Artigos
O Esporte como recomeço - Construindo o futuro do Paradesporto no Brasil
Multimídia
"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
psd
O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), anunciou nesta quarta-feira (1), por meio das redes sociais, a liberação de candidatos a deputado estadual e federal no Ceará para apoiarem, nas eleições de 2026, os nomes que preferirem, independentemente de alinhamento com a federação União Progressista (PP-União Brasil).
Na publicação, Ciro afirmou que não haverá punições internas para candidatos que decidirem apoiar projetos políticos diferentes da posição majoritária da federação. Segundo ele, qualquer manifestação de apoio não poderá ser enquadrada como infração disciplinar.
O movimento pode também trazer repercussões na Bahia. A liberação pode abrir o precedente para que candidatos a deputado estadual e federal no estado também possam apoiar a candidatura ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Federado ao União Brasil, o PP agora está sob o comando de Cacá Leão na Bahia, após o desligamento do deputado federal Mario Jr. da presidência do partido.
Inclusive, o parlamentar ainda busca uma legenda para disputar a reeleição. Recentemente, ao Bahia Noticias, Mario sinalizou que tem debatido com alguns partidos, com bom encaminhamento para comandar o Podemos na Bahia, tentando obter mais um mandato.
Outro nome envolvido nas movimentações é o deputado federal Cláudio Cajado, que chegou a ter negociações avançadas com o PSD, partido liderado pelo senador Otto Alencar. A articulação contou com a participação do senador Jaques Wagner e previa que Cajado ocupasse o espaço político deixado por Diego Coronel na legenda, além de abrir possibilidade de inserção mais imediata na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A decisão de Ciro também pode impactar diretamente os chamados “egressos do PP” na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), grupo formado por deputados que passaram a buscar novas siglas após a federação. Entre eles está Niltinho, que já se filiou ao PSD.
O deputado Hassan Youssef, por sua vez, decidiu permanecer no PP, influenciado pelo cenário político de Jequié, onde o prefeito Zé Cocá, principal liderança de sua base, se alinhou à oposição e passou a integrar a chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) como pré-candidato a vice-governador.
Já os deputados Antônio Henrique e Eduardo Salles ainda não definiram seus destinos partidários e seguem em diálogo com legendas da base governista.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), teria declinado mais uma vez da possibilidade de assumir a pré-candidatura a vice-governadora na chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT). Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias por interlocutores, a deputada, que foi a mais votada do estado em 2022, teria recusado o convite, também, por não ter onde deixar o seu espólio eleitoral.
Uma fonte da reportagem indicou que Ivana negou novamente a vice, apesar do apoio e incentivo de diversos deputados estaduais. Todavia, a presidente do legislativo baiano não teria preparado um “herdeiro” de seus votos e já não teria tempo para realizar a eventual construção. No último pleito, ela alcançou 118 mil votos e, neste ano, indicativos nos bastidores demonstraram que ela passaria da casa dos 150 mil.
Conforme os interlocutores, o governador também teria reforçado que o nome de Ivana como vice seria o nome ideal para o posto, aliando força política e representatividade. Destaca-se que, caso aceitasse o convite e vencesse as eleição, ela faria história sendo a primeira vice-governadora eleita na história da Bahia. Para aliados, a avaliação é de que a presidente da AL-BA junto com Jerônimo seria a “chapa dos sonhos”.
Além disso, outra razão apontada para a recusa de Ivana foi o orçamento robusto previsto para o legislativo baiano em 2027. Com sua reeleição na presidência encaminhada, ela teria à disposição mais de R$ 1 bilhão para gerenciar dentro da AL-BA. Desde que assumiu o comando, a deputada tem promovido reformas estruturais na Casa e tem a previsão de realizar novas mudanças.
REUNIÃO
Na noite desta segunda (30), Jerônimo Rodrigues se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar.
Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença de Ivana Bastos, a qual é apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.
“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto.
Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.
A deputada estadual Fabíola Mansur possui um futuro encaminhado com o PSD e pode anunciar sua filiação já nesta quarta-feira (31). A parlamentar se despediu do PSB, partido que esteve filiada por 18 anos, nesta terça (30) e chegou a realizar um discurso emocionada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, as tratativas estão bastante avançadas e dependem apenas de pequenos ajustes para se concretizar. Até então, Fabíola tinha conversas com o PDT, PV e chegou a ser convidada pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT) a ingressar no PT.
Figura querida dentro da Casa, Fabíola acabou ficando na suplência do PSB após o resultado das eleições de 2022. Todavia, ela ocupou o mandato praticamente em toda legislatura, pois o titular, Angelo Almeida, esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). No último pleito, a ex-PSB registrou 58 mil votos.
Com Irecê sendo um de seus redutos eleitorais, Fabíola chega ao PSD depois da saída de Cafu Barreto para o grupo de oposição. O parlamentar era um dos políticos da sigla com forte atuação na região. Vale ressaltar que o PSD ainda mantém o deputado estadual Ricardo Rodrigues, que também é atuante no território de Irecê.
Recentemente, o partido comandado pelo senador Otto Alencar também filiou os deputados estaduais Niltinho (ex-PP) e a deputada Ludmilla Fiscina (ex-PV).
Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso.
“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.
A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado.
À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.
“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.
O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados.
“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.
No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.
Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.
“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, durante a noite desta segunda-feira (30). Os encontros ocorrem em meio a uma possível substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa governista.
Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.
“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto ao Bahia Notícias.
Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.
Procurado pela reportagem sobre o teor do encontro, Geddel se limitou a dizer que "foi uma boa reunião".
No início deste mês de março, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto, juntamente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram para discutir o nome que poderia substituir Geraldo Jr. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a indicação de Ivana Bastos teria sido unânime entre os caciques. Todavia, ela já teria recusado por preferir permanecer na presidência da AL-BA.
(Atualizada às 21h55 para adicionar a fala de Geddel)
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou, nesta segunda-feira (30), que apoiará o ex-prefeito de Salvador ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia.
A declaração foi feita durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência.
“Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, disse.
No estado, o PSD é comandado pelo senador Otto Alencar, que já declarou apoio à chapa governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
? Em lançamento de pré-candidatura, Caiado diz que estará no palanque de ACM Neto na Bahia
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 30, 2026
????Reprodução
Confira? pic.twitter.com/9ugvGNW1vZ
O PSD anunciou, nesta segunda-feira (30), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. O lançamento ocorreu durante evento na sede do partido, em São Paulo.
A escolha ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e em meio à insatisfação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também havia manifestado interesse na disputa.
“O PSD encerrou essa etapa de definição da pré-candidatura à Presidência. Foi uma escolha difícil, mas um privilégio, já que tínhamos três governadores bem avaliados”, afirmou o presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Durante o evento, Caiado afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
“Meu primeiro ato será uma anistia ampla, geral e irrestrita. A polarização pode ser superada por alguém que não é parte dela. Vim com o objetivo de pacificar o Brasil, anistiar todos, inclusive o ex-presidente”, declarou.
O deputado estadual Niltinho (PSD) comentou as articulações para a vaga de vice na chapa governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Em entrevista ao projeto Prisma, o parlamentar defendeu o nome da correligionária Ivana Bastos.
O PSD, aliado histórico do PT na Bahia, não deve indicar candidato ao Senado, especialmente após a saída do senador Angelo Coronel. Para Niltinho, a legenda - que reúne o maior número de prefeitos no estado - tem legitimidade para pleitear a vice-governadoria.
"Na medida que o PSD perde a posição de ter a vaga do senado, naturalmente você tirou do PSD um posto da majoritária", afirmou.
Como sugestão, ele reforçou o nome de Ivana Bastos. Segundo o deputado, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) representa uma escolha acertada e simboliza o fortalecimento da presença feminina na política.
“A chapa que abrilhantaria muito ao lado do governador seria da nossa presidente, Ivana Bastos. Seria bom ter uma mulher do perfil dela, resiliente. Ela já perdeu 3 eleições por dez votos, por 15 votos. Ali tem uma mulher de fibra, acho que é um grande nome”, disse Niltinho.
Apesar de defender as negociações, o parlamentar também comentou a possibilidade de manutenção da atual composição, com o vice-governador Geraldo Júnior. “Existe uma possibilidade real de mantê-lo. Mantendo os princípios do respeito, da coerência, porque está todo mundo no mesmo grupo, a gente não precisa dar cotovelada”, ponderou.
O deputado estadual Niltinho (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (30), que a migração conjunta de parlamentares que deixaram o PP após a federação com o União Brasil acabou não se concretizando após impasses nas negociações com o PSB. O grupo incluía os deputados Antônio Henrique, Hassan Youssef e Eduardo Salles.
Em entrevista ao projeto Prisma, Niltinho disse que os quatro planejavam seguir juntos para uma nova legenda e chegaram a conversar com partidos como PDT, PSD, Avante e Podemos. Segundo ele, o PSB era uma das principais opções, e houve inclusive reunião com o presidente nacional da sigla, João Campos.
“O plano era irmos juntos, os quatro, para uma nova agremiação”, afirmou.
A articulação, no entanto, foi alterada após mudanças no cenário político em Jequié, o que levou Hassan a permanecer no PP por causa de sua base eleitoral. Com isso, os demais deputados voltaram a reavaliar as alternativas.
De acordo com Niltinho, a possibilidade de ida ao PSB avançou, mas acabou descartada após cálculos eleitorais. “Manter juntos poderia colocar eleição em risco”, disse.
Ele afirmou ainda que, diante do cenário, o grupo decidiu liberar cada integrante para escolher o partido com maior viabilidade política. “Tomamos a decisão de que cada um seguiria o caminho de maior conforto”, declarou.
Niltinho acabou se filiando ao PSD, partido que, segundo ele, já era uma preferência. Os demais deputados ainda não anunciaram suas definições.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, publicou nesta segunda-feira (30) em suas redes sociais uma manifestação após o anúncio de Ronaldo Caiado como candidato do PSD à presidência.
?? Após anúncio de Caiado, Eduardo Leite critica decisão e fala em polarização política
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 30, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/tJPM5n6qFl
Em publicação nas redes sociais, o gestor diz estar desencantado e afirma que a escolha da sigla mantém a polarização política no país. "Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", disse Leite.
A confirmação da candidatura de Ronaldo Caiado deve ocorrer às 16h em uma entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo. O candidato desistente, Ratinho Jr, declarou apoio ao escolhido.
Na semana passada, após conversa com Kassab, Leite havia se colocado como a melhor opção de centro e afirmado que Caiado é de um grupo que 'já tem representante', referindo-se a ascensão do candidato Flávio Bolsonaro na direita.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciará sua pré-candidatura à Presidência da República na tarde desta segunda-feira (30). A coletiva de imprensa está marcada para as 16h, na sede do PSD, em São Paulo.
A movimentação ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., que, na semana passada, abriu caminho para que Caiado se consolidasse como nome da sigla na disputa pelo Palácio do Planalto.
Dentro do partido, Caiado também disputava a preferência da cúpula com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O chefe do Executivo goiano foi considerado favorito, com respaldo de setores do agronegócio e alinhamento com pautas relacionadas à segurança pública, tema que deve ganhar espaço no debate eleitoral deste ano.
Caiado oficializou sua filiação ao PSD em 14 de março. Como parte do movimento político, ele anunciou que deixará o governo de Goiás nesta terça-feira (31), quando o vice-governador Daniel Vilela assumirá o comando do estado.
O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara.
Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.
Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros.
Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.
Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.
Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total.
Entraram Saíram Saldo
PL 7 x +7
PSD 3 3 0
Podemos 2 1 +1
Republicanos 2 4 -2
PSDB 2 1 +1
PP 1 1 0
Missão 1 x +1
MDB 1 3 -2
Solidariedade 1 x +1
União Brasil x 6 -6
PRD x 1 -1
Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
PL - 94 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 51 deputados
PP - 49 deputados
PSD - 47 deputados
Republicanos - 42 deputados
MDB - 40 deputados
Podemos - 17 deputados
PDT - 17 deputados
PSB - 16 deputados
PSDB - 16 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 6 deputados
Novo - 5 deputados
Cidadania - 4 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
Missão - 1 deputado
Recém-filiado ao Partido Social Democrático (PSD), após deixar o Progressistas (PP), o deputado estadual Niltinho passou a ser cotado nos bastidores como possível nome para compor como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), na pela reeleição ao governo da Bahia em outubro.
A filiação de Niltinho ao PSD foi oficializada na última segunda-feira (23), em ato que contou com a presença do senador e presidente do partido no estado, Otto Alencar, e da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos.
De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, a possibilidade de composição teria ganhado força após a chegada do parlamentar ao novo partido. Além de Niltinho, sua esposa, Sylvia Bastos, também se filiou ao PSD na mesma data e pode disputar uma vaga na AL-BA caso o desenho com Niltinho na vice seja concretizado.
A movimentação considera a manutenção da atuação da família no Legislativo estadual, com a possibilidade de transferência do capital eleitoral do deputado para Sylvia.
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), respondeu às críticas feitas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner (PT) nesta sexta-feira (20). Em nota enviada após as declarações dos petistas em emissoras de rádio e portais locais, o gestor, que é cotado como pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União), rebateu as acusações de "ingratidão" e "traição".
“Tomei como surpresa os ataques endereçados a mim. Eles me chamam de traidor, mas foram eles que traíram Ângelo Coronel”, dispara Cocá. A declaração faz referência à recente exclusão do senador do PSD da chapa majoritária do governo, em favor de uma composição formada exclusivamente por nomes do PT, a chamada "chapa puro sangue".
Zé Cocá explica que sua relação com o governo estadual nos últimos dois anos foi institucional, focada no desenvolvimento de Jequié, no Médio Rio de Contas. Segundo o prefeito, o diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o secretário Adolpho Loyola, articulado pelo deputado Hassan (PP), visava apenas a execução de obras para o município.
O gestor ressaltou que nunca houve um acordo político firmado. “Sempre disse publicamente que caminharia com o governador Jerônimo se as obras prometidas fossem executadas. Como um homem democrático e republicano, coloquei as divergências ideológicas de lado para trabalhar pelo povo”, explica.
O prefeito também revelou que a postura de Rui Costa em visitas anteriores confirmava a falta de alinhamento político. As informações são do Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias. Segundo Cocá, o ministro já estaria preparando um nome ligado ao grupo petista para concorrer às eleições municipais em Jequié, o que desmentiria qualquer apoio.
A troca de acusações marca um novo capítulo no acirramento político para as eleições de 2026, com Jequié tornando-se um dos principais palcos do embate entre o grupo governista e a oposição liderada pelo União Brasil.
Depois de participar do lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Minas Gerais nesta sexta-feira (20) com esperança de conseguir anunciar outro candidato ligado ao governo federal. Lula participará de eventos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e pode anunciar o nome do ex-presidente do Senado para a disputa ao governo mineiro.
Em São Paulo, nesta quinta (19), Lula aproveitou a realização da Caravana Federativa para anunciar Haddad como candidato. Nesta sexta, o presidente quer seguir o mesmo script, aproveitando uma agenda de diversos eventos e entregas à população para fazer o anúncio da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.
Pela manhã, o presidente Lula, junto com o senador e outros ministros, vai anunciar na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras, com previsão de geração de 36 mil empregos nos próximos 10 anos. Nesse evento, Lula vai descerrar, ao lado de Pacheco, a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no final de dezembro passado.
São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, por meio de um investimento de R$ 63 milhões. O objetivo com a usina é substituir a queima de gás natural pelo uso de energia limpa, modelo que está sendo replicado para outras refinarias de petróleo da Petrobras.
À tarde, também acompanhado de Pacheco, Lula participa em Sete Lagoas de visita à fábrica da Iveco, quando anunciará a entrega de 158 novos ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. O ministro da Educação, Camilo Santana, participa da agenda.
A ação marca o início da distribuição de mil ônibus da segunda etapa do Novo PAC Seleções, com investimento de cerca de R$ 500 milhões. Os veículos vão beneficiar estudantes da educação básica, especialmente de áreas rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A cerimônia contará ainda com a participação de prefeitos de diferentes regiões do estado.
A sinalização de que Rodrigo Pacheco cedeu e pode ser anunciado como pré-candidato é o fato dele estar negociando uma mudança de partido antes do prazo final de filiação para quem quer concorrer às eleições. Pacheco está de saída do PSD pelo fato de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab (SP), ter filiado o vice-governador Mateus Simões, que vai assumir o governo com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) e, no cargo, se candidatará a mais um mandato.
O senador Rodrigo Pacheco vinha negociando com o União Brasil, mas as negociações emperraram depois que o noticiário expôs ligações entre o presidente da legenda, Antônio Rueda, com Daniel Vorcaro e o banco Master. Nesse contexto, o senador retomou as negociações com o MDB e com o PSB.
No MDB, entretanto, o presidente estadual do partido, o deputado Newton Cardoso Júnior, vem resistindo à filiação. O deputado tem a intenção de lançar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como candidato do partido ao governo.
Depois dos eventos junto com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula viajará no final do dia para Bogotá, na Colômbia. No fim de semana será realizado o 10º Fórum de Alto Nível Celac-África, com representantes de países da América do Sul, do Caribe e da África.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou neste sábado (14) sua filiação no Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab. A ação marca sua saída do União Brasil na tentativa de viabilizar sua candidatura à presidência da República.
Segundo o g1, a oficialização aconteceu em um ato de campanha regional na cidade de Jaraguá, a 120 km de Goiânia. No PSD, disputam com Caiado a vaga de candidato à presidente os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Gilberto Kassab afirmou que o partido deve decidir o nome do postulante até o final do mês. Pelas regras eleitorais, o candidato precisa estar filiado ao partido pelo qual disputará a eleição deste ano até o dia 4 de abril.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu, nesta sexta-feira (13), um habeas corpus ao vereador Salvino Oliveira (PSD), preso na última quarta-feira (11) sob suspeita de ligação com o tráfico de drogas.
As investigações apontam que o fato de o político se declarar “cria” da Cidade de Deus e ter utilizado o slogan de campanha “Vereança das Favelas do Rio” foi considerado nas suspeitas levantadas pelos investigadores.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, a autodeclaração ganha relevância quando analisada junto ao histórico territorial da região. O documento afirma que a Cidade de Deus, por ter limites próximos com a Gardênia Azul, foi historicamente utilizada como base avançada e ponto de concentração logística para criminosos ligados ao Comando Vermelho.
Na quinta-feira, após a prisão de Salvino ter sido mantida pela Justiça durante audiência de custódia, a defesa do vereador entrou com um pedido de habeas corpus.
A Operação Contenção Red Legacy, que resultou na prisão do político e de seis policiais militares, segue provocando embates entre autoridades.
O presidente do PSD no Rio, o deputado federal Pedro Paulo, afirmou que pretende solicitar uma audiência de urgência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para tratar da prisão do vereador.
O futuro partidário da família Coronel parece estar caminhando para uma definição. Após o anúncio de rompimento com o PSD e com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador Angelo Coronel e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente - iniciaram tratativas com legendas aliadas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União).
Informações apuradas pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (13) junto a pessoas próximas ao senador apontam que o caminho para os três deve ser o Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. Nos bastidores, o partido já havia sido citado na "bolsa de apostas" junto o próprio União Brasil de ACM Neto, PSDB e PP.
Pensando na eleição de outubro, a oposição já desenha a composição de sua chapa. Além do ex-prefeito de Salvador, o grupo tem outro nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
A expectativa é que Coronel seja apresentado como o outro candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias.
Ele anunciou que deixaria o PSD do também senador Otto Alencar após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.
No mês passado, Coronel falou abertamente que apesar de não ter escolhido o novo partido ainda, caminharia ao lado de ACM Neto.
PROPORCIONAL NA CONTA
Em paralelo a isso, as articulações de filiações partidárias na disputa para deputados estaduais e federais continuam. O Republicanos também deve abrigar a candidatura de Leo Prates, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados.
O indicativo é que ele deixe o PDT diante da conjuntura de aliança do partido com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento passa pelas pretensões da sigla ligada a Igreja Universal do Reino De Deus (Iurd) em aumentar sua bancada. A ideia é chegar a cinco federais em Brasília, com a chegada de Prates e de Diego Coronel.
Atualmente o partido conta com três representantes na Câmara: Márcio Marinho, Alex Santana - que já anunciou que não vai disputar a reeleição -, e Rogéria Santos.
A vereadora de Serrinha, na região sisaleira, Edylene Ferreira (PSD), afirmou que pretende deixar o partido após a filiação do ex-prefeito Adriano Lima à legenda. A declaração foi feita durante sessão da Câmara Municipal realizada na noite da última terça-feira (10). Ferreira também é presidente da União de Vereadores da Bahia.
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, durante discurso na tribuna, a legisladora disse ter sido surpreendida ao saber, por meio de ligações e mensagens, que Adriano Lima havia citado o nome dela em uma entrevista à uma emissora de rádio, na qual teria feito um convite para que ela permanecesse no partido.
Conforme Edylene Ferreira, não houve comunicação prévia sobre a filiação do ex-prefeito ao PSD. “Recebi um convite do ex-prefeito Adriano Lima para permanecer no PSD. Ninguém sabia que ele iria para o partido. Fui pega completamente de surpresa”, afirmou.
A vereadora também lembrou que, nas últimas eleições municipais, o PSD esteve em campo político oposto ao grupo liderado por Lima em Serrinha. Diante da nova movimentação partidária, ela declarou que não pretende permanecer na legenda.
“A sua chegada, ex-prefeito Adriano Lima, é a minha saída do partido. Pode ficar bem à vontade no PSD, mas os meus pensamentos não condizem com os seus”, disse. Durante o pronunciamento, Edylene também mencionou o ex-prefeito Ferreirinha, apontado por ela como seu chefe político, e afirmou que ele também deve deixar a sigla.
O deputado federal Raimundo Costa (PSD) comentou, nesta segunda-feira (9), sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) após deixar o Podemos. Em declaração ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, ele detalhou a motivação da mudança partidária.
"Quando você vê o PSD, um partido já consolidado, que tem seis federais, perdeu um [Diego Coronel], e ainda tem capacidade de avançar e crescer, você entende que isso lhe dá condições de avançar. Fizemos uma métrica de 200 mil votos e vimos que o partido poderia nos ajudar a adicionar um pouco mais a esse número", afirmou.
Segundo ele, a ideia inicial era que o grupo formado por ele, pelo suplente do enador Jaques Wagner, Bebeto Galvão, e pelo ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, saísse candidato pelo Podemos. No entanto, eles receberam convites de outros partidos da base governista, como MDB e Avante, mas avaliaram que o PSD seria a legenda mais adequada.
"O deputado Raimundo da Costa, eu, nos relacionamos muito com Bebeto Galvão e tivemos o privilégio de conhecer o ex-prefeito de Serrinha, Adriano. Conversamos e vimos que havia esse espaço no Podemos e poderíamos disputar ali a primeira vaga", explicou.
Raimundo Costa, conhecido como Raimundo da Pesca, juntamente com Bebeto Galvão e Adriano Lima, oficializou a filiação ao PSD nesta segunda-feira (9).
A configuração da chapa majoritária ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem ganhado novos rascunhos. Após uma crise interna ligada ao atual vice-governador Geraldo Jr. (MDB), com o estopim para a retomada do debate sobre a vice ocorrendo após ocupante da cadeira solicitar em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o tema ganhou contornos de substituição.
A troca segue sendo debatida de forma interna, com a inserção do PSD como possível partido para indicar o nome para a vaga. Com isso, uma "lista tríplice" do partido teria três nomes, todos "mais próximos" ao senador Otto Alencar, principal liderança da legenda. O principal deles é o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, que começou a circular nos bastidores com maior intensidade desde a noite do último sábado (7). O entrave seria o desejo da própria deputada estadual, que comanda o legislativo baiano, podendo permanecer no posto por um período mais longo, após uma eventual reeleição. Interlocutores que participam da negociação indicaram ao Bahia Notícias que Ivana "atenderia o convite", no caso do pedido partir do próprio senador Otto Alencar.
Citados como eventuais nomes para concorrer ainda estão outros dois deputados estaduais. O ex-presidente da Assembleia Adolfo Menezes também foi mencionado como eventual integrante da chapa, também por conta da relação com Otto e o próprio Jerônimo Rodrigues. Ligado a Campo Formoso, Adolfo também reforçaria a penetração governista em uma região já ligada ao grupo. O entrave seria apenas o seu desejo de assumir uma das vagas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fato citado, novamente, nesta segunda-feira (9).
Além dele, o deputado estadual Alex da Piatã, mais um nome de forte relação com o senador Otto Alencar disponta na lista. O foco seria o reforço na região sisaleira, onde o deputado também tem forte atuação.
O movimento, inclusive, foi confirmado pelo governador, que sinalizou sobre o diálogo com Otto Alencar. "Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele e à lealdade dele ao projeto. A responsabilidade que ele tem, ele tem e terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo. O senador Otto Alencar é uma pessoa de palavra e estamos discutindo com o partido, tanto aqui no estado quanto na esfera nacional, por conta da relação que nós temos com o PSD aqui na Bahia. Nós estamos aguardando isso", disse Jerônimo em coletiva, nesta segunda (9).
"Eu falei que quanto mais a gente fica aguardando acaba as pessoas mexendo mais, mas nós temos um prazo. Se nós temos um prazo no mês de março, eu vou utilizar até o último dia, se for preciso, para que a gente possa tomar uma decisão aderente com aquilo que nós acreditamos. Uma chapa que não machuque ninguém, que não maltrate ninguém, nós não podemos ter perdas nessa caminhada, mas uma chapa que dialogue com o projeto nosso", completou.
BRIGA INTERNA
Após o imbróglio, o ministro da Casa publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”. A repercussão foi imediata. Em ato contínuo, o vice-governador foi obrigado a pedir desculpas públicas ao ex-governador por enviar mensagens atribuídas a ele.
"Já pedi as minhas desculpas a quem deveria pedir e estou pedindo aqui de público porque sou um homem público, e, por ser um homem público, eu tenho que fazer essa sorte pedindo desculpas aqui a quem se sentiu incomodado, em especial ao ministro Rui Costa. Tenho o maior respeito a figura humana do ministro Rui ao homem público”, disse durante entrevista à rádio Metrópole.
Geraldo atribui o ocorrido a um “erro tecnológico” e explicou que, por ser da “época analógica", cometeu um erro ao usar o WhatsApp.
Com isso, durante uma reunião na última quarta-feira (4), o governador Jerônimo Rodrigues convocou o atual presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, e seu sobrinho, deputado federal Neto Carletto (Avante). No encontro, o tema foi, justamente, o espaço na vice. Interlocutores próximos a dupla que lidera o Avante no estado sinalizaram que um convite foi feito ao presidente da legenda, tentando ver alternativas de "compor" interesses do grupo. "Não teve negativa. Foi indicado apenas que Carletto preferia a suplência de Rui [na disputa ao Senado]. Porém, o grupo não está fechado para negociações, caso o governador entenda que é melhor", sinalizou um interlocutor do partido.
Após um avião ultraleve realizar um pouso forçado no fim da tarde de quinta-feira (5), em Guanambi, no sudoeste da Bahia. Segundo a Superintendência Municipal de Trânsito (SMTran), a aeronave desceu em uma área aberta nos fundos de um estabelecimento atacadista, nas proximidades da rodovia que liga o município a Caetité.
Duas pessoas ocupavam a aeronave de pequeno porte e sofreram ferimentos. Entre os feridos está Saulo Fernandes, irmão do deputado federal Charles Fernandes (PSD). O parlamentar confirmou o estado de saúde dos ocupantes, informando que ambos passam bem após o ocorrido.
De acordo com a prefeitura local, o avião decolou do Aeroporto Municipal Isaac Moura Rocha para um voo panorâmico. Poucos minutos após a decolagem, a aeronave apresentou uma falha no motor, o que impediu o retorno à pista e forçou o piloto a buscar uma área de pouso alternativa.
As circunstâncias do incidente técnico e as condições da aeronave experimental devem ser investigadas pelas autoridades competentes, as informações foram confirmadas pelo Mais Região, parceiro local do Bahia Notícias.
O parlamentar Edson Cardoso dos Santos (PSD) eleito como o vereador “Cachoeira do Bolo”, de 46 anos, é o principal alvo da Operação Kit Dispensa, que investiga uma organização criminosa instalada no Poder Legislativo de Sobradinho, no norte do estado, para o desvio de recursos públicos por fraudes em licitações. Ainda nesta quinta-feira (5) ele foi preso novamente em um mandado policial preventivo.
Esta é a segunda prisão do vereador em menos de dez dias. Ele havia sido detido inicialmente em 25 de fevereiro, durante a fase ostensiva da operação, sob acusações de peculato, associação criminosa e posse ilegal de arma de fogo.
Embora tenha recebido liberdade provisória em 1º de março, o Ministério Público (MP-BA_ solicitou sua prisão preventiva após constatar que o investigado descumpriu as medidas cautelares impostas pela Justiça. Após não ser encontrado em sua residência pela manhã, o parlamentar apresentou-se à unidade policial acompanhado de advogados.
ENTENDA O ESQUEMA
De acordo com o delegado Fernando Barros, titular da Delegacia Territorial de Sobradinho, o esquema do kit-dispensa contava com uma estrutura profissionalizada:
-
Composição múltipla: diferentes agentes públicos participaram como políticos, empresários e assessores jurídicos.
-
Modus Operandi: O grupo simulava procedimentos legais, utilizava o fracionamento indevido de contratos e abusava das hipóteses de "dispensa de licitação" para direcionar contratos a empresas parceiras.
-
Serviços Fantasmas: Em diversos casos, o poder público pagava por serviços que nunca foram efetivamente prestados.
A operação não se limita às prisões. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos envolvidos que podem chegar a R$ 12 milhões, além da apreensão de 16 veículos de luxo avaliados em R$ 1,5 milhão. As diligências já percorreram as cidades de Juazeiro, Salvador, Filadélfia e Petrolina (cidade de Pernambuco na divisa com Juazeiro).
As investigações continuam para identificar outros beneficiários do esquema e garantir o ressarcimento integral ao erário municipal.
Considerando que são “jovens” as pessoas entre 15 e 29 anos, isso significa que a juventude contemporânea é fruto das gerações Z (1997-2010) e Alpha (2010-2024), mantendo uma relação direta e intrínseca com a internet e as redes sociais. Enquanto as demais gerações anteriores conheceram o mundo pré-conectado virtualmente, os jovens atuais - e os que virão - nasceram em meio à ascensão das plataformas com atualizações que já promoveram mudanças significativas em diversas áreas, incluindo a política. Do chão de fábrica e dos palanques em praças públicas até vídeos em redes sociais e contagem de engajamento por hashtags, ainda é possível mobilizar a juventude?
Tentando responder a essa pergunta, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A terceira reportagem desta série explora justamente os desafios dos líderes políticos para garantir a aproximação dos jovens com a vida política e promover o engajamento social dentro e fora das redes.
Para compreender esse cenário, a reportagem conversou com os seguintes líderes partidários de juventude: Ítalo Menezes, do Partido dos Trabalhadores (PT); Felipe Santana, do Partido Social Democrático (PSD); Matheus Pinheiro, do União Brasil; e Yuri Andrade, do Progressistas (PP).
LEIA MAIS:
- Raio-X da Juventude: Candidaturas de até 29 anos eram apenas 6% nas eleições municipais da Bahia em 2024
- Partidos se organizam com estruturas voltadas para atrair e manter jovens filiados
ADAPTAR PARA CONQUISTAR
Divididos entre siglas, posicionamentos políticos e ideologias distintas, o consenso entre as lideranças juvenis é que os desafios que a juventude enfrenta na política são múltiplos e os artifícios para se conectar com esse grupo têm se atualizado cada vez mais rápido.
Para o social-democrata Felipe Santana (PSD), a dificuldade é que, para manter jovens na disputa e atrair novos nomes, é necessário romper com parte da “tradição”. “Em um cenário macro, um cenário externo, a dificuldade é romper as estruturas que as grandes famílias, que os grandes mandatos e que os veteranos vêm fazendo”, explica o líder, que também é vereador de Salvador.
O posicionamento é o mesmo que o do prefeito de Pedro Alexandre, no interior da Bahia, Yuri Andrade (PP). O representante da Juventude Progressista diz que o maior desafio são “as velhas práticas políticas”. “Isso você pode ter certeza que é do início da política, que a gente faz aqui no interior, até a nacional”, completa.
Segundo ele, essas velhas práticas funcionam como uma espécie de excessiva burocracia, que limita a renovação. “Cada uma no seu nível, municipal, estadual, e nacional, vai aumentando as dificuldades, mas é o mais comum, e não só com a classe política, realmente, mas também com aquela classe dos bastidores, das pessoas que estão na política”, aponta. Yuri completa dizendo que “essa dificuldade, para mim, era uma coisa que eu achava que evoluiria mais rápido, mas vejo um pouco devagar na política ainda”.
Por outro lado, Felipe acredita, no entanto, que apesar da barreira, a própria juventude também pode apresentar uma solução para o problema. “Nós viemos com um gosto de gás diferenciado que representa a nossa juventude. A gente vem com a vontade, a gente vem aguerrido, a gente vem com novas ideias, novas proposições, com um jeito de fazer política e de fazer o trabalho do homem público de uma maneira diferenciada”, garante.
Já na visão do petista Ítalo Menezes, “o maior desafio hoje do jovem é ser ouvido”. “É ter o seu lugar de fala nos lugares e posteriormente conseguir dar seguimento para aquilo”, afirma. Para ele, a questão mais sensível na política partidária, no entanto, é o orçamento.
“Então, tem essa dificuldade, mas, para além disso, tem uma questão de dificuldade de orçamento também. Às vezes não chega muito, porque são muitos candidatos em uma legenda para se dividir valores, mas a gente está correndo atrás para que a juventude tenha sim, um lugar de fala, mas também um lugar de pautar e um lugar de construção, por óbvio”, destacou o líder petista.
O mesmo ocorre do outro lado do espectro político. Matheus Pinheiro, líder do União Jovem, também cita o orçamento e participação como as principais barreiras. “A gente sabe hoje que os principais desafios de muitos dentro de qualquer partido político são, às vezes, os recursos financeiros. O acesso ao recurso financeiro é uma grande dificuldade. Também tem dificuldade na construção de redes de apoio, é a dificuldade de invenção nos espaços de decisão. Além disso, às vezes existe um preconceito em alguns partidos que também gera dificuldade para conquistar uma visibilidade em meio a grandes lideranças tradicionais”, ressalta.
O secretário da Juventude do PT afirmou ao BN que, para se conectar com uma juventude cada vez mais “cronicamente online”, adaptações foram necessárias na comunicação do Partido dos Trabalhadores.
“Hoje a gente tem uma comunicação pujante para que a gente consiga atingir esses públicos. Não é à toa que o governo federal, por exemplo, está no TikTok, coloca meme todos os dias, então consegue chegar nesse público, para poder conseguir externalizar aquilo que a gente pensa, porque às vezes uma notícia não chega na sociedade, simplesmente porque o algoritmo ou porque determinado público não costuma ver”, explica.
A mesma mudança foi promovida na oposição. Para o representante do União Brasil, “a gente está organizando e vamos incorporar temas como inovação, sustentabilidade, diversidade, inclusão digital para esses jovens, para essa geração que quer estar ali debatendo, formando essa militância digital que hoje é muito grande. Então a gente já está se adaptando a esse novo método.”
Todas essas mudanças ocorrem porque, segundo os próprios líderes, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade “presencial” e a virtual.
MOBILIZAÇÃO REAL?
“Eu acredito que não é uma questão de adaptação, é uma questão do que a gente oferece”. É o que defende o vereador Felipe Santana. Segundo ele, a mobilização política dos jovens está relacionada ao nível de interesse em cada tema.
“Quando você oferece um serviço e um diálogo em que a geração alfa, a geração Z, independentemente da geração, queira fazer parte daquele projeto político, daquele momento, as pessoas buscam e a gente faz esse diálogo afetivo”, destaca o representante do PSD.
Segundo o democrata, o “jeito de falar com o jovem” é o mesmo jeito de falar com as demais gerações. “Eu acredito que, muito mais do que uma estratégia, é uma maneira de se comunicar para que a geração é, ao fazer, ou qualquer geração, a geração mais madura, ela tenha interesse no tema e aí vêm as nossas propostas de renovação política, de renovação de ideias e de trabalho”, garante Felipe.
Com um grupo de jovens participativo e engajado nas ruas e nas redes, o petista Ítalo Menezes também concorda ser necessário “pautar” os jovens. “Então, é pautar que as pessoas saibam discutir política e saibam implementar o processo político nas redes sociais, isso é óbvio, mas também nas ruas, não é à toa que a juventude do PT estava na rua há uns dias pedindo a tarifa zero da passagem de Salvador ou fazendo atividades de panfletagem”, diz.
O representante da Juventude do PT defende que a mudança geracional provocou mudanças por si só, mas que elas não são necessariamente negativas. “A juventude anterior não é a mesma de hoje e o pensamento, por óbvio, também muda. Eu acho que a gente tem que ter uma presença qualificada, não apenas na rua, mas também nas redes sociais”, afirma.
Para Menezes, o equilíbrio é saber como se posicionar em ambos os espaços. “Estamos aí na rua, estamos lutando, mas também nas redes sociais, que é muito importante para evitar que a extrema direita avance como avançou na pandemia”, conclui.
Esse não é o ponto de vista do progressista, Yuri Andrade (PP). Ele, que é chefe do Executivo, destaca que, em sua visão, falta um engajamento espontâneo dos jovens. “Nós temos muitos jovens que, quando estão engajados, que estão na política, eles estão de coração, então eles se doam mais, mas muitos se desviam no meio do caminho, ou porque não é o que querem, ou porque desfocam mesmo”, contextualiza.
Ele explica que “acredito muito que o jovem está precisando se engajar mais na política, se preocupar mais com política”. O representante do Progressistas defendeu ainda que isso não diz respeito à qualidade técnica da geração. “Nós temos muitos jovens bons no Brasil, eu acho que a gente melhorou até a qualidade de jovens, na parte técnica de estudos, jovens que se dedicam mais, porém que estão se afastando cada vez mais da política”, destaca.
E ele segue dizendo que esse afastamento é mais visível ao observar que o engajamento político é mais forte quanto “à distância”. “Nas redes sociais, o engajamento é incrível. Infelizmente, às vezes, eles chegam ao ponto de misturar notícias com política. Agora, nós temos a dificuldade de trazer para o campo. É isso que acontece”, afirma.
O líder jovem do União Brasil, Matheus Pinheiro, por sua vez, destacou que cada geração tem uma marca própria e esta é, inevitavelmente, tecnológica. “A gente sabe que a juventude de hoje, ela está muito tecnológica. A juventude de hoje tem um pensamento diferente de muitos que estão na política atualmente”, aponta. Para ele, isso é bom para oxigenar as ideias nos partidos. “Então eu acho que o que acontece hoje é que, quando junta um pouco da experiência com um pouco da juventude, a gente consegue movimentar novos e bons frutos dentro do partido. É preciso essa oxigenação”, garante.
No entanto, mesmo sendo um jovem, Matheus afirma compreender as críticas à geração: “É, os jovens, é, mobilizam muito facilmente na internet, eles entendem como é que funcionam os trending topics, é, sabem viralizar os temas importantes, mas dificilmente eles conseguem transformar isso em uma mobilização real, no sentido de ter impacto na política real”.
A solução encontrada pelo partido foi garantir que as plataformas sejam mais bem exploradas. “A gente tem feito alguns encontros, algumas pesquisas para entender um pouco da demanda dessa geração que debate em casa, que gosta de entrar no debate em casa, porque se a gente não consegue levar algumas pessoas para o debate na rua, a gente tem que começar a arrumar um formato que, mesmo de casa, essas pessoas possam debater”, contextualiza.
Pelo PSD, Felipe Santana se posiciona dizendo que “a rede social serviu para blindar e dar conforto às pessoas, não só aos jovens”. Ele acredita que a reputação precede a própria geração, desestimulando os jovens. “A gente tem que começar a separar essa ideia de que o jovem não vai para a rua, o jovem não vai para a rua porque, quando a gente trata o jovem dessa maneira, a gente exclui o jovem da sociedade e do diálogo. Então, o nosso papel aqui é trazer o jovem para o centro, é trazer o jovem para o espaço de poder, um espaço de decisão”, explica.
O vereador soteropolitano completa dizendo que “acredito que a gente viva uma ótica em que a gente tenha que quebrar esses paradigmas enquanto a gente jovem interromper o tipo do discurso”.
Andrade, junto ao PP, vai de encontro a essa posição. “Assim, ficou muito fácil você ficar atrás de um computador, do celular, defendendo suas ideias, mas quando vai para o campo mesmo, a gente não vê essa vontade e a gente acaba perdendo força. Força nas decisões, força até no respeito, na credibilidade de poder ter uma opinião no partido”, diz.
Para o prefeito de Pedro Alexandre, a solução deve ser conjunta para garantir que a presença seja valorizada. “Os partidos, todos os partidos, também precisam fazer com que o jovem tenha interesse em buscar, se aproximar da política, porque a política, queira ou não queira, para os que gostam e os que não gostam, ela move o país”, destaca.
Garantindo que a participação nas ruas não é o problema central do debate, Ítalo Menezes (PT) finaliza ressaltando que é necessário usar os conhecimentos da geração como ferramenta: “Nós almejamos que tenham ainda mais jovens engajados dentro do processo, que tenha um processo espontâneo dessa nova galera que a gente já vai acabar furando a bolha. [Almejamos] Um legado que tenha mais pessoas e pessoas com qualidade e pensamento a partir de uma formação política adequada e correta, por óbvio”, conclui.
Em meio a possível filiação ao PSD, Mario Negromonte Jr. se reúne com Otto Alencar e aquece bastidor
O deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) se reuniu, nesta quinta-feira (12), com o senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia. O encontro ocorre em meio a rumores sobre uma possível filiação do parlamentar à legenda.
Nas redes sociais, Mário Jr. publicou uma foto ao lado de Otto e afirmou que a visita foi motivada pelo período de recuperação do senador após cirurgia.
“Visitando o amigo senador @ottoalencar depois da sua cirurgia. O homem tá forte e com a saúde de ferro! Que Deus o abençoe e continue iluminando a sua caminhada!”, escreveu.
ENTENDA
A possível ida de Mário Jr. ao PSD ocorre após o rompimento da família Coronel com o partido. A saída abriu uma espécie de “demanda por compensação” junto à direção nacional da sigla, comandada por Gilberto Kassab, para que o PSD permanecesse “livre” na Bahia.
Segundo interlocutores, a compensação envolveria a filiação de dois deputados federais com mandato e potencial de reeleição. Nesse contexto, surgiram os nomes de Mário Negromonte Jr. e de Cláudio Cajado, ambos do Progressistas.
Kassab teria interesse em ampliar a bancada do PSD na Câmara dos Deputados. Na Bahia, o partido perdeu a cadeira de Diego Coronel após o rompimento com o senador Angelo Coronel, pai do parlamentar.
Para atender ao pleito da direção nacional, a base do governador Jerônimo Rodrigues teria articulado a atração de dois deputados que já vinham se aproximando do governo estadual, mas ainda não haviam definido o futuro partidário.
Cajado já teria avançado nas tratativas, indicando nomes para cargos na Agerba e no Detran-BA, embora oficialmente permaneça no PP. Já Mário Jr. dependeria da nomeação da esposa, Camila Vásquez, para uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A lista tríplice está na mesa do governador desde agosto. Segundo aliados, a definição deve ocorrer apenas na janela partidária de março, para evitar desgastes.
Ao Bahia Notícias, Mário Jr. confirmou as conversas. “Teve o convite. O Podemos e o PSB também”, afirmou. O PSD aparece como favorito, já que a ida para Podemos ou PSB poderia gerar conflito com atuais detentores de mandato nas legendas.
Caso as filiações de Cajado e Mário Jr. se confirmem, aliados avaliam que estaria equacionada a tensão criada após o rompimento entre Otto Alencar e Angelo Coronel com a direção nacional. O PSD manteria liberdade para apoiar as reeleições de Jerônimo Rodrigues, ao governo da Bahia, e de Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência.
CADEIRA NA CÂMARA
Para partidos de centro, como o PSD, o número de deputados federais é estratégico. A composição da bancada influencia diretamente na divisão do fundo partidário, do fundo eleitoral e do tempo de rádio e televisão.
Além da articulação na Câmara, Kassab também mira o Senado. O PSD conta hoje com três pré-candidatos ao Palácio do Planalto: os governadores Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás). A avaliação interna é de que, caso não disputem a Presidência, dois deles podem concorrer ao Senado com chances competitivas.
Em entrevista concedida no Campo Grande, o ex-prefeito de Salvador e principal liderança da oposição pela cadeira do governo da Bahia, ACM Neto (União), esclareceu os rumores sobre uma possível aproximação com o PSD. Questionado pela equipe do BN (Bahia Notícias) sobre as recentes movimentações políticas no estado, Neto foi enfático ao afirmar que não vê o partido de Gilberto Kassab deixando a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O político reforçou que sempre enxergou o PSD (Partido Social Democracia) como pilar de sustentação do atual governo: “Eu jamais avaliei a hipótese de o PSD sair do palanque de Jerônimo Rodrigues”.
ACM Neto negou qualquer contato recente com a cúpula nacional ou estadual do PSD para tratar de alianças locais. Segundo ele, a recente adesão de figuras como o deputado federal Diego Coronel ao seu grupo político é um movimento isolado e não deve ser interpretado como uma migração do partido como um todo.
“Nunca tive nenhum contato recente com o Kassab. Nunca cogitei o PSD na Bahia. Ninguém quer mexer nisso. A vinda de Coronel não tem nada a ver com a sigla; o grupo dele e o seu peso político, mas o PSD continua lá”, afirmou Neto.
Apesar da barreira estadual, ACM Neto deixou uma porta aberta no cenário federal. Ao ser questionado sobre as eleições presidenciais, ele sinalizou que a configuração de alianças em Brasília pode seguir um caminho diferente do local.
"Eu até acho que posso apoiar um candidato à Presidência que venha do PSD", admitiu, sinalizando que as divergências regionais com a legenda na Bahia não impedem uma convergência nacional futura, dependendo do nome apresentado pelo partido de Kassab.
Foto: Divulgação / Partido Progressistas (PP)
FEDERAÇÃO UNIÃO E PP
ACM Neto confirmou que a união entre os dois gigantes da política nacional está consolidada. Ele utilizou uma analogia matrimonial para explicar como funcionará a dinâmica de decisões daqui para frente, sinalizando o fim da autonomia isolada de cada legenda.
“A Federação é igual a um casamento. Quando você tem a vida de solteiro, faz sua vida de acordo com a sua vontade e sua cabeça. Quando você é casado, tem que compartilhar as decisões com o seu cônjuge. É a mesma coisa na Federação: hoje não podemos decidir sozinhos”, explica o político.
O deputado federal Antônio Brito (PSD) acompanhou nesta sexta-feira (13) a saída do Olodum, no circuito Batatinha (Pelourinho). Na ocasião, ele falou sobre as pretensões do partido para as eleições de outubro.
“Lamentamos muito a saída. Mas o presidente se reestruturou sobre a liderança de Otto, deveremos fazer de sete a oito deputados federais, mais de doze deputados estaduais. Tenho conversado com diversos prefeitos, todos têm se reunido e a gente se estruturou no partido, lamentamos, mas a vida seguiu e nós estamos arrumando o partido” , afirmou o parlamentar.
O deputado, acompanhado de seu pai, também comentou a suposta migração dos deputados federais Cláudio Cajado e Mário Negromomnte Jr. do PP para seu partido. Segundo ele, a possibilidade ainda está sendo discutida.
Eles estão discutindo a possibilidade de entrada, mas não há ainda nenhum tipo de filiação nem conversa específica. Até porque depois do Carnaval iremos conversar com a bancada federal do partido, que define tudo isso", afirmou.
O deputado prevê ainda novas negociações. "Temos várias outras conversas acontecendo e que vão ser boas surpresas para depois do Carnaval, o partido tender´q a manter seus deputados federais e ampliar a bancada estadual", concluiu.
O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, afirmou que o governo estadual não fechou as portas para o diálogo com o senador Angelo Coronel (PSD), mesmo diante das indefinições partidárias envolvendo o parlamentar. Em entrevista neste sábado (7) durante as comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizadas em Salvador, o titular da Serin afirmou que a permanência do Coronel no grupo governista depende “mais dele” do que do próprio governo.
Loyola também ressaltou que a definição depende do próprio senador e que não houve qualquer iniciativa do governo para romper a relação política. O secretário informou também que aguarda um pronunciamento oficial, caso haja um a definição de rompimento.
“Veja, depende mais dele do que de nós. Nós não fizemos nenhum movimento em tirar os cargos que ele tem no governo de indicação dele, certo? Estamos aguardando o comunicado oficial. Diego de Faro falou que quando fosse o momento de sair da base definitivamente, ele ligaria para o governador, ligaria para o senador para poder informar, mas estamos abertos”, disse.
Loyola reforçou que o diálogo segue como prioridade no processo de construção da chapa majoritária para as próximas eleições.
“Nós não fechamos porta, estamos no diálogo, mas vamos escutar todos os partidos para a gente fechar. Gosto de gente que ele pudesse ficar. Se não ficar, a paciência, ninguém fica onde é que não gosta”, declarou.
Ainda sobre a formação da chapa, o secretário afirmou que o PT pretende ouvir todos os partidos da base antes de qualquer anúncio oficial. De acordo com Loyola, a prioridade é consolidar a unidade política do grupo.
“Veja, o desafio é que nos move. Nada para nós é fácil. Nós vamos continuar no diálogo com os partidos da base, com todos os partidos, ouvindo todos os nossos partidos, para nós definirmos a chapa. Se nós conseguirmos fecharmos a chapa dos três governadores, que é um momento que a gente pode lançar isso, nós vamos conversar com todos os partidos para que possamos sair unidos, para montarmos nossa chapa de deputados federais e estaduais cada vez mais forte, para que a gente possa reeleger o governo. O presidente, reelegeu o governador e fazia uma maior bancada”, completou.
RENOVAÇÃO
Em meio às articulações políticas, Loyola também destacou o processo de renovação interna do PT na Bahia, ressaltando a trajetória do partido ao longo de mais de quatro décadas.
“Quarenta e seis anos de PT no Brasil e na Bahia. E aqui no Bahia não podia ser diferente. Nós, que há vinte anos estamos mudando a vida do povo e fazer parte dessa renovação do partido, junto com o Éden Valadares, com o Lucas Reis, com o Tássio Brito, o próprio governador Jerônimo, o ministro Rui Costa, que também foi fruto dessa renovação, nos orgulha”, disse.
“E ter essa festa de quarenta e seis anos aqui na Bahia hoje é muito importante e simbólico para nós. Ter o presidente Lula aqui e ter o governador Jerônimo, todos aqui hoje, para esse grande lançamento da campanha do presidente. Mostra o símbolo que a Bahia tem para o Brasil e para o Partido dos Trabalhadores”, completou.
O deputado federal Cláudio Cajado (PP) pode estar de malas prontas do Progressistas. O destino deve ser o PSD, partido comandado pelo senador Otto Alencar, passando por uma articulação feita com o senador petista Jaques Wagner.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores que participaram do debate, Cajado chegaria para ocupar o "espaço deixado por Diego Coronel". Com o PP em uma situação "repartida" na Bahia, Cajado resolveria o destino, também sendo contemplado com um espaço na gestão comandada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) de forma imediata.
Inicialmente o acordo passaria pela filiação também do deputado federal e presidente do Progressistas na Bahia, Mário Negromonte Jr., porém isso não deve ocorrer. Ainda sem "bater o martelo", o aceno teria mirado mais precisamente Cajado. Alguns intermediários da gestão "reforçaram" a busca pelo deputado mais diretamente, podendo também garantir o apoio do deputado a reeleição do grupo petista no estado.
A mudança de legenda também passaria pela alteração no comando da Agerba. A troca faria com que o parlamentar fosse contemplado, indicando Bruno Almeida, atual diretor administrativo e financeiro do Detran para o posto, atendendo o pleito de Cajado. A troca ainda estaria em avaliação, porém o endosso do senador Wagner teria feito o "processo caminhar", facilitando a migração e atendimento ao desejo do deputado.
Em evento com Lula, Otto Alencar confirma apoio a Wagner e Rui Costa ao Senado e cita “conspirações”
O senador Otto Alencar (PSD) confirmou, nesta sexta-feira (6), que vai apoiar as candidaturas do senador Jaques Wagner à reeleição e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, à segunda vaga da chapa majoritária ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante um evento de entrega de equipamentos e ambulâncias do SAMU, em Salvador, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nessa cooperação que avança há muitos anos e que vai estar ainda mais sólida agora, nas eleições de 2026, com a reeleição de Jerônimo e com a eleição dos meus candidatos ao Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner. Nós vamos trabalhar intensamente para que possamos ter uma representação ainda mais forte do que temos tido neste período”, afirmou Otto.
O senador também comentou estar acostumado a enfrentar conspirações e relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração ocorre após a circulação de informações de que o senador Angelo Coronel, ex-PSD, teria tentado retirar o comando estadual do partido das mãos de Otto Alencar.
“Chegamos lá em 2015 com a presidente Dilma Rousseff, que, de maneira incorreta, sofreu um impeachment fruto de uma conspiração que eu não acompanhei. Eu já sou acostumado a enfrentar conspiração e vou enfrentar qualquer conspiração que se promova contra o nosso grupo e o nosso projeto”, completou.
Em evento com Lula, Otto Alencar confirma apoio a Wagner e Rui Costa ao Senado e cita “conspirações”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 6, 2026
? Confira pic.twitter.com/NZTe73uTo9
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), se ausentará, pelo menos até o fim do Carnaval, da presidência da Casa, para realizar viagem internacional. A viagem, que será realizada neste mês de fevereiro, foi anunciada pela deputada estadual, nesta quinta-feira (5).
Com a ausência de Ivana, o cargo foi transferido para a deputada Fátima Nunes (PT), primeira vice-presidente, que ficará na função de forma temporária até o retorno dela. As medidas estão previstas conforme o Regimento Interno da Casa. Segundo informações da assessoria da deputada, a viagem é de cunho pessoal e Ivana deve retornar após o carnaval.
Os trabalhos no Legislativo baiano foram retomados na última terça-feira (3). O ato contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), de deputados estaduais e de outras autoridades.
Durante a abertura feita pela presidente da casa, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez a tradicional leitura da mensagem anual do Executivo ao Parlamento. No documento, o governador apresentou um balanço das ações realizadas em 2025 e detalhou o planejamento do governo para 2026. Jerônimo manifestou apreço pelo Parlamento baiano, destacando a atuação responsável e propositiva da Casa no aperfeiçoamento dos marcos legais do Estado. Classificou o Legislativo como guardião da representatividade popular e espaço fundamental para o fortalecimento do pacto democrático entre as instituições.
Durante o pronunciamento, Jerônimo prestou homenagem ao deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), falecido no último dia 17 de janeiro. Em seu segundo ano como presidente da Casa, Ivana Bastos, fez um balanço do primeiro ano de gestão, agradecendo o apoio dos colegas, servidores, imprensa e da família, e estabeleceu como meta principal para 2026 assegurar o funcionamento pleno da AL-BA em um ano eleitoral.
Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e de outras autoridades do Estado, a chefe do Parlamento baiano conduziu a sessão, definida por ela como um encontro que simboliza a harmonia necessária entre os Poderes para governar e legislar em favor da Bahia.
O deputado Angelo Coronel Filho comentou nesta terça-feira (3) a mudança de partido de seu pai, senador Angelo Coronel, após rompimento com PSD. O parlamentar, que já participa das negociações com outras siglas, vai acompanhar o pai na migração.
"União Brasil, Republicanos, DC... Vários partidos fizeram convite, vamos agora analisar, estudar com calma. Coronel e o deputado federal Diego estão em Brasília e vão tratar dessa demanda. Mesmo partido, aonde o Coronel for, nós iremos", afirmou.
Questionado sobre sentimento de traição por parte deles, o deputado comentou a falta de espaço na chapa governista. "Eu sei que ele foi rifado da chapa, cabe a gente tomar uma decisão de caminhar de um lado ou de outro", disparou.
O governador Jerônimo Rodrigues endossou a relação e a presença do senador Otto Alencar (PSD), na base do Governo do Estado nos últimos anos. A declaração ocorreu durante a reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta terça-feira (03).
No discurso, o gestor citou Otto como um exemplo de compromisso do grupo político, ao falar sobre unidade.
“Um governo que tem um núcleo sólido e articulado em torno de vários partidos e lideranças que prezam pela unidade. Aproveito aqui para pedir licença a todos os partidos para citar como exemplo desse compromisso de grupo o nosso senador, Otto Alencar”, comentou Rodrigues.
O governador ainda reafirmou a intenção de seu governo seguir e integrar o projeto do governo Lula.
“Ao mesmo tempo, estamos também em perfeita sintonia com o projeto nacional produzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está devolvendo ao Brasil a capacidade de sonhar coletivamente. De crescer com justiça social e de reassumir seu lugar de respeito na comunidade internacional”, indicou.
As manifestações de Jerônimo chegam em meio a especulações de uma possível saída do PSD da base da gestão estadual. A possível saída chega depois da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado na sigla e após Otto revelar que foi pedido a retirada de seu comando no grupo.
Além do governador, a presidente da AL-BA, Ivana Bastos, declarou que é absoluta e incontestável a liderança do senador Otto Alencar dentro do partido e que as bancadas estadual e federal do PSD seguem, de forma coesa, a orientação política construída sob sua condução.
Segundo a deputada, o alinhamento do PSD às reeleições do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues foi fruto de um processo político amadurecido, conduzido com diálogo e responsabilidade pelo senador Otto Alencar.
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), Otto Alencar Filho desconversou sobre os recentes episódios envolvendo o Partido Social Democrático (PSD) e o seu pai, o senador Otto Alencar. Ao atender à imprensa nesta terça-feira (3), Otto Filho evitou falar sobre as discussões envolvendo uma possível saída do PSD na base estadual.
O ex-deputado comentou sobre a relação com o seu pai e o cotidiano dele, em meio às especulações envolvendo o partido da família.
“Não tenho conversado com ele [senador Otto Alencar] sobre política, sinceramente. Tenho evitado falar, até por conta das minhas questões e restrições no TCE. Mas conheço meu pai e é uma característica também da família. Nós somos resilientes. Encaramos os problemas de frente e vamos seguir em frente, fazendo o que é melhor para o estado e pelo grupo”, disse.
Na ocasião, o conselheiro abordou ainda sobre sua indicação ao TCE. Segundo ele, sua indicação não ocorreu por questões políticas, mas sim por “capacidade técnica”.
“Quando estive com o governador, em nenhum momento ele conversou sobre a questão política. E sim sobre a minha capacidade técnica e por isso ele me colocou na cota pessoal dele. Estou satisfeito, com certeza. Acho que é necessário reconhecer o histórico. Tenho certeza, por exemplo, que vocês estão trabalhando para subir no cargo pela meritocracia. Trabalhei muito para chegar aqui, me sacrifiquei muito com a minha família para a gente chegar até aqui e poder fazer um bom trabalho. Continuar trabalhando pela Bahia, mas de outra forma, não pela política, mas fazendo com que os recursos públicos sejam bem utilizados para atingir a finalidade que eles devem, que é fazer a vida das pessoas mudar para melhor", completou.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Tiago Correia (PSDB) comentou as supostas negociações de ACM Neto com o PSD nesta quarta-feira (3). O candidato a governador estaria avaliando uma migração para o partido liderado por Otto Alencar na Bahia.
“É claro que todo mundo é pego de surpresa, políticas são como as nuvens mudam de repente, agora a gente tem que aguardar as confirmações. Parece que realmente Neto foi a Brasília. Seria um movimento muito significativo que impactaria diretamente o governo”, afirmou.
Durante o retorno das atividades na assembleia, ele também comemorou a migração do senador Angelo Coronel para um partido da base de ACM Neto. A mudança de legenda aconteceu após a indefinição sobre quais seriam os candidatos ao Senado a marchar com Jerônimo Rodrigues na disputa pelo Governo do Estado.
“Com certeza é um apoio significativo, um reforço significativo à campanha de ACM Neto e a gente fica muito feliz com esse anúncio do coronel. Todos sabem que desde o início eu tenho me manifestado publicamente pela vinda, conversando com ele diversas vezes”, comemorou o deputado.
Após a turbulenta saída do senador Angelo Coronel do PSD e de rumores sobre um novo destino do partido na Bahia, uma ligação do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, para o governador, Jerônimo Rodrigues (PT), teria servido para reaproximar os laços e acalmar possíveis desentendimentos.
Segundo informações obtidas pela reportagem com lideranças do grupo do PSD, Kassab realizou uma chamada de telefone com Jerônimo nesta segunda-feira (2). Durante o contato, o ex-prefeito de São Paulo teria agradecido por ter uma “posição firme” na relação com o seu partido.
Ainda na ocasião, Kassab teria feito endossos para o ex-governador do estado, o senador Jaques Wagner. O dirigente do partido teria ainda efetuado contato com o presidente do PSD baiano, Otto Alencar, depois do encontro do senador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado nesta segunda em Brasília.
Por meio de telefone, Otto e Kassab teriam tratado sobre filiações do partido e acerca da manutenção da sigla na base do governo estadual baiano. Na ligação, ambos relembraram a relação histórica e de apoio que tiveram na política baiana.
O encontro chega em meio a tensões e novas discussões a respeito de uma possível saída do partido do grupo petista. Além disso, a possível retirada do comando de Otto na sigla, também chegou a ser especulada entre membros da cúpula.
Um dos fatos que teria influenciado o assunto seria a chegada de Ronaldo Caiado ao partido. O traçado poderia retirar o poder e comando do presidente estadual do PSD, Otto Alencar, fazendo com que o senador não conseguisse determinar o destino do partido e como seria a caminhada dos filiados, em decorrência da chegada de Caiado.
O tema ainda sofreu maior influência na manhã desta terça-feira (3) por conta da possível articulação para a chegada do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Partido Social Democrático (PSD) da Bahia para as eleições de 2026.
Informações reveladas ao Bahia Notícias por interlocutores do ex-prefeito apontaram que a ideia e a eventual movimentação deve ser um dos temas discutidos e comentados, durante a viagem do atual vice-presidente do União para Brasília, também nesta terça.
Uma inédita movimentação pode mudar os rumos e surpreender o tabuleiro político baiano nos próximos dias. Trata-se do debate e possível articulação para a chegada do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Partido Social Democrático (PSD) da Bahia para as eleições de 2026.
Informações reveladas ao Bahia Notícias por interlocutores do ex-prefeito apontaram que a ideia e a eventual movimentação deve ser um dos temas discutidos e comentados, durante a viagem do atual vice-presidente do União para Brasília, nesta terça-feira (3).
Durante agenda na capital federal, um dos encontros previstos de Neto é com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro teria sido mediado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele seria uma das figuras protagonistas nesta ação. A estratégia chega depois que ele anunciou filiação ao Partido Social Democrático (PSD), no último dia 27.
Segundo publicação do Políticos do Sul da Bahia, parceiro do BN, Caiado iria sugerir a nova configuração a Kassab durante a reunião. De acordo com a publicação, o deputado federal Elmar Nascimento (União) e o senador Angelo Coronel, que anunciou sua saída do PSD no último sábado para migrar a uma sigla do grupo da oposição baiana, vão embarcar com o ex-prefeito para participar das conversas desta terça.
A transferência do pré-candidato ao governo da Bahia poderia servir também para que ele conseguisse o tão requisitado “palanque nacional”, tendo um candidato à presidência do seu próprio partido. Desta forma, o ex-gestor da capital baiana, não precisaria anunciar apoio a figuras ligadas ao PL e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o filho dele, Flávio Bolsonaro.
Vale lembrar que Caiado e Neto mantiveram suas relações, mesmo após a saída do gestor goiano do União, após a sigla não oficializar sua candidatura ao Palácio do Planalto, com o veto do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, um dos dirigentes da federação União Progressista.
MOVIMENTAÇÃO NEGADA
O presidente do PSD da Bahia, senador Otto Alencar, negou a cartada que seria feita por seu adversário político, ACM Neto. Em contato com a reportagem, Otto negou a possível filiação e afirmou que a possibilidade foi descartada inicialmente pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Otto afastou a possibilidade de perder o comando da sigla baiana com essa possível chegada do ex-prefeito de Salvador. Ele denominou a movimentação como “boato” e disse que o partido vai continuar apoiando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
O secretário de Gestão de Salvador, Cacá Leão, revelou que fez um convite para o senador Angelo Coronel integrar o seu partido PP, após o parlamentar anunciar saída do PSD, no último sábado (31). Durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (2), o presidente do Progressistas baiano comentou que fez um convite oficial para que Coronel integrasse a sigla, neste domingo (1º).
“As portas estão abertas. Já fiz inclusive oficialmente esse convite a ele ontem, dizendo que se for o desejo dele, com certeza qualquer um dos partidos da nossa base se orgulhará muito em receber o senador Angelo Coronel”, disse durante a reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Salvador.
O secretário classificou a saída do senador do PSD como uma "apunhalada" e um "golpe". Ele expressou admiração por Coronel e afirmou que a oposição acompanhava a movimentação do parlamentar e eventualmente o convidaria para se filiar.
“Em primeiro lugar, Coronel é um grande senador, um homem de valor. Dos três senadores da Bahia, é o único que verdadeiramente defende os municípios. É o senador que é amigo dos deputados, vereadores e prefeitos. Faz um trabalho brilhante em prol dos municípios baianos. Tanto que teve aí o apoio de mais de 400 prefeitos para sua recondução, para sua manutenção na chapa, mas não foi o que ele viu esse apoio todo e esse peso político todo valer. Os interesses partidários maiores, o rifaram de um processo legítimo onde ele tinha todo o direito de continuar no Senado, de continuar como candidato a Senador, e nós sempre deixamos essa porta aberta”, explicou.
“Confesso para você, e agora brincava até agora a pouco, que eu não esperava que eles fossem fazer com o Coronel o que eles fizeram. Eu achava que, diferente do que fizeram conosco em 2022, eles iam tentar recompor, mas não foi o que aconteceu. Coronel sofreu um golpe pelas costas, foi apunhalado, e vem aí agora, se tudo der certo, é óbvio que está tudo ainda muito cedo. As feridas ainda estão muito abertas, cicatrizadas, mas o tapete azul está estendido para que ele venha marchar nos campos da oposição da Bahia”, completou.
O senador Otto Alencar revelou que terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (2), em Brasília. O encontro ocorre em meio a conflitos com o seu ex-correligionário, Angelo Coronel, que anunciou o rompimento com o PSD e com o grupo da base governista baiano.
A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Metrópole. No entanto, ele não confirmou se vai tratar sobre Coronel com o chefe do Executivo nacional.
“Agora a tarde vou pegar um voo para Brasília, conversar às 17h com o presidente Lula. Vou conversar com ele sobre o que está na CCJ deste ano, que não é coisa fácil. Inclusive vamos falar sobre a indicação de Jorge Messias, PEC da Segurança, quem será o relator, aprovação do Programa Gás do Povo, tem outras matérias lá que são sensíveis”, revelou.
Em seguida, Alencar reafirmou que vai continuar no grupo político e reforçou acerca do apoio de Lula com os outros caciques petistas.
“A suplência é um cargo importante, está na mão deles, nós vamos caminhar com eles, esse projeto começou em 2010, eu acredito no projeto do Lula, do Jerônimo [Rodrigues], de [Jaques] Wagner, como ele tem de Rui [Costa] e vou até o final”, disse.
Otto afirmou ainda que lamenta o rompimento com Coronel e que deseja manter a amizade com o senador.
“Lamento muito, você não pode imaginar como eu senti e sofro com isso. Perder um grande amigo que não vai caminhar comigo na política. Mas eu quero ser amigo dele como sempre foi, não vai ser difícil não, eu conheço ele [Angelo Coronel], ele é um cara aberto, vamos ser amigos. No mesmo jeito talvez não, mas seremos amigos, vamos nos cumprimentar, conversar, trocar ideias”, completou.
Durante a abertura de trabalhos da Câmara Municipal para o ano de 2026, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou o rompimento do senador Angelo Coronel (PSD) com o PT na Bahia, e afirmou que as negociações com partidos de sua base devem avançar nas próximas semanas.
“Tiraram o direito dele de disputar a eleição. A decisão está tomada por parte dele, de seguir o caminho dele e iniciar as tratativas conosco. A partir dessa semana, vamos discutir a forma. Muitos partidos da nossa base manifestaram o desejo de abrir as portas caso ele decida disputar a vaga ao Senado”, garantiu o gestor.
Ao comentar a postura do Partido dos Trabalhadores na disputa pelo Governo do Estado em outubro. “O PT suga o sangue dos aliados, dá aquele abraço de urso e depois descarta”, disparou o prefeito.
Na ocasião, ele também comentou sobre a migração de Ronaldo Caiado para o PSD, sigla de Angelo Coronel que protagoniza momentos de tensão com a base do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). Para o prefeito, a mudança de legenda acelerou as negociações.
“A saída de Caiado gerou essa precipitação política. Antecipou muitas coisas que iriam acontecer em março para agora em janeiro. Essa movimentação nos aproxima muito mais do PSD. Aonde Caiado for, é o nosso pré-candidato”, declarou.
O senador Otto Alencar, presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), disse estar vivendo um momento “doloroso” de sua carreira política, após a confirmação da saída do senador Angelo Coronel do partido sob acusações de “marginalização” no processo eleitoral. Em declaração dada ao Programa Frequência News, da rádio Boa Fm (96.1), de Itabuna, no sul baiano, neste domingo (1°), Alencar destacou que, apesar das falas, “respeita muito o senador Coronel.”
“Eu respeito muito o senador Coronel, é muito doloroso para mim estar vivendo uma situação dessa com um amigo meu”, afirmou o parlamentar. Os senadores são compadres, já que Diego Coronel é afilhado do dirigente. Relembrando sua trajetória recente no Congresso Nacional, Otto contextualiza que, apesar da frustração com o cenário atual, ele e o correligionário já traçavam caminhos distintos em Brasília.
“Lamentavelmente, lá no Senado, eu segui o nosso projeto: a aliança com o Lula, desde que me elegi. Fui oposição a Michel Temer, oposição a Bolsonaro, e o senador de Coronel é mais de direita e tomou decisões de apoiar, de se aliar, na época, à proposta do governo Bolsonaro e também sempre foi um crítico e opositor do governo Lula. Então isso tem uma situação que de alguma forma dificulta”, explica.
Na mesma declaração, o senador que lidera a legenda democrata na Bahia destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Otto ressalta que Coronel teria tentado, por meio de uma interlocução direta com Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, estabelecer uma neutralidade total do PSD na Bahia, promovendo um rompimento com o PT. Otto, por sua vez, defendeu a aliança, destacando a importância da aliança para a maioria dos candidatos da sigla em 2026.
“É talvez o momento mais difícil da minha vida, porque eu não estou decidindo daquilo que eu vou fazer. Estou decidindo daquilo que a maioria quer que eu faça. E, lamentavelmente, aconteceram esses ajustes”, explica o líder partidário.
Ao final, Otto volta a destacar que “respeito muito o senador, o senador é um senador valoroso, tem muito caráter, muita personalidade, muito capaz”. “Mas, às vezes, é assim que acontece. A vida política junta e às vezes, também por algum motivo, separa”, conclui o senador.
O senador Otto Alencar se manifestou, neste domingo (1°), sobre as mudanças na política interna do Partido Social Democrático (PSD) conforme a oficialização da saída do senador Angelo Coronel. Em declaração dada ao Programa Frequência News, da rádio Boa Fm (96.1), de Itabuna, no sul baiano, o senador que lidera a legenda democrata na Bahia destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”.
Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano.
“O que eu quero dizer é que eu nunca tomei nenhuma iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele, como ele falou. O partido garantiu a ele que ele teria a candidatura a senador ‘avulso’, mas avulso com o partido coligado na eleição do governador Jerônimo. Não haveria menor condição de que o partido saísse, como se fala, na proposta de sair camarão”, afirma Otto Alencar.
O senador se refere a suposta visita de Angelo Coronel a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD baiano junto a Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. A ação, que não foi confirmada pelo senador Coronel, teria sido vista como uma “tentativa de golpe” para tomar o comando do partido no estado e romper a parceria entre o PSD e o PT.
Otto diz que o senador Coronel teria tentado emplacar uma “neutralidade” do PSD na Bahia. “Ou seja, saía candidato a senador, deputado federal, estadual e não coligava com nenhum candidato a governador. Nem com o governador Jerônimo, nem coligava na oposição com ACM Neto. O que seria uma atitude de praticamente tirar todos os candidatos a deputado federal e estadual.”
Alencar avalia que uma mudança desse tipo “seria afundar o partido de vez”. “Neutralidade seria afundar o partido de uma vez. Nenhum partido neutro vai para absolutamente lugar nenhum”, afirma. O líder partidário afirma ainda que a maioria dos filiados que disputarão a eleição se mantém na base estadual, por isso, a decisão de manter a legenda na base petista foi uma decisão coletiva.
“Todos os candidatos, a maioria, me procuraram para apoiar a reeleição do governador Jerônimo. Dos 115 prefeitos consultados, mais de 90% querem estar na aliança com o governador Jerônimo. Todos eles têm aliança com o governador Jerônimo”, contextualiza. “Portanto, eu não posso decidir o destino de tantos candidatos por uma neutralidade ou até para levar para uma aliança com o candidato da oposição a ACM Neto. Eu não tenho absolutamente nada pessoal contra o candidato a ACM Neto, absolutamente, respeito a todos, mas a decisão de um presidente partido da grandeza do PSD deve ser sempre pela maioria dos seus filiados”, completa.
O senador Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD neste sábado (31) e deixou em aberto as possibilidades quanto à nova legenda. No mesmo dia, diversos líderes baianos vinculados ao PSD, como a atual líder da Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, afirmou que a liderança do senador Alencar seria “incontestável”.
Após a confirmação da saída do senador Angelo Coronel do seu então partido, o Partido Social Democrático (PSD), neste sábado (31), internautas relembraram uma declaração dada pelo senador no último ano, durante o aniversário do líder estadual da legenda, o também senador, Otto Alencar. No registro, Coronel afirma que "sou liderado por ele [Otto]”.
“Ele que é líder do PSD na Bahia. Ele é líder da Bahia. O meu mesmo, eu sou liderado dele. O dia que ele vai, sai da política, eu sou ligeiro. Meu medo é ele quer sair amanhã e eu tenho vontade de ficar mais uns dias”, brincou Coronel na ocasião. O vídeo foi publicado no dia 24 de agosto de 2025, no aniversário de 78 anos de Alencar.
No mesmo registro, Otto também afirma: “Vamos continuar juntos, como sempre tivemos juntos há mais de 30 e tantos anos, quando você era líder da oposição, eu era o presidente da Assembleia, pedi seu voto para a minha eleição, você concedeu o voto. Desde aí a aliança continua firme”, relembrou.
O vídeo voltou a chamar a atenção após informações nos bastidores indicarem que Angelo Coronel teria viajado a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD com o PT baiano junto a Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. A ação, que não foi confirmada pelo senador, teria sido vista como uma “tentativa de golpe” para tomar o comando do partido no estado.
Ainda na sexta-feira (30), antes da confirmação de sua mudança partidária, Coronel afirmou ao BN que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, que além de correligionário são compadres e amigos pessoais.
Otto não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas diversos líderes baianos vinculados ao PSD, como a atual líder da Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, afirmou que a liderança do senador Alencar seria “incontestável”.
O senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência News', da Boa FM 96,1, transmitido neste sábado (31).
De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.
Na última sexta-feira (30), em entrevista ao BN, o senador chegou a comentar sobre as trativas para tentar dar um golpe e tomar o comando do partido, e afirmou que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.
"Eu quero que fique bem claro isso para os baianos, eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado? Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral."
A saída de Coronel do partido era tratada como algo muito difícil de acontecer até a noite da última sexta (30).
Toda situação envolvendo o senador acontece após a chegada de Caiado no PSD. Desde então, Coronel vem sendo acusado de estar agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União).
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou a filiação de Marcos Rocha, governador de Rondônia e então filiado ao União Brasil. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (30), Kassab confirmou a chegada de mais um governador do União Brasil, dias após a oficialização da mudança de Ronaldo Caiado (Goiás), e o sétimo governador a integrar a legenda para 2026.
Ao lado de Rocha, o presidente do PSD ressalta que a chegada de Rocha “envaidece” a legenda. “Um governo de realizações, respeitado por todos, e que agora toma uma decisão no campo da política que nos envaidece muito, fortalece muito o nosso PSD, que é a sua filiação ao PSD. Marcos Rocha, seja muito bem-vindo”, afirma.
Como um recado ao novo correligionário, Gilberto Kassab garante: “Governador, eu tenho certeza absoluta que o PSD será de extrema relevância na sua carreira a partir de agora, mas, mais importante de tudo, é a dimensão que você dá ao partido com a sua vida. Seja em Rondônia, na região Norte do país, que você conte conosco, estaremos a partir de agora juntos na mesma trincheira, trabalhando para que Rondônia possa ter cada vez melhor qualidade de vida”.
Já Marcos Rocha aponta que “a equipe” de governadores do PSD foi um dos fatores de sua mudança: “A gente fica feliz com nomes importantes que fazem parte dessa legenda, como Caiado [Ronaldo, do Goiás], que acabou de entrar, o governador Ratinho Júnior [Paraná], o Eduardo [Leite, do Rio Grande do Sul] e tantos outros que têm atuado extremamente firmes para poder fortalecer o país. Eu não tenho dúvida que o PSB foi uma ótima escolha para mim. Agradeço a legenda que sai e fico agora aqui nessa legenda, que eu tenho certeza que me recebeu com muito carinho”, conclui.
O senador Angelo Coronel (PSD) comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, com o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner, ambos candidato ao Senado, e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, como candidato à reeleição. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).
Para o socialdemocrata, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo, no meu pensamento, o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.
O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.
“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.
Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.
Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral. Segundo ele, a permanência na corrida ao lado do PT ainda está em negociação.
Após uma série de impasses em relação à participação de Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária, o senador falou sobre sua relação com Otto Alencar, senador e presidente do PSD na Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar nesta sexta-feira (30), na Antena 1, Coronel garantiu que a relação segue firme apesar dos embates.
“Tem mais ou menos uma semana que nós conversamos, não tem nenhuma rusga. Evidentemente Otto prega um apoio diretamente ao PT e eu discordo. Defendo que o PSD, por ser o maior partido da Bahia, tenha espaço na chapa majoritária”, afirmou.
Otto já definiu o apoio à Jerônimo e afirmou que marchará com o atual governador Jerônimo Rodrigues e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Já Angelo Coronel, mesmo sem definição da participação na chapa, garante que a amizade continue.
“Quanto a Otto Alencar estou tranquilo, a nossa amizade é inabalável. Agora, Otto torce pelo Vitória, eu torço pelo Bahia. Quem está plantando notas para nos afastar, está plantando errado. Da minha parte, continuo na amizade.”
O senador Angelo Coronel negou que realizou articulações com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, para que o dirigente do partido fizesse intervenções em seu favor na composição da chapa majoritária nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30).
De acordo com Coronel, foram espalhadas notícias falsas sobre a chegada do ex-governador Ronaldo Caiado à sigla, pavimentar o seu caminho para ir à oposição e alterar “comando” da legenda na Bahia.
“Espalharam fake news a respeito deste encontro, que ele não ocorreu. Estava em São Paulo com Diego Coronel e na madrugada veio a notícia que o PSD através do presidente Gilberto Kassab tinha colocado Caiado como candidato a presidente da república junto com Eduardo Leite, Ratinho Jr. Tomei um susto ao acordar, ligamos para Kassab para ele nos atualizar sobre o ocorrido", disse ao programa Bahia Notícias no Ar.
O senador reforçou ainda que não viajou para São Paulo com o intuito de que Kassab realizasse uma intervenção no grupo político e retirasse o comando da sigla do presidente estadual, Otto Alencar.
“Começaram a plantar mentiras. Nós não fomos para São Paulo para querer que Kassab interviesse no PSDB da Bahia. Achei isso um absurdo, na tarde de ontem que essas notas saíram sem nenhum fundamento. Liguei para ele para saber das novidades já que eu estava em São Paulo, toda semana eu estou lá porque tenho um filho na cidade”, revelou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
A insistência em tornar pública a chapa “puro-sangue” do PT, formada pelas candidaturas à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, somada à chegada de Rui Costa como candidato ao Senado, começa a gerar ruído entre partidos da base aliada — e não somente com o PSD. Os socialdemocratas tendem a ficar de fora da chapa com a saída de Angelo Coronel, porém outros aliados seguem sem ser consultados sobre as perspectivas eleitorais de 2026.
Para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa começa a aparecer, ainda que de maneira discreta.
“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.
O ruído atinge desde partidos com maior envergadura até siglas que tradicionalmente ficam à margem de formações majoritárias, mas que convergem quase sempre com o PT. “Defendemos que, antes do Carnaval, haja uma conversa com os partidos. Não dá para postergar mais. Até agora está tudo num círculo muito restrito e não é uma tradição do nosso lado”, completa outro membro da base.
A reclamação não é pública, mas, nos bastidores, é tratada como crescente. Apesar do risco de fratura ser pequeno, qualquer desacerto em uma eleição apertada pode ser decisivo nas urnas. Por essa razão, as fontes ouvidas pelo Bahia Notícias cobram certa agilidade nas discussões, antes que o ruído se torne uma insatisfação mais difícil de ser contornada.
“Não é só o PT que importa”, bradou uma das fontes. Somente petistas estariam participando das discussões, deixando todas os demais partidos excluídos de qualquer conversa. Enquanto o senador Angelo Coronel torna pública uma “batalha” para permanecer candidato à reeleição, outros aliados reclamam em silêncio de estarem escanteados no debate. E nem todos estão devidamente contemplados no governo como o presidente do PSD da Bahia, Otto Alencar, que assegura o apoio ao grupo ainda que o PSD perca espaço na chapa majoritária.
Seis dos 27 governadores eleitos no Brasil em 2022 já trocaram de partido desde o início do mandato. Duas dessas mudanças ocorrem nesta semana. O governador do Amapá, Clécio Luís, deixará o Solidariedade para se filiar ao União Brasil na próxima sexta-feira. Já Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anunciou a saída do União Brasil e a entrada no PSD.
O PSD, inclusive, tornou-se destino de outros chefes de Executivo estadual. No ano passado, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, deixaram o PSDB e ingressaram na sigla. Com isso, o número de governadores tucanos foi reduzido ainda mais. Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, último eleito pelo PSDB que permanecia no partido, também deixou a legenda e se filiou ao PP.
Outro caso é o do governador do Maranhão, Carlos Brandão. Ele se desfiliou do PSB em setembro de 2025, após romper politicamente com aliados do ministro Flávio Dino, e desde então está sem partido. De acordo com informações do jornal O Globo, Brandão pretende articular a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), como sucessor no governo estadual. A expectativa é que ele aguarde a janela partidária, entre março e abril, para definir sua nova legenda, acompanhado por pelo menos dez deputados estaduais.
Ao contrário de deputados e vereadores, que podem perder o mandato em casos de infidelidade partidária, governadores, prefeitos, senadores e o presidente da República são eleitos pelo sistema majoritário. Por isso, eles têm liberdade para trocar de partido a qualquer momento, sem risco de perda do cargo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcinho Oliveira
"Venho a público esclarecer que fui surpreendido, nesta quarta-feira (1º), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre contratos no município de Serrinha. Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos".
Disse o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) ao usar as redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1°) para se pronunciar sobre a operação da Polícia Federal (PF).