Artigos
Bahia registra menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos
Multimídia
João Cláudio Bacelar defende permanência da Câmara na Praça Thomé de Souza
Entrevistas
Diretor do FIDA/ONU no Brasil reforça parcerias na Bahia para geração de emprego e renda no campo
uniao brasil
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, se manifestou nas redes sociais sobre a participação do partido no governo federal. Em publicação nesta quarta-feira (27), ele afirmou nunca ter sido favorável à ocupação de cargos pelo União Brasil na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No texto, Neto declarou que, diante dos acontecimentos recentes, considera necessária uma deliberação da executiva nacional do partido, já marcada para a próxima terça-feira. A proposta, segundo ele, será a imediata entrega de todas as funções atualmente ocupadas por membros da legenda no governo.
“Já passou da hora dessa decisão ser tomada. É por esse motivo que, na condição de membro da executiva, proporei a inclusão na pauta e a votação na próxima semana”, escreveu o dirigente.
Atualmente o União Brasil conta com três nomes ligados ao partido na Esplanada dos Ministérios: Celso Sabino (Turismo), Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).
O presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, comentou sobre a situação do deputado estadual Marcinho Oliveira na legenda e confirmou a saída dele do partido. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (25), Azi afirmou que "ninguém é obrigado" a acompanhar as decisões políticas do partido e que Marcinho não é mais considerado um membro da sigla.
Azi explicou que o deputado estadual entrou com um pedido de desligamento oficial, que já foi autorizado pela direção do União Brasil. Segundo o presidente, a decisão de Marcinho reflete a dificuldade de se manter na oposição ao governo do estado, uma postura que "nem todo mundo aguenta".
"Nem todo mundo aguenta as agruras da oposição (...). Nós não consideramos mais o deputado Marcinho Oliveira como membro do União Brasil, apesar de mantermos nossas relações pessoais de amizade. Do ponto de vista político, nós já conversamos, inclusive, ele já fez um encaminhamento para o partido solicitando seu desligamento, prontamente o partido já deixou ele à vontade para que ele possa pleitear a justa causa na justiça eleitoral para que ele possa seguir o caminho que ele desejar", disse Azi.
Com a iminente federação com o PP, o deputado federal reforçou que só permanecerão na nova aliança aqueles que apoiarem a candidatura de ACM Neto (União) ao governo do estado em 2026.
“Ninguém vai estar obrigado a participar da nossa caminhada no próximo ano. Só estarão aqui aqueles que acreditam em nosso projeto. Aqueles que enxergam que nesse momento chegou a hora da mudança na Bahia e que todos nós, muito confiantes, de que a mudança se dará com ACM Neto em 2026. Aqueles que acreditarem estarão conosco e tenho certeza que estarão ao lado da maioria da população de nossa população”, ressaltou o presidente do União-BA.
MARCINHO OLIVEIRA NO PRD
Em junho, Marcinho Oliveira admitiu conversas para se filiar ao PRD (Partido Renovação Democrática), após participar do anúncio da formação da federação do partido com o Solidariedade em um evento em Brasília.
"Estamos dialogando sobre isso. Eu tenho uma boa relação com Ovasco e com o líder do PRD na Câmara, deputado Fred Costa (MG). O PRD quer crescer na Bahia no pleito de 2026, e há um projeto em andamento com esse objetivo. Mas uma mudança, ou não, só pode ser confirmada a partir da abertura da janela partidária, em março de 2026", afirmou o deputado na época.
Caso a filiação se confirme, o PRD passará a ter dois representantes na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), junto a Binho Galinha. Vale lembrar que, em abril, o Bahia Notícias havia noticiado um pedido de expulsão de Marcinho do União Brasil por "infidelidade partidária", mostrando que o rompimento já vinha sendo discutido há alguns meses.
O deputado federal e presidente do União Brasil na Bahia, Paulo Azi, comentou, nesta segunda-feira (25), sobre a federação do partido com o Partido Progressista (PP). Segundo ele, em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, este será um passo natural para a redução dos partidos no Brasil.
"Esse movimento de fusão e federação é um passo natural para reduzir o número de partidos no Brasil. A Federação União Progressista se tornou a maior força com representação no Congresso, governadores e prefeitos em todo o país, e na Bahia é evidente que o União Brasil tem maior representatividade. Mas é fundamental termos o Progressistas ao nosso lado, como já aconteceu nas eleições de 2022", iniciou ele.
O parlamentar também dissertou sobre os diálogos que ainda irão ocorrer com o presidente do PP na Bahia, Mario Negromonte Jr., juntamente com outros representantes da legenda no estado.
“Tenho muito carinho pelo deputado Mário Júnior, é um parceiro com quem convivo quase diariamente em Brasília. As conversas sobre a composição do diretório vão ocorrer após a decisão do TSE, envolvendo não só ele, mas também Cajado e João Leão, que são lideranças centrais do PP na Bahia", concluiu.
Assista ao vivo:
A deputada federal Roberta Roma (PL) e ACM Neto (União Brasil) demonstraram uma possível reconciliação ao aparecerem juntos em uma foto, postada nas redes sociais da deputada. A publicação sinaliza um contato amigável após um período de dois anos de distanciamento e divergências políticas.
Na legenda, a deputada sugere que, apesar dos conflitos, "o propósito de vida falou mais alto" e "o amor voltou a imperar", em uma clara referência ao fim das desavenças. "Quem diria que depois de tantas farpas, viriam abraços?", questiona a parlamentar.
O atrito entre os dois líderes políticos se intensificou durante as eleições estaduais de 2022, quando o marido de Roberta, o ex-ministro João Roma, e ACM Neto foram adversários diretos na disputa pelo governo da Bahia. A campanha foi marcada por trocas de acusações duras e críticas públicas.
Na época, João Roma chegou a afirmar que Neto não estava "psicologicamente preparado para governar o estado", enquanto ACM Neto o classificou como "desleal" e movido por "sede de poder". Apesar da tensão e o silêncio de Roberta com uma "decepção" no conflito político, João Roma declarou apoio a Neto no segundo turno das eleições, em uma clara tentativa de união contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
RELEMBRE A RELAÇÃO
A aproximação atual contrasta diretamente com o rompimento público que marcou a relação entre o grupo político de João Roma, marido da deputada, e ACM Neto. Por mais de duas décadas, Roma foi um dos principais aliados de Neto, atuando inclusive como seu chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador, mas a amizade chegou ao fim em 2021.
A ruptura ocorreu quando João Roma aceitou o convite para ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, contra a vontade de ACM Neto. O ex-prefeito, que é padrinho de um dos filhos de Roma, classificou a decisão como uma "traição política" e uma "decepção indescritível". A vereadora Roberta Caires (Patriota), aliada de Neto, chegou a acusar o ministro de ingratidão.
A própria Roberta Roma já se manifestou sobre o fim da amizade: "Tínhamos uma relação pessoal de mais de 20 anos. Fui testemunha da dedicação de João a Neto durante todo esse tempo. A decepção que senti depois da declaração dada, após a nomeação, foi algo indescritível", disse ela.
O conflito político atingiu seu auge durante as eleições de 2022, quando tanto João Roma quanto ACM Neto se candidataram ao governo da Bahia. A disputa foi marcada por críticas, com Roma questionando a capacidade de Neto de governar o estado, enquanto Neto o acusava de deslealdade.
Apesar das críticas, João Roma declarou voto em ACM Neto no segundo turno, o que foi visto como uma primeira tentativa de reaproximação. João Roma já havia admitido publicamente que uma reaproximação com Neto seria inevitável para as definições do cenário político de 2026. A foto postada por Roberta Roma confirma que o diálogo político já foi retomado.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou, nesta quarta-feira (20), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após ele defender o afastamento da federação União-Progressista do governo Lula (PT). Segundo ele, a "máscara" dele "caiu" e que agora é possível "enxergar qual é o lado dele" após ele ter ficado "em cima do muro entre PT e Bolsonaro" na última eleição.
"Ele está tendo um movimento mais claro agora, porque durante a campanha que disputamos em 2022, ele ficou em cima do muro, dizendo que tanto faz o Lula ou Bolsonaro.(...) Agora, pelo menos, está defendendo o bolsonarismo, um grupo que vai para fora do país bater continência e quer que os EUA destrua a economia e os empresários brasileiros. Está caindo a máscara dele e estamos conseguindo enxergar qual o lado que ele tem", declarou o governador ao Globo.
A declaração do petista ocorreu um dia após ACM declarar, em cerimônia da federação da União Progressista, que seu grupo não vai se aproximar de Lula (PT) para as eleições de 2026. Atualmente, quatro ministros da federação ocupam cargos na gestão federal.
"Não estamos cogitando, nesse momento, nenhum tipo de aproximação, alinhamento ou entendimento com o governo. Nós não estaremos no projeto do PT, portanto, não é razoável haver a ocupação de cargos num governo no qual nós certamente não faremos parte nas eleições de 2026", disse ACM.
A oficialização da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), nesta terça-feira (19), em convenção conjunta em Brasília, consolidou a criação da União Progressista, nova potência da política nacional. Com 109 deputados federais, 14 senadores (15 a partir desta semana), 1.335 prefeitos e sete governadores, a aliança já nasce como a maior força partidária do país em número de mandatos e volume de recursos públicos.
O ex-prefeito de Salvador e presidente da Federação na Bahia, ACM Neto (União), falou sobre o partido ser um motivo de esperança aos brasileiros, de ter representantes que possam ser inspirações às pessoas.
“Milhões de brasileiros estão órfãos, não são órfãos de pai e de mãe, são órfãos de representação política, órfãos de lideranças inspiradoras, órfãos de referência na vida pública nacional. Nós, administrando conflitos das nossas bases, nós estamos, no dia de hoje, dando uma resposta a esses milhões de brasileiros que estão órfãos de lideranças inspiradoras no nosso país”, disse ele.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), afirmou que a união das duas legendas “contribuirá de forma decisiva para o futuro do Brasil e da Bahia”.
“Nosso partido, por aclamação, decidiu pela federação. Estão aqui prefeitos de todo o Brasil, vereadores, deputados estaduais, representantes no Congresso e nossos governadores. Nossa federação vai contribuir de forma decisiva para o futuro do Brasil e para o futuro da Bahia”, destacou Bruno.
LEIA TAMBÉM:
- Mario Jr. não deve estar presente em ato de federação do PP com União e relação segue incerta na Bahia
- Cajado detalha acordo sobre presidência da federação União-PP nos estados e comenta saída de ministros
O presidente do PP de Salvador, Cacá Leão, também reforçou que a União Progressista nasce com força para disputar espaço político no cenário nacional, mas sem perder de vista a Bahia.
“Marcharemos, juntos, na pré-candidatura de ACM Neto ao governo do estado, abraçando o sentimento de mudança que está presente na cabeça dos baianos, que não estão satisfeitos com o governo atual”, disse Cacá.
Além da influência nos diretórios estaduais, a nova federação terá a maior fatia do fundo eleitoral e partidário: R$ 953,8 milhões e R$ 197,6 milhões, respectivamente, em valores de 2024. Na prática, isso amplia o poder de articulação da União Progressista em todo o país.
O deputado federal Claudio Cajado (PP) comentou a situação dos filiados do Progressistas que integram a base do governo, em meio à formalização da federação com o União Brasil, principal partido de oposição. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), Cajado elogiou o governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas ressaltou sua atuação política como "independente".
"Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário", afirmou Cajado.
Com uma iminente debandada de deputados estaduais do PP, o parlamentar afirmou que o apoio da bancada do Progressistas na Assembleia Legislativa (AL-BA) a Jerônimo ocorre por meio de seus mandatos, e não em nome do partido.
"Os deputados estaduais, esses participam, recebem benefícios, fazem pedidos e etc. Em relação ao futuro, como isso vai ficar, eu não sou governo nem oposição, eu sou independente, assim como o PP é na Bahia. Os deputados estaduais apoiam o governo através do mandato deles, não em nome do partido. Eu e Mário Negromonte Jr. somos independentes. Faço uma política de que se puder ajudar eu ajudo, atrapalhar não contempla meu mandato", completou.
Confira:
O deputado federal Claudio Cajado (PP) detalhou o acordo para a provável nova federação entre União Brasil e Progressistas (PP), explicando como será a escolha dos presidentes estaduais. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), Cajado revelou que o critério principal será a prioridade para o partido que tiver o maior número de deputados federais no respectivo estado.
Segundo o parlamentar, a nova federação terá nove estados liderados pelo União Brasil e outros nove pelo Progressistas. Cajado informou que há nove unidades da federação que ainda precisarão ser deliberadas pela executiva nacional
O acordo estabelece que o partido com a maior bancada de deputados federais em cada estado ficará com a presidência da federação. Segundo Cajado, a divisão ficou da seguinte forma:
União Brasil ficou com:
- Ceará
- Goiás
- Amazonas
- Bahia
- Amapá
- Mato Grosso
- Pará
- Rio Grande do Norte
- Rondônia
Progressistas ficou com:
- Acre
- Alagoas
- Espírito Santo
- Mato Grosso do Sul
- Pernambuco
- Piauí
- Rio Grande do Sul
- Roraima
- Santa Catarina
As nove unidades da federação que ainda dependem de deliberação da executiva nacional são: Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.
"Nosso critério foi esse, pelo número de deputados federais a presidência da federação ficará nesses estados com o partido entre União e PP que tenha o maior número de deputados federais. Em nove estados, a direção nacional irá deliberar. Isso vai ser votado amanhã em convenção nacional às 14h em prazo até cinco dias depois do deferimento do TSE dessa federação. Então, os estados, em sua maioria, já estão definidos”, explicou Cajado.
MINISTROS EM DESEMBARQUE DO GOVERNO
Cajado também comentou sobre a permanência dos ministros do União Brasil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O deputado afirmou que a possível saída desses quadros ainda não foi discutida. Ele indicou que o foco atual é construir a federação “um passo de cada vez”.
“A gente ainda não chegou a esse ponto. Vamos por passos, a federação ela otimiza os candidatos e otimiza também o resultado eleitoral. Você está juntando duas forças que pensam de forma mais ou menos igual para poder ter um resultado eleitoral melhor e maior. Temos 113 deputados federais com perspectiva de aumentar em 2026 ainda mais. No segundo momento, a executiva vai se reunir e deliberar. Hoje a federação vai ser feita, mas não existe ainda um projeto político nacional próprio de candidatura. Surgindo e sendo deliberado por aquele caminho, a consequência pode ocorrer em desembarque ou não do governo”, respondeu Cajado.
Confira:
O deputado federal e ex-presidente do União Brasil, Luciano Bivar (PE), acusa Antonio Rueda, o atual presidente do partido, de negociar diretórios estaduais e municipais em troca de dinheiro. O ex-presidente do partido declarou que presenciou algumas vendas de diretórios, como de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em nota, o partido repudiou as declarações e disse que "os fatos narrados simplesmente não aconteceram".
"Em troca (dos diretórios), ele recebia propinas, e eu não acreditava que aquilo era verdade. Me penitencio muito por isso, porque não faltavam sinais, não faltavam denúncias, mas como eu já o conhecia há 20 anos, ou melhor, pensava que o conhecia há 20 anos, não acreditava", declarou Bivar, em entrevista à Folha de S. Paulo.
Os dois tinham uma relação próxima até o ano passado, quando Rueda, na época vice-presidente da legenda, deixou claro sua vontade de substituir Bivar no comando do partido. Depois disto, os dois geraram divisões políticas e ocorreram até ameaças de mortes.
O União Brasil avaliou as acusações como "falsas e levianas". De acordo com informações do Globo, o União também definiu a postura do ex-dirigente como "o rancor que não assimilou a derrota do seu projeto pessoal de perpetuação em nosso partido, não satisfeito com sua renovação". Sobre as declarações dos diretórios, o União disse que as definições seguem conforme as leis e são "auditadas e registradas".
O pernambucano disse que não tem provas, entretanto tem "absoluta certeza" das vendas. Ele também afirmou que teria expulsado Rueda caso soubesse disso e tivesse provas.
"A melhor coisa foi me separar dele ainda em vida. Imagina se eu morresse? Meus amigos e meus filhos sempre o venerariam como um grande amigo que tive. Tive tempo suficiente para dizer que aquele cara não é meu amigo, é um psicopata, um amoral, que tem uma necessidade imperiosa de aparecer, de comprar carros bonitos, de fazer festas ostensivas", afirmou Bivar.
Os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, marcaram para o dia 19 de agosto, em Brasília, as convenções nacionais que irão deliberar sobre a criação da federação entre as duas siglas, denominado de União Progressista.
Durante as reuniões, será votada a aprovação do estatuto da nova federação, além de outros temas ligados à formalização da aliança entre os partidos.
As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto (União), afirmou que a base governista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) “tem mais problemas” do que a oposição liderada por ele, no que diz respeito a manutenção e formação de alianças para a disputa eleitoral de 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (28), o líder do União Brasil na Bahia rebateu às críticas do governo de que as alianças oposicionistas estariam fragilizadas.
Em sua resposta, ACM Neto citou a situação da base petista com PSD e suas figuras como Otto Alencar e Angelo Coronel. “Qual é maior debate político que ocorre hoje, de mudança ou não de lado? É alguém que está me deixando ou é o PSD que pode deixar o Governo? Ou é a turma do PT que quer fazer chapa puro-sangue e pode tirar Coronel e Otto da equação? Então, eles têm lá as críticas deles que usam como querem, mas desconsideram que eles próprios tem mais problemas do que a gente”, alfineta.
O ex-prefeito da capital baiana contextualiza ainda que essas movimentações são naturais na disputa política e indica que “ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”. “Você pode ver que essas mudanças de lideranças políticas são coisas que acontecem na vida política com muita ocorrência. Na campanha passada, de 2022, a principal mudança que aconteceu na Bahia foi o apoio de João Leão, que era vice-governador de Rui Costa, que nos apoiou e trouxe o Progressistas para nos apoiar”, relembra.
“Então, não significa que é só em uma direção, existem movimentos nas duas direções. Segundo, os partidos políticos ainda têm muito a acontecer. Acho que ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”, diz ele, se referindo a disputa eleitoral de 2026.
O opositor do governo do estado aponta ainda que “tem um outro elemento que precisa ser colocado na mesa. A gente sabe que o grupo de lá reúne Governo do Estado e Governo Federal, isso tem uma natural força de atração na máquina política. Só que candidatura de oposição é de povo, não de política”, completa.
Confira o trecho:
O deputado estadual Marcinho Oliveira (União) tem intensificado sua aproximação com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e organizado a adesão de prefeitos da oposição à gestão petista. De malas prontas para deixar o União Brasil, principal legenda oposicionista ao governo do estado, Marcinho ainda não conseguiu viabilizar uma saída negociada do partido, mas já se prepara para migrar rumo ao PRD a partir de 2026.
O deputado aguarda a formalização de uma expulsão – que já chegou a ser requerida por um filiado – ou a abertura da janela partidária, em março de 2026. A movimentação visa deixar o União Brasil sem perder seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) por infidelidade partidária.
Apesar de Marcinho já "andar vestido de vermelho", como brincam os colegas de AL-BA, o presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, tem feito "jogo duro", negando liberar a saída do parlamentar estadual do partido. No interior, a presença de Marcinho no palanque do governador se tornou comum desde 2023, causando desgastes entre a bancada do partido.
Em abril deste ano, inclusive, o filiado Leonardo Barreto de Pinho, do diretório de Araci, encaminhou ao Diretório Estadual do partido um ofício solicitando a exclusão e desfiliação do parlamentar, conforme documento obtido com exclusividade pelo Bahia Notícias. No documento, Leonardo Pinho, também conhecido como Léo de Garcia, afirma que o deputado adotou a postura de "privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil".
Segundo o filiado, a conduta do deputado em se aproximar do governador Jerônimo pode ser classificada como "transgressão disciplinar" por violar um dos fundamentos partidários previstos no estatuto do União Brasil, notadamente a "infidelidade partidária".
FUTURO NO PRD
No final de junho, Marcinho Oliveira admitiu ter conversas para se filiar ao PRD após participar do anúncio da formação da federação do partido com o Solidariedade em um evento realizado em Brasília. Durante o encontro, transmitido ao vivo, o parlamentar foi citado como "representante" do PRD na Bahia pelo presidente nacional da legenda, Ovasco Resende.
Atualmente, a presidência do PRD na Bahia é exercida pelo chefe de Gabinete da Prefeitura de Salvador, Francisco Elde, que ainda tenta se manter no posto, mas deve enfrentar entraves para permanecer na liderança.
Marcinho tem mantido conversas frequentes com o deputado federal Fred Costa, do PRD mineiro, de quem é muito próximo e que fez o convite para que o parlamentar baiano assuma o comando da legenda.
Após o anúncio da federação, o colega de Assembleia de Marcinho, o deputado estadual Pancadinha (Solidariedade), afirmou que a tendência é que o presidente da nova composição seja o parlamentar atualmente filiado ao União Brasil. No entanto, isso ocorreria em parceria com o atual presidente estadual do Solidariedade, o deputado federal Luciano Araújo. Ambos devem liderar a construção dos próximos passos da federação.
A estratégia de Marcinho, que espera mais uma vez ultrapassar a marca dos 100 mil votos na busca pela reeleição, é atrair candidatos para o PRD em todo o estado, inclusive ex-prefeitos. Apontado como o "puxador" da legenda, ele tem dito a aliados que a estratégia é montar o partido capaz de eleger deputados com o menor número de votos possível.
O ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, respondeu às acusações de aderir aos opositores mais extremos do Governo Federal em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à taxação de 50% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Em declaração feita neste domingo (13), em uma rádio de Casa Nova, no Sertão do São Francisco, o líder da oposição governista na Bahia alega que é preciso “um governo capaz de enfrentar esta situação”.
“É importante reagir da forma certa, neste caso, com diplomacia, com diálogo, com negociação, agora sempre de cabeça erguida, sempre defendendo os interesses mais elevados do país. Ninguém vai concordar com esse tarifaço. Agora, é preciso ter autoridade e um governo capaz de enfrentar esta situação, deixando de lado as questões ideológicas”, respondeu o líder do União à Rádio Casa Nova FM.
“Nesse momento, não adianta perda de tempo ficar buscando mimimi ou culpados, ou desculpas, é preciso resolver o assunto e, neste caso, com respeito à soberania e de cabeça erguida, como tem que ser do Brasil e dos brasileiros”, conclui.
Mirando em 2026, o União Brasil vem adotando um distanciamento cada vez maior do poder petista no Planalto, na intenção de emplacar o pré-candidato, Ronaldo Caiado (União), governador do Goiás, à presidência da República, e possivelmente ACM Neto ao governo estadual da Bahia.
Apesar da ponderação com relação ao tarifaço, o vice-gestor tece críticas ao governo federal: “O que o governo federal, especialmente o presidente da República, até então, no seu terceiro mandato, vem oferecendo aos brasileiros é muito abaixo do que era a expectativa de tantas pessoas que votaram nele nas eleições de 2022. Não é demais lembrar que foi prometido picanha e cerveja e o que a gente está vendo outra realidade no Brasil.”
A Justiça Eleitoral da Bahia cassou os mandatos de cinco vereadores eleitos em Maragogipe, no Recôncavo baiano. A decisão, tomada nesta quinta-feira (10) pela 118ª Zona Eleitoral de Cachoeira, ocorreu devido a uma fraude na cota de gênero nas eleições de 2024.
A fraude envolveu os partidos PODEMOS e União Brasil, que apresentaram candidaturas femininas falsas segundo a justiça. O objetivo era enganar a lei eleitoral, que exige um percentual mínimo de candidatas mulheres. A Justiça considerou como provas a votação muito baixa das candidatas, a falta de movimentação financeira nas campanhas e a ausência de eventos públicos eleitorais.
O partido 'Podemos' chegou a eleger 3 nomes para a câmara do município. Já o 'União Brasil', elegeu dois nomes na casa legislativa municipal. Com esta sentença, todos os registros dos partidos PODEMOS e União Brasil foram anulados. Isso significa que todos os vereadores eleitos por essas legendas perdem seus mandatos automaticamente, mesmo que não tenham participado diretamente da fraude.
Os votos que esses partidos receberam serão desconsiderados, e a Justiça Eleitoral fará uma nova contagem dos resultados em Maragogipe. As informações foram confirmadas pelo parceiro local do Bahia Notícias, o Blog do Valente.
Além disso, as candidatas Gilmaci dos Santos e Rosinea Borges de Sousa dos Santos, do PODEMOS, já estão declaradas inelegíveis por oito anos, a contar das eleições de 2024.
Os partidos e os vereadores afetados pela decisão têm um prazo de três dias úteis para recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Se houver recurso, eles poderão permanecer nos cargos até que haja uma decisão final.
Dois dias depois de o governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a validação do decreto que aumentava a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), oito partidos decidiram protocolar ação com objetivo contrário, o de assegurar a validade da decisão tomada pelas duas casas do Congresso.
A ação protocolada por União Brasil, Republicanos, Progressistas, PSDB, Solidariedade, Podemos, PRD e Avante busca fazer com que o Supremo Tribunal Federal reconheça que o Congresso Nacional agiu dentro dos limites constitucionais ao barrar o decreto presidencial que reajustou as alíquotas do IOF.
Os partidos afirmam que a ação busca “evitar decisões judiciais conflitantes” em instâncias inferiores e garantir “segurança jurídica” para empresas, consumidores e agentes do mercado de crédito.
Assim como havia acontecido com a ação protocolada pelo Psol para reverter a derrubada do decreto pelo Congresso, e com a iniciativa da AGU no mesmo sentido, a iniciativa conjunta dos oito partidos também deve ser direcionada ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro foi sorteado inicialmente para ser o relator da ação impetrada pelo Psol.
A ação que será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes passou a contar também com a participação do PL. O partido pediu para integrar, como terceira parte interessada, a ação do governo no STF contra a decisão do Congresso. A legenda solicitou, nesta quinta (3), o seu ingresso como amicus curiae (ou amigo da Corte).
O partido justificou que deveria ser aceito no processo pois conta com ampla representação no Congresso Nacional. Além disso, segundo a sigla, a figura do amicus curiae “revela-se como instrumento de abertura do Supremo Tribunal Federal à participação popular na atividade de interpretação e aplicação da Constituição”.
A figura do amicus curiae, embora não seja parte no processo, pode fornecer subsídios ao julgador, e no caso do PL, a participação será no sentido de defender a decisão do Congresso de aprovar o projeto de decreto legislativo.
O prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União), declarou que o impasse entre a Prefeitura e o Governo do Estado envolvendo a área da antiga Fábrica São Braz, que fica localizada no bairro de Plataforma, em Salvador, foi resolvida com acordo. Durante o cortejo 2 de julho, nesta quarta-feira (2), o gestor municipal garantiu que a área será dividida entre os entes.
A desapropriação do local foi solicitada por ambas as partes, para finalidades distintas: o governo do estado solicitou o espaço para a construção do Parque das Ruínas, no trajeto do VLT do Subúrbio; e a Prefeitura deve utilizar o mesmo espaço para a instalação de um polo audiovisual do município na localidade.
“A gente fez um acordo com o Estado, o Estado ficou com a área externa, que vai implantar a estação e o projeto dele para as marisqueiras, e a gente para a área interna para implantar o Salcine, o polo audiovisual”, detalhou o gestor.
Na ocasião, Bruno Reis ainda fez um balanço dos festejos de 2 de julho e as perspectivas políticas da data. “Só alegria, por onde a gente passou, o carinho, recepção das pessoas, foi a melhor possível, muito feliz com o resultado. É verdade, já começando a esquentar a temperatura para o ano que vem, aqui é o aquecimento, mas estamos prontos para a batalha e para os desafios”, diz o prefeito.
O ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (União), comentou sobre os rumores de um rompimento na oposição municipal no município da Região Metropolitana de Salvador. Presente no cortejo de Dois de Julho nesta quarta-feira (2), o ex-gestor comentou sobre a sua relação com o ex-candidato à prefeitura pelo União Brasil, Flávio Matos.
Em entrevista, Elinaldo garante que “a política é assim, cada um pensa de um jeito, cada um soa de um jeito". "Nós estamos todos dialogando sobre o presente, sobre o futuro. Ele foi nosso candidato em 2024, teve uma votação expressiva, eu sou ex-prefeito. E assim, a minha política cada dia mais, é dialogar e ver qual é o melhor caminho para o grupo, mas principalmente para a Bahia e para a nossa cidade”, afirmou.
Ao falar sobre a estruturação do grupo oposicionista, o representante do União em Camaçari confirmou a sua candidatura ao cargo de deputado estadual nas próximas eleições, em 2026.
“Nós estamos alinhados, todo o grupo. Eu sou, sim, candidato a deputado estadual. Logo quando eu deixei a prefeitura em dezembro, o ex-prefeito ACM Neto, que vai ser nosso candidato a governador, me chamou e me mandou trabalhar para reunir as instituições políticas para disputar a eleição de 2026. Posso confirmar para vocês que eu tenho caminhado e estou muito motivado, pelo carinho que os amigos, a cidade, têm me acolhido”, conclui.
O deputado estadual Marcinho Oliveira (União) admitiu ter conversas para se filiar ao PRD após participar do anúncio da formação da federação do partido com o Solidariedade em evento realizado em Brasília, nesta quarta-feira (25). Durante o encontro, o qual foi transmitido ao vivo, o parlamentar foi citado como “representante” do PRD na Bahia pelo presidente nacional do partido, Ovasco Resende.
Marcinho Oliveira admite conversas para se filiar ao PRD após ser citado como representante: “Estamos dialogando”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 25, 2025
????https://t.co/S6IKYtOvEN pic.twitter.com/P0naAqFtRP
Após o caso, Marcinho, em conversa com a imprensa, assumiu que possui conversas para deixar o União Brasil e se filiar ao PRD. Todavia, ele adiantou que qualquer mudança só pode ser confirmada com a abertura da janela partidária no ano que vem.
"Estamos dialogando sobre isso. Eu tenho uma boa relação com Ovasco e com o líder do PRD na Câmara, deputado Fred Costa (MG). O PRD quer crescer na Bahia no pleito de 2026, e há um projeto em andamento com esse objetivo. Mas uma mudança, ou não, só pode ser confirmada a partir da abertura da janela partidária, em março de 2026", afirmou Marcinho.
Sobre a federação, ele afirmou que tem uma boa relação com o presidente do Solidariedade na Bahia, o deputado estadual Luciano Araújo. Marcinho salientou que não está definido quem será o presidente da aliança no estado.
"Ainda não foi batido o martelo nem sobre quem será o presidente da federação nacionalmente. A questão dos estados só deve ser tratada depois dessa etapa. O importante é que tenho uma boa relação com Luciano Araújo e a ideia é trabalharmos juntos pelo crescimento dos dois partidos, caso eu ingresse no PRD", pontuou Marcinho Oliveira.
Também estiveram em Brasília para participar do anúncio da federação o próprio Luciano Araújo, o deputado estadual Pancadinha (Solidariedade) e o ex-vereador de Salvador Adriano Meireles, que é ligado a Marcinho.
Caso se confirme a filiação do deputado do União Brasil ao PRD, o partido, passará a ter dois representantes na Assembleia Legislativa - o outro é Binho Galinha. O Solidariedade hoje tem dois integrantes na Casa: Luciano Araújo e Pancadinha.
PEDIDO DE EXPULSÃO
Em abril, o Bahia Notícias noticiou um pedido de expulsão do deputado Marcinho do União Brasil por "infidelidade partidária". Na época, o filiado Leonardo Barreto de Pinho, do diretório de Araci, encaminhou ao Diretório Estadual do partido um ofício solicitando a exclusão e desfiliação do parlamentar, conforme documento obtido com exclusividade pelo Bahia Notícias.
No documento, Leonardo Pinho, também conhecido como Léo de Garcia, afirma que o deputado adotou a postura de “privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil”. O parlamentar estadual costuma acompanhar as pautas que interessam à gestão estadual, contrariando orientações do partido. Pela bancada de oposição, hoje, Marcinho já é visto como um legislador da base do governo petista.
O governador do estado de Goiás e pré-candidato a Presidência da República, Ronaldo Caiado (União-GO), destacou os avanços das políticas públicas de segurança pública em Goiás e voltou a alfinetar a gestão baiana. Em entrevista coletiva no evento da Fundação Índigo, entidade civil ligada ao partido União Brasil, a qual preside, nesta quinta-feira (5), o governador diz que o Goiás está em “outro nível de industrialização” em relação à Bahia e ao Brasil.
“Em qualquer lugar do Estado [do Goías], o cidadão pode andar com o celular, com o relógio, o que quiser, mas, é outro clima, é outro nível de industrialização, outro nível de oferta e de oportunidade. Hoje, é um estado que avança na inteligência artificial, vive um outro momento para juventude brasileira, em tecnologia e inovação. O Estado vem e decora [a nova política de segurança] com muita velocidade e muita capacidade”, afirma.
Ao lado do o ex-juíz e atual Senador, Sérgio Moro (União-PR), e do vice-presidente do União, ACM Neto (União-BA), o pré-candidato a presidência afirma que o evento serve para auxiliar o Governo Estadual a adotar políticas efetivas de combate ao crime organizado.
“A gente está caminhando no Brasil, mostrando o que a gente faz, não é com teorias, falar de propostas sem ter o que mostrar. Ela [a ação] está aqui. Cheguei no Governo, fiz a reforma que fizemos no Estado de Goiás, administrativa, de segurança, de educação. [O Goiás] É o primeiro lugar no Brasil nas políticas sociais, mostrando a capacidade de gestão, infraestrutura, segurança pública plena”, defende.
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, voltou a falar da crise de segurança pública na Bahia e teceu críticas diretas ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). Em evento da Fundação índigo, entidade civil ligada ao partido União Brasil a qual preside, nesta quinta-feira (5), o ex-prefeito de Salvador afirmou que “o que falta na Bahia é governador”.
O encontro desta quinta recebe nomes da política, incluindo o pré-candidato a Presidência, Ronaldo Caiado (União-GO), para falar de segurança pública. “Nós temos um governador omisso, passivo, que fecha os olhos, que vira as costas e que desconhece o problema tão grave vivido hoje na segurança pública do nosso Estado. A Bahia tem dez anos consecutivos, em primeiro lugar no número de homicídios do país. A Bahia tem sete das dez cidades mais violentas de todo o Brasil e a Bahia se tornou, infelizmente, um péssimo exemplo nacional no enfrentamento à criminalidade, no combate à violência”, destaca.
O gestor da Fundação Índigo, garante, no entanto, que “o propósito desse evento é também trazer luz para caminhos mostrar que existem alternativas”. ACM ressalta que ao final do encontro, o grupo deve enviar uma carta formal ao gabinete do Governo estadual, sugerindo propostas para a melhoria da pasta de segurança.
“Aprendemos que Jerônimo Rodrigues ainda tem um ano e meio de governo pela frente e a gente quer contribuir, para ver se ele muda alguma coisa. Mas não com a postura dele, de um governador que definitivamente não tem mostrado seriedade e compromisso com o enfrentamento de um tema tão sério”, conclui.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), afirmou que a ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) fere as prerrogativas da Câmara e é uma ação ilegal. Em evento da Fundação índigo, entidade civil ligada ao partido União Brasil, nesta quinta-feira (5), o deputado defendeu a correligionária.
“Ela [Carla Zambelli] não foi presa em flagrante delito e nem foi autorizada pela Câmara de Deputados, esta prisão. Então, ela [a prisão] é ilegal, isso demonstra mais uma vez que, infelizmente, o STF tem rasgado a Constituição e tem ferido de mortes as prerrogativas os parlamentares da República”, afirma.
Alden alegou que a bancada do PL e oposição deve pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, contra a ordem de prisão da correligionária. “A gente tem cobrado um posicionamento firme de Hugo Motta, para que ele se posicione contra esses desmandos que vêm ocorrendo, especialmente uma fronta contra a instituição [Câmara] e a Constituição Federal”, conclui.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, foi notificado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes sobre a ordem de prisão de Carla Zambelli, nesta quarta (4). A Câmara pode deliberar, em 45 dias, sobre a manutenção ou não da ordem de prisão.
A partir da próxima segunda-feira (9), o diretório estadual do União Brasil na Bahia vai contar com uma nova estrutura localizada no mesmo edifício da atual sede, na Avenida Anita Garibaldi, em Salvador. O espaço foi concebido para receber lideranças políticas de todo o estado em encontros com o vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto.
De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, as segundas-feiras serão dedicadas exclusivamente a reuniões com Neto, que manterá a agenda aberta para atender prefeitos, vereadores e outras lideranças municipais. O objetivo é intensificar o diálogo interno e ampliar a articulação política visando as eleições de 2026.
A iniciativa ocorre em meio a críticas de aliados que, após a derrota de Neto na disputa pelo governo estadual em 2022, apontaram um distanciamento do ex-prefeito de Salvador em relação às bases políticas. Em abril deste ano, Neto reconheceu a necessidade de retomar o contato direto com os baianos e declarou que 2025 seria um ano de articulação política e fortalecimento do partido no estado.
Na última segunda-feira (2), o ex-prefeito de Salvador reuniu membros da Executiva estadual do União Brasil para discutir o cenário político da Bahia e delinear estratégias para o pleito de 2026. O encontro contou com a presença de deputados federais e estaduais, além de prefeitos e outras lideranças do partido.
Parlamentares presentes conversaram com a reportagem do Bahia Notícias e relataram estarem satisfeitos com o conteúdo discutido na reunião. Segundo um dos deputados, ACM Neto apresentou um panorama detalhado do cenário político em cada município baiano, apontando as perspectivas e desafios específicos de cada região.
Com a nova estrutura e a retomada das articulações, o União Brasil busca consolidar sua base no estado e preparar o terreno para as eleições de 2026, nas quais ACM Neto é apontado como candidato ao governo da Bahia, em oposição ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Uma reunião da Executiva estadual do União Brasil, conduzida pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, marcou esta segunda-feira (2). O encontro teve como objetivo alinhar a atuação do partido na Bahia e já projetar o cenário para as eleições de 2026, quando Neto deve disputar novamente o governo do Estado, enfrentando o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A reunião contou com a presença de importantes quadros da legenda, entre eles Luciano Ribeiro, ex-prefeito de Caculé. Também marcaram presença os deputados estaduais Pedro Tavares, Sandro Régis, Luciano Simões, Kátia Oliveira, Júnior Nascimento e Manuel Rocha, além dos deputados federais Paulo Azi, Arthur Maia, Leur Lomanto Júnior, José Rocha e Dal. Reinaldinho Braga, ex-prefeito de Xique-Xique pelo MDB, e Marcelo Pedreira, ex-prefeito de Governador Mangabeira, também participaram do encontro.
Foto: Reprodução / Instagram
Parlamentares presentes conversaram com a reportagem do Bahia Notícias e relataram estarem satisfeitos com o conteúdo discutido na reunião. Segundo um dos deputados, ACM Neto apresentou um panorama detalhado do cenário político em cada município baiano, apontando as perspectivas e desafios específicos de cada região. “Foi uma apresentação muito completa. Ele mostrou município por município da Bahia, e trouxe a realidade local, o que é essencial para o planejamento eleitoral”, destacou o parlamentar.
A eleição de 2026 é vista como uma oportunidade para ACM Neto tentar retomar o protagonismo político no Estado, após a derrota para Jerônimo Rodrigues em 2022. Na disputa à época, Neto obteve 4.007.023 votos no segundo turno, o que representou 47,21% do total, contra 4.480.464 votos de Jerônimo, equivalente a 52,79%.
O União Brasil busca fortalecer sua base na Bahia e delinear estratégias para enfrentar o PT, que atualmente governa o estado. Segundo as fontes ouvidas pelo BN, a reunião desta segunda-feira reflete esse esforço de articulação e preparação para a próxima disputa majoritária.(Atualizada às 08h34 para adicionar nomes de participantes)
Em discurso na convenção nacional do PSB, neste domingo (1º) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os partidos de esquerda precisam apostar em candidaturas fortes para o Senado em 2026, para evitar uma vitória esmagadora da direita. Lula afirmou que a esquerda precisa priorizar o Congresso e não os governos estaduais.
“É importante que a gente leve em conta, aonde é impreterível, aonde é necessário mesmo a gente ter candidato a governador, ponto. Agora para o Brasil nós temos que pensar aonde é necessário eleger senador e aonde a gente pode. E muitas vezes a gente tem que pegar os melhores quadros nossos, eleger senador da República, eleger deputado federal, porque nós precisamos ganhar a maioria do Senado”, afirmou Lula.
O presidente, em seu discurso, explicitou uma preocupação que já vinha sendo tratada internamente pelo PT e outros partidos de esquerda: a formação de chapas fortes dos partidos de direita para o Senado, com intenção de deter a maioria da Casa e poder colocar em votação pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
“Precisamos ganhar maioria no Senado, senão esses caras vão avacalhar a Suprema Corte. Não é porque a Suprema Corte é uma maçã doce, não. É porque precisamos preservar as instituições que garantem e defendem a democracia desse país. Se a gente for destruir aquilo que a gente não gosta, não vai sobrar nada”, afirmou o presidente.
A preocupação de Lula com um Senado dominado pela direita - para fazer “muvuca com o STF” - é a mesma que vem motivando debates internos entre os dirigentes do PT. O senador Humberto Costa (PE), presidente do PT, em entrevista recente, admitiu que a esquerda vê com angústia a possibilidade de os partidos de direita conquistarem maioria no Senado nas próximas eleições.
O senador disse que a intenção dos partidos de direita, como o PL, é a de colocar em votação alguns dos diversos pedidos de impeachment de ministros do STF que atualmente se encontram parados na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). E a votação do impeachment dos ministros não seria o único problema na visão de Humberto Costa, mas também rejeição de nomes para a diretoria do Banco Central, de agências reguladoras, do corpo diplomático, entre outras ações.
“Pode-se instalar um verdadeiro pandemônio no Senado, então nós estamos em uma estratégia de priorizar a eleição para o Senado”, afirmou o presidente do PT.
Do lado da direita, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por diversas vezes já deixou claro que essa será a estratégia principal do partido para 2026, conquistar a maior bancada do Senado. Costa Neto já disse que o partido está disposto a abrir mão de lançar candidatos a governador em diversos estados para fortalecer as suas chapas ao Senado.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes já expressou esse desejo, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro afirmou que a estratégia do seu grupo é aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Dentro dessa estratégia, o ex-presidente conta com sua família para aumentar a quantidade de senadores do PL e da direita. Pelos planos de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle concorreria ao Senado pelo Distrito Federal, Flávio Bolsonaro tentaria a reeleição pelo Rio de Janeiro e Eduardo Bolsonaro se candidatura por São Paulo.
Na semana passada, ainda surgiu a ideia do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) concorrer ao Senado por Santa Catarina. Se o plano do ex-presidente der certo, a sua família teria quatro cadeiras no Senado Federal a partir de 2027.
Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história.
Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.
Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa, preocupação revelada neste fim de semana pelo presidente Lula e pelo presidente do PT.
O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. Esses cinco partidos pertencem à base aliada do governo Lula, embora possuam senadores em seus quadros que são claramente oposicionistas, ou que votam de forma independente. No total, esse grupo domina 47 cadeiras.
Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 17 senadores, ou 21% da composição do Senado. Todo o restante é formado por partidos de centro-direita e centro.
O quadro partidário do Senado Federal no momento é o seguinte:
PL - 14
PSD - 14
MDB - 11
PT - 9
PP - 7
União Brasil - 7
Podemos - 4
Republicanos - 4
PSB - 4
PDT - 3
PSDB - 3
Novo - 1
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento.
Confira abaixo quais são os dois melhores colocados nas pesquisas estaduais para o Senado, considerando o levantamento mais recente. Apenas Roraima e Santa Catarina ainda não tiveram pesquisas eleitorais (o asterisco indica o senador que disputa a reeleição).
Região Sudeste
Espírito Santo
Renato Casagrande (PSB) – 49,2%
Lorenzo Pazolini (Republicanos) – 20,6%
(Paraná Pesquisas)
Minas Gerais
Romeu Zema (Novo) – 52,7%
Rodrigo Pacheco (PSD) – 24,3% *
(Paraná Pesquisas)
Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro (PL) – 38,8% *
Benedita da Silva (PT) – 26%
Cláudio Castro (PL) – 23,4%
(Paraná Pesquisas)
São Paulo
Eduardo Bolsonaro (PL) – 36,5%
Fernando Haddad (PT) – 32,3%
(Paraná Pesquisas)
Região Norte
Acre
Gladson Camelli (PP) – 39%
Jorge Viana (PT) – 22%
(Instituto MultiDados)
Amapá
Rayssa Furlan (MDB) – 20%
Lucas Barreto (PSD) - 17,25% *
(Instituto GSPC)
Amazonas
Eduardo Braga (MDB) – 43,4% *
Wilson Lima (União Brasil) – 38,1%
(Real Time1)
Pará
Helder Barbalho (MDB) – 23,8%
Mario Couto (PL) – 16,5%
(Instituto Doxa)
Rondônia
Marcos Rogério (PL) – 43,8% *
Marcos Rocha (União Brasil) – 35,4%
(Paraná Pesquisas)
Roraima
Não saiu pesquisa ainda
Senadores que terão mandato finalizado em 2027
Chico Rodrigues (PSB)
Mecias de Jesus (Republicanos)
Tocantins
Eduardo Gomes (PL) - 27,1% *
Professora Dorinha (União Brasil) - 26,4% *
(Paraná Pesquisas)
Região Nordeste
Alagoas
Renan Calheiros (MDB) – 32% *
Davi Davino Filho (PP) – 26,5%
Instituto Falpe
Bahia
Rui Costa (PT) – 43,8%
Jaques Wagner (PT) – 34% *
(Paraná Pesquisas)
Ceará
Cid Gomes (PSB) – 52,2% *
Eunício Oliveira (MDB) – 28,2%
(Paraná Pesquisas)
Maranhão
Carlos Brandão (PSB) – 43,2%
Weverton Rocha (PDT) – 41,1% *
(Paraná Pesquisas)
Paraíba
João Azevedo (PSB) – 31,7%
Cássio Cunha Lima (PSDB) – 13,6%
Pernambuco
Humberto Costa (PT) – 31% *
Gilson Machado (PL) – 22%
(Real Time Big Data)
Piauí
Ciro Nogueira (PP) – 55,5% *
Marcelo Castro (MDB) – 45% *
(Paraná Pesquisas)
Rio Grande do Norte
Styvenson Valentim (PSDB) – 48% *
Alvaro Dias (Republicanos) – 36,2%
Sergipe
Edvaldo Nogueira (PDT) – 14,7%
Eduardo Amorim (PSDB) – 13,9%
(Instituto IDPS Pesquisas)
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
Michelle Bolsonaro (PL) - 42,9%
Ibaneis Rocha (MDB) - 36,9%
(Paraná Pesquisas)
Goiás
Gracinha Caiado (União Brasil) - 25,72%
Gustavo Gayer (PL) - 19,04%
(Goiás Pesquisas)
Mato Grosso
Mauro Mendes (União Brasil) - 60,8%
Janaína Riva (MDB) - 21,9%
(Paraná Pesquisas)
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB) - 38,3%
Simone Tebet (MDB) - 29,2%
(Paraná Pesquisas)
Região Sul
Paraná
Ratinho Jr. (PSD) – 62,3%
Roberto Requião (sem partido) – 26,8%
(Paraná Pesquisas)
Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSD) – 43,1%
Manuela D´Ávila (sem partido) – 23,2%
(Paraná Pesquisas)
Santa Catarina
Não saiu pesquisa ainda
Senadores que terão mandato finalizado em 2027
Espiridião Amin (PP)
Ivete da Silveira (MDB)
Se esses resultados das atuais pesquisas se confirmassem nas urnas de outubro de 2026, teríamos os seguintes partidos conquistando as 54 cadeiras em disputa:
MDB - 9
PL - 8
PT - 6
União Brasil - 5
PSB - 4
PSD - 4
PSDB - 4
PP - 3
PDT - 2
Republicanos - 2
Sem partido - 2
Novo - 1
Somando os hipotéticos resultados das eleições a partir das pesquisas com os 27 senadores que continuam em suas cadeiras até 2031, podemos fazer a seguinte projeção das bancadas partidárias do futuro Senado de 2027:
PL - 16
MDB - 10
União Brasil - 10
PT - 9
PSD - 7
PP - 6
Republicanos - 5
PSB - 4
PSDB - 4
PDT - 3
Sem partido - 2
Estados indefinidos - 4
Como se pode perceber, os partidos que podem vir a ser os mais prejudicados na próxima eleição são o PSD (tem 14 senadores atualmente, teria que eleger 11 e na previsão conseguiria apenas quatro vitórias) e o Podemos (tem quatro senadores que precisam se reeleger e não conseguiria nenhuma vitória).
O PL, na atual projeção, sairia dos 14 senadores que possui este momento para 16, se isolando como maior bancada. Entre os demais partidos, há estabilidade entre as bancadas atuais e o tamanho provável em 2027. O União Brasil pode ser um dos mais beneficiados, já que possui sete senadores atualmente e pode subir para dez.
Caso seja ratificada pela Justiça Eleitoral a federação entre União Brasil e PP, esses dois partidos ficariam com 16 senadores, o mesmo tamanho do PL.
Em relação à renovação do Senado, as pesquisas atuais revelam um quadro de porcentagem menor de mudanças do que o recorde de 2018. Se as pesquisas se confirmarem, seriam 15 os reeleitos em 2026, uma renovação de 70% (menor do que os 85% de 2018).
O prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, consta como filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), reforçando a base de apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Membro até então ao União Brasil, o gestor municipal recebeu apoio de ACM Neto nas eleições municipais de 2024, quando foi reeleito, mas passou a se aproximar de lideranças governistas após o pleito. Ele consta na lista de membros do PT, com data muito anterior ao último pleito — ele foi “abonado” para ingresso na sigla em 2012.
Foto: Reprodução/ Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Durante a disputa de 2024, ACM Neto participou ativamente da campanha e esteve presente na convenção que homologou a candidatura de Belitardo. A vitória em Teixeira de Freitas foi considerada estratégica para o grupo político de Neto no extremo sul do estado. Interlocutores ligados ao grupo do ex-prefeito de Salvador também apontaram que ele abandonou deputados que eram aliados a ele, a exemplo do estadual Sandro Régis (União) e do federal Elmar Nascimento (União).
O nome de Belitardo consta na lista de filiados do PT baiano. O Bahia Notícias teve acesso ao documento, que foi emitido na última semana, e traz a relação com os quadros do partido. Apesar da novidade, o PT indica que a data de filiação do prefeito foi junho de 2012. Membros da sigla, todavia, ponderam que a filiação de prefeitos precisa passar pela executiva estadual, o que ainda não teria acontecido com Belitardo agora.
Com a pretensa filiação ao PT, Belitardo se junta a outros prefeitos que têm deixado a base de oposição ao governo estadual para apoiar a gestão de Jerônimo Rodrigues. (Atualizado às 09h05 para modificar trecho sobre a oficialização da filiação)
O deputado estadual Niltinho, líder do Progressistas (PP) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), confirmou a debandada dos parlamentares para partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) após anúncio da Federação PP-União Brasil. A confirmação ocorreu durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5).
Na conversa, Niltinho contou detalhes da movimentação e afirmou que ficou decidido na bancada pepista que todos os seis deputados do partido irão migrar para legendas da base de Jerônimo. Segundo o líder do PP, o Avante deve ser um dos principais destinos escolhidos para receber os legisladores.
“A única decisão que a gente tem já tomada, são seis deputados estaduais do PP, é que sairão do partido e ingressarão em legendas da base do governo. Tem deputados que são mais integrados entre si, eu e mais três, temos dialogado com maior intensidade entre os quatro numa eventual possibilidade de ingressar em uma agremiação os quatro juntos. Já tem Felipe Duarte que irá para o Avante e Nelson Leal acabou pensando outras possibilidades também. Mas, sintetizando isso, está claro que todos sairão”, disse Niltinho.
O deputado avaliou que a formação da Federação passou por diálogos de caciques nacionais, sendo formada para que os partidos tenham um maior “poder de mobilização” com a maior bancada da Câmara dos Deputados. Segundo ele, na Bahia, a maioria dos filiados do PP contestaram a formação, manifestando desejo em retornar à base do governo.
“Eu falo entre deputados estaduais, deputados federais e prefeitos e vereadores de lideranças, sempre se posicionaram, na sua grande maioria, em participar da base do governo. Quando você imagina juntar dois grandes partidos, o PP e o União Brasil, essa relação passa por meia dúzia de caciques nacionais do partido Tanto de um lado como do outro. Então, à medida que você junta dois partidos e coloca mais de 100 deputados na Câmara Federal, e, se não me engano, mais de 30 senadores no Senado, você faz com que esse partido tenha um poder de mobilização, de debate, de negociação, de ocupação de espaço”, disse Niltinho.
O presidente do União Brasil de Camaçari, Helder Almeida, negou nesta sexta-feira (2) as especulações de divisão no grupo político liderado pelo ex-prefeito Elinaldo Araújo, assegurando que a equipe permanece unida e fortalecida.
A declaração de Almeida surge em resposta aos rumores de que o ex-vereador Flávio Matos com uma "turbulência", candidato a prefeito nas eleições anteriores pelo partido, poderia concorrer a deputado estadual ou federal no próximo pleito, o que supostamente comprometeria as negociações do grupo.
“Tudo que tenho visto são especulações, muitas delas incentivadas pelo grupo adversário, que deseja muito a divisão do nosso time. Não vejo isso. Por aqui, estamos unidos e fortalecidos, trabalhando muito pelo sucesso nas eleições de 2026 e 2028. Até porque não vi nenhuma declaração de Flávio no sentido de confirmar candidatura. Foi nosso candidato em 2024 e teve total apoio e engajamento do grupo. Enfrentamos uma batalha dura, mas infelizmente perdemos, mas continuamos unidos”, afirmou Almeida.
Almeida ressaltou o apoio contínuo de Elinaldo a Flávio Matos, lembrando que o ex-vereador foi acolhido pelo grupo após a derrota nas eleições para o atual prefeito, Luiz Caetano (PT). “Elinaldo é um político extremamente leal ao seu grupo, e isso todo mundo reconhece. Deu a Flávio todo o apoio possível nas eleições do ano passado e, após o resultado, nunca o abandonou. Pelo contrário, sempre colocou ele ao lado”, salientou.
As especulações sobre uma possível candidatura de Flávio Matos a deputado federal geraram preocupação, pois poderia prejudicar o acordo com os deputados Paulo Azi e Manuel Rocha, ambos do União Brasil, que contam com o apoio de Elinaldo e seu grupo em Camaçari. Há também rumores de que Flávio poderia se candidatar a deputado estadual, deixando o União Brasil.
Almeida expressou estranheza diante da disseminação dessas informações, relembrando seu papel na articulação da candidatura de Flávio Matos a prefeito. “Quando ninguém acreditava em Elinaldo, um vereador que tinha sido feirante, a gente pegou na mão dele e o povo o elegeu prefeito. Na eleição passada, quando havia uma intensa disputa no grupo, nós articulamos para que o escolhido fosse Flávio, esgotamos o diálogo e trabalhamos por isso. Foi um bom candidato, representou nosso grupo e fez uma bela campanha”, disse.
Para o presidente do União Brasil, Flávio Matos saberá retribuir a lealdade de Elinaldo. “Nosso grupo é forte e está unido. O que eu vejo é muita especulação, muita conversa, muito canto da sereia, muito conto do vigário. O grupo não deixou Flávio na mão e sei que ele não nos faltará. É uma peça importante no tabuleiro do nosso grupo”, ponderou.
Quatro deputados da Bahia assinaram o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar fraudes nos descontos na folha de benefícios dos aposentados do INSS. Ao total, o requerimento da CPI contou com 185 assinaturas, e foi protocolado nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.
Os deputados da bancada baiana que deram o seu apoio à criação da chamada “CPI da Roubo dos Aposentados” foram os seguintes: Capitão Alden (PL), Roberta Roma (PL), Neto Carletto (Avante) e Ricardo Maia (MDB).
O pedido de criação da CPI foi apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Segundo o deputado, o objetivo da CPI é apurar responsabilidades sobre os descontos que ultrapassaram R$ 6 bilhões nos últimos anos, além de propor medidas para coibir práticas semelhantes no futuro.
“Essa CPI vale a pena, porque é a favor dos aposentados. Precisamos colocar na cadeia esses criminosos e devolver o dinheiro do aposentado e pensionista brasileiro”, disse o deputado do PL.
Integrantes do PL são a maioria dos que apoiaram o pedido de criação da CPI, com 81 assinaturas. O segundo partido que mais teve apoios à comissão de inquérito foi o União Brasil, com 25. Depois vem o PP e o Republicanos com 18, o MDB com 11 e o PSD com 9. Outras 23 assinaturas são de deputados do Novo, PRD, Avante, Podemos, Cidadania, PSDB e Solidariedade.
Confira abaixo a lista de quem assinou o pedido de CPI do INSS na Câmara:
Coronel Chrisóstomo – PL/RO
Bibo Nunes – PL/RS
Zé Trovão – PL/SC
Zucco – PL/RS
Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
Silvia Waiãpi – PL/AP
Messias Donato – REPUBLIC/ES
Mauricio do Vôlei – PL/MG
Mario Frias – PL/SP
Capitão Alberto Neto – PL/AM
Coronel Meira – PL/PE
Pastor Eurico – PL/PE
Carlos Jordy – PL/RJ
Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
Coronel Fernanda – PL/MT
Rosana Valle – PL/SP
Jefferson Campos – PL/SP
Sargento Fahur – PSD/PR
Capitão Alden – PL/BA
Pr. Marco Feliciano – PL/SP
Roberta Roma – PL/BA
Delegado Caveira – PL/PA
Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
Mauricio Marcon – PODE/RS
Sanderson – PL/RS
Marcelo Moraes – PL/RS
Delegado Palumbo – MDB/SP
Coronel Assis – UNIÃO/MT
Osmar Terra – MDB/RS
Sargento Portugal – PODE/RJ
Dr. Luiz Ovando – PP/MS
Lincoln Portela – PL/MG
Cabo Gilberto Silva – PL/PB
Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
Junio Amaral – PL/MG
Helio Lopes – PL/RJ
Rodrigo da Zaeli – PL/MT
Felipe Francischini – UNIÃO/PR
Mendonça Filho – UNIÃO/PE
Wellington Roberto – PL/PB
Rodolfo Nogueira – PL/MS
Delegado Ramagem – PL/RJ
Carlos Sampaio – PSD/SP
Adilson Barroso – PL/SP
Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
Gustavo Gayer – PL/GO
Filipe Martins – PL/TO
Joaquim Passarinho – PL/PA
Pezenti – MDB/SC
Reinhold Stephanes – PSD/PR
Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
Clarissa Tércio – PP/PE
Ricardo Guidi – PL/SC
General Girão – PL/RN
José Medeiros – PL/MT
Vicentinho Júnior – PP/TO
Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
Capitão Augusto – PL/SP
Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
Zé Silva – SOLIDARI/MG
Silvye Alves – UNIÃO/GO
Altineu Côrtes – PL/RJ
Gisela Simona – UNIÃO/MT
David Soares – UNIÃO/SP
Alberto Fraga – PL/DF
Gilvan da Federal – PL/ES
Diego Garcia – REPUBLIC/PR
Luiz Lima – NOVO/RJ
Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
Pedro Lupion – PP/PR
Nelson Barbudo – PL/MT
Nicoletti – UNIÃO/RR
Nikolas Ferreira – PL/MG
Any Ortiz – CIDADANIA/RS
Julia Zanatta – PL/SC
Daniela Reinehr – PL/SC
Sargento Gonçalves – PL/RN
Marcel van Hattem – NOVO/RS
Carla Dickson – UNIÃO/RN
Dr. Frederico – PRD/MG
Rosangela Moro – UNIÃO/SP
Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
Evair Vieira de Melo – PP/ES
Fred Linhares – REPUBLIC/DF
Adriana Ventura – NOVO/SP
Missionário José Olimpio – PL/SP
André Fernandes – PL/CE
Carla Zambelli – PL/SP
Dr. Jaziel – PL/CE
Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
Rodrigo Estacho – PSD/PR
Amaro Neto – REPUBLIC/ES
Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
Fernando Rodolfo – PL/PE
Raimundo Santos – PSD/PA
Giovani Cherini – PL/RS
Eros Biondini – PL/MG
Daniel Agrobom – PL/GO
Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
Giacobo – PL/PR
Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
Marcio Alvino – PL/SP
Soraya Santos – PL/RJ
Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
Miguel Lombardi – PL/SP
Zé Vitor – PL/MG
Chris Tonietto – PL/RJ
Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
Luiz Carlos Motta – PL/SP
Silas Câmara – REPUBLIC/AM
Tião Medeiros – PP/PR
Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
Daniel Freitas – PL/SC
Weliton Prado – SOLIDARI/MG
Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
Pedro Westphalen – PP/RS
Silvia Cristina – PP/RO
Ricardo Salles – NOVO/SP
Thiago Flores – REPUBLIC/RO
Allan Garcês – PP/MA
Magda Mofatto – PRD/GO
Pastor Diniz – UNIÃO/RR
Afonso Hamm – PP/RS
Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
Domingos Sávio – PL/MG
Alexandre Guimarães – MDB/TO
Bia Kicis – PL/DF
Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
Caroline de Toni – PL/SC
General Pazuello – PL/RJ
Gilson Marques – NOVO/SC
Delegado Éder Mauro – PL/PA
Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
Marcos Pollon – PL/MS
Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
Saulo Pedroso – PSD/SP
Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
Professor Alcides – PL/GO
Matheus Noronha – PL/CE
Daniel Trzeciak – PSDB/RS
Emidinho Madeira – PL/MG
Paulo Freire Costa – PL/SP
Stefano Aguiar – PSD/MG
Thiago de Joaldo – PP/SE
Rosângela Reis – PL/MG
Eli Borges – PL/TO
Mauricio Neves – PP/SP
Delegado Bruno Lima – PP/SP
Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
Greyce Elias – AVANTE/MG
Coronel Armando – PL/SC
Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
Lucas Redecker – PSDB/RS
Fausto Pinato – PP/SP
Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
Ana Paula Leão – PP/MG
Simone Marquetto – MDB/SP
Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
Filipe Barros – PL/PR
Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
André Ferreira – PL/PE
Geovania de Sá – PSDB/SC
Delegado Fabio Costa – PP/AL
Icaro de Valmir – PL/SE
Neto Carletto – AVANTE/BA
Vitor Lippi – PSDB/SP
Renilce Nicodemos – MDB/PA
Ismael – PSD/SC
Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
Rafael Simoes – UNIÃO/MG
Otoni de Paula – MDB/RJ
Maria Rosas – REPUBLIC/SP
Alex Manente – CIDADANIA/SP
Sergio Souza – MDB/PR
Da Vitoria – PP/ES
Ricardo Maia – MDB/BA
Beto Pereira – PSDB/MS
Alceu Moreira – MDB/RS
Ely Santos – REPUBLIC/SP
Covatti Filho – PP/RS
A Justiça da Bahia suspendeu a lei municipal que estabelecia vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador. A norma, sancionada no início deste mês pelo prefeito Bruno Reis (União), determinava que o sistema metroviário reservasse alguns vagões apenas para passageiras nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h, de segunda a sexta).
A decisão judicial foi confirmada nesta quarta-feira (30) pela CCR Metrô, mesma data em que a medida deveria entrar em vigor. A lei havia sido aprovada em 31 de março, mas a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros (ANP Trilhos) entrou com uma ação questionando a validade da norma.
União Progressista. Esse é o nome da Federação formada por União Brasil e PP e que teve sua criação sacramentada nesta terça-feira (29).
Em uma cerimônia que lotou o Salão Negro do Congresso Nacional, os presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do PP, anunciaram a nova federação partidária. Até que a união dos dois partidos esteja formalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rueda e Ciro Nogueira vão compartilhar a direção da União Progressista.
Segundo Antonio Rueda, a decisão por uma gestão compartilhada entre ele e Ciro Nogueira foi tomada porque os integrantes de ambos os partidos entenderam que a medida trará "mais harmonia" para a federação neste momento.
Já o presidente do PP, Ciro Nogueira, destacou em sua fala o surgimento de uma das maiores forças políticas do país. A bancada formada pela nova federação será a mais expressiva da Câmara, com 109 deputados, e a segunda maior no Senado, com 14 senadores. Além disso, o grupo reunirá 1.400 prefeitos e 12 mil vereadores em todo o Brasil.
Esses números também foram repetidos pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um dos mais aplaudidos ao falar no evento. Caiado destacou a força da nova Federação, e garantiu que a União Progressista terá a capacidade de eleger uma bancada ainda maior no Congresso e em assembleias legislativas, além de governos estaduais e até mesmo a presidência da República.
"A União Progressista vai subir a rampa do Palácio do Planalto em 2026", disse Caiado, que é pré-candidato a presidente.
Além de deputados, senadores, governadores, prefeitos e dirigentes do União e do PP, estiveram presentes no evento representantes de diversos partidos. Foi o caso do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
A solenidade também contou com a participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Alcolumbre falou na solenidade que a federação representa o caminho da pacificação, do equilíbrio e do bem comum no Brasil. O presidente do Senado reforçou que a União Progressista é a maior dos últimos 20 anos da democracia brasileira.
"Estamos no caminho certo para a pacificação do Brasil. Muitas vezes somos chamados a decidir por um lado ou por outro, mas o caminho do equilíbrio, da ponderação, do diálogo e do entendimento é que faz um país, do tamanho do Brasil, seguir em frente”, disse o senador.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, falou rapidamente, cumprimentou os dirigentes dos dois partidos, e destacou que a União Progressista nasce de um "gesto de maturidade política".
Cotado para presidir a federação quando ela for oficializada, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), enalteceu os números das bancadas que surge no Congresso e nos estados. Lira disse que o grupo nasce como o "mais importante bloco do Congresso Nacional em números absolutos".
O tamanho da força do bloco político que surge no Congresso Nacional e no Brasil também foi destacada pelo vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. Para o ex-prefeito de Salvador, está surgindo nesta terça-feira a "maior força política do Brasil'.
Em uma fala empolgada e muito aplaudida, ACM Neto afirmou que a oficialização da federação é um movimento político que ficará marcado na história.
O manifesto de lançamento da Federação, lido pelo senador Ciro Nogueira, afirma que o Estado não pode continuar sendo um obstáculo à prosperidade.
O documento prega ainda a responsabilidade fiscal e social, uma reforma administrativa e que o Estado seja indutor de desenvolvimento, mas com o capital privado "como motor do crescimento, com protagonismo central na criação de emprego e renda".
"A economia patina, e com ela o bem-estar dos brasileiros", afirma ainda o manifesto da chamada União Progressista.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) confirmou, nesta terça-feira (29), o fim da aliança política com o PDT, que já durava cinco anos. A movimentação ocorre mediante a aproximação da sigla trabalhista, a qual a vice-prefeita reeleita Ana Paula Matos segue filiada, com a base do PT no Estado.
A chegada do PDT a base do governo deve ser anunciada durante a vinda de Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT e ministro do governo Lula, a Bahia. O ministro deve se reunir com o governador Jerônimo Rodrigues nesta sexta-feira (02).
Ainda nesta terça, a secretaria municipal do Mar, Andrea Mendonça, pediu exoneração do cargo na Prefeitura. A ex-gestora é irmã do deputado federal Félix Mendonça Jr., presidente estadual do PDT. “Entendo que o presidente do PDT, sendo ministro do governo do PT, seria muito difícil mantermos nossa aliança para 2026. Agradeço ao partido pelo apoio nas minhas duas últimas eleições, mas, a partir de agora, seguimos caminhos diferentes”, disse.
Bruno afirmou ainda que integrantes do partido, que são seus aliados, devem se manter em sua base política. “Tenho a convicção de que diversos amigos e parceiros do PDT seguirão o nosso projeto político em Salvador e na Bahia”, salientou.
O vice-presidente do União Brasil e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto, engrandeceu a união entre o seu partido e o Progressistas, que formam uma federação partidária a partir desta terça-feira (29). Em entrevista ao Bahia Notícias, ACM declara que a meta da federação é fortalecer as bases políticas nos municípios e estados para conquistar mais cargos em 2026.
A união já registra a maior bancada dentro da Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares; o maior número de prefeitos do país e o maior valor em repasses de verba pública para custeio de campanhas e funcionamento das siglas.
“Eu acho que a gente cria o maior e mais importante fato político das últimas duas décadas no Brasil. Com certeza a maior agremiação partidária, não só pelo tamanho que tem no parlamento brasileiro, mas pela sua capilaridade e presença nos estados, a base que vai dar sustentação a um projeto vitorioso em 2026”, destaca ACM.
Para 2026, o vice-presidente reafirma a posição de apoio do partido junto ao nome de Ronaldo Caiado (União), para a presidência e a sua própria, enquanto pré-candidato ao governo estadual.
“A Federação União-Progressistas nasce para apresentar um nome para a disputa presidencial e eu diria que grande perspectiva de vitória nos estados com os projetos de governadores, senadores e deputados para as eleições do próximo ano. Vamos subir a rampa em 2026, é a rampa no Palácio e na Bahia. Se Deus quiser, o nosso objetivo é mostrar aos baianos que 20 anos de PT no poder são suficientes”, reforça. E garante: “Se a gente comparar o horizonte para 2026, a gente está muito mais animado com o que pode acontecer do que aconteceu em 2022”.
Sobre a posição de “unificação da oposição”, sugerida pelo Prefeito Bruno Reis, ACM afirma que já enxerga novas aproximações com outros partidos.
“Esse movimento de união partidária é inevitável e irreversível, e é bom para o Brasil, é saudável, para que a gente não tenha tantos partidos em funcionamento no país. Então, a gente tem um horizonte de afunilamento de partidos, eu enxergo cinco ou seis grandes forças no nosso campo político para interagir, dialogar e construir conosco as eleições do próximo ano e é nisso que a gente vai apostar”, conclui o vice da sigla.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), compareceu ao evento de oficialização da Federação entre os partidos União Brasil e Progressistas (PP), nesta terça-feira (29). Ao Bahia Notícias, a liderança do União em Salvador aponta que a acordo entre os partidos marca o fortalecimento de ambos, ainda que seja necessário a realização de ajustes entre as siglas na Bahia.
“São dois partidos fortes, mas dá para fazer uma união boa para 2026, unir essas forças em 2026. Já marchamos juntos em 2022, tive o apoio do PP na minha reeleição e agora vamos ter o nosso candidato a governador em conjunto”, afirmou. No entanto, alguns nomes dos partidos, especialmente do PP, são parte da base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues em todo o estado.
Sobre isso, Bruno afirma que “é natural que um ou outro, por ventura, não tem o desejo de seguir nessa grande força política. Nós teremos a capacidade de compreender, mas hoje colocamos os interesses do brasileiro e do Brasil acima dos interesses políticos, partidários e das suas lideranças”, destaca.
Sobre os nomes para a majoritária em 2026, o prefeito voltou a cravar o nome de ACM Neto a candidato a governador do estado, mas falou em criar diálogo para garantir a posição de Ronaldo Caiado, governador do estado de Goiás, como pré-candidato a presidência.
“Ronaldo Caiado é um dos nomes [do partido]. Era o nome do União Brasil, agora passa a ganhar mais força com Progressistas. É óbvio que se inicia ainda um processo de diálogo. E nós vamos unir as oposições no Brasil, vamos nos unir ao PL, ao Republicano, a fusão PSDB-Podemos para construir uma grande aliança para mudar o Brasil”, conclui.
O deputado estadual Manuel Rocha (União) comentou sobre a situação do seu correlegionário Marcinho Oliveira dentro do partido depois dele ser alvo de um pedido de expulsão do partido por afinidade à gestão de Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (28), o parlamentar confirmou que há insatisfações dentro do partido e que já houve conversas com ACM Neto (União) sobre o tema.
“O que o Marcinho publiciza, isso através da imprensa também, é que a grande maioria da base política dele, dos prefeitos, vereadores, compõe a base política do governo do estado. Então ele não tem como não subir no palanque, não levar essas lideranças junto ao governo do estado e às secretarias sob pena de correr risco com a sua sobrevivência política. Então, isso realmente também gera um desconforto à União Brasil, porque ele foi líder do partido e ele subia no palanque do governador. Existiam críticas dos deputados, colegas e das lideranças do partido sobre essa conduta”, comentou Rocha.
“Ele [Marcinho] é ciente disso, que realmente tem esse interesse de se desvincular da União Brasil. Já teve uma conversa com a ACM Neto, e se confirmando essa saída, essa será uma saída sem briga, sem atrito, sem portas fechadas, realmente buscando ele a sobrevivência política dele, dado a base política dele coincidir com a base política do governador”, completou.
Manuel Rocha também foi questionado sobre uma possível “perda da força” da conhecida bancada de Elmar Nascimento (União) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após ser preterido na sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara dos Deputados. O parlamentar estadual afirmou que a bancada ainda existe, de fato, e que ainda segue algumas orientações de Elmar, mas que passou a ser menos noticiada por conta do fim da “corrida” pela presidência da Câmara.
A bancada foi formada, também, para fortalecer o projeto do deputado Elmar Nascimento em relação à pretenção dele de ser presidente da Câmara. É claro que ele conduzindo seis deputados na Assembleia Legislativa tinha força de negociação com o PT lá em cima. Claro, em projetos e em votações que não violasse a independência ideológica dos deputados aqui da Assembleia. Mas o grupo é formado para poder ajudar nesse fortalecimento na musculatura política do projeto dele. Então, por isso que estava na mídia, a bancada de Elmar, ele não conseguiu viabilizar a sua eleição. Mas já existe ainda os deputados aliados que seguem a orientação dele sem problema nenhum”, avaliou Rocha.
Confira:
O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil) confirmou sua pré-candidatura a deputado federal em 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (28), o parlamentar deu detalhes sobre a articulação para a próxima eleição, envolvendo inclusive a mobilização do legado político de seu pai, o deputado federal José Rocha.
Ao Bahia Notícias, Manuel detalha que o patriarca já anunciou que vai deixar a Câmara e vem buscando apoio para uma eleição ao Senado. “O deputado José Rocha decidiu que não vai ser candidato a deputado federal. É claro que para concorrer a senador depende de uma construção coletiva, depende de um convite de quem lidera o projeto, mas ele já expressou isso a ACM Neto”, revela.
“Dada a essa decisão dele de não ser candidato a federal, eu tenho já feito essa migração do apoio político dele para esse projeto, que está sendo construído por mim para a Câmara Federal. Cerca de 90% da base eleitoral dele já está migrada para o apoio a esta pré-candidatura minha e também tenho construído novos espaços, na região do Sisal, Região Metropolitana e vamos trabalhar para viabilizar”, detalha.
Ele avalia que, entre os esforços, tem aproveitado o “ano não-eleitoral” para iniciar as visitas às regiões não alcançadas por ele nas últimas eleições e fortalecer relações políticas durante todos os meses.
“Uma candidatura a federal, ela precisa ser muito melhor construída. Há uma expectativa de que na federação a linha de corte seja de 100 mil votos para se eleger a deputado federal. O deputado José Rocha teve 78 mil votos na eleição passada, eu tive 66 [mil]. Então é uma candidatura que precisa ser construída e é o que eu tenho feito”, conclui.
Confira o trecho da entrevista:
O deputado Pedro Lucas (União), que recusou o cargo de ministro das Comunicações no governo Lula (PT), declarou que o partido dele é "plural e formado por várias tendências". Ele também disse que apoia o petista, mas não garantiu o apoio para as eleições de 2026.
"Claro que eu tenho que respeitar aqueles que pensam o contrário ao governo, mas o que eu puder ajudar para fazer essa construção junto ao governo, eu farei de maneira bem transparente", iniciou o deputado em entrevista ao site O Globo.
Apesar disso, o parlamentar declarou que o é amplo, em relação a ideais.
"A gente tem que discutir 2026 em 2026. A gente precisa se fortalecer nos estados para, quando chegar em 2026, pleitear coisas maiores, uma (candidatura) majoritária ou uma vice, ou uma composição, ou fazer uma grande bancada de senadores e de deputados", completou ele.
O vice-presidente nacional do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), conquistou o apoio do Progressistas de Ilhéus visando sua candidatura ao governo do estado nas eleições de 2026. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a confirmação do “casamento” entre Neto e os pepistas da região foi confirmada nesta sexta-feira (25), após encontro com lideranças dos partidos.
As conversas para o apoio a Neto também contaram com articulação do prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União), do ex-gestor do município, o secretário-geral do PP, Jabes Ribeiro, e o secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP). Também estiveram no encontro o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União) e o parlamentar estadual Pedro Tavares (União).
A movimentação do PP de Ilhéus ocorre após a confirmação da Federação entre União Brasil e Progressistas pelas lideranças nacionais das legendas. Segundo informações dos bastidores, a junção dos partidos será chamada de “União Progressista” e deve ser oficializada na próxima semana.
Além das movimentações em Brasília, o apoio a Neto também acontece em meio a negociações do PP para integrarem novamente a base do governo do estado, que é liderado atualmente pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O interesse, inclusive, já foi declarado publicamente pelo presidente estadual do PP, o deputado federal, Mário Negromonte Jr.
A formação da federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP) avança nos bastidores e deve ser oficializada na próxima terça-feira (29), após um acordo entre os presidentes nacionais das duas siglas, Antônio Rueda (União) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Com isso, já se iniciam os movimentos para definir quem comandará a estrutura nos estados, e na Bahia o embate já começou.
O presidente estadual do PP, deputado federal Mário Negromonte Jr., encaminhou um ofício a Ciro Nogueira solicitando que a definição sobre o controle da federação na Bahia fique a cargo da direção nacional, seguindo o modelo que será adotado em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe.
No documento, enviado à cúpula do PP, o parlamentar baiano menciona que, assim como em São Paulo, onde o PP deve indicar Guilherme Derrite para presidir a federação, e no Rio de Janeiro, com o nome do deputado federal Dr. Luizinho, a Bahia também quer a oportunidade de apresentar seu projeto político e disputar o comando da estrutura.
No ofício, Negromonte afirma que “repassar à outra agremiação a coordenação estadual da nova federação” resultará na saída de toda a bancada estadual do Progressistas e da maioria dos prefeitos. “Tal movimento chegará a nossa bancada federal, enfraquecendo e praticamente extinguindo a representação do Progressistas baiano no Congresso que hoje é pujante”, alegou.
“Isto posto, solicitamos de V.Ex.ª que, a exemplo de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe que em termos numéricos possuem parlamentares de Progressistas e União Brasil semelhantes à Bahia, a gestão da Federação em nosso estado seja nacionalizada, para que as questões regionais e diferenças políticas sejam administradas de forma equânime, sendo conduzida de forma justa e imparcial”, solicitou ele no ofício.
O presidente da empresa estatal Telecomunicações Brasileiras (Telebras), Frederico Siqueira Filho, deve ser o próximo ministro das Comunicações, substituindo Juscelino Filho (União), que pediu demissão do cargo no início deste mês de abril. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a indicação de Siqueira ocorreu após acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Juscelino Filho.
A chegada do novo ministro acontece, também, depois de um constrangimento dentro do governo Lula. Nesta semana, após ser anunciado como novo comandante da pasta das Comunicações, o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas (União-MA) rejeitou o convite para permanecer como deputado federal. A recusa gerou surpresa dentro do governo, visto que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já tinha anunciado a substituição.
Juscelino Filho deixou o cargo no dia 8 de abril ao pedir demissão após ser alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Segundo a PGR, quando era deputado federal, Juscelino teria direcionado recursos para Vitorino Freire (MA), cidade na qual sua irmã era prefeita.
Frederico de Siqueira Filho é engenheiro civil pernambucano. Graduado pela Universidade de Pernambuco, ele construiu uma sólida carreira na operadora Oi, onde atuou por 21 anos em diversos cargos de liderança, incluindo diretor de Relações Institucionais (2008–2018) e diretor de Vendas Corporativas para o Governo na Oi Soluções, liderando equipes comerciais nas regiões Norte e Nordeste. ?
Em maio de 2023, Frederico assumiu a presidência da Telebras, empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações. Durante sua gestão, destacou-se por revitalizar a estatal, firmando parcerias com empresas privadas de satélites para ampliar o acesso à internet em áreas remotas. Sob sua liderança, a Telebras também avançou em projetos como o Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão) e o programa “Aprender Conectado”, voltado à conectividade em escolas públicas.
O centro e a direita vão eleger 80% do Congresso Nacional em 2026, além da maioria dos governos estaduais e também a presidência da República. A previsão foi feita pelo senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, em entrevista à revista Veja.
Nas páginas amarelas da publicação, que chegou às bancas nesta quinta-feira (17), Ciro Nogueira traça um panorama favorável aos partidos de centro e de direita. Para o senador, a rejeição à esquerda e ao petismo, além da baixa popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são fatores que ajudarão a impulsionar as candidaturas deste segmento político.
“Vamos ter a maior vitória da nossa história, muito superior à que obtivemos nas eleições de 2022 e de 2024. O centro e a direita vão eleger 80% do Congresso, e a vitória no Senado será esmagadora. E faremos a maioria dos governadores, inclusive na Região Nordeste. A vitória da centro-direita será ampla no país, principalmente se conseguirmos unificar o nosso projeto nacional”, afirmou Ciro Nogueira.
“Tenho trabalhado muito para que as pessoas da direita e do centro estejam unidas no projeto que apresentaremos ao país em 2026 para virar a página do fracasso que está sendo a gestão do PT. As pesquisas indicam uma crescente rejeição não só ao petismo, mas à esquerda como um todo”, completou.
Perguntado sobre a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2026, o presidente do PP avalia que ele ainda tem chances de ser candidato, caso supere na Justiça a inelegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em caso de não poder disputar, Bolsonaro, na visão de Ciro Nogueira, seria o maior eleitor da próxima disputa, e conduziria o seu indicado a uma grande vitória.
“Se o ex-presidente Bolsonaro for candidato, acho que todos que estavam ali [governadores que participaram da manifestação pela anistia] o apoiariam. Caso não possa ser eleito, se souber conduzir a escolha dentro do critério de quem é o melhor, conseguiremos unificar o nosso campo. Se não unificar no primeiro turno, ao menos no segundo estaremos juntos, inclusive aquele grupo de governadores. Não tem como perder a eleição”, vaticinou Nogueira.
“Meu candidato a presidente número 1 é Bolsonaro, o número 2 é Bolsonaro e o número 3 é Bolsonaro. Ele seria eleito se a disputa fosse hoje. Mas está inelegível, por mais absurdo que isso seja. Temos que buscar ter um projeto de anistia para que ele se torne elegível”, emendou o senador.
Para Ciro Nogueira, o candidato da direita, caso Bolsonaro siga impedido, será alguém que ele indicar para ter o seu apoio em 2026. O senador do PP do Piauí diz que qualquer candidato que Bolsonaro escolher se tornará viável eleitoralmente.
“Defendo que teremos que definir a questão do candidato a presidente da República até o fim do ano. Pode ser que seja alguém da família, algum dos filhos do ex-presidente. Se for alguma das outras pessoas, como Tarcísio (de Freitas, governador de São Paulo), Ratinho Jr. (governador do Paraná), Tereza Cristina (ex-ministra e senadora pelo PP) ou Ronaldo Caiado (governador de Goiás), temos que decidir este ano”, explicou.
De acordo com o presidente do PP, partido que tenta consolidar uma federação com o União Brasil, faz ainda fortes críticas ao presidente Lula, de quem já foi aliado no passado. Para Ciro, Lula tem um discurso ultrapassado e que já não convence grande parte dos brasileiros.
“Lula passa a imagem de uma pessoa que não se conecta com a população, que não sabe nem como é que as pessoas trabalham atualmente. Vou dar um exemplo: essa questão dos aplicativos, dos autônomos. O Lula parece que não entende como é que esses brasileiros trabalham, que eles não se sentem representados quando o presidente vem com essa visão de sindicalizar. As pessoas não querem saber disso”, argumenta o senador.
“Hoje, na prática, o governo é um governo de oposição ao próprio país. Completamente ultrapassado, obsoleto, com ideias envelhecidas e práticas antigas. A população não vê mais no presidente nenhuma capacidade de inovar e de ser um alento para o futuro do país. E não estou falando de questão de idade, não. A idade do Lula (79 anos) é o menor dos problemas”, conclui Ciro Nogueira.
Não veio Gusttavo Lima, mas outro nome da música está de olho na carreira política. O músico Ximbinha, ex-marido de Joelma, se filiou ao partido União Brasil.
Aos 51 anos, o guitarrista anunciou a nova jornada na carreira após um convite feito pelo Ministro do Turismo, Celso Sabino.
"É com grande alegria que anúncio minha filiação ao partido @uniaobrasil44. Fiquei muito lisonjeado com o convite feito pelo nosso Ministro do Turismo, @celsosabinooficial. É uma honra e uma felicidade imensa agora fazer parte do União Brasil", escreveu o guitarrista nas redes sociais.
Apesar da entrada na vida política, não está definido se o ex-Calypso pretende disputar algum cargo nas eleições de 2026.
Gusttavo Lima, citado no início da matéria, era especulado como uma das grandes apostas do partido para 2026. O artista chegou a aparecer em pesquisas de intenção de voto, mas toda animação foi por água abaixo.
Em vídeo, o artista anunciou a desistência de disputar a presidência da República em 2026. "Não sou candidato a nenhum cargo político, em 2026 não serei candidato, nem mesmo não sou filiado a qualquer partido. Manifestei sim meu interesse de ajudar o Brasil, meu objetivo é contribuir de outras formas, sem a necessidade de concorrer ou ser eleito para algum cargo público".
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, nomeou nesta semana Natália Araújo como nova secretária municipal de Educação, em substituição a Bruno Barral, afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Overclean. A escolha desconsiderou os pleitos do União Brasil, e gerou insatisfação entre aliados da legenda.
Natália é filiada ao PSD e tem histórico de atuação na gestão pública municipal. Entre 2017 e 2022, foi subsecretária de Educação durante o governo de Alexandre Kalil. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal, mas não foi eleita. Desde fevereiro deste ano, exercia o cargo de assessora especial do prefeito.
Segundo o jornal O Glovo, nos bastidores, a nomeação provocou desconforto no União Brasil, que pressionava para manter o controle da pasta. Apesar disso, prevaleceu a relação de confiança entre Damião e Natália, aliados de longa data. Segundo fontes próximas ao Executivo, a decisão também buscou preservar a secretaria de novas crises políticas após o episódio envolvendo Barral.
Bruno Barral havia sido indicado pela direção nacional do União Brasil e chegou ao cargo em abril de 2023, vindo de Salvador. Ele é próximo de lideranças da legenda, como o ex-prefeito da capital baiana ACM Neto. Após seu afastamento, a pasta passou por uma reestruturação, com a exoneração de diversos servidores ligados à sua gestão — embora sem envolvimento direto nas investigações, segundo a Prefeitura.
A decisão do STF que afastou Barral foi proferida pelo ministro Kassio Nunes Marques. Durante a terceira fase da Operação Overclean, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário e encontrou em sua posse R$ 120,8 mil em espécie, distribuídos em notas de real, euro e dólar.
O primeiro passo para a expulsão do deputado Marcinho pelo União Brasil, por infidelidade partidária, foi dado nesta segunda-feira (14), quando o filiado Leonardo Barreto de Pinho, do diretório de Araci, encaminhou ao Diretório Estadual do partido um ofício solicitando a exclusão e desfiliação do parlamentar, conforme documento obtido com exclusividade pelo Bahia Notícias.
No documento, Leonardo Pinho, também conhecido como Léo de Garcia, afirma que o deputado adotou a postura de “privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil”. O parlamentar estadual costuma acompanhar as pautas que interessam à gestão estadual, contrariando orientações do partido. Pela bancada de oposição, hoje, Marcinho já é visto como um legislador da base do governo petista.
LEIA TAMBÉM:
Segundo o filiado, a conduta do deputado em se aproximar do governador Jerônimo pode ser classificada como “transgressão disciplinar” porque violaria um dos fundamentos partidários previstos no estatuto do União Brasil, notadamente a “infidelidade partidária”.
“Por este motivo, este signatário representa a Vossa Excelência (deputado Paulo Azi, presidente do Diretório Estadual) que se adote providências para a instauração do processo partidário disciplinar para a aplicação da penalidade cabível”.
No final do documento, Leonardo Barreto de Pinho solicita que o parlamentar seja “expulso do União Brasil com cancelamento de filiação partidária” por “reiteradas infrações disciplinares”.
O filiado do União Brasil também anexou ao documento diversas reportagens demonstrando que o deputado deixou de seguir as orientações do partido para se aproximar do governo estadual. O documento será encaminhado ao Conselho de Ética do partido para a adoção das devidas providências.
A reportagem entrou em contato com Marcinho para que o deputado se posicionasse em relação ao pedido de expulsão do partido. Ao Bahia Notícias, o parlamentar informou que não tinha conhecimento do documento e ironizou a acusação de “transgressão disciplinar”. O legislador argumentou que a legenda, no cenário nacional, ocupa ministérios do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu tô sabendo agora. Esse filiado sabe que o União Brasil tem três ministérios no governo Lula? Eu estou muito tranquilo sobre isso. No momento que União Brasil não fizer mais parte do governo Lula, aí ele poderia ter até a razão. Como eu não posso acompanhar uma inauguração de uma base eleitoral minha, uma entrega de uma base eleitoral minha?”, questionou Marcinho.
Recentemente, o deputado se ausentou do lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (União-GO) à presidência da República em evento que foi realizado em Salvador. No mesmo dia, Marcinho esteve em agenda com Jerônimo no município de Paulo Afonso, o que aumentou as insatisfações no partido.
Nos bastidores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a tendência do deputado em acompanhar as matérias do governador Jerônimo Rodrigues também já teria gerado desgaste entre os deputados do União Brasil. No ano passado, uma liderança do partido já teria indicado que Marcinho poderia ser alvo de uma notificação de conduta.
“Existe um ambiente de insatisfação. Acho até melhor que se ele quiser ser base do governo, que ele peça a liberação da filiação”, apontou uma liderança do grupo.
Marcinho é apadrinhado politicamente pelo deputado federal Elmar Nascimento (União), um dos principais defensores da manutenção do União Brasil na base do governo Lula, movimento que desagrada o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto. Segundo a imprensa nacional, o congressista possui interesse em integrar a gestão, assumindo um ministério.
Também é ventilado que Elmar pode estar de malas prontas, inclusive, para deixar o União Brasil, se filiando a um partido mais pacificado na base do presidente Lula. Uma das siglas cogitadas para a mudança seria o Avante, em movimento que pode ser acompanhado por Marcinho Oliveira, segundo informações obtidas pela reportagem.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia. As declarações aconteceram em almoço na última semana, com a presença de aliados do União Brasil, além de ministros do governo, incluindo a ministra Gleisi Hoffmann (PT), de Relações Institucionais.
Segundo informações da Folha de São Paulo, Davi Alcolumbre declarou que há suspeitas de esquemas de corrupção envolvendo o nome do ministro do PSD, sem detalhar os casos.
O almoço ocorreu na casa do presidente nacional do partido, Antônio Rueda, em Brasília e havia, ao menos, 8 pessoas, incluindo parlamentares e membros do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A assessoria do presidente do Senado negou o caso. "O presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, não comentara sobre falsas intrigas e especulações que não são verdadeiras. A sua prioridade é seguir trabalhando para melhorar a vida dos brasileiros", escreveu em nota.
O então deputado federal Pedro Lucas (União-MA) foi anunciado como o novo ministro das Comunicações do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A atualização foi divulgada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), nesta quinta-feira (10). A ação ocorre após a saída do ex-ministro Juscelino Filho, que deixou o cargo após ser denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por corrupção.
Pedro Lucas é o ex-líder do União Brasil na Câmara. Agora ex-deputado, o Lucas pediu para assumir após a páscoa, quando deve sair oficialmente sua nomeação. Até lá, assume a secretária executiva do ministério, Sônia Faustino Mendes.
"O União Brasil apresenta o nome do Pedro Lucas para substituir o ministro Juscelino nas Comunicações. O presidente aceitou e fez um convite também ao líder para assumir, o Pedro Lucas. O Pedro Lucas só pediu até depois da Páscoa para assumir o ministério, porque ele tem que encaminhar umas questões pessoais de mandato e em relação à liderança da bancada. E nesse interregno vai assumir interinamente a secretária-executiva", afirmou Gleisi.
Conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Pedro Lucas é da ala governista do União Brasil e foi presidente da Agência Executiva Metropolitana durante a gestão Flávio Dino no Governo do Maranhão.
Para confirmar a indicação, Lula se reuniu com o deputado, o ministros Rui Costa (Casa Civil), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O presidente já havia citado na quarta-feira (9), ao ser questionado durante sua visita oficial a Honduras, o nome do deputado como a primeira opção para o ministério, afirmando que se reuniria com o União Brasil para discutir a possível nomeação de Pedro Lucas.
"O União Brasil tem o direito de me indicar um sucessor para o Juscelino, que é do União Brasil. Eu já tenho um nome, eu conheço o Pedro Lucas, amanhã de manhã eu vou conversar com o União Brasil e, se for o caso a gente discute a nomeação dele", afirmou Lula.
Juscelino Filho pediu exoneração da Esplanada na terça-feira (8), após ser denunciado pela PGR, sob acusação de corrupção passiva e de outros crimes relacionados a suposto desvio de emendas. Juscelino reassumiu o mandato de deputado federal no mesmo dia em que deixou o Executivo, afastando o suplente Ivan Junior (União Brasil-MA).
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou que o partido pretende liderar o sentimento de mudança que, segundo ele, cresce entre os baianos. A declaração foi dada em entrevista à rádio Princesa FM, de Feira de Santana, nesta terça-feira (8).
Neto anunciou que até o final de maio dará início a uma série de viagens pelo interior do estado, começando pela região de Ilhéus, no sul da Bahia. O objetivo, segundo ele, é manter contato direto com a população, ouvir demandas e apresentar as ideias e projetos da legenda para o futuro da Bahia.
“O ano de 2025 vai ser um ano de articulação política, de conversa com os partidos, com as lideranças e prospecção e identificação de potenciais candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, mas também um ano principalmente de muito diálogo direto com a população e um contato permanente com o cidadão baiano, levando essa mensagem de esperança para o futuro”, afirmou.
ACM Neto ressaltou que a legenda já vinha se preparando desde o ano passado para este novo ciclo político. “Nós começamos esse treino para disputar o campeonato. Essa pré-temporada foi iniciada ainda no ano passado, quando o União Brasil procurou dar o máximo possível de apoio e suporte aos seus candidatos a prefeito em todo o estado da Bahia”, disse.
Segundo ele, o partido saiu fortalecido do último pleito e hoje governa a maior quantidade de pessoas na Bahia, com vantagem “bem larga” sobre o PT, principal adversário no estado. “Eu sinto que no coração dos baianos o desejo é de mudança. Há um crescimento muito forte desse sentimento e a gente quer traduzir isso em ideias e projetos para o futuro da Bahia”, concluiu.
A prefeita Monalisa Tavares, do União Brasil (UB), reafirmou recentemente seu compromisso com o partido durante sua participação no programa de rádio “Frequência Política”. A prefeita do município de Ibicaraí, no sul da Bahia, deu entrevista ocorreu após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que a manteve no cargo, resultado que ela descreveu como uma vitória da justiça eleitoral sobre as manobras de seus adversários.
“Estava confiante em Deus e a decisão da justiça eleitoral foi justa. Vencemos com mais de 5 mil votos de frente e os adversários que foram derrotados foram para o tapetão, mas está aí a decisão,” declarou Tavares, expressando sua gratidão e alívio após o veredito.
Em entrevista ao Blog dos Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, foi levantada a possibilidade de uma mudança de alianças, considerando o recente cenário político na Bahia. Ao ser perguntada sobre a chance de se juntar à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Tavares foi enfática.
“Tenho uma relação de amizade com ACM Neto e Bruno Reis há mais de 20 anos e provavelmente vou continuar no grupo. Os meus adversários locais fazem parte da base do governo, acredito que não teria espaço. Mas tenho e desejo manter uma relação de parceria e respeitosa com o governo do estado,” afirmou a prefeita.
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em Ilhéus (BA) como parte da terceira fase da Operação Overclean na manhã deste sábado (5). O alvo foi Samuel Franco, conhecido como Samuca (de azul na foto), empresário do ramo imobiliário apontado como operador financeiro do esquema investigado. Ele é ligado a Carlos André Coelho (União), ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória, preso na fase anterior da operação.
De acordo com publicação da Coluna Mirelle Pinheiro, durante as buscas, os agentes apreenderam eletrônicos e centenas de documentos relacionados a imóveis.
Deflagrada na quinta-feira (3), a nova etapa da Overclean ampliou o foco sobre nomes ligados ao União Brasil. Entre os alvos está Bruno Oitaven Barral, secretário de Educação de Belo Horizonte, afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação de Barral teve apoio político de ACM Neto (União) e de José Marcos de Moura, empresário conhecido no setor de limpeza.
LEIA TAMBÉM:
A operação investiga um esquema bilionário de fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, com ramificações em diversos estados. A estimativa é de que o grupo criminoso tenha movimentado R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos, principalmente ligados ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na Bahia.
Carlos André Coelho foi preso em dezembro de 2024, acusado de intermediar repasses ilegais em contratos que somam R$ 170 milhões. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 1,5 milhão em um avião. As investigações também apontam operações suspeitas nos estados de São Paulo, Maranhão, Pará e Piauí.
Conversas interceptadas pela PF revelam o uso de linguagem cifrada, com termos como “encomendas” e “robalos”, e indicam que Carlos André integrava o núcleo operacional do grupo, com influência sobre decisões administrativas em órgãos públicos.
A prefeita de Vitória da Conquista, no Sudoeste, Sheila Lemos (União), descartou figurar na chapa de oposição ao governo no próximo ano. A declaração foi dada nesta sexta-feira (4) durante o lançamento da pré-candidatura do correligionário Ronaldo Caiado (União) à presidência da República. O ato ocorre no Centro de Convenções Salvador.
Sheila diz se sentir honrada, mas não pretende abandonar o mandato. “Eu fico honrada quando as pessoas lembram do meu nome, pelo trabalho que a gente tem feito em vitória da conquista, mas eu tenho uma missão de continuar prefeita até 2028, como o povo escolheu e me elegeu”, disse ao Bahia Notícias.
Foto: Divulgação
Ao contrário de Caiado, que não vê com bons olhos a federação entre o União Brasil e o PP, a prefeita de Vitória da Conquista torce para que a união seja consolidada. “Lá em Vitória da Conquista está super tranquilo. Essa União dando certo, que é isso que a gente torce, que a gente quer, o União Brasil será o maior partido do país”, declarou à imprensa.
Lemos ainda defendeu o nome de Caiado como pré-candidato a presidente, pela trajetória do político. “Ele já tem demonstrado a sua competência e garra. Desde lá do Legislativo, agora no Executivo, como governador de Goiás. Foi reeleito, tem um trabalho maravilhoso”, elogiou.
Em relação a uma certa falta de mobilização popular ao ato, a prefeita de Vitória da Conquista minimizou a observação. “Acredito que é um primeiro momento. Com o caminhar, esses movimentos vão aumentando”, contemporizou.
O lançamento da pré-candidatura à presidência da República de Ronaldo Caiado, na próxima sexta-feira (4), movimenta os bastidores do União Brasil. Alas do partido ainda se dividem sobre o anúncio, com a legenda imersa na discussão sobre a federação com o PP.
O Bahia Notícias apurou com lideranças e parlamentares do partido que o evento, no Centro de Convenções, deve receber um número significativo de prefeitos e políticos. Porém, a definição do anúncio da pré-candidatura passou por uma longa discussão entre a cúpula da legenda. Com a iminente federação com o PP, existe uma resistência, principalmente do presidente nacional dos Progressistas, senador Ciro Nogueira.
O “pedido” de Ciro para nomes do União Brasil seria de convencer Caiado a não lançar o nome, possibilitando uma unidade já na largada da corrida presidencial em torno do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O processo que opôs duas alas do União Brasil, que divergiam sobre a necessidade de reforçar o partido e “unificar a direita” culminaram na confirmação do lançamento, inclusive antecipando a viagem para dialogar com empresários e políticos.
Dividindo deputados federais e estaduais, incluindo a Bahia, uma última tentativa de demover Caiado do lançamento da pré-candidatura, pelo menos até a confirmação da federação com o PP fosse finalizada, foi feito, sem sucesso. O governador teria sido irredutível, apontando que já teria "avançado demais", confirmando a realização do evento. Apesar da tentativa, boa parte das lideranças do partido estariam satisfeitas com a pré-candidatura, apontam interlocutores da legenda.
Até a última semana existia uma incerteza no partido, chegando a refletir na organização do encontro. Agendado para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a organização não cravava a realização no formato original, justamente no Centro de Convenções. Em declaração nesta segunda-feira (31), o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) indicou que Caiado “é o melhor governador do Brasil” reforçando o cenário de adesão à pré-candidatura.
“Tem a melhor avaliação em problemas graves que enfrentam hoje no país, não só na segurança, mas na qualidade de educação e na geração de emprego e renda. Então o nome dele está à disposição para iniciar o diálogo e terá naturalmente o apoio do partido, é uma alternativa. É óbvio que essas definições só vão ocorrer ano que vem, onde todos os pretensos players estarão na mesa, para aí se definir quem será o candidato único das oposições. O que defendemos é que as oposições se unam em torno de um único nome que possa apresentar um projeto alternativo ao que está aí”, completou Bruno.
AGENDA DE CAIADO
O governador de Goiás, além do evento no Centro de Convenções, deve ter algumas atividades. Ele será homenageado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e quer começar a interlocução com nomes influentes no estado, segundo a CNN. A ideia do governador é se apresentar como candidato alternativo ao do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Cláudio Villas Boas
"Iniciou esse contrato com a celebração do aditivo em 4 de junho de 25 agora, e a previsão contratual é que precisamos iniciar a construção da ponte em um ano após a assinatura desse contrato. Portanto, em junho de 26 iniciaríamos a construção. Logicamente, para isso, algumas etapas precisam ser desenvolvidas antes".
Disse o CEO do consórcio responsável pela ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas ao indicar que a data para o início da construção está marcada para junho de 2026.