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Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro André Mendonça votou na manhã deste domingo (25) em um colégio de Brasília, e afirmou à imprensa que as eleições de 2026 marcam o início de um “novo ciclo” no país. Mendonça é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Terminam as eleições hoje e se começa o início de um novo ciclo dentro do país, onde aqueles que forem mantidos e aqueles que forem eleitos, renovando, possam fazer o melhor para o país que. É isso que a gente espera e que o grande vencedor seja o eleitor e seja o país”, disse o ministro a jornalistas antes de votar.
André Mendonça, criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), exaltou ainda a força da democracia e a liberdade da população em fazer a sua escolha.
“Hoje é um dia importante para a história do país, hoje se encerram as eleições. O povo decide com liberdade, com segurança quem irá representá-lo”, afirmou o vice-presidente do TSE.
O ministro se atrapalhou na hora de votar, indo para a cabine de votação sem ter feito a leitura biométrica. Chamado pela fiscal de mesa, retornou para a checagem biométrica e só depois se encaminhou para a votação, deixando o aparelho celular em uma mesa ao lado.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a exibição de uma propaganda eleitoral do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL). A peça publicitária utiliza imagens de uma manifestação de apoio à candidatura petista realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, e faz referências à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao grupo terrorista Hamas.
Com quase cinco minutos de duração, a propaganda exibe imagens aéreas do ato realizado em 11 de outubro, destacando cenas de manifestantes sobre a estrutura de uma estação de metrô, pichações e episódios de tumulto. O vídeo reproduz ainda a manchete de uma reportagem veiculada pelo site Diário do Poder: "PCC ou luta armada? Bandeira com fuzil no ato de Lula em São Paulo causa polêmica".
Segundo informações do Jornal O Globo, após fazer menção à facção criminosa e à simbologia ligada a integrantes do Hamas, o programa eleitoral mostra imagens de confusão acompanhadas da legenda "Terminou em vandalismo" e questiona o espectador: "Essas pessoas te representam?".
Ao negar a suspensão do conteúdo e afastar a acusação de desinformação apresentada pela equipe jurídica de Lula, Mendonça fundamentou sua decisão no fato de que o título citado no vídeo foi veiculado por um veículo de imprensa, sem caráter propriamente publicitário. Para o magistrado, o material faz uso de imagens autênticas do evento e reproduz manchetes jornalísticas sem imputar diretamente ao presidente vínculos com o crime organizado.
"Embora a mensagem seja manifestamente desfavorável ao representante, não se identifica, em juízo de cognição sumária, afirmação categórica de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva ou o Partido dos Trabalhadores seria responsável pelos atos de vandalismo retratados, nem imputação direta de vínculo com organizações terroristas ou com a facção criminosa PCC", destacou o ministro na decisão.
A campanha do PT argumentava que a peça recorreu a trechos isolados e fora de contexto com o objetivo deliberado de associar os manifestantes ao crime organizado, ao terrorismo, ao consumo de drogas e ao vandalismo. No entanto, o relator considerou que a construção de narrativas desfavoráveis a adversários faz parte da dinâmica do debate político e encontra-se respaldada pela liberdade de expressão.
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que apura as fontes de financiamento do filme Dark Horse, obra cinematográfica baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Aberto em julho de 2026 a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o inquérito investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes relacionados aos recursos empregados no longa-metragem.
Segundo informações do portal G1, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), figura formalmente como um dos investigados na apuração.
A controvérsia sobre a cinebiografia ganhou repercussão pública em maio de 2026, após a divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Após a veiculação de um áudio, o parlamentar confirmou ter procurado o ex-banqueiro para viabilizar a produção, mas declarou que o procedimento seguiu normas de financiamento privado e negou irregularidades.
Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, declarou que Vorcaro respondeu por mais de 90% da verba do filme, cujo orçamento girava em torno de US$ 13 mi (aproximadamente R$ 65,7 mi na época). Flávio Bolsonaro admitiu a destinação de pouco mais de US$ 12 mi por parte de empresas associadas ao ex-banqueiro por meio de remessas ao exterior.
Atualmente, os investigadores da Polícia Federal analisam três eixos principais no caso:
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Os repasses de Vorcaro: a origem e o trâmite dos recursos obtidos a pedido de Flávio Bolsonaro;
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Transferências internacionais: a hipótese de que parte das verbas tenha financiado a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Eduardo negou irregularidades, afirmando que aportou US$ 50 mil e recebeu reembolso sem transitar pelos fundos de Vorcaro;
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Uso de emendas parlamentares: o suposto direcionamento de verbas públicas à produtora do filme.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do seu colega, o ministro André Mendonça, que havia determinado a remoção de publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. A determinação alcança diretamente um post publicado pelo humorista Antonio Tabet.
O caso teve origem em uma postagem na qual Tabet ironizava boatos sobre uma suposta articulação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltada a retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Na publicação, o humorista escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Após a divulgação do texto, o senador Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obteve uma medida liminar para retirar o conteúdo do ar. A remoção foi acatada por André Mendonça, integrante da Corte eleitoral, sob o entendimento de que a declaração de que o candidato ou sua família teriam atacado a padroeira do Brasil afetava o parlamentar.
Diante do bloqueio, Antonio Tabet recorreu ao STF, sustentando que a ordem de exclusão configurava censura prévia. Ao analisar o recurso, Flávio Dino acolheu a argumentação e ordenou que as plataformas digitais restabeleçam a postagem do humorista, bem como outros conteúdos removidos sob a mesma fundamentação.
Em sua decisão, Dino fundamentou que a retirada do conteúdo exigiria presumir que a expressão “família miliciana” se referia expressamente a um candidato específico. O ministro salientou que a liberdade de expressão de candidatos e apoiadores deve ser preservada durante o processo eleitoral, pontuando que o debate acerca da legislação sobre a Padroeira do Brasil está sujeito a críticas e não deve ser impedido por decisões judiciais sem fundamentação suficiente e proporcionalidade. Além disso, o magistrado observou não haver elementos que comprovem qualquer ilicitude na publicação do humorista.
Um levantamento realizado pela consultoria AP Exata revela que desde o início do mês de setembro até o final desta semana, em meio à escalada da crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), houve um crescimento significativo das menções negativas nas redes sociais sobre a atuação do ministro André Mendonça.
No dia 4 de setembro, o levantamento da AP Exata, que tem como base as mensagens postadas no Instagram e na da rede X, mostrava o ministro André Mendonça com 32% de comentários negativos. Por outro lado, as menções positivas sobre o ministro tinham percentual de 26%, enquanto as neutras ficavam em 42%.
Duas semanas depois e após diversos desdobramentos da crise, inclusive com a realização de uma tensa sessão no plenário do STF na última terça-feira (15), com direito a bate-boca e troca de acusações, as menções negativas a Mendonça alcançaram um patamar de 59%, um crescimento de 27%. As menções positivas subiram pouco, ficando em 29%, e as neutras caíram para o patamar de 12%.
Do outro lado, a rejeição ao ministro Alexandre de Moraes, principal opositor de André Mendonça, permaneceu acima dos 70%, apresentando ligeira queda. No levantamento de 4 de setembro, Moraes tinha 77,5% de menções negativas, e apenas 3% de comentários positivos (menções neutras foram de 19,5%).
Nesta pesquisa mais recente, as menções negativas a Alexandre de Moraes nas redes caíram para 74%. Houve também uma alta de oito pontos percentuais nas menções positivas ao ministro: passaram de 3% para 11%. Os comentários neutros caíram de 19% para 15%.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.