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Artigos

Augusto Vasconcelos
Bahia registra menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos
Foto: Feijão Almeida/ GOVBA

Bahia registra menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos

Além de liderar a geração de empregos no Nordeste, a Bahia obteve a menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada recentemente, confirmou o bom momento da Bahia na geração de empregos.

Multimídia

João Cláudio Bacelar defende permanência da Câmara na Praça Thomé de Souza

João Cláudio Bacelar defende permanência da Câmara na Praça Thomé de Souza
O vereador da Câmara de Salvador, João Cláudio Bacelar (Podemos), defendeu a permanência da Câmara municipal, localizada na Praça Thomé de Souza. Segundo ele, em entrevista ao Projeto Prisma, Podcast do Bahia Notícias, trabalhar em um local histórico como aquele é motivo de "muito orgulho".

Entrevistas

Diretor do FIDA/ONU no Brasil reforça parcerias na Bahia para geração de emprego e renda no campo

Diretor do FIDA/ONU no Brasil reforça parcerias na Bahia para geração de emprego e renda no campo
Foto: Edu Mota / Brasília
O governo da Bahia anunciou recentemente a expansão do programa de cooperação que possui junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável, a inclusão produtiva e a geração de renda em diferentes biomas do estado. A parceria entre o governo e o órgão da ONU conta com investimentos que ultrapassam o patamar de R$ 1,5 bilhão.

bdm

BDM expande atuação no Tororó e moradores pedem reforço policial no bairro
Foto: Reprodução / Alô Juca

Moradores do bairro do Tororó, na região central de Salvador, relataram preocupação com a presença de integrantes do Bonde do Maluco (BDM) na localidade. Paredes de residências e estabelecimentos comerciais foram pichadas com as iniciais da facção criminosa, em ação interpretada como demonstração de domínio territorial.

 

A movimentação criminosa ocorre após recentes invasões do Comando Vermelho no bairro da Lapa, vizinho ao Tororó. Como reação, o BDM teria ampliado a atuação em áreas próximas, incluindo o Tororó, que até então era considerado um local mais tranquilo. A região abriga pontos de relevância da capital baiana, como o Hospital Martagão Gesteira e a Arena Fonte Nova.

 

As informações são do Alô Juca.

Bahia lidera ranking nacional com maior número de facções criminosas em atuação, aponta levantamento
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

A Bahia é o estado que possui a maior concentração de atuação de facções criminosas no Brasil. O território baiano tem pelo menos 17 grupos criminosos, dos quais 15 são originários do próprio estado, enquanto os dois restantes, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), são, respectivamente, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

 

O dado foi revelado pelo jornal “O Globo”, que realizou um levantamento com as secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e os Ministérios Públicos de todos os estados. Conforme o mapeamento realizado pelo veículo jornalístico, o Brasil atualmente possui 64 facções espalhadas pelas 27 unidades da federação.

 

Atrás da Bahia, aparecem os estados de Pernambuco (12) e Mato Grosso do Sul (10). Segundo a reportagem, as duas unidades federativas do Nordeste têm um cenário fragmentado, com muitas facções locais disputando espaço, enquanto o território sul-mato-grossense é o maior “importador” de facções de outros estados.

 

Nove das 12 facções criminosas interestaduais atuam no estado do Mato Grosso do Sul. Inclusive, o Bonde do Maluco (BDM), de origem baiana, é um dos grupos criminosos que se expandiram para o território sul-mato-grossense. Um detalhe é que o BDM também criou um núcleo de atividades em Sergipe, que faz fronteira com a Bahia.

 

O Globo divulgou a lista das facções criminosas com atuação no território baiano, e o Bahia Notícias buscou a principal região de atuação de cada uma. Confira os grupos criminosos:

 

  1. *Comando Vermelho (CV) - Rio de Janeiro
  2. *Primeiro Comando da Capital (PCC) - São Paulo
  3. Bonde do Maluco (BDM) - Salvador
  4. Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) - Eunápolis
  5. Raio A - Itabuna
  6. Raio B - Itabuna
  7. Tropa do KLV - Camaçari
  8. Bonde do Neguinho (BDN) - Vitória da Conquista
  9. Bonde do SAJ - Santo Antônio de Jesus
  10. Honda - Juazeiro
  11. A Tropa - Recôncavo baiano
  12. Campinho (CP) - Porto Seguro
  13. Katiara - Salvador
  14. Mercado do Povo Atitude (MPA) - Porto Seguro
  15. Anjos da Morte (ADM) - Caraíva
  16. Daniel Gomes/Pedro Gerônimo/Maria Pinheiro (DPM) - Itabuna
  17. Mequinho e Kila (MK) - Camaçari

*Facções de origem de fora da Bahia

 

De acordo com a matéria, há uma dificuldade em cravar se o número de facções está diminuindo ou crescendo no país, sobretudo quando se trata dos grupos menores, porque não há um critério oficial para diferenciar uma facção criminosa de uma gangue com atuação circunstancial.

 

Algo que também dificulta a contabilidade é o fato de que algumas organizações têm regime exclusivo “intramuros”, como é o caso do Povo de Israel (PVI), que atua em prisões do Rio de Janeiro.

Líder do tráfico no Rio Sena, "Bruninho" é preso em casa de luxo durante operação da Polícia Civil
Foto: Divulgação

Equipes do Departamento de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia prenderam, na manhã desta sexta-feira (1º), Antônio Bruno da Cruz Magalhães, conhecido como “Bruninho”. Ele é apontado como líder do tráfico de drogas no bairro do Rio Sena, em Salvador.

 

 

A prisão foi realizada no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito foi localizado em uma casa de alto padrão.

 

Bruninho integra o baralho do crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e possuía mandado de prisão em aberto. Ainda conforme a polícia, ele é ligado à facção Bonde do Maluco (BDM) e investigado por envolvimento em ameaças a moradores do condomínio Mané Dendê, empreendimento habitacional em construção na região do subúrbio ferroviário da capital baiana.

BDM mantinha "cela de luxo" com uísque, perfumes e banheiro privativo em presídio de Salvador, revela investigação
Foto: Reprodução / Correio

Lideranças da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM) transformaram o Módulo V da Penitenciária Lemos Brito (PLB), em Salvador, em uma cela com estrutura diferente do habitual, segundo investigação da Polícia Civil da Bahia. A apuração começou após a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) identificar, ainda em 2023, uma série de regalias dentro da unidade prisional. As informações só vieram a público agora com a abertura de um inquérito.

 

De acordo com o material obtido pela investigação, detentos tinham acesso a uísques importados, como o Chivas Royal Salute 21 anos, além de perfumes como o 1 Million, camas individuais, colchões, móveis planejados, espelhos, cadeiras, ventiladores, televisão e até banheiro privativo com chuveiro e vaso sanitário. Parte do chão da cela era coberta com azulejos, e o ambiente apresentava boa ventilação.

 


Foto: Reprodução / Correio

 

Um vídeo incluído no inquérito mostra o momento em que um policial penal encontra uma garrafa de uísque no interior da cela. Em seguida, as imagens revelam detalhes da estrutura irregular mantida pelos internos. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (21) pelo jornal Correio.

 

Entre os objetos apreendidos estavam também espelhos, cuja presença é proibida no sistema prisional por questões de segurança, já que podem ser utilizados como arma quando quebrados.

 


Foto: Reprodução / Correio

 

Segundo a investigação, um dos detentos beneficiados pelas regalias no Módulo V da Penitenciária Lemos Brito era Fábio Souza dos Santos, conhecido como “Geleia”, atualmente listado na carta Oito de Ouros do Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia. De acordo com as apurações, ele usufruiu das mordomias até o dia 21 de outubro de 2023, quando fugiu da unidade prisional junto com outros seis integrantes da facção, por meio de um buraco no módulo. O grupo teria atravessado uma área de mata e alcançado a Avenida Gal Costa, em Salvador.

 


Foto: Reprodução / Correio

Ravengar: A ascensão e queda do barão do tráfico que desafiou o Estado
Foto: Reprodução

Durante anos, sua figura deslizava entre os becos como um sussurro. Ninguém via, mas todos sentiam. Raimundo Alves de Souza, o Ravengar, foi mais do que um homem: foi um fenômeno social. Um personagem esculpido entre a ausência do Estado, o poder corrosivo das drogas e a obediência comprada com favores. Dono de um império que se estendia dos morros de Salvador às noitadas glamourosas da elite soteropolitana, Ravengar reinou onde a política jamais ousou pisar. Sua história é uma ferida aberta, atravessada por violência, estratégia e contradição.

 

Ravengar nasceu em Salvador, em 1953. Como tantos meninos da cidade, cresceu aprendendo a sobreviver onde a infância termina cedo. No Pelourinho, dividia espaços com pequenos criminosos, alugando quartos e recolhendo apostas do jogo do bicho. Aos poucos, tornava-se conhecido entre aqueles que transitavam entre a margem da lei e a margem da sobrevivência. Era uma sombra útil: discreta, sempre presente.

 

Quando os tempos mudaram e o dinheiro ficou curto, mudou-se para o Alto de São Gonçalo. Passou a rodar como taxista. E foi ao volante, carregando compras e passageiros, que encontrou um novo filão: o tráfico. Primeiro como entregador, depois como articulador. Transportava drogas para artistas, empresários e políticos. Um serviço de confiança, feito sem barulho, sem riscos. Na boca dos usuários, virou "Raimundão Brabo". Mas o apelido que o eternizaria ainda estava por nascer.

 

A prisão de Zequinha do Pó, um atleta de remo e professor de natação que comandava o tráfico na região, abriu uma vaga no topo da cadeia alimentar. Ravengar não hesitou. Instalou-se no Morro da Águia, uma geografia estratégica, íngreme, de difícil acesso, esquecida pelo poder público. Ali, fundou seu império, batizado informalmente de "Império Ravengar". Seus seguidores se autodenominavam "Soldados de Ravengar". A estrutura era militar: comandos, hierarquia, patrulhamento constante.


Mas havia algo em Ravengar que o diferenciava dos demais: sua habilidade de misturar medo e favores. Como Pablo Escobar, sabia que o amor comprado valia tanto quanto a obediência imposta. No morro, pagava botijões de gás, comprava cestas básicas, reformava casas. Organizava festas, agenciava bandas, mantinha uma creche. Seus homens, armados até os dentes, usavam rádios e operavam com tática. À polícia, oferecia silêncio e propina. À comunidade, proteção e pequenos milagres do cotidiano.

 

E era sob o manto do benfeitor que Ravengar ocultava o reinado erguido à margem da lei. Dono de palavras mansas e gestos calculados, chegou a conceder uma entrevista à Revista Veja, onde falava de sua missão social e do banco improvisado que mantinha, de onde saíam empréstimos sem juros destinados à comunidade. Era dali, entre promessas de ajuda e favores silenciosos, que brotava o encanto sombrio de sua influência.

 

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Nos anos 1990, Ravengar ampliou o negócio. Tornou-se um empresário da noite. Fundou o bar Reluz, a casa de espetáculos Megashow e passou a investir em grupos musicais. A fronteira entre o crime e o entretenimento se diluía sob luzes coloridas. No palco, artistas; nos bastidores, cocaína. Para o público, ele era apenas um nome no outdoor. Para a polícia, um enigma intocável.

 

Em 1992, a primeira grande operação policial contra ele terminou em fiasco. A polícia invadiu o Reluz, prendeu subordinados, vasculhou imóveis. Ravengar escapou ileso, como se tivesse evaporado. Era um mestre em desaparecer. Delegados e comandantes viraram aliados. Algumas denúncias nem sequer eram registradas. A omissão era o maior ativo do seu negócio.

 

Foi apenas em 2003, com a chegada do delegado Edmilson Nunes ao Departamento de Tóxicos e Entorpecentes, que a caçada se tornou real. Ambicioso, Nunes traçou uma linha direta entre sua carreira e a prisão de Ravengar. Começou a costurar a queda com paciência e escuta. Descobriu a mansão de três andares no Cabula. No dia 16 de janeiro, a polícia invadiu o local. O que encontrou parecia o cenário de um filme surreal: aquários gigantescos, quadros de líderes contraditórios - de Irmã Dulce a Hitler -, móveis de luxo, e uma coleção de rádio-comunicadores.

 

Mas Ravengar já não estava ali. Tinha fugido com a precisão de quem antecipa o movimento do inimigo. E ainda assim, ligou para os policiais: “Não plantem nada aí”, avisou, com a calma de quem sabe que ainda está por cima. Seus dias, no entanto, estavam contados.

 

Foi apenas 37 dias depois, em 22 de fevereiro de 2004, que o rei caiu. Tentou escapar dirigindo um Vectra em alta velocidade pela Linha Verde, mas foi encurralado próximo a Monte Gordo. Levou um tiro no tórax. Saiu do carro com as mãos erguidas, ferido, finalmente derrotado. Sua mulher, Suely Napoleão, também foi presa. Com ele, caía o último pilar de um império que durou mais de uma década.

 

Quando foi levado pelas mãos da justiça, Ravengar fez ecoar sua voz por meio de uma carta dirigida a um jornalista. Nela, mais do que lamentar a liberdade perdida, Ravengar criticava a postura do delegado Edmilson Nunes, que comandara a operação que resultou em sua prisão. Com a arrogância de quem se considera o senhor do tráfico, ele escreveu: “O estado vai se arrepender de ter me prendido, eu boto ordem na criminalidade”

 

Em 2006, Ravengar foi condenado a 25 anos e 11 meses de prisão. Tráfico, refino, associação ao tráfico e corrupção ativa. O crime de formação de quadrilha caiu, ironia do sistema que ele corrompeu. Na prisão, impôs sua presença. Escreveu uma cartilha chamada Código de Ética Ravengar, distribuída entre os presos. Regras para convivência. Tentou transformar a cela em gabinete. Foi punido com 30 dias de solitária.

 

Em 2012, conseguiu o semiaberto. No ano seguinte, liberdade condicional. Mas em 2017, foi preso novamente, desta vez com a própria família, em nova operação contra o tráfico.

 

Ravengar morreu em 8 de junho de 2023, aos 69 anos, por complicações de uma diabetes. Um fim discreto para alguém que viveu cercado de excessos. Ainda assim, sua lenda persiste. Seu nome é citado com medo, com respeito, com desconfiança.

 

Para muitos, Ravengar foi um vilão. Para outros, um protetor. Mas a verdade está no meio: ele foi o produto de um país onde o crime, muitas vezes, é mais eficiente que o governo. Onde o fuzil organiza o que o Estado desorganiza. Onde o silêncio é comprado, e o poder, traficado.

 

Ravengar morreu. Mas o que ele representa continua vivo. Nos morros, nas bocas, nas vielas. No silêncio cúmplice que ainda protege tantos outros Ravengares em ascensão.

14 anos sem Kelly Cyclone: "Viral nas redes", personagem divide opiniões entre a doçura e o tráfico
Foto: Redes sociais

“Cyclone não é marca de ladrão, é a moda do gueto, mas com toda discriminação, eu imponho respeito. 'Cap' para o lado, camiseta, bermudão, é de Cyclone. Vou de Cyclone”. O refrão, imortalizado na voz do “Príncipe do Guetto”, Igor Kannário, poderia muito bem ser uma biografia rimada de Kelly Sales Silva. Ou de Kelly Doçura. Ou de Kelly Cyclone. Dama do pó, primeira influenciadora digital da Bahia, patroa do tráfico ou só uma jovem que sonhava com um amor eterno, a depender de quem conta, Kelly foi todas essas mulheres e talvez nenhuma. O que ninguém duvida é que ela foi um fenômeno. Como a marca de roupas que lhe deu nome, Kelly virou um ícone, um furacão periférico impossível de ignorar.

 

Durante o dia, Kelly exibia bonecas, ursinhos de pelúcia e declarações de amor rabiscadas nas paredes de casa. “Tony, eu te amo de uma forma que não sei explicar”, lia-se. À noite, no Orkut, surgia envolta em armas, roupas de grife e poses de guerra. A doçura dividia espaço com o risco. Criada num lar pacato e religioso, Kelly era tida na infância como “bicho do mato”, introspectiva, apegada à família. Os poucos momentos fora de casa se resumiam à igreja, onde fez crisma e primeira eucaristia. Mas, em algum ponto entre o altar e a rua, a menina virou furacão.

 

A virada, dizem as irmãs, veio pela dor. Rosiele aponta a separação dos pais como estopim. Carla acredita que tudo começou após o suicídio de Anderson, primeiro namorado de Kelly e pai de seu filho. A adolescente de 16 anos ficou grávida e entrou em colapso: sonhava que jogava o bebê pela janela, escondia veneno de rato no quarto, falava em morrer. O filho sobreviveu, para morrer em 2022 em confronto com a Polícia. O menino não chegou aos 20 anos. A mãe não chegou aos 23.

 

Foi nesse caldo de traumas que Kelly encontrou abrigo nas festas de pagode e no universo da ostentação periférica, onde o crime e o glamour se tocavam na esquina. Conheceu Bombado Doçura, percussionista da banda Saiddy Bamba, e ganhou com ele não só fama, mas também o apelido. Depois que o namoro acabou, largou o “Doçura” e adotou “Cyclone”, em homenagem à marca de bermudões e camisetas largas adorada nas favelas da época. O nome virou identidade. E a identidade virou personagem.

 

Kelly se apaixonava com intensidade e velocidade. Namorou Sidnei Ferreira, traficante do Garcia, morto pela polícia; depois Hugo, assaltante, morto em briga. Os nomes viraram tatuagens: “Sidnei” no pulso, “Hugo” no couro cabeludo. No quadril, uma sentença que resumia sua jornada: “Vida loka”. Na esteira desses amores, Kelly se aproximou cada vez mais das estruturas do crime organizado.

 

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É nesse ponto que a história individual de Kelly se cruza com a guerra entre facções que moldou Salvador a partir dos anos 2000. Os primeiros namorados da jovem orbitavam facções locais como o Comando da Paz (CP) e o Bonde do Maluco (BDM), organizações nascidas da disputa por território e controle do tráfico. No fim da década, o BDM se tornava a principal força bélica da capital baiana, rompendo com o CP e estabelecendo uma rede de violência que se infiltrava em todas as camadas da vida urbana. Kelly, embora nunca oficialmente ligada a nenhuma dessas organizações, circulava com quem estava no topo da cadeia, uma presença que incomodava, atraía e assustava.

 

Sua consagração como personagem pública veio com a “Festa do Pó”, em fevereiro de 2010. O evento, recheado de cocaína, picanha e pagodão, terminou com 44 detidos e manchetes em todos os jornais. Kelly estava entre eles. Na delegacia, negou envolvimento com o tráfico, disse que a droga era de “outros” e ganhou mais uma página na mitologia popular de Salvador. Daí em diante, foi estrela de programas policiais, tema de comunidades no Orkut e símbolo de uma juventude que misturava rebeldia, desejo de ascensão e autoficção digital. Antes que o termo existisse, Kelly foi uma influenciadora, com seu estilo, seu drama, sua pose.

 

Cogitou se candidatar a vereadora, em 2012. A bandeira? Combate às drogas. Ironia ou redenção, ou talvez só marketing. Kelly sabia se vender. Mas não sabia se proteger. Na madrugada de 18 de julho de 2011, ela foi assassinada após sair do Salvador Fest. Vestia uma camisa da seleção argentina e uma saia da Cyclone, seu uniforme de guerra. Saiu da festa passando mal, entrou no carro de Carlos Gustavo Cohen Braga, o Gustavinho, herdeiro de uma linhagem policial e, segundo o Ministério Público, também do crime.

 

Horas depois, foi vista correndo ferida na Rua Romualdo de Brito, em Lauro de Freitas. Tinha sido esfaqueada no abdômen. Um homem atirou duas vezes de dentro do carro. Kelly caminhou alguns metros, caiu morta numa praça pública. A perícia confirmou a brutalidade. A investigação? Não confirmou quase nada.

 

No primeiro momento, Gustavinho foi o principal suspeito. Mas em 2012, o inquérito mudou de rumo: atribuiu o crime aos irmãos Miminho e Véio, supostamente a mando de Tony Rogério, um traficante federal, o amor de Kelly. Tony desconfiava de uma traição com Gustavinho. 

 

A história, no entanto, ruiu no tribunal. Em 2016, o trio foi inocentado por falta de provas. Desde então, ninguém mais foi julgado ou sequer investigado. O caso está em aberto. A morte, sem dono. A verdade, esfarelada como o pó das festas que Kelly frequentava.

 

Quatorze anos depois, resta o mito. E ele segue vivo. Kelly Cyclone sobrevive nas fotos pixeladas, nos vídeos de pagode, nos versos que ainda ecoam nas caixas de som do subúrbio. Ela foi símbolo da ascensão periférica e da tragédia de uma geração marcada por luto, ostentação e violência. 

 

Em um país onde a fronteira entre o sonho e o crime é tão fina quanto a pele tatuada de uma jovem de 22 anos, Kelly não foi só vítima. Nem só culpada. Foi um reflexo. E como os ciclones, ela passou, deixando destruição, memória e silêncio.

 

O tempo passou. Kelly se foi. Mas, na periferia, a moda ainda é “descer de Cyclone”.

Da enxada ao império do crime: Roceirinho funda a Katiara e lança um espectro de sombras nas periferias da Bahia
Foto: Reprodução

Antes que o crime lhe desse nome, número e um legado sangrento, Adilson Souza Lima era apenas mais um filho do Recôncavo. Chamavam-no de Roceirinho, apelido nascido da terra que ele cavava com as mãos, ainda menino, nos arredores de Nazaré. Era o suor na enxada, a lida diária, o silêncio das lavouras. Nenhum sinal, à primeira vista, de que aquele jovem franzino, de passos humildes e mãos calejadas, um dia fundaria a maior facção criminosa da região.

 

Mas o crime tem seus próprios caminhos. E Adilson encontrou o dele cedo, aos 18 anos, quando passou a carregar pacotes de droga pela cidade, como aviãozinho de um pequeno grupo que controlava o tráfico de forma quase amadora. Havia, então, uma precariedade quase ingênua no comércio de drogas. Pouco controle, nenhuma estrutura, violência em níveis rudimentares. Mas o jovem Roceirinho, mesmo naquele ambiente primitivo, quis mais. Tentou se emancipar, montar seu ponto, caminhar fora da sombra dos chefes. Foi expulso. Banido da cidade onde nasceu.

 

Com a mágoa no peito, partiu para Salvador. No bairro da Valéria, onde tinha alguns parentes, encontrou um novo mundo, mais articulado, mais perigoso, mais sedutor. Ali, conheceu um traficante que queria ampliar seus tentáculos para o Recôncavo. Viu em Roceirinho o instrumento ideal: um filho da terra, com faro para liderança e nenhuma hesitação em sujar as mãos. Roceirinho aceitou. Carro, dinheiro, mulheres, tudo financiado pelo pó que vinha da capital. Em pouco tempo, deixou de ser apenas um empregado. Passou a pensar como patrão.

 

Foi assim, misturando ambição e pragmatismo, que voltou à sua cidade natal. Mas, não para pedir desculpas, e sim para tomar o que um dia lhe foi negado. Recrutou meninos, quase todos filhos da mesma miséria que ele conhecera, armou-os com fuzis e metralhadoras, e começou a eliminar seus antigos desafetos. Tomou Nazaré à força. Transformou a cidade num quartel-general do tráfico. Pagava R$ 150 por semana a cada “vapor”, os que transportavam a droga e, sob seu comando, o faturamento do grupo disparou. Com a cidade subjugada, seus domínios se espalharam como fogo em capim seco: Santo Antônio de Jesus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Vera Cruz, Santo Amaro da Purificação. Em Salvador, conquistou espaço nos bairros do Lobato, Valéria e Águas Claras. Era o império em plena construção.

 

Mas o que ele queria não era apenas dinheiro, era ordem, controle, permanência. O crime precisava de uma estrutura sólida, como as empresas que tanto invejava. Preso em 2012, em um hotel de luxo no bairro de Ondina, foi transferido para o presídio Lemos de Brito. Foi ali, entre as grades, que Roceirinho deixou de ser apenas um chefe e virou fundador. Em 16 de outubro de 2013, nasceu oficialmente a facção Katiara, sucedendo o antigo Primeiro Comando do Recôncavo. Tinha estatuto, símbolo, doutrina. Um pentagrama com as iniciais PCRFNK passou a ser tatuado no corpo de cada membro, um selo de lealdade eterna. Roceirinho, o número 33, virou lenda.

 

O estatuto da Katiara não era um documento qualquer. Era um manifesto da nova ordem criminosa baiana. Proibia delatores, homossexuais, estupradores, pedófilos, “talaricos” e usuários de crack. Quem quisesse usufruir dos benefícios do grupo tinha que pagar caixinha de R$ 100 mensais. Cada novo integrante recebia uma “matrícula de batismo” e passava a integrar a engrenagem, com funções bem definidas: conselheiros próximos ao líder, gerentes encarregados da distribuição, soldados para proteger os pontos e os vapores que mantinham o comércio girando. Acima de todos, estava ele o homem da roça, o número 33, o fundador.

 

A Polícia Civil, a essa altura, já o tratava como figura central do crime organizado na Bahia. Em 2013, teve bens bloqueados e sequestrados: uma casa de veraneio em Jacuípe, apartamentos em Aracaju e Lauro de Freitas, uma fazenda no interior, carros de luxo. Tudo comprado com dinheiro do tráfico, registrado em nome de laranjas. No mesmo ano, a Polícia Federal iniciou a Operação Tríade. Foram apreendidas 2,5 toneladas de maconha e mais de 500 quilos de cocaína, carga avaliada em mais de R$ 50 milhões. Um golpe duro, mas não suficiente.

 

De dentro do sistema prisional, Roceirinho manteve firme o comando do Recôncavo até meados de 2018. Com sua visão estratégica, transformou a Katiara em uma cópia funcional do PCC, uma estrutura com disciplina interna, expansão metódica e capacidade de enfrentamento. Mas o tempo trouxe novos inimigos. O BDM, com armamento pesado e respaldo do Comando Vermelho, iniciou sua ofensiva. Em 2020, foi a vez do Comando Vermelho desembarcar na Bahia. Três anos depois, chegou o Terceiro Comando Puro (TCP), aliado do BDM. A guerra se intensificou. Nazaré continua como bastião da Katiara, mas as cidades vizinhas já estão fraturadas. Em Santo Amaro da Purificação, a Katiara sequer sobrevive, o território foi tomado. A violência aumentou. Esquartejamentos, execuções públicas, toque de recolher. 

 

Em 2025, depois de 13 anos no regime fechado, Roceirinho foi transferido para o semiaberto na Penitenciária Lafayete Coutinho. Era o início de uma possível transição para fora das grades. Mas a liberdade durou pouco. No dia 8 de julho, um novo mandado de prisão foi cumprido, expedido pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). A acusação: seguir comandando a Katiara mesmo preso.

 

Roceirinho se defende. Diz que deixou o crime em 2013, que virou açougueiro em Valéria, que usaram seu nome para ganhar fama. Mas sua imagem permanece entre as mais procuradas no Baralho do Crime. Seu número, o 33, continua sendo uma assinatura silenciosa nas periferias. Seu símbolo, o pentagrama, ainda é tatuado por novos soldados. E seu legado, manchado de sangue e silêncio, segue pulsando nas sombras da Bahia.

 

Porque no crime, como na roça, colhe-se o que se planta. E o que Roceirinho plantou foi muito mais que medo, foi um sistema. Um modelo. Uma ideia. E ideias, mesmo quando encarceradas, continuam a andar. Tal como raízes bem fincadas, a herança ainda é viva, nas periferias e em regiões subjugadas pela Katiara. Uma planta (não uma erva) daninha, que as autoridades de segurança não conseguiram, por enquanto, erradicar.

De ladrão de banco a chefe de facção: A ascensão e queda de Zé de Lessa, a mente por trás do Bonde do Maluco
Foto: Reprodução

Nas trilhas poeirentas da caatinga baiana, entre mandacarus e aroeiras que desafiam a secura do sertão, nasceu o homem que viria a liderar a facção mais temida da Bahia. José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, brotou do pequeno povoado de Recife, em Cafarnaum, município com pouco mais de 2 mil habitantes. Era uma terra silenciosa, silenciosa demais para imaginar que ali surgiria um dos maiores criminosos da história do estado.

 

A origem de seu apelido remonta às tradições do interior: possivelmente herdado do pai, Idalécio, conhecido como “Lessa”. E foi como Zé de Lessa que ele se tornou um nome sussurrado com temor nos corredores do sistema penal, nos becos das favelas e nas salas da polícia judiciária.

 

Ninguém sabe dizer com precisão quando ele cruzou a linha da legalidade, mas há quem diga que tudo começou com roubos a banco em uma cidade que fica há um pouco mais de 35km de sua terra natal, Mulungu do Morro. Em 2015, o delegado Jorge Figueiredo o classificava como o maior assaltante de bancos e carros-fortes da Bahia. Já em 2018, os cinco processos encontrados em seu nome estavam relacionados ao tráfico de drogas, e descreviam uma quadrilha de “extrema periculosidade”.

 

“É um cara bem tranquilo de conversa, não demonstra ser uma pessoa violenta. É bem articulado… quem bota as armas na Bahia hoje é ele”, informou uma fonte policial à época. Segundo a investigação, as armas vinham do Paraguai, escondidas em caminhões de carga.

 

Mas o rosto do crime nem sempre se confunde com o estereótipo da brutalidade. Para quem o conheceu, Zé de Lessa era educado, discreto, falava baixo. Sua imagem destoava do império criminoso que erguera: o Bonde do Maluco (BDM), facção nascida sob sua liderança, considerada a mais truculenta do estado. Suas operações alcançavam o tráfico internacional, assaltos cinematográficos e sequestros meticulosos.

 

A história do Bonde do Maluco começa antes de Zé de Lessa assumir o controle. Em 2015, a facção Caveira, um dos grupos mais violentos da capital baiana, decidiu criar um braço externo com o objetivo de ampliar sua influência em Salvador e na Região Metropolitana. Batizaram esse braço de BDM. A meta era clara: tomar áreas estratégicas como o Subúrbio Ferroviário e Cajazeiras. No entanto, o projeto sofreu um racha interno de causas ainda obscuras. Foi o suficiente para que o Bonde do Maluco deixasse de ser satélite da Caveira e ganhasse vida própria, sob a batuta de Zé de Lessa, já então um assaltante com conexões fora da Bahia.

 

Com Lessa, o BDM deixou de ser uma fração local e passou a se profissionalizar. Foi ele quem abriu caminho para o alinhamento direto com o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. O que antes era apenas uma troca comercial com a Caveira, virou aliança estratégica entre o BDM e os paulistas. A partir de 2018, o pacto passou a ser monitorado pelas forças de segurança: armas pesadas (fuzis, explosivos, munição) começaram a circular com mais intensidade. Com apoio financeiro, logística e know-how, o Bonde do Maluco cresceu em ritmo acelerado, avançando sobre bairros, comunidades e até sobre facções inteiras.

 

A ascensão do BDM coincidiu com o declínio da própria Caveira, sua criadora. A estrutura antiga foi sendo engolida pelo grupo dissidente e também sofreu ataques de rivais históricos, como o Comando da Paz (CP), que por sua vez foi absorvido pelo Comando Vermelho. Era o reflexo da nova ordem do crime baiano, cada vez mais conectado com o eixo Rio–São Paulo.

 

Enquanto isso, Zé de Lessa seguia acumulando poder — e processos. Preso em 2001 por tráfico, percorreu as prisões da Região Metropolitana de Salvador como quem muda de endereço. Teve progressão de pena para o semiaberto em 2005, mas fugiu. Foi recapturado meses depois e, desde então, manteve uma rotina de fugas, punições disciplinares, e influência crescente, inclusive de dentro da cadeia. Em 2013 e 2014, foram encontrados celulares e chips atribuídos a ele dentro da penitenciária. Era uma liderança que não se apagava com grades.

 

Em 2014, quase perdeu a vida na prisão após uma tentativa de homicídio. Foi espancado por outros detentos. A justificativa? Sua posição de liderança.

 

Naquele mesmo ano, conseguiu um feito raro: converteu sua pena em prisão domiciliar. A justificativa jurídica foi um problema médico. Sua mão esquerda, atrofiada após um acidente de carro mal tratado, exigia uma cirurgia delicada. O desembargador Aliomar Britto aceitou os argumentos da defesa com base no princípio da dignidade humana.
Zé de Lessa foi solto. Não fez a cirurgia. Nunca mais voltou.

 

O advogado Paulo César Pires, que o defendeu, diz que nunca mais teve contato com o ex-cliente. “Tratando-se de assaltante, os médicos não fizeram um trabalho bom na mão dele. Aquilo impossibilitava de fazer algumas coisas básicas da vida.” A promessa era de fisioterapia diária, pinos importados de São Paulo, reabilitação, nada disso ocorreu.

 

O Ministério Público, cético desde o início, tentou impedir a saída. A juíza da 2ª Vara de Execuções Penais à época, Andremara dos Santos, negou o pedido de prisão domiciliar. Mas, cinco dias depois, o desembargador da instância superior decidiu pela soltura. Zé de Lessa sumiu no mundo.

 

Não havia tornozeleiras eletrônicas disponíveis na Bahia em 2014. O sistema, frágil e desarticulado, não pôde controlar um homem que planejava crimes enquanto se passava por doente.

 

Da clandestinidade, Zé de Lessa comandava ações de alto impacto. Seu nome apareceu por trás do assalto de R$ 100 milhões a uma agência bancária em Bacabal, no Maranhão, em 2018. Segundo a SSP-MA, ele orquestrava o crime do Paraguai. Quem executava era seu irmão, Edielson Francisco Lumes, o Dó, morto pela polícia após o roubo.

 

Outro nome de confiança era Franklin Costa Araújo, seu cunhado, apontado como o principal sequestrador da Bahia. Ex-segurança do Banco do Brasil, Franklin aprendeu a rotina bancária por dentro, e depois a explorou por fora, ao lado do cunhado foragido.

 

Enquanto isso, Zé de Lessa era a carta Ás de Ouro no Baralho do Crime da SSP-BA. O homem mais procurado da Bahia.

 

Em 4 de dezembro de 2019, o cerco se fechou.

 

Zé de Lessa estava escondido em uma fazenda entre Coronel Sapucaia e Aral Moreira, no Mato Grosso do Sul, território de fronteira, trânsito livre de armas e drogas. Segundo a Polícia Militar, após uma tentativa de assalto a carro-forte na Rodovia MS-156, agentes localizaram o esconderijo. Houve troca de tiros. Lessa foi morto.

 

Assim morreu o homem que, por anos, confundiu a justiça com relatórios médicos, usou a própria fragilidade física como trunfo jurídico e transformou a calma do sertão em ponto de partida para um reinado de violência.

 

O que as autoridades de segurança pública deveriam aprender a partir de Zé de Lessa é que o crime, quando se organiza, sabe ser paciente, educado e letal. Porém o exemplo não virou realidade e outros Zés surgiram...

Facções criminosas remodelam violência na Bahia em meio a disputas territoriais, alianças e transformações internas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A paisagem do crime organizado na Bahia é marcada por disputas violentas, fragmentações e alianças estratégicas que redesenharam, ao longo dos últimos 20 anos, o domínio do tráfico de drogas no estado. Facções locais, como a extinta Caveira, a poderosa Bonde do Maluco (BDM) e a emergente Katiara, dividiram, e ainda dividem, território com grandes organizações de alcance nacional, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

 

Tudo começou com a ascensão de grupos criados no interior do sistema prisional baiano, caso da própria Caveira, considerada por muitos como a organização mais temida no estado entre os anos 2000 e início da década de 2010. Com sede no Complexo Penitenciário da Mata Escura, a facção foi protagonista de uma das fases mais sangrentas da história da capital baiana: em 2010, quando seu domínio territorial era quase absoluto, Salvador registrou mais de 4.800 homicídios. A violência tinha nome, fardamento e liderança: à frente da Caveira estava Genilson Lima da Silva, o Perna, preso em 2012, e, em paralelo, outros líderes operavam nas ruas e nos presídios.

 

A prisão de Perna marcou o início da derrocada do grupo. Em busca de ampliar sua influência e inspirada nas grandes estruturas criminosas nacionais, a Caveira criou, em 2015, um braço externo: o Bonde do Maluco. A ideia era clara, expandir a atuação para regiões estratégicas de Salvador, como o Subúrbio e Cajazeiras, e fortalecer a presença na Região Metropolitana. Mas o plano não saiu como o esperado. Um racha interno, motivado por razões ainda pouco claras, acabou dando vida própria ao BDM, que passou a se estruturar sob liderança de José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, um assaltante de banco com conexões interestaduais.

 

Foi Zé de Lessa quem fortaleceu a ponte com o PCC. O que antes era uma simples relação comercial para fornecimento de armas à Caveira, se transformou em aliança direta entre o BDM e os paulistas. A partir de 2018, essa parceria começou a ser monitorada pelas forças de segurança. Armas pesadas, como fuzis e explosivos, passaram a circular entre os aliados. Com apoio logístico e financeiro, o BDM cresceu de forma vertiginosa, ganhando não apenas território, mas também protagonismo na guerra urbana baiana. Em 2024, o BDM fortaleceu seus laços com uma outra facção de alcance nacional: O Terceiro Comando Puro. A parceria, anunciada por meio de pichações em muros de vários bairros de Salvador, consolidou a hegemonia do BDM no território baiano.

 

A ascensão do BDM coincidiu com o enfraquecimento e posterior desaparecimento da Caveira. A facção foi perdendo espaço para o próprio BDM, que a atacava diretamente, e também para rivais históricos, como o Comando da Paz (CP), que, por sua vez, sofreu uma transformação relevante: sua estrutura foi absorvida pelo Comando Vermelho, em mais um capítulo de influência das facções nacionais no estado.

 

Hoje, o CP é considerado um braço do CV na Bahia, e juntos disputam, palmo a palmo, com o BDM, áreas estratégicas da capital e do interior. A violência gerada por essa disputa tem números alarmantes e nomes conhecidos. O bairro da Liberdade, por exemplo, que já foi dominado pela Caveira, passou às mãos do CP/CV, enquanto o BDM controla zonas importantes da periferia e da RMS. No Recôncavo, a disputa envolve outra facção relevante: a Katiara.

 

Surgida a partir do chamado Primeiro Comando do Recôncavo, a Katiara é uma facção regional que cresceu à sombra do tráfico de Salvador. Seu fundador, Adilson, o Roceirinho, transformou uma rede local de distribuição de drogas em um esquema altamente armado e organizado. Com fuzis, metralhadoras e o recrutamento de jovens para funções como “vapores” (transportadores de droga), Roceirinho consolidou domínio em cidades como Nazaré, Santo Antônio de Jesus, Maragogipe, Vera Cruz e até em bairros de Salvador, como Valéria, Lobato e Águas Claras. Em 2013, o grupo ganhou o nome de Katiara, em homenagem a uma rua do município de Nazaré.

 

Mesmo preso desde 2012, primeiro em Serrinha e depois na Penitenciária Federal de Campo Grande, Roceirinho continuou influenciando as ações da facção, que é uma das poucas a fazer frente à força crescente do BDM no interior do estado. O grupo é acusado de execuções, sequestros e controle de pontos estratégicos do tráfico.

 

No dia 4 de julho, Roceirinho deixou o Complexo da Mata Escura, onde cumpria pena em regime fechado e passou a cumprir pena em regime semiaberto na Penitenciária Lafayette Coutinho.

 

Além desses protagonistas, outras facções menores orbitam o cenário do crime organizado baiano. O Bonde do Ajeita, por exemplo, surgiu em 2016 e tem histórico de conflito com o BDM. Desde 2021, é aliado do Comando Vermelho. A Tropa do A, ou Ordem e Progresso, nasceu como uma dissidência do CP após a absorção pelo CV, mas perdeu força com a morte de seu líder, Coruja, em 2020. Já o MPA (Mercado do Povo Atitude), com atuação no sul e extremo sul da Bahia, mantém-se fora dos grandes conflitos da capital, operando de forma discreta e com pouca visibilidade midiática.

 

Na Bahia, o crime organizado tem rosto, nome, história e geografia. E segue, apesar das mortes, prisões e operações, moldando a dinâmica social e urbana de centenas de comunidades.

 

Ao Bahia Notícias, a Secretária de Segurança Pública da Bahia afirmou estar focada no combate a estas facções que atuam no estado. 

 

Leia nota na íntegra:

 

“A Secretaria da Segurança Pública da Bahia ressalta que o combate às facções envolvidas com tráficos de armas e drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores é realizado de forma incansável em todo o estado.

 

Nos primeiros seis meses de 2025, as Forças Estaduais e Federais da Segurança Pública ampliaram a atuação integrada, resultando na captura de 25 líderes de grupos criminosos. Quinze estavam escondidos em outros estados brasileiros.

 

As Forças Policiais, neste mesmo período, apreenderam também pouco mais de quatro mil armas de fogo, retiraram das ruas 10,5 toneladas de drogas e erradicaram 700 mil pés de maconha.

 

A SSP destaca, por fim, que as ações de inteligência continuarão intensificadas, com o compartilhamento de informações entre as Polícias Estaduais e Federais, visando a manutenção da paz social.

Ação prende em Lauro membro do BDM que trocou de facção e estava em emboscada que matou policial federal
Foto: Divulgação / Polícia Civil

O homem descrito como “Valete de Paus” do Baralho do Crime, da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), foi preso durante operação da Polícia Civil. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11). Ariel Luciano Bispo estava foragido e se escondia em uma casa no bairro Vila Praiana, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

 

Segundo a polícia, ao perceber a presença dos agentes, o acusado tentou fugir, pulando muros e invadindo uma escola municipal, mas foi alcançado e preso. Ainda segundo a polícia, Ariel é acusado em diversos homicídios, sendo um dos principais executores da facção BDM, com atuação destacada em “bondes” contra rivais.

 

Ele também é apontado como participante da emboscada contra policiais federais do GPI, no bairro de Valéria, que resultou na morte do agente Lucas Monteiro Caribé, em setembro de 2023.

 

A polícia também informou que Ariel integrava a facção Katiara e passou a compor com o BDM. Com isso, era usado como “guia” nas ações criminosas, em razão do conhecimento sobre áreas dominadas pela facção rival, indicando alvos, esconderijos e depósitos de armas, drogas e munições.

 

A prisão do acusado foi feita por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). 

Confronto entre PM e traficantes do BDM deixa um morto no Bosque das Bromélias, em Salvador
Foto: Reprodução / Alô Juca

Um homem morreu durante uma troca de tiros com policiais militares na noite deste domingo (25), no bairro Bosque das Bromélias, em Salvador. A ocorrência foi registrada no início da noite e envolveu equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO), da 49ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

 

Segundo informações da PM, os agentes foram atacados por integrantes de uma facção criminosa identificada como Bonde do Maluco (BDM). Houve intenso confronto armado na região. Durante a ação, um dos suspeitos foi baleado, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

 

O homem, identificado pelo apelido de “Pocoyo”, era apontado como integrante do crime organizado que atua na localidade. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .40 e uma quantidade de pinos contendo cocaína.

 

As informações são do site Alô Juca.

MP-BA solicita ao TJ-BA transferência de julgamento de líder do BDM
Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) está analisando um pedido de desaforamento, ou seja, a transferência de julgamento para outra comarca, do caso envolvendo Jackson Leones Almeida Carneiro e Ruan Felipe de Pinho Barros, acusados de homicídio qualificado e associação criminosa com a facção Bonde do Maluco (BDM).

 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) afirmou que a realização do júri em Riachão do Jacuípe, pode comprometer a imparcialidade do julgamento devido a suposta influência criminosa de um dos réus, mesmo ele estando preso, pois a proximidade entre os moradores facilita a identificação dos jurados, podendo expor eles a retaliações. Ressaltou, também, a precariedade da estrutura física do Fórum, sem detectores de metal ou saídas de emergência, o que inviabiliza medidas de segurança adequadas.

 

Segundo o promotor Luciano Medeiros Alves da Silva, Jackson Leones, mesmo custodiado na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador, continuaria comandando o tráfico de drogas na região. O MP destacou que a apreensão de celulares, drogas e anotações de cobranças de dívidas em sua cela reforçaria essa influência. 

 

 

O desembargador Júlio Cezar Lemos Travessa determinou que o processo fosse convertido em diligência para que os advogados dos réus se manifestem sobre a possível transferência do julgamento para Feira de Santana ou Salvador, comarcas que, segundo o MP, oferecem maior segurança e estrutura adequada para um júri desse porte.

Quatro homens morrem em ação da PM no Recôncavo baiano
Foto: Divulgação / PM-BA

Quatro acusados de integrar uma facção criminosa morreram em uma ação policial em São Francisco do Paraguassu, zona rural de Cachoeira, no Recôncavo baiano. O fato ocorreu na madrugada desta nesta sexta-feira (11) depois que agentes da Rondesp Recôncavo foram informados sobre a presença de homens armados em uma festa tipo paredão.

 

Segundo a Polícia Militar (PM-BA), a equipe fez o cerco, vindo a localizar os suspeitos que, ao perceberem a presença policial, efetuaram disparos de arma de fogo. No tiroteio, quatro homens foram baleados. Eles teriam sido levados para um hospital da região, mas não resistiram aos ferimentos.

 

Com os suspeitos, foram apreendidos uma pistola 9mm, uma pistola .40, dois revólveres, sendo um 38 e um 32, munições, 82 porções de maconhas, 72 pinos de cocaína,  duas capas de colete, dois rádios comunicadores, uma balança de precisão, dinheiro em espécie e uma mochila.

 

Conforme o site Alôjuca, o quarteto foi identificado pelos prenomes de Vinícius, “Rato”; Ruan, “Ratinho”; Elsinho, “Arouca”; e “JF O Canalhão”. Os três primeiros integrariam a facção BDM.

Acobertados pelo PCC, dois chefes da facção criminosa baiana BDM são presos em SP
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

Dois líderes da facção criminosa baiana Bonde do Maluco (BDM) foram presos na última segunda-feira (24) na cidade de Jandira, região metropolitana de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, Paulo da Silva Pereira, conhecido como Paulo Doquinha, e Vanginaldo Ribeiro Nunes Filho estavam foragidos da Justiça da Bahia.

 

A dupla recebeu apoio do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante três meses. A parceria entre as organizações criminosas funciona com o grupo criminoso baiano atuando como um braço armado e logístico do PCC no estado.

 

Os suspeitos foram localizados em um imóvel no bairro Jardim Javaes, onde a polícia também apreendeu porções de cocaína, crack e maconha, escondidas em uma caixa de som. Ambos foram detidos em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça baiana e também autuados em flagrante por tráfico de drogas.

 

De acordo com investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, Paulo Doquinha e Vanginaldo Ribeiro fugiram da Bahia para evitar a prisão, mas continuavam liderando as ações do BDM no estado.

 

A dupla estava foragida da Justiça há quatro anos. Segundo a Polícia Civil, os dois exerciam liderança no município de Itaetê, na Chapada Diamantina, e eram responsáveis pela execução de rivais.

 

A operação foi realizada pela Polícia Civil de São Paulo em cooperação com as autoridades baianas, que ajudaram na identificação dos suspeitos e na confirmação de que estavam sendo acolhidos pelo PCC. A defesa dos presos não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

 

FACÇÃO BAIANA

O Bonde do Maluco (BDM) teria sido criado em 2015 no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, como uma ramificação da facção criminosa Caveira. A informação foi revelada por uma fonte da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que falou sob anonimato ao portal Metrópoles no ano passado.

 

A aliança entre o BDM e o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria se fortalecido a partir de 2016. Como reflexo dessa aproximação, a apreensão de cocaína na Bahia cresceu significativamente, passando de pouco mais de 800 quilos para cerca de oito toneladas em um período de quatro anos, segundo estimativa da Polícia Federal (PF).

 

“O PCC atua na Bahia […] como aliado do Bonde do Maluco, que é uma facção bem estruturada aqui”, afirmou a fonte.

 

A Bahia é considerada um ponto estratégico para o tráfico de drogas, devido à sua localização e infraestrutura portuária. “O estado da Bahia é estratégico para o crime, com rotas estratégicas para todo o Nordeste. São pelo menos seis portos, entre públicos e privados, que naturalmente ficam na mira das facções”, acrescentou.

 

Um relatório do Ministério da Justiça e da Segurança Pública aponta que o BDM é a principal facção criminosa em atuação no estado. O documento identifica a existência de pelo menos 14 grupos organizados dentro do sistema carcerário baiano.

Traficante do BDM abre live e faz própria família de refém no Engenho Velho de Brotas
Foto: Reprodução

Uma família foi feita de refém por um traficante do Bonde do Maluco (BDM), identificado como Gabriel, na localidade conhecida como Vila do Paraíso, no Engenho Velho de Brotas, durante a tarde desta sexta-feira (7). O criminoso havia aberto uma live nas redes sociais mostrando que estava armado dentro de casa com a própria esposa e o filho, uma criança de 5 anos.

 

Segundo informações do Alô Juca, os policiais da 26ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) conseguiram negociar com Gabriel a liberação dos reféns e fazer com que ele se entregasse. A ocorrência teve o apoio dos policiais da Rondesp Atlântico.

 

Não houve registro de feridos.

 

A esposa do criminoso, que foi mantida como refém, também foi levada para a delegacia para prestar depoimento. A arma que estava com Gabriel, uma pistola, foi apreendida e levada para Central de Flagrantes para ser apresentada juntamente com o criminoso.

SSP afirma que suposto comunicado do BDM sobre morte de jovem é falso e diz que vai investigar verdadeira autoria
Foto: Reprodução

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) afirmou que o comunicado supostamente divulgado pela facção do Bonde do Maluco (BDM) sobre o assassinato do jovem Ian Lucas, de 20 anos, é falso. A nota que foi atribuída ao grupo criminoso afirmava que a facção não estava tirando a vida de pessoas pelo uso de sinais.

 

A SSP informou também que está investigando a verdadeira autoria do comunicado.

 

A nota divulgada nesta sexta-feira (3), pelas redes sociais, diz que "não estamos tirando a vida de ninguém por fazer sinais como 'Hang Loose', utilizar camisetas do Mickey, ou até mesmo pela frase 'Cê sabe'", afirma.

 

Ian Lucas foi morto após sair de uma festa paredão e ser abordado por membros do BDM. O corpo do jovem foi encontrado, na última quinta-feira (2), numa região de mata, no bairro do Trobogy, em Salvador.

 

Suposto comunicado oficial do BDM rebate condutas do grupo: "Não estamos tirando a vida de ninguém por fazer sinais"
Foto: Reprodução/Alô Juca

Circula nas redes sociais, um suposto comunicado oficial da facção Bonde do Maluco (BDM), que rebate  práticas criminosas atribuídas ao grupo e a morte do jovem Ian Lucas, de 20 anos. 

 

Na nota, a facção diz que "não estamos tirando a vida de ninguém por fazer sinais como 'Hang Loose', utilizar camisetas do Mickey, ou até mesmo pela frase 'Cê sabe'", afirma.

 

 

O texto da postagem reforça que "essas informações não passam de distorções e tentativas de criar narrativas falsas e enganosas [...] com o intuito de manipular a opinião pública e gerar desinformação".

 

Por fim, o texto diz que "a nossa postura é de respeito e que estamos focados em seguir nossos princípios, sem recorrer as mentiras", finaliza. 

 

Ian Lucas foi morto após sair de uma festa paredão e ser abordado por membros do BDM. O corpo do jovem foi encontrado, na última quinta-feira (2), numa região de mata, no bairro do Trobogy, em Salvador.

 

Integrante do BDM morre em confronto armado com a polícia no bairro de Castelo Branco, em Salvador
Foto: Reprodução/Alô Juca

Um intenso tiroteio na localidade da Antártica, no bairro de Castelo Branco, em Salvador, resultou na morte de um traficante conhecido pelo apelido de “Titiça”, apontado como um dos principais membros do BDM.

 

A troca de tiros ocorreu durante uma incursão da Polícia Militar, conduzida pelo PETO da 47ª CIPM, em que os agentes se depararam com um grupo de mais de dez homens fortemente armados.

 

Após o confronto, a polícia realizou uma varredura no local e encontrou Titiça, que foi socorrido e levado para a UPA de São Marcos, mas não resistiu aos lesões. Com ele foram apreendidos uma submetralhadora, maconha, cocaína e pedras de crack.

 

De acordo com fontes do site Alô Juca, Titiça era homem de confiança de “Fabão”, um dos líderes do BDM. Ele tinha histórico de homicídio e roubo. 

Homem responsável pela estética das armas do BDM é preso pela Polícia Civil
Foto: Reprodução/Alô Juca

O homem conhecido “mágico das plotagens”, que adesivava armas de fogo na facção criminosa BDM, foi preso na noite de quarta-feira(27), no bairro de Periperi, em Salvador.

 

A operação que resultou na prisão de Fabrício dos Santos foi efetivada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) com apoio do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), segundo informações do site Alô Juca.

 

Durante a ação foram encontradas centenas de porções de cocaína, maconha prensada, pedras de crack, munições, tabletes de cocaína materiais para o refino da cocaína e balanças de precisão.

 

O suspeito foi conduzido para a sede do Deic. A Polícia Civil continua com as buscas por outros envolvidos com facções e tráfico de drogas.

Desembargador que concedeu prisão domiciliar a líder do BDM é aposentado compulsoriamente pelo TJ-BA
Foto: TJ-BA

Afastado cautelarmente do cargo desde outubro de 2023 por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Luiz Fernando Lima, foi aposentado compulsoriamente por idade, ao completar 75 anos – idade limite para ocupação da vaga. O decreto judiciário foi publicado nesta segunda-feira (25). 

 

A aposentadoria tem efeitos retroativos ao dia 23 de novembro, último sábado, data na qual o desembargador completou 75 anos. 

 

Luiz Fernando Lima se tornou alvo de processo administrativo disciplinar (PAD) em tramitação no CNJ após conceder prisão domiciliar a Ednaldo Freire Ferreira, o Dadá, apontado como um dos líderes da facção Bonde do Maluco (BDM).

 

A mudança do regime de prisão foi concedida durante o plantão judicial de 1º de outubro do ano passado. Depois da determinação, Dadá, que é investigado por homicídios, tráfico de drogas e de armas de fogo e lavagem de dinheiro, fugiu.

 

O PAD foi instaurado em 15 de março deste ano e em agosto o prazo de instrução foi prorrogado pelo CNJ. A relatoria é do conselheiro Guilherme Feliciano.

 

Outro ponto a ser investigado pelo CNJ é justamente a sua iminente aposentadoria. Em outubro, o ex-corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, afirmou que “há uma dúvida se ele conseguiu alterar a idade dele para aposentadoria”, sugerida nos autos do processo

 

Informações de bastidores obtidas pelo Bahia Notícias à época apontaram que o desembargador Luiz Fernando Lima teria completado 75 anos em 23 de novembro de 2022, portanto faria 76 anos de idade em 2023. No entanto, nos dados informados ao TJ-BA, o magistrado só completaria 75 anos em novembro de 2024.

 

O desembargador tentou retornar à função no TJ-BA algumas vezes. Ele recorreu da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas em abril a 1ª Turma, por unanimidade, rejeitou o pedido do magistrado e manteve a decisão do CNJ para que continuasse distante dos corredores da Corte baiana. 

 

Antes, em fevereiro, o ministro Luiz Fux denegou mandado de segurança, e em novembro do ano passado, o ministro do STF já havia negado um outro mandado de segurança impetrado pelo magistrado baiano.

 

Luiz Fernando Lima foi eleito para o cargo de desembargador pelo critério de antiguidade e tomou posse em julho de 2013. O magistrado integrava a 1ª Câmara Criminal. 

Membro de facção morre após confronto com PMs em festa “paredão” no Bairro da Paz
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um acusado de integrar uma facção criminosa [BDM] morreu após confronto com policiais militares em uma festa "paredão", na noite desta sexta-feira (15) no Bairro da Paz, em Salvador. O homem foi identificado como Reginaldo Costa dos Santos Júnior.

 

Segundo a Polícia Militar (PM-BA), agentes da 15ª CIPM realizavam patrulhamento no Bairro da Paz quando, nas imediações da localidade conhecida como Praça Celestial, se depararam com um grupo de homens armados, que atiraram contra a guarnição.

 

Houve o revide e, após a troca de tiros, e Reginaldo foi encontrado ferido. Ele teria sido levado para o Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foi apreendido um fuzil 556, com carregador e munições. O material foi encaminhado para o registro da ocorrência junto à Polícia Civil.

 

Segundo a TV Bahia, o irmão de Reginaldo, identificado como Mickey, também foi morto em confronto com policiais. O fato ocorreu no mesmo bairro, no dia 25 de outubro passado. Devido ao fato, o transporte público no Bairro da Paz ficou interrompido durante seis dias.

 

Logo após a troca de tiros desta sexta, os ônibus deixaram de circular no bairro. A situação só foi normalizada na manhã deste sábado (16). (Atualizado às 9h05)

Homem é executado a tiros no bairro do Iapi na manhã desta sexta
Foto: Divulgação/PM-BA

A manhã desta sexta-feira (1), na localidade do Brongo, no bairro do IAPI, em Salvador, foi marcada pela execução a tiros de um homem.

 

Conforme informações do site Alô Juca, além da morte do homem, outro rapaz também foi atingido por disparos, que teriam sido feitos por traficante ligados ao Bonde do Maluco (BDM), e foi encaminhado para o Hospital Ernesto Simões Filho. Ainda não se sabe o estado de saúde dele. 

 

A área do crime foi isolada por guarnições da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Membro de facção criminosa é executado a tiros dentro de casa no bairro de Itapuã
Foto: Divulgação/PMBA

Um homem integrante da facção criminosa BDM foi morto por disparos de arma de fogo dentro da casa onde morava no bairro de Itapuã, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (28).

 

O corpo foi encontrado em uma residência na Rua Sérgio Caneiro, conforme informações passadas pela Polícia Militar ao site Alô Juca.

 

O homem havia sido preso por porte de drogas e armas em 15 de agosto deste ano.

 

A investigação do caso será conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, não há informações sobre a autoria do crime.

Liderança de facção criminosa no Bairro da Paz morre em tiroteio com a polícia
Foto: Reprodução/Alô Juca

Em confronto com a Polícia Militar, na tarde de sexta-feira (25), no Bairro da Paz, uma liderança da facção criminosa BDM, identificada como Mickey, foi morta na troca de tiros.

 

Apontado como um dos chefes do grupo na região, Mickey foi atingido por disparos e chegou a ser socorrido para o hospital Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos, segundo informações do site Alô Juca.

 

Na operação, foram apreendidas drogas e uma arma de fogo. O caso será encaminhado para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a fim de ser apurado.

Líder de facção criminosa na Bahia é preso em São Paulo; saiba quem é
Foto: Reprodução

As forças de segurança conseguiram dar um duro golpe no crime organizado, na última quarta-feira (23), com a prisão, na cidade de São Paulo, de um dos líderes da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), Cláudio Santos de Andrade, com atuação em Madre de Deus, município do interior baiano.

 

O suspeito, alvo da Operação Agnus, foi preso em uma ação de inteligência coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), com apoio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia e de São Paulo, segundo informações do site Alô Juca.

 

Cláudio é suspeito de participação em homicídios, tráfico de drogas, roubos a bancos e corrupção de menores, além de extorsão mediante sequestro e tinha mandado de prisão em aberto.

 

Em 2024, já foram detidos 88 líderes de facções pelas forças policiais do estado. 

Preso acusado de corromper advogados é líder do BDM na Bahia e se aliou ao PCC no Distrito Federal
Foto: Ascom PF

Um dos principais alvos da Operação Cravante, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (21), foi identificado como Jackson Antônio de Jesus Costa, mais conhecido como Caboclinho. Ele é acusado de chefiar o Bonde do Maluco (BDM) na Bahia, e de envolvimento na morte do policial federal Lucas Caribé, assassinado em setembro de 2023 durante uma operação policial em Salvador. 

 

Policial federal Lucas Caribé morto em setembro de 2023. Foto: Reprodução

 

A força-tarefa visa desarticular um esquema que promovia apoio externo a líderes de facções criminosas no sistema penitenciário do Distrito Federal. 

 

Conforme informações do site Metrópoles, mesmo preso no Complexo Penitenciário da Papuda, Caboclinho continuou a exercer influência no tráfico, coordenando as atividades do BDM. As investigações apontam que a posição dele no mundo do crime foi fortalecida após integrar e auxiliar o Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da penitenciária, com uso de conexões com advogados para manter o controle sobre as operações do tráfico. 

 

Caboclinho é acusado de venda de armas e envolvimento com organizações criminosas que exportam cocaína para a Europa e África. Ele tinha mandado de prisão preventiva em aberto por tráfico de drogas, a ordem foi emitida em maio de 2022. 

 

OPERAÇÃO CRAVANTE

A Operação Cravante cumpre seis mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Brasília do TJ-DFT, no Distrito Federal e na Bahia. 

 

Informações repassadas pela Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seap) constataram indícios de que pessoas diversas estariam se passando por um advogado, com a anuência dele, para se comunicarem com detentos reclusos no sistema prisional do DF. Segundo informações do site Metrópoles, as chamadas de vídeo eram vendidas por R$ 150.

 

Conforme informações obtidas pelo portal, o inquérito policial revela que ao menos cinco advogados e um estagiário de direito, alvos das ordens judiciais, se revezariam no atendimento a demandas de uma liderança de facção, atuando por fora do exercício profissional para promoção de uma organização criminosa.

VÍDEO: Integrantes do BDM incendeiam ônibus na Paralela após morte de traficante da facção
Foto: Reprodução | Montagem: Bahia Notícias

Integrantes do Bonde do Maluco atacaram e incendiaram um ônibus na Avenida Paralela durante o final da tarde desta segunda-feira (14). Segundo a polícia, a motivação seria uma resposta a morte do traficante Kleber Timóteo da Paixão Nascimento, conhecido como “Cebola”, que morreu em confronto com a PM na última sexta-feira (14). O trânsito sentido Aeroporto está bastante congestionado.

 

De acordo com informações do Alô Juca, os integrantes do BDM arremessaram pedras e expulsaram os rodoviários e passageiros, realizando o ataque ao veículo no meio da via. Logo em seguida, os criminosos incendiaram o ônibus.

 

Devido ao ataque, o trânsito está intenso na Avenida Paralela, no sentido aeroporto. O corpo de Bombeiros foi acionado e está a caminho do local do incêndio.

 

Veja o vídeo:

 

Por meio do aplicativo Cittamobi, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), informou que os ônibus estão temporariamente suspensos no Bairro da Paz.

Drogas e armas foram apreendidas na região do Amado Bahia, em Mata de São João
Foto: Reprodução/ Tv Aratu

 

Suspeitos com pistolas, metralhadoras e submetralhadoras trocam tiros com a polícia e morrem em Mata de São João. O confronto aconteceu durante a manhã desta terça-feira (10), às 07h. Os homens, segundo informações do site Alô Juca, são conectados com a organização criminosa BDM. 

 

Os policiais chegaram no conjunto habitacional Santa Rita, quando se depararam com os dois homens. Daí entraram em intensa troca de tiros, os suspeitos invadiram a casa de moradores para fugir, porém a polícia conseguiu pegar-lós. 

 

Na casa, um jovem identificado como Mariano, de vulgo Mister, e ou identificado como Robert, de vulgo Sonic foram encurralados. Ambos sofreram ferimentos.  Após o confronto eles foram socorridos para o hospital Eurico Gular, mas não resistiram.  

 

 Troca de tiros entre facções gera noite de medo no Lobato, em Salvador
Foto: Reprodução/ Alô Juca

 

Durante a madrugada da última quarta-feira (4), moradores do bairro do Lobato foram surpreendidos com tiros. O tiroteio envolveu as facções CV e BDM, disputando o ponto de tráfico na região. O caso aconteceu por volta das 23h. 

 

Moradores gravaram toda ocorrência. Segundo informações do site Alô Juca, populares entraram em contato para solicitar ajuda e apoio policial. A unidade responsável pelo bairro é a 14° Companhia Independente de Polícia Militar.

Com troca de relator, CNJ prorroga investigação e mantém desembargador afastado por conceder prisão domiciliar a líder do BDM
Foto: TJ-BA

O prazo de instrução do processo administrativo disciplinar (PAD) contra o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Luiz Fernando Lima, em tramitação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi prorrogado por mais 140 dias. O novo período para a juntada de provas e realização de diligências passou a contar desde o dia 3 de agosto. 

Junto à prorrogação, o CNJ também decidiu manter o afastamento do desembargador sem período previsto para retorno. 

 

Luiz Fernando Lima foi afastado cautelarmente do cargo no TJ-BA em outubro de 2023, por decisão do CNJ antes mesmo da abertura do PAD, após conceder prisão domiciliar a Ednaldo Freire Ferreira, o Dadá, apontado como um dos líderes da facção Bonde do Maluco (BDM).

 

A mudança do regime de prisão foi concedida durante o plantão judicial de 1º de outubro. Após a determinação, Dadá, que é investigado por homicídios, tráfico de drogas e de armas de fogo e lavagem de dinheiro, fugiu.

 

Na nova decisão do CNJ, o atual relator do PAD, conselheiro Guilherme Feliciano aponta para a mudança da relatoria. Isso se deve ao fim do mandato do conselheiro Giovanni Olsson no CNJ, relator originário do processo, em maio e a transferência automática para a guarda de Feliciano. 

 

O PAD foi instaurado em 15 de março deste ano e, como indica o atual relator, ainda se encontra na fase inicial. Essa não é a primeira vez que a fase instrutória do processo é prorrogada, o primeiro período de 140 dias se esgotou em 2 de agosto. 

 

Justificando a manutenção do afastamento, o acórdão do CNJ traz o voto do relator no qual indica que o “contexto fático no qual se estabeleceu essa medida administrativa não foi alterado”.

 

“As condutas em apuração denotam indícios gravíssimos de comprometimento da imparcialidade, transparência e dos deveres de prudência e cautela do Magistrado, bem como de comportamento incompatível com o exercício da Magistratura e, por esses motivos, fundamentaram a decisão de afastamento cautelar. Seguem a recomendar, outrossim, a manutenção da cautela, até mesmo para preservar a produção probatória”, indica Guilherme Feliciano. 

 

TENTATIVA DE RETORNO
Desde o seu afastamento, Luiz Fernando Lima tem tentado voltar a exercer a função de desembargador do TJ-BA. Ele recorreu da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas em abril a 1ª Turma, por unanimidade, rejeitou o pedido do magistrado e manteve a decisão do CNJ para que continue distante dos corredores da Corte baiana. 

 

Antes, em fevereiro, o ministro Luiz Fux denegou mandado de segurança, e em novembro do ano passado, o ministro do STF já havia negado um outro mandado de segurança impetrado pelo magistrado baiano.

Líder de facção e suspeito de explodir carro forte no Recôncavo da Bahia é preso em São Paulo
Foto: Divulgação

Um homem apontado como liderança da facção Bonde do Maluco (BDM) no Recôncavo baiano foi preso neste domingo (24), em Ubatuba (SP),  durante uma operação conjunta da FICCO Bahia e Rota da Policia Militar de São Paulo. 
 

Em nota, a Polícia Federal informou que o preso é um dos principais suspeitos de organizar o ataque ao carro forte em empresa de valores, no dia 4 de dezembro, em um trecho da BR-101, perto da barragem de Pedra do Cavalo, entre Cachoeira e Governador Mangabeira, no Recôncavo.

 

Carro forte foi destruído durante ação criminosa na BR-101. Foto: Reprodução redes sociais.


Ainda segundo a corporação, o criminoso procurado tem mandado de prisão definitivo por tráfico de drogas e do interior paulista, continuava comandando o tráfico e outros crimes violentos praticados pela facção. 


De acordo com a PF, durante a abordagem, o indivíduo tentou enganar a equipe policial apresentando documento falso com outro nome, porém os policiais já o investigavam e deram voz de prisão em flagrante. O procedimento foi lavrado na delegacia da Polícia Civil de Ubatuba, onde ficará custodiado à disposição da justiça.

Suspeito de liderar o BDM em Santo Antônio de Jesus é morto em Salvador
Foto: Reprodução / Blog do Valente

Um homem de 27 anos, suspeito de liderar uma facção criminosa em Santo Antônio de Jesus, região do recôncavo baiano, foi morto, nesta terça-feira (28), durante um confronto com a polícia no bairro da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador. Segundo a polícia, Rafael Santos da Silva era líder do Bonde do Maluco (BDM) no São Benedito, em SAJ. 

 

A Secretária de Segurança Pública confirmou a identidade do suspeito, que foi atingido durante uma troca de tiros entre policiais e suspeitos. Rafael chegou a ser socorrido ao Hospital Ernesto Simões Filho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.  

 

De acordo com informações do site Blog do Valente, as equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) entraram em confronto com a facção em decorrência de resistência ao cumprimento de mandado de prisão.

Traficantes do BDM mandam recado para torcidas Bamor e Imbatíveis; veja o vídeo
Foto: Reprodução/Vídeo

Um vídeo com ameaças gravado por integrantes da facção criminosa Bonde do Maluco está circulando, desde este sábado (11), nas redes sociais e aplicativo de mensagem WhatsApp. De acordo com o site Alô Juca, moradores dos bairros da Liberdade, São Caetano e Largo do Tanque estariam assustados com as ameaças de morte a qualquer pessoa que faça demonstração de apoio para as torcidas organizadas Bamor e Imbatíveis. 

 

As ameaças geraram apreensão entre os comerciantes da região que, assustados, planejam manter as lojas com expediente reduzido, fechando as portas mais cedo que o normal. 

 

Ainda de acordo com o Alô Juca, a 37° CIPM (Liberdade) obteve informações de que a Polícia Militar já está ciente do vídeo e haverá fortalecimento do policiamento em toda a área. A Companhia vai contar com apoio das unidades da PATAMO e Rondesp com o objetivo de coibir atuações criminosas e garantir a livre manifestação do cidadão. 

 

Confira o vídeo: 

Líder do BDM é solto horas antes de desembargador determinar nova prisão
Foto: Reprodução / Rogério Monteiro Notícias

Apontado como uma das principais lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM) na Bahia, Ednaldo Freire Ferreira, o “Dadá”, foi solto. No dia 1º de outubro, durante plantão judiciário, o desembargador Luiz Fernando Lima, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), acatou pedido e converteu a prisão preventiva de Dadá em prisão domiciliar, provocando a saída dele do sistema prisional.

 

Dadá foi preso no dia 5 de setembro, após decreto prisional expedido pelo Juízo da Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa da Comarca de Salvador. 

 

A defesa quando impetrou o habeas corpus alegou que o líder do BDM tem um filho “portador do transtorno do espectro do autismo nível 3 e completamente dependente da figura paterna” e que recentemente a criança, de 4 anos, teria tido uma “nova crise de convulsão em razão da desregulação emocional” causada pela ausência do pai. Sob esse argumento, o desembargador plantonista que substituía José Alfredo Cerqueira da Silva determinou a progressão de regime.

 

O cumprimento da medida foi célere e Dadá acabou deixando a custódia. Um dia depois, em 2 de outubro, a prisão domiciliar foi revogada quando o desembargador Julio Travessa acolheu recurso interposto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). Porém o réu já não mais se encontrava preso.

 

ORDENS DE DENTRO DA PRISÃO

Em setembro, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) em conjunto com a Força de Cooperação Penitenciária (FOCOPEN), através das Polícias Penais da Bahia e Pernambuco e com a Polícia Federal e a Secretaria Nacional de Politicas Penais (SENAPPEN), isolou Dadá e Val Bandeira (Josevaldo Bandeira) no Presídio de Itaquitinga 2 - unidade de regime disciplinar diferenciado -, em Pernambuco. Conforme as autoridades, a dupla comandava crimes na Bahia, de dentro de Unidades Prisionais de Pernambuco.

 

OPERAÇÃO TARJA PRETA

Dadá foi um dos alvos da Operação Tarja Preta, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular facção criminosa baiana, responsável pelo cometimento reiterado de homicídios, tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

A força-tarefa cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em residências e presídios da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Santa Catarina. A Justiça também determinou a apreensão e o sequestro de diversos bens móveis e imóveis pertencentes aos integrantes da facção, bem como o bloqueio de 40 contas bancárias por eles usadas.

 

Iniciadas em maio de 2020, as investigações revelaram o organograma da facção e as funções desempenhadas por cada um de seus membros. Apurou-se que grande parte das ordens para o cometimento de diversos crimes graves e violentos foi emanada de dentro de presídios.

Dois integrantes de facção BDM morrem em ação no Baixo Sul do estado
Foto: Reprodução / Bahia no Ar

Dois homens apontados como integrantes da facção BDM morreram em confronto com policiais na madrugada desta quinta-feira (5) em Valença, no Baixo Sul do estado. Segundo o delegado José Raimundo, as ações ocorreram durante a tentativa de cumprimento de mandados de prisão no bairro Jambeiro.

 

Foram a óbito George Fernandes da Paz, 19 anos, apelidado de Corote e apontado como líder da facção; e outro , identificado como Alberto Rangel Souza, de 22 anos. Os dois teriam sido levados a um hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

 

Na ação, os agentes apreenderam três armas, entre elas uma pistola .40 e munições.  “Nós tentamos cumprir os mandados de prisão, mas a equipe foi confrontada, precisou se defender, e infelizmente eles tombaram”, disse o delegado ao Bahia Notícias.

 

A delegacia de Valença também apura a tentativa de homicídio contra um comerciante no bairro Estância Azul, no último sábado (30). Imagens mostram o momento em que um homem entra no estabelecimento armado e de capacete e passa a atirar contra o dono de um depósito de bebidas.

 

 

Houve confronto, o atirador fugiu e o comerciante ficou ferido no braço. De acordo com a delegacia, a suspeita é que os dois pertençam a facções rivais, sendo o atirador ligado à BDM e o comerciante ao CV. O atirador segue foragido. Já o comerciante continua internado em recuperação do atentado sofrido. 

Menina de seis anos morta em ataque em Mata Escura é sepultada
Foto: Reprodução / Correio

A criança de seis anos que morreu após ser baleada dentro de uma casa, na madrugada de domingo (1º), no bairro da Mata Escura, em Salvador, foi sepultada na manhã desta segunda-feira (2) no Cemitério Municipal de Brotas.

 

Amigos e parentes da vítima, identificada como Sofia Santana de Jesus, chegaram ao velório em um ônibus fretado lotado, mesmo em um clima bastante chuvoso.

 

Sarah foi vítima de disparos enquanto dormia com a mãe e o padrasto em casa, na localidade conhecida como Inferninho. Segundo as informações, um grupo de homens armados invadiu a casa na madrugada de domingo e atirou contra a menina e o padrasto.


A criança foi baleada na cabeça e chegou a ser encaminhada para a UPA Pirajá/Santo Inácio, mas já chegou sem vida na unidade. O padrasto dela também foi levado ao local e transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE) após ter sido atingido no braço e no abdome. Ainda conforme divulgado, o alvo da ação criminosa seria o filho dele.


O local do ocorrido tem atuação da facção do Bonde do Maluco. No entanto, de acordo com populares da região, há uma disputa com a facção do Comando Vermelho que acaba provocando ataques como o que vitimou Sarah.

Membro de facção criminosa BDM é preso no Litoral Norte baiano
Foto: Divulgação / SSP-BA

Um membro de uma facção criminosa BDM, conhecido como “Barão das Armas”, foi preso na tarde desta quarta-feira (13) na localidade de Areias, na Linha Verde, Litoral Norte baiano. Segundo a Polícia Federal (PF), o acusado chefiava uma quadrilha de roubo a bancos e carros-forte, e liderava a facção no Oeste baiano.

 

Em um dos crimes, o grupo chefiado pelo suspeito foi responsável por um ataque a um carro-forte da empresa Prosegur em Boa Nova, no Sudoeste baiano, em setembro de 2018. Na ocasião, um segurança do veículo foi a óbito e outros dois ficaram gravemente feridos. Desde então, o homem era procurado pelas forças policiais.

 

A prisão dele nesta quarta ocorreu no âmbito da Operação Ficco, sendo o mandado de prisão autorizado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

 

Ainda segundo a PF, “Barão das Armas” tem longa ficha criminal e era procurado pelas forças policiais desde 2018, em um balneário próximo à capital baiana, local conhecido como reduto da facção.

Suspeito de chefiar facção "Bonde do Maluco" é preso pela PRF em Pernambuco; saiba detalhes
Foto: Reprodução / PRF

Um homem suspeito de chefiar uma organização criminosa da Bahia foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta terça-feira (5), em Pernambuco. Ele é apontado como chefe do "Bonde do Maluco" ou "BDM".

 

Segundo as informações, ele foi preso na BR-232, em Sertânia, no Sertão do estado. Ele era procurado pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa, e tinha mandado em aberto expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

 

De acordo com o G1 de Caruaru, policiais realizavam uma fiscalização em frente ao posto da PRF de Cruzeiro do Nordeste, e abordaram um veículo. Em consulta à carteira de habilitação apresentada pelo motorista, a equipe percebeu que o documento estava em nome de outra pessoa, o que pode indicar o crime de falsidade ideológica.

 

Ao identificar o verdadeiro nome do homem, a equipe constatou que se tratava de um foragido da justiça. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil da região, para ser apresentado à justiça.

Dois suspeitos morrem após confronto com a polícia na Federação, em Salvador
Arma apreendida na ação policial. Foto: Divulgação / SSP-BA

Um intenso tiroteio entre suspeitos e a Polícia Militar assustou os moradores do bairro da Federação, em Salvador, na noite de terça-feira (18). Dois homens morreram na ação.

 

De acordo com a PM, guarnições da Rondesp Atlântico foram informadas de disparos de arma de fogo na Rua Baixa do Gantois, e ao chegarem no local, encontraram um grupo de homens armados que efetuaram disparos contra os militares.

 

Ainda segundo a corporação, houve revide e, após a troca de tiros, um suspeito foi encontrado ferido, sendo socorrido para o HGE, onde não resistiu aos ferimentos.

 

Já a Polícia Civil comunicou que duas pessoas foram mortas durante o confronto. A PC informou que foram registradas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa as mortes por intervenção policial de Eduardo David Santos de Jesus, de 24 anos, e de um homem sem identificação formal.

 

A 1ª Delegacia de Homicídios apura o caso.

 

ONDA DE VIOLÊNCIA

A região onde aconteceu o tiroteio passa por uma onda de violência nos últimos dias. Uma guerra entre o Comando Vermelho, que lidera o tráfico de drogas no bairro do Engenho Velho da Federação e o Bonde do Maluco (BDM), que domina o Calabar, deixa os moradores no meio do fogo cruzado entre as facções criminosas.

 

Na semana passada, a jovem Camila Silva dos Santos, de 23 anos, foi morta, vítima de bala perdida na Avenida Garibaldi.  Ela voltava pra casa quando foi atingida durante uma troca de tiros entre grupos criminosos. Um suspeito de envolvimento com o crime foi morto em confronto com forças policiais.

 

Na segunda-feira (17), o jovem Caique Barreto dos Santos, de 16 anos foi morto a tiros na rua Souza Uzel, na Federação. Segundo informações iniciais, o adolescente jogava bola no momento do crime.

Líder do BDM tem prisão preventiva revogada e é solto após um mês
Foto: Reprodução / Rogério Monteiro Notícias

 

Apontado como uma das principais lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM) na Bahia, Ednaldo Freire Ferreira, o “Dadá”, foi solto. A decisão é da XXXX (precisa saber de qual vara e juiz)

 

Dadá foi preso no dia 5 de setembro, após decreto prisional expedido pelo Juízo da Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa da Comarca de Salvador. 

 

No dia 1º de outubro, durante plantão judiciário, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) acatou pedido e converteu a prisão preventiva de Dadá em prisão domiciliar. A defesa alegou que o líder do BDM tem um filho “portador do transtorno do espectro do autismo nível 3 e completamente dependente da figura paterna” e que recentemente a criança, de 4 anos, teria tido uma “nova crise de convulsão em razão da desregulação emocional” causada pela ausência do pai. 

 

No entanto, um dia depois, em 2 de outubro, a prisão domiciliar foi revogada quando o desembargador Julio Travessa acolheu recurso interposto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). 

 

ORDENS DE DENTRO DA PRISÃO

Em setembro, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) em conjunto com a Força de Cooperação Penipenciaária (FOCOPEN), através das Polícias Penais da Bahia e Pernambuco e com a Polícia Federal e a  Secretaria Nacional de Politicas Penais (SENAPPEN), isolou Dadá e Val Bandeira (Josevaldo Bandeira) no Presídio de Itaquitinga 2 – unidade de regime disciplinar diferenciado –, em Pernambuco. Conforme as autoridades, a dupla comandava crimes na Bahia, de dentro de Unidades Prisionais de Pernambuco.

 

OPERAÇÃO TARJA PRETA

Dadá foi um dos alvos da Operação Tarja Preta, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular facção criminosa baiana, responsável pelo cometimento reiterado de homicídios, tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

A força-tarefa cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em residências e presídios da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Santa Catarina. A Justiça também determinou a apreensão e o sequestro de diversos bens móveis e imóveis pertencentes aos integrantes da facção, bem como o bloqueio de 40 contas bancárias por eles usadas.

 

Iniciadas em maio de 2020, as investigações revelaram o organograma da facção e as funções desempenhadas por cada um de seus membros. Apurou-se que grande parte das ordens para o cometimento de diversos crimes graves e violentos foi emanada de dentro de presídios.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre camarotes e voos de jatinho, o Soberano iniciou sua campanha. A pressão em cima do Cacique anda tão grande, que até erros dos primatas estão jogando na conta dele. E por falar em erros, a Ex-Fala Bela vai ter que ensinar o Ferragamo a falar "Bolsonarista" antes da eleição. Coronel Card também já dá sinais de como será ano que vem. E nada com um show sertanejo para curar as feridas entre Romas e Magalhães. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Cláudio Villas Boas

Cláudio Villas Boas
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

"Iniciou esse contrato com a celebração do aditivo em 4 de junho de 25 agora, e a previsão contratual é que precisamos iniciar a construção da ponte em um ano após a assinatura desse contrato. Portanto, em junho de 26 iniciaríamos a construção. Logicamente, para isso, algumas etapas precisam ser desenvolvidas antes". 


Disse o CEO do consórcio responsável pela ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas ao indicar que a data para o início da construção está marcada para junho de 2026.

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