Laudo preliminar do Inema aponta presença de cobre e nitrato na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador
Por Redação
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou, nesta terça-feira (3), que análises preliminares identificaram concentrações elevadas de nitrato e cobre na praia de São Tomé de Paripe, localizada no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
De acordo com o órgão, a avaliação foi realizada após moradores relatarem o aparecimento de líquidos de coloração azul e amarela na faixa de areia da praia. A análise faz parte de um laudo preliminar elaborado a partir de inspeções técnicas realizadas em diferentes pontos da orla nos dias 20, 24 e 26 de fevereiro.
Segundo o Inema, ainda não há confirmação sobre a origem dos materiais identificados. Enquanto as investigações estiverem em andamento, o acesso da população à área permanece restrito. O instituto também informou que placas de advertência serão instaladas no local.
Conforme detalhado pelo órgão ambiental, o líquido amarelo indica a presença de nitrato, enquanto o líquido azul aponta concentração de cobre.
Os vestígios foram encontrados na faixa de areia localizada atrás de uma empresa que realiza operações de estocagem e movimentação de graneis sólidos.
O Terminal Itapuã se manifestou publicamente sobre o aparecimento de substâncias no sedimento arenoso da Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. O caso vem sendo fiscalizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e também está sob análise de especialistas contratados pela própria empresa.
Em nota, o terminal afirma que, desde as primeiras ocorrências, colocou-se à disposição do órgão ambiental para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. Segundo a empresa, há interesse direto na identificação da origem das substâncias e na adoção das medidas cabíveis contra eventual responsável.
De acordo com o comunicado, um levantamento detalhado das cargas movimentadas, solicitado e já encaminhado ao Inema, aponta que os materiais de coloração azul e amarela encontrados na areia não teriam compatibilidade com os produtos atualmente operados pelo terminal.
A empresa sustenta ainda que as circunstâncias do caso indicam a necessidade de uma apuração que leve em conta o histórico operacional da área. Nesse sentido, defende que a antiga proprietária e operadora do terminal apresente os relatórios de investigação ambiental produzidos por consultoria contratada à época, documentos que, segundo o Terminal Itapuã, ainda não foram disponibilizados.
O terminal afirma que segue operando regularmente, em conformidade com a legislação ambiental e com as licenças vigentes. Destaca, ainda, possuir certificações internacionais como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 e Ecovadis Prata, relacionadas a padrões de qualidade, gestão ambiental e segurança.
Por fim, o Terminal Itapuã reafirmou compromisso com a transparência e o diálogo institucional, e informou que aguarda a conclusão das análises técnicas para o esclarecimento definitivo do caso.
(atualizado às 16h com o pronunciamento do Terminal Itapuã)
