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A Prefeitura de Salvador decretou situação de emergência em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, após a confirmação de contaminação ambiental por metais pesados na região. A medida foi publicada nesta terça-feira (9) e terá validade inicial de 90 dias.
O documento municipal menciona atividades ligadas às empresas Gerdau e Intermarítima no Terminal Itapuã como parte do contexto investigado. A Intermarítima afirmou que vem colaborando com os órgãos responsáveis desde o início das investigações e negou qualquer relação entre suas operações e os resíduos encontrados na praia.
A empresa destacou que não opera com produtos perigosos nem com materiais de coloração azul ou verde, semelhantes aos identificados na faixa de areia em fevereiro deste ano. A companhia também informou que possui sistema próprio de drenagem e tratamento de resíduos, sem descarte externo.
A Intermarítima acrescentou ainda que a área já possuía passivos ambientais antes do início de suas atividades. Segundo a empresa, durante o processo de aquisição da operação de transporte marítimo de granéis, foi exigido da antiga proprietária da área, a Gerdau, a realização de intervenções ambientais, além de já haver registros de contaminação reconhecidos durante o licenciamento ambiental.
A decisão da prefeitura foi baseada em relatórios técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que apontaram concentrações elevadas de metais pesados, especialmente ferro, cobre e zinco, em organismos marinhos coletados na região. Os estudos identificaram a presença dos contaminantes principalmente em moluscos bivalves, como ostras e chumbinhos.
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) oficializou, nesta segunda-feira (18), a abertura de um inquérito civil para apurar responsabilidades pela contaminação química na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A investigação mira as atividades do Terminal Marítimo de Granéis (TMG), operado pela Terminal Itapuã Ltda. – Intermarítima, e busca identificar possíveis danos ambientais e impactos à saúde pública.
A decisão da abertura de inquérito, obtida pelo Bahia Notícias, da procuradora Vanessa Gomes Previtera tem como base novos elementos técnicos consolidados em maio de 2026. Um parecer do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) apontou a presença de compostos nitrogenados e cobre na areia, nas águas costeiras e nos sedimentos da região, além de registrar mortes de animais marinhos e impactos à biota local.
Diferente das etapas anteriores da série “Águas de São Tomé”, produzida pelo Bahia Notícias, em que um dos episódios revelou o laudo do Inema apontando contaminação na região, e que se concentravam na coleta de amostras e levantamento de indícios, o novo inquérito passa a investigar se a empresa descumpriu condicionantes da licença ambiental emitida pelo próprio instituto.
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Segundo o MPF, os possíveis danos ambientais também podem estar gerando consequências sociais e econômicas para moradores e trabalhadores da região.
Como primeiras medidas, o órgão solicitou o Relatório de Fiscalização Ambiental detalhado e iniciou articulação com a 1ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para compartilhamento de informações sobre o caso.
O objetivo da investigação é apurar responsabilidades civis e ambientais pelos danos causados ao ecossistema da Baía de Todos-os-Santos.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) fixou novas placas indicando a fiscalização e estudos de contaminação na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A praia de São Tomé de Paripe está interditada há mais de dois meses.
Informações divulgadas por moradores ao Bahia Notícias indicam que as novas placas foram colocadas no local no início desta semana, após cobranças das lideranças locais. A primeira, e até então a única, placa adicionada pelo Instituto, na região foi fixada em local de baixa visualização e pouco movimento na praia, onde foram encontrados os primeiros vestígios dos metais pesados provenientes da contaminação por concentrações elevadas de nitrato e cobre.

Localização da primeira placal instalada pelo Inema. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Ainda segundo os moradores do local, em entrevista ao Bahia Notícias, a má sinalização do local pelos entes públicos gerou mais um trabalho à comunidade: o de alertar os visitantes desavisados sobre a contaminação.
“Há pouco tempo vieram umas famílias que vieram de Goiás, outras vieram de Alagoas e não conheciam esse problema da praia. A gente fica aqui orientando, fazendo o trabalho que é do Estado, o pessoal continua consumindo o marisco da praia contaminada, o pessoal que não sabe, continuam vindo tomar banho e a gente aqui orientando as pessoas. Até aqui, está funcionando, mas vai chegar uma hora que a gente não vai ver essas pessoas e tudo que a gente não quer é que ninguém seja prejudicado”, explicou o morador Jocival David.
Respondendo a esta demanda, as novas placas foram fixadas em local de maior visibilidade: na principal entrada da praia, em frente a rotatória do final de linha de São Tomé de Paripe.

Foto: Reprodução / Acervo da comunidade local
O Bahia Notícias vai seguir acompanhando as atualizações e repercussões da contaminação da praia de São Tomé de Paripe. Relembre aqui as reportagens da série “Águas de São Tomé”, com mais detalhes sobre o tema.
Com quase 9 mil habitantes, São Tomé de Paripe é um pequeno pedaço de área verde no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Conhecida pelas belezas naturais da Baía de Todos os Santos, a praia de São Tomé é o centro da vida social e econômica do bairro: fonte de lazer, trabalho e até locomoção. Acontece que, desde fevereiro deste ano, a normalidade da vida litorânea deu lugar a uma preocupação crescente após a identificação de uma contaminação por metais pesados na praia.
Desde então, moradores e ambientalistas buscam respostas para as causas e soluções para o problema que limitou o acesso da comunidade a uma de suas “forças vitais”. Na série de reportagens “Águas de São Tomé”, o Bahia Notícias relembra o histórico deste acidente ambiental que impactou a vida e sociabilidade da comunidade de São Tomé de Paripe e expôs fragilidades na gestão ambiental na Baía de Todos os Santos.

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Em entrevista realizada nesta quinta-feira (7), o Bahia Notícias conversou com Jocival David e Joilda Borges dos Santos, representantes da comunidade que hoje se articulam com os órgãos públicos na tentativa de encontrar soluções e promover um acordo para a reestruturação ambiental do bairro. Jocival, de 48 anos, narra que é nascido e criado no bairro e, apesar de não depender financeiramente do mar, se envolveu na mobilização para manter a tradição do local.
“Como eu trabalho, tenho o meu emprego, não tenho muita coisa a ter direito, só tenho o direito de brigar pela minha comunidade”, afirma. Ele conta que realiza “vistorias” independentes todos os dias na praia, fotografando os pontos de contaminação, a morte dos animais e possíveis movimentações no Terminal.
Por outro lado, Joilda, de 48 anos, tem o mar como parte do sustento. Permissionária e dona de uma barraca de praia, ela conta que ainda emprega outros três funcionários no local. “Por trás de uma barraca já existem mais três ou quatro famílias sem trabalho e geralmente eles me ligam: minha cozinheira, meus garçons, a auxiliar. ‘E aí, Jo, quando é que a gente volta a trabalhar?’ e eu digo ‘Não sei, não sei’”, conta.
Ela completa ainda dizendo que “é complicado a gente estar aqui nessa situação de desemprego porque a gente vive disso. A gente até está pensando em colocar um cachorro-quente na praia, mas vender a quem? Se o nosso bairro agora é um bairro que é um cemitério, é um bairro fantasma”, destaca.
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O eletrotécnico narra que a luta dos moradores começou ainda durante o Carnaval, período de alta estação em Salvador, quando a praia da região tende a atrair soteropolitanos e turistas que desejam explorar o Subúrbio ou até viajar para a Ilha de Maré.
“No finalzinho ou meados de fevereiro, nós descobrimos esse problema na faixa de areia, ali no período do carnaval, e num passo de brincadeira a gente viu a coloração da água azul, do outro lado amarela, do outro lado verde, então resolvemos investigar o que era. Então, de acordo com o grande odor de amônia, aí a gente viu que era uma coisa bem mais grave. Aí foi que nós procuramos os órgãos ambientais”, destacou Jocival.
Por meio das redes sociais, apoio de figuras públicas e manifestações pacíficas na comunidade, os moradores de São Tomé de Paripe chamaram a atenção da mídia e de parte dos órgãos públicos acerca do tema.

Manifestação de moradores, com a presença da Polícia Militar, em frente a Intermarítima em São Tomé de Paripe. Foto: Arquivo pessoal da comunidade
“O Ministério Público já tem praticamente 70 dias caminhando junto com a comunidade de São Tomé de Paripe”, afirma Jocival. Ele detalha que “quando acionamos o Ministério Público, nós registramos alguns boletins de ocorrência na Polícia Civil, na Polícia Federal, aí também o Ministério Público Federal entrou no caso, porque viu a gravidade do acontecido”.
Desde então, explica o representante do bairro, “o Ministério Público se comprometeu de que teria uma solução para o nosso bairro”. Quem acompanha o caso é a promotora de Justiça Hortênsia Gomes Pinho, da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Habitação e Urbanismo da Capital. Com parte do trâmite do caso em esfera cível, o Ministério Público realiza, semanalmente, reuniões de situação para o monitoramento e a gestão do andamento de processos. Na reunião desta quarta-feira (6), estiveram presentes representantes da comunidade local, do Inema e das empresas envolvidas.
“Já fizemos a primeira reunião de mediação, ali no Ministério Público do Centro Administrativo [sede do Ministério Público no CAB], e depois as nossas reuniões passaram a ser na sede do Ministério Público em Nazaré, onde a doutora Hortênsia tem sido bastante sensitiva nas suas pronúncias, nas suas palavras, no objetivo, naquilo que a comunidade quer”, destacou o morador.
Segundo Jocival, o objetivo do grupo é garantir que as atividades da empresa Intermarítima no local não voltem a ocorrer. Desde março, o Terminal Itapuã, como é conhecida a unidade, foi interditado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em meio às investigações relacionadas à contaminação.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a promotora Hortênsia destacou que o objetivo do MP-BA é garantir a suspensão da licença ambiental do Terminal como um todo, além de estabelecer um acordo de responsabilização entre as partes, que garanta um ressarcimento de um salário mínimo (atualmente fixado no valor de R$ R$ 1.621) por seis meses a cada uma das 800 famílias afetadas pela contaminação.
“A gente espera que aconteça, é que essa empresa não funcione mais. O nosso bairro não foi preparado para receber grandes cargas de fertilizante. Para quem não conhece, são 4 a 5 navios por mês de grande porte, são em torno de 500 carretas subindo e descendo diariamente aqui no nosso bairro, vocês vieram e viram que as nossas vias são todas apertadas, não tem estrutura para isso, e o Ministério Público está mediando isso”, narra Jocival.
Para Joilda, uma das maiores dificuldades desse processo, que já se arrasta há quase três meses, é a falta de acolhimento de parte das autoridades.
“A Secretaria do Mar, quando a gente foi pedir um apoio e que viesse ver a situação que a gente estava vivendo aqui, o que a gente ouviu lá foi: ‘e lá vocês não têm um restaurante popular, onde vocês possam comer?’, porque a gente já estava em uma situação aqui precária, sem trabalhar muitos dias, pais e mães de família pescadores, marisqueiros e barraqueiros permissionários, sem poder trabalhar. E a gente foi buscar um auxílio para poder ver se eles iam ter como ajudar a gente e o que a gente ouviu lá foi muito triste”, narra a moradora do bairro.
Após o ocorrido, em abril, as secretarias de Promoção Social (Sempre) e do Mar (Semar), ambas vinculadas à Prefeitura de Salvador, realizaram o cadastro e entrega de cestas básicas a cerca de 600 famílias em São Tomé. O que a permissionária ressalta, no entanto, é que “a gente não quer um restaurante popular, a gente quer nossa dignidade. A gente quer nossa praia limpa, a gente quer trabalhar e o que a gente precisa agora é que a empresa repare o dano que eles fizeram na nossa água, que eles tirem a contaminação deles daqui e saiam daqui”, explica.
IMPACTOS ‘ALÉM-MAR’
Apesar da revelação deste episódio de contaminação, o que os moradores de São Tomé de Paripe revelaram ao Bahia Notícias é que os impactos ambientais das operações no Terminal local não são novidade e muito menos se resumem ao mar.

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
O eletrotécnico Jocival David, que vem atuando ativamente na campanha contra o funcionamento do espaço, relata que o problema da própria contaminação de materiais na praia não é novidade. “Quando chove e a correnteza vem com maior força, todo esse produto tanto da lavagem da pista dele [do Terminal], quanto das águas que vazam do pátio cai para o mar e mata muito animal marinho mesmo. Já aconteceu antes, já foi pauta no Ministério Público, já foi denunciado para o Ministério Público Federal em 2018, 2022, 2024, não é a primeira vez”.
David explica que, como vizinho próximo do terminal, a poluição do ar e a poluição sonora provocada pela atuação das empresas operadoras do Terminal no bairro também são motivo de briga há anos. “Eu venho brigando com a Intermarítima desde 2022 por ser um dos vizinhos mais próximos. E em suas operações, alguns dos seus produtos exalam poeira, a poluição é uma ação muito forte que toma todo o bairro praticamente”, afirma.
Segundo ele, as operações causam “uma nuvem de poeira muito, muito forte mesmo, dependendo do horário, quando eles precisam produzir, eles levantam os seus transportadores e o vento joga [a poeira] para a parte do bairro, toda essa poluição. E é uma briga, como eu já falei. Se agravou agora, decorrente desse produto vazar na praia, foi aí que as coisas complicaram mais para o lado da empresa, mas eles conhecem a operação deles, não é necessário a gente estar aqui falando muita coisa, porque é prejudicial à comunidade, é prejudicial ao bairro”, relata o morador.
NOVO NORMAL
Há cerca de dois meses vivendo em uma realidade onde a praia deixa de ser um “porto seguro”, os moradores de São Tomé relatam a dificuldade em se adaptar ao “novo normal” provocado pela interdição da praia.
Um deles é Clenio Dias, de 63 anos. Conhecido na comunidade como um dos pescadores mais antigos da região, ele relata que o trabalho ficou “mais distante”. “Eu sou pescador que sempre pescava por aqui por perto. Bom, a desconfiança do pessoal, claro que eu não vou pescar por aqui por causa da contaminação. E eu tenho que pescar em uma área mais distante, lá para o lado da Ponta de Nossa Senhora e Paramana. Eu pesco lá próximo à Ilha de Itaparica, a Boca da Barra e, mesmo assim, eu estou sendo prejudicado, porque ninguém está querendo comprar, todo mundo desconfiado”, ressalta.

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Ele diz ainda que a solução é doar os peixes para evitar perdas e ajudar a comunidade. “Como é que o pessoal vai comprar peixe na minha mão? Eu tenho que dar peixe. É um vício eu pescar. Entendeu? Então eu tenho que fazer doação de peixe para não ter prejuízo de jogar peixe fora, meus pescados. Então, eu estou sendo — e não só eu, como outros pescadores estão sendo — prejudicado de várias maneiras”, relata.
Joilda, que é permissionária, narra que a comunidade se esforça para manter a esperança de que o bairro possa voltar às suas origens. “A normalidade daqui é a gente ver nossas crianças correndo para lá e para cá, a gente ter a segurança e saber que elas não vão ser contaminadas. É a gente receber um turista aqui e a gente poder chegar na faixa de areia, botar a nossa barraca. Um pai de família levantar de manhã cedo e ir para a sua maré e buscar o seu marisco, a sua esposa esperando em casa, ferventar os seus frutos do mar, catar, embalar e sair para poder fazer as suas vendas”, conta.
Para a moradora, que também tem participação ativa nas negociações, não é apenas o retorno financeiro que importa. “É isso que é importante para a gente, a nossa normalidade é isso: a gente saber de manhã quando a gente acorda, eu tenho um destino, eu vou trabalhar, eu vou buscar o meu pão. Não é chegar aqui na praia e ver esse desespero, ver urubus comendo restos mortais de peixes”, completa.
Ainda nesta sexta-feira (8), a comunidade de São Tomé se reuniu em frente à praia, ao lado do terminal, para discutir os rumos das negociações envolvendo o Ministério Público e as empresas envolvidas. É por meio destas reuniões que os moradores que conseguem participar das reuniões de situação repassam as informações aos vizinhos.

Foto: Arquivo pessoal da comunidade.
Ainda no local, em frente à praia, que é santuário do bairro, os moradores realizam atividades coletivas para compartilhar alimentos, doações, além de fazer companhia e garantir o lazer durante a espera de soluções e respostas definitivas.
Confira a entrevista completa logo abaixo:
Cerca de 58 dias após a interdição das operações da Intermarítima no Terminal Itapuã, em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, no dia 11 de março, a responsabilização em torno dos metais pesados encontrados na água, sedimentos e animais marinhos na praia segue em negociação lenta. Nesta quinta-feira (7), o Bahia Notícias conversou com a promotora de Justiça Hortênsia Gomes Pinho, da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo da Capital, sobre o andamento do inquérito civil relacionado ao crime ambiental registrado na Baía de Todos-os-Santos.
Na série de reportagens “Águas de São Tomé”, o Bahia Notícias relembra o histórico deste acidente ambiental que impactou a vida e a sociabilidade da comunidade de São Tomé de Paripe e expôs fragilidades na gestão ambiental na Baía de Todos-os-Santos. Ao BN, a promotora relata que as reuniões de situação estão ocorrendo semanalmente para o monitoramento e a gestão do andamento do processos. A reunião desta quarta-feira (6), estiveram presentes representantes da comunidade local, do Inema e das empresas envolvidas.
A representante da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente explica que o caso faz parte de uma série de investigações envolvendo o Terminal Itapuã. O local hoje é operado pela empresa Intermarítima Portos e Logística.
“Tomei conhecimento através da mídia, através das reportagens que estavam ocorrendo. Eu já tinha um procedimento por poluição atmosférica, poluição sonora e problemas de mobilidade urbana pelo Terminal Itapuã, que é exatamente de onde estava saindo a contaminação química. Então, quando vi a reportagem, passei também a investigar essa poluição”, disse a promotora.
Segundo Hortênsia, as primeiras medidas para a investigação foram o diálogo com as partes, em especial a população, que atuou como denunciante do processo de contaminação. “A gente procurou saber o que existia, então solicitamos intervenções dos órgãos públicos e verificamos que já havia uma inspeção feita pelo órgão ambiental, o Inema [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], e, nesse procedimento, foi decretada a interdição da empresa”.
No entanto, para ela, a interdição temporária da empresa não é suficiente para o cenário que se desenrola: “A partir das deliberações dessa sala de situação, eu encaminhei uma recomendação ao Inema para o cancelamento da licença ambiental do terminal marítimo, cancelamento em caráter definitivo, e [encaminhei] um requerimento de instauração de inquérito policial à Polícia Federal”.
A promotora explica que a atuação do Ministério Público estadual (MP-BA), neste caso, se dá em instância de inquérito civil; já o inquérito da Polícia Federal foi confirmado ainda nesta quarta-feira (6). Conforme divulgado pelo BN anteriormente, a entidade já solicitou perícia na região.
A representante do MP explica que a indicação de um inquérito policial se deu pois, além do caráter “acidental” do caso, “vi ali elementos de que se assumiu o risco de provocar aquele dano e aquela catástrofe, porque as empresas já tinham conhecimento da contaminação desde 2020, através de laudos técnicos de uma empresa chamada Arcades”, afirma Hortênsia.
Para Hortênsia, o tamanho do impacto ambiental já é consideravelmente maior que em outras experiências registradas na Bahia, a exemplo do petróleo encontrado nas praias baianas em 2021. “Considerando que a gente tem 800 famílias que são vítimas, comprometidas em sua maneira de viver, de comer, seu estilo de vida, tudo comprometido, eu entendo que é um dano de grandes dimensões. Tecnicamente, [esse caso] é chamado de um acidente químico ampliado de uma catástrofe industrial”, destaca.
Ainda nesta quinta, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou ao Bahia Notícias que o novo laudo técnico relativo às amostragens de água superficial marinha, água intersticial, sedimento e biota (animais) foi oficialmente encaminhado aos órgãos envolvidos no caso. O parecer técnico, segundo a pasta, “permitiu confirmar a presença de contaminação no sedimento, na biota e na água intersticial da praia”.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
Acontece que o atual Terminal Itapuã, em São Tomé de Paripe, já vinha sendo operado há cerca de 70 anos antes do episódio que se desenrola hoje. Para a promotora de Justiça, o problema é de responsabilidade compartilhada entre as empresas privadas e até órgãos públicos.
Entre os anos de 1968 e 1973, operava a Usina Siderúrgica da Bahia (Usiba), uma estatal, antes de a empresa ser privatizada e adquirida pela empresa Gerdau. Desde então, o local passou a ser o Terminal Marítimo Gerdau (TMG), também conhecido como Terminal Marítimo de Granéis. Em 2021, a Intermarítima concluiu a aquisição de 100% dos ativos deste terminal da Gerdau, assumindo sua gestão integral.
A busca do MP é pelo acordo de responsabilização entre as partes, que garanta um ressarcimento de um salário mínimo (atualmente fixado no valor de R$ 1.621, na cotação de abril de 2026) por seis meses a cada uma das 800 famílias afetadas pela contaminação. Dentre elas, não estão apenas os pescadores e marisqueiras de São Tomé; ambulantes e permissionários foram diretamente afetados pela interdição da praia, queda no comércio e no turismo na região.
O valor total desses pagamentos representaria, conforme contas básicas realizadas no âmbito desta reportagem considerando os números disponíveis, cerca de R$ 7.780.800 (sete milhões, setecentos e oitenta mil e oitocentos reais) para ambas as empresas.
Em resposta à solicitação da Promotoria, apenas a Intermarítima se manifestou até o momento. Segundo a promotora Hortênsia, “a Intermarítima disse que não tem culpa de nada, mas que só assumiria, a título de contribuir na investigação, 10% desses custos”. “Eu propus 30% para a Intermarítima e 70% para a Gerdau, porque a Gerdau é muito mais rica e operou lá por mais tempo”, explica.
O prazo para a primeira resposta a essa negociação seria esta sexta-feira (8). “A resposta da Gerdau eu vou receber amanhã [esta sexta]. Então, havendo essas duas recusas das empresas — porque 10% não é suficiente, teria que ser 30% —, a gente vai entrar com a ação na Justiça Federal. O MP Federal e o Ministério Público Estadual, juntos, vão provocar a Justiça Federal com a documentação já existente, que ainda não é a completa, não é uma investigação definitiva, mas já há demonstração clara de autoria e nexo causal entre a ação da Gerdau e da Intermarítima com a contaminação”, garante Hortênsia Pinho.
Em entrevista ao BN, a servidora da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente ressalta que, durante a aquisição do Terminal, a Intermarítima foi comunicada pelo Ministério Público sobre as implicações ambientais do uso do aparelho.
“A Intermarítima não é inocente. Quando ela foi comprar o terminal, esteve no meu gabinete e eu avisei ao dono: ‘Não compre’. E fiz formalmente, está em ata, a orientação do MP para ele não comprar o terminal porque já havia um estudo técnico feito pela Fundação José Silveira e pago pela Gerdau, que determinava que a solução era o fechamento do terminal”, garante a promotora.
“Já havia, desde 2021, essa constatação de contaminação por metais pesados do lençol freático ali. E foram adotadas medidas mitigadoras singelas de pavimentação, que atingiam o objetivo de proteger só os trabalhadores internos, o meio ambiente do trabalho, esquecendo o ambiente externo. E essa omissão e essa falta de providências de ambas as empresas, seja da Gerdau quanto da Intermarítima, é que provocou esse acidente atual”, diz Hortênsia Pinho.
“A Gerdau operou o terminal de 89 a 2022; e, de 2022 a 2026, essa empresa chamada Intermarítima, que é dona do Terminal Itapuã, passou a operar. No período de quatro anos em que a Intermarítima operou, ela mudou muito [o modelo de atuação], porque intensificou o fluxo do transporte e diversificou as matérias”, argumenta.
Em sua operação, a Gerdau movimentava cargas de granéis sólidos, principalmente minério de ferro bruto ou pelotizado e sucata de ferro. A Intermarítima concentra suas operações na movimentação de granéis sólidos com foco principal em insumos agrícolas e industriais, a exemplo de fertilizantes.
“Essa intensificação [das operações], essa diversificação, somada ao passivo e à contaminação que já existia, é que gerou essa contaminação. Então, a ureia, que tem amônia, se juntou com o que eles estavam comercializando, com o cobre que já estava desde a época da Gerdau, e gerou a contaminação atual. Então, a contaminação está saindo do lençol freático e está aflorando assim, exsudando [nome dado ao processo em que uma ferida elimina fluido], saindo lá do lençol freático e contaminando”, explica a promotora.
Segundo Hortênsia, os metais pesados encontrados na praia de São Tomé “têm o DNA” das empresas: “E daí é que você vê aquela substância azul, que é o cobre, e a substância amarela, que é o cloreto amoniacal. As duas têm o DNA da empresa. O cobre era o produto comercializado pela Gerdau e o nitrato amoniacal vem dos fertilizantes comercializados pela Intermarítima; e foi encontrada essa substância nas canaletas de drenagem da empresa, dentro da empresa”, afirma.
No entanto, não apenas as entidades privadas seriam responsáveis pelo caso, segundo a Promotoria. “A gente constatou que temos uma inércia burocrática, tem um alto sistema de irresponsabilidade organizada. Então, os órgãos estão atuando, mas não têm estrutura, então não há a celeridade necessária. Já são três meses de contaminação e a gente não tem uma resposta mínima”, afirma.
O Bahia Notícias entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Vigilância Sanitária, e com a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), no âmbito da Prefeitura de Salvador; e com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), no âmbito do Governo do Estado da Bahia, para solicitar informações relacionadas ao atendimento às famílias afetadas em São Tomé de Paripe e ações referentes à fiscalização de pescados e recuperação ambiental do local.
Após a publicação da reportagem, a Bahia Pesca encaminhou posicionamento ao BN sobre sua participação na força-tarefa relacionada ao caso de contaminação ambiental. Segundo a empresa, a Bahia Pesca “é integrante ativa da Sala Situacional coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), colaborando diretamente na construção de soluções para o incidente”.
A entidade também afirmou ainda que sua atuação é “exclusiva e direta no suporte aos pescadores e marisqueiras da região, identificados como os principais impactados socioeconomicamente pelo ocorrido”. Entre as ações desenvolvidas pela empresa estão “apoio técnico, embarcações e coleta de biota (amostras biológicas)”, além de auxílio técnico no “levantamento e registro das entidades representativas e dos profissionais de pesca locais”.
(Nota atualizada às 17h51 para incluir manifestação da Bahia Pesca).
Há quase dois meses completos, a praia de São Tomé de Paripe, um dos cartões postais do Subúrbio ferroviário de Salvador, foi interditada sob indícios de contaminação por metais pesados. Nesta quinta-feira (7), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos anunciou a conclusão de um novo parecer confirmando a contaminação da água, sedimentos e biota na região.
A mudança de coloração na água e efeitos inesperados no ecossistema já provocavam preocupação nos moradores desde fevereiro. Na série de reportagens, “Águas de São Tomé”, o Bahia Notícias relembra o histórico deste acidente ambiental que impactou a vida e sociabilidade da comunidade de São Tomé de Paripe e expôs fragilidades na gestão ambiental na Baía de Todos os Santos.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, o Inema confirmou a conclusão de mais uma etapa da investigação sobre a ocorrência de líquidos de coloração azulada e amarelada na Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. A última atualização até então, era do dia 27 de abril, onde a entidade destacava a realização de uma segunda coleta de amostras de água e sedimentos e biota, entre os dias 2, 7 e 14 de abril.

Foto: Reprodução / Arquivo pessoal da comunidade de São Tomé de Paripe
O resultado apontou indícios de contaminação em todos os formatos de amostra: água, sedimentos e animais. “Os resultados laboratoriais identificaram concentrações elevadas de compostos nitrogenados e metais, principalmente cobre, em pontos próximos ao foco da contaminação, além de alterações em sedimentos e organismos marinhos coletados na região”, diz um trecho do resumo do laudo, o qual o BN teve acesso.
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Segundo o Instituto, “a ampliação da faixa de investigação permitiu confirmar a presença de contaminação no sedimento, na biota e na água intersticial da praia”. Especialmente no que tange à água, “os resultados indicaram violações pontuais dos limites previstos na Resolução Conama nº 357/2005 para parâmetros da série nitrogenada em pontos situados no entorno da empresa investigada”. Desde março, o Terminal Itapuã foi interditado após os primeiros diagnósticos de contaminação no trecho da Baía de Todos os Santos.
O novo laudo ainda retoma as preocupações de ambientalistas e moradores sobre a usabilidade da praia para fins de lazer e trabalho. “Em razão da presença de resíduos e substâncias com potencial risco à saúde e ao meio ambiente, a área permanece classificada como imprópria para banho e recreação de contato primário”, aponta o Inema.
“O Inema reforça a recomendação para que a população evite o trecho onde há ocorrência do material, incluindo atividades de banho, pesca e de contato direto com a água e sedimentos da região. O órgão avalia estratégias de instalação de novas placas no local”, diz outro trecho da nota. O local possui apenas uma placa de sinalização de investigação ambiental, localizada a cerca de 500 metros da principal entrada da praia.

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Ainda em nota, o Inema informou que o laudo técnico foi encaminhado aos demais órgãos estaduais e municipais envolvidos no caso, “incluindo instituições da área de saúde e demais entidades competentes, para adoção das medidas cabíveis no âmbito de suas respectivas competências”, conclui.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Bahia Pesca manifesta que informações sobre sua atuação na força-tarefa relacionada ao caso de contaminação em São Tomé de Paripe. Segundo a empresa, sua atuação é voltada exclusivamente ao suporte de pescadores e marisqueiras da região, considerados os grupos mais impactados socioeconomicamente pela contaminação.
Entre as ações desenvolvidas pela empresa estão “apoio técnico, embarcações e coleta de biota (amostras biológicas)”, além de auxílio técnico no “levantamento e registro das entidades representativas e dos profissionais de pesca locais”. A Bahia Pesca também destacou que participa das ações de cadastramento voltadas à comunidade pesqueira afetada pela contaminação ambiental na região.
O Bahia Notícias também entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Vigilância Sanitária, e com a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), no âmbito da Prefeitura de Salvador; e com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), no âmbito do Governo do Estado da Bahia, para solicitar informações relacionadas ao atendimento às famílias afetadas em São Tomé de Paripe e ações referentes à fiscalização de pescados e recuperação ambiental do local, mas não obteve retorno até o momento desta publicação.
(Nota atualizada às 17h51 para incluir manifestação da Bahia Pesca).
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito policial para averiguar o caso de contaminação na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. Em nota enviada ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (6), a PF também informou que solicitou perícia na região.
O caso veio à tona no último mês de fevereiro após moradores denunciarem o surgimento de manchas nas cores azul e amarela na água. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi acionado e determinou a interdição da área para análise. Um laudo preliminar do órgão apontou índices significativos de nitrato e cobre na água.
O resultado resultou na interdição da empresa Terminal Itapuã, em março, por suspeita de que suas atividades contribuíram para a contaminação. Na época, o Inema alegou que a decisão foi adotada com o objetivo de resguardar a saúde pública e proteger o ecossistema do local.
Em abril, uma reportagem do Bahia Notícias apontou o surgimento de novas manchas, dessa vez na cor verde, na faixa de areia. Os moradores também denunciaram a morte de peixes e mariscos na região. No último dia 23, a Câmara Municipal de Salvador realizou uma audiência pública com moradores, parlamentares e lideranças comunitárias para debater o tema.
Moradores de São Tomé de Paripe denunciam a falta de sinalização adequada na praia de São Tomé de Paripe, interditada após suspeita de contaminação por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia. Em entrevista à Antena 1, o líder comunitário Jocival David chamou atenção para o problema e ressaltou que voluntários têm orientado banhistas e pescadores aos finais de semana.
“Até hoje a praia não foi sinalizada, nós moradores que fazemos uma força-tarefa e começamos a orientar as pessoas que não conhecem o problema. Nos sentimentos desassistidos, todo dia cobramos o Inema, a vigilância sanitária. Tem gente de fora vindo pescar aqui na nossa costa”, afirmou Jocival.
A localidade tem apenas uma placa de sinalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) indicando o risco. Segundo o líder, o problema foi descoberto após jovens ficarem doentes depois do contato com a lama da praia. No entanto, ainda não há registros de quantas pessoas adoeceram após contato com a praia por dificuldade de identificar a contaminação no atendimento médico.
“É um problema complexo, foi feito um gabinete de crise junto ao Ministério Público, Secretaria de Saúde e vigilância sanitária para que os postos médicos da vizinhança fizessem um atendimento diferenciado para pacientes de São Tomé, mas na prática isso não acontece”,completou.
Até o momento, as empresas envolvidas no episódio não reconheceram a responsabilidade pelo acidente químico. A intermarítima atribui à empresa Gerdau e alega não trabalhar com os produtos encontrados na praia.
Aconteceu na manhã desta quinta-feira (23) uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador para discutir a contaminação em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A praia foi interditada devido à contaminação química por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia.
O debate foi proposto pela vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) e contou com o apoio das parlamentares Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT). Participaram das discussões uma representante da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SEADES), da Secretaria do Mar (Semar), além de entidades da sociedade civil como o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e Associação de Moradores de Paripe.
A principal pauta foi a necessidade de um auxílio financeiro para profisionais que dependem da pesca e do comércio na praia. Moradores ressaltaram o impacto socioeconômico da interdição da praia e da morte de animais marinhos registradas na região. Também foi questionada a falta de sinalização e orientação a banhistas e pescadores na faixa de areia. Segundo moradores, a localidade tem apenas uma placa de sinalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) indicando o risco.
Durante a sessão, a vereadora Aladilce ainda informou que a oposição deve elaborar um Projeto de Indicação para que a Prefeitura de Salvador decrete situação de emergência na região. O objetivo, segundo a parlamentar, é facilitar a liberação de recursos. "Quero propor que a gente faça um Projeto de Indicação decretando estado de emergência. Se for decretado, tem verba federal que pode ser liberada para a indenização das pessoas", afirmou ela.
O momento também contou com depoimentos de professores e pesquisadores que apontam os riscos da contaminação da região. Já se passaram 67 dias do primeiro registro de produtos químicos na faixa de areia, que aconteceu em fevereiro deste ano.
A Prefeitura de Salvador iniciou, nesta quarta-feira (8), uma ação emergencial para apoiar pescadores, marisqueiras e ambulantes de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, afetados pela contaminação da praia por produtos químicos.
A iniciativa inclui a entrega de cestas básicas, orientação sobre o restaurante popular e atualização do Cadastro Único para acesso a programas sociais.
A ação é realizada pelas secretarias de Promoção Social (Sempre) e do Mar (Semar) e atende 626 famílias. O atendimento ocorre até quinta-feira (9), na Escola Municipal Otaciano Pimenta, das 8h às 17h, para pessoas já cadastradas na Sempre.
Além do apoio imediato, a prefeitura busca facilitar o acesso ao Cadastro Único, evitando que os moradores precisem se deslocar até o bairro do Comércio. Com isso, os beneficiados podem solicitar auxílios federais, como o Seguro-Defeso.
O secretário de Promoção Social, Júnior Magalhães, afirmou que a ação busca minimizar os impactos econômicos nas famílias que dependem do mar. “Estamos diante de um quadro social preocupante. Essas pessoas tiram do mar o sustento, e a perda dessa renda agrava ainda mais a vulnerabilidade”, disse.
A secretária do Mar, Maria Eduarda Lomanto, destacou que o problema ambiental tem reflexos diretos na vida da população. Segundo ela, o município acompanha a situação e mantém serviços como CRAS, unidades de saúde e programas sociais disponíveis para atendimento.
A praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, segue interdidata para acesso de banhistas após a identificação de uma contaminação por cobre e nitrato no sedimento. Ainda nesta segunda-feira (6), moradores registraram manchas azuladas e amareladas na areia e uma série de mortes de animais marinhos.
Imagens divulgadas pela comunidade nas redes sociais mostram os peixes mortos na faixa de areia da praia. Desde a interdição na região pelo Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), no dia 11 de março deste ano, a pesca também foi proibida na região.
A atualização deste caso foi o tema de um debate sobre preservação ambiental e suporte as comuniades locais na 15ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS), também nesta segunda-feira (6).
Na ocasião, a vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) requereu a adoção de medidas urgentes por parte dos poderes públicos, ao citar que, até o momento, apenas a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) se comprometeu com a doação de cestas básicas. Segundo a parlamentar, a situação dos moradores locais que vivem da pesca é crítica.
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) advertiu que não apenas a Prefeitura tem responsabilidade, mas também o Governo do Estado e a União. Além disso, convocou as comissões de Planejamento Urbano e Meio Ambiente; Reparação; Saúde; Planejamento Familiar e Previdência Social para que se unam na busca por soluções efetivas.
Além das vereadoras, os colegas Téo Senna (PSDB) e Paulo Magalhães Júnior (União) manifestaram apoio à adoção de medidas para solucionar o impasse.
A identificação de líquidos azul e amarelo na faixa de areia da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, levou à interdição de um trecho do local e acendeu um alerta sobre possíveis riscos à saúde humana e à fauna marinha. Análises preliminares apontaram altas concentrações de nitrato nas amostras coletadas e presença significativa de cobre no líquido azul.
Diante do cenário, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) determinou a instalação de placas de advertência e restringiu o acesso à área com base no princípio da precaução. O objetivo é evitar contato de banhistas, pescadores e moradores com substâncias cuja origem ainda está sendo investigada.
Segundo o órgão ambiental, os líquidos foram encontrados na faixa de areia localizada atrás de uma empresa que atua com estocagem e movimentação de graneis sólidos. De acordo com o Inema, o material não apresenta características naturais da região e se torna visível quando a areia é revolvida.
O nitrato é um composto presente no ciclo natural do nitrogênio, mas em concentrações elevadas pode causar efeitos adversos à saúde. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais, tontura, dor de cabeça e alterações na pressão arterial.
Em situações mais graves, o nitrato pode ser convertido em nitrito no organismo, reduzindo a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Esse processo pode provocar metahemoglobinemia, conhecida como “síndrome do bebê azul”, caracterizada por cianose coloração azulada da pele e dos lábios. Bebês e crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis.
Especialistas também apontam que a exposição prolongada pode estar associada à formação de compostos N-nitrosos no organismo, relacionados a maior risco de câncer gastrointestinal e possíveis impactos na função tireoidiana.
O cobre é um metal essencial para o organismo em pequenas quantidades, mas pode se tornar tóxico quando presente em níveis elevados. O contato com água contaminada pode causar irritação na pele, coceira, vermelhidão e ardência nos olhos, além de aumentar o risco de infecções em feridas abertas.
Em caso de ingestão acidental, os sintomas podem incluir dor de estômago, náuseas, vômitos e diarreia. Exposições mais intensas ou prolongadas podem provocar sobrecarga no fígado e risco de danos renais.
ORIGEM
A presença simultânea de nitrato e cobre pode indicar contaminação associada a efluentes industriais, fertilizantes ou esgoto. Além dos riscos químicos, esse tipo de poluição pode elevar a probabilidade de infecções gastrointestinais, hepatite A, conjuntivite e doenças relacionadas a coliformes fecais.
A empresa Intermarítima informou, em nota, que não movimenta produtos químicos perigosos como enxofre, amônia ou cobre e que todos os materiais operados constam em suas licenças ambientais. A companhia afirmou ainda ter contratado uma consultoria independente para realizar análises complementares.
IMPACTOS
O biólogo José Amorim, pesquisador do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração da Baía de Todos os Santos (PELD-BTS), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), explica que a contaminação pode afetar as pessoas tanto pelo contato direto com a água quanto pelo consumo de organismos marinhos expostos às substâncias.
“A contaminação direta no contato da superfície corpórea com aquela água empossada, que fica no recuo da maré, nas poças e piscinas de maré […]. Em elevadas concentrações, como já foi detectado pelo Inema, podem causar algum tipo de dermatose, irritação na pele e desconforto por conta do cheiro muito forte da substância, mas não há maiores danos para o humano nesse contato direto”, afirmou em entrevista à rádio Piatã FM.
Segundo ele, o risco indireto pode ser mais significativo, especialmente pelo consumo de peixes, siris e outros organismos marinhos capturados em áreas contaminadas.
“O risco indireto é o consumo de organismos marinhos, como peixes, siris e outros invertebrados, que tenham sido capturados com essas elevadas concentrações. Nesse caso, as substâncias vão diretamente para o trato digestivo e podem causar inflamação, intoxicação aguda, com danos maiores dependendo da condição física de cada pessoa”, explicou.
Para o pesquisador, a prioridade é identificar e interromper a fonte da contaminação. Caso isso não ocorra rapidamente, os impactos podem se tornar persistentes no ecossistema.
“O primeiro ponto é que o aporte dessa contaminação precisa ser interrompido. Se ele não é interrompido, o dano passa a ser crônico. Se ele não é interrompido, a exposição dos organismos marinhos todos os dias resulta em mortandade e assimilação destes compostos pelos organismos marinhos”, afirmou.
Amorim explica que, caso a fonte seja eliminada, o próprio movimento das marés pode contribuir para a recuperação do ambiente.
“Como se trata de um ambiente entremarés — sujeito ao fluxo diário das massas de água — dependendo do volume de contaminação, o ideal é isolar a área para o contato humano, esperar as trocas de maré sucessivas e monitorar constantemente até que o ambiente volte à normalidade”, disse.
A Câmara de Salvador deve realizar uma audiência pública para discutir e apurar as denúncias sobre contaminação na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário da capital baiana.
A informação foi divulgada pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), após visita ao local na manhã deste domingo (1º), para constatar pessoalmente os efeitos da contaminação da praia por um produto químico azul.
O episódio vem preocupando pescadores e a comunidade local durante o mês de fevereiro. Agora, a edil sugere promover, no Legislativo soteropolitano, o encontro. Para o evento, segundo ela, serão convocados representantes dos órgãos públicos "envolvidos na investigação e solução do verdadeiro desastre ambiental que vem assustando a população e afetando a economia local".
Moradores denunciam suspeita de contaminação em praia de Salvador após aparição de manchas coloridas
Moradores e pescadores da região da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, denunciaram uma possível contaminação ambiental após o aparecimento de manchas nas cores azul e amarela na água do mar. O caso é investigado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
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De acordo com relatos da comunidade, o material teria surgido na água nos últimos 15 dias, causando preocupação entre frequentadores da praia e trabalhadores da pesca local.
Em nota encaminhada nesta segunda-feira (23), o Inema informou que técnicos e equipes de fiscalização estiveram no local na última sexta-feira (20) para averiguar as denúncias.
O órgão ambiental também informou que novas visitas técnicas estão previstas ainda nesta semana, quando deverão ser realizadas coletas adicionais de amostras para análise e continuidade da apuração sobre a origem do material identificado na água.
Nesta terça-feira (24), a TV Bahia também informou que um navio é suspeito de ter lançado amônia no mar.
A banda Selakuatro, liderada por Allisson Barros, celebra 25 anos de carreira com um grande show gratuito, nesta segunda-feira (22). O evento, realizado nesta tarde, contará com a gravação de um audiovisual especial e participações de nomes como Leo Kret, Pagodart, Guig Ghetto, Papazoni, Bob na Voz e Renanzinho.
“Estamos preparando uma estrutura à altura do cenário natural que é São Tomé de Paripe e de um público que sempre vibra com a gente. Vai ser lindo contar essa história de 25 anos. Se segura que lá vem madeira!”, comemora o vocalista Allisson Barros.
Formada em 2000, a Selakuatro construiu sua trajetória em casas de shows da capital baiana e do interior, conquistando um público fiel. Já em 2001, o grupo emplacou o hit “Madeirada”, que se tornou marca registrada da banda.
Ao longo das duas décadas e meia de carreira, a banda lançou projetos marcantes, como o CD independente Sela ao Vivo (2003), o DVD O Grito do Sela (2005), o álbum As Melhores do Sela (2006) e o segundo DVD gravado em Fortaleza (2009), com o hit “Rala o Bum”. Em 2020, após o Carnaval, iniciou a produção de um EP com seis músicas inéditas.
Agora sob a gestão da A PRAIA Produções, a Selakuatro retoma sua essência com um repertório que mistura sucessos autorais e o especial “Pagode Raiz”. Entre as músicas confirmadas no audiovisual estão: “Madeira”, “Rala-rala”, “Viu abestalhado”, “Molequeira”, “Viola assanhada” e “Batida do Gueto”.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) divulgou nesta sexta-feira (10) o boletim de balneabilidade das praias baianas, alertando para a qualidade da água em diversos pontos do litoral.
Segundo o relatório, as chuvas recentes influenciaram na qualidade da água, aumentando os níveis de coliformes fecais, tornando algumas praias impróprias para o banho.
• São Tomé de Paripe – Em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia.
• Tubarão – Em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento.
• Penha – Em frente à barraca do Valença.
• Bogari – Em frente ao Colégio da PM (antigo Colégio João Florêncio Gomes).
• Bonfim – Ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso à praia.
• Pedra Furada – Atrás do Hospital Sagrada Família, em frente à ladeira que dá acesso à praia.
• Rio Vermelho – Próximo à escada de acesso à praia, em frente à igreja Nossa Senhora de Santana.
• Armação – Em frente ao Hotel Alah Mar e a Rua João Mendes da Costa.
• Boca do Rio – Em frente ao posto Salva Vidas.
• Patamares – Em frente ao posto Salva Vidas Patamares. Próximo ao Coliseu do Forró e Caranguejo de Sergipe.
• Farol de Itapuã – Em frente à Rua da Música (Rua K).
Um homem invadiu um mercado no bairro de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, e fez clientes reféns no estabelecimento. O caso foi registrado na noite desta segunda-feira (10).
Equipes da Polícia Militar conseguiram entrar no local e prenderam o criminoso. Segundo as informações, ele estava com uma arma e foi conduzido para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, nos Barris.
Um professor de um colégio estadual em Salvador foi preso nesta quinta-feira (28), suspeito de assediar alunas dentro da unidade de ensino, no bairro de São Tomé de Paripe, no subúrbio da capital baiana. A informação é da Polícia Civil.
O homem foi atuado em flagrante na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra Criança e ao Adolescente (Dercca), depois que duas alunas denunciaram que tiveram seus corpos tocados pelo suspeito, de acordo com informações do G1. As idades das vítimas não foram divulgadas.
A Polícia Civil detalhou ainda que o suspeito foi encaminhado para a carceragem da Dercca, unidade policial que realizou a escuta especial das adolescentes por meio de atendimento psicossocial.
A Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC), informou que está ciente do caso e abriu um processo administrativo para apuração e adoção de medidas cabíveis.
Um homem morto com perfurações de arma de fogo e arma branca foi encontrado por agentes da 19ª Companhia Independente na Rua Juruna, no bairro de São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador. O corpo foi localizado na manhã de sábado (10). As informações são do G1.
Segundo a Polícia Militar, os agentes foram acionados pelo Centro Integrado de Comunicação (CICOM) e encontraram a vítima. Chegando ao local, os militares isolaram a área e acionaram o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para remoção do corpo e realização de perícia.
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa da Polícia Civil investiga a autoria e motivação do crime.
A causa da morte de peixes e crustáceos na praia de São Tomé de Paripe, Subúrbio de Salvador, continua um mistério. Na última quinta-feira (11), os animais apareceram mortos no local após as fortes chuvas que atingiram a capital baiana.
Moradores e pescadores relatam que a situação aconteceu depois que o muro da empresa Intermarítima desabou e, segundo eles, derramou um produto químico na praia. O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi acionado e investiga o caso. O órgão descartou a possibilidade de acidente químico.
“Em virtude do indicativo feito pelos populares, os técnicos do Inema realizaram inspeção nas dependências da referida empresa, confirmando in loco que parte do muro cedeu, mas sem indicativo de qualquer vazamento. A empresa disponibilizou cópias da Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ dos produtos em operação e estocados no pátio, bem como de outros documentos, que serão analisados pela equipe de fiscalização deste Instituto, que continua acompanhando a situação”, comunicou o Inema em nota enviada ao Bahia Notícias.
O órgão de fiscalização ambiental também informou que uma equipe da Marinha do Brasil acompanhou a vistoria e informou ter realizado uma inspeção marítima na área relatada pelos pescadores e no entorno da empresa, não encontrando vestígios de derramamentos de produtos químicos na área.
OUTRO LADO
Após a publicação da matéria, a empresa informou que o terminal é licenciado pelo Inema e que "segue rigorosamente todos os protocolos ambientais e não manuseia produtos químicos, apenas granel sólido, em sua maioria fertilizantes para agricultura, com todas as medidas de segurança que impedem qualquer possibilidade de vazamento".
"A Intermarítima é rigorosa em políticas ambientais e mantém saudável relacionamento com a comunidade. Políticas sócio-ambientais são adotadas com eficácia em todos os seus projetos e regiões de atuação, contando com o apoio das lideranças locais", completou a empresa, que inicialmente não tinha se manifestado. (Atualizada às 12h59 para adicionar o posicionamento da empresa)
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O Restaurante Popular de São Tomé de Paripe, equipamento da prefeitura de Salvador, comemora nesta sexta-feira (17) sete anos de atividade com cerca de 700 mil refeições servidas para atender à população de baixa renda. O local, administrado pela Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), promove segurança alimentar e nutricional e fica localizado na Rua Santa Filomena, próximo à Unidade de Saúde da Família (USF).
Para festejar, a Sempre ofertou um cardápio especial, com direito a uma torta como sobremesa. “Um dia especial para eles [os usuários], que fazem do nosso trabalho algo muito mais significativo. E, para cada um deles, nossa meta é, além de oferecer uma alimentação saudável, balanceada, de forma a garantir segurança alimentar e nutricional, garantir também dignidade para essas pessoas, que em sua maioria vivem em situação de vulnerabilidade”, frisou o secretário da Sempre, Júnior Magalhães, reforçando que o restaurante se trata de um importante projeto social.
Por dia, são servidas cerca de 500 refeições, de forma gratuita, em cada um dos Restaurantes Populares da Prefeitura (São Tomé de Paripe e Pau da Lima). Os equipamentos funcionam de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 13h30. A unidade de São Tomé de Paripe foi a primeira a entrar em funcionamento, inaugurada em 2016. Já o equipamento de Pau da Lima foi entregue pela Prefeitura em 2020.
Nutricionista do Restaurante Popular, Leane Meireles da Silva explica que o local oferece refeições nutricionalmente adequadas e saudáveis. “O Restaurante Popular é de grande importância para as pessoas da comunidade de São Tomé de Paripe e região circunvizinhas que se encontram vulnerabilizados socialmente e em situação de insegurança alimentar e nutricional, oferecendo uma refeição nutricionalmente adequada e saudável, respeitando sempre os hábitos da população”, salientou.
Moradora de São Tomé de Paripe, Valquíria Santa Isabel destacou a importância do restaurante. “Desde quando inaugurou esse restaurante, só tenho a agradecer. Nossa população precisa e merece. O nosso dinheiro é muito pouquinho e com a alimentação daqui Deus acrescenta e dá tudo certo”, afirmou.
O bairro de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, será ocupado de 16 a 24 de fevereiro, por diferentes manifestações artísticas, incluindo música, teatro, dança, artes visuais, circo, audiovisual, literatura e artesanato. Com entrada gratuita, a Semana de Artes de São Tomé de Paripe tem como objetivo reunir artistas e grupos culturais de regiões periféricas, para que possam ampliar as ações culturais em sua comunidade.
O Festival Hype, que acontece em São Tomé de Paripe, irá receber o grupo Àttooxxá na sua quarta edição que acontece neste final de semana.
No sábado (22), o grupo baiano que se destacou pelo hit “Elas Gostam” convidou o cantor Kafé para se apresentar no Palco Souns, às 20h. Antes, o evento conta com Choros Comfusão, Papo de Autor, Zabah Bush e Visioonários.
Já no domingo (23), o palco do Festival recebe o grupo Diamba que convidou a cantora Ju Morais, e também as apresentações de Peu Del Rey, Grupo Botequim, Lukas Kintê e PUMM – Por Um Mundo Melhor.
Além de música, o evento reúne gastronomia, moda, música, arte e sustentabilidade. A entrada do evento é gratuita. Confira a programação do Palco Sounds:
Sábado
16h – Choros Comfusão
17h – Papo de Autor
18h – Zabah Bush
19h – Visioonárias
20h – Àttooxxá convida Kafé
Domingo
13h – PUMM - Por Um Mundo Melhor
16h – Lukas Kintê
17h – Peu Del Rey
18h – Grupo Botequim
19h – Diamba convida Ju Moraes
O Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) está fornecendo 60 vagas para o público de 07 a 11 anos, que moradores das comunidades de São Tomé de Paripe e Alto do Tororó para iniciação musical e canto coral. As atividades e inscrição são gratuitas e devem ser feitas na Associação de Moradores de São Tomé de Paripe (AMSTP) ou na Associação Comunitária do Alto do Tororó (ACAT). Elas começaram nesta segunda-feira (19) e terminam nesta sexta-feira (23), no turno da tarde, das 14h às 17h. Os responsáveis precisam levar os seguintes documentos no ato da inscrição: identidade e CPF da criança, identidade do responsável, comprovante de endereço, comprovante de matrícula da criança escolar, número do NIS, cartão do SUS e foto 3x4. As atividades musicais são realizadas nas sedes da AMSTP e ACAT – parceiras do projeto, duas vezes por semana (segundas e sextas), das 13h30 às 15h e das 15h às 16h30. O diferencial desse trabalho é que todas as crianças participantes recebem também atendimento psicossocial, realizado por uma profissional da área de assistência social vinculada ao setor de desenvolvimento social do NEOJIBA. Em entrevista ao Bahia Notícias, Marcos Rangel, maestro coordenador do Neojiba e Olgair Marques, coordenadora de Desenvolvimento Social contaram mais detalhes sobre o projeto citado acima (veja aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.