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As mensagens que constam no celular de Daniel Vorcaro, que foi entregue a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), revelam que o ex-banqueiro teria realizado pagamentos ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kássio Nunes Marques. O conteúdo foi divulgado aos membros da Corte nesta segunda-feira (14), e foi publicado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (15).
As mensagens foram trocadas com Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, e o ex-banqueiro. Nela, Rennó fala em pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.
Em março, o jornal o Estado de S. Paulo revelou que Kevin Marques, que tem 25 anos, havia recebido R$ 282 mil da mesma empresa. O escritório de Kevin afirmou na época que o pagamento era lícito e decorrente do exercício regular da advocacia, com atuação voltada ao fisco.
Na primeira mensagem que cita o filho de Nunes Marques, o diretor Rennó repassa a Vorcaro, no dia 1 de outubro de 2024, a informação de que o STF tinha tomado uma decisão favorável à empresa, que reconhecia a responsabilidade da União sobre prejuízos causados a usinas do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990.
Com isso, a União teria que pagar indenizações bilionárias às usinas. Vorcaro tinha negócios e interesse na área.
Na ocasião, votaram a favor da tese os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Ficaram vencidos Gilmar Mendes e André Mendonça.
Em seguida, Rennó envia o print com os contatos de Kevin Marques, e embaixo a legenda: "Dominado aqui".
No ano seguinte, em 4 de julho de 2025, Rennó volta a falar do assunto com Vorcaro. Ele envia o print com os mesmos contatos de Kevin Marques e escreve: "Esse aqui _ 500 mil mês - mantém? Kkkkkkkkk. Então esse aqui já era, né?". Vorcaro responde: "Kkkkkkk".
Em 8 de agosto de 2025, Rennó diz a Vorcaro: "Dos pagamentos essenciais está faltando a Consult". Em seguida, envia o mesmo print com os contados de Kevin Marques, e escreve: "Aqui. Esse aí. Único 'meu' que faltou".
O ministro Kassio Nunes Marques não se manifestou e a assessoria de Kevin afirma que ele não prestou serviços para o Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o ministro Kassio Nunes Marques se reuniram, nesta segunda-feira (14), na véspera do julgamento entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Kassio já havia se reunido com Fachin durante a rodada de conversas individuais que o presidente da Corte teve com os colegas sobre o julgamento de amanhã. Na quinta-feira da última semana, Fachin também se encontrou com Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Fachin tem usado as conversas para ouvir os colegas sobre o rito a ser adotado na sessão extraordinária e sobre a forma de condução do julgamento. O presidente do STF, porém, tem adotado uma postura de escuta e evitado antecipar suas próprias posições. Nos encontros de quinta-feira, ouviu avaliações e sugestões dos ministros, mas não indicou qual caminho pretende seguir diante das ponderações apresentadas.
O julgamento sobre o pedido de liberdade de familiares do banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) expôs uma tensão institucional e indícios de articulação interna nos bastidores da Corte. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, da GloboNews, divulgadas na tarde desta terça-feira (16), apontam que o ministro Kassio Nunes Marques teria sido alvo de pressões de colegas para influenciar seu posicionamento no caso.
O objetivo dessa articulação, segundo a jornalista, seria direcionar o voto de Nunes Marques a favor do relaxamento da prisão de Henrique Vorcaro (pai) e Felipe Cançado (primo do banqueiro), que respondem a desdobramentos da Operação Compliance Zero. De acordo com o relato da colunista, as movimentações de bastidores incluiriam os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que também possuíam interlocuções e relações indiretas no contexto do caso Vorcaro.
Para Malu Gaspar, o cenário de pressões cruzadas e tentativas de interferência mútua "expõe uma fratura dentro da Corte, em um contexto mais amplo de tensão institucional".
A leitura do caso teve um revés, no entanto, após os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votarem, à noite, pela manutenção das prisões dos correlacionados a Daniel Vorcaro. O único a divergir do relator foi o ministro Gilmar Mendes, que votou pela substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como a prisão domiciliar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, participou nesta quarta-feira (5) da solenidade em homenagem ao aniversário de 176 anos de nascimento de Ruy Barbosa, no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em Salvador. Durante o evento, o ministro destacou a importância do jurista baiano para o pensamento jurídico e político brasileiro e celebrou a entrega da Medalha Ruy Barbosa ao escritor, empresário e ex-deputado constituinte Joaci Góes.
Em seu discurso, Nunes Marques ressaltou o simbolismo da data e a relevância da medalha, instituída pelo TJ-BA como uma das maiores honrarias do Judiciário baiano. Ele relembrou o impacto que os textos de Ruy Barbosa tiveram em sua própria formação, especialmente a “Oração aos Moços”, e citou o trecho em que o jurista faz referência aos ensinamentos do apóstolo Paulo de Tarso: “Boa é a lei quando é executada com retidão. (...) Mais vale a má lei executada com justiça do que a boa lei apenas proclamada e não observada”, recordou.
Ao falar sobre o homenageado, o ministro destacou a pluralidade da trajetória de Joaci Góes, que, segundo ele, representa “a complexidade e a força da Bahia”. Nascido em Ipirá, Joaci foi empresário de sucesso, transformando uma empresa familiar em um dos maiores conglomerados do estado, e também se destacou como intelectual, político e jornalista. “Ele provou ser, antes de tudo, um construtor de negócios com vocação para a liberdade”, afirmou o ministro.
Nunes Marques lembrou ainda o papel de Joaci Góes como deputado federal constituinte de 1988 e relator do Código de Defesa do Consumidor, além de autor do dispositivo constitucional que trata da distribuição proporcional de recursos orçamentários da União entre as regiões do país. “Foi um arquiteto da nova república, que trouxe a voz da Bahia para a fundação da nossa democracia moderna”, declarou.
O ministro também enalteceu a contribuição de Joaci para a preservação da memória e da cultura baiana, destacando sua atuação como presidente da Academia de Letras da Bahia e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. “Joaci é a síntese do homem que soube construir, legislar e interpretar o legado do seu povo. Sua vida é um exemplo de como o conhecimento e a cultura fortalecem a democracia e o sistema jurídico brasileiro”, disse.
Nunes Marques aproveitou o momento para celebrar seus cinco anos de atuação como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), lembrando que a data coincide com o aniversário de Ruy Barbosa e com o recebimento da Medalha do Mérito em Educação Judicial Mário Albiani.
“Hoje é um dia de júbilo. Celebro meus cinco anos no Supremo Tribunal Federal, a homenagem a Ruy Barbosa e o reconhecimento a Joaci Góes, um homem cuja trajetória inspira o serviço público, a cultura e o amor à Bahia”, concluiu.
O ministro Gilmar Mendes repreendeu o seu colega Kassio Nunes Marques em meio à reunião do Supremo Tribunal Federal (STF), que contava com todos os ministros, sobre a responsabilização das redes sociais referente a conteúdos publicados por seus usuários. O caso ocorreu na última quinta-feira (26).
Em meio à discussão entre todos os ministros sobre as big techs, o ministro Kassio Nunes levantou a questão, de forma genérica, sobre o julgamento pode acabar em sanções de países estrangeiros sobre instituições.
O ministro Alexandre de Moraes, que vem sendo o principal alvo dos Estados Unidos por ameaças e sanções, reagiu ao comentário do seu colega e deixou claro que não tem nenhuma preocupação com punições.
Kassio Nunes voltou a falar sobre a necessidade de ponderar e levou uma resposta do seu colega Gilmar Mendes. Segundo o magistrado, Nunes estaria trazendo um discurso bolsonarista em sua fala, mas também disso que não estava chamando o colega de bolsonarista.
"Se você cede a um chantagista, nunca se livra dele", disse Gilmar, respondendo ao colega, apoiado pela maioria do corte.
O encontro acabou após 4 horas e o placar ficou oito votos a favor e três contra para o aumento da responsabilização das redes sociais por conteúdos publicados. Os únicos que votaram contra foram o próprio Nunes Marques, Edson Fachin e André Mendonça. As informações são da coluna de Bela Megale, do Globo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).