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A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno no Distrito Federal, divulgada nesta quinta-feira (8), mostra a governadora Celina Leão (PP) confirmando seu favoritismo e abrindo já 18 pontos percentuais sobre seu adversário, Leandro Grass, do PT. Pelos números do Datafolha, Celina tem 55% das intenções de voto contra 37% de Grass.
No primeiro turno, a governadora do DF teve 49,93% dos votos válidos, e não foi eleita em primeiro turno por ter deixado de receber 168 votos. O segundo colocado, Leandro Grass, teve 34,47% dos votos válidos.
Segundo a candidata à reeleição, sua vitória no primeiro turno não aconteceu porque muitos de seus eleitores confundiram seu número, apertando o 22 do PL e não o 11 do PP. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 26 mil eleitores do DF digitaram 22, e como não havia concorrente ao Palácio do Buriti com essa identificação, os votos foram anulados.
Para 90% dos eleitores ouvidos pelo Datafolha, a escolha do candidato no segundo turno é definitiva. Outros 9% dizem que ainda podem mudar o voto e 1% não soube dizer.
A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 6 e 8 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é DF-03365/2026.
Os presidentes dos dois partidos da União Progressista, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), assinaram um comunicado, nesta terça-feira (6), em que anunciam o apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. União e PP, que no primeiro turno se posicionaram pela neutralidade na disputa, fecharam questão em uma reunião com lideranças, parlamentares, dirigentes e governadores dos dois partidos.
Segundo diz o comunicado conjunto, PP e União Brasil afirmam enxergar em Flávio Bolsonaro as condições para executar uma gestão que possa melhorar a vida da população brasileira.
“O Brasil mudou, os desafios são outros, e a economia global é movida por tecnologia, velocidade e desburocratização. Flávio Bolsonaro reúne o perfil de quem quer avançar de verdade com o compromisso de modernizar a gestão, implementar propostas realistas para melhorar a vida da população e reorganizar a economia do Brasil”, diz o texto.
Os dois partidos também fizeram, no comunicado, críticas veladas e indiretas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. União e PP dizem ser preciso contrapor “a repetição de velhas práticas políticas e fórmulas comprovadamente ultrapassadas”.
“Respeitamos a história, mas o compromisso da Federação União Progressista é com o futuro dos brasileiros e brasileiras”, afirma o comunicado.
Para União Brasil e PP, apoiar Flávio Bolsonaro representaria, na visão deles, o rompimento com o que chamam de “velhos sistemas do passado”.
“Basta de olhar para trás. O Brasil tem pressa para avançar”, conclui o texto assinado pelos presidentes dos dois partidos.
O deputado Danilo Forte, do União Brasil do Ceará, esteve presente na reunião em que foi decidido o apoio a Flávio Bolsonaro, e falou com o Bahia Notícias sobre os motivos que levaram os dois partidos a fechar questão em torno da candidatura presidencial do senador do PL.
“A decisão se deu em sintonia com a necessidade que o país vive. Estamos com um quadro de instabilidade muito grande. Nós temos o problema das instituições brasileiras muito fragilizadas, a partir do Poder Judiciário, que eu acho que esse tem que ser o primeiro ponto de pauta, o debate tem que centrar na reforma do Judiciário, esse é o principal clamor da sociedade brasileira, para que o país possa caminhar novamente por um caminho seguro, e por outro lado as questões da economia, diante da estagnação e da falta de perspectivas que o país vive”, disse o deputado.
O deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) e o deputado estadual Marcelinho Veiga (PP) ficaram de fora da lista de candidatos vitoriosos nas urnas neste domingo (4). Sogro e genro, os parlamentares disputaram, respectivamente, a eleição e reeleição à Câmara de Deputados e Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas acabaram na suplência.
Para Marcelinho Veiga, a disputa foi acirrada. O parlamentar angariou 57.170 votos na disputa pela cadeira na Assembleia, mas acabou ficando na 1º suplência na Casa Legislativa.
No caso do veterano, que é deputado federal em exercício e assumiu como suplente na Câmara em 8 de abril de 2026, a eleição foi mais distante. O ex-presidente da AL-BA somou apenas 18 mil votos na campanha ao Congresso, ficando na 4ª suplência do partido Republicanos.
Em 2022, Nilo chegou a registrar 65.363 votos, ficando na primeira suplência do partido. A frente de Marcelo Nilo, o candidato Soldado Correa, a deputada Rogéria Santos e a candidata Vanuza do Cacau também ficaram na suplência.
O resultado ocorreu após o deputado em exercício alegar que foi boicotado na distribuição do espaço entre os candidatos no horário eleitoral gratuito. Em entrevista ao BN, ele chegou a dizer que não deve permanecer na legenda caso Marinho seja mantido na presidência do partido após a disputa eleitoral.
Marcelo Nilo, foi presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA) e, em 1990, se elegeu à deputado estadual pela Bahia. O parlamentar manteve o cargo por 28 anos, até 2018, quando se elegeu a deputado federal.
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) atuou como presidente por 10 anos, entre 2007 e 2017, e chegou assumir o governo da Bahia interinamente na ausência do então governador Jaques Wagner em mais de uma ocasião.
Já Marcelinho Veiga foi eleito ao primeiro mandato na AL-BA pelo PSB, em 2018, após somar 70.612 votos. Em 2022, pelo União Brasil chegou a ser reeleito com mais de 78 mil votos.
O governador Eduardo Riedel (PP) foi matematicamente reeleito neste domingo (4) e vai continuar como chefe do Poder Executivo de Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos.
Com 81,26% das seções totalizadas, o governador reuniu 746.909 votos, equivalente a 67,36% dos votos válidos.
O segundo colocado, Fábio Trad (PT), conseguiu reunir 255.416 votos, equivalente a 23,03% dos votos válidos.
O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), recebeu, na noite deste sábado (1º), o apoio do prefeito de Jussara, Tacinho Mendes (PP). O anúncio ocorreu durante visita de Neto ao município para acompanhar os atos comemorativos do aniversário de 64 anos de emancipação política da cidade.
O encontro político contou também com a presença do candidato ao Senado João Roma (PL), do deputado estadual Pedro Tavares (União) e de lideranças da região. Ao comentar a adesão, ACM Neto destacou a relevância política do gestor municipal para o cenário regional.
“A presença dele ao nosso lado tem um peso muito grande na nossa caminhada, certamente com influência política em toda a região, com repercussão em todo o estado. Estou muito feliz, agradecido a ele, agradecido ao nosso deputado estadual Pedro Tavares”, conta o candidato.
ACM Neto afirmou ainda que, caso seja eleito, planeja direcionar atenção às demandas do município em função da aliança. “Eu quero dizer que vou trabalhar muito para ser governador, mas, com o apoio do prefeito Tacinho, eu me sinto na obrigação de ter um olhar todo especial com Jussara para que a gente possa, de fato, trazer uma perspectiva de prosperidade e crescimento, melhorar a vida das pessoas”, acrescenta.
DECLARAÇÃO DO PREFEITO
Por sua vez, o prefeito Tacinho Mendes justificou o posicionamento político citando a trajetória de Neto na gestão pública. “Claro que se hoje eu e o nosso grupo político estamos apoiando Neto, é porque a gente confia muito na sua capacidade de poder governar, você já provou isso em Salvador. Você que é um exemplo para todos nós, dessa nova geração de políticos”, afirma.
Neto também elogiou o gestor local durante a comemoração, referindo-se a Tacinho como “uma parceria, uma relação de confiança, amizade e, sobretudo, de compromisso com o futuro de Jussara, da região e da Bahia”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que respeita a decisão do Partido Progressista (PP) de vetar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como sua candidata a vice na disputa pela Presidência da República, mas disse que "não desiste nunca". A legenda decidiu, por maioria, ficar neutra na eleição federal, o que impede a senadora de compor a chapa.
"A nota deixou bem claro que o partido tinha por maioria decidido pela neutralidade. Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Então vamos continuar nas conversas com os demais partidos com quem já vínhamos conversando também, mas podem ter certeza que a gente vai ter a melhor chapa para poder oferecer à população brasileira", afirmou.
Instantes antes de o PP confirmar a neutralidade, Flávio ainda demonstrava otimismo e dizia que negociava para ter Tereza Cristina como vice. Minutos depois, o partido anunciou que ficaria de fora da disputa federal e que, por isso, a senadora não integraria a chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar da negativa, o senador elogiou Tereza Cristina, disse que ficou "honrado" por ela ter aceitado o convite e minimizou qualquer atrito com a sigla. "É o partido onde eu iniciei a minha carreira política, em que eu me sinto bastante em casa e me relaciono bem com seus presidentes. Até o dia 5 tudo pode acontecer. Independentemente de qualquer coisa, eu já quero aqui deixar o meu agradecimento ao Progressistas e ao União Brasil, porque as conversas continuam em vários estados do Brasil. Nós vamos estar juntos em diversos palanques, como aqui em São Paulo", disse.
A declaração foi dada após uma reunião de Flávio com 20 vereadores de São Paulo, organizada pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O encontro reuniu parlamentares de PL, MDB, União Brasil, PP, Republicanos e Podemos, no comitê de campanha do senador, ao lado do Parque Ibirapuera. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também participou.
A possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser indicada como vice do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi rejeitada pela maioria dos dirigentes estaduais do Progressistas.
Consultados sobre a aliança, líderes regionais reafirmaram ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), entre quarta-feira (29) e quinta-feira (30), a preferência pela neutralidade na disputa nacional.
Os caciques regionais, reforçaram que querem manter o PP independente, livre para firmar alianças tanto à direita quanto à esquerda, conforme as conveniências políticas de cada estado.
Em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, o Progressistas busca alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já em estados como Paraná e São Paulo, a sigla segue ao lado do senador Flávio Bolsonaro.
O presidente da Câmara Municipal de Vitória (CMV), vereador Anderson Goggi (PP-ES), proferiu xingamentos com o microfone ainda ligado ao encerrar a sessão ordinária da casa, na noite de terça-feira (21). A fala foi captada pela transmissão ao vivo e se espalhou pelas redes sociais.
O episódio ocorreu diante de outros parlamentares, servidores e do público presente nas galerias. Nas imagens da transmissão pública da sessão, Goggi aparece visivelmente exaltado antes de deixar o plenário.
Na ocasião, a sessão foi encerrada de forma abrupta após os vereadores derrubarem o quórum, esvaziando o plenário. O colapso do quórum impediu a votação de uma pauta do expediente e forçou o encerramento dos trabalhos.
O caso começou com a leitura, feita pelo próprio Goggi, de um pedido da Prefeitura de Vitória protocolado nesta terça-feira (13 de julho). O documento solicitava a abertura de uma "notícia circunstanciada com pedido de providências institucionais e de formulação de representação por quebra de decoro parlamentar" contra o vereador Professor Jocelino (PT).
A prefeitura alega que Jocelino abusou de suas prerrogativas parlamentares ao publicar nas redes sociais que uma empresa ligada à Secretaria Municipal de Educação havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada em 8 de julho. A leitura gerou protestos e motivou o esvaziamento do plenário.
A RETRATAÇÃO
No vídeo publicado pela Câmara de Vitória no YouTube após a sessão, o trecho com os xingamentos foi suprimido. Em nota, a Casa justificou a edição; "o rito determina que o encerramento da sessão é marcado por um registro sonoro. Dessa forma, a transmissão oficial contemplou todo o conteúdo da atividade legislativa".
A pauta do dia incluía o Projeto de Lei nº 171/2026, que trata das diretrizes para a elaboração da lei orçamentária de 2027 (Lei de Diretrizes Orçamentárias). A Câmara não informou se adotará alguma medida interna em relação ao ocorrido.
Na sessão desta quarta-feira (22), segundo a assessoria da Casa, Goggi fez uma retratação sobre o caso. A assessoria do vereador não retornou ao contato da reportagem até o fechamento do texto.
A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial, portanto, não embarcará na campanha do pré-candidato do PL (Partido Liberal), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são da CNN Brasil.
A definição saiu após uma reunião realizada na noite de terça-feira (21) pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), com dirigentes da legenda. A decisão deve ser formalizada pela federação nos próximos dias.
No encontro, integrantes do partido avaliaram que a maioria da federação defende neutralidade para preservar as escolhas individuais dos estados.
Para o PL, ainda há chances de negociação. Inclusive, por isso, o partido deixou a definição da vaga de vice para um segundo momento. O PL também negocia com o Republicanos, que sinaliza para uma posição imparcial na disputa.
Na prática, a orientação do PP e do União Brasil será para que cada estado tenha autonomia para definir seus palanques na eleição presidencial, ou seja: para decidir se vão apoiar Flávio, Lula ou qualquer outro candidato.
A decisão representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro de consolidar o apoio de partidos do centrão antes do início das convenções partidárias, em 20 de julho.
A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) venceria a eleição para o governo do Distrito Federal no 1º turno em um cenário sem a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Isso é o que apontam os dados do levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (20).
Em um cenário estimulado sem a candidatura do ex-governador, Celina Leão aparece com 45,9% das intenções de voto. O ex-deputado Leandro Grass (PT) aparece em 2º lugar, com 16,3%, seguido por Paula Belmonte (PSDB), com 7,2%, Ricardo Cappelli (PSB), com 5,7%, e Kiko Caputo (Novo), com 2,6%. Brancos e nulos somam 13,7%, enquanto 8,6% disseram não saber ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 19 de julho, entrevistando 1,5 mil eleitores e com margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código DF-01326/2026. O intervalo de confiança é de 95%.
Ainda na disputa pelo governo estadual, em um cenário com José Arruda, a atual governadora segue liderando, mas com menor margem, de 34,6%, frente aos 28,1% do ex-governador. Leandro Grass tem 11,9%, Ricardo Cappelli, 4,5%, Paula Belmonte, 3,6%, e Kiko Caputo, 1,3%. Brancos e nulos representam 9,1%, e 6,8% não souberam responder.
ELEIÇÃO AO SENADO
Já no âmbito do Legislativo, a senadora Leila do Vôlei (PDT) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lideram as intenções de voto para o Senado, no Distrito Federal. A atual senadora lidera em todos os cenários estimulados e em dois ela aparece empatada com Michelle Bolsonaro na margem de erro.
No primeiro, com Ibaneis fora da disputa, a senadora Leila do Vôlei aparece com 39,2% das intenções de voto do eleitorado. Na sequência, Michelle aparece como a preferida de 36% dos entrevistados. O terceiro lugar ficou com Erika Kokay, escolhida por 28,4%.
No segundo cenário, em que Bia Kicis e Ibaneis ficaram fora das opções, Leila seguiu numericamente à frente das intenções de voto, com 40,5%. Já a ex-primeira-dama foi escolhida por 37,7% dos entrevistados, empatada na margem de erro.
O último cenário da pesquisa estimulada, com Ibaneis e Michelle Bolsonaro fora da disputa, além da inclusão do senador Izalci Lucas (PL), também apontou Leila do Vôlei como a preferida, com 41,6% das intenções de voto. Erika Kokay aparece na segunda colocação, com 30,4%.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) realizou, nesta segunda-feira (13), uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a um empresário, a um alvo na secretaria municipal de Salvador e ao vereador George Gordinho da Favela (PP), afastado para pré-candidatura a deputado estadual, substituído por Thiago Queiroz (PP) na Câmara de Salvador. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, as medidas judiciais miraram o proprietário da empresa G3 Polaris.
De acordo com informações obtidas pela equipe de reportagem, as medidas judiciais miraram o proprietário da empresa G3 Polar. Também foram alvos das buscas e apreensões coordenadas pelos agentes do GAECO, vinculado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
A defesa do vereador de Salvador e pré-candidato à reeleição informou que o parlamentar ainda não teve acesso aos autos da investigação que motivou a operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia. A nota destaca que, ao longo de sua trajetória pública, o vereador sempre "atuou com responsabilidade, honestidade e respeito ao patrimônio público" e reafirma o compromisso com o mandato.
Confira a nota na íntegra:
"Venho a público manifestar-me acerca da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, realizada em 13 de julho de 2026, conforme divulgado pelos meios de comunicação. Esclareço que, até o presente momento, não tive acesso aos autos da investigação, razão pela qual desconheço os elementos que fundamentam a apuração. Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações, com respeito às instituições e absoluta confiança no devido processo legal.
Reafirmo minha plena convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos por meio do meu depoimento às autoridades competentes e da atuação da minha defesa técnica, oportunidade em que será demonstrada a legalidade de todas as minhas condutas. Ao longo da minha trajetória pública, sempre atuei com responsabilidade, honestidade, respeito ao patrimônio público e compromisso com a população.
Reitero meu compromisso com o mandato que me foi confiado por 11.120 soteropolitanos e confio plenamente na Justiça e nas instituições brasileiras, certo de que a apuração será conduzida com isenção, técnica e respeito às garantias constitucionais, demonstrando a minha inocência.
Salvador (BA), 13 de julho de 2026".
Confira a nota publicada pelo pré-candidato abaixo:
(Nota em atualização).
A vereadora Deza Guerriero (PP), atuante na defesa da causa animal em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil nesta terça-feira (7) após receber o corpo de um cachorro morto na sede da Câmara Municipal. O cadáver estava guardado em uma caixa acompanhada de um bilhete com a frase: "com carinho para proteger os animais".
Veja o vídeo:
Segundo informações do G1, a vereadora inicialmente acreditou se tratar de um presente de apoiadores, gravou o momento da abertura do pacote em suas redes sociais. Ao perceber o conteúdo da entrega, Deza interrompeu a gravação sob forte impacto emocional.
"Olha se não é de se emocionar e chorar. Olha o que eu recebi aqui na Câmara de Vereadores", declarou no início do vídeo, antes de notar o conteúdo. "Parece ser um corpinho, estou com medo. Parece que é um bicho aqui. Para essa gravação um pouquinho. Meu Deus, alguém mandou um cachorro para mim. É um corpinho. Meu Deus, quem é que me mandou um corpo? Não acredito que me entregaram um corpo", desabafa.
A ocorrência foi registrada na delegacia de pronto atendimento de Novo Hamburgo. Os agentes recolheram a caixa para perícia técnica, e o corpo do animal foi encaminhado para exames que possam identificar a causa da morte e possíveis maus-tratos prévios.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul já iniciou as diligências para identificar o autor do envio e o responsável pela contratação do serviço de entrega por aplicativo.
O deputado estadual Penalva (PP) avaliou nesta quinta-feira, durante a caminhada do 2 de Julho, as perspectivas para as eleições ao governo do estado, onde apoia o pré-candidato ACM Neto (União Brasil). Para ele, as últimas pesquisas consolidam o sentimento de mudança na Bahia.
"Estou muito animado com as últimas pesquisas, consolidando o sentimento de mudança da Bahia e colocando o ACM Neto na dianteira para ganhar com mais de 500 mil votos de frente", afirmou o deputado.
Penalva também explicou sua migração do PDT para o PP. Segundo ele, a decisão foi motivada pela adesão do PDT à base do governo estadual, posição incompatível com a sua.
"O partido em que eu estava, apesar de ser um grande partido, foi para a base do governo desgastado, onde o povo pede a mudança, e eu não podia continuar jamais nesse partido", disse.
O prefeito de Lagedo do Tabocal, Marquinhos Sena (PP), denunciou nas redes sociais a circulação de uma imagem manipulada digitalmente que inseriu o pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) em uma fotografia de um encontro seu com os deputados Hassan (PP) e Leur Lomanto Jr. (UB), aliados desde 2022. Segundo o gestor, a montagem foi usada para sugerir uma mudança de alinhamento político que não ocorreu.
"A fotografia divulgada não corresponde ao registro original. A comparação entre as imagens demonstra claramente que houve alteração digital, com a inserção de uma pessoa que não fazia parte da fotografia", afirmou o prefeito.
Marquinhos reafirmou o apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). "Meu posicionamento sempre foi claro e transparente. Mantenho meu apoio ao governador Jerônimo Rodrigues e ao Governo do Estado da Bahia."
O prefeito classificou a iniciativa como uma tentativa de manipulação da opinião pública e citou a Resolução TSE nº 23.732/2024, que reforça as regras de combate à desinformação e ao uso de conteúdos manipulados capazes de induzir o eleitor a erro.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) descartou qualquer chance de a federação União-PP apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à presidência da República. A declaração foi feita em conversa reservada com petistas durante tratativas para consolidar alianças estaduais.
Segundo apuração de Bela Megale, do Globo, Ciro deixou clara sua insatisfação com o afastamento de Flávio após o presidente do PP aparecer como um dos protagonistas do escândalo do Master.
"Ele está um poço de mágoas", resumiu um dirigente petista sobre o estado de espírito do senador. Os dois partidos devem caminhar juntos em estados como o Ceará.
No PL, ainda há quem acredite ser possível uma reconciliação com Ciro Nogueira. Os encarregados da missão são o coordenador da campanha Rogério Marinho e o próprio Flávio Bolsonaro.
O ex-suplente e atual deputado federal, Jorge Araújo (PP), publicou um vídeo em suas redes sociais que está sendo interpretado nos bastidores políticos como uma série de indiretas ao seu grupo político. O desabafo ocorre logo após o anúncio de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados para as eleições de 2026.
Confira abaixo:
? Em desabafo, Jorge Araújo manda indireta a grupo político após críticas a pré-candidatura
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 29, 2026
????Redes Sociais/ @jorgearaujooficial
Confira ? pic.twitter.com/PsCmH7pGfK
Sem mencionar nomes, o ex-apresentador do quadro "Bafafá" utilizou a gravação para rebater supostos comentários sobre sua trajetória na comunicação e criticar a postura de determinados articuladores políticos.
A fala mais enfática, apontada como um recado ao chamado "fogo amigo" dentro de sua base, encerrou a publicação. "Existem pessoas dentro do meu grupo que tentam me desestabilizar de qualquer forma", fala o pré-candidato.
O ex-vereador da cidade de Salvador também direcionou sua fala a quem tenta desmerecer sua atuação política ao associá-lo apenas ao seu antigo personagem de entretenimento na televisão.
"Algumas pessoas me tiram como aquele repórter 'Aeee Bafafá', fofocagem é comigo. Aqui a política é séria, é conversada e levada olho no olho. No fio do bigode", alega.
Em vídeos nas redes sociais, o político se coloca como já deputado federal, mirando na vitória das eleições desse ano. Questionado pela redação do Bahia Notícias, o ex-vereador se recusou a falar desse assunto.
O ex-prefeito de Jequié, Zenildo Brandão Santana, conhecido como Zé Cocá (PP), minimizou as ações do governo do estado na região do Médio Rio de Contas. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (27), durante o lançamento do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", o atual pré-candidato a vice-governador afirmou que o governador, Jerônimo Rodrigues (PT), “prometeu o mundo”, mas não resolveu os problemas da região.
“O governador, na nossa microrregião, se você colocar nos quatro anos, ele prometeu o mundo. Ele prometeu que ia resolver o problema de todos os municípios, criou pautas que eram necessárias para a nossa região — cobranças inclusive nossas —, e infelizmente nenhuma saiu do papel. Nenhuma, nenhuma, nenhuma. Nenhuma pauta relevante saiu do papel”, destacou o ex-gestor.
Em eventos recentes do governo petista, Jerônimo chegou a citar o avanço da proposta de construção de um aeroporto para a região. Para Zé Cocá, a promessa é mínima. “Nós estamos falando de sistema de irrigação, nós estamos falando de aeroporto regional, abertura de novas vias, eixos de produção... Isso não aconteceu”, garante.
Ainda sobre as promessas, o pré-candidato da chapa de oposição afirma: “Eu torço para que isso aconteça, acho que o governo tem o seu dever, sua obrigação de fazer isso”. No entanto, ele sinaliza que “o governo teve quatro anos para iniciar essa e outras obras necessárias também”.
Já no que diz respeito à política na região, segundo ele, a população local já é adepta à ideia de rompimento com o governo petista. “Nós temos conversado com a maioria dos prefeitos da nossa região. É uma região de fato em que você vê um clamor por mudança. Se você fizer qualquer pesquisa eleitoral na nossa região hoje, [verá isso] por conta de muita promessa que foi feita e pouca execução do governo”, alega.
O ex-prefeito, reeleito em 2024, conta que deve avançar nas negociações com gestores vizinhos para fortalecer a campanha do ex-prefeito de Salvador e atual pré-candidato ao governo, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União).
“Nós temos alguns municípios que estão prestes a declarar apoio, outros vão declarar [mais à frente], e em outros nós estamos construindo bem as oposições. Estamos construindo bem grupos que não aceitam mais o governo, então eu não tenho dúvida de que sairemos vitoriosos daqueles dois territórios”, conclui.
O vereador Sandro Bahiense criticou, durante discurso no plenário da Câmara Municipal de Salvador, o que chamou de “invasão” chinesa na Bahia ao defender um projeto de indicação para implantação de uma faculdade municipal em Salvador.
A proposta apresentada pelo parlamentar prevê a realização de estudos para instalação da unidade de ensino superior no prédio do antigo Colégio Nossa Senhora das Mercês, localizado na Avenida Sete de Setembro, no Centro da capital baiana.
Durante a fala nesta terça-feira (26), Sandro pediu apoio para estabelecer uma parceria com o governo chinês voltada para a área da educação, após fazer críticas à presença crescente de cidadãos chineses na Bahia.
“Vocês sabiam que hoje a Bahia está sendo invadida pela China? Eu já consultei. Eu preciso aqui do apoio do ministro da China, o Aisheng Peng. Eu quero que ele venha à Bahia fazer parceria com o município de Salvador para o crescimento social da nossa educação”, afirmou.
O vereador também declarou que a presença chinesa já teria se expandido de Camaçari para Salvador.
“A China já tomou conta de Camaçari. Está grande aqui também na cidade de Salvador e nada melhor do que trazer parceria com o gigante da educação chinesa. Nem que eu tenha que ir a Brasília ou à China, mas eu vou conquistar isso para a nossa querida cidade de Salvador”, disse.
O projeto de indicação prevê que a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), realize estudos técnicos, financeiros, urbanísticos e estruturais para avaliar a viabilidade da criação da faculdade municipal, além da possível aquisição do imóvel onde atualmente funciona a Escola Municipal Santa Ana das Mercês.
Segundo a proposta, a iniciativa busca ampliar o acesso ao ensino superior público para estudantes da rede municipal e moradores da capital que enfrentam dificuldades para ingressar em universidades públicas.
Veja o vídeo:
O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, do estado do Piauí, recebeu manifestações de apoio de parlamentares e dirigentes da sigla após ser alvo de operação da Polícia Federal. A investigação apura conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Para outras lideranças do partido ouvidas pela CNN Brasil, não existe, no momento, movimentação para o afastamento do senador do comando da legenda. Apesar do respaldo interno, o tema será debatido na reunião da executiva nacional do Progressistas, marcada para a próxima quarta-feira (20).
O encontro, que já estava agendado para discutir questões administrativas e articulação política, servirá de palco para conversas reservadas sobre os impactos do caso. Caciques do PP indicam que a tendência majoritária é a manutenção do apoio político a Nogueira, sob a justificativa de que, até o momento, os elementos apresentados não demandam pressão interna por mudanças na liderança.
A avaliação na cúpula é de que um eventual afastamento deveria partir de uma iniciativa do próprio senador. A operação também gerou repercussões na federação composta por PP e União Brasil. Dirigentes do Progressistas admitem que houve questionamentos e críticas por parte de integrantes do União, mas afirmam que o desgaste inicial foi mitigado após diálogos entre as presidências das duas siglas.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (12), Ciro Nogueira classificou as acusações como "absurdas" e negou o recebimento de qualquer valor ilícito. O parlamentar defendeu a lisura de suas ações e pediu isenção nas investigações e no julgamento em sua tentativa de reeleição. Veja sua declaração abaixo:
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) escolheu o advogado Conrado Gontijo para assumir sua defesa na investigação sobre o caso do Banco Master, após romper com o escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay.
A troca ocorre quatro dias após Ciro ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar da saída formal da banca de Kakay, a nova defesa permanece ligada ao mesmo círculo jurídico. Conrado Gontijo é afilhado de Kakay e mantém relação próxima com o agora ex-defensor do senador.
A saída do escritório foi comunicada nesta segunda-feira (11), por meio de nota assinada pelos integrantes da banca.
“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, afirma o comunicado.
Embora a nota sustente que a decisão foi tomada “em comum acordo”, aliados de Ciro afirmam reservadamente que a mudança partiu do próprio senador e integra uma reorganização da estratégia jurídica e política após o avanço das investigações.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do PP no Senado, afirmou nesta quinta-feira (7) que “tudo precisa ser investigado” ao comentar a operação da Polícia Federal que teve como alvo o presidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
A declaração foi dada horas após a PF cumprir mandados de busca e apreensão contra o parlamentar durante nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição financeira.
“Tudo precisa ser investigado. Se existe alguma coisa, precisa ser investigada. Também tem que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações”, declarou a senadora a jornalistas no Senado.
A fala segue a linha adotada por integrantes do Centrão e aliados de Ciro Nogueira, que evitaram fazer uma defesa política mais enfática do senador após o avanço das investigações.
O deputado Penalva (PP) foi escolhido para liderar a Federação União Progressista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Reunindo os partidos União Brasil e Progressistas (PP), a federação foi oficialmente registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mês de março deste ano.
O ofício com a indicação de Penalva para liderar o grupo foi encaminhado à presidente da AL-BA, deputada Ivana Bastos (PSD), e publicado no Diário Oficial do Legislativo desta quarta-feira (29).
A federação é composta no Parlamento baiano pelos seguintes legisladores: Cafu Barreto (União), Júnior Nascimento (União), Kátia Oliveira (União), Luciano Ribeiro (União), Luciano Simões Filho (União), Manuel Rocha (União), Pedro Tavares (União), Robinho (União), Sandro Régis (União), Hassan (PP), Marcelinho Veiga (PP), Nelson Leal (PP) e Penalva (PP).
BIOGRAFIA
Natural da cidade baiana de Esplanada, Penalva é empresário e possui graduação em Administração pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Sua estreia na política ocorreu nas eleições de 2020, quando foi eleito vereador de Salvador pelo Podemos.
Em 2022, Penalva se licenciou do mandato na Câmara de Salvador. No mesmo ano, foi eleito deputado estadual pelo PDT para a atual legislatura. Na AL-BA, foi vice-líder da bancada da minoria e líder do bloco parlamentar Republicanos/PSDB/PDT. Durante a janela partidária de 2026, Penalva migrou para o PP.
Em sua atuação parlamentar no Legislativo baiano, foi vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público e integrante das comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo; Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle; e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá (PP), confirmou o apoio a pré-candidatura de Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) ao Governo da Bahia para as eleições de outubro. A colaboração foi firmada em visita do vice-presidente do União ao município, nesta sexta-feira (24).
A esperada conversa entre os líderes aconteceu durante um almoço na casa do prefeito Marabá, onde ambos discutiram principalmente as eleições de 2026. Para ACM Neto, o apoio de Marabá reforça a estratégia de ampliar alianças no oeste baiano, região considerada estratégica no estado, onde o prefeito de Luís Eduardo Magalhães se tornou uma das maiores lideranças.
Reeleito com ampla margem, 83,5% dos votos, Marabá é uma das principais lideranças políticas da Bahia e sua adesão à pré-campanha de ACM Neto é vista como um movimento relevante na disputa pelo governo estadual.
Estavam presentes no almoço, o presidente estadual do PL João Roma, o prefeito Zé Ronaldo, o senador Ângelo Coronel, o deputado Luciano Ribeiro, o pré-candidato Ditinho, o secretário municipal Jaime Cappellesso e o sub-prefeito do Distrito do Novo Paraná, Walter Baldoni.
A reta final da janela partidária provocou movimentações no cenário político da Bahia, envolvendo deputados estaduais, federais e novos pré-candidatos para as eleições de 2026. Entre os nomes está o ex-prefeito de Milagres, no Vale do Jiquiriçá, Cézar de Adério, que anunciou a saída do Progressistas (PP) e a filiação ao PDT, confirmando pré-candidatura a deputado estadual.
Cézar foi filiado ao PP por um longo período e exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito de Milagres, entre 2016 e 2024. A mudança partidária ocorreu dentro do prazo legal da janela, encerrado no último sábado (4).
A filiação integra uma estratégia do PDT para fortalecimento da legenda. O partido formou um bloco com PRD e Podemos para disputar as eleições proporcionais de forma conjunta, com a projeção de eleger oito deputados estaduais na Bahia.
Com a mudança, o ex-prefeito também passa a integrar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em 2022, ainda como gestor municipal, Cézar teve atuação em um cenário de disputa acirrada no estado e apoiou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.
O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), anunciou nesta quarta-feira (1), por meio das redes sociais, a liberação de candidatos a deputado estadual e federal no Ceará para apoiarem, nas eleições de 2026, os nomes que preferirem, independentemente de alinhamento com a federação União Progressista (PP-União Brasil).
Na publicação, Ciro afirmou que não haverá punições internas para candidatos que decidirem apoiar projetos políticos diferentes da posição majoritária da federação. Segundo ele, qualquer manifestação de apoio não poderá ser enquadrada como infração disciplinar.
O movimento pode também trazer repercussões na Bahia. A liberação pode abrir o precedente para que candidatos a deputado estadual e federal no estado também possam apoiar a candidatura ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Federado ao União Brasil, o PP agora está sob o comando de Cacá Leão na Bahia, após o desligamento do deputado federal Mario Jr. da presidência do partido.
Inclusive, o parlamentar ainda busca uma legenda para disputar a reeleição. Recentemente, ao Bahia Noticias, Mario sinalizou que tem debatido com alguns partidos, com bom encaminhamento para comandar o Podemos na Bahia, tentando obter mais um mandato.
Outro nome envolvido nas movimentações é o deputado federal Cláudio Cajado, que chegou a ter negociações avançadas com o PSD, partido liderado pelo senador Otto Alencar. A articulação contou com a participação do senador Jaques Wagner e previa que Cajado ocupasse o espaço político deixado por Diego Coronel na legenda, além de abrir possibilidade de inserção mais imediata na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A decisão de Ciro também pode impactar diretamente os chamados “egressos do PP” na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), grupo formado por deputados que passaram a buscar novas siglas após a federação. Entre eles está Niltinho, que já se filiou ao PSD.
O deputado Hassan Youssef, por sua vez, decidiu permanecer no PP, influenciado pelo cenário político de Jequié, onde o prefeito Zé Cocá, principal liderança de sua base, se alinhou à oposição e passou a integrar a chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) como pré-candidato a vice-governador.
Já os deputados Antônio Henrique e Eduardo Salles ainda não definiram seus destinos partidários e seguem em diálogo com legendas da base governista.
O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, afirmou nesta terça-feira (31) que é “impossível” a federação União Brasil-PP apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República.
“Impossível”, respondeu Ciro ao site Metrópoles.
Segundo o senador, a tendência da federação é apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou liberar os diretórios estaduais para escolherem seus candidatos.
No caso de apoio a Flávio, a aliança dependerá da definição da vaga de vice. O PP pleiteia indicar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa.
As mudanças anunciadas no secretariado da Prefeitura de Salvador, nesta terça-feira (31), promoverão mudanças tanto no Executivo quanto no Legislativo na capital baiana. Com a descompatibilização de Cacá Leão (PP) na secretaria municipal de Governo, a “dança das cadeiras” começa no Congresso e na Câmara Municipal de Salvador. Quem assume a gestão de governo é João Leão (PP), então deputado federal, que abre espaço para o seu primeiro suplente: o vereador Jorge Araújo (PP).
Após meses de articulação, o ex-repórter da televisão soteropolitana deve assumir o cargo no Congresso Nacional, também abrindo uma vaga na Câmara Municipal de Salvador (CMS), onde ocupa uma das cadeiras governistas como o vereador mais votado da capital na última eleição.
A suplência na Câmara também foi resultado de uma boa votação do atual vereador, em 2022, quando recebeu pouco mais de 30 mil votos pelo Progressistas ao cargo de deputado, ficando na suplência de João Leão, que recebeu 102.376 votos.
Com a ausência de Jorge Araújo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), considerando um prazo maior que 120 dias de licença, o regulamento do Legislativo soteropolitano indica a necessidade de que um suplente assuma a cadeira do vereador licenciado. Neste caso, o vereador Sandro Bahiense, primeiro suplente do Progressistas, deve ser a nova adição da bancada governista em 2026, mantendo a vice-liderança no PP em número na CMS.
Já João Leão, que possui décadas de carreira política, retorna à capital baiana e abre mão da sua tentativa de reeleição no Congresso ou ainda uma eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em sua carreira política, o empresário progressista já atuou em diversas funções e ao lado de diversos aliados políticos.
Ele, que hoje se encontra na oposição ao governo petista na Bahia, já foi secretário estadual e vice-governador nos mandatos de Rui Costa (PT), sem contar os seis mandatos pelos quais se elegeu no Congresso. O pernambucano erradicado na Bahia ainda foi prefeito de Lauro de Freitas entre 1989 e 1993.
João Leão retorna ao primeiro escalão soteropolitano quase 15 anos após uma experiência como chefe da Casa Civil do então prefeito João Henrique. O deputado foi o responsável por garantir sustentabilidade política ao ex-gestor que fora reeleito pelo MDB e acabou rompendo com o grupo. O isolamento de João Henrique tornou João Leão mais presente na capital baiana, gerando especulações que o colocaram até como pré-candidato a prefeito da cidade em 2012.
MAIS MUDANÇAS
Além de Cacá Leão, outras duas mudanças foram confirmadas na Prefeitura esta terça. O secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos (Republicanos), também deixa o cargo para assumir a coordenação de campanha do Republicanos. Para o comando da Secretaria de Infraestrutura, Bruno Reis indicou o atual vereador Julio Santos (Republicanos), que já havia assumido a pasta em 2022.
Isso provoca uma segunda mudança na CMS, a saída de Julio Santos da bancada republicana pode provocar a ascenção de outro suplente, Osmar Santos Bastos, conhecido como Mala, que obteve 6.968 votos em 2024.
O deputado estadual Marcelinho Veiga deixou o União Brasil e se filiou ao Partido Progressistas (PP). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (30).
Segundo o parlamentar, a mudança tem como objetivo fortalecer a federação União Progressista nas eleições deste ano. Ele deve disputar o terceiro mandato consecutivo.
“Vamos seguir firmes. Essa mudança foi conversada com Bruno Reis e ACM Neto, com quem tenho relação de amizade e compromisso. A intenção é fortalecer a federação e atrair mais aliados”, afirmou.
Em segundo mandato na Assembleia Legislativa da Bahia, Veiga também destacou a necessidade de ampliar a atuação no interior do estado.
“É preciso fortalecer os municípios. Em oito anos conquistamos avanços, mas queremos fazer mais, com um trabalho contínuo”, disse.
A articulação foi conduzida pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, e pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto, liderança do União Brasil.
O deputado estadual Emerson Penalva anunciou, nesta segunda-feira (30), sua filiação ao Progressistas (PP). O parlamentar havia se desfiliado do PDT na semana passada. O movimento ocorreu em articulação do deputado federal João Leão (PP), do presidente estadual do partido, Cacá Leão (PP), e do prefeito de Rio Real, Carroça (PP).
O movimento era esperado desde que a sigla retornou à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no ano passado, visto que o parlamentar é aliado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).
Penalva agradeceu o convite feito pela cúpula do PP e destacou a identificação com o projeto político da sigla. “Recebo esse convite com muita responsabilidade. Chego ao Progressistas com o compromisso de contribuir com o crescimento do partido e seguir trabalhando pelos baianos, em especial pelas regiões que represento”, afirmou.
De saída do PP, o deputado federal Mário Negromonte Jr afirmou que já definiu seu futuro partidário para a disputa pela reeleição, embora ainda evite anunciar oficialmente a nova sigla. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, nesta segunda-feira (30), na rádio Antena 1 Salvador, o parlamentar indicou maior proximidade com o Podemos. Ao abordar o tema, ele relatou conversas com diferentes lideranças políticas e partidos nas últimas semanas, destacando o diálogo com o Podemos como um dos mais avançados.
“Tenho conversado muito com o governador Jerônimo, o ministro Rui Costa e Adolpho Loyola. Partidos me procuraram em Brasília e no começo o PSB, João [Campos] muito meu amigo, mas eu disse a ele que não queria prejudicar ninguém e que se viesse a acontecer eu não queria prejudicar Lídice, que é minha amiga”, indicou.
“Conversei com Lupi do PDT, com o Podemos, com a presidente Renata Abreu. O Podemos tem uma coisa bacana que é a proximidade com o Centro, uma coisa mais em uma linha que eu sempre fui, o PP sempre foi um partido de Centro. Apesar das minhas posições de Centro-Esquerda. Teve uma conversa nas últimas semanas e um convite muito especial, e tem me levado a refletir sobre ele. Mas precisa ser uma construção, não é fácil fazer um partido. 15 dias da data para o dia 4, então é um grande desafio, mas eu tenho fé muito grande. Eu acho que está bem encaminhado e vai acontecer esses dias. Ainda não posso cravar, mas na minha cabeça já está definido. Vou sair do PP”, acrescentou o deputado.
SAÍDA DO PP
O deputado também comentou os bastidores de sua saída do Progressistas, partido que preside na Bahia, e relatou uma conversa com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira. Segundo ele, mudanças internas e a formação de federações partidárias influenciaram o cenário atual da sigla.
“Ficou para trás a defesa da independência, o partido aqui sempre teve essa independência nacional em votar para quem quisesse para governador, para presidente. E dpois com o tempo isso foi mudando. Com a Federação está acontecendo mudanças partidárias, alguns deputados anunciaram saída, outros vão anunciar essa semana, mas certamente sairão, a maioria, e ficarão alguns. Ainda fica um. Mas a conversa foi muito boa, lógico que ele demonstrou uma certa tristeza porque saiu um quadro jovem como eu”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta quinta-feira (26), o registro da federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), consolidando a criação da chamada União Progressista, que poderá atuar de forma conjunta já nas eleições de 2026.
A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros da Corte, após parecer favorável do Ministério Público Eleitoral e a superação de questionamentos apresentados durante a tramitação do pedido. A relatora do caso é a ministra Estela Aranha.
A federação funciona como uma aliança formal entre partidos, que passam a atuar como uma única sigla por, no mínimo, quatro anos, compartilhando candidaturas, tempo de TV e recursos do fundo eleitoral. Juntas, as duas legendas formam a maior bancada da Câmara dos Deputados.
De acordo com o TSE, já há quatro federações registradas: Federação Renovação Solidária, Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB Cidadania e Federação PSOL Rede. Com a decisão, a União Progressista se torna a quinta federação registrada na Justiça Eleitoral.
O aval ocorre após uma série de ajustes feitos pelas legendas para viabilizar o registro, como mudanças na identidade visual e o abandono de siglas que poderiam gerar confusão com outros partidos.
A aprovação foi concedida dentro do prazo exigido pela legislação, até seis meses antes do pleito, o que permite que a federação dispute as eleições de 2026.
O Progressistas tem um novo presidente estadual na Bahia: o ex-deputado federal e atual secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão, assume o comando da sigla nesta quinta-feira (26). O político terá a missão de conduzir os rumos do PP baiano nas eleições de 2026 e reforçou o desejo de ter o prefeito de Jequié, Zé Cocá, na chapa de oposição.
“Assumo com honra a responsabilidade de conduzir um partido que construiu minha trajetória. Agradeço a confiança do presidente nacional, senador Ciro Nogueira, dos deputados federais Cláudio Cajado e João Leão, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e do nosso secretário geral Jabes Ribeiro”, declarou.
O novo presidente reforçou o posicionamento de oposição ao atual governo estadual e expressou seu desejo de ter Zé Cocá como pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por ACM Neto. “Ao lado do União Brasil, por meio da Federação União Progressista, teremos a missão de reconstruir o protagonismo da Bahia nas próximas eleições e Zé trará esse peso político para a disputa”, disse.
“Vamos eleger uma bancada forte na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa e, sem dúvidas, trabalhar com muita dedicação para atender aos anseios da população baiana, que clama por mudanças”, completou Cacá.
O partido era presidido na Bahia, até então, pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior. Cacá parabenizou o correligionário pela condução da sigla nos últimos anos e destacou a contribuição de todos os ex-presidentes estaduais para a consolidação do PP.
Cacá Leão vai deixar a Secretaria de Governo em abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele também preside o PP Salvador, foi deputado federal por dois mandatos (2015-2023) e deputado estadual (2010-2014).
Com uma prometida movimentação conjunta desde a formalização da federação entre Progressistas (PP) e União Brasil, o quarteto de deputados estaduais egressos do PP, Niltinho, Antônio Henrique Jr., Eduardo Salles e Hassan, se dissociou. De acordo com fontes do Bahia Notícias, a aproximação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), com o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), fez com que Hassan, aliado do gestor do Vale do Jiquiriçá, permanecesse no Progressistas.
Com Hassan indo para o bloco de oposição ao governo do estado, o movimento em conjunto sofreu uma “reconfiguração” com o quarteto sendo dissociado. Apesar disso, os três deputados restantes devem permanecer na base de Jerônimo Rodrigues (PT), Niltinho, inclusive, já oficializou sua filiação ao PSD nesta segunda-feira (23).
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A movimentação do trio restante aos social-democratas foi impossibilitada por um “entrave” no oeste baiano em razão de um possível embate entre Antônio Henrique Jr. e a secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur) e deputada estadual licenciada, Jusmari Oliveira. Assim, de acordo com a apuração do Bahia Notícias, seu caminho mais provável é o PSB, legenda que chegou a “anunciar” a chegada do quarteto em fevereiro.
No caso de Eduardo Salles, fontes da reportagem indicaram que há conversas avançadas com o MDB e o PV, que busca recompor perdas após a desfiliação da deputada estadual Ludmilla Fiscina para o PSD e a eventual candidatura à Câmara dos Deputados de Vitor Bonfim. As conversas ainda seguem no campo das tratativas e ainda podem ser alteradas, com uma filiação a outros partidos da base aliada do governador.
As conversas, conforme indicou articuladores, seguem no tom de “salvar” os mandatos dos deputados que deixaram o PP. Segundo ele, há pesquisas que demonstravam uma provável derrota de alguns dos nomes caso mantivessem a movimentação em bloco mesmo com a permanência de Hassan no Progressistas.
FABÍOLA
Suplente de deputado estadual exercendo o mandato, apesar da migração dos quatro deputados do PP ter sido frustrada, a permanência de Fabíola Mansur no PSB segue ameaçada. Uma fonte afirmou que ela está “assustada” com a possibilidade de não conseguir se eleger novamente e teme atingir menos votos que Antônio Henrique Jr. e o secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE), titular da cadeira na AL-BA, Angelo Almeida.
A presidente estadual do PSB, deputada federal Lídice da Mata, já declarou estar fazendo esforços para manter Fabíola na sigla e a considera fundamental para as articulações da legenda na Bahia. No entanto, a chegada de novos quadros e uma “série de ataques” em seu reduto eleitoral, na cidade de Irecê, a estariam afastando cada vez mais do partido.
Existe uma avaliação de que o destino “mais fácil” para Fabíola seria dentro da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Um articulador confidenciou à reportagem que a parlamentar poderia servir como um ótimo “encaixe” dentro do PV, visto que, segundo ele, o PT e o PCdoB são partidos “mais fechados”.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) afirmou que as negociações para uma possível filiação do deputado estadual Hassan Iossef (PP) ao PSB foram interrompidas. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1, na manhã desta segunda-feira (23), após a possível saída do prefeito de Jequié da base governista.
A possibilidade do atual prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), deixar a base de Jerônimo mudou o curso das articulações do PSB, que buscava uma filiação dos egressos do PP. Os quatro deputados decidiram sair do partido para acompanhar o atual governador na disputa à reeleição. Lídice destacou que, neste momento, a discussão segue com os outros três parlamentares.
“A negociação com Hassan se dissolveu enquanto grupo e a partir daí há um debate nos outros três, se eles permaneceriam no projeto de ir para o PSB. A conversa com alguns desses três já está caminhando de forma mais efetiva para que, no mínimo, um deles permaneça no PSB”, afirmou a deputada.
Hassan é considerado o principal aliado de Cocá na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com uma possível migração do gestor de Jequié para a base de ACM Neto, o parlamentar deve acompanhar essa movimentação. Sem citar nomes, a deputada federal ainda criticou a postura de parlamentares que mudam de posição repentinamente.
“É sobre isso que eu me refiro, pessoas que estavam trabalhando juntas há alguns anos, buscaram um projeto comum, mas aí a insegurança sobre a possibilidade de eleição, principalmente como se trata de deputados que têm mandatos já e que têm muito voto, terminam enxergando mais um projeto individual do que um projeto coletivo”, completou
O deputado estadual Niltinho anunciou, na noite deste domingo (22), sua saída do PP. O movimento ocorre em meio à formação de uma federação entre a sigla e o União Brasil. A decisão foi comunicada pelo parlamentar em uma publicação nas redes sociais.
No texto, Niltinho relembrou sua trajetória dentro do partido, mencionando a primeira eleição e o crescimento político ao longo dos anos. “Muitos poderiam duvidar naquele momento. Eu vi uma oportunidade de servir”, afirmou, ao recordar quando foi eleito com a menor votação da legenda. Em seguida, destacou a evolução obtida posteriormente: “Esse crescimento não foi individual, foi coletivo”.
Agora, a expectativa é que Niltinho se filie a uma legenda da base do governador Jerônimo Rodrigues. Em fevereiro, o deputado participou de um encontro com o presidente nacional do PSB, João Campos, e sinalizou a possibilidade de migração para a sigla.
No dia 4 de dezembro, o União Brasil, presidido por Antonio Rueda, e o Progressistas (PP), liderado pelo senador Ciro Nogueira, protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral o pedido de registro da federação entre os dois partidos, batizada de União Progressista.
Para poder disputar as eleições deste ano, a associação entre as siglas precisa ser aprovada pelo tribunal até seis meses antes do pleito, prazo que expira em 23 dias.
O processo foi distribuído para a ministra Estela Aranha. Há duas semanas, a relatora determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestasse sobre o registro para que a ação pudesse ser concluída, mas o Ministério Público ainda não apresentou parecer.
Até o momento, o TSE já aprovou quatro federações partidárias: Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSDB-Cidadania, PSOL-Rede e Renovação Solidária (Solidariedade e PRD).
O acordo para a chegada de deputados no PSB da Bahia para dar robustez ao partido nas eleições deste ano ganhou novos capítulos e pode colapsar. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a saída do quadro histórico e pré-candidato Bebeto Galvão, agora filiado ao PSD, e a possibilidade de rompimento do Podemos trouxeram instabilidade para a chegada de nomes para a chapa proporcional da legenda comandada pela deputada federal Lídice da Mata (PSB).
A reportagem apurou que a saída do ex-vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, impacta na margem de cálculo para o Quociente Partidário (QP) de possíveis filiados que visavam a candidatura à Câmara dos Deputados. Um dos afetados, inclusive, seria o deputado estadual Vitor Bonfim (PV), que já tinha sua filiação encaminhada, e até anunciada pelo presidente nacional do PSB, João Campos, mas que poderia recuar do acordo para “recalcular a rota”.
Outro fator que impactou é a “ameaça” de rompimento do Podemos com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O partido está no centro das atenções após a presidente nacional da legenda, a deputada federal Renata Abreu (SP), abrir negociações com o senador Angelo Coronel (PSD) para o receber na sigla, concedendo o poder de comandar as articulações da sigla na Bahia.
Uma fonte da reportagem apurou que, para se manter na base de Jerônimo, a deputada teria exigido uma maior robustez para o partido na disputa das eleições para o legislativo. O Podemos aguardava a chegada de Bacelar (PV), mas ele acabou recusando o convite de filiação, justamente pela falta de “força” dentro do governo.
“Se a gente conseguisse formar um partido mais forte na base do governo. (...) Houve uma dificuldade na montagem da chapa. Me dei muito bem com o PV. Se a gente conseguisse formar um partido mais forte na base do governo. Houve uma dificuldade na montagem da chapa. Teria que ser uma proposta extraordinária. Me dou bem com a militância, minha pauta tem sido muito direcionada ao meio ambiente”, disse Bacelar em entrevista ao Bahia Notícias em fevereiro deste ano.
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As conversas com o Podemos ainda podem impactar na encaminhada filiação do quarteto de egressos do PP na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA): Niltinho, Hassan, Antônio Henrique Jr. e Eduardo Salles. O grupo, que já anunciou sua saída do Progressistas, ainda não cravou seu futuro destino partidário e ainda articula sua migração conjunta.
O Podemos perdeu seu único representante na AL-BA nesta semana, com o deputado Laerte do Vando se filiando ao Avante. Agora, a legenda busca recompor suas perdas, ou com a chegada de Coronel e seus aliados, ou com o compromisso de Jerônimo em fortalecer o partido de Renata Abreu na Bahia.
Considerando que são “jovens” as pessoas entre 15 e 29 anos, isso significa que a juventude contemporânea é fruto das gerações Z (1997-2010) e Alpha (2010-2024), mantendo uma relação direta e intrínseca com a internet e as redes sociais. Enquanto as demais gerações anteriores conheceram o mundo pré-conectado virtualmente, os jovens atuais - e os que virão - nasceram em meio à ascensão das plataformas com atualizações que já promoveram mudanças significativas em diversas áreas, incluindo a política. Do chão de fábrica e dos palanques em praças públicas até vídeos em redes sociais e contagem de engajamento por hashtags, ainda é possível mobilizar a juventude?
Tentando responder a essa pergunta, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A terceira reportagem desta série explora justamente os desafios dos líderes políticos para garantir a aproximação dos jovens com a vida política e promover o engajamento social dentro e fora das redes.
Para compreender esse cenário, a reportagem conversou com os seguintes líderes partidários de juventude: Ítalo Menezes, do Partido dos Trabalhadores (PT); Felipe Santana, do Partido Social Democrático (PSD); Matheus Pinheiro, do União Brasil; e Yuri Andrade, do Progressistas (PP).
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Divididos entre siglas, posicionamentos políticos e ideologias distintas, o consenso entre as lideranças juvenis é que os desafios que a juventude enfrenta na política são múltiplos e os artifícios para se conectar com esse grupo têm se atualizado cada vez mais rápido.
Para o social-democrata Felipe Santana (PSD), a dificuldade é que, para manter jovens na disputa e atrair novos nomes, é necessário romper com parte da “tradição”. “Em um cenário macro, um cenário externo, a dificuldade é romper as estruturas que as grandes famílias, que os grandes mandatos e que os veteranos vêm fazendo”, explica o líder, que também é vereador de Salvador.
O posicionamento é o mesmo que o do prefeito de Pedro Alexandre, no interior da Bahia, Yuri Andrade (PP). O representante da Juventude Progressista diz que o maior desafio são “as velhas práticas políticas”. “Isso você pode ter certeza que é do início da política, que a gente faz aqui no interior, até a nacional”, completa.
Segundo ele, essas velhas práticas funcionam como uma espécie de excessiva burocracia, que limita a renovação. “Cada uma no seu nível, municipal, estadual, e nacional, vai aumentando as dificuldades, mas é o mais comum, e não só com a classe política, realmente, mas também com aquela classe dos bastidores, das pessoas que estão na política”, aponta. Yuri completa dizendo que “essa dificuldade, para mim, era uma coisa que eu achava que evoluiria mais rápido, mas vejo um pouco devagar na política ainda”.
Por outro lado, Felipe acredita, no entanto, que apesar da barreira, a própria juventude também pode apresentar uma solução para o problema. “Nós viemos com um gosto de gás diferenciado que representa a nossa juventude. A gente vem com a vontade, a gente vem aguerrido, a gente vem com novas ideias, novas proposições, com um jeito de fazer política e de fazer o trabalho do homem público de uma maneira diferenciada”, garante.
Já na visão do petista Ítalo Menezes, “o maior desafio hoje do jovem é ser ouvido”. “É ter o seu lugar de fala nos lugares e posteriormente conseguir dar seguimento para aquilo”, afirma. Para ele, a questão mais sensível na política partidária, no entanto, é o orçamento.
“Então, tem essa dificuldade, mas, para além disso, tem uma questão de dificuldade de orçamento também. Às vezes não chega muito, porque são muitos candidatos em uma legenda para se dividir valores, mas a gente está correndo atrás para que a juventude tenha sim, um lugar de fala, mas também um lugar de pautar e um lugar de construção, por óbvio”, destacou o líder petista.
O mesmo ocorre do outro lado do espectro político. Matheus Pinheiro, líder do União Jovem, também cita o orçamento e participação como as principais barreiras. “A gente sabe hoje que os principais desafios de muitos dentro de qualquer partido político são, às vezes, os recursos financeiros. O acesso ao recurso financeiro é uma grande dificuldade. Também tem dificuldade na construção de redes de apoio, é a dificuldade de invenção nos espaços de decisão. Além disso, às vezes existe um preconceito em alguns partidos que também gera dificuldade para conquistar uma visibilidade em meio a grandes lideranças tradicionais”, ressalta.
O secretário da Juventude do PT afirmou ao BN que, para se conectar com uma juventude cada vez mais “cronicamente online”, adaptações foram necessárias na comunicação do Partido dos Trabalhadores.
“Hoje a gente tem uma comunicação pujante para que a gente consiga atingir esses públicos. Não é à toa que o governo federal, por exemplo, está no TikTok, coloca meme todos os dias, então consegue chegar nesse público, para poder conseguir externalizar aquilo que a gente pensa, porque às vezes uma notícia não chega na sociedade, simplesmente porque o algoritmo ou porque determinado público não costuma ver”, explica.
A mesma mudança foi promovida na oposição. Para o representante do União Brasil, “a gente está organizando e vamos incorporar temas como inovação, sustentabilidade, diversidade, inclusão digital para esses jovens, para essa geração que quer estar ali debatendo, formando essa militância digital que hoje é muito grande. Então a gente já está se adaptando a esse novo método.”
Todas essas mudanças ocorrem porque, segundo os próprios líderes, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade “presencial” e a virtual.
MOBILIZAÇÃO REAL?
“Eu acredito que não é uma questão de adaptação, é uma questão do que a gente oferece”. É o que defende o vereador Felipe Santana. Segundo ele, a mobilização política dos jovens está relacionada ao nível de interesse em cada tema.
“Quando você oferece um serviço e um diálogo em que a geração alfa, a geração Z, independentemente da geração, queira fazer parte daquele projeto político, daquele momento, as pessoas buscam e a gente faz esse diálogo afetivo”, destaca o representante do PSD.
Segundo o democrata, o “jeito de falar com o jovem” é o mesmo jeito de falar com as demais gerações. “Eu acredito que, muito mais do que uma estratégia, é uma maneira de se comunicar para que a geração é, ao fazer, ou qualquer geração, a geração mais madura, ela tenha interesse no tema e aí vêm as nossas propostas de renovação política, de renovação de ideias e de trabalho”, garante Felipe.
Com um grupo de jovens participativo e engajado nas ruas e nas redes, o petista Ítalo Menezes também concorda ser necessário “pautar” os jovens. “Então, é pautar que as pessoas saibam discutir política e saibam implementar o processo político nas redes sociais, isso é óbvio, mas também nas ruas, não é à toa que a juventude do PT estava na rua há uns dias pedindo a tarifa zero da passagem de Salvador ou fazendo atividades de panfletagem”, diz.
O representante da Juventude do PT defende que a mudança geracional provocou mudanças por si só, mas que elas não são necessariamente negativas. “A juventude anterior não é a mesma de hoje e o pensamento, por óbvio, também muda. Eu acho que a gente tem que ter uma presença qualificada, não apenas na rua, mas também nas redes sociais”, afirma.
Para Menezes, o equilíbrio é saber como se posicionar em ambos os espaços. “Estamos aí na rua, estamos lutando, mas também nas redes sociais, que é muito importante para evitar que a extrema direita avance como avançou na pandemia”, conclui.
Esse não é o ponto de vista do progressista, Yuri Andrade (PP). Ele, que é chefe do Executivo, destaca que, em sua visão, falta um engajamento espontâneo dos jovens. “Nós temos muitos jovens que, quando estão engajados, que estão na política, eles estão de coração, então eles se doam mais, mas muitos se desviam no meio do caminho, ou porque não é o que querem, ou porque desfocam mesmo”, contextualiza.
Ele explica que “acredito muito que o jovem está precisando se engajar mais na política, se preocupar mais com política”. O representante do Progressistas defendeu ainda que isso não diz respeito à qualidade técnica da geração. “Nós temos muitos jovens bons no Brasil, eu acho que a gente melhorou até a qualidade de jovens, na parte técnica de estudos, jovens que se dedicam mais, porém que estão se afastando cada vez mais da política”, destaca.
E ele segue dizendo que esse afastamento é mais visível ao observar que o engajamento político é mais forte quanto “à distância”. “Nas redes sociais, o engajamento é incrível. Infelizmente, às vezes, eles chegam ao ponto de misturar notícias com política. Agora, nós temos a dificuldade de trazer para o campo. É isso que acontece”, afirma.
O líder jovem do União Brasil, Matheus Pinheiro, por sua vez, destacou que cada geração tem uma marca própria e esta é, inevitavelmente, tecnológica. “A gente sabe que a juventude de hoje, ela está muito tecnológica. A juventude de hoje tem um pensamento diferente de muitos que estão na política atualmente”, aponta. Para ele, isso é bom para oxigenar as ideias nos partidos. “Então eu acho que o que acontece hoje é que, quando junta um pouco da experiência com um pouco da juventude, a gente consegue movimentar novos e bons frutos dentro do partido. É preciso essa oxigenação”, garante.
No entanto, mesmo sendo um jovem, Matheus afirma compreender as críticas à geração: “É, os jovens, é, mobilizam muito facilmente na internet, eles entendem como é que funcionam os trending topics, é, sabem viralizar os temas importantes, mas dificilmente eles conseguem transformar isso em uma mobilização real, no sentido de ter impacto na política real”.
A solução encontrada pelo partido foi garantir que as plataformas sejam mais bem exploradas. “A gente tem feito alguns encontros, algumas pesquisas para entender um pouco da demanda dessa geração que debate em casa, que gosta de entrar no debate em casa, porque se a gente não consegue levar algumas pessoas para o debate na rua, a gente tem que começar a arrumar um formato que, mesmo de casa, essas pessoas possam debater”, contextualiza.
Pelo PSD, Felipe Santana se posiciona dizendo que “a rede social serviu para blindar e dar conforto às pessoas, não só aos jovens”. Ele acredita que a reputação precede a própria geração, desestimulando os jovens. “A gente tem que começar a separar essa ideia de que o jovem não vai para a rua, o jovem não vai para a rua porque, quando a gente trata o jovem dessa maneira, a gente exclui o jovem da sociedade e do diálogo. Então, o nosso papel aqui é trazer o jovem para o centro, é trazer o jovem para o espaço de poder, um espaço de decisão”, explica.
O vereador soteropolitano completa dizendo que “acredito que a gente viva uma ótica em que a gente tenha que quebrar esses paradigmas enquanto a gente jovem interromper o tipo do discurso”.
Andrade, junto ao PP, vai de encontro a essa posição. “Assim, ficou muito fácil você ficar atrás de um computador, do celular, defendendo suas ideias, mas quando vai para o campo mesmo, a gente não vê essa vontade e a gente acaba perdendo força. Força nas decisões, força até no respeito, na credibilidade de poder ter uma opinião no partido”, diz.
Para o prefeito de Pedro Alexandre, a solução deve ser conjunta para garantir que a presença seja valorizada. “Os partidos, todos os partidos, também precisam fazer com que o jovem tenha interesse em buscar, se aproximar da política, porque a política, queira ou não queira, para os que gostam e os que não gostam, ela move o país”, destaca.
Garantindo que a participação nas ruas não é o problema central do debate, Ítalo Menezes (PT) finaliza ressaltando que é necessário usar os conhecimentos da geração como ferramenta: “Nós almejamos que tenham ainda mais jovens engajados dentro do processo, que tenha um processo espontâneo dessa nova galera que a gente já vai acabar furando a bolha. [Almejamos] Um legado que tenha mais pessoas e pessoas com qualidade e pensamento a partir de uma formação política adequada e correta, por óbvio”, conclui.
O vereador Jorge Araújo (PP) acionou o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), para averiguar possíveis abusos na precificação de estacionamentos dentro da cidade de Salvador. Com a ação iniciada no último ano, o vereador reafirmou a fiscalização neste mês, conforme os estabelecimentos foram notificados para prestar defesa.
A solicitação foi formalmente enviada em julho do último ano e aceita pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da Capital, visando discutir ações, tirar dúvidas e planejar os próximos passos sobre a tarifação aplicada pelos estacionamentos, particularmente aqueles ligados a grandes complexos comerciais.
Em resposta, o Ministério Público confirmou a realização do encontro, que aconteceu cinco dias depois com Saulo Murilo de Oliveira Mattos, promotor de Justiça e coordenador da Secretaria Processual do Consumidor de Salvador.
“De forma paralela, o Ministério Público comunicou que foram iniciadas Notícias de Fato referentes aos estacionamentos dos maiores shoppings da cidade, assim como outros estabelecimentos, com o intuito de checar se há alguma conduta abusiva nas relações de consumo. Dentro dessas averiguações, já foram enviados requerimentos ao Corpo de Bombeiros, Procon, Codecon e à Sefaz, buscando obter dados técnicos e fiscais para fundamentar a atuação do órgão ministerial”, diz Jorge Araújo.
Os shoppings notificados receberam um prazo formal para apresentarem sua defesa, em observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
O vereador Jorge Araújo ressalta ainda que “a comunicação institucional com o Ministério Público é vital para criar soluções que salvaguardem os direitos dos consumidores, garantam clareza nas transações comerciais e promovam equidade e justiça na utilização de áreas públicas e privadas”.
Jorge Araújo reforça que “esta ação sublinha a dedicação do mandato à proteção da população, ao acompanhamento criterioso das atividades dos órgãos fiscalizadores e à busca por práticas comerciais íntegras, sempre em conformidade com a legislação em vigor”.
O deputado federal da Bahia, João Leão (PP), anunciou, em entrevista ao site Bahia Municípios neste domingo (22), que vai se aposentar da política. O parlamentar, que já está em seu sexto mandato no Congresso Nacional, é presidente de honra do Partido Progressistas e um dos nomes esperados para a eleição nacional e estadual deste ano.
“Eu estou me despedindo da política. Fui prefeito da cidade de Lauro de Freitas. Fui deputado federal por seis mandatos. Fui vice-governador por dois mandatos. E continuo deputado federal agora. Então eu agora vou me aposentar.”
O político pernambucano, que iniciou a carreira política na Bahia, anunciou que deve escrever um livro sobre sua trajetória. “Vou ser escritor. Resolvi escrever um livro. Vou começar, o meu primeiro livro vai ser sobre a minha vida”, sucintou.
Em meio a possível filiação ao PSD, Mario Negromonte Jr. se reúne com Otto Alencar e aquece bastidor
O deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) se reuniu, nesta quinta-feira (12), com o senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia. O encontro ocorre em meio a rumores sobre uma possível filiação do parlamentar à legenda.
Nas redes sociais, Mário Jr. publicou uma foto ao lado de Otto e afirmou que a visita foi motivada pelo período de recuperação do senador após cirurgia.
“Visitando o amigo senador @ottoalencar depois da sua cirurgia. O homem tá forte e com a saúde de ferro! Que Deus o abençoe e continue iluminando a sua caminhada!”, escreveu.
ENTENDA
A possível ida de Mário Jr. ao PSD ocorre após o rompimento da família Coronel com o partido. A saída abriu uma espécie de “demanda por compensação” junto à direção nacional da sigla, comandada por Gilberto Kassab, para que o PSD permanecesse “livre” na Bahia.
Segundo interlocutores, a compensação envolveria a filiação de dois deputados federais com mandato e potencial de reeleição. Nesse contexto, surgiram os nomes de Mário Negromonte Jr. e de Cláudio Cajado, ambos do Progressistas.
Kassab teria interesse em ampliar a bancada do PSD na Câmara dos Deputados. Na Bahia, o partido perdeu a cadeira de Diego Coronel após o rompimento com o senador Angelo Coronel, pai do parlamentar.
Para atender ao pleito da direção nacional, a base do governador Jerônimo Rodrigues teria articulado a atração de dois deputados que já vinham se aproximando do governo estadual, mas ainda não haviam definido o futuro partidário.
Cajado já teria avançado nas tratativas, indicando nomes para cargos na Agerba e no Detran-BA, embora oficialmente permaneça no PP. Já Mário Jr. dependeria da nomeação da esposa, Camila Vásquez, para uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A lista tríplice está na mesa do governador desde agosto. Segundo aliados, a definição deve ocorrer apenas na janela partidária de março, para evitar desgastes.
Ao Bahia Notícias, Mário Jr. confirmou as conversas. “Teve o convite. O Podemos e o PSB também”, afirmou. O PSD aparece como favorito, já que a ida para Podemos ou PSB poderia gerar conflito com atuais detentores de mandato nas legendas.
Caso as filiações de Cajado e Mário Jr. se confirmem, aliados avaliam que estaria equacionada a tensão criada após o rompimento entre Otto Alencar e Angelo Coronel com a direção nacional. O PSD manteria liberdade para apoiar as reeleições de Jerônimo Rodrigues, ao governo da Bahia, e de Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência.
CADEIRA NA CÂMARA
Para partidos de centro, como o PSD, o número de deputados federais é estratégico. A composição da bancada influencia diretamente na divisão do fundo partidário, do fundo eleitoral e do tempo de rádio e televisão.
Além da articulação na Câmara, Kassab também mira o Senado. O PSD conta hoje com três pré-candidatos ao Palácio do Planalto: os governadores Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás). A avaliação interna é de que, caso não disputem a Presidência, dois deles podem concorrer ao Senado com chances competitivas.
Em entrevista concedida no Campo Grande, o ex-prefeito de Salvador e principal liderança da oposição pela cadeira do governo da Bahia, ACM Neto (União), esclareceu os rumores sobre uma possível aproximação com o PSD. Questionado pela equipe do BN (Bahia Notícias) sobre as recentes movimentações políticas no estado, Neto foi enfático ao afirmar que não vê o partido de Gilberto Kassab deixando a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O político reforçou que sempre enxergou o PSD (Partido Social Democracia) como pilar de sustentação do atual governo: “Eu jamais avaliei a hipótese de o PSD sair do palanque de Jerônimo Rodrigues”.
ACM Neto negou qualquer contato recente com a cúpula nacional ou estadual do PSD para tratar de alianças locais. Segundo ele, a recente adesão de figuras como o deputado federal Diego Coronel ao seu grupo político é um movimento isolado e não deve ser interpretado como uma migração do partido como um todo.
“Nunca tive nenhum contato recente com o Kassab. Nunca cogitei o PSD na Bahia. Ninguém quer mexer nisso. A vinda de Coronel não tem nada a ver com a sigla; o grupo dele e o seu peso político, mas o PSD continua lá”, afirmou Neto.
Apesar da barreira estadual, ACM Neto deixou uma porta aberta no cenário federal. Ao ser questionado sobre as eleições presidenciais, ele sinalizou que a configuração de alianças em Brasília pode seguir um caminho diferente do local.
"Eu até acho que posso apoiar um candidato à Presidência que venha do PSD", admitiu, sinalizando que as divergências regionais com a legenda na Bahia não impedem uma convergência nacional futura, dependendo do nome apresentado pelo partido de Kassab.
Foto: Divulgação / Partido Progressistas (PP)
FEDERAÇÃO UNIÃO E PP
ACM Neto confirmou que a união entre os dois gigantes da política nacional está consolidada. Ele utilizou uma analogia matrimonial para explicar como funcionará a dinâmica de decisões daqui para frente, sinalizando o fim da autonomia isolada de cada legenda.
“A Federação é igual a um casamento. Quando você tem a vida de solteiro, faz sua vida de acordo com a sua vontade e sua cabeça. Quando você é casado, tem que compartilhar as decisões com o seu cônjuge. É a mesma coisa na Federação: hoje não podemos decidir sozinhos”, explica o político.
A Federação União Progressista divulgou, nesta sexta-feira (13), uma nota em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o grupo político, estaria sendo criada “uma versão caluniosa” com o objetivo de colocar a opinião pública contra o magistrado. A manifestação ocorre após o ministro deixar a relatoria do inquérito que apura supostas fraudes na instituição financeira.
A publicação foi assinada por Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e pelo senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.
“Neste momento é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF”, afirma trecho da nota.
A federação ressalta ainda que “atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.
“A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”, completa o texto.
Além da federação, o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, também defendeu a atuação do ministro e criticou o que chamou de “linchamento moral de autoridades públicas”.
Leia a íntegra da nota:
A Federação União Progressista manifesta sua preocupação com as narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli. É preciso ponderar que injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida. Uma versão caluniosa que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição.
Por essa razão, neste momento é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF.
A Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições.
Atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático.
A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer.
Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas
Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste, Júnior Marabá (PP), explicou como vai agir nas eleições de 2026. Ele afirmou que vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente, mas que não fará campanha contra o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), a quem considera um amigo.
Ao falar sobre a eleição para governador, o prefeito foi claro: não vai apoiar o adversário do governador atual. "Não vou fazer campanha contra o Jerônimo. Ele é meu amigo e nos ajuda muito com coisas para a cidade", disse Marabá. Ele deu como exemplo a UTI do Hospital Míriam Borges, que segundo ele foi conseguida com ajuda do governo do estado e tem salvado vidas.
No entanto, o prefeito deixou claro que também não vai fazer campanha a favor do petista. "Ele é de esquerda, e minha linha política é mais de direita. Ficar defendendo publicamente um candidato de esquerda é muito difícil para mim", explicou em entrevista ao podcast Talk Bahia Cast.
Já para presidente, o posicionamento foi diferente. Junior Marabá declarou apoio a Flávio Bolsonaro. "Vejo nele um perfil mais moderado, que dialoga mais. Me identifico com essa forma de fazer política", afirmou. O prefeito, que se diz de direita, fez uma crítica: "A direita não conseguiu fazer um projeto sólido, duradouro, que desse segurança para o futuro. Acho que o Flávio pode representar isso, pode trazer um projeto que construa um país melhor".
Sobre as eleições para deputado, o prefeito disse que vai trabalhar para eleger um candidato local que represente a região.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, descartou a possibilidade de um acordo eleitoral no Piauí envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP) na chapa governista para 2026. A declaração foi dada neste sábado (7) durante o evento de comemoração dos 46 anos do PT, realizado em Salvador, que contou com a presença de lideranças nacionais do partido.
Segundo Wellington Dias, o cenário político piauiense caminha para a consolidação de uma chapa alinhada ao atual governo estadual, liderado por Rafael Fonteles (PT), que, de acordo com o ministro, apresenta uma das maiores taxas de aprovação do país.
“O senador Ciro Nogueira, que já foi aliado, é bom lembrar, hoje ele se coloca numa outra posição. E o nosso time se prepara para trabalhar valorizando os líderes que estiveram conosco. Não se trata só de um líder de oposição no Piauí, é um líder de oposição nacional. Então, do ponto de vista do Piauí, nós vamos trabalhar para garantir que possamos ter uma composição do nosso time com o time que, na alegria ou na dor, está presente no dia a dia da construção do desenvolvimento do Piauí”, completou.
Sobre um suposto encontro recente entre Ciro Nogueira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro minimizou qualquer interpretação política mais profunda e destacou o caráter institucional do diálogo. Wellington acrescentou que o próprio senador negou a existência de tratativas eleitorais.
“O presidente Lula, como um democrata, dialoga com todas as pessoas, governo, oposição, trabalhadores, empresários, religiões de todas as denominações. Ontem o próprio Ciro Nogueira negou a informação que foi repassada. O que o presidente diz sempre é que é preciso respeitar o partido e os líderes de cada estado”, afirmou o ministro.
Em Salvador para reforçar os laços do PSB no estado, em evento que acontece neste sábado (7), o prefeito do Recife, João Campos, reforçou a defesa a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa do atual presidente Lula (PT) para a reeleição em 2026.
Ao ser questionado sobre as recentes sinalizações de que Alckmin poderia disputar o governo de São Paulo, Campos foi enfático na defesa pela permanência do vice-presidente na composição da chapa.
"Eu enxergo uma máxima que é comum ouvir no jargão popular e que vale para a política, em time que está ganhando não se mexe. O vice-presidente Alckmin faz um grande trabalho. A gente não precisa fazer um exercício de futurologia de como seria ele vice-presidente, porque ele é hoje e ele já demonstra a sua capacidade. Quando veio o tarifaço, quem foi para a linha de frente ao lado do presidente? Foi Alckmin quem conduziu esse diálogo. Em momentos desafiadores ele sempre está presente. Então o nosso partido defende a manutenção do vice-presidente Alckmin na chapa para esse ano."
Quanto a recente aproximação entre o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), provável adversária direta nas eleições estaduais, João Campos adotou um tom cauteloso.
"Temos uma relação de longa data com o PT, de muito respeito e parceria. O presidente Lula é um republicano nato e trata bem todos os governadores, independentemente de quem votaram", pontuou, minimizando qualquer impacto da relação institucional entre o governo federal e a gestão tucana em Pernambuco.
O gestor municipal de Recife também minimizou as críticas sobre a perda de força de Lula no Nordeste, atribuindo a resistência à "estridência" da oposição.
"Se formos para os fatos práticos e concretos, o presidente Lula é imbatível porque sabe trabalhar", afirmou.
O presidente nacional do PSB, João Campos, participa neste sábado (7) de um ato em Salvador que deve confirmar a migração de parte dos egressos do PP da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para a sigla. Participam do evento nomes como Niltinho, Antonio Henrique Jr., Eduardo Salles, Hassan Youssef, além de Vitor Bonfim (PV), que já está apalavrado para também migrar para o PSB.
Nos últimos meses, houve a especulação de que o deputado federal Mário Negromonte Jr. teria como destino o PSB. Todavia, ele não participa do evento, mostrando que a possibilidade de migração teria ficado reduzida. O partido atualmente possui somente a presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, com cadeira na Câmara dos Deputados e almeja a ampliação dela. Negromonte Jr., então, seria uma barreira para atração de outras candidaturas, segundo leitura de políticos que acompanharam as conversas.
Na lista proporcional dos socialistas para a Câmara, além de Lídice, devem ser apresentados nomes como Vitor Bonfim, Danilo Henrique Jr. e o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Adson Marquezini. O ato com o prefeito de Recife tem ainda a participação de Elisângela Araújo, então filiada ao PT - no mesmo horário, os petistas celebram 46 anos com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva no Trapiche Barnabé.
Os demais nomes que estão presentes no ato com João Campos são figuras já filiadas ao PSB, como a deputada estadual Fabíola Mansur, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, o ex-deputado federal Bebeto Galvão e o apresentador Uziel Bueno.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a tomar depoimentos e fazer uma acareação entre o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o deputado José Rocha (União Brasil-BA).
A decisão determina que a PF apure contradições entre Lira e Rocha sobre as indicações de emendas do antigo orçamento secreto.
Em nota, a assessoria de Lira afirmou que o deputado só ficou sabendo do procedimento após a publicação da reportagem e que está à disposição para prestar esclarecimentos. A defesa também considerou “estranha” a autorização para a acareação sem que Lira tenha prestado depoimento. Ainda segundo a nota, declarações pessoais e políticas de José Rocha não foram confirmadas por outros deputados.
Esta é a primeira vez que Lira deve ser ouvido pela Polícia Federal sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
Os depoimentos ocorrerão dentro do inquérito que investiga o antigo orçamento secreto e que levou à Operação Transparência, em dezembro passado. A operação teve como alvo uma ex-assessora de Lira na Presidência da Câmara, a servidora Mariangela Fialek, conhecida como Tuca, que teve busca e apreensão em seu antigo gabinete e em sua casa.
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos), o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP) e o ex-deputado federal, Bebeto Galvão (PSB), formalizaram, nesta terça-feira (03), um pacto de aliança político-partidária. Em comunicado oficial, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverão atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária, reafirmando um compromisso de unidade e coordenação política.
A aliança entre eles reúne bases em diferentes regiões do estado. Raimundo Costa possui inserção entre pescadores, comunidades ribeirinhas e no Baixo-Sul; Adriano Lima, médico oftalmologista e ex-prefeito por dois mandatos, concentra liderança no território do Sisal; e Bebeto Galvão tem trajetória na defesa dos direitos da classe trabalhadora, com representatividade no sul da Bahia.
Os três serão candidatos a deputado federal, e as lideranças das bases dos pré-candidatos avaliam que, do ponto de vista matemático e eleitoral, juntos eles projetam um potencial estimado em 220 mil votos, podendo chegar próximo dos 300 mil votos com a incorporação de outros nomes que dialogam com o grupo. A expectativa pode ser determinante para a escolha do futuro partidário.
Bebeto Galvão tem sinalizado sobre a conjuntura e viabilidades do seu partido, o PSB, "convidando os demais a assinarem com a sua legenda em uma aliança estratégica estadual e nacional". Já os aliados, Raimundo e Adriano, têm apontado sobre o cenário do Podemos e as chances de vitória. "Ambas as legendas são consideradas como caminhos naturais, mas a definição será tomada de forma conjunta, observando os critérios políticos dos partidos que enxergarem e priorizarem essa agenda coletiva e garantam condições de disputa competitivas", concluem.
A deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, detalhou o andamento das negociações para uma possível filiação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e de deputados estaduais do Progressistas que desejam deixar a legenda. Em entrevista nesta sexta-feira (23), durante evento de aniversário do MST no Parque de Exposições, em Salvador, ela revelou que negocia uma reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente nacional do PSB, prefeito de Recife (PE), João Campos, para alinhar os últimos ajustes.
“Levemos alguns e tivemos uma reunião Ele foi convidado pelo prefeito Wilson Cardoso, companheiro de militância na União dos Prefeitos da Bahia (UPB), mas ainda falta, digamos assim, foi uma alinhada, mas ainda falta uma costura final. Nós estamos muito esperançosos de que isso resulte um grande crescimento do PSB, tanto numa condição de fazer uma chapa que eleja entre seis e sete deputados estaduais, e uma chapa na Federal que eleja dois a três, com ênfase no terceiro”, disse Lídice da Mata.
Questionada sobre a participação de João Campos nas conversas, a parlamentar afirmou que o prefeito tem acompanhado as negociações com proximidade: “Totalmente, está acompanhando de perto. Eu estou inclusive nesse momento negociando uma data para um encontro entre ele, Jerônimo, e alguns dos companheiros com que nós estamos discutindo a vinda para o PSB.”
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Lídice também foi perguntada em relação a uma possível saída de Angelo Coronel (PSD) da chapa para o senado nas eleições deste ano. Sendo relembrada que viveu uma situação semelhante em 2018, a deputada afirmou que a atual situação “não era problema dela”, evitou dar conselhos sobre a questão e lamentou uma possível ausência de uma representação feminina na chapa do governador Jerônimo no pleito.
“Não é um problema meu nesse momento. Eu estou cuidando da chapa de deputado federal e da chapa de deputado estadual. E acho que os dois candidatos que estão pleiteando, tanto Wagner como Rui, tem total legitimidade para pleitear. Também Coronel que está no mandato, mas está de sair para entrar outro (...). Eu não posso dar conselho a ninguém, imagine uma mulher dando conselho aos homens que são os comandantes da política nacional majoritariamente. Não, eu não tenho nenhuma capacidade para dar esse tipo de conselho a ninguém, muito menos a ele. O que eu acho é que eu lamento que não tenhamos até então encontrado um caminho para garantir uma representação feminina na chapa. E como ainda não terminou o prazo, vamos ver se isso é possível ou não isso”, respondeu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.