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Uma menina de 9 anos foi salva de uma tentativa de estupro enquanto estava indo para a escola acompanhada de outras crianças, incluindo o seu primo. O menino, de 10 anos, foi o responsável por reconhecer o sinal universal de pedido de socorro feito por ela. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (9), no bairro Sítio Cercado, em Curitiba.
No trajeto, a vítima foi abordada por um homem de 54 anos. Segundo a Guarda Municipal, ele ofereceu dinheiro para que ela o acompanhasse. Após a recusa, segurou sua mão à força e começou a conduzi-la. Acuada, a única reação que a criança teve foi fazer o sinal de socorro: dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os outros quatro dedos sobre ele.
Ao notar o perigo, o menino correu até um posto de combustíveis próximo e pediu ajuda.
"Eu cheguei falando que o homem estava tentando roubar a minha prima. Eles já levaram a sério", lembra o menino.
Câmeras de segurança registraram o menino correndo até o posto para pedir ajuda, seguido pela prima e pelo suspeito. Em outra imagem, funcionários e clientes tentam impedir a fuga do homem, que deixa o local correndo, assim, os frentistas acionaram uma viatura da Guarda Municipal que passava pela região.
O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante e já era monitorado por tornozeleira eletrônica desde 2017, quando passou a responder por crime de estupro de vulnerável.
CONFIRA REGISTRO:
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 13, 2026
Em relatos à imprensa, as crianças contaram que aprenderam o significado do gesto depois de ver reportagens na televisão e receber orientações da avó sobre como agir em situações de perigo.
"Eu sabia [do sinal] pela TV e pela avó ensinar. Ela falou que, quando nós estivermos em perigo, é só fazer o sinal que daí as pessoas ajudam", detalha a menina.
A avó conta que sempre busca conversar com as crianças sobre medidas de segurança que elas devem tomar, especialmente quando estão longe de adultos conhecidos.
"Eu sempre ensino para eles, para que, quando eles saírem na rua, eles prestem atenção, nunca fiquem muito perto das pessoas, não conversem com estranhos, não aceitem doce, dinheiro...", contou.
ENTENDA O SINAL
Criado no Canadá, o sinal universal de socorro surgiu a partir de uma campanha com ações para conter o crescimento dos casos de violência doméstica registrados no período de confinamento da Covid-19, em abril de 2020.
O intuito era criar um gesto simples e seguro que pudesse ser utilizado por vítimas de violência doméstica para denúncias, sem que o agressor percebesse o pedido de socorro.
Segundo especialistas, ao perceber alguém fazendo o gesto, a orientação é tentar se aproximar da pessoa de forma discreta e amigável, como se conhecesse a vítima, e levá-la para um local seguro, como um comércio ou uma farmácia.
Jessica Joy Mast, de quatro anos, morreu em dezembro de 2020, no Missouri, nos Estados Unidos, após ser espancada e mergulhada repetidamente em um lago gelado por vizinhos que alegavam que sua família estava possuída por demônios. Nesta segunda-feira (5), Kourtney Taylor Aumen, de 27 anos, se declarou culpada de homicídio em segundo grau e agressão em primeiro grau pela morte da menina, em uma audiência judicial.
PAIS FORAM AMEAÇADOS PARA ASSISTIR AS AGRESSÕES
Segundo os promotores, Aumen e Ethan Mast, de 41 anos, convenceram os pais da criança de que Mary Mast estava possuída por um demônio e de que os filhos também poderiam ser dominados por espíritos malignos. A dupla teria espancado Jessica e seu irmão, de dois anos, antes de mergulhar a menina repetidamente em um lago com água a aproximadamente 4°C. Os pais, James e Mary Mast, teriam sido ameaçados de agressão e morte a tiros caso tentassem intervir.
De acordo a imprensa americana, Jessica foi encontrada morta por um agente do xerife do condado de Benton, chamado à residência após uma denúncia de possível violência doméstica. A menina estava enrolada em um cobertor rosa, com ferimentos abertos e hematomas compatíveis com golpes de cinto. Seu cabelo ainda estava molhado. O xerife Eric Knox descreveu o episódio como um caso de motivação religiosa.
OUTROS RESPONSÁVEIS
Ethan Mast também se declarou culpado de homicídio em segundo grau. James Mast, pai da menina, admitiu homicídio em segundo grau e agressão em primeiro grau em novembro de 2024, mas tentou retirar a confissão. O pedido foi rejeitado por um juiz em abril, e novas medidas foram apresentadas para contestar a declaração. Mary Mast se declarou culpada de colocar em risco o bem-estar de uma criança em 2023.
Aumen tem sentença prevista para 21 de dezembro e pode receber uma longa pena de prisão. Os processos contra os pais também integram as medidas judiciais relacionadas à morte da menina.
Pessoas LGBT+ vítimas de violência e discriminação podem contar com atendimento jurídico na área criminal a partir do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, uma parceria entre a Prefeitura de Salvador e a Universidade Federal da Bahia (Ufba).
O centro, vinculado à Secretaria Municipal da Reparação (Semur), e ao Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Faculdade de Direito da Ufba, busca facilitar o acesso à Justiça e garantir o acompanhamento dos casos, desde o acolhimento até o andamento dos processos.
Criado pela necessidade de ampliar o acompanhamento dos assistidos, o serviço é voltado especialmente a vítimas de violência e discriminação que necessitam de orientação e acompanhamento jurídico.
A parceria, que começa no Centro Vida Bruno, permite que pessoas atendidas sejam encaminhadas ao núcleo da universidade, caso necessitem de assistência jurídica na área criminal. A partir daí, as equipes mantêm contato para acompanhar os procedimentos, incluindo atendimentos em delegacias e o andamento das ações judiciais.
O equipamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (71) 3202-2750.
Uma mulher de 31 anos foi agredida por quatro homens que invadiram a casa dela, no bairro Santa Inês, em Itabuna, no baixo sul da Bahia. De acordo com testemunhas, o grupo utilizou pedaços de madeira e um dos suspeitos estaria armado. As agressões tiveram início no interior da residência e prosseguiram na via pública, após a vítima ser arrastada para fora do imóvel. O ato ocorreu na presença da filha pequena da mulher.
A vítima sofreu um corte na cabeça, perdeu dentes e teve diversas escoriações pelo corpo. Ela foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Após receber atendimento médico, a mulher recebeu alta e dirigiu-se à Delegacia de Polícia para registrar o boletim de ocorrência, realizando também o exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT). As informações foram confirmadas pelo Giro em Ipiau, parceiro do Bahia Notícias.
De acordo com as informações apuradas, a mulher é apontada como suspeita de ter agredido uma professora da rede municipal na semana passada, no mesmo bairro. Naquela ocasião, a Guarda Civil Municipal foi acionada e a educadora registrou uma ocorrência. A Polícia Civil investiga os dois episódios para esclarecer a relação entre os casos e identificar os autores das agressões.
Um jovem ainda não identificado foi morto a tiros na noite desta segunda-feira (5), na Rua Sílvio Dias Pires, nas proximidades do INSS, no bairro da Estação, em Jacobina.
Segundo informações do blog Augusto Urgente, parceiro do Bahia Notícias homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima e efetuaram vários disparos. O jovem foi atingido e morreu no local.
Uma equipe do SAMU 192 foi acionada, mas constatou que a vítima já estava sem sinais vitais. A Polícia Militar isolou a área para a realização da perícia.
O corpo deverá ser encaminhado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) ao Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, não há informações sobre autoria ou motivação. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Três pessoas foram baleadas na noite deste sábado (3), na Rua Juiz de Fora, no bairro Caseb, em Feira de Santana. Segundo informações do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM) ao portal Acorda Cidade, os disparos ocorreram por volta das 20h58, durante uma festa.
Uma equipe da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) para atender à ocorrência.
No local, os policiais encontraram um homem de 31 anos ferido por disparos de arma de fogo. Ele apresentava lesões nas costas e no pescoço.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima para uma unidade hospitalar especializada.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, outras duas mulheres atingidas na mesma ocorrência deram entrada posteriormente no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).
Uma delas, de 46 anos, foi atingida no braço esquerdo. A outra, de 21 anos, sofreu um ferimento de raspão na região da cabeça.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria ou a motivação dos disparos.
As mulheres, que ocupam apenas cerca de 18% das cadeiras legislativas no país, foram vítimas de 50,6% dos episódios de violência política cometidos no Brasil entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto deste ano. No total, aconteceram 354 casos de violência política neste período, fazendo desta época pré-eleitoral a mais violenta da década.
Essas e outras conclusões estão presentes no estudo divulgado nesta quarta-feira (30) pelas organizações de Direitos Humanos Terra de Direitos e Justiça Global. As informações são da Agência Brasil.
As estatísticas agrupadas no estudo revelam que os casos de violência física (agressões, atentados e assassinatos) relacionados a questões políticos tiveram homens como alvos em 77,2% dos casos. Já a violência simbólica (ameaças e ofensas) atingiu mais as mulheres (58,3%).
Ameaças de violência sexual (31 casos) e episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre o corpo e aparência (67 casos) tiveram 100% dos casos relacionados a mulheres. O estudo, que chegou à quarta edição, mostra que 96,3% dos episódios ocorreram contra ocupantes de cargos eletivos.
Entre as mulheres vítimas de violência política, uma em cada três era preta (64 de 179 casos). Entre os homens, um em cada nove.
Mulheres representaram 64 dos 84 episódios contra pessoas pretas, e onze delas eram trans ou travestis. Quatro mulheres indígenas e uma amarela também foram vítimas. Entre as vítimas, das 32 pessoas que sofreram ataques repetidos ao longo desse período pré-eleitoral, 23 foram mulheres.
O levantamento ainda mostra que as quatro ameaças do período assinadas por grupos ou perfis declaradamente neonazistas ou supremacistas tiveram como alvo mulheres pretas, em quatro estados de quatro regiões diferentes.
Uma outra estatística revela que pelo menos 63% dos casos se concentraram na política municipal (vereadores e prefeitos), as maiores vítimas da série histórica. Ao menos 24 dos 28 episódios com intenção de matar (incluindo 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados) ocorreram contra políticos que atuam nos municípios.
Vereadores e vereadoras correspondem a 49,6% das vítimas, com 176 dos episódios identificados. Foram registrados, em média, três episódios de violência para cada mil vereadores eleitos em 2024.
Pelo menos 300 episódios (84,5%) elencados pelas associações que formularam o estudo tiveram denúncia formal ou pública, mas apenas 46 casos (13%) contam com apuração judicial ou policial em curso e somente nove deles (2,5% do total) resultaram em punição efetiva dos autores.
A pesquisa indica que em 64 episódios (18,1% do total) o agressor também tinha mandato eletivo ou cargo público. Policiais e outros agentes estatais são os agressores em 29,9% dos casos. Em 52 dos episódios, as agressões ocorreram dentro do próprio local de trabalho parlamentar.
Segundo apuração do portal Aratu On, um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto e enrolado em um lençol na manhã desta quinta-feira (1º), na localidade de Cetrel, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
De acordo com a Polícia Militar, equipes da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas após uma denúncia sobre uma pessoa morta por disparos de arma de fogo.
No local, os policiais constataram a ocorrência e acionaram o Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia e remoção do corpo.
A autoria e a motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil. Rondas foram realizadas na região para tentar localizar os suspeitos, mas, até o momento, ninguém foi preso.
Um homem de 30 anos, identificado como Flávio de Souza Nascimento, foi atingido por pelo menos três golpes de facão no pescoço na manhã do último domingo (27), em um bar localizado no distrito de Sapirara, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
De acordo com relatos prestados por uma irmã da vítima à Polícia Civil, Flávio consumia bebidas alcoólicas na companhia de Jackson Alves dos Santos no estabelecimento quando houve um desentendimento entre os dois. Após a discussão, o suspeito teria saído do local, retornado armado com um facão e efetuado o ataque contra a vítima, fugindo em seguida.
Flávio foi socorrido e encaminhado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães, onde passou por procedimento cirúrgico. No momento do registro do boletim de ocorrência, a vítima encontrava-se sedada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
A polícia informou ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias (BN), que solicitou à Justiça a decretação da prisão preventiva de Jackson Alves dos Santos. As causas e a motivação do desentendimento continuam em apuração pelas autoridades competentes.
Um homem, de 35 anos, foi internado em estado grave após ser espancado por um grupo de pessoas durante um evento realizado no último domingo (20) em São Desidério, no Extremo Oeste baiano. A festa era promovida pelo município e foi denominada "Festa da Paz".
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 22, 2026
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Segundo a TV Oeste, a vítima teria xingado e agredido algumas pessoas que participavam do evento antes de ser atacada. A suspeita inicial é de que o homem estivesse em surto no momento do episódio.
Após a confusão, um grupo teria iniciado as agressões. Imagens registradas durante o episódio mostram o homem caído no chão enquanto recebe chutes e socos. Algumas pessoas tentaram interromper o ataque, mas não conseguiram impedir as agressões.
Com a chegada da Polícia Militar (PM-BA), a vítima foi socorrida por uma equipe do Samu e encaminhada ao Hospital do Oeste, em Barreiras, na mesma região.
Até o início da manhã desta terça-feira (22), não havia informações sobre o estado de saúde do homem.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue investigado pela delegacia de São Desidério. Nenhum acusado foi detido também até esta segunda-feira (21).
Uma guarnição do 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foi mobilizada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) na tarde de sábado (19), por volta das 16h, para averiguar uma denúncia de violência doméstica enquadrada na Lei Maria da Penha. O caso ocorreu na Rua Otávio Mangabeira, no Bairro Morada Nova, em Guanambi.
Segundo informou a corporação ao site Achei Sudoeste, ao chegarem ao endereço indicado, os policiais foram recebidos pela solicitante, uma jovem de 17 anos. No momento da abordagem, a adolescente se retratou perante a equipe policial e admitiu que não havia sofrido qualquer tipo de agressão física ou ameaça, alegando que o acionamento do serviço de emergência 190 se tratava apenas de uma "brincadeira".
Após inspecionarem o local e constatarem a ausência de lesões ou qualquer indício de crime, os militares advertiram a jovem e o acompanhante dela, um rapaz de 18 anos, sobre a gravidade e a ilicitude da conduta de comunicação falsa de crime. O desfecho da ocorrência foi registrado e repassado ao Cicom e ao coordenador de área do batalhão.
O Instituto Médico Legal (IML) concluiu, na noite de quinta-feira (17), a identificação do homem cujo corpo foi localizado na zona rural de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. A vítima é Gevaldo Souza da Silva, de 39 anos. A confirmação ocorreu por meio de exame de necropapiloscopia, que compara as impressões digitais do cadáver com registros oficiais.
Os restos mortais foram encontrados por volta das 18h de quinta-feira, acondicionados em sacos plásticos em uma estrada vicinal próxima ao bairro Delta Park, às margens da BR-367. Natural de Itabuna, Gevaldo tinha como último endereço confirmado o bairro Monte das Oliveiras, no município de Porto Seguro.
Segundo dados do Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT-BA) ao Radar News, parceiro do Bahia Notíicas, o banco biométrico estadual contava com mais de 10 milhões de registros em 2023 para auxílio em identificações.
A instituição informa que, quando o estado dos vestígios impede o aproveitamento das digitais, são empregadas alternativas como a comparação de registros odontológicos ou a análise de DNA.
Oito em cada dez mulheres brasileiras (78%) afirmam já ter sido vítimas de algum tipo de violência, enquanto 98% dizem adotar estratégias para tentar reduzir os riscos no cotidiano. Os dados fazem parte da pesquisa Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber.
O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no painel “(In)segurança das Mulheres e Mobilidade”.
A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma digital e por autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.
MULHERES RELATAM MAIOR SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA
Os resultados indicam que o medo da violência está presente na rotina da população brasileira, mas é mais intenso entre as mulheres. Entre as entrevistadas, 94% afirmaram se sentir inseguras diante da violência no dia a dia, enquanto o índice entre os homens foi de 84%.
A preocupação também aparece nos deslocamentos pelas cidades. Nesse caso, 94% das mulheres e 90% dos homens disseram sentir medo de sofrer violência.
Em entrevista concedida à Agência Brasil, a diretora de Pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê, afirmou que a percepção de insegurança está relacionada a experiências concretas de violência.
Segundo ela, o receio influencia a maneira como as mulheres ocupam e circulam pelos espaços urbanos, sendo alimentado tanto por situações vivenciadas diretamente quanto por relatos de pessoas próximas.
A pesquisa também aponta que as mulheres são percebidas pela população como mais vulneráveis a diferentes formas de violência, especialmente nos casos de violência doméstica, sexual, psicológica e física. Entre as entrevistadas, seis em cada dez apontaram a violência doméstica como motivo de preocupação.
Bares, festas, baladas e locais de transporte público aparecem entre os espaços considerados menos seguros. De acordo com o levantamento, 41% das mulheres afirmaram não se sentir nada seguras em bares, festas e baladas. Em pontos de ônibus e estações, o percentual foi de 42%. Já dentro do transporte público, 33% disseram não se sentir nada seguras.
Também em entrevista à Agência Brasil, Maíra Saruê destacou que mulheres e homens têm experiências diferentes ao circular pelas cidades, já que a preocupação com a segurança interfere no acesso das mulheres a espaços e oportunidades.
ESTRATÉGIAS PARA EVITAR SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA
A pesquisa mostra que 98% das mulheres adotam pelo menos uma medida para diminuir o risco de violência. A estratégia mais citada é evitar determinados locais, prática mencionada por 90% das entrevistadas.
Outras atitudes incorporadas à rotina incluem não compartilhar informações pessoais ou localização nas redes sociais (88%), evitar utilizar o celular enquanto estão na rua (84%), avisar alguém sobre seus deslocamentos e horários (83%) e evitar sair à noite (83%).
Também aparecem entre os comportamentos adotados evitar o uso de aplicativos bancários na rua (80%), compartilhar a localização com pessoas de confiança (77%), alterar trajetos habituais (69%), utilizar carros ou motos por aplicativo para evitar caminhar pelas ruas (66%) e pedir companhia para sair de casa (66%).
O receio da violência também interfere nas atividades de lazer. Segundo o levantamento, 62% das mulheres já modificaram hábitos de lazer e 58% deixaram de frequentar locais de que gostavam. Além disso, 56% afirmaram já ter optado por algum meio de transporte em vez de caminhar, mesmo quando o destino ficava próximo.
Entre as entrevistadas, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, enquanto 26% afirmaram carregar algum item de proteção, como spray de pimenta ou alarme pessoal.
MEDO TAMBÉM AFETA TRABALHO E ESTUDOS
As consequências da insegurança ultrapassam os momentos de lazer e deslocamento e chegam às decisões profissionais e acadêmicas. Conforme a pesquisa, 45% das mulheres já deixaram de aproveitar alguma oportunidade de trabalho ou estudo por medo da violência.
Outras 44% disseram já ter considerado mudar de bairro ou de cidade em busca de maior sensação de segurança.
À Agência Brasil, a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Vera Vieira, afirmou que os resultados indicam que a insegurança passou a fazer parte das decisões cotidianas das mulheres, levando-as a evitar lugares, modificar trajetos, abrir mão de atividades de lazer e até reconsiderar oportunidades profissionais.
PODER PÚBLICO E ELEIÇÕES
Para as entrevistadas, o enfrentamento da violência contra as mulheres deve envolver diferentes instituições públicas. As polícias Militar e Civil foram apontadas por 73% como responsáveis pela atuação na área. Na sequência aparecem o governo federal e os governos estaduais, ambos com 69%, e as prefeituras, com 66%.
Apesar disso, a maioria das mulheres avaliou negativamente a atuação das instituições no combate à violência. O Legislativo apresentou 74% de avaliações negativas, seguido pelos governos estaduais (72%), pelo Poder Judiciário (71%) e pelo governo federal (71%).
A segurança das mulheres também aparece relacionada ao processo eleitoral. Segundo a pesquisa, 78% das entrevistadas afirmam que propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres nas ruas e no transporte público terão influência sobre sua decisão de voto nas próximas eleições.
Para Vera Vieira, em declaração à Agência Brasil, a segurança das mulheres deve ser tratada como uma questão relacionada ao exercício da cidadania. Ela defendeu a ampliação dos canais de denúncia, melhorias na infraestrutura urbana e medidas voltadas à redução das desigualdades.
Entre as entrevistadas, 95% consideram importante ampliar os canais de denúncia e apoio às vítimas de violência. A melhoria da infraestrutura das cidades, incluindo transporte público, iluminação e espaços públicos, é apontada como relevante por 93%.
O mesmo percentual considera importante criar ou ampliar políticas específicas de proteção às mulheres, além de ações de prevenção, educação e mudança cultural. A redução das desigualdades sociais e econômicas também é apontada como medida importante por 92% das entrevistadas.
A violência registrada antes e depois do último Ba-Vi, disputado no dia 23 de agosto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um dos assuntos abordados pelo comandante do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE), Flávio Farias, durante participação no Bahia Notícias no Ar nesta quarta-feira (16). Segundo o comandante, a rivalidade entre torcedores e a presença de integrantes ligados ao tráfico de drogas são fatores que contribuem para os episódios de violência relacionados ao futebol.
No último Vitória x Bahia, no Barradão, vencido pelo Tricolor por 2 a 0, dois torcedores ligados à Bamor morreram em episódios registrados fora do estádio. José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, foi morto após ser perseguido e atacado na Via Regional. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis teriam participado da ação.
Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, também morreu após ser baleado no bairro de Castelo Branco. Familiares relataram que o jovem teria sido atingido enquanto fugia de um ataque atribuído a integrantes de torcida organizada. As circunstâncias dos dois crimes são investigadas pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA).
Segundo o comandante, a presença de integrantes ligados a facções criminosas no ambiente das torcidas organizadas é uma das preocupações identificadas pelo BEPE. Farias afirmou que esses indivíduos nem sempre estariam formalmente cadastrados nas torcidas, mas utilizariam as camisas para facilitar a participação nos confrontos.
"Nós sempre nos perguntamos quem está por trás dessas agressões. Existem variantes em relação a isso, mas detectamos que têm entrado integrantes de facções, não diretamente cadastrados nas torcidas organizadas, mas fazendo uso das camisas pela facilidade de compra que existe. Eles fazem uso dessas camisas para cometer agressões contra o público que, inclusive, se dirige ao estádio", declarou.
Flávio Farias afirmou que os episódios de maior gravidade costumam acontecer em bairros e vias de acesso mais distantes dos locais das partidas. Segundo ele, o policiamento realizado no entorno e no interior dos estádios tem apresentado resultados positivos.
"No último Ba-Vi, essas questões de violência vieram à tona de forma mais forte. Eu sempre digo que vamos muito bem no entorno do estádio e, no interior, não temos tido ocorrências de grande vulto. Essas ocorrências são registradas nos bairros ou nas vias de acesso mais distantes do próprio local do evento", explicou.
Ao falar sobre a mudança no comportamento das torcidas ao longo dos anos e a atual recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que recomenda a realização de Ba-Vis com torcida única, o comandante do BEPE lembrou que já presenciou um período em que torcedores rivais frequentavam os estádios simultaneamente e classificou o cenário atual como uma "escalada de violência".
"Eu tenho 55 anos e 34 na corporação, e vivi aquele tempo de duas torcidas no estádio. Nós íamos juntos, confraternizando, e era um clima de paz e tranquilidade. O que vemos hoje é uma escalada de violência, não só no futebol, mas também de problemas que acabaram chegando ao futebol, como o tráfico de drogas", afirmou.
Farias também comparou o policiamento realizado durante o Carnaval com a atuação em partidas de futebol e destacou que os eventos envolvem comportamentos distintos por parte do público.
"As pessoas sempre me perguntam por que a Polícia Militar da Bahia faz um excelente Carnaval e, quando chega ao futebol, temos uma ou outra divergência na questão da segurança. O Carnaval mexe com um tipo de emoção muito diferente. Quem vai aos estádios vivencia uma emoção de rivalidade e, com a utilização de alguns produtos, lícitos ou ilícitos, essa emoção pode levar a situações de agressão", afirmou.
Além das duas mortes, o último Ba-Vi também foi marcado por episódios de vandalismo contra ônibus do transporte coletivo. A Secretaria Municipal de Mobilidade registrou três ocorrências nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma. Em uma delas, um motorista ficou ferido após um rojão atingir o para-brisa do veículo.
Vídeos divulgados nas redes sociais também registraram confrontos entre supostos integrantes das duas torcidas organizadas, com grupos correndo pelas ruas e explosões durante as confusões.
A recomendação de torcida única nos Ba-Vis foi adotada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em abril de 2017. A medida foi suspensa em fevereiro de 2018, quando os clássicos voltaram a contar com torcedores de Bahia e Vitória. Após uma confusão generalizada no confronto que ficou conhecido como "Ba-Vi da Paz", o MP-BA voltou a recomendar a presença de apenas uma torcida nos clássicos.
Um motorista de aplicativo foi vítima de um assalto seguido de um suposto sequestro-relâmpago na noite deste sábado (12), na região de Campinas de Pirajá, em Salvador. O caso foi apurado pelo portal AratuOn.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que três suspeitos abordam o motorista e o retiram da condução do veículo. Em seguida, os homens obrigam a vítima a entrar novamente no automóvel e deixam o local com ela.
De acordo com as imagens, os suspeitos inicialmente tentaram colocar o motorista próximo às portas do carro, mas desistiram e o colocaram no banco traseiro. Durante a ação, a vítima aparece implorando para não ser levada. “Deixa eu ir”, diz o homem em um dos trechos registrados pelas câmeras.
As imagens foram divulgadas pelo motorista de aplicativo e produtor de conteúdo Atana Gama, conhecido nas redes sociais como Atan Uber, e repercutiram neste domingo (13).
POLÍCIA SE PRONUNCIA SOBRE O CASO
Segundo a Polícia Civil, até o momento, nenhum registro de ocorrência relacionado ao caso havia sido localizado no sistema. A Polícia Militar ainda não havia se pronunciado até a publicação da matéria.
Um homem foi atingido por disparos de arma de fogo na madrugada deste sábado (12), na Rua Dudu Coité, situada no bairro Jardim Ouro Branco, no município de Barreiras, no oeste da Bahia. A vítima estava a bordo de um veículo automotor no momento em que os tiros foram deflagrados.
De acordo com o apurado pela redação do Portal Velho Chico News, parceiro do Bahia notícias, os disparos foram realizados, em sua maioria, contra o para-brisa do automóvel. Após o ataque na Rua Dudu Coité, a vítima foi socorrida e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Até o momento, não há informações oficiais sobre o seu estado de saúde.
O caso é investigado como tentativa de homicídio. A Delegacia de Homicídios de Barreiras, sob a coordenação do delegado Jonsivaldo Pereira, deverá instaurar inquérito policial, nos termos do artigo 5º, inciso I, do Código de Processo Penal, para apurar a autoria, as circunstâncias e a motivação do crime.
Uma mulher de 30 anos foi morta a tiros no bairro de São Cristóvão, em Salvador, na noite de quinta-feira (3). A vítima foi identificada como Ingrid Lopes.
Segundo informações da Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 18h30, na Rua da Capela, nas proximidades da Rua da Adutora. A polícia recebeu a informação de que cinco homens, que estavam em um Volkswagen Nivus branco, teriam efetuado disparos na direção da residência.
Equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram até o local e encontraram Ingrid já sem vida.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também estiveram na região para realizar os procedimentos relacionados à ocorrência.
Ainda não há informações sobre a motivação do crime nem sobre a identidade dos autores. Após os disparos, policiais fizeram buscas na região, mas nenhum suspeito foi localizado.
O policiamento foi reforçado no bairro após o homicídio. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.
Dois policiais militares foram presos em flagrante na manhã desta segunda-feira (24), suspeitos de roubar três jovens na região da Avenida Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Segundo informações da Polícia Civil, uma das vítimas, adolescente de 17 anos, também relatou ter sofrido um estupro.
Os policiais foram identificados como Victor Miguel Sebastiao da Silva e Willian Santana Santos. O caso foi registrado no 24º Distrito Policial (DP), na Ponte Rasa.
Segundo o registro da ocorrência, na madrugada desta segunda, os três jovens estavam em uma adega quando aceitaram uma carona de dois homens que ocupavam um Volkswagen Fox cinza. Os suspeitos são PMs e estavam de folga.
Durante o trajeto, os ocupantes do veículo teriam anunciado o roubo com o uso de uma arma de fogo, impedindo que as vítimas descessem e seguido até uma área erma na região do Parque Jacuí/Pantanal. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os celulares das três vítimas foram roubados.
Durante a apresentação da ocorrência, foi constatado que o veículo descrito pelas vítimas estava ligado a um policial militar que assumiria o serviço no período da manhã. Ele e o outro PM foram então apresentados na delegacia pelo tenente comandante da respectiva companhia.
As vítimas fizeram reconhecimento pessoal e apontaram os dois policiais como participantes dos fatos. Conforme o relato policial, um deles foi indicado como coautor do roubo, enquanto o outro foi apontado como autor do roubo e da violência sexual contra a adolescente.
Diante dos elementos apresentados, a autoridade policial deu voz de prisão aos dois policiais militares pelos crimes apurados. O ato foi acompanhado por um oficial da Corregedoria da Polícia Militar.
A ocorrência permanecia em andamento para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária.
POSICIONAMENTO SSP-SP
Segundo nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar afirmou que não tolera desvios de conduta e que agiu com firmeza, com a apresentação imediata dos dois agentes à Polícia Civil.
O caso é apurado por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) e também está sob investigação da Polícia Civil. A Polícia Civil ouviu as vítimas e identificou o veículo utilizado pelos suspeitos.
O Secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (24) para repudiar os atos de violência registrados antes do clássico Ba-Vi, ocorrido no último domingo (23), no Barradão, em Salvador, em partida válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo Werner, está na hora da existência das precisa ser repensada.
Antes de relatar os fatos, o secretário se solidarizou com as famílias e amigos dos dois jovens assinados. "Quero lamentar a morte de dois jovens ontem, solidarizar com as famílias e acima de tudo, repudiar veementemente esses atos de selvageria, de covardia praticado por criminosos que se passam por torcedores", afirmou.
Werner ainda defendeu que todos que gostam de futebol e o fazem acontecer - como o sistema de justiça, Ministério Público, Tribunal de Justiça (TJ-BA), Federação Baiana e os clubes - devem repensar a existência desses grupos que se dizem torcida organizada.
"Grupos que cometem atos de violência, de barbárie, de vandalismo contra o patrimônio público e privado, atacando pessoas nas ruas com violência, como aconteceu na data de ontem", opinou.
VIOLÊNCIA NO CLÁSSICO BA-VI
O caso citado pelo secretário aconteceram na tarde deste domingo (23), envolvendo integrantes de torcidas organizadas do Vitória e do Bahia.
Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), um homem que integrava a torcida organizada Bamor foi executado por integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI). O corpo da vítima foi encontrado com diversas perfurações de faca e traumas causados por socos e pedradas.
Momentos antes do jogo, o jovem Lucas dos Reis Bonfim também foi alvo de um ataque atribuído a integrantes da TUI. Ele estaria caminhando com quatro amigos quando passou a ser perseguido e atingido por disparos de armas de fogo.
Além disso, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou o registro de três ocorrências de vandalismo contra veículos do sistema de transporte público no momento do confronto. Segundo a pasta, os episódios ocorreram nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma, protagonizados por integrantes de torcidas organizadas.
OPERAÇÃO DE SEGURANÇA
Segundo o secretário, de imediato, as forças de segurança atuaram firmemente e capturaram 64 criminosos torcedores uniformizados.
Desses 64, seis foram identificados como os autores das lesões citadas. As polícias Civil e Militar investigam o caso. "Todas essas tão sendo analisadas e logicamente serão investigadas para auxiliar na elucidação completa deste caso", finalizou.
A Federação Bainana de Futebol (FBF) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) também repudiaram o caso.
Em campo, o clássico terminou em 2 a 0 para o Bahia. Os gols foram marcados por Alejo Véliz e Jean Lucas.
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) emitiu uma nota repudiando os atos de violência registrados antes do clássico Ba-Vi, no último domingo (23), em partida válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo a entidade, os atos criminosos registrados, nada têm a ver com o esporte.
"A entidade reafirma sua confiança nas autoridades competentes para a identificação e punição exemplar dos envolvidos, e ao mesmo tempo se solidariza com as vítimas e suas famílias", escreveu em publicação realizada nas redes sociais.
A FBF ainda reafirmou que a rivalidade existe no futebol, mas que deve ficar restrita ao campo.
CONFIRA NOTA DA FBF NA ÍNTEGRA
"A Federação Bahiana de Futebol repudia veementemente os episódios de violência registrados em Salvador antes do clássico Ba-Vi de domingo (23), pelo Brasileirão 2026. Atos criminosos, como os vistos na Capital, nada têm a ver com o esporte.
A entidade reafirma sua confiança nas autoridades competentes para a identificação e punição exemplar dos envolvidos, e ao mesmo tempo se solidariza com as vítimas e suas famílias.
Rivalidade existe no futebol, mas deve ficar dentro de campo"
MINISTÉRIO PÚBLICO CONDENA ATOS DE VIOLÊNCIA
Além da federação, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) também condenou os atos de violência, lamentando profundamente as duas mortes registradas, bem como todos os prejuízos e danos causados por atos praticados à margem do esporte.
Em atuação conjunta com as instituições de segurança pública, o Ministério Público informou que está acompanhando os fatos e adotando as medidas cabíveis para a identificação e responsabilização dos autores dos atos violentos, nos termos da lei.
VIOLÊNCIA NO CLÁSSICO BA-VI
Os posicionamentos das entidades tratam os episódios que aconteceram na tarde deste domingo (23), envolvendo integrantes de torcidas organizadas.
Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), um homem que integrava a torcida organizada Bamor foi executado por integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI). O corpo da vítima foi encontrado com diversas perfurações de faca e traumas causados por socos e pedradas.
Momentos antes do jogo, o jovem Lucas dos Reis Bonfim também foi alvo de um ataque atribuído a integrantes da TUI. Ele estaria caminhando com quatro amigos quando passou a ser perseguido e atingido por disparos de armas de fogo.
Além disso, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou o registro de três ocorrências de vandalismo contra veículos do sistema de transporte público no momento do confronto. Segundo a pasta, os episódios ocorreram nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma, protagonizados por integrantes de torcidas organizadas.
Em campo, o clássico terminou em 2 a 0 para o Bahia. Os gols foram marcados por Alejo Véliz e Jean Lucas.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu uma nota na manhã desta segunda-feira (24), condenando os atos de violência e vandalismo ocorridos no último domingo (23), relacionados ao clássico Ba-Vi 508, realizado no Barradão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, e lamentando profundamente as duas mortes registradas, bem como todos os prejuízos e danos causados por atos praticados à margem do esporte.
O órgão declarou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e às demais pessoas afetadas pelos episódios de violência. Segundo o órgão, o esporte deve ser um espaço de convivência, respeito e celebração, e jamais de agressões e destruição.
Em atuação conjunta com as instituições de segurança pública, o Ministério Público informou que está acompanhando os fatos e adotando as medidas cabíveis para a identificação e responsabilização dos autores dos atos violentos, nos termos da lei.
Por fim, o MP reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, da paz e da segurança da população baiana, ressaltando que seguirá atuando para punir práticas criminosas e restabelecer a civilidade cotidiana e em dias de jogos.
VIOLÊNCIA NO CLÁSSICO BA-VI
A declaração se refere aos episódios que aconteceram na tarde deste domingo (23), envolvendo integrantes de torcidas organizadas.
Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), um homem que integrava a torcida organizada Bamor foi executado por integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI). O corpo da vítima foi encontrado com diversas perfurações de faca e traumas causados por socos e pedradas.
Momentos antes do jogo, o jovem Lucas dos Reis Bonfim também foi alvo de um ataque atribuído a integrantes da TUI. Ele estaria caminhando com quatro amigos quando passou a ser perseguido e atingido por disparos de armas de fogo.
Além disso, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou o registro de três ocorrências de vandalismo contra veículos do sistema de transporte público no momento do confronto. Segundo a pasta, os episódios ocorreram nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma, protagonizados por integrantes de torcidas organizadas.
Em campo, o clássico terminou em 2 a 0 para o Bahia. Os gols foram marcados por Alejo Véliz e Jean Lucas.
Um homem foi preso em flagrante após tentar invadir o comitê de campanha do candidato a deputado federal e ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT). Segundo Guarda Municipal, a situação aconteceu na noite da sexta-feira (21), no bairro dos Bancários, em João Pessoa.
Informações iniciais dão conta que o suspeito chegou ao local portando um simulacro, semelhante a uma arma de fogo, e uma faca. Ele teria feito ameaças ao ex-governador.
Um grupo de apoiadores de Ricardo Coutinho conseguiu conter o homem e um policial à paisana que estava no local o prendeu em flagrante. A ocorrência foi acompanhada pela Guarda Municipal de João Pessoa, que levou o homem até a Central de Polícia Civil.
O candidato interrompeu a atividade de campanha e também foi para a Central de Polícia Civil, junto com assessores e aliados políticos, onde prestou um Boletim de Ocorrência.
Em nota divulgada nas redes sociais, Ricardo Coutinho repudiou o episódio e afirmou que registrou a ocorrência "para que os fatos sejam devidamente apurados".
O governador da Paraíba e candidato a reeleição pelo PP, Lucas Ribeiro, também publicou uma nota repudiando o ocorrido. "A eleição não pode ser alimentada pelo ódio, pela intolerância ou pela violência", afirmou.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
O retorno do convívio entre torcidas rivais nos estádios baianos depende fundamentalmente de uma nova atitude das torcidas organizadas. O alerta é do tenente-coronel Flávio Farias, comandante do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe). Durante reunião de alinhamento de segurança para o clássico Ba-Vi, realizada no auditório da Ouvidoria da Segurança Pública, nesta sexta-feira (21), o oficial foi categórico ao condicionar a liberação de torcida mista ao fim das confusões.
"Entendo que precisa, sim, de uma mudança de comportamento por parte dos torcedores de organizadas para que isso futuramente venha a ser um ponto de análise positivo para as forças de segurança", declarou o comandante.
A urgência na mudança de postura reflete episódios recentes de violência. Na noite da última quinta-feira (16), após o jogo entre Vitória e Vasco, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, um motociclista por aplicativo foi agredido no entorno do Barradão. Testemunhas relataram que o trabalhador aguardava um passageiro, supostamente vascaíno, quando membros de uma torcida do Vitória iniciaram um ataque. O motociclista foi atingido durante o tumulto e precisou ser resgatado por colegas de profissão que presenciaram a cena.
Apesar da escalada de violência nas ruas, o tenente-coronel garante que a comunicação institucional com as diretorias da Bamor e da torcida Os Imbatíveis, que enviaram representantes à reunião, flui bem. Segundo ele, a Polícia Militar é notificada sobre festas e ações como o Corredor Rubro-Negro, o que permite reforçar o efetivo.
"A relação é muito boa. Nós temos o diálogo como primordial das nossas ações", afirmou o oficial, apontando que o principal desafio do policiamento atual está longe dos portões dos estádios. "O que percebemos é que nos bairros, muitas vezes ocorre que torcedores, até aqueles que não são de organizadas, desgarrados, buscam a violência."
ESTACIONAMENTO DO BARRADÃO
O comandante do BEPE também comentou as recentes denúncias de confusões e confrontos envolvendo a Polícia Militar e torcedores durante a madrugada, no estacionamento do Barradão. De acordo com o tenente-coronel, a situação foi controlada após uma mudança na gestão do espaço.
"Existiam algumas denúncias de utilização de materiais indevidos naquele local e aí a Polícia Militar por vezes era acionada. Esse problema me parece que já foi resolvido, tendo em vista que a diretoria do Vitória privatizou o estacionamento. Já tem uma empresa lá fazendo toda a regulação e, desde então, não temos tido nenhuma ocorrência", concluiu.
Um homem, de 28 anos, foi preso nesta quinta-feira (20) na zona rural de Capela do Alto Alegre, na Bacia do Jacuípe, suspeito de tentar matar o próprio irmão, de 24 anos. A vítima foi atingida por um golpe de faca em frente a própria residência. Depois, ficou internado em estado grave durante dias em um hospital da região.
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu em junho deste ano e teria sido motivado por uma discussão envolvendo R$ 50. O mandado de prisão preventiva, autorizado pela Justiça local, foi cumprido no povoado de Conceição.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais e permanece custodiado à disposição da Justiça. A ação foi realizada por equipes da delegacia de Capela do Alto Alegre, com apoio da Polícia Militar, por meio do 4º Pelotão da 90ª Companhia Independente da Polícia Militar (90ª CIPM).
Ainda segundo a polícia, a prisão ocorreu no âmbito da Operação Malhas da Lei, que tem como objetivo cumprir mandados judiciais e localizar e responsabilizar pessoas investigadas ou condenadas pela Justiça.
Uma mulher, identificada como Camila Fernanda de Souza Leite, de 48 anos, foi morta pelo próprio marido, de 54 anos, na noite desta sexta-feira (7). O crime aconteceu dentro do apartamento onde o casal morava, no bairro do Doron, em Salvador.
Equipes da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas, isolaram o local e preservaram a cena do crime até a chegada do Departamento de Perícia Técnica (DPT) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo informações divulgadas pelo Alô Juca, o suspeito possui um título de CAC (Caçador, Atirador
Desportivo e Colecionador) e utilizou uma arma de fogo para atirar contra a esposa. Logo em seguida, ele teria tentado tirar a própria vida.
Camila não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O homem, que também ficou ferido durante a ação, foi socorrido e encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE).
Em nota oficial ao Bahia Notícias, a Polícia Civil confirmou que o suspeito foi autuado em flagrante pelo DHPP pelo crime de feminicídio. As guias para a perícia e a remoção do corpo de Camila já foram expedidas.
O investigado segue custodiado na unidade hospitalar sob acompanhamento policial e permanece à disposição da Justiça. As circunstâncias e a motivação do crime continuam sob investigação do DHPP.
O influenciador digital mexicano Cesar Gastelum foi morto a tiros na terça-feira (4) durante uma transmissão ao vivo com amigos no TikTok. Segundo autoridades locais, o grupo estava em frente a um restaurante na cidade de Culiacán, no noroeste do México.
Gastelum tinha quase 600 mil seguidores no TikTok e costumava fazer vídeos de comédia. O influenciador estava fazendo uma transmissão ao vivo do lado de fora de um restaurante de fast-food quando duas pessoas, utilizando capacete, surgiram em uma motocicleta e se aproximaram do grupo. O motociclista, então, dispara uma arma em direção à cabeça de Gastelum. Um oficial de segurança do estado de Sinaloa confirmou a morte do influenciador, afirmando que uma grande operação de segurança estava em andamento. Até o momento, ninguém foi preso.
Esse caso acontece em meio à violência persistente em Culiacán, capital do estado mexicano de Sinaloa. A região tem sido o centro de um conflito entre facções rivais do crime organizado que disputam o controle territorial. O tiroteio trouxe à tona um caso antigo, o assassinato da influenciadora de beleza mexicana Valeria Marquez, em maio de 2025, que também foi morta a tiros durante uma transmissão no TikTok.
Um motociclista de aplicativo foi morto a tiros após realizar uma corrida com destino ao Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, município na Região Metropolitana de Salvador, neste domingo (26). Segundo o Alô Juca, a vítima foi identificada como Jorzélio Peçanha de Almeida Júnior.
Informações preliminares apontam que o motorista teria levado um homem até a unidade de saúde e, ao chegar ao local, o passageiro anunciou o assalto e tentou roubar a motocicleta da vítima. Ao reagir ao assalto e tentar evitar o roubo, Jorzélio teria sido atingido por um disparo na perna.
Ele ainda tentou fugir do local, mas perdeu o controle da direção a poucos metros da entrada do Hospital e caiu. Nesse momento, o assaltante teria retirado Jorzélio da motocicleta e efetuou mais dois disparos e fugido levando a moto da vítima.
Ainda segundo o Alô Juca, Jorzélio Peçanha era farmacêutico e fazia corridas para complementar a renda. Equipes do Serviço de Investigação de Local de Crime (SILC) realizaram os primeiros levantamentos até a chegada da perícia.
O corpo de Jorzélio foi retirado da entrada do hospital e levado para o interior da unidade de saúde, onde permaneceu até a chegada do rabecão para a remoção. A Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar e localizar os envolvidos no latrocínio.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) divulgou, nesta quinta-feira (23), um balanço de suas ações em 2026. No mesmo dia em que foram divulgados os dados do Anuário de Segurança Pública, que coloca a Bahia como o estado com o maior número de mortes do país, os números apresentados pela pasta apontam queda de 20% nos assassinatos no primeiro semestre do ano.
Segundo a pasta, o recuo nos homicídios foi registrado em um período com mais de 500 operações deflagradas pelas Forças Policiais no estado. A SSP também contabilizou crescimento de 10% nas prisões e de 5% nas apreensões de armas de fogo no mesmo intervalo.
A secretaria atribui os resultados ao fortalecimento da doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência, que, segundo a pasta, fechou o cerco contra facções criminosas. A abordagem teria garantido reduções consecutivas das mortes violentas na Bahia em 2023, 2024 e 2025.
INVESTIMENTOS
Entre as medidas que sustentam a estratégia, a SSP destacou um aporte de R$1,3 bilhão em estruturas, viaturas, armamentos e equipamentos de inteligência. A pasta contratou ainda 11 mil novos policiais, peritos e bombeiros, com o objetivo de intensificar as ações preventivas e repressivas no estado.
A secretaria afirmou que os investimentos permanentes nas Forças Estaduais têm como meta a qualificação do atendimento prestado à população.
Uma operação policial realizada na manhã desta quarta-feira (8), no bairro Campinho, em Santa Cruz Cabrália, resultou na morte de dois suspeitos e na posterior imposição de um toque de recolher por parte de traficantes da região. A ação ocorreu por volta das 6h46 na Rua Vitória, culminando nos óbitos de Pablo Santos do Nascimento, de 22 anos, e Pedro Cauã Nunes da Silva, de 23 anos.
Segundo informações do Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a ordem dos criminosos forçou o fechamento do comércio local por medo. Além disso, as aulas na comunidade foram suspensas e os Correios interromperam temporariamente os serviços de entrega na localidade.
Durante a ofensiva policial, as equipes apreenderam armas de fogo, munições e entorpecentes. De acordo com os registros da polícia, Pablo Santos já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo registrados em 2024. Em resposta ao clima de insegurança e aos relatos do toque de recolher, o policiamento no bairro Campinho foi intensificado para restabelecer a ordem e garantir a segurança dos moradores.
Depois de quase três horas de intensa discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, foi aprovada, com 44 votos favoráveis e 18 contrários, a proposta de emenda constitucional que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Com a aprovação do projeto, nesta quarta-feira (10), a matéria será agora debatida em uma comissão especial, a ser criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na CCJ, foi aprovada apenas a admissibilidade da PEC 32/15. O presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Junior (União-AP), disse esperar que o presidente da Câmara crie o mais rápido possível a criação da comissão especial, na qual deputados e deputadas analisarão o mérito da proposição.
Entre os deputados da Bahia que são membros da CCJ, votaram a favor da PEC Arthur Maia (União), José Rocha (União), Leur Lomanto Junior (União) e Paulo Azi (União). Já entre os que votaram contra a proposta estavam Bacelar (Rede), Felix Mendonça Jr. (PDT) e Lídice da Mata (PSB).
O relator da PEC, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à redução da maioridade penal. Em seu parecer, Assis acolheu proposta feita pelo deputado Capitão Alden (PL-BA), que fala em responsabilidade penal para pessoas entre 16 e 18 nas hipóteses de crimes hediondos e outros crimes graves.
O texto, entretanto, exige uma avaliação individualizada sobre a compreensão do jovem em relação ao crime cometido e assegura a separação entre jovens e adultos durante a execução da pena. O relator também retirou trecho do projeto que previa outros efeitos civis para jovens de 16 anos, como casamento, contratos, carteira de habilitação e voto obrigatório.
A proposta divide os deputados. Parlamentares contrários afirmam que a mudança fere cláusula pétrea da Constituição, por atingir direitos e garantias individuais de crianças e adolescentes.
“Estamos aqui ao arrepio da própria Constituição discutindo uma matéria que fere de forma absolutamente nítida direitos e garantias individuais garantidos pela nossa Constituição”, disse Erika Kokay (PT-DF).
Já defensores da PEC sustentam que adolescentes de 16 e 17 anos devem responder criminalmente como adultos. “A solução para a reincidência é deixar preso. Simples assim, aí não tem reincidência”, afirmou Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos mais engajados na aprovação da matéria.
Hoje, adolescentes que cometem atos infracionais graves cumprem medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como semiliberdade e internação. A internação tem prazo máximo de três anos.
Durante a discussão do projeto, que foi iniciada em uma sessão realizada nesta terça (9), parlamentares de partidos de esquerda apresentaram requerimentos para adiamento da discussão ou para retirada de pauta. Todos os requerimentos foram rejeitados por ampla maioria dos votos.
Um homem foi encontrado morto no Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, neste domingo (3). Segundo informações preliminares, ele teria sido decaptidado após ser submetido ao “tribunal do crime”, uma espécie de punição realizada por grupos criminosos.
Segundo a Polícia Militar, o corpo foi encontrado na Rua Floriano Peixoto, bairro Concórdia. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado pelos policiais para a realização da perícia e remoção do corpo. A identidade da vítima não foi confirmada.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais e publicado pelo Aratu On, um homem afirma que estava “passando pela disciplina” após aceitar uma proposta de R$ 200 para fornecer informações.
O meio-campista Alamara Djabi, do Midtjylland, está em condição estável após ser esfaqueado no último fim de semana, na cidade de Herning, na Dinamarca.
De acordo com o clube, o jogador de 19 anos sofreu ferimentos graves e precisou passar por uma cirurgia de emergência logo após o ataque. Posteriormente, foi submetido a um novo procedimento.
“Alamara Djabi esteve inicialmente em estado crítico e passou por uma cirurgia de emergência. Desde então, ele foi submetido a outra operação e, graças ao trabalho profissional dos socorristas e, posteriormente, da equipe hospitalar, seu estado agora é estável. Ele despertou de um coma induzido e está reagindo bem dentro das circunstâncias”, informou o clube em comunicado.
Ainda segundo a equipe dinamarquesa, o atleta segue recebendo apoio institucional, enquanto o clube mantém contato direto com as autoridades responsáveis pela investigação.
Revelado nas categorias de base do Benfica, Djabi chegou ao futebol dinamarquês em 2023 e soma duas partidas pela equipe principal.
De acordo com a imprensa europeia, a polícia já identificou um suspeito pelo ataque. Trata-se de um homem de 20 anos, que está sendo procurado pelas autoridades locais. O Midtjylland ocupa atualmente a segunda colocação do Grupo A da Superliga Dinamarquesa, dois pontos atrás do líder.
A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) ingressou nesta segunda-feira (16) com representações na Polícia Federal, no Ministério da Justiça, na Procuradoria-Geral da República e na Mesa Diretora da Câmara relatando ameaças de morte que recebeu. Nos ofícios enviados aos órgãos, a deputada revelou que as agressões e ameaças dirigidas a ela chegaram pelo email institucional da Câmara.
Carol Dartora relata que recebeu a mensagem na madrugada de domingo (15), a partir de um usuário identificado como Lucas Bovolini Martins.
“Então, sua p…, vou comprar uma passagem só de ida para a sua cidade. Vou te encontrar e fazer você pagar por cada palavra de m**** que você já disse. Vou te estuprar até você não aguentar mais… Você vai morrer, sua preta de m****. E quando eu terminar, vou cuspir no seu cadáver e dizer que você mereceu cada segundo de dor. No final, vou enfiar uma bala na minha cabeça”, diz a mensagem.
No ofício enviado ao presidente da Câmara, Carol Dartora menciona o conteúdo de extrema violência da mensagem, e pede que sua segurança seja reforçada com agentes da Polícia Legislativa. A deputada afirma ser alvo específico de ódio por ser uma mulher negra em posição de poder político institucional.
“Mulheres negras conquistaram, através de muita luta, o direito de ocupar cadeiras nesta Casa. Não podemos permitir que o terror racial e de gênero nos expulse desses espaços. Não podemos permitir que a violência cibernética e o terrorismo político silenciem vozes fundamentais para a democracia brasileira”, afirma Carol no ofício a Motta.
O autor do email, Lucas Bovolini Martins, havia feito ameaças de morte a uma outra deputada no início do mês de fevereiro. O e-mail foi enviado à deputada estadual Lívia Duarte, do Psol do Pará.
Segundo denúncia da deputada Lívia Duarte, a mensagem recebida por e-mail continha ameaças explícitas contra a sua integridade física. A parlamentar é considerada a primeira deputada negra na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
“Seu assassinato será tão real quanto a dor que você sentiu ao ler isso”, dizia a mensagem criminosa enviada com o nome Lucas Bovolini Martins no remetente.
O texto prosseguia com mais ameaças: “Deputada Lívia Duarte, sua existência é uma piada. Não é suficiente que eu quebre todos os seus ossos”, diz o email.
Após o recebimento da mensagem, a deputada Lívia Andrade encaminhou ofícios ao presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), e ao gabinete militar da Casa, com pedidos para reforço da sua segurança. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado também foi requisitada para proceder com a investigação da autoria da mensagem por meio do serviço de inteligência.
Na semana em que a Câmara dos Deputados se debruça sobre uma pauta de projetos voltados à segurança da mulher e ao combate ao feminicídio, foi aprovado na noite desta quarta-feira (11), no plenário, proposta que garante o uso de spray de pimenta para autodefesa de mulheres. O projeto segue agora para o Senado.
Segundo o projeto de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o spray de pimenta poderá ser adquirido e utilizado por mulheres maiores de 18 anos e, mediante autorização expressa de responsável legal, também pelas adolescentes de 16 a 18 anos. O produto, entretanto, precisa ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O relatório apresentado pela deputada Gisela Simona (União-MT) determina que, para adquirir o produto, será necessário apresentar documento com foto, informar endereço e assinar autodeclaração de que não possui condenação por crime de violência. Os estabelecimentos deverão manter os dados das compradoras armazenados por até cinco anos.
O spray será de uso individual e intransferível da mulher que obtê-lo, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente. O texto aprovado na Câmara impõe que o produto obedeça a padrões técnicos e de segurança definidos em regulamento do Poder Executivo.
Para o uso ser considerado legal, a usuária deverá empregá-lo apenas para repelir agressão injusta, atual ou iminente e de forma proporcional e moderada somente até a neutralização da ameaça. A intenção do projeto é contribuir para evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.
Durante a discussão do projeto no plenário, a bancada do PT se colocou contra a votação da matéria. A deputada Erika Kokay (PT-DF) alegou que o spray de pimenta com a substância oleoresina capsicum (O. C.), poderia prejudicar a própria mulher. A substância causa inflamação imediata das mucosas, resultando no fechamento involuntário dos olhos, tosse, dificuldade para respirar e ardência intensa na pele.
“Não queremos construir uma proposição que possa fragilizar a própria mulher”, declarou a deputada.
O líder do PT, Pedro Uczai (SC), apresentou um requerimento para adiamento da votação do projeto. O requerimento, entretanto, foi derrotado por 337 votos contrários, e recebeu apenas 60 votos em apoio ao adiamento.
Após a derrota do requerimento, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) ironizou a posição da bancada do PT contra a votação do projeto.
“Olhe o argumento da deputada do PT: a mulher não pode ter acesso a um spray de pimenta, porque ela pode torcer o braço e se cegar. Gente, pelo amor de Deus, essa é uma das argumentações mais esdrúxulas que eu já ouvi na minha vida! Na minha avaliação, nem precisa ser spray de pimenta. Pode ser spray de ácido sulfúrico contra um torturador de mulheres, contra um estuprador de mulheres, contra uma pessoa que mata uma mulher”, disse Kataguiri.
Com a derrota do pedido de adiamento, o projeto seguiu sendo discutido e foi aprovado posteriormente de forma simbólica. A relatora, Gisela Simona, incluiu no texto final regras prevendo que o fabricante autorizado, quando utilizar a substância oleoresina capsicum como parte da composição ativa do aerossol de extratos vegetais, deverá seguir as regras do Comando do Exército, pois essa substância é de uso restrito.
A relatora afirmou que tirar o O. C. do spray tornaria inócuo o projeto. “Não podemos deixar nas mãos das mulheres spray de extrato vegetal que, quando ela aplicar, mal dá tempo de ela correr, e o agressor já está em cima dela novamente, com risco de matar. Isso, como mulher e cidadã, não posso permitir”, disse.
Segundo argumentou a deputada Gisela Simona, o spray destina-se apenas à neutralização temporária do agressor, permitindo a fuga da vítima e a posterior identificação do infrator pela polícia.
“Não basta dizer que o crime é inaceitável: é preciso permitir que a potencial vítima tenha o meio necessário para evitá-lo”, declarou a deputada.
Os índices de violência e corrupção no Brasil são as maiores preocupações dos eleitores em 2026. Isso é o que aponta a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Conforme o levantamento, 27% dos cerca de 2 mil entrevistados responderam que a violência era sua maior preocupação com o Brasil.
Outros 20% responderam corrupção. A pesquisa ouviu 2004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março, e possui uma margem de erro estimada em 2%, com, 95% de confiabilidade. Segundo o levantamento, os outros temas citados foram problemas sociais (18%), saúde (13%), economia (10%) e educação (6).
Em comparação as pesquisas anteriores, o tema da violência vem de um histórico de queda entre as preocupações de brasileiros, após um pico em outubro de 2025, quando chegou à ser a principal resposta de 38% dos entrevistados. O índice de março também é o mesmo que o de fevereiro.
Já no que diz respeito à corrupção, o tema cresceu entre as preocupações dos brasileiros: em janeiro e fevereiro, a preocupação com corrupção foi a resposta de 17% do eleitorado questionado pela Quaest.
Para lembrar a celebração do Dia Nacional dos Animais, no próximo sábado (14), o deputado Zé Neto (PT-BA) anunciou, nesta terça-feira (10), a apresentação de um projeto de lei para criar um disque denúncia de combate à violência e maus-tratos contra animais. O projeto já está na Mesa Diretora da Câmara aguardando encaminhamento para as comissões permanentes da Casa.
Segundo explicou o deputado baiano em pronunciamento no plenário da Câmara, inicialmente será implantando, em âmbito federal, um canal telefônico exclusivo para o registro de denúncias de maus-tratos a animais. Zé Neto disse que o canal representa um primeiro passo para que sejam recebidas as denúncias de abandono e de crueldade com animais, que depois seriam encaminhadas para os órgãos competentes.
‘E vamos encaminhar para os municípios e estados essa política, que, sem nenhuma dúvida, vai ao encontro do que está acontecendo no planeta, no Brasil, que é o cuidado com os animais e o combate aos maus-tratos”, disse o deputado Zé Neto no plenário.
Na justificativa do projeto, Zé Neto defende que a criação de um serviço de denúncias específico não somente poderá preservar vidas animais, mas também favorecer o estabelecimento de uma cultura de respeito e comprometimento com os animais.
“Um canal exclusivo para este fim tornaria mais acessível o registro de denúncias pela comunidade, que habitualmente se vê em dúvida sobre como proceder ao testemunhar atos de violência contra animais. Adicionalmente, a especificidade do serviço possibilitará a qualificação de equipes especializadas para atuar precisamente nessas situações, assegurando o direcionamento correto das denúncias para as instâncias responsáveis, tais como polícia ambiental, órgãos de vigilância sanitária e entidades de defesa animal, acelerando consequentemente o salvamento e a proteção das vítimas”, afirmou o deputado do PT da Bahia.
Zé Neto argumenta ainda que a criação deste serviço também poderá se transformar em relevante mecanismo de educação social.
“Um número telefônico de fácil memorização e com ampla divulgação estimulará o engajamento da população na vigilância e notificação de abusos, estabelecendo uma rede de proteção mais robusta. Por último, a concentração dos dados viabiliza a produção de levantamentos estatísticos confiáveis sobre a frequência de maus-tratos e abandono, fundamentando a criação de políticas públicas mais eficazes e focalizadas”, explica o parlamentar.
O projeto apresentado pelo deputado baiano se deu junto aos eventos promovidos pelo governo federal para comemorar a Semana Nacional dos Animais. Nesta quarta (11), o governo realiza um evento para reunir autoridades, especialistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil com objetivo de debater políticas de proteção e bem-estar animal no Brasil.
O evento ocorre em meio a recentes casos de maus-tratos que ganharam repercussão nacional, como o caso do cão Orelha, que mobilizou entidades e parlamentares e reacendeu o debate sobre a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção animal.
A poucos meses de voltar a sediar jogos de uma Copa do Mundo, o México enfrenta uma grave crise de segurança. Uma onda de violência registrada desde o fim de semana elevou o nível de alerta em diversas regiões do país, especialmente no estado de Jalisco, após a morte do narcotraficante Nemesio “El Mencho” Oseguera, líder do cartel Jalisco Nueva Generación.
De acordo com dados oficiais, ao menos 25 integrantes da Guarda Nacional morreram em seis ataques ocorridos em Jalisco. As ações também resultaram na morte de 34 suspeitos e de outras três pessoas.
O México será um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Estados Unidos e Canadá. As partidas no país estão previstas para as cidades de Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre os episódios de violência.
Os impactos já atingiram o calendário esportivo. No domingo (22), o clássico entre Chivas Guadalajara e América do México, válido pelo Campeonato Mexicano Feminino, foi cancelado por motivos de segurança. A partida seria disputada no Estádio Akron, em Guadalajara.
A cidade, que receberá quatro jogos do Mundial no mesmo estádio, registrou confrontos entre forças de segurança e integrantes do crime organizado em diferentes pontos da região metropolitana. Segundo relatos da imprensa local, estradas foram bloqueadas com veículos incendiados ou roubados, e houve registros de tumulto e disparos no aeroporto.
Outras áreas do país também foram afetadas. Veículos de imprensa informam bloqueios de rodovias em pelo menos 20 estados. Apesar da abrangência nacional, os episódios mais intensos se concentraram em Jalisco, com ônibus e carros queimados, além de danos a prédios públicos e estabelecimentos comerciais.
No total, o México sediará 13 partidas da Copa do Mundo de 2026. A Cidade do México receberá cinco jogos, incluindo a abertura do torneio, além de confrontos das fases eliminatórias. Monterrey será palco de quatro partidas, enquanto Guadalajara concentrará quatro jogos da fase de grupos.
O jovem Antônio Vinícius Aguiar Oliveira, de 26 anos, filho de um policial militar da Bahia, que estava desaparecido desde a quinta-feira (5), foi encontrado morto na tarde de sexta-feira (6), no bairro de Novo Horizonte, em Salvador.
Antônio foi sequestrado por homens armados no bairro vizinho de Sussuarana, e o desaparecimento do jovem foi registrado pela mãe da vítima na madrugada de sexta, após o jovem ter sido levado por volta das 13h30 do dia anterior.
O corpo do rapaz foi encontrado por polícias com sinais de violência. O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca determinar autoria e motivação do crime.
Debater e combater o feminicídio, a violência, o racismo estrutural e diversas outras chagas crônicas que atormentam o dia a dia da sociedade brasileira. Esses são alguns dos objetivos da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) como presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade da Câmara.
A deputada baiana foi eleita por unanimidade, nesta semana, como a nova presidente da comissão para o período de fevereiro deste ano ao final de janeiro de 2027. Alice Portugal está em seu sexto mandato consecutivo como representante da Bahia, e possui uma trajetória marcada pela luta em defesa dos direitos humanos, da justiça social e da igualdade.
Ao assumir a presidência do colegiado, a deputada baiana disse que um dos principais focos da sua atuação está voltado para o combate ao feminicídio, que ela lamentou estar “ainda em números absurdos para uma nação democrática”. Alice lembrou o pacto nacional assinado na última quarta-feira (4) pelos presidentes dos três poderes, e prometeu amplificar o debate sobre o tema na comissão com a presença de especialistas nacionais e internacionais.
“O feminicídio é uma chaga social. Não à toa, nessa semana, os três poderes lançaram um pacto nacional contra o feminicídio, conclamando especialmente os homens a assumirem essa luta das mulheres. É uma campanha que tem como elemento nuclear todos por todas. A verdade é que a cada seis horas uma mulher é morta ou frontalmente agredida no Brasil, e isso é algo muito grave e que não tem precedentes na nossa história. Parece que no momento em que a mulher aprende a dizer não, e não é não, a resposta parece ser a morte”, disse a deputada sobre o drama do feminicídio crescente, em entrevista para a TV Câmara.
Para a deputada, apesar de 2026 ser um ano com atividades reduzidas, por conta do calendário eleitoral, a comissão se esforçará em aproveitar esse primeiro semestre para acelerar o debate e apreciação de projetos sobre feminicídio, racismo, violência, exclusão e todas as formas de descriminação.
Além de debater e votar projetos de combate à violência, a deputada do PCdoB da Bahia defende que é preciso garantir também que se cumpra a legislação já existente que já busca proteger direitos e garantias individuais.
“Ao mesmo tempo em que a denúncia sobre o feminicídio pode se dar através de debates, campanhas educativas, seminários nos estados, nós também podemos fazer toda uma movimentação pelo cumpra-se. É necessário cumprir integralmente o que já temos de legislação”, disse a deputada.
“Essa Câmara produziu muita legislação. A Lei Maria da Penha é um dos diplomas legais mais completos do mundo no combate à violência, mas ela é talvez cumprida em 30%. Então é preciso buscar elementos orçamentários para garantir que o Poder Judiciário tenha as varas necessárias, para garantir que o Poder Executivo possa, através dos estados, instalar as delegacias especializadas no combate à violência”, completou Alice.
Em seus seis mandatos na Câmara, Alice Portugal se destacou por possuir uma trajetória marcada pela luta em defesa dos direitos humanos, da justiça social e da igualdade. A atuação da deputada, principalmente no enfrentamento a todo e qualquer tipo de desigualdade social, preconceito, racismo, intolerância religiosa e violência, além da defesa dos trabalhadores, se valeu ser incluída por diversos anos como uma das 100 parlamentares mais influentes do Parlamento, de acordo com o estudo do Diap “Os Cabeças do Congresso”.
“A Bahia segue contribuindo com lideranças que colocam a vida, a dignidade e a justiça social no centro da política. Seguimos juntos na luta por um Brasil mais justo, antirracista e igualitário”, concluiu a deputada Alice Portugal.
Um homem, identificado como Andreo Cesar Teixeira, de 38 anos, foi assassinado a tiros na tarde deste sábado (13), por volta das 15h30, na região da Pedra Ferrada, próximo ao povoado de São José, em Feira de Santana, no interior baiano. Caso segue sendo investigado como um suposto ato de execução, até o momento ninguém foi preso.
Informações confirmadas pelo parceiro do Bahia Notícias, o Acorda Cidade, revelam que a vítima havia deixado o Conjunto Penal de Feira de Santana há aproximadamente dois meses, onde cumpria pena por tráfico de drogas.
Para delegado João Rodrigo Uzzum, responsável pelo levantamento cadavérico, ressalta a violência utilizada na ação. "A cena do crime mostrou que a ação foi executada com extrema violência," afirma o delegado.
A vítima estava em uma motocicleta quando outro veículo se aproximou. Vários disparos de pistola foram efetuados contra Andreo, fazendo-o cair ao chão. Com a brutalidade se intensificou após a queda. "Após ele ter caído ao solo, alguém com uma espingarda calibre 12 efetuou vários disparos no rosto, praticamente desfigurando o cadáver," relata Uzzum.
A presença de cartuchos de diferentes calibres no local sugere que a ação foi cometida por mais de uma pessoa. O delegado revelou que, apesar de Andreo ter cumprido pena apenas por tráfico, a motivação do crime está sendo minuciosamente investigada pela Delegacia de Homicídios (DH).
Uma familiar da vítima, que compareceu ao local, manifestou preocupação anterior com a segurança de Andreo. "Uma irmã de criação que apareceu lá disse que tinha receio de ele ser assassinado exatamente pelo fato de ser ex-presidiário," informa o delegado. A investigação prosseguirá a cargo da Delegacia de Homicídios, buscando trazer "mais luz a esse caso", conforme concluiu o delegado Uzzum.
Um comerciante, de 57 anos, morreu após ser atingido na cabeça por um botijão de gás durante uma briga na noite do último sábado (22), na Rua Nelson Cabral, no bairro Conquista, em Ilhéus, no Litoral Sul.
Segundo a Polícia Civi, o fato ocorreu após um desentendimento com o acusado, de 41 anos, com quem a vítima tinha um histórico de desavenças.
Policiais militares se deslocaram e ao chegarem ao local encontraram a vítima, identificada como Gerson Anunciação de Oliveira, ferida após ser atingida pelo botijão.
O agressor fugiu logo após o ataque e até esta terça-feira (25) ainda não foi localizado. A PM realizou buscas na região, mas não encontrou o suspeito. A 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Ilhéus registrou a ocorrência e apura a autoria e a motivação do crime.
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (18), com 370 votos favoráveis e 110 contrários, o projeto de Lei 5582/25, também chamado de antifacção, que aumenta as penas para integrantes de facções criminosas e milícias. Os deputados aprovaram o substitutivo apresentado pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP), que fez diversas alterações na proposta original enviada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva em outubro.
O projeto agora segue para análise do Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta terça que escolheu o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para relatar a matéria. Vieira é o relator da CPI do Crime Organizado no Senado.
Além de endurecer as penas, a proposta estabelece novos crimes, amplia poderes de investigação, determina regras especiais para chefes de organizações criminosas e dificulta a progressão de regime. O relator renomeou o projeto, que passou a se chamar marco legal do combate ao crime organizado.
Em entrevista a uma rádio na manhã desta quarta (19), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto, e criticou a posição do governo de orientar contra o texto do relator. Deputados da base governista argumentaram que, da forma como foi aprovado, o projeto pode dificultar ações futuras da Polícia Federal.
“Quem cria essas narrativas é que não teve coragem de votar a favor da proposta e hoje tem que se justificar. Quem votou contra tem que dar sua cara a tapa e explicar por que ficou contra a matéria. Não admitimos que falsas narrativas fossem criadas por quem não teve coragem de votar a favor da matéria”, disse Motta.
Para o presidente da Câmara, votar a favor do projeto não se trata de derrotar o governo ou votar a favor do Planalto, mas sim de aprovar uma pauta da sociedade. Ele afirmou que a escolha do deputado Derrite teria sido acertada por ele possuir extensa experiência no combate ao crime organizado.
“Pudemos contribuir com essa proposta, construir um texto possível e viável, numa proposta eficiente no combate ao crime. Esquecendo essa polarização, a Câmara deu a resposta mais dura da história da Câmara no enfrentamento ao crime, foi aprovada por amplo apoio”, afirmou Hugo Motta.
Em seu texto, o relator estabeleceu a definição de “organizações criminosas ultraviolentas”. Apesar disso, os líderes do governo criticaram a ausência de menção explícita no projeto ao termo “facções criminosas”, e disseram que vão buscar a inclusão deste trecho durante a votação no Senado.
Confira abaixo uma comparação entre a legislação atual de combate ao crime, o que o governo queria modificar ou manter e como ficará a lei após a aprovação do relatório do deputado Derrite:
Tipificação penal
Como é hoje: As facções são tratadas por uma lei específica, a Lei das Organizações Criminosas, de 2013. Crimes violentos delas, como domínio territorial, precisam ser enquadrados em artigos do Código Penal, da Lei de Drogas ou, em raras situações, na Lei Antiterrorismo.
Como o governo queria: o projeto fez alterações no Código Penal, no Código de Processo Penal e diversas legislações de combate ao crime passou a denominar o crime organizado como “facções criminosas”.
Como ficou: Surge um “marco legal de combate ao crime” para grupos “ultraviolentos”, milícias e paramilitares. O texto centraliza definições, condutas e penas numa única lei.
Aumento das penas
Como é hoje: O crime de organização criminosa tem pena de 3 a 8 anos. Outros crimes cometidos com frequência por facções, como bloqueio de vias, têm penas menores e variáveis conforme o Código Penal.
Como o governo queria: aumento de pena de 8 a 15 (quinze) anos se a atuação da facção criminosa visar ao controle de territórios ou de atividades econômicas, com a pena sendo aumentada de metade até o dobro para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos de execução.
Como ficou: Penas passam a oscilar entre 20 e 40 anos, podendo chegar a 66 anos para lideranças com agravantes. Todos os crimes definidos no projeto são considerados hediondos.
Confisco de bens
Como é hoje: A regra geral é que o perdimento definitivo exige condenação ou ação civil específica. Existe a “perda alargada”, mas também depende de processo e comprovação judicial.
Como o governo queria: incumbir ao juiz, quanto aos bens objeto de perdimento, a capacidade de identificá-los e encaminhá-los ao gestor competente, com indicação da sua localização e do órgão ou da entidade que os detenha.
Como ficou: O juiz poderá decretar o perdimento definitivo ainda no inquérito, quando houver risco de dissipação e indícios de origem ilícita. A amplitude do confisco aumenta, incluindo ativos digitais e participações empresariais.
Destinação de bens
Como é hoje: O destino dos bens depende da legislação aplicada, como Lei de Drogas, Lei do Crime Organizado, legislação de lavagem de dinheiro.
Como o governo queria: O produto da alienação depositado em conta vinculada ao juízo será destinado à União, aos Estados e ao Distrito Federal, na forma prevista na legislação.
Como ficou: Quando a investigação for estadual, os bens irão para o fundo de segurança do estado. Quando houver participação da PF, a parte cabível irá para o Fundo Nacional de Segurança Pública, e não mais para o Funapol, como previa versão anterior.
Papel do Banco Central e da Receita Federal
Como é hoje: Receita Federal e Banco Central têm regras próprias de perdimento administrativo (leis aduaneiras e regulatórias). Há discussão jurídica quando medidas administrativas e judiciais se sobrepõem.
Como o governo queria: não houve na proposta inicial citação às regras de perdimento da Receita e da PF.
Como ficou: O texto deixa expresso que as novas medidas não anulam o perdimento administrativo. Garante continuidade da atuação da Receita e do Banco Central mesmo com processos judiciais paralelos.
Ação civil para perdimento
Como é hoje: Ações civis de perdimento de bens existem, mas são prescritíveis e seguem regras gerais. Exigem processo próprio e, muitas vezes, longo.
Como o governo queria: o texto refere-se aos trechos do Código Penal que autorizam a aplicação do perdimento aos bens que tenham sido utilizados para a prática delitiva, ainda que não tenham sido destinados exclusivamente a esse fim.
Como fica: É criada uma ação civil autônoma, sem possibilidade de prescrição, para perda de bens relacionados aos crimes previstos no projeto de lei. O Estado pode perseguir patrimônio por tempo indeterminado, em paralelo às medidas criminais.
Confira abaixo outras mudanças garantidas no texto que foi aprovado na sessão da Câmara desta quarta:
Penas mais altas: de 20 a 40 anos (e até 66 anos para líderes)
O texto amplia drasticamente as penas para crimes associados a facções ultraviolentas:
- 20 a 40 anos para integrantes;
- até 66 anos para lideranças, em casos com agravantes;
- Todos os crimes definidos no projeto passam a ser considerados hediondos.
Criação de um novo tipo penal: "organização criminosa ultraviolenta"
É uma das principais mudanças e também o maior ponto de conflito com o governo. Atualmente o país usa a Lei de Organizações Criminosas (2013), que não diferencia níveis de violência. O projeto de lei cria uma categoria especial para grupos "ultraviolentos", com punições mais duras e condutas mais específicas.
As lideranças do governo reclamam que o novo tipo penal não revoga a lei de 2013, criando duas normas paralelas, o que, de acordo com o Ministério da Justiça, pode gerar brechas jurídicas que permitam a defesa pedir enquadramento na lei mais branda.
Novos crimes: "novo cangaço", domínio territorial e ataques contra o Estado
O projeto tipifica condutas que antes eram enquadradas de forma dispersa no Código Penal, na Lei de Drogas e na Lei Antiterrorismo. Entre os novos crimes e agravantes estão:
- domínio territorial por facções;
- uso de explosivos e armamento pesado;
- ataques a infraestrutura essencial;
- cooptação de crianças e adolescentes;
- uso de drones para organização criminosa.
Regras mais duras para progressão de pena: até 85%
O texto estabelece percentuais superiores aos dos crimes hediondos: progressão só após 70% a 85% da pena cumprida. Não há diferenciação entre chefes e integrantes de baixa hierarquia, o que gera críticas do governo.
Confisco de bens mais amplo e antecipado
O projeto permite ao juiz decretar perdimento definitivo de bens ainda no inquérito, antes de denúncia, quando houver risco de dissipação. A medida inclui:
- bloqueio e confisco de criptoativos;
- alienação antecipada;
- apreensão de empresas usadas por facções.
Mudança na destinação dos bens apreendidos
Hoje os recursos costumam alimentar fundos federais, como o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). O texto aprovado na Câmara prevê a seguinte redistribuição dos recursos:
- Quando houver participação estadual, os valores vão para o fundo de segurança do estado;
- Quando houver participação da Polícia Federal, vão para o Fundo Nacional de Segurança Pública, e não mais para fundos próprios da corporação.
Banco nacional de criminosos ultraviolentos
O projeto cria um banco de dados integrado entre União, estados e órgãos de investigação.
Monitoramento audiovisual de parlatórios
O texto autoriza gravação de conversas entre presos e advogados em situações excepcionais, com ordem judicial.
Um jovem, identificado como Ronaldo do Carmo Santos, de 19 anos, foi sequestrado e executado com vários tiros na tarde desta segunda-feira (3) em Belmonte, na Costa do Descobrimento. Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o crime ocorreu no distrito de Barrolândia, zona rural de Belmonte.
Conforme informações da Polícia Militar (PM-BA), um grupo de homens armados sequestrou o jovem e o levou para uma área de mata na localidade conhecida como Ledão. Minutos depois, a esposa da vítima ouviu diversos disparos de arma de fogo. Ela não conseguiu identificar os autores do crime nem apontar o motivo da execução.
Durante as diligências, policiais do 8º Batalhão de Polícia Militar encontraram o corpo de Ronaldo caído ao solo, já sem sinais vitais, com múltiplas perfurações por tiros. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia no local e a remoção do corpo.
Equipes da PM-BA realizaram rondas e buscas na região para tentar localizar os suspeitos, mas ninguém foi preso até o início da manhã desta terça-feira (4). A autoria e a motivação do homicídio devem ser apuradas pela delegacia de Belmonte.
Em menos de 24 horas desta última segunda-feira (06), marca o início de semana violento no município de Jequié, no sudoeste baiano, com o registro de três mortes em diferentes bairros da Cidade Sol, incluindo dois homicídios e a descoberta de um corpo. A Polícia Civil já instaurou inquéritos para apurar a autoria e as circunstâncias de cada crime.
O primeiro caso, registrado na madrugada, vitimou a adolescente Vera Lúcia Rodrigues Costa, de 16 anos. Ela foi encontrada morta na Rua João Santana, no bairro Jequiezinho, apresentando marcas de trauma no crânio.
Segundo o registro policial ao Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a jovem teria sido agredida por seu namorado, um adolescente de 17 anos. De acordo com informações da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), o suspeito teria confessado o crime ao pai e, em seguida, fugido do local.
Agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas a vítima já estava sem sinais vitais. O corpo foi removido pelas polícias Técnica e Civil e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Horas após o primeiro homicídio, o corpo de um jovem que estava desaparecido foi localizado às margens da rodovia BR-116, logo na entrada da cidade. As circunstâncias e a causa da morte não foram detalhadas imediatamente, e o corpo também foi encaminhado ao IML para a perícia.
Logo em torno da noite, um homem foi morto na frente de uma tabacaria. A polícia ressaltou que este é o segundo homicídio registrado no mesmo local em um período de apenas uma semana.
O corpo desta outra vítima foi periciado e encaminhado ao Instituto Médico Legal, enquanto a Polícia Civil segue investigando a autoria e a motivação do assassinato.
A Bahia é o estado com a pior taxa de elucidação de homicídios do país, com apenas 13% de resolutividade. Os dados são da pesquisa 'Onde Mora a Impunidade?', do Instituto Sou da Paz. O Brasil também não tem tido bom exemplo em cumprir seu papel de dar respostas rápidas aos crimes contra a vida, com 36% dos homicídios ocorridos em 2023 esclarecidos até o final de 2024.
Dados revelam que dos 4.461 assassinatos ocorridos em 2023, somente 572 foram solucionados, o equivalente a 11% em 2023 e somente 2% até o fim de 2024. Ou seja, 87% das vítimas de homicídios não tiveram seus casos resolvidos pela polícia segundo o levantamento.
Parte da problemática é complexidade de crimes por organização criminosa na Bahia, o PCC e o CV contava com mais oito grupos fundados no próprio estado, que geraram conflitos letais derivados de rupturas e alianças, como entre o Bonde do Maluco (BDM) e o PCC. Salvador e Camaçari foram os municípios com maior número de tiroteios segundo o Instituto Fogo Cruzado.
A série histórica nacional de esclarecimento de homicídios tem se mantido em torno de 35% desde o ano de 2015. Essa estagnação nacional, segundo a pesquisadora Carolina Ricardo, em entrevista à Folha de S.Paulo, "expressa a baixa prioridade que as instituições de Estado dão ao esclarecimento de homicídios".

Gráfico ilustrativo da média histórica baiana | Foto: Reprodução / Instituto Sou da Paz
A baixa eficiência do estado em dar respostas aos assassinatos também se reflete no sistema carcerário. Segundo dados do SISDEPEN, apenas 13% dos 670.792 detentos estão presos por homicídio. A grande maioria das prisões ocorre por crimes contra o patrimônio (40%) e crimes relacionados a drogas (31%) — crimes mais propensos às prisões em flagrante.
Veja em mapa:
Enquanto a Bahia amarga a lanterna com 13%, outros estados mostram ser possível ter alta resolutividade: o Distrito Federal (96%) e Rondônia (92%) lideram a proporção de casos esclarecidos. A média global de elucidação deste tipo de crime é 44% nas Américas, o Brasil não atingiu esse valor nos últimos anos.
Ainda neste ano de 2025, o Atlas da violência no estado mostra que a Bahia é a campeã, de longe, em maior número de homicídios desde o ano de 2020. Os números também são preocupantes segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre as 10 cidades mais violentas do país, cinco estão na Bahia.
A baixa resolutividade na Bahia é agravada pela falta de padronização nas metodologias de registro e investigação criminal. Além disso, a pesquisa do Sou da Paz revelou a escassez de dados sobre o perfil das vítimas de homicídio.
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Mulheres: Nos oito estados com dados consistentes, crimes que vitimam pessoas do sexo feminino (16% das vítimas em casos esclarecidos) têm uma probabilidade maior de esclarecimento do que os que vitimam homens (84% das vítimas);
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Raça: Dados sobre raça são os mais insuficientes; apenas Acre e Piauí forneceram informações em mais de 75% dos casos;
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Juventude: Em estados analisados, a forte concentração de vítimas esclarecidas e registradas está na faixa etária entre 18 e 29 anos.
Este cenário de impunidade persiste mesmo com os esforços para reduzir o número total de Mortes Violentas Intencionais (MVI). Especialistas alertam que a baixa resolutividade é um indicador crucial da impunidade e atua como combustível para a violência, especialmente aquela ligada ao crime organizado e à disputa territorial.
Além do projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende acelerar nesta semana algumas propostas voltadas à área da segurança pública. Em postagem nas suas redes, nesta terça-feira (30), Motta afirmou que pretende levar a voto no plenário requerimentos de urgência para oito projetos com objetivos diversos para o combate ao crime.
“Segurança é uma das maiores preocupações dos brasileiros e uma prioridade do Parlamento – e prioridade se faz ouvindo, dialogando e agindo”, afirmou Hugo Motta em suas redes sociais.
Hugo Motta deve levar a sua demanda em favor dos projetos de segurança pública para a reunião de líderes que será realizada na tarde de hoje. Se houve a aprovação da urgência, o presidente da Câmara pretende pautar os projetos para análise do plenário já na próxima semana.
Segundo afirmou Hugo Motta, todos os projetos selecionados para tramitarem com urgência contam com o aval dos 27 secretários estaduais da área da segurança pública, e teriam sido escolhidos por representarem um consenso federativo.
“Hoje nós temos uma sensação de insegurança, e o papel do parlamento não é porque alguém faz oposição ao governo que tudo que o governo manda tem que derrotar. O papel do parlamento é melhorar as propostas, que é o que vamos fazer. Temos que ouvir também os governadores para entregar uma proposta melhor para a sociedade”, afirmou Motta.
Os projetos selecionados pelo presidente da Câmara para terem a sua tramitação acelerada são os seguintes:
PL 4332/2025, de Yury do Paredão (MDB-CE) – destinação de bens e valores confiscados do tráfico de drogas para financiar estados e o Distrito Federal;
PL 4498/2025, de Delegado Fabio Costa (PP-AL) – atuação colaborativa entre órgãos de fiscalização e persecução penal;
PL 4176/2025, de Coronel Ulysses (União-AC) – aumento das penas para homicídio e lesão corporal contra agentes do Estado;
PL 4500/2025, de Alberto Fraga (PL-DF) – reforço da repressão a crimes praticados por organizações criminosas;
PL 4503/2025, de Delegada Ione (Avante-MG) – criação do crime de obstrução de justiça no Código Penal;
PL 4333/2025, de Yury do Paredão (MDB-CE) – alterações no Código de Processo Penal para agilizar processos de flagrante;
PL 4499/2025, de Coronel Assis (União-MT) – tipificação do crime de “Domínio de Cidades” e inclusão entre os hediondos;
PL 4331/2025, de Yury do Paredão (MDB-CE) – destinação de parte da arrecadação de apostas esportivas (bets) para financiar a segurança pública.
Um homem é acusado de agredir o companheiro de sua vizinha na tarde desta sexta-feira (19), na Fazenda Jurema, zona rural de Caetité, no sudoeste baiano. A vítima sofreu ferimentos na mão e precisou de atendimento médico.
Segundo a 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ao Achei sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o agressor teria desrespeitado uma medida protetiva em vigor e atacado a vítima durante a discussão.
Agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)prestaram os primeiros socorros e encaminharam o homem para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), já que havia suspeita de fratura.
Após o ocorrido, o agressor fugiu e, apesar das buscas, não foi localizado. A ocorrência foi registrada e o caso será investigado pela Polícia Civil.
Pelo menos três escolas e dois postos de saúde suspenderam suas atividades nesta quinta-feira (17) em Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul do estado. A medida foi tomada em resposta à escalada da violência que resultou em seis homicídios em menos de uma semana, culminando em um tiroteio na tarde da última quarta-feira (16).
Criminosos, armados com pistolas e fuzis, trocaram tiros em plena rua, uma cena registrada em imagens que circularam nas redes sociais. A situação levou as unidades de ensino dos bairros Geraldão e Campinho a anunciarem a suspensão das aulas até a próxima segunda-feira (21).
O Colégio Estadual Professora Terezinha Scaramussa, no centro da cidade, também informou que as faltas de alunos, professores e funcionários que moram em áreas de risco serão justificadas.
Em resposta à onda de violência, a Polícia Militar informou que intensificou as ações de segurança na região por meio da Operação Dominus Areae. Segundo a corporação ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o trabalho inclui o reforço do patrulhamento em pontos estratégicos, o uso de equipes especializadas e o apoio do setor de inteligência.
Nos últimos sete dias, a operação resultou na prisão de quatro pessoas em flagrante, na apreensão de oito armas de fogo e em cinco ocorrências de apreensão de drogas. Além disso, seis veículos foram apreendidos, sendo quatro deles recuperados.
Um mototaxista, conhecido como "Nego", sofreu uma tentativa de homicídio na noite de quinta-feira (11) no bairro Bela Vista, em Euclides da Cunha, no nordeste baiano. Após ser assaltado, ele foi atacado por seis golpes de faca, segundo informações do irmão da vítima.
Durante o crime, os assaltantes roubaram a motocicleta da vítima e a esfaquearam, causando pelo menos seis perfurações nas costas. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram rapidamente acionadas, prestaram os primeiros socorros e o encaminharam para o hospital.
No momento do atendimento, o mototaxista estava consciente, as informações foram apuradas pelo Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias. A Polícia Militar esteve no local, mas até o momento, nenhum suspeito foi preso ou identificado. A Polícia Civil deve abrir um inquérito para investigar o caso e tentar localizar os responsáveis.
Um homem de 35 anos foi preso nesta quinta-feira (04), suspeito de abusar sexualmente da filha adolescente em Eunápolis, no extremo sul baiano. A prisão ocorreu após a mãe da vítima denunciar o caso ao Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam), adolescente confirmou os abusos, revelando que os episódios em ambiente virtual e também durante as visitas ao pai.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a denúncia foi motivada pela descoberta de mensagens de cunho sexual trocadas entre pai e filha ao longo de meses. A mãe entregou as capturas de tela das conversas à polícia. Em depoimento a polícia a adolescente contou haver momentos inapropriados durante as visitas do pai.
A Justiça expediu um mandado de prisão e de busca e apreensão. O suspeito foi localizado em seu local de trabalho, um posto de combustíveis no centro da cidade, onde um celular foi apreendido para perícia. O homem permanece sob custódia na Delegacia Territorial, à disposição da Justiça.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Rosemberg Pinto
“O governador não ligou para nenhum partido para falar sobre esse tema. O governador respeita as posições das diversas instituições. AL-BA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública, ele sempre foi muito respeitoso por conta de definições internas. O governador, na reunião ontem, pediu: ‘Qualquer tipo de divergência que tiver em qualquer local, deixa terminar o segundo turno para focar nisso".
Disse o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Rosemberg Pinto, negou os rumores de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teria determinado o fim dos acordos entre partidos da base governista em torno da candidatura da deputada Ivana Bastos (PSD) à Presidência da Casa.