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A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral firmou nesta sexta-feira (24) um novo contrato para a produção de barita, mineral essencial para a indústria de petróleo e gás.
Trata-se de um Contrato de Arrendamento de Direitos Minerários firmado com a empresa Santo Antônio Beneficiamento de Produtos Minerais, para viabilizar a exploração de uma jazida localizada no município de Contendas do Sincorá, no centro-sul do estado.
O acordo prevê a implantação de uma mina e de uma unidade de beneficiamento mineral, com potencial para ampliar a oferta de um insumo estratégico para o setor de petróleo e gás. A barita é utilizada como componente da lama de perfuração e é fundamental para o controle de pressão e a estabilidade dos poços, tanto em operações terrestres quanto em águas profundas.
A Bahia é o terceiro estado brasileiro que mais arrecada royalties derivados da atuação de mineradoras, mas ainda vê um abismo no retorno econômico em relação aos líderes do ranking. Mas instituições de pesquisa tem investido para mudar esse cenário e projeta boas perspectivas para o setor nos próximos anos. E a palavra-chave para quem conhece do assunto é diversidade.
Líderes do setor, Minas Gerais e Pará são impulsionados principalmente pela extração de minério de ferro. Em 2025, essas regiões receberam bilhões de reais derivados da chamada Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). De acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), no ano passado Minas Gerais recebeu R$ 3,57 bilhões, e o Pará, R$ 3,09 bilhões. Terceiro estado, a Bahia teve retorno de “apenas” R$ 237,8 milhões. O valor total de CFEM obtido em 2025 foi distribuído para 5.234 municípios brasileiros, o que representa 94% das cidades.
Segundo o site Movimento Econômico, entre janeiro e julho de 2025, três cidades baianas estavam no topo do ranking de arrecadação de royalties da mineração no Nordeste: Jacobina (ouro), Itagibá (níquel) e Santaluz (ouro) aparecem em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente. Entre as 10 com maiores números, ainda aparecem Sento Sé (minério de ferro), em sétimo lugar; e Barrocas (ouro), na oitava posição.
“Se começarmos a comparar, por exemplo, Salvador com Belo Horizonte, que são cidades com números populacionais muito parecidos, poderíamos trazer algum tipo de comparação. Belo Horizonte é uma cidade cuja atividade econômica ligada a serviços está muito relacionada à mineração. Aqui em Salvador seria o turismo. Então, Belo Horizonte tem o dobro ou o triplo do PIB de Salvador. E eu acredito que muito disso está ligado a essa diferença, porque as duas têm economias baseadas em serviços, mas em serviços diferentes. Eu acredito que a mineração tem um impacto muito forte no estado e no município. Uma vez que Salvador, ou melhor, que a Bahia consiga se igualar a Minas Gerais, teremos um retorno gigantesco, tanto na capital quanto em todo o interior”, reforçou a Geofísica e mestre em geociências aplicadas Maria Alagia, Diretora de Negócios na Neogeo Geotecnologia, durante o segundo episódio do projeto “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”.
A especialista reforça que, nesses casos, os projetos geralmente apontam investimentos imediatos, mas também devem buscar soluções a longo prazo - principalmente considerando que a exploração de minérios é limitada. "Para as cidades que têm mineração, existe um movimento interno, o ESG das mineradoras, voltado para empregabilidade e desenvolvimento da cidade. Então vai desde hospitais, escolas, cursos técnicos, para que a população tenha uma oportunidade de emprego e, para além disso, não fique ligada apenas à mineração, mas também possa ser independente dela”, avaliou.
“Porque essa é uma discussão que sempre trazemos: a mineração normalmente se finda em algum momento. Pode durar 40 anos, pode durar 100 anos ou até mais. Há casos com duração maior. Só que a gente tem que preparar a população para estar com ela e sem ela. Então, uma mineração responsável deixa uma cidade, um município, muito melhor”, frisou.
A geóloga e doutora na pesquisa de fosfato, Maisa Abram, Chefe do Departamento de Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB), explicou que no mundo todo o ferro é a commodity que comanda e impulsiona a mineração - em um primeiro momento.
Porém, já há um movimento de diversificação dos minérios explorados no Brasil. Apesar de ser a principal fonte de arrecadação, o minério de ferro teve reduzida a sua participação de 75% em 2024 para 69% no ano seguinte. E é exatamente aí que entra a estratégia da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) ou do próprio SGB, para desenvolver estudos que gerem dados pré-competitivos, base importante para a atração de novos investimentos.
"A Bahia não tem grandes depósitos de minério de ferro. Existem alguns depósitos, mas nada comparável ao Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, ou a Carajás, no Pará. Mas a gente ganha na diversidade. Temos uma diversidade muito grande de minerais específicos. A única mina de urânio em operação no Brasil fica na Bahia. Temos a única mina de vanádio, a única mina de níquel sulfetado em funcionamento. Temos cromo, temos cobre no Vale do Curaçá… Então existe uma diversidade mineral muito grande, e é isso que consegue colocar a Bahia em terceiro lugar na mineração nacional, apesar de não ter o volume gigantesco que o minério de ferro representa”, destrinchou Diretor técnico da CBPM, Williame Cocentino.
Durante o episódio, os especialistas ainda detalharam o que acontece quando um novo depósito é encontrado, e também quem fica com os minérios identificados. Cocentino desmistificou algumas dúvidas, e tratou ainda sobre a importância do órgão participar do processo de instalação de novas mineradoras, inclusive para a proteção dos donos dos terrenos, e também do meio ambiente.
MINERAÇÃO PARA TODOS
O Bahia Notícias lançou o projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), com o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Os episódios, gravados em formato de podcast, levantam o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles teve como tema “Terras raras não são terras nem raras”, e o segundo "O mundo invisível dos minerais que movem a sua rotina". Ambos estão disponíveis no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Para o segundo bate-papo, o Bahia Notícias recebeu o diretor técnico da CBPM, Williame Cocentino; a Geóloga e doutora na pesquisa de fosfato, Maisa Abram, Chefe do Departamento de Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB); e a Geofísica e mestre em geociências aplicadas Maria Alagia, Diretora de Negócios na Neogeo Geotecnologia.
Não é novidade que o Brasil é um país estratégico pro mundo na produção de alimentos. Mas o que talvez muitos não saibam é que a mineração tem um papel fundamental na produção agrícola e, consequentemente, na segurança alimentar. E em um cenário de crescimento populacional e crises políticas internacionais, o Brasil - e a Bahia - têm investido na busca por depósitos de substâncias utilizadas na melhoria do solo, para diminuir a dependência e também os custos da agricultura brasileira.

O assunto foi tratado durante o segundo episódio do projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), que teve como tema "O mundo invisível dos minerais que movem a sua rotina". Doutora na pesquisa de fosfato, a Geóloga Maisa Abram, Chefe do Departamento de Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB), deu como exemplo a região oeste da Bahia, um dos maiores polos da agricultura no país, mas que tem um solo pobre em nutrientes.
“[Os terrenos do oeste] São basicamente areias, são arenitos. Então, a fertilidade é quase zero, em termos de crescimento de plantações. Então, tem que repor o fertilizante ali, porque senão nada se produz”, apontou. “Você tem que colocar ali o NPK - o nitrogênio, o fósforo, o potássio, que são nutrientes básicos para as plantas. Determinados plantios precisam mais de nitrogênio, ou mais fósforo, ou mais potássio… Essa parte da identificação, que é feita por outros órgãos, mas o recurso vem da mineração. Então, você precisa minerar”, detalhou a especialista.
Atualmente, a Bahia conta com a produção de fertilizantes fosfatados da Galvani, empresa brasileira que atua no chamado MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e tem áreas na região de Irecê e Angico dos Dias, distrito de Campo Alegre de Lourdes, no norte do estado.
Porém, Abram alerta que ainda é preciso investir mais para diminuir essa dependência externa, aproveitando a identificação de depósitos e alternativas internas. “A gente não tem uma produção de potássio. E geralmente a produção de nitrogênio vem das empresas do petróleo, que a gente está tentando reabilitar essas empresas produtoras de nitrogênio no Brasil, porque há uma competição de preços que vêm do material importado em relação à produção nacional. Então, é difícil fazer mineração. Você tem toda essa competitividade do mercado mundial”.
“DESASTRE INTERNACIONAL”
O país bateu recorde de importações de fertilizantes em 2025, com um total de 44,96 milhões de toneladas, que representam 80% do que é consumido pela produção brasileira - o que torna esse mercado sensível a preços internacionais, câmbio e questões geopolíticas. Questionada sobre um cenário hipotético em que o Brasil não tivesse mais acesso a essas importações, Abram explicou que as consequências seriam desastrosas não só para o mercado interno, mas também para o mundo inteiro.
"Seria um desastre a nível internacional. A nossa produtividade está totalmente relacionada ao uso de fertilizantes. Então isso teria um impacto no preço dos alimentos, a nível interno, e teria também um impacto a nível mundial. Nós somos um dos principais exportadores de alimentos, e isso também tem um impacto”, sugeriu. “Há alguns anos, a FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, colocou inclusive um desafio para o Brasil de aumentar a produtividade em mais 40%, em relação à necessidade que o mundo vai ter até 2050, considerando o crescimento da população mundial. Então isso realmente seria um desastre”, completou.
Este cenário demonstra como vira estratégico encontrar essas fontes dessas substâncias aqui na Bahia. Por isso, a CBPM e o SGB têm realizado estudos em conjunto para encontrar alternativas. “Nós somos acompanhados pelo Plano Nacional de Fertilizantes. Existe uma estratégia em termos de metas, do quanto a gente vai conseguir reduzir a nossa dependência, em nível de Brasil, ao longo dos anos até 2050. Dentro dessa estratégia, a geração de dados pré-competitivos para a questão da segurança alimentar é básica, é uma prioridade do governo, e a gente tem trabalhado nesse sentido”, compartilhou a especialista.
BAHIA COMO CASE DE SUCESSO
Um dos desafios para novos investimentos no setor, contudo, é o preço dos minerais, que pode transformar o projeto em algo que não seja viável comercialmente. Maria Alagia, Diretora de Negócios na Neogeo Geotecnologia, reforçou que isso torna muitos projetos de mineração de altíssimo risco, o que torna dados pré-competitivos gerados pelo SGB e pela CBPM estratégicos para a atração de investimentos para o setor, o que foi reforçado pelo diretor técnico da CBPM, Williame Cocentino.
MINERAÇÃO PARA TODOS
Na última segunda-feira (8), o Bahia Notícias lançou o projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), com o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Os episódios, gravados em formato de podcast, vão levantar o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles tem o tema “Terras raras não são terras nem raras”, e está disponível no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Para o bate-papo, o Bahia Notícias recebeu o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o diretor técnico da companhia, Williame Cocentino; e o consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor. Ao longo da conversa, os convidados explicam o que são terras raras, seu uso na indústria - e como elas chegam à rotina das pessoas -, além do que essa extração representa em relação a impactos ambientais, sociais e econômicos.
Você toca ou consome minerais centenas de vezes ao dia, sem nem mesmo notar. Mas se eles estão tão presentes no dia a dia do mundo inteiro, por que a mineração ainda enfrenta tanta resistência? Para debater essa visão complexa e traduzir a relevância do setor para a economia, a tecnologia e o desenvolvimento social, o Bahia Notícias traz o segundo episódio do projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”.
Com o tema "O mundo invisível dos minerais que movem a sua rotina", o conteúdo vai ao ar às 12h desta segunda-feira (13), no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), o podcast tem o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Para o bate-papo, o Bahia Notícias recebe o diretor técnico da CBPM, Williame Cocentino; a Geóloga e doutora na pesquisa de fosfato, Maisa Abram, Chefe do Departamento de Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB); e a Geofísica e mestre em geociências aplicadas Maria Alagia, Diretora de Negócios na Neogeo Geotecnologia. Ao longo da conversa, os convidados explicam onde estão esses minerais, como são essenciais para diversos setores da sociedade e os desafios de aliar o desenvolvimento da mineração com as principais práticas de sustentabilidade.
"As pessoas já estão acostumadas com a ideia de que precisam de um celular e que vão à loja para comprar um celular, mas não entendem toda a cadeia que é necessária para que esse celular chegue ali. O celular tem uma quantidade enorme de elementos, desde as terras raras até alumínio, o lítio nas baterias, a sílica nas telas... E na história da humanidade, se você não colhe, você vai ter que minerar", reforçou Cocentino.
Segundo o especialista, em um momento crucial para a transição energética, também é preciso usar o que há de natural a seu favor. "Sabendo que as mudanças climáticas estão acontecendo, e o homem é culpado por isso, se a gente quer passar pra uma sociedade com baixa emissão de carbono, necessariamente a gente vai precisar dos minerais. Porque essa conversão precisa ser feita, e isso impacta a nossa sobrevivência", completou o diretor.

VETOR DE CRESCIMENTO
Um outro viés trazido pelo episódio, e que é pouco conhecido, é o desenvolvimento das áreas que recebem os projetos de mineração. Alagia detalha que a descoberta de depósitos novos geralmente acontecem longe dos grandes centros, o que funciona como vetor de crescimento. "A gente não tem como querer que o depósito [mineral] esteja em uma área fácil e rica. O depósito vai estar em uma área difícil e pobre, e as mineradoras vão ter que desenvolver essa área. Vai ter que se pensar em estradas, em escolas, em cursos...", exemplificou.
Cocentino trouxe um caso prático de uma mina que foi instalada no semiárido do Rio Grande do Norte: "Para a mina produzir, ela precisa de água, mas está em uma região com um déficit hídrico enorme. Como você resolve o problema sem impactar a comunidade - já que você não pode disputar com a cidade? A solução que eles acharam foi tratar o esgoto para essa água ser utilizada no processamento. Quando é que esse município ia conseguir fazer um saneamento básico para atender a população? A mineradora funcionou nesse caso como um vetor de desenvolvimento".
Além do impacto direto, também há os benefícios indiretos, como a geração de emprego e renda. Abram traz o dado de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) de que, a cada emprego direto, o setor cria 11 vagas indiretas. "Se o Brasil estimula o setor de mineração, e se a gente conseguir passar para essa fase da transformação, essa relação vai ser ainda maior. [...] O impacto tem - na verdade, o homem pisou na areia da praia, já tem o impacto da pegada dele. São escolhas que, enquanto humanidade, nós precisamos fazer. Se a empresa de mineração é responsável e sustentável, dá certo".
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a empresa chinesa CNOOD Asia assinaram, nesta sexta-feira (10), um protocolo de intenções para iniciar os estudos voltados à implantação de um polo industrial de processamento de rochas ornamentais na Bahia. A iniciativa busca fortalecer a cadeia produtiva do setor e ampliar a participação do estado no mercado global.
O acordo marca o início da fase de avaliação da viabilidade do empreendimento, que inclui a definição da área de instalação e o levantamento da infraestrutura necessária para a execução do projeto. Entre os pontos previstos está a análise da implantação de um porto alfandegado para dar suporte às operações de exportação.
Pela parceria, a CNOOD ficará responsável por desenvolver estudos técnicos, análises de mercado e propostas de engenharia para o complexo industrial. Já a CBPM fornecerá informações sobre o potencial geológico da Bahia e dados relacionados à produção de rochas ornamentais no estado.
Segundo o presidente da CBPM, Henrique Carballal, os estudos serão realizados em breve. “Os estudos serão desenvolvidos ao longo dos próximos meses e servirão de base para a definição do modelo de implantação do empreendimento e das futuras etapas do projeto”, informou Carballal.
O interesse mundial em terras raras tem levado o tema às principais reuniões entre líderes de todo mundo. A demanda é tão alta que, nas últimas reuniões realizadas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi citada tanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto pelo seu principal opositor nas urnas nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro. E as terras raras devem entrar também em pauta nas plataformas de campanha, que possuem visões bem distintas de política internacional.
Questionado sobre este cenário durante o podcast "Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão", o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, reforçou que o governo de Jerônimo Rodrigues acompanha o discurso adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que "entende que a riqueza do nosso povo deve ser utilizada para o desenvolvimento da nossa sociedade". "Nós não vamos entregar nada para ninguém. Todo o patrimônio numeral do Brasil, neste governo, pertence ao povo brasileiro. Não existe nenhuma discussão de 'entregar', seja para o governo americano, [...] seja para chineses, cubanos, russos...", garantiu.
"Alguém que ainda defenda políticos que defendam entregar a Amazônia e entregar o patrimônio mineral do nosso povo para qualquer político... Eu só consigo compreender porque eles bebem detergente", criticou Carballal.
O gestor da companhia destacou que tem atuado para buscar, por outro lado, parcerias com outros países, mas colocou que essas relações têm seguido uma premissa fundamental: "A CBPM faz parceria com qualquer nação do mundo, desde que nós, em primeiro lugar, sejamos protagonistas desse processo". Para aproveitar o momento em que essas terras raras estão no centro do debate, a proposta dos baianos é buscar quem já tenha a tecnologia necessária para a extração e processamento, garantindo o compartilhamento dessas pesquisas e também do retorno financeiro dos projetos. E é este caminho que deve ser seguido, inclusive, com as plantas industriais que farão o processamento de terras raras no estado. "Não significa dizer que nós estamos entregando as riquezas da Bahia, entregando as terras raras da Bahia, para nenhum grupo estrangeiro. Até porque a CBPM será sócia do processo, da mina ao refino".
Como exemplo dessa postura, ele citou ainda um processo judicial movido pela companhia contra uma empresa canadense, que tinha um contrato assinado para explorar ouro no município de Santa Luz. "Eu já comecei a brigar com eles porque a ação social deles era ensinar as crianças do sertão a jogar críquete", explicou, apontando que o problema se agravou posteriormente. "Eles venderam essa área por US$ 1,015 bilhão pra uma empresa chinesa. Nós entramos na Justiça e conseguimos uma liminar, um desembargador depois suspendeu os efeitos da liminar, e a gente espera que a Justiça da Bahia - e conclamo as outras instituições, o Ministério Público - que entre na defesa do nosso patrimônio. Porque a CBPM entrou nessa luta para defender os interesses do nosso povo".
AS PROFISSÕES DO FUTURO?
Com a atenção do mundo voltada para a mineração, também se abrem portas do mercado de trabalho em diversas áreas envolvidas, desde o momento de identificação dos depósitos. O diretor técnico da CBPM, Wiliame Cocentino, apontou quais profissões que, em sua visão, devem ter mais oportunidades nos próximos anos. E claro que a sua formação, de geólogo, é uma das mais promissoras.
"Você tem diversos países que falam que o grande gargalo deles são os profissionais associados à mineração: geólogos, engenheiros de mina, de produção, engenheiros químicos...", frisou. Cocentino adicionou, contudo, que uma das dificuldades do setor é que os profissionais não conseguem trabalhar "perto de casa": "O depósito está onde ele está, e geralmente não está ao lado dos grandes centros urbanos".
"O seu início tende a ser mais desafiador, mas é uma profissão da qual me orgulho muito, porque me colou em lugares que eu não imaginava, me permitiu conhecer lugares que eu não pensava em conhecer", defendeu o diretor.
Por outro lado, talvez haja um outro estímulo para quem pensa em progressão de carreira: os salários de quem trabalha no setor estão entre os mais altos em todo o mundo. "Os melhores salários são da mineração. Não existe no mercado melhor salário", cravou Carballal.
Consultor especialista em terras raras, Antônio Vitor fez ainda um adendo: mesmo as profissões de outras áreas já são impactadas por esse debate, já que esses elementos químicos também têm levado a grandes transformações na rotina de profissões como a medicina, por exemplo.
MINERAÇÃO PARA TODOS
Nesta semana, o Bahia Notícias lança o projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), com o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Os episódios, gravados em formato de podcast, vão levantar o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles tem o tema “Terras raras não são terras nem raras”, e vai ao ar às 12h desta segunda-feira (8), no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Para o bate-papo, o Bahia Notícias recebe o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o diretor técnico da companhia, Williame Cocentino; e o consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor. Ao longo da conversa, os convidados explicam o que são terras raras, seu uso na indústria - e como elas chegam à rotina das pessoas -, além do que essa extração representa em relação a impactos ambientais, sociais e econômicos.
Uma das principais preocupações da população quando se fala de mineração é o impacto ambiental. A imagem de enormes “buracos” em terrenos, e o receio em relação aos resíduos e aos riscos de contaminação do solo permeiam o imaginário coletivo. Por isso, o debate sobre os grandes depósitos de terras raras na Bahia acendem um alerta em quem acompanha o assunto. Mas algumas características específicas dos depósitos baianos podem minimizar as consequências. Ao menos é o que garantem os especialistas ouvidos no primeiro episódio do projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”.
De acordo com o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Williame Cocentino, cada mina tem uma maneira diferente de instalação, mas os projetos esperados para a Bahia devem ter um menor impacto ambiental do que os associados a outros tipos de solos. "Geralmente, os depósitos associados à argila iônica são os que têm o menor impacto. [...] Posteriormente, você nem vai perceber que aquilo ali foi uma mina. Quando você pensa em uma mina, você vê aquele 'buraco'. [Mas nesse processo] Você não tem essa alteração de paisagem para esse tipo de depósito que a gente está trabalhando", adiantou.
Além disso, um outro ponto favorece algumas áreas mapeadas no estado: o acompanhamento próximo da companhia, que é vinculada ao governo da Bahia. O diretor explica que , apesar de a fiscalização das áreas de exploração mineral ser uma atribuição da Agência Nacional de Mineração, a CBPM tem um “compromisso maior” nas áreas da Bahia, com maior rigor nos contratos: “Quando a CBPM está associada, você tem uma camada a mais de segurança para a população”.
“É só você olhar as minas que estão em atividade associadas à CPBM - que não são todas da Bahia -, e em que a relação com as comunidades é a melhor possível, existem diversos projetos sociais apoiados, todas as licenças são requeridas de maneira correta e sem nenhum tipo de atalho. É um carimbo de maior segurança para a população", garantiu Williame.
“FILÉ MIGNON” DAS RESERVAS
O presidente da CBPM, Henrique Carballal, compartilhou durante a gravação que a instituição tem focado no que eles apelidaram de "filé mignon" dessas reservas, que são os depósitos com as melhores condições de extração e que não oferecem nenhum risco de radioatividade.
"É muito comum as terras raras estarem associadas a minerais portadores de urânio. Então é um cuidado que a gente tem. Mas não é uma condição 'sine qua non'. Ou mesmo quando ela está associada ao urânio, nem sempre é uma quantidade que vai trazer algum risco para a população. [...] Nas áreas que a CBPM tem esse trabalho, a concentração de urânio, os valores associados a urânio e tório - que é um outro elemento radioativo - são mais baixos. Então traz um risco menor, não teria uma condição de licenciamento mais rígido, e seria mais seguro de desenvolver um projeto", detalhou Williame.
Apesar da palavra “radioatividade” ser mais um gatilho para quem se preocupa com as consequências de um projeto como este, o consultor e especialista em terras raras, Antônio Vitor, tranquiliza com uma comparação que exemplifica os níveis de exposição nesse caso: "Um caminhão de banana indo para a Ceasa tem mais urânio do que as terras raras da CBPM".
"Não existe nada que não tenha nenhum impacto ambiental. Todavia, não é o impacto que se imagina quando você pesquisa 'terras raras na China'. Aquilo é uma refinaria de terras raras, o que é completamente distinto da extração in situ", reforçou o consultor, trazendo uma previsão do que poderia acontecer na Bahia, como no depósito que é encontrado no Piemonte de Jequié. "Por exemplo, Poções, que é um agreste, quase um sertão, e fizer uma extração de terras raras com lixiviação in situ, quando vier a próxima chuva, vai fertilizar aquela terra muito mais do que antes e trazer um benefício para aquela região, porque o solo vai ficar rico em ureia”, avalia.
Antônio Vitor complementou ainda sobre uma dúvida comum quando se fala de terras raras: a possibilidade de reciclar esses elementos de produtos descartados, como os próprios celulares. "Reciclar ainda é muito mais caro do que produzir, por uma questão de escala. Reciclar depende de uma cadeia de retornar esses elementos, uma série de pessoas nesse processo, o envolvimento de milhões de pessoas, talvez bilhões no mundo. Então reciclar é muito mais complexo e mais caro", justificou. Ainda assim, o consultor compartilhou que já há iniciativas em alguns lugares do mundo que trabalham com a perspectiva de reciclagem dos elementos de terras raras e também de outros elementos associados à produção de eletrônicos.
MINERAÇÃO PARA TODOS
Na última segunda-feira (8), o Bahia Notícias lançou o projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), com o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Os episódios, gravados em formato de podcast, vão levantar o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles tem o tema “Terras raras não são terras nem raras”, e está disponível no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Para o bate-papo, o Bahia Notícias recebeu o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o diretor técnico da companhia, Williame Cocentino; e o consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor. Ao longo da conversa, os convidados explicam o que são terras raras, seu uso na indústria - e como elas chegam à rotina das pessoas -, além do que essa extração representa em relação a impactos ambientais, sociais e econômicos.
As terras raras têm atraído cada vez mais atenção do debate global. Energias renováveis, carros elétricos, robôs, formas de armazenamento de energia… Hoje, as principais tecnologias do mundo incluem também a preocupação do fornecimento desses elementos, que na verdade não são terras, nem mesmo raras. Para explicar o termo, seu impacto no mundo e a posição estratégica da Bahia nesse processo, o Bahia Notícias lança hoje o primeiro episódio do projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”.
Patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), o conteúdo em formato de podcast tem o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Os episódios vão levantar o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles tem o tema “Terras raras não são terras nem raras”, e vai ao ar às 12h desta segunda-feira (8), no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Para o primeiro bate-papo, o Bahia Notícias recebe o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o diretor técnico da companhia, Williame Cocentino; e o consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor. Ao longo da conversa, os convidados explicam o que são terras raras, seu uso na indústria - e como elas chegam à rotina das pessoas -, além do que essa extração representa em relação a impactos ambientais, sociais e econômicos.
MAS AFINAL, O QUE SÃO TERRAS RARAS?
As terras raras são 17 elementos químicos metálicos. Apesar de estarem na tabela periódica aprendida por estudantes em todo o mundo, eles têm nomes ainda pouco conhecidos da população: escândio, ítrio, lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio.
Henrique Carballal explicou que o nome foi dado por esses elementos serem encontrados no solo, especialmente a argila iônica, e terem uma difícil forma de extração - apesar de estarem presentes de forma curiosamente abundante no mundo. "Só na Bahia, hoje, já existem mais de 1.200 requerimentos de áreas que foram identificadas que possuem os elementos de terras raras", exemplificou o presidente.
"A dificuldade que existe para você conseguir obter essas terras raras é a característica principal delas, porque elas estão 'unidas', em um óxido único - que é o que a gente procura quando vai identificar essas áreas. Como eles têm uma composição química muito semelhante, é difícil individualizá-los", complementou Cocentino, explicando que, em quantidade, outros elementos como ouro são muito mais raros.
Quem trouxe o exemplo prático da presença no nosso dia a dia foi Antonio Vitor. O consultor apontou que o próprio podcast seria inviável sem a aplicação desses elementos químicos: "Esse podcast não existiria, e mesmo que existisse o ouvinte não seria capaz de ouvir, porque o autofalante é feito de neodímio e praseodímio. O que faz o som sair desse microfone, passar por esse fio e estar lá no autofalante em qualquer lugar do mundo é o imã que ecoa os pulsos". Outro exemplo, mais antigo, são os faróis de dínamo em bicicletas.
Mas o debate atual é ainda mais urgente por causa da demanda cada vez mais alta para atender as grandes indústrias, especialmente as Big Techs. Não por acaso, o tema tem sido citado em reuniões de líderes mundiais, como Donald Trump, assunto que também foi abordado no projeto.
Com as informações de terras com potencial de exploração, identificadas pelos pesquisadores da CBPM, o governo do estado passou a atuar também na atração de grandes empresas capazes de extrair esses elementos do solo baiano, permitindo que a Bahia seja pioneira no processo de refino fora da China.
"Graças às terras raras, nós todos iremos assistir nos próximos 5, 10 anos, uma transformação muito grande na vida humana. Porque você vai ter robôs responsáveis por atividades que hoje são praticadas por humanos. Já existem em várias cidades do mundo em que carros andam sem motoristas. Eu começo a perceber que muito em breve você não vai precisar dirigir um carro. É uma revolução que está acontecendo", avaliou Carballal.
Com estas indústrias chegando ao estado, o tema ganha ainda mais relevância no dia a dia da população. Por isso, o podcast "Mineração para Todos" debate também o trabalho da CBPM na geração de pesquisas, no acompanhamento dos eventuais impactos ambientais, e na identificação do potencial do estado em uma área estratégica para o globo.
“O problema não é ter as terras raras, porque nós temos várias. É você ter a tecnologia para processá-las”. A declaração do presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, resume a relevância de um novo momento estratégico no estado: a atração de indústrias capazes de transformar a Bahia em um ponto estratégico para o mundo.
As chamadas terras raras são elementos químicos essenciais para o desenvolvimento de inúmeras tecnologias que são cada vez mais frequentes na rotina de bilhões de pessoas. Mas o mundo enfrenta dois desafios: encontrar lugares que de onde esses elementos possam ser extraídos - de uma forma rentável, sobretudo -, e ter a capacidade de separar esses elementos em uma quantidade que atenda à demanda crescente das Big Techs.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Carballal anunciou que, em breve, o governo do Estado deve anunciar a instalação de três empresas que farão essa extração dos elementos, a partir de áreas de terras raras que já foram mapeadas em solo baiano. “A CBPM vai trazer três plantas industriais para a Bahia. Uma para a gente purificar - ou seja, da mina nós vamos extrair as terras raras, e purificar, fazendo o carbonato de terras raras. Em seguida nós vamos fazer o óxido de terras raras, para depois ter uma outra planta, com uma tecnologia muito avançada, para poder fazer a separação dos elementos químicos. Então nós vamos ter condições de vender não a commodity, mas de fato exportar produtos agregados de alta tecnologia, mais uma vez posicionando a Bahia como destaque mundial na transição energética e nessa revolução tecnológica que a gente está vivendo”, comentou, durante a gravação do podcast Mineração Para Todos, projeto especial do BN.

Etapas do refino de terras raras | Arte: Bahia Notícias
PIONEIRISMO
De acordo com Wiliame Cocentino, diretor técnico da CBPM, hoje, grande parte dessa tecnologia de refino se encontra na China, que detém boa parte da cadeia que é necessária desde a extração até a separação de cada um desses 17 elementos. O consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor, explicou que essa liderança dos chineses é fruto de um investimento feito pelo país em 1982, que fez com que hoje eles tivessem a capacidade de separar as cerca de 20 mil toneladas consumidas desses elementos hoje, em todo o globo.
Para efeito de comparação, a Bahia só entrou neste debate há poucos anos, apesar de já realizar um trabalho de pesquisa mineral há décadas. A própria CBPM foi criada há 53 anos, como uma empresa de pesquisa e desenvolvimento vinculada ao governo do Estado, mas somente em novembro de 2023 registrou o primeiro requerimento de terras raras. Segundo Carballal, antes não havia “entendimento do potencial dessas áreas”, mas a mudança do foco da companhia para o tema fez com que, atualmente a Bahia já tenha 61 áreas de terras raras mapeadas com capacidade de exploração efetivas.
Porém, o especialista Antonio Vitor apontou que este debate deve se intensificar nos próximos anos, especialmente com a demanda crescente por esses elementos em larga escala. “Segundo Elon Musk, na última viagem dele à China, somente a empresa dele de robótica, que vai 'substituir' a mão de obra, vai consumir, até 2040, 34 mil toneladas. E segundo ele, este é o motivo de estar na China: garantir o fornecimento. A produção da China hoje não é suficiente para atender a demanda da China. É aí que o Brasil e a CBPM entram", explicou o consultor.
Antonio frisou que, a partir da instalação dessas indústrias, a Bahia vai ter um papel fundamental porque vai ser o primeiro estado fora da China que vai separar as terras raras em quantidade suficiente para atender ao mercado, apesar de ainda não fazer a redução para metal. "Existem várias iniciativas, na Austrália, na Malásia, nos EUA, na Estônia, na França... Mas em escala comercial, vai ser o Brasil, através da Bahia”, concluiu.
MINERAÇÃO PARA TODOS
Nesta semana, o Bahia Notícias lança o projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), com o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.
Os episódios, gravados em formato de podcast, vão levantar o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles tem o tema “Terras raras não são terras nem raras”, e vai ao ar às 12h desta segunda-feira (8), no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Para o bate-papo, o Bahia Notícias recebe o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o diretor técnico da companhia, Williame Cocentino; e o consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor. Ao longo da conversa, os convidados explicam o que são terras raras, seu uso na indústria - e como elas chegam à rotina das pessoas -, além do que essa extração representa em relação a impactos ambientais, sociais e econômicos.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral celebrou, nesta sexta-feira (22), a estreia da mineradora canadense Homerun Resources Inc. na B3.
A empresa desenvolve, em parceria com a CBPM, um projeto para instalação da primeira fábrica de vidro solar fora da China no município de Belmonte, no sul da Bahia.
A iniciativa integra o Projeto Brasil Transparente e será implantada a partir do potencial de sílica de alta pureza encontrado em áreas da estatal baiana no distrito de Santa Maria Eterna. O material é utilizado na produção de vidro solar voltado à indústria de energia limpa.
A cerimônia de abertura de capital da empresa ocorreu na sede da B3, em São Paulo, e contou com a presença do CEO da Homerun, Brian Leeners, além de representantes da companhia, autoridades públicas e integrantes do setor empresarial.
Participaram do evento o presidente da CBPM, Henrique Carballal, o vice-presidente da estatal, Carlos Borel, o prefeito de Belmonte, Iêdo Elias, e o superintendente comercial de Relacionamento e BDR da B3, Ricardo Morbim.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) participou do Seminário Portuário realizado no Porto de Lisboa, em Portugal, nesta quinta-feira (14). A apresentação foi conduzida pelo presidente da CBPM, Henrique Carballal, que abordou o papel da mineração como um vetor de desenvolvimento econômico para a Bahia
A presença da entidade teve o objetivo de fortalecer a presença da mineração baiana no cenário internacional. Na apresentação, Carballal destacou o protagonismo do estado na concentração de minerais considerados essenciais para a transição energética global, como níquel, cobre, cobalto, ferro, titânio, vanádio, grafita e terras raras.
“A Bahia possui um enorme potencial mineral, estratégico para o futuro da transição energética global. Temos trabalhado para transformar esse potencial em novas oportunidades para o povo baiano”, falou Carballal.
O Seminário Portuário integra a programação da Missão Portuária Empresarial Bahia–Portugal 2026, realizada pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Embaixada do Brasil em Lisboa.
A iniciativa reúne representantes do setor público e empresarial em uma agenda composta por seminários, rodadas de negócios, visitas técnicas e encontros institucionais nos portos portugueses, a fim de estimular novas oportunidades comerciais e fortalecer as relações entre Bahia e Portugal.
Um evento realizado pela Atlantic Nickel, em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), reuniu empresários e representantes da indústria baiana para apresentar potenciais negócios na região de Itagibá, no sul da Bahia, vinculados ao Projeto Underground da Mina Santa Rita. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira (1º), na Fieb, em Salvador, e apresentou a nova etapa de expansão da produção de níquel na Bahia.

A proposta foi destacar o potencial de geração de emprego, renda, desenvolvimento socioeconômico e fortalecimento da cadeia produtiva mineral, mantendo a renda em solo baiano. Durante a tarde, foram apresentadas as demandas de suprimento do empreendimento, que será a maior mina subterrânea de níquel da América Latina, promovendo a conexão entre fornecedores de bens e serviços e o projeto.
"É um grande salto qualitativo no desenvolvimento da mineração do nosso estado. É a primeira vez que nós vamos ter uma produção underground desse tamanho, com inicialmente 250 km de túneis, mas com potencial pra chegar a 300 km. Naturalmente, isso trará um incremento de números e de insumos que a indústria baiana precisa estar preparada pra suprir", defendeu o presidente da CBPM, Henrique Carballal.
Segundo o gestor, hoje a mina na superfície opera com 500 funcionários, mas a expectativa é ter um incremento de 1.500 pessoas no quadro quando houver a expansão. "Isso dá a dimensão do potencial que esse projeto traz. E a gente veio aqui hoje apresentar para o empresariado baiano para que ele possa estar preparado para suprir as demandas que esse projeto tem e a gente não assista indústrias de São Paulo, de Minas, do Rio, ou de qualquer outra parte do país [assumir os contratos]. Não tem nenhum problema, mas o que a gente quer de fato é desenvolver a economia da Bahia", detalhou Carballal.
Presente na apresentação, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, destacou a relevância do encontro para gerar negócios dentro da Bahia. "O nosso desafio é dar oportunidade aos empreendedores, fornecedores e produtores baianos. [...] Por isso, precisamos valorizar, porque em eventos como esse a gente envolve o empresariado baiano. E isso é muito bom para todos: para o fornecedor baiano, que tem a oportunidade de fazer; mas também para o empreendedor que tem a oportunidade de pegar um parceiro que conhece o território, as características especiais do território da Bahia. E ainda é bom para o estado, para a cidade que está recebendo, para que possa usufruir da melhor forma possível desse investimento", resumiu.

O níquel encontrado na região de Itagibá é o chamado níquel sulfetado, um tipo de minério primário de alto teor, essencial para a produção de níquel puro (99,9%) e baterias de veículos elétricos. Durante o encontro com os representantes da indústria, Carballal explicou que a CBPM tem conversado com especialistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Senai Cimatec para criar uma patente e diferenciar no mercado o material baiano de outro de menor potencial, encontrado em países como a Indonésia.
O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, afirmou que a Bahia tem 61 áreas com potencial para exploração de terras raras. A declaração foi feita durante a inauguração das atividades do Projeto Underground na Mina Santa Rita, em Itagibá, no Médio Rio de Contas.
Segundo nota desta terça-feira (31) do Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias, Carballal declarou que as áreas identificadas apresentam viabilidade não apenas para a atividade de mineração, mas também para abastecimento de processos industriais associados.
Para ele, o principal desafio relacionado às terras raras não está na localização dos minerais, mas na tecnologia necessária para sua extração. De acordo com o presidente da CBPM, esses minerais podem ser encontrados em diferentes formações geológicas, como argila iônica e rocha dura. Ele afirmou que o governo estadual, por meio da companhia, já dispõe de tecnologia para realizar esse tipo de extração.
Carballal também relatou que a Bahia busca atrair três tipos de plantas industriais voltadas ao processamento desses minerais: unidades de purificação, oxidação e separação.
A instalação dessas estruturas pode viabilizar o desenvolvimento de uma cadeia produtiva mais ampla, incluindo indústrias voltadas à fabricação de ímãs, equipamentos de transmissão elétrica, dispositivos tecnológicos e componentes utilizados em sistemas de inteligência artificial.
As terras raras são consideradas estratégicas para a produção de tecnologias modernas.
A Bahia deu mais um passo para se consolidar como protagonista na cadeia global de minerais críticos e estratégicos com a abertura do Portal Sul da Mina Santa Rita, no sul do estado. O evento, realizado nesta quinta-feira (26), marcou o início da construção da maior mina subterrânea de níquel da América Latina.
O projeto é desenvolvido pela Appian Capital Brazil e pela Atlantic Nickel, em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).
Antes da implantação da etapa subterrânea, a operação a céu aberto se aproximava da exaustão de suas reservas, o que poderia gerar impactos sobre empregos e sobre a cadeia produtiva na região. Com a nova fase, esse cenário tende a ser revertido: o projeto deve ampliar a produção e estender a vida útil da mina por pelo menos mais 30 anos, garantindo continuidade operacional e estabilidade para trabalhadores e fornecedores.
A abertura oficial do Portal Sul, marcada pelo desmonte de rochas, contou com a presença do presidente da CBPM, Henrique Carballal; do vice-presidente, Carlos Borel; do diretor administrativo e financeiro, Luís Otávio Borges; do gerente de Geologia Básica e Aplicada, Williame Cocentino; e do gerente administrativo, Gerson Evangelista.
Durante a cerimônia, Carballal destacou a relevância do projeto e o papel do governo estadual na viabilização da nova fase.
“Estamos diante de um empreendimento que posiciona a Bahia no centro das discussões globais sobre minerais críticos e transição energética”, afirmou.
O níquel é considerado um mineral estratégico para a economia global, especialmente por seu papel na produção de baterias para veículos elétricos e tecnologias de armazenamento de energia. Nesse contexto, a Mina Santa Rita ganha relevância ao ampliar a presença do Brasil em uma cadeia produtiva em expansão.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) segue em ampliação de atividades no interior da Bahia. Na noite desta quinta-feira (27), a prefeitura de Irecê, no Centro Norte, assinou uma ordem de serviço que confirma R$ 7 milhões em obras de infraestrutura urbana, recursos viabilizados por meio do Projeto Irecê, parceria entre a CBPM e a Galvani.
O pacote inclui pavimentação com piso intertravado, recapeamento em asfalto quente e requalificação de praças, ações que devem melhorar a mobilidade urbana em diversos bairros do município. Presente na ocasião, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, relatou que os investimentos reforçam o modelo de mineração sustentável e inclusiva adotado pela estatal.
Segundo o gestor, a iniciativa demonstra que o setor mineral pode gerar riqueza local, garantindo benefícios reais antes mesmo do início da operação do projeto. “Estamos trazendo benefícios concretos com investimentos diretos no desenvolvimento urbano de Irecê. Esse é um passo importante para mostrar que a riqueza produzida aqui fica aqui”, afirmou Carballal.
Ele também ressaltou o alinhamento com a orientação do governador Jerônimo Rodrigues para fortalecer a mineração com foco no desenvolvimento social da população baiana.
Para o prefeito de Irecê, Murilo Franca (PSB), o pacote de obras representa uma transformação significativa no município. Serão mais de 80 mil metros quadrados de pavimentação, além de melhorias na trafegabilidade e na saúde pública. “O presidente Carballal colocou a CBPM em um lugar de destaque e foi fundamental para que este anúncio se tornasse realidade”, disse Franca.
O ex-prefeito Elmo Vaz, também presente no encontro, reforçou o impacto social das intervenções. “Pavimentação não é só concreto ou asfalto. Ela leva dignidade, saúde e valoriza os imóveis das famílias. Praças geram lazer, convivência e qualidade de vida”, declarou Vaz.
Já a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Sylvia Tabarin, lembrou que já foi anunciado R$ 1 milhão para iniciativas voltadas à educação, esporte e sustentabilidade, em parceria com organizações locais. “Agora unimos investimentos estruturantes a ações sociais de longo prazo, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento do território”, afirmou Tabarin.
A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração 2025 (EXPOSIBRAM) encerrou suas atividades na capital baiana, nesta quinta-feira (30), com registro de sucesso: ao todo foram mais de 50 mil participantes em quatro dias de programação. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), no Centro de Convenções Salvador, o evento transformou a capital baiana em vitrine da inovação, sustentabilidade e do futuro da mineração brasileira.
Ao longo dos quatro dias, a EXPOSIBRAM 2025 reuniu mais de 400 estandes compondo a feira internacional de negócios e um público diverso. Entre os mais de 50 mil visitantes foram 4 mil estudantes, jovens e crianças que vivenciaram as experiências educativas do Mineramundo e 2.600 congressistas, que acompanharam 3.500 horas de debates, palestras e painéis técnicos e científicos, reforçando o caráter dinâmico e multidisciplinar do evento.
A cerimônia de encerramento da contou com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann; do presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal; e do presidente e CEO do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Rohitesh Dhawan, entidade que lidera as práticas de sustentabilidade no setor.
EDIÇÃO MARCANTE
Em seus discursos, os líderes do setor mineral no Brasil reforçaram o papel estratégico da mineração no desenvolvimento econômico, na transição energética e na inovação tecnológica. Raul Jungmann destacou o ambiente de diversidade e integração que marcou o encontro em Salvador. Para o presidente do IBRAM, a cultura e a história baianas inspiraram o espírito de colaboração e respeito que pautou o evento, promovendo um verdadeiro encontro entre diferentes segmentos da sociedade e da indústria.
“Isso é fundamental no Brasil. É tão importante para nossa unidade, que exista essa forma de pensar, de ver, de construir uma sociedade como ela é aqui”, declarou. Ainda segundo Jungmann, a atmosfera positiva e o engajamento dos participantes reforçaram o sucesso da realização da EXPOSIBRAM na Bahia.
BAHIA É PROTAGONISTA
Quem também celebrou o sucesso do evento foi o presidente da CBPM, que destacou a relevância da Bahia na cadeia produtiva mineral, especialmente pela diversidade de minerais estratégicos fundamentais à preservação ambiental e à transição energética global.
“Os minerais que vão salvar o planeta estão aqui. Os minerais que vão garantir a preservação da vida estão aqui e a transição energética passa pela Bahia e pelo Brasil e passa, portanto, pela política que o IBRAM vem tão bem desenvolvendo para todos os estados brasileiros, sob a liderança de Raul Jungmann”, declarou Carballal.
O potencial brasileiro para minerais críticos e estratégicos para a transição energética foi tema de painel da EXPOSIBRAM 2025, que ocorreu no Centro de Convenções Salvador, na tarde de hoje (29). O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, moderou o painel “Potencial brasileiro para minerais críticos e estratégicos”, um dos destaques do congresso.
As discussões do painel foram conduzidas por um time de peso, reunindo perspectivas que passaram pelo desenvolvimento regional até a visão de mercado global. A programação teve como participantes Brian Leeners, CEO da Homerun Resources, Emerson Souza, vice-presidente de Relações Institucionais da Brazil Iron e Alfredo Santana, COO da Vale Metais Básicos.
O debate tem como foco propostas para que o Brasil agregue valor, em vez de apenas exportar minério bruto. Também abordou como políticas de incentivo e segurança jurídica podem atrair investimentos estrangeiros responsáveis, essenciais para a transição verde.
O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, destacou que a Bahia possui a maior diversidade mineral do Brasil, e isso coloca o estado a em uma posição estratégica diante da nova economia global, cada vez mais dependente de minerais críticos e estratégicos.
“Nosso potencial geológico, aliado a políticas públicas e parcerias com o setor privado, permite que a Bahia lidere essa agenda com sustentabilidade, inovação e geração de valor. O mundo vive uma corrida pela transição energética, e a Bahia está preparada para ser protagonista nessa transformação econômica, social e ambiental”, dia.
Ferro verde
O Projeto Ferro Verde, desenvolvido pela Brazil Iron em parceria com a CBPM, posiciona a Bahia como referência nacional na produção de aço verde, fortalece a cadeia produtiva do setor e contribui de forma decisiva para a descarbonização da indústria siderúrgica brasileira.
Para Emerson Souza, o Brasil poderia seguir o exemplo do Canadá, que em 2024 reconheceu o minério de ferro de alta pureza como um mineral crítico para a transição energética. Essa decisão posiciona o país como líder global na produção e exportação de ferro verde, essencial para descarbonizar a indústria siderúrgica, uma das maiores emissoras de carbono no mundo.
“Incluir esse insumo na lista de minerais estratégicos traria ganhos relevantes para o Brasil, especialmente para a Bahia, que possui reservas abundantes e qualidade mineral compatível com as tecnologias de aço verde, como o DRI e os fornos elétricos. Além de atrair investimentos e fomentar inovação, essa medida fortaleceria a competitividade do país em cadeias globais cada vez mais exigentes em sustentabilidade”, aponta o vice-presidente de Relações Institucionais da Brazil Iron.
O projeto permitirá que a Bahia passe a produzir Ferro Briquetado a Quente (HBI), considerado essencial para a transformação da indústria mundial do aço. Essa tecnologia permite substituir fornos a carvão, altamente poluentes, por fornos elétricos alimentados por energia renovável, capazes de reduzir em até 99% as emissões de dióxido de carbono, colocando a Bahia na fronteira da transição energética do setor siderúrgico.
Transição energética
De acordo com Brian Leeners, o Brasil ocupa uma posição singular para se tornar um líder econômico global na eletrificação do planeta, impulsionado pela ampla diversidade de recursos críticos e estratégicos disponíveis, incluindo suas fontes de energia eólica e solar, fundamentais para a transição energética mundial.
“O país vive um momento decisivo: o sucesso em aproveitar e viabilizar essa primeira fase de desenvolvimento da infraestrutura e da indústria de energia será determinante para colher os frutos da segunda, que consiste na expansão da capacidade industrial em setores avançados, alicerçada na vantagem competitiva de uma matriz energética limpa, confiável e acessível”, afirma o CEO da Homerun Resources.
A Bahia deu mais um passo decisivo para consolidar seu protagonismo na mineração nacional com o lançamento de três ferramentas de inovação pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM): a Litoteca Digital, o Minera Bahia e o HUB de Mineração.
Os lançamentos ocorreram durante a EXPOSIBRAM 2025, no estande da CBPM, com a presença do presidente da Companhia, Henrique Carballal, do governador Jerônimo Rodrigues, do presidente do IBRAM, Raul Jungmann, além de autoridades, empresários, jornalistas e representantes do setor.
“Com a Litoteca, a partir de hoje, as informações geológicas estarão disponíveis para o mundo inteiro, beneficiando os negócios da mineração e também universidades do Japão, Inglaterra, Austrália e outros países, que poderão acessá-las remotamente”, afirmou Carballal.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
Durante a cerimônia de abertura, a presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, destacou a importância estratégica da mineração para o desenvolvimento econômico do estado.
“O setor de mineração é estratégico para a Bahia, que já ocupa a terceira posição em produção mineral no país. A ACB acompanha esse movimento de perto, reafirmando seu apoio a todos os setores que fortalecem o ambiente de negócios do estado”, declarou.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
O governador Jerônimo Rodrigues também participou do evento e, em coletiva de imprensa antes da abertura, mencionou as “terras raras” da Bahia e comentou as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando o impacto positivo para as exportações baianas.
“A Bahia tem interesse nessa relação. Exportamos produtos minerais, petróleo, frutas e pescado. Por isso, queremos que o diálogo entre os países se estabilize”, afirmou.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
O deputado Júnior Muniz, que acompanhou o governador, elogiou o papel da CBPM na gestão dos recursos minerais do estado.
“Através da CBPM, a Bahia mostra ao mundo o que tem de melhor. Nosso estado é um dos mais ricos da federação em minérios, pedras ornamentais, ferro e esmeraldas. A CBPM demonstra a força do setor mineral baiano”, disse.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
Litoteca Digital
A Litoteca Digital da CBPM oferece acesso online ao acervo geológico da Bahia, permitindo que estudantes, pesquisadores e o público explorem virtualmente as riquezas minerais do estado.
A plataforma disponibiliza coleções de amostras minerais, mapas geológicos e dados sobre o potencial mineral, conectando tecnologia, educação e inovação. A iniciativa reforça o compromisso da CBPM com uma mineração sustentável e inclusiva, aproximando a sociedade do conhecimento científico e estimulando a formação de novos profissionais.
Minera Bahia
O Minera Bahia é um portal interativo que centraliza e disponibiliza dados de pesquisa mineral produzidos pela CBPM.
A ferramenta reúne mapas geológicos, informações sobre jazidas, recursos minerais e relatórios técnicos, promovendo o acesso aberto ao conhecimento e incentivando o desenvolvimento científico e econômico do setor.
HUB de Mineração
Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o HUB de Mineração é uma iniciativa estratégica para impulsionar a pesquisa, a inovação e a sustentabilidade na mineração baiana.
O espaço será voltado para startups e empresas de tecnologia, que desenvolverão soluções avançadas e ambientalmente responsáveis para o setor. O HUB se estabelece como ponto de integração entre ciência, tecnologia e mineração, reforçando o compromisso da CBPM com a agenda ESG e consolidando a Bahia como referência nacional em inovação mineral.
A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, ressaltou a importância do setor de mineração para o desenvolvimento econômico do estado durante a cerimônia de abertura da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), realizada na noite desta segunda-feira (27), no Centro de Convenções de Salvador.
No evento, ela destacou que a Bahia ocupa atualmente posição de destaque no cenário nacional da produção mineral.
“O setor de mineração é estratégico para a Bahia, que já ocupa a terceira posição em produção mineral no país. E a ACB acompanha esse movimento de perto reafirmando sua posição de fomento e apoio a todos os setores que fortalecem o ambiente de negócios do nosso estado”, afirmou.
A advogada e empresária, que também ocupa a presidência da Fundação Baía Viva, fez referência ao papel desempenhado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) na articulação entre empresas e instituições do setor.

“A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) está de parabéns pelo trabalho de reunir grandes empresas do setor, sabemos o quanto a mineração é importante para nosso desenvolvimento, não só da Bahia mas no país”, completou.

EXPOSIBRAM 2025
Realizada entre 27 e 30 de outubro, no Centro de Convenções Salvador, a EXPOSIBRAM 2025 é o maior evento de mineração da América Latina e o segundo maior do mundo. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a feira e congresso reúne especialistas, representantes de empresas, instituições públicas e pesquisadores do Brasil e do exterior.
A escolha de Salvador para sediar a edição de 2025 reforça o momento de expansão da mineração baiana, que deve receber US$ 9 bilhões em investimentos até 2028, o equivalente a 16% do total investido no setor mineral brasileiro, segundo dados do IBRAM. A expectativa é que o evento seja o maior encontro de turismo corporativo já realizado na Bahia, de acordo com a Secretaria Estadual de Turismo (Setur).
O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, destacou o potencial de crescimento da Bahia frente a transição energética e exploração mineral no Brasil. Durante a cerimônia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, que ocorreu no Centro de Convenções de Salvador, nesta segunda-feira (27), o gestor da estatal baiana revelou que o enorme acervo baiano de minérios já despertou o interesse de potências internacionais, como os Estados Unidos.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Carballal detalha que o governo americano solicitou informações sobre as áreas baianas de exploração de grafita, mineral composto de carbono puro amplamente utilizado em baterias. “Na reunião que o governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos teve, o Ministério das Minas e Energia entrou em contato conosco [a CBPM] a interesse do governo estadunidense acerca de áreas de grafita que nós possuímos aqui na Bahia, até porque acho que eles não sabem das áreas de terra rara que a gente tem.”
No evento, a CBPM montou um stand imersivo para detalhar todo o catálogo da mineração baiana. “Então, essa é uma oportunidade na EXPOSIBRAM para anunciar que a gente tem grafita, tem terra rara, cobre, cobalto, nós temos praticamente todos os minerais da transição energética com um teor muito elevado, com grandes quantidades”, explica o presidente da entidade.
O gestor destaca ainda que esse potencial do país dá ao governo “a possibilidade real de transformar a Bahia na locomotiva do desenvolvimento da mineração e da transição energética no Brasil e atender as expectativas do mundo”. E com intenção de trazer investimentos para o estado neste setor, Carballal destaca a atuação da CBPM em oferecer um ambiente propício para os negócios.
“A nossa expectativa é exatamente poder atrair os investimentos. Nós mudamos, inclusive, a nossa forma de atuação, tanto que estamos abertos, portanto, a outras formas de negócio onde a gente espera, com a iniciativa privada e a presença do Estado através da CBPM, encurtar o tempo, que normalmente é de até 15 anos, para você conseguir iniciar um processo de exploração”, aponta.
Ele explica que com o novo formato de atuação e contratos, os resultados da exploração de minério do estado podem chegar 10 anos mais cedo: “Desde que você tenha um conhecimento acerca de uma área geológica para a exploração, de uma larva propriamente dita, a gente pode encurtar no mínimo em 12 ou 13 anos. A gente espera em 2 ou 3 anos já estar desenvolvendo minas, produção mineral em áreas que levariam 20 anos, por exemplo, para você conseguir iniciar um processo de exploração”, completa.
O deputado estadual Júnior Muniz (PT) esteve presenta na cerimônia da abertura da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, que ocorreu nesta segunda-feira (27), no Centro de Convenções de Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar destacou a relevância da Bahia na gestão de recursos minerais, por meio da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM).
“Através da CBPM, do meu amigo Henrique Carballal, a Bahia vai trazer expositores e mostrar o que a Bahia tem de bom. Hoje a Bahia é um dos estados mais ricos da nossa federação em minério, em pedras ornamentais, minério de ferro, esmeralda. E hoje, fazendo a abertura ao lado do governador Jerônimo, [a CBPM] demonstra a força do minério e da mineração baiana para o mundo”, avalia.
O deputado baiano comentou ainda sobre as negociações econômicas entre o presidente Lula e o governo americano de Donald Trump. Em entrevista, o petista destacou que “Lula é o mago. Completando 80 anos [nesta segunda-feira] e dando show para o Brasil, para o mundo, mostrando que ele é o cara mesmo. Como disse lá atrás o [ex-presidente dos EUA] Barack Obama, ‘Lula é o cara’. Essa conversa dele com o Trump demonstra que os Estados Unidos respeitam o Brasil, respeitam a nossa democracia, mas tinha que ter um presidente igual à Lula para mostrar e botar os Estados Unidos no lugar dele”, destacou.
O governador Jerônimo Rodrigues compareceu, nesta segunda-feira (27), a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, que ocorre no Centro de Convenções de Salvador. No evento, que é o maior evento de mineração da América Latina, o gestor estadual destacou as potencialidades da Bahia na extração de terras raras, especialmente em um contexto de negociações internacionais, como no caso dos Estados Unidos.
Em sua fala, Jerônimo destacou a realização do evento em Salvador. “Fazer um evento aqui é chamar a atenção do potencial que nós temos, até as terras raras que nós disponibilizamos a outros minérios. É nos colocar a luta dizendo: ‘Nós queremos apresentar o que a Bahia tem, queremos dialogar com vocês um formato de exploração que seja responsável, sustentável, que possa envolver ações de ciência, tecnologia e inovação’. O tempo inteiro foi montando uma estratégia para que o mundo e o Brasil pudessem ver o potencial mineral que a Bahia tem”.
Jerônimo compareceu à cerimônia de abertura da Exposição, ao lado do presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal. A estatal baiana conta com um stand para a divulgação do potencial da mineração baiana.
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Ao citar as terras raras, o governador comentou ainda as negociações entre o Brasil, na figura do presidente Lula, e o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. “O setor empresarial aguardava por isso, para evitar qualquer trauma, qualquer transtorno na relação de exportação e de importação. E a Bahia tem interesse, sim [na negociação]. Nós exportamos produtos minerais, de petróleo, frutas, nós exportamos pescado. Por isso, temos interesse que essa relação se tranquilize”, explica.
Mas ainda assim, Jerônimo se disse otimista no resultado do diálogo bilateral entre os países: “O próprio Trump reconhece o papel do presidente do Brasil e fora dele. E eu espero que essa relação seja ratificada porque houve de má interpretação. Os Estados Unidos são um país importante na economia mundial, precisam de nós e nós precisamos dele. O bom é quando essa relação diplomática acontece”, finaliza. (Atualizada às 20h26)
Com o objetivo de destacar o potencial mineral da Bahia diante dos grandes players do setor nacional e internacional, a Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM) marca presença na EXPOSIBRAM 2025 – Expo & Congresso Brasileiro de Mineração com um estande inovador e interativo. O espaço deve proporcionar aos visitantes do evento uma verdadeira imersão no universo mineral.
Entre as principais atrações estão games e experiências digitais que unem conhecimento e entretenimento. Um dos destaques é o ESG Game, que apresenta as boas práticas ambientais, sociais e de governança aplicadas aos projetos desenvolvidos pela companhia.
Outro atrativo é o quiz “Descubra o Mineral”, que desafia o público a identificar onde os minerais estão presentes em objetos e produtos do cotidiano. Além disso, os visitantes poderão acessar o Minera Bahia e a Litoteca Digital, ferramentas tecnológicas que permitem uma exploração virtual e interativa do acervo geológico do Estado.
De acordo com o presidente da CBPM, Henrique Carballal, o estande foi pensado para que o público conheça, de forma dinâmica e interativa, o potencial da mineração baiana. “Sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, vamos mostrar ao Brasil e ao mundo o modelo de mineração sustentável, inclusiva e inovadora, comprometida com o desenvolvimento social e ambiental, que desenvolvemos no Estado da Bahia”, afirmou.
EXPOSIBRAM 2025
Realizada entre 27 e 30 de outubro, no Centro de Convenções Salvador, a EXPOSIBRAM 2025 é o maior evento de mineração da América Latina e o segundo maior do mundo. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a feira e congresso reúne especialistas, representantes de empresas, instituições públicas e pesquisadores do Brasil e do exterior.
A escolha de Salvador para sediar a edição de 2025 reforça o momento de expansão da mineração baiana, que deve receber US$ 9 bilhões em investimentos até 2028, o equivalente a 16% do total investido no setor mineral brasileiro, segundo dados do IBRAM. A expectativa é que o evento seja o maior encontro de turismo corporativo já realizado na Bahia, de acordo com a Secretaria Estadual de Turismo (Setur).
FEIRA E CONGRESSO
Reconhecida como uma das maiores exposições de mineração da América Latina, a feira da EXPOSIBRAM reúne as principais mineradoras de atuação global e grandes fornecedores de produtos e serviços do setor. Outro destaque é o Congresso Brasileiro de Mineração, com sessões magnas e painéis temáticos simultâneos, que reúnem especialistas renomados, representantes do setor produtivo, governamental e do terceiro setor.
MINA DE SONS
Pela primeira vez, a EXPOSIBRAM contará com grandes shows musicais. A programação cultural inclui nomes de artistas como Bell Marques e Luiz Caldas, no dia 28 de outubro; Léo Estakazero e Targino Gondim, no dia 29; e das bandas Timbalada e Olodum, que encerram o evento no dia 30, promovendo uma verdadeira imersão na riqueza da cultura afro-brasileira.
"Nosso objetivo não é apenas entreter, mas também aproximar a sociedade do setor mineral, mostrando como a mineração se conecta com cultura, arte e educação", destacou o presidente da CBPM.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei nº 25.915/2025, que propõe mudanças significativas na estrutura da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e sua área de atuação. Enviado pelo Governo do Estado em agosto deste ano, a iniciativa altera o nome da Companhia e amplia suas capacidades para o aproveitamento econômico de recursos minerais no estado.
O projeto de lei (25.915/2025) busca modificar a Lei nº 3.093, de 18 de dezembro de 1972 e define que a empresa pública passaria a ter autorização para atuar em todas as etapas do ciclo mineral, desde a pesquisa e prospecção até a lavra e o descomissionamento de minas.
Durante a votação, apenas o deputado Hilton Coelho (PSOL) votou contra e a deputada Olívia Santana se absteve. O texto votado contempla a criação de empresas subsidiárias, inclusive integrais, e a formação ou extinção de parcerias e outras formas associativas, societárias ou contratuais.

Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias
Presente na sessão, o atual presidente da CBPM, Henrique Carballal, indica que, com a mudança, a "CBPM será protagonista do desenvolvimento mineral". "A gente não mais será a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, seremos a Companhia Baiana de Produção Mineral. Até então, o Estado da Bahia, pesquisava e entregava áreas de mineração para ser explorada pela iniciativa privada, recebendo royalties. A partir de agora, a CBPM pode ser a principal detentora do direito minerário, tornando o direito minerário ativo e econômico para o nosso Estado, permitindo que o povo da Bahia possa ser controlador desse processo", defendeu.
Ele explica que, com a vantagem natural da Bahia no ramo, a expansão do órgão é estratégica. "A gente pode agora encurtar inclusive o tempo de extração dos minerais nesse momento de crise energética, crise climática, em que o mundo precisa dos minerais estratégicos e nós temos um solo abençoado por Deus, pelos orixás, por todas as entidades que nos deram um solo com a diversidade mineral necessária para a transição energética"
Conforme o projeto, a CBPM poderá prestar serviços técnicos especializados ao Estado, oferecer assistência técnica e consultoria a empreendimentos de mineração, públicos ou particulares. Ela também poderá realizar modelagem e execução de projetos próprios ou em associação com terceiros na área de mineração.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) avançou em sua estratégia de internacionalização e atração de investimentos ao firmar diálogos com instituições francesas durante missão oficial na Europa. Nesta sexta-feira (26), o presidente da estatal, Henrique Carballal, e o vice-presidente, Carlos Borel, estiveram em Paris para encontros com representantes da Infravia Capital, do Banco Público de Investimento da França (BPI) e com o head de Energia e Mineração da Embaixada do Brasil, Pedro Brancante.
Os encontros consolidam a aproximação entre Brasil e França no setor mineral e visam estimular projetos voltados à transição energética, à produção de minerais críticos e ao desenvolvimento de um modelo de mineração sustentável e inclusiva na Bahia.
Segundo Carballal, o diálogo com a Embaixada teve como objetivo alinhar as propostas apresentadas às instituições financeiras francesas. A Infravia, que possui um fundo de 16 bilhões de euros destinados a investimentos no segmento, sinalizou interesse em avaliar de perto as oportunidades baianas.
“A comissão de Energia e Mineração da Embaixada acompanhará o desenrolar das negociações com as instituições financeiras, que já demonstraram pleno interesse em investir no potencial mineral do nosso estado”, afirmou Carballal.
A agenda internacional também serviu para apresentar o novo formato de atuação da CBPM, atualmente em análise na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O projeto de lei enviado pelo governador Jerônimo Rodrigues propõe a ampliação das capacidades da empresa para garantir o aproveitamento econômico responsável dos recursos minerais.
Carballal destacou que a estratégia é parte de um reposicionamento da Bahia no cenário global:
“Foram reuniões profícuas, que nos permitiram alinhar estratégias eficazes para o desenvolvimento socioeconômico do estado. Estamos construindo pontes para que a Bahia seja protagonista da mineração sustentável e inclusiva, garantindo benefícios concretos para o meio ambiente e para a sociedade.”
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a Galvani assinaram, nesta terça-feira (9), um protocolo de intenções que prevê investimentos sociais no valor de R$ 10 milhões em nos municípios de Irecê e Campo Alegre de Lourdes. Os aportes serão destinados ao fortalecimento de políticas públicas, obras de requalificação urbana e iniciativas de melhoria da qualidade de vida da população.
O evento contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos; do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo; do secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos; da deputada estadual Fabíola Mansur, além de vereadores dos municípios envolvidos.
A assinatura do protocolo de intenções faz parte de um amplo conjunto de investimentos da Galvani, empresa com mais de 50 anos de experiência na produção de fertilizantes fosfatados, que já soma, em parceria com a CBPM, R$ 1,4 bilhão em investimentos estratégicos na Bahia. Os projetos têm como foco impulsionar a produção de fertilizantes no estado, fortalecer a cadeia produtiva local e promover avanços em sustentabilidade, inovação e responsabilidade social.
Com aporte estimado em R$ 600 milhões, o Projeto Irecê prevê a instalação de uma nova unidade de mineração de fosfato no município, cuja operação está prevista para iniciar em abril de 2026. A unidade tornará a Bahia independente da produção de fertilizantes fosfatados e permitirá ao estado atender até 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste.
A cerimônia que marcou o lançamento da pedra fundamental do empreendimento ocorreu em maio de 2024, com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. De acordo com o presidente da CBPM, Henrique Carballal, a companhia desempenhou um papel fundamental para viabilização do projeto.
“A CBPM criou todas as condições para que o projeto pudesse ser implementado, com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues, que tem sido fundamental em todo o processo. O presidente Lula e o ministro Rui Costa estão muito animados com esse projeto, que representa uma política mineral estratégica para o fortalecimento da agricultura brasileira”, informou Carballal.
O protocolo de intenções firmado entre CBPM e Galvani destina R$ 7 milhões para investimentos sociais no município Irecê e outros R$ 3 milhões em Campo Alegre de Lourdes. Para o presidente da CBPM, a iniciativa representa o modelo de mineração sustentável e inclusiva adotado pela companhia.
“Esses investimentos são fruto da mineração sustentável e inclusiva, que promove impactos sociais positivos para as comunidades, fortalece a economia local e garante que o desenvolvimento chegue, de fato, a esses municípios”, destacou Carballal.
Em parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) anunciou a realização do curso “Garimpo Legal: Formação para o Desenvolvimento Sustentável da Atividade Garimpeira”, com o objetivo de promover a regularização, a sustentabilidade e a profissionalização da atividade garimpeira na Bahia.
As primeiras turmas do Curso do Garimpo Legal iniciam nesta terça-feira (9) para os profissionais dos municípios de Novo Horizonte e Ibitiara. Os certificados serão entregues durante a EXPOSIBRAM 2025, o maior evento de mineração da América Latina, que ocorre entre os dias 27 e 30 de outubro, em Salvador.
O curso é ministrado pela geóloga da CBPM, Rejane Luciano, doutora em Geociências e Meio Ambiente; pelo gerente financeiro da companhia, Romero Cordeiro, especialista em Controladoria; pela geóloga Rebeca Marcelino; e pela técnica supervisora em projetos da Setre, Cíntia Gois.
No que diz respeito ao conteúdo do curso, a qualificação deve abordar desde o planejamento da produção e organização do trabalho até segurança, meio ambiente e legislação aplicada ao setor. Entre os principais temas abordados estão controle de custos; cooperativismo; uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); recuperação de áreas degradadas; uso responsável da água e práticas sustentáveis.
Também serão discutidas questões legais, como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG); legislação mineral, ambiental e trabalhista, além da relação com órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Além do curso de qualificação, a CBPM fará um convênio com as cooperativas envolvidas para disponibilizar áreas já identificadas com potencial de ouro, garantindo que os garimpeiros tenham locais para atuar de forma segura. De acordo com o presidente da companhia, Henrique Carballal, o acordo terá critérios rigorosos, incluindo a proibição de abusos sexuais e trabalho infantil, e exigirá práticas de proteção do meio ambiente e das comunidades locais.
“Nós não podemos fechar os olhos para esses trabalhadores. A atividade garimpeira é uma realidade e é fonte de subsistência para muitas famílias. Nosso objetivo é assegurar que esses garimpeiros sejam reconhecidos e possam atuar dentro da lei”, afirmou Carballal.
Para o titular da Setre, Augusto Vasconcelos, o curso é fundamental para garantir conhecimento técnico e condições legais à atividade garimpeira. “São trabalhadores em geral que têm poucas fontes de renda e essa certificação vai aumentar as oportunidades para o sustento das suas famílias", informou o secretário.
O Governo da Bahia encaminhou à Assembleia Legislativa (AL-BA) um projeto de lei que propõe mudanças significativas na estrutura e no escopo de atuação da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). A iniciativa visa não apenas alterar a denominação da empresa, mas também ampliar suas capacidades para, segundo o Executivo, aproveitamento econômico de recursos minerais no estado.
O projeto de lei (25.915/2025) busca modificar a Lei nº 3.093, de 18 de dezembro de 1972. A alteração mais visível é a mudança do nome da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (C.B.P.M.) para Companhia Baiana de Pesquisa e de Exploração Mineral, mantendo a mesma sigla.
Como justificativa, a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) afirma que a mudança nominal reflete um objetivo maior: ampliar a carta de serviços da Companhia e "potencializar o aproveitamento econômico de minérios e de ativos minerais, com a expectativa de gerar, direta e indiretamente, renda e emprego para a população baiana".
Para atingir esse propósito, a proposta detalha uma vasta gama de novas possibilidades de atuação para a CBPM. A empresa passaria a ter autorização para atuar em todas as etapas do ciclo mineral, desde a pesquisa e prospecção até a lavra e o descomissionamento de minas.
Além disso, a proposição legal contempla a criação de empresas subsidiárias, inclusive integrais, e a formação ou extinção de parcerias e outras formas associativas, societárias ou contratuais. A aquisição e alienação de participação em sociedades e operações no âmbito do mercado de capitais também estão previstas.
Entre as finalidades específicas destacadas, a CBPM poderá prestar serviços técnicos especializados ao Estado, oferecer assistência técnica e consultoria a empreendimentos de mineração, públicos ou particulares. Ela também poderá realizar modelagem e execução de projetos próprios ou em associação com terceiros na área de mineração.
O documento também indica a capacidade de realizar investimentos em diversas áreas da cadeia produtiva da mineração, como geociências, engenharia de minas e áreas afins, logística, transportes, máquinas, equipamentos e insumos para mineração, conectividade, tecnologias da informação e sistemas inteligentes, inclusive de Inteligência Artificial (IA).
Outros pontos de investimento incluem programas ou sistemas de segurança operacional, ESG, compliance, gestão de riscos e impactos, ações de emergência, descarbonização, uso, reuso e tratamento de água. Ainda prevê o beneficiamento, processamento e agregação de valor à produção mineral, e o aproveitamento econômico de rejeitos da produção mineral.
O desenvolvimento científico, tecnológico e inovativo, visando à redução de custos e à maximização da rentabilidade dos negócios do setor, inclusive os da própria CBPM, diversificando e ampliando fontes de receitas, é outro pilar da expansão listada pelo Governo da Bahia.
A CBPM será habilitada a negociar ou associar-se com pessoas físicas ou jurídicas que detenham autorização de pesquisa e concessão de lavra mineral, ou que exerçam atividades ligadas ao aproveitamento econômico de minérios. Essas parcerias poderão ser estabelecidas isoladamente ou em conjunto com outras entidades públicas, inclusive sociedades de economia mista e estabelecimentos de crédito oficiais.
A associação com pessoas jurídicas autorizada por esta lei poderá ser feita com outras entidades públicas ou privadas, inclusive empresas estatais ou institutos financeiros, agências de fomento oficiais ou particulares, e Institutos Científicos, Tecnológicos e de Inovação (ICTs).
Importante ressaltar que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), a BAHIAINVESTE (Empresa Baiana de Ativos S.A), a Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A. (DESENBAHIA), e demais agências financeiras oficiais de fomento, suas subsidiárias ou controladas, poderão celebrar com a CBPM convênios, contratos e demais negócios jurídicos orientados a viabilizar os propósitos da Lei.
Isso inclui a destinação de recursos de programas públicos ou de fundos especiais, especialmente o Programa Estadual de Incentivos à Inovação Tecnológica (INOVATEC), o Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico (FUNDESE), e o Fundo de Estruturação de Projetos Estratégicos (FEP).
No campo da governança, o Conselho de Administração da CBPM terá competências ampliadas, dentre outras atribuições previstas no Estatuto e na legislação aplicável. Entre suas atribuições, constam eleger e fiscalizar diretores, bem como criar, alterar e extinguir o quadro de empregados. Estes empregados serão admitidos mediante concurso público, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A aprovação de um plano anual de capacitação técnica para dirigentes e empregados também é uma atribuição do Conselho. O Governador do Estado solicitou que a tramitação do Projeto de Lei seja realizada em regime de urgência.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, se reuniu, nesta segunda-feira (7), com o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, e com o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, para alinhar os preparativos da EXPOSIBRAM 2025. O evento, a ser sediado em Salvador entre os dias 27 e 30 de outubro, no Centro de Convenções, é o segundo maior evento de mineração do mundo.
Durante o encontro, foram discutidos os detalhes da realização do evento, que deve movimentar a economia local, impulsionar o turismo de negócios e consolidar a Bahia como um dos principais palcos dos grandes debates sobre o futuro da mineração no Brasil e no mundo.
A reunião também contou com a participação do secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola; do chefe de gabinete do governador, Maurício Weidgenant; do vice-presidente da CBPM, Carlos Borel; da assessora da presidência, Lorena Fraga, e do diretor de Comunicação do IBRAM, Paulo Henrique Soares.
Para o presidente do IBRAM, Raul Jungmann, a Bahia vive um momento promissor no setor mineral. “A mineração na Bahia vive um momento significativo de expansão. A escolha de Salvador como sede da EXPOSIBRAM 2025 representa o reconhecimento da vocação do Estado para uma mineração sustentável, alinhada aos princípios ESG, ou seja, com excelência em práticas voltadas ao meio ambiente, às pessoas e à governança”, elencou Jungmann.
O presidente da CBPM ressaltou o protagonismo da Bahia na mineração brasileira e o papel estratégico da EXPOSIBRAM na promoção de um setor mais moderno, responsável e conectado às demandas da sociedade. “A EXPOSIBRAM está sendo aguardada com muita ansiedade por nós, baianos. Nós entendemos que a mineração sustentável e inclusiva é, sem dúvida, uma âncora de desenvolvimento socioeconômico", afirmou.
Carballal também destacou o apoio do Governo do Estado à realização do evento. “Hoje nós tivemos a oportunidade de receber o nosso governador Jerônimo Rodrigues, que veio à sede da CBPM para conhecer a EXPOSIBRAM 2025, entender como será ela e contribuir, dentro da estrutura do Governo do Estado da Bahia, para que ela seja um sucesso”, completou.
A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) é reconhecida como um dos eventos mais relevantes do setor mineral no mundo. Realizada anualmente pelo IBRAM, a feira reúne as principais entidades do segmento e se consolida como a maior vitrine para a geração de negócios na área. Durante o evento, o congresso promove debates sobre os principais desafios e tendências da mineração, oferecendo uma oportunidade valiosa de atualização e conexão para profissionais, empresas, governo e sociedade.
Em tempos de transformação ecológica, os minerais críticos e estratégicos estão no centro das discussões globais sobre o futuro energético. Com o objetivo de destacar a relevância da Bahia nesse cenário, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) participou, nesta quarta-feira (28), da segunda edição do Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos, realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), em Brasília.
Um dos palestrantes do evento, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, integrou o painel "Investimentos em infraestrutura para o crescimento dos minerais críticos e estratégicos", onde apresentou as ações da companhia para evidenciar o papel estratégico da Bahia na consolidação do Brasil como referência global na produção de insumos fundamentais para a transição energética.
“A CBPM, seguindo uma recomendação do governador Jerônimo Rodrigues, tem atuado de forma decisiva para ampliar o conhecimento geológico e estimular a pesquisa de minerais como níquel, cobre, cobalto, ferro, titânio, vanádio, grafita e terras raras, essenciais para a descarbonização. Nosso compromisso é garantir que a mineração baiana seja uma alavanca para o desenvolvimento sustentável e a soberania energética do país”, afirmou Carballal.
A Bahia, sob a liderança da CBPM, tem se destacado por um modelo de mineração que alia inclusão social, responsabilidade ambiental e desenvolvimento industrial. Um exemplo concreto é a implantação da primeira fábrica de vidro solar fora da China, que será instalada no município de Belmonte pela empresa Homerun Brasil, em parceria com a CBPM. O projeto é resultado direto da política de aproveitamento responsável dos recursos minerais críticos e estratégicos do estado, com foco na transição energética.
Outro destaque são os investimentos que vêm sendo feitos com recursos da mineração baiana em áreas como a educação, reforçando o compromisso da CBPM com uma mineração que gera benefícios concretos e duradouros para as comunidades locais. Um exemplo dessa iniciativa é o Fundo de Educação idealizado pela CBPM com o apoio da Galvani Fertilizantes, por meio do qual serão investidos R$ 10 milhões em educação no município de Irecê e região.
Desenvolvido pela Galvani em parceria com a CBPM, o Projeto Irecê tornará a Bahia independente da produção de fertilizantes fosfatados, essenciais para a produtividade agrícola. Além disso, o estado passará a atender 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste do Brasil por esse tipo de insumo.
“Considerado um mineral estratégico para o Brasil, o fosfato é fundamental para a segurança alimentar do país. Ainda somos altamente dependentes da importação de fertilizantes, e a produção desse mineral é essencial para reduzir essa vulnerabilidade”, explicou Carballal.
Durante sua palestra no seminário, Carballal também ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura e logística como pilares para o desenvolvimento da mineração baiana. Em parceria com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), a CBPM tem impulsionado ações estratégicas junto ao Governo Federal para ampliar a capacidade de escoamento da produção mineral e atrair novos empreendimentos para o estado.
No último dia 23 de maio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, esteve na Bahia para anunciar investimentos com recursos do Novo PAC nos portos de Aratu e Ilhéus. Os novos incentivos financeiros garantem, ainda, a operação da hidrovia de Sobradinho. As medidas anunciadas reforçam o escoamento da produção mineral do estado.
“Cobramos também a necessidade urgente de rever a situação da privatização da FCA [Ferrovia Centro-Atlântica]. O que está sendo feito é um crime contra a Bahia, contra o Brasil. Para avançarmos no desenvolvimento mineral sustentável, precisamos resolver as demandas logísticas e de infraestrutura, o que inclui encontrar uma solução definitiva para a FIOL e para o Porto Sul”, completou o presidente da CBPM.
Também estiveram presentes no evento o vice-presidente da CBPM, Carlos Borel, o diretor técnico, Manoel Barretto, e a geóloga Michele Santos. A participação da CBPM no seminário reforça o compromisso da companhia com uma mineração sustentável e alinhada aos desafios ecológicos e energéticos do século XXI.
Além das discussões técnicas e institucionais, o Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2025 marcou o lançamento do “Green Paper – Como inserir a agenda dos minerais críticos e estratégicos nas discussões da COP30 e na transição energética justa”, um documento que posiciona o Brasil como ator relevante no debate global sobre segurança mineral e energia verde.
A Bahia oficializou um avanço estratégico na transição energética ao firmar um Memorando de Entendimentos (MoU) para a instalação da primeira usina de vidro solar do mundo fora da China. Com investimento previsto de R$ 1,8 bilhão, o projeto será implantado em Belmonte, no extremo sul do estado, e representa um marco no aproveitamento da riqueza mineral baiana com foco em tecnologia e sustentabilidade.
O acordo foi assinado entre a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a Bahiagás, a Prefeitura de Belmonte e a empresa Homerun Brasil, responsável pela construção e operação da planta industrial. A unidade será dedicada à produção de painéis fotovoltaicos de alto desempenho, utilizando a sílica de elevada pureza encontrada exclusivamente no distrito de Santa Maria Eterna, em área pertencente à CBPM.
“Hoje é um dia histórico para o estado da Bahia. Estamos potencializando nossas riquezas minerais por meio de um projeto que traz uma tecnologia revolucionária e única no mundo”, declarou o presidente da CBPM, Henrique Carballal. Ele acrescentou que, além da inovação tecnológica, o empreendimento rompe com uma lógica histórica de exportação de matéria-prima sem beneficiamento. “É a primeira vez que a Bahia verticaliza toda a cadeia produtiva de uma commodity”, frisou.
A Homerun Brasil destacou o potencial da sílica baiana, considerada única no mundo por sua pureza. “Transformada em vidro solar, essa matéria-prima permitirá que as placas gerem até o dobro da energia em comparação com as atuais”, explicou o diretor-presidente da empresa, Antonio Vitor.
Para garantir o funcionamento da planta, a Bahiagás será responsável pelo fornecimento de gás natural de forma contínua e em alta pressão, insumo fundamental para os fornos industriais. “O gás natural estabiliza o processo, permitindo eficiência e qualidade em um projeto de tamanha inovação”, afirmou Luiz Gavazza, presidente da companhia.
A Secti atuará na articulação de parcerias com universidades e instituições técnicas para qualificação da mão de obra, e a Prefeitura de Belmonte irá doar o terreno, viabilizar infraestrutura e mobilizar trabalhadores locais. A meta é que 70% da mão de obra não especializada e 30% da especializada sejam do município. Estima-se que o empreendimento gere 600 empregos diretos e até 2.800 indiretos.
“Esse projeto é a emancipação financeira de Belmonte. O mundo agora vai conhecer Santa Maria Eterna e Belmonte”, celebrou o prefeito Iêdo Elias.
A fábrica também contemplará práticas de sustentabilidade, como reaproveitamento de água, uso de energia limpa e criação de um fundo educacional para inclusão produtiva. Segundo Carballal, o governador Jerônimo Rodrigues deve anunciar em breve a data da inauguração da pedra fundamental para início.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) firmaram acordo com o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) para realizarem o lançamento do Prêmio IBRAM/CBPM/Sinjorba de Jornalismo: Mineração e Sustentabilidade” em 2025. A premiação ocorrerá em outubro, durante a realização, em Salvador, da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram).
Serão premiadas três produções jornalísticas em veículos de comunicação da Bahia, nas categorias “Texto” (publicações em jornais, revistas, sites e blogs) e “Áudio/Vídeo” (emissoras de rádio, TV e podcasts), além de uma premiação para uma produção nacional que trate do tema mineração e sustentabilidade no território baiano. No total, serão sete produções premiadas. O objetivo é estimular e reconhecer o trabalho de jornalistas e radialistas na cobertura do setor de mineração no estado, na perspectiva sustentável e social.
As inscrições estarão abertas entre 1º e 30 de maio e considerará trabalhos jornalísticos veiculados/publicados entre 1º de outubro de 2024 e 30 de abril de 2025, que tenham relação direta com o tema. Será limitada a inscrição de um trabalho por participante, de forma a garantir que mais trabalhos e iniciativas sejam visibilizados e premiados. As reportagens deverão ser enviadas até o dia 15 de junho de 2025.
Para julgar os trabalhos, será indicada uma comissão com cinco integrantes, sendo um professor universitário da área de mineração, um professor de Jornalismo, um técnico da CBPM e dois jornalistas, um da área de texto e outro da área de áudio/vídeo. O resultado será divulgado até 15 de setembro e a premiação feita durante a Exposibram, em fins de outubro.
Visando promover o aproveitamento sustentável dos recursos minerais da Bahia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) tem atuado para viabilizar importantes projetos de mineração no estado. Em reunião realizada nesta quarta-feira (22) com o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, o presidente da companhia, Henrique Carballal, e o vice-presidente, Carlos Borel, discutiram parcerias para a instalação de indústrias inovadoras que mineradoras canadenses planejam construir no município.
A ideia de um dos projetos foi apresentada ainda em dezembro de 2023, quando a CBPM assinou um contrato de arrendamento de direitos minerários sobre uma área rica em sílica localizada no município de Belmonte, com a empresa Homerun Brasil Mineração, subsidiária da canadense Homerun Resources Inc.
Durante o ato, foi anunciado o planejamento de uma fábrica para produção de vidro solar, utilizado em tecnologias de energia renovável. Desde então, a CBPM tem trabalhado na identificação de um terreno adequado para a instalação das unidades industriais das mineradoras parceiras.
Na reunião realizada nesta quarta-feira, a Prefeitura de Camaçari se comprometeu a encontrar uma área no município que atenda aos requisitos necessários para a implantação das fábricas. Também participaram do diálogo o deputado estadual Junior Muniz, o diretor da Homerun Brasil, Antonio Vitor, e o gerente da Largo, Luander Peixoto.
PROJETOS
A Homerun Brasil planeja investir R$ 1,2 bilhão na implantação da indústria para a produção de vidro solar em Camaçari. O empreendimento deve gerar cerca de 1.504 empregos. Além disso, a mineradora avalia a possibilidade de instalar uma fábrica para produção de baterias de sílica, destinadas ao armazenamento de energia, reforçando o compromisso com soluções sustentáveis e inovadoras.
Outro ponto discutido na reunião entre a CBPM e a Prefeitura de Camçari foi o projeto da Largo, que consiste no aproveitamento dos resíduos gerados pelas atividades da mina de vanádio em Maracás para a produção de dióxido de titânio, amplamente utilizado na indústria automobilística.
A empresa planeja investir mais de R$ 2 bilhões na implantação da indústria de pigmentos em Camaçari, que deve gerar 2.003 empregos. A mineradora estuda, ainda, a instalação de uma fábrica de baterias de vanádio, também utilizada no armazenamento de energia.
“Esses projetos representam não apenas um marco no desenvolvimento industrial, mas também uma oportunidade única de geração de emprego, renda e avanço tecnológico para a região”, afirmou o presidente da CBPM.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Carballal também destacou a contribuição dos projetos com a transição energética. “São iniciativas que refletem o compromisso do governador Jerônimo Rodrigues em posicionar o estado como referência em energia renovável, contribuindo significativamente para a redução das emissões de carbono e impulsionando a transição para um futuro mais verde e eficiente”, declarou.
Para o prefeito de Camaçari, a reunião com a CBPM possibilitou um importante diálogo para a inserção do município na vanguarda da produção de tecnologias de energia renovável.
“Discutir a atração de novas empresas e indústrias para Camaçari, sobretudo do setor de transição energética, é fundamental para fomentar o desenvolvimento sustentável e gerar mais oportunidades e renda para a nossa gente”, afirmou Caetano.
O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, e o vice-presidente, Carlos Borel, se reuniram, nesta segunda-feira (13), com o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, durante missão internacional em Riad, na Arábia Saudita. As autoridades estão no país asiático para participar do Future Minerals Forum (FMF), um dos principais encontros globais voltados para o futuro da mineração e seus impactos na transição energética e no desenvolvimento sustentável.
Durante a reunião com o ministro, o presidente da CBPM destacou os avanços da mineração baiana que, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, tem se firmado como um modelo de desenvolvimento sustentável e inovação no setor mineral.
“A Bahia desempenha um papel estratégico no cenário nacional, contribuindo de forma decisiva para a economia do estado e do país, especialmente em um momento de transição energética que demanda minerais críticos como níquel, cobre, vanádio, terras raras, fosfato, sílica, grafita e manganês”, explicou Carballal.
MINERAÇÃO SUSTENTÁVEL
Terceiro maior produtor mineral do país, o Estado da Bahia se posiciona como protagonista na mineração, especialmente em um momento em que o Brasil busca se alinhar às exigências globais por práticas minerárias mais sustentáveis, conectadas à transição energética e à redução da pegada de carbono.
O encontro também reforçou o alinhamento entre as ações do Governo Federal e as iniciativas do Governo da Bahia, por meio da CBPM, para impulsionar o setor mineral como vetor de crescimento econômico e geração de emprego e renda.
“A parceria entre a CBPM e o MME é essencial para consolidar o papel do Brasil como um player global no fornecimento de minerais estratégicos, necessários para a transição energética em curso”, afirmou Carballal.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) realizou, nesta terça-feira (10), em Salvador, um encontro entre empresas baianas de mineração e representantes de empresas finlandesas fornecedoras de tecnologias e soluções inovadoras para o setor. O evento contou com a presença da embaixadora da Finlândia no Brasil, Johanna Karanko, e do cônsul honorário emérito da Finlândia na Bahia e Sergipe, Wilson Andrade.
O objetivo do encontro foi fomentar parcerias estratégicas, promover o intercâmbio de tecnologias avançadas e estimular práticas sustentáveis, além de explorar novas oportunidades de negócios minerais. Durante o evento, foram apresentadas tecnologias que prometem aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e minimizar impactos ambientais nas operações de mineração.
Henrique Carballal, presidente da CBPM, celebrou o evento como um reflexo do crescimento do setor mineral baiano, considerado uma referência nacional. Ele destacou o interesse global em parcerias com a Bahia e enfatizou os esforços da CBPM em atrair investidores de diversas nações.
“Recebemos empresas de todo o mundo. Isso demonstra que a Bahia, com suas operações minerárias sustentáveis e socialmente responsáveis, é um ambiente atrativo para novos negócios”, afirmou Carballal.
A embaixadora Johanna Karanko destacou a expertise tecnológica da Finlândia no setor mineral, ressaltando como soluções automatizadas e digitais podem trazer mais segurança, rentabilidade e sustentabilidade às empresas brasileiras de mineração.
“A Finlândia não opera minas, mas oferece tecnologias que tornam as empresas mais competitivas e sustentáveis. Soluções automatizadas aumentam a segurança das minas e proporcionam facilidades para os trabalhadores”, afirmou Karanko.
Após uma reunião, nesta sexta-feira (1°), a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) firmou um acordo de cooperação técnica com a Cooperativa de Garimpeiros da Bahia (Coopergaba), por meio do qual passará a apoiar esses trabalhadores. O acordo garante que a cooperativa passe a contar com apoio técnico e institucional da CBPM.
Consciente do papel histórico, social e econômico significativo da atividade garimpeira na Bahia, a CBPM, por meio da formalização do acordo, passará a intermediar o contato da Coopergaba com o poder público e sociedade civil., além de prestar uma espécie de consultoria aos garimpeiros, que passarão por uma capacitação profissional para atuar em alinhamento a sustentabilidade e segurança.
O presidente da CBPM, Henrique Carballal, comentou sobre a importância dos garimpos para a geração de emprego e renda. "São trabalhadores que, em sua maioria, herdaram o conhecimento do garimpo de outras gerações. Filhos, netos e bisnetos de garimpeiros que encontram nesta atividade o sustento de suas famílias e que buscam hoje poder seguir o que prevê as leis ambientais”, explicou.
Para o presidente da Coopergaba, Luiz Antônio, a parceria entre a CBPM e a cooperativa é essencial. “Essa ajuda é muito importante porque nós não temos esse conhecimento na parte técnica e relacionamento com os órgãos. A visão que muitas pessoas têm sobre os garimpeiros é que destroem a natureza, então, nós termos o apoio de uma empresa como a CBPM, que nos representa e sabe o que é a mineração, é fundamental”, ressaltou.
“Além disso, a CBPM vai nos conscientizar como trabalhar de uma maneira sustentável e mais limpa porque o objetivo de todos nós garimpeiros hoje é trabalharmos de acordo com as normas ambientais”, completou o diretor de Meio Ambiente da Coopergaba, Maurício Werner.
A Coopergaba foi fundada em 2017 por garimpeiros do município de Andaraí, na Chapada Diamantina, onde a extração de diamantes impulsionou o desenvolvimento de muitas comunidades. Atualmente, a entidade atua em busca da regulamentação da atividade que até 2016 garantia o sustento de 120 famílias que dependem diretamente do garimpo. Foi neste sentido que a cooperativa buscou o apoio técnico e institucional da CBPM.
Em meio aos preparativos para a realização da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram) 2025, na Bahia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) promoveu, nesta terça-feira (1º), uma reunião entre secretarias do Governo do Estado e a diretoria do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) para tratar sobre a próxima edição do evento.
Considerada o maior evento de mineração da América Latina e o segundo maior do mundo, a Exposibram reúne, anualmente, milhares de visitantes e centenas expositores nacionais e estrangeiros. Em 2025, o evento será realizado entre os dias 28 e 30 de outubro, no Centro de Convenções de Salvador.
Na ocasião, estiveram presentes o presidente da CBPM, Carlos Borel, o presidente do Conselho de Administração da CBPM, Henrique Carballal, o vice-presidente do IBRAM, Fernando Azevedo e Silva, o diretor de comunicação do IBRAM, Paulo Henrique Leal, o secretário de Ciência e Tecnologia (Secti), André Joazeiro, o secretário de Turismo (Setur), Maurício Bacellar, e o secretário de Cultura (Seult), Bruno Monteiro.
A reunião também contou com a presença da assessora de Assuntos Internacionais do Governo do Estado da Bahia, Caúra Damasceno, do presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, além do superintendente de Desenvolvimento Econômico (SDE), Luciano Giudice, do chefe de gabinete da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), André Ferraro, do assessor especial da Casa Civil, Fábio Viveiros, e da gerente de Inteligência de Mercado da BahiaInveste, Fabiana Andrade.
Para os convidados, a diretoria do Ibram apresentou o potencial do evento, que recebeu, em 2024, mais de 86 mil participantes. O vice-presidente do instituto, Fernando Azevedo e Silva, ainda destacou os motivos que levaram à decisão de realizar a Exposibram 2025 na Bahia, que é hoje o terceiro maior estado produtor mineral do Brasil.
“O estado que está se sobressaindo e crescendo na mineração é a Bahia, pela diversidade de minérios e pelas grandes possibilidades minerais. Por unanimidade, decidimos que a próxima edição seria na Bahia, onde tivemos o apoio imediato da diretoria da CBPM e do Governo da Bahia”, informou Azevedo.
De acordo com o presidente da CBPM, a reunião tem como objetivo envolver as demais secretarias de Estado nos preparativos para a realização da Exposibram 2025, garantindo, assim, a transversalidade entre os setores direta e indiretamente ligados ao evento.
“Muito além de um evento destinado ao setor mineração, a Exposibram é um evento de uma magnitude extraordinária, capaz de contribuir em grande escala para a economia do nosso estado, com a movimentação de setores como turismo, devido à alta demanda de hotelaria que o evento gera, por exemplo, além de ciência, tecnologia, educação, e cultura, que envolve desde a identidade do nosso povo, à arquitetura e gastronomia da nossa terra”, afirmou Borel.
Já o presidente do Conselho de Administração da CBPM ressaltou a importância da realização de um evento como a Exposibram para a valorização da mão de obra local. “É uma oportunidade de mostrarmos além do potencial mineral do nosso Estado, a qualidade da mão de obra que aqui temos e valorizar esses serviços, seja em questão de transporte, comunicação, restaurantes e outros negócios, que serão bastante fomentados devido ao evento”, pontuou Carballal.
Com o objetivo de buscar o desenvolvimento sustentável da atividade mineral da Bahia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) se reuniu, nesta segunda-feira (16), com o Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília. Na ocasião, estiveram presentes o presidente da companhia, Carlos Borel, e o presidente do Conselho de Administração, Henrique Carballal.
Durante o diálogo com o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Vitor Saback, e o diretor de Mineração e Transformação Mineral do ministério, Anderson Arruda, os representantes da CBPM apresentaram dados sobre o potencial mineral do Estado da Bahia, que atualmente ocupa a posição de terceiro maior produtor mineral do País.
De acordo com o presidente da CBPM, o diálogo com o MME é fundamental para que o desenvolvimento da mineração baiana ocorra de forma responsável, em cumprimento às recomendações do Governo do Estado. “É mais uma forma de buscar que, na Bahia, a mineração esteja aliada às boas práticas ambientais, sociais e de governança, assim como nos delegou o nosso governador, Jerônimo Rodrigues”, afirmou.
Para o presidente do Conselho de Administração da CBPM, o encontro entre companhia e o MME também representa uma forma de construir parcerias e buscar um novo modelo de investimento para a mineração baiana. “Nós dialogamos sobre o potencial mineral do Estado da Bahia, construindo parcerias e pontes com o ministério e buscando um novo modelo de investimento para o desenvolvimento da atividade mineral com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente”, informou Carballal.
O Governo do Estado da Bahia, liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, conseguiu atrair um investimento de US$2 bilhões de dólares para a instalação da primeira fábrica de painéis fotovoltaicos da América Latina.
Durante uma audiência realizada nesta segunda-feira (8), o governador assinou um protocolo de intenções com as Secretarias da Fazenda (Sefaz) e de Desenvolvimento Econômico (SDE). Este projeto inovador visa atender 25% do mercado nacional nos primeiros cinco anos de operação e promete gerar 3 mil empregos diretos e 4 mil indiretos, consolidando a Bahia como um polo industrial de relevância internacional no setor de energia renovável.
A CBPM (Companhia Baiana de Pesquisa Mineral) terá uma participação de 5% no empreendimento, que será implementado na Bahia pela empresa alemã Si&Mex. Esta parceria inclui o fornecimento anual de 2 mil toneladas de quartzo e até 500 toneladas de sílica de alta pureza para os processos industriais da fábrica.
Para o presidente da CBPM, Carlos Borel, este é um projeto estratégico para o estado da Bahia. "Este é um investimento significativo que trará inúmeros benefícios para a população baiana, gerando milhares de empregos e promovendo o desenvolvimento socioeconômico. Além disso, este projeto é fundamental para a transição energética, solidificando a posição da Bahia como líder em energia limpa. A CBPM tem desempenhado um papel crucial nesse processo, pois a transição energética depende essencialmente da mineração. Ser parte deste empreendimento como sócia é de extrema importância para nós."
Reforçando a importância da transversalidade de governo para promover o desenvolvimento socioeconômico da Bahia, o projeto está sendo construído também em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), a Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECTI) e a BAHIAINVESTE, além da SEFAZ e da SDE.
"Essa é mais uma ação liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, que envolve diversos setores para garantir a vinda deste empreendimento, com um investimento tão importante como este e que terá papel fundamental para o desenvolvimento do nosso estado", afirmou o presidente do Conselho de Administração da CBPM, Henrique Carballal, referindo-se à nova indústria de painéis fotovoltaicos totalmente verde, que contribuirá para a descarbonização.
Com a iniciativa, a CBPM reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável, apostando na inovação tecnológica como vetor de crescimento. O objetivo é fomentar a produção nacional de painéis fotovoltaicos, promovendo a independência tecnológica e de insumos estrangeiros, bem como a geração de emprego e renda no estado.
Com contrato de concessão chegando ao fim em 2027, não é novidade que os serviços prestados pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) têm desagradado boa parte dos baianos. O próprio governador Jerônimo Rodrigues (PT) já afirmou, categoricamente - e mais de uma vez - , que existe a possibilidade do Estado não renovar a concessão de distribuição de energia elétrica com a empresa.
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Na esteira da polêmica, o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, não mediu palavras ao dizer que o “desserviço” que a Neoenergia Coelba presta aos baianos é um desrespeito ao povo da Bahia. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (29), durante entrevista ao Podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
“A Coelba realiza um desserviço ao povo da Bahia. Qual decisão que o governador vai tomar, eu não. Mas a Coelba não respeita o nosso povo, não faz investimentos necessários e atrasa o desenvolvimento do Estado da Bahia”, disparou o Carballal, destacando que o fornecimento de energia elétrica no interior é precária. Confira o trecho:
O Bahia Notícias procurou a Coelba para saber o posicionamento da concessionária acerca das declarações do presidente da CBPM. Por meio de nota, a concessionária de energia informou que elaborou um plano estratégico de investimentos até 2027, que prevê o aporte de R$ 13,3 bilhões em obras de expansão e reforço da rede elétrica em todas as regiões do estado. A empresa acrescentou que planeja realizar a construção/expansão de 71 subestações, levando energia de qualidade a todos os municípios da Bahia.
Com relação a expansão de negócios na região Oeste, a Neoenergia Coelba declarou que tem ciência da importância da região para a economia do estado e vem evidando esforços para expandir a oferta de energia na região. Nos últimos quatro anos, 1,6 bilhão foram investidos pela distribuidora no Oeste. Segundo a Coelba, o volume aportado possibilitou importantes entregas, como as subestações Rio do Algodão, em Luis Eduardo Magalhães, Rio Formoso I e III, em Jaborandi, e Rio Grande III, em São Desiderio.
"Para os próximos 4 anos serão R$ 2,2 bilhões investidos no Oeste em obras estruturantes que vão suportar o desenvolvimento, levando mais energia para a região e aumentando em mais de 80% a capacidade energética da região", finalizou.
COELBA NA MIRA
Após as declarações de Jerônimo, no início do mês passado, parlamentares das Comissões de Infraestrutura e de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), receberam o presidente da Coelba, Tiago Guth, para esclarecer o fornecimento de energia elétrica no setor agropecuário do estado.
Além disso, uma subcomissão foi instalada na AL-BA, em meados do ano passado, para investigar o contrato de concessão à Coelba e, de acordo com o deputado federal, Otto Filho (PSD), a movimentação ocorreu porque o ex-presidente da empresa, Luiz Antonio Ciarlini, não queria dialogar com o secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia, Sérgio Brito (PSD).
Alvo de críticas há anos, a qualidade da malha ferroviária do estado da Bahia voltou à tona nesta segunda-feira (29), quando o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, fez duras críticas às linhas, em especial à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a classificando como “decadente”.
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A ferrovia é o principal eixo de integração entre as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, possuindo cerca de 7.220 quilômetros de extensão que atravessam mais de 250 municípios. Porém, existem diversos trechos abandonados aqui na Bahia, como na região do Porto de Aratu, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que segue há anos com suas locomotivas paradas.
Carballal deu a entender que essa situação seria uma espécie de ‘boicote’ de controladoras - que no caso da FCA se trata da VLI Logística, subsidiária da Vale S.A - que não querem que a Bahia amplie sua atividade em mineração. As declarações foram dadas nesta segunda, durante entrevista ao Podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
“Nós temos uma malha ferroviária decadente. E a decadência dela, não foi fruto de incompetência. Ela foi feita exatamente para não funcionar. Quem hoje controla essa malha ferroviária não tem interesse que o estado da Bahia possa produzir e desenvolver uma atividade minerária de grande porte”, afirmou o presidente da CBPM.

Henrique Carballal durante entrevista ao Prisma | Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias
Carballal pontuou que a lógica utilizada pela administradora da FCA seria que, pela lei de oferta e demanda, a grande quantidade dos minérios baianos no mercado diminuiria o preço das commodities como um todo. Ele clasificou essa 'estratégia' como um “crime contra o estado da Bahia". “O que há hoje é um crime contra o estado da Bahia, que é exatamente o abandono da Ferrovia [FCA] e tudo que está sendo feito para nos prejudicar. Com absoluta certeza é algo que, nos próximos anos, o estado da Bahia terá que se posicionar porque precisamos garantir a estrutura”, disparou Carballal. Confira o trecho:
FCA
No final do ano passado, também em entrevista ao Prisma, o ex-governador da Bahia, Paulo Souto, já havia dito que a situação sobre a FCA e o Governo da Bahia era uma “novela que precisa ser resolvida”. Desde que assumiu a concessão da FCA, há quase 30 anos, a VLI Logística (braço da Vale) quase não fez investimentos de porte nos trechos baianos.
Diversas entidades denunciaram a falta de melhorias e modernização na linha principal, ligando Salvador a Corinto em Minas Gerais, além do completo abandono e sucateamento de outras linhas férreas de responsabilidade da VLI, como as que ligam Salvador a Sergipe e Alagoinhas, no Nordeste baiano, a Juazeiro, no Norte do Estado.
A diretoria da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) recebeu representantes da empresa alemã Siemex, com o objetivo de atrair a implantação de uma fábrica de placa solar na Bahia – a primeira no país. As ações de prospecção são determinação do governador Jerônimo Rodrigues, para caminhar no sentido da reindustrialização da Bahia. Na reunião, foram discutidos detalhes do projeto que foram apresentados ao presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, para que seja feita uma linha de financiamento, a fim de garantir que essa indústria seja instalada no estado.
De acordo com o site BPMoney, a Companhia será sócia do empreendimento, entrando com ativos minerais, a exemplo da sílica de alta pureza e outros elementos associados. Assim como em outros projetos, este será desenvolvido a partir de ações transversais de governo, decorrentes de parceria com a SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) e Sedur-BA (Secretaria de Desenvolvimento Urbano). Concretizadas as tratativas feitas pela CBPM, o governador Jerônimo Rodrigues deve anunciar em breve a instalação das duas plantas industriais em Camaçari, associadas às placas fotovoltaicas.
A Bahia assina contratos com empresa canadense para realizar projetos de extração de areia industrial em áreas da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). Os investimentos, que devem ultrapassar o valor de um bilhão e meio de reais, vão permitir uma revolução no setor, pelo potencial dos projetos em duplicar a capacidade energética no estado. Além disso, o investimento vai possibilitar que a Bahia tenha destaque internacional no cenário da mineração
Além disso, a implementação das unidades fabris resultará na geração de 1.681 empregos na Bahia. .
O acordo será formalizado com a empresa Homerun Brasil Mineração Ltda, subsidiária da canadense Homerun Resources Inc. Entre os projetos firmados está a instalação de plantas industriais em áreas em Santa Maria Eterna, no município de Belmonte, na Bahia. Alinhadas às práticas de tecnologia verde, os empreendimentos visam promover o desenvolvimento da economia baiana.
O projeto deverá abranger também outros municípios como Ilhéus, com uma planta de beneficiamento que transformará a sílica in natura em sílica de alta pureza, e no Porto de Aratu, com a fabricação de células solares, um produto que tem o potencial de duplicar a capacidade de energia das placas fotovoltaicas. O investimento inicial será de aproximadamente R$ 300 milhões, podendo chegar a mais de R$ 1,5 bilhão.
De acordo com o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral - CBPM, Henrique Carballal, a assinatura destes contratos são fundamentais para o desenvolvimento da economia baiana e estão alinhados às normas de produção ambientalmente responsáveis.
“Seguimos alinhados às práticas de tecnologia verde, sendo que o projeto se concentra na produção ambientalmente responsável de sílica, que é evidenciado ao observar o uso de água reciclável e a eliminação de resíduos químicos e biológicos”, explica.
“Também teremos uma unidade industrial de produção de vidro solar para painel fotovoltaico, vidros especiais automotivos, vidros para embalagens, entre outros”.
Entre as contrapartidas dos contratos está a implantação de um fundo para o desenvolvimento da educação nos municípios onde ocorrerem as operações de mina e de unidades industriais. “A fonte dos recursos do fundo será equivalente a 10% dos royalties da CBPM mais 10% adicionais sobre o valor dos royalties aportados pela Homerun”, afirma Carballal.
Além do investimento inicial que ocorrerá nos próximos quatro anos pela Homerun, também foi firmado com a CBPM um planejamento de exploração e fornecimento contínuo de sílica, no distrito de Belmonte, ao longo das próximas duas décadas.
“Essa projeção para os próximos 20 anos é essencial para assegurar a oferta contínua desse recurso vital, considerando a rápida exaustão dos depósitos globais de sílica de alta pureza, que é o segundo recurso natural mais demandado globalmente, desempenhando um papel crucial na esfera da energia limpa e armazenamento, oferecendo benefícios substanciais com baixa emissão de carbono”, concluiu o presidente da CBPM.
Durante um evento realizado em Curitiba, no Paraná, a CGN Brasil Energia, a Sul Americana de Metais – SAM e a Lotus Brasil assinaram um acordo de desenvolvimento conjunto para a produção do hidrogênio verde, gerado a partir do efluente tratado do mineroduto de aproximadamente 481 km, que passa por 21 municípios, sendo nove em Minas Gerais e doze na Bahia. Uma estação de desaguamento faz parte do projeto e ficará localizada em Ilhéus, na Bahia.
O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal acompanhou a ação, ao lado do diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Acácio. Carballal destacou que o projeto estava parado há nove anos, pois não havia uma solução para a água que vem com o minério de ferro e precisa ser purificada.
"Finalmente o projeto virou uma realidade, por meio do mineroduto que impulsionará a economia dessas regiões, em especial o porto sul da Bahia. Foi uma grande alegria ter a oportunidade de presenciar a assinatura deste acordo, que foi fruto da nossa intervenção, buscando encontrar uma solução para esse projeto do mineroduto. Nós, que assumimos cargos públicos no governo, temos que ultrapassar a fase do não é possível, para a fase do vamos fazer, ou seja, quando a gente encontra um projeto que é importante para o povo da Bahia e ele tem problemas, nós devemos aperfeiçoar e reverter a situação, para que ele possa ser viável tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista social, para trazer conquistas sociais para o nosso povo, inclusive no aspecto ambiental. Portanto, vamos seguir ultrapassando essa fase do impossível, para tornar realidade cada demanda, aperfeiçoando, transformando, modificando, para que o povo da Bahia possa vencer e seguir avançando. Essa é a determinação do governador Jerônimo Rodrigues, essa é a nossa trajetória”, afirmou Carballal.
Ainda de acordo com o presidente da CBPM, o investimento financeiro, apenas na Bahia, atinge 740 milhões de dólares. “Fora a parte que ainda não foi mensurada, que envolve o hidrogênio verde, pois a CGN já produz energia limpa na Bahia através da produção de energia eólica e de energia solar fotovoltaica. Esse é o reflexo do nosso esforço em prol do desenvolvimento econômico baiano, que vai gerar emprego e renda para o nosso povo”, concluiu Carballal.
A confirmação da vinda da montadora de carros eletrificados BYD para a antiga fábrica da Ford em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), acendeu o interesse no setor de mineração e a Companhia de Baiana de Pesquisa e Mineração (CBPM) está em alerta com a oportunidade.
Isso porque os carros que serão produzidos pela fabricante chinesa utilizam minérios que são encontrados na Bahia para a produção de componentes, como a bateria. De olho na possibilidade, a CBPM disse que ainda não houve diálogo com a montadora, mas garantiu que pode atender a demanda, caso ela surja.
"A gente não foi procurado. Temos uma série de pesquisas, em algumas áreas, de alguns minerais de transição. O lítio, grafito, cobalto, níquel. A Bahia é produtora de níquel, que é usado nas baterias. É uma grande produtora. A empresa que produz é parceira da CBPM, a Atlantic Níquel, lá em Itagibá [município do Médio Rio de Contas], é uma parceira. Temos outras áreas que têm um grande potencial", afirmou o diretor técnico da CBPM, Manoel Barreto.
Barreto ainda acrescenta que a Bahia se sobrepõe a outras unidades da federação, já que no estado são encontrados minerais únicos. "São todos os minerais de transição energética, que são encontrados em terras raras, e de difícil ocorrência. Esses outros minerais, como o cobalto, fazem parte da transição energética, usados nesses veículos modernos", pontuou.
Procurada pela reportagem, a BYD comunicou que pretende avaliar ofertas de novos parceiros. "A empresa ainda vai analisar todas as possibilidades de parceria para a compra de matéria prima com base nas premissas da BYD Global que estejam alinhadas com nossos valores de proteção ao meio ambiente e boas práticas de mercado para uma economia mais verde e sustentável."
BYD NA BAHIA
Um dos entraves para a instalação da montadora na Bahia foi superado. No dia 11 de agosto, a Ford oficializou a venda da fábrica de Camaçari ao governo da Bahia. A expectativa é de que a ação facilite a chegada da montadora chinesa BYD, que vinha negociando com a Ford há meses para poder ocupar o espaço da fábrica.
Os valores da negociação não foram divulgados, mas rumores indicam que a transação deve girar em torno de R$ 150 milhões.
Por outro lado, existe outra questão que ainda precisa ser resolvida. Uma emenda da PEC 45/2019, que trata da reforma tributária e que previa a prorrogação dos benefícios fiscais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para plantas automobilísticas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste até dezembro de 2032, que facilitaria a vinda da BYD para a Bahia, foi rejeitada na Câmara dos Deputados.
O senador Otto Alencar (PSD) apresentou emenda para recolocar o dispositivo na reforma. A proposta apresentada por Otto Alencar pode reparar o voto dado por Otto Filho (PSD) que derrubou a inserção do benefício na matéria que agora é apreciada pelo Senado. Ele foi o único deputado baiano a favor da retirada dos incentivos fiscais.
BYD NA BAHIA
O anúncio oficial da instalação da primeira planta industrial nas Américas da BYD foi feita pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado da CEO para as Américas e vice-presidente executiva global da companhia, Stella Li, no início de julho, em grande evento no Farol da Barra, em Salvador.
A maior fabricante de carros elétricos do mundo irá investir R$ 3 bilhões para instalar três fábricas na Bahia e deverá gerar mais de 5.000 empregos diretos e indiretos. As unidades irão produzir chassis de ônibus, caminhões elétricos, veículos de passeio elétricos e híbridos, e processar lítio e ferro fosfato. A expectativa é iniciar a produção no segundo semestre de 2024.
Em apenas 13 dias, mais de quinze mil quilos de alimentos não perecíveis foram arrecadados pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) que, desde o final do mês de julho, passou a abraçar o Programa Estadual de Combate à Fome do Governo do Estado, Bahia Sem Fome.
Para selar a ação inédita realizada pela CBPM foi realizado, nesta quinta-feira(03), o Dia Geral de Mobilização – “Dia D”. O encontro teve como meta principal gerar uma grande mobilização para evidenciar a relevância da causa. O evento, que foi comandado pelo presidente da CBPM, Henrique Carballal, reuniu autoridades políticas como o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior; o secretário estadual de Relações Institucionais, Luiz Caetano; e os deputados estaduais Robinson Almeida e Júnior Muniz.
Empresários do setor de mineração, entre eles os representantes da Galvani, Tiago Menezes e Gizelle Tocchetto; e da Atlantic Nickel, Diogo César e Guilherme Gurdes também estiveram presentes. A agente da Agência Nacional de Mineração- ANM, Carla Ferreira também marcou presença, além da do afoxé Filhos de Gandhy, que abrilhantou a ação com uma apresentação especial.
“Eu estou muito feliz. Quero deixar claro que esta é a primeira fase. Nós vamos continuar até o final da campanha mobilizando as empresas, funcionários e a sociedade. A mineração está em tudo. Se o Agro é pop, a mineração é rock”, concluiu o presidente da CBPM.
Já o vice-governador, Geraldo Júnior declarou que a iniciativa do presidente da CBPM serve de exemplo. “Carballal dá um exemplo como homem público, como cidadão e como gestão. Esse modelo adotado por Henrique Carballal, trazendo os movimentos sociais, a sociedade civil, os servidores, os funcionários da CBPM, com certeza, servirá de exemplo daquilo que já foi feito pelos outros gestores, mas servirão também de exemplo para outras etapas do nosso programa. Agradecemos a Henrique Carballal, vereador licenciado desta cidade, por esta ação humanitária e solidária”, ressaltou Geraldo.
DOAÇÃO
Membros do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) estiveram presentes para recolher os alimentos e distribuir para as famílias, tanto na capital quanto no interior do Estado. “O governador Jerônimo Rodrigues e o vice-governador, Geraldo Júnior construíram essa campanha que tem esta relevância, eu apenas estou seguindo a orientação do governador. Só de funcionários cerca de 2,200 kg de alimentos foram arrecadados. Somos 167 funcionários e essa turma fez essa arrecadação maravilhosa. Várias empresas do ramo de mineração também colaboraram, pena que ainda ouvi de uma destas, um discurso fascista que lembrou o antigo governo, dizendo que isso é assistencialismo, sendo que não podemos conviver com a miséria e a fome na atualidade, com um mundo altamente avançado e globalizado”, destacou Carballal.
O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal (PDT) acatou o pedido do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e vai pedir licença do cargo de vereador de Salvador.
Carballal recebeu o deputado estadual Roberto Carlos (PDT), na noite desta sexta-feira (30), na sede CBPM, para comunicar que foi orientado pelo governador a pedir licença na Câmara Municipal de Salvador, para que o suplente Randerson Leal (PDT) possa assumir o mandato.
“O governador quer que o meu trabalho fique focado apenas na CBPM, devido a importância que possui no ramo da mineração para o desenvolvimento econômico da Bahia. Ele também teve essa atitude em respeito ao colega Randerson Leal, que vai assumir o meu lugar a partir de agora na Câmara e que Jerônimo espera que honre esse mandato, com a certeza da sua tradição política na defesa dos interesses da população de Salvador, sendo ferramenta para estabelecer uma parceria política entre o Governo do Estado e a capital baiana”, detalhou Carballal.
O parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) permitiu ao titular do mandato acumular as funções de edil e de presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).
“Quero agradecer muito ao presidente da CBPM, Carballal por diversos gestos de parceria, como esse de pedir licença do cargo de vereador, mesmo com o direito de permanecer no cargo, esse é um gesto de grandeza, deixo também o meu sincero agradecimento ao governador Jerônimo Rodrigues pelo pedido. Tenho certeza que Randerson vai honrar tanto o governador quanto Carballal”, salientou o deputado estadual, Roberto Carlos (PDT).
Henrique tomou posse como presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), na quarta-feira (21), mudança que já era cogitada nos bastidores desde o final das eleições de 2022 e ganhou força neste ano. Depois que assumiu o governo, Jerônimo deu inúmeras declarações públicas de que queria o edil “ao seu lado” na administração estadual.
Através de consulta à Procuradoria da Câmara Municipal de Salvador e com anuência do presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), cabe ao vereador Henrique Carbalall (PDT) decidir se vai se licenciar do mandato de vereador ou não. Os impedimentos previstos na Constituição para ocupação de cargos em comissão aplicam-se apenas no município em que o vereador se elegeu. Nos municípios vizinhos, por exemplo, não cabe a proibição, respeitando a compatibilidade de horários.
Ao julgar a matéria, o Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida pelo ministro Dias Toffoli em 2013 (RE 601.139/SC Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 05.3.2013) decidiu que a limitação para ocupação de cargo em comissão diz respeito ao âmbito do respectivo município do vereador, não abrangendo municípios vizinhos e entidades vinculadas a outras esferas dos governos estaduais ou federal.
Em 2017, a Ministra Rosa Weber reafirmou a tese (RE 639.772) destacando que o impedimento ao exercício de cargo demissível pela vontade da autoridade administrativa está restrita à administração do município em que o vereador exerce o mandato.
De acordo com a Constituição Federal, os vereadores estão sujeitos às proibições e incompatibilidades no exercício da vereança, similares, no que couber, ao disposto na Carta Maior para os membros do Congresso Nacional e na Constituição do respectivo Estado para os membros da Assembleia Legislativa (CF, Art. 29, IX).
Vereador em Salvador, Henrique Carballal (PDT), tomou posse como presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), na quarta-feira (21). No ato, estiveram presentes o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso. Na oportunidade, também tomaram posse como diretor administrativo financeiro, Inácio Matos e como diretor técnico, Manoel Barretto.
“Na gestão da CBPM, entre as minhas prioridades estão: a valorização dos funcionários da estatal, a realização de concurso público, além de assegurar a autonomia da CBPM”, escreveu Carballal em publicação nas redes sociais.
A mudança já era cogitada nos bastidores desde o final das eleições de 2022 e ganhou força neste ano. Depois que assumiu o governo, Jerônimo deu inúmeras declarações públicas de que queria o edil “ao seu lado” na administração estadual.
Com a ida para a presidência da CBPM, Carballal se licenciou da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e assim dará lugar ao seu primeiro suplente, Randerson Leal (PDT). Randerson é filho do deputado estadual Roberto Carlos (PV) e também diretor do time de futebol Juazeirense. Seu pai é o presidente do clube.
O vereador de Salvador Henrique Carballal (PDT) já pode assumir a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). O governador Jerônimo Rodrigues (PT), editou um decreto que altera as normas da Companhia, publicado no Diário Oficial do Estado no último sábado (3).
O inciso que proibia a indicação de integrantes do Poder Legislativo, como vereadores e deputados, em cargos de comando de empresas públicas foi regovado pelo governador. O decreto regulamenta a Lei das Estatais na Bahia.
Com o posto indefinido por algum tempo, o vereador afirmou ao Bahia Notícias, que o processo de articulação para o cargo passou por um convite do próprio governador Jerônimo Rodrigues. De acordo com o edil, o governador tinha o desejo de ter alguém "da sua confiança" no comando do órgão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.