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A jornalista Jéssica Senra se pronunciou sobre o segundo turno das eleições de 2026 em sua conta no Instagram nesta sexta-feira (9). A comunicadora afirmou que o Brasil está dividido entre direita e esquerda e questionou quais dos candidatos à presidência estão realmente preocupados com as mulheres. A ex-apresentadora da TV Bahia também disse que muitas pessoas pediram para que ela se posicionasse, e por ser um momento muito importante para decidir o futuro do país, ela decidiu se pronunciar publicamente.
“Nessas eleições, entre direita e esquerda, eu fico com as mulheres. Nós somos mais da metade do eleitorado. A gente tem a capacidade de decidir essa eleição. Se nós, mulheres, temos a capacidade numérica de decidir a eleição, de escolher se vamos eleger um ou outro, esquerda ou direita, por que a gente não tá falando do que realmente importa para nós, mulheres?”, indagou a jornalista. Jéssica, então, questionou quais as propostas que os políticos têm em relação às mulheres, logo depois, propondo ideias e desafiando-os a assumir compromissos em relação à causa feminina.
A jornalista destacou que sabe que não fala por todas as mulheres, porém, que fala por muitas e que quer apenas compromissos simples, como dividir o poder. “Primeiro compromisso, formar um ministério com metade de mulheres, com qualificação, obviamente, em espaços reais de decisão, com orçamento, com poder de impacto social, do primeiro ao último dia de governo. Nós temos o direito de participar das decisões que impactam a nossa vida. A gente olha para os dois candidatos, tanto para um quanto para outro, é sempre um bando de homens ali ao redor, nos seus ministérios, nas suas secretarias, nas suas assessorias, nos partidos, nos aliados”, disparou.
“Segundo compromisso: um dos maiores pontos de desigualdade na sociedade é a diferença financeira entre homens e mulheres. E essa é uma das razões, inclusive, para que mulheres fiquem vulneráveis a várias violências. Nós queremos, nós precisamos, nós merecemos a autonomia financeira. Minha sugestão aí, como uma medida que não desobriga as outras, viu, é criar uma linha de crédito especial para mulheres empreendedoras aí que necessitem”, continuou Jessica, elencando suas propostas para o governo. A jornalista afirmou que, segundo pesquisas recentes, as mulheres recebem menos de 30% dos recursos destinados ao crédito de negócios no Brasil e pagam juros mais altos que os homens.
“Terceiro compromisso, e vai para o benefício de todos, mas eu começo defendendo que um dos motivos para permanência de mulheres em relacionamentos tóxicos e violentos, além da dependência econômica, é também a dependência emocional. E que um dos motivos, entre outros, para violência masculina é o desequilíbrio emocional, a dificuldade de lidar com a insegurança, com a frustração. Então, a gente não deveria esperar uma violência para que homens sejam levados a espaços de acolhimento. Eu proponho um programa nacional de saúde mental com atendimento no SUS e também na rede privada, para quem deseja aí se cuidar sem necessariamente ter um transtorno mental, um programa apoio para todos”, finalizou.
Na legenda da publicação, a jornalista disse que são propostas para ampliar a participação feminina nas decisões, autonomia econômica e liberdade, destacando que deseja ouvir os dois candidatos.
A Bahia elegeu 16 mulheres para os Legislativos federal e estadual nas eleições deste domingo (4). Ao todo, seis deputadas federais vão representar o estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027, enquanto outras dez ocuparão cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Na Câmara, as seis eleitas representam 15,38% das 39 vagas destinadas à Bahia. Doutora Raissa Soares (PL) foi a mulher mais votada, com 162.194 votos. Na sequência, aparecem Ivoneide Caetano (PT), com 161.537; Roberta Roma (PL), com 155.473; Olívia Santana (PCdoB), com 122.790; Alice Portugal (PCdoB), com 114.107; e Maria Marighella (PT), com 108.870 votos.
Com a nova composição, PL, PT e PCdoB terão duas deputadas cada na bancada feminina baiana. O resultado também deixa de fora Lídice da Mata (PSB) e Rogéria Santos (Republicanos), que não conseguiram renovar os mandatos.
Veja as deputadas federais eleitas pela Bahia, em ordem de votação:
Doutora Raissa Soares (PL) – 162.194 votos
Ivoneide Caetano (PT) – 161.537 votos
Roberta Roma (PL) – 155.473 votos
Olívia Santana (PCdoB) – 122.790 votos
Alice Portugal (PCdoB) – 114.107 votos
Maria Marighella (PT) – 108.870 votos
Na Assembleia Legislativa da Bahia, dez mulheres foram eleitas para a próxima legislatura. Elas representam 15,87% das 63 cadeiras da Casa, mesmo número de deputadas registrado na composição anterior.
A bancada feminina da AL-BA será formada por cinco deputadas do PSD, quatro do PT e uma do PL. Ivana Bastos (PSD), atual presidente da Casa, foi a mulher mais votada do estado, com 203.202 votos.
Confira as deputadas estaduais eleitas, em ordem de votação:
Ivana Bastos (PSD) – 203.202 votos
Rowenna (PT) – 137.266 votos
Denise Menezes (PSD) – 103.744 votos
Cinthya Marabá (PL) – 89.063 votos
Andrea Castro (PSD) – 86.973 votos
Vilma Reis (PT) – 83.222 votos
Cláudia Oliveira (PSD) – 71.455 votos
Ludmilla Fiscina (PSD) – 64.147 votos
Fátima Nunes (PT) – 63.707 votos
Neusa Cadore (PT) – 56.914 votos
Somadas, as duas bancadas femininas ocuparão 16 das 102 cadeiras destinadas à Bahia na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa a partir de 2027.
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A contagem final dos votos das urnas neste domingo (4) confirmou a eleição de 10 mulheres para a Assembleia Legislativa de Bahia (AL-BA). Com esse resultado, a representatividade feminina no parlamento passa a ser de 15,87% do total de 63 cadeiras.
Na comparação com a legislatura eleita no pleito anterior, houve uma mannutenção da mesma quantidade de deputadas.
No raio-X da representatividade feminina no Legislativo Baiano, as candidatas eleitas estão distribuídas por três partidos. As maiores bancadas femininas ficaram com o Partido Social Democrático (PSD), com cinco eleitas e o Partido dos Trabalhadores (PT), com 4 eleitas. O Partido Liberal elegeu Cinthya Marabá (PL) como representante da legenda.
Já a deputada mais votada do estado entre as mulheres foi Ivana Bastos (PSD), com mais de 203 mil votos obtidos no total.
Veja a lista das deputadas estaduais eleitas (em ordem de votação):
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Ivana Bastos (PSD)
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Rowenna (PT)
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Denise Menezes (PSD)
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Cinthya Marabá (PL)
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Andrea Castro (PSD)
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Vilma Reis (PT)
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Cláudia Oliveira (PSD)
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Ludmilla Fiscina (PSD)
-
Fátima Nunes (PT)
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Neusa Cadore (PT)
As eleições de 2026 estão registrando o maior recorde de senadoras eleitas na história das eleições no país. No total, 12 mulheres estão conquistando vitórias em seus estados para o Senado Federal.
O número atual é maior do que o que foi verificado nas eleições de 2022. Na ocasião, foram oito as senadoras eleitas nas urnas, o que já havia sido o maior resultado da história.
Com as 12 eleitas, o Senado deve ter um total de 19 mulheres exercendo mandato a partir de fevereiro de 2027. Esse número ainda pode mudar caso o senador Omar Aziz (PSD) não se eleja como governador do Amazonas.
Veja abaixo o nome das senadoras eleitas em 2026:
Mara Rocha (Republicanos-AC)
Marina JHC (PSDB-AL)
Rayssa Furlan (Podemos-AP)
Luizianne (Rede-CE)
Michelle Bolsonaro (PL-DF)
Bia Kicis (PL-DF)
Gracinha Caiado (União-GO)
Marília Campos (PT-MG)
Marília Arraes (PDT-PE)
Samanda de Lula (PT-RN)
Teresa Surita (MDB-RR)
Carol de Toni (PL-SC)
Confira quais serão as senadoras que possivelmente seguirão no mandato até 2031:
Amazonas - Se Omar Aziz (PSD) vencer a disputa para o governo, sua suplente será Cheila Moreira (PT)
Distrito Federal - Damares Alves (Republicanos) tem mandato até 2031
Maranhão - Lourdinha Pereira (PSB) tem mandato até 2031
Mato Grosso do Sul - Tereza Cristina (PP) tem mandato até 2031
Pernambuco - Teresa Leitão (PT) tem mandato até 2031
Piauí - Jussara Lima (PSD) tem mandato até 2031
Tocantins - Dorinha Seabra (União) disputa o governo do estado, e se ganhar, assume a suplente Lucineide Parizi Freitas (União)
As mais recentes pesquisas dos principais institutos divulgadas até esta sexta-feira (2) ampliaram ainda mais a possibilidade de recorde de mulheres eleitas para um mandato de oito anos no Senado Federal. Com base no resultado dos dois primeiros lugares indicados pelas pesquisas, 16 mulheres têm fortes chances de conquistar a vitória nas urnas no próximo domingo (4).
Somente este resultado já representaria um número 100% superior ao recorde de mulheres eleitas para o Senado em um único pleito. Esse recorde até o momento aconteceu em 2022, quando oito senadoras conquistaram seus mandatos na urna.
As pesquisas indicam ainda a possibilidade de reviravoltas de última hora, a depender da direção do segundo voto dos eleitores, que sempre é um dos últimos a serem decididos. Há a possibilidade da eleição de até 18 senadoras neste domingo, caso também obtenham a vitórias as candidatas Simone Tebet (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT), que estão na terceira ou quarta colocações, mas empatadas na margem de erro com outros nomes.
Caso as pesquisas se confirmem e as 16 senadoras se elejam, as novas parlamentares se juntarão a possivelmente outras sete que possuem mandato até o ano de 2031. Se este cenário se confirmar, o Senado que iniciará os trabalhos em 1º de fevereiro de 2027 contará com 23 senadoras titulares, praticamente 30% do total de parlamentares da Casa.
Confira abaixo as senadoras que possuem mais chance de sair com a vitória no próximo domingo:
Alagoas - Marina JHC (PSDB)
Amapá - Rayssa Furlan (Podemos)
Distrito Federal - Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (PDT)
Goiás - Gracinha Caiado (União)
Maranhão - Roseana Sarney (MDB)
Mato Grosso - Janaína Riva (MDB)
Minas Gerais - Marília Campos (PT)
Pernambuco - Marília Arraes (PDT)
Rio de Janeiro - Benedita da Silva (PT)
Rio Grande do Norte - Zenaide Maia (PSD)
Rio Grande do Sul - Manuela D´Ávila (Psol)
Rondônia - Silvia Cristina (PP)
Roraima - Teresa Surita (MDB)
Santa Catarina - Carol De Toni (PL)
São Paulo - Marina Silva (Rede)
Veja abaixo as senadoras que possivelmente seguirão no mandato até 2031:
Amazonas - Se Omar Aziz (PSD) vencer a disputa para o governo, sua suplente será Cheila Moreira (PT)
Distrito Federal - Damares Alves (Republicanos) tem mandato até 2031
Maranhão - Lourdinha Pereira (PSB) tem mandato até 2031
Mato Grosso do Sul - Tereza Cristina (PP) tem mandato até 2031
Pernambuco - Teresa Leitão (PT) tem mandato até 2031
Piauí - Jussara Lima (PSD) tem mandato até 2031
Tocantins - Dorinha Seabra (União) disputa o governo do estado, e se ganhar, assume a suplente Lucineide Parizi Freitas (União)
Bombardeado nas redes sociais por ter falado que “mulher aprende a tomar toque desde pequena”, buscando se referir à questões de saúde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de seus advogados de campanha, ingressou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para retirar do ar postagens que, segundo eles, tiram de contexto a fala do líder petista.
A representação da campanha do presidente Lula cita especialmente uma postagem do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) com críticas à fala do presidente. O vídeo de Nikolas, que até o início da noite desta terça-feira (29) já tinha tido mais de 21 milhões de visualizações, traz um recorte focando no comentário o “toque desde quando é pequena” e a aversão dos homens a esse tipo de exame para constatar eventual câncer de próstata.
Nikolas chama Lula de “nojento” e fala que uma criança não precisa passar por nenhum “toque ginecológico”. O deputado afirma que não existe um exame ginecológico interno em crianças abaixo de 15 anos, e completa afirmando que os pedófilos devem ter gostado da declaração.
A representação da campanha do PT afirma que Nikolas promove uma “descontextualização” da fala, com objetivo de “induzir o eleitor em erro”. Os advogados apontam que Nikolas faz “ilações misóginas tentando atribuir a Lula uma manifestação de cunho sexual acerca de um pronunciamento que tratava exclusivamente de saúde”.
O documento explica que, sob contexto, o presidente Lula disse que “homens atrasam ou relutam para fazer o exame de próstata enquanto as mulheres desde cedo são orientadas a se consultarem em virtude da entrada na puberdade e menarca”.
“Nikolas possui milhões de seguidores em suas redes, assim, a viralização e alcance são catastróficos se não obstaculizados neste momento processual com a proximidade das eleições”, argumenta a campanha.
A coligação de Lula pede que as redes sociais retirem do ar as publicações de Nikolas até o julgamento da ação e que o deputado seja proibido de veicular conteúdo de mesmo teor. Pede ainda multa de até R$ 30 mil ao parlamentar e que os provedores adotem ações de prevenção para posts equivalentes.
Oito em cada dez mulheres brasileiras (78%) afirmam já ter sido vítimas de algum tipo de violência, enquanto 98% dizem adotar estratégias para tentar reduzir os riscos no cotidiano. Os dados fazem parte da pesquisa Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber.
O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no painel “(In)segurança das Mulheres e Mobilidade”.
A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma digital e por autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.
MULHERES RELATAM MAIOR SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA
Os resultados indicam que o medo da violência está presente na rotina da população brasileira, mas é mais intenso entre as mulheres. Entre as entrevistadas, 94% afirmaram se sentir inseguras diante da violência no dia a dia, enquanto o índice entre os homens foi de 84%.
A preocupação também aparece nos deslocamentos pelas cidades. Nesse caso, 94% das mulheres e 90% dos homens disseram sentir medo de sofrer violência.
Em entrevista concedida à Agência Brasil, a diretora de Pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê, afirmou que a percepção de insegurança está relacionada a experiências concretas de violência.
Segundo ela, o receio influencia a maneira como as mulheres ocupam e circulam pelos espaços urbanos, sendo alimentado tanto por situações vivenciadas diretamente quanto por relatos de pessoas próximas.
A pesquisa também aponta que as mulheres são percebidas pela população como mais vulneráveis a diferentes formas de violência, especialmente nos casos de violência doméstica, sexual, psicológica e física. Entre as entrevistadas, seis em cada dez apontaram a violência doméstica como motivo de preocupação.
Bares, festas, baladas e locais de transporte público aparecem entre os espaços considerados menos seguros. De acordo com o levantamento, 41% das mulheres afirmaram não se sentir nada seguras em bares, festas e baladas. Em pontos de ônibus e estações, o percentual foi de 42%. Já dentro do transporte público, 33% disseram não se sentir nada seguras.
Também em entrevista à Agência Brasil, Maíra Saruê destacou que mulheres e homens têm experiências diferentes ao circular pelas cidades, já que a preocupação com a segurança interfere no acesso das mulheres a espaços e oportunidades.
ESTRATÉGIAS PARA EVITAR SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA
A pesquisa mostra que 98% das mulheres adotam pelo menos uma medida para diminuir o risco de violência. A estratégia mais citada é evitar determinados locais, prática mencionada por 90% das entrevistadas.
Outras atitudes incorporadas à rotina incluem não compartilhar informações pessoais ou localização nas redes sociais (88%), evitar utilizar o celular enquanto estão na rua (84%), avisar alguém sobre seus deslocamentos e horários (83%) e evitar sair à noite (83%).
Também aparecem entre os comportamentos adotados evitar o uso de aplicativos bancários na rua (80%), compartilhar a localização com pessoas de confiança (77%), alterar trajetos habituais (69%), utilizar carros ou motos por aplicativo para evitar caminhar pelas ruas (66%) e pedir companhia para sair de casa (66%).
O receio da violência também interfere nas atividades de lazer. Segundo o levantamento, 62% das mulheres já modificaram hábitos de lazer e 58% deixaram de frequentar locais de que gostavam. Além disso, 56% afirmaram já ter optado por algum meio de transporte em vez de caminhar, mesmo quando o destino ficava próximo.
Entre as entrevistadas, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, enquanto 26% afirmaram carregar algum item de proteção, como spray de pimenta ou alarme pessoal.
MEDO TAMBÉM AFETA TRABALHO E ESTUDOS
As consequências da insegurança ultrapassam os momentos de lazer e deslocamento e chegam às decisões profissionais e acadêmicas. Conforme a pesquisa, 45% das mulheres já deixaram de aproveitar alguma oportunidade de trabalho ou estudo por medo da violência.
Outras 44% disseram já ter considerado mudar de bairro ou de cidade em busca de maior sensação de segurança.
À Agência Brasil, a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Vera Vieira, afirmou que os resultados indicam que a insegurança passou a fazer parte das decisões cotidianas das mulheres, levando-as a evitar lugares, modificar trajetos, abrir mão de atividades de lazer e até reconsiderar oportunidades profissionais.
PODER PÚBLICO E ELEIÇÕES
Para as entrevistadas, o enfrentamento da violência contra as mulheres deve envolver diferentes instituições públicas. As polícias Militar e Civil foram apontadas por 73% como responsáveis pela atuação na área. Na sequência aparecem o governo federal e os governos estaduais, ambos com 69%, e as prefeituras, com 66%.
Apesar disso, a maioria das mulheres avaliou negativamente a atuação das instituições no combate à violência. O Legislativo apresentou 74% de avaliações negativas, seguido pelos governos estaduais (72%), pelo Poder Judiciário (71%) e pelo governo federal (71%).
A segurança das mulheres também aparece relacionada ao processo eleitoral. Segundo a pesquisa, 78% das entrevistadas afirmam que propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres nas ruas e no transporte público terão influência sobre sua decisão de voto nas próximas eleições.
Para Vera Vieira, em declaração à Agência Brasil, a segurança das mulheres deve ser tratada como uma questão relacionada ao exercício da cidadania. Ela defendeu a ampliação dos canais de denúncia, melhorias na infraestrutura urbana e medidas voltadas à redução das desigualdades.
Entre as entrevistadas, 95% consideram importante ampliar os canais de denúncia e apoio às vítimas de violência. A melhoria da infraestrutura das cidades, incluindo transporte público, iluminação e espaços públicos, é apontada como relevante por 93%.
O mesmo percentual considera importante criar ou ampliar políticas específicas de proteção às mulheres, além de ações de prevenção, educação e mudança cultural. A redução das desigualdades sociais e econômicas também é apontada como medida importante por 92% das entrevistadas.
Levantamento feito pelo Bahia Notícias sobre as mais recentes pesquisas eleitorais para o Senado nos 27 estados revela que em 2026, pode ser batido o recorde histórico de eleição de mulheres senadoras. Para as 54 vagas que se renovam no Senado neste ano, 15 podem vir a ser ocupadas por mulheres, praticamente 30% do total, percentual que jamais foi alcançado.
O recorde atual de eleição de mulheres para compor o Senado foi alcançado em 2022. Naquele ano, foram eleitas oito senadoras, ou 14,8% do total de eleitos: Marina Silva (PT-AC), Serys Marly Slhessaenko (PT-MS), Ana Júlia (PT-PA), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Patrícia Gomes (PPS-CE), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Roseana Sarney (PFL-MA).
Marina Silva e Roseana Sarney, eleitas em 2002, figuram agora em 2026 entre as mulheres mais bem colocadas nas pesquisas mais atuais para o Senado. No Maranhão, Roseana lidera a disputa com 18%, segundo pesquisa Real Time Big Data, e em São Paulo, é Marina Silva quem aparece na liderança, com 34,9%, de acordo com sondagem da Futura/100% Cidades.
Além de ter sido eleita em 2022, Marina Silva já havia sido vitoriosa também nas eleições de 1994. Na ocasião, com apenas 36 anos de idade, Marina foi uma das quatro eleitas e havia se tornado a mais jovem senadora na história.
Nas eleições de 1994, outra das quatro senadoras eleitas, além de Marina Silva, foi a atual deputada federal Benedita da Silva, que saiu vitoriosa pelo estado do Rio de Janeiro. Atualmente, Benedita é uma das 15 mulheres que podem ser eleitas para o Senado, já que lidera as pesquisas no estado.
Confira abaixo quem são as 15 mulheres que podem vir a ser eleitas para o Senado em 2026, por estarem na primeira ou na segunda colocação nas pesquisas mais recentes em seus estados:
MARANHÃO
Roseana Sarney (MDB)
PERNAMBUCO
Marília Arraes (PDT)
RIO GRANDE DO NORTE
Samanda de Lula (PT)
AMAPÁ
Rayssa Furlan (Podemos)
RONDÔNIA
Silvia Cristina (PP)
RORAIMA
Teresa Surita (MDB)
DISTRITO FEDERAL
Michelle Bolsonaro (PL)
Leila Barros (PDT)
GOIÁS
Gracinha Caiado (União Brasil)
MATO GROSSO
Janaina Riva (MDB)
MINAS GERAIS
Marília Campos (PT)
RIO DE JANEIRO
Benedita da Silva (PT)
SÃO PAULO
Marina Silva (Rede)
Simone Tebet (PSB)
RIO GRANDE DO SUL
Manuela D´Ávila (Psol)
Caso essas 15 candidatas confirmem as pesquisas e saiam vitoriosas das urnas de 4 de outubro, elas se juntarão a outras seis senadoras, que ainda possuem mandato até 2031. São eles: Damares Alves (Republicanos) - DF; Lourdinha Pereira (PSB) - MA; Tereza Cristina (PP) - MS; Teresa Leitão (PT) - PE; Jussara Lima (PSD) - PI; Professora Dorinha Seabra (União) - TO.
Se esse cenário se confirmar, o Senado Federal iniciaria a legislatura de 2027, em fevereiro, com 21 mulheres entre os 81 senadores. Esse percentual de mulheres no Senado, de 25%, caso se confirme, vai se configurar como um recorde histórico.
A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostrou que, no espaço de três semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu de uma posição em que ganhava do candidato Flávio Bolsonaro por três pontos percentuais no segundo turno para uma situação em que ficou atrás do senador do PL por 1%.
Na pesquisa BTG/Nexus divulgada no dia 17 de agosto, o presidente Lula vencia Flávio Bolsonaro por 47% a 44% no cenário de segundo turno. O levantamento divulgado hoje mostra uma inversão na disputa, com Flávio liderando por 46% a 45% de Lula, uma situação de empate técnico.
A queda do presidente Lula pode ser explicada por perdas mais acentuadas entre as mulheres, os eleitores até 40 anos, pessoas que estudaram até o ensino fundamental e recebem menores salários, além de uma redução significativa nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Já Flávio Bolsonaro fez o caminho inverso, melhorando sua votação entre as mulheres, junto aos mais jovens, aos que dizem professar outras religiões que não a católica e a evangélica, em meio a quem ganha de um a dois salários mínimos e com disparada nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste.
Confira abaixo uma comparação da estratificação das intenções de voto tanto em Lula quanto em Flávio Bolsonaro, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em segundo turno:
Lula
Mulheres - 53% > 48%
Homens - 41% > 41%
16 a 24 anos - 46% > 40%
25 a 40 anos - 43% > 36%
41 a 59 anos - 46% > 49%
60 anos ou mais - 54% > 51%
Ensino fundamental - 60% > 54%
Ensino médio - 39% > 38%
Ensino superior - 41% > 43%
Católicos - 52% > 50%
Evangélicos - 34% > 31%
Outras religiões - 38% > 52%
Sem religião - 59% > 51%
Até 1 SM - 58% > 53%
De 1 SM a 2 SM - 59% > 49%
De 2 SM a 5 SM - 40% > 42%
Mais de 5 SM - 41% > 38%
Norte/Centro-Oeste - 47% > 38%
Nordeste - 63% > 59%
Sudeste - 41% > 45%
Sul - 36% > 26%
Flávio Bolsonaro
Mulheres - 38% > 41%
Homens - 51% > 51%
16 a 24 anos - 41% > 53%
25 a 40 anos - 47% > 53%
41 a 59 anos - 46% > 41%
60 anos ou mais - 40% > 39%
Ensino fundamental - 34% > 37%
Ensino médio - 50% > 51%
Ensino superior - 49% > 49%
Católicos - 41% > 43%
Evangélicos - 59% > 58%
Outras religiões - 45% > 37%
Sem religião - 26% > 32%
Até 1 SM - 33% > 33%
De 1 SM a 2 SM - 31% > 40%
De 2 SM a 5 SM - 51% > 50%
Mais de 5 SM - 52% > 53%
Norte/Centro-Oeste - 46% > 53%
Nordeste - 29% > 32%
Sudeste - 49% > 44%
Sul - 57% > 65%
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
Resta menos de um mês para o primeiro turno das eleições estaduais, previsto para 4 de outubro. Os principais candidatos ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm cumprido agendas de campanha a fim de se promoverem na corrida eleitoral e apresentarem suas propostas para cerca de 11 milhões de eleitores baianos.
Pensando nisso o Bahia Notícias (BN) avalia os programas de governo dos três principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Nesta reportagem, serão destacadas as principais propostas das chapas majoritárias para políticas voltadas às mulheres.
ACM Neto - União
As medidas direcionadas às vítimas reúnem auxílios financeiros, profissionais e habitacionais. O projeto propõe que as mulheres sejam obrigatoriamente registradas como co-titular ou titular principal de imóveis.
O programa também prevê a criação de um protocolo para a análise do grau de perigo de cada ocorrência registrada (homicídios e feminicídios) a fim de acionar medidas proporcionais. Ele será vinculado ao banco de dados da Polícia Civil, do Judiciário e do Ministério Público (MP-BA).
Além disso, o candidato projeta o pagamento de uma renda mensal por até 24 meses para mulheres com medida protetiva ativa, fora do Bolsa Família e em vulnerabilidade econômica. Além da criação do “Auxílio Recomeçar”, apoio financeiro temporário e acesso a cursos técnicos para mulheres vítimas de violência doméstica.
Aos agressores, ACM propõe o uso de tornozeleira eletrônicas que geram alertas automáticos para a vítima e para a viatura policial mais próxima em caso de descumprimento do perímetro de segurança, além da criação de grupos reflexivos como condição para cumprimento de medidas protetivas.
JERÔNIMO RODRIGUES - PT
Entre as principais propostas voltadas à saúde feminina, o candidato planeja alcançar o diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico da endometriose em regiões estratégicas em uma parceria com municípios, governo federal e filantrópicos. Além disso, sugere a criação de um programa de enfrentamento à violência obstétrica.
Também visa priorizar mulheres empreendedoras nas compras públicas do Estado e ofertar, de forma territorializada, cursos técnicos e de qualificação profissional, ampliando a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para mulheres agricultoras.
Sugere ampliar a infraestrutura e vagas em creches e escolas de educação infantil de tempo integral, priorizando territórios vulneráveis e horários compatíveis com a rotina de trabalho. As mães atípicas também são citadas e devem receber orientação jurídica e ações de proteção social.
A reinserção na sociedade de mulheres que passam ou já passaram pelo sistema prisional também está no plano. O candidato visa promover ações intersetoriais de acolhimento, qualificação profissional, inserção econômica e social para essa parcela.
RONALDO MANSUR - PSOL
O plano defende a educação sexual nas escolas como forma de prevenir a violência sexual, doméstica e gravidezes precoces ou indesejadas. Além disso, aposta no acesso a contraceptivos e ao aborto legal e seguro pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A criação do Programa de Reconhecimento de Tempo de Serviço por Trabalhos de Cuidado é outra proposta que visa reconhecer os períodos dedicados ao cuidado doméstico de crianças, pessoas com deficiência ou idosos sejam contabilizados para a aposentadoria.
Pensando na função de cuidado que essas mulheres ocupam, o candidato também propõe a universalização do acesso a creches públicas, incluindo o período noturno em zonas urbanas e rurais.
Quanto à equidade salarial, o plano defende a criação de políticas para garantir a equidade de direitos, salários iguais aos dos homens e estímulo à promoção feminina na ciência, educação, cultura, representação política e gestão pública. Nessa última, Mansur planeja realizar uma reforma para implementar a paridade na representação parlamentar, propondo a cota de 30% de mulheres nas mesas diretoras e comissões legislativas.
Os três candidatos citam a ampliação e fortalecimento de programas e serviços já existentes na Bahia. São exemplos as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e os Núcleos Especiais de Atendimento às Mulheres (NEAMs), além do Pelotão Maria da Penha, da Polícia Militar da Bahia (PM-BA).
O Governo da Bahia tem buscado estratégias integradas no combate à violência contra a mulher, e novas iniciativas podem ser implementadas para tentar minimizar o medo e desconforto do público feminino, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. Após a implantação do “vagão lilás” no Metrô de Salvador, o Estado investe na criação de estratégias de mobilidade que tragam mais segurança e espaços de acolhimento, em ações pensadas inclusive para grandes festejos como o Carnaval, conforme apontou a Secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), Camila Batista, em entrevista exclusiva para o Bahia Notícias (BN).
Algumas iniciativas já foram implantadas no estado e têm se mostrado relevantes, segundo a gestora. "Acho que, já com a iniciativa do Vagão, a gente já vai ter um diferencial aí pensado para o Carnaval e para grandes festejos. Nós vamos ter o Réveillon, que é um lugar mais concentrado, então é mais fácil de fazer as ações. A gente já tem as ações de salas de acolhimento, de mobilização, de campanha, de participação ativa de artistas dentro desse processo de mobilização, mas é fundamental a gente pensar também na mobilidade. Então, a gente pensou em rotas seguras esse ano. Nós fizemos isso em alguns ponto do carnaval, com policiamento, inclusive com PFem (policial feminina) para o acompanhamento. E, às vezes, deixando essas mulheres nas nossas salas de atendimento, nas tendas. Elas funcionam justamente nos horários que são os picos mais difíceis", explicou.
Porém, ainda há espaço para novos projetos, e alguns cases podem abrir as portas para a ampliação desse trabalho. Um exemplo foi o adotado em São Luís, capital do Maranhão: o “Embarque Delas” atua como um ponto de ônibus exclusivo para mulheres no período de grandes festejos. O espaço conta com sofá, internet, tomadas para carregamento de celular, além do apoio policial até que as mulheres possam acessar o meio de transporte. O que, para Camila, tem potencial por ser uma boa iniciativa a ser avaliada.
CONFIRA A INICIATIVA ADOTADA NO MARANHÃO:
Salvador ainda não possui pontos de ônibus exclusivos para o público feminino, mas tem projetado outras possibilidades. Com o objetivo de diminuir importunações sexuais nos transportes, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) planeja a implementação de linhas expressas de ônibus operadas exclusivamente por mulheres durante o período da Copa Feminina.
CONFORTO E ACOLHIMENTO
Mas não é só a segurança que está no radar da SPM: o conforto e o acolhimento também são considerados importantes em momentos de grande fluxo. Uma dos exemplos é a novidade que será implementada em uma das próximas grandes festas do território baiano, a Micareta de Feira de Santana, que acontece entre 19 a 22 de novembro. Segundo a secretária, o evento pode receber a chamada "Política do Cuidado", para oferecer o suporte necessário àquelas mulheres que trabalham enquanto a maioria festeja.
"É cuidar de quem cuida, cuidar das mulheres que trabalham no carnaval: ambulantes, as mulheres que são cordeiras... e fazer todo o processo de acolhimento delas com alimentação, com massagem e entrega de equipamentos", detalhou Camila, dizendo que a ideia também é implementar a nova política na Copa do Mundo Feminina.
Em resposta ao Bahia Notícias, a secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) de Salvador, Fernanda Lordêlo, rebateu as críticas feitas pela titular da pasta estadual (SPM), Camilla Batista, a respeito da ausência de uma Casa Abrigo gerida pelo município.
Após a secretária do Estado afirmar, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, que a falta do equipamento na capital se devia também a uma "falta de vontade política", Lordêlo rebateu a declaração, destacou que o município mantém sua rede de proteção com recursos próprios e apontou um déficit na segurança pública estadual para as mulheres no interior da Bahia.
De acordo com a gestora municipal, Salvador concentra hoje a estrutura mais completa de acolhimento do estado, operando com três Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs), a Patrulha Guardiã Maria da Penha (da Guarda Civil Municipal), o Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio (NEF) e a recém-inaugurada Casa da Mulher Brasileira.
"É leviano dizer que Salvador negligencia a política de proteção, visto que todos os equipamentos são mantidos com recursos próprios da Prefeitura, sem nenhum recurso do Governo do Estado", declarou Lordêlo. A secretária lembrou que a Bahia lidera o ranking de violência contra a mulher no Nordeste e ocupa a 3ª posição no Brasil, cenário que escancara a necessidade de maior presença estadual: "Diante de uma realidade tão grave, o que deveria existir é uma rede muito mais ampla. Nos 417 municípios baianos, só existem 41 Centros de Referência de Atendimento à Mulher, e três deles estão em Salvador".
DÉFICIT DE DELEGACIAS NO INTERIOR
A resposta de Fernanda Lordêlo se estendeu à rede de atendimento policial, que é de competência do Estado. A titular da SPMJ chamou a atenção para a baixa cobertura de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Das 417 cidades baianas, apenas 15 contam com o serviço especializado.
Para a secretária municipal, o número reflete um abandono das vítimas fora da capital. "Estamos falando de mulheres que sofrem violência dentro de casa e que, muitas vezes, no momento mais crítico, não encontram sequer uma delegacia especializada em seu município", criticou Lordêlo, enfatizando a falta de amparo principalmente em situações de emergência durante a madrugada.
IMPASSE DA FINANCEIRO DA CASA ABRIGO
Sobre a principal queixa do Governo do Estado — a ausência de uma Casa Abrigo municipal, já que mais de 70% das vítimas que precisam desse acolhimento de urgência são de Salvador —, Lordêlo explicou que a implantação esbarra na insuficiência de recursos oferecidos como contrapartida pelo Estado.
Por ser uma política de alta complexidade, destinada a mulheres sob grave risco de morte, a Casa Abrigo exige funcionamento 24 horas, equipes altamente especializadas e, acima de tudo, proteção absoluta e sigilo de endereço.
"Não se trata simplesmente de disponibilizar um imóvel. O que o Estado oferece de contrapartida é um valor muito baixo diante de toda a estrutura necessária e do risco de que, quando esse espaço é identificado, o sigilo caia", justificou a titular da SPMJ.
Apesar do embate, Lordêlo garantiu que Salvador está aberta à ampliação da rede, mas cobrou que o Palácio de Ondina assuma suas responsabilidades financeiras na expansão dessas políticas. "Não é razoável cobrar do município aquilo que o próprio Estado não consegue garantir no restante da Bahia. Antes de responsabilizar a capital, é preciso olhar para as mulheres que estão desassistidas no interior. Salvador continuará fazendo a sua parte, mas o Governo do Estado precisa fazer a dele", concluiu.
Salvador terá ações específicas de proteção, acolhimento e incentivo às mulheres durante a Copa do Mundo Feminina de 2027. Conforme apurou o Bahia Notícias com a secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Camilla Batista, o planejamento inclui Sala Lilás na Arena Fonte Nova, certificação para a rede turística, capacitações, iniciativas de mobilidade e programas de autonomia econômica.
Segundo Camilla, parte da preparação começou ainda em 2023, quando a Bahia passou a trabalhar com a possibilidade de Salvador receber partidas da competição.
"A gente já tem preparado, desde 2023, quando soubemos da possibilidade de sermos sede da Copa aqui no estado, editais específicos para o empoderamento de meninas no futebol. Então, a gente tem um edital junto com a Sudesb, de R$ 2 milhões, no qual incentivamos e potencializamos os torneios femininos no interior, garantindo a possibilidade de elas crescerem, inclusive com olheiros, pensando já na perspectiva de futuro e profissão. Além disso, temos um edital específico para arbitragem, pensando na perspectiva de termos mulheres árbitras, inclusive com formação", revelou.
SALA LILÁS
A secretária também destacou que as campanhas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher realizadas em competições esportivas serão reforçadas durante a preparação para o Mundial.
Camilla citou uma ação realizada no Campeonato Baiano e afirmou que a secretaria trabalha em conjunto com a Arena Fonte Nova para implantar uma Sala Lilás no estádio, espaço destinado ao acolhimento de mulheres.
"As ações que a gente faz de prevenção e enfrentamento à violência, nós mantemos dentro dos campeonatos. Fizemos agora no Campeonato Baiano. Inclusive, faço um parêntese: colocamos um cronômetro dentro do processo, até na televisão, falando: ‘A cada seis minutos, uma mulher é vítima de violência’. Quando um homem sai do estádio de futebol, ou seja, nos dias de jogos, há uma ampliação de 25% da violência contra as mulheres."
"A gente também tem feito agora uma ação conjunta com a Fonte Nova, que será a implantação da Sala Lilás dentro da Fonte Nova para o acolhimento. A Fonte Nova já preparou, em um processo que fizemos em conjunto, a criação dos banheiros para a família, para garantir também segurança às meninas e aos meninos que querem ir assistir e que têm esse incentivo”, afirmou.
MOBILIDADE E TURISMO PARA MULHERES
Outro eixo apresentado pela titular da SPM envolve a experiência das mulheres que chegarão a Salvador para acompanhar a Copa. Segundo Camilla, o planejamento passa pela integração do transporte público aos pontos turísticos e à Arena Fonte Nova, além de medidas específicas de segurança e sensibilização.
A secretária também anunciou a criação do selo “Mulheres Seguras”, pensado para identificar serviços e estabelecimentos preparados para receber mulheres, especialmente aquelas que viajarem desacompanhadas para o Mundial.
“Na mobilidade urbana, temos a integração do metrô com todos os pontos turísticos da cidade de Salvador, incluindo também a Fonte Nova, além de garantir essa campanha de sensibilização e o metrô exclusivo para as mulheres. Além disso, a gente vai criar agora o selo 'Mulheres Seguras', para que as mulheres se sintam à vontade para vir sozinhas para a Copa. Esse selo vai ser uma certificação para o turismo e para a rede hoteleira, com formação para a rede hoteleira, e também pensando na perspectiva da autonomia econômica das mulheres que são artesãs e que fazem hospedagem comunitária”, detalhou.
CENTROS DE TREINAMENTO E VLT NO BARRADÃO
Dentro da preparação das estruturas para receber as seleções participantes, Camilla afirmou que Salvador terá dois centros de treinamento, em Pituaçu e no Barradão. De acordo com ela, o Estado trabalha na requalificação de Pituaçu, enquanto o planejamento envolvendo o estádio do Vitória também considera a mobilidade por meio do VLT.
A secretária acrescentou que Praia do Forte e Porto Seguro aparecem como possíveis locais para outros centros de treinamento.
“Nós vamos ter dois centros de treinamento aqui em Salvador, um em Pituaçu e o outro no Barradão. Então, o Estado também está no processo de requalificação de Pituaçu e vai entregar o estádio no mês de novembro, já todo requalificado, mas também há um trabalho no Barradão, pensando na perspectiva de mobilidade com o VLT, com a ampliação do VLT para o Barradão. Além disso, a gente vai ter também centros de treinamento, provavelmente, em Praia do Forte e Porto Seguro. A gente está fazendo um trabalho de desenvolvimento com as mulheres locais para a autonomia econômica e para a recepção do turismo, com letramento e formação também em outras línguas. Para a gente, é fundamental garantir que possamos deixar esse legado social para a vida das mulheres”, disse.
BAIANAS DE ACARAJÉ NA COPA
Entre as ações destacadas por Camilla Batista, a secretária classificou como uma das principais conquistas a presença das baianas de acarajé dentro do estádio durante a competição.
Segundo ela, a participação das profissionais também faz parte da estratégia de aproveitar a Copa do Mundo para apresentar elementos da cultura baiana ao público internacional.
“E o mais importante que a gente conseguiu com a Fifa foi garantir que as baianas de acarajé estivessem dentro do estádio vendendo, porque nós estamos falando do acarajé, que é um patrimônio imaterial cultural desde 2015. Para a gente, é fundamental também vender a nossa cultura”, declarou.
Além das ações relacionadas diretamente aos jogos, a SPM pretende ampliar a presença feminina nas atividades culturais previstas para acompanhar o Mundial, incluindo eventos de Fan Fest e a produção das apresentações artísticas.
“Serão várias iniciativas, além das ações de Fan Fest e das festas em que vamos incentivar uma participação maior das mulheres, também desde o processo de produção do evento, das próprias vocalistas, de quem vai cantar e de quem faz parte desse produto artístico. Ou seja, o nosso maior legado vai ser incentivar a participação das mulheres tanto dentro de campo como fora dele”, concluiu Camilla Batista.
COPA DO MUNDO FEMININA
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre os dias 24 de junho e 25 de julho, em oito cidades brasileiras. Esta será a primeira edição do torneio realizada na América do Sul e a segunda com o formato de 32 seleções e 64 partidas. Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo serão as cidades-sede. A abertura e a final acontecerão no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Por ser o país anfitrião, o Brasil já está classificado e será o cabeça de chave do Grupo A. A Seleção Brasileira fará a partida de abertura do Mundial no dia 24 de junho, no Maracanã. O segundo compromisso será em 29 de junho, na Arena Itaquera, em São Paulo, enquanto o encerramento da fase de grupos está marcado para 4 de julho, no Estádio Nacional, em Brasília. Caso avance na liderança da chave, a equipe brasileira disputará as oitavas de final em Fortaleza, no dia 10 de julho. Se terminar em segundo, jogará em Belo Horizonte, no dia 11.
Os adversários do Brasil e os demais confrontos da competição serão conhecidos no dia 11 de dezembro de 2026, quando a FIFA realizará o sorteio final da Copa do Mundo Feminina. O evento acontecerá no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) e definirá a composição dos oito grupos do Mundial.
Salvador receberá sete partidas na Arena Fonte Nova, sendo seis pela fase de grupos e uma pelas oitavas de final. Os jogos estão marcados para 25, 27 e 29 de junho; 2, 4 e 7 de julho; e 12 de julho, quando a capital baiana sediará o confronto das oitavas entre o primeiro colocado do Grupo G e o segundo do Grupo H. Apesar de ser uma das sedes, Salvador não receberá jogos da Seleção Brasileira na primeira fase.
Para a Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista, a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.
O principal ponto de alerta levantado pela secretária foi a ausência de uma Casa Abrigo gerida pelo município de Salvador. O equipamento, de caráter sigiloso, é vital para acolher mulheres e seus filhos que se encontram em risco iminente de morte. "Nós temos três [Casas Abrigo] no estado: uma em Feira de Santana, uma em Juazeiro e uma em Itabuna (...). Salvador não tem. E para a gente era fundamental ter um em Salvador. Isso passa pela política de gestão do município, estado e governo federal, e aqui foi uma opção de não ter pelo município", disparou Camilla Batista.
A ausência do equipamento municipal na capital agrava o cenário estadual, já que, segundo a titular da pasta, mais de 70% das vítimas que necessitam desse abrigamento de urgência são moradoras de Salvador.
INTERIORIZAÇÃO E REDE DE APOIO
Para ilustrar como a decisão política afeta a ponta, a secretária traçou um paralelo com o avanço da rede no interior. Hoje segundo a titular da pasta, 108 municípios baianos possuem organismos estruturados de políticas para mulheres. Em parceria com as prefeituras, o Estado já entregou mais de 20 salas de acolhimento de pequeno porte e instalou 24 núcleos da Ronda Maria da Penha.
No âmbito estadual, Batista destacou que o atual governo aportou R$ 121 milhões exclusivamente para as atividades-fim da Secretaria. O montante tem sido direcionado para evitar que a polícia seja a única resposta ao problema, apostando na quebra do ciclo de abusos através do auxílio-aluguel e de programas de empreendedorismo. "Quando eu falo de orçamento, é priorizar o que é esse orçamento para prevenir, para coibir os crimes contra as mulheres e para garantir a autonomia econômica (...). Uma mulher que sai do círculo de violência não permite que seus filhos e filhas passem por isso. É uma mudança geracional", finalizou.
Para conferir a entrevista completa:
A implantação do Vagão Lilás no sistema metroviário de Salvador foi uma resposta direta ao aumento de denúncias de assédio e coroa um trabalho de monitoramento que já durava mais de um ano. A afirmação é da Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista, que detalhou os bastidores do projeto em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (31).
Antes de o vagão exclusivo se tornar realidade, a Secretaria implantou duas salas de acolhimento para mulheres vítimas de violência nas estações Iguatemi e Pirajá. Em apenas um ano, esses espaços registraram mais de 140 atendimentos. Segundo a secretária, a urgência de uma ação dentro dos trens ficou evidente pela própria mobilização popular. "A gente começou a ter casos de importunação dentro do metrô, com a própria sociedade filmando, participando do processo e denunciando. Então, a gente viu a necessidade de ter um vagão específico para as mulheres", explicou Camilla Batista.
ENTRAVES JURÍDICOS
Apesar da sanção da lei municipal que garantia o espaço exclusivo, a medida enfrentou resistência inicial na Justiça por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Para não atrasar a proteção às passageiras, o Governo do Estado adotou uma manobra estratégica, lançando o projeto no mês do "Agosto Lilás" com um caráter flexível. "Nesse processo, a gente disse: vamos implantar pelo Governo do Estado como preferencial, como ação educativa. A gente tensionou esse processo e conseguimos que, na vara judicial, a ADIN fosse indeferida por incompetência da associação que entrou", revelou a titular da pasta, destacando que agora o vagão passa pelo processo de consolidação legal definitiva.
ALÍVIO E SEGURANÇA
Durante o período de adaptação, a Secretaria e outros institutos realizaram pesquisas de campo para medir a eficácia da ação. O retorno das usuárias, segundo a secretária, validou a importância da iniciativa no combate aos abusos cotidianos no transporte público. "Elas falando o quanto foi importante a ação. Primeiro, que garante segurança para elas. Muitas disseram: 'vai ser até um vagão mais cheiroso, a gente não tem mais a importunação de, às vezes, encostar'. Até muitas mulheres não sabiam se elas eram importunadas ou não, mas sentiam incômodo", concluiu a secretária, ressaltando que a política pública segue no sistema metroviário da capital baiana.
Para conferir a entrevista completa:
Representantes do Estado da Bahia apresentaram, na última quarta-feira (26), propostas voltadas à proteção das mulheres e à integração entre as cidades que receberão partidas do da Copa do Mundo Feminina de 2027, durante o segundo e último dia do Workshop das Cidades-Sedes, realizado no Rio de Janeiro.
Entre as medidas defendidas pela delegação baiana estão a ampliação de ações de segurança para mulheres no sistema de transporte público de Salvador e a criação de um Fórum das Cidades-Sedes, que funcionaria como espaço permanente de articulação entre os oito municípios brasileiros escolhidos para receber jogos da competição.
Uma das principais propostas foi apresentada pela secretária de Políticas para as Mulheres do Estado, Camilla Batista. Ela defendeu que a campanha que disponibiliza vagão de uso exclusivo para mulheres no metrô de Salvador durante os horários de pico passe a funcionar de maneira permanente.
Atualmente, a medida está prevista para funcionar das 6h às 9h e das 17h às 20h e havia sido planejada inicialmente apenas para o mês de agosto.
“Vamos manter a medida educativa como permanente. É fundamental que a gente inicie esse processo de conscientização para um transporte seguro. A gente já deixa isso como um legado para a Copa do Mundo Feminina 2027, sabendo que teremos uma circulação enorme de mulheres e uma grande participação delas ocupando esses espaços. Precisamos garantir um ambiente seguro e ampliar esse debate de conscientização social, inclusive com os homens”, afirmou Camilla.
Segundo a secretária, a permanência da iniciativa pode contribuir para ampliar o debate sobre a segurança das passageiras, prevenir casos de importunação sexual e fortalecer políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres diante do aumento da circulação de pessoas esperado para o Mundial.
Outra medida defendida pela Bahia é a expansão das Salas Elas à Frente, espaços voltados ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de violência.
Atualmente, Salvador conta com estruturas do projeto nas estações de metrô Pirajá e Rodoviária, na região do Iguatemi. A proposta é ampliar a iniciativa para outras estações, com a Campo da Pólvora citada entre os locais que podem receber o serviço.
As salas contam com atendimento especializado e integração à rede de proteção às mulheres. O serviço é realizado por equipes técnicas da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Na Estação Rodoviária, o atendimento ocorre às segundas e quartas-feiras, das 9h às 17h. Em Pirajá, o funcionamento acontece às terças e quintas-feiras, também das 9h às 17h.
A Bahia também apresentou durante o workshop a proposta de criação de um Fórum das Cidades-Sedes da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027.
A ideia é estabelecer um canal permanente de diálogo entre as oito sedes brasileiras do torneio, permitindo o compartilhamento de experiências, soluções operacionais e estratégias relacionadas à organização da competição.
O modelo busca aproveitar experiências de cooperação entre cidades brasileiras em grandes eventos esportivos e permitir maior alinhamento em áreas como mobilidade, segurança, atendimento ao público e operação das partidas.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada entre 24 de junho e 25 de julho, com partidas em Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os percentuais de candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas por partido político para as Eleições Gerais de 2026. Os dados, disponíveis na página do TSE, servem de referência para a destinação de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral.
Clique aqui e confira os percentuais por partido
De acordo com as informações publicadas, ao todo foram consideradas 20.560 candidaturas, sendo 7.165 mulheres, o equivalente a 34,85%, e 13.395 são de homens, o equivalente a 65,15%. No recorte racial, a base reúne 10.206 candidaturas de pessoas negras, que correspondem a 49,64% do total, e 191 candidaturas de pessoas indígenas, equivalentes a 0,93%. Na classificação adotada pela Justiça Eleitoral, são consideradas negras as pessoas pretas e pardas.
O cálculo considera as candidaturas que constaram de pedidos coletivos (Requerimento de Registro de Candidatura) e individuais (Requerimento de Registro de Candidatura Individual), em todo o território nacional.
Os percentuais são apurados pelo TSE ao término do período definido no calendário eleitoral e divulgados para orientar a aplicação dos recursos destinados às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. Para esse cálculo, são consideradas as candidaturas com pedidos aceitos até as 23h59 de 18 de agosto de 2026, data-limite prevista no Calendário Eleitoral, e desconsideradas as candidaturas substitutas. Trata-se de um recorte específico para a destinação dos recursos do Fundo Partidário e do FEFC.
Por isso, os quantitativos podem ser diferentes dos apresentados nas estatísticas do TSE sobre candidaturas, que continuam sendo atualizados com registros aceitos e alterações posteriores. As quantidades e os percentuais considerados para essa finalidade permanecem fixos e também podem ser consultados no portal Estatísticas Eleitorais, na área de Prestação de contas.
O Governo Federal sancionou a Lei nº 15.479, aprovada pelo Congresso Nacional, que institui o chamado "Pix Pensão". A nova legislação altera o Código de Processo Civil (CPC) para permitir que o pagamento de pensões alimentícias fixadas em decisão judicial seja realizado de forma automática diretamente entre contas bancárias. A medida entrará em vigor em julho de 2027, um ano após a sua publicação.
Antes da nova lei, o repasse da pensão dependia exclusivamente de uma ação voluntária do devedor, que precisava fazer transferências manuais, pagar boletos ou ter o valor descontado em folha de pagamento. Com a alteração, o valor mensal determinado pelo juiz passará a ser debitado de forma automática da conta do devedor e creditado na conta do beneficiário ou de seu responsável legal.
A operacionalização será feita eletronicamente pelo sistema bancário sob a regulação do Banco Central do Brasil. Para o recebimento, não é preciso abrir uma conta específica, bastando que a conta indicada no processo seja de uma instituição regulada pelo Banco Central. Diferentemente de um agendamento de Pix comum, o titular da conta não poderá cancelar ou alterar o repasse, sendo possível modificá-lo apenas por meio de uma nova decisão judicial.
Antes da nova lei, o repasse da pensão dependia exclusivamente de uma ação voluntária do devedor, que precisava fazer transferências manuais, pagar boletos ou ter o valor descontado em folha de pagamento. Com a alteração, o valor mensal determinado pelo juiz passará a ser debitado de forma automática da conta do devedor e creditado na conta do beneficiário ou de seu responsável legal.
A operacionalização será feita eletronicamente pelo sistema bancário sob a regulação do Banco Central do Brasil. Para o recebimento, não é preciso abrir uma conta específica, bastando que a conta indicada no processo seja de uma instituição regulada pelo Banco Central. Diferentemente de um agendamento de Pix comum, o titular da conta não poderá cancelar ou alterar o repasse, sendo possível modificá-lo apenas por meio de uma nova decisão judicial.
QUEM TEM DIREITO E COMO SOLICITAR
O mecanismo automático pode ser requerido a qualquer momento do cumprimento da sentença por beneficiárias de pensão alimentícia, mães ou responsáveis legais com a guarda de menores, e pessoas que já possuem um título executivo judicial da obrigação alimentar.
O acesso ao "Pix Pensão" ocorre dentro do próprio processo judicial. A parte interessada deve solicitar ao juiz a aplicação da cobrança via transferência automática por meio de um advogado, da Defensoria Pública ou do Ministério Público. É obrigatório informar nos autos os dados bancários de quem paga e de quem recebe (agência, conta e chave Pix) para que o magistrado expeça a ordem eletrônica de agendamento do débito.
Para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, o auxílio jurídico gratuito pode ser buscado nas Defensorias Públicas dos estados e do Distrito Federal ou nos Núcleos de Prática Jurídica de faculdades de Direito.
E SE A CONTA NÃO POSSUIR SALDO
A lei estabelece mecanismos para garantir o cumprimento da obrigação caso não haja dinheiro na conta na data de vencimento. O sistema bancário bloqueará (tornará indisponíveis) ativos financeiros do devedor em outras contas bancárias ou aplicações, sempre no limite do valor exato da parcela devida.
Quando houver saldo disponível, a quantia será imediatamente retida e transferida. O devedor que não realizar o pagamento também continuará sujeito a penalidades como prisão civil, protesto em cartório e inclusão nos cadastros de inadimplentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, a Lei nº 15.474/2026, que autoriza em todo o território nacional a comercialização, aquisição e posse de aerossol de extratos vegetais, como o spray de pimenta, para fins de defesa pessoal da mulher. A norma foi publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União e já está em vigor.
De acordo com a lei, mulheres com 18 anos ou mais poderão adquirir e possuir o dispositivo, desde que observadas as exigências previstas na legislação e as autorizações dos órgãos competentes. Os recipientes devem ter capacidade inferior a 50 ml. O texto original previa que adolescentes entre 16 e 18 anos também pudessem adquirir e possuir o produto, mediante autorização dos responsáveis legais, mas esse trecho foi vetado por Lula. Segundo a mensagem de veto, a medida busca preservar o princípio da proteção integral previsto na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O produto deve ser de uso individual e intransferível, e não pode conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.
Segundo o texto sancionado, o uso do aerossol será considerado lícito quando empregado para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada, cessando imediatamente após a neutralização da ameaça.
A compra do produto vai depender da comprovação de idade mínima de 18 anos, apresentação de documento oficial de identificação com foto, comprovante de residência fixa e inexistência de condenação criminal por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça, essa última comprovada por autodeclaração. As especificações técnicas, os limites de capacidade e os padrões de segurança do produto ainda serão definidos em regulamento, observadas as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O Poder Executivo federal será responsável por autorizar e fiscalizar a comercialização do aerossol, e o comerciante autorizado deverá manter registro das vendas por cinco anos, emitir nota fiscal e registrar os dados do comprador.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é a mulher que tem mais poder atualmente no Brasil, mais até do que a atual primeira-dama, Janja. Foi o que revelou a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8).
Para chegar a essa conclusão, o Instituto Meio/ideia perguntou aos seus entrevistados em todo o país quem seria a mulher mais poderosa do Brasil. As respostas foram dadas de forma espontânea pelos brasileiros, sem a apresentação de qualquer lista com nomes de mulheres influentes e/ou poderosas.
O resultado do questionamento mostrou que Michelle Bolsonaro foi apontada como a mais poderosa por 15,4% dos entrevistados. Já a primeira-dama Janja, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu 9% das menções.
Na terceira posição aparece a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), com 4,5% de indicações. Cármen é, no momento, a única mulher a compor o quadro de ministros do STF.
Confira abaixo a lista das mulheres indicadas pelos brasileiros como as mais poderosas do país:
Michelle Bolsonaro - 15,4%
Janja - 9%
Cármen Lúcia - 4,5%
Dilma Rousseff - 2,5%
Simone Tebet - 2%
Erika Hilton - 1,7%
Anitta - 1,5%
Marina Silva - 1,5%
Virginia Fonseca - 1,5%
Tarciana Medeiros - 1,2%
Outras - 10,4%
Nenhuma - 5,5%
Não sabe - 43,5%
Foram ouvidas 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 3 a 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05628/2026.
Sem citar nomes, a primeira-dama Janja rebateu, nesta terça-feira (30), declaração dada pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo de que as mulheres “estatisticamente votam mal”.
Janja repudiou a fala de Figueiredo durante discurso que fez na 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúne em Brasília representantes do poder público e da sociedade civil para debater diretrizes da Agenda 2030.
“E aqui eu faço uma pausa para lamentar que alguém vá à imprensa dizer que nós, mulheres, não sabemos votar. Aqui eu deixo meu repúdio a essa pessoa porque nós, sim, nós somos maioria da população e sabemos muito bem conduzir uma nação ao seu pleno desenvolvimento, andando lado a lado com os companheiros homens para que esse Brasil finalmente chegue ao seu lugar”, declarou a primeira-dama.
A declaração repudiada por Janja foi feita por Paulo Figueiredo em um vídeo divulgado na última segunda (29), em que o influenciador fez diversas críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Figueiredo, que é investigado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não apresentou dados, pesquisas ou estudos que pudessem embasar sua afirmação sobre o comportamento eleitoral das mulheres.
“Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras não, isso que eu tô dizendo, pode arrancar os pentelhos das calcinhas, pode fazer o que você quiser”, disse Figueiredo.
O influenciador, que mora nos Estados Unidos e atua em conjunto com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também foi rebatido pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que disse que ele “defeca pela boca”. A senadora também pediu que Figueiredo seja proibido de se comunicar publicamente por meio das redes sociais e de outros canais de comunicação.
“Esse traidor da pátria, foragido da justiça brasileira, covarde, parvo, néscio, limítrofe, lerdo, acéfalo, não amado, medroso, inseguro, complexado por não conseguir ser ninguém além de um neto de ditador, resolve, lá dos EUA, defecar pela boca. Independente de quem seja a mulher atacada, se mexeu com uma, mexeu com TODAS”, afirmou Soraya.
Em resposta a Soraya e outras críticas que recebeu, Paulo Figueiredo disse na rede X que reiterava suas afirmações e completou: “mulher não apenas vota mal, mulher vota mal pra caralho!”.
As mulheres brasileiras são responsáveis pela produção agropecuária em duas de cada 10 propriedades rurais (19%). Em termos espaciais, isso equivale a 30 milhões de hectares, ou 8,5% da área explorada na zona rural. Elas estão presentes principalmente em unidades de até 20 hectares e dedicadas à agricultura familiar.
Os dados foram compilados pelo estudo Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro, publicado pela Fundação IDH e elaborado a partir de revisão bibliográfica sobre a representatividade feminina no comando de atividades rurais no Brasil no Século 21.
Como acontece em outras atividades econômicas no país, o trabalho feminino nas fazendas é menos valorizado do que o dos homens.
“Somente 17,4% das mulheres do setor recebem mais de três salários mínimos — ante 29,8% dos homens”, compara a divulgação do estudo.
O levantamento se dedica a analisar o papel feminino em seis cadeias produtivas do agronegócio: pecuária, cacau, citros, soja, café e cana-de-açúcar.
RESULTADO POR CADEIA PRODUTIVA
A pecuária é o subsetor de atividade no campo com maior participação feminina: em 33% das propriedades com produção pecuária, há mulheres liderando a produção.
No caso do cacau, as mulheres gerem 22% das propriedades, especialmente aquelas pertencentes às suas famílias e localizadas na Bahia e no Pará.
Nas culturas de laranja, limão, tangerina, lima ácida e toranja, as mulheres lideram 18% da produção.
Na cultura da soja, a que tem maior peso na economia brasileira, o estudo concluiu que “o acesso à gestão ainda enfrenta barreiras culturais severas, incluindo pressão doméstica para o abandono de cargos de liderança”. Elas representam 17% da força de trabalho na produção primária.
Em uma das culturas mais tradicionais do país, a do café, a gestão feminina só é verificada em 13,2% dos estabelecimentos. Nas propriedades que elas administram, a participação feminina na mão-de-obra chega a 43% ? bem acima do que acontece sob o comando masculino (24%).
Na cana-de-açúcar, a participação feminina é ainda menor: apenas 8,8% delas compõem a força de trabalho e 5,4% estão em cargos de liderança.
De acordo com a Fundação IDH, as mulheres dedicadas à atividades rurais são consideradas "campeãs de inovação", pois dão prioridade á responsabilidade social e técnicas avançadas de conservação do solo.
O IDH que dá nome à fundação é a sigla em holandês para Iniciativa de Comércio Sustentável. A fundação tem sede em Utrecht, nos Países Baixos. No Brasil, a Fundação IDH atua em cadeias produtivas rurais nos estados de Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Salvador será palco, nos dias 29 e 30 de junho, da primeira edição do Welcome Women Forum (WWF), considerado o primeiro fórum mundial de mulheres líderes organizado pela sociedade civil brasileira. O evento acontecerá no Palacete Tirachapéu e no Fala Artes e Design, ambos localizados na Rua Chile, no Centro Histórico da capital baiana.
Com mais de 80 nomes já confirmados, a programação reunirá lideranças nacionais e internacionais para debater temas ligados à liderança feminina, sustentabilidade, inovação, empreendedorismo, ciência, política, comunicação e desenvolvimento social.
Entre os participantes estão o jornalista e escritor Klester Cavalcanti, que abordará o tema do feminicídio; Maria Marighella; Nelma Fernandes; a advogada internacional Soledad Torres; o analista de clima da CNN Pedro Côrtes; além de especialistas como Antonio Roma, Raquel Macedo, Simone Dourado, Dina Rachid, Gloria Tellez, Simone Bernardino, Ana Pires, Zazá Souza, Rodrigo Santos e Ana Alves.
Os debates abordarão temas como cidades mais inclusivas para mulheres, inteligência artificial, empreendedorismo, longevidade, vendas, comunicação, liderança sistêmica, design de futuro e inovação.
A iniciativa conta com incentivo da Lei Rouanet e apoio institucional de entidades como o Ministério das Relações Exteriores, Movimento Elas Lideram 2030, universidades públicas e privadas, além de organizações empresariais e culturais. O evento também reúne o apoio de empresas e instituições ligadas aos setores de indústria, energia, turismo, inovação e comunicação.
Com entrada gratuita, mediante inscrição prévia e sujeita à capacidade dos espaços, o Welcome Women Forum pretende consolidar Salvador como um centro de discussão sobre liderança feminina e transformação social.
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A Prefeitura de Barreiras certificou mais 70 mulheres nos cursos de Nail Designer e Unha Tradicional por meio do Projeto Qualifica CRAS Barreiras e do Programa Acessuas Trabalho. A cerimônia aconteceu nesta quinta-feira (7), na Escola Municipal Adolfo Nepomuceno Alves, no Barrocão de Baixo.
Com a nova turma, o projeto já alcançou 195 mulheres capacitadas no município. Entre as formandas desta etapa, 24 são atendidas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). O evento reuniu autoridades municipais, familiares e moradores da comunidade. Durante a solenidade, as participantes receberam certificados de conclusão e participaram de apresentações.
A secretária municipal de Assistência Social e Trabalho, Ivanete Bastos, destacou que a iniciativa busca ampliar oportunidades de renda e fortalecer a autonomia feminina. “Hoje estamos entregando certificado a 70 mulheres que agora estão qualificadas para empreender e para o mercado de trabalho”, afirmou.
O Qualifica CRAS integra ações voltadas à inclusão social, geração de renda e fortalecimento da autoestima das mulheres atendidas pelos programas sociais da cidade. Segundo o vice-prefeito Túlio Viana, a qualificação profissional permite que essas mulheres avancem em direção à autonomia financeira e tenham mais dignidade e oportunidades.
As mudanças anunciadas nesta terça-feira (31) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu ministério, com ministros que saem para disputar eleições e outros que permanecem até o final de 2026, deixou a Esplanada com o menor número de mulheres comandando pastas desde o início do terceiro mandato do líder petista.
Em 1º de janeiro de 2023, quando tomou posse, o presidente Lula deu posse a um ministério com 37 pastas, e naquela ocasião, 11 mulheres estavam presentes na fotografia da posse do novo governo. Eram elas:
Nísia Trindade – Ministério da Saúde;
Esther Dweck – Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
Luciana Santos (PCdoB) – Ministério da Ciência e Tecnologia;
Cida Gonçalves (PT) – Ministério das Mulheres;
Margareth Menezes – Ministério da Cultura;
Anielle Franco – Ministério da Igualdade Racial;
Ana Moser – Ministério do Esporte;
Marina Silva (Rede) – Ministério do Meio Ambiente;
Simone Tebet (MDB) – Ministério do Planejamento;
Daniela Souza Carneiro [Daniela do Waguinho] (União Brasil) – Ministério do Turismo; e
Sonia Guajajara (PSOL) – Ministério dos Povos Indígenas
A atual configuração da Esplanada dos Ministérios chegou às atuais 38 pastas com a criação, em janeiro de 2024, do Ministério do Empreendedorismo. Márcio França, que era o ministro de Portos e Aeroportos, assumiu o novo ministério.
Durante os últimos três anos e três meses, diversas ministras foram deixando o governo e sendo substituídas por homens, assim como alguns homens acabaram sendo substituídos por mulheres. Da primeira formação do governo, deixaram a Esplanada as ministras Nísia Trindade, Cida Gonçalves, Ana Moser e Daniela do Waguinho.
Já as que entraram durante o mandato foram Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Márcia Lopes (Mulheres) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos). Com as entradas e saídas, a configuração do governo Lula até esta terça contava com dez ministras mulheres entre os 38 comandantes de ministérios.
Por conta do prazo de desincompatibilização imposto pela Justiça Eleitoral, que obriga ministros a saírem de seus cargos seis meses antes das eleições, cerca de 18 titulares de pastas da Esplanada pedirão exoneração. Entre a bancada feminina, seis devem deixar o governo: Macaé Evaristo, Anielle Franco, Marina Silva, Simone Tebet, Sônia Guajajara e Gleisi Hoffmann.
Das dez que atualmente são ministras, quatro permanecerão na Esplanada: Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Margareth Menezes (Cultura), Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Márcia Lopes (Mulheres).
A esse grupo se somarão quatro atuais secretárias-executivas que serão empossadas como ministras. São elas: Miriam Belchior (Casa Civil), Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário), Janine Mello dos Santos (Direitos Humanos) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial).
Pelas mudanças desta semana, o governo Lula passará a contar com oito ministras entre os 38 titulares de pastas, o menor número de mulheres desde o início do terceiro mandato. Esse total ainda pode mudar, caso haja a indicação de alguma mulher para substituir Gleisi Hoffmann nas Relações Institucionais.
O Tribunal da Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) oferece orientação jurídica e profissional para mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa, que compõe a Semana da Mulher, acontece até esta sexta-feira (13), das 9h às 13h, no prédio-sede do órgão, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), ao lado do Ministério Público.
A ação amplia o acesso a informações, oportunidades e serviços que contribuem para a autonomia e para a proteção feminina. No local, profissionais oferecem orientações jurídicas e atendimentos na área de saúde e serviços de bem-estar, além de balcões institucionais informativos do TJ-BA, do Senac, do SineBahia, do Instituto Periferia do Futuro e do Instituto Tidelli.
No local, também acontece a exposição “Entre Nós – Semana da Mulher: unidas contra a violência, fortalecidas pela esperança”, junto à realização da 32ª Semana da Justiça pela Paz em Casa. A semana ainda contou com o lançamento do aplicativo TJBA Zela e com a promoção de debates sobre juventude, violência de gênero e ciclos de repetição.
O objetivo é alcançar mulheres em situação de vulnerabilidade. Para o desembargador José Rotondano, presidente do TJ-BA, a programação busca aproximar o Judiciário da população.
“O tribunal reafirma seu compromisso permanente com o enfrentamento à violência contra a mulher e com a promoção da equidade. A atuação integrada entre setores demonstra que a Justiça deve estar próxima da sociedade, acessível e comprometida com a proteção e o fortalecimento das mulheres baianas”, afirmou.
A Casa Brasileira reuniu, neste domingo (8), arquitetas para um encontro sobre a participação das mulheres na arquitetura e na construção civil. A conversa integrou um episódio do podcast “Elas Assinam” e contou com mediação de Vivianne Peixoto.
Participaram do debate Adriana Sales, da AMA Arquitetura e Interiores; Bia Nery, da Biantto Arquitetura e Engenharia; e Giovanna Demarchi, do escritório Maré Arquitetos. Durante o encontro, as convidadas discutiram a presença feminina no setor e os desafios relacionados à participação em projetos de maior escala.
Segundo dados do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, mais de 60% dos arquitetos registrados no país são mulheres. O número foi citado no encontro como referência para discutir a presença feminina na profissão.
O podcast “Elas Assinam” é uma iniciativa da Casa Brasileira e propõe conversas sobre arquitetura, mercado profissional e atuação de mulheres na área. Durante o episódio, as participantes abordaram experiências profissionais e perspectivas sobre o setor.
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Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher surgiu em homenagem a manifestações organizadas por operárias no início do século XX. Mais de cem anos depois, o caráter político da data continua atual: a participação feminina nos espaços de decisão ainda é muito menor do que o desejado.
Mesmo com avanços, a busca pela representatividade de mulheres na política continua sendo um desafio. Segundo dados da União Interparlamentar e da ONU Mulheres, divulgados em 2025, o Brasil ocupa apenas a 133ª posição no ranking mundial de participação feminina no Parlamento.
No Congresso, as mulheres representam 18,7% da Câmara dos Deputados e 19,8% do Senado. A média global é de 27,2%. Pesquisadores definem essa diferença histórica como sub-representação feminina, caracterizada pelo número baixo de mulheres em cargos eletivos, causada por diversos fatores.
A SUB REPRESENTAÇÃO E SEUS IMPACTOS
Para Vanessa Vitório, mestra em estudos feministas pela UFBA, o problema vai além dos números, e evidencia uma série de desigualdades históricas.
“Esse histórico passa pela divisão sexual do trabalho, existia ‘trabalho de mulher’ e ‘trabalho de homem’. O labor feminino era associado ao cuidado doméstico, e os grupos de poder não estão dentro de casa, o que dificulta na construção de um capital político”, afirmou a pesquisadora, que estuda representação política.
E o impacto dessa ausência é claro: a falta do ponto de vista feminino na construção da sociedade brasileira. Esse cenário é definido pela especialista como um déficit democrático, e que contribui para a criação de barreiras institucionais que afastam as mulheres da política e de outras esferas de poder.
“Ao não ocupar essas instâncias, vão sendo criadas burocracias para mulheres. As leis e a estrutura da engenharia eleitoral não são pensadas para elas, já que elas não estão lá para construir”, conclui Vanessa.
A ausência de mulheres é sentida por parlamentares que conseguem acessar o espaço apesar dessas barreiras. Para Cris Correia (PSDB), os desafios em sua trajetória foram amplificados pela condição de gênero e raça.
“Temos que estar o tempo inteiro provando que somos competentes e temos condições de estar ali. Esse peso sobre a mulher pra mim é um dos maiores desafios, o tempo inteiro tendo que provar para que a gente possa fazer parte dos projetos e debates importantes”, desabafa a vereadora.
Durante o primeiro episódio do podcast Democracia Incompleta, a vereadora conta sobre os principais desafios enfretados durante a atuação na Câmara de Salvador.
VIOLÊNCIA DA RUA PARA O PLENÁRIO
Além dessa dificuldade, muitas parlamentares e prefeitas enfrentam um outro obstáculo: a violência política de gênero. A Lei 14192/21 a define como toda ação, conduta ou omissão cuja finalidade seja impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos das mulheres.
Segundo a 3ª edição da pesquisa “Violência política e eleitoral no Brasil”, quase metade dos casos registrados no país envolvem mulheres, mesmo representando a minoria nas casas legislativas.
Para o instituto “E se Fosse Você?”, essa prática é um reflexo do machismo presente nesses espaços e surge como uma resposta colateral ao aumento da presença dessas mulheres em um ambiente majoritariamente masculino.
Na Bahia, a deputada Olívia Santana (PCdoB) move um processo contra Diego Castro (PL) por violência política de gênero após discussão ocorrida no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia em agosto de 2025.
No segundo episódio do podcast Democracia Incompleta, a deputada estadual relata sua experiência e detalha a denúncia.
Apesar do cenário exposto, a ampliação da participação feminina na política também tem avançado nos últimos anos. Resultado da atuação feminina, está em vigor a lei que garante a reserva de 30% das candidaturas para mulheres.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), acredita que a chegada das mulheres deve impulsionar uma nova geração mais representativa.
“Acho que a chegada de pessoas como eu, na presidência, faz com que as que estão na luta vejam que é capaz. A cada ano estamos avançando, mas não é o suficiente. Os partidos observarem também os resultados das mulheres nos cargos já é o começo”, afirmou.
A entrevista completa da presidente está disponível no terceiro episódio do podcast Democracia Incompleta.
O FUTURO É AGORA
E para construir uma democracia cada vez mais plural, organizações do terceiro setor apontam que o envolvimento de toda a população é importante e necessário, especialmente em um ano eleitoral. Juliana Barros, do instituto Elas no Poder, alerta para a necessidade de mobilização.
“Acho que a gente tem que exercer nosso direito de voto, olhar para candidaturas de mulheres e, se possível, ajudar voluntariamente essas campanhas, já que o investimento também é uma grande barreira”, afirmou a ativista.
Outro ponto destacado por ela é o acompanhamento da agenda do legislativo ao longo dos mandatos. Segundo Juliana, a pressão para uma legislação mais preocupada com questões de gênero pode acelerar as mudanças em nosso país.
“Como sociedade a gente tem que pressionar para que um novo código eleitoral, por exemplo, seja votado, para que tenhamos cota de cadeiras e cobrar a punição pros partidos que não cumprem com as cotas existentes”, acrescentou.
A independência financeira é o principal objetivo de 37,3% das mulheres brasileiras, segundo a pesquisa "Mulheres e Mercado de Trabalho", divulgada neste sábado (7). O levantamento, realizado pela Consultoria Maya com 180 entrevistadas de diversos perfis etários, indica que o rendimento próprio é visto como condição essencial para o poder de decisão e liberdade de escolha.
Atrás da autonomia financeira, as prioridades citadas foram saúde física e mental (31%) e realização profissional. O desejo de manter uma relação amorosa foi citado por menos de 10% das participantes. As informações foram reveladas pela Agência Brasil.
O estudo aponta a persistência de obstáculos para a ascensão feminina no ambiente corporativo. Segundo os dados, 2,3% das entrevistadas relataram ter sido preteridas em promoções devido à maternidade. Relatos colhidos pela consultoria indicam uma percepção de preferência das empresas por homens ou mulheres sem filhos em cargos de liderança.
A violência psicológica também foi registrada: mais de 70% das mulheres afirmaram ter sofrido com comentários sexistas, interrupções frequentes em reuniões ou questionamentos sobre sua capacidade técnica. Em um dos relatos, uma profissional afirmou que seu coordenador sugeriu que ela consultasse o marido antes de aceitar uma promoção.
A desigualdade é evidenciada na distribuição dos postos de trabalho. A maioria das mulheres consultadas atua em níveis operacionais ou de gerência média. Apenas 5,6% das entrevistadas ocupam cargos de diretoria ou postos executivos de alto escalão (C-level).
Para a diretora da Consultoria Maya, Paola Carvalho, os resultados refletem uma estrutura que dificulta a chegada de mulheres a posições estratégicas. A especialista defende que a mudança desse cenário depende de ações institucionais e individuais para garantir condições de equidade no mercado de trabalho.
O final de semana que marca o Dia Internacional da Mulher, celebrado no 8 de março, será marcado por ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher e pelo feminicídio zero. A Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) realizará campanhas de sensibilização durante a partida final do Baianão, neste sábado (7), e também na corrida de domingo (8), nas regiões de Ondina e Barra.
No sábado, as equipes da SPM estarão na Fonte Nova com a campanha Laço Branco. Antes da partida entre o Bahia e o Vitória, às 17h, serão distribuídas pulseiras convocando os homens a assumirem o compromisso público de não praticar, não silenciar e não aceitar a violência contra a mulher.
A iniciativa marca a culminância da campanha pelo fim da violência de gênero, que foi realizada em todos os jogos do Campeonato Baiano e é fruto de uma carta-compromisso assinada pelo Governo da Bahia, por meio da SPM e do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb/TVE), com os 10 clubes participantes do Baianão, a Federação Baiana de Futebol (FBF), a Defensoria Pública-Geral do Estado e a Polícia Civil da Bahia.
Já no domingo (8), será realizada a 2ª Corrida Mulheres pela Vida, que une esporte e mobilização social pelo fim da violência contra a mulher. A SPM participará com a distribuição de material educativo e orientação sobre os tipos de violência, canais de denúncia, como o Ligue 180, e serviços da rede de proteção às mulheres. A concentração será às 6h30, com saída às 7h, de Ondina ao Farol da Barra. A embaixadora desta edição é a atleta baiana Núbia de Oliveira, destaque nacional na São Silvestre. Os percursos serão de 3 km e 5 km.
Mulheres evangélicas realizam neste sábado (7) a I Caminhada de Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio, em Salvador. O ato está marcado para as 10h, com concentração na Praça do Campo Grande e percurso até a Praça da Piedade, no Centro da capital baiana. A mobilização é organizada pelo grupo Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio e busca ampliar o debate sobre a violência doméstica dentro das igrejas, além de incentivar o acolhimento e a orientação de vítimas.
A iniciativa foi articulada pela pastora e ativista Gicélia Cruz, que reuniu lideranças religiosas e mulheres de diferentes denominações evangélicas para marcar a presença do segmento na luta contra o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher.
Segundo as organizadoras, a caminhada também pretende chamar atenção para dados de pesquisas recentes que apontam altos índices de violência doméstica entre mulheres que se identificam como evangélicas ou católicas, reforçando a necessidade de discutir o tema também no ambiente religioso.
De acordo com a pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha, 42,7% das mulheres que se identificaram como evangélicas sofreram algum tipo de agressão por parte de companheiro ou ex-companheiro, assim como 35,1% das que se identificaram como católicas.
Além da caminhada, o grupo pretende realizar outras atividades ao longo do ano, como palestras e oficinas em escolas e igrejas, encontros com famílias evangélicas e rodas de conversa em comunidades. A proposta é estimular o reconhecimento de situações de violência, fortalecer redes de apoio e promover mudanças de comportamento dentro e fora das igrejas.
Um homem de 30 anos teve a prisão preventiva decretada na última sexta-feira (27) em Feira de Santana. A ordem judicial baseia-se na prática recorrente de descumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
A prisão faz parte da Operação Mulheres, realizada pela Polícia Civil, por meio do Setor de Investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Feira de Santana.
Além disso, o suspeito possui registros por lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica, perseguição (stalking), ameaça, dois registros de descumprimento de medida protetiva e uma tentativa de homicídio motivada por ciúmes, que teve como vítima um amigo da ex-companheira, atingido no peito por golpe de arma branca.
Ele foi conduzido à unidade policial, submetido aos exames legais e segue custodiado à disposição da Justiça.
A ex-vice-prefeita de Salvador, Bete Wagner, esteve presente na Mudança do Garcia na manhã desta segunda-feira (16). Durante o desfile, ela elogiou o movimento e falou sobre a participação feminina na política.
Para ela, a essência da crítica ao sistema capitalista se manteve ao longo dos anos. “Essa mudança é incrível, ela mantém aquele âmago que é a crítica contundente ao sistema”, afirmou.
Bete compôs uma chapa 100% feminina nos anos 90, conhecida como "Três Marias”. Juntamente com Lídice da Mata e Salete, o trio concorreu nas eleições ao Governo e Senado. Bete reforça a necessidade de ampliação na participação feminina no cenário político brasileiro.
“Mudou muito, fomos pioneiras, reabrimos um largo caminho, mas ainda é pouco. As mulheres são minorias na representação política, estão sendo assediadas e brutalizadas como nunca”
Pelo terceiro ano consecutivo, o bloco Xô Assédio! Levará para o Circuito Riachão, no tradicional desfile popular da Mudança do Garcia, na segunda-feira de carnaval (16), o tema do combate à violência contra a mulher. “Xô Feminicídio!”, “Não é Não!”, “Basta de assédio!” e outras mensagens serão levadas em placas e estandartes.
Segundo a Defensoria Pública, o cenário é alarmante: o número de atendimentos realizados pela instituição às vítimas de violência aumentou 50% em 2025 comparado ao ano passado.
Organizado por várias entidades que lutam em defesa dos direitos das mulheres, com o apoio da vereadora feminista Aladilce Souza (PCdoB), o bloco contará com a presença de mais de 300 foliões, incluindo homens parceiros.
O desfile será animado pelo microtrio de Ivan Huol e pela cantora Juliana Ribeiro, saindo pela manhã do final de linha do Garcia em direção ao Campo Grande, onde ficam as arquibancadas públicas e os camarotes oficiais.
O bloco “Xô Assédio”, patrocinado pela Bahiagás, é formado por diversas entidades, como a União Brasileira de Mulheres (UBM), Ampara Mulher, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), APLB-Sindicato, Sindsaúde-BA, Comissão de Mulheres do Sinjorba, Flor de Cacto, Divas de Batom, Movimente Raizes, Poder Grisalho, Iecis, Melhor Idade em Ação, Balbina´s, Fitness, Associação 8 de Março de Mulheres de Cajazeiras (ASSOMU), Roda de Samba Mulheres de Itapuã, Assufba e Abadef.
Três mulheres foram detidas após tentar entrar com drogas no Conjunto Penal de Itabuna. O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (21), no Conjunto Penal de Itabuna, no sul da Bahia. Duas delas esconderam os produtos em “marmitas”, enquanto a terceira introduziu o material nas partes íntimas.
Os dois primeiros flagrantes aconteceram por meio da esteira de raio X, equipamento similar aos usados em aeroportos e que são utilizados para a inspeção de objetos pessoais nas unidades prisionais do estado. As imagens mostraram irregularidades nas vasilhas de alimentação. Após inspeção manual, foram encontradas 06 “petecas”, com aproximadamente 73 g de substância análoga à maconha, em um dos recipientes, e 04 "petecas", com aproximadamente 32 g de substância análoga à maconha, no outro.
O terceiro flagrante aconteceu por meio do BodyScan, o scanner corporal. As imagens detectaram uma “peteca” em seu corpo. Em seguida, após confessar, foram encontradas 5 g de substância análoga à cocaína.
As três visitantes interceptadas pela equipe de segurança da unidade, bem como os materiais ilícitos apreendidos, foram conduzidos pelos policiais penais plantonistas para a delegacia da cidade, a fim de iniciar as diligências cabíveis.
Duas mulheres foram detidas ao tentar entrar com drogas escondidas nas partes íntimas dentro da Cadeia Pública de Salvador nesta segunda-feira (12). O material ilícito foi flagrado através do BodyScan. As visitantes são uma companheira de um detento e a irmã de outro.
Na ocasião, as mulheres foram flagradas ao passar pelo procedimento de revista com o uso do escâner corporal, o BodyScan. Durante a revista, foram notadas nas imagens anomalias que indicavam a presença de material introduzido em seus corpos. Elas confessaram no momento que haviam escondido o ilícito nas partes íntimas.
As mulheres foram encaminhadas para a Central de Flagrantes para adoção das medidas cabíveis. Com elas, foram apreendidos aproximadamente 150 g de substância análoga à maconha e cerca de 50 g de substância análoga à cocaína.
Aprovado por unanimidade nesta terça-feira (28) no plenário da Câmara, vai retornar para o Senado o projeto de lei que assegura a realização anual do exame de mamografia para mulheres a partir dos 40 anos de idade no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta altera a Lei 11.664/08, que trata das ações de saúde para prevenção e detecção de cânceres no SUS.
De autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), o projeto foi destacado pela bancada feminina da Câmara como uma de suas maiores prioridades. Nesta semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), programou uma sessão para votação apenas de propostas de interesse das mulheres, em homenagem ao Outubro Rosa, campanha mundial de prevenção ao câncer de mama.
O PL 499/25 foi relatado na Câmara pelo deputado Adail Filho (Republicanos-AM), que fez algumas alterações no texto original. Adail Filho lembrou, no parecer aprovado, que o Ministério da Saúde anunciou, recentemente, a ampliação do acesso ao exame de mamografia gratuita para mulheres a partir de 40 anos. Pelo substitutivo, o ministério deverá definir diretrizes para a prática.
Segundo o relator, a detecção precoce pode elevar as chances de cura para até 90%. Além disso, continuou ele, é menor o custo do tratamento do câncer nas fases iniciais, correspondendo a cerca de um terço do gasto em casos avançados.
Autor do projeto original, o senador Plínio Valério argumentou, na justificativa que acompanha o texto, que entidades médicas já defendem a mamografia anual a partir dos 40. Segundo ele, 25% dos diagnósticos ocorrem antes dos 50 anos.
Durante a discussão do projeto na Câmara, foi lembrado que somente em 2023, 20 mil mulheres morreram por conta do câncer de mama. Junto à população feminina no Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte, e somente em 2025 são estimados 73 mil casos em todo o país.
Após a aprovação unânime do projeto no plenário, o relator, deputado Adail Filho, comemorou o avanço da matéria.
“Quero agradecer aqui o apoio de todos os partidos, de todas as bancadas. De forma unânime, foi aprovado esse projeto de suma importância para a saúde das mulheres brasileiras.
Essa rastreabilidade do câncer de mama, de forma precoce, sem sombra de dúvidas, vai salvar muitas vidas. É um avanço significativo para a saúde da mulher, tendo em vista a precariedade da saúde do nosso País, dentre outras mazelas sociais que vivemos também. “Eu não tenho dúvidas de que isso é uma conquista histórica para as mulheres do nosso País”, afirmou.
Autor do projeto, o senador Plínio Valério disse que tanto a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de exigir a cobertura da mamografia pelos planos de saúde, como a determinação do Ministério da Saúde de reduzir a idade mínima, não eliminavam a necessidade de mudança na legislação.
Segundo ele, a inclusão do rastreamento mamográfico na faixa etária dos 40 a 74 anos pelas operadoras de saúde suplementar foi um avanço, mas não resolve o problema da grande maioria da população, que depende exclusivamente do SUS. Plínio citou estudos e dados de especialistas para reforçar a importância da detecção precoce da doença.
Em sessão iniciada na manhã desta terça-feira (28) no plenário, a Câmara dos Deputados aprovou dois projetos de uma pauta montada pelo presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), para atender a bancada feminina com propostas em homenagem ao Outubro Rosa, campanha mundial de prevenção ao câncer de mama. Motta passou a presidência da sessão nesta terça para a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES).
O primeiro projeto aprovado nesta terça foi o PL 5821/23, que prevê a ampliação das unidades que realizam mamografias e exames de triagem pelo SUS, a fim de garantir rapidez no atendimento. O projeto é de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), e agora segue para o Senado.
Segundo a proposta, será aprovado regulamento sobre diretrizes para a distribuição e instalação de equipamentos de mamografia nos estados e municípios, considerando a densidade populacional e as necessidades epidemiológicas locais, com vistas a promover a equidade no acesso aos serviços.
Por recomendação da relatora, deputada Carla Dickson (União-RN), foi aprovado o texto da Comissão de Saúde sobre a proposta. A comissão manteve o objetivo original, mas ajustou o texto, evitando a obrigatoriedade de mamógrafo nas cidades acima de 180 mil habitantes. A relatora explicou que o substitutivo tem caráter normativo, sem impacto nas contas públicas.
O texto altera a Lei 11.664/08, que trata da prevenção, detecção e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama no âmbito do SUS.
Pelo texto aprovado, haverá uma regulamentação futura que definirá diretrizes para a distribuição e instalação de equipamentos de mamografia nos estados e municípios. Essa distribuição deverá levar em conta a densidade populacional e as necessidades epidemiológicas locais.
Outro projeto aprovado nesta terça foi o PL 265/20, de autoria da deputada Rejane Dias (PT-PI), que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer gratuitamente a mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou de ovário o exame de detecção de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2.
O projeto condiciona a realização do exame de detecção genética à comprovação de diagnóstico de câncer em pelo menos dois parentes antes dos 50 anos de idade. Além dessa condição, o texto restringe os exames aos casos em que o paciente ou algum familiar até o segundo grau (irmãos, avós, netos) for diagnostico com:
- múltiplos focos primários de câncer de mama;
- câncer de mama triplo negativo (cerca de 15% a 20% de todos os casos de câncer de mama no mundo e se destaca por afetar, geralmente, mulheres jovens e ser agressivo);
- câncer de ovário
- câncer de mama em homem;
- câncer de pâncreas associado a câncer de mama no mesmo indivíduo ou em pessoa da família até o segundo grau.
Com a aprovação unânime na sessão plenária da Câmara, o projeto segue agora para o plenário. A pauta do plenário voltada aos temas relativos a direitos das mulheres ainda possui outros seis projetos que devem ser votados ainda nesta terça (28).
A declaração, na semana passada, do ministro Luís Roberto Barroso, sobre a necessidade de indicação de uma mulher para a vaga que ele deixará em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) com a sua aposentadoria, acendeu novamente a defesa da redução da desigualdade de gênero na mais alta Corte do país feita por entidades ligadas ao Judiciário. E entre as sugestões apresentadas para atender a essa demanda da nomeação de uma mulher, voltou a ganhar força o nome da baiana Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, atual procuradora federal da Advocacia-Geral da União (AGU).
Nascida em Salvador, Manuellita já havia sido apontada em 2023 como um dos nomes que atenderia a luta de diversas entidades pela democratização do sistema de Justiça, pelo acesso das mulheres a postos de relevância no Judiciário e por maior igualdade de gênero nos tribunais superiores. O nome da jurista baiana surgiu como opção para substituir a então presidente, ministra Rosa Weber, que se aposentou em outubro daquele ano.
Naquela ocasião, a baiana Manuellita Hermes tinha acabado de retornar à AGU, após ter exercido o cargo de Secretária de Altos Estudos do STF, a convite da própria presidente, Rosa Weber. Logo após os atos de vandalismo nas sedes dos três poderes no dia 8 de janeiro de 2023, Manuellita Hermes teve a missão, que lhe foi passada por Rosa Weber, de ser a responsável por, em pouco mais de 20 dias, devolver a integridade do patrimônio cultural da sede do Poder Judiciário, quase que totalmente destruída por manifestantes de direita.
Coube a Manuelita coordenar as atividades de restauração e execução dos reparos de objetos com valor artístico, histórico e cultural depois dos ataques que depredaram o prédio do STF naquela data. No dia 1º de fevereiro, quando Rosa Weber comandou a abertura dos trabalhos do Judiciário no ano de 2023, o prédio não tinha resquícios do rastro de destruição deixado em 8 de janeiro, graças também à equipe coordenada por Manuellita Hermes.
Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou escolhendo o seu então ministro da Justiça, Flávio Dino, para o lugar de Rosa Weber. Mas agora, com o anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, a defesa do nome de Manuellita Hermes como ministra do STF foi retomada por entidades ligadas ao meio Jurídico.
E o nome da baiana Manuelita desponta, coincidentemente, junto a falas do ministro Barroso de que a Bahia sempre esteve presente na vida dele. O ex-presidente do STF esteve presente no último dia 6 no XVII Encontro do Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), em Salvador, e falou sobre sua relação com a Bahia.
“A minha primeira namorada era baiana. Durante três anos passei férias aqui na Bahia em Itapetinga. A Bahia sempre esteve presente na minha vida. Comecei a minha carreira no Supremo aqui e de certa forma estou encerrando a minha carreira aqui também. A vida é feita de muitos ciclos e a gente precisa saber muito bem a hora de entrar e de sair”, disse o ministro ao ressaltar a sensação de dever cumprido durante fala no Fórum Ruy Barbosa.
Outro fato que deu força ao nome da procuradora Manuellita foi a decisão tomada pelo presidente do STF, Edson Fachin, de efetivar a criação do Centro de Estudos Constitucionais do Supremo Tribunal Federal (CESTF). Um dia antes do anúncio de aposentadoria feito por Barroso, na última quinta (9), o presidente do STF convidou Manuellita Hermes para fazer parte do Centro de Estudos do Supremo.
O Centro de Estudos Constitucionais, criado pelo ministro Fachin, tem como objetivo consolidar um espaço de produção e difusão de conhecimento acadêmico em direito, estimulando pesquisas, formações, publicações e cooperação nacional e internacional. Ao assinar a resolução que criou o CESTF, Fachin disse que o Centro atuará para incentivar a inovação, a internacionalização e o fortalecimento do vínculo entre direito, conhecimento e cidadania.
“Desde já, a Presidência passa a contar com uma específica assessoria acadêmica”, disse o ministro Edson Fachin, quando tomou posse na presidência do STF no dia 29 de setembro, e fez o anúncio da criação do Centro de Estudos.
O próprio ministro Fachin convidou a procuradora Manuelita Hermes para compor o Centro, e ela terá a missão, junto com 11 membros, de desenvolver programas e projetos de pesquisa acadêmicos de caráter interdisciplinar, promover seminários e eventos em parceria com instituições de ensino superior, difundir publicações científicas e fomentar a cooperação com organismos nacionais e estrangeiros.
Doutora summa cum laude em Direito pela Universitá degli studi di Roma Tor Vergata, em cotutela com a Universidade de Brasília (UnB), Manuellita Hermes teve sua primeira graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, além de lecionar na Escola Superior da AGU, Manuellita é, ainda, professora do Programa de Pós-Graduação do IDP e foi docente voluntaria da Graduação em Direito da Universidade de Brasília (UnB).
No mês passado, Manuellita tomou posse como vice-presidente da Associação de Ex-Alunos da Faculdade de Direito da UnB (Alumni). Já no IDP, Manuellita Hermes é professora de Direito Constitucional e Comparado.
Em artigo recente publicado no site Jota, co-assinado pela professora Ana Beatriz Robalinho e pela procuradora Nathália Pereira, Manuellita destaca uma pauta de julgamentos do STF voltados para a proteção das mulheres. No artigo, Manuellita Hermes lembra que em um tempo no qual as questões políticas no país estão radicalizadas, o STF não se descuida do seu papel de proteção das minorias e dos direitos fundamentais.
“Há muito o que se celebrar nos avanços que o Supremo promoveu na pauta de gênero em 2025, e muitas boas expectativas sobre o que está por vir. Mas além das conquistas de maior proteção para as mulheres, as decisões revelam a Corte Suprema que o país gostaria de ver: ocupada pela interpretação da Constituição e das leis, preocupada em dirimir injustiças e ampliar proteções. Vida longa ao nosso Tribunal Constitucional”, disse a procuradora Manuellita junto com as co-autoras.
É em busca desse avanço no caminho por uma maior igualdade de gênero dentro da mais alta Corte de justiça do país que diversas entidades ligadas ao mundo Jurídico defendem para o STF o nome da procuradora e professora baiana Manuellita Hermes, dona de carreira altamente qualificada, apesar de ainda tão jovem. Atualmente, o STF conta apenas com uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.
As próprias palavras do presidente Lula, em entrevista na tarde desta segunda-feira (13), mostram que antes de qualquer critério de proximidade, vai pesar na escolha do futuro ministro ou ministra do STF a competência, o preparo, o notório saber e a capacidade de respeitar a Constituição.
“Eu quero uma pessoa que seja antes de tudo uma pessoa gabaritada para ser ministro da Suprema Corte. Eu não quero um amigo. Eu quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira. É essa a qualidade que eu quero. É a única”, disse o presidente.
A Marinha do Brasil atualizou, nesta semana, suas normas internas para permitir que mulheres possam operar submarinos, realizar mergulhos e receber formação em Operações Especiais. O treinamento qualifica militares para missões de alto risco e maior complexidade, como infiltração em território inimigo, reconhecimento, sabotagem e contraterrorismo.
Com a mudança, publicada em portaria divulgada na quarta-feira (1º), as mulheres passam a ter acesso a todos os setores da Força, até então restritos aos homens. A atualização revoga diretrizes estabelecidas em 2020.
Atualmente, duas oficiais já cursam aviação naval: a tenente Helena, fuzileira naval, e a tenente Isabela, do Corpo da Armada.
No mês passado, outras duas militares da Força participaram da Operação Atlas, conduzindo um JLTV, veículo blindado usado pelas Forças Armadas do Brasil e dos Estados Unidos. Foram elas as primeiras mulheres capacitadas para operar o modelo: as soldados fuzileiros navais Ana Beatriz Lugon Loureiro e Jennifer Alves Assunção.
O Secretário de Segurança Pública da Bahia (SPP-BA), Marcelo Werner, se posicionou sobre o caso das três mulheres encontradas mortas em Ilhéus. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (20), após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sobre a reforma da segurança.
Em conversa com a imprensa, ele lamentou o ocorrido e atualizou a situação das investigações. Werner afirmou que as forças de inteligência estão atentos e buscando os responsáveis pelo crime. Segundo o secretário, ele “não irá descansar até trazer à justiça os responsáveis” por cometer o assassinato “covarde”.
“Não posso começar sem manifestar a minha total solidariedade às famílias. Segundo, também demonstrar minha consternação em relação a esse crime bárbaro, o qual tem trazido para a gente todos os esforços necessários para a sua elucidação. A Polícia Civil, a Polícia Científica e a Polícia Militar estão, e o setor de inteligência das forças, inclusive a Força Federal, através da FICCO estão totalmente engajados na elucidação desse evento, de trazer à justiça os responsáveis por esse crime bárbaro, covarde, contra essas três mulheres. A gente não vai descansar enquanto elucidar esse delito e trazer à justiça os responsáveis”, disse o secretário.
“A gente tem contado também algumas informações através do Disco de Denúncia, muito de forma anônima, onde toda e qualquer pessoa da população pode também. Nos ajudar a reforçar ainda mais as linhas de investigação e urgências que estão sendo realizadas pelas funções”, completou.
No último sábado (16), a polícia encontrou os corpos de três mulheres que estavam desaparecidas desde quando saíram para uma caminhada na região da Praia dos Milionários, zona Sul de Ilhéus. As vítimas foram identificadas como Maria Helena Bastos, professora da rede pública de ensino; sua filha, Mariana Bastos Silva; e a também professora Alexandra Suzart.
Segundo as autoridades, as mulheres deixaram um condomínio por volta das 17h para realizar a caminhada de rotina, mas não retornaram para casa. Os corpos foram localizados em uma área de mata fechada no bairro São Francisco, também na zona Sul da cidade.
A convidada do podcast BN na Bola nesta terça-feira (15) foi Martinna Rey, baiana multicampeã mundial de karatê. Durante a conversa com Hugo Araújo e Thiago Tolentino, a atleta ressaltou a importância da prática das artes marciais pelas mulheres para a defesa pessoal.
“Como a natação é importante para a pessoa a nível de sobrevivência, eu acho que todos devem aprender a nadar, e ultimamente, você aprender uma arte marcial também é de suma importância. Porque a gente pensava antigamente: 'vou aprender a me defender para brigar na rua, por causa de um ladrão ou por causa de uma pessoa que está tentando invadir minha casa', mas hoje em dia, a gente pratica uma arte marcial para se defender dos próximos”, afirmou.
A carateca destacou que em muitos casos, a violência está mais próxima do que o esperado, vindo até mesmo de pessoas que estão no convívio. Martinna ainda comentou que a prática das artes marciais não garantem apenas força e poder de ataque para as mulheres, mas também uma resistência para suportar golpes e um raciocínio mais rápido, onde o contexto da situação obrigue a pessoa a pensar em uma estratégia diferente.
“A violência está dentro dos nossos lares, está com nossos colegas de convívio, de trabalho, com nossos amores que não deram certo e eles não se conformam que tudo tem um fim e que esse término tem que ser amigável. Essa questão da aceitação hoje em dia é muito complicada, as pessoas não aceitam e não respeitam o limite do outro, então a arte marcial entra agora neste contexto. A gente não se defende apenas de uma pessoa que está de fora da nossa esfera, temos que nos defender da pessoa que está no nosso convívio íntimo. Então é uma questão de sobrevivência, tem que aprender não só a bater, mas também a suportar. A pessoa que treina também aprende a suportar a quantidade de golpes, o seu corpo vai estar preparado para aquilo, e se desvencilhar da melhor forma, além de garantir um raciocínio melhor para a situação”, explicou Martinna Rey.
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Cerca de 8 a cada 10 mulheres brasileiras sofreram por algum tipo de impacto negativo relacionado a menopausa. Segundo a pesquisa Experiência e Atitudes na Menopausa, realizada pela farmacêutica Astellas em seis países, as mulheres do Brasil estão entre as do mundo que mais enfrentam por problemas do tipo.
Entre as questões elencadas estão sentimentos psicológicos negativos devido à menopausa, incluindo ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%).
De acordo com O GLOBO, a menopausa é o marco do final da vida reprodutiva, estabelecida após 12 meses de ausência de menstruação. Segundo a reportagem, a média de idade para o começo da menopausa nas brasileiras, é aos 48 anos. O fim da menstruação ainda é dividida em duas fases, sendo a primeira a perimenopausa, quando os sintomas começam a aparecer, e a pós-menopausa.
Conforme a reportagem, mais de 50 sintomas estão relacionados ao período de peri e pós-menopausa. Os sintomas podem estar relacionados a condições cognitivas (confusão mental e dificuldade de concentração), físicas (como queda de cabelo, dor nas articulações e osteoporose), urogenitais (como secura vaginal e incontinência por estresse) e vasomotores (com ondas de calor e suores noturnos).
A pesquisa indicou que mais de 80% das mulheres vivenciaram sintomas vasomotores. A condição interfere na qualidade de vida da mulher, sendo a principal causa pela qual o público feminino procura atendimento médico.
Apesar da Lei n.º 13.718/18, que tipifica os crimes de importunação sexual e prevê penas de 1 a 5 anos de prisão, 73% das mulheres ainda temem ser vítimas durante o Carnaval. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com o Question Pro. A capital baiana já registrou mais de 80 casos de importunação sexual em carnaval, segundo Secretaria municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).
O estudo revela ainda que mais da metade das mulheres relata já ter sofrido importunação sexual durante festas e 97% consideram a conscientização essencial para combater a prática deste e de outros crimes da mesma natureza.
Segundo dados do Instituto Locomotiva, quase 65 milhões de brasileiros pretendem curtir o Carnaval, e desses, 80% pretendem ir a espaços públicos como circuitos, blocos de bairro e shows. Além disso, 8 em cada 10 mulheres afirmam que o transporte é um espaço mais perigoso para elas do que para os homens.
O Governo da Bahia anunciou nesta segunda-feira (27) uma série de medidas para fortalecer a assistência social e a proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. As ações foram apresentadas durante a abertura da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), em Salvador, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Entre as principais medidas estão a ampliação em 40% dos recursos destinados aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), a criação de novas unidades do Cras e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), e a expansão dos serviços para comunidades indígenas e quilombolas.
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) firmou acordos de cooperação com outras secretarias para fortalecer as ações de proteção às mulheres. Um dos destaques é o repasse anual de R$ 2,2 milhões para o aluguel social, que beneficiará mulheres em situação de violência em 364 municípios.
Além disso, o governo investirá em capacitação dos profissionais da área, estudos e pesquisas sobre a política de assistência social, e na expansão do Cadastro Único para facilitar o acesso aos serviços.
A CIB, composta por representantes do governo estadual e municipal, pretende fortalecer o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) na Bahia. Durante a reunião, foram discutidos temas como o cofinanciamento da assistência social, a importância da capacitação contínua dos profissionais da área e a necessidade de um trabalho colaborativo entre os diferentes níveis de governo.
Imagem do governador Jeronimo no evento | Foto: Reprodução / GOVBA
“Não é assistencialismo. Não é caridade. Assistência social é lei. Este é um momento de planejamento, de organização, e eu espero que a gente saia daqui de mãos dadas. Nós queremos muito que vocês saiam daqui orientados”, indicou o governador durante a abertura oficial da reunião da CIB.
As medidas anunciadas pelo governo visam garantir o acesso aos serviços de assistência social para todas as pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco especial nas mulheres. A expectativa é fortalecer a rede de proteção social e promover a inclusão social e econômica da população.
A Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou um cenário preocupante para as mulheres baianas: apenas 25,12% dos 417 municípios do estado possuem políticas públicas específicas para o gênero. Os dados da pesquisa Munic 2023 apontam para uma desigualdade significativa no acesso a serviços e programas que promovam os direitos das mulheres, especialmente nos municípios de menor porte.
O levantamento demonstra que, embora tenha havido um aumento no número de municípios com políticas para mulheres entre 2018 e 2023, a Bahia ainda se encontra abaixo da média da Região Nordeste. Enquanto estados como Pernambuco apresentaram avanços significativos, alcançando quase a totalidade dos municípios com estruturas específicas, a Bahia se destaca negativamente.
Os dados do IBGE revelam que a maioria dos titulares dos organismos executivos das políticas para mulheres é branca (57%), seguida por pardos (35%) e pretos (7,1%). Essa distribuição racial varia significativamente entre as regiões do país. As regiões Norte e Nordeste, foram as únicas onde a maioria dos gestores é parda. Essa disparidade reflete as desigualdades raciais existentes no país e a necessidade de promover a diversidade nos espaços de decisão.
A pesquisa indica que a maioria dos municípios baianos que possuem políticas para mulheres concentra suas ações em setores subordinados a outras secretarias, como a assistência social. Essa realidade demonstra a necessidade de fortalecer a institucionalização das políticas para mulheres, garantindo que elas tenham autonomia e recursos suficientes para atender às demandas do gênero.
A deputada federal Rogéria Santos (Republicanos-BA) emplacou nesta semana mais uma vitória nas comissões da Câmara. Na última quarta-feira (27), a Comissão de Educação aprovou o PL 3200/2023, da deputada Rogéria, que aumenta o limite da renda familiar mensal para concessão de bolsas integrais de estudo dentro do Programa Universidade para Todos (Prouni).
O projeto da deputada baiana, que já havia sido aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, segue agora para a Comissão de Finanças e Tributação. A proposta de Rogéria Santos também prioriza no Prouni a concessão de bolsas para estudantes mulheres vítimas de violência doméstica e às responsáveis por família monoparental.
Na jsutificativa do seu projeto, a deputada Rogéria Santos lembra que, atualmente, a renda familiar mensal per capita estabelecida para a concessão da bolsa de estudos no Prouni não pode exceder um salário-mínimo e meio. Esse valor, para Rogéria Santos, não corresponde mais à realidade de parcela significativa da população brasileira, já que o poder aquisitivo diminuiu diante da desvalorização da moeda e das altas taxas da inflação do Brasil, tornando inviável as famílias em situação de vulnerabilidade social possuírem poder de compra para custear a contratação de prestação de serviços educacionais das instituições privadas de ensino.
Outro ponto salientado pela deputada baiana em seu projeto é a questão da dependência financeira, que é uma das principais causas de permanência das mulheres em situações de violências. Com a sua proposição, mulheres e jovens, que passarão a ter prioridade na concessão das bolsas, poderão ingressar nas instituições privadas para cursar o nível superior na área de graduação pretendida, e com isso buscar melhores colocações no mercado de trabalho.
"Essas estudantes terão a oportunidade de adquirirem o conhecimento e o diploma de graduação que as permitirão colocações melhores no mercado de trabalho a fim de conquistar a independência econômica tão almejada para uma qualidade de vida digna para si e para os seus familiares, e romper com o ciclo de violência doméstica e intrafamiliar quando se tratar de dependência financeira do agressor", afirma a deputada Rogéria.
A parlamentar do Republicanos da Bahia completa argumentando que a aprovação do projeto garantirá que mulheres e meninas estudantes passem por um processo de mudança interior, e poderão adquirir o conhecimento necessário para mudar a realidade de suas vidas e consequentemente contribuir para a mudança do mundo ao seu redor.
"Vamos atuar para que essas estudantes possam ocupar o seu espaço no mercado de trabalho e viver uma nova realidade de vida, pois é de conhecimento comum que no Brasil quanto maior o grau de instrução da pessoa, melhor currículo ela possui, e consequentemente, maiores são as chances de inserção profissional, sendo de suma importância assegurar a prioridade a esses discentes", conclui Rogéria Santos.
A proposição busca aumentar de 1,5 para 2,5 salários mínimos o limite da renda familiar mensal para concessão de bolsas integrais de estudo dentro do Prouni). A proposta também prevê prioridade no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para essas mulheres estudantes.
O Projeto de Lei que garante o direito de pagar meia-entrada para mulheres em jogos de futebol foi aprovado, nesta terça-feira (12), pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O benefício deve corresponder a 50% dos ingressos disponíveis por jogo.
Até então, a legislação autorizava o uso de meia-entrada em partidas de futebol para idosos, pessoas com deficiência, estudantes e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes.
A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) foi a relatora do Projeto junto com a emenda de Jack Rocha (PT-ES).
“Promover a redução em 50% do preço dos ingressos, como forma de ampliar a presença feminina nas arquibancadas dos estádios brasileiros, significa, também, valorização da modalidade de futebol feminino, visando mais reconhecimento e apoio às protagonistas do esporte. É uma política mais que justa e necessária”, afirmou a deputada.
O próximo passo será a análise do texto, em caráter conclusivo, pelas comissões do Esporte de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), e ser aprovado pela Câmara.
O número de casos de violência contra as mulheres em Salvador tem mostrado uma queda acentuada nos últimos anos. O panorama pode ser traduzido nos registros feitos nas delegacias da cidade: em 2023, 18.044 boletins de ocorrência sobre crimes contra essa parcela da população. Até o dia 21 de outubro deste ano, no entanto, a Polícia Civil registrou 12.935 casos, incluindo feminicídio, ameaça, assédio sexual e estupro.
Especificamente em casos de feminicídio, em 2023, 20 mulheres foram mortas, enquanto até outubro de 2024, as autoridades policiais haviam registrado 7 crimes, representando uma queda de 65% no número de assassinatos de mulheres por sua condição de gênero.
“Isso é muito significativo e mostra a efetividade de uma política pública no território. Quando cruzamos os dados das vítimas de feminicídio com os registros dos nossos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), percebemos que nenhuma dessas vítimas foi atendida por eles. É importante destacar que realizamos mais de 13 mil atendimentos nesses centros, o que é um indicativo de que o trabalho realizado tem salvado vidas. Isso mostra a importância de a mulher denunciar, ser acompanhada e contar com o apoio das políticas públicas para sua proteção”, comenta Fernanda Lordêlo, secretária Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).
Os Centros de Referência estão localizados em três bairros diferentes da capital baiana e podem ser acessados por todas as mulheres residentes na cidade que se encontrem em situação de violência doméstica ou familiar. Nesses locais, as vítimas têm acesso a uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e advogados para atendimento e acolhimento.
Em 2022, foi instituído como Política Pública Municipal o programa “Alerta Salvador”, que dispõe de um conjunto de ações municipais integradas, dedicadas à erradicação da violência contra a mulher. Esse programa fez com que os Centros de Referência ampliassem seus atendimentos, passando a atuar também de forma itinerante, como no Carnaval e no Réveillon.
O saldo não foi positivo, no segundo turno das eleições municipais de 2024, para as mulheres candidatas as prefeituras das capitais brasileiras. Elas estiveram em oito disputas e saíram vitoriosas em apenas duas: Emília Corrêa (Aracaju-SE), do PL, e Adriane Lopes (Campo Grande-MS), do PP.
As oito participações no segundo turno deste ano representam uma queda em relação a 2020, quando as candidatas em segundo turno eram 20.
Outras seis candidatas chegaram à disputa em segundo turno em capitais: Rose Modesto (em Campo Grande), do União, Natália Bonavides (em Natal), do PT, Janad Valcari (em Palmas), do PL, Maria do Rosário (em Porto Alegre), do PT, Cristina Graeml (em Curitiba), do PMB, e Mariana Carvalho (em Porto Velho), do União.
AUMENTO
No primeiro turno, entre todos os municípios, 724 mulheres foram eleitas, o que representa 13% das cidades que resolveram a disputa em 6 de outubro. Em 2020, foram 663 as cidades que elegeram mulheres (12%).
Segundo levantamento da Consultoria-Geral da Câmara dos Deputados, o número de mulheres eleitas (incluindo prefeitas e vereadoras) em 2024 aumentou dois pontos percentuais em relação às eleições de 2020. Elas representam 17,92% dos eleitos este ano. Nas últimas eleições, foram 15,83%. Há quatro anos, das 58 mil vagas de vereador, 9,3 mil (ou 16,13%) foram de mulheres. Em 2024, das 58,3 mil vagas, 10,6 mil (18,24%) foram ocupadas por elas.
2020
No ano de 2020, nenhuma mulher foi eleita nas capitais, enquanto nas cidades com mais de 200 mil habitantes, elas venceram em oito: Suellen Silva (em Bauru-SP), do Patriota, Raquel Chini (em Praia Grande-SP), do PSDB, Raquel Lyra (em Caruaru-PE), do PSDB, Elisa Gonçalves (em Uberaba-MG), do Solidariedade, Elizabeth Silveira (em Ponta Grossa-PR), do PSD, Marília Campo (em Contagem-MG), do PT, Margarida Salomão (em Juiz de Fora - MG), do PT, e Paula Mascarenhas (em Pelotas - RS), do PSDB.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele".
Disse o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.