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Criadouro baiano nega acusações de negligência e diz que mantém 98 ararinhas-azuis saudáveis; entenda

Por Redação

Criadouro baiano nega acusações de negligência e diz que mantém 98 ararinhas-azuis saudáveis; entenda
Foto: Camile Lugarini

O Criadouro Ararinha-azul, em Curaçá (BA), negou as acusações do ICMBio de não cumprir protocolos básicos de biossegurança. O Instituto tinha indicado anteriormente que foram identificados problemas nas instalações e comedouros sujos e sem desinfecção adequada, além de acúmulo de fezes ressecadas e funcionários realizando manejo com chinelos, bermuda e camiseta, sem EPIs obrigatórios.

 

Em nota enviada ao Bahia Notícias, a empresa responsável pelo local negou as acusações de negligências. A entidade disse que mantém 103 ararinhas-azuis sob seus cuidados, sendo 98 sem detecção de circovírus nos exames mais recentes e 5 aves com resultado positivo em ao menos um teste. 

 

A organização argumentou aidna ainda que adotar protocolos rígidos de biossegurança, bem-estar animal e manejo em ambiente limpo e controlado.Segundo a empresa, a equipe é formada por profissionais brasileiros e estrangeiros, incluindo médicos-veterinários e especialistas em manejo e reprodução de ararinhas-azuis, com atuação contínua há mais de 15 anos na conservação da espécie.

 

Sobre as 11 ararinhas de vida livre recapturadas, o criadouro alegou que elas fazem parte do grupo atual de 103 aves. 

 

“Considerando os exames mais recentes, 5 aves apresentaram detecção de circovírus (3 do plantel e 2 entre as recapturadas). Foram realizados três testes por ave (dois PCR convencionais e um PCR em tempo real), com divergência entre metodologias: testes convencionais, inclusive em laboratório do governo, apontaram 2 a 3 aves positivas, enquanto o PCR em tempo real indicou positividade nas 11 recapturadas. Todas as aves com qualquer resultado positivo estão isoladas, com utensílios e equipe exclusivos. O criadouro mantém ainda duas maracanãs, ambas com exames negativos”, disse a empresa através de um comunicado. 

 

O Criadouro Ararinha-azul disse que contestou a multa de R$ 1,8 milhão aplicada pelo ICMBio e informa que, até o momento, não teve acesso ao laudo técnico completo que fundamenta a autuação. A organização ainda solicitou acesso integral ao processo e uma reunião técnica com os laboratórios e autoridades para reavaliar os exames de forma conjunta.

 

Para o criadouro, responsabilizar o estabelecimento sem análise técnica aprofundada ignora a complexidade do caso e pode desestimular iniciativas privadas de conservação da espécie.