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Mais uma seleção classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo foi revelada na tarde desta quarta-feira (1º). A Inglaterra se complicou no início do jogo contra a República Democrática do Congo, mas contou com um dia iluminado de Harry Kane, que marcou dois gols, embalou a virada inglesa por 2 a 1 e garantiu a classificação para a fase seguinte.
Em Atlanta, no Mercedes-Benz Stadium, Brian Cipenga foi rápido, aproveitou o cruzamento de Chancel Mbemba e abriu o placar para os Leopardos aos sete minutos. Somente na segunda etapa, aos 30’, Anthony Gordon cruzou na área e Harry Kane cabeceou para o fundo das redes. Aos 41’, o centroavante repetiu a dose e balançou o barbante para garantir a classificação dos Três Leões.
Após os dois gols decisivos marcados por Harry Kane, o centroavante chegou a marca de cinco gols marcados na atual edição da Copa do Mundo, ficando atrás apenas do argentino Lionel Messi e do francês Kylian Mbappé, que somam seis. Considerando todas as Copas que o atacante inglês jogou, agora ele coleciona o número de 13 tentos marcados.
Com o resultado, ficou definido também o próximo desafio da Inglaterra. A seleção inglesa enfrenta um dos donos da casa, o México. No próximo domingo (5), às 21h (horário de Brasília), as duas equipes se enfrentam no Estádio Azteca, na Cidade do México, pelas oitavas de final.
Vale ressaltar que, em caso de classificação da Seleção Brasileira contra a Noruega, no jogo de domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final. O Brasil ficará de olho no confronto entre México e Inglaterra, pois é deste duelo que sairá o adversário seguinte da Canarinho, nas quartas de final
A classificação do México às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 terminou em luto na Cidade do México nesta quarta-feira (1°). Três pessoas morreram por asfixia durante os festejos pela vitória por 2 a 0 sobre o Equador, resultado que levou a seleção mexicana à próxima fase do Mundial.
As vítimas foram identificadas pelas autoridades locais como um homem de 44 anos, uma mulher de 48 e uma jovem de 19. Os três casos ocorreram em meio à grande concentração de torcedores nas imediações do Paseo de la Reforma, uma das principais avenidas da capital mexicana e ponto tradicional de celebrações populares no país.
Segundo as autoridades da Cidade do México, equipes de emergência foram acionadas após relatos de pessoas inconscientes em diferentes pontos da região. O atendimento mobilizou paramédicos, bombeiros, policiais e integrantes da defesa civil.
O homem de 44 anos e a jovem de 19 receberam manobras de reanimação ainda nas proximidades da avenida e foram levados a hospitais da região, mas não resistiram. A mulher de 48 anos foi localizada inconsciente na rua de Berna, na colônia Juárez, e também chegou a ser encaminhada para atendimento médico, com óbito confirmado em seguida.
A chefe de Governo da Cidade do México, Clara Brugada Molina, lamentou as mortes e afirmou que os protocolos de socorro foram acionados.
"Como informou a Secretaria de Saúde, as equipes de emergência da Cidade do México atenderam de maneira imediata o notificação de três pessoas inconscientes em diferentes pontos nas imediações da avenida Paseo de la Reforma. Foram ativados todos os protocolos de atendimento médico, no entanto, lamentavelmente, elas perderam a vida. Estamos em contato com seus familiares para oferecer todo o apoio e acompanhamento necessário. De coração, envio um abraço e minhas mais sinceras condolências aos seus entes queridos. Reiteramos o apelo para sempre celebrar com responsabilidade, cuidado e empatia", lamentou Clara Brugada Molina.
A tragédia ocorreu em uma noite de forte mobilização popular. Milhares de torcedores foram às ruas após a vitória mexicana no Estádio Azteca. O triunfo teve peso histórico para o país, por ter sido o primeiro do México em uma partida de mata-mata de Copa do Mundo em 40 anos.
Dentro de campo, a seleção mexicana venceu o Equador por 2 a 0 diante de mais de 80 mil torcedores no Azteca. Com o resultado, avançou às oitavas de final e seguirá jogando em casa na próxima fase.
O próximo compromisso do México será neste domingo (5), às 21h, no horário de Brasília, novamente no Estádio Azteca. O adversário sairá do confronto entre Inglaterra e República Democrática do Congo.
Caso avance, a seleção mexicana deixará a sede na capital do país e passará a disputar o restante da Copa nos Estados Unidos.
Marcas seguem sendo batidas na atual edição da Copa do Mundo. Na noite deste sábado (27), a República Democrática do Congo conseguiu uma classificação inédita para o mata-mata da Copa do Mundo depois de vencer o Uzbequistão de virada por 3 a 1, na terceira rodada do Grupo K.
No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Eldor Shomurodov marcou um belo gol de cavadinha para deixar o Uzbequistão na frente do placar logo aos dez minutos.Somente aos 23’ da segunda etapa que Yoane Wissa empatou, de pênalti, para o RD Congo. Aos 33’, veio a virada com Fiston Mayele. Para sacramentar a classificação e arrancar o grito da garganta do torcedor, Wissa balançou as redes para os Leopardos mais uma vez.
Com o resultado, a República Democrática do Congo chegou aos quatro pontos somados e se consolidou como uma das oito melhores terceiras colocadas da fase de grupos da Copa. Agora na fase 16 avos de final, a sensação africana do Mundial vai enfrentar a Inglaterra, novamente no Mercedes-Benz Stadium, na próxima quarta-feira (1º), às 13h (horário de Brasília).
No sétimo dia de Copa do Mundo, a seleção de Portugal ficou apenas no empate com a estreante República Democrática do Congo, nesta quarta-feira (17). Jogando no Texas, os portugueses até abriram o placar, mas mesmo tendo CR7 em campo, a Seleção das Quinas viram os Leopardos, que antes eram Zaire e agora RD Congo, empatarem ainda no primeiro tempo.
No NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, João Neves precisou de apenas seis minutos para balançar as redes e levantar os adeptos da Seleção das Quinas. Em um estádio bem preenchido, com 68.777 torcedores – de Portugal e República Democrática do Congo – os Leopardos empataram nos acréscimos do primeiro tempo depois da cabeçada certeira de Yoane Wissa. Assim terminou o jogo, 1 a 1 na abertura do Grupo K.
No último jogo desta noite, Uzbequistão e Colômbia se enfrentam às 23h. Também participantes do Grupo K, duelam no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, no México.
Cristiano Ronaldo alcançou mais uma marca histórica nesta quarta-feira (17). Escalado como titular na estreia de Portugal diante da República Democrática do Congo, em Houston, o atacante passou a integrar o grupo de jogadores com mais participações em Copas do Mundo.
Aos 41 anos, o português chegou à sexta edição do torneio, igualando o argentino Lionel Messi e o mexicano Guillermo Ochoa no topo da lista de atletas com mais Mundiais disputados.
Ronaldo também figura entre os jogadores mais velhos a atuar na história da competição. Com 41 anos e 132 dias, ele é o segundo atleta mais experiente desta edição, atrás apenas do goleiro escocês Craig Gordon. No ranking geral das Copas, está entre os cinco mais velhos a entrar em campo, tendo como referência máxima o egípcio Essam El Hadary, que atuou no Mundial de 2018.
Além da longevidade, o camisa 7 segue na disputa por outros recordes. Ronaldo é o jogador com gols marcados em mais edições diferentes de Copa do Mundo. O recorde passou a ser compartilhado com Messi após o argentino balançar as redes na estreia da Argentina contra a Argélia, alcançando cinco Mundiais distintos com gols. O português, porém, pode voltar a se isolar caso marque nesta edição.
Outro objetivo é avançar na lista de atletas com mais partidas disputadas em Copas. Com o confronto diante da RD Congo, Ronaldo chegou a 23 jogos e igualou o italiano Paolo Maldini. Ainda neste Mundial, ele poderá superar o alemão Miroslav Klose e alcançar Lothar Matthäus, ambos com 25 partidas.
A liderança do ranking pertence a Messi, que soma 27 jogos em Copas do Mundo após a estreia da Argentina na edição de 2026.
BN na Copa: Entenda o protesto por trás do lance que pareceu "piada" em Brasil x Zaire na Copa de 74
Em 22 de junho de 1974, no Parkstadion, em Gelsenkirchen, na Alemanha Ocidental, Brasil e Zaire entraram em campo para disputar uma partida que, à primeira vista, parecia apenas mais um confronto da fase de grupos da Copa do Mundo. O Brasil era o atual campeão mundial e ainda carregava parte da geração que encantou o planeta em 1970. O Zaire, por sua vez, fazia sua estreia no torneio e representava um marco histórico: era a primeira seleção da África Subsaariana a disputar uma Copa do Mundo. O que aconteceria naquela tarde, porém, transformaria um lance de poucos segundos em uma das imagens mais conhecidas da história do futebol. Durante décadas, ela seria interpretada de forma equivocada. Para compreender aquele momento, é preciso voltar alguns meses.
O Zaire chegava à Copa cercado de expectativas. O país, atualmente chamado República Democrática do Congo, era governado desde 1965 por Mobutu Sese Seko, líder de um regime autoritário que buscava utilizar o esporte como instrumento de prestígio nacional. O futebol ocupava papel central nesse projeto. O governo investiu recursos significativos na seleção nacional, conhecida como Os Leopardos, e os resultados apareceram. O Zaire conquistou a Copa Africana de Nações em 1968 e novamente em 1974, além de garantir vaga para o Mundial ao superar o Marrocos nas eliminatórias. Para muitos observadores da época, tratava-se da seleção africana mais forte já vista até então.
A classificação para a Copa foi celebrada como um feito político e esportivo. O governo transformou os jogadores em símbolos nacionais. A participação no Mundial era vista como uma oportunidade de projetar internacionalmente a imagem de um país moderno e forte. As expectativas internas, contudo, rapidamente se transformaram em uma fonte de pressão.
A campanha começou com uma derrota relativamente honrosa por 2 a 0 para a Escócia. O resultado não foi considerado desastroso, mas os problemas nos bastidores já haviam começado. Segundo diversos relatos posteriores dos próprios jogadores, eles descobriram durante a competição que os bônus prometidos pela classificação e pela participação na Copa não chegariam às suas mãos. Os atletas afirmaram que dirigentes e intermediários ligados ao regime haviam se apropriado dos valores. A indignação foi imediata.
O clima piorou antes da segunda partida. Anos depois, o capitão Raoul Kidumu e o defensor Mwepu Ilunga relataram que os jogadores cogitaram não entrar em campo contra a Iugoslávia como forma de protesto. Segundo Ilunga, houve ameaças para que a equipe jogasse. O resultado foi uma atuação desastrosa e uma derrota por 9 a 0, até hoje uma das maiores goleadas da história das Copas do Mundo.
O impacto daquela derrota foi enorme. O time que havia chegado à Alemanha como campeão africano tornou-se alvo de críticas internacionais. Dentro do Zaire, a situação era ainda mais delicada. A humilhação esportiva era interpretada como um constrangimento para um governo que havia apostado sua projeção internacional na equipe. Segundo relatos dos próprios jogadores, após o desastre diante da Iugoslávia, representantes do regime transmitiram uma mensagem clara: uma nova goleada contra o Brasil poderia trazer consequências graves. Diferentes versões mencionam limites distintos, três ou quatro gols de diferença, mas todas convergem para a existência de ameaças e intimidação.
Foi nesse contexto que o Zaire entrou em campo para enfrentar a Seleção Brasileira. O placar final de 3 a 0 sugere um jogo relativamente controlado, mas a partida foi marcada pela tensão. O Brasil precisava vencer para manter vivas as chances de avançar. O Zaire, por sua vez, jogava sob o peso da derrota anterior e das notícias que circulavam dentro da delegação.
Aos 33 minutos do segundo tempo, ocorreu o episódio que entraria para a história. O Brasil preparava uma cobrança de falta próxima à área africana. Enquanto a barreira se organizava e os brasileiros discutiam a cobrança, o defensor Joseph Mwepu Ilunga saiu correndo da formação defensiva e chutou a bola para longe antes que a falta fosse cobrada. O árbitro mostrou cartão amarelo.
Durante décadas, a cena foi repetida em programas esportivos e documentários como exemplo de desconhecimento das regras. Em muitos países, consolidou-se a narrativa de que Ilunga não sabia como funcionava uma cobrança de falta. A imagem reforçou estereótipos sobre a participação africana naquele Mundial.
A verdadeira explicação só ganharia ampla divulgação muitos anos depois. Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, reproduzida pela ESPN em 2014, Ilunga rejeitou a ideia de que desconhecia as regras do futebol. Ele lembrou que era um jogador experiente e integrante de uma equipe campeã africana. Segundo seu relato, o gesto foi deliberado.
Sobre a situação da equipe durante o torneio, afirmou: “Duas horas antes do pontapé inicial, ainda não queríamos jogar. Depois vieram as ameaças. Disseram-nos para jogar, caso contrário, seríamos enviados para uma masmorra. Então fomos para o campo, mas sabotamos o jogo. Um pouco como uma greve. Foi por isso que perdemos por 9 a 0.”
Ao explicar especificamente o lance contra o Brasil, Ilunga declarou: “Ao mesmo tempo, também foi uma oportunidade que aproveitei para provocar o árbitro. Eu queria que ele me desse um cartão vermelho. Disse para mim mesmo: ‘Não vou jogar mais. Por que permanecer em campo e correr o risco de não voltar para casa, enquanto as pessoas que pegaram nosso dinheiro nos observam tranquilamente das arquibancadas?’”.
Em outras palavras, o chute na bola não foi fruto de ignorância. Segundo o próprio protagonista, tratou-se de um ato de protesto, desespero e tentativa de expulsão voluntária. Ele queria deixar o campo. Estava revoltado com a questão dos bônus, frustrado com a situação da equipe e assustado com as ameaças que os jogadores acreditavam sofrer. O árbitro, porém, aplicou apenas cartão amarelo, obrigando-o a continuar na partida.
O Brasil venceria por 3 a 0. O resultado ficou exatamente no limite mencionado em alguns dos relatos posteriores dos jogadores, evitando uma derrota ainda mais pesada. O Zaire foi eliminado sem marcar gols e com 14 sofridos em três partidas. A imagem do lance de Ilunga acabaria sobrevivendo por muito mais tempo do que qualquer análise sobre as circunstâncias que cercavam aquela seleção.
Nas décadas seguintes, muitos integrantes daquela equipe afirmaram sentir-se injustiçados pela forma como foram retratados. Para eles, a história do Zaire em 1974 não era a de um grupo de atletas despreparados, mas a de uma seleção campeã africana que chegou ao maior palco do futebol envolvida em disputas políticas, promessas financeiras não cumpridas e pressões incompatíveis com a normalidade esportiva.
Assim, o chute de Mwepu Ilunga permanece como uma das imagens mais famosas da história das Copas do Mundo. Porém, à luz dos relatos posteriores, o episódio deixa de parecer uma simples curiosidade folclórica. Ele se torna o retrato de um momento em que futebol, política, medo e protesto se encontraram dentro de campo, diante de milhões de espectadores que, durante muitos anos, acreditaram estar vendo apenas um erro grotesco de um jogador que não conhecia as regras do jogo. Na realidade, segundo o próprio Ilunga, era exatamente o contrário: ele sabia muito bem o que estava fazendo.
A seleção da República Democrática do Congo precisará cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de embarcar para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo. A informação foi confirmada pelo diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, em entrevista à ESPN norte-americana.
A delegação congolesa está em preparação na Bélgica e deverá permanecer isolada até a viagem para Houston, marcada para 11 de junho.
“Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua bolha por 21 dias antes de poderem vir a Houston em 11 de junho. Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os EUA”, afirmou o dirigente.
A medida ocorre em meio ao monitoramento do surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. A FIFA informou que mantém contato com a federação congolesa e autoridades sanitárias dos Estados Unidos, México, Canadá e da Organização Mundial da Saúde para acompanhar a situação.
Segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde, o surto já provocou 177 mortes e soma cerca de 750 casos suspeitos. O diretor-geral da OMS afirmou que ainda não há vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelos casos atuais, embora exista expectativa de avanço nos próximos meses.
Nesta semana, o CDC, órgão de controle de doenças dos EUA, também adotou restrições para viajantes que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda e South Sudan. A medida pode impactar torcedores da seleção africana que pretendem acompanhar o Mundial.
Apesar das restrições sanitárias, a participação da República Democrática do Congo na competição segue mantida. A equipe integra o Grupo K, ao lado da Colômbia, Portugal e Uzbequistão. A estreia será diante da seleção portuguesa, liderada por Cristiano Ronaldo, em 17 de junho, em Houston.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Caiado
"Vocês que têm essa capacidade toda e sensibilidade de serem mães, criar os filhos, os nossos lares, estruturar as nossas famílias. Esta é a verdade, o verdadeiro poder da mulher. A nossa formação no dia a dia é a cultura brasileira. Nós somos muito mais uma criação matriarcal, como a grande protetora é o nosso lar".
Disse o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), ao afirmar que as mulheres exercem um papel central na proteção das famílias e possuem mais influência do que os homens nas decisões tomadas dentro do lar. As declarações foram feitas durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.