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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi visto nesta terça-feira (30) em Trancoso, distrito do município de Porto Seguro, no sul da Bahia, onde deve passar o Ano Novo. Ele está acompanhado do marido, o médico capixaba Thalis Bolzam.
Leite se afastou temporariamente do cargo desde a última sexta-feira (26) e permanecerá fora do governo até o dia 2 de janeiro de 2026. Durante o período, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) assume o comando do Executivo estadual de forma interina.
Para 2026, Eduardo Leite tem manifestado interesse em disputar a Presidência da República. A eventual candidatura, no entanto, depende do aval do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Caso a disputa presidencial não se concretize, Leite é apontado como possível candidato a uma das duas vagas ao Senado.
Além disso, o governador já projeta a definição de um sucessor no comando do estado, após dois mandatos à frente do Executivo gaúcho. Leite tem sinalizado preferência pelo nome de Gabriel Souza, que já presidiu a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e foi líder do governo de José Ivo Sartori (MDB), antecessor de Leite.
O ex-deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (AL-BA) em cerimônia realizada nesta terça-feira (23), no Gabinete da Presidência da Corte. A posse ocorre após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) nomear o ex-parlamentar ao cargo e depois da aprovação da indicação pela Assembleia Legislativa (AL-BA).
“Chego para fazer o que sempre fiz na minha vida: trabalhar com afinco, com humildade, mas também com coragem para fazer o que é certo e justo”, afirmou Otto Filho ao tomar posse.
O presidente do TCE-BA, conselheiro Marcus Presidio, saudou a chegada do novo integrante e afirmou que Otto Filho contará com o apoio do corpo técnico, dos demais conselheiros e do Ministério Público de Contas. Presidio ressaltou que a função exige aprendizado constante e destacou o perfil do novo conselheiro. “Você vem contribuir com o nosso Tribunal. É jovem, determinado, sério e aguerrido. Somos um tribunal com divergências naturais, mas unidos em prol da Bahia”, afirmou.
O senador Otto Alencar (PSD), pai do novo conselheiro, também discursou e ressaltou a responsabilidade inerente ao cargo. Segundo ele, julgar contas públicas exige conhecimento técnico, discernimento e compromisso com a legalidade. O senador afirmou ainda que, apesar de seguirem caminhos institucionais distintos, um no Senado e outro no Tribunal, ambos atuarão em defesa dos interesses do estado e do país.
A solenidade de posse foi restrita a convidados e contou com a presença de familiares e autoridades. Participaram do ato a esposa do novo conselheiro, Renata Alencar, o senador Otto Alencar, a irmã Isadora, além de conselheiros do TCE e do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Durante a cerimônia, Otto Filho recebeu o broche institucional do TCE, o Regimento Interno da Corte e o Manual de Auditoria, documentos que orientam a atuação dos conselheiros.
Também estiveram presentes o presidente do TCM-BA, Francisco Andrade Netto; o vice-presidente do TCM, Plínio Carneiro Filho; os conselheiros Gildásio Penedo Filho, Carolina Matos e Inaldo da Paixão Santos Araújo; além da procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Camila Luz.
O deputado federal Otto Filho (PSD) afirmou que deixará definitivamente a política partidária e não participará mais de articulações políticas após assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). A declaração foi dada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), após ele ser aprovado em plenário para o cargo de conselheiro.
“Isso já não cabe mais a mim. Eu saio realmente da política e vou continuar atendendo os amigos no tribunal, mas não diretamente e nem fazendo política. Não dá mais para fazer isso. Isso vai acabar agora”, declarou o parlamentar.
Otto Filho também comentou sobre a sucessão de seu espaço político e afirmou que o irmão, Daniel, pode assumir esse papel, inclusive com a possibilidade de disputar uma vaga como deputado federal, embora a decisão ainda dependa de uma avaliação pessoal.
“Talvez isso acabe agora comigo, e com o meu irmão Daniel, que eu acho que vem para me substituir. Vou estar lá realmente no Tribunal de Contas, mas política eu já não vou me envolver mais”, concluiu.
Levantamento mostra como está disputa ao Senado para 2026 em meio a debates sobre Lei de Impeachment
Mesmo com adaptações, a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950 impactam diretamente nas estratégias dos partidos para as disputas ao Senado em 2026. Agora em plenário físico, os ministros devem decidir sobre a cautelar que atendeu as ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Ao suspender diversos artigos da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) relativos ao afastamento de ministros da Corte, Gilmar Mendes chegou a estabelecer que somente o procurador-geral da República pode protocolar pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado. Todavia, após entendimento com o Senado, em um acordo de bastidores, o próprio ministro recuou. Gilmar também decidiu pelo entendimento de que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54), acima da maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo - esse trecho da cautelar ainda segue vigente.
“Se trata de aplicar a Constituição, é isso que estamos fazendo. Tendo em vista que a lei, de alguma forma, ela já caducou. É de 1950, feita para regulamentar o impeachment no processo da Constituição de 1946. Ela já passou por várias constituições, e, agora, se coloca a sua discussão face à Constituição de 1988”, afirmou o ministro.
O ministro Flávio Dino, em evento no final da semana passada, foi o primeiro a defender a decisão do seu colega de STF. Dino defendeu a revisão da lei de 1950 e afirmou que já foram apresentados 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
“Isso jamais aconteceu antes no Brasil e isso nunca aconteceu em nenhum país do planeta Terra. Então, é preciso analisar para ver se de fato são imputações, acusações de crime de responsabilidade. Por que agora? Porque tem 81 pedidos de impeachment”, afirmou Dino.
A decisão do ministro Gilmar Mendes gerou fortes protestos de parlamentares de oposição e de direita, e foi elogiada por deputados e senadores governistas. Foi o caso, por exemplo, do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que celebrou a medida.
“A liminar de Gilmar Mendes na ADPF sobre o impeachment de ministro do STF foi um contragolpe preventivo. Hoje, a decisão do STF cumpre papel similar ao bloquear o uso político do impeachment para subjugar a Corte, impedindo que a Constituição seja capturada por uma hipotética conquista de uma maioria parlamentar golpista”, afirmou o líder petista.
O parlamentar comparou a decisão de Gilmar Mendes ao episódio de 11 de novembro de 1955, quando o então ministro da Guerra, Marechal Henrique Lott, interveio para garantir a posse de Juscelino Kubitschek.
Segundo Lindbergh, há uma movimentação da direita para formar maioria no Senado e tentar destituir ministros do Supremo. Ele argumentou que essa investida teria como meta “destruir o papel do tribunal como guardião da Constituição” e permitir a substituição dos ministros por nomes alinhados a interesses políticos.
“A extrema direita trama abertamente o impeachment de ministros do STF, visando a destruir seu papel de guardião da Constituição. Uma maioria no Senado poderia ‘impichar’ todos os ministros e recompor o tribunal com aliados, convertendo-o em um poder submisso”, disse o deputado do PT.
Já senadores e deputados de direita acusaram Gilmar Mendes de dar um “golpe” no parlamento. Esses parlamentares disseram em discursos na Câmara e no Senado e nas redes sociais que o ministro buscou blindar a si mesmo e aos colegas do risco de sofrerem um processo de impeachment.
Para esses parlamentares, a mudança na regra atrapalha frontalmente os planos da oposição nas eleições do ano que vem. O motivo é que o impeachment de ministros do STF faz parte da estratégia da direita para a campanha de seus candidatos ao Senado.
Desde 2023, o bolsonarismo priorizou a eleição ao Senado como forma de reagir às punições por atos golpistas. O tom crítico ao Supremo faria parte da campanha em 2026, e a decisão de Gilmar Mendes, neste aspecto, seria uma “antecipação ao resultado das eleições”, como afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).
Essa estratégia já havia sido confirmada por diversas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente vinha trabalhando para lançar candidaturas fortes ao Senado, com a intenção de conquistar a maior bancada e ter força para levar à frente os pedidos de impeachment.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes desde o ano passado vinha estimulando essa estratégia, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro disse em eventos públicos que a ideia do seu grupo era a de aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história.
Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram manter o mandato. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.
Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa.
Caso a maioria dos ministros do STF acompanhe a decisão de Gilmar Mendes, uma expressiva vitória de senadores de direita dificilmente teria utilidade para a abertura de processos de impeachment. Somente haveria essa possibilidade caso a direita alcance 54 ou mais cadeiras no Senado, contando as que serão disputadas em 2026 e as demais que entrarão em disputa apenas em 2030.
O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. No total, esse grupo domina a Casa, com 46 cadeiras, embora mais da metade dos senadores desses partidos votem fechados com o governo Lula.
Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 19 senadores, ou 22% da composição do Senado.
Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa.
Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.
Confira abaixo como está a disputa, com os estados divididos por região:
REGIÃO NORTE
ACRE (Paraná Pesquisas)
- Gladson Cameli (PP) - 42,4%
- Marcio Bittar (PL) - 24,8%
- Jorge Viana (PT) - 23,7%
- Jéssica Sales (MDB) - 21,2%
- Mara Rocha (MDB) - 20,3%
AMAPÁ (Paraná Pesquisas)
- Rayssa Furlan (MDB) - 60,9%
- Lucas Barreto (PSD) - 45,1%
- Randolfe Rodrigues (PT) - 38,6%
- Waldez Góes (PDT) - 17,2%
AMAZONAS (Real Time Big Data)
- Eduardo Braga (MDB) - 21%
- Alberto Neto (PL) - 21%
- Wilson Lima (União Brasil) - 18%
- Marcos Rotta (Avante) - 8%
- Marcelo Ramos (PT) - 8%
PARÁ (Paraná Pesquisas)
- Helder Barbalho (MDB) - 49,3%
- Éder Mauro (PL) - 32,5%
- Celso Sabino (União Brasil) - 20,7%
- Zequinha Marinho (Podemos) - 19,6%
- Paulo Rocha (PT) - 15,6%
RONDÔNIA (Real Time Big Data)
- Coronel Marcos Rocha (União Brasil) - 22%
- Silvia Cristina (PP) - 20%
- Confúcio Moura (MDB) - 15%
- Bruno Bolsonaro Scheid (PL) - 14%
RORAIMA (Real Time Big Data)
- Teresa Surita (MDB) - 27%
- Antonio Denarium (PP) - 24%
- Chico Rodrigues (PSB) - 13%
- Mecias de Jesus (Republicanos) - 11%
TOCANTINS (Real Time Big Data)
- Wanderley Barbosa (Republicanos) - 24%
- Eduardo Gomes (PL) - 19%
- Alexandre Guimarães (MDB) - 12%
- Vicentinho Junior (PP) - 12%
- Carlos Gaguim (União Brasil) - 11%
REGIÃO NORDESTE
ALAGOAS (Real Time Big Data)
- Renan Calheiros (MDB) - 26%
- Davi Davino (Republicanos) - 21%
- Alfredo Gaspar (União Brasil) - 18%
- Arthur Lira (PP) - 13%
BAHIA (Real Time Big Data)
- Rui Costa (PT) - 28%
- Jaques Wagner (PT) - 14%
- Angelo Coronel (PSD) - 14%
- João Roma (PL) - 13%
- Márcio Marinho (Republicanos) - 4%
CEARÁ (Real Time Big Data)
- Roberto Cláudio (União Brasil) - 20%
- Alcides Fernandes (PL) - 16%
- Eunício Oliveira (MDB) - 14%
- José Guimarães (PT) - 14%
- Priscila Costa (PL) - 10%
MARANHÃO (Real Time Big Data)
- Carlos Brandão (Sem partido) - 27%
- Weverton Rocha (PDT) - 19%
- Lahesio Bonfim (Novo) - 15%
- Andre Fufuca (PP) - 11%
- Eliziane Gama (PSD) - 7%
PARAÍBA (Real Time Big Data)
- João Azevêdo (PSB) - 30%
- Veneziano Vital do Rego (MDB) - 22%
- Marcelo Queiroga (PL) - 14%
- Nabor Wanderley (Republicanos) - 9%
- Major Fábio (Novo) - 5%
PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)
- Humberto Costa (PT) - 26%
- Eduardo da Fonte (PP) - 18%
- Anderson Ferreira (PL) - 14%
- Jo Cavalcanti (Psol) - 14%
- Silvio Costa Filho (Republicanos) - 12%
PIAUÍ (Real Time Big Data)
- Marcelo Castro (MDB) - 29%
- Julio Cesar (PSD) - 20%
- Ciro Nogueira (PP) - 19%
- Tiago Junqueira (PL) - 11%
RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)
- Styvenson Valentim (PSDB) - 22%
- Fátima Bezerra (PT) - 15%
- Álvaro Dias (Republicanos) - 14%
- Carlos Eduardo Alves (PSD) - 13%
- Dra. Zenaide Maia (PSD) - 13%
SERGIPE (Real Time Big Data)
- Rodrigo Valadares (União Brasil) - 14%
- Edvaldo Nogueira (PDT) - 14%
- Eduardo Amorim (PSDB) - 12%
- André Moura (União Brasil) - 12%
- Alessandro Vieira (MDB) - 9%
- Rogério Carvalho (PT) - 9%
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)
- Michelle Bolsonaro (PL) - 34,1%
- Ibaneis Rocha (MDB) - 30,2%
- Leila do Vôlei (PDT) - 23,2%
- Érika Kokay (PT) - 21,4%
- Fred Linhares (Republicanos) - 20,7%
GOIÁS (Real Time Big Data)
- Gracinha Caiado (União) - 30%
- Gustavo Gayer (PL) - 18%
- Gustavo Medanha (PSD) - 9%
- Adriana Accorsi (PT) - 9%
- Major Victor Hugo (PL) - 8%
- Vanderlan Cardoso (PSD) - 6%
MATO GROSSO (Real Time Big Data)
- Mauro Mendes (União Brasil) - 49%
- Janaína Riva (MDB) - 37%
- Carlos Fávaro (PSD) - 20%
- Jayme Campos (União Brasil) - 17%
- José Medeiros (PL) - 13%
MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)
- Reinaldo Azambuja (PL) - 31%
- Capitão Contar (PL) - 18%
- Nelsinho Trad (PSD) - 16%
- Simone Tebet (MDB) - 12%
- Soraya Thronicke (Podemos) - 9%
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)
- Renato Casagrande (PSB) - 33%
- Sérgio Meneghelli (Republicanos) - 15%
- Da Vitória (PP) - 11%
- Fabiano Contarato (PT) - 10%
- Maguinha Malta (PL) - 8%
- Marcos do Val (Podemos) - 6%
MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)
- Aécio Neves (PSDB) - 29%
- Carlos Viana (Podemos) - 26,4%
- Maurício do Vôlei (PL) - 18,3%
- Rogério Correia (PT) - 14,7%
- Eros Biondini (PL) - 13,6%
- Alexandre Silveira (PSD) - 9,6%
RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)
- Flávio Bolsonaro (PL) - 27%
- Claudio Castro (PL) - 27%
- Pedro Paulo (PSD) - 12%
- Marcelo Crivella (Republicanos) - 11%
- Benedita da Silva (PT) - 11%
SÃO PAULO (Real Time Big Data)
- Fernando Haddad (PT) - 19%
- Capitão Derrite (PP) - 18%
- Marina Silva (Rede) - 12%
- Coronel Mello Araújo (PL) - 11%
- Ricardo Salles (Novo) - 11%
- Paulo Serra (PSDB) - 7%
- Paulinho da Força (Solidariedade) - 4%
REGIÃO SUL
PARANÁ (Real Time Big Data)
- Ratinho Jr. (PSD) - 31%
- Cristina Graeml (União Brasil) - 14%
- Deltan Dallagnol (Novo) - 13%
- Filipe Barros (PL) - 13%
- Gleisi Hoffmann (PT) - 10%
- Zeca Dirceu (PT) - 8%
RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)
- Eduardo Leite (PSDB) - 19%
- Manuela D´Ávila (Psol) - 16%
- Paulo Pimenta (PT) - 15%
- Marcel van Hatten (Novo) - 15%
- Sanderson (PL) - 12%
- Luiz Carlos Heinze (PP) - 6%
SANTA CATARINA (Real Time Big Data)
- Carlos Bolsonaro (PL) - 21%
- Carol de Toni (PL) - 18%
- Esperidião Amin (PP) - 14%
- Décio Lima (PT) - 14%
- Tânia Ramos (Psol) - 5%
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD) confirmou que deverá solicitar suplementação orçamentária para o fechamento de contas da Casa Legislativa em 2026. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10), a deputada afirmou que esta é uma das últimas atribuições do seu primeiro ano de gestão antes do recesso parlamentar.
“Nós estamos fechando a nossa folha, ajustando, buscando todas essas despesas da casa. Eu acredito que até o final da semana a gente já tenha o valor [da suplementação].” “Nós entramos no ano passado com 60 milhões a menos. A menos como este ano, nós já estamos aí com a previsão de 40 milhões a menos, da do ano passado. Então, até o final da semana, a gente está buscando esses ajustes para ver essa suplementação, para a gente fechar a casa com tranquilidade, não ficar nenhum credor aí, gente com débito e nada”, destacou a presidente.
A segunda atribuição para o final de ano é a votação de projetos do Executivo que tramitam na Casa em regime de urgência, a exemplo das solicitações de empréstimo do governador Jerônimo Rodrigues. “São projetos que quando a oposição acha que precisa se discutir, mas a gente tem discutido. A casa tem funcionado todas terça-feiras. Nós, hoje, nós temos três projetos, que foram os projetos de empréstimos que já foram votados a urgências, e temos mais dois projetos que tinham sido votadas as prioridades, que a gente vai votar hoje”, garantiu Ivana.
A líder da Casa legislativa conclui garantindo que “nós ainda temos direito, o governo, a mais cinco urgências, mas a gente está ajustando aqui”. “A bancada da situação faz sua parte muito bem, e o meu papel é representar os 62 deputados, não oposição e não situação, são os dois juntos”, finaliza Ivana Bastos.
Após ter o nome aprovado ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD), comentou quem pode herdar sua vaga no Congresso Nacional. Em entrevista à imprensa depois da sabatina que aprovou o seu nome para o cargo, nesta quarta-feira (10), o parlamentar comentou da possibilidade de seu irmão, Daniel Alencar, sucedê-lo como deputado federal, no lugar de sua irmã, Isadora Alencar que estava sendo cotada para a vaga.
Segundo o deputado, a decisão de quem vai ficar com os votos da família na Câmara será tomada pelo o senador Otto Alencar.
“Essa é uma decisão que vai passar pela cabeça e pela avaliação do nosso senador, Otto Alencar. Acredito que não está certo, mas eu acho que meu irmão Daniel Alencar, possa chegar no meu lugar. Se isso acontecer, tenho certeza que será muito bem-vindo. Ele é um médico, um cara trabalhador, muito honesto. Mas isso aí realmente vai passar primeiro pela decisão do senador Otto e da decisão do próprio Daniel, que sabe, como todos aqui, como é a vida política, como a gente tem que trabalhar muito, se sacrificar por um bem maior. Desejo, se for o caso da decisão do meu pai e dele, que ele tenha muito sucesso e também uma vida de bons resultados, de boas realizações”, contou o parlamentar.
Na sequência, o deputado tratou ainda sobre sua indicação ocorrer para apaziguar a relação do Partido dos Trabalhadores com o PSD, em decorrência da disputa pela chapa majoritária nas eleições de 2026. Ângelo Coronel da sigla disputa encabeçar o grupo nas eleições para o senado concorrendo ao posto com o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (PT).
“Em nenhum momento, nem ele [Coronel], nem o senador Otto Alencar e nem ninguém do partido discutiu a questão da chapa majoritária. O que o PSD acha, é o que a gente já falou. Fomos importantes para a vitória do nosso governador e do presidente Lula. O partido tem a grande vontade de continuar ao lado do governador Jerônimo e do nosso presidente Lula. Espero que isso aconteça, espero que o governador, que é o responsável por essa condução desse processo e ainda não falou sobre o assunto e não chamou para conversar os partidos. Além do nosso senador Ângelo Coronel, também tem o senador Jaques Wagner, o ex-governador Rui Costa. Espero que eles cheguem a um denominador comum, a uma solução”, observou.
O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, comentou sobre a migração do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) para a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e afirmou ter se surpreendido com a movimentação. Em entrevista ao Bahia Notícias, o congressista descartou expulsar Cafu do PSD, mas informou que o deputado precisará procurar uma nova legenda na abertura da janela partidária em março do próximo ano.
Em conversa com a reportagem, Otto afirmou que “não tem o costume” de convocar reuniões do diretório estadual para expulsar filiados e desejou “boa sorte” a Cafu em seu futuro partido. O senador também relembrou que foi um dos principais apoiadores da campanha do parlamentar quando venceu a disputa para a prefeitura de Ibititá em 2012 e 2016.
“Esse caso de Cafu me surpreendeu. Ele não falou comigo. Ele foi prefeito lá em Ibititá, por minhas mãos. Eu ajudei ele duas vezes na época. Ele nasceu no PSD e agora, certamente, ele deve buscar outro partido, né? Eu não tenho o perfil de reunir o diretório do estado para expulsar ninguém, mas, certamente, diante disso, eu vou aceitar que ele possa tomar o caminho que ele quiser, desejo boa sorte a ele. Não tem nenhum problema comigo, Cafu tomou a decisão dele e vai cumprir a decisão dele", disse Otto Alencar.
Ao BN, no entanto, o senador revelou uma “mágoa” com Cafu Barreto e afirmou ter se sentido desrespeitado pelo parlamentar. O presidente do PSD-BA relembrou uma fala do deputado durante coletiva de imprensa realizada em novembro, quando, ao ser questionado sobre uma possível visão negativa de Otto Alencar em relação à migração para a base de ACM Neto, ele respondeu: “Com todo respeito ao meu líder, mas não sabia que ele era Mãe Dináh não”.
“Até deu entrevista usando uma frase jocosa contra mim, eu não esperava dele dizer que eu não era uma ‘Mãe Dináh’, um adivinho. Eu fui desrespeitado por ele, tá certo? Até porque eu sempre respeitei muito ele (...). Eu só achei que, pelas relações de respeito, pela família dele, inclusive, eu tinha uma relação familiar com a mãe dele, eu não merecia que ele formulasse uma frase jocosa a meu respeito, até porque eu não tenho um perfil de ser ‘adivinho’”, contou Otto.
DEBANDADA?
A reportagem também questionou o senador se ele teria preocupações com uma possível “debandada” de filiados do PSD rumo à base oposicionista. Contudo, Otto informou que, em conversas com lideranças do interior, ele não teria sido informado de uma procura do grupo do ex-prefeito ACM Neto.
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“Não tem nenhum líder meu de base que tenha me consultado a respeito de conversa com ACM Neto. Assim, esses meus amigos que me seguem há muitos anos, que eu chamo PSD de raiz, esses nunca me falaram que o Neto assediou, que conversou com o Neto. Eu converso com os prefeitos e ex-prefeitos quase que semanalmente, todos eles. Semana passada estiveram aqui vários prefeitos e não disseram absolutamente nada”, comentou o presidente do PSD.
“Nesse momento, que precede uma formação da chapa, exige de cada um de nós um bom senso, um equilíbrio, compostura e linguagem ética e correta para respeitar todo mundo, até aqueles que saem do nosso grupo, que nos deixam, entendeu?”, completou.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a indicação do deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) para ocupar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) aberta com a aposentadoria do conselheiro Antônio Honorato de Castro Neto. A mensagem foi enviada nesta quarta-feira (3), dois dias após o senador Otto Alencar (PSD) anunciar que indicaria o parlamentar para a vaga.
Na mensagem encaminhada à AL-BA, Jerônimo destacou que Otto Alencar Filho reúne experiência administrativa e pública compatível com as atribuições do cargo. Administrador de formação, o deputado tem passagens pelo setor privado e pela presidência da Desenbahia, além de ter exercido papéis de destaque na Câmara dos Deputados, onde atualmente é vice-líder do governo no Congresso Nacional.
Otto Filho foi reeleito deputado federal em 2022, sendo o mais votado da Bahia, com 200.909 votos. Segundo o governador, a trajetória política e administrativa do parlamentar “o credencia a desempenhar a nobre função de conselheiro”.
A presidente da AL-BA, a deputada estadual Ivana Bastos (PSD), celebrou a indicação de Otto Filho para o cargo e afirmou que o parlamentar possui “credenciais em diferentes setores”. Em publicação nas redes sociais, a legisladora também informou que a apreciação da indicação ocorrerá seguindo o regimento, com “absoluta transparência”.
“?Recebemos na Assembleia Legislativa a indicação do deputado federal Otto Alencar Filho para o Tribunal de Contas do Estado. Trata-se de um nome preparado, com formação sólida e experiência pública que dialoga com as responsabilidades do cargo. Otto Filho reúne credenciais que têm sido reconhecidas por diferentes setores”, escreveu Ivana na postagem.
Com a mensagem lida em plenário, a indicação de Otto Alencar Filho será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, votada em plenário. A aprovação depende de maioria simples dos deputados.
Se aprovado, Otto Filho assumirá um cargo vitalício, com salário-base de R$ 37.589,95, além de benefícios. Os conselheiros permanecem na função até completarem 75 anos, quando ocorre a aposentadoria compulsória.
O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral (PSD), oficializou sua pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. O anúncio oficial ocorreu em um encontro marcado pela presença de lideranças, amigos, apoiadores e representantes de diversas comunidades de Irecê.
Conhecido como uma força política na região, o ex-prefeito da Cidade do Feijão alcançou 40 mil votos na eleição de 2022, na sua primeira tentativa de eleição ao Congresso Nacional.
“Estou pronto para voltar a lutar pela nossa gente. O compromisso permanece o mesmo: trabalhar por uma Bahia mais justa, desenvolvida e humana.”, afirmou Luizinho, muito aplaudido durante o evento que marcou a largada de sua pré-campanha.
Durante sua trajetória política, Sobral foi suplente de deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) entre 2011 e 2015. Na eleição de 2010, foi o candidato a deputado estadual mais votado da história de Irecê. Nas redes sociais o pré-candidato recebeu apoio público do senador Angelo Coronel (PSD).
O deputado federal e líder do PSD na Câmara, Antonio Brito manifestou apoio, em noma da bancada do partido, à indicação do deputado federal Otto Filho para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).
Segundo o parlamentar, a escolha representa orgulho para o partido, que reconhece em Otto Filho um "homem preparado, competente e com grande espírito público, atributos confirmados pela sua expressiva votação, sendo o deputado federal mais votado do Estado". "Filho do senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, ele soma experiência e compromisso com o Estado", acrescenta.
O posicionamento ocorre após o senador Otto Alencar revelar que Otto Alencar Filho terá indicação pelo PSD para ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Segundo o senador, a decisão chegou após os deputados do partido apoiarem a indicação de seu filho para o cargo.
“Bem, o PSD se reuniu na semana passada, em Brasília, os deputados federais todos, e também os deputados estaduais, e eles respaldam a indicação do deputado Otto Filho para o TCE. Falta o governador decidir. Mas tem o apoio de todos os deputados federais, de todos os deputados estaduais, da presidente Ivana Bastos, de vários setores aí. Não há uma decisão única minha, absolutamente, que eu não iria de encontro”, confirmou Otto Alencar durante entrevista ao OFF News, na manhã desta segunda, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, reforçou que não será candidato a governador em 2026 em meio a rumores de um possível arranjo para encaixar Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária governista. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (27), o congressista rechaçou a possibilidade e declarou que disputará o Palácio de Ondina “em hipótese nenhuma”.
Em conversa com a reportagem, Otto informou que se reuniu com a bancada baiana do PSD durante a tarde desta quarta (26) para discutir a formação da chapa proporcional e negou que tenha indicado uma candidatura ao governo do estado. Ao BN, o senador relembrou que foi convidado para ser candidato em 2022, mas recusou por entender que o Executivo “não o apetece mais”.
“Eu já fui três vezes secretário, um ano governador, já passei pelo Executivo. Não quis em 2022 com uma campanha que seria vitoriosa. Rui [Costa] me ligou algumas vezes dizendo que me apoiaria até o final, mas eu falei ‘não quero ser candidato’. Até usei uma frase: ‘Não em apetece mais o Executivo (...). Às vezes as pessoas ouvem informações desencontradas e colocam sem nos ouvir. A verdade é: Hipótese nenhuma vou adotar uma candidatura ao governo em 2026, inclusive por nenhuma dessas informações que foram citadas para o senador de Coronel”, disse Otto Alencar.
O senador também reforçou seu apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que “mudanças radicais não fazem seu estilo”. Sobre a montagem da chapa ao Senado, visto que o PT tem articulado uma chapa puro-sangue, com a reeleição de Jaques Wagner e a candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, Otto informou que as conversas devem se aprofundar no próximo ano e demonstrou otimismo.
“Eu estou esperando, como o Wagner falou, o próximo ano para a gente sentar e ver como é que vai ser. Eu torço muito para que nós continuemos juntos. Eu já disse algumas vezes que o meu candidato a presidente da república é o presidente Lula e o governador Jerônimo, eu já disse algumas vezes isso (...). O presidente Lula me trata muito bem, o Jerônimo me trata muito bem. Confio nele, acredito no governo dele. Como é que eu vou entrar numa mudança, num avesso radical desse… não é meu perfil, né?”, declaro Otto.
Seguindo o movimento do deputado estadual Nelson Leal (PP), Cafu Barreto (PSD) anunciou que deixaria a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para apoiar o projeto de ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador que deve disputar o Executivo estadual novamente em 2026.
Até então vice-líder do governo na Casa Legislativa, Edicley Souza Barreto, o Cafu, se apresenta como empresário e já foi prefeito de Ibititá, na região de Irecê, por dois mandatos: eleito em 2012 e reeleito em 2016. Filiado ao PSD desde 2011, ele chegou à AL-BA em 2023 após ser eleito com mais de 67 mil votos no último pleito.
O deputado também já esteve no centro da Operação Rochedo, deflagrada em 2022 para apurar suspeitas de fraudes em licitações nas áreas de saúde e educação, com período investigado entre 2013 e 2020. Uma aeronave, registrada em nome de empresa do deputado, foi apreendida. O parlamentar também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e cumpriu mandado de prisão temporária na sede da PF em Salvador.
Conforme a apuração, além do prefeito, um grupo formado por empresários, agentes públicos, advogado, contadores e “laranjas” integravam o esquema. A estimativa é que a organização teria desviado mais de R$ 7 milhões durante as gestões de Cafu no município baiano.
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Ainda conforme a PF, “o governo federal repassou vultosos recursos para o município de Ibititá oriundos do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar), do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), contratos de repasse, pagamento de parcela dos “precatórios do Fundef” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), bem como recursos destinados ao combate da pandemia de Covid-19”.
Nas investigações foi revelado que o grupo se apropriou de grande parte desses recursos por meio de licitações com suspeitas de fraudes, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. No período de 2013 a 2016, a PF diz que uma única empresa de construção civil firmou 15 contratos superfaturados com o Município de Ibititá, no valor de R$ 11 milhões. Essa mesma empresa, no mesmo período, repassou parte significativa desses valores para empresas constituídas em nome de “laranjas” do ex-gestor.
Em agosto deste ano, o Bahia Notícias revelou que a Justiça Federal derrubou um habeas corpus e retomou as investigações contra ele.
O mandado havia suspendido as investigações contra o ex-gestor pelos crimes de improbidade administrativa, além de ter anulado as provas coletadas pelas operações.
Na determinação proferida no dia 8 de agosto deste ano, a vice-presidente do TRF1, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, divergiu de uma decisão da Terceira Turma do tribunal, que considerou as investigações ilegais “desde sua origem”.
“O acórdão recorrido encontra-se em dissonância com o entendimento firmado pelo STJ no ponto em que anulou todos os atos da ação civil que apurava atos de improbidade administrativa, ainda que não haja previsão de foro por prerrogativa de função ação de improbidade administrativa”, diz a decisão.
Na decisão da Terceira Turma, os magistrados definiram que a investigação instaurada foi desenvolvida por uma “autoridade incompetente”, no caso, a Procuradoria da República no Município de Irecê. Na ata, foi escrito que a investigação foi considerada ileal desde sua origem, anulando assim as provas colhidas pela entidade.
O líder do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel Filho, afirmou que foi pego de surpresa com o rompimento do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) com a base governista de Jerônimo Rodrigues. Em declaração à imprensa nesta terça-feira (18), o parlamentar destacou que o apoio de Cafu Barreto ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, foi “por sua conta e risco”.
“Não teve nenhuma conversa. Foi uma decisão unilateral, por conta e risco dele mesmo, do próprio Cafu, e a gente não foi comunicado em momento nenhum. Nem a mim, como líder do partido aqui na Casa, nem ao deputado federal Diego Coronel, nem ao nosso senador, Ângelo Coronel, e nem ao presidente do partido, o Otto Alencar. Então, todos nós somos pegos de surpresa”, ressalta.
O deputado afirmou ainda que seguirá o direcionamento do pai, o senador Angelo Coronel, até então aliado do governo petista. “A decisão que o nosso senador tomar, a gente vai acompanhar juntos, tanto eu quanto o meu irmão, Diego Coronel”, explicou.
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Angelo Filho reitera ainda que não tem conhecimento dos motivos que levaram o correligionário a deixar a base governista. “Se ele tem alguma rusga ou algum problema, algum pedido que não foi atendido perante o governo do Estado, ou algum outro órgão, aí só ele mesmo vai poder responder”, sucinta. O parlamentar lamenta, no entanto, a falta de comunicação: “Eu não digo que é hombridade, não. Eu só acho que ele tinha, no meu ver, que fazer somente uma comunicação. Falaram, olha, vou tomar essa decisão. Era só mesmo um comunicado”, finaliza.
O líder do governo na Câmara de Vereadores de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União Brasil), comentou nesta segunda-feira (17) a migração do deputado Cafu Barreto, que deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio ao ex-prefeito ACM Neto. Para Kiki, o movimento não é isolado, e deve se repetir.
“É uma tendência, né? Veja: foi do PSD, um vice-líder do governo Jerônimo, que veio para o lado de cá. E pode apostar que vem muito mais gente”, afirmou o parlamentar.
Kiki Bispo criticou duramente a gestão estadual e disse que o governo está “cansado”. “O governador Jerônimo prometeu muito e não entregou absolutamente nada. Já são três anos de gestão e não conseguiu entregar uma obra sequer dele”, disparou.
Ele também citou problemas históricos que, segundo ele, seguem sem solução. “Ferry-boat, VLT do Subúrbio parado, violência, segurança pública… nada anda. O governador não honra a votação que recebeu em 2022”, declarou.
Para o líder, a movimentação de Cafu Barreto e de outro deputado que também deixou a base mostra que o cenário político está mudando. “Quando já vemos dois deputados da base migrando para cá, é uma nova tendência. E eu tenho certeza que novos nomes virão”, concluiu.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) julga nesta segunda-feira (17) uma ação que investiga uma possível fraude à cota de gênero na última eleição municipal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso tem como alvo as candidaturas de Lia (PSB) e Bete Paes (PSD), ambas da chapa proporcional vinculada ao então candidato a prefeito Antonio Rosalvo (PT).
A Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) foi movida pelo partido Avante, que acusa as legendas de registrarem as duas candidatas apenas para cumprir formalmente a exigência legal de 30% de candidaturas femininas, sem intenção real de participação no pleito.
Segundo a acusação, há indícios de que Lia (PSB) não teria feito campanha e nem votado em si mesma. A filha da candidata, registrada como coordenadora de campanha, também não votou nela, o que, segundo os autos, reforçaria a tese de ausência de disputa real.
Lia substituiu outra candidata que estava inelegível por não prestar contas nas eleições anteriores. Para o Avante, essa substituição tardia teria servido apenas para regularizar o Drap (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) e possibilitar a inclusão de dois homens na chapa proporcional.
Situação semelhante é apontada no caso de Bete Paes (PSD), que também entrou como substituta após o prazo legal de filiação, o que apontaria, segundo a ação, um padrão coordenado entre PSB e PSD para atender a cota mínima feminina sem ofertar candidaturas competitivas.
De acordo com a investigação, não foram identificados atos públicos, materiais impressos, peças digitais, postagens, agendas de campanha ou movimentação nas redes sociais das duas candidatas. Ambas teriam votado em outros candidatos. O processo é relatado pelo desembargador eleitoral Ricardo Maracajá.
Caso o TRE-BA reconheça a fraude, a composição da Câmara de Vereadores de Lauro de Freitas pode mudar. Se a fraude for reconhecida apenas no PSD perdem o mandato: Joélio e Beço. No caso assumem Flor (Avante) e Criolo (MDB).
Caso a fraude for reconhecida apenas no PSB. Perde o mandato Cezar da Lindóia, e assume Criolo (MDB). Se a fraude for reconhecida no PSD e no PSB, assumem Felipe Manassés (PP), Flor (Avante) e Criolo (MDB).
O ex-prefeito de Ilhéus, no Sul, Mário Alexandre [o Marão], anunciou oficialmente no último sábado (2) a pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. O anúncio confirma o retorno de Marão ao cenário político baiano e marca uma nova fase dentro do grupo político que comanda o município há quase uma década.
Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a companheira do ex-gestor, Soane Galvão, não deve disputar a reeleição para apoiar o projeto político do marido.
Em declaração pública, Soane afirmou que a escolha do nome de Mário Alexandre foi uma decisão coletiva do grupo político, visando fortalecer a representação de Ilhéus e do Sul da Bahia na Assembleia Legislativa (AL-BA).
Durante o encontro, realizado na casa dele, Marão usava uma camisa laranja, cor do Avante, partido cotado para ser a nova morada do ex-gestor, que está ainda no PSD, legenda com o maior número de prefeituras na Bahia e liderado pelo senador Otto Alencar. (Atualizado às 12h28)
O senador Jaques Wagner descartou a possível saída do PSD da base do Governo da Bahia nas eleições de 2026. O posicionamento ocorreu durante entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (20), durante o Encontro Estratégico: Parceria que Transforma, evento realizado pela UPB.
Segundo o petista, o PSD baiano não deve seguir a a determinação nacional de deixar a sigla como oposição ao governo do presidente Lula. Ele afirmou que o grupo deve continuar junto para às eleições de 2026.
“Acho que nem todos os partidos vão conseguir ter uma unidade nacional. Aqui na Bahia, eu creio que nossa base vai se manter unida, eu tenho insistido em dizer isso. As pessoas querem apostar numa divisão, mas não haverá. Mas eu não acho que necessariamente haverá um alinhamento geral. Alguns partidos haverá um alinhamento geral, o PT, o PSB, o PCdoB, talvez o PDT, que depende muito da realidade local de cada partido. Então, a realidade do PSD aqui na Bahia é muito ligado com a gente. Essa caminhada foi feita junto, o crescimento do governo dos partidos foi feito junto. Então, aqui eu acho e tenho convicção que a gente estará junto”, contou.
Wagner comentou sobre a aproximação do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo junto com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
"Prefiro não me antecipar à fala da própria pessoa. O Zé Ronaldo é um prefeito de uma cidade extremamente importante. Tem evidentemente as convicções políticas dele. Faz um processo de conversa muito bom como fez comigo também agora com o governador Jerônimo. E se você perguntar qual o meu desejo esse depende dele[ Zé Ronaldo]”, comentou.
O deputado estadual Samuel Jr (Republicanos) criticou, nesta terça-feira (14), a aprovação do Projeto de Lei que cria a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste – Ponte Salvador-Itaparica (Seponte). A pasta será responsável por acompanhar as obras e a execução orçamentária do maior investimento em infraestrutura da história do estado.
Em entrevista à imprensa após a sessão de votação, o parlamentar disse que o grupo de oposição não é contra o projeto, mas que se contrariam ao formato discutido pela gestão estadual. Samuel indicou que não acredita na realização e concretização do projeto.
“A gente não é contra a ponte, só achamos que de fato não vai sair do papel. Se de fato essa ponte saísse do papel, traria grande desenvolvimento não só para a Ilha de Itaparica, mas para todos aqueles que trafegam, principalmente aqueles que vão para a região de Santo Antônio de Jesus. Mas isso a gente já vem arrastando há muito tempo. Rosemberg [Pinto] chegou até a fazer uma crítica, dizendo que nós da oposição somos contra a ponte, porque gostamos de exatamente ficar criando situação contra o governo", explicou.
"O que nós somos contra, é exatamente a forma com que vocês fazem isso desde o primeiro governo de vocês. Já vem se arrastando praticamente há 20 anos e como a gente sempre bem diz, você vem requentando o mesmo frango com a mesma gordura esses 20 anos”, afirmou.
O parlamentar comentou ainda que o Governo do Estado estaria esvaziando a Secretaria de Infraestrutura para desidratar e desgastar o PSD, com objetivo de enfraquecer o partido aliado nas eleições de 2026 e limitar o espaço da sigla na composição da chapa majoritária.
“O que eu disse aqui é que existe uma Secretaria de Infraestrutura, que é a Seinfra, que inclusive hoje está no controle do PSD. O que enxergo de forma política é você esvaziar a Seinfra para desidratar o PSD porque todos nós já sabemos que vocês [PT] irão dar um golpe no PSD. Por conta disso, [o governo] vem desidratando, e criando agora uma nova secretaria para tirar parte da estrutura da Seinfra e colocar nesta secretaria uma ponte que não vai sair do papel”, apontou.
O deputado estadual, Alex da Piatã (PSD), revelou que considerou uma candidatura à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), durante a eleição da Mesa Diretora, em fevereiro deste ano. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (13), o parlamentar elogiou a eleição da atual presidente, Ivana Bastos (PSD), e citou que seu nome foi ventilado pelos colegas como uma das opções de consenso no início do ano.
“Houve, sim [diálogo]. A Assembleia é um colegiado e num colegiado é como uma escola, com seus colegas. Tem uma simpatia maior por um, tem aqueles grupinhos separados, não é diferente de uma escola e não é diferente de qualquer colegiado. Então, um ou outro amigo já suscitou ‘porque não Alex ser um nome de consenso?’, tudo isso se falou”, afirma o deputado.
Questionado sobre a sua perspectiva pessoal com relação ao cargo, Alex definiu que, apesar da vontade, priorizou a vontade da maioria e a negociação, já em andamento, dos pares. “Se eu disser que não [é um projeto pessoal], eu vou ser hipócrita, tenho certeza disso. Então, vontade existe, mas, como eu sempre disse naquele período, respeito bem a fila, respeito bem os colegas, era o tempo de Ivana. Ivana, além de um tempo maior [de espera], já pleiteava isso, já vinha articulando isso e eu já tinha me comprometido”, completa.
Com relação à atual presidente, o deputado destaca que sendo ambos do mesmo partido, a decisão já havia sido firmada internamente: “Porque primeiro é uma disputa internada, para depois sair [divulgar], então eu já estava comprometido em fechar isso com Ivana, já estava do seu lado ali”, explica. E completa: “Mas, o dia que Deus permitir e assim os colegas aceitarem, nome vai estar disponível sim”.
MANDATO DE IVANA
Durante a entrevista, o legislador comentou ainda sobre o mandato histórico da correligionária, que se consagrou como a primeira mulher a assumir a presidência do Legislativo Baiano, após ter sido eleita como vice-presidente na chapa de Adolfo Menezes (PSD).
“A história de Ivana é engraçada. Eu disse que ela foi iluminada, e que as coisas caem na hora certa e ela me disse: ‘Mas não tanto assim’, porque ela foi quatro vezes candidata [à composição da Mesa Diretora], ficou na primeira suplência e não assumiu e agora quando ficou vice [presidente], assumiu rapidamente, e eu digo que tinha que ser para presidente”, destacou.
“Nos sentimos muito representados e eu acho que foi um marco histórico”, completa.
Confira o trecho:
O deputado estadual Alex da Piatã (PSD) sinalizou como improvável um rompimento entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Social Democrático (PSD), em meio às negociações para a composição da chapa majoritária nas eleições de 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (13), o legislador baiano destaca que o projeto para as candidaturas ao senado, envolvendo o senador Angelo Coronel, o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, continua incerto, mas a relação entre as siglas permanece.
“Tudo isso está delegado à confiança do nosso líder, o presidente estadual do PSD, o deputado Otto Alencar. Todos confiam muito no senador e a sua história o credencia”. Ao denominar Otto como o principal resolutor da questão, Alex da Piatã relembra que em 2022, o senador foi eleito com 3,6 milhões de votos válidos: “E ele tem dito que tudo tem sua hora e a hora certa é em março do ano que vem”, destaca o deputado.
Sobre a possibilidade de que o senador Angelo Coronel migrasse para a oposição, para compôr a base do então pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), Alex nega: “Eu não acredito nisso, porque é o seguinte, a relação hoje de Wagner, Otto, Jerônimo, Rui, PT e PSD, na Bahia, tá muito boa. É uma relação muito boa, que tem dado certo e tem sido um sucesso para o estão, no sentido político-eleitoral inclusive”.
O parlamentar relembra o cenário eleitoral de 2022, onde a candidatura de oposição, centralizada na figura de ACM Neto, era considerada favorita e, com o apoio do PSD o Partido dos Trabalhadores garantiu a eleição do governador Jerônimo Rodrigues.
“Onde um dos principais partidos da nossa base tomou essa decisão e saiu, o PSD manteve junto [ao PT], foi para cima e nós conseguimos ganhar a eleição e, por pouco, não conseguimos no primeiro turno”, afirma. “Então essa relação tem sido muito bem mantida”, sinaliza.
“Eu sempre digo que a eleição tem duas formas de você perder: ou achar que está ganha ou achar que está perdida. Nunca acho que tem eleição perdida, eleição é eleição”, ressalta. “Então, eu acho que líderes do quilate de Wagner, Otto, Jerônimo e de Rui, não vão jamais cometer a besteira de deixar que esse projeto se desmanche”, conclui.
Confira o trecho:
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Otto Alencar, os nove deputados estaduais do PSD e a secretária de Desenvolvimento Urbano do Estado, Jusmari Oliveira, deputada licenciada do PSD, se reuniram na manhã desta quinta-feira (02).
Além de ouvir as considerações do governador e do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, os deputados apresentaram suas demandas, fizeram sugestões e agradeceram a atenção dada aos municípios. Segundo a sigla, o encontro foi o segundo do tipo realizado pelo governador, que na semana passada recebeu a bancada estadual do PT.
Presidente Estadual do PSD, Otto Alencar destacou o resultado positivo da reunião que serviu também para fortalecer a parceria com o governo Jerônimo.
“A reunião foi muito positiva, deputados e deputadas colocaram as suas demandas e reivindicações ao governador, alguns atendidos e outros por atender ainda, como é da política. Nós vamos colaborar com o governador, procurar da melhor forma possível ajudá-lo. Ele tem feito a parte dele com muita dedicação, muito trabalho, o governador trabalha, então tem uma expectativa muito positiva depois dessa reunião para continuarmos no caminho certo”, disse Otto.
A deputada Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa, destacou que com o trabalho conjunto os investimentos estão chegando nos municípios e aproveitou para reafirmar o compromisso com o Governador.
“Nós, ali na Assembleia Legislativa, temos esse compromisso de cuidar da Bahia estar ao lado do Governador Jerônimo para que a Bahia avance cada vez mais”, afirmou.
Já o governador agradeceu o empenho do PSD na defesa do governo e garantiu que a parceria segue fortalecida.
“Saio daqui muito contente. Quero agradecer mais uma vez e encaminhar um abraço para todos os prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, candidatos a vereador, lideranças, presidentes do PSD na Bahia inteira. Dizer da minha alegria de ter um partido parceiro e amigo”, finalizou.
Um dos principais articuladores políticos do governo Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, comentou nesta terça-feira (2) a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador 100.1 FM.
Questionado sobre a possibilidade de o PT lançar uma chapa considerada “puro-sangue” — composta pelo governador Jerônimo Rodrigues, na disputa pela reeleição, pelo senador Jaques Wagner (PT), também em busca de novo mandato, e pelo ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), como candidato ao Senado — Loyola ressaltou a importância da aliança com o PSD, e indicou que ainda não é a hora de debater o tema.
Segundo o secretário, a construção política do grupo tem garantido crescimento conjunto das lideranças na Bahia. “Todo mundo que está nesse grupo cresce. E todo mundo cresceu. Aqui ninguém é chefe de ninguém. Nós somos um grupo político, temos as nossas lideranças, respeitamos todas as lideranças, mas aqui todo mundo cresce. O PSD da Bahia é um dos maiores do país, mérito do senador Otto [Alencar], do senador [Angelo] Coronel, da bancada que tem seis deputados federais, nove estaduais. É um partido robusto, vários prefeitos, mas crescemos juntos aqui no alinhamento conosco”, afirmou.
Loyola destacou ainda que a definição dos nomes ocorrerá no próximo ano, a partir das condições políticas e eleitorais. “Ano que vem nós vamos discutir a chapa, vamos ver os números, como estão os apoios. Não é hora de discutir isso, o senador Coronel vai continuar trabalhando, Wagner tem trabalhado, o senador Otto continua nos honrando lá em Brasília. Um dos melhores senadores do Brasil estão na Bahia, temos nomes para colocar. O ex-governador Rui Costa também pode querer ser senador, um governador que foi eleito, reeleito, fez sucessor, é o ministro da Casa Civil do presidente Lula. Todo mundo tem um currículo para disputar. Na hora certa vamos conversar, ver os espaços e marchar juntos. O PSD e o PT, toda essa aliança que temos, vamos marchar juntos”, declarou.
Ao final, o secretário reafirmou confiar "100%" na manutenção da aliança entre os partidos.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pregou a independência do senador Otto Alencar (PSD) no comando do diretório do partido na Bahia durante as eleições de 2026. Atualmente secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Kassab tem defendido a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à presidência no pleito do próximo ano, fazendo oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Porém, segundo Kassab, o PSD na Bahia poderá decidir se irá se alinhar com a tendência nacional no partido ou seguir na base do governo petista, do governador Jerônimo Rodrigues (PT). As falas do dirigente foram realizadas nesta segunda-feira (25), durante evento em São Paulo.
“O partido, em cada estado, está consolidando seus projetos (…). Na Bahia, o senador Otto Alencar nos lidera e caberá a ele conduzir o partido”, declarou ao ser questionado sobre a possibilidade de independência dos diretórios estaduais em relação ao candidato do partido, ou outro que seja apoiado por ele, nas eleições presidenciais do próximo ano.
Apesar da liberdade na Bahia, no entanto, Kassab negou que outros diretórios estaduais poderão ficar independentes na eleição do ano que vem. Para o presidente do PSD, há uma ideia de “harmonia nacional” do partido em torno da candidatura à presidência da República.
“Haverá uma sintonia com a direção partidária. No momento em que você tem eleições, os partidos se voltam para dentro em suas decisões para, depois, se apresentarem para fora, junto ao eleitor e a outros partidos. Não há questão de independência. Existe harmonia. Em todas as candidaturas [estaduais], existe uma tendência sempre para que elas estejam alinhadas à nossa candidatura própria à Presidência da República“, explicou Kassab.
O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto (União), afirmou que a base governista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) “tem mais problemas” do que a oposição liderada por ele, no que diz respeito a manutenção e formação de alianças para a disputa eleitoral de 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (28), o líder do União Brasil na Bahia rebateu às críticas do governo de que as alianças oposicionistas estariam fragilizadas.
Em sua resposta, ACM Neto citou a situação da base petista com PSD e suas figuras como Otto Alencar e Angelo Coronel. “Qual é maior debate político que ocorre hoje, de mudança ou não de lado? É alguém que está me deixando ou é o PSD que pode deixar o Governo? Ou é a turma do PT que quer fazer chapa puro-sangue e pode tirar Coronel e Otto da equação? Então, eles têm lá as críticas deles que usam como querem, mas desconsideram que eles próprios tem mais problemas do que a gente”, alfineta.
O ex-prefeito da capital baiana contextualiza ainda que essas movimentações são naturais na disputa política e indica que “ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”. “Você pode ver que essas mudanças de lideranças políticas são coisas que acontecem na vida política com muita ocorrência. Na campanha passada, de 2022, a principal mudança que aconteceu na Bahia foi o apoio de João Leão, que era vice-governador de Rui Costa, que nos apoiou e trouxe o Progressistas para nos apoiar”, relembra.
“Então, não significa que é só em uma direção, existem movimentos nas duas direções. Segundo, os partidos políticos ainda têm muito a acontecer. Acho que ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”, diz ele, se referindo a disputa eleitoral de 2026.
O opositor do governo do estado aponta ainda que “tem um outro elemento que precisa ser colocado na mesa. A gente sabe que o grupo de lá reúne Governo do Estado e Governo Federal, isso tem uma natural força de atração na máquina política. Só que candidatura de oposição é de povo, não de política”, completa.
Confira o trecho:
O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (18) que o senador Ângelo Coronel (PSD) está sendo alijado das articulações do PT para a eleição estadual de 2026. A declaração foi feita durante a missa em comemoração ao aniversário de 74 anos do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), realizada na Igreja Matriz Senhor dos Passos (Padre Ovídio), e que reuniu lideranças como o ex-governador Paulo Souto, o ex-ministro João Roma, deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos da região.
“É claro que ele está sendo alijado, isso não há dúvida. Quando os petistas defendem uma chapa puro sangue, desconsideram a contribuição que foi dada ao longo desse tempo pelo PSD e pelo próprio senador Angelo Coronel”, disse Neto.
O ex-prefeito de Salvador criticou a possível formação de uma chapa majoritária composta exclusivamente por petistas, com os nomes de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
“É irrazoável que, a essa altura do campeonato, depois de 20 anos no poder, o PT acredite que pode montar uma chapa com três petistas. Quer dizer, é a panelinha de sempre, são os mesmos nomes de sempre”, alfinetou.
Para ACM Neto, o PT estaria colocando os interesses do partido acima das demandas da população.
“O que eles querem com essa mensagem? Dizer: ‘tem que ser todo mundo do PT, é tudo nosso’. Depois de tanto tempo no poder, eles misturam o que é público com o que é do partido. O interesse do PT está acima do interesse da sociedade”, declarou.
Neto indicou acerca da possibilidade de conversa com o PSD, caso o cenário se configure com a exclusividade petista.
“A minha relação com Coronel é de amizade, fraternidade e parceria familiar. Não é uma relação política, porque estamos em campos opostos. Agora, se em algum momento o PSD entender que deve conversar conosco, eu vou estar à disposição. E se o PT, de fato, avançar nessa direção de uma chapa puro sangue, poderá ver espaço para uma conversa entre União Brasil, as nossas forças e o PSD”, concluiu.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual Ivana Bastos (PSD), despistou sobre uma eventual composição na chapa majoritária encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para as eleições de 2026. Um dos nomes cotados para ocupar a vaga de candidata a vice-governadora, a parlamentar adotou um tom cauteloso ao comentar o cenário e indicou permanência do seu projeto político na Casa Legislativa.
“Cada agonia no seu dia. Nós estamos agora com um grande compromisso de fazer um mandato de presidente da AL-BA”, afirmou, ao ser entrevista no Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador 100,1 FM, na manhã desta terça-feira (15).
A deputada reiterou que sua intenção, neste momento, é seguir desempenhando o mandato parlamentar e destacou o alinhamento do PSD com a base do governo estadual. “A minha intenção é continuar como deputada estadual, o PSD é um partido aliado do governo. Nós temos o nosso presidente, senador Otto Alencar, que tem conduzido o partido muito bem. Olhe a consistência do PSD na política da Bahia”, declarou.
Ivana também reforçou a confiança na articulação política liderada por Otto Alencar quanto à participação do partido na chapa majoritária. “Tenho certeza que o senador Otto Alencar saberá conduzir o processo da participação do PSD na chapa majoritária”, disse.
Ao comentar sobre os nomes que surgem para a disputa ao Senado, Ivana reconheceu a legitimidade das pretensões de correligionários e aliados, como os senadores Angelo Coronel (PSD) e Jaques Wagner (PT), além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). “Angelo Coronel tem seu direito à reeleição, assim como Jaques Wagner. Rui Costa tem direito e vontade de ser senador, mas só temos duas vagas. Eles saberão conduzir, chegaremos a um consenso, não vai ter racha”, concluiu.
A declaração ocorre em meio às movimentações iniciais da base governista para a montagem da chapa que irá disputar o comando do Executivo estadual em 2026.
Dois dias depois de o governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a validação do decreto que aumentava a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), oito partidos decidiram protocolar ação com objetivo contrário, o de assegurar a validade da decisão tomada pelas duas casas do Congresso.
A ação protocolada por União Brasil, Republicanos, Progressistas, PSDB, Solidariedade, Podemos, PRD e Avante busca fazer com que o Supremo Tribunal Federal reconheça que o Congresso Nacional agiu dentro dos limites constitucionais ao barrar o decreto presidencial que reajustou as alíquotas do IOF.
Os partidos afirmam que a ação busca “evitar decisões judiciais conflitantes” em instâncias inferiores e garantir “segurança jurídica” para empresas, consumidores e agentes do mercado de crédito.
Assim como havia acontecido com a ação protocolada pelo Psol para reverter a derrubada do decreto pelo Congresso, e com a iniciativa da AGU no mesmo sentido, a iniciativa conjunta dos oito partidos também deve ser direcionada ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro foi sorteado inicialmente para ser o relator da ação impetrada pelo Psol.
A ação que será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes passou a contar também com a participação do PL. O partido pediu para integrar, como terceira parte interessada, a ação do governo no STF contra a decisão do Congresso. A legenda solicitou, nesta quinta (3), o seu ingresso como amicus curiae (ou amigo da Corte).
O partido justificou que deveria ser aceito no processo pois conta com ampla representação no Congresso Nacional. Além disso, segundo a sigla, a figura do amicus curiae “revela-se como instrumento de abertura do Supremo Tribunal Federal à participação popular na atividade de interpretação e aplicação da Constituição”.
A figura do amicus curiae, embora não seja parte no processo, pode fornecer subsídios ao julgador, e no caso do PL, a participação será no sentido de defender a decisão do Congresso de aprovar o projeto de decreto legislativo.
O vereador de Salvador, Felipe Santana (PSD) é o novo presidente do PSD Jovem Bahia. A nomeação foi oficializada nesta segunda-feira (30), após a saída de Lurian Carneiro do cargo. O ex-presidente agora passa a ocupar a vice-presidência do núcleo jovem na Bahia.
Ao assumir a presidência do PSD Jovem Bahia, Felipe reforça o objetivo de ampliar os espaços de formação e engajamento dos jovens baianos. “A juventude precisa ser ouvida e também ocupar os espaços de poder. Nosso papel será fortalecer essa participação, com escuta ativa e projetos que dialoguem com o futuro da Bahia”, afirma Santana.
Eleito vereador em sua primeira candidatura, Felipe Santana tem se destacado por sua atuação voltada para a inclusão social, fortalecimento das políticas públicas e educação. A nomeação reforça o compromisso com a renovação política e a participação ativa das novas gerações nos espaços de decisão.
Com forte atuação nas últimas eleições municipais, o PSD se mantém como o partido com o maior número de prefeituras no estado, liderando em mais de 100 municípios baianos. A articulação entre lideranças jovens do PSD nos âmbitos estadual e nacional, busca ser cada vez mais um canal de expressão das demandas da juventude, dentro de um partido que ocupa papel central na política baiana.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD) fez um balanço do primeiro semestre do novo mandato na Casa. Em entrevista a imprensa após a última votação do semestre, nesta terça-feira (17), a líder do Legislativo aponta que a Assembleia bateu record de produtividade no semestre.
“Um balanço muito positivo. Nós tivemos 103 projetos, com projetos do executivo, projetos do judiciário e projetos de deputados. Batemos recorde de todas as administrações aqui da Casa, nunca se produziu tanto em plenário. Nós tivemos diversas audiências públicas, 17 audiências discutindo os temas. Então eu acredito que a nossa chamada para que os deputados viessem para as comissões, viessem para o plenário, tenha dado certo. A gente precisa apertar mais, mas o caminho está indo bem e eu estou muito satisfeita”, afirma a presidenta.
O recesso semestral do legislativo baiano tem início no dia 1° de julho, indo até no dia 04 de agosto. Ao final da sessão, a presidenta afirma que “fizemos o dever de casa, podemos agora curtir o São João com tranquilidade, com paz, com cuidado nas estradas. É isso que eu desejo a todos”, completa Ivana Bastos.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, voltou a declarar neste sábado (7) que o partido está pronto para apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma possível candidatura ao Palácio do Planalto em 2026. A afirmação foi feita durante um evento realizado pelo grupo Esfera Brasil, no Guarujá (SP).
"Todos sabem que Tarcísio é candidato à reeleição. Se não fosse, teria o apoio do PSD para a Presidência da República", disse Kassab, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão paulista.
A sinalização de apoio ao governador não é inédita. Em abril, Kassab já havia destacado que Tarcísio é o nome preferencial da legenda para disputar o comando do Executivo federal. Na ocasião, chegou a afirmar que, caso ele entre na corrida presidencial, a centro-direita não deve lançar outro nome.
Apesar da preferência por Tarcísio, Kassab mencionou que o PSD mantém outras opções caso o governador decida disputar a reeleição em São Paulo. Entre os cotados, estão os governadores Ratinho Junior (Paraná), que já atua como pré-candidato, e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), citado como alternativa mais recente dentro da legenda.
O senador Jaques Wagner (PT) descartou qualquer relação entre o desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia e a permanência do PSD na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao Bahia Notícias diante das especulações sobre o futuro da aliança entre os dois partidos no estado.
“Não, tem nada a ver uma coisa com outra. A aliança que a gente tem aqui na Bahia é uma aliança histórica, eu pessoalmente acho indissolúvel essa aliança, uma relação de amizade, é uma família política”, afirmou Wagner ao ser questionado pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (5).
O senador pela Bahia rebateu a ideia de que o cenário nacional possa influenciar diretamente na configuração local da base governista.
Na última semana, a reportagem do BN mostrou que lideranças do PSD analisam o futuro da relação com o grupo petista e apontam que a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será preponderante para qualquer decisão sobre "o que fazer" com o partido e com o senador Angelo Coronel (PSD), que afirma não abrir mão de sua candidatura em busca da reeleição.
O senador também comentou sobre os desafios de articulação entre os partidos aliados, mas reforçou que não há divisão no grupo político que governa o estado. “Agora, como toda família que está crescendo, às vezes você tem que ter um trabalho, um esforço para encaixar todo mundo. Mas não tem racha e não tem a ver”, acrescentou.
Wagner também relativizou o impacto das pesquisas de opinião e citou exemplos de eleições anteriores para sustentar sua avaliação. “O presidente Lula independente de sobe ou desce de pesquisa, que eu não me balizo por isso aí, porque eu ganhei saindo lá de trás, o Rui ganhou saindo lá de trás, o Jerônimo ganhou saindo lá de trás, o presidente Lula em 2005, o pessoal achou que ele estava morto e ele se reelegeu em 2006. Então eu acho que tem muita gente que vai queimar a língua daqui para lá”, disse.
O parlamentar finalizou afirmando que acredita na continuidade do projeto político liderado pelo PT no estado e reforçou o apoio à reeleição de Lula em 2026. “Tem muita água para rolar ainda, eu creio que o trabalho do grupo aqui na Bahia é muito consistente. Na minha opinião, a gente vai seguir junto para lá e Lula vai ser o nosso candidato a presidente”.
OS BASTIDORES
No entendimento de algumas lideranças do PSD, procuradas pelo Bahia Notícias, em condição de anonimato, a “reta de chegada” dos governos petistas na Bahia e no Brasil deve pesar na decisão de chancelar a candidatura a reeleição do atual senador Angelo Coronel (PSD).
Com a avaliação questionada em recentes pesquisas, o entendimento dos integrantes do PSD é que se “Lula e Jerônimo não 'emplacarem' até 2026”, o partido pode ser convidado a participar da chapa, com Coronel.
Se os nomes de Rui e Wagner foram dados como certos por ambos, em recente declaração a imprensa, a cúpula do PSD ainda aguarda um cenário mais concreto. “Caso o presidente [Lula] e Jerônimo [Rodrigues] não cheguem tão bem assim, vão precisar da gente para ganhar as eleições”, apontou uma das fontes ao BN.
Em discurso na convenção nacional do PSB, neste domingo (1º) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os partidos de esquerda precisam apostar em candidaturas fortes para o Senado em 2026, para evitar uma vitória esmagadora da direita. Lula afirmou que a esquerda precisa priorizar o Congresso e não os governos estaduais.
“É importante que a gente leve em conta, aonde é impreterível, aonde é necessário mesmo a gente ter candidato a governador, ponto. Agora para o Brasil nós temos que pensar aonde é necessário eleger senador e aonde a gente pode. E muitas vezes a gente tem que pegar os melhores quadros nossos, eleger senador da República, eleger deputado federal, porque nós precisamos ganhar a maioria do Senado”, afirmou Lula.
O presidente, em seu discurso, explicitou uma preocupação que já vinha sendo tratada internamente pelo PT e outros partidos de esquerda: a formação de chapas fortes dos partidos de direita para o Senado, com intenção de deter a maioria da Casa e poder colocar em votação pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
“Precisamos ganhar maioria no Senado, senão esses caras vão avacalhar a Suprema Corte. Não é porque a Suprema Corte é uma maçã doce, não. É porque precisamos preservar as instituições que garantem e defendem a democracia desse país. Se a gente for destruir aquilo que a gente não gosta, não vai sobrar nada”, afirmou o presidente.
A preocupação de Lula com um Senado dominado pela direita - para fazer “muvuca com o STF” - é a mesma que vem motivando debates internos entre os dirigentes do PT. O senador Humberto Costa (PE), presidente do PT, em entrevista recente, admitiu que a esquerda vê com angústia a possibilidade de os partidos de direita conquistarem maioria no Senado nas próximas eleições.
O senador disse que a intenção dos partidos de direita, como o PL, é a de colocar em votação alguns dos diversos pedidos de impeachment de ministros do STF que atualmente se encontram parados na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). E a votação do impeachment dos ministros não seria o único problema na visão de Humberto Costa, mas também rejeição de nomes para a diretoria do Banco Central, de agências reguladoras, do corpo diplomático, entre outras ações.
“Pode-se instalar um verdadeiro pandemônio no Senado, então nós estamos em uma estratégia de priorizar a eleição para o Senado”, afirmou o presidente do PT.
Do lado da direita, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por diversas vezes já deixou claro que essa será a estratégia principal do partido para 2026, conquistar a maior bancada do Senado. Costa Neto já disse que o partido está disposto a abrir mão de lançar candidatos a governador em diversos estados para fortalecer as suas chapas ao Senado.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes já expressou esse desejo, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro afirmou que a estratégia do seu grupo é aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Dentro dessa estratégia, o ex-presidente conta com sua família para aumentar a quantidade de senadores do PL e da direita. Pelos planos de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle concorreria ao Senado pelo Distrito Federal, Flávio Bolsonaro tentaria a reeleição pelo Rio de Janeiro e Eduardo Bolsonaro se candidatura por São Paulo.
Na semana passada, ainda surgiu a ideia do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) concorrer ao Senado por Santa Catarina. Se o plano do ex-presidente der certo, a sua família teria quatro cadeiras no Senado Federal a partir de 2027.
Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história.
Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.
Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa, preocupação revelada neste fim de semana pelo presidente Lula e pelo presidente do PT.
O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. Esses cinco partidos pertencem à base aliada do governo Lula, embora possuam senadores em seus quadros que são claramente oposicionistas, ou que votam de forma independente. No total, esse grupo domina 47 cadeiras.
Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 17 senadores, ou 21% da composição do Senado. Todo o restante é formado por partidos de centro-direita e centro.
O quadro partidário do Senado Federal no momento é o seguinte:
PL - 14
PSD - 14
MDB - 11
PT - 9
PP - 7
União Brasil - 7
Podemos - 4
Republicanos - 4
PSB - 4
PDT - 3
PSDB - 3
Novo - 1
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento.
Confira abaixo quais são os dois melhores colocados nas pesquisas estaduais para o Senado, considerando o levantamento mais recente. Apenas Roraima e Santa Catarina ainda não tiveram pesquisas eleitorais (o asterisco indica o senador que disputa a reeleição).
Região Sudeste
Espírito Santo
Renato Casagrande (PSB) – 49,2%
Lorenzo Pazolini (Republicanos) – 20,6%
(Paraná Pesquisas)
Minas Gerais
Romeu Zema (Novo) – 52,7%
Rodrigo Pacheco (PSD) – 24,3% *
(Paraná Pesquisas)
Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro (PL) – 38,8% *
Benedita da Silva (PT) – 26%
Cláudio Castro (PL) – 23,4%
(Paraná Pesquisas)
São Paulo
Eduardo Bolsonaro (PL) – 36,5%
Fernando Haddad (PT) – 32,3%
(Paraná Pesquisas)
Região Norte
Acre
Gladson Camelli (PP) – 39%
Jorge Viana (PT) – 22%
(Instituto MultiDados)
Amapá
Rayssa Furlan (MDB) – 20%
Lucas Barreto (PSD) - 17,25% *
(Instituto GSPC)
Amazonas
Eduardo Braga (MDB) – 43,4% *
Wilson Lima (União Brasil) – 38,1%
(Real Time1)
Pará
Helder Barbalho (MDB) – 23,8%
Mario Couto (PL) – 16,5%
(Instituto Doxa)
Rondônia
Marcos Rogério (PL) – 43,8% *
Marcos Rocha (União Brasil) – 35,4%
(Paraná Pesquisas)
Roraima
Não saiu pesquisa ainda
Senadores que terão mandato finalizado em 2027
Chico Rodrigues (PSB)
Mecias de Jesus (Republicanos)
Tocantins
Eduardo Gomes (PL) - 27,1% *
Professora Dorinha (União Brasil) - 26,4% *
(Paraná Pesquisas)
Região Nordeste
Alagoas
Renan Calheiros (MDB) – 32% *
Davi Davino Filho (PP) – 26,5%
Instituto Falpe
Bahia
Rui Costa (PT) – 43,8%
Jaques Wagner (PT) – 34% *
(Paraná Pesquisas)
Ceará
Cid Gomes (PSB) – 52,2% *
Eunício Oliveira (MDB) – 28,2%
(Paraná Pesquisas)
Maranhão
Carlos Brandão (PSB) – 43,2%
Weverton Rocha (PDT) – 41,1% *
(Paraná Pesquisas)
Paraíba
João Azevedo (PSB) – 31,7%
Cássio Cunha Lima (PSDB) – 13,6%
Pernambuco
Humberto Costa (PT) – 31% *
Gilson Machado (PL) – 22%
(Real Time Big Data)
Piauí
Ciro Nogueira (PP) – 55,5% *
Marcelo Castro (MDB) – 45% *
(Paraná Pesquisas)
Rio Grande do Norte
Styvenson Valentim (PSDB) – 48% *
Alvaro Dias (Republicanos) – 36,2%
Sergipe
Edvaldo Nogueira (PDT) – 14,7%
Eduardo Amorim (PSDB) – 13,9%
(Instituto IDPS Pesquisas)
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
Michelle Bolsonaro (PL) - 42,9%
Ibaneis Rocha (MDB) - 36,9%
(Paraná Pesquisas)
Goiás
Gracinha Caiado (União Brasil) - 25,72%
Gustavo Gayer (PL) - 19,04%
(Goiás Pesquisas)
Mato Grosso
Mauro Mendes (União Brasil) - 60,8%
Janaína Riva (MDB) - 21,9%
(Paraná Pesquisas)
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB) - 38,3%
Simone Tebet (MDB) - 29,2%
(Paraná Pesquisas)
Região Sul
Paraná
Ratinho Jr. (PSD) – 62,3%
Roberto Requião (sem partido) – 26,8%
(Paraná Pesquisas)
Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSD) – 43,1%
Manuela D´Ávila (sem partido) – 23,2%
(Paraná Pesquisas)
Santa Catarina
Não saiu pesquisa ainda
Senadores que terão mandato finalizado em 2027
Espiridião Amin (PP)
Ivete da Silveira (MDB)
Se esses resultados das atuais pesquisas se confirmassem nas urnas de outubro de 2026, teríamos os seguintes partidos conquistando as 54 cadeiras em disputa:
MDB - 9
PL - 8
PT - 6
União Brasil - 5
PSB - 4
PSD - 4
PSDB - 4
PP - 3
PDT - 2
Republicanos - 2
Sem partido - 2
Novo - 1
Somando os hipotéticos resultados das eleições a partir das pesquisas com os 27 senadores que continuam em suas cadeiras até 2031, podemos fazer a seguinte projeção das bancadas partidárias do futuro Senado de 2027:
PL - 16
MDB - 10
União Brasil - 10
PT - 9
PSD - 7
PP - 6
Republicanos - 5
PSB - 4
PSDB - 4
PDT - 3
Sem partido - 2
Estados indefinidos - 4
Como se pode perceber, os partidos que podem vir a ser os mais prejudicados na próxima eleição são o PSD (tem 14 senadores atualmente, teria que eleger 11 e na previsão conseguiria apenas quatro vitórias) e o Podemos (tem quatro senadores que precisam se reeleger e não conseguiria nenhuma vitória).
O PL, na atual projeção, sairia dos 14 senadores que possui este momento para 16, se isolando como maior bancada. Entre os demais partidos, há estabilidade entre as bancadas atuais e o tamanho provável em 2027. O União Brasil pode ser um dos mais beneficiados, já que possui sete senadores atualmente e pode subir para dez.
Caso seja ratificada pela Justiça Eleitoral a federação entre União Brasil e PP, esses dois partidos ficariam com 16 senadores, o mesmo tamanho do PL.
Em relação à renovação do Senado, as pesquisas atuais revelam um quadro de porcentagem menor de mudanças do que o recorde de 2018. Se as pesquisas se confirmarem, seriam 15 os reeleitos em 2026, uma renovação de 70% (menor do que os 85% de 2018).
A decantação do debate para a indicação dos nomes ao Senado no grupo governista, após as recentes declarações do senador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), permanece ocorrendo. Alvo direto das articulações, lideranças do PSD avaliam o futuro da relação com o grupo e apontam que a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será preponderante para qualquer decisão.
No entendimento de algumas lideranças do PSD, procuradas pelo Bahia Notícias, em condição de anonimato, a “reta de chegada” dos governos petistas na Bahia e no Brasil deve pesar na decisão de chancelar a candidatura a reeleição do atual senador Angelo Coronel (PSD). Com a avaliação questionada em recentes pesquisas, o entendimento dos integrantes do PSD é que se “Lula e Jerônimo não 'emplacarem' até 2026”, o partido pode ser convidado a participar da chapa, com Coronel.
Se os nomes de Rui e Wagner foram dados como certos por ambos, em recente declaração a imprensa, a cúpula do PSD ainda aguarda um cenário mais concreto. “Caso o presidente [Lula] e Jerônimo [Rodrigues] não cheguem tão bem assim, vão precisar da gente para ganhar as eleições”, apontou uma das fontes ao BN.
O senador Angelo Coronel (PSD), inclusive, comentou, em declaração exclusiva ao Bahia Notícias, o “lançamento” da chapa do grupo governista. O desenho da futura composição inclui o nome do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em busca da reeleição, fechando uma chapa “puro-sangue” com três candidatos do PT. “Boa chapa. Cada partido tem o direito de indicar seus nomes para concorrer a qualquer cargo. Eu não sou PT, sou PSD”, disse ao ser questionado pelo Bahia Notícias.
O senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, tem indicado para a manutenção da aliança. “Então, o [Gilberto] Kassab nunca nos deu uma decisão inflexível. Cada estado tem um perfil diferente do outro. De tal forma que vai acontecer o mesmo em 2026. O candidato que vamos apoiar aqui tem um nome e também é muito amigo meu já há muitos anos, sendo o presidente Lula, Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu ele.
A importância do PSD é notória, visando mais um mandato na Bahia. Se mantendo na liderança, o PSD elegeu 115 candidatos nas eleições municipais de 2024. Em 2020 a agremiação deixou as urnas com 107 prefeitos. Todavia, obteve um crescimento de 16,8% desde então, e começou 2024 comandando 125 cidades. O PSD vem se consolidando cada vez mais como um dos partidos mais fortes da Bahia, o partido também foi o que mais elegeu vereadores, chegando aos 932 edis eleitos. De acordo com levantamento realizado pelo Bahia Notícias, o número corresponde a 20,29% dos 4.593 vereadores vitoriosos no estado nas eleições deste ano.
O PSD é parte da base do governo Jerônimo Rodrigues e do Partido dos Trabalhadores, que elegeu 309 prefeitos, espalhados pelos municípios na Bahia. O que aponta o levantamento realizado pelo Bahia Notícias mediante os resultados das eleições municipais. Considerando os nove partidos da base, sendo eles PT, PV, PCdoB, Avante, PSD, Solidariedade, MDB, PSB e Podemos, e desconsiderando os posicionamentos pessoais dos candidatos, a base de Jerônimo controla 73% das prefeituras baianas.
O deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) comemorou, nesta sexta-feira (23), a entrega das homenagens, propostas por ele, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Presente na cerimônia de entrega, ele agradeceu o apoio dos colegas e reforçou a relevância do reconhecimento.
“É uma alegria hoje estar aqui nesta tarde e noite dando este título de cidadão baiano. Agradeço também aos nossos colegas deputados estaduais que os 63 aqui votaram a favor por este título e pela comenda com a mesa diretora”, afirma o deputado.
Ele explica que “não podia deixar de fazer esta grande homenagem a este ministro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), porque eles têm serviços, grandes serviços prestados para o Brasil. Então, tinha que ter, ele tinha que levar para casa essa grande homenagem, esse grande título”. A homenagem foi proposta pelo democrata em abril deste ano.
“Ele que já se sente baiano, como no discurso dele, ele fala ali que ele já é fã de Caetano, Gilberto Gil e de Bell Marques, flagrado em Brasília, curtindo o show de Bell na multidão. Hoje é uma alegria muito grande estar aqui prestigiando ele”, conclui.
O futuro do senador Angelo Coronel (PSD) tem sido debatido por ele, mas também por integrantes do grupo governista. Buscando um espaço na chapa majoritária para concorrer a mais um mandato como senador, Coronel tem feito acenos ao grupo de oposição, o que estaria deixando lideranças governistas com o alerta ligado sobre como conduzir o processo.
Um plano para “retaliar” o clã Coronel estaria em esboço com a cúpula do governo. A eventual “mudança de lado” do senador, pensando em um espaço para concorrer a mais um mandato no Senado Federal, teria também repercussão nos mandatos dos filhos de Coronel, Diego Coronel, deputado federal, e Angelo Filho, deputado estadual. A estratégia planejada seria “atacar” as bases de ambos, buscando desidratar em votos ambos postulantes a renovarem as cadeiras.
A atuação seria também uma forma de desencorajar Coronel a migrar de lado e também demonstrar que o grupo teria “ferramentas” para impactar, para além da candidatura do próprio Coronel, dos filhos do senador também. A disputa seria um “cabo de guerra” entre a influência de Coronel nas prefeituras pelo interior e o impacto da gestão petista na Bahia, com entregas e com ferramentas para neutralizar os votos ligados ao Senador.
No último mês, Coronel comemorou o esfriamento do debate político para 2026. “Ainda bem que esfriou. Vamos pensar em política no próximo ano. Foi muito extemporâneo começar a tratar de um pleito que ainda estamos a quase 24 meses de acontecer”, disse, referindo-se à agitação política que tomou conta do cenário após o Carnaval.
Apesar disso, a sensação de integrantes do governo é de um “distanciamento” aberto entre Coronel e o grupo. Segundo interlocutores, a rotina de relação de Coronel com lideranças foi alterada. “Tem falado menos com [Jaques] Wagner, quase nada com Jerônimo [Rodrigues] e zero com Rui [Costa]”, indicou uma das fontes consultadas pelo BN.
Para além da distância com os “caciques”, uma aproximação também chama a atenção da ala governista: com a oposição. Integrantes governistas garantem que Coronel tem realizado encontros e reuniões periódicas, mais precisamente semanalmente, com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o atual prefeito da capital Bruno Reis (União).
O senador garante que estará nas urnas em 2026, de um lado ou do outro. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador 100.1 FM, o senador Angelo Coronel (PSD) revelou que pode colocar o próprio nome à disposição da população em uma “chapa independente”, fora da majoritária do atual governador.
“Se eu não for para a chapa, eu posso ter o direito de ter candidatura única. Quantas vezes em Salvador já teve vários candidatos a prefeito do mesmo agrupamento politico, chegou no segundo turno e teve união. Defendo que todos os partidos deveriam ter candidaturas ao Senado, como tem para deputado federal e estadual”, comentou o parlamentar durante entrevista aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
DISPUTA NA AL-BA
Durante o processo de debate sobre a eleição para a mesa diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o governador Jerônimo Rodrigues minimizou a tensão com Coronel. O governador indicou não haver problemas com o senador Angelo Coronel.
“Buchichos têm. Ontem mesmo recebi o filho dele, o Diego, acompanhando municípios. Temos trabalhado”, tangenciou Jerônimo para completar: 'Estamos conversando na esfera do partido, o PSD'. “O presidente Otto [Alencar] tem dirigido isso. Todo mundo sabe, Otto é uma figura muito sensata, muito de palavra. A intenção nossa é manter o grupo unido, é manter uma Assembleia fortalecida para poder discutir e elaborar os projetos decentes, mas vamos trabalhar isso na perspectiva de partido e o Otto tem conduzido isso”, defendeu à época.
Logo após, a presidência da AL-BA ficou com a também deputada do PSD Ivana Bastos, revelando a manutenção do posto para a legenda que já comandava a Casa Legislativa com o deputado estadual Adolfo Menezes. O aceno governista é visto como um “aceno” para conseguir emplacar dois nomes na disputa pelo Senado, com o ministro Rui Costa (PT) e o atual senador Jaques Wagner (PT).
O projeto do senador Otto Alencar (PSD) na política pode aumentar a partir de 2026. Com atuação maciça na vida pública, a família conta com os mandatos de Otto Filho (filho do senador e deputado federal) e Eduardo Alencar (irmão de Otto e deputado estadual), além do próprio Otto que está no segundo período como senador pela Bahia.
O cenário pode ser ampliado ainda mais no próximo ano com a perspectiva de que o senador lance sua filha, Isadora Félix Alencar, como candidata a deputada estadual. Dessa forma, o ajuste também envolveria alçar o nome de Eduardo Alencar para Brasília, disputando uma vaga na Câmara dos Deputados com o espólio de votos deixado por Otto Filho, que seria indicado para uma das vagas de conselheiro abertas no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).
As informações foram apuradas pelo Bahia Notícias nos últimos dias junto a fontes ligadas à família Alencar. Para o cenário se concretizar, os interlocutores apontam que Otto Filho precisa aceitar a eventual vaga no TCE, ofertada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tem capitaneado as discussões sobre espaços e acomodações de aliados.
Ainda conforme passado para a reportagem, Isadora Alencar representaria a "continuidade" do projeto político de Otto e a ideia é dar visibilidade a ela através do PSD Mulher, braço do partido focado na agenda feminina e atuação das mulheres na política. Também não está descartada a possibilidade de ela disputar "direto" uma vaga para deputada federal.
Atualmente Isadora atua em sua própria empresa, a Ecoari, voltada para reciclagem e sustentabilidade. Em cargos públicos, já passou pelo próprio TCE quando foi nomeada em 2019 para o gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Gildásio Penedo.
Ela ocupou o cargo em comissão de secretária de plenário. A passagem pelo Tribunal foi encerrada em fevereiro do ano passado, quando Isadora foi exonerada do posto.
Em contato com o Bahia Notícias, o senador Otto Alencar descartou a possibilidade e indicou que Isadora não será candidata a cargos públicos em 2026.
O IMBRÓGLIO NO TCM
Não apenas no TCE-BA há uma divergência sobre as vagas de conselheiros. No Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) existe uma disputa pela cadeira que será deixada por Mário Negromonte no próximo dia 6 de julho. A decisão no TCM-BA, inclusive, pode refletir sobre a disputa na cadeira na Corte de Contas do Estado.
A disputa pela vaga, em tese, também precisaria respeitar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2010, durante a gestão de Jaques Wagner (PT) no governo da Bahia. No acordo, assinado pelo então procurador-geral de Justiça, Wellington César Lima e Silva, e pelo presidente do TCM, Francisco de Sousa Andrade Neto, ficou estabelecido que, quando surgisse uma vacância na Corte destinada ao Ministério Público junto ao Tribunal, a indicação deveria recair sobre um membro da carreira.
O Bahia Notícias obteve acesso ao documento para saber mais detalhes sobre o acordo. Uma parte que chama a atenção é que na Cláusula 5ª do TAC determina que, “vagando o cargo de conselheiro reservado ao Ministério Público junto ao TCM, será obrigatoriamente provido por membro integrante da carreira do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia”. Na teoria, o acordo permanece válido e pode ser decisivo para o desfecho da disputa pela vaga de Negromonte. (Atualizada às 09h45 com o posicionamento do senador Otto Alencar)
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou, nesta sexta-feira (4), que o partido continua "dividido" em relação ao tema da anistia aos condenados do 8 de janeiro. Ele ainda contou que não tem uma posição sobre o tema ainda, mas disse que "fica difícil" se opor ao pedido de urgência para o texto, caso PP e Republicanos formalizem apoio ao pedido do PL.
"O PSD está dividido, o que é normal. Cada um tem suas posições, e eu estou ainda na fase de ouvir. Na hora certa, estarei alinhado com o líder do partido, dentro do que for decidido", disse o presidente nacional da legenda.
"A partir do momento em que PL, PP e Republicanos formalizarem apoio ao regime de urgência, fica difícil para o PSD ficar contra. Mas isso (pedido de urgência) não significa voto no mérito do projeto", frisou Kassab.
Antonio Brito, líder do PSD na Câmara, demonstrou estar esperando o posicionamento do presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, em sessão virtual, pedido de anulação da presunção de boa-fé na compra de ouro de garimpos, que apresentavam como garantia de procedência de extração em área legalizada apenas a declaração do garimpeiro. A ação foi ajuizada pelo Partido Verde, Partido Socialista Brasileiro e Rede.
O Tribunal julgou procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade do § 4º do art. 39 da Lei 12.844/2013, que presumia a legalidade do ouro adquirido e a boa-fé da pessoa jurídica adquirente quando as informações mencionadas, prestadas pelo vendedor, estivessem devidamente arquivadas na instituição legalmente autorizada a realizar a compra de ouro.
A decisão também determinou que o Poder Executivo federal, em especial à Agência Nacional de Mineração (ANM), ao Banco Central do Brasil (Bacen), ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e à Casa da Moeda do Brasil (CMB), a adoção de medidas regulatórias e/ou administrativas para inviabilizar a extração e a aquisição de ouro garimpado em áreas de proteção ambiental e terras indígenas, estabelecendo, inclusive, diretrizes normativas para a fiscalização do comércio do ouro, especialmente quanto à verificação da origem legal do ouro adquirido por DTVMs.
Na sessão, que foi iniciada em 14 a 21 de março de 2025, foram ouvidos Octavio Augusto da Silva Orzari, Advogado do Senado Federal, interessado do Congresso Nacional, bem como Antonio Marinho da Rocha Neto, Advogado da União, pela Advocacia-Geral da União.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), negocia uma estratégia para garantir o apoio formal do PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, ao requerimento de urgência do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A articulação, conduzida por Sóstenes em conjunto com o líder do PSD na Casa, o deputado baiano Antonio Brito, prevê que um dos vice-líderes do partido, com inclinação bolsonarista, assine o pedido de urgência.
O nome escolhido para essa tarefa é o do deputado Reinhold Stephanes Junior (PR), considerado um dos mais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da legenda.
A movimentação busca reduzir a pressão que Kassab vem sofrendo tanto do Palácio do Planalto quanto do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o PSD não apoie iniciativas ligadas ao projeto de anistia.
O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga a tentativa de golpe, passou a ter um novo elemento para pressionar Kassab. No último dia 19 de março, Moraes determinou que uma investigação contra o presidente do PSD, por suspeitas de corrupção passiva, caixa dois e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, fosse remetida da primeira instância de volta ao Supremo.
As informações são do Metrópoles.
A deputada estadual Ivana Bastos (PSD) foi empossada, nesta terça-feira (18), como presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com 62 assinaturas, a deputada se torna a primeira mulher a presidir a Casa Legislativa do estado em 190 anos de fundação, em sessão presidida pelo deputado por Marquinho Viana (PV).
Ivana Bastos foi inicialmente eleita para o cargo de 1° vice-presidência da Assembleia em fevereiro deste ano e passou a assumir a presidência interinamente após o afastamento do então presidente eleito, Adolfo Menezes (PSD).
Em seu discurso de agradecimento, Ivana agradeceu o apoio dos colegas. “Eu fiz questão de assinar esse termo de posse aqui no Plenário, porque eu quero dividir essa posse, esse mandato, com cada um de vocês, com cada deputado e com cada deputada desta Casa”, afirmou.

Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias
Em sua fala, a presidente empossada exaltou ainda a figura do deputado Rosemberg Pinto, líder da bancada governista, pela retirada de sua candidatura ao cargo de 1° vice-presidente da Mesa Diretora e apoio a sua própria. “Eu quero expressar ao líder Rosenberg o meu muito obrigado, a minha gratidão pelo gesto que Vossa Excelência fez lá atrás, quando o senhor retirou o seu nome, apoiando o meu nome para a primeira vice. Devo muito ao senhor e ao seu espírito de grupo. O senhor mostrou o que é desprovido de uma vaidade”, destacou.
A posse da nova presidente também dá início a votação pela 1° vice-presidência da Mesa Diretora. A principal candidata ao cargo também é uma mulher: a deputada do PT, Fátima Nunes.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) pode unir um casal na próxima legislatura, que será eleita nas eleições do próximo ano. O ex-presidente da AL-BA, Adolfo Menezes (PSD), pode ganhar a companhia de sua esposa, Denise Menezes (PSD), que pode ser candidata à Casa no pleito de 2026.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, Adolfo estuda lançar a candidatura de sua esposa para o cargo. Ela foi candidata à prefeitura de Campo Formoso nas eleições de 2024, mas perdeu o pleito para o prefeito reeleito, Elmo Nascimento (União), irmão do deputado federal Elmar Nascimento (União) e “rival” local do ex-presidente da AL-BA.
No pleito do ano passado, Denise recebeu um pouco mais de 18 mil votos.
Caso ela seja confirmada como candidata, não seria a primeira vez que buscaria uma cadeira na Assembleia Legislativa baiana. Em 2014, ela teve sua candidatura como deputada estadual lançada, na época, pelo PDT. Contudo, ela não realizou efetivamente uma campanha, recebendo apenas 35 votos.
Desde 2021, a ex-primeira dama da AL-BA é presidente da Assembleia de Carinho, segmento social da Casa Legislativa. O setor é responsável pela promoção de campanhas que mobilizam parlamentares, funcionários e servidores do Legislativo, arrecadando doações em material, alimentos, e recursos financeiros para ajudar diversas entidades.
Além de liderar a Assembleia do Carinho, Denise também participa ativamente da política. Ela é responsável por coordenar as campanhas de Adolfo Menezes no município de Campo Formoso, cidade natal do casal.
FAMÍLIA NA POLÍTICA
Denise não é a única familiar de Adolfo Menezes a adentrar no mundo da política. O ex-presidente da Assembleia já lançou suas irmãs, Rose Menezes (PSD) e Hildinha Menezes (PT), à prefeitura e à Câmara Municipal de Campo Formoso, respectivamente. Rose conseguiu vencer o pleito em 2016, mas não se reelegeu em 2020, enquanto Hildinha é vereadora do município há oito anos, mas se licenciou do cargo no início de 2025.
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Vale relembrar também que o irmão de Adolfo, Herculano Menezes, que faleceu em 1998 após ser alvejado com tiros, era suplente de deputado estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), mas assumiu o cargo em 1997.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), defendeu a manutenção do mandato de Ivana Bastos (PSD) na Presidência da Casa. Em entrevista, o parlamentar afirma que a reunião entre os deputados, nesta terça-feira (11), ocorreu justamente na tentativa de reorganizar os cargos na Mesa Diretora.
“O primeiro vice, pela lógica, na vacância do cargo, assume a presidência, esse é o entendimento da maioria. A minha opinião não deve ter outra eleição. Porque o ministro de Gilmar Mendes, não falou em outra eleição”, afirmou.
A movimentação ocorre após o afastamento de Menezes do cargo da Presidência, em fevereiro deste ano. Desta forma, a 1° vice-presidente eleita, Ivana Bastos, passou então a assumir o cargo interinamente. A movimentação fez com que o cargo de 1° vice-presidência ficasse vago. Adolfo conta que, atualmente, a discussão visa compreender se o cargo deverá ser ocupado pela deputada Fátima Nunes, suplente da mesa diretora, ou deputado Marquinho Viana, 2° vice-presidente eleito.
“Marquinhos Viana foi eleito para a 2° vice-presidência. Existe essa discussão. Estão discutindo aí se assume Fátima, que é suplente. Porque se é suplente, pela lógica, eu entendo assim, é para assumir o cargo quando vaga. Então, vamos ver o que resolve. O importante é saber que não vai acontecer absolutamente nada em relação à presidência, que é Ivana e será a Ivana”, destaca, o ex-presidente.
O parlamentar comentou ainda sobre a sua indicação ao cargo de vice-líder da bancada governista na Assembleia. “Normal, eu tinha de ocupar algum cargo, os outros cargos já tinham sido eleitos, primeiro vice, segundo, terceiro. Vocês acompanharam, sem problema. Eu não tenho essa vaidade, até porque eu nunca imaginei, eu não sou estúpido imaginar que seria presidente eterno”, diz.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, oficializará sua saída do PSDB e filiação ao PSD nesta segunda-feira (10), em um ato no Recife. A mudança de partido, que já era esperada desde o final de fevereiro, marca uma nova fase na trajetória política da gestora, que passará a comandar o diretório estadual do PSD em Pernambuco.
Segundo a Folha de São Paulo, Raquel Lyra vinha negociando a migração para o PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, desde 2024. A decisão foi tomada após considerar também o MDB como possível destino. A governadora afirmou que o PSDB "ficou pequeno" ao longo do tempo, destacando a necessidade de os partidos se fortalecerem para enfrentar os desafios da democracia.
Em entrevistas recentes, Raquel expressou desconforto com a posição do PSDB no cenário político nacional, criticando a falta de um projeto claro de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela também ressaltou a importância de parcerias com o governo federal, elogiando Lula como um "embaixador" de Pernambuco no Planalto, embora tenha evitado declarar apoio à reeleição do petista em 2026.
A mudança de partido ocorre após nove anos de filiação ao PSDB, onde Raquel Lyra enfrentou atritos internos, especialmente com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto. A governadora ingressou no PSDB em 2015 para disputar a Prefeitura de Caruaru, onde foi eleita por dois mandatos. Antes disso, ela integrou o PSB, partido que hoje é um de seus principais rivais no estado.
Analistas políticos interpretam a migração para o PSD como uma estratégia de Raquel Lyra para fortalecer sua base de apoio e articular uma possível candidatura à reeleição em 2026, com maior proximidade do governo federal. A filiação ao PSD, partido em ascensão no cenário nacional, pode ampliar suas chances de consolidar uma aliança política mais sólida no estado.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, distribuiu convites a integrantes do partido para o ato de filiac?a?o de Raquel Lyra, governadora de Pernambuco. Em convite enviado por mensagem, Kassab informa a definic?a?o da data da ac?a?o para o dia 10 de marc?o, a?s 19 horas, na capital do estado, Recife.
“Filiac?a?o da governadora Raquel Lyra foi definida para o dia 10 de marc?o, segunda-feira, a?s 19h, em Recife. Sua presenc?a dara? a este evento um brilho especial”, diz em mensagem enviada.
A ida da governadora do PSDB para o PSD ja? estava certa desde 2024, entretanto houve uma espera para uma possi?vel fusa?o, que na?o houve acordo. Apo?s isso, ela acertou a migrac?a?o com Kassab.
A ideia de Raquel Lyra e? preparar uma base poli?tica para as eleic?o?es de 2026, quando vai, provavelmente, tentar a reeleic?a?o no estado de Pernambuco.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um almoço, na última segunda-feira (14), com Gilberto Kassab, presidente do PSD, partido com mais cadeiras no Senado, para discutir projeto de lei para anistia aos presos do ato antidemocrático do 8 de janeiro. O encontro entre os dois aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.
Os apoiadores do ex-presidente têm acreditado em uma possibilidade de aprovação da PL, após declaração de Hugo Motta (Republicanos-PB) que atos de 8 de janeiro foram apenas "graves", mas não eram "criminosos". Com o apoio do presidente do PSD e seus aliados na Câmara, o Projeto de Lei da Anistia, caso pautado, haveria maior chance de aprovação.
Por outro lado, Gilberto Kassab também necessita do apoio de Bolsonaro, para que ele possa ser vice-governador de São Paulo, em uma chapa de reeleição encabeçada por Tarcísio de Freitas (Republicanos), nas eleições de 2026.
Segundo informações, Kassab deu ouvidos às argumentações de Bolsonaro, mas o presidente do PSD optou por esperar até o último momento para fazer um possível posicionamento sobre o tema, devido a uma possível formalização de uma denúncia que será feita pela Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro, por conta da tentativa de golpe em 2022.
Um dos assuntos que têm movimentado Brasília desde a última semana é a perspectiva de uma fusão ser concretizada entre PSDB e PSD. Com as conversas ainda enfrentando resistência, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, indicou que deve travar a gestação da ideia e apontou que o caminho a ser seguido pelos tucanos é o da incorporação partidária. Uma das figuras ativas nas articulações é o baiano Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara.
Ao Bahia Notícias, o parlamentar indicou que seu partido não tem limitado conversas sobre uma possível fusão apenas com o PSD. De acordo com Viana, o diálogo tem se afunilado com legendas como o MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo.
"Na verdade, o PSDB tem conversado muito com o PSD, com o MDB. A gente vai iniciar agora novas conversas com o Republicanos e com o Podemos. É uma decisão que requer muita atenção e por esse motivo o partido está usando toda a sua executiva nacional para sentar e ouvir com atenção o que cada partido desse tem a dizer para que a gente possa futuramente estar fazendo uma fusão com um desses partidos de centro", disse o deputado.
Inicialmente a ideia é que a definição ficasse ainda para o mês de fevereiro. No entanto, o martelo só deve ser batido a partir do mês de março. Isso porque as costuras demandam negociações diretas sobre espaços que seriam ocupados pelo PSDB no caso de uma fusão, a exemplo da disputa eleitoral de 2026 e casos específicos de alianças em alguns estados.
Durante a conversa com a reportagem, Adolfo também reforçou que a decisão é tomada de cima para baixo e que o principal fator a ser levado em conta pela executiva dos dois partidos é o acordo nacional.
"Essa é uma decisão que não passa pelos estados. Aliás, passa, mas a decisão vem de cima para baixo. Sem dúvida nenhuma, se a gente for conversar no nível local. Se for com o PSD, é com Otto Alencar, Angelo Coronel e os deputados federais. Se for com o MDB, é com o Lúcio e Geddel [Vieira Lima]. Se for com o Podemos, a gente vai tratar com o Raimundo da Pesca. E se for com os Republicanos, com o bispo Márcio Marinho. Mas eu volto a dizer que essa é uma conversa que é feita entre os presidentes dos partidos a nível nacional", acrescentou.
Caso os tucanos aceitem a sugestão de seguir com uma incorporação e não uma fusão, o PSDB deixaria de existir enquanto sigla.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 (100.1) nesta segunda-feira (10), o deputado federal Gabriel Nunes (PSD-BA) detalhou o processo de recuperação das BRs 116 e 324 no estado após a concessionária Via Bahia deixar a gestão das rodovias federais. O parlamentar detalha que a primeira medida do Governo Federal deve ser a recuperação emergencial das estradas.
“Graças a Deus, agora, de comum acordo se chegou a um termo junto ao TCU [Tribunal de Contas da União] está sendo finalizado o processo da concessão por parte da Via Bahia e a expectativa é o seguinte, o DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] irá entrar em uma obra de reparação com investimento de urgência, já visto que o estado das rodovias é muito precário, e a partir daí vai ter um processo licitatório de uma nova concessão”, explica.
Conforme decisão publicada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), na última quarta-feira (5), a Via Bahia deve deixar a gestão das rodovias até às 23h59 do dia 31 de março. A medida inclui ainda as concessões das rodovias estaduais BA-526 e BA-528.
O deputado afirma ainda que a mobilização, que teve início a partir da movimentação de deputados estaduais e federais, ganhou aderência com a influência de Rui Costa, ministro da Casa Civil, e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A expectativa é que as obras já comecem de imediato. É assim que o nosso ministro da Casa Civil, Rui Costa que vem ajudando muito, o presidente Lula já se manifestou a respeito, como também as audiências da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], e a partir daí a gente tem uma nova operadora, digamos assim, nessa concessão tão importante”, conclui.
A deputada estadual e 1° vice-presidente eleita da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), comemorou a eleição ao cargo na Mesa Diretora do Legislativo baiano. A social-democrata é a primeira mulher a ocupar o cargo na história da Casa.
Em sua fala, Ivana ainda mirou em uma possível eleição feminina à presidência da AL-BA. “Eu estou muito feliz. Eu acredito que daqui a dois anos a gente vai estar aqui comemorando e quem sabe numa eleição com a mulher presidente da Assembleia”, afirma.
Com relação a judicialização da eleição, a legisladora define que: “Olha, eu acredito que aqui a casa está muito sólida, foi uma grande votação. Entregar muito na mão de Deus. Eu acho que tudo tem seu dia, tudo tem sua hora” E completa: “O que for para ser, será. Mas eu acredito muito que a gente vai estar aí, firme, nesses dois anos, ao lado de Adolfo, da mesa diretora, do governo Jerônimo Rodrigues, todos os companheiros, trabalhando e lutando muito”, afirma.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acatou a indicação do senador baiano Otto Alencar (PSD), para o nome de Artur Watt Neto no cargo de diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo informações do jornal Metrópoles, essa indicação gerou protestos da ala mais ideológica do PT.
A designação de Lula foi enviada ao Congresso no dia 17 de dezembro e, até o momento, não foi analisada pelo Legislativo. O documento aguarda despacho do presidente do Senado. A ala petista que deseja a revogação da indicação sugere que o posicionamento eximiria o PSD das recentes críticas públicas feitas por Gilberto Kassab, presidente da sigla, ao governo e, especificamente, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A ANP tem função de promover a regulação, a contratação e a fiscalização das atividades econômicas integrantes da indústria do petróleo. Watt é consultor jurídico na Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) e sua possível nomeação fortaleceria o poder da chamada “república baiana” no governo federal.
O senador defendeu, por sua vez, que a indicação não é pessoal. “É uma indicação minha, é concursado. O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia, também do PSD) analisou o currículo. É uma pessoa técnica, de carreira, com compromisso”, conclui.
Ele tem cargo efetivo de procurador federal na Advocacia-Geral da União (AGU), com passagens pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e pelo próprio Ministério de Minas e Energia.
O líder da bancada federal do PSD, deputado Antonio Brito, indicou o deputado baiano Diego Coronel, também do seu partido, para o cargo de corregedor-geral da Câmara dos Deputados. A indicação contou com a anuência da bancada da sigla. Coronel deverá assumir a função na próxima gestão da Casa.
A Corregedoria desempenha um papel estratégico, sendo responsável por analisar representações contra deputados federais relacionadas à quebra de decoro parlamentar. Além disso, o corregedor é encarregado de cumprir as determinações da Mesa sobre a segurança interna e externa da Câmara. Ele também pode promover sindicâncias ou inquéritos para investigar possíveis ilícitos que envolvam deputados no âmbito da Casa.
Atualmente, o cargo de corregedor é ocupado pelo deputado Domingos Neto, do PSD do Ceará.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Concluímos o ano com o dever cumprido".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD) ao conduzir a última sessão e apresentou o balanço final das atividades da Casa em 2025. Durante sessão solene virtual no início da tarde desta terça-feira (30), a deputada afirmou que a Al-BA cumpriu as metas de atingir uma maior movimentação e que encerra este ano tranquilamente.