram, a cantora revelou que recebeu uma notificação para remover o conteúdo.
Segundo Larissa, a ideia com o projeto lançado em abril deste ano era homenagear o grupo: "Eu poderia ter escolhido qualquer repertório, qualquer outra banda para homenagear, porque foi esse meu intuito, homenageando Aviões do Forró, essa banda que eu sempre admirei".
Em entrevista ao podcast Elas em Cena, das irmãs Dani, Gabrielle e Nanda Brito, Larissa falou sobre a situação. "A gente não foi notificado pelo Aviões, pelo amor de Deus. Tem mais a ver com os compositores das músicas. Meu interesse não era ganhar dinheiro em relação a isso. Pode ter sido inocência minha", disse.
Dias após o lançamento do DVD nas plataformas digitais, a equipe da artista recebeu uma notificação extrajudicial solicitando a remoção do conteúdo das plataformas por não ter a autorização para monetização do álbum.
"Eu recebi uma notícia ontem, que não foi nada agradável. Eu sempre admirei Aviões do Forró, é uma história que eu sempre respeitei. É uma história que eu me inspirei, foi uma bada que eu cantei a minha vida inteira, desde que eu mentendo por gente, desde que eu me entendo por cantora [...] Infelizmente nós recebemos uma notificação, quando vocês procurarem aí talvez Aviões na Minha Voz não vai estar mais nas plataformas, porque interferiram, suspenderam."
Larissa conta que investiu no conteúdo com verba própria e não tinha pensado no projeto como algo para monetizar, mas sim, para homenagear a banda. Apesar de afirmar que não ganharia dinheiro com o especial, a cantora cita no vídeo que esse seria o show que rodaria com ela no período do São João.
"As coisas já são tão difíceis, a gente, como artista independente, a gente gastou o que tinha e o que não tinha pra fazer esse projeto, eu escolhi a dedo, eu fiz tudo. Não foi um projeto pensado assim, sabe? Para ganhar dinheiro em cima disso. Eu sonhei com esse projeto, eu me lembro como se fosse hoje a gente ouvindo Aviões do Forró no carro."
A artista revelou que chegou a receber a aprovação de um dos ex-músicos de Aviões, Riquelme, que agora acompanha Xand Avião, então, entendeu que estava no caminho certo com o projeto. "Eu não imaginei [que aconteceria isso] porque foi no intuito de homenagear essa banda. Eu sou fã, só sou uma artista pequena. Então, não passou na minha cabeça a possibilidade de barrarem esse projeto".
Nos comentários, artistas consolaram a artista e deram dicas, a exemplo de Cristian Bell, que além de ser influenciador é compositor e empresário. "Geralmente são editoras detentoras das obras que fazem isso, muito difícil ter algo com escritório ou os artistas. Mas tenta regularizar com os autores das músicas que só isso já dá certo. Boa sorte, Deus abençoe", escreveu o blogueiro
Prestes a estrear a nova fase do projeto 'PaGGodin', Léo Santana fez um desabafo nas redes sociais sobre a saúde, o que preocupou os fãs. Mas, antes de qualquer alarde, o pagodeiro fez questão de garantir que está se cuidando, especialmente para a chegada do novo herdeiro, o pequeno Levi.
O artista contou que precisou adaptar alguns treinos para ter mais atenção com a lombar, que se tornou uma preocupação na última semana.
??Léo Santana revela procedimento médico às vésperas de estreia de novo projeto em Salvador
— Bahia NotÃcias (@BahiaNoticias) May 21, 2026
Confira?? pic.twitter.com/SC38qmN9LB
“Me sinto um atleta de alta performance. Acabei de treinar, fiz minha refeição, agora estou cuidando da minha lombar, que tá cansada não, tá além. É semana de PaGGodin, então preciso estar zerado. A lombar nesses últimos dias tem me incomodado muito, muito mesmo", disse.
Léo revelou que precisou buscar auxílio profissional para não ter problemas maiores e foi submetido a uma infiltração, isto é, um procedimento minimamente invasivo que consiste na aplicação de medicamentos diretamente no local exato da dor ou compressão nervosa.
"Eu tô fazendo fisioterapia, fiz infiltração por sinal, tive que me render a infiltraçãoo", contou.
Ainda sem previsão de nascimento para o pequeno Levi, o próximo grande compromisso do GG é a reestreia do PaGGodin, que contará com duas datas em Salvador, 23 e 24 de maio, no Museu de Arte Moderna da Bahia.
A edição de 2026 da República do Reggae já tem data confirmada para acontecer e atrações definidas para o maior evento dedicado ao gênero na América Latina.
O festival acontecerá no dia 28 de novembro e repete a dose no WET, na Paralela, com shows de quatro grandes nomes do reggae, Ponto de Equilíbrio, Edson Gomes, Duane Stephenson, que fará um tribuno a Gregory Isaacs e o ícone internacional Alpha Blondy.
Para a edição deste ano, o evento contará com três setores: Arena, Lounge e Backstage. O Backstage garante acesso exclusivo tanto ao Lounge quanto à Arena, oferecendo uma experiência mais completa e privilegiada. Já o Lounge também dá acesso à Arena.
Os ingressos estão disponíveis nos Balcões Pida dos shoppings Paralela, Piedade e Salvador Shopping ou nas lojas da Ticket Maker no Shopping da Bahia, Paralela e Parque Shopping Bahia, e no site Bora Tickets, e custam a partir de R$ 99.
Após 45 anos de carreira, a pergunta que se faz a um artista de longa estrada é: ainda tem algo que você gostaria de fazer? Para quem é inventivo como Lazzo Matumbi, que segue em plena forma aos 69 anos dominando os palcos, um desejo antigo ainda falta se materializar.
O artista, uma das vozes mais marcantes da música afro-baiana, que só em 2026 já se apresentou em diversos formatos para o público, o último deles sendo o projeto "Lazzo Junino", com clássicos do forró, revelou em entrevista ao Bahia Notícias que tem o desejo de dar voz a um projeto que foi "vetado" ainda no início da carreira.
Reconhecido por reforçar a importância da ancestralidade em suas canções, está nos planos de Matumbi presentear o público com um álbum de samba, estilo musical que voltou a estar entre os ritmos mais consumidos no Brasil de forma mainstream.
Foto: Instagram
Porém, diferente do samba comercial, a ideia do artista é voltar às raízes e fazer o samba que, antigamente, era visto com maus olhos.
"Eu comecei no samba. Mas aí, em um determinado momento, eu saí do samba por conta da forma que a sociedade, digamos assim, o show business olhava para o samba. [Era] de uma forma muito discriminatória, muito racista, muito preconceituosa."
Com a maturidade adquirida na carreira, Lazzo conta que percebeu que o preconceito do mercado era justamente com a essência do estilo, que valorizava o que vinha do povo preto — algo que, com muita luta, conseguiu ter um espaço, ainda que não seja o ideal.
"Quando eu mergulhei nisso, eu entendi que esse preconceito era 'simples', é um preconceito contra África e as tuas histórias, a tua cultura. Graças a Deus que hoje, nos dias de hoje, o samba chegou num patamar que todos abraçaram, inclusive pessoas que não estão muito ligadas à questão cultural, mas abraçam o samba. Então assim, ainda bem que o samba chegou nesse patamar super maravilhoso, mas eu fico devendo para mim mesmo a uma hora dessa fazer um disco só de samba. Isso é uma promessa para mim."
Ao final de maio, Lazzo apresenta ao público soteropolitano mais uma edição do projeto "Lazzo canta Melodia", já conhecido e ovacionado, com uma sessão especial no Teatro Sesc Casa do Comércio.
Em julho, o artista volta ao palco com o show "Matumbi canta a Bahia", com direção artística de Manno Góes e direção musical de Ubiratan Marques. O projeto, que será transformado em um audiovisual, trará em seu repertório um pouco do sonhado samba que o artista quis fazer no início da carreira, mas com um toque da nova geração.
A proposta é construir uma narrativa musical que evidencia a força e a diversidade da cultura da Bahia, sob a interpretação singular de Lazzo, acompanhado de nomes como Pitty, Larissa Luz, IZA, Liniker e BaianaSystem.
"Eu sou eterno aprendiz. Então assim, poder trocar com a galera mais jovem é puro aprendizado. Eu vejo hoje, essa minha troca com a juventude tem a ver exatamente com isso, as pessoas reverenciam o que veio antes, e eu sinto que eu ensino e aprendo com eles. É uma troca super sadia, super valiosa que para mim é só aprendizado. Eu quero estar colado com eles."
Os ingressos para os dois shows estão sendo vendidos no Sympla. O "Lazzo canta Melodia" acontecerá no dia 30 de maio, às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio e os ingressos custam a partir de R$ 40. Enquanto o "Matumbi canta a Bahia" será apresentado no dia 24 de julho na Concha Acústica do TCA, a partir das 18h30, e os ingressos custam a partir de R$ 70.
O documentário que conta a história da turnê de reunião da banda britânica Oasis ganhou data de estreia após meses de rumores. A Disney será responsável pela distribuição do filme em um circuito limitado, com lançamento previsto para 11 de setembro deste ano.
Dirigido por Steven Knight, criador das séries “Peaky Blinders” e “House of Guinness”, essa será a primeira vez que veremos Liam e Noel Gallagher em uma entrevista conjunta em cerca de 25 anos. “Quis contar a história dos irmãos e do grupo, mas também dos fãs cujas vidas foram transformadas pela música”, afirmou o diretor. Os irmãos são notórios por possuírem uma má relação um com o outro, deixando de se falar em 2009 após o fim da banda e voltando apenas em 2025 para a turnê de reconciliação.
O documentário promete reunir imagens de ensaios, bastidores da turnê, shows, além de mostrar a relação dos irmãos depois de anos de afastamento e o impacto nos fãs do grupo. O retorno do Oasis foi considerado um dos maiores acontecimentos dentro do mundo da música e, segundo o diretor, a primeira versão do documentário chegou a ultrapassar 4 horas de duração, mas deve ser drasticamente reduzida para o lançamento.
A cantora Ludmilla, artista negra mais ouvida da América Latina, será uma das principais atrações do Global Citizen 2026, evento global de mobilização para o fim da pobreza extrema que acontece no Rio de Janeiro nos dias 4 e 6 de junho, como parte da primeira edição do “Rio Nature & Climate Week”.
Além da carioca, o evento contará com apresentações de Ms. Lauryn Hill e Wyclef Jean, além de YG Marley e Zion Marley. O evento é gratuito e acontece na praia de Ipanema, apresentado pelo casal Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Para conseguir ingressos existem 2 maneiras: pelo aplicativo do Global Citizen ou fazendo ações voluntárias realizadas pela organização.
A Rio Nature & Climate Week é uma iniciativa que reúne líderes, a sociedade e organizações para pensar em maneiras de lidar com os desafios globais, como sustentabilidade, segurança e direitos humanos.
Quem circulou pelo Salvador Shopping na última quinta-feira (7), foi surpreendido com o show de um dos ícones do rock brasileiro. O cantor Herbert Vianna, líder da banda Os Paralamas do Sucesso, presenteou o público com um "pocket show" em uma loja de instrumentos do shopping.
A cena foi registrada por alguns fãs que passavam pelo local sem acreditar na presença do artista. "Isso que é um dia pra ser feliz, seu filho quer comprar um teclado, vai no Shopping e assiste ao vivo Herbert Vianna", escreveu Ned Santos, que foi uma das fãs a compartilhar o registro na web.
Além da música, Herbert fez questão de bater um papo com quem estava na loja e posou para fotos.
Apaixonado pela Bahia, o cantor paraibano já chegou a gravar canções com artistas do estado, a exemplo de Thathi, e um dos maiores sucessos da história de Paralamas é uma composição de Carlinhos Brown, a faixa 'Uma Brasileira'.
A última passagem dos Paralamas pela capital baiana acontecceu em novembro de 2025, com o show em celebração aos 40 anos do grupo. A apresentação foi realizada na Concha Acústica.
Cantor, compositor, multi-instrumentista e, além disso, viral na internet. Raysson Lima ganhou as redes e o coração de muita gente ao aparecer dançando no meio da rua durante a turnê do Neojiba na China. Segundo ele, essa espontaneidade fez com que a barreira da língua não fizesse diferença e tornou a experiência no país ainda mais inesquecível.
“A gente não precisa falar Mandarim, Chinês, Inglês, Espanhol… A gente precisa ser a gente! A Bahia tem muito isso, o improviso. A simplicidade, a resenha, e eu não sou nada tímido”, admitiu. O artista diz que há várias influências na sua personalidade, como o pai, Tonho Matéria, ensinando a capoeira, o seu tempo no teatro, e também a rua. “Foi a rua que me ensinou a ser gaiato, a ser zoeira, a fazer essas coisas que eu tô fazendo na China”, explicou.
Inclusive, ao Bahia Notícias, Raysson adiantou que registrou o momento em que literalmente fez os chineses pararem. No vídeo, que ainda não foi publicado, ele surge em uma praça em Xi’an, uma das cidades onde se apresentou, apenas com o som do berimbau, atraindo a atenção de todos que passavam: “É a novidade. E você ainda ver um negão diferente na China é outra coisa. Fica todo mundo olhando”.
O retorno da turnê, inclusive, impulsiona ainda mais o artista a investir em um novo e desafiador momento da sua carreira. “Meu sonho é ter minha carreira consolidada. É algo que eu sonho todos os dias e eu sei que estou caminhando pra isso. Esse ano eu vou lançar minha carreira solo. Hoje eu faço parte de projetos: Filhos do Brasil, como vocalista; Doum, com meu amigo Diggo, que está estourado com ‘Hipnotiza’; sou produtor musical do meu pai, Tonho Matéria; músico de Carlinhos Brown… E esse ano eu estou focando em mim. Essa turnê foi um ponto de partida para focar em mim e entender quem é Raysson e o que vou agregar para o mercado e pras pessoas”, revela.
Raysson ainda comentou como chegou ao grupo, do qual já fez parte quando era mais novo. Ele conta que fez uma peça de berimbau, e deixou o maestro Ricardo Castro “alucinado”. “Ele estava na Suíça, viu pelo Facebook. Eu nunca esqueço. Ele me mandou uma mensagem: ‘Tem uma peça pra você’. Eu não acreditei, levei de boa. Em 2022, teve um concurso e quem ganhou foi nosso amigo Jamberê Cerqueira, que escreveu essa peça maravilhosa”, relembrou.
Ainda em 2022, o grupo fez a turnê pela Europa, passando por seis países, e agora a peça voltou ao palco no projeto da China.
Para o multi-instrumentista, o momento mais emocionante da turnê foi a visita a um templo: “Eu fiquei meio triste porque não consegui levar o berimbau, que não podia entrar. Mas me marcou muito porque a gente precisa ter fé, acreditar. Hoje o mundo está complexo, mas vamos melhorando e acreditando na fé, além de conhecer a fé do outro. Eu sou do Candomblé, do Axé, mas é importante também conhecer o hindu, o cristianismo…”, defendeu.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
O cantor Léo Santana anunciou o segundo convidado da nova edição do projeto PaGGodin em Salvador. Após confirmar Yan, revelação do pagode carioca, o baiano trouxe ao público um gostinho de nostalgia com a confirmação de Bruno Diegues.
A festa, que acontece no dia 24 de maio, no MAM, terá a participação do ex-integrante do grupo Jeito Moleque, conhecido por hits como Teu Segredo', 'Amor Eterno' e 'Eu Nunca Amei'.

“Bruno é um artista que sempre foi referência no samba e no pagode para mim. O cara tem uma voz incrível e eu estou muito feliz em poder dividir o palco com ele. Tenho certeza que será um encontro especial e cheio de música”, afirmou o baiano.
Com a festa reformulada, Léo busca oferecer ao público na nova edição do PaGGodin uma experiência intimista. Os ingressos já estão à venda no site Bora Tickets, e custam entre R$ 110 e R$ 6 mil, a depender do setor: Arena e Lounge. O Lounge tem capacidade para até 15 pessoas, com R$ 1 mil de consumação inclusa (valor total por lounge, não por pessoa).
A nova fase do PaGGodin já tem datas confirmadas em outras cidades, como Ribeirão Preto e Aracaju.
A cerimônia de premiação do Troféu Armandinho & Irmãos Macêdo, o antigo Troféu Dodô e Osmar que foi reformulado pela Band Bahia, movimentou Salvador na última terça-feira (28), no Teatro Sesc Casa do Comércio.
Com a presença de grandes estrelas da música baiana, a noite, que homenageou os 30 anos do álbum Alfagamabetizado, primeiro disco lançado por Carlinhos Brown, premiou os destaques da folia baiana em 2026, em 13 categorias.
Com direção artística de Fred Soares, a premiação passou por duas etapas, a votação dos jurados selecionados pela emissora que selecionaram os vencedores, na sua opinião, em um jantar realizado na última semana, e a votação pública pela internet.
CONHEÇA OS VENCEDORES:
- Hit do Carnaval: É Terreiro (Laroyê) - Daniela Mercury
- Melhor Performance Cantor: Léo Santana
- Melhor Performance Cantora: Ivete Sangalo
- Melhor Abadá: Camaleão
- Artista Destaque: O Kannalha
- Banda Destaque: Filhos de Jorge
- Melhor Coreografia: Panamera
- Melhor Bloco: Camaleão
- Melhor Bloco Afro: Ilê Aiyê
- Melhor Pipoca: BaianaSystem
- Melhor Camarote: Brahma
- Melhor Figurino: Carlinhos Brown
A autocrítica está em dia para Gilberto Gil, que em conversa com o neto, Bento Gil, decidiu analisar a carreira musical e fez uma declaração surpreendente sobre a própria trajetória.
Para o neto, que lançou na última semana o trabalho de estreia 'Silêncio Azul', com show em Salvador, Gil afirmou que não se considera "um grande melodista".
Segundo o baiano, suas canções estão no que ele considera uma qualidade mediana para a melodia. "Podia ter desenvolvido muito mais, se eu não fosse preguiçoso. Eu sou musicalmente preguiçoso", comenta.
Bento reage com bom humor e afirma que o avô nora aspectos fundamentais da música que vão além da harmonia e da formação técnica tradicional, o que faz Gil dar uma outra visão sobre o assunto.
"Ritmicamente, eu já não sou tão mediano. Sou um pouquinho mais avançado do ponto de vista da exploração rítmica das possibilidades do violão e do canto. Sou primeiro ritmo, depois harmonia, por fim melodia. Nessa ordem", explica o artista.
Gil esteve no palco com o neto durante a turnê pela Europa logo após o fim do projeto 'Tempo Rei', que marcou a despedida do Imortal dos palcos.
Nos comentários, o público discordou da opinião de Gil. "O que ele tá falando??? Se ele fizesse mais do que fez, o universo explodia", brincou um seguidor. "Uma senhora aula de humildade e conhecimento. Que privilégio para esse neto!", escreveu uma fã.
Os 40 anos da Fundação Pedro Calmon serão celebrados em grande estilo com o projeto 'Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória', que tem cerimônia de abertura nesta segunda-feira (27), às 19h na Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB), no bairro dos Barris, em Salvador.
O evento, que segue até a quarta-feira (29), terá a cerimônia de abertura nesta segunda com uma apresentação especial da Camerata da OSBA e um show do cantor Adelmário Coelho.
Aberto ao público, o encontro é voltado para gestores culturais, pesquisadores, escritores, agentes de leitura, bibliotecários, profissionais de arquivos, mediadores e entusiastas da cultura baiana.
De acordo com Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação, a grade de atividades foi pensada para unir celebração e capacitação técnica, e cabe ressaltar que os participantes inscritos receberão certificado.
“É o ponto alto das comemorações de quatro décadas de atuação da FPC na salvaguarda da memória e no fomento do livro na Bahia”, afirma.
Na terça-feira (28), segundo dia de programação, o público poderá acompanhar a apresentação cultural do grupo de arte popular “A Pombagem”, um debate mediado pelo jornalista Ricardo Ishmael sobre os desafios da leitura
na era digital, com os especialistas Professor Doutor Arivaldo Sacramento (APEB), Professora Doutora Henriette Gomes (UFBA) e a Professora Doutora Wlamyra Albuquerque.
Além de 11 oficinas de formação gratuita e um show na Biblioteca Central do Estado da Bahia do cantor e compositor Lazzo Matumbi. No terceiro e último dia de programação, a artista indígena Beatriz Tuxá e o DuoEmillieNaty serão responsáveis pelas intervenções artísticas.
A programação completa do projeto 'Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória' pode ser conferida no site.
O cantor Narcizinho Santos não conteve a emoção ao se despedir dos vocais do Olodum pela segunda vez. Decidido a investir na carreira solo, o artista, responsável por um dos últimos grandes sucessos da banda nos últimos 15 anos, o hit 'Várias Queixas', compartilhou com os fãs um texto explicando a decisão.
O anúncio foi feito pelo Olodum na manhã do último domingo (26), às vésperas do show em comemoração aos 47 anos da banda no Pelourinho.
Segundo Narcizinho, o momento agora é de foco total no projeto 'NZ Narcizinho'. "Sou grato por cada momebnto vivido, cada palco, cada energia que deixei e que absorvi foram verdadeiras, agradecer por tudo que contribuiu para a minha formação artística e pessoal, pois para mim "cantar é buscar o caminho que vai dar no sol".
Nos comentários, ex-vocalistas do Olodum, como Tonho Matéria, celebraram a nova fase do artista. "Nossa música preta constrói pontes para que a gente possa passar de cabeça erguida mano. Siga a sua luz e vamos fazer músicas para que as novas gerações saibam que somos cultura e arte".
O cantor não deu detalhes sobre a estreia do novo projeto, mas prometeu ao público um conteúdo com identidade e propósito.
"Sigo firme em um novo caminho, com foco total na construção de uma carreira sólida e autêntica, com novos acordes, novas ideias, com a batida do tambor no projeto NZ Narcizinho. É o início de uma nova fase, com identidade própria, propósito e muita determinação."
O cantor e influenciador digital Anderson Neiff, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ser submetido a uma cirurgia no domingo (26), devido a um ataque a tiros na capital paulista.
Nas redes sociais, Neiff tranquilizou os seguidores, que se preocuparam com a situação. A van em que o artista estava foi atacada após deixar um espaço de show em Santo Amaro.
"Graças a Deus, acabei de chegar. Passei por uma cirurgia, fiquei muito nervoso, mas mantive a calma. Deus me ajudou muito. Está tudo muito conturbado para mim agora, mas vou gravar um vídeo explicando", disse.
O artsita fez questão de afirmar que estava recebendo o apoio dos amigos, familiares e da equipe, que viveu o susto com ele, e afirmou que estar vivo é um milagre. "Deus colocou a mão e eu sou um milagre hoje. Tamo junto".
De acordo com informações da Polícia Militar, o artista estava em uma van com demais integrantes do seu grupo musical, quando suspeitos em motos se aproximaram e atiraram.
Os suspeitos fugiram do local, enquanto Neiff foi levado para o hospital, onde foi submetido a uma cirurgia para a retirada do projétil. O caso foi registrado pelo 14º Distrito Policial de Pinheiros.
O influenciador digital e cantor de brega funk Anderson Neiff, foi baleado na manhã deste domingo (26), após um ataque a tiros no Túnel Max Feffer, na Zona Sul de São Paulo.
De acordo com as primeiras informações obtidas pelo g1 São Paulo, o ataque aconteceu por volta das 6h30, quando a van que transportava integrantes da banda foi alvo de diversos disparos.

O crime teria sido praticado por três homens em uma motocicleta, que se aproximaram da van e atiraram contra o grupo enquanto a banda seguia em direção a um hotel após o show.
Neiff foi atingido e socorrido ao Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital. Ainda não há novas informações sobre o estado de saúde do artista. De acordo com o empresário do cantor, ele foi submetido a uma cirurgia.
O caso foi registrado no 14º Distrito Policial e está sendo investigado pela Polícia Civil. Os criminosos fugiram.
Trinta anos se passaram e os olhos da tenente-coronel Claudia Mara ainda marejam ao falar sobre o dia 9 de fevereiro de 1996, data em que Michael Jackson fez do Pelourinho um dos cenários do clipe de "They Don't Care About Us", considerado um dos maiores sucessos da carreira do Rei do Pop. Ao menos, para quem vive no Brasil e viu o país se transformar diante da produção de Spike Lee.
"Emociona muito fazer parte da história, estar aqui no momento em que Michael Jackson estava fazendo a filmagem", relembra a tenente-coronel com lágrimas nos olhos.
Ao Bahia Notícias, Claudia contou que foi acionada para fazer o policiamento da operação junto à sua turma de aspirantes. A baiana foi uma das poucas que tiveram os olhares de Michael voltados para ela, em um momento que até hoje é lembrado pelo público.
"Na ocasião, foi solicitado policiamento e quem veio fazer o patrulhamento de toda a área foi a minha turma, aspirantes de 96. Nós fizemos e, para a gente, foi muito emocionante estar diante de um astro — um astro que a gente só podia admirar, viver e curtir; só podia mexer os olhos. Então, assim, é inexplicável, sabe? Inexplicável. Emocionante. E ficam na nossa memória esses momentos vividos, essas ocasiões, porque marcaram a gente até hoje. Mesmo se passando 30 anos, até hoje parece que foi ontem que a gente viveu tudo aquilo."
Com a regra explícita de não interagir com o astro, Claudia e seus colegas ficaram imóveis, mas nada preparou a turma para a interação do artista com a equipe.
"Ele interagiu, ele tirou o cassetete de um dos colegas nossos, ele chegava, tocava no ombro de outro, mas a gente não podia fazer nada, só admirar. Naquele dia, a gente viu Michael Jackson se divertindo; naquele dia, Michael Jackson tocou na gente; naquele dia, a gente olhou para Michael Jackson e viu: 'gente, como ele é ao vivo e a cores'."

Para Bira, que se tornou Bira Jackson após a participação na produção, o clipe mudou a sua vida. O artista, que teve a vida transformada pela música através do Olodum, conta que, até hoje, os segundos ao lado de Michael em 1996 rendem bons frutos. Com o lançamento da cinebiografia "Michael", o músico se tornou estrela mais uma vez.
“É muito gratificante. Depois de trinta anos, e agora que veio o filme, fortaleceu mais ainda o nome Bira Jackson. O reconhecimento das pessoas na rua, falando, chamando... Agora eu estou tirando mais fotos, ficando um pouco mais famoso, mas é isso. O fruto é de levar amor através desse videoclipe. Isso me trouxe muita segurança, me trouxe muita paz, fez com que eu crescesse um pouco mais — não só financeiramente, mas fisicamente e mentalmente. Isso me ajudou bastante. Eu sou muito feliz e muito grato por tudo que está acontecendo até o dia de hoje na minha vida.”
Bira, que chegou ao Olodum ainda criança, encantado pelos batuques do tambor, afirmou que os 4 minutos e 42 segundos de clipe conseguiram impactar pessoas em Salvador e fora dela, que buscaram o Olodum para aprender a percussão e a história que movimentou MJ.

"Os jovens se interessaram bastante [no Olodum] depois desse clipe, de me ver levantando o tambor, pulando, saltitando, dançando com um sorriso. Então isso influencia. Influenciou muito jovem a vir procurar o Olodum, fez pais trazerem jovens para a Escola Criativa Olodum, para ingressarem na escola e poderem tocar. Isso é muito importante, foi muito importante e está sendo importante até hoje. Então é gratidão eterna. Que esse jovem que se inspira em mim guarde isso com muito amor e possa levar adiante, como estou fazendo, levando a batida do Olodum adiante."
Em entrevista à jornalista Carol Prado, colunista do Estadão, Jorginho Rodrigues, atual presidente do Olodum, revelou que o grupo chegou a Michael através de um desejo da banda. Segundo Jorge, após a participação do grupo na apresentação icônica de Paul Simon no Central Park, em 1991, o destino da banda foi determinado através dos dirigentes, que bateram o pé, firmes de que deveriam conhecer Spike Lee em uma tentativa de plantar uma semente.
Pois é, semeou. A força única do Olodum fez com que Lee se lembrasse do grupo para protagonizar, ao lado do maior nome do pop, o clipe de "They Don't Care About Us", faixa que leva para o público um debate importante sobre pautas raciais e desigualdade, assunto sempre tratado pelo Olodum em suas canções.
De acordo com João Jorge, presidente da Fundação Cultural Palmares e ex-presidente do Olodum, o impacto da banda no clipe foi tanto que o Olodum é lembrado por pessoas de fora do Brasil durante a exibição da cinebiografia de Michael ao redor do mundo. Uma forma de homenagear a estrela norte-americana é justamente lembrando da banda baiana.
"Neste momento, há o renascimento da imagem de Michael Jackson [com o filme]. E, para surpresa nossa, em todos os lugares em que o filme está passando, alguém vai com a camisa do Olodum para assistir. Na Suíça, no Benin...", afirma João Jorge.
O ex-presidente do Olodum relembrou o momento em que tentou convencer Spike Lee a conhecer Salvador antes da ideia do clipe de Michael. Para João Jorge, a ideia de apresentar a cidade como um lugar diferenciado, que exala cultura, é a melhor forma de convencer alguém a mergulhar na primeira capital do Brasil.
"Michael Jackson veio aqui não porque conhecesse qualquer um de nós. Nós que conhecemos Spike Lee. Até chamá-lo, ele dizia: 'Eu não vou à Bahia não, fazer o que na Bahia? Por que eu vou à Bahia? Aqui no Brooklyn tem negro para caramba, no Harlem', mas eu disse: 'Rapaz, nós temos uma história diferenciada, nós temos tambores, temos a capoeira, temos as mulheres mais elegantes do país. Temos Lazinho...'", relembrou em coletiva.
Jorginho, que, como lembrado pelo pai, também esteve no clipe com um tênis vermelho e uma bermuda maior que ele, guarda com carinho a lembrança do dia 9 de fevereiro. Para o atual presidente executivo do Olodum, o mais especial da gravação foi a forma como Michael Jackson não esteve ali apenas como uma estrela e seus "figurantes", mas como o artista fez questão de se tornar o 201º integrante do Olodum naquela data.

“Eu participei junto com outros 200 percussionistas. Todos nós fomos muito agraciados com esse momento, porque todo mundo era fã, é fã de Michael Jackson, e o filme traz isso de volta. Trinta anos depois, essa imagem dele no Brasil com o Olodum, na Bahia, no Pelourinho, o universo de percussionistas... e também no Rio de Janeiro. Mas marcou muito a forma como ele veio e se tornou um de nós, com camisetas do Olodum, tomando o sol da Bahia em pleno mês de fevereiro e muito à vontade com isso que eu acabei de falar: a força da percussão que entranha no corpo, que te consome e leva para um lugar mágico. O samba-reggae de Neguinho do Samba, criado e muito bem executado em uma das versões mais incríveis da música mundial."
"MICHAEL, MICHAEL... ELES NÃO LIGAM PRA GENTE"
Em "They Don't Care About Us", não é apenas o batuque do Olodum que conecta Michael ao grupo baiano. O artista, que é compositor da faixa, se aproxima de um discurso apresentado pela banda desde o seu surgimento: contar e cantar a história.
A voz de Angélica Vieira, produtora do Manhattan Connection, no início da versão brasileira de "They Don't Care About Us", quase em forma de protesto, consegue conversar com "Protesto Olodum", por exemplo, canção composta por Tatau, vencedora do Femadum em 1988 na categoria poesia, que através da música denunciava o abandono do Pelourinho.
Para Jorginho, é neste momento que Michael consegue se fazer parte da história do Olodum, ao se aproximar de um discurso que a banda leva até hoje para as ruas, aos 47 anos de existência.
"'They Don't Care About Us' é um reflexo da história do Olodum contada do Pelourinho para o mundo, com um grande nome da música e dessa transformação. A gente fica muito feliz de, 30 anos depois, estar revivendo essa história de novo, porque é muito emocionante e gratificante tudo isso.”

Trinta anos depois, as trajetórias do Olodum e de Michael Jackson voltam a se cruzar. Mas, desta vez, para lembrar que o Olodum não parou ali. Além de encantar o astro pop, a banda baiana deixou sua marca no mundo e segue como referência para artistas internacionais pela sua forma única de fazer e apresentar música.
“A nossa música é contagiante, inspiradora e também desperta pesquisa e curiosidade nas pessoas. Então, temos a facilidade de ser um grupo de samba-reggae; muitos nomes do reggae e da música pop internacional se conectam ao Olodum por conta dessa batida, que cabe em qualquer estilo. Somos muitas vezes procurados por esse interesse em saber que batida é essa, como essa gente consegue tocar esse estilo musical tão maravilhoso. Isso, além de criar ritmos, também tem uma mensagem social muito forte."
Léo Santana já tem companhia para a reestreia do projeto PaGGodin em Salvador, agora, em uma nova fase. O cantor anunciou Yan como o primeiro convidado da festa, que acontecerá no dia 24 de maio, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).
O jovem, que desponta como uma das revelações do samba, chega para a festa com toda admiração do anfitrião e um repertório especial com os sucessos 'Fica com Deus', 'Me Bloqueia' e 'Volta Bebê'.
“Yan é um irmão que a música me trouxe e eu sou fã demais do trabalho. Poder ter ele como meu convidado no PaGGodin, um projeto que é tão importante pra mim, torna tudo ainda mais especial. Tenho certeza que será um dia incrível”, afirmou o GG.
Com uma proposta intimista, diferente de quando o projeto foi lançado, Léo promete mostrar toda sua versatilidade no palco. Segundo o artista, a ideia é se aproximar ainda mais dos fãs, com um palco 360º.
Os ingressos já estão à venda no site Bora Tickets, e custam entre R$ 110 e R$ 6 mil, a depender do setor: Arena e Lounge. O Lounge tem capacidade para até 15 pessoas, com R$ 1 mil de consumação inclusa (valor total por lounge, não por pessoa).
Salvador recebe, no próximo dia 26 de abril, a 21K Salvador 2026, evento que integra o Calendário de Turismo Esportivo da cidade e combina esporte, música e entretenimento. A programação inclui provas de 21 km, 10 km e 5 km, além de shows de Alexandre Peixe e da banda Faustão e os Mongas ao final da corrida.
A expectativa é reunir cerca de 5 mil atletas de diferentes estados. A largada da meia maratona (21 km) será às 5h30, no Campo Grande, com percurso até a Orla de Pituaçu. Já as provas de 10 km e 5 km começam a partir das 5h40, com largada e chegada na orla.
Responsável pela organização do evento, Douglas Cerqueira, diretor da MP3 Live Marketing, destaca o crescimento da corrida e seu impacto na cidade. “A 21K Salvador vem, a cada ano, atraindo mais atletas de outros estados e fortalecendo o turismo esportivo na cidade. Além disso, o percurso valoriza a beleza da nossa orla”, afirma.
Segundo Douglas, a proposta é consolidar Salvador como referência em eventos esportivos que vão além da competição, integrando experiência e lazer. A estrutura contará ainda com uma arena na Orla de Pituaçu, com ativações de marcas e os shows de encerramento.
A organização também prevê premiação em dinheiro para os primeiros colocados nas categorias masculino e feminino, nas provas de 21 km, 10 km e 5 km, além de atletas PCD na meia maratona.
O evento é realizado pela MP3 Live Marketing, com apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), e da Federação Baiana de Atletismo (FBA). As inscrições seguem abertas pelo aplicativo TF Sport.
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“Não sei de nada, sou um eterno aprendiz…” Após anos de história, essa é a frase que ainda define a vida de Léo Estakazero. O artista completa 30 anos de trajetória musical em 2026 e acredita que ainda tem muito a aprender em um gênero que luta por preservação: o forró.
Se a história de Léo com a música fosse um casamento, neste ano o artista estaria celebrando Bodas de Pérolas, joia que, no matrimônio, simboliza uma relação que passou por adversidades e se tornou firme, resistente e encantadora, algo que traduz a trajetória do artista na música.
Seguro de sua escolha, Léo soube ainda no início da carreira que a música era a sua certeza na vida. Foi botando o pé na estrada com a Colher de Pau que o artista entendeu que nasceu para o "forró com reggae", se tornando um símbolo do forró em Salvador e representante de um estilo na Bahia.
“Uma geração de adolescentes, muitas pessoas aprenderam a gostar de forró com a Estakazero. Hoje eu tenho um sanfoneiro, Nino, que cresceu ouvindo a Estakazero em Cruz das Almas. O elogio que eu mais gosto de receber, sem dúvida alguma, é esse: ‘Poxa, eu aprendi a gostar de forró com a Estakazero’. A gente tem um forró com uma linguagem lúdica, as crianças sempre gostaram.”
Em 2026, o sonho de Léo é um: após 30 anos de história na música, o desejo é emplacar um novo CD como o Lua Minha, de 2005, considerado um dos clássicos do forró baiano. “Eu trabalho e busco a cada ano, quem sabe, realizar um novo sucesso. Poder contribuir mais ainda com o forró”.
No bate-papo com o Bahia Notícias, o artista ainda relembrou momentos marcantes da carreira e avaliou a cena atual do gênero. Confira a entrevista completa com Léo Estakazero.
O relançamento do álbum 'Elis', clássico de Elis Regina de 1973, pela Universal Music, está sendo alvo de uma polêmica. As informações são da coluna de Ancelmo Gois do jornal 'O Globo'.
O maestro e arranjador César Camargo Mariano, ex-marido da artista, notificou a gravadora pelo relançamento, afirmando que a Universal não poderia ter autorizado a nova remasterização sem consultá-lo. “O disco foi verdadeiramente mutilado”, disse.
Mariano, que foi diretor musical, arranjador e pianista do trabalho original, fez um desabafo nas redes sociais: “Estou sendo procurado para dar minha opinião sobre o lançamento da nova versão. E respondo que ouvi, com tristeza.”
Em entrevista ao jornal 'O Globo', João Marcelo Bôscoli, afirmou que o 'Elis' era um dos discos cujo áudio menos o satisfazia, além de receber queixas dos fãs.
“O som que a Elis Regina ouvia no estúdio ela não ouvia depois no álbum em casa. Ela não gostava de ouvir os álbuns”, contou, acrescentando que respeitou a estrutura musical do disco em seu trabalho.
De acordo com Ancelmo Gois, o caso está sendo conduzido pela advogada Deborah Sztajnberg.
O Rio Vermelho será palco de um novo audiovisual do cantor Diggo na próxima segunda-feira, 13 de abril, a partir das 14h. O artista escolheu o bairro como cenário para a captação do projeto ‘Diggo: A Cara do Brasil’, trabalho que vem com a proposta de celebrar os elementos marcantes da cultura nacional.
A ideia, de acordo com o artista, é reunir referências da cultura brasileira, como o futebol, a cerveja gelada e o samba, ritmo que vem guiando a carreira do pagodeiro desde que decidiu investir pesado nos palcos.
“Esse projeto nasceu da essência do que vivo nos palcos e no dia a dia. Quis reunir tudo que tem a cara do Brasil, ainda mais em ano de Copa do Mundo, e celebrar do jeito que o brasileiro gosta: com samba, futebol e muita energia”, afirma Diggo.
O cantor Diggo promete movimentar o bairro do Rio Vermelho, em Salvador, com a gravação do seu mais novo projeto audiovisual. O artista realiza, na próxima segunda-feira (13), a captação de ‘Diggo: A Cara do Brasil’, trabalho que traduz a essência do seu repertório e identidade musical.
No repertório, além de sucessos compostos por Diggo, estará a faixa ‘Hipnotiza’, em parceria com o GG Léo Santana, e releituras de músicas populares presentes em seus shows. Para reforçar a identidade visual da gravação, o artista convida o público a aderir ao estilo “Brasil Core”, com looks e acessórios que valorizem as cores e símbolos nacionais.
Anderson Souza Conceição. Dentro das quatro linhas, Talisca, meio-campista do Fenerbahçe, na Turquia. Fora de campo e dentro da música, Spark. Esse é o alterego do baiano, natural de Feira de Santana, na arte, área que divide o espaço dentro do coração do artista/jogador com o futebol.
Apesar de 'Dúvida' ser o título do último lançamento de Spark, o momento é mais uma certeza na vida do artista. A faixa, lançada nesta terça-feira (31), como lead single da nova mixtape do cantor, tem como proposta mostrar ao público uma fase mais madura da carreira.
“Esse lado do trap sempre fez parte do meu ciclo, porque eu sempre fui uma pessoa amorosa, sempre fui muito carinhosa; isso já influenciou bastante a buscar esse estilo. Depois que eu vim a entender sobre o trap, sobre o conceito, e combinou muito com o meu estilo de vida, com a minha pessoa.”
O projeto vem para Spark após uma conquista importante: o reconhecimento na categoria Performance do Ano na última edição do Prêmio R&B Brasil, o 'Notas Live'. Em ‘Ciclos’, nova mixtape do artista, o estilo R&B permanece, mas a ideia é mostrar ao público um Spark mais maduro e ainda mais romântico, inspirado em suas referências, como Chris Brown, e nomes nacionais como Lucas Carlos e Delacruz.
“Esse foi o projeto em que eu mais fiquei dentro do estúdio. E eu criei tudo do zero, tudo do jeito que eu estava pensando: essa música vai ser dessa maneira, essa batida vai ser dessa forma, eu quero que soe dessa forma. É um projeto bem intenso e bem maduro de letra também. Eu costumo dizer que é sobre fases, e eu passei, estou passando por uma fase madura musicalmente, na minha vida, nos meus pensamentos, na forma como eu estou enxergando as coisas. Eu venho amadurecendo com as coisas que eu venho passando, tanto de relações, quanto de situações familiares e de amigos. Então, tipo, você vai fazendo um 360º e vai entendendo, e eu procurei trazer esses assuntos, esses temas, para minha música.”
Para a produção da nova mixtape, que será lançada completa até o meio de abril, Spark passou mais de oito meses em estúdio, trabalhando no projeto para que saísse da forma como ele esperava.
“Eu não tinha facilidade nenhuma para compor. Sendo sincero, até porque na minha vida acontecem muitas coisas ao mesmo tempo e, para compor, você precisa estar com a mente tranquila, precisa estar relaxado, na vibe. Mas eu peguei uma sacada comigo mesmo e chega um momento em que eu falei assim: vou começar a contar as coisas que eu passo, que meus amigos passam, o que eu entendo sobre relacionamento, o que eu já vivi, e vou começar a colocar isso nas minhas músicas. É um projeto em que eu já estou entrando dessa maneira: mais intenso, mais maduro, sobre saber o que é a vida, sobre errar e acertar. Então, tipo, está tudo bem intenso, mas bem tranquilo dentro desse projeto.”
Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista da música e da bola revelou como tem sido se dividir entre as duas paixões. Para Spark, tem sido desafiador; já para Talisca, nenhum trabalho é muito para quem iniciou a vida no futebol aos 15 anos e fez a estreia profissional em 2013, aos 18 anos, pelo Bahia.
“Sempre foi muito tranquilo. No começo, a galera, meu público — tanto o futebolístico, que é um público muito grande, quanto o musical, que é um público que tem crescido — ficava preocupada. Mas é muito tranquilo: eu só faço show quando estou de férias do futebol, então é uma limitação da parte de shows. Durante o ano, os meus lançamentos são bem programados com a minha equipe, e os clipes também são gravados em períodos em que estou de folga.”

O lado artista de Anderson já chegou a conflitar com o de jogador, mas nada que não pudesse ser resolvido. Ao BN, Spark contou que por vezes já se viu pensando em como dar continuidade na música com algo ruim acontecendo na carreira como jogador — a exemplo de uma derrota em algum jogo. No entanto, a música vem para ele também como uma terapia.
“Às vezes eu chegava triste de um jogo e pensava: ‘Como é que eu ia compor?’. Eu já me deparei com várias situações dentro do estúdio nesse processo dessas músicas; às vezes eu perdia um jogo, mas eu não deixava de ir ao estúdio”, contou.
Spark, que já se apresentou em alguns lugares do Brasil, conta como é curioso viver a "dupla personalidade" e revelou que já chegou a ser um "desconhecido" da bola ao se apresentar artisticamente.
“A galera vai ao meu show e às vezes não sabe quem eu sou [como jogador de futebol]; então, isso me deixa ainda mais feliz. Já cansei de me deparar com situações tipo: ‘Que show foda’, mas a pessoa conhece o artista e não sabe quem é a pessoa do outro lado. E isso me deixa encantado. Porque esse é o meu objetivo, entendeu? Não é sobre condição, é sobre sonho. Então, quando se fala sobre sonho, você tem que realmente fazer aquilo que você gosta, ama e quer. Em um show que eu fiz em Florianópolis, ouvi duas mulheres fora da casa de show falando sobre a apresentação, mas elas não sabiam quem eu era.”
A imersão de Spark na música não significa uma separação dos campos. O artista conta que investe no sonho para se realizar e, também, para fortalecer a cena. Através da Nine Four Records, gravadora e selo musical independente de rap e trap fundada por ele em 2021, o baiano afirma que seu sonho é conseguir transformar vidas através da música.
“A Nine hoje tem um trabalho fundamental. Estamos em uma fase de reconstrução em que demos espaço para muitos artistas de Salvador que não têm condição financeira. Então, fizemos esse trabalho também social. A Nine está passando por um processo de construção muito importante, está cada vez mais ganhando espaço na cena, e a gente vai dar cada vez mais espaço para os artistas, principalmente da Bahia.”
Ao ser questionado pelo BN sobre realização na carreira musical, o artista pontua que não deseja pular etapas, mas acredita na própria arte para conquistar espaços. “Eu não pulo fases, faço tudo da maneira correta, tudo do jeito que tem que ser feito. Então, eu sempre sonho com isso [ganhar prêmios] e o que eu quero mesmo é continuar lançando minhas músicas. Tenho um sonho de fazer ainda mais sucesso e poder, através da minha música, ajudar ainda mais pessoas. Esse é o objetivo que eu tenho em mente: poder transformar minhas músicas em grande sucesso e fazer bons feats”.
Foto: Ali Kalyoncu
Longe de casa — a aproximadamente 15h50 em um voo com escalas da Turquia para Salvador —, Spark afirma que a capital baiana terá um espaço especial na nova fase, que será iniciada de forma definitiva após o lançamento completo da mixtape. “Eu acho que o primeiro show será em Salvador”, garante.
Sonhador, Spark na música, Talisca nos campos e Anderson na vida deixa um recado para a nova geração que deseja seguir um caminho na arte: “Siga seu sonho, tenha perseverança, humildade, faça algo melhor sempre, respeite sua família, pai, mãe, estude. E tenha muita humildade, muita fé e, cara, correr atrás, realmente, buscar, evoluir sempre. E isso eu acho que é o que eu posso falar, assim: vai ter momentos bons e não tão bons, mas temos que seguir sempre na direção, com muita fé que vai dar certo”.
O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho anunciou a criação de sua própria gravadora, a Tu Música, ampliando sua atuação no setor de entretenimento. A iniciativa foi divulgada nesta segunda-feira (30), em reportagem da Billboard.
O projeto conta com a participação de Roberto de Assis, além de profissionais do mercado musical como Roni Maltz Bin e Allan Jesus. A sede da gravadora será em Miami, com foco inicial no desenvolvimento de artistas da América Latina e na conexão com outros mercados internacionais.
O primeiro projeto do selo já está definido: um álbum temático inspirado na Copa do Mundo, reunindo músicos de diferentes países. A proposta é promover diversidade cultural e ampliar oportunidades para novos talentos.
“A música sempre foi uma parte importante da minha vida. Ela esteve comigo nos momentos mais importantes, dentro e fora de campo”, afirmou Ronaldinho em comunicado. “Agora quero levar essa energia para todos os lugares, conectando culturas e criando oportunidades para artistas de qualquer lugar", disse o craque.
A partir da próxima segunda-feira (6), artistas e compositores poderão submeter suas produções para seleção. As faixas escolhidas integrarão o primeiro lançamento oficial da gravadora.
Açúcar, tempero e tudo que há de bom. Para quem gosta de cultura pop é fácil saber qual receita vai sair dessa lista de ingredientes, As Meninas Super Poderosas. O mesmo vale para "dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim". Não precisa falar o nome, mas todo mundo já sabe no que essa mistura vai dar. E ainda leu enquanto cantava.
Se você chegar em uma casa de temperos, com absoluta certeza, você encontrará com facilidade o mix chamado "tempero baiano", que é um dos mais populares da culinária brasileira, junto com o 'Edu Guedes' e o 'Ana Maria'.
Mas qual o segredo para ele ser um dos favoritos? Para o cantor e produtor musical RDD, integrante do ÀTTØØXXÁ, entender o que compõe essa mistura única é uma missão que necessita de aprofundamento, mas, muitas vezes, o segredo está justamente em não ter apenas fórmula fechada. Na música, o diferencial está justamente na singularidade de cada produto.
Foto: @tscampelo
O artista, que inicia uma nova fase da carreira, sem precisar deixar a banda que o tornou conhecido em todo o país, decidiu que 2026 seria o ano ideal para apresentar ao público o tempero de sua música solo, provando que a música baiana não é uma trava e sim uma mola, impulsionando o artista e possibilitando misturas interessantes.
Após lançar, a faixa 'Energy', que compõe a lista de músicas do seu primeiro álbum solo, o artista bateu um papo com o Bahia Notícias sobre o futuro e a cena baiana. Ao site, RDD explicou o motivo de ter esperado alguns anos até conseguir trabalhar na própria carreira.
"Eu estava querendo muito trazer uma nova visão para o meu 'trampo', para ir além. Eu amo minha identidade e gosto muito de fazer música baiana, mas também queria me explorar de outras formas. Por isso, esse disco foi gestado por anos. A galera me conhece muito pelas misturas de pagodão, arrocha e samba-reggae, que são minhas tradições. Neste disco, estou me aventurando além disso, aproveitando viagens que fiz mundo afora para ver como minha música se encaixava em outros espaços. Tenho produções de 2017 que sairão agora."
O intercâmbio musical já deu certo no primeiro lançamento. 'Energy', que conta com participações de Anik Khan e Maui, desafiou RDD a misturar melodias inspiradas no R&B, com o afrobeats e o funk brasileiro.
"Eu estava no Rio de Janeiro para gravar com Thiaguinho para o disco do ÀTTØØXXÁ quando o Raoni veio com os acordes dessa música. 'Energy' descreve um estado máximo de paixão; ela surgiu de forma natural enquanto fazíamos as harmonizações", revela o produtor.
A música integra o álbum 'Hot Sauce', em tradução literal para o português, molho de pimenta, algo característico da Bahia. Além dessa faixa, o projeto conta com um feat. especial com Karol Conká e Rincon Sapiência, spoiler adiantado por RDD ao BN.
"A produção, para mim, é algo que não desconecta nunca da minha vida. Eu não consigo realmente desvencilhar uma produção vai pra cá [ATTOOXXA ou outros projetos] e outra para lá. Eu acho que naturalmente elas vão ganhar no seu caminho. O single do lançamento do disco, vai ser uma música na pegada do afrobeat, é um beat meu que, meio daquele período ali de 2015, 2017. Tem música com Karol Conká e Rincon Sapiência."
Ao ser questionado sobre conseguir separar as personas RDD solo e RDD no ATTOOXXA, o artista foi direto. Para Rafa, não existe uma confusão entre os "dois artistas".
"O ÀTTØØXXÁ não descreve completamente nenhum dos integrantes. Nós somos além da banda. O RDD surgiu de uma necessidade minha de criar de forma mais descompromissada, produzir faixas com pessoas que eu admirava, como Yan Cloud, Gibi. No grupo, tudo é muito programado e pensado. Na carreira solo, tenho liberdade para fazer a música do jeito que eu quero, além de potencializar a cena dos artistas locais que admiro."

O músico ainda avalia a carreira solo como uma forma de potencializar a arte criada no estado. Para RDD, o diferencial está justamente no olhar único de cada integrante do ATTOOXXA, por exemplo, e na forma transgressora que a nova geração se apresenta.
"Eu apresentei uma visão muito específica de uma música baiana que eu acredito ainda está sendo entendida. Eu acho que a música da Bahia, por ter uma raiz bem fincada na percussão, ela ainda estranha a tecnologia, e eu acho isso realmente muito f*da. Apesar de que eu sou, talvez, um transgressor dessa lei natural da Bahia, eu acredito ter conseguido o respeito de todo mundo porque eu sempre fui muito respeitoso com eles e com a música da Bahia. Acho que meu papel na música da Bahia é simplesmente e somar, e eu considero o Carlinhos Brown um exemplo, ele é esse cara que trouxe essa transgressão toda pra música da Bahia de uma forma genial. Eu acho que a gente [nova geração] trouxe realmente um olhar muito diferenciado das coisas que aconteciam aqui na Bahia."
Na brincadeira do açúcar, tempero e tudo que há de bom, o caldeirão baiano fez surgir diversas Meninas e Meninos Super Poderosos. Considerado um estado exportador de talentos, para RDD, a alcunha, apesar de ser boa, por mostrar que aqui tem qualidade, traduz também, um mercado frágil, já que a exportação consiste na saída de mercadorias do território.
"Em termos de inventividade, eu acho que a Bahia ainda está tentando se desvencilhar de certa forma de um mercado que foi muito forte do Axé. E as pessoas sempre confundiram quando a gente fazia as críticas pro Axé e falava, ‘Pô, esse formato não existe’. Parece que a gente está falando da música, mas não é da música, entendeu? A música do Axé marcou todas as pessoas que nasceram na Bahia. Mas eu acho que em termos de mercado de indústria, a gente ainda tem resquícios desse pensamento, sabe? Porque a gente vê que os grandes potenciais da Bahia que tem saído, sei lá, desde 2010 por aí, poucos ficam aqui na Bahia. A gente tem o Baiana System que ainda mora aqui, mas você olha para Luedji Luna, Xênia França, Giovanni Cidreira, vários artistas que tiveram que se mudar para São Paulo, muitas pessoas que tem que fazer um êxodo para acontecer."
Foto: @tscampelo
A carreira solo vem com a preocupação e uma tentativa de mudar o cenário. RDD garante que investir na própria arte como cantor não irá o afastar da produção, nem fazer com que ele se dedique ao que acredita, o apoio a novos artistas. Mas, para o cantor e produtor, é necessário que a força seja coletiva, para que o cenário melhore para a cultura baiana.
"Eu acho que isso tem muito de uma falta de carinho no olhar, sabe, para essas pessoas, porque essas pessoas são gênios aqui, desde que nasceram aqui. Ao mesmo tempo que a gente tem um caldeirão de ritmos, de possibilidades aqui criadas a partir do ritmo da percussão, por exemplo, do arrocha e de outros estilos, você vai começando a entender que falta um pouquinho de investimento para quebrar esse ranço da felicidade, porque eu acho que para que a Bahia as coisas tem que ser sempre feliz existem milhão de sentimentos aí pelo mundo lá fora, para gente se explorar. É muito angustiante para mim, ver essa galera não ter como exercer a arte."
Para quem ficou em dúvida, o tempero baiano é um mix de especiarias desidratadas, cominho, pimenta-do-reino, coentro, cúrcuma (ou açafrão) e orégano. Isso, na culinária. Na música, o nosso tempero continua sendo um segredo, sem pretensão de ser desvendado, porque, em muitos casos, a delícia está no mistério que faz a arte ser o que é.
Família de MC Marcinho e Mr. Catra prestam apoio a Tati Quebra Barraco após polêmica com DJ Marlboro
A família do cantor MC Marcinho se pronunciou nas redes sociais após o desabafo feito pela cantora Tati Quebra Barraco sobre a questão de direitos autorais com DJ Marlboro que a impedem de regravar sucessos da própria carreira.
Em comunicado, a família de Marcinho afirmou que o cantor não conseguiu gravar o DVD em celebração aos 30 anos de carreira por não ter autorização para regravar as próprias músicas.
Marcinho, que morreu em 2023, em decorrência de uma insuficiência cardíaca, também teve propostas de publicidade negadas e direitos negligenciados.
"Nós, herdeiros do MC Marcinho, também queremos expressar nosso apoio às últimas declarações de Tati Quebra Barraco. Nosso pai passou pela mesma situação. Infelizmente morreu sem poder gravar o seu DVD de 30 anos de história no funk porque não podia regravar suas próprias músicas."
A família do cantor afirmou que segue buscando os direitos do pai na Justiça. "Seguimos aqui na luta para buscar prestação de contas e defender os direitos do nosso pai".
Outro pronunciamento envolvendo estrela do funk foi o da família de Mr. Catra. Os herdeiros do funkeiro publicaram um comunicado no qual afirmam ter enfrentado situação semelhante à relatada pela artista, e relataram não ter recebido as prestações de contas relacionadas à exploração das obras do cantor desde a morte do artista.
A questão de Mr. Catra envolve as empresas Link Record, Furacão 2000, Warner Music e Galerão Record.
"Não obtivemos nenhuma resposta satisfatória ou tentativa de regularização da situação. Isso é inaceitável e configura uma grave violação dos direitos autorais e uma injustiça contra a memória e a obra do nosso pai", afirma a declaração.
O músico Dennis DJ se pronunciou publicamente após a acusação feita pela cantora Tati Quebra Barraco sobre os direitos autorais da música 'Barraco II', lançada por ela no início dos anos 2000, e sampleada por Anitta e The Weeknd na faixa 'São Paulo'.
Segundo a artista, Dennis teria ficado com os direitos da música durante cerca de duas décadas, o que fez com que ela não recebesse os valores pela obra.
Em nota enviada ao Bahia Notícias na última segunda-feira (16), o DJ se pronunciou sobre o caso e explicou que o registro equivocado ocorreu na época do lançamento da música, sendo a música atribuida a ele pela equipe da Furacão 2000.
Dennis pontuou que, ao tomar conhecimento da situação, enviou um documento formal à Link Records, empresa ligada ao DJ Marlboro e responsável pela gestão do catálogo, informando que não era o autor da composição, para que os direitos fossem dados aos responsáveis.
O músico afirmou que os créditos da música passaram oficialmente para o nome de Tati Quebra Barraco em 19 de agosto de 2020, e que foi solicitado aos órgãos competentes o repasse do valor que foi dado a ele ao longo dos anos em que o erro ocorreu.
"DENNIS voltou a checar o caso junto à NOWA e também entrou em contato com a UBC (União Brasileira de Compositores), associação da qual Tati Quebra Barraco também é afiliada, para solicitar um levantamento dos valores eventualmente recebidos por ele ao longo dos anos. De acordo com as informações levantadas pelo ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), 75% do valor gerado pela obra antes da regularização dos créditos foram repassados a DENNIS, totalizando R$ 1.203,75. Diante disso, o artista já solicitou formalmente à UBC a devolução integral desse valor, com a devida correção, diretamente para a conta da artista."
Para o artista, o assunto envolvendo Tati Quebra Barraco está resolvido e encerrado. Até o momento, DJ Marlboro, que é o alvo das acusações da funkeira, não se pronunciou sobre o assunto.
A funkeira Tati Quebra Barraco usou as redes sociais para denunciar o DJ Marlboro por ganho inapropriado através de suas canções.
Segundo a artista, não só ele, como Dennis DJ, recebem créditos por suas composições, enquanto ela não fatura nada com a canção. Tati citou o fato da música estar presente em forma de sample na canção 'São Paulo', de The Weeknd com Anitta.
"A música 'Barraco 2' é da minha autoria, sendo que eu não recebo até hoje. São dois DJs que recebem esse dinheiro. Um é o Dennis DJ. Beleza, já passou. Não recebo, vou correr atrás dos meus direitos. 'Bota na boca, bota na cara' também é de minha autoria. Hoje eu ganhei os créditos da música São Paulo (que The Weeknd e Anitta gravaram com trecho de Tati), que tem vários DJs envolvidos", disse.
Parte 2
— Tati Quebra Barraco (@TatiQBOficial) March 15, 2026
Boladona consagrou a minha carreira, pois é comercial.
Porém continuo perdendo publicidade, e até remixes com artistas internacionais e nacionais.
Pois tudo é barrado, pois se eles não lucram eu não posso trabalhar!!!
Estou exausta! pic.twitter.com/nFhAXznErx
Tati relatou que o problema com Marlboro não é novo e que já chegou a ser notificada pelo artista pela faixa 'Boladona', sucesso de Tati nos anos 2000.
"Eu venho sendo massacrada desde sempre, até porque eu era ingênua. (...) Fui notificada pelo DJ Marlboro, porque ele tinha editado a minha música há uns 5 anos, uma música que tem 22 anos. É massacre atrás de massacre. (...) É muita injutiça. Já estou sufocada. Não é de hoje que venho sendo apunhalada."
A funkeira conta que o músico não libera a canção para que ela possa lucrar com publicidade, e apenas ele ganha em cima da faixa.
"Hoje não posso fazer publicidade porque não tem liberação do DJ Malboro. Vocês não tem noção de quanto eu perco de publicidade? É muita coisa. Por causa de quem? Porque a música não é autorizada. Sendo assim, a Tati não pode trabalhar. Só pode trabalhar se é autorizado. 'Boladona' é o carro-chefe da minha vida. Mas não é que me colocou no topo não, tá? Só consagrou minha carreira. É muito fácil você estar com pessoas que só querem sugar."
Em nota enviada ao Bahia Notícias, Dennis, citado pela funkeira, afirma que a situação já havia sido tratada anteriormente e esclareceu que a música "Barraco II" foi atríbuida a ele de forma equivocada e que foi providenciado um documento formal esclarecendo que a obra musical não lhe pertencia, considerando a situação esclarecida.
Ainda conforme a nota, 75% do valor gerado pela obra antes da regularização dos créditos foram repassados a DENNIS, totalizando R$ 1.203,75, segundo dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) e que o artista já havia solicitado à UBC "a devolução integral desse valor, com a devida correção" para a conta da artista.
(Nota atualizada às 18h21 de 16 de março de 2026 para inserção da nota de esclarecimento de DENNIS)
Lembra dele? Voz marcante da segunda formação da banda Jammil e Uma Noites, o cantor e compositor Levi Lima surpreendeu o público ao anunciar a pausa na carreira musical em meio a pandemia após 20 anos de carreira.
Em um vídeo compartilhado com o público no retorno feito as redes sociais, Levi explicou um pouco do que o motivou a sair dos holofotes em 2020: se dedicar a família. O artista é casado com a jornalista Bruna Manzon, com quem tem uma filha, a pequena Safira, que ainda não completou 1 ano.
"Participei de todos os programas de TV que eu queria participar, conheci pessoas que eu queria conhecer, aprendi com elas. E foi um período que eu posso dizer que realizei todos os meus sonhos de adolescente, mas com o passar do tempo os meus sonhos eram outros eram novos. E eu tava começando a ficar exausto, percebi que o que eu mais queria naquele momento era ter minha família, menos estrada, mais casa", contou.
Longe dos palcos, o artista contou em vídeo que buscou um novo rumo para se satisfazer na arte, unindo ela com os negócios. Levi, que, é sócio de uma empresa que tem sede em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, contou que também pôde se realizar na nova área de atuação.
"Eu queria aprender a conectar arte e criatividade ao mundo dos negócios. Eu queria investir, eu queria empreender. E foi isso que eu fiz nos últimos 6 anos de muito aprendizado e de muita diversão também e de novos sonhos realizados. De poder trabalhar em casa, ter uma vida normal comum. Muitos de vocês devem lembrar de mim da época da música e outros não fazem a menor ideia de quem eu sou;. Esse é o poder do tempo."
Levi tirou um período sabático antes embarcar na nova empreitada, investir no storytelling de forma mais profunda. "Eu queria fazer há muito tempo, me aprofundar no storytelling, compor uma música em storytelling, criar videoclipes, documentários, construir o repertório de um show".
O vídeo, que conta com 36 minutos de duração, segue a proposta da nova carreira de Levi. O artista leva o público para acompanhar a história do novo rumo dado a carreira pelo ex-vocalista do Jammil. Por meio do storytelling, Levi fala sobre a viagem ao Canadá para seguir o propósito.
Ao fim do vídeo, Levi deixa em aberto o retorno para a música, especialmente por pontuar que o desejo de se aprofundar no storytelling vem para desenvolver a arte em diversos aspectos.
"Se você puder viver as coisas que as vezes parecem impulsivas ou impossíveis, experimente, são as experiências mais transformadoras, agregadoras e divertidas."
Nas redes sociais, o músico Manno Góes, fundador do Jammil, falou sobre Levi e desejou sucesso ao ex-parceiro: "Um grande compositor e artista. Elevou o Jammil a um novo patamar e sou um grande admirador do artista Levi. Está na história do Jammil, eternizado por suas lindas canções (como Colorir Papel, Sublime e Celebrar, da qual somos parceiros). Sou grato a Levi e desejo toda felicidade do mundo à ele e família. Certamente mandará bem na nova empreitada, como em tudo que fez".
O cantor Caetano Veloso será uma das grandes estrelas a participar do projeto 'Intérpretes do Brasil', série documental da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cuja proposta é explicar como a canção popular se tornou uma forma de entender o país.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', as gravações acontecerão nos estúdios da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, onde está o piano de Radamés Gnatalli.
Além de Caetano, o projeto, que contará com oito episódios, ouvirá Chico Buarque, Gilberto Gil, Alceu Valença, Jorge Ben e Ney Matogrosso.
Com pesquisa e entrevistas da historiadora Heloisa Starling, o projeto é dedicado a Nara Leão. A produção também deve contar com a participação de Maria Bethânia.
O projeto Roda de Samba Reggae, idealizado por Marcia Castro, ganhará uma nova edição na sexta-feira (6), às 19h, na Praça da Cruz Caída, no Pelourinho.
Com entrada franca, a festa recebe para a 1ª edição pós-Carnaval Mariana Aydar, Afrocidade e Hiran.
O conceito do projeto permanece no centro. O samba e o reggae formam a base do samba-reggae, célula fundamental da música baiana e do Carnaval de Salvador.
No palco, Marcia Castro mergulha nessa matriz sonora e revisita canções que são trilha afetiva dos baianos desde os anos 1980. Obras do Olodum, Ilê Aiyê, Muzenza do Reggae, Banda Mel e Banda Reflexu’s ocupam lugar de destaque no repertório.
O projeto 'The Romantic', de Bruno Mars, tem sido alvo de polêmica nas redes sociais. Com estreia triunfal, atingindo a marca de mais de 26 milhões de reproduções nas primeiras 24 horas no ar, o artista norte-americano passou a ser acusado de plágio em uma nova canção.
Após a "polêmica" com Pablo do Arrocha na música 'Risk it All', a música da vez é 'Something Serious', na qual o público encontrou semelhanças com as faixas 'Freak Le Boom Boom' e 'Conga Conga Conga' de Gretchen.
EU ESTOU MORRENDO BRUNO MARS O MAIOR FÃ DA GRETCHEN pic.twitter.com/oB10h4JPlo
— dudinha costa ???? (@dudinhacostayt) February 27, 2026
O suposto sample é apontado pelo público na introdução da canção e no groove da faixa. No entanto, nem Bruno nem Gretchen são os "inventores do estilo". As três músicas beberam da fonte da conga, estilo musical afro-cubano.
SEM BRIGA COM PABLO
Enquanto alguns esperavam uma atitude de "briga" por parte do baiano Pablo do Arrocha pela semelhança entre as faixas 'Risk it All' e 'Imprevistos', o ícone do arrocha entrou na onda e convidou Bruno Mars para um feat.
Com a ajuda da Inteligência Artificial, Pablo misturou as duas canções e brincou com a semelhança: "Los Angeles, chegando aí!! Pablito e Bruninho, estão preparados?".
Vale lembrar que recentemente, Pablo lançou uma versão de uma música de Bruno Mars. O artista foi o convidado de Priscilla Senna na canção 'Não Me Faça Chorar', versão em português de 'When I Was Your Man'.
Pode olhar, só não faz igual? O single da nova era do cantor Bruno Mars, 'Risk It All', que marca o primeiro lançamento do artista norte-americano uma década após o '24K Magic', vem dando o que falar nas redes sociais.
Enquanto alguns apontam que o 'Bruninho', apelido que o artista ganhou após a passagem pelo Brasil, teria se inspirado no sucesso da onda latina, a exemplo de Bad Bunny, outros internautas batem o pé de que o intérprete de 'When I Was Your Man' copiou Pablo do Arrocha.
O público garante que Bruno copiou a música 'Imprevistos', de Pablo do Arrocha, lançada pelo artista em 2015, no álbum Desculpe Aí.
A semelhança entre as canções está, para o público, na melodia da canção, especialmente no refrão. Um vídeo chegou a viralizar na web comparando as duas canções.
A faixa de Bruno é uma composição do artista em parceria com Dernst Emile II, James Fauntleroy, e o parceiro de longa data Philip Lawrence. A produção fica a cargo de Bruninho e D'Mile, e na canção, a letra segue os moldes do arrocha, falar sobre algo romântico.
Já 'Imprevistos', é uma composição de Aparecida de Fátima Leão Moraes, e tem como narrativa a dor da espera, solidão e saudade.
@rafaellanegrini Bruno Mars ta copiando o pablo do arrocha? #brunomars #pablodoarrocha #arrocha #brunomarsmusic ? som original - Rafa Negrini
Apaixonado pelo Brasil, Bruno nunca chegou a comentar sobre ter conhecido o arrocha, no entanto, no início de fevereiro, o artista surpreendeu ao compartilhar uma foto de Reginaldo Rossi para celebrar o Valentine’s Day, uma comparação que já tinha sido feita pelos fãs.
O artista brasileiro segue o estilo apresentado por Bruno em 'The Romantic', nova era do cantor, que aposta em algo mais meloso e que se aproxima do brega conhecido de Rossi.
É importante lembrar que, caso se confirme a inspiração de Mars em Pablo do Arrocha, esta não seria a primeira vez que o ritmo 100% baiano, criado em Candeias, cai nas mãos de grandes artistas norte-americanos. Em 2021, Lady Gaga lançou um remix de 'Fun Tonight' ao lado de Pabllo Vittar e teve o gênero como inspiração.
Bruno já teve diversas canções transformadas em arrocha, uma delas, inclusive, lançada recentemente por Priscila Senna com participação de Pablo, a música 'Não Me Faça Chorar', uma versão de 'When I Was Your Man'.
SAMPLEOU OU NÃO?
Afinal, o que Bruno fez é sample ou não? O sample musical significa uma amostragem replicada em uma nova canção, que caso não seja autorizada, configura como plágio. Por não haver uma lei específica para a prática, muitos artistas acabam se aproveitando do direito de citação para samplear.
No entanto, a prática já deu diversos problemas, um dos mais conhecidos foi o caso do britânico Rod Stewart, que plagiou a música 'Taj Mahal' do carioca Jorge Ben, na canção 'Do Ya Think I'm Sexy'.
Referência no assunto de Direito Autoral, o professor de Direito Civil, Direito Autoral e Propriedade Industrial da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Rodrigo Moraes tem um livro com diversos casos sobre plágio e sample.
A obra 'Você diz que o meu samba é plágio: histórias de plágio (ou não) na música popular brasileira', em parceria com Juca Novaes, traz a análise de diversos casos com base em pesquisa detalhada e em uma abordagem que une música e direito autoral.
Caso seja comprovado o suposto plágio e os artistas queiram entrar em uma ação, o caminho a seguir será similar ao que a cantora baiana Luana Matos e outros cinco compositores fizeram contra Shakira pelo plágio na canção 'Shakira: BZRP Music Sessions, vol 54' da música 'Tu Tu Tu', com direito a análise técnica que prove em quais trechos da canção existe o plágio.
SOBRE O ARROCHA
Descendente musical do bolero, ritmo de origem cubana, o arrocha surge em Candeias entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000, durante as festas de seresta e boêmia, e tem seu nome em alusão ao jeito que se é dançado, "agarradinho".
Nas canções de arrocha, é possível encontrar o som das batidas do safado tecladinho programável popularizado por Ademir Marques, um saxofone para dar o tom do romance e sensualidade no ar, e a combinação do compasso do bumbo da bateria com o contrabaixo.
"O Arrocha tem três estilos: tem o tradicional de Candeias, com teclado puro, que foi quando começou com Jai e Pablo (Asas Livres), voz e teclado; tem voz, teclado, violão e saxofone; e tem o arrocha de banda, que é o arrocha de Tayrone, ele foi a primeira pessoa a colocar banda com arrocha", contou Ney Santtos, 36 anos, cantor e produtor de arrocha em Candeias ao BN em 2021.
Após anos de rejeição fora do meio onde o ritmo era consumido devido à sua origem, a periferia, o arrocha conquistou o país, começando por outros estados do Nordeste e ganhando o Brasil, se tornando um dos gêneros mais populares, com exceção do Sul, por questão de logística, mas para o empresário Mário Paim, nada é impossível.

Em 2025, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou um Projeto de Lei (PL) para que o ritmo baiano seja reconhecido como Patrimônio Imaterial pela sua “relevância histórica, social e cultural”.
Na justificativa, o parlamentar exalta alguns dos fundadores do arrocha, como as rainhas do gênero, Nara Costa e Nira Guerreira, a banda Asas Livres e os cantores Pablo e Silvanno Salles. Segundo Hilton, os artistas foram responsáveis por difundir a cultura baiana por todo o país.
Ao BN, Pablo já celebrou o crescimento do gênero, do qual é um dos principais representantes. "Hoje eu vejo a cada dia o mercado ficando mais amplo para o nosso ritmo musical. O Brasil inteiro, todos os artistas sem distinção de gênero, cantando o nosso arrocha, então acho que a gente está indo no caminho certo".
"O Arrocha tem três estilos: tem o tradicional de Candeias, com teclado puro, que foi quando começou com Jai e Pablo (Asas Livres), voz e teclado; tem voz, teclado, violão e saxofone; e tem o arrocha de banda, que é o arrocha de Tayrone, ele foi a primeira pessoa a colocar banda com arrocha", conta Ney Santtos, 36 anos, cantor e produtor de arrocha em Candeias.
O bairro do Pelourinho será agitado pelo projeto 'Festival Pelourinho Cultural' a partir de março com uma grade de shows que valoriza a música baiana.
A abertura do projeto será realizada no Largo Quincas Berro d'Água, com quatro shows gratuitos de grandes nomes da música baiana, divididos entre os dias 6 (sexta-feira) e 7 (sábado), a partir das 19h.
No primeiro dia de festival, o axé toma conta da festa com os clássicos de Chiclete com Banana e Ara Ketu.
Já no sábado (07), um encontro de gerações une o samba-reggae histórico da Banda Reflexu's ao pagodão do ATTOOXXA.
O projeto, que conta com o patrocínio da Petrobras, vai além dos shows: até o fim do ano, o público poderá participar de oficinas de dança e percussão.
O Festival Pelourinho Cultural é realizado por meio da Lei Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Petrobras e realização da Tapis Rouge Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.
O ex-BBB Lucas Pizane marcou presença no camarote Expresso 2222 nesta terça-feira (17). Em entrevista ao Bahia Notícias, o baiano falou sobre a experiência de curtir o Carnaval de Salvador e compartilhou novidades sobre sua carreira musical.
“Vou esperar o trio de Léo passar, vou subir no trio de Léo. Hoje o meu último dia vai ser intenso, vai ser para curtir, porque trabalho eu já entreguei, então hoje é dia de viver o Carnaval de Salvador, nem que seja um diazinho, né?”, contou Pizane.
Ao comentar sobre a edição atual do reality show, que já conta com 4 expulsões, Lucas destacou a intensidade do programa. “Eu achei intenso, inclusive na minha edição teve modo turbo e até sem o modo turbo, conseguiu ter mais gente saindo. Eu não tô conseguindo acompanhar direito, mas tô vendo que o negócio tá pegando fogo lá”, afirmou.
Além da folia, Lucas adiantou novidades musicais. “Vou ter um lançamento sexta-feira agora, tive um lançamento dia de Iemanjá com Maju, falando de Rio Vermelho. E sexta vai sair esse álbum completo, com basicamente músicas que trazem Salvador como um personagem, né? Salvador é um personagem vivo dentro das canções, dançantes, alegres, baianas, é uma linguagem bem pop, bem acessível, assim. Eu tô muito feliz com esse projeto”, completou.
O cantor Durval Lelys comentou, neste sábado (14), sobre a escolha de seu personagem para a folia deste ano, que tem como tema a figura do “Viking”. O artista ainda elogiou as apostas dos artistas baianos para a música do Carnaval 2026.
“Eu já era fã do carnaval e vi aquelas imagens que inspiravam o carnaval. Depois vi artistas que eu amo de paixão, como o Ney Matogrosso, ao Alceu Valença, Mamonas Assassinas, todos com um teor exótico de caracterização, de personalização da sua obra. Eu aqui no Carnaval, dando seguimento a toda essa história, achei que criar personagens também seria algo diferente do que apenas vestir um personagem óbvio o Carnaval”, contou o puxador de trio.
Segundo cantor, os nomes dos personagens são inspirados no seu apelido. “Como meu apelido é Durvalino, eu botei o Vampirino, Conde Draculino, e Ragnalino desse ano, que é o Viking, caçador de estrelas”, completou.
Durval se apresenta hoje no circuito Osmar (Campo Grande). Entre os nomes que se apresentarão na folia no centro estão BaianaSystem, Xanddy Harmonia no comando de As Muquiranas, além de Targino Gondim.
O comandante do bloco Asa também elogiou as músicas do carnaval desse ano e chegou a adicionar alguns dos hits em seu repertório. Este ano, o cantor concorre ao troféu do Bahia Folia com a música “Sofá de Casa”.
“Botei no meu repertório a ‘Vampirinha’ de Ivete, botei no meu repertório a de Bell, ‘Que calor é esse’. Adoro os lançamentos. São tantas músicas boas, que é difícil escolher uma só, eu acredito na coletânea, acho que isso é mais importante”, afirmou.
Aos 45 do segundo tempo, o cantor e compositor Diggo conseguiu um "milagre de Carnaval", furar a bolha com uma faixa que vem para bater de frente com as favoritas ao título de 'Música do Carnaval'.
A disputa não é uma novidade para o artista. Compositor de sucessos, com mais de 200 obras registradas no Ecad, Diggo já conquistou o título através do Parangolé com 'Abaixa Que É Tiro' em 2019. Mas em carreira solo, sendo o intérprete do sucesso, esta é a primeira vez que o artista vem forte para a briga, e a estreia tem sido em grande estilo.
Com papéis invertidos, desta vez, Diggo deixa a caneta de lado para dar voz ao sucesso de Nego Thor, Heron Black e Kaleo Europa em 'Hipnotiza'. Esse é o nome do hit que vem ganhando as redes sociais nos últimos dias, se tornando sensação no Instagram. Ao Bahia Notícias, o artista falou sobre como vem sendo viver do outro lado da história.
"Tá sendo estranho (risos), não vou mentir. É algo novo, nunca vivi isso no lado como artista, como intérprete. Eu tô naquela vibe de 'não tô entendendo ainda o que tá acontecendo', mas estou muito feliz", disse.
A canção é uma "velha conhecida" do público que já acompanha a carreira de Diggo. O artista, que integrou o grupo Demorô, chegou a apresentar a faixa em 2018 e ao site afirmou que sempre acreditou no potencial da canção. 'Hipnotiza' foi gravada no PagoDiggo e ganhou uma nova versão com Léo Santana e clipe gravado na Saúde, em Salvador.
"Ela sempre deu certo, desde a época da minha antiga banda. Ela sempre funcionou e eu falei com Léo, 'pô, vamo participar comigo', mas ele disse que não dava no momento pela correria de agenda. Eu decidi lançar e quando tivesse um tempo gravaria com ele", relata.
Segundo Diggo, Léo se impressionou com a força da canção e decidiu arranjar um tempo para conseguir fazer o novo registro. "Ele disse 'Véi, que música é essa, vou dar um jeito e vamos gravar'. Eu estava muito feliz, porque já tinha essa oportunidade de ter Léo na música e deu certo".
A parceria com Léo Santana, que foi lançada no dia 28 de janeiro no Spotify e YouTube, rendeu a Diggo mais de 1 milhão de streams na plataforma de música e 1,8 milhão de views no YouTube. A canção também aparece entre as virais das redes sociais, e Diggo conquistou críticos ao redor do país, que vem elogiando o desempenho da faixa.
O artista, que em 2026 pretende responder ainda mais pelo nome Diggo como cantor, afirmou que o pós Carnaval será de estruturar a carreira. A composição ficará em segundo plano, ao menos nesse período de foco na carreira como intérprete.
"Vai ser um momento de estruturar mais ainda e tentar sair de Salvador, ir em Sergipe, ficar um pouco no Nordeste, dar uma passada no Sul, já fechamos Florianópolis, Porto Alegre, e queremos levar a nossa música para outro lugar", afirmou.
Enquanto ainda é folia, dá para sonhar em ver Diggo na avenida. O artista desfila nesta terça-feira (10) com Léo Santana no Pipoco, será atração na Torre Beats no domingo (15), além de se apresentar em camarotes do circuito.
A banda Timbalada está com uma nova aposta para o Carnaval de 2026. Depois da participação na música ‘Acarajé’, lançada por Tomate, o grupo percussivo traz uma música a cara da nação timbaleira, ‘Pele Pintada’.
Composta por Danilo, Mandela, Carlinhos Brown, Buja Ferreira e Tata Estrela, a canção já vem sendo apresentada desde o primeiro ensaio da banda no início do ano, e ganhou a adesão do público.
Com a essência da Timbalada, a faixa evidência a percussão, a energia coletiva e faz referências à cultura afro-baiana. “’Pele Pintada’ nasce da nossa vivência, do nosso chão e do contato direto com o público. É uma música que fala de tribo, de coletivo, de alegria e de batucada. Gravar esse clipe no Candyall, com tanta gente querida e sentindo essa energia de perto, foi especial demais. É Timbalada na essência, do jeito que o timbaleiro gosta”, afirma Buja.
Com clipe gravado em casa, no Candyall Guetho Square, o projeto audiovisual contou com roteiro e direção de Fred Soares, e teve como proposta mostrar como a famosa pintura da Timbalada atravessou o tempo e marcou uma geração. A produção conta com participações especiais de Seu Bororó e Carlinhos Brown, além da presença de 300 fãs, e de influenciadores locais, como Leozito Rocha, Aldamen e Rai Ferreira.
‘Pele Pintada’ faz parte do repertório da banda que em 2026 volta a puxar o Bloco Timbalada na sexta-feira (13). Além da festa com a nova música, o grupo celebra no trio os 30 anos da canção ‘Margarida Perfumada’, e promete um show histórico para os fãs.
O abadá para desfilar com a Timbalada ainda pode ser encontrado no site Bora Tickets a R$ 500. No sábado (14), o trio desfila com Carlinhos Brown no comando do bloco.
Já a Timbalada tem um Carnaval agitado com apresentações para o folião pipoca e com shows nos camarotes do circuito Dodô (Barra-Ondina).
“Meu repertório hoje é quase o Roberto Carlos”, brinca Robyssão sobre adaptação para pagodão ‘clean’
As coisas estão mudadas... Restaurante? É Mc. Transporte? É Uber. E para bom entendedor do pagodão/pagofunk, a canção se completa sozinha. Mas nesse meio de mudanças, as músicas de Robyssão também entraram na lista. Porém, não precisa se preocupar nem abandonar o pagofunk +18 de vez, Titio Roby garante que tudo é uma questão de adaptação para o público e o mercado. Essa não foi a pedido delas.
Conhecido por se aprofundar em um universo amado por muitos e julgado por outros, Robyssão revelou ao Bahia Notícias como lida com as críticas em relação as suas músicas. Para o cantor, tudo que é dito é filtrado e se transforma em construção de um 'titio' melhor. É a famosa 'Escola da Vida'...
“Eu recebo a crítica de uma forma positiva, eu acho que a crítica construtiva, ela sempre nos amadurece. Eu ouço as críticas e filtro aquilo que pode ser bom para mim, pode me fazer crescer.”
O artista, que já chegou a ser conhecido como o "Rei da Putaria" no cenário baiano, e se autointitular "Adestrador de Tcheca", revelou ainda que seu repertório passou por algumas mudanças, pensando na aceitação do mercado.
“Por exemplo, eu aprendi, hoje minhas músicas são muito mais limpas. Aprendi que, com o passar do tempo, a gente vai entendendo que tem certas letras que não cabem mais no mercado fonográfico, no cenário, porque terminam ofendendo”, conta Robyssão.
Mas o artista defende a classe e cita canções de empoderamento, a exemplo de 'O Poder Está na Tcheca'. Para Robyssão, suas canções nunca foram feitas no intuito de ofender ninguém, e seguem fazendo sucesso nas ruas e com o público. O pagodeiro ainda brincou sobre o fato de ter reformulado o repertório e acredita que sua música tem se aproximado mais do Rei Roberto Carlos, fazendo assim, parte da “monarquia” da música brasileira, ainda que de reinos diferentes.
“Apesar de que eu nunca fiz música para ofender, sempre num tom de brincadeira. Mas a vida é um aprendizado, e eu aprendi que tem algumas músicas que não são mais legais, então hoje eu filtrei bastante o meu repertório. Meu repertório hoje é quase o Roberto Carlos”, disse aos risos.
Para quem acha que o repertório de Titio Roby é apenas baixaria, o artista já gravou as famosas "love songs". Em 2010, Robyssão, na época do Black Style gravou 'Iasmim', inspirada em 'Without You' de Mariah Carey, e 'Mariana', uma versão de 'Making Love Out of Nothing at All', da banda Air Supply.
Apaixonado por música internacional, o artista já chegou a gravar uma versão da música 'The Scientist', do grupo britânico Coldplay. Em 2023, o artista chegou a prestigiar a banda de Chris Martin no show de São Paulo. Robyssão também é fã de Harry Styles e Dua Lipa.
CARIOCA DE NASCENÇA, BAIANO DE CORAÇÃO
Na certidão consta município de nascimento: Rio de Janeiro. Mas Robson Elias Adorno Costa, conhecido como Robyssão, e para os mais íntimos, Titio Roby, não abre mão de ser um pouquinho soteropolitano.
Criado entre Pau Miúdo e Cajazeiras, um mundo dentro de Salvador, logo depois dos Alpes Brotenses, o pai do Pagofunk celebra o fato de conseguir se manter em alta após pouco mais de 17 anos desde o surgimento no Black Style.
“Eu costumo dizer que fazer sucesso não é tão difícil, o difícil é se manter no sucesso, é extremamente desafiador. Eu fico feliz e muito realizado em saber que um projeto, que eu sonhava e que idealizei há muitos anos, deu certo e até hoje se mantém”, afirma.
Para Robyssão, a mistura da família fez com que ele recebesse o título oficial de “baioca” e nutrisse uma paixão especial pelo Carnaval de Salvador, do qual ele está confirmado pela Prefeitura. O artista também está confirmado como atração no bloco As Kuviteiras no sábado de folia no Circuito Osmar (Campo Grande).
“Eu me sinto um cara muito privilegiado por ser baiano. Apesar de que, eu nasci no Rio, vim para a Bahia com 10 anos de idade, mas minha família, metade mora aqui, a outra metade mora no Rio de Janeiro. Eu sou um baianoca, baiano e carioca, uma mistura. Fico muito contente, feliz de verdade. É um sonho realizado, estar mais uma vez no Carnaval de Salvador.”
O artista ainda garantiu ao BN que em 2026 terá bons frutos para o público: “Esse vai ser um carnaval incrível. Muitos projetos do Robyssão para 2026, vai ter audiovisual e músicas inéditas”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Caiado
"Vocês que têm essa capacidade toda e sensibilidade de serem mães, criar os filhos, os nossos lares, estruturar as nossas famílias. Esta é a verdade, o verdadeiro poder da mulher. A nossa formação no dia a dia é a cultura brasileira. Nós somos muito mais uma criação matriarcal, como a grande protetora é o nosso lar".
Disse o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), ao afirmar que as mulheres exercem um papel central na proteção das famílias e possuem mais influência do que os homens nas decisões tomadas dentro do lar. As declarações foram feitas durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.