Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Política

Notícia

Jessica Senra evita apoio eleitoral e diz que “entre a direita e a esquerda, eu fico com as mulheres”

Por Redação

Jessica Senra evita apoio eleitoral e diz que “entre a direita e a esquerda, eu fico com as mulheres”
Foto: Reprodução / TV Globo

A jornalista Jéssica Senra se pronunciou sobre o segundo turno das eleições de 2026 em sua conta no Instagram nesta sexta-feira (9). A comunicadora afirmou que o Brasil está dividido entre direita e esquerda e questionou quais dos candidatos à presidência estão realmente preocupados com as mulheres. A ex-apresentadora da TV Bahia também disse que muitas pessoas pediram para que ela se posicionasse, e por ser um momento muito importante para decidir o futuro do país, ela decidiu se pronunciar publicamente. 

 

“Nessas eleições, entre direita e esquerda, eu fico com as mulheres. Nós somos mais da metade do eleitorado. A gente tem a capacidade de decidir essa eleição. Se nós, mulheres, temos a capacidade numérica de decidir a eleição, de escolher se vamos eleger um ou outro, esquerda ou direita, por que a gente não tá falando do que realmente importa para nós, mulheres?”, indagou a jornalista. Jéssica, então, questionou quais as propostas que os políticos têm em relação às mulheres, logo depois, propondo ideias e desafiando-os a assumir compromissos em relação à causa feminina. 

 

A jornalista destacou que sabe que não fala por todas as mulheres, porém, que fala por muitas e que quer apenas compromissos simples, como dividir o poder. “Primeiro compromisso, formar um ministério com metade de mulheres, com qualificação, obviamente, em espaços reais de decisão, com orçamento, com poder de impacto social, do primeiro ao último dia de governo. Nós temos o direito de participar das decisões que impactam a nossa vida. A gente olha para os dois candidatos, tanto para um quanto para outro, é sempre um bando de homens ali ao redor, nos seus ministérios, nas suas secretarias, nas suas assessorias, nos partidos, nos aliados”, disparou. 

 

“Segundo compromisso: um dos maiores pontos de desigualdade na sociedade é a diferença financeira entre homens e mulheres. E essa é uma das razões, inclusive, para que mulheres fiquem vulneráveis a várias violências. Nós queremos, nós precisamos, nós merecemos a autonomia financeira. Minha sugestão aí, como uma medida que não desobriga as outras, viu, é criar uma linha de crédito especial para mulheres empreendedoras aí que necessitem”, continuou Jessica, elencando suas propostas para o governo. A jornalista afirmou que, segundo pesquisas recentes, as mulheres recebem menos de 30% dos recursos destinados ao crédito de negócios no Brasil e pagam juros mais altos que os homens. 

 

“Terceiro compromisso, e vai para o benefício de todos, mas eu começo defendendo que um dos motivos para permanência de mulheres em relacionamentos tóxicos e violentos, além da dependência econômica, é também a dependência emocional. E que um dos motivos, entre outros, para violência masculina é o desequilíbrio emocional, a dificuldade de lidar com a insegurança, com a frustração. Então, a gente não deveria esperar uma violência para que homens sejam levados a espaços de acolhimento. Eu proponho um programa nacional de saúde mental com atendimento no SUS e também na rede privada, para quem deseja aí se cuidar sem necessariamente ter um transtorno mental, um programa apoio para todos”, finalizou. 

 

Na legenda da publicação, a jornalista disse que são propostas para ampliar a participação feminina nas decisões, autonomia econômica e liberdade, destacando que deseja ouvir os dois candidatos.