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Com casos doença 'da urina preta' na BA, AM, CE e PA, Ministério quer definir tipos de casos
A Bahia soma 21 notificações neste ano para a doença de Haff, conhecida popularmente como “doença da urina preta”. Além da Bahia, Ceará, Pará e Amazonas vêm monitorando suspeitas e pelo menos duas mortes estão em investigação nos estados do Norte. Diante disso, o Ministério da Saúde está trabalhando com as equipes dos estados para fazer a definição do que é caso suspeito e caso confirmado.

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Permuta, remédio raro, erro ou estética diferente: quando judicializar a saúde é direito?
O crescimento de ações de judicialização de temas relacionados à saúde é apontado como um fenômeno que vem crescendo cada vez mais no Brasil. Essa é uma realidade enfrentada por gestores municipais, estaduais e pela União. Quando um indivíduo tenta utilizar um tratamento de saúde ou medicamento específico não disponível no SUS, a previsão da Constituição que coloca a saúde como dever do Estado leva o pleito à Justiça. Na visão de René Viana, que atua há 10 anos como advogado especialista em Direito Médico e Bioética, a judicialização de um direito básico é um sinal de que a sociedade não está funcionando como deveria.  Ele ressalta que os casos de judicialização deveriam ser uma exceção, mas a partir do momento em que o ente federativo não implementa corretamente os serviços de saúde “isso não quer dizer que o cidadão não possa pleitear junto ao Judiciário a materialização desse direito”. “Não só pode, como deve”, afirma o advogado, pautado no fato de que a Constituição Federal é garantidora desse direito. “A Judicialização não deve ser vista como vilã. Ela é a forma que os cidadãos dispõem, seja através da Defensoria Pública, da advocacia ou do Ministério Público, de exigir a correta implementação das políticas públicas de saúde e buscar o asseguramento do seu direito”, opinou. René, que atua também como professor do curso de pós-graduação da Faculdade Bahiana de Direito, falou ainda sobre processos por erro médico, como a Justiça enxerga os casos de troca de serviços médicos através de permuta, regulação de leitos de UTI, pleito por remédios para doenças raras, e políticas públicas eficientes para redução da judicialização de temas relacionados à saúde.

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População menospreza vacina da gripe, mas doença é 'roleta russa', alerta pneumologista
Enquanto há ansiedade pela vacina da Covid-19 e a população aguarda o fim da pandemia, a adesão à vacinação contra a H1N1, outra doença que há 10 anos também causou uma pandemia, segue baixa. O vírus é um dos três combatidos pela vacina da gripe de 2021. O imunizante cuja campanha de vacinação foi aberta ao público geral protege contra os vírus da Influenza A (H1N1); B; e o da H3N2. 

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Pandemia piorou relações sexuais de casais que já enfrentavam problemas, analisa sexóloga

Os impactos da pandemia da Covid-19 na vida sexual das pessoas variam de acordo com a rotina, o nível de intimidade da relação e a maneira como outros aspectos da crise sanitária atingiram cada um. A psicóloga e sexóloga clínica Cláudia Meireles explica que os casais cujas relações que já enfrentavam problemas antes da pandemia tiveram os problemas com o desejo e a vida sexual impactados negativamente.

 

A especialista cita como exemplo a redução do desejo sexual nas relações já desgastadas, onde a proximidade e o aumento da convivência diária impostos pela pandemia e o isolamento social acabaram prejudicando. “Os casais convivem cerca de cinco ou seis horas por dia, mas com a pandemia a convivência passou a ser de acordar, passar dia inteiro e dormir, pode ter acelerado um processo de desgaste, e isso também faz reduzir desejo sexual”, analisou a sexóloga.

 

Ela ainda elenca como fatores que influenciaram negativamente o desejo sexual de algumas pessoas nesse período o medo de contrair a doença, questões relativas às finanças, ao trabalho, e a insegurança em relação à grave crise sanitária.

 

A sexóloga também cita que também houve quem aproveitasse a pandemia para aumentar a intimidade. “Alguns casais aproveitaram o momento em que estavam mais próximos do parceiro ou parceira para transformar esses momentos em lúdicos, em olhar para o outro com mais erotismo, em brincar mais. Eles tiveram esse ganho e aumento do desejo”, acrescentou.

 

Cláudia Meireles também fez críticas ao fato do sexo ainda ser, em pleno século XXI, um assunto considerado delicado, vergonhoso e um tabu. Ela pondera que a sociedade tem um longo caminho pela frente para evoluir nesse quesito, apesar de, ao olhar para o passado, não se poder contestar que já houve certa evolução.

 

O problema, segundo a especialista, está na falha educação para a sexualidade, e isso não ocorre por falta de conhecimento ou de programas efetivos. Entre os erros apontados está um cometido pela maioria dos pais e responsáveis por crianças: “imagine que ainda hoje, terceira década do século XXI, quando se vai começar a nomear as partes do corpo para uma criança já não dá nome, dá apelido. Não se fala pênis e vulva. É normal na hora de ensinar a lavar o corpo ensinar que tem que esfregar a mão, mas a parte da genitália praticamente está fora do corpo nessa hora”.

 

A psicóloga é categórica ao dizer que “é aí que começa a ser fixado e fortalecido um tabu” em relação a sexualidade.

 

Questões como essa, na visão dela, levam a pessoas que não conhecem o próprio corpo e nem os centros de prazer. Isso é ainda mais grave em relação às mulheres. “Algumas já dizem como gostam de ser tocadas, onde querem ser tocadas, e como. Mas não são todas. Existem mulheres que entram para ato sexual mudas e saem caladas. Elas não conhecem o próprio corpo, e não sabem quais são as zonas que lhe dão prazer e nem sabem mostrar ao parceiro como gostariam de ser tocadas. Em qual posição, de qual forma, qual é a impressão da força”, analisou Cláudia.

 

A sexóloga ainda tratou de libido e apetite sexual; sinalizou hábitos que podem auxiliar na  melhora desse aspecto; os efeitos e sequelas da sexualidade em outros aspectos da vida; as inovações e como a pandemia influenciou e o que mudou na vida sexual das pessoas; entre outros assuntos. 

 

Foto: Reprodução/Pixabay

 

A gente teve nesse mês o Dia dos Namorados. Foi a segunda vez que a data, que é marcada por romance e sexo, foi vivida em meio ao isolamento forçado pela pandemia da Covid-19. A gente sabe que a crise teve impacto na vida sexual das pessoas. A gente consegue mensurar o quanto isso afetou?

Eu fiz um questionário em abril deste ano onde perguntei sobre o impacto da pandemia e do isolamento sobre o desejo. Porque o relacionamento sexual começa com desejo, se não houver desejo, não tem relação. Houve sim impactos na vida sexual, no desejo sexual. Em respostas masculinas o que aconteceu foi que alguns homens sinalizaram que houve aumento de desejo, outros tanto rebaixamento, e muitos que a vida permaneceu a mesma coisa. Então se formos analisar o que permaneceu, o que não houve alteração ainda há muito a ser investigado. Por exemplo: como era essa vida? O quanto de desejo e o quanto ativos sexualmente esses homens são? Houve lacunas nesse questionário que eu vou corrigir e vou fazer uma grande pesquisa sobre essas questões. Aqueles que disserem redução do desejo sexual, provavelmente foram pessoas que já vinham de relação desgastada, onde a proximidade, a convivência diária, porque os casais convivem cerca de cinco ou seis horas por dia, mas com a pandemia, que a convivência passou a ser de acordar, passar dia inteiro e dormir, pode ter acelerado um processo de desgaste, e isso também faz reduzir desejo sexual. Além disso há o medo de contrair a doença, questões relativas às finanças, ao trabalho, a insegurança pode ter impacto negativo, mas houve parcela que usou essa impossibilidade de sair ao seu favor. Eles aproveitaram o momento em que estavam mais próximos do parceiro ou parceira para transformar esses momentos em lúdicos, em olhar para o outro com mais erotismo, em brincar mais. Eles tiveram esse ganho e aumento do desejo. Então sim houve impacto, tanto negativo quanto positivo.

 

Esse impacto na vida sexual por causa da pandemia influencia e tem efeitos ou sequelas em outros aspectos da vida?

Quando a gente fala que uma relação sexual não está favorável, por exemplo a redução do desejo sexual, temos que analisar vários aspectos. Primeiro o que está levando a redução desse desejo. É só quarentena? Ou outras questões, da relação em si, é que estão prejudicadas? Casais que não tem uma assertividade no discurso, relacionamento conturbado, casais que tem vivência extra conjugal e que com pandemia ficaram na impossibilidade de manter esses encontros furtivos. Há sempre. O homem é um indivíduo constituído por um todo, tem as questões biológicas, que pode impactar na sexualidade as questões hormonais; ou o diagnóstico de uma doença; ou um tratamento, algumas medicações que está tomando; e existe questão psicológica, para que você esteja bem na horizontalidade, ou seja, na hora na brincadeira, do sexo, é necessário ter boa verticalidade, que durante o dia desenvolva uma comunicação fluida, cortês e erótica também. Porque a gente não cria um movimento para sexualidade favorável em se tratamento de relação sexual na hora que vai ter o encontro amoroso. Isso você vai conquistando ao longo do dia. Uma pessoa que briga o dia inteiro, e a noite o parceiro ou parceira vai dizer estou pronto (a)? Pera aí. O outro pode não estar preparado. Então a gente se conquista diariamente. Tudo que interfere na vida da pessoa, pode impactar na sexualidade, e as questões de sexualidade também impactam na comunicação, relacionamento do casal, e até no relacionamento com outras pessoas.

 

Pesquisadores de vários países do mundo vêm se debruçando sobre esse tema e sinalizam a possibilidade da pandemia ter influenciado no aumento da abstinência, da masturbação e também a busca por “inovações”? A senhora concorda? Os indícios científicos conseguem confirmar essa teoria?

A pandemia por si só já é um movimento que pode contribuir para muitas pessoas de forma negativa. Porque houve grande medo. E o medo, o pânico, a insegurança não te deixa tão disponível para a relação sexual. Porque relação sexual é brincadeira, e quando você vai brincar está descontraído. Então os casais que não coabitam, que não vivem na mesma casa, começaram a ter mais dificuldade porque as vezes esses dois elos moram com pessoas idosos, pessoas dos grupos de risco, e não quiseram se encontrar para evitar a contaminação. Dificulta? Dificulta. Muitos deles, no entanto usaram os recursos de comunicação disponíveis, a internet, para criar um clima, mas nunca nada é pele-pele. Mas não há como dizer que não houve impacto. Houve. A forma como cada um lidou, lida ou tem lidado com esta pandemia é faz a grande diferença.

 

Existe relação entre alimentação e bons hábitos (hábitos saudáveis) com a libido?

A libido é o desejo sexual, a vontade de tocar, beijar, abraçar lamber. Para que essa libido se estabeleça é necessário estímulo. Ou seja, uma pessoa diante de um estímulo efetivo pra ela, porque não é igual para todos. Existem pessoas que gostas de pessoas altas, magras, morenas, outros gostas de loiras, gordinhas e baixinhas. Então tem que ser um estímulo efetivo para aquela pessoa. Se ela começa a pensar em sexo, erótico, esse desejo vai se estabelecer. Se ela mantém esse pensamento erótico ela vai entrar na fase de excitação, no homem a ereção e na mulher a lubrificação. Mantendo ainda esse grande pensamento erótico vai culminar no orgasmo. A alimentação, que é a sua pergunta, tem um impacto. Quanto mais saudável eu estou, melhor meu corpo está preparado para esse encontro, para se disponibilizar. Por exemplo, uma má alimentação pode gerar colesterol alto; uma glicemia descontrolada e aí uma diabetes; pressão arterial alta; coisas que vão prejudicando o funcionamento sistêmico desse corpo, funcionamento geral desse corpo. E aí o que acontece? Pode haver sim questões que vão influenciar. Então a ideia é uma alimentação saudável é para tudo, inclusive para a sexualidade. Exercícios físicos são para tudo, inclusive a sexualidade. Agora se você me perguntar: existem alimentos afrodisíacos? Vou lhe dizer que a ciência não os comprova.

 

Muitas mulheres reclamam que métodos contraceptivos, principalmente o anticoncepcional, diminuem a libido a ponto de virar um problema na relação do casal. O que elas podem fazer nesse caso?

Os anticoncepcionais de hoje são ultramodernos e a possibilidade desse impacto na libido é mais reduzida, mas existem diversas alternativas para que essa mulher use um contraceptivo que não venha a impactar o desejo sexual. Por exemplo o uso do DIU [Dispositivo Intrauterino], um método de barreira, existem outras formas, mas o ideal é que ela converse com o ginecologista para que ele veja para o organismo dela o que vai ser melhor. Porque o que para uma mulher pode desencadear uma falta de desejo, redução de desejo, para outra pode não ter nenhum impacto. Então as medicações devem ser olhadas para o sujeito e não na universalidade. 

 

Muitas séries (principalmente as médicas) trazem casos curiosos de pessoas que tentaram usar objetos não indicados durante a prática sexual e acabaram tendo problemas sérios. Você já soube de algum caso inusitado assim?

Isso é muito recorrente em hospital chegar pessoas, de ambos os sexos, e que terminam no centro cirúrgico porque introduziram, principalmente no ânus, um objeto que não era para estar ali. Há casos desde tudo de desodorante, até garrafas. O ânus tem movimento peristáltico de saída, só que quando se introduz um objeto e ele ultrapassa uma parte do reto e chega a um determinado ponto. Ali dentro tem como se fosse um vácuo, ele suga esse objeto para dentro, e na hora que faz isso, acabou. Não tem mais como tirar, tem que ir para o Centro Cirúrgico. Isso é recorrente, acontece nos hospitais, não é história de carochinha não. O pênis não tem problema nenhum, porque ele não descola, ele é fixo no corpo e não tem como sair. O sexo anal não tem problema algum, se a pessoa está a vontade, de comum acordo, está bastante lubrificada, já que o ânus não tem lubrificação própria, mas a introdução de objetos no ânus devem ser evitadas. E isso não é coisa nem de interior e nem de roça, acontece na capital. 

 

Nos últimos anos, o sexo e a autoestima da mulher foram temas que ganharam mais espaço nas discussões do dia a dia. Você acredita que já se pode dizer que o sexo não é mais um tabu, ou ainda há muita resistência?

Ainda temos caminho longo pela frente. Porque nós não temos programas efetivos de educação para sexualidade. Se nós tivermos uma educação para a sexualidade começando por conhecimento do próprio corpo, saber como esse corpo se expressa, que eu tenho direito de dizer sim, de dizer não, com quem e a hora que eu desejo partilhar a minha intimidade, a gente vai começar a tirar o tabu. Imagine que ainda hoje, terceira década do século XXI, quando se vai começar a nomear as partes do corpo para uma criança já não dá nome, dá apelido. Não se fala pênis, vulva. É normal na hora de ensinar a lavar o corpo ensinar que tem que esfregar a mão, mas a parte da genitália ela praticamente está fora do corpo nessa hora. É aí que começa a ser fixado, fortalecido um tabu. E nós estamos longe. Com relação as mulheres, como você perguntou, elas estão conquistando cada vez mais espaço e autonomia, hoje já dizem quando estão interessadas em outa pessoa, não esperam que se dirijam a elas, hoje algumas já dizem como gostam de ser tocadas, onde querem ser tocadas, como. Mas não são todas. Existem mulheres que entram para ato sexual mudas e saem caladas. Elas não conhecem o próprio corpo, e não sabem quais são as zonas que lhe dão prazer e nem sabem mostrar ao parceiro como gostariam de ser tocadas. Em qual posição, de qual forma, qual é a impressão da força.  Mas isso vai da educação para a sexualidade. Quando tivermos isso, a gente vai quebrar o tabu. E inclusive, não é por falta de projetos e ações. Quando nós conseguirmos conversar de forma horizontal com todas as pessoas sobre sexualidade, aí a gente está vivendo esse critério sem tabu. 

 

Em um momento muito conectado, mas também de muitos golpes, o risco de uma nude acabar vazando nas redes sociais aumentou consideravelmente. Esse é um assunto que você discute com seus pacientes?

No consultório existe assuntos que a gente não consegue nem enumerar quantos são. Fala-se de tudo. Toda dúvida e demanda é discutida, inclusive essa questão. Se o paciente chega e pergunta: 'Como é que eu faço? vou chegar e entrar em um site de relacionamento e a pessoa me pede um nude, você acha que eu devo mandar?'. A pergunta que eu faço é: o que é que você acha? Você se sente confiante? Essa pessoa lhe passa essa confiança? Qual é o benefício disso? Então você leva a pessoa a avaliar os custos e os benefícios. Se ela se sente segura, inclusive para correr risco, porque diante do desconhecido quem está do outro lado é um personagem, você tem que estar disposto a correr esse risco. Mas tem que ser um risco calculável. Até onde pode suportar havendo uma invasão da minha privacidade. Mas que existem, existem. As vezes o paciente não chega para relatar, ele vai pedir uma autorização. Ele espera que eu diga que é natural e que ele pode fazer, porque se algo der errado ele vai dizer, foi você que falou. E a nossa conduta é justamente ao contrário, é que ele se responsabiliza por esse ato. 

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Além da Covid: Gestantes devem redobrar atenção com infecções virais, alerta ginecologista
Gestantes precisam redobrar a atenção com infecções virais, porque elas potencializam as complicações obstétricas. Em relação a Covid-19, o estado gravídico acaba piorando a infecção e aumentando as chances de agravamento da doença. Mas esse grupo precisa se atentar também a outros vírus, e por isso não podem deixar de fazer acompanhamento pré-natal e tomar vacinas recomendadas para a gestação, por mais que se tenha medo ou receio de sair de casa e ir a uma unidade de saúde. O alerta é feito pela ginecologista, obstetra e professora da UniFTC, Camila Paula Ribeiro.

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Após suspensão de contrato, Bahiafarma volta a fornecer 100% de insulina usada no SUS
Após um hiato em 2020, a Bahiafarma voltou a fornecer insulina para o Sistema Único de Saúde (SUS) e agora sai da Bahia 100% da insulina humana utilizada na saúde pública do Brasil. A suspensão do fornecimento no ano passado se deu após o Ministério da Saúde suspender contratos com sete grandes laboratórios públicos que produziam 19 medicamentos. Na época, a farmacêutica baiana era responsável por 50% da quantidade de insulina do sistema de saúde brasileiro. De acordo com o presidente da fundação, Tiago Moraes, no final do ano de 2020 um novo contrato com o Ministério foi assinado e a empresa baiana voltou em fevereiro a fornecer a insulina.

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Apesar do fácil acesso, escolha de método contraceptivo deve ser feita com médico
Por mais que o acesso seja fácil, a escolha e o uso de um método contraceptivo envolve questões que precisam ser analisadas e conversadas com um profissional de medicina especializado em ginecologia e obstetrícia. Isso porque cada pessoa tem características que precisam ser levadas em conta para definir qual método é o mais adequado para ela. Entre os métodos mais utilizados está a pílula, popular, de fácil acesso e baixo custo, mas que não é indicada no caso de pacientes homens trans, ou com histórico de trombose na família, com sedentarismo, obesidade, hipertensão ou que sofrem de enxaqueca. A médica ginecologista do Hospital da Mulher, Jamile Martins, explica que além do histórico a escolha do método também leva em conta variantes relacionadas a menstruação, como fluxo, período, se sente cólica, quantos dias dura o período menstrual. Ele ainda alerta que não é aconselhável a homens trans que estão em processo de trans sexualização o uso de qualquer método contraceptivo hormonal. Esses pacientes devem utilizar métodos como o Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre ou de cobre com prata. Durante a entrevista a médica explica diferença e questões que envolvem métodos contraceptivos, a relação do anticoncepcional com a Covid-19, trombose, exemplifica contraindicações para certos métodos e ainda fala da reação com outros medicamentos. 

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Sexta, 05 de Fevereiro de 2021 - 11:10

Condução da pandemia pelo governo tem prejudicado e desacreditado Anvisa

por Jade Coelho

Condução da pandemia pelo governo tem prejudicado e desacreditado Anvisa
O comportamento e a condução do governo federal da crise sanitária da Covid-19 tem prejudicado a importância e prestígio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “que sempre foi um órgão que atuou de forma científica e séria”. Essa é a avaliação da epidemiologista e pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Glória Teixeira. A especialista também é integrante da Rede Covida, um projeto de colaboração científica e multidisciplinar focado na pandemia da Covid-19. A iniciativa foi criada em março do ano passado e reúne profissionais do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Nós estamos vendo que ela está ficando um pouco desacreditada. Esse problema é muito mais da forma como o governo federal tem se comportado. Isso não é da área técnica da Anvisa, a gente precisa separar”, argumentou Glória. A professora da Ufba ainda destacou que a população mão deve acusar a Anvisa. “A Agência é o corpo técnico, os dirigentes são passageiros”, ponderou. Nas últimas semanas a agência tem sido alvo de críticas e cobranças da população e também do setor público pelos longos processos e inúmeros critérios para a aprovação de vacinas.  “Temos que valorizar, mas ao mesmo tempo ficar solicitando e trabalhando e tentando mobilizar STF, parlamento, para continuar trabalhando de forma que seja ágil, porque a pandemia assim exige, mas ao mesmo tempo sem abrir mão da questão científica para que a eficácia e segurança das vacinas sejam asseguradas para a população brasileira”, argumentou a professora.  A epidemiologista também ressaltou a importância e necessidade de que o máximo de pessoas sejam vacinadas contra a Covid-19.  Nesse sentido ela ressaltou e condenou as fake News que vem sendo veiculadas e que levantam dúvidas e desacreditam as vacinas. Para ela, essa é uma questão importante que deve ser fortemente combatida, porque pode se tornar um problema de saúde pública. “Foi divulgado um dado de que mais de 75% da população brasileira quer se vacinar. Mas precisamos convencer os outros. Precisamos atuar nesse ambiente pró-vacina Covid para poder falar das outras vacinas”, completou Glória. Durante a entrevista integrante da Rede Covida ainda falou sobre uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a Covid-19, o aplicativo TratCov, problemas na cobertura vacinal, fake News, e as temidas variantes do coronavírus.

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Sexta, 08 de Janeiro de 2021 - 11:10

Máscaras devem ser usadas mesmo após pessoa ser vacinada contra Covid-19

por Jade Coelho

Máscaras devem ser usadas mesmo após pessoa ser vacinada contra Covid-19
O Brasil tem assistido outros países do mundo aprovarem e darem início à vacinação emergencial de suas populações contra a Covid-19. É fato que não há data definida para o início da imunização por aqui, mas nunca se esteve tão próximo disso. O que muita gente não sabe, e até se engana em relação ao assunto, é que com a vacinação em curso os cuidados e o uso de máscaras serão deixados de lado. O imunologista baiano Gustavo Cabral explica que mesmo depois de vacinadas as pessoas podem transmitir o vírus e por isso o EPI e a prática de distanciamento e higiene das mãos com rigor devem se manter durante todo 2021. Isso porquê as vacinas protegem contra a Covid-19, e não contra o coronavírus. Os imunizantes reduzem a carga viral e evitam que os casos evoluam para graves, com a necessidade de hospitalização e UTI. Cabral é baiano nascido em Tucano, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), mestre em imunologia na Universidade Federal da Bahia (Ufba), doutor pela USP e pós-doutor em Oxford, na Inglaterra, e em Berna, na Suíça, onde estudou imunologia aplicada à vacina. Atualmente ele é pesquisador da Fapesp, onde vem estudando sobre vacinas contra Covid-19 e outras doenças. O cientista reforça a confiabilidade e eficácia das vacinas. E explica que as da Covid-19 que estão sendo aplicadas por alguns países seguem sendo analisadas por toda a comunidade científica. Um fato destacado por ele para tranquilizar a população é de que até o momento milhares de pessoas já receberam doses em vários países e não há nenhum registro de reação adversa grave. “A análise continua até que se tenha o licenciamento, se houver qualquer problema, qualquer um desses órgãos impedem imediatamente a vacina ou qualquer medicamento”, explicou ao citar como exemplo a Anvisa e o FDA, que é a agência regulatória de medicamentos dos Estados Unidos.  Cabral diferenciou as técnicas usadas pelos laboratórios para desenvolverem as vacinas que estão no plano de aquisição do Ministério da Saúde. Ele explicou que a tecnologia mais conhecida é a da Sinovac com o Instituto Butantan, que juntos desenvolveram a Coronavac. Esse imunizante utiliza o vírus desativado, uma técnica já disseminada e utilizada em todo o mundo. “É uma vacina que é de ‘vírus morto’, uma estratégia bem conhecida e já utilizada para várias outras vacina, por exemplo a da gripe que a gente toma todo ano, a da raiva, a da hepatite A”, disse o imunologista, ao acrescentar que ela tem limitações, mas que é eficiente e adaptável ao programa de imunização do Brasil. Quanto à vacina que usa o chamado RNA mensageiro, que é o caso da candidata da Pfizer, ele explica que a tecnologia é inovadora e ainda não existe em nenhum imunizante previamente licenciado para uso humano. “Então tem um cuidado diferente porque a gente não pode prever completamente os efeitos colaterais a longo prazo. A curto e médio prazo ela tem se comportado bem. Isso não nos dá medo, mas ficamos em alerta”, sinalizou. Durante a entrevista, Gustavo Cabral ainda comentou sobre a condução e gestão da crise sanitária pelo governo brasileiro; o rigor científico e respostas da comunidade científica ao erro de dosagem da vacina de Oxford/Astrazeneca; a infraestrutura do Brasil para a vacinação; e a possibilidade de agravamento da crise por causa da corrida dos municípios e do setor privado pela aquisição de vacinas. 

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Terça, 02 de Junho de 2020 - 19:10

Vilas-Boas prevê crescimento de 70% no número de casos de Covid-19 em junho

por Fernando Duarte / Jade Coelho

Vilas-Boas prevê crescimento de 70% no número de casos de Covid-19 em junho
O secretário da Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, prevê que a Bahia deve registrar um crescimento de cerca de 70% nos casos do novo coronavírus até o fim do mês de junho. O número representa mais de 10 mil casos. O gestor participou da Live do BN desta terça-feira (2) e afirmou que a previsão é de que o estado atinja o platô, quando o número de casos não cresce durante um período considerável de dias, em cerca de três semanas e que até o fim do mês a Bahia some 30 mil casos do novo coronavírus.

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