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VÍDEO: Liderança indígena é presa acusada de envolvimento no ataque às turistas gaúchas

Por Liz Barretto

VÍDEO: Liderança indígena é presa acusada de envolvimento no ataque às turistas gaúchas
Foto: Bahia Notícias

Uma liderança indígena está entre os presos por envolvimento no ataque contra turistas do Rio Grande do Sul, ocorrido na cidade de Prado. Um cacique foi detido acusado de orquestrar a ação, que terminou com duas mulheres baleadas.


Doze pessoas foram conduzidas na tarde desta terça-feira (24) por suspeita de envolvimento com o episódio. Os detidos foram autuados por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. O líder indígena suspeito seria um dos organizadores do movimento de ocupação de territórios na região. 

 

 


A liderança alcançada na ação era conhecida como Cacique Mandi. Segundo as investigações, ele seria o mandante da ação criminosa e teria determinado os disparos contra o veículo alegando suposta proteção territorial da aldeia contra ameaça externa.


Apesar de ser apontado como responsável pela polícia, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) negou qualquer participação de indígenas no ocorrido. Em nota, a entidade responsabilizou “pistoleiros” e denunciou o sequestro de uma família originária.


O Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá, etnia que vive na região, também negou a autoria. O grupo atribui a ação a fazendeiros ruralistas e lideranças indígenas cooptadas. Segundo o comunicado, “fazendeiros têm usado lideranças fragilizadas de aldeias vizinhas — em especial da TI Águas Belas e da aldeia Tawá — para promover conflitos internos”.
 

CONFLITOS NA REGIÃO

A região é alvo de disputas territoriais há muitos anos. Depois de uma escalada de tensão, em abril de 2025, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) foi enviada às regiões sul e extremo sul do estado, na região das Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe.

 

A Terra Indígena Comexatibá foi declarada de posse permanente do povo Pataxó pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025, por meio da Portaria nº 1.073. No entanto, não houve demarcação física e a desintrusão de ocupantes não indígenas na área em questão.

 

Na última semana, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) obteve decisão judicial para suspender a liminar que concedia reintegração de posse à parte interessada na Terra Indígena (TI) Comexatibá, localizada no município de Prado. 

 

Com a decisão, a paralisação da retirada forçada da comunidade indígena do território ocupado pelo povo Pataxó foi interrompida. A decisão foi proferida na quarta-feira (18), em ação interposta pela Procuradoria Federal Especializada junto à Funai (PFE), pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).