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augusto lima
Ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima obteve seus bens bloqueados pela Justiça de São Paulo meses antes de ser um dos alvos da Operação Compliance Zero. O bloqueio foi efetuado no dia 29 de abril de 2025. Na época foram encontrados R$ 112 milhões aplicados em uma conta de Augusto na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
O fundo foi liquidado pelo Banco Central na última quinta-feira (15). Segundo o Metrópoles, com informações da Justiça de São Paulo, o bloqueio ocorreu em uma ação de execução de dívida. A família, que era dona do Banco Voiter, solicitou liminar para bloquear bens dos banqueiros do Master no valor original da dívida, de R$ 470,5 milhões.
De acordo com a publicação, a 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) permitiu o bloqueio dos valores nas contas dos executivos. No entanto, a restrição durou apenas oito dias, já que as partes teriam fechado o primeiro acordo.
Dos valores encontrados na conta dele, R$ 484 mil estavam no Bradesco, R$ 317,4 mil no Santander, R$ 274,41 mil no Banco do Brasil, R$ 112,8 milhões na Reag Trust DTVM; R$ 2,3 mil no Master e R$ 0,44 no Pluxee IP.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) revogou a prisão dos presos na Operação Compliance Zero em decisão tomada nesta sexta-feira (28). Assim, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o seu ex-sócio, o empresário baiano Augusto Lima, devem ser soltos.
Além deles, Luiz Antônio Bull, Alberto Félix de Oliveira e Angelo Ribeiro da Silva serão beneficiados pela decisão da desembargadora, Solange Salgado da Silva, do TRF-1. Contudo, além da soltura, também foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) quando tentava deixar o país pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, após anunciar a venda do Master para um consórcio de investidores globais liderado pela Fictor.
A PF apontou risco de fuga, dizendo que o banqueiro viajaria para Malta, na Europa, e o deteve na área de embarque na noite de 17 de novembro. A defesa de Vorcaro afirma que ele avisou ao Banco Central (BC) que viajaria para Dubai para concluir a venda do Master.
O banqueiro é acusado de fraude de R$ 12 bilhões envolvendo carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB), que anunciou a compra do Master em março deste ano — a aquisição foi barrada pelo BC, que decretou a liquidação do banco de Vorcaro semana passada.
A trama envolvendo a rede estadual de supermercados Cesta do Povo (ex-empresa pública da Bahia), o Banco Master e o empresário Joel Feldman ganhou novo capítulo, agora sob a luz de negociações previamente em curso que foram abruptamente interrompidas após a prisão de Guga Lima — fato que, segundo fontes de mercado, deixou o processo paralisado.
O CENÁRIO
A rede Cesta do Povo — tradicional no Estado — enfrentava graves problemas financeiros. Fontes apontam que o Banco Master teria assumido aproximadamente 55% da empresa.
Segundo reportagem recente, o ex-diretor do Banco Master possuía forte articulação no Estado da Bahia, inclusive com negócios vinculados à Cesta do Povo.
Paralelamente, há registros de que Joel Feldman, empresário com atuação no varejo, arrematou parte dos ativos da Cesta do Povo em leilão promovido pelo Governo da Bahia. ? Em especial, em 2018/2019, o processo de privatização de ativos estaduais como a empresa de alimentos (Empresa Baiana de Alimentos – Ebal) já havia sido debatido.
A “joint-venture” negociada. Fontes afirmam que o acordo em curso envolvia a divisão da rede. O Banco Master ficaria com as lojas da capital baiana (Salvador e entorno) da Cesta do Povo e Joel Feldman assumiria as lojas do interior do Estado, sob nova identidade/brand.
Essa reestruturação vinha sendo tratada como estratégica para reorganizar operações, marcas e dívidas da rede. Entretanto, com a prisão de Guga Lima — figura até então envolvida nos negócios de crédito consignado e vínculo com o banco — o processo parou.
GUGA LIMA, CREDCESTA E O ELO FINANCEIRO
Guga Lima (algumas fontes o identificam como Augusto Lima) teve papel de destaque no banco de varejo/consignado chamado Credcesta, que esteve ligado à Cesta do Povo e ao Banco Master. Reportagens apontam que Lima se tornou sócio do Banco Master para conduzir a área de crédito para o varejo popular.
Sua prisão, portanto, teria gerado “stop” automático na negociação maior com a Cesta do Povo — pelas incertezas jurídicas e regulatórias.
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), utilizaram um helicóptero do sócio do Banco Master, o empresário baiano Augusto Lima, para cumprir uma agenda no município de Conceição do Coité na última sexta-feira (14). A viagem ocorreu três dias antes da prisão de Augusto em operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de cometer fraude bancária.
A viagem de Neto e Bruno Reis para Conceição do Coité foi realizada para acompanhar o Natal Luz do município. Por lá, eles encontraram o prefeito de cidade, Marcelo Araújo (União), o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), o presidente do PL-BA, João Roma, o secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP) e o deputado federal Arthur Maia (União).
Conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o uso da aeronave de Augusto Lima por ACM Neto e Bruno Reis expõe uma certa relação de proximidade entre as partes. Além da prisão do empresário baiano, a operação da PF também alcançou o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi detido no aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto tentava embarcar em um jatinho privado.
Daniel Vorcaro comprou três jatos pelo valor total de R$ 258 milhões em apenas dois anos e meio. As aquisições foram feitas entre fevereiro de 2022 e agosto deste ano. Nenhuma delas está alienada a bancos, o que indica que foram compradas e quitadas à vista, sem financiamento.
Deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18), a Operação Compliance Zero cumpriu mandado de prisão contra Augusto Lima, empresário baiano que também é sócio do Banco Master.
Além dele, a PF também prendeu Daniel Vorcaro proprietário do Banco Master, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). Segundo informações confirmadas pela corporação, ele tentava deixar o país em um avião particular quando foi abordado.
A ação tem o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Quem bate o martelo é o governador".
Disse senador Jaques Wagner (PT) ao recuar do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.