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Planalto vê 'desespero' em viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA e atribui 'tarifaço' à família do senador

Por Redação

Planalto vê 'desespero' em viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA e atribui 'tarifaço' à família do senador
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O Palácio do Planalto minimizou a viagem do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aos Estados Unidos. Integrantes da gestão federal avaliam que a postura do parlamentar reflete um "desespero" político para tentar se desvincular da responsabilidade sobre o potencial aumento das tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos brasileiros.

 

Enquanto a oposição critica a conduta diplomática atual, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem reforçado o discurso de defesa da soberania nacional para questionar as barreiras econômicas que podem ser impostas pelo mercado americano.

 

Paralelamente, em pleno ano eleitoral, aliados de Lula têm aproveitado o debate para disseminar a tese de que o chamado "tarifaço" é consequência direta das ações da família Bolsonaro. As informações foram reveladas pela coluna Painel da Folha de S. Paulo.

 

A disputa de narrativas remonta ao ano passado, quando Donald Trump anunciou as primeiras tarifas contra o Brasil, justificando a medida com menções à situação jurídica de Jair Bolsonaro e alegando que o ex-presidente sofria uma "caça às bruxas" no país.

 

Em junho de 2026, o governo dos Estados Unidos emitiu um novo alerta indicando que o Brasil poderia sofrer novos reveses comerciais. O anúncio ocorreu logo após uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump. Na ocasião, o senador declarou publicamente que havia solicitado ao líder norte-americano que não aplicasse as sanções contra o Brasil.

 

Contudo, o Partido dos Trabalhadores (PT) vem utilizando suas redes sociais para contrapor essa versão, sustentando que as ações e articulações da família bolsonarista no exterior são as verdadeiras responsáveis pelas ameaças econômicas atuais.

 

O debate técnico sobre o setor produtivo ocorreu em audiências públicas nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7) em Washington. Durante sua participação nas sessões, Flávio Bolsonaro defendeu que a aplicação das barreiras tarifárias neste momento traria, na verdade, benefícios políticos e eleitorais para a gestão de Lula.

 

O senador reforçou que a atual conjuntura representa o "pior momento" para a imposição de restrições comerciais norte-americanas sobre o Brasil.