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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

delacao

Polícia Federal pede a André Mendonça que autorize envio de Daniel Vorcaro de volta a presídio da Papuda
Foto: Reprodução SBT News

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um pedido da Polícia Federal para que o banqueiro Daniel Vorcaro seja enviado de volta à penitenciária federal de Brasília, no Complexo da Papuda. O pedido havia sido feito antes de Vorcaro, dono do Banco Master, ter finalizado e enviado sua proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria Polícia Federal.

 

Vorcaro está desde o dia 19 de março em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi autorizado a deixar a penitenciária após negociar um acordo d delação premiada com a PGR e a PF. 

 

Segundo o SBT News, o pedido da PF a Mendonça foi feito por razões administrativas. Na superintendência, funciona uma carceragem usada apenas para presos de passagem, antes de serem enviados ao sistema penitenciário. Vorcaro foi alocado em uma sala de Estado-Maior reformada inicialmente para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A presença do banqueiro no local alterou a rotina da administração, já que seus advogados o visitavam diariamente para trabalhar na confecção dos anexos de sua delação premiada e costumavam apresentar diversos pleitos à administração. Ele também recebe semanalmente a visita de seus familiares.

 

Como a proposta de delação já foi entregue, na última terça (5), a PF argumentou ao ministro do STF que não tem condições de manter Vorcaro indefinidamente alocado na superintendência e que o tempo já havia sido suficiente para que ele finalizasse a confecção da sua proposta. O argumento da corporação é de que não é mais necessária a presença do banqueiro na sede da Superintendência.
 

Ex-diretora de presídio de Eunápolis divulga resultado positivo de teste de paternidade solicitado por Uldurico Jr
Foto: Reprodução / Redes sociais / Câmara dos Deputados

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Neres, divulgou nas redes sociais, na desta quinta-feira (30), documentos relacionados à solicitação de um teste de DNA feita pelo ex-deputado federal Uldurico Júnior. O caso envolvendo os dois ganhou repercussão após a divulgação do conteúdo de uma delação premiada firmada por Joneuma junto ao Ministério Público da Bahia.

 

No material, ela relata um suposto acordo com o ex-parlamentar para viabilizar a fuga de 16 detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024. Segundo as apurações, ambos tiveram um relacionamento amoroso. Em publicações feitas em seu perfil no Instagram, Joneuma divulgou o resultado do exame de paternidade, que apontou resultado positivo. A criança de nove meses nasceu dentro da unidade prisional. 

 

Neres informou que mesmo com a paternidade confirmada, a bebê ainda não recebeu pensão alimenticia por parte do ex-parlamentar. Ela alegou também que Uldurico ainda não foi citado no processo relacionado a fuga dos detentos. O exame teria sido feito após um pedido da própria defesa do ex-deputado. 

 

RELEMBRE O CASO 
No último dia 18 o Bahia Notícias publicou uma série de reportagens sobre informações divulgadas por Joneuma em uma delação. A ex-diretora fez o acordo de delação para dar detalhes sobre a fuga dos 16 detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024. 

 

O depoimento dela trouxe à tona sua relação com o ex-deputado federal Uldurico Júnior, à época no MDB e atualmente filiado ao PSDB, e as negociações com o líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”. À ocasião, Neres tinha indicado que obteve um relacionamento amoroso com o ex-deputado e que tiveram uma filha fruto deste romance. 

 

No entanto, o deputado argumentava que o pai da criança seria o detento “Dada”. Porém, Joneuma sempre apontou o político como pai da criança.  

 

Ela informou que os dois se conheceram quando ela atuava como agente penitenciária na Unidade Prisional de Teixeira de Freitas. Foi ele o responsável por sua indicação para comandar a unidade penitenciária de Eunápolis — a primeira mulher a assumir tal posto na Bahia. Mas a ex-diretora ressalta que o envolvimento amoroso só teve início em fevereiro de 2024, dois meses após a indicação, feita em dezembro de 2023.

Após divulgação de delação, Jerônimo evita comentar sobre Uldurico Jr e nega mudanças na Seap: “De forma nenhuma”
Foto: Liz Barreto / Bahia Notícias

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), negou a possibilidade de reestruturação na Secretaria de Administração Penitenciária do Estado. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (30), durante a entrega das unidades habitacionais do Residencial Zulmira Barros, em Salvador. 

 

Questionado pelo Bahia Notícias se o órgão passaria por mudanças após a divulgação da delação da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, sobre a fuga dos 16 detentos da unidade prisional e crise na pasta, o governador revelou que não houve “desmazelo ou vazio” nas apurações do caso. 

 

“De forma nenhuma. Assim que a própria Polícia Civil fez investigação e detectou que tinha irregularidades, ela [Joneuma] foi afastada, decisões foram tomadas e não houve qualquer desmazelo ou vazio. Trocamos a direção do presídio, abrimos um Processo Administrativo e ela está respondendo. Agora é a Justiça que dará conta”, afirmou Rodrigues no bairro da Fazenda Grande IV. 


 

“Além disso, quero destacar que nós estamos em um processo de investimento em capacitação de toda equipe da Seap, os dirigentes de presídios são pessoas do quadro profissional”, completou. 

 

Jerônimo evitou comentar sobre o envolvimento e relação do ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB), em crimes de fuga ocorridos na unidade prisional. 


“Uldurico não é do governo, é um deputado. Ele está respondendo na Justiça. Eu respondo somente pelo Governo do Estado. 

 

RELEMBRE O CASO

No último dia 18 de abril, o BN divulgou a delação da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres. Ela fez um acordo de delação premiada para dar detalhes sobre a fuga dos 16 detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024. O depoimento dela trouxe à tona sua relação com o ex-deputado federal Uldurico Júnior, à época no MDB e atualmente filiado ao PSDB, e as negociações com o líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”.

 

A ex-diretora e detalhou as informações encontradas na delação ao longo de cinco reportagens em uma série chamada “Duas Rosas”, começando por esta.

 

Para formalizar a colaboração premiada, foram realizadas audiências virtuais nos dias 15 de dezembro de 2025 e 22 de janeiro de 2026 com a presença da colaboradora, da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) e representantes do Ministério Público (MP-BA). A formalização da delação ocorreu no dia 5 de fevereiro deste ano.

 

Para cumprir o acordo, Joneuma foi obrigada a detalhar espontaneamente todos os esquemas criminosos envolvendo Uldurico Júnior e Dada, indicando provas e identificando outros participantes.

 

Na delação ao MP-BA, Joneuma Silva Neres contou que conheceu Uldurico Júnior por meio da deputada estadual Claudia Oliveira (PSD). Segundo o depoimento, eles se encontraram pela primeira vez quando ela trabalhava em um cargo administrativo na unidade prisional de Teixeira de Freitas. A data não foi especificada, mas a reportagem apurou que ela é concursada e chegou ao cargo em 2016. 

 

Conforme a delação premiada, Uldurico já frequentava a unidade para realizar reuniões a portas fechadas com os detentos, o que era tratado como algo "normal" pelos colaboradores. O ex-deputado federal seria acompanhado por David Loyola, secretário de Desenvolvimento Econômico de Teixeira de Freitas e irmão do secretário estadual de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, além do vereador do município, Jonatas dos Santos (MDB).

Ex-presidente do BRB contratou ex-ministro de Dilma para sua defesa com objetivo de fazer delação, diz colunista
Foto: Divulgação Banco Master e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Seguindo o mesmo caminho do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu trocar a sua equipe de defesa com objetivo de iniciar negociações para fechar um acordo de delação premiada. Costa será defendido pelo advogado Eugênio Aragão, que foi ministro da Justiça no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. 

 

A informação sobre a mudança de advogado foi dada pela colunista Malu Gaspar, do site de O Globo. Fontes da jornalista afirmaram que o ex-presidente do BRB, que está preso, precisa “passar à frente” de Vorcaro porque sabe que, se o dono do Master fechar o seu acordo antes, será ainda mais difícil para ele oferecer informações relevantes o suficiente para obter um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

 

Paulo Henrique Costa é acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro de propinas recebidas do Master para aprovar as compras de carteiras fraudulentas durante o processo em que o BRB tentava autorização para compra do banco de Daniel Vorcaro. Os investigadores identificaram seis imóveis que teriam sido recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146 milhões no total.

 

De acordo com a PF, R$ 74,6 milhões foram efetivamente pagos – o pagamento total não teria sido efetuado porque Vorcaro teria tido conhecimento da investigação sigilosa aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar as transações.

 

Nesta quarta-feira (22), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento virtual na Segunda Turma para confirmar ou não a manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram para manter a prisão do ex-presidente do BRB.  

 

Em sessão virtual, Mendonça, relator do caso, reforçou os argumentos citados na ordem de prisão de Costa, expedida na semana passada. Fux acompanhou o colega sem apresentar um voto escrito. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para se manifestar sobre a prisão.
 

Revista diz que Vorcaro não deve comprometer Lula nem Flávio e quer que delação "seja positiva para o país"
Foto: Reprodução Redes Sociais

Informações obtidas pela coluna Radar, publicada na edição desta sexta-feira (3) da revista Veja, afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, até o momento, não indicou que na sua delação premiada irá apresentar provas contra os dois principais candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. 

 

Vorcaro, que está preso desde o dia 4 de março na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, está separando sua delação em blocos, e segundo a coluna Radar, o que teria aparecido até agora indica que nem Lula nem Flávio Bolsonaro devem ser incriminados. Já no capítulo sobre o Congresso Nacional, a delação do dono do Banco Master deve apresentar revelações sobre conexões dele com uma bancada multipartidária.

 

A revista Veja teria recebido informações de que o dono do Master vem concentrando as informações sobre pagamentos de propinas e negociatas com políticos num único capítulo da sua delação. Há também um bloco específico sendo preparado por Vorcaro para citações que envolvem empresários e outro para o mercado financeiro.

 

Vorcaro também está separando informações sobre o que pretende contar a respeito de suas relações com o Banco Central. Em mais esse anexo exclusivo, de acordo com a Veja, além de detalhar os fatos já conhecidos, Daniel Vorcaro deve revelar o envolvimento de novos personagens na rede de lobby do Banco Master.

 

Em relação às relações com ministros do STF e seus familiares, paira um grande mistério sobre que fatos serão revelados por Vorcaro na sua delação. A coluna afirma que se surgir alguma acusação consistente, será o plenário do Supremo que decidirá sobre a abertura de investigação contra integrantes da Corte.

 

Já em um outro anexo que está sendo montado pelo ex-banqueiro, serão apresentadas informações contundentes a respeito da trama que envolveu a tentativa de compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A coluna Radar diz que as revelações de Vorcaro comprometerão o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, candidato ao Senado. 

 

Interlocutores do dono do Master afirmam que ele deseja, com a sua delação, “fazer uma coisa positiva para o Brasil”. O prazo estimado por esses interlocutores de Vorcaro é de que a totalidade da delação será apresentada ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 45 dias. 
 

Semana tem análise do STF sobre penduricalhos, Congresso em ritmo lento e CPMI do INSS em momento decisivo
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A semana começa em Brasília com a perspectiva de avanços da delação premiada que deve ser feita pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As tratativas para a delação começaram a ser feitas na semana passada, junto à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal. 

 

Outro fator de preocupação para o meio político nesta semana diz respeito ao aumento de combustíveis e ameaças de greve dos caminhoneiros por conta dos reflexos da guerra no Oriente Médio. O governo federal monitora a situação da alta de preços nos postos e vem aplicando multas a distribuidoras de combustíveis que promoveram aumentos abusivos nos últimos dias.

 

No Congresso, a semana pode vir a ser esvaziada por conta da reta final da janela partidária, período em que os parlamentares podem mudar de sigla em risco de serem processados. Câmara e Senado terão sessões semi-presidenciais, e o destaque da semana é a possível conclusão dos trabalhos da CPMI do INSS.

 

No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal retoma julgamentos sobre os “penduricalhos” pagos a magistrados, benefícios que inflam os salários acima do teto constitucional. Os ministros receberão nota técnica da comissão especial dos Três Poderes para criar uma regra nacional e unificada que sirva de transição para um novo modelo de remuneração. 

 

Confira a agenda da semana nos três poderes:

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula, que no fim de semana esteve na cidade de Campo Grande (MS) para participar da abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU, tem uma agenda praticamente sem compromissos nesta segunda (23). 

 

O único evento com participação confirmada de Lula para hoje é a premiação da 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. O evento, que acontece no início da tarde no Ministério da Educação, busca premiar os esforços e as iniciativas bem-sucedidas de gestão das secretarias de educação dos estados e dos municípios na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias de alfabetização.

 

Para o restante da semana, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou demais compromissos oficiais de Lula. O presidente deve nos próximos dias negociar substituições nos ministérios que terão a saída do titular para participar das eleições de outubro.

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana é a ata da reunião do Banco Central que tratou dos juros. O documento, que sairá nesta terça (24), apresentará sinais de como devem se comportar os diretores nas reuniões futuras, como na próxima, que será em 28 e 29 de abril.

 

Outro destaque é o IPCA-15, que registra a prévia da inflação oficial. Na próxima quinta (26) o IBGE divulga os dados da prévia do mês de março. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) ainda não fechou a agenda para o plenário. A Casa trabalhará durante a semana no modelo semipresencial, em que os parlamentares não precisam registrar presença. 

 

A alegação de Motta é que os deputados estão voltados às negociações referentes a possíveis mudanças de partido por conta da janela partidária, que se encerra no dia 4 de abril. O presidente da Câmara pretende reunir os líderes até esta terça (24) para fechar as votações da semana no plenário.

 

Nas comissões, há na pauta da semana alguns projetos importantes pautados para serem analisados e votados. A Comissão de Saúde, por exemplo, tem sessão marcada para esta terça (24) e o destaque é o projeto que define a cirurgia plástica como atividade privativa de médicos. 

 

O debate sobre a matéria envolve a qualificação profissional, segurança dos pacientes e aumento de casos de complicações em procedimentos estéticos. A intenção do projeto é aprimorar a regulação e reduzir riscos.

 

Já a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família analisará, em reunião na próxima quarta (25), proposta voltada a mães de pessoas com deficiência. O foco é debelar dificuldades no mercado de trabalho e garantir mais suporte social e econômico, com objetivo de ampliar direitos e oferecer melhores condições de vida.

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) já divulgou a pauta de votações para a semana. A agenda do plenário conta com itens como o combate à violência contra a mulher, regramento para criação de novos municípios e a definição de novos direitos para as vítimas em processos penais. 

 

Entre os itens da pauta está o projeto de lei 896/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que altera a Lei do Racismo para incluir crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito, incluindo casos de injúria ou incitação a crimes contra mulheres. A proposta, prevista para votação na terça (24), visa punir de forma incisiva manifestações de ódio contra mulheres e ampliar o combate à violência motivada por misoginia no país.

 

Outro destaque da pauta do plenário é o projeto de lei 3.777/2023, do deputado Josenildo (PDT-AP), que modifica o Código de Processo Penal para estabelecer critérios sobre a fixação de valor mínimo de indenização à vítima. O objetivo da proposta é o de reparar danos causados por infrações penais, buscando com isso dispensar a necessidade de abertura de um novo processo civil para que vítimas de crimes possam ser compensadas pelo dano moral provocado com o crime.

 

Confira abaixo a pauta de votações no Senado:

 

Terça (24):

 

  • projeto de lei 896/2023: Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir os crimes praticados em razão de misoginia.
  • projeto de lei 3.777/2023: estabelece regras referentes à fixação de valor mínimo de indenização em favor do ofendido, a fim de reparar os danos causados pela infração.
  • projeto de lei 1.476/2022: estabelece a inscrição de programas de treinamento no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente como requisito para caracterização de organização esportiva formadora de atletas.
  • projeto de decreto legislativo 380/2021: Aprova o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a República Tunisiana de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, assinado em Brasília, em 27 de abril de 2017.

 

Quarta (24):

 

  • projeto de lei 1.707/2025: fixa medidas excepcionais destinadas ao enfrentamento de impactos decorrentes de estado de calamidade pública aplicáveis às parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil.
  • projeto de lei complementar 6/2024: estabelece novas normas gerais aplicáveis ao desmembramento de municípios.
  • projeto de lei 4/2024: Cria cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no quadro de pessoal do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais.

 

Ainda nesta semana, a CPMI do INSS entra em fase decisiva. Caso o ministro André Mendonça, do STF, não atenda mandado de segurança para prorrogar os trabalhos da comissão, a data de encerramento do colegiado segue sendo o dia 28, no próximo sábado. 

 

Nesta semana, ainda há depoimentos marcados para a comissão, como o de Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O depoimento está marcado para esta segunda (23), mas os membros da comissão ainda não conseguiram, até esta manhã, localizar a empresária, que mora nos Estados Unidos. 

 

Caso a data de término seja mantida, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), estipulou a apresentação do relatório final na quarta (25), e a votação para a sessão da quinta (26). A bancada governista promete apresentar um relatório paralelo ao oficial, que será entregue pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

No Supremo Tribunal Federal, o destaque da semana é a retomada da discussão sobre os chamados “penduricalhos” pagos a magistrados. O caso trata da possibilidade de equiparar benefícios de juízes aos do Ministério Público, o que, na prática, tem permitido salários acima do teto constitucional.

 

Serão analisadas liminares concedidas na Reclamação (Rcl) 88319, relatada pelo ministro Flávio Dino, e na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6606, pelo ministro Gilmar Mendes, que suspenderam o pagamento de verbas indenizatórias — os chamados “penduricalhos” — sem previsão legal a membros de Poderes. 

 

Na mesma temática, serão analisados os REs 968646 e 1059466, ambos com repercussão geral e de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que tratam, respectivamente, da equiparação de diárias entre magistrados e membros do Ministério Público e da isonomia quanto ao direito à licença-prêmio ou à indenização por sua não utilização. 

 

O ministro Alexandre de Moraes já havia cobrado explicações de tribunais de todo o país sobre esses pagamentos. Agora, o julgamento pode definir se esse modelo continua de pé ou se haverá um freio mais duro nesse tipo de remuneração.

 

Também no dia 25, o Plenário deve julgar em conjunto as ADIs 6198 e 6164, propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), contra leis estaduais que preveem pagamento de honorários a procuradores de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além da ADI 7258, que questiona indenizações pagas por Santa Catarina a procuradores e auditores pelo uso de veículo próprio. 

 

Já no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será retomado, na terça (24), o julgamento que pode levar à cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Os trabalhos foram suspensos na semana passada, com dois votos a favor da cassação, após pedido de vistas de um magistrado. 

 

Claudio Castro, no entanto, anunciou que vai renunciar ao seu mandato nesta segunda (23), às vésperas da decisão do TSE.
 

Novo advogado de Vorcaro procura Mendonça e PF para discutir possível delação, diz site
Foto: Reprodução

O novo advogado de Daniel Vorcaro, José Luis Oliveira Lima, teve, na última terça-feira (17), uma reunião com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. O advogado tratou da possibilidade de delação do banqueiro. Além de buscar o ministro, o defensor também procurou a Polícia Federal (PF) para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.

 

De acordo com o Uol, “Juca”, como o defensor é conhecido, tem histórico em acordos de colaboração premiada, como o do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. O empresário firmou delação que implicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Já a apuração da TV Globo afirma que o advogado também teria afirmado à PF que Vorcaro não pretende poupar ninguém, e se compromete a entregar todas as informações.

 

Procurado, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à "sensibilidade do caso".

 

Na semana passada, Pierpaolo Bottini e Roberto Podval deixaram a defesa de Vorcaro. A possibilidade de um acordo de delação entre Vorcaro e a Polícia Federal, neste momento, é considerada maior.

Defesa de Daniel Vorcaro desmente que ele esteja negociando delação e aguarda julgamento que pode reverter prisão
Foto: Divulgação Senapen

A defesa do empresário Daniel Vorcaro negou informações divulgadas pelo site Uol, nesta quinta-feira (12), sobre uma eventual intenção do dono do Banco Master de fazer uma delação premiada. A reportagem afirma que a Procuradoria-Geral da República estaria negociando uma delação de Vorcaro.

 

O dono do Banco Master está preso na Penitenciária Federal de Brasília há uma semana. Daniel Vorcaro foi alvo na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras cometidas pelo banco.

 

Advogados do banqueiro afirmaram ser inverídicas as notícias relacionadas a uma suposta tratativa de delação premiada com a PGR. 

 

“Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”, diz nota divulgada pelos advogados de Vorcaro.

 

A defesa avalia que neste momento o foco do banqueiro é no julgamento que começa nesta sexta (13) na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Os ministros vão analisar a decisão do relator, André Mendonça, que determinou a prisão do banqueiro.

 

Como o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso, a decisão de manter ou não a prisão será avaliada por André Mendonça, Gilmar Mendes (presidente da turma), Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

 

O dono do Banco Master recebeu na última terça (10), na Penitenciária Federal de Brasília, a visita de um de seus defensores. O advogado Sérgio Leonardo afirmou que esteve com o banqueiro por cerca de uma hora. 

 

Segundo o advogado, a direção da penitenciária assegurou que a conversa não fosse gravada, em cumprimento à decisão do ministro André Mendonça, do STF. Dessa forma, durante a visita, as câmeras foram mantidas desligadas e cobertas.
 

Trama golpista: Cid nega ter sido responsável por conversa sobre delação em perfil do Instagram
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negou, na última terça-feira (23), ter trocado mensagens em um perfil no Instagram para falar sobre a delação premiada. Esta ação acabaria violando o sigilo do acordo. Ele é o delator na investigação que apura uma trama golpista ocorrida após as eleições de 2022.

 

Em um primeiro depoimento, ocorrido há 2 semanas, o militar já havia negado algum tipo de conversa com o advogado Eduardo Kuntz, advogado do ex-assessor Marcelo Câmara, sobre o conteúdo de sua delação premiada.

 

A Meta, dona do Instagram, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento contendo detalhes da conta da rede social. Segundo informações, o perfil foi registrado em 2005 com o email "[email protected]" e a data de aniversário de Cid.

 

Na última semana, o advogado Kuntz informou que foi ele que conversou com Cid por essa conta e apresentou mais conversas.

 

Na quarta-feira, Alexandre de Moraes mandou prender Marcelo Câmara e determinou que ele e Kuntz sejam investigados. 

 

"São gravíssimas as condutas noticiadas nos autos, indicando, neste momento, a possível tentativa de obstrução da investigação, por Marcelo Costa Câmara e por seu advogado Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz, que transbordou ilicitamente das obrigações legais de advogado", disse o ministro do STF.

Citado na delação de Mauro Cid, Carlos Bolsonaro retruca: “Não é apenas um pobre coitado”
Carlos Bolsonaro

O vereador Carlos Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, se pronunciou na rede social X, antigo Twitter, após ser citado, na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, como um dos chefes do “gabinete do ódio”. O vereador disse que as acusações feitas pelo militar são falsas e sem comprovação, além de falar que Cid não é um “pobre coitado que sofria ameaças para delatar”.


O filho do ex-presidente também debochou do delator, dizendo que ele tem “curso de bolinhas de gude e peteca” no exército. Além disso, em postagem, também relembrou do ex-assessor Filipe Martins, preso em 8 de fevereiro de 2024, por tentativa de golpe de estado.


“Isso sim é um perseguido político, e não aqueles que nitidamente tramaram contra o povo brasileiro, conduzindo inocentes — que nem chegaram perto da Praça dos Três Poderes — e encaminhando-os para a ‘câmara de gás'”, escreveu ele.

 

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes derrubou, nesta quarta-feira (19), o sigilo da delação feita por Mauro Cid. Em depoimento feito pelo tenente-coronel, ele contou sobre o “gabinete do ódio” e como funcionava para compartilhar fake news e atacar adversários políticos e autoridades.


“Respondeu que sim; que era o Carlos Bolsonaro que ditava o que eles teriam que colocar, falar; que basicamente o que acontecia era que o ex-presidente tomava conta de sua rede social Facebook; que Carlos Bolsonaro tomava conta das outras redes do ex-Presidente (Instagram, o X e os outros); que o ex-presidente todo dia de manhã queria postar alguma coisa no Facebook, e às vezes o Carlos replicava nas outras redes”, diz ele em trecho do depoimento.

Defesa de Braga Netto ataca delação de Mauro Cid e descarta colaboração premiada: “Mentiroso contumaz”
Foto: Fernando Frazão / EBC

O advogado do general Braga Netto, José Luis Oliveira Lima, criticou duramente a delação do tenente-coronel Mauro Cid, que apontou o envolvimento do ex-ministro em um suposto plano para manter Jair Bolsonaro no poder por meio de um golpe de Estado. Em entrevista à GloboNews, Lima chamou Cid de "mentiroso contumaz" e sugeriu uma acareação entre os dois militares.

 

“Ele [Braga Netto] não praticou crime algum. Como é que pode dar credibilidade a uma fala de um sujeito que mentiu o tempo inteiro e estava desesperado?”, questionou o advogado, descartando a possibilidade de o general negociar uma colaboração premiada.

 

Braga Netto está preso preventivamente desde 7 de dezembro, acusado de tentar obstruir investigações sobre o plano golpista. No inquérito, ele foi indiciado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

 

No último dia 24, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da defesa para revogar a prisão preventiva. Moraes argumentou que não houve fatos novos que justificassem uma mudança na medida cautelar.

 

Em nota, os advogados de Braga Netto classificaram a decisão como "previsível", mas reafirmaram que não há provas contra o general. “A decisão do ministro de manter a custódia do general era previsível, apesar de a defesa entender que não há absolutamente nenhuma prova que justifique a sua prisão. Vamos aguardar o julgamento do agravo pela Turma”, declarou Lima.

Rui pede que responsáveis apontados por investigação da PF sobre respiradores na Bahia "sejam punidos"
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), se posicionou após a delação da empresária Cristiana Taddeo, da Hempcare Pharma, sobre o esquema que movimentou aproximadamente R$ 48 milhões na compra de respiradores não entregues na Bahia, durante a pandemia da Covid-19, na época em que o ministro era o governador do estado.

 

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Rui Costa comunicou, por meio de nota, que deseja que a “investigação seja concluída e que os responsáveis sejam punidos por seus crimes, não só do desvio do dinheiro público, mas também do crime absolutamente cruel de impedir, através de um roubo, que vidas humanas fossem salvas”.

 

O chefe da Casa Civil afirmou que, após a não entrega dos respiradores, determinou que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia abrisse uma investigação contra os autores do desvio dos recursos destinados à compra desses equipamentos. Os implicados foram presos pela Polícia Civil por ordem da Justiça baiana semanas após a denúncia.

 

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

Ao longo dos meus oito anos à frente do Governo da Bahia, observei o estrito cumprimento da lei, sempre me pautando por valores éticos e morais. Junto com minha equipe, trabalhei incansavelmente para minimizar a perda de vidas humanas durante a pandemia da Covid-19, tendo como base os preceitos científicos.

 

Após a não entrega dos respiradores, determinei que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia abrisse uma investigação contra os autores do desvio dos recursos destinados à compra desses equipamentos. Os implicados foram presos pela Polícia Civil por ordem da Justiça baiana semanas após a denúncia.

 

A partir da apuração e investigação da Polícia Federal, por quase três anos, a Justiça Federal enviou o processo à primeira instância. Estranho que o caso volte à tona, agora, por força de uma matéria baseada nas palavras da principal autora do crime. 

 

Reforço que jamais tratei com nenhum preposto ou intermediário sobre a compra de respiradores ou de qualquer outro equipamento de saúde durante minha gestão. Nos duros anos da pandemia, as compras realizadas por estados e municípios no Brasil e no mundo foram feitas com pagamento antecipado. Esta era a condição vigente naquele momento.

 

O processo retornou à primeira instância com o reconhecimento do Ministério Público Federal e do Judiciário, através do STJ, da inexistência de qualquer indício da minha participação nos fatos apurados na investigação.
 

Desejo que a investigação seja concluída e que os responsáveis sejam punidos por seus crimes, não só do desvio do dinheiro público, mas também do crime absolutamente cruel de impedir, através de um roubo, que vidas humanas fossem salvas.

Caso Marielle: Lewandowski anuncia que delação premiada de Ronnie Lessa foi homologada
Foto: Divulgação/MJSP

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta terça-feira (19) que a delação premiada de Ronnie Lessa foi homologada. Lessa está preso sob acusação de ser um dos executores do assassinato de Marielle Franco.

 

Vereadora pelo PSOL do Rio de Janeiro, Marielle foi assassinada a tiros há 6 anos, junto com o seu motorista, Anderson Gomes.

 

A delação foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Quando faz uma delação, o investigado se compromete com a Justiça e com o Ministério Público a contar o que sabe sobre um crime em troca de redução da pena.

 

A polícia investiga quem são os mandantes da morte de Marielle. Segundo Lewandowski, após a homologação da delação, a conclusão do caso será "breve".

 

"Nós sabemos que esta colaboração premiada, que é um meio de obtenção de provas, traz elementos importantíssimos que nos levam a crer que em breve teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco", afirmou o ministro da Justiça.

 

INVESTIGAÇÕES NO STF

Na semana passada, as investigações do caso Marielle Franco e Anderson Gomes passaram para o STF.

Isso porque, ao longo das investigações, uma pessoa com foro privilegiado no STF foi citada. Ter foro privilegiado no STF significa que a pessoa deve ser investigada diretamente pelo STF. Estão nessa condição as seguintes autoridades: presidente da República, vice-presidente da República, ministros de Estado, ministros de tribunais superiores, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e embaixadores.

 

QUEM É RONNIE LESSA?

Ronnie Lessa era policial militar do Rio de Janeiro. Foi expulso da corporação em razão das investigações do caso Marielle.

 

Ele foi preso em março de 2019. Na delação de outro acusado de ser executor do crime, Élcio de Queiroz, Lessa é apontado como autor dos disparos.

 

Em 2021, Lessa foi condenado a 4 anos e meio de prisão pela ocultação das armas que teriam sido usadas no crime — pena aumentada depois para 5 anos. O Ministério Público afirma que ele jogou as armas no mar da Barra da Tijuca.

 

Antes de atuar na PM, Lessa passou pelo Exército. Em 1992, como policial militar, trabalho como adido na Polícia Civil do Rio.

 

A partir dessa época, segundo investigadores, Lessa impulsionou sua carreira criminosa. Como muitos agentes na mesma situação, conhecia mais as ruas que os policiais civis. Destacou-se pela agilidade e pela coragem na resolução dos casos.

 

Nos bastidores da polícia, o comentário é que essa fama chamou a atenção do contraventor Rogério Andrade, que travava uma disputa com o também contraventor Fernando Iggnácio de Miranda, e teria feito contato com Lessa.

Polícia Federal  investiga dois mandantes para assassinato de Marielle
Foto: Guilherme Cunha / Alerj

As investigações da Polícia Federal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, apontam para a existência de mais de um mandante para o crime. De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, com base em fontes ligadas ao inquérito. Marielle e Anderson foram mortos em 2018, e as investigações se desenrolam desde então. A PF entrou no caso no início do ano passado.


A PF já fechou delação com Elcio Queiroz, que assumiu ter dirigido o carro para o ex-PM Ronnie Lessa executar o crime, e aguarda homologação de outra delação, agora com Lessa, que estaria apontando os mandantes.


Fontes da investigação indicam que um dos delatados como mandante é o ex-deputado estadual pelo Rio e atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado (TC-RJ) Domingos Brazão. O nome do suposto segundo mandante não foi revelado pelo Globo, que sequer cita Brazão. O nome do conselheiro como mandante apontado na delação foi revelado primeiro pelo site The Intercept Brasil e depois confirmado por outros veículos com fontes da investigação, mas a informação não foi tornada oficial por nenhuma autoridade.


O ainda ministro da Justiça, Flávio Dino, por exemplo, disse, na quarta-feira (24), que “não nega nem confirma” a existência do acordo com Ronnie Lessa. Para ser oficializada, a delação precisa ser aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Bolsonaro mandou avaliar valor do Rolex e deu aval para vender joias, diz Mauro Cid
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, principal ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) na Presidência, afirmou que recebeu uma “determinação” do então presidente para avaliar o valor de um relógio Rolex e a autorização para vendê-lo junto com outros itens que compunham um kit de joias valiosas dado pela Arábia Saudita como presente oficial.

 

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A declaração foi dada à Polícia Federal (PF) no seu acordo de delação premiada que foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 9 de setembro.

 

Cid aponta Bolsonaro como mandante dos supostos crimes investigados nessa frente de apuração — peculato (desvio de bens públicos) e lavagem de dinheiro. As informações são do Blog da Andréia Sadi.

 

As declarações do militar confirmam as suspeitas anteriores da PF de que as joias foram vendidas a mando do ex-presidente, que teria recebido os valores em dinheiro vivo para não deixar rastros.

 

Em agosto, antes de Cid assinar o acordo de delação, Bolsonaro disse em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” que seu ex-ajudante de ordens tinha “autonomia”. “Não vou mandar ninguém vender nada”, declarou na ocasião.

 

Segundo o depoimento de Cid, obtido pelo blog com pessoas que acompanham as investigações, Bolsonaro estava reclamando, no começo de 2022, dos pagamentos de uma condenação judicial em um processo movido pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), dos gastos com a mudança e o transporte do acervo de presentes recebidos e das multas de trânsito por não usar capacete nas motociatas.

 

Bolsonaro, então, perguntou a Cid quais presentes de alto valor havia recebido em razão do cargo, segundo o relato do ex-ajudante de ordens. Cid disse que verificou que as peças mais fáceis de mensurar o valor seriam os relógios, e solicitou ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), órgão que organizava o acervo presidencial, uma lista dos relógios que o presidente ganhou.


O tenente-coronel contou à PF que avisou Bolsonaro que o relógio que poderia ser vendido de forma mais rápida era um Rolex de ouro branco dado pela Arábia Saudita em 2019, durante uma viagem oficial.

 

Ainda segundo Cid, o presidente perguntou se esse relógio poderia ser vendido. O ex-ajudante de ordens afirmou que “recebeu determinação do presidente” para levantar o valor do Rolex e que o ex-presidente o autorizou a vender o relógio e os demais itens do kit ouro branco.

 

Procurado, o ex-secretário de Comunicação e advogado Fabio Wajngarten informou que a defesa de Bolsonaro não vai comentar. Wajngarten destacou que o subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, da PGR, já classificou a delação de Cid como "fraca".

Defesa de Anderson Torres nega que ex-ministro fará delação premiada
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O advogado do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, Eumar Novacki, negou a possibilidade de delação premiada do ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL). A defesa de Torres realizou entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder liberdade provisória ao ex-secretário. Acusado de omissão e conivência nos atos golpistas de 8 de janeiro, ele estava preso há quase 4 meses.

 

Assista à íntegra da coletiva do advogado de Torres:

 

 

Moraes determinou a soltura de Torres após Novacki reiterar, em 2 e 4 de maio, pedido de “revogação da prisão preventiva” ou, “ao menos, substituí-la por uma das cautelares elencadas no art. 319 do CPP ou pela prisão domiciliar”, conforme publicado pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

O ministro do STF atendeu o pedido, mas determinou que Torres siga medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Após delação da JBS, celebridades pedem saída de Temer ou ironizam discurso de petistas
Fotos: Divulgação

Artistas e celebridades se manifestaram publicamente, após o vazamento de gravações feitas pelo presidente da JBS, Joesley Batista, ocorrido nesta quarta-feira (17). Em uma das gravações, o presidente Michel Temer é flagrado dando aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (clique aqui). Em outra, o senador Aécio Neves pede R$ 2 milhões ao empresário (clique aqui). Lázaro Ramos, Xico Sá, Roger, Alexandre Frota, Leandra Leal, Ana Cañas, Otávio Muller e Laerte são alguns dos que se manifestaram das redes sociais. Enquanto um grupo pede eleições diretas com saída de Temer, além de sustentar a narrativa de golpe empreendido por ele para afastar Dilma Rousseff, outros famosos responsabilizam o PT pela ascensão do ex-vice e ironizam o discurso petista de que a operação Lava Jata trata-se de perseguição política.

 

Confira as manifestações:

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre a cama de gato que armaram para o Molusco no Senado e recados ao pé do ouvido, o Galego virou protagonista de crise e emendou missão internacional com timing cirúrgico. No meio de tudo isso, o Correria ainda prefere título do passado, enquanto o Pernambucano vem tentando captar os “sinais”. Teve ainda o sincericídio de Elmato e o Mauricinho da Terceira Idade que já trocou a disputa pelo doce sossego do céu de brigadeiro do TCM. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ciro Nogueira

Ciro Nogueira
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição". 

 

Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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