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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) se prepara para anunciar nesta quarta-feira (30), em Brasília, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como seu candidato a vice-presidente. Enquanto Caiado avança na definição da chapa, seus principais adversários no campo da centro-direita ainda não fecharam a questão. O senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém a preferência por uma mulher, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) negocia uma aliança com o Podemos que ainda enfrenta resistências.
No campo governista, Lula deverá repetir a chapa de 2022 com o vice Geraldo Alckmin (PSB).Os dois se reúnem nesta terça-feira (30) em São Paulo para acertar os últimos detalhes da composição e discutir a estratégia eleitoral. A definição representa uma mudança de rota: desde o lançamento da pré-campanha, auxiliares de Caiado defendiam buscar um vice fora do PSD, principalmente no União Brasil e, em um segundo momento, no PP, para ampliar o tempo de propaganda eleitoral e atrair novos apoios.
No PL, a escolha do vice segue em aberto. Flávio voltou a defender publicamente que a vaga seja ocupada por uma mulher. Nos bastidores, aliados avaliam que a escolhida precisa ajudar a reduzir a resistência do senador entre o eleitorado feminino, fortalecer a interlocução com lideranças evangélicas e ampliar a coalizão. Nesta quarta, a campanha promove em Brasília uma reunião com parlamentares e lideranças femininas da direita para discutir um programa voltado exclusivamente às mulheres.
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que passou a integrar a equipe de Flávio nas últimas semanas, ganhou força entre aliados como possível candidata a vice. Outros nomes lembrados por integrantes da campanha são a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a deputada Bia Kicis (PL-DF) e a deputada Simone Marquetto (PP-SP).
No Novo, Zema também mantém a vaga em aberto. O governador mineiro abriu negociações com o Podemos e tem o empresário Geraldo Rufino, filiado ao partido e atuante no setor de peças para caminhões, como principal cotado para compor a chapa. Uma ala do Podemos, porém, resiste à aliança e defende que Zema dispute uma vaga ao Senado, sob o argumento de que teria mais chances de vitória e ajudaria a fortalecer a coligação.
O ex-governador do Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar Gilberto Kassab, presidente do PSD, como vice em sua chapa nesta quarta-feira (1). O escolhido é presidente do partido e considerado um ótimo articulador político.
Kassab fez parte do secretariado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Inicialmente, Kassab defendia que Tarcísio fosse o indicado da direita para concorrer contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas com a escolha de Flávio Bolsonaro, lançou um candidato. Caso confirmada, a chapa entre Caiado e Kassab coloca o PSD na corrida presidencial com uma chapa pura.
Segundo informações da CNN, a escolha do nome se dá como uma tentativa de fortalecimento da direita tradicional como alternativa ao bolsonarismo.
No momento, diferentes institutos apontam que Caiado tem entre 2% e 3%. Nem mesmo as revelações da ligação de Flávio Bolsonaro (PL) com o caso Master fizeram o pré-candidato subir nas pesquisas.
A deputada estadual Ludmilla Fiscina (PSD) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) projeto de lei que proíbe a nomeação e contratação de pessoas condenadas por crimes de maus-tratos a animais para cargos, empregos e funções públicas no estado. A proposta é o PL nº 26.315/2026.
Caso aprovado, condenados por esse tipo de crime ficarão impedidos de assumir funções públicas e prestar serviços ao estado da Bahia, além das sanções penais e administrativas já previstas na Lei de Crimes Ambientais, que desde 1998 tipifica como crime maltratar, ferir ou mutilar animais.
A proposta também leva em consideração estudos que apontam relação entre crueldade contra animais e crimes violentos contra humanos, como abuso infantil e violência doméstica. Segundo dados citados pela parlamentar, 71% dos agressores de animais no Brasil também cometem crimes contra pessoas.
"Não podemos admitir que os maus-tratos contra os animais sejam vistos como uma brincadeira ou deixar que os criminosos passem impunes", afirmou Ludmilla Fiscina.
O projeto segue em tramitação na ALBA e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ser votado em plenário.
O senador Otto Alencar (PSD) classificou neste sábado (6) como um "lapso verbal imperdoável" a recente declaração do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), sobre o desejo de "humilhar" o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa eleitoral. Para o parlamentar, figuras públicas com formação superior devem prezar pelo respeito nas relações institucionais.
"Alguém que tem uma formação de nível superior sabe que o respeito pelo outro deve ser fundamental nas relações políticas. Mesmo que você tenha poder, e não é o caso dele que ele não tem, se tivesse poder, deveria respeitar mais ainda. Ou seja, quanto mais poder, mais humildade, serenidade, tranquilidade", diz o senador.
Durante sua fala em entrevista ao site Soteropoles durante o PGP de Itaberaba, Alencar associou a postura de ACM Neto a comportamentos centralizadores do passado e defendeu a trajetória de Jerônimo Rodrigues, a quem classificou como um exemplo de superação.
"De alguma forma, a boca fala o que o coração guarda de formação, talvez de algum resquício ainda de oligarquia, de autoritarismo. Intolerância, falta de respeito, mas não pega absolutamente no governador, porque o governador é um exemplo de superação, de vencedor, alguém que subiu cada degrau da estrada da vida dele com o trabalho, com o estudo, com dedicação", completa.
O senador do PSD destacou ainda que o exercício de cargos públicos de relevância deve ser acompanhado de moderação no trato com adversários políticos." É lamentável que isso aconteça na política. Eu ocupei todos os cargos na minha vida e nunca me dirigi a alguém dessa forma", conclui.
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) negou nesta quarta-feira (3) que exista acordo para formar uma chapa conjunta com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) na disputa presidencial. Segundo Caiado, o objetivo das conversas com Zema é evitar que a centro-direita chegue fragmentada ao segundo turno.
"O Zema vai continuar com a campanha dele e eu vou continuar com a minha. A conversa foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos e que a centro-direita não pode chegar fragmentada no segundo turno", declarou o ex-governador de Goiás ao podcast Iron Talks.
Na semana passada, os dois pré-candidatos se reuniram em São Paulo para discutir uma possível aliança já no primeiro turno. Horas após o encontro, Zema afirmou publicamente que não descartava fechar aliança com Caiado para viabilizar outra candidatura de direita, além da do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas ponderou que as conversas sobre composição de chapa ficarão para agosto.
A composição da chapa majoritária do grupo governista na Bahia segue sem definição e com ruídos internos. Um integrante da base aliada afirmou, em reserva, que o anúncio do ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) como primeiro suplente de Rui Costa (PT) foi feito sem consulta prévia aos demais aliados. O mesmo interlocutor apontou, inclusive, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) também não está definida e que a chapa completa só deve ser fechada perto das convenções partidárias, marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto.
O nome de Carletto foi confirmado na última quinta-feira (28) durante evento em Ilhéus com prefeitos das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia. O anúncio, feito sem alinhamento prévio com os demais grupos políticos da base governista, teria sido uma surpresa aos aliados.
Do lado de Wagner, a disputa pela primeira suplência envolve ao menos três nomes. A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) divulgou nota pública nesta terça-feira (2) em apoio ao ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, destacando sua trajetória política e acadêmica. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD), também chegou a externalizar articulação para a vaga.
Já o PCdoB, que integra a Federação Brasil da Esperança ao lado do PV e do PT, formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária.
O Bahia Notícias havia divulgado na última quarta-feira (27) que o nome da deputada federal Lídice da Mata (PSB), presidente estadual do partido, já teria sido definido para a suplência de Wagner, após ela aceitar convite feito pelo próprio senador.
"A suplência de Wagner só não será de Lídice se ela renunciar ao aceite. Porque aceitar, já aceitou", revelou, em reserva, um aliado próximo ao senador petista.
Mesmo com esse aceite divulgado, a fonte ouvida agora pelo Bahia Notícias contradiz a informação e reforça que nada está fechado, e que o ritmo das negociações indica que a definição só virá perto do prazo das convenções.
A novela da chapa já acumulou outros capítulos. A manutenção de Geraldo Jr. (MDB) na vice-governadoria foi anunciada após desgaste interno, assim como a formação da dobradinha Jaques Wagner e Rui Costa no Senado, decisão que deixou o senador Angelo Coronel (Republicanos) fora da composição.
PRESSÃO SOBRE LÍDICE
A deputada federal Lídice da Mata enfrenta um dos cenários mais delicados de sua trajetória política na disputa de 2026. Ao aceitar a suplência de Wagner, ela abriria mão da reeleição à Câmara Federal num momento em que o PSB filiou nomes de peso para a corrida federal, criando concorrência direta dentro do próprio partido.
Na reta final da janela partidária, o PSB incorporou Mário Negromonte Jr., Vitor Bonfim e Elisângela, todos com potencial eleitoral consolidado. Os números de 2022 ajudam a entender o tamanho do problema: Negromonte Jr. somou 147.711 votos, superando Lídice, que obteve 112.385. Vitor Bonfim, então candidato a deputado estadual, teve 68.043 votos, e Elisângela alcançou 73.138. Com a migração desses nomes para a disputa federal, a tendência é de pulverização dos votos dentro do próprio partido.
O convite de Wagner a Lídice teria dupla motivação. A primeira seria a gratidão do senador petista à deputada: em 2018, ela foi preterida na chapa majoritária pelo nome de Angelo Coronel, que depois migrou para a oposição. A segunda razão teria relação com Salvador. Pesquisas internas da base governista apontam que Lídice teria vantagem entre os postulantes à Câmara Federal quando considerados os votos da capital, de acordo com fontes ligadas ao governo. Em 2022, dos 112.385 votos obtidos pela deputada, 51.105 vieram de Salvador.
A saída de Lídice da disputa proporcional, portanto, representaria uma conta extra para viabilizar a eleição dos recém-chegados Mario Jr. e Vitor Bonfim pelo PSB.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (3) ter pedido união aos também presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O apelo ocorreu durante um encontro classificado por ele como “amistoso”, realizado na terça-feira (2) em um evento em Minas Gerais.
"Sempre tive uma conversa muito franca e direta com eles. Com o Zema, nós sempre conversamos dessa forma, o importante é a gente estar junto para derrotar o PT. O Zema, o Caiado e eu, nós três, temos uma grande responsabilidade de estarmos unidos contra o PT", conta o senador ao jornal O Tempo.
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APROXIMAÇÃO PLANEJADA
Flávio Bolsonaro afirmou possuir uma boa relação com Zema e relatou ter pedido ao ex-governador mineiro para superar episódios passados. De fato, antes da revelação do caso Master, em que o nome do partido Novo criticou abertamente os áudios da negociação entre Vorcaro e Bolsonaro, a relação chama atenção para futuros planos.
"Falei: ‘Zema, vamos olhar para frente, cara. Faz o que o seu coração mandar com relação a mim, não faz o que o marqueteiro mandar, não, porque você tem que esclarecer o povo mineiro, o povo brasileiro, o perigo do Lula. Nós três aqui, independentes, como vai ser essa campanha, a gente tem que estar focado em resgatar [o Brasil]”, discursa o senador.
Apesar do aceno, o senador reafirmou sua avaliação de que Zema foi precipitado ao publicar um vídeo com críticas às suas conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Causando queda nas pesquisas e saídas dentro de sua própria equipe de campanha, incluindo a desconfiança na versão de Flávio dentro do Partido Liberal (PL).
"Continuo achando que ele foi um pouco precipitado, porque ele não pode colocar essa disputa entre quem vai ser o candidato que irá para o segundo turno à frente do interesse do povo brasileiro", pondera o senador, sem detalhar o teor dos diálogos com o banqueiro.
O pré-candidato defendeu que o bloco de oposição esteja unificado em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Segundo apuração do jornal Estadão, o pré-candidato acha que ainda não é possível prever uma aliança logo no primeiro turno por não possuir "controle", algo que favorece sua campanha após uma queda das intenções de voto.
O senador sinalizou haver dificuldades para a construção de uma chapa conjunta ao governo de Minas Gerais com o atual governador do Estado, Mateus Simões (Novo). "Ele está num grupo político que praticamente inviabilizou que houvesse alguma composição com o PL. Ele está no PSD. O PSD tem um candidato à Presidência, que é o Caiado. Matheus Simões é do grupo político do Zema, que também é candidato à Presidência da República. A gente está neste momento raciocinando", explicou.
Questionado sobre as diretrizes para o Judiciário, Flávio Bolsonaro assegurou que, caso venha a ser eleito presidente, indicará um perfil de corte conservador para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). "São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras. Essa é uma característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, o ministro do Supremo autoriza o aborto", argumenta.
O senador relembrou ainda ter votado contra a indicação de Jorge Messias ao STF, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não sei o que passa na cabeça do Lula, qual é a intenção dele. Acredito que ele já foi reprovado uma vez, vai ser reprovado de novo", concluiu.
A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) oficializou nesta terça-feira (2) apoio à indicação de Edvaldo Brito (PSD) para ocupar a primeira suplência na chapa do senador Jaques Wagner (PT), que disputará a reeleição neste ano. O posicionamento foi anunciado pelo líder da bancada, Alex da Piatã (PSD), por meio das redes sociais.
“A bancada do PSD na Alba, que tenho a alegria de ter a missão de liderar, deliberou uma nota pública de apoio ao nome do professor Edvaldo Brito para compor a 1ª suplência da chapa do senador Jaques Wagner na disputa das eleições deste ano”, disse o líder do partido.
Em nota, os deputados destacaram a trajetória acadêmica e política de Brito, apontando sua experiência na vida pública e sua contribuição para o estado. Os parlamentares também mencionaram a carreira jurídica do professor, que possui doutorado pela Universidade de São Paulo, é professor emérito da Universidade Federal da Bahia e integrante da Academia de Letras da Bahia.
CONFIRA:
O senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, negou nesta segunda-feira (25) qualquer conversa oficial com o senador Jaques Wagner sobre a indicação do ex-prefeito de Belo Campo, José Henrique Silva Tigre, o Quinho (PSD), para uma vaga de suplência ao Senado.
Segundo Otto, não houve indicação formal nem tratativas diretas envolvendo o nome do ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
“Não tem nenhuma indicação formalizada do ex-prefeito para primeiro nem segundo suplente de Wagner. Até porque tenho que tratar com ele [Wagner]”, afirmou ao Bahia Notícias.
Apesar de negar negociações, Otto elogiou Quinho e afirmou que o ex-prefeito reúne condições para uma eventual indicação.
“Claro que Quinho é um bom nome, foi presidente da UPB, foi prefeito, mas ainda não tem nenhum nome confirmado com o senador Jaques Wagner. Eu nunca tratei oficialmente com ele nem diretamente com ele. Mas, pelo que conheço do Quinho, ele reúne as condições para a vaga”, disse.
INDEFINIÇÕES NA CHAPA
As definições sobre as suplências das candidaturas de Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado seguem indefinidas a poucos meses do prazo de formalização das chapas para as eleições de 2026.
Em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto fosse a suplência do senador Jaques Wagner.
O petista chegou a apontar que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
Otto Alencar foi reconduzido à presidência do PSD na Bahia. A informação foi divulgada pela presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, que divulgou nesta segunda-feira (25) a nova executiva do PSD no estado. Apesar de manter o senador a presidência, a vice da legenda sofreu alterações.
Se reuniram na manhã desta segunda Otto, os deputados estaduais Eduardo Alencar e Alex da Piatã e o deputado federal Antônio Brito para a eleição da nova Comissão Executiva Estadual.
Na ocasião, foram eleitos para compor a nova Comissão Executiva Estadual do PSD Bahia o presidente Otto Alencar; o 1º vice-presidente Sérgio Brito; o 2º vice-presidente Paulo Magalhães; o secretário-geral Daniel Alencar; o 1º tesoureiro Alex da Piatã; e a 2ª tesoureira Ludmilla Fiscina. Todos têm mandato de 3 anos, conforme o estabelecido pelo Estatuto Partidário.
O ex-prefeito de Belo Campo, José Henrique Silva Tigre, conhecido como Quinho (PSD), confirmou ter sido consultado como possível candidato à suplência do senador Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores (PT). Em entrevista ao Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, neste domingo (24), o ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), destaca, no entanto, que seu foco inicial está na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
“Inicialmente, é a Assembleia Legislativa. Esse é o projeto, mas vamos aguardar aí. Eu sou soldado do PSD. Se houver alguma indicação, é claro que eu não furtarei a enfrentar, mas, até o momento, é pré-candidato para a viabilidade estadual”, explica.
Sobre as organizações para a indicação do PSD à suplência, Quinho afirma que foi sondado pelo senador Otto Alencar (PSD) e que o grupo “está se organizando” para avaliar a possibilidade.
“Eu tive algumas consultas, inclusive do senador Otto Alencar, e a gente está se organizando para ver a real condição de acontecer. Mas o senador me procurou, sim, para conversar sobre essa possibilidade”, ressaltou Quinho. Para ele, a indicação a suplência na chapa majoritária é parte de um investimento do grupo governista na garantia da reeleição das lideranças.
“Soldado do partido. Eu quero muito que o nosso governador, Jerônimo Rodrigues, seja reeleito e nosso time completo. Presidente Lula, todo o time”, finaliza.
INDEFINIÇÕES NO CARGO
Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal ainda não definidas e anunciadas oficialmente. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD).
Em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto fosse a suplência do senador Jaques Wagner.
O petista chegou a apontar que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
O deputado federal Charles Fernandes (PSD) rebateu, nesta quinta-feira (22), os desdobramentos da ação judicial envolvendo emendas parlamentares originalmente destinadas pelo ex-deputado federal Otto Alencar Filho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No texto, o deputado afirma que “não foi a melhor estratégia. [...]. Em breve tudo restará esclarecido”.
Em nota enviada à redação do Bahia Notícias após a repercussão da decisão do ministro Benedito Gonçalves, a assessoria de Charles afirmou que “não houve qualquer ação judicial movida por Otto Filho contra Charles Fernandes”, sustentando que o processo foi ajuizado contra o ministério responsável pela gestão das emendas parlamentares.
A manifestação ocorre após decisão liminar que suspendeu mudanças em mais de R$ 40 milhões em emendas parlamentares vinculadas ao orçamento de 2026. Na ação, obtida pelo BN, Otto Filho questiona alterações realizadas no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) após sua renúncia ao mandato para assumir vaga no TCE-BA.
DECISÃO X ALEGAÇÃO
Apesar da argumentação apresentada pela assessoria de Charles Fernandes, a decisão do STJ menciona diretamente o contexto da substituição parlamentar e do remanejamento das emendas após a posse do suplente.
O ministro entendeu, em análise preliminar, que a hipótese prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para transferência da gestão das emendas não se aplicaria ao caso, já que Otto deixou o mandato por renúncia, e não por cassação ou decisão judicial.
Isso, sustentado no Artigo 81 da Lei nº 15.321/2025, a alteração de emendas pelo novo titular só é permitida em casos de perda de mandato por decisão judicial ou por decisão legislativa (como cassações pelo próprio parlamento).
Na nota, a assessoria do parlamentar afirma que Charles Fernandes assumiu definitivamente o mandato em dezembro de 2025, mas que apenas em fevereiro de 2026 o Palácio do Planalto teria solicitado o envio de dados para cadastramento no SIOP, “visto que o prazo para destinação das emendas estava próximo de se encerrar”.
Segundo o texto, o acesso ao sistema teria sido autorizado “pelos órgãos e setores legislativos e executivos competentes”, além de acompanhado por pareceres técnicos e jurídicos. A defesa política apresentada pela assessoria também sustenta que o deputado apenas deu “destinação específica às emendas genéricas herdadas de mandato anterior”, alegando que a medida seria “comum, lícita e legítima”.
Outro ponto levantado pela equipe de Charles Fernandes envolve a alegação de possível utilização irregular de acessos vinculados ao antigo mandato de Otto Filho. A nota afirma que a assessoria do deputado já adotou medidas para apurar “graves acusações de acesso indevido ao sistema”.
A decisão liminar do STJ segue em vigor até julgamento definitivo do mérito. O Ministério das Relações Institucionais, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) deverão se manifestar no processo.
Leia a nota completa na íntegra:
"Em razão da longa e equivocada matéria publicada no dia de ontem, 21/05, por este site, a Assessoria do Deputado Charles Fernandes PSD/BA, resolveu se posicionar e esclarecer os seguintes pontos:
Em primeiro lugar, diferentemente do que consta da matéria, não houve qualquer ação judicial movida por Otto Filho contra Charles Fernandes. O litígio foi instaurado entre o Conselheiro do TCE e o Ministério de Estado responsável pela gestão e pagamento das emendas.
Sobre a contenda, registre-se que o atual Conselheiro do TCE, apesar de ter renunciado ao mandato em dezembro de 2025, alega que houve acesso indevido e alteração de informações utilizando seus dados pessoais, como se Deputado ainda fosse em fevereiro de 2026, portanto quase três meses após sua renúncia, de modo que resta evidente o equívoco, afinal após a vacância do cargo, seja por qual for o motivo (morte, cassação, renúncia), por óbvio, referido acesso é ou deve ser excluído/encerrado, justamente para impossibilitar que ex-deputados ajam como se deputados ainda fossem.
Neste ponto, importa destacar que Charles Fernandes, apesar de ter assumido definitivamente o mandato em dezembro de 2025, somente em fevereiro de 2026 o Palácio do Planalto entrou em contato com o Gabinete do Deputado Charles Fernandes para solicitar os dados pessoais e cadastramento junto ao sistema (SIOP) visto que o prazo para destinação das emendas estava próximo de se encerrar, de modo que o novo acesso e cadastro foi devidamente autorizado pelos órgãos e setores legislativos e executivos competentes.
Oportunamente, no uso legítimo das prerrogativas constitucionais e das atribuições que lhe conferem o mandato de Deputado Federal, Charles Fernandes adotou as medidas necessárias para dar destinação específica às emendas genéricas herdadas de mandato anterior, até porque se não o fizesse haveria o risco de não pagamento. Tal ação é comum, lícita, legítima e de amplo conhecimento de parlamentares e ex-parlamentares.
Portanto, não houve qualquer ato irregular praticado pelo Deputado sucessor ou por sua assessoria, pelo contrário. Todos os atos e ações foram devidamente acompanhados e orientados por setores técnicos responsáveis da Câmara Federal, amparados por pareceres da assessoria jurídica da Casa e até da própria Advocacia Geral da União.
Após tomar conhecimento pela imprensa acerca do processo movido pelo Conselheiro do TCE/BA, do qual reitera não ser parte, o Deputado Charles Fernandes determinou que sua assessoria adotasse todas as medidas necessárias ao esclarecimento dos fatos, inclusive acerca das graves acusações de acesso indevido ao sistema, o que já está sendo feito em conjunto com os setores técnicos da Casa, haja vista a gravidade e ilicitude do acesso irregular, seja a partir de terceiros com dados de outrem, ou mesmo de Ex-deputados ou ex-assessores que, utilizando-se logins e senhas que deveriam ter sido excluídas, intentam especificar ou alterar o direcionamento de emendas após o encerramento, espontâneo ou não, dos seus mandatos. Em breve tudo restará esclarecido.
Por fim, informa que talvez a maior parte das emendas já foram pagas e executadas pelos municípios destinatários de forma lícita e transparente, e que a judicialização da questão pelo Conselheiro do TCE/BA certamente não foi a melhor estratégia, primeiro porque atribui ao fato suposta irregularidade claramente inexistente e, segundo e mais grave motivo, porque a decisão judicial que suspende o pagamento do restante das emendas prejudicará somente o povo da Bahia, que deixará de receber recursos sagrados da União Federal", conclui a nota.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão imediata de qualquer mudança, liberação ou pagamento das emendas parlamentares do ex-deputado federal baiano Otto Alencar Filho referentes ao orçamento de 2026. A decisão liminar, assinada pelo ministro Benedito Gonçalves, ainda na última quinta-feira (14), trava o remanejamento de R$ 40,2 milhões em recursos federais destinados a municípios pela Bahia.
A disputa começou após a renúncia de Otto Alencar Filho da Câmara dos Deputados para assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) ainda em 23 de dezembro de 2025, logo após a nomeação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Momento em que Otto assina sua nomeação no Tribunal de Contas. | Foto: Reprodução / Gustavo Rozário do TCE-BA
Com a saída do titular, o suplente e ex-prefeito da cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia, Charles Fernandes (PSD), assumiu a vaga de deputado federal e solicitou ao governo federal acesso ao sistema de orçamento (Siop) para alterar as cidades que receberiam os R$ 40.252.007 em verbas.
As emendas parlamentares individuais são uma ferramenta que permite aos deputados e senadores destinar uma parte do dinheiro do Orçamento da União para enviar diretamente a obras e projetos em suas bases eleitorais.
No caso de Otto Alencar Filho, os destinos e os valores exatos para as prefeituras baianas já haviam sido aprovados pelo Congresso Nacional e sancionados na Lei Orçamentária de 2026.
Ao assumir o mandato, no entanto, o deputado Charles Fernandes enviou um ofício à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, pedindo credenciais para acessar o sistema de emendas e modificar os municípios indicados por Otto.
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A Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil chegou a emitir um parecer favorável à mudança, justificando que, por analogia, o suplente que assume a vaga de um parlamentar falecido ou cassado pode gerenciar essas verbas.
Essa alteração foi realizada no sistema de orçamento, mas Otto Alencar Filho entrou com uma ação judicial (mandado de segurança) assim que soube da mudança, alegando que as alterações foram feitas sem o seu conhecimento e utilizando indevidamente o seu nome no sistema.
Dados do portal da transparência mostram que, entre 2025 até a data da assinatura da liminar (14 de maio de 2026), o parlamentar somou R$ 57,4 milhões em emendas individuais, sejam por transferências com finalidade definida ou transparência especial (conhecidas como as emendas pix).
Ao todo, o BN levantou que pelo menos 47 municípios do interior do estado receberam recursos repassados pelo então deputado federal pelo PSD, Otto Filho. Confira abaixo para onde já foram enviados estes recursos:
Mapa ilustrativo: Ronne Oliveira / Bahia Notícias.
DISPUTA POLÍTICA?
A disputa judicial também escancara um embate interno no PSD. O Bahia Notícias apurou juntamente com fontes e políticos ligados à legenda que, nos bastidores, o clima teria ficado "tenso". Quem teria tentado mediar a situação, antes mesmo da judicialização do tema, foi o presidente estadual do partido e senador Otto Alencar, porém sem sucesso.
"Existiu um acordo, dentro da bancada, para que Charles tivesse as emendas de legenda e bancada. Além do destino de outras dos senadores Otto e Coronel. Mas aconteceu isso", revelou um deputado em condição de anonimato.
A relação não seria das melhores há um certo tempo, desde o resultado das últimas eleições em 2022, passando pela escolha do nome para integrar o Tribunal de Contas do Estado, neste caso, sendo definido Otto Alencar Filho.
DECISÃO MUDA ALGO?
Ao analisar o pedido de urgência, o ministro Benedito Gonçalves deu razão a Otto Alencar Filho. O magistrado, premiado pelo TJ-BA, destacou que a regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que permite a herança de emendas por suplentes é muito clara e restrita: ela só se aplica se o titular tiver perdido o mandato.
Imagem da placa do STJ com o prédio ao fundo do ministro Gonçalves do STJ | Fotos:Reprodução / Agência Brasil / STJ
Como sustenta o ministro, de acordo com o Artigo 81 da Lei nº 15.321/2025, a alteração de emendas pelo novo titular só é permitida em casos de perda de mandato por decisão judicial ou por decisão legislativa (como cassações pelo próprio parlamento).
"Em caso de alteração do titular do mandato parlamentar decorrente de decisão judicial ou legislativa que importe em perda de mandato e convocação de novo parlamentar, as dotações oriundas de emendas individuais do parlamentar substituído", sustenta o texto constitucional.
Como Otto Alencar Filho não foi punido, mas sim renunciou voluntariamente para assumir um novo cargo público no Tribunal de Contas da Bahia, a regra de transferência das emendas não se aplica ao caso.
"A perda do mandato não decorre de decisão judicial ou legislativa, mas de renúncia", determina o ministro na decisão. Ele ainda destacou o risco de "execução irregular das emendas parlamentares e, portanto, da despesa pública" caso o dinheiro fosse enviado para municípios diferentes dos aprovados na lei orçamentária original.
Com essa decisão liminar:
- Ocorre um bloqueio temporário: os R$ 40,2 milhões em emendas estão "congelados" e não podem ser pagos nem para os municípios antigos, nem para os novos indicados pelo suplente, até o julgamento final do processo;
- E o Ministério das Relações Institucionais terá 10 dias, até o próximo domingo, 24, para prestar informações ao tribunal. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) também serão ouvidos antes que o STJ julgue o mérito da ação em definitivo.
Já Charles Fernandes, quando procurado pela reportagem para se manifestar sobre a decisão liminar do STJ, o pedido de acesso ao SIOP e os desdobramentos políticos da disputa envolvendo as emendas parlamentares, não respondeu aos contatos realizados até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para eventual posicionamento.
A deputada estadual Ivana Bastos (PSD) compareceu, nesta terça-feira (12), à sabatina do deputado Adolfo Menezes (PSD), candidato à vaga em aberto no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso aprovada na CCJ, a indicação do deputado será analisada pelo plenário da AL-BA.
Em coletiva de imprensa, a parlamentar afirmou que Adolfo é “um deputado que marcou o seu nome aqui na Assembleia”. “Eu fiz questão de vir aqui na sabatina, dar o meu apoio, dizer que o Adolfo representa muito esta Casa, representa todos nós, deputados, e tenho certeza que nós teremos um amigo no Tribunal de Contas”, afirmou Ivana.
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A “certeza” da deputada não é à toa. Ela relembra que o presidente da Assembleia recebeu 60 assinaturas em sua proposta de candidatura. “Os deputados, em sua totalidade, assinaram. Isso mostra quem é o Adolfo: o Adolfo que é nosso presidente, o Adolfo que é companheiro, deputado nesta Casa há mais de 30 anos. São os amigos, o seu trabalho, a sua vida correta e o seu compromisso aqui que fazem com que os deputados hoje estejam todos aqui para apoiar”, ressalta.
O apoio envolve ainda uma articulação para garantir o quórum da votação em plenário que, segundo a própria Ivana, deve ocorrer o mais breve possível. “Acho que os deputados vão fazer questão de estar aqui para poder prestigiar essa votação. Hoje a gente termina aqui na CCJ e vamos pautar para os próximos dias”, completa.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) declarou apoio à pré-candidatura da ex-ministra Marina Silva (Rede) ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A articulação foi definida nesta segunda-feira (11), durante encontro entre o presidente estadual do PDT, Antonio Neto, e o presidente nacional da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros.
Segundo o pedetista, o apoio à ex-ministra ocorre por alinhamentos em pautas ligadas à sustentabilidade e à defesa dos povos indígenas. O dirigente também afirmou que a entrada de Marina na disputa ajudaria a equilibrar os espaços entre partidos de esquerda na formação da chapa paulista.
A movimentação fortalece Marina na corrida interna pelo apoio do grupo político aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disputa espaço com Márcio França, do PSB, que também busca a vaga ao Senado.
O partido apresentou nomes para a vaga de vice, entre eles o próprio Antonio Neto, a pecuarista Teresa Vendramini e o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri. Segundo aliados, Teresa já teria recusado o convite.
Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal seguem indefinidas. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD).
O fato é que, em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto é a suplencia do senador Jaques Wagner.
Ainda nesta quarta-feira (06), o senador petista Jaques Wagner indicou que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
Já para as vagas relacionadas a candidatura do ex-ministro Rui Costa, um desses nomes seria o presidente estadual do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. Atualmente, o Avante é um dos partidos com maior expressividade no interior do estado, com cerca de 60 prefeituras eleitas em 2024. Nesse sentido, as podem ganhar destaques nos bastidores da negociação.
INDEFINIÇÃO NO PSD
Ao final de janeiro, o PSD perdeu um de seus principais “soldados”. O senador Angelo Coronel e sua família romperam com o partido de Otto Alencar após meses de negociações para a composição da chapa majoritária do grupo governista. Com a confirmação da “chapa puro-sangue” do PT, com Jerônimo, Wagner e Rui, o senador teria sido “deixado de lado” em sua tentativa de reeleição.
Hoje, vinculado ao Republicanos, o senador declarou apoio ao pré-candidato ao Palácio de Ondina, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e passou a compôr a chapa "Unidos para Mudar a Bahia", que tem como segundo candidato à "Câmara Alta", o ex-deputado federal e presidente do PL na Bahia, João Roma.
O projeto de lei que visa transformar Salvador na capital federal do Brasil, de forma simbólica, todo ano no dia 2 de julho, foi designado ao senador Jaques Wagner (PT). A data marca a Independência do Brasil por meio da luta na Bahia. A proposta original é de autoria do deputado federal Leo Prates (PDT). A escolha do relator no Senado foi feita pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO) ainda nesta terça-feira (5).
A matéria (PL 5672) será submetida à análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob a relatoria de Wagner. O projeto chega ao Senado após uma tramitação bem-sucedida na Câmara dos Deputados, onde o parecer favorável foi relatado pelo deputado federal Gabriel Nunes (PSD).
O projeto busca reconhecer a importância estratégica e histórica da Bahia na consolidação da soberania nacional durante as lutas de 1823. Caso receba o aval do Senado e a subsequente sanção presidencial, a transferência simbólica da sede do governo federal para a capital baiana durante as celebrações do "Dois de Julho" passará a ser oficial.
Até esta quarta-feira (6), o texto permanece com a relatoria para a elaboração do parecer, aguardando a conclusão desta etapa para seguir para votação em plenário.
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) relembrou o imbróglio envolvendo o rompimento entre os senadores Angelo Coronel e Otto Alencar no PSD e a posterior saída da família Coronel do grupo governista. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o parlamentar destacou que o imbróglio interno gerou repercussões pessoais entre os envolvidos.
"Infelizmente não era para acontecer. O senador Otto Alencar, que é amigo e irmão dele, ficou muito mal. Ninguém queria esse desfecho; o próprio governador Jerônimo, o próprio Wagner dizia: 'Adolfo, eu vou resolver essa situação'", relata. Atualmente, o senador Coronel midrou para o grupo de oposição e se filiou ao Republicanos.
O deputado ressalta ainda que possui uma amizade pessoal com a família Coronel e garante que, "à sua forma, tentou influenciar" o senador Angelo a não continuar inflamando o tema nas redes sociais e na imprensa.
Para Adolfo, no entanto, apesar dos esforços, o cenário era difícil nos bastidores: "É uma situação complexa porque são duas vagas para três pretendentes". Em seguida, Adolfo relembra que esse tipo de decisão é parte de todo processo eleitoral:
"Se você olhar o outro lado também, o então governador Rui Costa abriu mão. Se ele pensasse só nele, poderia dizer: 'não, vou garantir meus oito anos e deixar o grupo', mas ele ficou até o final e ninguém sabia que Lula ia ser presidente", comentou. Na ocasião, a vaga governista para o pleito ao Senado foi preenchida por Otto Alencar, atual senador pelo PSD.
BOLSONARISTA?
Ainda com relação ao posicionamento do senador Angelo Coronel, Adolfo Menezes retoma seu posicionamento de que a exposição do rompimento político foi muito influenciada pelo senador.
Sobre os rumores de que Coronel seria apoiador de Jair Bolsonaro, mesmo estando vinculado à base governista, Menezes suscita: "Muitos tinham dúvida, agora ele confessou. Eu não posso debater com a palavra dele", diz.
Confira o trecho da entrevista:
Uma ex-funcionária identificada como Ingrid Da Mata publicou, em suas redes sociais, um vídeo em que denuncia o vereador de Salvador Sílvio Humberto (PSB) por uma suposta prática de “rachadinha” durante os dois anos em que trabalhou com o parlamentar, entre 2024 e 2025.
No material divulgado, ela apresenta trechos de conversas que, segundo afirma, mostram cobranças feitas ao vereador sobre pagamentos não realizados, além de relatar o despejo de um imóvel que teria sido cedido pela mãe do político.
“Me despejaram depois que fiquei desempregada e doente. Ele não paga salário, descumpre acordo que fez durante a campanha e bem antes disso”, declarou Ingrid.
De acordo com a denunciante, parte das provas não foi divulgada por envolver terceiros, mas pode ser analisada pelas autoridades.
“Se vocês me perguntarem desse período para trás, se essas coisas aconteceram, eu não tive acesso a essas provas, mas a Justiça tem e pode fazer o cruzamento de dados de forma mais fácil do que eu”, disse.
Ingrid afirmou ainda que deixou Salvador por questões de segurança e que está sendo acompanhada por uma advogada. Ela também informou que já acionou o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e fez um apelo à Câmara Municipal de Salvador para que o caso seja apurado.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, o vereador negou as acusações, classificando-as como “levianas”, e afirmou que não admitirá distorções dos fatos. Disse ainda que recebeu as denúncias com “indignação e tristeza”, alegando ter sua honra ferida após mais de 30 anos de vida pública.
“O vereador não se curvará a acusações levianas, nem admitirá que tentativas de distorção de fatos se sobreponham a uma trajetória de mais de 30 anos construída com trabalho, integridade e compromisso com seu povo. Todo o assunto será conduzido nos canais competentes, único espaço adequado para apurar os fatos”, diz o posicionamento.
A nota também afirma que a denunciante foi acolhida pela família do vereador “com afeto genuíno” e que recebeu apoio em momentos de vulnerabilidade, incluindo moradia e assistência médica, classificando as ações como um gesto “humano”.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), escolheu o ex-ministro Roberto Brant para atuar na elaboração do plano de governo para a disputa ao Palácio do Planalto.
Segundo Caiado, Brant será responsável por coordenar os diferentes eixos do programa.
“Ele vai ser o coordenador dos vários temas que compõem a construção do plano de governo. Tem indiscutível preparo e capacidade intelectual”, afirmou ao O Globo.
Roberto Brant foi ministro da Previdência e Assistência Social no governo de Fernando Henrique Cardoso, cargo que ocupou entre março de 2001 e 2002. Também exerceu mandatos como deputado federal por Minas Gerais.
Ao longo da trajetória política, passou por partidos como PMDB, PRS, PTB, PFL e PSDB. Atualmente, atua como articulista do jornal Estado de Minas.
Nos textos, costuma criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em temas ligados ao aumento de gastos públicos e à carga tributária.
Brant também tem defendido que a polarização política dificulta a construção de consensos no país. Em artigo publicado no ano passado, afirmou que a repetição de uma disputa entre bolsonaristas e petistas seria “uma grande frustração para parte importante dos brasileiros”.
O deputado estadual Alex da Piatã (PSD) passou a exercer a liderança do partido na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A mudança foi formalizada por meio de ofício publicado nesta quarta-feira (15).
No documento, o parlamentar comunicou a decisão à presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), informando que assume a função por indicação da bancada da legenda.
“A partir desta data passo a liderar o PSD nesta Casa conforme indicação da bancada do partido”, afirma o deputado no ofício.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), revelou que fará “dobradinha” de votos com o deputado federal Diego Coronel (Republicanos), para as eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista no programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (15).
Na ocasião, a parlamentar relatou sua atual situação política em três cidades baianas onde ela e o seu ex-correligionário, “dividem votos” entre eleitores.
“Eu dobro com o deputado Diego Coronel em três municípios. Em um município, o prefeito achou convivente e se sentiu à vontade para continuar com ele. Outro município que eu dobro com ele, o prefeito vota com o Jerônimo Rodrigues, vota com os senadores do grupo, mas reconhece o trabalho que ele [Diego] fez no município”, afirmou Bastos aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
A deputada comentou ainda que não existe perseguição no partido e que respeita a decisão dos seus apoiadores.
“Não tem caça às bruxas, não existe isso. A gente tem se respeitado muito. Então é uma decisão que deu certo. [...] Tem prefeito que vota com deputado, outro prefeito que vota com outro deputado de oposição e o deputado trabalha”, completou.
O depoimento de Ivana chega após o senador Angelo Coronel confirmar sua a saída do PSD e anunciar o rompimento com a base governista. Ele anunciou que deixaria o PSD após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.
A deputada estadual Jusmari Oliveira (PSD) deve ser eleita a nova presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (AL-BA). O atual comandante do colegiado, Alex da Piatã (PSD), convocou uma reunião extraordinária para às 11h desta quarta-feira (15) para que a eleição seja realizada. A convocação foi publicada na atual edição do Diário Oficial.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a chegada de Jusmari cumpre um acordo interno dentro do PSD. Antes de reassumir o mandato na AL-BA, ela estava no comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur-BA), mas precisou deixar o cargo por conta do prazo de desincompatibilização.
Com Jusmari na presidência da Comissão de Saúde, o deputado Alex da Piatã deve ser realocado para ser o novo líder do PSD na Casa. Até então, o posto era ocupado por Angelo Coronel Filho (Republicanos), que deixou a legenda, e consequentemente a liderança, após o seu pai, senador Angelo Coronel (Republicanos), romper com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
As mobilizações na comissão e na liderança foram articuladas pelo senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, após o fim da janela partidária e do prazo de desincompatibilização dos deputados que estavam licenciados ocupando cargos no Poder Executivo.
Durante entrevista na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (15), a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), revelou o desejo do senador e presidente do PSD, Otto Alencar, em fazer com que a parlamentar lançasse uma candidatura como deputada federal.
?? Na Antena 1, Ivana relata “briga” com Otto após convite para candidatura a deputada federal
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 15, 2026
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Segundo Ivana, o senador fez um convite para que ela se tornasse uma integrante do partido no Congresso. Ivana teria recusado o convite e apontou que “brigaria” com o seu correligionário se ele continuasse insistindo nessa candidatura.
Bastos reforçou, no entanto, que o seu desejo era se reeleger como presidente do Legislativo baiano.
“Lá atrás, o senador Otto Alencar me convidou e ainda insistiu, e eu disse que ia brigar com ele, se continuasse insistindo na possibilidade de eu ser candidata a deputada federal. Ele queria uma candidata a deputada federal, uma mulher. Mas, sempre deixei claro, para o senador Otto Alencar, que o meu desejo era ser candidata a deputada estadual e se tiver possibilidade, se assim os deputados da Assembleia Legislativa concordarem, quero ir para a minha reeleição de presidente da AL-BA”, disse a parlamentar no programa Bahia Notícias no Ar.
Antes, Ivana comentou sobre a dificuldade da base do Governo do Estado em montar uma chapa forte e da tensão pré-eleitoral. Ela ainda relembrou quando foi sondada para outros cargos, como a de vice-governadora do pré-candidato Jerônimo Rodrigues (PT).
“Os amigos comentavam que eu poderia estar na chapa dos sonhos. O fato também de ser uma mulher, isso ajudaria. Porém, não houve nenhum convite oficial. Desde o início, eu sempre deixei claro, e eu confio no grupo.Tenho convicção da vitória, mas o meu sentimento e a minha vontade é ir para a reeleição de deputado estadual”, disse aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, ao comentar as disputas em torno dos minerais críticos e das terras raras brasileiras.
“Essa gente vai vender o Brasil, e nós não podemos permitir”, disse Lula em entrevista ao ICL Notícias, realizada no Palácio do Planalto.
O presidente reagiu à participação de Flávio Bolsonaro na CPAC, conferência conservadora realizada em março, no Texas.
Na ocasião, o senador afirmou que o Brasil “vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido” e se colocou como uma alternativa para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China no fornecimento de minerais estratégicos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, nesta terça-feira (7), um recurso da deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) em uma Ação de Impugnação da candidatura do prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL). O recurso argumenta que o gestor municipal reeleito estaria inelegível nas eleições de 2024, “pois seria sua terceira eleição consecutiva em localidades próximas, retratando a hipótese conhecida como ‘prefeito itinerante’”.
Em resposta ao recurso da parlamentar, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o argumento não se confirma, já que, em sua eleição à gestão municipal de Belmonte, município vizinho a Porto Seguro, em 2016, Jânio Natal não assumiu o mandato, tendo passado o cargo de prefeito para o vice-prefeito eleito, seu irmão Janival Andrade Borges.
“Conforme evidencia a parte grifada, proíbe-se a assunção de um terceiro mandato, após o exercício de outros dois. No presente caso, é incontroverso que o ora recorrido não exerceu o mandato para o qual se elegeu em 2016. O cenário, portanto, não é vedado pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, destaca o ministro, no documento oficial, ao qual o Bahia Notícias teve acesso.
A tese de inelegibilidade em razão do parentesco entre os prefeitos também foi rejeitada no Supremo. “Conforme assentado pelo TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, a posse do irmão do recorrido em município diverso não se amolda à hipótese vedada pelo dispositivo constitucional”, diz o posicionamento de Moraes, sustentando que o artigo 14, § 7º, da Constituição Federal assentou que a inelegibilidade reflexa ou em razão de parentesco é restrita ao território de jurisdição do titular.
O trâmite judicial entre Jânio Natal e Cláudia Oliveira teve início no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em duas instâncias, sendo enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, também por suas instâncias, antes de ser acolhido no Supremo.
A deputada federal Claúdia Oliveira foi eleita prefeita de Porto Seguro, município na Costa do Descobrimento, em 2016. Em 2024, concorreu novamente ao cargo pela coligação intitulada "O Futuro em Nossas Mãos", formada pelo PSD, PSB, Solidariedade, Mobiliza, Pode, PP, PRTB.
O deputado estadual Angelo Coronel Filho (Republicanos) foi indicado para ser vice-líder da minoria (oposição) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A indicação foi protocolada nesta segunda-feira (6) pelo líder da oposição na AL-BA, Tiago Correia (PSDB).
“Na condição de líder da Bancada da Minoria nesta Casa Legislativa, venho, na forma regimental, fazer a indicação do deputado Angelo Coronel Filho para ocupar a vaga de Vice-líder do Bloco da Minoria. Antecipamos nossos agradecimentos, em tempo que nos colocamos à inteira disposição para dirimir quaisquer dúvidas que, porventura, venham a ocorrer”, escreveu Tiago Correia.
A movimentação ocorre após o parlamentar, que é filho do senador Angelo Coronel (Republicanos), oficializar o movimento de rompimento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Até então, Angelo Filho, junto de seu pai, estava filiado ao PSD, migrando com o “clã Coronel” para o Republicanos no dia 17 de março.
O rompimento se deu após o senador ser “rifado” da chapa majoritária, quando buscava sua reeleição na Casa Alta. A base do governador optou pela aposta de uma chapa “puro-sangue”, com os petistas Jaques Wagner e Rui Costa na disputa pelo Senado. Angelo Coronel foi anunciado como candidato na composição de ACM Neto (União), principal nome da oposição, na semana passada.
A definição sobre a composição da chapa governista na Bahia segue sem solução. Com as vagas ao Senado praticamente definidas, com a tentativa de reeleição de Jaques Wagner (PT) e a indicação do ex-governador Rui Costa (PT), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmado como cabeça de chapa, o único posto em aberto é o de vice-governador.
A permanência de Geraldo Jr. (MDB) na vaga, no entanto, ainda não está garantida. Nem mesmo a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado, na quinta-feira (2), foi suficiente para destravar o impasse, o que mantém em aberto a possibilidade de mudança na composição.
Diversos nomes já foram cogitados para substituir Geraldo Jr. Entre eles, o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), que teria recusado o convite em mais de uma ocasião. Também surgiu a possibilidade de articulação com o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que poderia migrar para a base governista e indicar um nome, nos bastidores, o mais citado é o do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD).
Outro nome ventilado é o do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), apoiado por prefeitos do interior. Também aparecem entre os cotados os deputados estaduais Alex da Piatã (PSD) e o ex-presidente da AL-BA Adolfo Menezes (PSD).
Caso seja substituído, Geraldo Jr. não será o primeiro vice a ser retirado de uma chapa durante uma tentativa de reeleição na Bahia. Em 1998, o então vice-governador César Borges assumiu o governo poucos meses antes das eleições e disputou o pleito como titular, sendo reeleito. Naquele momento, não houve indicação de vice em seu primeiro mandato; posteriormente, Otto Alencar (à época no PL, hoje no PSD) ocupou o posto.
Situação semelhante ocorreu no governo de Jaques Wagner (PT). No primeiro mandato (2007–2010), o vice foi Edmundo Pereira Santos (PMDB). Já na tentativa de reeleição, Wagner mudou a composição e escolheu Otto Alencar como vice, após o rompimento com o PMDB liderado por Geddel Vieira Lima, que lançou candidatura própria ao governo.
O cenário atual ganhou novos contornos após desgaste envolvendo Geraldo Jr., que teria solicitado a aliados, em um grupo de WhatsApp, a divulgação de críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. O episódio ampliou as especulações sobre sua possível substituição.
Segundo apuração, reuniões internas foram realizadas ao longo da semana para tentar fechar a composição. Na segunda-feira (30), interlocutores chegaram a indicar que o nome de Geraldo Jr. seria mantido, inclusive com sinalizações ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. No entanto, o acordo teria sido interrompido após intervenção de Rui Costa, que, segundo relatos, mantém resistência ao nome do vice.
Mesmo após novo encontro no Palácio de Ondina, já com a presença de Lula, não houve definição. Com isso, o impasse permanece, e a escolha do vice segue como principal ponto de tensão na formação da chapa governista para 2026.
A suplente de deputado estadual, Fabíola Mansur, definiu seu futuro partidário depois de anunciar sua saída do PSB após 18 anos no partido. Ela se filiou ao PV nesta quinta-feira (2), em cerimônia com o presidente estadual da sigla, Ivanilson Gomes. Agora, Fabíola integra a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) na disputa pela reeleição.
A parlamentar chegou a ter conversas avançadas com o PSD, tendo até um agendamento encaminhado para a filiação, mas acabou optando por seguir para a federação por maiores chances de conquistar o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Fabíola ocupou a cadeira entre 2023 e 2026, mas se despediu após o titular, Angelo Almeida, retornar ao posto.
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Na terça (30), o Bahia Notícias publicou que a filiação ao PSD estava avançada, dependendo apenas de “pequenos ajustes”. Na reportagem, também foi informado que ela ainda mantinha contato com o PV e o PDT. Ela também chegou a ser convidada pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT) a ingressar no Partido dos Trabalhadores.
LÍDICE
Nesta quinta pela manhã, a presidente do PSB na Bahia, deputada federal Lídice da Mata, teceu críticas ao novo formato de filiação e domicílio eleitoral, promovido pelas atualizações da legislação. Na ocasião, ela chegou a citar o caso de Fabíola.
"Fabíola foi, nessa mesma lógica. Ela saiu do PSB, mas ainda nem decidiu qual é o partido para o qual vai. Então, está fazendo conta. Nós atualmente não discutimos ideias, discutimos matemática”, afirmou.
O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), anunciou nesta quarta-feira (1), por meio das redes sociais, a liberação de candidatos a deputado estadual e federal no Ceará para apoiarem, nas eleições de 2026, os nomes que preferirem, independentemente de alinhamento com a federação União Progressista (PP-União Brasil).
Na publicação, Ciro afirmou que não haverá punições internas para candidatos que decidirem apoiar projetos políticos diferentes da posição majoritária da federação. Segundo ele, qualquer manifestação de apoio não poderá ser enquadrada como infração disciplinar.
O movimento pode também trazer repercussões na Bahia. A liberação pode abrir o precedente para que candidatos a deputado estadual e federal no estado também possam apoiar a candidatura ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Federado ao União Brasil, o PP agora está sob o comando de Cacá Leão na Bahia, após o desligamento do deputado federal Mario Jr. da presidência do partido.
Inclusive, o parlamentar ainda busca uma legenda para disputar a reeleição. Recentemente, ao Bahia Noticias, Mario sinalizou que tem debatido com alguns partidos, com bom encaminhamento para comandar o Podemos na Bahia, tentando obter mais um mandato.
Outro nome envolvido nas movimentações é o deputado federal Cláudio Cajado, que chegou a ter negociações avançadas com o PSD, partido liderado pelo senador Otto Alencar. A articulação contou com a participação do senador Jaques Wagner e previa que Cajado ocupasse o espaço político deixado por Diego Coronel na legenda, além de abrir possibilidade de inserção mais imediata na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A decisão de Ciro também pode impactar diretamente os chamados “egressos do PP” na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), grupo formado por deputados que passaram a buscar novas siglas após a federação. Entre eles está Niltinho, que já se filiou ao PSD.
O deputado Hassan Youssef, por sua vez, decidiu permanecer no PP, influenciado pelo cenário político de Jequié, onde o prefeito Zé Cocá, principal liderança de sua base, se alinhou à oposição e passou a integrar a chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) como pré-candidato a vice-governador.
Já os deputados Antônio Henrique e Eduardo Salles ainda não definiram seus destinos partidários e seguem em diálogo com legendas da base governista.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), teria declinado mais uma vez da possibilidade de assumir a pré-candidatura a vice-governadora na chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT). Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias por interlocutores, a deputada, que foi a mais votada do estado em 2022, teria recusado o convite, também, por não ter onde deixar o seu espólio eleitoral.
Uma fonte da reportagem indicou que Ivana negou novamente a vice, apesar do apoio e incentivo de diversos deputados estaduais. Todavia, a presidente do legislativo baiano não teria preparado um “herdeiro” de seus votos e já não teria tempo para realizar a eventual construção. No último pleito, ela alcançou 118 mil votos e, neste ano, indicativos nos bastidores demonstraram que ela passaria da casa dos 150 mil.
Conforme os interlocutores, o governador também teria reforçado que o nome de Ivana como vice seria o nome ideal para o posto, aliando força política e representatividade. Destaca-se que, caso aceitasse o convite e vencesse as eleição, ela faria história sendo a primeira vice-governadora eleita na história da Bahia. Para aliados, a avaliação é de que a presidente da AL-BA junto com Jerônimo seria a “chapa dos sonhos”.
Além disso, outra razão apontada para a recusa de Ivana foi o orçamento robusto previsto para o legislativo baiano em 2027. Com sua reeleição na presidência encaminhada, ela teria à disposição mais de R$ 1 bilhão para gerenciar dentro da AL-BA. Desde que assumiu o comando, a deputada tem promovido reformas estruturais na Casa e tem a previsão de realizar novas mudanças.
REUNIÃO
Na noite desta segunda (30), Jerônimo Rodrigues se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar.
Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença de Ivana Bastos, a qual é apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.
“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto.
Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.
A deputada estadual Fabíola Mansur possui um futuro encaminhado com o PSD e pode anunciar sua filiação já nesta quarta-feira (31). A parlamentar se despediu do PSB, partido que esteve filiada por 18 anos, nesta terça (30) e chegou a realizar um discurso emocionada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, as tratativas estão bastante avançadas e dependem apenas de pequenos ajustes para se concretizar. Até então, Fabíola tinha conversas com o PDT, PV e chegou a ser convidada pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT) a ingressar no PT.
Figura querida dentro da Casa, Fabíola acabou ficando na suplência do PSB após o resultado das eleições de 2022. Todavia, ela ocupou o mandato praticamente em toda legislatura, pois o titular, Angelo Almeida, esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). No último pleito, a ex-PSB registrou 58 mil votos.
Com Irecê sendo um de seus redutos eleitorais, Fabíola chega ao PSD depois da saída de Cafu Barreto para o grupo de oposição. O parlamentar era um dos políticos da sigla com forte atuação na região. Vale ressaltar que o PSD ainda mantém o deputado estadual Ricardo Rodrigues, que também é atuante no território de Irecê.
Recentemente, o partido comandado pelo senador Otto Alencar também filiou os deputados estaduais Niltinho (ex-PP) e a deputada Ludmilla Fiscina (ex-PV).
Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso.
“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.
A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado.
À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.
“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.
O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados.
“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.
No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.
Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.
“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, durante a noite desta segunda-feira (30). Os encontros ocorrem em meio a uma possível substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa governista.
Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.
“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto ao Bahia Notícias.
Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.
Procurado pela reportagem sobre o teor do encontro, Geddel se limitou a dizer que "foi uma boa reunião".
No início deste mês de março, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto, juntamente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram para discutir o nome que poderia substituir Geraldo Jr. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a indicação de Ivana Bastos teria sido unânime entre os caciques. Todavia, ela já teria recusado por preferir permanecer na presidência da AL-BA.
(Atualizada às 21h55 para adicionar a fala de Geddel)
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou, nesta segunda-feira (30), que apoiará o ex-prefeito de Salvador ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia.
A declaração foi feita durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência.
“Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, disse.
No estado, o PSD é comandado pelo senador Otto Alencar, que já declarou apoio à chapa governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
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O PSD anunciou, nesta segunda-feira (30), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. O lançamento ocorreu durante evento na sede do partido, em São Paulo.
A escolha ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e em meio à insatisfação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também havia manifestado interesse na disputa.
“O PSD encerrou essa etapa de definição da pré-candidatura à Presidência. Foi uma escolha difícil, mas um privilégio, já que tínhamos três governadores bem avaliados”, afirmou o presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Durante o evento, Caiado afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
“Meu primeiro ato será uma anistia ampla, geral e irrestrita. A polarização pode ser superada por alguém que não é parte dela. Vim com o objetivo de pacificar o Brasil, anistiar todos, inclusive o ex-presidente”, declarou.
O deputado estadual Niltinho (PSD) comentou as articulações para a vaga de vice na chapa governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Em entrevista ao projeto Prisma, o parlamentar defendeu o nome da correligionária Ivana Bastos.
O PSD, aliado histórico do PT na Bahia, não deve indicar candidato ao Senado, especialmente após a saída do senador Angelo Coronel. Para Niltinho, a legenda - que reúne o maior número de prefeitos no estado - tem legitimidade para pleitear a vice-governadoria.
"Na medida que o PSD perde a posição de ter a vaga do senado, naturalmente você tirou do PSD um posto da majoritária", afirmou.
Como sugestão, ele reforçou o nome de Ivana Bastos. Segundo o deputado, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) representa uma escolha acertada e simboliza o fortalecimento da presença feminina na política.
“A chapa que abrilhantaria muito ao lado do governador seria da nossa presidente, Ivana Bastos. Seria bom ter uma mulher do perfil dela, resiliente. Ela já perdeu 3 eleições por dez votos, por 15 votos. Ali tem uma mulher de fibra, acho que é um grande nome”, disse Niltinho.
Apesar de defender as negociações, o parlamentar também comentou a possibilidade de manutenção da atual composição, com o vice-governador Geraldo Júnior. “Existe uma possibilidade real de mantê-lo. Mantendo os princípios do respeito, da coerência, porque está todo mundo no mesmo grupo, a gente não precisa dar cotovelada”, ponderou.
O deputado estadual Niltinho (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (30), que a migração conjunta de parlamentares que deixaram o PP após a federação com o União Brasil acabou não se concretizando após impasses nas negociações com o PSB. O grupo incluía os deputados Antônio Henrique, Hassan Youssef e Eduardo Salles.
Em entrevista ao projeto Prisma, Niltinho disse que os quatro planejavam seguir juntos para uma nova legenda e chegaram a conversar com partidos como PDT, PSD, Avante e Podemos. Segundo ele, o PSB era uma das principais opções, e houve inclusive reunião com o presidente nacional da sigla, João Campos.
“O plano era irmos juntos, os quatro, para uma nova agremiação”, afirmou.
A articulação, no entanto, foi alterada após mudanças no cenário político em Jequié, o que levou Hassan a permanecer no PP por causa de sua base eleitoral. Com isso, os demais deputados voltaram a reavaliar as alternativas.
De acordo com Niltinho, a possibilidade de ida ao PSB avançou, mas acabou descartada após cálculos eleitorais. “Manter juntos poderia colocar eleição em risco”, disse.
Ele afirmou ainda que, diante do cenário, o grupo decidiu liberar cada integrante para escolher o partido com maior viabilidade política. “Tomamos a decisão de que cada um seguiria o caminho de maior conforto”, declarou.
Niltinho acabou se filiando ao PSD, partido que, segundo ele, já era uma preferência. Os demais deputados ainda não anunciaram suas definições.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, publicou nesta segunda-feira (30) em suas redes sociais uma manifestação após o anúncio de Ronaldo Caiado como candidato do PSD à presidência.
?? Após anúncio de Caiado, Eduardo Leite critica decisão e fala em polarização política
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Em publicação nas redes sociais, o gestor diz estar desencantado e afirma que a escolha da sigla mantém a polarização política no país. "Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", disse Leite.
A confirmação da candidatura de Ronaldo Caiado deve ocorrer às 16h em uma entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo. O candidato desistente, Ratinho Jr, declarou apoio ao escolhido.
Na semana passada, após conversa com Kassab, Leite havia se colocado como a melhor opção de centro e afirmado que Caiado é de um grupo que 'já tem representante', referindo-se a ascensão do candidato Flávio Bolsonaro na direita.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciará sua pré-candidatura à Presidência da República na tarde desta segunda-feira (30). A coletiva de imprensa está marcada para as 16h, na sede do PSD, em São Paulo.
A movimentação ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., que, na semana passada, abriu caminho para que Caiado se consolidasse como nome da sigla na disputa pelo Palácio do Planalto.
Dentro do partido, Caiado também disputava a preferência da cúpula com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O chefe do Executivo goiano foi considerado favorito, com respaldo de setores do agronegócio e alinhamento com pautas relacionadas à segurança pública, tema que deve ganhar espaço no debate eleitoral deste ano.
Caiado oficializou sua filiação ao PSD em 14 de março. Como parte do movimento político, ele anunciou que deixará o governo de Goiás nesta terça-feira (31), quando o vice-governador Daniel Vilela assumirá o comando do estado.
O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara.
Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.
Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros.
Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.
Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.
Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total.
Entraram Saíram Saldo
PL 7 x +7
PSD 3 3 0
Podemos 2 1 +1
Republicanos 2 4 -2
PSDB 2 1 +1
PP 1 1 0
Missão 1 x +1
MDB 1 3 -2
Solidariedade 1 x +1
União Brasil x 6 -6
PRD x 1 -1
Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
PL - 94 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 51 deputados
PP - 49 deputados
PSD - 47 deputados
Republicanos - 42 deputados
MDB - 40 deputados
Podemos - 17 deputados
PDT - 17 deputados
PSB - 16 deputados
PSDB - 16 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 6 deputados
Novo - 5 deputados
Cidadania - 4 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
Missão - 1 deputado
Recém-filiado ao Partido Social Democrático (PSD), após deixar o Progressistas (PP), o deputado estadual Niltinho passou a ser cotado nos bastidores como possível nome para compor como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), na pela reeleição ao governo da Bahia em outubro.
A filiação de Niltinho ao PSD foi oficializada na última segunda-feira (23), em ato que contou com a presença do senador e presidente do partido no estado, Otto Alencar, e da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos.
De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, a possibilidade de composição teria ganhado força após a chegada do parlamentar ao novo partido. Além de Niltinho, sua esposa, Sylvia Bastos, também se filiou ao PSD na mesma data e pode disputar uma vaga na AL-BA caso o desenho com Niltinho na vice seja concretizado.
A movimentação considera a manutenção da atuação da família no Legislativo estadual, com a possibilidade de transferência do capital eleitoral do deputado para Sylvia.
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), respondeu às críticas feitas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner (PT) nesta sexta-feira (20). Em nota enviada após as declarações dos petistas em emissoras de rádio e portais locais, o gestor, que é cotado como pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União), rebateu as acusações de "ingratidão" e "traição".
“Tomei como surpresa os ataques endereçados a mim. Eles me chamam de traidor, mas foram eles que traíram Ângelo Coronel”, dispara Cocá. A declaração faz referência à recente exclusão do senador do PSD da chapa majoritária do governo, em favor de uma composição formada exclusivamente por nomes do PT, a chamada "chapa puro sangue".
Zé Cocá explica que sua relação com o governo estadual nos últimos dois anos foi institucional, focada no desenvolvimento de Jequié, no Médio Rio de Contas. Segundo o prefeito, o diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o secretário Adolpho Loyola, articulado pelo deputado Hassan (PP), visava apenas a execução de obras para o município.
O gestor ressaltou que nunca houve um acordo político firmado. “Sempre disse publicamente que caminharia com o governador Jerônimo se as obras prometidas fossem executadas. Como um homem democrático e republicano, coloquei as divergências ideológicas de lado para trabalhar pelo povo”, explica.
O prefeito também revelou que a postura de Rui Costa em visitas anteriores confirmava a falta de alinhamento político. As informações são do Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias. Segundo Cocá, o ministro já estaria preparando um nome ligado ao grupo petista para concorrer às eleições municipais em Jequié, o que desmentiria qualquer apoio.
A troca de acusações marca um novo capítulo no acirramento político para as eleições de 2026, com Jequié tornando-se um dos principais palcos do embate entre o grupo governista e a oposição liderada pelo União Brasil.
Depois de participar do lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Minas Gerais nesta sexta-feira (20) com esperança de conseguir anunciar outro candidato ligado ao governo federal. Lula participará de eventos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e pode anunciar o nome do ex-presidente do Senado para a disputa ao governo mineiro.
Em São Paulo, nesta quinta (19), Lula aproveitou a realização da Caravana Federativa para anunciar Haddad como candidato. Nesta sexta, o presidente quer seguir o mesmo script, aproveitando uma agenda de diversos eventos e entregas à população para fazer o anúncio da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.
Pela manhã, o presidente Lula, junto com o senador e outros ministros, vai anunciar na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras, com previsão de geração de 36 mil empregos nos próximos 10 anos. Nesse evento, Lula vai descerrar, ao lado de Pacheco, a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no final de dezembro passado.
São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, por meio de um investimento de R$ 63 milhões. O objetivo com a usina é substituir a queima de gás natural pelo uso de energia limpa, modelo que está sendo replicado para outras refinarias de petróleo da Petrobras.
À tarde, também acompanhado de Pacheco, Lula participa em Sete Lagoas de visita à fábrica da Iveco, quando anunciará a entrega de 158 novos ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. O ministro da Educação, Camilo Santana, participa da agenda.
A ação marca o início da distribuição de mil ônibus da segunda etapa do Novo PAC Seleções, com investimento de cerca de R$ 500 milhões. Os veículos vão beneficiar estudantes da educação básica, especialmente de áreas rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A cerimônia contará ainda com a participação de prefeitos de diferentes regiões do estado.
A sinalização de que Rodrigo Pacheco cedeu e pode ser anunciado como pré-candidato é o fato dele estar negociando uma mudança de partido antes do prazo final de filiação para quem quer concorrer às eleições. Pacheco está de saída do PSD pelo fato de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab (SP), ter filiado o vice-governador Mateus Simões, que vai assumir o governo com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) e, no cargo, se candidatará a mais um mandato.
O senador Rodrigo Pacheco vinha negociando com o União Brasil, mas as negociações emperraram depois que o noticiário expôs ligações entre o presidente da legenda, Antônio Rueda, com Daniel Vorcaro e o banco Master. Nesse contexto, o senador retomou as negociações com o MDB e com o PSB.
No MDB, entretanto, o presidente estadual do partido, o deputado Newton Cardoso Júnior, vem resistindo à filiação. O deputado tem a intenção de lançar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como candidato do partido ao governo.
Depois dos eventos junto com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula viajará no final do dia para Bogotá, na Colômbia. No fim de semana será realizado o 10º Fórum de Alto Nível Celac-África, com representantes de países da América do Sul, do Caribe e da África.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou neste sábado (14) sua filiação no Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab. A ação marca sua saída do União Brasil na tentativa de viabilizar sua candidatura à presidência da República.
Segundo o g1, a oficialização aconteceu em um ato de campanha regional na cidade de Jaraguá, a 120 km de Goiânia. No PSD, disputam com Caiado a vaga de candidato à presidente os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Gilberto Kassab afirmou que o partido deve decidir o nome do postulante até o final do mês. Pelas regras eleitorais, o candidato precisa estar filiado ao partido pelo qual disputará a eleição deste ano até o dia 4 de abril.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu, nesta sexta-feira (13), um habeas corpus ao vereador Salvino Oliveira (PSD), preso na última quarta-feira (11) sob suspeita de ligação com o tráfico de drogas.
As investigações apontam que o fato de o político se declarar “cria” da Cidade de Deus e ter utilizado o slogan de campanha “Vereança das Favelas do Rio” foi considerado nas suspeitas levantadas pelos investigadores.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, a autodeclaração ganha relevância quando analisada junto ao histórico territorial da região. O documento afirma que a Cidade de Deus, por ter limites próximos com a Gardênia Azul, foi historicamente utilizada como base avançada e ponto de concentração logística para criminosos ligados ao Comando Vermelho.
Na quinta-feira, após a prisão de Salvino ter sido mantida pela Justiça durante audiência de custódia, a defesa do vereador entrou com um pedido de habeas corpus.
A Operação Contenção Red Legacy, que resultou na prisão do político e de seis policiais militares, segue provocando embates entre autoridades.
O presidente do PSD no Rio, o deputado federal Pedro Paulo, afirmou que pretende solicitar uma audiência de urgência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para tratar da prisão do vereador.
O futuro partidário da família Coronel parece estar caminhando para uma definição. Após o anúncio de rompimento com o PSD e com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador Angelo Coronel e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente - iniciaram tratativas com legendas aliadas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União).
Informações apuradas pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (13) junto a pessoas próximas ao senador apontam que o caminho para os três deve ser o Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. Nos bastidores, o partido já havia sido citado na "bolsa de apostas" junto o próprio União Brasil de ACM Neto, PSDB e PP.
Pensando na eleição de outubro, a oposição já desenha a composição de sua chapa. Além do ex-prefeito de Salvador, o grupo tem outro nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
A expectativa é que Coronel seja apresentado como o outro candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias.
Ele anunciou que deixaria o PSD do também senador Otto Alencar após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.
No mês passado, Coronel falou abertamente que apesar de não ter escolhido o novo partido ainda, caminharia ao lado de ACM Neto.
PROPORCIONAL NA CONTA
Em paralelo a isso, as articulações de filiações partidárias na disputa para deputados estaduais e federais continuam. O Republicanos também deve abrigar a candidatura de Leo Prates, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados.
O indicativo é que ele deixe o PDT diante da conjuntura de aliança do partido com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento passa pelas pretensões da sigla ligada a Igreja Universal do Reino De Deus (Iurd) em aumentar sua bancada. A ideia é chegar a cinco federais em Brasília, com a chegada de Prates e de Diego Coronel.
Atualmente o partido conta com três representantes na Câmara: Márcio Marinho, Alex Santana - que já anunciou que não vai disputar a reeleição -, e Rogéria Santos.
A vereadora de Serrinha, na região sisaleira, Edylene Ferreira (PSD), afirmou que pretende deixar o partido após a filiação do ex-prefeito Adriano Lima à legenda. A declaração foi feita durante sessão da Câmara Municipal realizada na noite da última terça-feira (10). Ferreira também é presidente da União de Vereadores da Bahia.
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, durante discurso na tribuna, a legisladora disse ter sido surpreendida ao saber, por meio de ligações e mensagens, que Adriano Lima havia citado o nome dela em uma entrevista à uma emissora de rádio, na qual teria feito um convite para que ela permanecesse no partido.
Conforme Edylene Ferreira, não houve comunicação prévia sobre a filiação do ex-prefeito ao PSD. “Recebi um convite do ex-prefeito Adriano Lima para permanecer no PSD. Ninguém sabia que ele iria para o partido. Fui pega completamente de surpresa”, afirmou.
A vereadora também lembrou que, nas últimas eleições municipais, o PSD esteve em campo político oposto ao grupo liderado por Lima em Serrinha. Diante da nova movimentação partidária, ela declarou que não pretende permanecer na legenda.
“A sua chegada, ex-prefeito Adriano Lima, é a minha saída do partido. Pode ficar bem à vontade no PSD, mas os meus pensamentos não condizem com os seus”, disse. Durante o pronunciamento, Edylene também mencionou o ex-prefeito Ferreirinha, apontado por ela como seu chefe político, e afirmou que ele também deve deixar a sigla.
O deputado federal Raimundo Costa (PSD) comentou, nesta segunda-feira (9), sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) após deixar o Podemos. Em declaração ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, ele detalhou a motivação da mudança partidária.
"Quando você vê o PSD, um partido já consolidado, que tem seis federais, perdeu um [Diego Coronel], e ainda tem capacidade de avançar e crescer, você entende que isso lhe dá condições de avançar. Fizemos uma métrica de 200 mil votos e vimos que o partido poderia nos ajudar a adicionar um pouco mais a esse número", afirmou.
Segundo ele, a ideia inicial era que o grupo formado por ele, pelo suplente do enador Jaques Wagner, Bebeto Galvão, e pelo ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, saísse candidato pelo Podemos. No entanto, eles receberam convites de outros partidos da base governista, como MDB e Avante, mas avaliaram que o PSD seria a legenda mais adequada.
"O deputado Raimundo da Costa, eu, nos relacionamos muito com Bebeto Galvão e tivemos o privilégio de conhecer o ex-prefeito de Serrinha, Adriano. Conversamos e vimos que havia esse espaço no Podemos e poderíamos disputar ali a primeira vaga", explicou.
Raimundo Costa, conhecido como Raimundo da Pesca, juntamente com Bebeto Galvão e Adriano Lima, oficializou a filiação ao PSD nesta segunda-feira (9).
A configuração da chapa majoritária ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem ganhado novos rascunhos. Após uma crise interna ligada ao atual vice-governador Geraldo Jr. (MDB), com o estopim para a retomada do debate sobre a vice ocorrendo após ocupante da cadeira solicitar em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o tema ganhou contornos de substituição.
A troca segue sendo debatida de forma interna, com a inserção do PSD como possível partido para indicar o nome para a vaga. Com isso, uma "lista tríplice" do partido teria três nomes, todos "mais próximos" ao senador Otto Alencar, principal liderança da legenda. O principal deles é o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, que começou a circular nos bastidores com maior intensidade desde a noite do último sábado (7). O entrave seria o desejo da própria deputada estadual, que comanda o legislativo baiano, podendo permanecer no posto por um período mais longo, após uma eventual reeleição. Interlocutores que participam da negociação indicaram ao Bahia Notícias que Ivana "atenderia o convite", no caso do pedido partir do próprio senador Otto Alencar.
Citados como eventuais nomes para concorrer ainda estão outros dois deputados estaduais. O ex-presidente da Assembleia Adolfo Menezes também foi mencionado como eventual integrante da chapa, também por conta da relação com Otto e o próprio Jerônimo Rodrigues. Ligado a Campo Formoso, Adolfo também reforçaria a penetração governista em uma região já ligada ao grupo. O entrave seria apenas o seu desejo de assumir uma das vagas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fato citado, novamente, nesta segunda-feira (9).
Além dele, o deputado estadual Alex da Piatã, mais um nome de forte relação com o senador Otto Alencar disponta na lista. O foco seria o reforço na região sisaleira, onde o deputado também tem forte atuação.
O movimento, inclusive, foi confirmado pelo governador, que sinalizou sobre o diálogo com Otto Alencar. "Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele e à lealdade dele ao projeto. A responsabilidade que ele tem, ele tem e terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo. O senador Otto Alencar é uma pessoa de palavra e estamos discutindo com o partido, tanto aqui no estado quanto na esfera nacional, por conta da relação que nós temos com o PSD aqui na Bahia. Nós estamos aguardando isso", disse Jerônimo em coletiva, nesta segunda (9).
"Eu falei que quanto mais a gente fica aguardando acaba as pessoas mexendo mais, mas nós temos um prazo. Se nós temos um prazo no mês de março, eu vou utilizar até o último dia, se for preciso, para que a gente possa tomar uma decisão aderente com aquilo que nós acreditamos. Uma chapa que não machuque ninguém, que não maltrate ninguém, nós não podemos ter perdas nessa caminhada, mas uma chapa que dialogue com o projeto nosso", completou.
BRIGA INTERNA
Após o imbróglio, o ministro da Casa publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”. A repercussão foi imediata. Em ato contínuo, o vice-governador foi obrigado a pedir desculpas públicas ao ex-governador por enviar mensagens atribuídas a ele.
"Já pedi as minhas desculpas a quem deveria pedir e estou pedindo aqui de público porque sou um homem público, e, por ser um homem público, eu tenho que fazer essa sorte pedindo desculpas aqui a quem se sentiu incomodado, em especial ao ministro Rui Costa. Tenho o maior respeito a figura humana do ministro Rui ao homem público”, disse durante entrevista à rádio Metrópole.
Geraldo atribui o ocorrido a um “erro tecnológico” e explicou que, por ser da “época analógica", cometeu um erro ao usar o WhatsApp.
Com isso, durante uma reunião na última quarta-feira (4), o governador Jerônimo Rodrigues convocou o atual presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, e seu sobrinho, deputado federal Neto Carletto (Avante). No encontro, o tema foi, justamente, o espaço na vice. Interlocutores próximos a dupla que lidera o Avante no estado sinalizaram que um convite foi feito ao presidente da legenda, tentando ver alternativas de "compor" interesses do grupo. "Não teve negativa. Foi indicado apenas que Carletto preferia a suplência de Rui [na disputa ao Senado]. Porém, o grupo não está fechado para negociações, caso o governador entenda que é melhor", sinalizou um interlocutor do partido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Múcio Monteiro
"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".
Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.