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Faltando apenas 27 dias para a Copa do Mundo, o Bahia Notícias segue o aquecimento para o maior torneio de futebol do planeta. O aumento de 32 para 48 países participantes é a grande novidade da edição que será disputada no México, Canadá e Estados Unidos. Após contar as histórias dos estreantes Cabo Verde, Curaçao, República Democrática do Congo e Uzbequistão, o BN apresenta a Jordânia, que chega ao maior palco do futebol mundial após nove tentativas.
A inédita classificação marca o principal capítulo da história do país asiático localizado no Oriente Médio. Com cerca de 11 milhões de habitantes, a Jordânia faz fronteira com países como Arábia Saudita, Iraque, Síria, Israel e Palestina. A capital Amã concentra boa parte da estrutura esportiva do país, incluindo os principais clubes e a sede da federação nacional. A nação é uma monarquia constitucional sob o reinado de Abdulah II, tendo Jafar Hassan como primeiro-ministro.
Classificada em segundo lugar do Grupo B das Eliminatórias Asiáticas, atrás da Coreia do Sul, a Jordânia somou 16 pontos em 10 jogos, com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas. Além dos jordanianos e dos sul-coreanos, Irã, Arábia Saudita, Uzbequistão, Japão, Catar e Iraque também garantiram vaga pela Confederação Asiática.
Na Copa do Mundo, a Jordânia está no Grupo J e estreia contra a Áustria, no dia 17 de junho, às 1h, em Santa Clara, nos Estados Unidos. Depois, os Cavalheiros, como é conhecida a seleção jordaniana, enfrentam a Argélia, no dia 23, à meia-noite, e encerram a participação na fase de grupos diante da Argentina, em Dallas, às 23h do dia 27.
Foto: Reprodução/Instagram/@fifa/@jordan.fa
A grande arrancada da Jordânia rumo à Copa começou em 2023, durante a Copa da Ásia. Após um início de ciclo modesto, a seleção surpreendeu o continente ao terminar com o vice-campeonato, perdendo apenas para o Catar na final. Depois da saída do técnico marroquino Hussein Ammouta, a federação apostou em outro treinador do Marrocos, Jamal Sellami, que assumiu o comando da equipe e citou a campanha marroquina na Copa de 2022, quando o país chegou às semifinais, como inspiração para os jordanianos.
“Em grandes competições, muitas equipes podem surpreender. Meu país, o Marrocos, chegou às semifinais da última Copa do Mundo. Isso nos dá confiança”, afirmou o treinador em entrevista recente.
Com a vaga assegurada para o Mundial, já no fim de 2025, a Jordânia ainda disputou a Copa Árabe praticamente com força máxima. Com 100% de aproveitamento, os Cavalheiros chegaram a mais uma final, mas acabaram derrotados pelo Marrocos na prorrogação.
Nos últimos amistosos antes da Copa, a Jordânia empatou por 2 a 2 contra Costa Rica e Nigéria. A seleção estreia em Mundiais ocupando a 63ª posição do ranking da Fifa.
Foto: Reprodução/Instagram/@mousa_tamari_13
DESTAQUE
O principal nome da seleção jordaniana é Musa Al-Tamari, talentoso meia do Rennes, da França. Aos 28 anos, o camisa 10 é considerado o maior ídolo recente do futebol do país e um dos poucos atletas do elenco atuando no futebol europeu. Pela seleção, Al-Tamari soma 88 jogos e 23 gols, tendo sido peça fundamental na campanha do vice-campeonato da Copa da Ásia.
Em entrevista à Fifa, o jogador destacou o espírito competitivo da seleção e o orgulho de representar o país.
"O que nos diferencia é a resiliência e o orgulho nacional. Nenhum time nos supera sem lutar. Podemos não ter os recursos que outros times têm, mas nosso espírito, determinação e perseverança compensam tudo. Nossa paixão pela Jordânia é incomparável, e cada jogo que disputamos é para deixar nossa nação orgulhosa", declarou Al-Tamari.
Time base: Abulaia; Assaf, Nasib, Al-Arab, Mo Abualnadi e Abu Taha; Al-Rawabdeh, Al-Rashdan e Al-Tamari; Ali Olwan e Al-Naimat (Ibrahim Sabra).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Caiado
"Vocês que têm essa capacidade toda e sensibilidade de serem mães, criar os filhos, os nossos lares, estruturar as nossas famílias. Esta é a verdade, o verdadeiro poder da mulher. A nossa formação no dia a dia é a cultura brasileira. Nós somos muito mais uma criação matriarcal, como a grande protetora é o nosso lar".
Disse o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), ao afirmar que as mulheres exercem um papel central na proteção das famílias e possuem mais influência do que os homens nas decisões tomadas dentro do lar. As declarações foram feitas durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.