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Voltou a viralizar nas redes sociais nesta reta final do mês de janeiro um vídeo gravado em dezembro do ano passado pelo presidente do Missão, o pré-candidato a presidente Renan Santos, com diversos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), chega a dizer no vídeo que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “tem que morrer”.
No vídeo, Renan Santos acusa o senador e pré-candidato a presidente de corrupção e traição ao movimento. O presidente do Missão afirma que a atuação de Flávio Bolsonaro teria enfraquecido pautas defendidas pelo MBL e favorecido a defesa do Supremo Tribunal Federal.
“Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse Renan Santos.
Em outro trecho do vídeo, o fundador do MBL amplia as críticas a Flávio e estende as agressões ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF”, afirmou.
As falas de Renan Santos foram rebatidas nas redes sociais por diversos políticos e influenciadores de direita. O ex-vereador por São Paulo, Fernando Holiday, que foi fundador do MBL junto com Renan, repudiou os comentários do presidente do partido Missão, e denunciou o ex-parceiro de movimento ao Ministério Público de São Paulo.
Holiday, que atualmente está no PL, em ofício ao Ministério Público, afirma que Renan Santos atentou contra a vida de Flávio Bolsonaro, e pede que, “diante da gravidade do conteúdo”, sejam abertas investigações. “Nada vai nos impedir de mudar esse país”, diz o ex-vereador em postagem na rede X.
De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que analisa o grau de conhecimento sobre os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de fidelidade de voto, mas também as maiores rejeições para as eleições de outubro.
Lula é a figura mais conhecida entre os entrevistados, com 82,1% afirmando que o conhecem bem, enquanto apenas 1,9% declaram não conhecê-lo. Em termos de potencial eleitoral, 31,5% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele com certeza, já a rejeição é de 45,3%.
Com relação a Flávio Bolsonaro, a pesquisa ainda indica que 34,9% da população conhece bem o senador, enquanto a maioria, 52,7%, afirmou apenas ouvir falar, e 12,4% não possuem conhecimento sobre ele. Seu potencial eleitoral entre os que o conhecem revela que 26,3% votariam nele com certeza e o índice de rejeição chega a 44,7%.
O levantamento comparativo mostra que o Lula é o candidato mais conhecido pela população, enquanto Ratinho Junior possui o menor índice de conhecimento entre os citados.
O Instituto Paraná Pesquisas vai divulgar nesta quinta-feira (29) mais uma simulação sobre a corrida presidencial de 2026. A pesquisa, além de contar simulações de primeiro e segundo turno, ainda avalia a rejeição dos principais presidenciáveis e analisa a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sondagem projetará dois cenários de primeiro turno. Em um deles, os entrevistados escolherão entre Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). No outro, apenas uma mudança: sai Flávio, entra Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O instituto também apresentará três cenários de segundo turno, todos com a presença do presidente Lula: contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior. Os outros dois postulantes a uma candidatura presidencial pelo PSD, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, ficaram de fora das simulações de segundo turno.
No quesito da avaliação pessoal de cada candidato, o Paraná Pesquisas questionou os entrevistados se teriam certeza em votar, se poderiam votar ou não votariam de jeito nenhum nos candidatos Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior e Tarcísio de Freitas.
Esse levantamento será o primeiro da Paraná Pesquisas em 2026. Em sua última pesquisa do ano passado, o Paraná Pesquisas havia apurado que o presidente Lula aparecia em primeiro lugar em todos os cenários de primeiro turno. Já nas seis simulações de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente, mas empatado tecnicamente, pela margem de erro, com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Ratinho Junior.
Um dado curioso da nova sondagem do Paraná Pesquisas é que nomes que vinham sendo inseridos anteriormente nos levantamentos entre os postulantes a uma candidatura presidencial, como Michelle Bolsonaro (PL), a senadora Tereza Cristina (PP), o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), foram deixados de fora das simulações. Até mesmo o presidente do Missão, Renan Santos, que vem tendo o seu nome testado em outras pesquisas, foi deixado de fora nos cenários do Paraná Pesquisas.
O trabalho de campo para a realização do levantamento foi feito pelo Paraná Pesquisas entre o último domingo (25) e esta quarta (28). Foram 2.080 entrevistas, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Em um mês de janeiro no qual divulgou mais um vídeo sobre monitoramento do pix, que teve mais de 71 milhões de visualizações, e que liderou uma caminhada a pé de 240Km de Minas Gerais a Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) consolidou ainda mais a sua posição de político mais influente no Instagram.
Levantamento realizado pela plataforma de análise de dados Zeeng, divulgado nesta segunda-feira (26), revela que Nikolas Ferreira liderou com folga o ranking de engajamento entre políticos brasileiros entre os dias 1° e 26 de janeiro deste ano. O resultado do político mineiro foi 689% maior que o do segundo colocado, o também deputado Sargento Fahur (PSD-PR).
De acordo com a análise, o engajamento médio de Nikolas Ferreira nos primeiros 26 dias de janeiro deste ano no Instagram foi de 2.488.745 interações. Além do vídeo do Pix, diversos vídeos postados por Nikolas durante a caminhada realizada na semana passada tiveram forte engajamento, pelo menos dois deles na casa de 60 milhões de visualizações.
Já o deputado Fahur, por sua vez, registrou 315.087 participações em média no período, ficando com a segunda posição. O deputado paranaense entrou na caminhada já nos últimos dias.
O segmento da direita dominou o top 5 dos mais influentes, com o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) na terceira posição, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na quarta e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na quinta colocação. Pavanato se juntou à caminhada logo nos primeiros dias, e gravou vídeos que tiveram milhões de visualizações e interações.
A esquerda, por outro lado, colocou apenas três nomes entre os 20 primeiros colocados. Foram eles: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na 7ª colocação; a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), no 8° lugar; e o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), na 12ª posição.
Lula, por sinal, ficou logo abaixo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal rival até o momento na disputa presidencial deste ano. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, o outro presidenciável que aparece na lista é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na décima posição.
Dos 20 primeiros colocados na lista do ranking de influência, oito participaram da caminhada liderada por Nikolas Ferreira. São eles, além do próprio Nikolas: Sargento Fahur, Lucas Pavanato, Rony Gabriel, Carlos Bolsonaro, Jeffrey Chiquini, Gustavo Gayer e Maurício Marcon.
Além da deputada Erika Hilton, a outra mulher entre os 20 mais influentes é a deputada estadual Índia Armelau, do Rio de Janeiro. A deputada pertence ao PL do Rio, e faz muitas postagens com fortes críticas aos parlamentares e políticos de esquerda.
Confira a lista dos 20 primeiros colocados em engajamento no Instagram, segundo a plataforma Zeeng (número de interações em média por postagem):
1 - Nikolas Ferreira – 2.488.745
2 - Sargento Fahur – 315.087
3 - Lucas Pavanato – 193.106
4 - Sergio Moro – 187.530
5 - Eduardo Bolsonaro – 167.715
6 - Flávio Bolsonaro – 161.937
7 - Lula – 157.114
8 - Erika Hilton – 137.271
9 - Rony Gabriel – 134.697
10 - Tarcísio de Freitas – 103.184
11 - Carlos Bolsonaro – 93.353
12 - Renato Freitas – 88.206
13 - Delegado Bruno Lima – 79.057
14 - Jeffrey Chiquini – 78.495
15 - Cleitinho Azevedo – 75.742
16 - Gustavo Gayer – 74.804
17 - Mauricio Marcon – 72.707
18 - Sargento Salazar – 71.591
19 - Rodrigo Manga – 68.619
20 - Índia Armelau – 62.708
A primeira pesquisa nacional de 2026 do instituto capixaba Cidades/Futura, divulgada nesta quinta-feira (22), revelou um resultado diferente de outras divulgadas há poucos dias. A pesquisa Futura apresenta diversos cenários de disputa apertada entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em primeiro turno, mas com liderança do senador do Rio de Janeiro nas simulações de segundo turno.
Em cinco dos seis cenários estimulados apresentados pelo instituto Futura para primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, levando-se em conta uma margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. No sexto cenário, há vantagem para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula.
Nos cenários de segundo turno levantados pelo instituto, Lula perderia para Flávio Bolsonaro e também para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O presidente empata tecnicamente com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).
Em outros cenários, o governador Ronaldo Caiado (União), de Goiás, venceria apenas Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro vence Ratinho Junior, Zema e Leite, e empata tecnicamente com Tarcísio.
Considerando o primeiro turno, foi feita uma pergunta para resposta espontânea (quando os nomes não são apresentados previamente para escolha do eleitor) e seis cenários estimulados (quando são mostrados os nomes, entre os quais o entrevistado deve escolher). Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Pesquisa espontânea
Lula (PT): 31,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 19,9%
Jair Bolsonaro (PL)*: 4,8%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 2,4%
Eduardo Bolsonaro (PL): 1,7%
Ratinho Junior (PSD): 1,6%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 0,8%
Renan Santos (Missão): 0,7%
Romeu Zema (Novo): 0,4%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Outros: 2,6%
Ninguém/Branco/Nulo: 5,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 27,8%
Cenário 1
Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 33,3%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 10,5%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Renan Santos (Missão): 1,2%
Aldo Rebelo (DC): 0,5%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,6%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 5,3%
Cenário 2
Lula (PT): 35,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 34,3%
Ratinho Junior (PSD): 9,1%
Romeu Zema (Novo): 4,4%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3,7%
Renan Santos (Missão): 1,7%
Aldo Rebelo (DC): 0,6%
Eduardo Leite (PSD): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 7%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,7%
Cenário 3
Flávio Bolsonaro (PL): 39,4%
Lula (PT): 36,3%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 4,9%
Romeu Zema (Novo): 4,8%
Eduardo Leite (PSD): 3,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 8,4%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,0%
Cenário 4
Lula (PT): 37,5%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 14,8%
Renan Santos (Missão): 2,7%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,2%
Cenário 5
Flávio Bolsonaro (PL): 39,6%
Lula (PT): 38%
Ratinho Junior (PSD): 11%
Renan Santos (Missão): 2,3%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 2,4%
Cenário 6
Flávio Bolsonaro (PL): 43,8%
Lula (PT): 38,7%
Eduardo Leite (PSD): 4,2%
Renan Santos (Missão): 2,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 7,5%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 2,9%
Pesquisa simulou possibilidades de segundo turno para presidente
Para o levantamento a respeito da intenção de voto dos brasileiros no segundo turno, o instituto 100% Cidades simulou 11 cenários. Foi apresentado aos entrevistados um cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, além de outros cinco cenários com a presença de Lula e mais cinco cenários com a presença de Flávio Bolsonaro.
Veja abaixo os resultados dos cenários de segundo turno:
Flávio Bolsonaro 48,1% x 41,9% Lula
Tarcísio de Freitas 46,1% x 41,3% Lula
Ratinho Junior 44,8% x 41,2% Lula
Ronaldo Caiado 42,0% x 41,8% Lula
Lula 42,8% x 40,5% Romeu Zema
Lula 41,9% x 37,3% Eduardo Leite
Flávio Bolsonaro 37,5% x 34,7% Tarcísio de Freitas
Flávio Bolsonaro 42,4% x 30,2% Ratinho Junior
Flávio Bolsonaro 45,0% x 25,7% Ronaldo Caiado
Flávio Bolsonaro 44,7% x 24,6% Romeu Zema
Flávio Bolsonaro 47,2% x 25,9% Eduardo Leite
A pesquisa 100% Cidades/Futura ouviu dois mil entrevistados entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2026. A pesquisa teve custo de R$ 160 mil, pagos com recursos próprios da Futura Pesquisas e Assessorias Ltda. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-08233/2026.
“Ou superamos o passado ou não teremos futuro”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Michel Temer, em entrevista à edição da revista Veja que chegou nesta sexta-feira (23) às bancas. A frase de Temer se refere à polarização que domina a política brasileira.
“No meu tempo havia oposição, mas não havia essa radicalização de posições”, colocou o ex-presidente. Superar o passado, segundo ele, é a única receita para o Brasil sair do “atoleiro político” em que se encontra hoje.
À revista, o ex-presidente defendeu a construção de um pacto político contra a polarização. Michel Temer afirma que o eleitor brasileiro está cansado da disputa entre Lula e Bolsonaro, e diz acreditar que a alternativa aos dois passa pela moderação.
“É um momento em que os candidatos podem lançar projetos para o país. Se isso acontecesse, ao invés da disputa Lula e Bolsonaro, teríamos uma disputa de projetos para chegar ao poder. Essa pregação parece de certa ingenuidade, eu sei, mas não é. O ideal seria o centro e a centro-direita terem um programa para o país para se opor a outro programa, e daí nós melhoramos as relações políticoeleitorais-administrativas no país”, explica o ex-presidente.
Michel Temer diz à Veja que já foi procurado pelos governadores que pretendem disputar a Presidência, e teria dado a eles essa sugestão. Há pelo menos quatro atuais governadores que demonstram intenção de se candidatar em outubro: Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (Paraná).
“Qualquer um deles que vier a ser candidato representa muito adequadamente o meu pensamento. O eleitorado está cansado dessa disputa de nome contra nome”, concluiu Temer.
O ex-presidente também foi questionado se a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia ser um fato de união da centro-direita. Para Temer, se Fávio chegar a um segundo turno, o nome dele acabará sendo uma opção natural do centro, da centro-direita e da “direita radical”.
A revista Veja perguntou ainda ao ex-presidente Michel Temer se ele se incomoda com declarações do presidente Lula o chamando de “golpista”. Temer disse que Lula faz isso para agradar a militância, mas mostrou não gostar do tratamento que lhe é dispensado.
“Conheço bem o presidente Lula. Sempre me dei muito bem com ele e ele comigo. Mas ele faz isso para agradar a uma ala do PT. Não deveria fazê-lo. Muita gente diz que, como fizemos grandes reformas, como recuperamos as estatais, como reduzimos juros, como recuperamos o PIB, como reduzimos inflação — se foi golpe, foi golpe de sorte. Não me incomodo minimamente mais com isso. Compreendo essas coisas e, com toda a franqueza, fico acima dessas palavras inteiramente inadequadas”, disse Michel Temer.
A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que nesta quinta-feira (22) chega ao seu quarto dia, começa a preocupar autoridades de trânsito, pelo volume de pessoas que passaram a acompanhar o grupo. É o caso da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que disse não ter sido informada sobre a realização do ato.
Em nota nesta quarta (21), a PRF disse que a falta de um comunicado impediu um planejamento antecipado de medidas para diminuir o risco à segurança dos participantes e motoristas que usam a BR-040 entre Minas Gerais e o Distrito Federal. Para a corporação, a quantidade de pessoas que participam da caminhada levou a um aumento do risco operacional e de segurança viária.
A PRF informou ainda que, mesmo sem ter sido comunicada, monitora o deslocamento dos parlamentares e populares. A caminhada teve início na última segunda (18) na cidade mineira de Paracatu, e o objetivo do grupo é completar os 240Km de caminhada com a chegada em Brasília no próximo domingo (25), para a realização de uma grande manifestação em defesa da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que monitora o deslocamento de parlamentares e populares de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF) pela BR-040. Por questões estritamente operacionais e de segurança viária, a PRF ressalta os riscos inerentes ao fluxo extraordinário na via, visto que não houve comunicação prévia do deslocamento junto à autoridade de trânsito, o que impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”, diz a nota da corporação.
No terceiro dia de caminhada, nesta quarta (21), o grupo chegou à cidade de Cristalina (GO), onde foi realizado um comício improvisado por Nikolas Ferreira e outros deputados que participam do movimento. Mais de duas mil pessoas se aglomeraram para acompanhar os discursos.
Nesta quinta (22), o movimento iniciado por Nikolas Ferreira apresentará desafios maiores para as autoridades de trânsito. Segundo informou Nikolas, o grupo caminhará cerca de 40Km, em direção à cidade de Luziânia, e neste ponto da estrada, há diversos trechos de encurtamento da pista.
Até a chegada a Cristalina, a Via Cristais, concessionária que administra o trecho, acompanhou a caminhada promovendo a interdição de uma das pistas da rodovia, já que o tamanho do grupo impediu que ocupassem apenas o acostamento. Nesta quinta, entretanto, em uma área de serra, a estrada tem tamanho reduzido, e o movimento dos manifestantes deve causar impactos no trânsito nas duas direções.
Além de Nikolas Ferreira, a caminhada conta com a participação de diversos parlamentares, como André Fernandes (PL-CE), Gustavo Gayer (PL-GO), Carlos Jordy (PL-RJ), Zucco (PL-RS), Maurício do Vôlei (PL-MG), Medeiros (PL-MS), entre outros, além do senador Magno Malta (PL-ES), deputados estaduais e vereadores de diversos estados. O ex-vereador Carlos Bolsonaro também vem participando, embora não caminhe o tempo todo com o grupo.
Em vídeos nas redes sociais, outros parlamentares afirmam que se encaminham para Brasília com objetivo de reforçar o grupo da caminhada. Quem também deve se associar aos manifestantes nesta quinta é o influenciador e empresário Pablo Marçal.
Apesar de ganhar de todos os seus adversários nas simulações de primeiro e segundo turnos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui rejeição maior do que outros 13 nomes de pretensos candidatos a presidente ou políticos de expressão nacional. A rejeição de Lula só não é maior do que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O resultado foi apurado pela primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de intenção de votos. O levantamento, que contou com mais de cinco mil entrevistados, foi divulgado nesta quarta-feira (21).
Um total de 49,7% dos entrevistados da AtlasIntel/Bloomberg disse que não votaria de jeito nenhum no presidente Lula nas eleições de outubro de 2026. Esse patamar só é menor do que os 50% que afirmam que não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro, que está inelegível.
Na sequência, o nome mais rejeitado pelos eleitores é o do senador Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo pai, Jair Bolsonaro, para ser o principal candidato do segmento da direita. Um total de 47,4% afirmam que não votariam no senador do PL de jeito nenhum.
Confira abaixo a lista completa da rejeição aos presidenciáveis e outros políticos de expressão nacional:
Jair Bolsonaro (PL) - 50%
Lula (PT) - 49,7%
Flávio Bolsonaro (PL) - 47,4%
Renan Santos (Missão) - 45,6%
Michelle Bolsonaro (PL) - 44,9%
Nikolas Ferreira (PL) - 44,7%
Ciro Gomes (PSDB) - 43,4%
Romeu Zema (Novo) - 42,1%
Eduardo Leite (PSD) - 41,7%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 41,1%
Ronaldo Caiado (União) - 40,7%
Ratinho Jr. (PSD) - 39,9%
Fernando Haddad (PT) - 36,9%
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.418 eleitores, entre os dias 15 a 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Em um quadro parecido com o que já havia sido apresentado pela Genial/Quaest na semana passada, a primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 2026, divulgada nesta quarta-feira (21), da mesma forma mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de todos os seus adversários. Pelo levantamento, Lula ganha tanto no primeiro quanto nas simulações de segundo turno.
Para o primeiro turno, a AtlasIntel/Bloomberg testou cinco cenários, com diferentes listas de adversários. No primeiro deles, foram inseridos os nomes de praticamente todos os que são pretensos candidatos, e mesmo assim Lula alcançou 48,4%. Neste primeiro cenário, o mais surpreendente foi o crescimento de Renan Santos, do Missão.
Lula (PT) - 48,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 28%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 11%
Renan Santos (Missão) - 2,9%
Ronaldo Caiado (União) - 2,9%
Ratinho Jr. (PSD) - 1,7%
Romeu Zema (Novo) - 1,7%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 2,1%
Não sei - 0,3%
Nos cenários seguintes, alguns nomes ora são retirados, ora são colocados de volta. Em todos eles, o presidente Lula lidera, e a menor diferença foi em um eventual embate com o candidato Flávio Bolsonaro, do PL.
Confira abaixo os quatro outros cenários de disputas em primeiro turno, conforme a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.
Cenário 2
Lula (PT) - 48,9%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35%
Ronaldo Caiado (União) - 4,39%
Renan Santos (Missão) - 3,4%
Ratinho Jr. (PSD) - 2,8%
Romeu Zema (Novo) - 2,8%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 1,5%
Não sei - 0,4%
Cenário 3
Lula (PT) - 48,5%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 28,4%
Ronaldo Caiado (União) - 5%
Ratinho Jr. (PSD) - 3,9%
Romeu Zema (Novo) - 3,9%
Renan Santos (Missão) - 3,2%
Aldo Rebelo (DC) - 1,1%
Voto branco/nulo - 5%
Não sei - 1,1%
Cenário 4
Lula (PT) - 48,4%
Michelle Bolsonaro (PL) - 30,9%
Ronaldo Caiado (União) - 11,3%
Renan Santos (Missão) - 3,9%
Eduardo Leite (PSD) - 1,7%
Aldo Rebelo (DC) - 0,7%%
Voto branco/nulo - 2,8%
Não sei - 0,5%
Cenário 5
Lula (PT) - 48,8%
Ronaldo Caiado (União) - 15,2%
Romeu Zema (Novo) - 11,4%
Ratinho Jr. (PSD) - 9,4%
Renan Santos (Missão) - 3,9%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 8,1%
Não sei - 2,2%
Nas simulações de segundo turno apresentadas aos entrevistados da AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Lula teria vantagem de quatro a 25 pontos contra os nomes de adversários que podem disputar eleições. A Atlas chegou a simular uma disputa entre o líder petista e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de ele estar inelegível. De acordo com as simulações Lula marcaria 49% dos votos totais contra praticamente todos os adversários.
Confira abaixo os cenários de segundo turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg:
Lula 49 x 46 Jair Bolsonaro
Lula 49 x 45 Tarcísio de Freitas
Lula 49 x 45 Michelle Bolsonaro
Lula 49 x 45 Flávio Bolsonaro
Lula 49 x 39 Ronaldo Caiado
Lula 49 x 39 Romeu Zema
Lula 49 x 39 Ratinho Jr.
Lula 48 x 23 Eduardo Leite
Uma outra simulação de primeiro turno feita pela AtlasIntel/Bloomberg retirou o nome do presidente Lula e o substituiu pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O instituto fez duas simulações de disputa, uma delas com o governador Tarcísio de Freitas e outra com Flávio Bolsonaro. Confira os resultados.
Cenário 1 (sem Lula)
Fernando Haddad (PT) - 41,5%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35,4%
Ronaldo Caiado (União) - 5,2%
Renan Santos (Missão) - 3,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,3%
Eduardo Leite (PSD) - 2,6%
Aldo Rebelo (DC) - 1,1%
Voto branco/nulo - 6,3%
Não sei - 1,1%
Cenário 2 (sem Lula)
Fernando Haddad (PT) - 42%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 28,9%
Ronaldo Caiado (União) - 5%
Ratinho Jr. (PSD) - 4,9%
Romeu Zema (Novo) - 3,8%
Renan Santos (Missão) - 3,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,7%
Voto branco/nulo - 9,5%
Não sei - 1,6%
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.418 eleitores, entre os dias 15 a 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O presidente do PL Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, comentou sobre os candidatos à presidência de 2026 e exaltou o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa. A declaração foi dada durante a Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15).
Questionado sobre a divergência com ACM Neto (União) em relação ao melhor nome para se opor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, Roma celebrou a diversidade de nomes, mas defendeu Flávio, apresentado como representante pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Acredito que, naturalmente, pelo perfil agregador, articulado, ele [Flávio] vai despontar como contraponto ao PT e é aquele que oferece uma perspectiva melhor para o futuro da nossa nação", afirmou.
Roma também comentou a atual rejeição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e previu um futuro otimista. “A partir do momento que as pessoas começassem a ver o personagem Flávio para além do sobrenome Bolsonaro, veriam um político ponderado, articulado, de fala serena, acredito que essa rejeição vai cair”, ponderou o candidato.
Assim como nas simulações de primeiro turno, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) apresentou sete cenários de um eventual segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Nas simulações, o instituto deixou de fora nomes como Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Além de cenários de primeiro e segundo turnos, o instituto Genial/Quaest apresentou os números da pesquisa espontânea, em que o entrevistado cita o candidato a presidente que vem à sua cabeça, sem a apresentação de uma relação de nomes.
No cenário espontâneo, assim como permaneceu praticamente no mesmo patamar tanto a indicação da preferência pelo presidente Lula como o número de indecisos, destaca-se a queda do ex-presidente Jair Bolsonaro e o crescimento do seu filho, Flávio Bolsonaro.
O cenário espontâneo apresentado pela Genial/Quaest teve o seguinte resultado:
Lula (PT): 19%
Flávio Bolsonaro (PL): 7%
Jair Bolsonaro (PL): 2%
Outros: 4%
Indecisos: 68%
Já nos cenários de segundo turno, o presidente Lula ganha de todos os seus sete adversários (PT) apresentados pela pesquisa, com vantagens que variam entre cinco e 20 pontos percentuais. A menor diferença foi vista na disputa de Lula contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 44% x 39%.
Cenário 1: Lula x Tarcísio
Lula (PT): 44%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 39%
Indecisos: 4%;
Branco/nulo/não vai votar: 13%.
Cenário 2: Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT): 45%;
Flávio Bolsonaro (PL): 38%;
Indecisos: 2%;
Branco/nulo/não vai votar: 15%.
Cenário 3: Lula x Ratinho Jr.
Lula (PT): 43%;
Ratinho Júnior (PSD): 36%;
Indecisos: 4%;
Branco/nulo/não vai votar: 17%.
Cenário 4: Lula x Caiado
Lula (PT): 44%;
Ronaldo Caiado (União Brasil): 33%;
Indecisos: 4%;
Branco/nulo/não vai votar: 19%.
Cenário 5: Lula x Zema
Lula (PT): 46%;
Romeu Zema (Novo): 31%;
Indecisos: 4%;
Branco/nulo/não vai votar: 19%.
Cenário 6: Lula x Aldo Rebelo
Lula (PT): 45%
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 27%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 24%.
Cenário 7: Lula x Renan Santos
Lula (PT): 46%;
Renan Santos (Missão): 26%;
Indecisos: 4%;
Branco/nulo/não vai votar: 24%.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria todos os seus adversários caso as eleições acontecessem neste momento, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que declarou ser pré-candidato em dezembro do ano passado, surge como o principal oponente do líder petista. Foi o que revelou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14).
O levantamento apresentou sete cenários com possíveis candidatos à presidência da República. Os levantamentos incluem nomes que já declararam sua intenção de concorrer, além de outros que não deixam clara essa disposição, como é o caso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Os números obtidos pelos cenários da Genial/Quaest revelam que o senador Flávio Bolsonaro se consolidou como o principal nome de oposição a Lula, ganhando inclusive de Tarcísio de Freitas, que apesar de ter dito que concorrerá à reeleição, ainda não descartou completamente uma eleição à presidência. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) também foi deixada de fora nas simulações de primeiro turno.
Flávio Bolsonaro recebeu no mês passado o apoio oficial do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Assim como fez em dezembro, a Quaest deixou o nome do ex-presidente de fora das simulações para as eleições de 2026.
Confira abaixo todos os cenários de primeiro turno apresentados pela pesquisa Genial/Quaest:
Cenário 1 (todos os possíveis candidatos)
Lula (PT): 36%;
Flávio Bolsonaro (PL): 23%;
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 9%;
Ratinho Júnior (PSD): 7%;
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%;
Romeu Zema (Novo): 2%;
Renan Santos (Missão): 1%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 1%;
Indecisos: 7%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 11%.
Cenário 2 (sem Tarcísio)
Lula (PT): 35%;
Flávio Bolsonaro (PL): 26%;
Ratinho Júnior (PSD): 9%;
Ronaldo Caiado (União Brasil): 4%;
Romeu Zema (Novo): 3%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 2%;
Renan Santos (Missão): 1%;
Indecisos: 8%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 12%.
Cenário 3 (sem Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr. e Zema)
Lula (PT): 39%;
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 27%;
Ronaldo Caiado (União Brasil): 5%;
Renan Santos (Missão): 4%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 3%;
Indecisos: 8%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 14%.
Cenário 4 (sem Caiado, Ratinho Jr. e Zema)
Lula (PT): 40%;
Flávio Bolsonaro (PL): 23%;
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 14%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 2%;
Indecisos: 7%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 12%.
Cenário 5 (sem Tarcísio, Zema e Caiado)
Lula (PT): 37%;
Flávio Bolsonaro (PL): 28%;
Ratinho Jr (PSD): 11%
Renan Santos (Missão): 2%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 2%;
Indecisos: 7%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 13%.
Cenário 6 (sem Ratinho Jr., Tarcísio e Caiado)
Lula (PT): 39%;
Flávio Bolsonaro (PL): 32%;
Romeu Zema: 5%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 2%;
Indecisos: 7%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 13%.
Cenário 7 (Sem Tarcísio, Ratinho e Zema)
Lula (PT): 38%;
Flávio Bolsonaro (PL): 31%;
Ronaldo Caiado (União Brasil): 5%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 2%;
Indecisos: 8%;
Branco/Nulo/Não vai votar: 14%.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça foi o envio, à Polícia Federal, de um pedido para apurar postagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas e fraudes eleitorais. Lewandowski deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na última sexta-feira (9).
O pedido de Lewandowski, feito na semana passada, foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O então ministro atendeu representação apresentada no Ministério da Justiça pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG).
A deputada afirma em seu ofício que a postagem do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, faz acusações graves a Lula sem qualquer lastro probatório. Lewandowski, ao encaminhar o ofício ao diretor da PF, reitera pedido da deputada de que haja a preservação de provas digitais e apuração sobre a postagem.
“Não se trata de censura ou de restrição à crítica política, mas de responsabilidade no uso das redes sociais, especialmente quando imputações genéricas e gravíssimas são feitas ao Chefe de Estado, com alto potencial de desinformação e dano institucional”, afirma a deputada Dandara Tonantzin.
“A democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público”, completou a parlamentar do PT.
Em seu ofício, Dandara sustenta que a postagem de Flávio Bolsonaro pode configurar, em tese, os crimes de calúnia, difamação e injúria, previstos nos artigos 138 a 140 do Código Penal. A deputada diz ainda que pode haver possível incidência das causas de aumento de pena do artigo 141, uma vez que as imputações foram dirigidas ao presidente da República e divulgadas em meio de ampla circulação.
No post que pode vir a ser investigado, Flávio Bolsonaro diz, após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, que Lula seria delatado. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o senador.
O Ministério da Justiça, no despacho encaminhado à Polícia Federal, solicita a apreciação do caso e orienta que, se necessário, os autos retornem ao gabinete do ministro. O documento também prevê comunicação à Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos (SAL) sobre o andamento do procedimento, para ciência da parlamentar autora do pedido.
O senador e pré-candidato à Presidência da República em 2026, Flávio Bolsonaro (PL-SP), cogita lançar o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, como candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro.
Segundo informações de bastidores, o senador vê no ex-dirigente grande potencial eleitoral, impulsionado pela popularidade junto à torcida rubro-negra, após o período em que esteve à frente do clube e liderou o processo de reestruturação administrativa e esportiva.
A ideia seria colocar Landim na disputa contra o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), apontado como favorito para vencer a eleição e assumir o Palácio Guanabara.
Ainda de acordo com as informações, Flávio Bolsonaro já teria solicitado à direção nacional do PL a realização de pesquisas eleitorais incluindo o nome de Rodolfo Landim para avaliar sua viabilidade no cenário estadual.
O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma série de ações judiciais e representações contra políticos opositores que associaram a sigla e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico. As medidas foram tomadas após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, no último sábado. Maduro será julgado nos EUA por crimes como conspiração para narcoterrorismo.
Na terça-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou uma representação à Polícia Federal contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A medida se baseia em uma montagem compartilhada por Ferreira em que Lula aparece sendo preso em uma intervenção estrangeira. Lindbergh defende que Nikolas responda criminalmente por "normalizar intervenção militar estrangeira no Brasil". Na mesma representação, foram incluídos o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por declarações anteriores.
Sobre Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, Lindbergh citou declarações de outubro, nas quais o senador, após anúncio de um ataque dos EUA a um barco no Oceano Pacífico, sugeriu que os americanos atacassem "organizações terroristas" na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. "Vocês são vira-latas, defendem isso mesmo. Querem que o Brasil seja colônia norte-americana. Querem ficar de joelhos dobrados para atrapalhar o Brasil. Vamos continuar defendendo a democracia", disse Lindbergh.
Também na terça-feira (6), conforme O Globo, o PT decidiu processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que definiu o partido como "narcoafetivo". A declaração foi feita ao comentar a situação de imigrantes venezuelanos no estado.
"Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente que estão na fronteira, a retornar ao seu país, onde vão poder desfrutar de liberdade. Porque vai deixar de ter aquele estado narcoafetivo, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo", afirmou Ramuth.
Anteriormente, o partido já havia ingressado com uma ação por danos morais contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). O parlamentar publicou um vídeo associando o PT e Lula ao tráfico de drogas e escreveu "Tem que ser preso" sobre o petista, ao lado de uma foto de Lula abraçado com Maduro. Segundo o PT, o conteúdo difunde "narrativa sabidamente falsa e difamatória sem qualquer lastro fático ou jurídico".
As informações são do O Globo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro seria merecedor da prisão por ter praticados atos que levaram a essa situação, como a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Por conta de ter sido preso, o ex-presidente teria ficado “mais fraco”.
Essas são algumas das opiniões dos brasileiros medidas a partir de pesquisa da Genial/Quaest, com entrevistas realizadas o final do mês de dezembro de 2025. Os dados da pesquisa foram divulgadas pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
De acordo com a jornalista, 52% dos entrevistados julga que Jair Bolsonaro foi preso em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal por atos praticados por ele próprio ou por seus familiares. Apenas 21% acreditam que isso ocorreu por “perseguição política do STF ou de Alexandre de Moraes”.
Entre os que acham que o ex-presidente ou seus familiares acabaram por causar a prisão, 32% dizem que ele foi preso porque “danificou a tornozeleira eletrônica” que usava quando estava em prisão domiciliar. Outros 16% apontam “risco de fuga para o exterior”.
Somente 4% dos entrevistados pela Genial/Quaest dizem acreditar que o ex-presidente foi encarcerado porque o filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), organizou uma vigília perto do condomínio em que Bolsonaro morava.
Do total de entrevistados, 51% dizem acreditar que Jair Bolsonaro “merece estar preso”. Entre os entrevistados que se dizem petistas, esse percentual sobe para 91%. Já entre os que se declaram bolsonaristas, o resultado despenca para 4%.
Outros 56% do total dos brasileiros dizem acreditar que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou “mais fraco” depois da prisão. Entretanto, em meio aos que se declaram bolsonaristas, 52% afirmam que o ex-presidente foi preso por perseguição da Corte.
Mesmo entre os que dizem ser bolsonaristas há um número expressivo dos que afirmam que Bolsonaro está preso na PF em Brasília por ter violado a tornozeleira: 18% de bolsonaristas dizem concordar com essa impressão.
Segundo Monica Bergamo, a pesquisa Genial/Quaest foi realizada na parte final do mês de dezembro. Foram realizadas entrevistas com 2004 pessoas em diversos estados do país.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno apresentados em levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (26). Em uma das simulações de segundo turno, no entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em empate técnico com Lula.
Flávio Bolsonaro é o nome apontado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa das eleições de 2026. O respaldo foi reforçado na quinta-feira (25), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 entrevistas em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O nível de confiança informado é de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
PRIMEIRO TURNO
Um dos cenários estimulados apresentados pela pesquisa considera o ex-presidente Jari Bolsonaro como possível candidato. Atualmente inelegível e cumprindo pena de mais de 27 anos por tentativa de golpe de estado, ele soma 31,3% frente a 36,9% de Lula.

Ainda testando o primeiro turno, o segundo cenário aponta Lula na liderança com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro. Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%, Ciro 7,9%, Zema 3,1%, Tereza Cristina 1,9% e Renan Santos 0,8%.

Até então nome mais forte para disputar o pleito como candidato da direita, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, aparece na terceira simulação de primeiro turno. Aqui Lula chega a 37,8% das intenções de voto e Tarcísio 26,2%.

Também foi testado pela Paraná Pesquisas o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para um eventual primeiro turno. Michelle soma 24,4% contra 37,2% de Lula.

SEGUNDO TURNO
Na simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 41%, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas. A diferença entre os dois é de 3,1 pontos percentuais.
O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que afirmaram não saber ou preferiram não opinar somam 5,7%. Já aqueles que declararam voto nulo, branco ou que não votariam em nenhum dos dois candidatos totalizam 9,2%.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato as eleições presidenciais de 2026, se reuniu com o empresário André Esteves, dono do BTG Pactual, para uma conversa na própria mansão do administrador, em São Paulo. Segundo informações do O Globo, o encontro aconteceu na última quarta-feira (17).
Informações apontam que o primogênito de Jair Bolsonaro ainda deve cumprir novas agendas com banqueiros e gestores ainda esta semana. As reuniões, marcadas por aliados, buscam dar tração a campanha de Flávio no âmbito da Faria Lima, onde a maioria preferiria que Tarcísio de Freitas fosse o candidato.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, após o encontro com André Esteves, parte do mercado financeiro já levam o filho de Jair Bolsonaro mais a sério.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou que Flávio Bolsonaro deve manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2026 e, na Bahia, o grupo vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto. A declaração foi dada em evento do partido em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, nesta segunda-feira (22).
“Vamos estar juntos de um jeito ou de outro, porque nós queremos estar com os melhores e aqui na Bahia, nós vamos com o ACM Neto”, afirma o presidente do PL, que garantiu que “o candidato nosso é o Flávio Bolsonaro, vamos seguir em frente e vamos ganhar essa eleição”.
Ao firmar Flávio como herdeiro de Jair nas próximas eleições, o presidente do PL negou, por sua vez, que haja resistência do campo da direita com o nome do primogênito do ex-presidente. “Não, todos estão dispostos para o Flávio Bolsonaro. Anunciado, de repente, sem o conhecimento dos outros partidos, gerou um mal-estar, mas isso já passou, nós vamos contornar. O Flávio é o nosso candidato, vai crescer e nós vamos ganhar as eleições. Nós temos muita coisa pela frente, muito trabalho para fazer e vamos fazer o melhor para que o Flávio ganhe as eleições”, ressalta.
Durante o anúncio do apoio, Costa Neto relembrou o governo e a influência do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (ACM) na Bahia. “Há 30 anos, eu era líder do partido e viajava muito o Brasil. Chegava no interior da Bahia, cedia água, luz e orelhão, naquele tempo. Você ia ao interior de Pernambuco, era um lixo, o interior do Ceará era um lixo, porque o Antônio Carlos Magalhães, muito inteligente, ele elegia 30, 35 deputados federais dele e levava para Brasília, mandava para o partido, que era um grande partido, e nomeava a gente qualificada para ser ministro e para trabalhar”, relembra.
Com o repertório do avô, o líder do PL elogia o pré-candidato ao governo da Bahia e o compara com o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Veja bem, o neto seguiu o exemplo do avô. Escolheu o Bruno Reis para prefeito de Salvador. Ele foi um grande prefeito. O ACM é um grande prefeito, mas ele escolheu uma pessoa séria e com habilidade para substituir. Por que o Bolsonaro foi bem? Porque só põe gente séria no governo e colheu muito resultado, só que pegou dois anos de pandemia. Isso foi uma desgraça no Brasil e no mundo”, completa. (A reportagem foi atualizada às 18h23, para adicionar um novo pronunciamento de Valdemar Costa Neto.)
54% dos eleitores avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) errou ao indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como seu sucessor. O anúncio foi formalizado há duas semanas e contou com o aval de integrantes do Partido Liberal (PL), mas enfrenta resistência entre aliados do Centrão. As informações são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16).
Segundo o levantamento, apenas 36% consideram que a escolha foi correta, enquanto 10% não souberam ou preferiram não responder. Entre os 54% que avaliaram a indicação como equivocada, 19% demonstraram preferência pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e 16% pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Outros nomes citados por essa parcela dos entrevistados foram os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO), além do ex-coach Pablo Marçal (PRTB), todos com menos de 10% das menções. Já 21% afirmaram que o sucessor de Bolsonaro nas urnas não deveria ser “nenhum desses”.
A pesquisa também mostra que 62% dos eleitores afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. Outros 23% disseram que poderiam considerar votar no senador, 13% afirmaram que votariam com certeza e 2% não souberam ou não quiseram responder.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste domingo (7) que existe um "preço" para permanecer com sua candidatura à presidência da república nas eleições de 2026. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), admitiu que pode não seguir com o pleito “até o fim”.
O poscionamento chega após Flávio anunciar nas redes sociais, na última sexta-feira (5), que foi o escolhido pelo pai para ser o representante bolsonarista na disputa eleitoral do próximo ano. Por conta da repercussão, que gerou debates e discussões, ele indicou a possibilidade de não ser o candidato para o Palácio do Planalto.
"Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim e eu tenho um preço para isso, que eu vou negociar. Eu tenho um preço, só que eu só vou falar para vocês amanhã", afirmou em entrevista coletiva, após participar de um culto neste domingo.
Perguntado por jornalistas se o "preço" teria relação com uma possível pauta e aprovação do projeto de anistia no Congresso, o senador do RJ respondeu: "Está quente".
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro segue na liderança disparada entre os presidenciáveis de 2026, quando se trata de medir a participação de cada um no ambiente digital, mas outros nomes tiveram evolução no monitoramento do mês de novembro, como o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido por seu pai, Jair Bolsonaro, como o candidato do PL às eleições.
Flávio, entretanto, cresceu antes da decisão tomada na última sexta-feira (5) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiá-lo para concorrer a presidente nas eleições do próximo ano.
Esses são alguns resultados do Índice Datrix dos Presidenciáveis (IDP), realizado pela Consultoria Datrix e divulgado nesta semana. O índice mede a avaliação do desempenho dos presidenciáveis em uma combinação de três critérios:
- “colchão reputacional”, que mede a capacidade de mobilização nas próprias redes;
- “mar aberto”, que avalia a repercussão externa em menções feitas por jornais, influenciadores e outros políticos;
- análise de buscas em plataformas como Google e TikTok.
Os dados coletados no levantamento Datrix geram uma nota que varia de -100 a +100, refletindo a força digital de cada político. De acordo com o levantamento realizado durante o mês de novembro, o ranking dos presidenciáveis teria fechado o mês da seguinte forma:
1 - Michelle Bolsonaro - 37,34 pontos
2 - Lula - 24,19 pontos
3 - Ratinho Júnior - 19,96 pontos
4 - Flávio Bolsonaro - 19,16 pontos
5 - Ronaldo Caiado - 16,64 pontos
6 - Tarcísio de Freitas - 16,44 pontos
7 - Eduardo Bolsonaro - 16,06 pontos
8 - Eduardo Leite - 9,78 pontos
9 - Ciro Gomes - 8,31 pontos
10 - Romeu Zema - 6,68 pontos
O cenário da presença digital dos presidenciáveis se reorganizou a partir da prisão de Jair Bolsonaro, em novembro. O núcleo familiar do ex-presidente foi o grande beneficiado, segundo a pesquisa Datrix.
Com a prisão do líder da direita, Michelle Bolsonaro passou a liderar isoladamente o ranking. Segundo o levantamento, o último mês da ex-primeira-dama foi marcado por publicações pessoais, religiosas e de reforço ao papel de “pilar” da família.
Os dados também destacam a entrada do senador Flávio Bolsonaro, estreando em quarto lugar com 19,16 pontos. Mesmo antes da decisão de Jair Bolsonaro de apoiar o filho para a Presidência, o ranking já mostrava o crescimento do senador nas redes, contribuindo para a ampliação do domínio da família no debate digital.
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viu sua base digital oscilar negativamente após a prisão de Bolsonaro, apesar de gestos públicos de lealdade ao ex-presidente. Segundo o relatório da pesquisa, Tarcísio ainda sofre muito fogo amigo, sobretudo
da base bolsonarista.
Entre os outros nomes, o presidente Lula manteve estabilidade na sua presença digital, e o governador do Paraná, Ratinho Jr., teve um crescimento significativo no mês de novembro. Outro concorrente que aproveitou o rearranjo do campo bolsonarista foi Ronaldo Caiado. O goiano cresceu 10,6% e assumiu o quinto lugar geral, com 16,64 pontos, impulsionado por declarações duras na área de segurança pública.
A nova pesquisa Datafolha sobre quem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria indicar para a disputa presidencial de 2026 mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com apenas 8% das citações. O levantamento foi publicado pelo instituto na noite deste sábado (6).
Flávio é citado atrás da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (22%) e do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem 20% das citações. A pesquisa foi feita entre 2 e 4 de dezembro, antes do anúncio do senador de que seria candidato.
Outros nomes lembrados foram Ratinho Jr. (12%), Eduardo Bolsonaro (9%), Ronaldo Caiado (6%) e Romeu Zema (4%).
O instituto também mediu o peso de um eventual apoio de Jair Bolsonaro: 50% dizem que nunca votariam em um indicado do ex-presidente, enquanto 26% votariam com certeza e 21% talvez votassem.
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A divulgação da pesquisa ocorreu pouco antes de Flávio Bolsonaro confirmar, nesta sexta-feira (5), que será candidato ao Planalto com o aval do pai. Segundo o senador, a decisão representa a continuidade do projeto político do ex-presidente. O movimento, na prática, mantém Tarcísio de Freitas no páreo pela reeleição em São Paulo.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) receberam com surpresa a informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi escolhido pelo pai como seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
Segundo magistrados, a expectativa era de que Jair Bolsonaro optasse por uma candidatura considerada “mais sólida”, com a possibilidade de, em caso de vitória, obter um indulto para deixar a prisão.
Integrantes da Corte avaliavam que, no campo da centro-direita, essa alternativa “mais sólida” seria a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As informações são do Metrópoles.
O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (5) em queda de 4,31%, aos 157.369,36 pontos. O movimento interrompeu a trajetória recente que havia levado o índice ao patamar histórico de 165 mil pontos. Já o dólar comercial avançou 2,28%, fechando a R$ 5,43.
Durante o dia, o principal indicador da Bolsa brasileira chegou à faixa dos 159 mil pontos, em sentido oposto ao observado em mercados internacionais, que registraram altas moderadas. As informações são do site BP Money, parceiro do Bahia Notícias.
A reversão brusca teve como gatilho a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu apoiar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência da República em 2026. A sinalização foi recebida com surpresa por agentes financeiros e elevou a aversão ao risco em ativos brasileiros.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou, nesta sexta-feira (5), que será candidato a Presidência da República nas eleições de 2026. A pré-candidatura foi confirmada pelo parlamentar nas redes sociais após negociações entre a cúpula Bolsonarista. Segundo Flávio, a decisão foi tomada pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem ele chamou de “maior liderança política e moral do Brasil”.
É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação.
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) December 5, 2025
Eu não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de… pic.twitter.com/vBvHS7M0hJ
A pré-candidatura do filho mais velho de Jair enfraquece a perspectiva de unificação da centro-direita e da “direita bolsonarista” em oposição ao governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a escolha, o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado da família Bolsonaro e apontado como o principal nome do campo para a eleição, deve disputar a reeleição no Executivo estadual.
Em um texto publicado pelas redes sociais, o senador escreveu: "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação."
E completa: "Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada". Flávio Bolsonaro já era o principal representante do ex-presidente Jair Bolsonaro desde a sua prisão domiciliar, em agosto deste ano, e, posteriormente, sua prisão preventiva, em 22 de novembro. (A reportagem foi atualizada às 16h11)
Segundo informações da coluna do jornalista Paulo Cappelli, do site Metrópoles, o ex-presidente Jair Bolsonaro já teria se decidido a apoiar o filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato a presidente da República em 2026. A nota diz que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) já teria sido avisado da decisão.
A escolha do candidato oficial do ex-presidente foi comunicada a Tarcísio de Freitas pelo próprio Flávio Bolsonaro, em conversa mantida nas últimas horas. Flávio Bolsonaro esteve em São Paulo ao menos duas vezes nesta semana para tratar do tema com o governador.
Uma dessas agendas, segundo o Metrópoles, ocorreu na quinta-feira (4) e a outra nesta sexta (5), em movimento interpretado como parte da consolidação de seu nome como candidato presidencial do grupo bolsonarista.
Se for confirmada a decisão de Jair Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas provavelmente será candidato a disputar a reeleição ao governo paulista em 2026. Receber o apoio do ex-presidente era condição essencial apresentada por Tarcísio para ser candidato a presidente.
A informação divulgada pelo Metrópoles rapidamente mudou o humor dos investidores na tarde desta sexta (5). Segundo informações do site BP Money, percepção de risco político que acompanha o nome do senador Flávio Bolsonaro reverteu a curva ascendente dos negócios no Ibovespa, justamente no dia em que o mercado celebrava novos recordes.
O BP Money afirma que por volta de 13h20, o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, caía 0,5%, aos 163.588 pontos. A queda ocorreu minutos depois de a Bolsa tocar uma nova máxima histórica de 165.036 pontos, impulsionada inicialmente pelos dados de inflação dos EUA.
A virada no humor do mercado pós-informação sobre Flávio Bolsonaro também influenciou o câmbio. O dólar comercial avançava, nesta tarde, cerca de 1,8%, negociado próximo de R$ 5,40. Entretanto, os juros futuros passaram a subir em bloco, refletindo um prêmio de risco maior diante da antecipação do debate eleitoral.
A suposta antecipação da escolha do ex-presidente por seu filho também tira do jogo a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que deve seguir no projeto de se candidatar ao Senado pelo Distrito Federal. Michelle protagonizou nos últimos dias uma discussão pública com o senador Flávio Bolsonaro e os irmãos, e dentro do PL houve a avaliação de que ela estaria querendo se cacifar como candidata a presidente.
Em nota publicada nas suas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro falou sobre a posição que ela apresentou contrária a qualquer aliança do PL com o ex-governador Ciro Gomes, e rebateu as críticas que sofreu dos três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Aqueles que defendem essa aliança são livres para continuar com ela, mas não deveriam me criticar por não aceitá-la. Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é)”, disse Michelle na nota.
O conflito entre Michelle e os irmãos Bolsonaro começou no último fim de semana, durante o lançamento da candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do Ceará. Na ocasião, a ex-primeira-dama criticou criticou e classificou como precipitada a aliança firmada entre seus correligionários e Ciro.
Em resposta, o presidente estadual da sigla, o deputado federal André Fernandes, disse que a costura teve o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de ele ir preso. Nesta segunda (1º), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do deputado cearense e criticou Michelle, sendo apoiado depois em comentários públicos pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Na postagem feita em suas redes, Michelle Bolsonaro, que é presidente nacional do PL Mulher, disse que “vivemos em tempos difíceis”, e que, portanto, seria “normal que os nervos fiquem à flor da pele e podemos vir a machucar aqueles a que jamais gostaríamos de magoar”.
Michelle Bolsonaro disse na nota que ama seu marido, Jair Bolsonaro, e sua filha, Laura, e que “ama a vida dos meus enteados”, e que entende a dor deles pela prisão do pai. A presidente do PL afirma que defenderá Bolsonaro “como uma leoa que defende a sua família”, mas pediu respeito ao fato de pensar diferente dos outros.
“Eu respeito a opinião dos meus enteados, mas penso diferente e tenho o direito de expressar meus pensamentos com liberdade e sinceridade. Antes de ser uma líder, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa e, se tiver que escolher entre ser política, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções”, disse Michelle.
A presidente do PL Mulher repetiu os argumentos que usou durante o evento no Ceará, de que jamais poderia concordar em ceder seu apoio à candidatura de Ciro Gomes, segundo ele, “um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família”. Michelle destaca que não há como apoiar um político que ela taxou de responsável por rotular Jair Bolsonaro como genocida.
“Aqueles que defendem essa aliança são livres para continuar com ela, mas não deveriam me criticar por não aceitá-la. Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é)”, colocou.
Na sequência do post com a nota pública, Michelle publicou vários trechos de entrevistas em que Ciro Gomes se manifesta contra o ex-presidente. Ela reforçou que em Fortaleza, teria se colocado como uma esposa defendendo seu marido e a sua família de um homem que sempre os atacou.
“Peço aos meus enteados que me entendam e me perdoem. Não foi minha intenção contrariá-los. Eu, assim como eles, quero apenas o melhor para o nosso herói, seu pai, meu esposo e o maior líder que esse país já teve - Jair Messias Bolsonaro”, concluiu Michelle Bolsonaro ao final da sua nota.
Um opositor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi agredido e expulso violentamente na noite deste sábado (22), ao entrar em uma vigília de apoiadores que se formou em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside, em Brasília. O incidente ocorreu horas após a decretação da prisão preventiva de Bolsonaro.
O manifestante, identificado como Ismael Lopes, coordenador da Frente Nacional dos Evangélicos, utilizou o momento para proferir críticas à gestão da pandemia de Covid-19. As informações e imagens são do portal Metrópoles, confira em vídeo:
Ao confrontar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava presente, Lopes fez uma declaração contundente: "Nós temos orado por justiça nesse país... A gente deseja que sejam julgados e condenados pelo mal que fizeram, como o seu pai, que abriu 700 mil covas na pandemia."
A fala provocou uma reação imediata e agressiva dos presentes. O ex-desembargador e advogado Sebastião Coelho tomou o microfone de Lopes, que foi rapidamente cercado e expulso do local sob gritos de xingamentos, tapas e chutes.
A Polícia Militar precisou intervir na confusão, utilizando gás de pimenta para dispersar o grupo e garantir a segurança do opositor. Segundo relatos, Lopes apresentava dificuldades para abrir os olhos devido ao efeito do gás ao tentar falar com a imprensa.
Jair Bolsonaro foi detido na manhã de sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e está recolhido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Sua prisão foi decretada por descumprimento de medidas cautelares.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, nesta quinta-feira (23), às críticas recebidas após publicar, na véspera, uma mensagem no X (antigo Twitter) sugerindo que os Estados Unidos realizassem ataques a barcos de traficantes no Rio de Janeiro. O congressista afirmou que suas declarações foram “mal interpretadas” e acusou parte da imprensa de “defender traficantes de drogas”.
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Flávio disse que a imprensa teria distorcido sua fala.
“Uma parte da imprensa, que já tem má vontade com a gente e adora defender traficante de drogas, inventa que eu estou defendendo que se taque bombas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Eu fico revoltado com essa defesa de traficantes, porque eu sei que é o dinheiro desses caras que é usado para comprar a pistola que vão apontar para a nossa cabeça no sinal de trânsito para ser assaltado no Rio de Janeiro”, afirmou, sem apresentar provas.
Flávio havia compartilhado um post do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que relatava operações contra o narcotráfico no mar do Caribe, próximo à Venezuela. Em inglês, o senador escreveu:
“Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”
Em um ato com a presença da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do pastor Silas Malafaia e de diversos parlamentares de oposição, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram uma caminhada na tarde desta terça-feira (7), em Brasília, em defesa da aprovação do projeto de anistia de forma ampla e irrestrita.
A manifestação, que teve concentração em frente à Catedral de Brasília, reuniu cerca de duas mil pessoas. Após alguns discursos de parlamentares e do pastor Silas Malafaia, o carro de som que liderava o ato saiu em direção ao Congresso Nacional, sendo acompanhado pelos manifestantes. Familiares de presos por envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes também estiveram presentes.
A mobilização teve como foco pressionar o Congresso Nacional para não aceitar a articulação de diversos partidos para transformar o projeto de anistia encampado pela oposição em uma dosimetria das penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado. O relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já disse que o seu texto conterá apenas a questão da redução das penas de condenados e, por tabela, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Logo no início do protesto um dos apresentadores admitiu que o público presente não era grande. “Nós sabemos que é uma terça-feira. A gente não teve a intenção de trazer milhares de pessoas. Nós quisemos mandar uma mensagem através dos olhos do brasiliense”, disse o locutor oficial do evento do alto de um carro de som.
Vários parlamentares de oposição se pronunciaram tanto na concentração, como depois, durante a caminhada pela Esplanada dos Ministérios. Falaram no ato a primeira dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, os deputados Nikolas Ferreira, Bia Kicis, Filipe Barros, Alberto Fraga, Eros Biondini, Rodolfo Nogueira e Domingos Sávio, além dos senadores Magno Malta e Eduardo Girão.
“Dosimetria é conversa fiada para boi dormir. Nós não somos bois. Dosimetria não é papel do Congresso. Papel do Congresso é conceder anistia”, disse o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do ato em Brasília.
“Nós não podemos deixar a esquerda com a última palavra naquela palhaçada de artista de misturar temas, certo? Para enganar o povo. Então, no mínimo, vamos fazer uma caminhada”, completou Malafaia.
Depois de ter anunciado sua aposentadoria como intérprete nos desfiles de carnaval da escola Beija-Flor de Nilópolis, Neguinho da Beija-Flor, de 75 anos, pode enveredar pela carreira política em 2026. O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, está conduzindo uma articulação para convencer o veterano intérprete a se candidatar ao Senado no Rio de Janeiro pelo partido do presidente Lula.
A ideia do vice-presidente do PT é transformar Neguinho da Beija-Flor no grande nome da esquerda para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lidera todas as pesquisas para ser reeleito em 2026. O PT do Rio de Janeiro já discute a possibilidade de incluir o nome do sambista em pesquisas de intenção de voto para testar sua viabilidade eleitoral.
Washington Quaquá declarou em suas redes sociais que a candidatura do mais famoso intérprete do carnaval carioca contaria com apoio expressivo dentro do partido. A movimentação de Quaquá, entretanto, pode atrapalhar os planos do PT de apostar na candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que também vem aparecendo bem colocada nas últimas pesquisas.
“Para tirar Flávio Bolsonaro do Senado, Neguinho da Beija-Flor é candidato. Um cara do povo, com raiz na Baixada, que entende o Rio. Um candidato para unir”, declarou Quaquá em suas redes sociais em foto ao lado do sambista.
O vice-presidente do PT destaca que Neguinho da Beija-Flor representa “um símbolo de identidade e resistência cultural da Baixada Fluminense”. O dirigente afirma que a trajetória do intérprete, que ganhou diversos títulos com a sua escola, é marcada pela ligação com Nilópolis e com a Baixa Fluminense.
“Sua popularidade e reconhecimento como voz do povo dão a ele uma base social significativa, capaz de mobilizar apoios e unir diferentes setores em torno de sua candidatura”, diz Quaquá.
Apesar da intenção do grupo de petistas do Rio de Janeiro de contar com Neguinho da Beija-Flor no partido, será preciso primeiro convencer o sambista a deixar a sigla inimiga. Segundo o colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, Neguinho é filiado, desde 2013, ao PL, partido que hoje representa o bolsonarismo. Na certidão de filiação de Neguinho, a situação dele consta como “regular” na legenda do ex-presidente.
Flávio Bolsonaro diz que mãe e avós foram feitos reféns em assalto; grupo teria levado carro e anéis
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais neste domingo (24) para relatar que a mãe dele, Rogéria Braga, e os avós foram feitos reféns em um assalto na casa onde moram em Resende, no interior do Rio de Janeiro.
Segundo o político, os acusados levaram um carro que seria pertencente ao avô, além de pertences como anéis. Flávio disse ainda que a ação durou mais de uma hora e teve “arma na cabeça e boca tampada como fita adesiva”.
Acabaram de fazer minha mãe e meus octogenários avós de reféns, na casa deles em Resende/RJ. E não foi um simples assalto.
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 24, 2025
Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva.
Os marginais chegaram abordando… pic.twitter.com/0RTOUNXUOz
Ainda no relato, o filho mais velho do ex-presidente disse que os assaltantes sabiam que era a mãe dele e queriam descobrir "onde estava o 'dinheiro que o Bolsonaro mandava para meus avós'”.
O senador declarou que não havia dinheiro na casa. Apesar do susto, disse que todos passam bem. Flávio Bolsonaro afirmou que vai tomar as providências para encontrar os assaltantes.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil na quinta-feira (17), um dia antes de a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar embarcou no voo TP58, que partiu de Brasília às 17h10 com destino a Lisboa, Portugal, onde desembarcou na sexta-feira (18).
A assessoria de imprensa de Flávio confirmou que ele está em deslocamento, mas não informou o motivo da viagem nem o destino final. O parlamentar está em recesso, iniciado oficialmente na sexta.
Na mesma data, Jair Bolsonaro foi levado à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal para colocar tornozeleira eletrônica, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a operação, a PF apreendeu dólares e documentos na casa do ex-presidente, em Brasília.
A decisão judicial impõe ao ex-presidente o uso de tornozeleira, proibição de uso das redes sociais, recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, vedação de contato com outros investigados, além da proibição de se comunicar com embaixadores ou diplomatas estrangeiros. Bolsonaro também está impedido de deixar a comarca do Distrito Federal.
Lideranças do Partido Liberal (PL) solicitaram ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que intervenha para conter os ataques públicos feitos por seu irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo relatos de bastidores, dirigentes do partido pediram a Flávio que oriente Eduardo a “baixar o tom” e conduzir eventuais desavenças com Tarcísio de forma reservada, evitando declarações públicas que possam alimentar tensões internas.
Nos bastidores do PL, as críticas de Eduardo foram interpretadas como um “excesso”. Avalia-se que o deputado, atualmente com atuação destacada junto ao entorno do ex-presidente norte-americano Donald Trump, estaria empolgado com o novo papel e teria ultrapassado os limites ao confrontar um aliado político considerado estratégico pelo partido.
As informações são do Metrópoles.
Um dos poucos colegiados do Senado a funcionar nesta semana, a Comissão de Segurança Pública realizará uma sessão deliberativa nesta terça-feira (15) com uma pauta voltada principalmente a debater projetos que garantem maior segurança nas escolas.
Um dos projetos pautados para esta terça pelo presidente da Comissão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é o PL 2.775/2022), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para tornar obrigatória a presença de um profissional de segurança em ambiente escolar. O projeto é relatado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
O relatório do senador Mourão prevê que a guarda seja feita por profissionais devidamente treinados e qualificados para atuar no ambiente escolar. O projeto, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), visa inibir a violência no ambiente escolar, além de combater o tráfico de drogas, o assédio infantil e oferecer suporte em casos de violência doméstica.
No ano passado, a Comissão realizou uma audiência pública para debater o projeto. Na ocasião, especialistas e representantes do governo federal debateram a proposta para que seja garantida a presença obrigatória de um profissional de segurança nas escolas. Para os convidados, é preciso ir além e pensar em ações múltiplas e integradas.
Em seu parecer, o senador Hamilton Mourão ainda torna obrigatórios, na entrada das instituições de ensino (creches, escolas, universidades e faculdades públicas e privadas), o uso de detectores de metais e a presença de um vigilante durante todos os turnos de funcionamento.
Pelo texto do projeto, o descumprimento da medida passará a configurar infração disciplinar grave para o gestor de instituição de ensino pública e sujeita a instituição de ensino privada a multa de 10% de seu faturamento bruto anual.
O ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (26), porém decidiu acompanhar ao julgamento que pode torná-lo réu na denúncia de tentativa de golpe, no Senado com aliados e familiares. As informações são do Metrópoles.
Bolsonaro assiste ao julgamento pela TV do outro lado da Praça dos Três Poderes, diretamente do gabinete parlamentar de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Além do filho, estão com o ex-presidente a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL) e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MT).
Veja vídeo:
?? Bolsonaro assiste ao 2º dia de julgamento com aliados e oração
— Metrópoles (@Metropoles) March 26, 2025
Ex-presidente Jair Bolsonaro optou por acompanhar segundo dia do julgamento da denúncia contra ele ao lado de aliados e familiares no Senado
Leia na coluna @igorgadelham : https://t.co/2BsKZg7JdC pic.twitter.com/Qw8zWygSnR
Cerca de R$ 319 mil em emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram destinados pela Marinha do Brasil para a contratação da empresa Transuniversal Pinturas e Anticorrosão. A utilização dos recursos, entre 2020 e 2023, abrangeu áreas como a Base Naval do Rio de Janeiro, a Diretoria de Patrimônio Histórico e Documentação e o Arsenal da Força, segundo dados do Portal da Transparência.
A empresa entrou no radar da Polícia Federal (PF) após seu proprietário, André Martinez, ser flagrado sacando R$ 345 mil em uma agência do Banco do Brasil localizada dentro da Base Naval, em Niterói (RJ). A abordagem ocorreu após denúncia recebida pela PF que apontava o suposto uso dos valores para pagamento de propina a integrantes do Comando da Marinha.
Os recursos, provenientes das emendas do senador, foram repassados ao Ministério da Defesa, que gerencia os investimentos da Marinha. A investigação sobre o destino do montante e possíveis irregularidades segue em andamento pelas autoridades competentes.
As informações são do site Metrópoles.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a operação da Polícia Federal (PF) desta terça-feira (19) que investiga o suposto envolvimento de agentes militares em um plano de execução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo Bolsonaro, “por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime”.
Conforme a opinião do parlamentar, para que haja uma tentativa de homicídio, é preciso que “sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes”, o que, segundo ele, não parece ter ocorrido. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda classificou as decisões como “sem amparo legal”, “repugnantes” e “antidemocráticas”.
ENTENDA O CASO
Na manhã desta terça-feira (19), a Polícia Federal prendeu 4 militares das forças especiais e um policial federal por suspeita de elaborarem um plano para executar Lula e Alckmin em dezembro de 2022, após a vitória da chapa composta pelos dois políticos. Segundo a investigação, os golpistas cogitaram usar veneno e explosivos para levar a óbito o presidente eleito e o seu vice.
A investigação também trouxe a tona que o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, também era monitorado pelo grupo. Um dos presos por suspeita de participar dos planos golpistas, Wladimir Matos Soares, fez a segurança do presidente Lula entre a data de sua eleição e sua posse, em 2022. De acordo com fonte, Soares passava informações sobre a rotina do petista a pessoas próximas do ex-presidente Bolsonaro.
O plano, chamado de “Punha Verde Amarelo” foi impresso pelo general Mario Fernandes, ex-assessor do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro. O documento teria sido impresso, inclusive, no Palácio do Planalto, após a derrota do ex-presidente.
Após o anúncio da desistência do presidente norte-americano Joe Biden na corrida eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais, neste domingo (21), para provocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Biden EUA está fora! Quando o Biden brasileiro vai sair?!”, publicou o senador em seu perfil no X, antigo Twitter.
Biden EUA está fora! Quando o Biden brasileiro vai sair?!
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 21, 2024
O presidente americano cedeu a pressão de aliados do partido Democrata e anunciou, na tarde deste domingo (21), a desistência de sua candidatura para disputar a reeleição. Através de uma carta, Joe Biden agradeceu ao apoio dos seus eleitores e endossou o nome de Kamala Harris, sua vice, na corrida eleitoral.
A transcrição de um áudio gravado por Alexandre Ramagem durante uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), indicam que o então gestor do executivo tentou buscar, em órgãos oficiais, dados sobre investigação contra o senador do PL. O áudio foi divulgado, nesta segunda-feira (15), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar o sigilo da gravação, que faz parte do caso “Abin paralela”.
Segundo os registros, também estavam presentes na reunião o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e advogadas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, a advogada Luciana Pires fala sobre buscar dados de funcionários da Receita. A PF investiga a possibilidade de que Bolsonaro teria buscado os responsáveis pela investigação na Receita, para interferir no processo. As informações são do G1.
"Olha, em tese, com um clique você consegue saber se um funcionário da Receita [inaudível] esses acessos lá", afirma a advogada.
O general Augusto Heleno, por sua vez, afirma: "Tentar alertar ele que, ele tem que manter esse troço fechadíssimo. Pegar gente de confiança dele. Se vazar [inaudível]".
O ex-presidente Jair Bolsonaro diz: "Tá certo. E, deixar bem claro, a gente nunca sabe se alguém tá gravando alguma coisa. Que não estamos procurando favorecimento de ninguém".
O áudio é citado na quarta fase da operação Última Milha. A PF investiga que Ramagem teria dito que era preciso tomar medidas para anular a investigação que atingia Flávio Bolsonaro, esquema que envolveria desmoralizar e afastar os auditores da Receita Federal.
Os servidores da Receita levantaram movimentações de Flávio Bolsonaro a partir de levantamento do Coaf, mostrando incompatibilidade com a renda do senador.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou sobre o caso da “Abin paralela”. Em vídeo publicado na rede social X, antigo Twitter, o parlamentar disse que o “grupo especial de Lula na Polícia Federal ataca novamente” e que ele foi vítima de criminosos que tiveram acesso a dados sigilosos.
O parlamentar reclamou que a Polícia Federal teria conseguido transformar o caso da “Abin paralela” em uma coisa feita para benefício dele, que se sente vítima na história. A investigação policial indicou que a Receita Federal teria sido pressionada irregularmente devido a relatórios sobre movimentações do senador que indicariam a prática de “rachadinha” de salários de seus funcionários comissionados.
“Obviamente fui vítima de um crime cometido por pessoas de dentro da Receita Federal. Então eu pressionei formalmente junto à Receita para saber quem tinha feito isso e sabe qual foi a resposta: indeferido, porque se tratava de informações sigilosas que eu só poderia ter acesso mediante decisão judicial”, disse Flávio. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
O grupo especial de lula na Polícia Federal ataca novamente! pic.twitter.com/hRUMdmd2En
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 11, 2024
Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele interpôs um habeas data para saber quem acessou os seus dados sigilosos. “A Receita Federal, no governo do presidente Jair Bolsonaro, me negou acesso. Então, se o presidente interferisse em alguma coisa eu não precisaria entrar na justiça. Você concorda?”, questionou o senador a seus seguidores.
“Veja só em quanta gente acessou indevidamente os meus dados. Parece que tinha uma força-tarefa do crime dentro da Receita contra mim. Agora eu não posso correr atrás dos meus direitos de vítima, que eu fui de criminosos de dentro da Receita Federal, que isso é usado contra mim”, reclamou o filho de Bolsonaro.
A OPERAÇÃO
A PF deflagrou, nesta quinta-feira (11), a quarta fase da Operação Última Milha. O objetivo é desarticular organização criminosa voltada ao monitoramento ilegal de autoridades públicas e à produção de notícias falsas, utilizando-se de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Salvador e São Paulo. Até o momento, o Metrópoles confirmou a prisão de Giancarlo Gomes Rodrigues; ?Mateus Sposito, ex-assessor da Secretaria de Comunicação Social (Secom) na gestão anterior; ?Marcelo de Araújo Bormevet, policial federal; Richards Dyer Pozzer e Rogério Beraldo de Almeida.
Além deles, ex-assessores de Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram alvo de busca e apreensão. Entre eles José Mateus Sales Gomes.
Nesta fase, as investigações revelaram que membros dos Três Poderes e jornalistas foram alvo de ações do grupo. Também houve a criação de perfis falsos e a divulgação de informações sabidamente inverídicas.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa também acessou ilegalmente computadores, aparelhos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quitou, com 27 anos de antecedência, uma mansão adquirida por quase R$ 6 milhões em 2021. Uma ação contra o senador foi protocolada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Em 2021, o parlamentar comprou a casa, localizada no Lago Sul, região boêmia da cidade, dando uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiou R$ 3,1 milhões junto ao banco BRB para que o imóvel fosse quitado em 30 anos.
Três anos depois, a dívida do imóvel já foi findada. Ao ser questionado pelo Jornal Globo acerca deste pagamento, o senador afirmou que, além de ser parlamentar, também é advogado e empresário. No entanto, ao ser perguntado acerca de possíveis clientes ou atividades empresariais, o senador não respondeu.
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) registrou ação contra o senador, justificando que o banco que concedeu o financiamento ao senador e à sua mulher agiu em “desacordo com as suas próprias regras internas”. Conforme alegado, a renda informada pelo casal não seria o suficiente para firmar o financiamento
O banco afirmou que o financiamento estava disponível “para todos os clientes que atendessem aos requisitos definidos no Manual”. O caso tramita atualmente no TJDFT. Inicialmente, a 1ª vara julgou improcedente o pedido de Kokay. Após uma apelação, o tribunal cassou a sentença e determinou o retorno do caso para inclusão de mais documentos necessários para o esclarecimento dos fatos.
Não é só o Palácio do Planalto que trabalha com a possibilidade de Jair Bolsonaro lançar o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, à Presidência da República em 2026.
De acordo com o colunista Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceirodo Bahia Notícias, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tem a mesma suspeita, conforme compartilhou recentemente com interlocutores.
Castro, entretanto, não acredita na viabilidade do senador devido ao prontuário de Flávio, que encarou um processo de quatro anos por acusações de rachadinha em seu gabinete quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro de 2022 e agora em análise no Senado, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 3/2022 trata da transferência dos terrenos da marinha para ocupantes particulares, estados e municípios. Conhecida popularmente como ‘PEC das Praias’, a proposta tem dividido opiniões entre parlamentares, especialistas e a sociedade civil.
Os principais pontos de questionamento são a possibilidade de privatização das praias e a especulação imobiliária nas áreas hoje pertencentes à União. A PEC está sob relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que nega uma possível privatização e aponta para uma facilitação do registro fundiário e geração de empregos.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na última segunda-feira (27), o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a motivação da PEC é “sentimento municipalista”. “Os prefeitos conhecem mais a situação dos municípios do que nós aqui do Senado. É um fato: a PEC não privatiza praias”, disse.
Na ocasião, conforme informações da Agência Senado, a presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senadora Leila Barros (PDT-DF), manifestou sua preocupação com a tramitação da PEC. Ela reconheceu que há problemas na gestão dos terrenos de marinha, mas disse que, na prática, a proposta flexibiliza a legislação ambiental.
A senadora ainda disse considerar assustador o fato de uma PEC com grandes impactos sobre o meio ambiente tramitar no momento em que uma tragédia climática se abate sobre o Rio Grande do Sul. “A extinção dos terrenos de Marinha e a transferência de propriedade podem afetar a função dessas áreas na mitigação das mudanças climáticas”, afirmou Leila, informando que vai pedir que o tema seja debatido na CMA.
O QUE MUDARIA?
Atualmente a legislação fixa que os terrenos de marinha são terras da União no litoral, situados entre a linha imaginária da média das marés registrada no ano de 1831 e 33 metros para o interior do continente. É uma faixa costeira considerada estratégica pelo governo. Também são consideradas nessa condição as margens de rios e lagoas que sofrem influência das marés. Apesar do nome, terrenos de marinha nada têm a ver com a força armada Marinha. São determinados por estudos técnicos, com base em plantas, mapas e documentos históricos.
O conceito foi instituído ainda no tempo do Império, com a vinda de Dom João VI e da família real. As terras eram destinadas à instalação de fortificações de defesa contra invasões marítimas. A medida de 15 braças, equivalente a 33 metros, era considerada a largura suficiente para permitir o livre deslocamento de um pelotão militar na orla e assegurar o livre trânsito para qualquer incidente do serviço do rei e defesa do país. Também era um espaço estratégico para o serviço de pesca, já que era uma faixa onde os pescadores puxavam as redes. Hoje, a principal legislação sobre o assunto é o Decreto-lei 9.760, de 1946.
Caso o texto aprovado na Câmara seja aprovado e sancionado, a PEC revogaria um trecho da Constituição e autorizaria a transferência dos territórios de marinha para ocupantes particulares, estados e municípios. Isso significaria, na prática, que empresas a exemplo de resorts, hotéis e cassinos, e outros ocupantes privados poderiam adquirir a posse das praias, caso realizassem inscrição junto ao órgão de gestão de patrimônio da União.
Segundo o texto, continuariam sob o domínio da União as áreas afetadas ao serviço público federal, que tiverem unidades ambientais federais ou não ocupadas.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Dino e Cristiano Zanin, estão apoiando o nome de um amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à vaga de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Corte com sede em Brasília.
Aliados de Dino confirmaram à coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, que o apoio do recém-ministro ao advogado Eduardo Martins se deu após pedido de Zanin, que é amigo do pai do advogado, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.
O nome de Eduardo, que também agrada o bolsonarismo, ainda conta com apoio do ministro Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro ao STF.
Com apoios de peso no Supremo e no STJ, Eduardo desponta como favorito para ser o escolhido por Lula em uma das listas tríplices do TRF-1, segundo fontes do Palácio do Planalto.
Há uma segunda lista tríplice para tribunal, que tem como favorito até então o advogado Flávio Jardim, apoiado, entre outros nomes, pelo ministro Gilmar Mendes, atual decano do STF.
Dentre os três mais cotados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), devido à aposentadoria de Rosa Weber, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acredita que o nome de Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), passaria com mais facilidade pelo Senado.
O senador disse à coluna de Bela Megale, do O Globo, que Bruno Dantas "tem mais estrada em Brasília" e se relaciona "melhor". "Não estou declarando voto em ninguém, só fazendo uma análise sobre os nomes que passariam no Senado. Acredito que o Bruno Dantas é o que teria mais facilidade”, falou.
O indicado para o STF precisa ser aprovado em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Casa Legislativa para assumir a cadeira na Corte.
O senador também afirmou que votará contra a aprovação do ministro da Justiça, Flávio Dino, caso Lula o indique para o Supremo. Na visão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a reprovação do indicado de Lula à Defensoria Pública da União (DPU) – Igor Roque – foi um recado sobre Dino.
Segundo a coluna, o senador fez uma análise sobre os cotados para o STF ao coordenador do grupo Prerrogativas, o advogado petista Marco Aurélio Carvalho. Flávio Bolsonaro afirmou que Jorge Messias, advogado-geral da União, também seria um nome com mais facilidade de aprovação no Senado.
Flávio Bolsonaro terá de indenizar Chico Buarque em R$ 48 mil por danos morais. O cantor e compositor moveu uma ação contra o senador por causa de um "meme" publicado nas redes sociais.
Flávio postou em suas redes sociais uma foto em que aparecem imagens do disco "Chico Buarque de Hollanda", de 1966, em uma montagem. A capa do disco é usada como meme para dar situações a pessoa "sorrindo" e uma pessoa "séria".
Na postagem, o filho de Jair Bolsonaro ataca quem votou em Lula e sugere o apoio do artista a um suposto "roubo dos pobres".
Chico Buarque destacou em sua alegação que "a publicação consiste em uso não autorizado e indevido de sua imagem, em contexto que achaca sua honra e mancha sua reputação, confundindo os eleitores ao realizar a conexão de sua imagem à do candidato Sr. Jair Bolsonaro, pessoa que não apoia e detém forte rejeição".
O senador defendeu que o "eventual compartilhamento do ‘meme’ teria o intuito de alertar seus seguidores e a sociedade em relação à mensagem contida na publicação, que não ofende ninguém, mas possui reflexão sobre a situação política do país".
A decisão foi da juíza Keyla Blank de Cnop, do 6º Juizado Especial Cível da Lagoa, que não aceitou a argumentação de Flávio. Ainda cabe recurso.
O senador Flávio Bolsonaro vem sinalizando a aliados que irá votar a favor da indicação do advogado Cristiano Zanin ao Supremo Tribunal Federal.
De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Flávio teria dito a pessoas próximas que considera Zanin um bom nome ao STF, mesmo que a trajetória profissional do advogado seja marcada pela defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato.
O senador, contudo, tem dito a estes aliados que não decidirá nem pelo sim e nem pelo não sem combinar o voto com o pai, Jair Bolsonaro.
O empresário Alexandre Santini, ex-sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na franquia da Kopenhagen que foi investigada no caso das rachadinhas, publicou uma mensagem no Instagram sugerindo que um integrante da família Bolsonaro cometeu crimes e poderá ser preso no futuro.
Santini não cita o nome de nenhum Bolsonaro em específico, mas diz não se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O empresário menciona um pedido de cidadania italiana e a “força política” no Rio de Janeiro. Ele e Flávio estão rompidos. As informações são do portal de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
“Conexão RJ – BSB… A questão é ser ‘HONESTO’, e não ‘Direita ou Esquerda’… Não estou falando de ‘J.B’… Vieram te buscar, mas conseguiu correr… Não adianta tentar escapar, tudo é questão de tempo, pois provas não faltam para seus inúmeros ‘crimes na política’ que vão te levar para a PRISÃO”, diz um trecho da postagem, ilustrada com a foto de um agente da Polícia Federal dentro de um avião.
“Acredite e aceite, no RJ e MP sua ‘força política’ já não é a mesma… Cidadanias italianas ainda não concedidas… Aonde será [sic] suas próximas longas férias, a sua sonhada cidadania não será necessária, tão pouco [sic] seu ‘foro privilegiado’, e terá tempo para refletir sobre seus inúmeros erros. Um conselho: ‘Brasília não é para Amadores’, finaliza Santini.
A publicação foi postada no perfil de Santini no Instagram. A página é restrita para amigos.
Santini foi apontado como o “sócio laranja” de Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen que o senador mantinha em um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O Ministério Público afirmava que a loja era usada por Flávio para lavar dinheiro no esquema da rachadinha.
A denúncia contra Flávio foi rejeitada pela Justiça do Rio de Janeiro, em maio do ano passado. O Ministério Público apresentou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em fevereiro, para tentar retomar as investigações contra o senador.
O empresário não foi localizado para comentar a postagem. As investigações contra Santini também foram encerradas a mando da Justiça.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.