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A Câmara Municipal de Salvador aprovou, nesta quarta-feira (6), um projeto para conceder o Titulo de Cidadão Soteropolitano ao senador e pré-candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A proposição foi sugerida pela Mesa Diretora da Câmara, sem declaração nominal de autoria.
O Titulo de Cidadão Soteropolitano é uma honraria concedida a pessoas nascidas fora da capital baiana e que tenham prestado relevantes serviços ao município de Salvador. Durante a apreciação, o projeto recebeu negativas do bloco de oposição, mas foi aprovado pela maioria.
O texto fazia parte dos 18 projetos de resolução aprovados durante sessão no plenário. Além de Flávio, foram contemplados nomes como o técnico do Esporte Clube Bahia, Rogério Ceni, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, José Alberto Simonetti, e o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner. Ao todo, foram aprovadas cerca de 400 textos, incluindo o Plano Municipal de Segurança.
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (6), analisou o cenário da eleição presidencial e o nível de rejeição dos eleitores aos candidatos em 10 estados brasileiros. Na Bahia, em média, 74% dos eleitores não conhecem outros presidenciáveis além de Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
O candidato que lidera a lista é Renan Santos (Missão), desconhecido por 82% dos baianos entrevistados. Augusto Cury (Avante) está em segundo lugar com 80%. Cabo Daciolo (Mobiliza), com 74%, Romeu Zema (Novo), com 72% e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 64%, completam a lista.
O cenário foi visto durante a análise sobre rejeição e potencial de voto nos candidatos. O mesmo desconhecimento não é demonstrado com Lula e Flávio, conhecidos por 95% e 88% dos eleitores, respectivamente.
O levantamento também analisou o cenário eleitoral no território baiano no primeiro e segundo turnos. No primeiro, 49% apontaram a intenção de votar no atual presidente. Flávio surge em segundo lugar com 19%, enquanto os outros candidatos somam 8% das intenções.
Lula também vence nos cenários de segundo turno, em uma possível disputa com Flávio, Zema ou Caiado.
Contra Flávio, o atual presidente obteve 55% das intenções contra 22% do pré-candidato do PL. O cenário se repete nos outros cenários. Contra Caiado, o resultado ficou em 56% x 15% para Lula. Já contra Zema, Lula receberia 56% dos votos, contra 13% do mineiro.
Os entrevistados também avaliaram o terceiro mandato do presidente Lula (PT), que obteve aprovação de 60% dos baianos. O índice de reprovação ficou em 33%.
Além da Bahia, a pesquisa foi realizada nos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. O instituto entrevistou 1.200 baianos entre os dias 21 e 28 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, com confiabilidade é de 95%.
Liderança do presidente Lula nas simulações de primeiro turno, dianteira de Flávio Bolsonaro na disputa de um eventual segundo turno. Esse cenário que vem se repetindo em pesquisas recentes de intenção de voto de diversos institutos também foi apresentado nesta quarta-feira (6) no mais novo levantamento do Meia/Ideia.
A pesquisa Meia/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. Os resultados confirmam o quadro de total estabilidade nos cenários da disputa presidencial que já haviam sido identificados por todos os últimos levantamentos.
Confira abaixo o cenário único de primeiro turno apresentado pelo Meia/Ideia aos seus entrevistados:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Ronaldo Caiado (União) - 5,6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Ciro Gomes (PSDB) - 2,3%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Renan Santos (Missão) - 1,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,3%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Ninguém/branco/nulo - 3,7%
Não sabe - 5,4%
Entre os recortes da pesquisa Meio/Ideia, houve o questionamento aos entrevistados de forma espontânea a respeito de suas preferências na disputa presidencial. Nessa modalidade, o entrevistado diz o seu nome de escolha sem a apresentação de qualquer lista. Veja o resultado:
Lula - 33,4%
Flávio Bolsonaro - 20%
Jair Bolsonaro - 4%
Ronaldo Caiado - 3,7%
Romeu Zema - 3%
Outros - 2,5%
Renan Santos - 1,4%
Ciro Gomes - 1,3%
Nikolas Ferreira - 0,5%
Michelle Bolsonaro - 0,5%
Eduardo Bolsonaro - 0,4%
Augusto Cury - 0,3%
Cabo Daciolo - 0,3%
Tarcísio de Freitas - 0,3%
Marina Silva - 0,2%
Aldo Rebelo - 0,1%
Ratinho Junior - 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo - 5%
Não sabe - 23,1%
Já nas simulações de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia aponta que Flávio Bolsonaro, com 45,3%, e o presidente Lula, com 44,7%, estão tecnicamente empatados na corrida pelo Palácio do Planalto. Eles oscilaram dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais na comparação com a rodada anterior, em abril. Há um mês, Flávio tinha 45,8% e Lula 45,5%.
A pesquisa também aponta empate técnico de Lula contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) - o placar é de 44,7% a 40%, respectivamente. O líder petista, contudo, ganharia do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 39%.
Abaixo, um resumo das disputas de segundo turno:
Flávio 45,3% x 44,7% Lula
Lula 44,7% x 40% Ronaldo Caiado
Lula 44% x 39% Romeu Zema
Lula 44,7% x 27,6% Renan Santos
Lula 44,7% x 24% Aldo Rebelo
Lula 44% x 34,5% Ciro Gomes
No quesito da rejeição, o presidente Lula segue na liderança entre os pré-candidatos. Confira abaixo o panorama dos candidatos mais rejeitados pelos entrevistados:
Lula - 44,8%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Romeu Zema - 18%
Renan Santos - 14,5%
Ciro Gomes - 14%
Cabo Daciolo - 11,9%
Samara Martins - 9,6%
Aldo Rebelo - 9,1%
Edmilson Costa - 9%
Rui Costa Pimenta - 8,7%
Augusto Cury - 7,4%
Hertz Dias - 5,3%
Não rejeita ninguém - 2,8%
Não sabe - 8%
O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (5) a primeira pesquisa sobre a disputa presidencial após os acontecimentos da semana passada, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas. Os números revelam que o cenário de momento ainda não foi afetado pelas derrotas sofridas pelo governo Lula no Congresso Nacional.
No cenário de primeiro turno, o presidente Lula segue liderando as intenções de voto à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença entre os dois principais adversários segue no mesmo patamar revelado recentemente por outros institutos de pesquisa.
Lula aparece com 40% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Em seguida, aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.
Confira abaixo o principal cenário da pesquisa Big Data:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Branco/nulo - 6%
Não sabe/não opinou - 5%
Na pesquisa espontânea, Lula também segue na liderança nesta modalidade de pesquisa em que o entrevistado diz um nome sem que seja apresentada a ele alguma lista de candidatos. Nesta modalidade, Flávio segue na segunda colocação, e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é o terceiro nome mais citado pelos eleitores. Veja os números abaixo:
Lula (PT) - 31%
Flávio Bolsonaro (PL) - 24%
Jair Bolsonaro (PL) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 1%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 24%
Na rejeição, o presidente Lula lidera entre todos os outros candidatos. Confira os dados da rejeição:
Lula - 44%
Flávio Bolsonaro - 41%
Ciro Gomes - 5%
Romeu Zema - 4%
Ronaldo Caiado - 2%
Cabo Daciolo - 2%
Augusto Cury - 2%
Aldo Rebelo - 2%
Rui Costa Pimenta - 2%
Samara Martins - 2%
Hertz Dias - 2%
Não rejeito ninguém - 2%
Em relação aos cenários de segundo turno, há um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Conforme aponta o levantamento, Flávio surge com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.
Outros quatro possíveis cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita também foram testados. Veja a seguir os resultados:
Flávio 44% x 43% Lula
Lula 43% x 43% Ciro Gomes
Lula 43% x 42% Ronaldo Caiado
Lula 43 x 39% Romeu Zema
Lula 48% x 24% Renan Santos
Para fazer a pesquisa, o Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03627/2026.
O pastor Silas Malafaia, afirmou ser alvo de "perseguição política" após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Em culto realizado na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) no Rio de Janeiro, neste domingo (3), Malafaia ainda voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes.
O líder religioso disse que não cometeu crime ao fazer críticas que classificou como genéricas e defendeu o que chamou de direito à liberdade de expressão. "Quando você fala genericamente, não (comete crime). Eu não citei o nome de ninguém", afirmou.
Na plateia, foi registrada a presença do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-governa dor Cláudio Castro (PL-RJ), do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), do deputado estadual Douglas Ruas (PL) e do ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que participaram do culto e foram chamados ao altar pelo pastor.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, Malafaia também atacou o inquérito das fake news, que tramita no STF, classificando-o como "ilegal" e "imoral" e dizendo que foi aberto "para calar" pessoas que criticam ministros da corte. Segundo ele, há uma tentativa de "intimidar" e silenciar opositores.
Ao mencionar Moraes, o pastor disse que faz críticas ao magistrado, mas não o odeia. Em seguida, afirmou que, se o ministro "não se arrepender", "virá justiça sobre ele em nome de Jesus".
AÇÃO NO STF
Atualmente, Malafaia é reu sob acusação de injúria no âmbito da Primeira Turma do STF, após denúncia do comandante do Exército, general Tomás Paiva, sobre um discurso do pastor na avenida Paulista no dia 06 de abril.
Na ocasião, o pastor teria afirmado em um carro de som: "Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição".
Na análise do Supremo para o acolhimento da denúncia, parte dos ministros entendeu que não houve indícios de calúnia, quando há acusação falsa de crime, mas que as declarações podem configurar ofensa à honra, o que levou ao recebimento da denúncia por injúria.
A decisão foi tomada por maioria, com divergências entre os ministros sobre o enquadramento das falas.
Além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outro pré-candidato à Presidência da República vê o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) como possível vice em uma eventual chapa para 2026.
Pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado também considera Zema como seu “vice dos sonhos”.
Nos bastidores, tanto Flávio Bolsonaro quanto Ronaldo Caiado avaliam, no entanto, que a composição é pouco provável neste momento. A leitura é de que Zema dificilmente abrirá mão de sua própria pré-candidatura, especialmente após o embate público com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.
As informações são do Metrópoles.
Conhecido nas redes sociais por postagens em que realiza leitura labial, o especialista Velloso revelou parte do conteúdo da conversa entre o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dois conversaram de forma amistosa antes da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Leitura labial de Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro.
— VELLOSO (@vellosogg) April 30, 2026
?? Esta leitura labial é técnica e interpretativa, baseada nas imagens disponíveis. Há margem de erro. Trechos sem boca visível ou sem leitura segura podem ser omitidos. pic.twitter.com/pY4W02y5s2
"Flávio, tu não acha que é uma atitude mais correta até porque, desculpa falar essas coisas, mas foi filha da p*t* sendo que o cara... o filho dele, um homem que eu nunca ouvi falar, é advogado... Claro, agora como é que você tá aqui... Mas aí não passa, com certeza, rapaz... não tem condição... eu só acho muito difícil ele não fazer nada. É perigoso... mas ele me conhece aqui, eu encontrei ele", disse Jaques Wagner em momentos da conversa com Flávio Bolsonaro.
Apesar da leitura de partes do bate-papo, não fica claro sobre quem os parlamentares se referiam. Além disso, só foi possível pegar trechos da fala de Wagner, já que nas imagens divulgadas Flávio aparece de costas.
De acordo com o especialista, a leitura labial é técnica e interpretativa, baseada nas imagens disponíveis. Ele aponta que há margem de erro e trechos sem boca visível ou sem leitura segura podem ser omitidos.
A derrota do governo Lula na noite desta quarta-feira (29), no Senado, na votação da indicação de Jorge Messias para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi repercutida por diversos presidenciáveis em postagens nas redes sociais e entrevistas. Todos os que comentaram a rejeição de Messias fizeram críticas a Lula e ao STF, mas também a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, que como senador votou contra a indicação ao STF e ainda teria participado de articulações para a rejeição de Jorge Messias, disse que não tinha “motivos para comemorar”, mas que via a derrota como o “fim do governo Lula”.
“Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”, afirmou o pré-candidato do PL, que promoveu um churrasco em sua casa para comemorar a derrota do governo Lula.
Na mesma linha, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que a votação do Senado conta Messias foi um “golaço do Brasil”. Zema, que recentemente manteve discussões públicas com o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que a derrota de Messias foi um “basta” à politização do Supremo.
“Finalmente o Senado fez o que devia ter sido feito. Barrou mais uma indicação política do Lula. É um basta à politização do STF. Um basta ao comportamento vergonhoso de ministros, um basta às perseguições. O Brasil está se levantando. Não é escada, Alexandre de Moraes. Não é ofensa, Gilmar Mendes. É o Brasil que trabalha, que paga impostos, batendo na porta de vocês. Chega de intocáveis”, afirmou o presidenciável.
Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi mais econômico e fez apenas um pequeno comentário em seu perfil na rede X, criticando principalmente o presidente Lula.
“O que melhor define a rejeição é um termo muito usado por nós: O Senado não aceitou que o Lula indicasse seu cabo de chicote como membro do Supremo”, disse Caiado.
Renan Santos, candidato a presidente pelo partido Missão, também fez fortes críticas a Lula, dizendo que a votação teria representado o “começo do fim do governo”. Renan Santos, entretanto criticou também Davi Alcolumbre e o centrão, chamando-os de “lixo da República”.
“Essa é uma das maiores derrotas do STF. O Lula queria colocar o seu terceiro advogado pessoal no STF. Era Dias Toffoli, era Cristiano Zanin e agora seria o Messias. O próprio STF aceitava, porque queriam uma operação em que se salvariam da treta do Banco Master. Mais um ministro com força e com nome limpo. Foram lá, fecharam com nomes do centrão, da esquerda, fizeram o acordo com o PL. Estava todo mundo só naquele teatrinho. De treta com um dos piores seres humanos da República que é o Alcolumbre. Quando a República brasileira é tocada por lixo, o lixo faz isso com você”, afirmou o pré-candidato.
“Então Lula foi traído por pessoas que incentivou. O centrão sempre foi parceiro de negócios do petismo, então, o STF está na sarjeta e Lula está no seu pior momento em toda a sua história. Nunca foi tão grande a chance de Lula sequer ser candidato. Lula não concorre para perder, e sem apoio do centrão, não vai buscar voto no Nordeste”, completou Renan Santos.
Em outra corrente de raciocínio, o pré-candidato a presidente pelo DC, Aldo Rebelo, relacionou a derrota na indicação de Jorge Messias à insatisfação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com dificuldades impostas pelo governo Lula à exploração de petróleo na margem equatorial, próxima ao Amapá. Para o pré-candidato, o governo Lula, ao dificultar a possibilidade de desenvolvimento do estado do presidente do Senado, levou ele a “dar o troco” na votação do indicado ao STF.
“O Amapá que está dentro da margem equatorial, que aspira a ter uma indústria de petróleo e gás, que tem sido bloqueada por ações do Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama. Então se Lula, que se mostrou indignado pela derrota com Messias, quer saber as razões, pergunte ao presidente do Ibama”, disse Aldo.
“O Amapá é um estado que tem 73% da população vivendo da transferência de renda, do Bolsa Família. Não há atividade econômica. O Amapá é um estado sem futuro para a sua juventude, e a única esperança que tem é na mineração, na agricultura, na área de petróleo e gás, e está tendo esse crescimento impedido pelo governo federal. O governo menosprezou a aspiração do Amapá a ter um futuro com a sua indústria de petróleo e gás. Messias pagou pelos erros, pelas omissões e caprichos do governo Lula com o presidente do Senado”, completou o pré-candidato do DC.
Outros presidenciáveis como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) não se pronunciaram sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias.
Churrasco, futebol noturno, comemoração e articulação para impor novas derrotas ao governo Lula. Foi dessa forma que o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quarta-feira (29).
A festa da oposição foi realizada na própria casa do senador Flávio Bolsonaro, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Senadores e deputados de oposição e de partidos do centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos estiveram presentes no encontro para celebrar a derrota histórica do presidente Lula.
Em votação relâmpago comandada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a indicação de Jorge Messias ao STF recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. Como eram necessários 41 votos para ter seu nome aprovado, a votação acabou sendo encerrada com o anúncio feito por Alcolumbre: “A matéria vai ao Arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República”.
Antes de chegar ao churrasco, Flávio Bolsonaro falou rapidamente com a imprensa ainda no Senado, logo após a rejeição ao nome de Jorge Messias. O pré-candidato a presidente disse que a posição majoritária do Senado representou uma vitória da oposição e um recado do Senado aos outros poderes.
“Não estou comemorando, mas por outro lado fico feliz em saber que esse resultado foi o resultado no Senado. Na minha opinião, é a prova de que o governo Lula não tem mais governabilidade”, afirmou ao sair do plenário do Senado.
“Eu não derrotei ninguém. Óbvio que estou satisfeito com a vitória da oposição. É um recado que o Senado dá. É um reposicionamento diante da opinião pública, um grito de independência do Senado, mas não é uma vitória pessoal de ninguém”, disse Flávio.
O líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos principais articuladores da rejeição ao nome de Jorge Messias junto com Davi Alcolumbre, também conversou com a imprensa e disse que o Congresso decretou o fim do governo Lula.
“Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante”, afirmou Marinho.
Já nas comemorações com futebol e churrasco na casa do senador Flávio Bolsonaro, os parlamentares presentes também discutiram estratégias para impor nova derrota ao governo na sessão do Congresso Nacional marcada para esta quinta-feira (30). Em sessão conjunta, será analisado o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe.
A articulação da oposição tem como objetivo derrubar o veto integral de Lula ao projeto. A derrubada do veto e a retomada da validade do projeto aprovado pelo Congresso pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a redução de sua pena.
O psiquiatra Augusto Cury, pré-candidato a presidente da República pelo Avante, disse nesta terça-feira (28) que, se for eleito, concederá anistia a “quase todos” os condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Cury deu a declaração durante entrevista à CNN.
Ao justificar a medida, Augusto Cury disse que os envolvidos nos atos de 8 de janeiro cometeram crimes “muito menores” quando comparados ao escândalo do caso do Banco Master.
“Grande parte das pessoas que estão ali cometeram crimes muito menores do que esse escândalo do Banco Master. Estão lá presos e já pagaram uma sentença absurda”, afirmou.
A promessa feita por Cury já foi anunciada anteriormente por outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL). Caiado, por exemplo, afirmou que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, buscando, segundo ele, a pacificação do país.
Ao contrário dos outros presidenciáveis, Augusto Cury disse na entrevista que a anistia que propõe não alcançaria os “cabeças” dos acontecimentos em 8 de janeiro.
“Eu daria [anistia] para quase todos que estão ali. Eu não sei se daria para todos, para aqueles que são cabeças, para aqueles que tinham consciência, porque eu não conheço exatamente a história e os elementos jurídicos que compõem toda aquela peça”, disse Cury.
O pré-candidato Ronaldo Caiado incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro entre os beneficiados por uma medida de anistia caso ele seja eleito em outubro, e Flávio Bolsonaro foi além: disse que seu pai subiria a rampa junto com ele. Já Augusto Cury afirmou que, em relação a Bolsonaro, teria que fazer uma análise junto com sua equipe antes de tomar uma decisão.
“Jair Bolsonaro eu analisaria. Muito provavelmente, se eu estivesse convencido, com uma equipe de pessoas, de que ele não cometeu crime o suficiente para estar encarcerado, eu provavelmente o libertaria. Mas eu não tenho segurança ainda, porque não tenho todos os elementos para esse julgamento’, colocou o pré-candidato.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) revela que o cenário da eleição presidencial de 2026 segue sendo disputado voto a voto entre os dois principais candidatos, principalmente nas simulações de segundo turno. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nos cenários de primeiro turno, na simulação de segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece praticamente empatado, como outras pesquisas já vêm mostrando desde o mês de março.
No principal cenário estimulado de primeiro turno da BRG/Nexus, Lula tem 41% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente varia de três a cinco pontos percentuais, a depender da composição da disputa.
O levantamento também mostra que o presidente Lula marcou 41% em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou com mais ou menos votos nas simulações. Segundo o relatório da pesquisa, esses percentuais indicam um núcleo mais consolidado de voto em torno dos dois principais nomes.
Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Cenário 1
Lula (PT) - 41%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 6%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 2
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 36%
Romeu Zema - 5%
Ronaldo Caiado - 4%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 3
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 6%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Nas simulações de segundo turno, o quadro fica mais apertado, como vem sendo visto em todas as últimas pesquisas dos mais diversos institutos. Neste BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente dos adversários testados, mas a disputa contra Flávio Bolsonaro é a mais acirrada.
Na comparação com a pesquisa BTG/Nexus anterior, Lula e Flávio estavam empatados em 46% a 46%. Agora, o presidente mantém os mesmos 46%, enquanto Flávio oscila para 45%, quadro que, entretanto, segue entendido como de empate técnico.
Cenários de segundo turno:
Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 41% Romeu Zema
Lula 45% x 41% Ronaldo Caiado
A disputa presidencial também é marcada por rejeição elevada dos dois principais oponentes. Quando os entrevistados da BTG/Nexus são perguntados sobre o potencial de voto em cada candidato, 49% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 48%.
Esse recorte do levantamento mostra ainda que 34% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, e 16% afirmam que poderiam votar nele, mas também em outro. No caso de Flávio, 27% dizem que ele é o único em quem votariam, e 21% afirmam que poderiam votar nele e em outro nome.
A pesquisa foi realizada pela Nexus por telefone, entre os dias 24 e 26 de abril, com 2.028 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01075/2026.
Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam, nos bastidores, que uma eventual declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026 poderia ter reflexos no cenário político brasileiro.
De acordo com relatos atribuídos a lideranças petistas, a possibilidade é vista como um elemento que poderia ser explorado politicamente durante a campanha. A avaliação é de que um eventual posicionamento público de Trump teria potencial de influenciar o debate eleitoral.
Ainda segundo essas lideranças, a estratégia seria associar o apoio internacional ao discurso de soberania nacional, além de reforçar críticas ao adversário no contexto da disputa presidencial.
As informações são do Metrópoles.
Em uma postagem com o título “Textão”, publicada na noite desta sexta-feira (24), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou apaziguar mais um conflito envolvendo membros de sua família com expoentes do campo da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Flávio disse no texto que sua pré-candidatura a presidente vem recebendo boa acolhida nas cidades por onde passa, mas lhe causam preocupação as brigas, provocações e cobranças, segundo ele, “dentro do próprio time”.
O presidenciável do PL entrou em campo após uma discussão, via redes sociais, entre Nikolas Ferreira e um dos irmãos de Flávio, o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL-SC). Em resposta a comentários irônicos de Jair Renan com um influenciador de direita, Nikolas disse que o “filho 04” de Jair Bolsonaro teria uma capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”.
Sem citar o caso ou sair em defesa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro pediu união da direita em torno da sua candidatura. O pré-candidato disse precisar de todos do seu campo político para o defender “das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”.
“Fica aqui meu pedido sincero: não precisa ´pressionar´ ninguém ou me ´defender´ de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar. Todos são importantes e preciso de todos para tornar essa caminhada menos difícil!”, disse Flávio Bolsonaro, em um apelo para aliados de sua candidatura não ataquem outros igualmente aliados.
“Apoio não se impõe, conquista-se! Deixe-me fazer do meu jeito. Se não der certo, assumo a responsabilidade. Mas tenho certeza que Deus está no comando de tudo e isso é galho fraco pra Ele!”, completou o senador do PL.
Também nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira reagiu à postagem feita por Flávio com a publicação de um outro “textão”. O deputado mineiro alega que vem sofrendo provocações há três anos e que permanece calado, mas diz ter um limite em tolerar ataques de quem se diz aliado.
O deputado do PL citou nomes de políticos que, como ele, sempre estiveram “na linha de frente” de defesa da direita, e da mesma forma se tornaram alvos de perseguição de influenciadores e políticos bolsonaristas. Nikolas Ferreira citou, entre esses nomes, parlamentares como Bia Kicis, Carol De Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, André Fernandes, Filipe Barros, entre outros.
“Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta. Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de ´traidores´. Sendo que todos, inclusive eu, faremos de tudo para que você ganhe as eleições esse ano. Mas obviamente, cada um do seu jeito, no seu papel, da sua melhor forma. Sem acusar ou perseguir ninguém. E sem colocar uma forma do que é ou não ideal de se fazer. E que mesmo após todos os seus pedidos de pacificação, insistem em criar atritos e desobedecem publicamente aquele que, de fato, é a liderança escolhida por Jair Bolsonaro. Até cor de camisa é argumento para conflitos. Como aturar isso?”, questionou Nikolas, se dirigindo diretamente a Flávio Bolsonaro.
Considerado um dos principais nomes da direita nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira se defende das acusações de bolsonaristas e diz que “pessoas de bom coração” estariam sendo enganadas por influenciadores “dissimulados” que nada contribuíram para o país. O deputado faz ainda um alerta: se os ataques injustos e mentirosos continuarem, “muita gente irá começar a desistir, desanimar e perceber que esse não é um projeto que realmente mudará a nação”.
Ao fim do seu texto, Nikolas Ferreira afirma que seguirá atuando para ajudar o senador Flávio Bolsonaro em sua campanha para vencer a disputa presidencial de 2026.
“Flávio, saiba que eu farei de tudo para você chegar ao planalto. As pessoas do dia 08 merecem a anistia e os perseguidos políticos também. Seu pai igualmente. O homem que mudou o país e que sempre demonstrei lealdade e gratidão. Além de que você representa a esperança de mudança que o Brasil precisa”, concluiu o deputado.
Uma pessoa dotada de capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”. Foi desta forma que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) qualificou a inteligência (ou falta dela) do vereador pela cidade de Balneário Camboriú, Jair Renan (PL), apelidado de “filho 04” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O comentário de Nikolas foi postado na rede X nesta sexta-feira (24), em relação a um diálogo mantido pelo vereador com o blogueiro bolsonarista Fernando Lisboa. Os dois fizeram comentários sobre uma resposta dada pelo deputado mineiro a uma crítica que recebeu de outro influenciador de direita, Junior Japa.
Junior Japa reproduziu uma postagem de Nikolas no Instagram e criticou o fato dele ter trocado a camisa preta de seus vídeos por uma camiseta branca. Nikolas reagiu no próprio post, dizendo que iria mandar uma emenda para “internar vocês no hospício”.
Em reação à resposta de Nikolas Ferreira, Jair Renan escreveu: “Galvão”. Logo depois o influenciador Fernando Lisboa, do “Vlog do Lisboa” disse “Diga, Tino”, e o filho mais novo de Jair Bolsonaro completou: “Sentiu!”.
Reproduzindo um print desse diálogo, foi então que Nikolas Ferreira afirmou, na rede X: “Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”.
Até a noite desta sexta, o vereador Jair Renan ainda não havia se manifestado sobre o comentário do seu colega de partido. Já Fernando Lisboa reproduziu uma crítica que tem sido feita por membros da família Bolsonaro, como Eduardo e Carlos, de que Nikolas Ferreira não se engaja na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Falou a voz da sabedoria. O cara que passou o Eduardo Bolsonaro para trás. Não satisfeito, ainda deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro. Vivia lá na porta do Alvorada, mendigando atenção. Subiu um pouco e já entrou o rei na barriga. Hoje faz frescura para apoiar o filho do cara que te deu projeção política. Com todo carinho: tome vergonha na sua cara. Você ainda é jovem, dá tempo”, disse o dono do Vlog do Lisboa.
A discussão levou Nikolas para o quarto lugar entre os assuntos mais comentados da rede X, enquanto Jair Renan aparece nesta noite de sexta na 18ª colocação no trending topics. Já o termo “briguem”, com referência aos ataques de um lado ao outro, figura na 21ª colocação.
Os filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo, Carlos e o pré-candidato a presidente Flávio, até esta noite não tinham saído em defesa do irmão Jair Renan.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse se tratar de “fake news” a notícia divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (22), sobre supostas discussões de sua equipe de campanha a respeito de medidas econômicas que podem envolver cortes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetariam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.
Em postagem nas suas redes sociais, Flávio mostra a reportagem da Folha com um carimbo de “fake news”. O pré-candidato afirma ainda, no post, que a notícia seria “furada”, e que ele nunca teria tratado desse tema internamente com sua equipe.
A matéria da Folha de S.Paulo, que se baseia em relatos de aliados e integrantes da equipe do pré-candidato, afirma que a campanha de Flávio Bolsonaro trabalharia com a perspectiva de promover ajustes de natureza fiscal com impacto de cerca de 2% do PIB. Entre as propostas em discussão pela equipe do senador do PL estariam, segundo a Folha:
- Desvinculação de gastos com saúde e educação dos pisos constitucionais, o que, na prática, pode limitar o crescimento real de investimentos nessas áreas essenciais;
- Mudanças na política do salário mínimo, separando os reajustes reais dos benefícios previdenciários e assistenciais;
- Revisão das regras da Previdência, incluindo possíveis alterações na forma como os benefícios são corrigidos.
As supostas medidas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro já vêm sendo criticadas por seus adversários em postagens nas redes sociais. A conta oficial do PT no Instagram, por exemplo, postou uma imagem da matéria da Folha em meio a uma foto do senador, com a seguinte mensagem: “URGENTE! Vaza plano de Flávio Bolsonaro para congelar gastos com saúde, educação e aposentadorias”.
A postagem vem sendo replicada por diversos parlamentares e ativistas de partidos de esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, não apenas replicou o post do partido como gravou vídeo denunciando o que seria uma iniciativa do candidato a presidente de congelar o salário mínimo e prejudicar aposentados e trabalhadores.
“A Folha revelou hoje o que o Flávio Bolsonaro e a equipe econômica dele tanto querem esconder: o brutal ataque aos trabalhadores que eles querem fazer acabando com a política de valorização do salário mínimo do Lula. E não é só isso. Eles querem destruir os pisos constitucionais da saúde e da educação. Eles querem repetir o governo do pai dele que congelou o salário mínimo por anos sem nenhum centavo de ganho real”, disse Lindbergh no vídeo.
Quem também repercutiu o suposto plano econômico de Flávio Bolsonaro foi o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. À coluna “Painel”, da Folha, Guimarães afirmou que o presidenciável do PL vai promover um “desmonte” na saúde e na educação do país.
“Este é o verdadeiro Flávio, a fiel cópia do pai. É o inimigo da saúde e da educação”, disse o ministro ao “Painel”.
Um levantamento realizado pela consultoria Bites e divulgado nesta quinta-feira (23) pelo jornal O Globo revela que as recentes críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão impulsionando as redes sociais e elevando a interação do pré-candidato a presidente.
Nos últimos dias, o embate entre Zema e o STF subiu de patamar após ele compartilhar em suas redes sociais um vídeo mostrando fantoches dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master. Depois da postagem, Gilmar enviou ao colega Alexandre de Moraes, uma solicitação para que o ex-governador de Minas Gerais passe a ser investigado no inquérito das fake news.
Em declaração à jornalista Renata LoPrete, da TV Globo, Gilmar Mendes disse que Romeu Zema “tenta sapatear aproveitando o momento eleitoral”, e completou afirmando que a atuação na vida pública requer responsabilidade. Já Romeu Zema classificou a postura do ministro como “antidemocrática” e disse que a reação de Gilmar Mendes confirmaria a sua convicção de que “nós temos hoje ministros que querem calar qualquer um que discorde dos mesmos”.
Os dados divulgados pela consultoria Bites revelam que este embate de Zema com o STF é o tema que mais impulsiona as redes sociais do mineiro neste ano. Dos dez posts dele que mais geraram engajamento em 2026, sete criticam o Supremo e decisões de seus ministros.
De acordo com o levantamento da Bites, foram publicadas 406 mil menções a Romeu Zema ou Gilmar nos últimos dias. As postagens geraram mais de 4,1 milhões de interações nas redes sociais X, Instagram, Facebook, Youtube e Bluesky. Como comparação, o Caso Master teve 239 mil menções nesses mesmos dias, com 3,2 milhões de interações.
O levantamento mostra que o pré-candidato do Novo teve a maior repercussão entre os postulantes à presidência da República neste período recente. Zema liderou o engajamento na segunda (20) e terça (21), e quase empatou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na quarta (22).
Os dois vídeos de Zema com críticas ao STF que tiveram maior repercussão alcançaram 729 mil e 535 mil curtidas, respectivamente. Num deles, o político mineiro sugere que foi alvo de uma tentativa de silenciamento e conseguiu o quarto maior número de interações (métrica que reúne curtidas, compartilhamentos e comentários).
O post de Zema, segundo a Bites, só ficou abaixo de duas publicações criticando Lula pelo carnaval e de uma na qual pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Uma campanha barata, pacífica e inteligente, que promova uma “repaginação” educacional no país voltada a criar profissionais para a nova economia, e com forte estímulo ao empreendedorismo. Esta é, em resumo, a plataforma Make Humanity Great Again (fazer a humanidade grande outra vez), um projeto de nação que será apresentada pelo psiquiatra Augusto Cury na campanha presidencial deste ano, para unir desenvolvimento econômico com saúde emocional, tecnologia com humanismo, crescimento com justiça social.
Essas e outras propostas foram detalhadas por Augusto Cury em entrevista ao jornal Diário de Notícias, de Portugal, publicada nesta segunda-feira (20). Cury, um dos autores brasileiros mais lidos no exterior, com mais de 40 milhões de livros vendidos, é pré-candidato à presidência da República pelo Avante, e na última pesquisa Genial/Quaest, apareceu com 2% de intenções de votos, na primeira vez que teve seu nome inserido entre os candidatos.
O slogan bolado para a sua campanha - Make Humanity Great Again - é propositalmente adaptado do “Make America Great Again” da campanha do norte-americano Donald Trump. Se dizendo de centro, Augusto Cury ambiciona preparar o Brasil para o que chama de ‘grande tsunami da robótica e da inteligência artificial”, propondo a criação de clubes de empreendedorismo pelo país.
“Não faço este caminho por poder. Não amo o poder, não preciso dele e sempre fui um crítico do culto ao ego e da busca ansiosa pelo centro das atenções. A minha pré-candidatura é um gesto de contribuição. O meu projeto é Make Humanity Great Again. Faço-a com um compromisso inegociável: não perder a minha alma, não negociar a minha essência, não abrir mão dos valores que construíram a minha história como psiquiatra mais lido do mundo. O que me move é algo raro: o romantismo de contribuir para mudar o país e influenciar o teatro radicalizado das nações, onde projetos pessoais transcendem projetos para a sociedade”, explica o psiquiatra sobre suas ideias para o país.
O jornal Diário de Notícias, ao traçar um perfil do pré-candidato a presidente pelo Avante, afirma que Cury é o “psiquiatra mais lido do mundo” e “mentor de projetos internacionais gratuitos, incluindo em Portugal, para prevenção de suicídios”. O autor possui um best-seller internacional, o livro “O Vendedor de Sonhos: O Chamado”, publicado em 70 países.
“Candidato-me porque me tiram o sono as dores que muitos brasileiros vivem: oito milhões de jovens que não trabalham nem estudam, vivendo à margem das oportunidades, 1560 mulheres assassinadas por ano, sete milhões de jovens no ensino médio no Brasil que precisam de uma repaginação educacional sem formação técnica para a nova economia, muitos não terão lugar ao sol na sociedade digital e serão silenciosamente excluídos, o aumento do índice de suicídios desde a pandemia em 148%. Essas dores não são números. São vidas, histórias interrompidas, sonhos sufocados. E são elas que me impulsionam a dar este passo”, disse Augusto Cury em resposta ao questionamento do jornal português a respeito dos motivos que o fizeram se candidatar.
Em relação a seus projetos educacionais, Augusto Cury disse ao Diário de Notícias que pretende “repaginar” o ensino médio no país, integrando formação técnica e profissional voltada para o que ele chama de nova economia.
“Quero ver o Brasil como centro global de inovação e tecnologia: criar diversos polos de inovação – micro Silicon Valleys – espalhados pelo país. Como costumo dizer, os professores de hoje são cozinheiros do conhecimento que preparam alimento para uma plateia sem apetite”, disse.
Já nas respostas a respeito de suas propostas para a economia brasileira, o psiquiatra e pré-candidato afirmou que entre suas ideias está a de criar zonas francas de exportação para ampliar a competitividade internacional do país. Augusto Cury falou também em ampliar o papel exercido pelas embaixadas brasileiras no exterior, para transformá-las em plataformas de negócios com o objetivo de “vender” o Brasil.
“Precisamos vender o Brasil não como celeiro do mundo ou produtor de commodities mas como o supermercado do mundo; dobrar a produção de alimentos em dez anos, pois o mundo precisará de aumentar em 70% a sua produção de grãos até 2050; regularizar mais de 30 milhões de residências; Bolsa Família Turbo, proteger os vulneráveis sim mas premiar quem empreende, sem punições da perda do próprio Bolsa Família, gerando incentivos, como embrião da renda universal, que pode ser necessária se ocorrer o desemprego em massa devido às novas tecnologias; transformar a nação numa das mais empreendedoras do mundo ao estimular milhões de microempresas; preparar o país para o tsunami da IA e robótica, criar políticas de requalificação para evitar o caos social; criar a Black Week do Turismo Brasileiro, semanas anuais para atrair turistas do mundo com condições especiais”, descreveu o pré-candidato.
Perguntado se, dentro do atual cenário de polarização política no país, e se tem mais proximidade com Lula ou Flávio Bolsonaro, Augusto Cury disse que possui uma mente capitalista, mas com um coração social, não socialista.
“Desejo realizar uma pré-campanha e uma campanha que elevem o nível do debate, substituindo ataques por ideias, rótulos por propostas e radicalização por consciência crítica. Precisamos encerrar um ciclo perigoso de radicalização. Não é aceitável que extremos ideológicos se alimentem de acusações superficiais, sem compreensão profunda da psicologia humana e dos processos históricos e sociais que moldam comportamentos coletivos. O Brasil e o mundo precisam amadurecer emocional e intelectualmente”, afirmou o pré-candidato do Avante.
“Tenho recebido o apoio de líderes e pensadores que têm valorizado a transparência, a coerência e a inteligência deste projeto. Quero, por fim, reafirmar com convicção: desejo realizar a campanha mais barata, mais pacífica, mais inteligente e mais propositiva da história do Brasil – uma campanha com 0% de ataques pessoais e 100% de projetos”, completou Augusto Cury na entrevista ao Diário de Notícias.
O Partido Liberal (PL) encomendou uma pesquisa quantitativa e qualitativa para avaliar possíveis nomes que podem compor como vice a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (RJ).
De acordo com a legenda, o objetivo do levantamento é identificar quais nomes têm maior potencial de agregar votos e reduzir a rejeição do pré-candidato em um eventual cenário de disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os nomes incluídos na pesquisa estão o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
Conforme dirigentes do partido, há atualmente uma preferência interna pela escolha de uma mulher para a vaga de vice. A avaliação é de que essa composição poderia contribuir para reduzir a resistência de parte do eleitorado feminino ao grupo político.
As informações são do Metrópoles.
Bizarra e ilegal. Foi desta forma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a favor de uma condenação à prisão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
O julgamento acontece no plenário virtual do STF, e Alexandre de Moraes foi o primeiro ministro a apresentar seu voto. O ministro condenou Eduardo Bolsonaro a um ano de prisão por postagem contra Tabata.
Em uma publicação na rede X, Eduardo Bolsonaro acusa Tabata Amaral de elaborar um projeto de lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos financiadores de sua campanha. O projeto em questão propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.
Para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, a condenação de seu irmão, que mora nos Estados Unidos, não tem “pé e nem cabeça”.
“Depois da farsa que condenou Jair Bolsonaro, após autorizar investigação ilegal contra mim, por uma réles postagem aqui no X, agora uma condenação bizarra e ilegal, sem pé nem cabeça, de Eduardo Bolsonaro. Nós, o povo, vamos resgatar nossa democracia e a credibilidade das Instituições”, afirmou o senador.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro em parecer enviado ao STF. A manifestação foi assinada pela vice-procuradora-geral da República, Ana Borges.
Em seu voto, Alexandre de Moraes afirma que a conduta de Eduardo Bolsonaro imputa à deputada Tabata um fato ofensivo à reputação dela, ou seja, a elaboração de projeto de lei com objetivo de “beneficiar ilicitamente terceiro interessado”.
“No caso dos autos, portanto, estão amplamente demonstradas a materialidade e a autoria do crime de difamação”, afirmou Moraes.
O julgamento de Eduardo Bolsonaro no plenário virtual se encerra no próximo dia 28 de abril. Ainda faltam votar os demais nove ministros do STF.
Em reportagem divulgada na edição desta sexta-feira (17) da revista semanal alemã Der Spiegel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre seus planos para a eleição deste ano, das pesquisas atuais e do principal adversário, Flávio Bolsonaro, e a respeito das suas estratégias para lidar com Donald Trump.
Na resposta que deu a um questionamento da revista sobre a atual liderança de Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno feitas por pesquisas recentes, Lula disse que irá respeitar a decisão do povo nas urnas.
“Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou do centro, temos que aceitar esse resultado. Eu nunca teria imaginado que um metalúrgico, que já foi líder sindical como eu, fosse eleito três vezes para a presidência. Mas aqui estou eu!”, destacou o presidente.
Em declaração na última semana a um veículo de imprensa, Lula colocou em dúvida sua sétima candidatura a presidente da República. A revista Der Spiegel fez questionamento a respeito da confirmação da candidatura do líder petista, e Lula disse que “depende”.
“Haverá uma convenção partidária na qual meu partido discutirá os principais nomes. Estou me preparando para isso. Minha cabeça e meu corpo estão 100% em forma. Quero chegar aos 120 anos!”, afirmou.
Ainda sobre a disputa com Flávio Bolsonaro, Lula disse na entrevista não temer que o Brasil seja dominado pelo autoritarismo.
“O Brasil continuará sendo um país democrático no futuro. Além disso: vamos vencer esta eleição e garantir que nossa democracia se torne ainda mais estável. Aqui não há espaço para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia” colocou o presidente brasileiro.
“Essa ideologia de direita que governa o mundo não tem futuro. Em vez de ideias, ela apenas espalha ódio e mentiras”, completou Lula.
Deputados federais como Lindbergh Farias (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Gleisi Hoffmann (PR), além do presidente do PT, Edinho Silva, reproduziram vídeo editado pelo PT que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter sido beneficiado pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na obtenção de um financiamento bancário para compra de uma mansão em Brasília no valor de cerca de R$ 6 milhões.
Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por envolvimento nas fraudes cometidas em conluio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no período em que esteve à frente da presidência do banco público do Distrito Federal. Costa foi enviado no mesmo dia para a Penitenciária da Papuda.
Na legenda da postagem, o PT escreveu a seguinte chamada: "Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família". O vídeo, que na conta do PT tem mais de 300 mil visualizações, vem sendo reproduzido em outras plataformas por políticos e influenciadores de esquerda.
No vídeo, são relembradas reportagens de diversos veículos de imprensa na época em que Flávio comprou a mansão, em 2021. As reportagens citadas no vídeo afirmaram que o senador pagou R$ 2,87 milhões à vista pelo imóvel.
Os R$ 3,1 milhões restantes foram financiados em 360 meses pelo BRB, presidido na época por Paulo Henrique Costa, com taxa de juros nominal de 3,65% ao ano. O valor era abaixo da inflação, que ficou em 4,52% em 2020.
A compra, naquela ocasião, causou polêmica, porque o valor da casa tinha valor quase quatro vezes o valor do patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro na sua eleição para o Senado, em 2018. O vídeo faz uma relação de possível favorecimento ao senador pelo presidente do BRB, já que o financiamento da casa teve juros de 3,65%, quando a taxa de balcão praticada pelo BRB para outros financiamentos seria de 4,85%.
Em 2022, como resposta a uma ação popular movida pela deputada Erika Kokay (PT-DF), o senador Flávio Bolsonaro no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a compra da mansão estaria relacionada à sua renda como advogado. O parlamentar justificou que sua carreira na advocacia o ajudou a juntar o montante necessário para financiar o imóvel.
Além da renda como advogado, o hoje pré-candidato a presidente também informou que atua como empresário e empreendedor, e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, atua na odontologia “há bastante tempo”.
“Cabe dizer ainda que o banco que concedeu o financiamento, assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso complience e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade”, disse também o senador em nota à imprensa em 2022 sobre a compra da mansão.
Duas ex-ministras do governo Lula, que recentemente se desincompatibilizaram de seus cargos para concorrer nas eleições de outubro, estão liderando a disputa para o Senado no estado de São Paulo. É o que mostra o levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (16), que revela o potencial eleitoral de Marina Silva e Simone Tebet.
Nos três cenários apresentados aos eleitores pelo Paraná Pesquisas, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), aparece na liderança, sempre seguida pela ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que saiu do MDB e se filiou ao PSB para a disputa ao Senado.
Em terceiro lugar nas simulações, desponta deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), candidato do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Logo depois aparece o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, Ricardo Salles, do Novo.
Confira abaixo os três cenários da disputa para o Senado no estado de São Paulo. Os entrevistados, ao responderem o questionamento, podiam indicar dois candidatos de sua preferência.
A mudança de nome nos cenários se dá no candidato do PL, que ainda não foi definido pelo partido:
Cenário 1
Marina Silva (Rede) - 37,8%
Simone Tebet (PSB) - 32,9%
Guilherme Derrite (PP) - 27,4%
Ricardo Salles (Novo) - 19,2%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 15,1%
André do Prado (PL) - 9,8%
Não sabe/ não opinou: 6,8%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 12,4%
Cenário 2
Marina Silva (Rede) - 37,7%
Simone Tebet (PSB) - 32,3%
Guilherme Derrite (PP) - 27,4%
Ricardo Salles (Novo) - 26,8%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 14,8%
Mário Frias (PL) - 13,4%
Não sabe/ não opinou: 6,3%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 12,3%
Cenário 3
Marina Silva (Rede) - 37,4%
Simone Tebet (PSB) - 32,36
Guilherme Derrite (PP) - 26,7%
Ricardo Salles (Novo) - 18,3%
Coronel Mello Araújo (PL) - 18,1%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 13,8%
Não sabe/ não opinou: 5,9%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 11,9%
Na sondagem espontânea, quando os entrevistados dizem o nome do seu preferido para o Senado sem consultar uma lista prévia, a ex-ministra Simone Tebet aparece na primeira colocação, seguida de Derrite. Confira abaixo as intenções de votos espontâneas dos eleitores de São Paulo:
Simone Tebet (PSB) - 3,1%
Guilherme Derrite (PP) - 2,1%
Fernando Haddad (PT) - 1,5%
Marina Silva (Rede) - 0,8%
Ricardo Salles (Novo) - 0,3%
André do Prado (PL) - 0,2%
Coronel Mello Araújo (PL) - 0,1%
Mario Frias (PL) - 0,1%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 0,1%
Outros nomes - 0,9%
Não sabe/não opinou - 85,4%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 11 e 14 de abril com 1.600 eleitores em 80 municípios. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número SP-00378/2026.
A Câmara Municipal de Salvador apresentou um projeto de resolução que propõe a concessão do título de Cidadão soteropolitano ao senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o texto, Mesa Executiva da Casa Legislativa é a autora da proposta. Além disso, deve providenciar a entrega da honraria em sessão solene, a ser previamente marcada.
Na justificativa apresentada, a proposição aponta que a homenagem tem como finalidade reconhecer “os relevantes serviços prestados à sociedade brasileira” e a contribuição do senador para o fortalecimento de valores democráticos, institucionais e sociais que impactam o desenvolvimento da cidade de Salvador.
O texto destaca ainda a atuação do parlamentar na vida pública nacional, mencionando sua participação em pautas de interesse público, especialmente nas áreas de segurança pública, desenvolvimento econômico e defesa de princípios constitucionais.
A justificativa também aponta que, embora a atuação do senador ocorra em âmbito nacional, suas iniciativas legislativas e posicionamentos teriam repercussão em todo o território brasileiro, incluindo Salvador, contribuindo para o aprimoramento de políticas públicas que afetam a capital baiana.
A mais nova edição da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), apresenta algumas más notícias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter visto o seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aumentar a distância no segundo turno (42%x40%).
Nos questionamentos sobre a aprovação do governo, por exemplo, cresceu de 51% em março para 52% agora em abril a quantidade de pessoas que desaprova a gestão do presidente Lula. Já a aprovação caiu de 44% para 43%, aumentando o déficit do governo de 7% para 9%.
Apesar de estar em movimento de alta desde fevereiro, a desaprovação atual de 52% ainda não chega no pior momento do governo Lula, registrado no mês de maio do ano passado. Naquele período, segundo a Genial/Quaest, a desaprovação do governo Lula chegou a 57%, contra 40% de aprovação, uma diferença de 17 pontos percentuais.
Na segmentação do quadro aprovação/desaprovação, onde o presidente Lula mais perde apoio é na região Sul (62%), entre os homens (55%), na faixa etária de 16 a 34 anos (56%), com pessoas com ensino superior (62%) e que ganham acima de cinco salários mínimos (62%) e em meio aos que se dizem evangélicos (68%).
Em relação à aprovação, ela é maior na região Nordeste (63%), entre as mulheres (45%), na faixa etária de 60 anos ou mais (51%), com pessoas que estudaram até o ensino fundamental (54%) e que ganham até dois salários mínimos (57%) e em meio aos que se declaram católicos (49%).
Em outro tópico da pesquisa, sobre o potencial de voto nos candidatos, o presidente Lula também não tem motivos para comemorar a redução em um ponto percentual na sua rejeição. Segundo a Quaest, caiu de 56% em março para 55% em abril a quantidade de pessoas que afirmam que não votariam no líder petista.
Com os 55%, Lula é o candidato mais rejeitado entre os eleitores, e na segunda posição aparece o senador Flávio Bolsonaro, com 52% que se dizem não votar nele. A rejeição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro caiu oito pontos percentuais desde dezembro do ano passado, quando o seu nome apareceu pela primeira vez nas pesquisa.
Em dezembro/2025, a rejeição de Flávio Bolsonaro era de 60%. No mês seguinte, em janeiro, já tinha caído para 55%, percentual que se manteve até março, e veio a cair agora em abril, chegando a 52%.
As más notícias para o presidente Lula aparecem também no recorte da pesquisa que questionou os eleitores sobre a percepção do noticiário a respeito do governo petista. Para 48% dos entrevistados, as notícias sobre o governo Lula são mais negativas, e somente 23% acreditam que as notícias são mais positivas.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
Uma disputa mais acirrada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um primeiro turno já com novos nomes de pré-candidatos, e a ultrapassagem do candidato do PL sobre o líder petista no segundo turno, já abrindo dois pontos de vantagem. Esses são alguns dos resultados da nova rodada da pesquisa Genial/Quaest para a presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (15).
Na simulação de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 37% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro aparece com 32%. A maior novidade da pesquisa foi a inclusão do psicólogo e escritor Augusto Cury, pré-candidato pelo Avante, que marcou 2% entre os entrevistados.
Outros nomes que aparecem pela primeira vez em uma pesquisa sobre a eleição presidencial foram os de Cabo Daciolo, pré-candidato do partido Mobiliza, e Samara Martins, da Unidade Popular, que pode vir a ser a única mulher a disputar a presidência.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), acumulou 6% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teve 3%.
Confira abaixo o cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 37%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Ronaldo Caiado (PSD) - 6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 2%
Renan Santos (Missão) - 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Indecisos - 4%
Brancos/Nulos - 11%
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz o seu candidato sem olhar qualquer lista de nomes, Lula lidera a disputa, mas caiu em relação ao levantamento anterior. Já Flávio Bolsonaro subiu três pontos e reduziu a distância para o presidente.
Um aspecto interessante da pesquisa espontânea foi a diminuição da quantidade de indecisos, que caiu de 60% verificados em março para 62% agora em abril. Confira o resultado da espontânea abaixo:
Lula - 19%
Flávio - 13%
Outros nomes - 5%
Jair Bolsonaro - 1%
Indecisos - 62%
Já na simulação de segundo turno, a pesquisa Genial/Quaest mostra o senador Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto, à frente do presidente Lula, que tem 40%. O resultado representa um empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior da Genial/Quaest, divulgada em março, Flávio e Lula empatavam em 41%. O instituto também fez outras simulações de segundo turno. Confira abaixo todas as disputas:
Flávio 42% x 40% Lula
Lula 43% x 36% Romeu Zema
Lula 43% x 35% Caiado
Lula 44% x 24% Renan Santos
Lula 44% x 23% Augusto Cury
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, causou surpresa no universo político de Brasília ao anunciar, nesta terça-feira (14), que havia convidado o ex-governador Ciro Gomes para ser o candidato do partido à presidência da República nas eleições de outubro. O anúncio foi feito após um encontro no gabinete da liderança do partido na Câmara.
Em uma rápida entrevista, Aécio, acompanhado do líder do partido na Câmara, deputado Adolfo Viana (BA), disse que era necessário romper a polarização Lula x Bolsonaro e oferecer um novo projeto para o país.
“Ciro tem um projeto sólido e bem-sucedido no Ceará, mas acreditamos que ele pode liderar um novo caminho para o Brasil, com uma economia liberal, inclusiva e uma gestão pública responsável. É o que o PSDB sempre defendeu e que o Brasil precisa mais do que nunca”, afirmou o presidente do PSDB.
Segundo Aécio Neves, o Brasil “é muito maior do que a soma de Lula e Bolsonaro”, e por isso o partido abriu as portas para a “figura qualificadíssima, preparada e corajosa” de Ciro Gomes para uma candidatura presidencial.
O ex-governador Ciro Gomes respondeu ao convite destacando que vai “avaliar com muito respeito” a proposta feita, considerando suas responsabilidades com o Ceará, e disse ainda que vai consultar familiares e aliados. Ciro ingressou no PSDB inicialmente com intenção de concorrer ao governo do Ceará.
“O PSDB se fortalece ainda mais com essa possibilidade e continua sua jornada de crescimento com novas lideranças e uma proposta clara para o Brasil. O partido se posiciona como alternativa no cenário político atual, com foco em equilíbrio, responsabilidade e desenvolvimento para todos”, afirmou o comunicado oficial do PSDB divulgado na noite desta terça.
Caso aceite o convite de Aécio Neves, Ciro Gomes disputará a sua quinta eleição presidencial. Ciro foi candidato a presidente em 1998, 2002, 2018 e 2022.
A Confederação Nacional de Trânsito (CNT) divulgada nesta terça-feira (14) um novo levantamento de opnião sobre as eleições nacionais deste ano. A pesquisa aponta que, em um segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o petista lidera as intenções de voto com 44,9%, contra 40,2% de Flávio.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro BR-02847/2026, entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 08 a 12 de abril de 2026 e possui margem de erro de 2,2 pontos, com nível de confiança de 95%. Os entrevistados responderam de forma presencial domiciliar à pergunta: “Em uma hipótese de 2º turno para presidente do Brasil, em quem o(a) Sr.(a) votaria?”
Ainda no cenário de Lula e Flávio, 3,6% dos eleitores entrevistados responderam que votariam nulo ou branco e 11,3% se disseram indecisos quanto ao voto. Em relação à última pesquisa, divulgada em novembro do ano passado, Lula caiu quatro pontos percentuais. Flávio ainda não constava como opção para presidente.
A pesquisa ainda questionou sobre o cenário de Lula contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No caso, Lula aparece com 45,2% dos votos frente a 31,6% do mineiro. 15,9% disseram que vão votar branco ou nulo e 7,3% estão indecisos.
Por fim, entre o presidente petista e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). O goiano aparece com 32,7% das intenções de voto e Lula com 44,4%. 15,2% disseram que votariam branco ou nulo e outros 7,7% responderam que estão indecisos. (A reportagem foi atualizada às 15h28)
A pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, que colocou Flávio Bolsonaro (PL-RJ numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez a pré-campanha do senador ajustar sua estratégia para os próximos meses.
Agora, o foco é avançar em segmentos onde enfrenta maior resistência, especialmente entre mulheres e eleitores do Nordeste.
No cenário geral de segundo turno, Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O senador tem melhor desempenho entre eleitores de maior renda, com 49% entre os mais ricos, e também cresce na classe média, com 41% entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos, grupo considerado decisivo em disputas nacionais.
O recorte religioso mantém uma tendência observada desde 2018: Flávio lidera entre evangélicos, com 49%, enquanto Lula tem 25%. Já entre católicos, o cenário se inverte, com o petista marcando 43% contra 30% do senador.
Regionalmente, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro concentra força no Sul e Sudeste, mas enfrenta dificuldades no Norte e Nordeste, onde Lula mantém vantagem, chegando a 55% em algumas áreas.
Diante desse cenário, a campanha avalia que o crescimento ainda é limitado e precisa ser ampliado para além de sua base atual. A estratégia agora é “furar a bolha” e dialogar com públicos mais amplos.
Para isso, aliados do senador têm apostado em um discurso menos confrontativo e mais voltado ao dia a dia do eleitor, com foco em temas como custo de vida, endividamento das famílias, acesso a alimentos e segurança pública.
A influenciadora digital Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou neste domingo (12), em suas redes, um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fazendo uma dancinha. O vídeo mostra o pré-candidato a presidente com uma roupa verde e amarela, dançando em uma pista de dança ao som de um funk chamado “a dança da rachadinha”.
Na peça, a música, cantada por uma voz de mulher, repete o refrão “essa é a dança da rachadinha”. Ao final, o vídeo faz um convite aos bolsonaristas: “venha dançar você também”. No Instagram de Bia Lula o vídeo ultrapassou as 100 mil visualizações.
Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, conhecida como Bia Lula, tem 30 anos e é a neta mais velha do presidente Lula. Formada em comunicação social e gestão pública, Bia é filha da jornalista Lurian Cordeiro Lula da Silva, primogênita do líder petista com a enfermeira Miriam Cordeiro.
A sátira do vídeo divulgado por Bia Lula faz referência à acusação contra Flávio Bolsonaro de ter praticado o crime de “rachadinha” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro apontava o então deputado estadual como líder de uma organização criminosa que recolhia parte do salário de ex-funcionários públicos empregados em seu antigo gabinete na Assembleia, onde exerceu mandato de 2003 a 2019.
A denúncia do MP-RJ acusava Flávio de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato (desvio de dinheiro público). Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça acolheu um recurso da defesa do já senador e anulou as decisões da Justiça do Rio de Janeiro na investigação, por entender que elas não foram tomadas pelo juiz certo para julgar o caso.
Para o STJ, a investigação deveria ter sido conduzida pelos desembargadores do TJ-RJ e não por um juiz de primeira instância, como ocorreu. Posteriormente, em novembro do mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os relatórios do Coaf que embasaram a acusação. Foram estes relatórios que expuseram a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz entre 2016 e 2017.
Queiroz é um PM aposentado que era chefe de gabinete de Flávio na Alerj. Flávio e Queiroz sempre negaram as acusações. Com as decisões do STJ e do STF, a denúncia acabou não indo para frente.
O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi flagrado por uma câmera de circuito interno na última quarta-feira (8) furtando um item em um supermercado no shopping RioMar, no Recife. Ele é o mesmo que, em janeiro de 2020, isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro nas negociações de imóveis no Rio de Janeiro.
Na época, Flávio elogiou a investigação, mas não mencionou que conhecia o delegado, então diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Rio de Janeiro, havia pelo menos sete anos. Quando a informação veio à tona, nem Flávio nem Blatt quiseram comentar a relação.
Em dezembro de 2020, o delegado foi alvo de uma representação de associados por ter contratado a namorada para fornecer cestas de café da manhã aos membros da entidade, pagamento de R$ 34,2 mil, de julho a outubro. O estatuto da ADPF veda a contratação de cônjuge ou companheiro por dirigentes. A defesa de Blatt afirmou que a namorada tecnicamente não era sua companheira, porque ainda estava em processo de divórcio.
Agora, lotado em Pernambuco, Blatt foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem após ser abordado por seguranças do supermercado. As câmeras registraram o momento em que ele pega um item na prateleira, senta na área da padaria, guarda o produto no bolso da bermuda e passa pelo caixa pagando outras mercadorias. Na saída, foi detido e devolveu o produto.
O vídeo foi registrado por volta das 16h, na unidade da rede Palato. A TV Globo apurou que o produto furtado foi um carpaccio de trufas negras, uma iguaria usada para comer com pães. O alimento, vendido em conserva, custa R$ 300.
Veja momento:
?? Delegado da PF que isentou Flávio Bolsonaro em investigação é flagrado furtando carpaccio em supermercado no Recife
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 12, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/NtG7Zaf8pC
De acordo com o G1, a Polícia Civil instaurou inquérito por meio de portaria. Além do inquérito criminal por furto, ele responde a um processo disciplinar aberto pela Corregedoria da PF.
Os pré-candidatos à presidência da República, o agora ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicaram neste sábado (11) um vídeo em que aparecem juntos. Nas imagens, os dois brindam e fazem comentários em tom de brincadeira sobre uma possível parceria nas eleições deste ano.
Zema e Flávio Bolsonaro fazem vídeo juntos e brincam sobre possível chapa pic.twitter.com/KueSBfQ5DJ
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 11, 2026
“Pessoal, tô aqui com o Flávio, fazendo um convite para ele ser o meu vice. O que vocês acham?”, diz Zema. Em seguida, Flávio Bolsonaro sorri e responde: “Será?”. Durante a gravação, ambos aparecem sorrindo após o brinde, enquanto toca a música La Isla Bonita, da cantora Madonna, que tem virado meme nas redes sociais.
A publicação ocorreu horas após a divulgação de uma nova pesquisa do Datafolha, que apontou, pela primeira vez, Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno.
Já no 1º turno, Lula teria 39%; enquanto Flávio Bolsonaro chegaria a 35%; Caiado, 5%; e Zema, 4%
Está marcada para a próxima segunda-feira (13) uma sabatina na Comissão de Finanças e Tributação com todos os sete deputados que são candidatos a uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). Essa etapa da sabatina antecede a eleição que na terça (14) vai definir o substituto do ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou recentemente.
Entre os sete candidatos que se inscreveram por seus partidos está o deputado baiano Elmar Nascimento, indicado pelo União Brasil. Elmar, atual segundo vice-presidente da Câmara, foi indicado, segundo comunicado da liderança do União Brasil por possuir um “perfil técnico” para o cargo, portando o equilíbrio nas decisões, além de compromisso com o interesse público.
Além de Elmar Nascimento, registraram candidatura as deputadas Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP) e os deputados Odair Cunha (PT-MG), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSDB-RJ) e Gilson Daniel (Podemos-ES).
O deputado petista Odair Cunha é o principal nome da disputa, e apresentou candidatura reunindo apoio de uma coalizão que inclui PT, MDB, PDT, PSB, Republicanos, entre outros. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é um dos principais fiadores da candidatura do petista.
Quando estava em campanha pela presidência da Câmara, Motta garantiu o apoio do PT após prometer que daria todo o suporte para Odair na eleição ao TCU. Hugo Motta cumpriu a promessa e vem articulando apoio a Cunha entre diversos partidos.
O voto, entretanto, é secreto, e nomes como o Elmar Nascimento e Danilo Forte correm por fora e podem impedir a vitória do indicado por Hugo Motta. Quem obtiver mais votos ganha a disputa e terá seu nome enviado para ser chancelado pelo Senado.
Na semana passada, Hugo Motta já havia mandado instalar no plenário da Câmara cabines e urnas de votação para a eleição do novo ministro do TCU.
Conheça abaixo um pouco mais sobre os deputados e deputadas que disputam uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União:
Adriana Ventura (Novo-SP)
No segundo mandato, Adriana Ventura leva para a disputa um perfil associado ao discurso de gestão e integridade. Formada em administração pública, é mestre e doutora pela FGV, onde lecionou por mais de 15 anos, e estudou na ESSEC, em Paris. No primeiro mandato, foi vice-líder do Novo e presidiu frentes parlamentares voltadas à ética contra a corrupção e à telessaúde. Atualmente, lidera a bancada do partido na Câmara. Sua candidatura foi lançada pelo Novo, sem uma aliança mais ampla fora da legenda.
Danilo Forte (PP-CE)
No quarto mandato como deputado federal, Danilo Forte reúne experiência parlamentar e passagem pela administração pública. Advogado e engenheiro, presidiu a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) entre 2007 e 2010. Em março, fez uma movimentação partidária diretamente ligada à disputa do TCU: rompeu com o União Brasil, tentou migrar para o PSDB, acabou se filiando ao PP e teve a candidatura formalmente indicada pela federação PSDB-Cidadania. Nos bastidores, seu nome é visto como alternativa para setores que resistem ao apoio fechado a Odair Cunha.
Elmar Nascimento (União-BA)
É um dos nomes politicamente mais fortes da disputa. Advogado, está no terceiro mandato federal, depois de ter sido vereador em Campo Formoso e deputado estadual por três mandatos na Bahia. Em fevereiro de 2025, foi eleito 2º vice-presidente da Câmara, cargo que o colocou na Mesa Diretora e ampliou seu peso institucional. No ano passado, chegou a disputar a presidência da Casa, mas retirou a candidatura em favor do arranjo que levou Hugo Motta ao comando da Câmara. Agora, entra na disputa pelo TCU com o apoio formal do União Brasil, partido do qual já foi líder.
Gilson Daniel (Podemos-ES)
No primeiro mandato como deputado federal, Gilson Daniel tenta se apresentar como um nome de perfil administrativo e municipalista. É contador e servidor público, foi prefeito de Viana por dois mandatos e presidiu a Associação dos Municípios do Espírito Santo. Na Câmara, ocupa a Ouvidoria-Geral e é vice-líder do bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos. Seu apoio formal na disputa, até aqui, vem do Podemos.
Hugo Leal (PSD-RJ)
Deputado federal em quinto mandato, Hugo Leal tem trânsito antigo em temas ligados à segurança viária e à infraestrutura. Advogado, ficou conhecido nacionalmente por ser autor da Lei Seca e atualmente preside a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro. Antes da Câmara, exerceu cargos no Executivo fluminense e, mais recentemente, licenciou-se do mandato para comandar secretarias estaduais ligadas à área de energia no Rio de Janeiro. É o nome oficial do PSD na disputa e tenta ampliar apoios para além da própria legenda.
Odair Cunha (PT-MG)
Deputado federal desde 2003, Odair está no quinto mandato e é um dos quadros mais experientes da bancada petista. Advogado, foi relator da medida provisória que criou o Bolsa Família, presidiu o PT de Minas Gerais e se licenciou do mandato entre 2015 e 2018 para assumir a Secretaria de Estado de Governo na gestão Fernando Pimentel. Hoje, ocupa a vice-liderança da Maioria na Câmara. Na corrida pelo TCU, larga com a base formal mais robusta: reúne o apoio de 12 partidos e o respaldo público de Hugo Motta.
Soraya Santos (PL-RJ)
Advogada, em terceiro mandato consecutivo, Soraya construiu trajetória ligada à atuação institucional e à bancada feminina. Presidiu a Comissão de Finanças e Tributação, foi coordenadora da bancada feminina e exerceu a função de Procuradora da Mulher da Câmara no biênio 2023-2025. Hoje, preside o PL Mulher. Sua candidatura foi formalizada pelo PL e ganhou impulso com o apoio público de Flávio Bolsonaro, que defendeu seu nome após a desistência de Hélio Lopes e com o argumento que a indicação ampliaria a presença feminina no TCU. Em 2023, ela já havia disputado outra vaga na corte e recebeu 75 votos no plenário da Câmara.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) reverteu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e registrou 46% das intenções de voto no 2° turno, frente a 45% de Lula, figurando um empate técnico. Isso é o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). Essa é a primeira vez que Flávio ultrapassa o petista númericamente.
A distância entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o atual presidente registra 45% dos votos frente a 42% dos opositores, também figurando um empate técnico em ambos os cenários. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 07 e 09 de abril e está registrada sob o código BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em comparação ao levantamento do Datafolha de março, Caiado foi o pré-candidato que mais avançou nas pesquisas, saindo de 36% dos votos para 42%. Flávio Bolsonaro saiu de 43% para 46% e Romeu Zema foi avaliado pela primeira vez.
Analisando o cenário do primeiro turno, Lula soma 45% das intenções em votos válidos - resultado produzido a partir da exclusão dos votos nulos e brancos -, enquanto os quatro adversários citados marcam, juntos, 55%. Segundo a Justiça Eleitoral, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos para a vitória no 1° turno.
Na medição espontânea de votos, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula é citado por 26% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é a resposta de 16% dos eleitores e Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 2%. Outras respostas somadas são 5%. 7% disseram que vão votar branco, nulo ou nenhum, 1% disseram que não votam e 42% não souberam responder.
REJEIÇÃO
No que diz respeito à rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro também lideram na disputa. Segundo a pesquisa, 48% dos eleitores declararam que não votam em Lula e 46% dizem não votar no senador.
O Datafolha ainda avalia que ambos são os nomes mais conhecidos da disputa: 99% dos entrevistados disseram conhecer Lula e 93% disseram conhecer Flávio Bolsonaro.
Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram uma rejeição e popularidade similares. Zema, que é governador de Minas Gerais, registra 17% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. No caso de Caiado, governador de Goiás, obteve 16% das respostas de rejeição e 54% dos eleitores disseram que não sabem quem ele é.
O senador Otto Alencar (PSB-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, afirmou que o senador Angelo Coronel (Republicanos) é "bolsonarista desde 2019" após Coronel declarar apoio a Flavio Bolsonaro (PL) à presidência.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, o parlamentar declarou seu apoio ao "amigo pessoal", candidato do PL, e afirmou que o apoio ao candidato do PL não impacta o cenario nacional e que “ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente”.
À coluna Milena Teixeira, do jornal Metrópoles, Otto afirmou não se surpreender com a posiçao de Coronel. “Ele [Coronel] é bolsonarista desde 2019. Ele é isso aí”, afirmou.
Ex-aliado da base petista no estado, Coronel se afastou do partido no fim de 2025 após ficar de fora da chapa “puro-sangue”, formada por Rui Costa, Jacques Wagner e Jerônimo Rodrigues. A relação com Otto também foi rompida neste período, após Coronel ser acusado de tentar trair Alencar.
À rádio Antena 1 Bahia, Coronel ainda afirmou possuir uma relação pessoal com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. “Eu, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, declarou.
O fim do prazo, na semana passada, para desincompatibilização de cargos de quem deseja se candidatar nas eleições de outubro, vem levando os partidos a acelerarem as definições sobre candidatos. Até o momento, 11 partidos já teriam definido pré-candidaturas a presidente, embora esse número ainda possa crescer ou diminuir, pois apenas nas convenções de julho/agosto serão definidos os candidatos.
Até o momento, já apresentaram disposição para se candidatarem a presidente os seguintes nomes:
Lula (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Ronaldo Caiado (PSD)
Romeu Zema (Novo)
Renan Santos (Missão)
Aldo Rebelo (DC)
Cabo Daciolo (Mobilização Nacional)
Augusto Cury (Avante)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Dos nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado, Cabo Daciolo e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.
Confira abaixo como está a situação de cada um dos 11 candidatos que participaram da eleição presidencial de 2022:
Lula, do PT, participou em 2022 da sua sexta eleição a presidente, tendo sido eleito após ter 48,43% dos votos válidos no primeiro turno e 50,90% dos votos válidos no segundo turno. Em 2026, o atual presidente é candidato a concorrer pela sétima vez, podendo chegar ao seu quarto mandato.
Jair Bolsonaro, do PL, em 2022 estava na presidência da República, e concorreu para renovar o mandato. Com 43,20% dos votos válidos, Bolsonaro foi para o segundo turno e acabou derrotado por Lula. No ano passado, Jair Bolsonaro foi preso após ter sido condenado a 27 anos por tentativa de golpe e outros crimes. No momento, cumpre pena em regime domiciliar, após ter passado por diversos problemas de saúde quando estava na Papudinha, e indicou seu filho, Flávio, para ser o candidato do partido a presidente.
Simone Tebet, como candidata do MDB em 2022, surpreendeu e alcançou o terceiro lugar naquela eleição, chegando a 4,16% dos votos válidos. Após ter apoiado Lula no segundo turno, Tebet foi convidada para ser ministra, e assumiu a pasta do Planejamento desde o primeiro dia do novo governo. Recentemente, se desincompatibilizou do cargo, mudou do MDB para o PSB e vai disputar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo.
Ciro Gomes, então no PDT, concorreu à presidência da República pela quarta vez em 2022, e nesse pleito, ficou na quarta posição, com 3,04% dos votos válidos. Após as eleições, ficou afastado do ambiente político, e neste ano de 2026, ingressou no PSDB e anunciou que vai disputar o governo do Ceará, cargo que ele exerceu entre os anos de 1991 a setembro de 1994, quando renunciou para ser ministro da Fazenda do então presidente Itamar Franco.
Soraya Thronicke, que em 2022 exercia o cargo de senadora pelo estado do Mato Grosso do Sul, foi candidata a presidente pelo União Brasil, e alcançou 0,51% dos votos válidos no primeiro turno. No ano seguinte, trocou o União pelo Podemos, onde seguiu até a semana passada, quando entrou no PSB para tentar se reeleger ao Senado.
Felipe D´Avila, cientista político e empresário, não tinha exercido cargos públicos quando se tornou candidato a presidente pelo Novo. No primeiro turno de 2022, D´Avila obteve 0,47% dos votos válidos. Após as eleições, voltou a exercer a sua atividade empresarial e também a diretoria do Centro de Liderança Pública (CLP), uma organização sem fins lucrativos que busca formar lideranças para enfrentar os problemas do país. Também escreveu um livro, “Vire à Direita, Siga em Frente”.
Padre Kelmon, que pertence à Igreja Ortodoxa do Peru, inicialmente foi incluído em uma chapa como vice do candidato Roberto Jefferson. Com a impugnação da candidatura de Jefferson, Kelmon se tornou candidato a presidente. No primeiro turno, Padre Kelmon, candidato pelo PTB, obteve 0,07% dos votos válidos. Após criar um movimento político chamado Foro do Brasil, Kelmon ingressou no PL e deve concorrer a uma vaga de deputado federal pelo Estado de São Paulo.
Léo Péricles, ativista político mineiro, concorreu a presidente em 2022 pela Unidade Popular (UP), partido que teve seu registro homologado no TSE em 2019. No pleito de 2022, Léo Péricles obteve 0,05% dos votos válidos. Atualmente, Péricles é presidente da Unidade Popular, e ainda não definiu se vai ser candidato a algum cargo nas eleições.
Sofia Manzano, economista e professora, foi candidata a presidente em 2022 pelo PCB, e obteve 0,04% dos votos válidos. Sofia já havia participado das eleições de 2014, disputando o cargo de vice-presidente. Atualmente, Sofia continua militando politicamente no PCB, ao mesmo tempo em que é professora de Economia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Ainda não há definição se será candidata novamente a algum cargo eletivo neste ano.
Vera Lúcia, pernambucana, se candidatou a presidente pelo PSTU, e obteve 0,02% dos votos válidos. Ela, que afirma ser uma operária sapateira, participou de diversas eleições para variados cargos, nunca tendo sido eleita. Em 2026, Vera Lúcia é pré-candidata a governadora pelo Estado de São Paulo, pelo PSTU.
Eymael, em 2022, pela Democracia Cristã (DC), foi candidato a presidente pela sexta vez (já tinha tentado nos pleitos de 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018), e obteve 0,01% dos votos válidos. Eymael, que seguiu como presidente do DC até recentemente, quando foi substituído no cargo por João Caldas, pai do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas. Em 2026, Eymael, de 86 anos, não será candidato a presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, ao comentar as disputas em torno dos minerais críticos e das terras raras brasileiras.
“Essa gente vai vender o Brasil, e nós não podemos permitir”, disse Lula em entrevista ao ICL Notícias, realizada no Palácio do Planalto.
O presidente reagiu à participação de Flávio Bolsonaro na CPAC, conferência conservadora realizada em março, no Texas.
Na ocasião, o senador afirmou que o Brasil “vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido” e se colocou como uma alternativa para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China no fornecimento de minerais estratégicos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceram praticamente empatados nas simulações de segundo turno na nova pesquisa Meio/Ideia sobre as eleições de 2026, divulgada nesta quarta-feira (8). Já no primeiro turno, Lula lidera a disputa com vantagem de apenas três pontos percentuais.
De acordo com a pesquisa, o presidente Lula teria 40,4% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Os demais nomes que registraram intenções de voto foram Ronaldo Caiado (União), com 6,5%; Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), com 3%; e Aldo Rebelo (DC) com 0,6%.
Já nas simulações de segundo turno, os resultados são os seguintes:
Flávio Bolsonaro 45,8% x 45,5% Lula
Lula 45% x 39% Ronaldo Caiado
Lula 44,7% x 38,7% Romeu Zema
Lula 45% x 26,4% Renan Santos
Lula 46% x 22,6% Aldo Rebelo
Na avaliação sobre a rejeição aos nomes colocados até aqui para a disputa presidencial, Lula aparece com o maior percentual na disputa ao Palácio do Planalto: 44,2% dos eleitores responderam que não votariam no líder petista “de jeito nenhum” se as eleições fossem hoje.
O segundo nome mais rejeitado é o do senador Flávio Bolsonaro, com 37,5% de eleitores que dizem não votar nele “de jeito nenhum”. As rejeições dos demais candidatos ficaram com o seguinte patamar: Ronaldo Caiado - 20,4%; Romeu Zema - 17,5%; Renan Santos - 16%; Aldo Rebelo - 11%; Não rejeita ninguém - 2,2%.
O levantamento divulgado pelo Meio/Ideia revela ainda que 51,5% dos eleitores brasileiros dizem que o presidente Lula não merece continuar no governo depois de 2026. Já 45% dos entrevistados responderam que o petista merece ter um quarto mandato.
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 3 a 7 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00605/2026.
“Jamais chegarei perto dele (Jair Bolsonaro). Seria como comparar o filho de Pelé com o próprio Pelé”. Essa afirmação foi feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times. A publicação inglesa publicou uma extensa reportagem nesta terça-feira (7) sobre o pré-candidato do PL à presidência da República.
A frase dita por Flávio ao Financial Times se deu quando a publicação questionou o senador sobre o motivo dele se recusar a ocupar a cadeira que era utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no escritório que mantinha na sede do PL, em Brasília. Flávio Bolsonaro recebe visitantes e mantém encontros políticos no mesmo gabinete, mas não senta na cadeira do pai.
Na reportagem sobre Flávio Bolsonaro, intitulada “A Volta dos Bolsonaros”, o Financial Times diz que a candidatura do senador surgiu quando a “família Bolsonaro parecia estar politicamente acabada”. O jornal inglês, no perfil traçado sobre o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considera que Flávio teria se colocado como um candidato “altamente competitivo” para as eleições deste ano.
“Jair Bolsonaro, o ex-presidente de extrema-direita do Brasil, estava preso, condenado a 27 anos por conspiração para um golpe de Estado e libertado da prisão domiciliar após tentar romper uma tornozeleira eletrônica. Seu filho combativo, Eduardo, frequentemente visto como seu herdeiro mais provável, foi expulso do Congresso e vive em autoexílio nos EUA. Mas a família está orquestrando um rápido retorno. A seis meses das eleições presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro, o filho mais velho, de temperamento mais moderado, surge como um candidato altamente competitivo”, escreve a reportagem.
O Financial Times destaca que a plataforma de campanha de Flávio Bolsonaro deve ser semelhante às posições de Jair Bolsonaro, principalmente em questões sociais e de combate à criminalidade, embora com uma postura de maior moderação. Entre as ideias destacadas pelo jornal estão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ou até 14 para casos de assassinato e estupro, além de impostos menores e mais privatizações.
“Para atrair o eleitorado de centro, Flávio Bolsonaro está enfatizando sua reputação como o membro mais moderado da família. Advogado que já foi dono de uma loja de chocolates, seu tom é menos agressivo e confrontador do que o de seu pai. Como presidente, Jair Bolsonaro era notoriamente cético em relação às vacinas contra a covid-19; Flávio Bolsonaro, por sua vez, tomou a vacina publicamente”, diz a matéria.
Sobre a disputa com Lula, a reportagem do jornal inglês destaca que ambos os candidatos possuem altos índices de rejeição. O Financial Times avalia que a equipe de campanha de Lula deverá atacar Flávio por casos como o da “rachadinha” na Assembleia do Rio e supostas ligações com milícias.
Outro ponto enfocado pela reportagem do Financial Times foi um questionamento se o senador estaria preparado para suportar as pressões de uma campanha presidencial. O jornal lembra do momento em que Flávio Bolsonaro desmaiou durante um debate na televisão.
“Embora Flávio Bolsonaro esteja na política há mais de 20 anos, também existem dúvidas sobre se ele consegue suportar a pressão de uma eleição presidencial. Sua campanha para prefeito do Rio de Janeiro em 2016 foi um desastre: em um debate, ele quase desmaiou e teve que desistir. Acabou ficando em quarto lugar”, afirma o texto.
Na entrevista que deu ao Financial Times, Flávio afirmou que o presidente Lula é “hostil demais” aos Estados Unidos enquanto favorece seu parceiro chinês, Xi Jinping. “O presidente Lula está errado ao fechar as portas para os Estados Unidos e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa”, afirmou ao veículo.
Flávio Bolsonaro também procurou em suas respostas mostrar um contraste com aquele que deve ser seu principal oponente em outubro.
“O Brasil precisa urgentemente de mudanças, de um governo mais jovem, moderno e com mais energia. O problema não é a idade de Lula, é que suas ideias estão ultrapassadas”, disse o pré-candidato do PL à presidência.
Além de gravar um vídeo em que pede pacificação, o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), também entrou em contato por telefone com seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para tentar conter a mais recente troca de críticas entre os dois.
Segundo publicação do Metrópoles, Flávio decidiu telefonar para ambos após observar o aumento do tom das manifestações nas redes sociais. A iniciativa teve como objetivo pedir o fim das ofensas públicas, em meio ao contexto de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Aliados do senador avaliavam que o movimento poderia contribuir para reduzir o conflito. No entanto, ao longo da segunda-feira (6), as manifestações nas redes sociais indicaram que a estratégia não surtiu o efeito esperado.
Durante o dia, Eduardo Bolsonaro seguiu repercutindo críticas dirigidas a Nikolas por parte de aliados. O deputado também publicou um vídeo com referência ao episódio, no qual solicitava o cadastro de brasileiros residentes no exterior para votação.
O senador Angelo Coronel (Republicanos) declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) na manhã desta segunda-feira (6). Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, o parlamentar defendeu que a decisão não impacta o cenário nacional.
“Na eleição de presidente, se engana quem acha que uma liderança local vai influenciar. O povo escolhe por conta própria. A liderança do município influencia na eleição do governador, do senador. Ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente”, declarou o senador.
O recém-filiado ao Republicanos destacou sua relação pessoal com o presidenciável e afirmou que vai priorizar a relação com o pré-candidato na hora do voto. “Eu, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, disse Coronel.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se auto-exilou nos Estados Unidos desde o ano passado, fez duras críticas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), alegando que o colega de partido desrespeita a sua família e não se empenha na campanha do senador Flávio Bolsonaro. Eduardo fez uma longa postagem na rede X neste sábado (4) com críticas ao comportamento de Nikolas.
A divergência teve início na sexta (3), quando Eduardo compartilhou um vídeo do influenciador de direita Kim Paim. No conteúdo, Paim criticava Nikolas por ter compartilhado uma postagem do perfil Space Liberdade, que segundo Eduardo Bolsonaro, não apoia a candidatura de Flávio à Presidência.
Ao compartilhar o perfil Space Liberdade, Nikolas criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por fala sobre o Pix e reforçou que foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que criou o mecanismo financeiro. Silvio Grimaldo respondeu Eduardo Bolsonaro ao publicar um print da postagem de Nikolas, afirmando que o conteúdo era “contra o Lula e em defesa do pai do rapaz [Eduardo]”. Em comentário à postagem, Nikolas escreveu “kkk’, interpretado por Eduardo como deboche e desrespeito.
“Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoiei e acreditei”, disse Eduardo.
O ex-deputado pelo PL de São Paulo declarou ainda que a “fama não faz bem” à Nikolas e afirmou que o congressista mineiro não apoia Flávio Bolsonaro.
“Eu realmente acreditava que você iria cair em si, que com a eleição se aproximando o senso de salvar o país falasse mais alto do que o ego e eventuais desentendimentos, mas meses se passaram e você continua colocando Flavio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou”, criticou Eduardo Bolsonaro.
“A eleição de Flávio não é um capricho da minha família, mas a única chance real de acabarmos com um regime que persegue senhorinha e cidadãos inocentes. Afaste-se desse tipo de gente, que apenas rebaixa sua história até aqui. Deixe eventuais desavenças de lado, não por mim ou por minha família, mas pelo Brasil. Ou tudo que lhe restará é o risinho de deboche”, completou o ex-deputado e irmão de Flávio.
Até a publicação deste texto, o deputado Nikolas Ferreira não havia respondido às críticas.
Bisneto de Juscelino Kubitschek troca PSD pelo PL para disputar vaga de deputado no Distrito Federal
O ex-secretário de Juventude do governo do Distrito Federal André Kubitschek, bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek, se filiou nesta sexta-feira (3) ao PL, com intenção de se candidatar a deputado distrital pelo Distrito Federal. André estava no PSD, que em Brasília é presidido por seu pai, o ex-senador Paulo Octavio.
Filho de Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de JK, o pré-candidato contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), na sua solenidade de filiação. Também estavam presentes o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), e a presidente regional do partido, deputada federal Bia Kicis (DF).
Após se filiar, o bisneto de Juscelino Kubitschek afirmou que ingressa no PL por acreditar que o partido pode transformar o Brasil em um “celeiro de oportunidades”.
“Preservando valores fundamentais como a família, a transparência, o bom senso, o trabalho, o equilíbrio fiscal e principalmente o respeito absoluto à nossa Constituição. Então, contem comigo nessa caminhada para solidificar e resgatar a confiança no nosso país”, declarou André.
A mudança de partido ocorreu em meio a divergências com o PSD sobre a disputa pelo governo do Distrito Federal. O pré-candidato a deputado distrital apoia a reeleição de Celina Leão, enquanto o PSD, presidido por Gilberto Kassab, filiou o ex-governador José Roberto Arruda, que pode ser lançado ao cargo, embora esteja inelegível por condenação por improbidade administrativa.
Também na disputa nacional, o bisneto do ex-presidente JK possuía divergências com o partido. André Kubitschek apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente, enquanto o PSD anunciou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o seu nome na disputa.
André Kubitschek, de 32 anos, é conselheiro no museu Memorial JK e concorreu a deputado federal em 2022. Foi o primeiro titular da Secretaria da Juventude do Distrito Federal, criada em 2025 pelo governador Ibaneis Rocha.
Flávio Bolsonaro diz Pix é patrimônio brasileiro e que “sonho do Lula é taxar” sistema de pagamentos
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às acusações do Partido dos Trabalhadores (PT) após a divulgação de um relatório da Casa Branca que critica o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Em publicação na rede social X, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “o Pix já é um patrimônio brasileiro, um legado muito importante criado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Mas até isso o PT tenta roubar”.
O partido tem acusado Flávio de atuar para ajudar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a enfraquecer o Pix. Em vídeo divulgado no X, o senador rebateu: “Com Bolsonaro, o Pix é sem taxa, sem imposto. Mas o sonho do PT e do Lula é taxar o seu Pix. Eles tentaram no passado taxar o Pix, e não deu certo”. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre negou a intenção de tributar o Pix.
Nas redes sociais, o PT publicou nesta quinta-feira (2/4) que “Donald Trump, com o apoio de Flávio Bolsonaro, ameaça um dos maiores avanços recentes do país, um sistema que facilitou a vida de milhões de brasileiros e virou referência no mundo. Não é só sobre tecnologia. É sobre soberania”.
O relatório do governo norte-americano, divulgado na quarta-feira (1º/4), classificou o Pix como uma “desvantagem” para empresas dos EUA de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
O documento afirma: “O Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Representantes do setor nos Estados Unidos têm manifestado preocupação de que o Banco Central favoreça o Pix, o que colocaria em desvantagem fornecedores norte-americanos de serviços de pagamento eletrônico. Além disso, o Banco Central exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas adotem o uso do Pix”.
Tanto integrantes do governo quanto a militância petista foram orientados a defender o sistema brasileiro, destacando que o Pix foi criado pelo Brasil e que há interferência externa em assuntos internos.
Nesta quinta-feira (2), o presidente Lula comentou o assunto em Salvador: “Os Estados Unidos fizeram um relatório essa semana sobre o Pix, e disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles. O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”.
Em um café da manhã com jornalistas, para marcar a sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin dise ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fez duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A respeito do convite de Lula, o vice-presidente afirmou que ser candidato é um “ato de amor”. Já sobre Flávio Bolsonaro, Alckmin disse que “quem defende a ditadura não deveria ser candidato”, além de afirmar que a pesquisa é apenas um retrato de momento.
“Pesquisa é momento. Na maioria das pesquisas, o Lula está na frente. O que vai valer mesmo é a campanha eleitoral. A campanha é o momento alto da vida pública. Você vai poder comparar governos”, declarou.
Ainda na crítica ao principal adversário do governo, Geraldo Alckmin também fez uma distinção entre as candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro. O vice-presidente afirmou que o governo Lula “salvou a democracia”, e que na campanha deste ano a sociedade vai poder se confrontar com uma luta entre “democracia versus ditadura”.
“O princípio é a defesa da democracia. Esse é o valor. O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, afirmou Alckmin, que na reunião ministerial da última terça (31) foi confirmado por Lula como candidato a vice em sua chapa.
Geraldo Alckmin deve deixar o seu cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços até o próximo sábado (4). O presidente Lula ainda não definiu quem será o substituto.
A decisão para escolha do futuro presidente em outubro deste ano pode ser tomada não pelo apoio a algum dos postulantes, mas pela preocupação ou pelo medo de que ganhe o candidato que o eleitor mais rejeita. Partindo dessa premissa, a AtlasIntel organizou um levantamento com entrevistas em todo o país para avaliar a disputa presidencial de 2026 sob o ângulo da rejeição.
O questionamento principal da AtlasIntel envolveu os dois candidatos que disputam ponto a ponto a liderança das pesquisas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O instituto perguntou qual resultado saído das urnas causaria mais preocupação aos eleitores. Confira abaixo o resultado:
A reeleição do presidente Lula - 47,1%
A eleição de Flávio Bolsonaro - 46,3%
Ambos me preocupam igualmente - 6,5%
O estudo da AtlasIntel também procurou conhecer a percepção do eleitor a respeito dos que votam no campo oposto ao dele. O instituto fez a seguinte pergunta: “Na sua percepção, as pessoas que votam no político que você mais rejeita são, geralmente”. Eis como os entrevistados responderam:
Pessoas manipuladas/ignorantes – 57,4%
Pessoas com falhas graves de caráter – 31%
Pessoas comuns, que apenas pensam diferente de mim – 11,7%
Na mesma linha, da visão do eleitor sobre o candidato que mais rejeita, a AtlasIntel o quanto as pessoas seriam afetadas emocionalmente em casa de vitória de um presidente rejeitado por elas. Veja as respostas:
Me afetaria muito - 62,3%
Me afetaria moderadamente - 16,4%
Me afetaria pouco - 10,2%
Não me afetaria - 6,5%
Não sei - 4,6%
Em relação aos sentimentos dos eleitores em caso de uma vitória do candidato que eles rejeitam, veja como a eleição de um determinado candidato poderia ser absorvida pela população (os entrevistados aqui podiam citar múltiplas respostas):
Falta de esperança - 66,9%
Medo - 58,1%
Frustração - 56,5%
Tristeza - 48,9%
Raiva - 46,7%
Aceitação - 6%
Na medição do potencial eleitoral dos dois principais candidatos de 2026 e também do índice de rejeição de cada um, o presidente Lula aparece com a maior quantidade de pessoas que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”: 50%. Já os que dizem que “com certeza” votarão nele somam 41%.
O mesmo índice de 41% certeza de voto acompanha a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Já na avaliação da rejeição do candidato do PL, 49% dizem não votar nele de jeito nenhum.
Para avaliar os motivos da alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro, a AtlasIntel perguntou aos entrevistados porque eles não votariam em um ou em outro “de jeito nenhum”. Em relação ao presidente Lula, os motivos listados foram os seguintes:
Envolvido/conivente com corrupção - 85,9%
Quer a população dependente do estado - 45,7%
Representa um projeto de poder autoritário - 33,2%
Não foi um bom presidente - 29,9%
Não prioriza os verdadeiros problemas do país - 21%
Estimula a divisão do país - 16,1%
Ameaça aos valores cristãos - 15,1%
Oportunista/age por conveniência - 13,4%
Não se preocupa com o povo - 9,2%
Idade avançada - 5,7%
Já teve a sua oportunidade - 5,1%
Fraco - 1,2%
Já em relação ao senador Flávio Bolsonaro, confira como foram as respostas daqueles que mais o rejeitam e dizem não votar nele “de jeito nenhum”:
Não quero um governo parecido com o de Jair Bolsonaro - 74,4%
Envolvido/conivente com corrupção - 62,7%
Representa um projeto de poder autoritário - 47,2%
Oportunista/age por conveniência - 31,5%
Não prioriza os verdadeiros problemas do país - 28,8%
Não se preocupa com o povo - 28%
Governa para os ricos - 26,1%
Estimula a divisão do país - 22,2%
Não tem experiência/preparo - 20,4%
Fraco - 16,5%
Muito conservador/retrógrado - 13,2%
Não é um líder autêntico da direita - 6,7%
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 4.224 pessoas de 16 a 23 de março de 2026. A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06058/2026.
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º) pela AtlasIntel revela que a população de Santa Catarina não vem recebendo com bons olhos a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de deslocar um de seus filhos para concorrer ao Senado pelo estado. Os números da pesquisa mostram que o ex-vereador Carlos Bolsonaro ostenta um terceiro lugar nas simulações de voto, além de ter rejeição maior do que seus adversários.
Quando surgiu o projeto de tirar Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro para que ele concorresse por Santa Catarina, no final do ano passado, o PL tentou convencer a deputada Caroline de Toni a não postular vaga para o Senado e se candidatar à reeleição para a Câmara. O partido tinha um acordo anterior com o PP para apoiar o atual senador Esperidião Amin.
Incentivada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Carol de Toni manteve a intenção de se candidatar, e ameaçou mudar de partido para seguir com os planos de se lançar ao Senado. Com a intervenção de Michelle, o PL recuou e anunciou que sairia com uma chapa pura, formada por De Toni e Carlos Bolsonaro. Amin, por sua vez, disse que não deixaria de ser candidato à reeleição.
Os números da pesquisa AtlasIntel desta quarta revelam a força da deputada Caroline de Toni no estado, e o acerto de sua decisão sobre manter a candidatura, já que ela recebeu inclusive a manifestação de apoio de dezenas de prefeitos. Já Carlos Bolsonaro, que renunciou ao cargo de vereador pelo Rio de Janeiro e mudou seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, vê seu projeto ser rejeitado por boa parte da população catarinense.
Confira abaixo os números da simulação para o Senado:
Caroline de Toni (PL) - 30,7%
Esperidião Amin (PP) - 20,1%
Carlos Bolsonaro (PL) - 18,3%
Décio Lima (PT) - 13,4%
Afrânio Boppré (Psol) - 9,7%
Branco/nulo - 5%
Não sabem - 2,8%
A AtlasIntel perguntou também aos entrevistados sobre o que pensavam a respeito de uma possível candidatura do ex-vereador Carlos Bolsonaro, apoiada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As respostas saíram da seguinte forma:
Oportunismo político contra
interesses do estado - 50%
A melhor alternativa para os
interesses do estado - 25,6%
Estratégia política legítima,
mas questionável - 20,6%
Não sei - 3,7%
Em outro recorte da pesquisa, o ex-vereador Carlos Bolsonaro aparece com uma rejeição entre os catarinenses maior do que a do irmão, Flávio, e a do pai, Jair. Enquanto Jair Bolsonaro tem taxa de rejeição de 35,6% e Flávio de 36,5%, Carlos aparece com um índice de 43,6%.
O filho de Jair Bolsonaro e pretendente a uma cadeira de senador por Santa Catarina só não tem rejeição maior do que a de Lula (65,1%), de Décio Lima (52,3%) e de Eduardo Leite (43,8%). Na outra ponta, entre as taxas de rejeição mais baixas estão a de Caroline de Toni (23,9%) e a do senador Esperidião Amin (21,6%).
Apesar dos percalços enfrentados por Carlos Bolsonaro na sua candidatura a senador, o irmão, Flávio Bolsonaro, lidera com folga em Santa Catarina. Segundo a AtlasIntel, Flávio registrou 53,4% em um cenário com diversos candidatos, contra 28,4% de Lula, na simulação de primeiro turno.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro alcançaria 59,4%, contra 31,1% do presidente Lula. Nas outras simulações de segundo turno, Lula também fica bem abaixo das intenções de voto de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e até de Jair Bolsonaro.
Por fim, a pesquisa AtlasIntel avaliou a aprovação do trabalho do presidente Lula aos olhos dos eleitores de Santa Catarina. O resultado foi ainda pior do que nas simulações de primeiro e segundo turnos.
De acordo com o levantamento, o presidente Lula tem uma aprovação de 24%, enquanto a desaprovação chega a 71%.
A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel de 25 a 30 de março de 2026. Foram entrevistadas 1.280 pessoas com 16 anos ou mais em Santa Catarina. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento da AtlasIntel está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-01666/2026 e SC-05257/2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto nos cenários de primeiro quanto nos de segundo turno entre os eleitores de São Paulo, mas em Minas Gerais, a situação se inverte e é o líder petista que está à frente nas simulações. Esses foram alguns resultados de duas pesquisas realizadas pela AtlasIntel/Estadão nos estados que representam os dois maiores colégios eleitorais do país.
As duas pesquisas foram divulgadas nesta quarta-feira (1º), com simulações das intenções de voto a presidente em São Paulo e em Minas Gerais. De um eleitorado de 156 milhões em todo o país, São Paulo e Minas possuem cerca de 33% do total (SP tem 33,7 milhões e MG 16,2 milhões de eleitores).
A pesquisa Atlas/Estadão constatou que no estado de São Paulo, Flávio Bolsonaro e o presidente Lula aparecem tecnicamente empatados, com vantagem numérica para o primeiro. Em um eventual segundo turno entre os dois, o senador abre vantagem de cinco pontos sobre o líder petista, acima da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Nas simulações de disputa no segundo turno entre Lula e outros adversários, o petista perde para todos os nomes colocados contra ele.
Confira abaixo os cenários de primeiro e segundo turno em São Paulo:
Primeiro turno
Cenário 1
Flávio Bolsonaro (PL) - 43,4%
Lula (PT) - 42,5%
Renan Santos (Missão) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 3,2%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Brancos/nulos - 2,2%
Não sei - 0,4%
Segundo turno
Flávio Bolsonaro 49% x 44% Lula
Romeu Zema 49,3% x 43,8% Lula
Ronaldo Caiado 45,9% x 42,4% Lula
O levantamento Atlas/Estadão foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.
Em Minas Gerais, a pesquisa AtlasIntel realizada com eleitores do estado aponta o presidente Lula na frente de Flávio Bolsonaro. A distância de Lula para Flávio, na opinião dos mineiros, é de 3,3%, acima da margem de erro.
Ao contrário do que foi apurado entre os eleitores de São Paulo, a pesquisa AtlasIntel mostra uma vantagem do presidente Lula sobre todos os outros adversários no estado de Minas Gerais. Lula ganha no segundo turno até mesmo de Romeu Zema, que renunciou no dia 22 de março do cargo de governador de Minas Gerais para concorrer à presidência.
Confira abaixo os cenários com os eleitores de Minas Gerais:
Primeiro turno
Cenário 1
Lula (PT) - 43,7%
Flávio Bolsonaro (PL) - 40,4%
Romeu Zema (Novo) - 4,7%
Renan Santos (Missão) - 3,3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Voto branco/nulo - 0,9%
Não sei - 4,4%
Segundo turno
Lula 47,3% x 46,9% Flávio Bolsonaro
Lula 47,3% x 46,5% Romeu Zema
Lula 44,2% x 40,8% Ronaldo Caiado
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A AtlasIntel entrevistou 2.195 eleitores de Minas Gerais, pela internet, entre 25 e 30 de março. O levantamento, pago com recursos próprios do instituto, apresenta índice de confiança de 95%, e o número de registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05686/2026.
A pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (30), além de confirmar o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro e no segundo turno, buscou entender junto aos eleitores brasileiros como a polarização política afeta a sua escolha entre os dois principais candidatos. O resultado do levantamento revela que o antipetismo é, no momento, um sentimento mais forte do que o antibolsonarismo.
De acordo com o resultado dos questionamentos feitos aos entrevistados, a pesquisa Nexus/BTG avaliou que o percentual dos que dizem ser “anti-Lula” chegou a 39% dos eleitores. Já o percentual dos que afirmam ser “anti-Bolsonaro e sua família” está em 30%.
Os entrevistados da Nexus responderam à questão “Sou Anti-Lula” ou “Sou Anti-Bolsonaro” marcado o nível de sua concordância com a afirmação em uma tabela de 1 a 10, sendo que o 10 representava uma concordância integral com a afirmação e o 0 uma discordância completa. No caso do presidente Lula, contando as respostas entre os números 7 a 10, o percentual de antilulistas chega a 44%.
Já em relação à família Bolsonaro, o perfil dos que rejeitam não apenas o pai, Jair Bolsonaro, mas também o filho, Flávio Bolsonaro, chega-se a um índice total de 35% nas respostas de 7 a 10. A diferença da rejeição total a Lula sobre a família Bolsonaro é de 9%.
Na outra ponta, da discordância em relação ao sentimento de rejeição, os índices são menos favoráveis a Lula do que à família Bolsonaro. Nas respostas de 0 a 3, que marcariam em tese os que seriam favoráveis ao presidente, o percentual chega a 33%.
No caso da família Bolsonaro, as respostas de 0 a 3, dos que não se colocam como “Anti-Bolsonaro”, chega-se a um percentual de 39%. Com isso, o presidente Lula possui um déficit de 11%, enquanto a família Bolsonaro tem um superávit de 4%.
A partir do cruzamento das respostas dos entrevistados em todo o Brasil, a pesquisa Nexus/BTG agrupou os eleitores brasileiros em seis grupos, que seriam os seguintes:
Bolsonaristas convictos - 27%
Não-polarizados - 23%
Lulistas convictos - 21%
Anti-Lula e Anti-Bolsonaro - 8%
Bolsonaro como alternativa - 8%
Lula como alternativa - 5%
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2006 eleitores de 27 a 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-078/75/2026.
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) revela que subiu de 52,2% em fevereiro para 53,3% agora em março a quantidade de eleitores que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito para um novo mandato. A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 28 deste mês.
Desde o início de 2026, essa rejeição ao nome do presidente Lula como candidato já cresceu mais de dois pontos percentuais. No levantamento do Paraná Pesquisas de janeiro, o índice dos que afirmavam que Lula não merece ser reeleito era de 51%.
Na outra ponta, vem caindo a quantidade de eleitores que diz que o líder petista merece ser reeleito. Em janeiro, esse índice era de 45,3%, e houve redução para 43,9% em fevereiro e 43,7% agora em março. Apenas 3% afirmam não saber responder.
O Paraná Pesquisas revela que o Nordeste é a região que mais considera que Lula merece a reeleição: 54,8%. O Sul é a região do país que mais considera que Lula não merece vencer a eleição presidencial, com 66,1% dos entrevistados respondendo nesse sentido.
Nas outras regiões, também predomina a posição dos eleitores de que Lula não merece ser reeleito para o seu seu quarto mandato: Norte + Centro Oeste tem 59,5% de rejeição ao presidente e Sudeste 53,6%. No Nordeste, 42,6% disseram que o petista não merece ser reeleito.
A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores do Brasil de 25 a 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00873/2026.
A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa nacional do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (30). No principal cenário estimulado apresentado pelo levantamento, Lula tem 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37,8%.
No mesmo cenário, Ronaldo Caiado aparece com 3,6%, Romeu Zema com 3%, Renan Santos com 1,2% e Aldo Rebelo com 1,1%. Os que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7%, enquanto 5% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também lidera, com 26,3%. Flávio Bolsonaro registra 16,9%, enquanto Jair Bolsonaro é citado por 4,3%. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 0,6% cada, Ratinho Junior com 0,5%, Renan Santos com 0,3% e Aldo Rebelo com 0,1%. Nesse recorte, o percentual de indecisos é de 42,9%.

O levantamento também testou um segundo cenário, em confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nessa simulação, Flávio Bolsonaro aparece com 45,2%, enquanto Lula marca 44,1%. Os que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois são 6,2%, e 4,5% não souberam ou não responderam.

Os recortes regionais indicam desempenho distinto dos dois principais nomes. No Nordeste, Lula registra 51% no cenário 1, contra 30,5% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o quadro se inverte: Flávio tem 49,5%, enquanto Lula soma 30,2%. No Sudeste, Lula aparece com 41,2%, ante 37,9% de Flávio. Já no Norte e Centro-Oeste, Flávio marca 39,6%, contra 35,1% de Lula.
Outro dado do levantamento mostra que 53,3% dos entrevistados disseram que Lula não merece ser reeleito, enquanto 43,7% afirmaram que o presidente merece um novo mandato. Outros 3% não souberam ou não opinaram.
Segundo a metodologia informada pelo instituto, foram entrevistados 2.080 eleitores em 158 municípios de 26 estados e do Distrito Federal, entre 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob número BR-00873/2026.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"Trate os 43 vereadores da mesma forma".
Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.