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prado
Uma liderança indígena está entre os presos por envolvimento no ataque contra turistas do Rio Grande do Sul, ocorrido na cidade de Prado. Um cacique foi detido acusado de orquestrar a ação, que terminou com duas mulheres baleadas.
Doze pessoas foram conduzidas na tarde desta terça-feira (24) por suspeita de envolvimento com o episódio. Os detidos foram autuados por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. O líder indígena suspeito seria um dos organizadores do movimento de ocupação de territórios na região.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 25, 2026
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A liderança alcançada na ação era conhecida como Cacique Mandi. Segundo as investigações, ele seria o mandante da ação criminosa e teria determinado os disparos contra o veículo alegando suposta proteção territorial da aldeia contra ameaça externa.
Apesar de ser apontado como responsável pela polícia, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) negou qualquer participação de indígenas no ocorrido. Em nota, a entidade responsabilizou “pistoleiros” e denunciou o sequestro de uma família originária.
O Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá, etnia que vive na região, também negou a autoria. O grupo atribui a ação a fazendeiros ruralistas e lideranças indígenas cooptadas. Segundo o comunicado, “fazendeiros têm usado lideranças fragilizadas de aldeias vizinhas — em especial da TI Águas Belas e da aldeia Tawá — para promover conflitos internos”.
CONFLITOS NA REGIÃO
A região é alvo de disputas territoriais há muitos anos. Depois de uma escalada de tensão, em abril de 2025, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) foi enviada às regiões sul e extremo sul do estado, na região das Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe.
A Terra Indígena Comexatibá foi declarada de posse permanente do povo Pataxó pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025, por meio da Portaria nº 1.073. No entanto, não houve demarcação física e a desintrusão de ocupantes não indígenas na área em questão.
Na última semana, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) obteve decisão judicial para suspender a liminar que concedia reintegração de posse à parte interessada na Terra Indígena (TI) Comexatibá, localizada no município de Prado.
Com a decisão, a paralisação da retirada forçada da comunidade indígena do território ocupado pelo povo Pataxó foi interrompida. A decisão foi proferida na quarta-feira (18), em ação interposta pela Procuradoria Federal Especializada junto à Funai (PFE), pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Lideranças indígenas negam que a comunidade indígena do município de Prado, no Extremo Sul da Bahia, tenha sido responsável pelo tiroteio que atingiu duas turistas gaúchas no distrito de Corumbau, nesta terça-feira (24). Segundo uma nota publicada pelo Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá, os disparos foram efetuados por "pistoleiros" que manifestavam interesse em terras indígenas na região.
O pronunciamento foi divulgado por meio da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Segundo o relato das entidades, além das turistas baleadas, uma família indígena teria sido sequestrada na ocasião.
"Motos, carros e helicópteros foram usados em uma manifestação promovida por fazendeiros da extrema direita. Os disparos efetuados por pistoleiros acabaram atingindo duas turistas que se dirigiam às praias. Uma família indígena foi sequestrada", diz o texto. Segundo o grupo, toda a ação tem como objetivo a revisão da declaração de Terra Indígena da região de Comexatibá, que segue sob procedimento demarcatório desde novembro de 2025.
O relato da comunidade indígena indica que houve um ato pela retomada de uma fazenda na região. O ato gerou um conflito envolvendo ameaças e ataques, que causaram o suposto sequestro de uma família indígena e o acidente envolvendo duas turistas e balas perdidas.
Em nota, o Coletivo afirma "de forma clara e inequívoca que os disparos que atingiram as turistas não foram efetuados por indígenas do movimento pela Terra Indígena Comexatibá". O grupo aponta ainda que lideranças de oposição ao movimento indígena na região vêm "cooptando" lideranças de aldeias vizinhas para promover mais conflitos.
Por fim, o Coletivo repudiou a escalada de violência na região e solicitou suporte estatal para a solução do caso. "Reafirmamos nosso repúdio a toda forma de violência, seja ela física, simbólica ou política. A defesa da vida, da integridade física e da dignidade do nosso povo é inegociável", escreveu o grupo.
"Exigimos ?que as autoridades competentes investiguem com imparcialidade e transparência os episódios violentos ocorridos hoje", completa. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), 12 suspeitos foram detidos durante as investigações sobre o ocorrido e cinco armas foram apreendidas.
O Bahia Notícias questionou a versão relacionada ao sequestro de uma família indígena na ação, mas não obteve retorno até o momento da publicação.
A comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) reacendeu os debates sobre a situação da cacauicultura baiana e sobre embates de terra que continuam a ocorrer no município de Prado, no extremo sul baiano. O colegiado foi o primeiro a se reunir desde o retorno do recesso parlamentar, com o encontro sendo realizado na manhã desta terça-feira (24).
As questões foram levantadas pelo presidente da comissão, Manuel Rocha (União), que apelou aos governos federal e estadual a adoção de “medidas concretas” para a solução desses problemas. Ele alertou que os produtores de cacau na Bahia sofrem desde a década de 1990, quando as lavouras foram assoladas pela vassoura-de-bruxa, e continuam enfrentando dificuldades hoje, com a queda “vertiginosa” no preço da arroba.
A Instrução Normativa (IN) nº 125/2021 do Ministério da Agricultura (Mapa), que atualizou os requisitos fitossanitários para importação de amêndoas de cacau, especialmente da Costa do Marfim, flexibilizou regras sanitárias e gerou críticas dos produtores por eliminar o uso do brometo de metila, facilitando a entrada de pragas estrangeiras, mas foi revogada temporária e imediatamente nesta segunda-feira.
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O ato foi elogiado pelos deputados Pedro Tavares (União) e Eduardo Salles (PP), com a ressalva de que a proibição das importações é apenas o primeiro passo de uma “guerra que ainda não foi vencida”.
Para os parlamentares, agora é preciso acabar com o cartel das empresas moageiras “que derruba os preços do cacau”, como destacou Tavares, além de adotar ações firmes contra o surgimento de doenças fatais que afetam o fruto e podem dizimar toda a lavoura, como a monilíase, alertou Salles.
A queda no preço da arroba, outro assunto levantado por Manuel Rocha, é preocupante, alertaram os deputados. Segundo Eduardo Salles, os atuais R$ 130 “não pagam os custos da produção”, nem são capazes de tirar os produtores do endividamento.
O deputado Raimundinho da JR (PL), que também é cacauicultor, pediu que o colegiado continue atuante em defesa dos produtores que contrataram linhas de financiamento e não podem pagá-las devido à baixa nos preços. “É preciso zelar pelo nosso patrimônio”.
TENSÃO NO EXTREMO SUL
Quanto às disputas por terras que se repetem em Prado, tanto Manuel Rocha quanto Pedro Tavares qualificaram essas ações como crimes cometidos “por bandidos travestidos de índios” contra a propriedade privada.
O clima na região “é de instabilidade jurídica”, advertiu Rocha, para quem “é inconcebível que tenhamos que discutir, hoje, o direito à propriedade privada”, tratando-se de “um direito legítimo”, corroborou Pedro Tavares.
Outro assunto que voltou a ser abordado na reunião ordinária do colegiado nesta terça-feira foi a outorga d’água aos produtores rurais de Irecê. O deputado Ricardo Rodrigues (PSD), vice-presidente da comissão, continua preocupado com a lentidão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na concessão das autorizações, que permitem o uso temporário de recursos hídricos de rios e lagos, por exemplo.
A falta das outorgas, afirmou Ricardo Rodrigues, prejudica duplamente os produtores, que também podem perder a dupla tarifa, benefício que reduz em até 90% o preço da energia elétrica para consumo dos irrigantes fora do horário de pico, especialmente entre 21h30 e 6h.
Pelo menos 12 pessoas suspeitas foram detidas pelas forças de segurança da Bahia no extremo sul do estado, o caso vem logo após duas turistas gaúchas foram baleadas nesta terça-feira (24). O caso ocorreu em uma praia do município de Prado. Ainda durante a operação, as equipes localizaram cinco armas de fogo e aparelhos celulares, os suspeitos seguem detidos e serão interrogados pelo caso.
O caso ocorre em uma área de conflito fundiário, as polícias encontraram duas espingardas calibre 12, um rifle calibre 38 e dois revólveres calibre 38. O armamento estava enterrado em uma área de vegetação e foi apontado aos agentes nas proximidades do local onde ocorreu o ataque às vítimas, ainda não se sabe o papel que cada um teve em esconder as armas.
A ação foi realizada pela Força Integrada de Combate a Crimes Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais, que reúne as polícias Federal, Militar, Civil, o Departamento de Polícia Técnica e o Corpo de Bombeiros.
As forças policiais informaram que dados que auxiliem na elucidação do caso podem ser enviados por meio do Disque Denúncia (181), com garantia de anonimato. Os 12 detidos e o material apreendido foram encaminhados para os procedimentos legais.
(Matéria atualizada às 19h03 com novas informações reveladas pela polícia civil).
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu a liminar que determinava a reintegração de posse da Terra Indígena Comexatibá, em Prado, no Extremo Sul baiano. A decisão atende a recurso apresentado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e impede, neste momento, a retirada da comunidade Pataxó do território.
A medida foi proferida na última quarta-feira (18) em ação interposta pela Procuradoria Federal Especializada junto à Funai (PFE). Com a decisão, fica paralisada a retirada dos pataxós que havia sido determinada com prazo de dois dias para cumprimento.
Segundo a Funai, informações técnicas e cartográficas apresentadas ao processo indicam que a área em disputa está integralmente inserida nos limites da Terra Indígena Comexatibá. O território foi declarado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em novembro do ano passado, por meio da Portaria nº 1.073.
Nos autos, a autarquia argumentou que os direitos originários dos povos indígenas são assegurados pela Lei nº 14.701/2023, que regulamenta o artigo 231 da Constituição Federal e reconhece a posse permanente das terras tradicionalmente ocupadas.
Também foram citados dispositivos do Estatuto do Índio (Lei nº 6.001/1973), que estabelecem o reconhecimento da posse independentemente da conclusão do processo de demarcação e recomendam cautela em decisões judiciais que afetem comunidades indígenas.
Na decisão, o TRF1 frisou que a suspensão do mandado evita a retirada imediata dos indígenas, o que inclui mulheres e crianças. A procuradora federal Carolina Rodrigues informou que a Procuradoria Federal Especializada seguirá acompanhando o processo para assegurar a proteção da comunidade e a observância das garantias constitucionais.
Situada em Prado, a Terra Indígena Comexatibá é tradicionalmente ocupado pelo povo Pataxó e tem em torno cerca de 28 mil hectares. A área foi declarada para posse permanente em novembro do ano passado e apresenta sobreposição com o Parque Nacional do Descobrimento e com projetos de assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) cassou o mandato de um vereador de Prado, no Extremo Sul do estado, por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
Tomada por unanimidade durante sessão na tarde desta quinta-feira (29), a decisão atinge o vereador Fabiano Santos Rodrigues, o Doutor Fabiano (União). Com a medida, o tribunal deu provimento ao recurso eleitoral e reformou a sentença de primeira instância, que havia julgado a ação improcedente. O vereador foi o único eleito pelo partido para as 13 vagas na Câmara Municipal de Prado.
Na nova decisão, o TRE-BA reconheceu a ocorrência de irregularidades no cumprimento da legislação eleitoral que estabelece a cota mínima de candidaturas femininas [30%]. Durante o julgamento, os desembargadores concluíram que houve a utilização de candidaturas fictícias.
Entre os pontos considerados pelo colegiado figuraram votação irrisória das candidatas, ausência de movimentação financeira nas campanhas e constatação de desvio de finalidade. Os magistrados seguiram o voto do relator do processo, desembargador Danilo Costa Luiz.
A Operação Armageddon - Fase 1 cumpriu medidas judiciais que determinaram o bloqueio financeiro de 14 investigados por envolvimento no tráfico de drogas, com valores que podem chegar a até R$ 1 milhão por pessoa, totalizando até R$ 14 milhões. Segundo a Polícia Civil, a ação desta quinta-feira (29) tem foco no Extremo Sul do Estado.
Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em unidades prisionais da Bahia e de São Paulo, além dos municípios de Itamaraju, Prado, Santa Cruz Cabrália e Belmonte.
Em Santa Cruz Cabrália, um homem foi preso por tentativa de homicídio e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos. No município de Belmonte, cinco pessoas foram presas, sendo uma por tentativa de homicídio e quatro por tráfico de drogas, além do cumprimento de seis mandados de busca e apreensão.
No sistema prisional, a operação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão no Conjunto Penal de Serrinha e de cinco mandados de prisão no Conjunto Penal de Eunápolis, onde também foram realizadas duas buscas e apreensões.
Ao todo, 13 mandados de prisão foram cumpridos nesta fase da operação, sendo que sete já estavam em privação de liberdade. As diligências seguem em andamento, com o objetivo de localizar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação de grupos criminosos na região.
A ação integra um conjunto de cumprimento de mandados de busca e de prisões realizados pela equipe da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis).
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP) prorrogou por mais 90 dias o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no extremo sul da Bahia. A medida foi oficializada por meio da Portaria n.º 1.135, de 20 de janeiro de 2026, publicada nesta quinta-feira (22) e deve atuar na região em cidades como Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela.
Segundo o texto, o efetivo seguirá atuando até 21 de abril de 2026 nas Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe, em ações voltadas à preservação da ordem pública, proteção de pessoas e segurança do patrimônio, após uma série de incertezas e conflitos entre os povos originários e fazendeiros locais.
A operação ocorre em caráter “episódico e planejado”, conforme a portaria, e mantém a uma renovação da presença federal em uma região marcada por histórico de conflitos fundiários, disputas territoriais e episódios de violência envolvendo comunidades indígenas, produtores rurais e posseiros.
Criança indígena com agentes da Força Nacional | Fotos: Reprodução / GovBa / Radar News
Segundo o Ministério da Justiça, a operação funcionará com os seguintes pontos já pré-existentes na região no interior baiano:
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o apoio logístico ficará sob responsabilidade do órgão demandante, no caso a Funai;
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o contingente mobilizado será definido pela Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp);
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a atuação será feita em articulação com as forças de segurança da Bahia;
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a coordenação ficará a cargo da Polícia Federal.
A medida renova autorização anterior, publicada em outubro de 2025, mantendo a estratégia de presença continuada da União na região. O ministério explica que o objetivo é garantir a continuidade de atividades de proteção territorial e segurança institucional, além de prevenir escaladas de tensão nas áreas indígenas.
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Nos últimos anos, o extremo sul baiano tem registrado operações federais frequentes para conter invasões, ameaças a lideranças indígenas e conflitos relacionados à demarcação de terras. A portaria entrou em vigor na data da publicação sendo assinada pelo recém-indicado, o ministro baiano Wellington César Lima e Silva.
Policiais militares cumprem nesta sexta-feira (19) a operação de reintegração de posse no Loteamento Bahia Costa Sul, localizado em Prado, no Extremo Sul da Bahia. A ação ocorre após decisão da Justiça da Bahia e do Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Dias Toffoli, que determinou a desocupação de um imóvel ocupado por, quase 1,5 mil famílias.
O fato é acompanhado pelo site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 19, 2025
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Segundo o Revista Prado Bahia, a ordem cumprida nesta sexta é oriunda de um decisão tomada em outubro passado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que havia derrubado uma liminar que mantinha os moradores na área, cuja posse é reivindicada pela empresa Bahia Costa Sul Empreendimentos Urbanísticos LTDA (Basevi), em Prado.
A decisão foi proferida pelo desembargador Nivaldo dos Santos Aquino ao atender a um agravo interno apresentado pela empresa contra uma decisão anterior favorável aos ocupantes.
Conforme o magistrado, não houve comprovação suficiente da posse legítima por parte dos moradores, nem o atendimento aos requisitos previstos no artigo 561 do Código de Processo Civil, que trata das condições para concessão de liminar em ações possessórias.
LADO DOS MORADORES
Os moradores que reclamam a posse, por sua vez, afirmam que a ordem de despejo, decidida em favor da Basevi desrespeitava a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 828.
Essa ADPF, relatada pelo então ministro Roberto Barroso, estabeleceu durante a pandemia da Covid-19 um regime excepcional para suspender e, posteriormente, disciplinar a retomada gradual de despejos e reintegrações de posse de natureza coletiva, especialmente para proteger populações vulneráveis. (Atualizada às 10h15)
Forças Estaduais e Federal desencadearam na manhã desta terça-feira (9) duas operações para conter a onda de conflitos fundiários que envolvem produtores rurais e comunidades indígenas no Extremo Sul da Bahia. Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão e três de busca e apreensão.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
OPERAÇÃO “SOMBRAS DA MATA”
A primeira ofensiva, batizada de Sombras da Mata, mira os responsáveis pelo ataque ocorrido no último dia 28 de outubro, em Itamaraju. Na ocasião, durante a invasão de uma propriedade rural, dois agricultores [pai e filho] foram mortos e um terceiro ficou gravemente ferido por suspeitos que se autodeclararam indígenas.
No dia do crime, três pessoas chegaram a ser presas em flagrante, mas acabaram liberadas por questões processuais. As investigações posteriores identificaram supostos mandantes e autores dos disparos fatais. Foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão. Até o momento, uma pessoa foi presa e mais de dez armas de fogo foram apreendidas.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
OPERAÇÃO “TEKÓ PORÔ
A segunda operação, chamada Tekó Porã, tem como foco o ataque a indígenas da Aldeia KAI, ocorrido no 1º de outubro passado, no distrito de Cumuruxatiba, em Prado. Segundo as investigações, o grupo indígena estava em uma área ocupada após uma ação de “retomada”, quando suspeitos armados teriam realizado um ataque para expulsá-los de forma violenta da propriedade.
O ataque deixou dois indígenas feridos. Nesta etapa, a polícia cumpre dois mandados de busca e apreensão nas casas de suspeitos apontados como mandante e executores, buscando ampliar o conjunto de provas e identificar novos envolvidos.
As operações são coordenadas pela Força-Tarefa da Polícia Federal (PF) de Porto Seguro, com participação da PF, Core/PCBA e Bope/PMBA, além do Comando de Operações Táticas (COT) da PF.
Também atuam equipes da Polícia Militar da Bahia (Bope, Caema, Cippa, Rondesp, CPR Extremo Sul e CPR Sul), da Força Nacional e da Polícia Civil da Bahia (8ª Coorpin – Teixeira de Freitas).
O deputado Arthur Maia (União-BA) anunciou nesta terça-feira (2), no plenário da Câmara, que protocolou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da portaria 1073/2025, do Ministério da Justiça. A portaria, assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, declarou como terra indígena a comunidade Comexatibá, localizada no município de Prado, na região sul da Bahia.
A área especificada pela portaria possui cerca de 28 mil hectares. Para Arthur Maia, a demarcação teria sido autorizada por meio de uma portaria assinada de forma precipitada, supostamente para ser divulgada no evento da COP 30, em Belém (PA).
Para o deputado baiano, o documento do Ministério da Justiça ignorou critérios mínimos de legalidade e produziu insegurança jurídica em uma região já marcada por conflitos, além de afetar milhares de pessoas e produtores rurais.
“A demarcação afetará quase 30.000 pessoas direta ou indiretamente. Mais de 2.400 pequenos produtores rurais assentados pelo Incra perderão suas propriedades. O Executivo decidiu o destino de comunidades inteiras sem transparência, desconsiderando milhares de famílias que vivem, trabalham e pagam impostos na região há décadas”, afirmou Maia.
No texto do seu projeto de decreto legislativo, Arthur Maia expõe diversas irregularidades de um processo que, segundo ele, foi “eivado de vícios”. A começar pelas 152 contestações feitas à demarcação, que mereceram uma resposta da Funai em um documento único e genérico.
‘Esta única resposta padronizada impede que se conheça o pressuposto fático exato que motivou a rejeição de sua contestação, violando frontalmente o dever de motivação. O documento genérico não abordou situações singulares, como as cadeias dominiais e históricos de posses diferentes, laudos antropológicos contestatórios, a análise de títulos de boa-fé, e a presença de assentamentos sociais do INCRA no local”, explicou o deputado baiano.
Outro problema mencionado por Arthur Maia foi a violação de artigo da Lei 14.701/2023, que exige a presença da comunidade indígena em 5 de outubro de 1988.
“Proprietários na área possuem títulos e histórico de ocupação que remontam há mais de um século, e a área contém vários assentamentos sociais do INCRA anteriores a 1988, demonstrando a inexistência de indígenas na data limite. O requisito de comprovação da presença física em 05/10/1988 foi ignorado”, detalhou Maia.
Para o deputado do União da Bahia, a Funai e o Ministério da Justiça procederam à demarcação com base em informações factualmente incorretas que visavam dar lisura ao processo.
“A PFE/FUNAI declarou expressamente no processo que ´não foi verificada a existência de ações judiciais que visem à anulação ou suspensão do referido procedimento demarcatório´. Esta afirmação, que serviu de base para a assinatura da portaria, é falsa”, colocou Arthur Maia.
Para evidenciar a afirmação equivocada da Funai, o deputado Arthur Maia apresentou dados que mostram que o município de Prado promoveu ação anulatória contra o procedimento de demarcação, denunciando inúmeras ilegalidades e o grave impacto no município.
“Essa informação foi omitida para acelerar a assinatura da portaria. A demarcação, feita de forma irregular, ignora a realidade fundiária e social do município de Prado”, critica o deputado.
No seu pronunciamento no plenário, Arthur Maia disse que o “famigerado” decreto do governo Lula atua em desfavor da paz e da ordem, e seria um acinte contra a propriedade privada, contra as cadeias hereditárias registradas e documentadas firmemente em favor da legalidade e da ordem.
“Não pode haver paz social se as pessoas não acreditam e não mantêm a lei, se as pessoas atacam de maneira absolutamente inusitada a propriedade privada, porque, obviamente, na medida em que a propriedade deixa de prevalecer, nós voltamos a um estado de selvageria: fazendas estão sendo atacadas, fazendas que têm a sua produção roubada, que têm a sua propriedade vilipendiada. E tudo isso acontece com a autorização, agora, de um decreto do Ministério da Justiça”, protestou o deputado Arthur Maia.
O parlamentar baiano fez ainda um apelo ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para que reveja a portaria.
“Se o ministro não puder revê-la imediatamente, que determine que a Polícia Federal se faça presente naquela área onde está instalado o terror, porque, no momento em que o decreto foi baixado, a polícia estadual já não pode atuar na área, e, consequentemente, isso acontece em favor do crime, isso acontece em favor daqueles que querem, justamente, praticar abusos contra a propriedade alheia”, concluiu o deputado Arthur Maia.
Um turista de Minas Gerais morreu afogado após ser arrastado por uma forte correnteza na praia do Tororão, em Prado, no Extremo Sul. Segundo a TV Santa Cruz, a esposa da vítima também foi levada pela água, mas conseguiu ser resgatada por banhistas antes de se afogar. A vítima foi identificada como Edevaldo Rodrigues de Souza, de 37 anos.
Ainda segundo informações, ele e a esposa estavam a passeio na cidade e estava na praia do Tororão. Após ser resgatada com vida, a mulher recebeu atendimento do Samu e foi encaminhada, em estado de choque, para uma UPA do município.
Edevaldo, porém, não resistiu. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Itamaraju, na mesma região, onde passou por necropsia, e liberado neste domingo (23). Ainda não há informações sobre o sepultamento.
O líder do Movimento dos Sem Terra (MST) na região do sul da Bahia, Elias Severino da Silva, conhecido como “Piolho”, foi assassinado na última sexta-feira (21), na comunidade rural do Quati, em Prado.
De acordo com informações do site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a execução do militante gerou um clima de pânico e incredulidade.
Elias, que era uma das principais vozes do assentamento 40/45, foi surpreendido dentro de um imóvel na comunidade de Quati, e atingido por vários disparos de pistola 9mm.
Segundo as informações preliminares obtidas pelo site, ao menos sete tiros foram efetuados, sendo um pelas costas e seis no tórax. Piolho ainda chegou a ser socorrido e encaminhado para a UPA de Prado, mas já chegou à unidade sem sinais vitais.
No local do crime, equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) recolheram cápsulas e projéteis, que serão submetidos a exames periciais. Após a conclusão da perícia na área, o corpo foi encaminhado ao IML de Itamaraju para realização de exame necroscópico.
As primeiras diligências foram realizadas por equipes do GATTI/Extremo Sul. O caso, inicialmente registrado no Plantão Territorial de Teixeira de Freitas, será investigado pela Delegacia Territorial de Prado. Até o momento, a motivação do crime é desconhecida.
Por meio de nota, o MST da Bahia lamentou profundamente a perda e destacou o impacto humano, político e social da morte do dirigente, descrito como referência de estabilidade e voz ativa na defesa dos direitos da comunidade.
A Terra Indígena Comexatibá, situada em Prado, no Extremo Sul da Bahia, teve a demarcação reconhecida pelo Ministério da Justiça. A portaria foi assinada durante o Dia dos Povos Indígenas na COP30, em articulação com o Ministério dos Povos Indígenas, marcando um avanço histórico para o povo Pataxó, na última segunda-feira (17).
A área homologada tem 28 mil hectares [28 mil campos de futebol] e abriga 732 indígenas. Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o território tem sobreposição com o Parque Nacional do Descobrimento e com um assentamento do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], elementos que há anos alimentavam disputas fundiárias, conflitos por terra e pressão da especulação imobiliária.
Ainda segundo o site, a região já foi palco de episódios de violência contra indígenas. Em 2022, o adolescente Gustavo Pataxó, de 14 anos, foi assassinado durante um ataque armado dentro da TI Comexatibá.
Já em 2023, Samuel Cristiano do Amor Divino, de 25 anos, e o adolescente Nauí Brito de Jesus, de 16, foram mortos na BR-101 após deixarem a retomada onde viviam, na TI Barra Velha do Monte Pascoal.
Nos dois casos, policiais militares são investigados pelos crimes. Sobre a morte de Gustavo, o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) acionaram o Estado da Bahia, destacando que os policiais envolvidos atuavam ilegalmente como seguranças privados de um fazendeiro.
Apesar da assinatura das portarias, o processo de regularização fundiária ainda precisa passar por etapas formais na Funai, no Ministério da Justiça e na Presidência da República para ser concluído.
Além da Comexatibá, o governo também oficializou a demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, entre Ilhéus, Buerarema e Una, no Sul baiano, o que integra o conjunto de dez territórios indígenas anunciados durante a COP30.
Uma discussão reacendida pela disputa global é a busca por Terras Raras — elementos que hoje movem a tecnologia global, de celulares a carros elétricos — e que estão ali, silenciosamente guardados. O Brasil é o segundo na lista de países com maior número de reservas, porém exploradas, na maioria por outros países. No caso da Bahia, esse padrão não é diferente: parte do interior baiano possui reservas exploradas por empresas, sobretudo em municípios como Belmonte, Jequié, Ubaíra, Jiquiriçá e Prado.
As chamadas “Terras Raras” são um grupo de 17 elementos químicos, incluindo os lantanídeos, além do escândio e do ítrio. Apesar de o nome sugerir escassez, esses elementos estão presentes em diversas regiões do planeta — o verdadeiro desafio está em localizá-los em concentrações que viabilizem a exploração econômica.
“Apesar do nome, Terras Raras não são assim tão raras [no nosso estado]. O problema é que estão, na maioria das vezes, dispersas na crosta terrestre e exigem processos sofisticados para separação e purificação”, explica o professor Jorge Menezes, que lidera o Grupo de Materiais Fotônicos da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Atualmente, a China domina a produção mundial, com mais de 270 mil toneladas extraídas em 2024, enquanto o Brasil, apesar de ter a segunda maior reserva do mundo, segundo o U.S Geology Survey 2024 (cerca de 21 milhões de toneladas), produziu apenas 20 toneladas no mesmo ano.
Veja em gráfico:
Na Bahia, pelo menos seis municípios estão na mira de projetos de mineração com participação de empresas estrangeiras do Canadá, Austrália e Estados Unidos, conforme informações do Grupo de Materiais Fotônicos da UFRB. Como em depósitos de monazita em minerais pesados nas praias históricas do Extremo Sul Baiano, especialmente na região de Cumuruxatiba em Prado e partes de Alcobaça.
Para o professor Jorge Menezes, os benefícios podem ser significativos, desde que a Bahia melhore sua estrutura justamente na questão dos materiais.
“Não basta exportar o minério bruto. A Bahia pode e deve pensar em toda a cadeia: da prospecção ao produto final. Isso inclui produção de ímãs, dispositivos fotônicos, motores elétricos e outros materiais estratégicos”, ressalta o pesquisador.
MATERIAIS CRÍTICOS x ESTRATÉGICOS
É preciso explicar uma diferença essencial, entre os materiais críticos e estratégicos. Os chamados "minerais críticos" são essenciais para setores como tecnologia, energia e defesa, e apresentam alto risco de escassez devido à concentração da produção em poucos países e à dificuldade de substituição — como o cobalto, tungstênio e grafite natural.
Já os minerais estratégicos são definidos pelo Estado como vitais para a soberania nacional, segurança e desenvolvimento industrial de determinados países. Enquanto os críticos envolvem análise econômica e de risco, os estratégicos refletem interesses geopolíticos sobretudo em exportação.
Dentro da geopolítica dos minerais, uma distinção importante deve ser feita entre minerais críticos e minerais estratégicos. Entre eles estão: terras raras, nióbio, urânio, manganês, grafite, cobre, fosfato e lítio. Para o grupo de pesquisa ainda é preciso fornecer apoio melhor a questão.
“No Brasil, terras raras são ambas as coisas: críticas e estratégicas. Estão no centro de disputas econômicas globais, mas também representam uma chance de autonomia tecnológica e industrial”, explica o professor.
A UFRB tem buscado o cenário nacional por seu trabalho de pesquisa aplicada voltada às terras raras. O grupo liderado por Menezes desenvolve desde sensores inteligentes até dispositivos ópticos baseados em materiais sustentáveis.
Entre os projetos em andamento estão:
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Nanoceluloses dopadas com íons de európio, aplicadas em sensores e embalagens inteligentes;
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Filmes finos luminescentes, utilizados em dispositivos ópticos, produzidos por técnicas de baixo custo.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o orientador do projeto pela UFRB revela conversas entre acadêmicos e autoridades que envolve a criação de uma rede de estudo de Terras Raras com parcerias com instituições como UFBA, IFBA, SENAI Cimatec e universidades internacionais, além de publicações científicas e participação em congressos no exterior.
“O objetivo é claro: transformar conhecimento científico em desenvolvimento econômico e social. A Bahia pode ser protagonista, com tecnologia própria, formação de especialistas e fortalecimento de sua cadeia produtiva”, conta o professor.
Um homem de 41 anos foi preso, nesta sexta-feira (4) em Prado, município do sul baiano, com mandado de prisão temporária em aberto por suposto envolvimento na morte do colega de alojamento. Informações da Polícia Civil apontam que Josenildo Laurindo dos Santos, de 35 anos, foi morto no dia 30 de junho, com ferimentos na cabeça.
O corpo foi encontrado no distrito de Cumuruxatiba, ao lado de uma foice com vestígios de sangue. A vítima e o suspeito trabalhavam na colheita de café do sítio onde o corpo foi encontrado. Testemunhas apontaram que o autor deixou o local logo após o crime e não foi mais visto, sendo considerado foragido até sua localização e captura na cidade de Itamaraju.
Equipes da Delegacia Territorial de Prado, com o apoio de investigadores da DT de Itamaraju e de policiais militares do Serviço de Inteligência da 43ª CIPM, cumpriram a prisão do suspeito.
Durante o interrogatório, ele negou a autoria do homicídio e alegou que teria deixado o local por receio de ser incriminado. “Contudo, os indícios reunidos no inquérito apontam para sua a responsabilidade no assassinato, praticado de forma cruel, configurando crime hediondo”, ressaltou o coordenador da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Teixeira de Freitas).
O investigado está à disposição da Justiça. Ele será submetido aos exames de lesões corporais e encaminhado para o sistema prisional.
Cinco municípios do extremo sul da Bahia ingressaram com uma Ação Civil Pública (ACP) contra as mineradoras Vale, Samarco e BHP Brasil. As prefeituras de Caravelas, Nova Viçosa, Prado, Mucuri e Alcobaça cobram R$ 780 milhões em indenizações por danos ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido no dia 5 de novembro de 2015.
Segundo o G1, o colapso da barragem, que pertencia à Samarco, controlada pela Vale e BHP, resultou na morte de 19 pessoas e na liberação de 45 milhões de metros cúbicos de rejeitos no Rio Doce. O fato afetou o ecossistema, atingindo até o litoral baiano.
Conforme as prefeituras, os municípios ficaram de fora da repactuação firmada em outubro de 2024 entre as mineradoras, os governos federal e estaduais, além de instituições do Judiciário. O novo acordo, afirmam as gestões, não contempla as perdas socioambientais enfrentadas pelas cidades baianas ao longo da última década.
A ação foi protocolada na Vara Cível de Nova Viçosa na última sexta-feira (27). No documento, as prefeituras argumentam que os impactos ambientais persistem há quase 10 anos sem qualquer previsão de medidas compensatórias.
Procuradas pela imprensa, as mineradoras apresentaram respostas distintas. A Samarco informou que não comentaria o caso. Já a Vale afirmou que ainda não foi formalmente notificada sobre a ação. A BHP Brasil não se manifestou até o momento.
Conforme estudos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizados em 2016, metais pesados como ferro, cádmio e chumbo foram encontrados em níveis acima do permitido na foz do Rio Doce, em Linhares (ES), e alcançaram o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, em Caravelas.
Uma pesquisa liderada em 2019 pelo geofísico Heitor Evangelista constatou que os corais da região já demonstravam sinais de alteração estrutural devido à presença desses elementos químicos. As gestões municipais argumentam que a contaminação afeta diretamente a produtividade local, principalmente nas atividades pesqueiras, turísticas e extrativistas.
Um novo acordo firmado entre as mineradoras, governos e órgãos de Justiça prevê um total de R$ 170 bilhões em ações de reparação, o que inclui R$ 38 bilhões já aplicados em medidas anteriores. Entretanto, os municípios baianos alegam que não foram contemplados na divisão dos recursos.
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (22) para investigar criminosos que armazenam, compartilham, vendem e produzem material de abuso sexual infantojuvenil no sul da Bahia. Na ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Itamaraju e Prado.
Segundo informações do Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a operação, orientada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil, tem como foco a identificação e prisão de abusadores sexuais de crianças e adolescentes.
A Polícia Federal informa que, somente em 2025 — entre janeiro e abril —, por meio dos Grupos de Capturas, cumpriu 612 mandados de prisão de foragidos da justiça pelo cometimento de crimes sexuais que estavam pendentes de cumprimento, demonstrando o comprometimento de todas as áreas da Polícia Federal no combate a esses delitos.
A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. A prevenção é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes, e, nesse aspecto, a informação salva-vidas.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do promotor de Justiça Rui César Farias dos Santos Júnior, recomendou a todos os proprietários de instrumentos sonoros, estabelecimentos comerciais, entidades recreativas e de alto-falantes ou amplificadores de som que evitem a utilização dos aparelhos a partir das 22 horas em áreas urbanas ou rurais de Prado.
A recomendação foi enviada pelo MP-BA em razão do recebimento de notícias de poluição sonora ocasionada por estabelecimentos comerciais e eventos privados com abuso dos instrumentos sonoros e excesso de volume em zonas residenciais e nas vias públicas de Prado.
O documento foi encaminhado também à Prefeitura Municipal de Prado, à Secretaria Municipal de Turismo, à Secretaria Municipal de Finanças, Vigilância Sanitária, Setor de Tributação, ao Conselho Municipal de Segurança Pública, Comando da 88ª CIPM (Prado) e ao Delegado de Polícia atuante no município, além de agentes de trânsito e aos proprietários de estabelecimentos comerciais.
A recomendação estabelece a proibição do uso de equipamentos sonoros em veículos de qualquer espécie que produzam som audível externamente e que perturbem o sossego público, inclusive os populares ‘paredões de som’. Também orienta que estabelecimentos comerciais impeçam o uso de som automotivo em suas dependências e imediações.
Além das orientações à população, o MP-BA recomendou à Prefeitura que não emita alvarás de funcionamento ou sonorização a estabelecimentos que não cumpram as exigências legais. À Polícia Militar, foi solicitado o uso de decibelímetros em fiscalizações e a realização de campanhas educativas. Já os delegados de Polícia Civil devem priorizar a apuração de crimes relacionados à perturbação do sossego.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação Pacificar para cumprir 12 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão na região de Prado, no Extremo Sul baiano. As ações visam combater conflitos de terras entre indígenas e produtores rurais.
Operação é deflagrada para combater conflitos entre indígenas e produtores na região de Prado pic.twitter.com/lNUWpBFy6y
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Segundo a polícia, supostos indígenas armados estariam, a pretexto de retomar territórios de ancestrais, agindo com violência e grave ameaça contra trabalhadores e proprietários rurais. Os grupos ainda estariam saqueando as produções agrícolas, mobiliários e veículos, além de restringirem a liberdade das vítimas por períodos juridicamente relevantes.
A operação é feita em conjunto com a Polícia Militar (Comando Regional Extremo Sul e Companhias Especializadas), o Departamento de Polícia Técnica e Stelecom/Cicom Extremo Sul. Atuam também na operação policiais das Coordenadorias Regionais de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Ilhéus, Itapetinga e Vitória da Conquista, além da Diretoria Regional Sul Sudoeste e de diversas unidades do CATTI/DEPIN.
Um grupo de indígenas segue acampado nesta terça-feira (18) na sede do Parque Nacional do Descobrimento no município de Prado, no Extremo Sul baiano. A ocupação ocorre desde o último sábado (15) quando cerca de 60 indígenas bloquearam a entrada do parque, que fica às margens da BR-489.
Segundo a TV Santa Cruz, os manifestantes pedem rapidez na homologação da Terra Indígena Comexatibá, de mais de 20 mil hectares na região de Prado. que é alvo de disputa judicial há alguns anos.
Ainda segundo informações, o grupo também pede reunião com representantes da Justiça Federal, do Ministério dos Povos Indígenas e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A ocupação tem discordâncias de parte da comunidade indígena.
Indígenas interditaram a entrada do Parque Nacional do Descobrimento, em Prado, no Extremo Sul. O grupo chegou ao local na tarde do sábado (15) e até este domingo (16) estavam no local, informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Os indígenas pedem a homologação da Terra Indígena Comexatibá, que fica em outra parte da região e é alvo de disputa judicial há alguns anos. Conforme a TV Santa Cruz, o ICMBio decidiu suspender as atividades no local por motivo de "segurança". A ocupação tem discordâncias de parte da comunidade indígena.
Por meio de nota, caciques e outros integrantes do movimento repudiaram a ocupação, classificando a ação como uma contravenção de acordos estabelecidos anteriormente.
À emissora, o ICMBio listou outros problemas operacionais desencadeados com o fechamento do Parque, como suspensão da manutenção dos aceiros de prevenção a incêndios florestais; além da interrupção de pesquisa.
O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), cobrou nesta quinta-feira (13) uma ação urgente do governo do estado em relação às recentes invasões de propriedades rurais no Extremo Sul da Bahia. A região registra um aumento alarmante na ocupação ilegal de terras produtivas, especialmente no município de Prado.
Segundo relatos de produtores rurais e entidades do setor, ao menos 80 fazendas foram invadidas na região, gerando um clima de medo e insegurança entre os proprietários e trabalhadores rurais. Em alguns casos, casas de produtores foram ocupadas e famílias relatam que estão impedidas de sair de suas próprias residências devido à violência dos invasores.
“O que estamos vendo no Extremo Sul é um desrespeito à propriedade privada, que é um direito garantido pela nossa Constituição. É inaceitável que essas invasões estejam acontecendo e que não haja uma resposta rápida e enérgica do governo do estado. O setor produtivo da região vive um clima de terror, e não podemos admitir que isso continue”, afirmou o deputado Manuel Rocha.
Rocha cobrou um posicionamento firme do governo da Bahia e alertou que o clima de tensão na região pode provocar uma escalada da violência. “Estamos na iminência de uma tragédia. Se nada for feito, corremos o sério risco de um agravamento dessa situação, levando a um cenário de violência. Não podemos permitir que isso aconteça. Deixamos aqui o nosso apelo para que as autoridades possam atuar. É fundamental que o estado aja imediatamente para impedir que essa onda de invasões continue”, alertou.
O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) também manifestou grande preocupação com a situação de insegurança em Prado. O parlamentar pediu uma resposta urgente do governo do estado para intermediar a situação e evitar um agravamento do conflito.
“Estamos diante de um cenário preocupante, em que produtores rurais estão sendo ameaçados, propriedades invadidas e a insegurança só cresce. É fundamental que o governo estadual atue imediatamente para garantir a ordem e a preservação do direito à propriedade, assegurado pela Constituição Federal”, declarou Paulo Câmara.
Paulo Câmara reforçou que a questão não pode ser tratada com descaso e pede uma ação rápida e eficaz para evitar um desfecho trágico. “Não podemos permitir que o direito de propriedade seja violado e que as famílias do campo vivam com medo. O governo precisa intervir de maneira firme e pacífica para garantir a segurança e a justiça para todos os envolvidos”, enfatizou.
Um homem suspeito de tráfico de drogas morreu em uma ação policial em Prado, no Extremo Sul baiano. O fato ocorreu neste sábado (8). Segundo a Polícia Militar, o homem seria integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e estaria ameaçando moradores com uma arma.
Conforme o G1, uma denúncia anônima levou os militares ao local relatado. Os agentes teriam abordado o suspeito, mas ele teria reagido. Após o tiroteio, o suspeito foi baleado. Levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, o homem não resistiu. O corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da região.
Na ação, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, seis munições, uma balança de precisão, drogas e um coldre tático. O material foi levado ao plantão regional na delegacia de Itamaraju, na mesma região.
Dois homens ficaram feridos após a queda de um avião monomotor, na tarde deste domingo (19), em uma área de mata no município de Prado. As vítimas de 62 e 27 anos foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para um hospital da região.
VÍDEO ? Dois homens ficam feridos após queda de avião monomotor em Prado pic.twitter.com/LnZXMDAkLc
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 20, 2025
Segundo a Polícia Civil, o acidente aconteceu nas proximidades da Rua Projetada, no bairro Caminho do Mar, próximo a um estabelecimento comercial. As vítimas não tiveram as identidades informadas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver o avião destruído por causa da queda. As causas do acidente ainda serão apuradas, e diligências estão em andamento para esclarecer o ocorrido.
A Comunidade Indígena do Povo Pataxó, da Terra Indígena Comexatibá, denunciou, por meio de uma carta, um suposto desrespeito a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), praticada pelo município de Prado. O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil para apurar.
Segundo o documento, a denúncia se deu após ausência de participação dos indígenas no processo de revisão do Plano Diretor Urbano do município. De acordo com eles, isso teria violado a obrigação dos governos de desenvolver, com a participação dos povos interessados, ações para proteger os direitos dos povos originários e a garantir o respeito pela integridade deles.
O MPF determinou a instauração de um inquérito civil, com duração de 1 ano, para apurar a denúncia enviada pela Comunidade Indígena da região.
Em ação na manhã desta quinta-feira (21), durante a Operação Força Total, policiais da 88ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) prenderam um homem em flagrante por tráfico de drogas na Rua Sergipe, bairro São Brás, em Prado, no Extremo sul da Bahia.
A guarnição recebeu denúncia anônima informando que um indivíduo estaria portando arma de fogo em via pública. Após diligências, o suspeito foi localizado e abordado. Com ele, foram encontrados um revólver calibre .32 e uma porção de maconha.

O homem, juntamente com o material apreendido, foi encaminhado para a delegacia local da cidade, onde foi autuado em flagrante.
Um turista morreu após bater em uma falésia enquanto andava de parapente em Prado, no Extremo Sul baiano, na tarde desta sexta-feira (15). Eudes Cordeiro Faria, de 57 anos, que é de Minas Gerais, sofreu o acidente por volta das 16h, na beira da Praia da Areia Branca.
Segundo a TV Santa Cruz, a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Teixeira de Freitas) informou que as investigações iniciais apontam que ele perdeu o controle da direção do equipamento antes de cair e colidir com o rochedo.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionados, mas o turista não resistiu aos ferimentos. O corpo foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, na mesma região.
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou às prefeituras de Porto Seguro e Prado, bem como a diversos órgãos públicos, a adoção de todas as medidas necessárias para assegurar a consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais que vivem na área da Reserva Extrativista (Resex) Marinha do Corumbau, no estado da Bahia. A medida se refere a quaisquer projetos, obras, atividades e empreendimentos que impactem ou tenham potencial para causar impactos às comunidades.
Na recomendação, foi concedido o prazo de 15 dias para que os municípios, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) da Bahia, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informem as medidas adotadas.
O MPF pede, ainda, que os municípios suspendam, imediatamente, todas as licenças e autorizações relacionadas a loteamentos e empreendimentos em áreas da União, para que se adequem à recomendação. A suspensão é indicada para aqueles projetos com potencial de impactar as Unidades de Conservação federais, como a Resex do Corumbau e o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal.
O documento também destaca a necessidade de se informar a todas as pessoas físicas e jurídicas sobre o risco de transações imobiliárias nessas áreas, que também possuem espaços com preferência legal e constitucional de destinação a povos e comunidades tradicionais locais.
De acordo com a recomendação, assinada pelo procurador da República Ramiro Rockenbach, os municípios devem consultar as comunidades tradicionais para quaisquer eventos de médio e grande porte na Resex, além de elaborar ou aprimorar os regulamentos existentes, observando critérios criados pelos gestores de Unidades de Conservação.
O MPF ressalta que o planejamento e a realização do processo de consulta prévia, livre e informada às comunidades deve ser promovido diretamente pelo poder público e em momento prévio, renovado a cada geração de novas informações, sendo assegurado de forma livre e garantido de modo informado, ou seja, mediante diálogo. É necessária a implementação de plano de consulta e, ao final, deve ser acolhido o posicionamento da comunidade tradicional impactada.
O órgão acrescenta, ainda, que a consulta prévia, livre e informada é prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), internalizada pelo Brasil, e não se limita a reuniões pontuais ou audiências públicas. Esse é um procedimento que envolve diálogo intercultural, com diversas fases e reuniões com objetivos específicos, incluindo a própria pactuação do processo (plano de consulta), além de reuniões informativas e internas, sem participação do governo, bem como reuniões deliberativas, entre outras.
A RESERVA
A Resex do Corumbau foi criada há mais de 20 anos, com o objetivo de garantir a exploração autossustentável e a conservação dos recursos naturais renováveis tradicionalmente utilizados pela população extrativista da área. A população tradicional beneficiária é marcada predominantemente pela etnia Pataxó. A comunidade, que tem no extrativismo pesqueiro sua principal fonte de vida, é composta de cerca de 650 famílias e está distribuída por nove localidades.
A reserva compreende o cinturão pesqueiro entre a Ponta do Espelho, Praia de Coruípe e a Barra do Rio das Ostras e foi classificada como de Extrema Importância Biológica para a conservação da biodiversidade costeira e marinha do Brasil (MMA), abrangendo também ecossistemas de manguezais.
O direito ao território é garantido pela Constituição às comunidades de pescadores artesanais e extrativistas a fim de proteger e preservar sua cultura. A trajetória dessas comunidades fazem parte do patrimônio cultural brasileiro, com suas formas de expressão, modos de criar, fazer e viver, obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais.
Três pescadores foram resgatados neste domingo (20) após ficar três dias à deriva no Extremo Sul baiano. Os sobreviventes tinham saído de Alcobaça, na última quinta-feira (17), a bordo do barco de pesca “Lucas Henrique”, mas a embarcação naufragou próximo de Corumbau, já no município de Prado.
Um dos pescadores, identificado como Zeilton da Paixão Ferreira, amarrou uma boia salva-vidas no corpo e nadou por mais de 48 horas em busca de socorro. Os outros dois sobreviventes, Lucas Henrique dos Santos Ferreira, filho de Zeilton; e Ivan da Paixão Ferreira, irmão de Zeilton, foram encontrados em um recife, informou a TV Santa Cruz.
Segundo a Marinha do Brasil (MB), equipes da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro (DelPSeguro) foram informados de que o barco havia desaparecido a quase 30 quilômetros de Caraíva, em Porto Seguro. Com isso, iniciaram a operação de busca com o Salvamar Leste do Comando do 2º Distrito Naval.
Durante as buscas, foram empregadas duas aeronaves, incluindo uma do modelo G-FLY, cedidas por um membro da Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) em Porto Seguro. A Marinha informou que houve ainda uma grande mobilização das comunidades pesqueiras e náuticas na região, que empregaram suas embarcações nas buscas. Por fim, os pescadores foram encontrados e resgatados, em boas condições de saúde.
Já em terra, eles foram atendidos pelo Samu e encaminhados para o Hospital São Bernardo, em Alcobaça, onde foram atendidos. Um inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi aberto para apurar as causas e circunstâncias do acidente. Emergências no mar ou em rios podem ser informadas à Marinha através do número 185. O serviço opera 24 horas por dia.
Um capitão da Polícia Militar (PM-BA) segue em estado grave nesta terça-feira (15) após ser agredido ao sair de uma festa em Prado, no Extremo Sul baiano. Francisco Vasconcelos, de 38 anos, estava de folga quando foi atacado por quatro homens. O fato ocorreu na madrugada do último domingo (13) no distrito de Corumbau, zona rural de Prado.
Segundo a Polícia Civil, testemunhas relataram que o oficial foi agredido pelos suspeitos, sendo que um deles usou um pedaço de madeira para ferir o capitão. Após buscas na região, a Polícia Militar encontrou dois dos suspeitos, que confessaram o crime.
Já o policial foi encaminhado inicialmente para o Hospital Municipal de Itamaraju e depois levado para o Hospital Estadual Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, na mesma região. Conforme a TV Santa Cruz, já na tarde desta segunda-feira (14), o oficial foi transferido para o Hospital Santa Izabel, em Salvador. O estado de saúde dele é considerado grave.
No momento da agressão, o policial estava na companhia da namorada e da cunhada, que chegaram a ficar feridas ao tentar defender o PM. Não há mais informações sobre a situação delas.
Os suspeitos foram presos em flagrante por tentativa de homicídio e encaminhados para a delegacia de Teixeira de Freitas, na mesma região. Os outros dois acusados ainda não foram encontrados.
Um jovem, de 23 anos, morreu e outros dois foram baleados durante uma briga por motivos eleitorais em Prado, no Extremo Sul baiano. A vítima que morreu foi identificada como Giliard Lima dos Santos. Imagens recebidas pelo Bahia Notícias mostram o momento da confusão, ocorrida na Avenida José Có, no distrito de Guarani, zona rural de Prado.
Os envolvidos seriam de grupos rivais da política. Além de Giliard, outras duas pessoas foram baleadas, o que inlcuiu um irmão da vítima e o suspeito pelos disparos.
Segundo a Polícia Civil, os três foram levados para o Hospital Municipal de Itamaraju, mas Giliard não resistiu aos ferimentos. Não há mais informações sobre o estado de saúde dos feridos.
A delegacia de Prado já iniciou as diligências e oitivas como parte da apuração do crime.
Um candidato a prefeito em Prado, no Extremo Sul baiano, relatou ter sofrido ameaças veladas. Nesta terça-feira (1°), um grupo de homens encapuzados foi avistado a bordo de um veículo em frente à fazenda do postulante Wilson Alves de Brito Filho, o Wilsinho Brito (PP).
Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, o fato foi relatado pelo atual presidente da Câmara Municipal de Prado, Wanderson da Rocha Leite (PRD). “Eles estavam em um carro estacionado do outro lado da pista, em frente à entrada da fazenda.
Ao perceber que eu já estava gravando a cena, eles fugiram imediatamente do local”, relatou o vereador. Wilsinho Brito até o momento não se pronunciou sobre o ocorrido da última segunda. No entanto, familiares do empresário afirmam que ele está em estado de choque e preocupado com a segurança dele e da família.
Uma mulher, de 33 anos, morreu após cair em um buraco para armazenagem de s grãos de café em Prado, no Extremo Sul baiano. Segundo o Liberdade News, o fato ocorreu na Fazenda Reunida, no distrito de Cumuruxativa, zona rural de Prado, na última terça-feira (16).
A vítima, identificada como Ingredi Ferreira Lima, chegou a ser levada para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme a TV Santa Cruz, não há detalhes de como a mulher caiu no buraco nem se trabalhava na fazenda.
O caso foi registrado inicialmente como morte acidental e será investigado pela delegacia de Prado. O corpo de Ingredi foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região.
Uma indígena, de 44 anos, foi espancada até a morte em Prado, no Extremo Sul baiano. A vítima, identificada como Miscilene d’Ajuda Conceição, teve o corpo jogado em uma casa em chamas. O crime ocorreu na noite do último domingo (14) na aldeia Corumbalzinho. Quatro homens acusados pela morte da mulher foram presos nesta segunda-feira (15).
Segundo a Polícia Civil, via TV Santa Cruz, os quatro presos são parentes do marido da vítima, Lucimar Rocha da Silva, de 44 anos. Ele morreu no mesmo domingo em um incêndio na casa onde morava com Miscilene. Os acusados culparam a mulher pela morte do homem.
No entanto, a polícia apontou que o fogo começou após Lucimar, que estava alcoolizado, atear fogo em cédulas de dinheiro. Antes, o casal discutia sobre divisão de uma quantia oriunda da venda de artesanatos, ocorrida no sábado (13). Com o fogo, Miscilene conseguiu sair do local, mas o marido não, o que ocasionou na morte dele.
Assim que ficaram sabendo do fato, quatro homens, incluindo o pai e o irmão de Lucimar, foram até o local e espancaram a mulher. Ela ainda foi jogada no interior da casa até não resistir e ir a óbito. Ainda segundo informações, o quarteto também ameaçava moradores que queriam socorrer a mulher, afirmando que se tratava de “coisa de família”.
Os quatro acusados seguem presos à disposição da Justiça e devem passar por audiência de custódia.
Um indígena foi morto a tiros e facadas Prado, no Extremo Sul, neste sábado (6). O crime aconteceu na aldeia Águas Belas, no distrito de Corumbau. A vítima foi identificada como Amarilson Conceição de Oliveira, de 35 anos. Segundo o G1, a suspeita é que os autores do crime invadiram a casa da vítima antes de matá-la.
Conforme a Polícai Militar (PM-BA), agentes da 88ª CIPM foram acionados, mas ao chegar no local, mas não econtraram nenhum suspeito.
Até o início da tarde deste domingo (7) não havia informações sobre identificação de suspeitos. A autoria e a motivação do crime devem ser investigadas pela delegacia da cidade.
Um incêndio atingiu uma casa no Centro de Prado, no Extremo Sul baiano, na noite desta segunda-feira (1°). O imóvel fica na Avenida Dois de Julho, na Praça da Matriz. Conforme a TV Santa Cruz, o fogo tomou conta da área gourmet da casa por volta das 19h, mas não chegou a atingir a parte interna da residência.
O fogo foi controlado após uma hora e meia devido a ações de moradores, auxiliados por carros-pipa enviados pela Embasa e pela prefeitura. Agentes do Corpo de Bombeiros também se deslocaram para o local e passaram a fazer o rescaldo, para evitar novos focos de incêndio.
Não há registro de feridos, já que não havia ninguém na casa no momento do incêndio. As causas do incêndio devem ser apuradas em uma perícia.
Um motorista, de 51 anos, morreu após uma colisão com um cavalo, em um trecho da BA-489 de Prado, no Extremo Sul baiano. O animal também foi a óbito, no local. Segundo o Teixeira News, o motociclista foi identificado como Fábio Alves de Lima.
O carona da motocicleta e o homem que montava o animal ficaram feridos e foram socorridos ao Hospital Municipal de Itamaraju (HMI). O
estado de saúde deles não foi informado. Após a constatação do óbito, o corpo do motociclista, que era natural de Minas Gerais, foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itamaraju. A delegacia de Prado apura o fato.
A 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, efetuou, nesta segunda-feira (18), cinco mandados de prisão durante uma operação de combate a uma organização criminosa atuante nos municípios de Prado e Alcobaça, acusada de crimes ambientais como incêndio e furto de madeira, oriunda de uma floresta de eucaliptos, cultivada para a extração de celulose.
De acordo com as investigações policiais, o grupo atuava para queimar florestas de eucalipto, com o intuito de inutilizar a madeira para fabricação de celulose e em seguida roubavam o material e o vendiam para empresas de móveis e fábricas.

Além das cinco prisões preventivas, outras sete determinações judiciais de busca e apreensão nas residências de investigados foram cumpridas durante a ação. Maquinários como tratores e caminhões foram apreendidos. A operação e as diligências policiais ainda estão em andamento para a apuração dos crimes.
A cidade de Prado, no extremo sul baiano, teve um sábado (16) de entrega de obras nas áreas de educação e infraestrutura. Em visita ao município, o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do prefeito Gilvan Santos, inaugurou o Colégio Estadual de Tempo Integral Homero Pires, a pista de pouso do Aeródromo de Prado, além de trecho de estrada e Mercado Municipal.
“Prado tem uma grande importância econômica e cultural para a Bahia. Um município com muita população indígena e com grande potencial turístico. E as entregas de hoje têm tudo a ver com isso. Entregamos um aeroporto totalmente reformado, pistas de ciclismo, um mercado, para que moradores tenham um espaço bom para gerar emprego e renda, e uma escola no modelo integral, para garantir a formação profissional da juventude. Ainda teve a pavimentação asfáltica, para facilitar o acesso à cidade, não só para turistas, mas para benefício da população. Sem contar com as diversas autorizações de intervenções de infraestrutura”, disse o governador Jerônimo, fazendo um breve resumo da agenda no município.
Como marca da sua gestão, que tem a Educação como carro-chefe, Jerônimo inaugurou o Colégio Estadual de Tempo Integral Homero Pires, localizado no bairro Novo Prado. Esta é a 36ª unidade de ensino entregue somente em 2023. Vão ser atendidos, aproximadamente, 733 alunos nos três turnos.
A unidade conta 12 salas, 04 laboratórios, biblioteca, teatro com capacidade para 200 pessoas, restaurante estudantil com 200 lugares, campo de futebol society com pista de atletismo, quadra poliesportiva coberta, vestiário, banheiros e guarita. Foram investidos R$ 25 milhões na construção, que tem estrutura moderna, oferecendo conforto e melhores condições para o aprendizado, como destaca a estudante Jheniffer Ribeiro. “A escola nova tem estrutura bem maior do que a antiga, com a facilidade que vai ter de poder fazer aulas práticas, não só dentro de sala de aula. Vai ajudar bastante, no caso de aluno que tem dificuldade em aprender com a aula básica, em quadro. Com o laboratório de informática, a gente aprender mais coisas pelo computador”.
INFRAESTRUTURA
Na área de infraestrutura, foram entregues algumas obras que vão facilitar a chegada à cidade, mas também vão atender municípios vizinhos. O governador inaugurou a recuperação da pista de pouso do Aeródromo de Prado. A obra, realizada pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), através da Superintendência de Infraestrutura de Transporte (SIT), teve um aporte de R$ 2 milhões. Os reflexos também alcançarão os moradores de cidades próximas, como Porto Seguro, Alcobaça, Itamaraju e Vereda.
Foi inaugurada também a pavimentação asfáltica da BA-489, em um trecho de três quilômetros que dá acesso a Prado. O recurso nessa intervenção foi de pouco mais de R$ 4 milhões. Além melhorar a vida dos 28 mil habitantes locais, serão contempladas também as áreas de pecuária e agricultura, principais atividades econômicas, com que terão escoamento dos produtos facilitado.
A Seinfra foi autorizada a executar o Programa de Recuperação de Rotas Produtivas, através da inclusão de estradas vicinais em áreas indígenas, conforme Termo de Compromisso com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Reforçando a parceria com as prefeituras, o governador inaugurou a reforma e requalificação do Mercado Municipal do Bairro Sebastião, e 88 barracas, oferecendo melhores condições de trabalho e de comercialização de produtos. A obra foi realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do estado (SDR), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em conjunto com a prefeitura.
OUTRAS AUTORIZAÇÕES
A Seinfra foi autorizada pelo governador a realizar o processo licitatório para construção de nova ponte sobre o Rio Jucuruçu, na rodovia BA-001, no trecho Prado-Alcobaça. Jerônimo autorizou ainda a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), por meio da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento (Cerb), a dar início às obras de construção do Sistema Integrado de Abastecimento de Água no município de Prado, para atender as localidades de Assentamento Fábio Henrique, Ouro Verde, Pontinha 3, Ribeirão 1, São Francisco, Oiteiro e Assentamento Antônio Araújo 1 e 2, beneficiando 922 famílias.
O governador também deu autorização para que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), através da Conder, em convênio com a prefeitura, revitalize a Praça de Eventos.
Um homem foi preso nesta terça-feira (10) acusado de ser o mandante da morte do empresário Lauro Antônio Passos Cortês. O crime ocorreu na noite do dia 3 de outubro, em frente ao condomínio de luxo Guaratiba, no litoral de Prado, Extremo Sul baiano. O homem detido nesta terça foi identificado pelo apelido de “Zezinho”.
A esposa dele, que não teve a identidade informada, também foi presa. Segundo o site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a suspeita é que o acusado devia cerca de R$ 800 mil à vítima e para não pagar decidiu encomendar o assassinato de Antônio Passos Cortês. O empresário ainda chegou a ser socorrido para um hospital de Alcobaça, na mesma região, mas não resistiu.
Na casa do acusado, policiais de Prado apreenderam um revólver e uma pistola.
Um empresário foi morto a tiros no início da noite desta terça-feira (3) em um condomínio de luxo em Guaratiba, distrito de Prado, no Extremo Sul baiano. Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a vítima, identificada como Lauro Antônio Passos Cortês, foi surpreendida por dois homens a bordo de uma motocicleta na frente da guarita do condomínio.
Um deles saiu do veículo e atirou contra o empresário. Lauro Passos chegou a ser levado para um hospital de Alcobaça, na mesma região, mas não resistiu aos ferimentos. Até o momento não há informações da prisão dos suspeitos. Também não foi informado detalhes sobre velório e sepultamento do empresário.
MPF abre processo administrativo para acompanhar ações do Incra em conflitos agrários no extremo-sul
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) vai acompanhar de perto as medidas adotadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para conter os conflitos agrários em regiões de assentamentos no extremo-sul do estado.
Em portaria publicada nesta sexta-feira (29), o procurador da República, Júlio César de Almeida autorizou a abertura de procedimento administrativo de acompanhamento vinculado à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão (Direitos Sociais e Atos Administrativos em geral) do MPF.
O órgão vai acompanhar as ações do Incra nos assentamentos Jacy Rocha/Antônio Araújo e Rosa do Prado, em Prado; Jequitibá, Lagoa Bonita e Paulo Freire, em Mucuri.
Porém, o procurador determinou que seja aguardado a juntada de resposta do Incra ao ofício.
Um incêndio atingiu uma área de vegetação em Cumuruxatiba, distrito de Prado, no Extremo Sul baiano. O fogo afetou uma área de mata atlântica e preservação ambiental no Parque Nacional do Monte Pascoal. Segundo o Grupo de Bombeiros Militares da Bahia (GBM-BA), dois brigadistas voluntários, que já estavam no local, indicaram os focos com maior risco de propagação.

Foto: Divulgação / GBM-BA
Para o combate ao fogo, os bombeiros usaram mangotinho e bomba costal. Após debelarem o incêndio, os militares realizaram uma varredura pela estrada para verificar se existiam novos focos.
Em nota, os GBM-BA alerta que em caso de algum princípio de incêndio, a pessoa deve se abrigar em local seguro e acionar o Corpo de Bombeiros através da central 193.
O GBM-BA ainda aconselha a não usar fogo para limpeza de terrenos, lotes ou pastos, já que as chamas podem sair do controle rapidamente e causar um incêndio de grandes proporções. Os aceiros também devem ser mantidos limpos. Outra atitude que não se deve fazer é jogar bitucas de cigarros em vegetação.
Governador prestigia inauguração de novas estruturas em Escola de Agroecologia no município de Prado
Em visita ao município de Prado, situado no extremo sul baiano, neste sábado (26), o governador Jerônimo Rodrigues prestigiou a inauguração das novas instalações da Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAAEB).
O governador esteve acompanhado da primeira-dama, Tatiana Velloso, e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira.
De acordo com Jerônimo, o Governo do Estado, através das secretarias da Educação e do Desenvolvimento Rural têm interesse de articular parcerias para estimular a formação profissional e orientação pedagógica da escola localizada em um assentamento.
"Hoje é uma realização estar aqui, pois o movimento exerce tudo aquilo que acreditamos, que é matar a fome, cuidar do meio ambiente, gerar renda, e aqui nós teremos a oportunidade de trabalhar na formação popular, na formação oficial e no currículo praticado por lei". O governador também manifestou o interesse em promover parcerias com universidades estaduais.
Completando uma década de existência, a escola tem desempenhado um papel significativo na experimentação de abordagens produtivas e métodos pedagógicos. O governador destacou a importância da iniciativa na promoção da educação, da sustentabilidade e da valorização das comunidades locais.
A secretária da Educação, Adélia Pinheiro, acompanhou a visita e destacou o papel e a importância que a escola tem para a comunidade. "Essa escola é, sem dúvida, um testemunho poderoso do impacto transformador da educação. A abordagem agroecológica adotada não só fortalece o aprendizado, mas também contribui para a construção de um futuro mais sustentável para todos”.
Ao longo dos últimos dez anos, a EPAAEB tem desenvolvido uma abordagem de manejos produtivos e processos pedagógicos inovadores, refletindo seu comprometimento com o desenvolvimento sustentável e a formação integral das pessoas.
Acompanharam o governador durante a agenda em Prado os secretários do Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso; do Meio Ambiente, Eduardo Sodré; da Cultura Bruno Monteiro; de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis; do Chefe de Gabinete do Governador, Adolpho Loyola e o presidente da CAR, Jeandro Ribeiro.
O homem, de 29 anos, que estava desaparecido em Prado, no Extremo Sul, foi resgatado na manhã desta segunda-feira (21). A vítima tinha desaparecido em um passeio com a família, ocorrido neste domingo (20) pelo Rio Jucuruçu.
Conforme a Marinha do Brasil, via Capitania dos Portos de Porto Seguro, o corpo Luann Pablo Lembrace Viera foi resgatado por volta das 8h desta segunda. Bombeiros do 18° BBM, em Teixeira de Freitas, também no Extremo Sul, auxiliaram nos trabalhos. Segundo o G1, o homem estava em um barco junto com a esposa e um filho quando no retorno do passeio, a embarcação virou.
A vítima ainda conseguiu salvar a esposa e a criança, mas teria afundado no rio. Tanto a esposa e o garoto passam bem. Assim que foi acionada, a Marinha passou a realizar buscas junto com o Corpo de Bombeiros. Os trabalhos foram suspensos na noite deste domingo e foram retomados na manhã desta segunda.
O corpo da vítima deve ser velado na Câmara de Vereadores de Itamaraju, na mesma região, e deve ser sepultado em Teixeira de Freitas.
A Marinha também informou que as causas, circunstâncias e responsabilidades pelo ocorrido serão investigadas em inquérito a ser instaurado pela instituição. Após conclusão do procedimento, o inquérito deve ser levado ao Tribunal Marítimo. (Atualizado às 12h49)
Um barco virou no Rio Jucuruçu, na cidade de Prado, neste domingo (20). Um homem, que estava com sua esposa e seu filho, desapareceu. As informações são da Marinha do Brasil, por meio da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro.
O homem conseguiu salvar a esposa e o filho, todavia, teria afundado no rio. A mulher e o filho estão bem. A Marinha iniciou as buscas com uma equipe composta por quatro militares e uma moto aquática.
A Marinha ficou ciente do caso por militares que atuam na Operação Choque de Ordem IV, que é realizada desde a última quinta-feira (17) e vai seguir até o próximo domingo (27), que tem como objetivo fiscalizar o tráfego aquaviário no litoral.
No final de 2021, milhares de famílias baianas enfrentaram, em meio às festas de fim de ano, fortes chuvas que deixaram um rastro de destruição em dezenas de municípios, principalmente no Sul e Extremo Sul do estado. Em janeiro do ano seguinte, quase 200 cidades da Bahia já haviam decretado situação de emergência, e a Defesa Civil apontava 27 mortos e mais de 500 feridos, entre os quase 1 milhão de atingidos pelos temporais e inundações. Um ano depois, 28 prefeituras voltaram a solicitar apoio formal por causa das condições extremas do clima. Para evitar que cenas como estas se repitam, um projeto com apoio internacional selecionou oito municípios para desenvolver um projeto-piloto que pode ajudar na prevenção e na resposta mais efetiva a desastres ambientais.
A ONG Visão Mundial, em parceria com a Bureau de Assistência Humanitária, ligada ao governo dos EUA, desenvolve a iniciativa Nordeste pela Resiliência Climática. Ao todo, o processo inicial tem duração prevista de dois anos e prevê a criação de dois polos reunindo cidades do Extremo Sul do estado: Porto Seguro, Belmonte, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Itamaraju, Jucuruçu, Prado e Teixeira de Freitas.
O Nordeste pela Resiliência Climática tem como foco a troca de conhecimento, prevenção de riscos e resiliência diante das severas consequências das mudanças climáticas, especificamente as chuvas intensas, deslizamentos de terra e inundações. O projeto prevê a intermediação entre população e poder público por meio de órgãos ligados à mitigação, prevenção e acompanhamento de famílias afetadas por desastres, a exemplo da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, CRAS e CREAS.

Foto: Reprodução Metrópoles
Renata Cavalcante, porta-voz da Visão Mundial, contou em entrevista ao Bahia Notícias que a ONG fará esta articulação, pois muitas comunidades não têm conhecimento da existência de Planos de Mitigação de Risco e as prefeituras têm dificuldade em desenvolver este tipo de plano.
A Visão Mundial está no Brasil desde 1975, desenvolve programas e projetos nas áreas de proteção, educação, meios de vida, incidência política e resposta a emergências. Está em milhões de territórios, de pequenos povoados a grandes centros urbanos.
“O objetivo do projeto é, onde tem os planos, a gente fazer essa divulgação, fazer esse treinamento das comunidades, como também ajudar os próprios órgãos responsáveis sem [Planos de mitigação] para fazê-los e difundir isso junto às comunidades”, explicou Cavalcanti.
Questionada sobre o critério de escolha das cidades pela Visão Mundial, Renata explica que, por se tratar de um projeto-piloto, foi necessário fazer um recorte. Neste caso, municípios em que a Visão Mundial atuou com respostas à urgência no ano passado tiveram prioridade.
“Como um projeto-piloto, precisamos fazer um recorte dos estados, e estamos em três estados: Bahia, Alagoas e Pernambuco. E a Bahia é o estado em que a gente tem o maior número de representatividade dos municípios. E a escolha foi exatamente foi pela nossa capacidade de ter respondido às emergências no ano passado. Entendemos que é mais fácil a nossa atuação, articulação e a capacidade de resposta”, pontuou a porta-voz.
Com início em março deste ano, o projeto no primeiro momento identificou as áreas de risco e as famílias que vão participar ativamente das atividades. Esta fase conta com uma articuladora da Visão Mundial em regime de dedicação exclusiva, que atuará também na articulação com os atores governamentais, aqueles que têm atuação direta na prevenção e resposta a emergências.
Para Renata, a mudança nos hábitos das famílias é fundamental para a mitigação de riscos e desastres fatais.
“[Algumas pessoas] continuam em área de risco. Aquela situação é tão comum na vida delas que elas não acham que estão em risco, elas não acham que aquilo é perigoso”, ponderou.

Foto: Reprodução Metrópoles
O desenvolvimento das ações conta com três etapas. A primeira é a formação através de oficinas com as famílias que começam no mês de setembro de 2023 juntamente com as prefeituras e órgãos governamentais, como Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Em seguida, representantes dos dois polos terão treinamentos e troca de experiências, difundindo as ações que estão dando certo e trocando conhecimento empírico das comunidades, criando mecanismos de alertas e estratégias, garantindo que a mensagem chegue e quais são as ações e medidas que podem ser trabalhadas antes, evitando danos. Por fim, haverá a apresentação dos resultados para o poder público, podendo replicar as experiências em outras cidades.
FOMENTO INTERNACIONAL
O Bureau de Assistência Humanitária (BHA), da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), fornece assistência humanitária que salva vidas - incluindo alimentos, água, abrigo, assistência médica de emergência, saneamento e higiene e serviços essenciais de nutrição - às pessoas mais vulneráveis e mais difíceis de alcançar do mundo.
O procurador João Paulo Beserra da Silva autorizou a abertura de inquérito civil para investigar possíveis ilegalidades em pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Prado, no extremo-sul da Bahia. O procedimento será acompanhado pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF).
Conforme o MPF, procedimento preparatório apontou supostas irregularidades em pregão realizado em 2021 para contratação de empresa para prestação de serviços elétricos, reboque, guincho 24h e solda elétrica em veículos leves, pesados e máquinas em uso ou da frota municipal vinculados à Secretaria Municipal de Educação.
O inquérito quer averiguar a possível prática do crime de improbidade administrativa praticada por agentes públicos do município, diante do suposto uso de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a execução do contrato.
Um carro caiu de uma ponte na BA-001, que conecta os municípios de Prado e Alcobaça, no Extremo Sul da Bahia, após o motorista perder o controle do veículo na tarde desta segunda-feira (17). As informações são do site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias.
O motorista foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Prado. Não há informações sobre seu estado de saúde.
O Governo do Estado tem um projeto para ampliar essa ponte, que possui sentido único.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Donald Trump
"O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba”, disse o presidente a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas. “Sabe, temos pessoas morando aqui que querem voltar para Cuba".
Disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar que está considerando uma "tomada de controle amigável" de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.