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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), nega que haja algum embargo proposital ao licenciamento do novo terminal rodoviário de Salvador, no bairro de Águas Claras. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (12), o gestor municipal garante que “nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando, por falta de alvará” e o discurso apresentado pelo governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), também nesta segunda, são “desculpas para a incompetência”.
"Diferente deles, todos os pedidos de licenciamento [são analisados], até porque você nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando, por falta de alvará. Vou lhe dar um exemplo específico: o VLT, só tem, até hoje, alvará de terraplanagem. Já tem pilares e vigas lançadas para passar sobre a BR-324 e não tem alvará. Então isso é desculpa para justificar, às vezes, a incompetência", explica o gestor.
Segundo Bruno Reis, “tem que ter responsabilidade porque, se Deus me livre e guarde acontecer alguma fatalidade, vão responsabilizar a Prefeitura". Ele detalha que, no caso da nova rodoviária, “deram entrada no dia 15 de dezembro e o governador quer inaugurar no dia 19 de janeiro”.
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“Iremos fazer de tudo, se eles preencherem as formalidades, e minha equipe sabe, todo mundo sabe que todos os pedidos do governo do estado são prioridade máxima, mas agora, é fácil licenciar uma rodoviária em um mês? Aí a culpa é do prefeito? É [culpa] da Prefeitura? Agora a gente vai dar um jeito de licenciar", garante.
Bruno Reis esclarece que para a realização dos processos, “as formalidades precisam ser preenchidas” dentro ou fora do âmbito municipal. “A Ponte Salvador-Itaparica e qualquer outra obra é prioridade máxima para aprovação, agora, existem formalidades que precisam ser preenchidas. Às vezes eles dão entrada sem aprovação do próprio Inema [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], que é um órgão estadual ou do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], que é federal, vinculado ao partido deles, e a culpa é da Prefeitura?", finaliza.
O grupo de oposição ao governo na Bahia aguarda o posicionamento do senador Angelo Coronel para revelar sua chapa para as eleições estaduais. Isso é o que aponta o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que deve ser um dos principais coordenadores da campanha de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto na Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (12), o prefeito garante que “estamos aguardando o desfecho do lado de lá” para finalização da chapa.
"Nós falamos [com Angelo Coronel] no final do ano, éramos amigos na época de deputados. [O grupo oposicionista] Estamos aguardando o desfecho do lado de lá, quem tem que resolver esse problema são eles", destaca.
O prefeito garante, no entanto, que não está 100% dependente desta resolução para o sucesso da oposição: "Então, caso Coronel não seja candidato lá, vocês têm interesse em ter uma conversa para construir algum tipo de parceria? Com certeza! Estamos dependendo disso? Não, enquanto isso estamos conversando com as pessoas do nosso grupo, nos preparando para ir para o enfrentamento", garante o gestor.
Apesar disso, “evidente que caso, ele seja rifado da chapa lá [junto ao grupo petista], estamos abertos ao diálogo", diz Bruno. O aliado de ACM Neto comenta ainda sobre a chapa “puro-sangue” do PT, que seria composta por Jerônimo Rodrigues, em caráter de reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos às vagas no Senado Federal.
Ele afirma que a esta formação petista é "a panelinha, ou seja, vão disputar os três que são os principais responsáveis pela situação da Bahia como se encontra hoje". "Então, tenho certeza que essa é a melhor chapa para a gente enfrentar, ela é que traz o desgaste dos 24 anos que eles querem ir de poder", aponta.
Já sobre o que seria a chapa “dos sonhos” para o grupo da oposição, o prefeito evita cravar nomes para além de ACM Neto e João Roma. "Temos nomes aqui, alguns já, digamos assim, definidos ou a se definir. Temos ACM Neto definido como candidato a governador, João Roma, como senador, então estamos aqui aguardando como vai se comportar, como vai ser a posição do governo [com Coronel]”, conclui.
Ele finaliza dizendo que “agora temos outros nomes aqui, mas não é o momento [de revelar os nomes]".
Confira o trecho da entrevista:
O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) foi indicado para ocupar a vice-liderança do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A indicação partiu do líder da maioria na Casa, Rosemberg Pinto (PT), que encaminhou um ofício à presidente da AL-BA, Ivana Bastos (PSD), nesta sexta-feira (9).
“Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado infrafirmado vem, por meio deste, indicar o Deputado Marcinho Oliveira (PRD) como vice-líder da Maioria”, escreveu Rosemberg Pinto no documento.

Eleito como deputado de oposição, Marcinho Oliveira aproximou-se do governo Jerônimo Rodrigues (PT) ainda no período em que era filiado ao União Brasil, o que gerou desgastes com a antiga bancada. Na AL-BA, inclusive, ele chegou a exercer a liderança da legenda antes de migrar definitivamente para a base governista.
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Em abril, Marcinho chegou a ser alvo de um pedido de expulsão da sigla por infidelidade partidária. No documento, um filiado afirmou que o deputado adotou a postura de “privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil”. Contudo, o pedido não avançou dentro da legenda.
Marcinho deixou o partido em setembro do ano passado, durante uma coletiva de imprensa, quando anunciou que assumiria a presidência do PRD. Dias depois, o parlamentar oficializou seu apoio ao governo Jerônimo durante agenda em Ribeira do Pombal.
“Vim para somar, de mala e cuia, com quem faz a coisa acontecer na ponta", declarou Marcinho na ocasião, ao lado do governador.
O deputado federal pelo União Brasil, Paulo Azi, afirmou que “torce” para que o Partido dos Trabalhadores escolha disputar as eleições estaduais e federais de 2026 com uma chapa “puro-sangue”. O parlamentar, que é um dos caciques do União Brasil, disse em entrevista nesta terça-feira (6), que uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jacques Wagner, poderia garantir uma vitória do seu grupo ao lado de ACM Neto, como oposição ao PT na Bahia.
“O voto 13 vai se resumir aos três votos do candidato a governador de dois senadores. Eu, pessoalmente, torço muito para que eles tomem essa decisão de colocar os três juntos, porque aí nós teremos a oportunidade de derrotar todos de uma única vez”, afirma. Na formação sugerida, Jerônimo Rodrigues sairia como candidato a reeleição no governo estadual, ao lado de Rui Costa e Jacques Wagner, ambos concorrendo as vagas no Senado.
Sobre o viés nacional da disputa eleitoral, o veterano do União destacou que ainda é cedo para fechar o apoio do União ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que disputa pelo PL. “Nós ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos, o próprio União Brasil tem um pré-candidato que é o [Ronaldo] Caiado, outros candidatos no campo do centro, no campo da direita”, explica o parlamentar.
O deputado disse ainda que “torço muito para que nós possamos sentar a mesa e buscar um nome que possa agregar a todos”. “Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato com o compromisso de que todos possam estar com aquele que for ao segundo turno disputar a eleição, provavelmente contra o presidente Lula”, completa.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, reforçou publicamente apoio ao nome de João Roma (PL) para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um encontro da oposição realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Ao comentar a formação da chapa majoritária da oposição no estado, Neto defende a importância da unidade entre os partidos do campo conservador e de centro-direita. “Se depender de mim, um dos nomes a concorrer ao Senado Federal está aqui do lado, o presidente do PL em nosso estado”, afirma, apontando para João Roma.
A fala consolida uma reaproximação política entre as lideranças, que estiveram em campos distintos em disputas anteriores, mas agora articulam uma frente comum para enfrentar o grupo governista na Bahia. Confira momento em vídeo:
? ACM Neto reforça apoio a João Roma para disputa ao Senado em 2026 pic.twitter.com/A8EuKlDnSw
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 22, 2025
Roma, ex-ministro e ex-candidato ao governo estadual, desponta como o principal nome do Partido Liberal no estado. O evento foi marcado pelos questionamentos do prefeito Jânio natal (PL) para as figuras e durante as respostas ACM neto reforçou seu apoio, endossado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Com lideranças regionais e locais da oposição em evento realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, o cenário político para as eleições de 2026 ganhou novos contornos. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno.
Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. “Ficarei contra o PT”, confirma ACM Neto.
Confira momento em vídeo:
A afirmação reforça o alinhamento de ACM Neto com o campo oposicionista ao governo federal e sinaliza que o União Brasil na Bahia deve caminhar junto com forças de direita e centro-direita no pleito nacional com uma aliança entre o Partido Liberal (PL).
O discurso também busca consolidar uma narrativa unificada da oposição no estado, tanto no plano estadual quanto federal.
Durante a inauguração da nova sede do União Brasil em Feira de Santana, a postura do prefeito José Ronaldo diante de elogios públicos feitos por ACM Neto chamou a atenção de lideranças políticas e participantes do evento. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a solenidade, ocorrida na tarde desta quinta-feira (18), reuniu dirigentes partidários e nomes influentes da política baiana.
No discurso, ACM Neto, apontado de novo como possível candidato da oposição ao governo da Bahia em 2026, fez rasgos de elogios ao prefeito feirense. “[Esse é] um dos maiores líderes políticos de todo o Estado da Bahia e o maior prefeito de toda a história em Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho”, afirmou Neto.

Inauguração de sede do União Brasil em Feira / Foto: Paulo José / Acorda Cidade
Apesar das palmas do público, a reação do prefeito foi considerada discreta por parte dos presentes, o que gerou comentários nos bastidores do evento. A postura de José Ronaldo reacendeu especulações sobre possíveis desconfortos que remetem à fatídica eleição de 2022 para os oposicionistas baianos, quando Ronaldo foi descartado no dia de lançamento da chapa.
No lugar, ACM Neto escolheu para candidata a vice a empresária Ana Coelho (Republicanos), após rearranjos partidários. O movimento foi interpretado, à época, como um desgaste político entre aliados.
Após o fato, José Ronaldo declarou publicamente que ficou abalado com a decisão, mas afirmou que o episódio foi superado e que não guardava ressentimentos. No entanto, a reação observada no evento desta quinta levanta diferentes interpretações entre lideranças políticas, que avaliam se o comportamento do prefeito foi apenas circunstancial ou se sinaliza posicionamentos futuros no cenário eleitoral baiano.
Até o momento, nenhuma manifestação oficial foi feita por José Ronaldo ou ACM Neto sobre o assunto. O episódio segue sendo acompanhado como parte das movimentações políticas com vistas às eleições de 2026.
Durante a confraternização de fim de ano do União Brasil, realizada nesta semana em Brasília, o presidente da sigla, Antonio Rueda, e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, gravaram um vídeo direcionado ao senador Sergio Moro (União-PR), reafirmando o apoio do partido à candidatura dele ao governo do Paraná em 2026.
No registro, Rueda afirma que a postulação do ex-juiz é “irreversível”, mesmo diante do veto anunciado pelo Progressistas (PP) no estado e das tensões envolvendo a negociação da federação entre as duas siglas.
Após uma breve introdução feita por ACM Neto, Rueda fala diretamente a Moro. “Moro, você está preparado [para ser governador], eu tenho certeza. O Neto fez aqui uma introdução maravilhosa. O governo do Paraná é seu, meu irmão. Escapa do raio, mas não escapa de você. Estamos juntos. A nossa candidatura do Moro é irreversível. Vamos pra frente”, declarou.
A gravação ocorre em meio a uma disputa interna na federação União Progressista. Apesar de Rueda reafirmar publicamente a defesa da candidatura de Moro, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, já declarou que o diretório do partido no Paraná não apoiará o senador.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias em torno das pesquisas mais recentes que mostram a disputa para os governos estaduais revela um quadro de pequenas mudanças em relação à divisão de governadores por partido.
Enquanto partidos do centro mantém alguma estabilidade na conquista de governos, o PT, até aqui, é o partido que mais pode perder. Já o principal partido de oposição, o PL, é o que aparece com chances de ganhar maior quantidade de administrações estaduais.
As pesquisas de momento dos principais institutos nacionais mostram que 11 governadores tentarão a reeleição em 2026. Desses, sete estão liderando as pesquisas, e quatro aparecem na segunda colocação.
Lideram as pesquisas o governador Alan Rick (União Brasil), no Acre; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina.
Entre os quatro que no momento demonstram dificuldade em se reeleger está o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que está perdendo para o candidato ACM Neto (União Brasil). Aparecem na mesma situação o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade); o de Tocantins, Laurez Moreira (PDT); e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).
Outro dado que o levantamento revela diz respeito à posição dos atuais vice-governadores que vão concorrer ao governo de seus estados em 2026. Dos seis que já manifestaram intenção de buscar a eleição, dois deles lideram as pesquisas, e quatro estão na segunda colocação.
No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) está na liderança das pesquisas para suceder o governador Ibaneis Rocha (MDB). Em Goiás, Daniel Vilela (MDB), vice de Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece na frente na disputa estadual.
Já os quatro vices que atualmente figuram na segunda colocação em pesquisas são os seguintes: Edilson Damião (Republicanos) em Roraima; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba; Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso; e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo.
Em relação à divisão dos governos estaduais entre os partidos políticos, o quadro atual no país revela a seguinte partilha:
- PT - 4
- União Brasil - 4
- PSD - 4
- PSB - 3
- MDB - 3
- PP - 3
- Republicanos - 2
- PL - 2
- Novo - 1
- Solidariedade - 1
O levantamento realizado pelo BN com as pesquisas eleitorais mais recentes mostra principalmente a ascensão de União Brasil e PL como os partidos com mais governadores, e a queda na quantidade de governos do PT. Confira abaixo uma simulação de como ficaria a divisão dos 27 governos entre os partidos caso venha a se confirmar a atuação da corrida eleitoral.
- União Brasil - 5
- PL - 5
- MDB - 4
- PSD - 4
- Republicanos - 3
- PSB - 2
- PT - 2
- PP - 2
Apresentamos a seguir as pesquisas mais recentes dos institutos nacionais com o quadro atual das disputas pelos governos estaduais:
REGIÃO NORTE
ACRE (Paraná Pesquisas)
- Alan Rick (União Brasil) - 44,5% (R)
- Tião Bocalom (PL) - 24,1%
- Mailza Gomes (PP) - 17,6%
- Dr. Thor Dantas (PSB) - 3,5%.
AMAPÁ (Paraná Pesquisas)
- Dr. Furlan (MDB) - 65,6%
- Clécio Luís (Solidariedade) - 25,4% (R)
AMAZONAS (Real Time Big Data)
- Omar Aziz (PSD) - 43%
- Maria do Carmo Seffair (PL) - 22%
- Tadeu de Souza (Avante) - 10%
PARÁ (Paraná Pesquisas)
- Dr. Daniel Santos (PSB) - 26%
- Éder Mauro (PL) - 22,5%
- Hana Ghassan (MDB) - 18,7%
RONDÔNIA (Real Time Big Data)
- Marcos Rogério (PL) - 23%
- Fernando Máximo (União Brasil) - 21%
- Adailton Fúria (PSD) - 19%
- Hildon Chaves (PSDB) - 12%
RORAIMA (Real Time Big Data)
- Arthur Henrique (PL) - 33%
- Edilson Damião (Republicanos) - 28%
- Soldado Sampaio (Republicanos) - 11%
- Juscelino Kubitschek Pereira (PT) - 6%
TOCANTINS (Real Time Big Data)
- Professora Dorinha (União Brasil) - 33%
- Laurez Moreira (PDT) - 24% (R)
- Cinthia Ribeiro (PSDB) - 13%
- Amelio Cayres (Republicanos) - 11%
REGIÃO NORDESTE
ALAGOAS (Real Time Big Data)
- Renan Filho (MDB) - 48%
- JHC (PL) - 45%
BAHIA (Real Time Big Data)
- ACM Neto (União Brasil) - 44%
- Jerônimo Rodrigues (PT) - 35% (R)
- José Carlos Aleluia (Novo) - 3%
- Kleber Rosa (Psol) - 2%
CEARÁ (Real Time Big Data)
- Elmano de Freitas (PT) - 39% (R)
- Ciro Gomes (PSDB) - 39%
- Eduardo Girão (Novo) - 14%
MARANHÃO (Real Time Big Data)
- Eduardo Braide (PSD) - 35%
- Orleans Brandão (MDB) - 25%
- Lahesio Bonfim (Novo) - 17%
- Felipe Camarão (PT) - 6%
PARAÍBA (Real Time Big Data)
- Cícero Lucena (MDB) - 31%
- Lucas Ribeiro (PP) - 16%
- Efraim Filho (União Brasil) - 13%
- Pedro Cunha Lima (PSD) - 13%
PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)
- João Campos (PSB) - 50%
- Raquel Lyra (PSD) - 24% (R)
- Eduardo Moura (Novo) - 5%
- Gilson Machado (PL) - 3%
PIAUÍ (Real Time Big Data)
- Rafael Fonteles (PT) - 66% (R)
- Margarete Coelho (PP) - 14%
- Mainha (Podemos) - 5%
- Jornalista Toni Rodrigues (PL) - 2%
RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)
- Alysson Bezerra (União Brasil) - 36%
- Rogério Marinho (PL) - 34%
- Cadu Xavier (PT) - 10%
SERGIPE (Real Time Big Data)
- Fábio Mitidieri (PSD) - 46% (R)
- Walmir de Francisquinho (PL) - 33%
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)
- Celina Leão (PP) - 32,2%
- José Roberto Arruda (Sem partido) - 29,8%
- Leandro Grass (PT) - 11,8%
- Ricardo Capelli (PSB) - 6,4%
- Paula Belmonte (PSDB) - 6%
GOIÁS (Real Time Big Data)
- Daniel Vilela (MDB) - 30%
- Marconi Perillo (PSDB) - 26%
- Wilder Morais (PL) - 14%
- Delegada Adriana Accorsi (PT) - 12%
MATO GROSSO (Real Time Big Data)
- Wellington Fagundes (PL) - 43%
- Otaviano Pivetta (Republicanos) - 17%
- José Carlos do Pátio (PSB) - 7%
MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)
- Eduardo Riedel (PP) - 55% (R)
- Fábio Trad (PT) - 16%
- Marcos Pollon (PL) - 11%
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)
- Lorenzo Pazolini (Republicanos) - 27%
- Ricardo Ferraço (MDB) - 26%
- Sérgio Vidigal (PDT) - 11%
- Arnaldinho Borgo (Podemos) - 11%
- Helder Salomão (PT) - 5%
MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)
- Cleitinho (Republicanos) - 40,6%
- Alexandre Kalil (PDT) - 13,5%
- Rodrigo Pacheco (PSD) - 13%
- Marília Campos (PT) - 10,6%
- Mateus Simões (Novo) - 5,9%
RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)
- Eduardo Paes (PSD) - 53%
- Rodrigo Bacellar (União Brasil) - 13%
- Washington Reis (MDB) - 12%
- Ítalo Marsili (Novo) - 3%
- Bombeiro Rafa Luz (Missão) - 3%
- William Siri (Psol) - 2%
SÃO PAULO (Real Time Big Data)
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 45% (R)
- Geraldo Alckmin (PSB) - 26%
- Erika Hilton (Psol) - 9%
- Paulo Serra (PSDB) - 6%
- Kim Kataguiri (Missão) - 6%
- Felipe D´Avila (Novo) - 1%
REGIÃO SUL
PARANÁ (Real Time Big Data)
- Sérgio Moro (União Brasil) - 41%
- Requião Filho (PDT) - 20%
- Guto Silva (PSD) - 13%
- Paulo Martins (Novo) - 8%
- Ênio Verri (PT) - 5%
RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)
- Luciano Zucco (PL) - 27%
- Juliana Brizola (PDT) - 21%
- Edegar Pretto (PT) - 21%
- Gabriel Souza (MDB) - 13%
- Covatti Filho (PP) - 3%
SANTA CATARINA (Real Time Big Data)
- Jorginho Mello (PL) - 48% (R)
- João Rodrigues (PSD) - 22%
- Décio Lima (PT) - 14%
- Adriano Silva (Novo) - 2%
- Marcos Vieira (PSDB) - 1%
Levantamento mostra como está disputa ao Senado para 2026 em meio a debates sobre Lei de Impeachment
Mesmo com adaptações, a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950 impactam diretamente nas estratégias dos partidos para as disputas ao Senado em 2026. Agora em plenário físico, os ministros devem decidir sobre a cautelar que atendeu as ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Ao suspender diversos artigos da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) relativos ao afastamento de ministros da Corte, Gilmar Mendes chegou a estabelecer que somente o procurador-geral da República pode protocolar pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado. Todavia, após entendimento com o Senado, em um acordo de bastidores, o próprio ministro recuou. Gilmar também decidiu pelo entendimento de que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54), acima da maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo - esse trecho da cautelar ainda segue vigente.
“Se trata de aplicar a Constituição, é isso que estamos fazendo. Tendo em vista que a lei, de alguma forma, ela já caducou. É de 1950, feita para regulamentar o impeachment no processo da Constituição de 1946. Ela já passou por várias constituições, e, agora, se coloca a sua discussão face à Constituição de 1988”, afirmou o ministro.
O ministro Flávio Dino, em evento no final da semana passada, foi o primeiro a defender a decisão do seu colega de STF. Dino defendeu a revisão da lei de 1950 e afirmou que já foram apresentados 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
“Isso jamais aconteceu antes no Brasil e isso nunca aconteceu em nenhum país do planeta Terra. Então, é preciso analisar para ver se de fato são imputações, acusações de crime de responsabilidade. Por que agora? Porque tem 81 pedidos de impeachment”, afirmou Dino.
A decisão do ministro Gilmar Mendes gerou fortes protestos de parlamentares de oposição e de direita, e foi elogiada por deputados e senadores governistas. Foi o caso, por exemplo, do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que celebrou a medida.
“A liminar de Gilmar Mendes na ADPF sobre o impeachment de ministro do STF foi um contragolpe preventivo. Hoje, a decisão do STF cumpre papel similar ao bloquear o uso político do impeachment para subjugar a Corte, impedindo que a Constituição seja capturada por uma hipotética conquista de uma maioria parlamentar golpista”, afirmou o líder petista.
O parlamentar comparou a decisão de Gilmar Mendes ao episódio de 11 de novembro de 1955, quando o então ministro da Guerra, Marechal Henrique Lott, interveio para garantir a posse de Juscelino Kubitschek.
Segundo Lindbergh, há uma movimentação da direita para formar maioria no Senado e tentar destituir ministros do Supremo. Ele argumentou que essa investida teria como meta “destruir o papel do tribunal como guardião da Constituição” e permitir a substituição dos ministros por nomes alinhados a interesses políticos.
“A extrema direita trama abertamente o impeachment de ministros do STF, visando a destruir seu papel de guardião da Constituição. Uma maioria no Senado poderia ‘impichar’ todos os ministros e recompor o tribunal com aliados, convertendo-o em um poder submisso”, disse o deputado do PT.
Já senadores e deputados de direita acusaram Gilmar Mendes de dar um “golpe” no parlamento. Esses parlamentares disseram em discursos na Câmara e no Senado e nas redes sociais que o ministro buscou blindar a si mesmo e aos colegas do risco de sofrerem um processo de impeachment.
Para esses parlamentares, a mudança na regra atrapalha frontalmente os planos da oposição nas eleições do ano que vem. O motivo é que o impeachment de ministros do STF faz parte da estratégia da direita para a campanha de seus candidatos ao Senado.
Desde 2023, o bolsonarismo priorizou a eleição ao Senado como forma de reagir às punições por atos golpistas. O tom crítico ao Supremo faria parte da campanha em 2026, e a decisão de Gilmar Mendes, neste aspecto, seria uma “antecipação ao resultado das eleições”, como afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).
Essa estratégia já havia sido confirmada por diversas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente vinha trabalhando para lançar candidaturas fortes ao Senado, com a intenção de conquistar a maior bancada e ter força para levar à frente os pedidos de impeachment.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes desde o ano passado vinha estimulando essa estratégia, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro disse em eventos públicos que a ideia do seu grupo era a de aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história.
Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram manter o mandato. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.
Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa.
Caso a maioria dos ministros do STF acompanhe a decisão de Gilmar Mendes, uma expressiva vitória de senadores de direita dificilmente teria utilidade para a abertura de processos de impeachment. Somente haveria essa possibilidade caso a direita alcance 54 ou mais cadeiras no Senado, contando as que serão disputadas em 2026 e as demais que entrarão em disputa apenas em 2030.
O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. No total, esse grupo domina a Casa, com 46 cadeiras, embora mais da metade dos senadores desses partidos votem fechados com o governo Lula.
Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 19 senadores, ou 22% da composição do Senado.
Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa.
Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.
Confira abaixo como está a disputa, com os estados divididos por região:
REGIÃO NORTE
ACRE (Paraná Pesquisas)
- Gladson Cameli (PP) - 42,4%
- Marcio Bittar (PL) - 24,8%
- Jorge Viana (PT) - 23,7%
- Jéssica Sales (MDB) - 21,2%
- Mara Rocha (MDB) - 20,3%
AMAPÁ (Paraná Pesquisas)
- Rayssa Furlan (MDB) - 60,9%
- Lucas Barreto (PSD) - 45,1%
- Randolfe Rodrigues (PT) - 38,6%
- Waldez Góes (PDT) - 17,2%
AMAZONAS (Real Time Big Data)
- Eduardo Braga (MDB) - 21%
- Alberto Neto (PL) - 21%
- Wilson Lima (União Brasil) - 18%
- Marcos Rotta (Avante) - 8%
- Marcelo Ramos (PT) - 8%
PARÁ (Paraná Pesquisas)
- Helder Barbalho (MDB) - 49,3%
- Éder Mauro (PL) - 32,5%
- Celso Sabino (União Brasil) - 20,7%
- Zequinha Marinho (Podemos) - 19,6%
- Paulo Rocha (PT) - 15,6%
RONDÔNIA (Real Time Big Data)
- Coronel Marcos Rocha (União Brasil) - 22%
- Silvia Cristina (PP) - 20%
- Confúcio Moura (MDB) - 15%
- Bruno Bolsonaro Scheid (PL) - 14%
RORAIMA (Real Time Big Data)
- Teresa Surita (MDB) - 27%
- Antonio Denarium (PP) - 24%
- Chico Rodrigues (PSB) - 13%
- Mecias de Jesus (Republicanos) - 11%
TOCANTINS (Real Time Big Data)
- Wanderley Barbosa (Republicanos) - 24%
- Eduardo Gomes (PL) - 19%
- Alexandre Guimarães (MDB) - 12%
- Vicentinho Junior (PP) - 12%
- Carlos Gaguim (União Brasil) - 11%
REGIÃO NORDESTE
ALAGOAS (Real Time Big Data)
- Renan Calheiros (MDB) - 26%
- Davi Davino (Republicanos) - 21%
- Alfredo Gaspar (União Brasil) - 18%
- Arthur Lira (PP) - 13%
BAHIA (Real Time Big Data)
- Rui Costa (PT) - 28%
- Jaques Wagner (PT) - 14%
- Angelo Coronel (PSD) - 14%
- João Roma (PL) - 13%
- Márcio Marinho (Republicanos) - 4%
CEARÁ (Real Time Big Data)
- Roberto Cláudio (União Brasil) - 20%
- Alcides Fernandes (PL) - 16%
- Eunício Oliveira (MDB) - 14%
- José Guimarães (PT) - 14%
- Priscila Costa (PL) - 10%
MARANHÃO (Real Time Big Data)
- Carlos Brandão (Sem partido) - 27%
- Weverton Rocha (PDT) - 19%
- Lahesio Bonfim (Novo) - 15%
- Andre Fufuca (PP) - 11%
- Eliziane Gama (PSD) - 7%
PARAÍBA (Real Time Big Data)
- João Azevêdo (PSB) - 30%
- Veneziano Vital do Rego (MDB) - 22%
- Marcelo Queiroga (PL) - 14%
- Nabor Wanderley (Republicanos) - 9%
- Major Fábio (Novo) - 5%
PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)
- Humberto Costa (PT) - 26%
- Eduardo da Fonte (PP) - 18%
- Anderson Ferreira (PL) - 14%
- Jo Cavalcanti (Psol) - 14%
- Silvio Costa Filho (Republicanos) - 12%
PIAUÍ (Real Time Big Data)
- Marcelo Castro (MDB) - 29%
- Julio Cesar (PSD) - 20%
- Ciro Nogueira (PP) - 19%
- Tiago Junqueira (PL) - 11%
RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)
- Styvenson Valentim (PSDB) - 22%
- Fátima Bezerra (PT) - 15%
- Álvaro Dias (Republicanos) - 14%
- Carlos Eduardo Alves (PSD) - 13%
- Dra. Zenaide Maia (PSD) - 13%
SERGIPE (Real Time Big Data)
- Rodrigo Valadares (União Brasil) - 14%
- Edvaldo Nogueira (PDT) - 14%
- Eduardo Amorim (PSDB) - 12%
- André Moura (União Brasil) - 12%
- Alessandro Vieira (MDB) - 9%
- Rogério Carvalho (PT) - 9%
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)
- Michelle Bolsonaro (PL) - 34,1%
- Ibaneis Rocha (MDB) - 30,2%
- Leila do Vôlei (PDT) - 23,2%
- Érika Kokay (PT) - 21,4%
- Fred Linhares (Republicanos) - 20,7%
GOIÁS (Real Time Big Data)
- Gracinha Caiado (União) - 30%
- Gustavo Gayer (PL) - 18%
- Gustavo Medanha (PSD) - 9%
- Adriana Accorsi (PT) - 9%
- Major Victor Hugo (PL) - 8%
- Vanderlan Cardoso (PSD) - 6%
MATO GROSSO (Real Time Big Data)
- Mauro Mendes (União Brasil) - 49%
- Janaína Riva (MDB) - 37%
- Carlos Fávaro (PSD) - 20%
- Jayme Campos (União Brasil) - 17%
- José Medeiros (PL) - 13%
MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)
- Reinaldo Azambuja (PL) - 31%
- Capitão Contar (PL) - 18%
- Nelsinho Trad (PSD) - 16%
- Simone Tebet (MDB) - 12%
- Soraya Thronicke (Podemos) - 9%
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)
- Renato Casagrande (PSB) - 33%
- Sérgio Meneghelli (Republicanos) - 15%
- Da Vitória (PP) - 11%
- Fabiano Contarato (PT) - 10%
- Maguinha Malta (PL) - 8%
- Marcos do Val (Podemos) - 6%
MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)
- Aécio Neves (PSDB) - 29%
- Carlos Viana (Podemos) - 26,4%
- Maurício do Vôlei (PL) - 18,3%
- Rogério Correia (PT) - 14,7%
- Eros Biondini (PL) - 13,6%
- Alexandre Silveira (PSD) - 9,6%
RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)
- Flávio Bolsonaro (PL) - 27%
- Claudio Castro (PL) - 27%
- Pedro Paulo (PSD) - 12%
- Marcelo Crivella (Republicanos) - 11%
- Benedita da Silva (PT) - 11%
SÃO PAULO (Real Time Big Data)
- Fernando Haddad (PT) - 19%
- Capitão Derrite (PP) - 18%
- Marina Silva (Rede) - 12%
- Coronel Mello Araújo (PL) - 11%
- Ricardo Salles (Novo) - 11%
- Paulo Serra (PSDB) - 7%
- Paulinho da Força (Solidariedade) - 4%
REGIÃO SUL
PARANÁ (Real Time Big Data)
- Ratinho Jr. (PSD) - 31%
- Cristina Graeml (União Brasil) - 14%
- Deltan Dallagnol (Novo) - 13%
- Filipe Barros (PL) - 13%
- Gleisi Hoffmann (PT) - 10%
- Zeca Dirceu (PT) - 8%
RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)
- Eduardo Leite (PSDB) - 19%
- Manuela D´Ávila (Psol) - 16%
- Paulo Pimenta (PT) - 15%
- Marcel van Hatten (Novo) - 15%
- Sanderson (PL) - 12%
- Luiz Carlos Heinze (PP) - 6%
SANTA CATARINA (Real Time Big Data)
- Carlos Bolsonaro (PL) - 21%
- Carol de Toni (PL) - 18%
- Esperidião Amin (PP) - 14%
- Décio Lima (PT) - 14%
- Tânia Ramos (Psol) - 5%
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto dará mais um passo importante nas estratégias para as eleições de 2026. Conforme apuração da reportagem, o vice-presidente nacional do União Brasil vai se reunir com uma bancada de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (24).
O encontro vai reunir parlamentares do bloco de oposição do Legislativo baiano. A ocasião deve servir como um balanço do ano político do grupo político. A reunião deve ser marcada também para que Neto e outros caciques do grupo possam traçar os planejamentos políticos para a disputa eleitoral do próximo ano. A reunião vai ocorrer na sede do União Brasil, no bairro da Garibaldi, em Salvador.
A reunião deve contar ainda com a participação do deputado estadual Cafu Barreto (PSD), que apesar de ser de um partido da base, anunciou apoio a Neto na disputa pelo Governo do Estado no próximo ano.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (4) que vai se reunir em Brasília com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, para defender que a federação entre seu partido e o Progressistas (PP) não seja oficializada.
Segundo Caiado, a união entre as duas siglas tem causado “desgastes em vários estados” e não trouxe os resultados esperados desde que começou a ser discutida. A reunião está prevista para esta quarta-feira (5) e, de acordo com o governador, será uma “prévia” antes de uma convocação formal da Executiva Nacional do União Brasil.
??Caiado vai se reunir com presidente do União e defende fim da federação com o PP
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 4, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/5E7LLYLvY8
Em coletiva, o governador argumentou que a proposta de federação gerou mais conflitos do que convergências e prejudicou a coesão partidária em diferentes regiões.
“Isso não traz um bom relacionamento. Trouxe muito mais discórdia, muito mais perda de parlamentar. Você vê agora o deputado Pedro Lupion, que é uma das maiores lideranças do país, acaba de sair do PP e foi para os Republicanos. Então, quantos também não estarão esperando a janela para poder sair porque têm alguma contrariedade?”, afirmou.
Caiado defendeu que cada partido mantenha sua independência e autonomia nos estados.
“Cada partido quer ter sua independência territorial. E se tem algo que não deu certo, foi isso. Estamos vendo crise no Paraná, em Santa Catarina, em São Paulo. Esse processo acaba desgastando mais os partidos e os tornando menores do que o planejado. Temos que ter humildade de entender o que dá certo e o que não dá certo”, declarou.
O governador disse ainda que a federação só faria sentido se uma das legendas estivesse em risco de não atingir o coeficiente eleitoral.
“Pode haver federação ou fusão, desde que o partido esteja numa posição de risco de não sobreviver dentro das regras eleitorais. Mas não é o caso. São dois partidos grandes. Nós temos 59 deputados, eles têm 50. Essa federação foi experimentada, mas mostrou que trouxe mais desgaste do que resultado”, concluiu.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estaria propondo o fim da recém-criada federação entre União Brasil e Progressistas (PP). Segundo informações de bastidores divulgadas pela jornalista Raquel Landim, Caiado deve se reunir em breve com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e com Antônio Carlos Magalhães Neto, vice-presidente do partido, para tratar do assunto.
Caso confirmado, o rompimento seria possível, pois a federação ainda não foi homologada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Temos que parar com essa história de federação. Cria muita cizânia localmente", Caiado teria dito a pessoas próximas.
O pedido de Caiado ocorre após o pré-candidato a presidência da República protagonizar divergências públicas com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP. Ciro desejava que o candidato formal apoiado pela federação na disputa de 2026 fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Neste modelo, Ciro almejava ser candidato à vice.
Procurados, Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, não deram entrevista.
A federação União Progressista deve passar por uma verdadeira limpa, principalmente pelo lado do PP na Bahia. Segundo integrantes do alto escalão baiano do União Brasil, após a formalização da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo não aceitará parlamentares "com um pé em cada barco".
Além de Mário Negromonte Jr., aliado histórico do PT baiano que tem dialogado com o PSB de João Campos, prefeito de Recife, outro nome que deve mudar de partido é o deputado Claudio Cajado. Para alguns interlocutores, ele já estaria de malas prontas para embarcar em uma sigla da base aliada do governo Jerônimo Rodrigues.
Mesmo anunciando apoio a ACM Neto do União Brasil para as eleições de governador da Bahia em 2026, Cajado vem mantendo aparições públicas ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. No último dia 13 de setembro, ele participou da entrega de uma escola de tempo integral, da nova delegacia e do pelotão da PM na cidade de Cardeal da Silva. No evento, Cajado elogiou as ações do governo estadual.
"Eu não poderia deixar de estar presente neste dia, que a história de Cardeal da Silva falará que foi o dia de maior entrega de obras que essa terra já teve. Por isso prefeito, por isso governador, parabéns", disse ele.
Integrantes do partido garantem que a federação será oposição ao governo do PT, tanto na Bahia quanto no Brasil, e que uma postura dividida não será aceita.
Em agosto, Claudio Cajado, durante o episódio em que foi convidado no Projeto Prisma, declarou que não tem pé no governo e é um parlamentar independente.
"Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário", afirmou Cajado.
No âmbito nacional, mesmo antes da oficialização da federação pelo TSE, os presidentes das siglas, Ciro Nogueira do PP e Antonio Rueda do União Brasil, já começaram a determinar que filiados que ocupam cargos no governo Luiz Inácio Lula da Silva devem se afastar. No início de setembro, em coletiva conjunta, eles decidiram que todos os filiados deveriam deixar o governo, incluindo os ministros André Fufuca do Esporte e Celso Sabino do Turismo, com prazo de um mês.
Após o prazo, no dia 8 de outubro, o PP anunciou o afastamento de André Fufuca de todas as decisões partidárias, incluindo a vice-presidência nacional e a presidência do Diretório Estadual do Maranhão. O comunicado reforçou que a sigla "não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”.
O União Brasil, que tem ACM Neto como vice-presidente nacional, tomou medida semelhante. Celso Sabino foi afastado das funções partidárias até a conclusão de processo que pode resultar na expulsão definitiva, cujo prazo máximo é de 60 dias.
Nos bastidores, membros do União Brasil fizeram chegar a Claudio Cajado que não será possível "um pé em cada barco". "Ou estará com ACM Neto ou não estará na federação", assegura um cacique partidário em reservado.
O deputado federal baiano, Arthur Maia (União), reforça que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um papel importante no debate político brasileiro e deve, indiretamente, continuar influenciando a direita brasileira. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (27), o parlamentar baiano afirma que o discurso do ex-presidente fez com que as pessoas pudessem assumir publicamente que são de direita.
“O Bolsonaro teve um papel significativo no cenário debate brasileiro na medida em que o movimento que ele fez, sobretudo no ano de 2018, fez com que as pessoas pudessem assumir, no Brasil, publicamente, que são de direita. Antigamente, era quase como você jogar uma pedra na cruz quando você dizia que era de direita. O Bolsonaro normalizou isso”, afirmou o representante do União Brasil.
Autointitulado como representante da centro-direita, Maia reforça que “A direita não é o Bolsonaro, é isso que tem que ficar claro”. “Eu sou um deputado de centro-direita, sou um deputado democrata e eu não acredito em um modelo político que é proposto por Bolsonaro”.
Ele explica: “Porque eu acho que o líder político tem que ter uma responsabilidade propositiva, o Bolsonaro, eu pelo menos nunca vi, em nenhum momento, o Bolsonaro ir para um meio de comunicação propor algo construtivo, fazer uma fala sobre projeto de educação, falar sobre segurança pública, não existe isso. Bolsonaro quando está falando, ele está falando, ele está agredindo questões de gênero, agredindo o Supremo Tribunal Federal, atacando qualquer coisa, mas do ponto de vista da vida dos brasileiros, não tem nada de novo”.
Ao falar sobre os impactos dessa divisão política no mandato e, possivelmente, no pleito de 2026, Arthur Maia indica que “nessa legislatura que a gente está vivendo, acho que ninguém aguenta mais olhar para a cara do Lula e do Bolsonaro”. No entanto, considerando as projeções de vitória do Lula, ele indica: “Agora, hoje o Lula está ganhando de W.O. porque, até agora, a direita viveu todo o processo do 08 de janeiro e a condenação do Bolsonaro, mas uma coisa é certa, a direita terá um candidato e não será o Bolsonaro”, confirma.
Ele cita os principais nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais e Ronaldo Caiado (União), governador do Goiás, como pré-candidatos ao pleito.
“A campanha política presidencial sempre permite que haja esse nível de crescimento e haja coisas novas”, completa. Neste sentido, o deputado relembra um diálogo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, então deputado federal, durante a campanha presidencial de 2018. Arthur Maia conta que, na época, o próprio Bolsonaro sugeriu que deveria apoiar Geraldo Alckmin em um segundo turno da eleição, devido a sua baixa expressividade de intenções de voto.
“Ele achava que o representante anti-petista que iria para o segundo turno era o Geraldo Alckimin. Pois bem, logo depois teve a facada contra o Bolsonaro, e o resto da história todos nós conhecemos. Bolsonaro vira presidente. Então, eu acho que uma campanha presidencial tem muita volatilidade, alguém que hoje é desconhecido, pode virar presidente”, disse.
“O fato é que teremos uma eleição entre dois modelos de pensamento: um modelo de pensamento da centro-direita e um modelo da esquerda. Não se engane, que o Lula vai ter grande dificuldade para enfrentar essa eleição, sobretudo contra um candidato que não tem as pestes de rejeição que o Bolsonaro tinha na eleição passada”, conclui.
Confira o trecho:
O deputado federal baiano Dal Barreto (União) se pronunciou em vídeo nas redes sociais, nesta quarta-feira (22), após a repercussão de uma foto em que aparece ao lado de “Beto Louco”, apontado como operador de um esquema bilionário do PCC.
Segundo o parlamentar, não existe qualquer relação pessoal ou comercial entre ele e o investigado. Dal Barreto afirmou que o registro foi feito há quase dois anos, durante um almoço, e que a imagem foi apenas um pedido comum de foto.
“Foto tirada há quase dois anos. Deixo claro que não tenho nenhuma relação comercial, nenhuma relação pessoal. Apenas tive um almoço com ele e, como sou figura pública, foi pedido para tirar uma foto, e eu nunca neguei tirar foto com ninguém”, declarou o deputado.
A publicação do vídeo e a repercussão da imagem ocorrem dias após Dal Barreto ter sido alvo de uma nova fase da Operação Overclean. No último dia 14, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Aeroporto de Salvador, no momento em que o parlamentar se preparava para embarcar para Brasília.
Ubaldo Neto, que é investigado por atuar como operador financeiro do deputado federal Adalberto Rosa Barreto, conhecido como Dal Barreto (União Brasil), passou a usar tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (20), após se apresentar à sede da Polícia Federal em Salvador. A informação foi divulgada pela TV Bahia.
A medida ocorre seis dias após o deputado Dal Barreto ter o celular apreendido durante ação da sexta fase da Operação Overclean, no Aeroporto de Salvador, na última terça-feira (14). Além de apreender o celular, a PF também revistou uma casa de luxo e um posto de combustíveis do parlamentar.
LEIA MAIS:
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A Operação Overclean apura a existência de uma possível organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, segundo informações das autoridades. (Atualizado às 08h17)
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) iniciou a entrevista ao Bahia Notícias fazendo um balanço de seu mandato na Câmara dos Deputados. O parlamentar destacou a continuidade da produtividade legislativa e pontuou as principais áreas em que tem concentrado esforços, como segurança pública, economia e combate ao aumento de impostos.
“Eu mantive a alta produtividade do primeiro mandato, com aprovação de diversos relatórios e projetos. Um deles foi o Marco Legal dos Games, sancionado logo no início da legislatura, para incentivar o mercado nacional e dar mais competitividade à indústria brasileira de jogos. Também aprovamos projetos que aumentam a pena para furto, roubo e receptação e determinam prisão preventiva obrigatória em casos de crimes hediondos e atuação de milicianos ou faccionados”, explicou.
Kim também afirmou que tem atuado contra o aumento de tributos e na defesa do equilíbrio fiscal. “Consegui retirar de pauta a medida provisória que aumentava impostos para compensar arrecadação do IOF, e estamos colhendo assinaturas para derrubar a chamada ‘taxa das blusinhas’. Nosso foco é conter o crescimento da carga tributária e tornar o orçamento mais eficiente”, completou.
FACÇÕES CRIMINOSAS
Durante a conversa, o deputado comentou a proposta de tratar facções criminosas como organizações terroristas, argumentando que o país vive um cenário de domínio territorial por parte do crime organizado.
“Ou colocamos um freio no crime organizado ou o Brasil vai se tornar um narco-Estado. Já há regiões dominadas por facções e milícias, que têm leis próprias, exércitos e tribunais do crime. Eles devem ser tratados como inimigos do Estado, não como cidadãos comuns. É uma guerra, e quem invade o território nacional deve ser punido como inimigo”, defendeu o parlamentar.
REFORMA NO JUDICIÁRIO
Kim Kataguiri revelou que trabalha há dois anos na elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o Supremo Tribunal Federal (STF) e cria um Tribunal Constitucional (TC) independente do Poder Judiciário.
Segundo o texto, o novo órgão teria 11 conselheiros com mandato de 10 anos, sem reeleição, indicados por diferentes instituições como Presidência, Congresso, tribunais superiores, OAB e Ministério Público. Nenhum ministro atual do STF poderia integrar o novo tribunal.
“Eu defendo uma proposta mais radical. A ideia é que o tribunal julgue apenas a constitucionalidade das leis, sem poder criminal sobre autoridades. O STF deixaria de ser um tribunal penal e voltaria a ser uma corte constitucional pura”, afirmou.
FIM DO FORO
O deputado também se posicionou a favor do fim do foro privilegiado, criticando propostas que, segundo ele, buscam proteger parlamentares.
“Você não corrige um abuso criando outro. Não se impede perseguição do Supremo blindando parlamentares corruptos. O fim do foro faz com que o STF só atue em última instância, julgando a constitucionalidade das leis, e não diretamente parlamentares”, disse.
PEC ANTIPRIVILÉGIO
Kataguiri afirmou ainda que a PEC 30/2025, conhecida como PEC Antiprivilégio, deve ser votada até o fim do ano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Já conversei com o presidente Paulo Azi, que deve pautar a PEC ainda este ano. O relator, Alex Manente, é favorável à proposta, e acredito que até o fim do ano ela será aprovada na CCJ”, declarou.
A proposta veda benefícios considerados excessivos para agentes públicos, como férias superiores a 30 dias, adicionais por tempo de serviço e aposentadoria compulsória como forma de punição. “Nosso objetivo é promover igualdade e acabar com privilégios dentro do serviço público”, resumiu o deputado.
LULA EM 2026
Na avaliação de Kim, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive um ciclo de crescimento artificial, sustentado por crédito e aumento de gastos públicos.
“É como estourar o limite do cartão e pagar só o mínimo. Você vive bem por um tempo, mas depois a conta chega. O governo aumentou impostos sem cortar gastos ou privilégios, tanto da elite privada quanto da pública. Temos juros altos, inflação de alimentos e um país parado”, disse.
Sobre a eleição de 2026, o parlamentar avaliou que Lula não deve disputar a reeleição.
“O governo só vai ter notícia ruim até lá. Lula hoje pensa mais na biografia do que no poder, e disputar uma eleição com risco de derrota seria um erro. Ele não vai querer entrar para a história como o segundo presidente a perder a reeleição”, avaliou.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Kim Kataguiri também fez duras críticas ao desempenho da Câmara dos Deputados e à presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB).
“A Câmara ainda tem uma imagem muito melhor do que merece. A maioria dos parlamentares não lê o que vota, não tem qualificação para debater leis e está interessada apenas em saber quanto o governo paga para votar determinada matéria”, afirmou.
Segundo ele, o Congresso está dominado por interesses pessoais e falta de compromisso. “Tem gente que vende voto desde Fernando Henrique, passando por Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e agora de novo. É um Congresso que não se interessa em debater o país”, criticou.
Sobre a atual presidência da Casa, o deputado foi categórico: “É uma gestão que não deixa legado, nem projeto relevante. Tivemos presidentes que aprovaram reformas importantes, mas o legado de Hugo Motta é insignificante.”
PLANOS 2026
Encerrando a entrevista, Kim revelou que ainda estuda se disputará a reeleição como deputado federal ou o governo de São Paulo.
“Essa decisão será tomada em conjunto com o partido, depois da homologação da fusão. É possível que eu concorra ao governo, mas ainda não está definido”, adiantou.
Confira a entrevista completa:
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) fez uma avaliação dura sobre o desempenho da Câmara dos Deputados e da presidência do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que a Casa, mesmo com um grande índice de reprovação, tem uma imagem pública melhor do que realmente merece e criticou a falta de qualificação e de compromisso de grande parte dos parlamentares.
“Eu acho que a Câmara ainda tem uma imagem muito melhor do que merece. É uma das instituições mais desprezadas pela população brasileira, mas deveria ser ainda mais. A maior parte dos parlamentares não lê o que vota, não tem qualificação para interpretar as leis que aprovamos e só está interessada em saber quanto o governo está pagando para votar determinada matéria”, declarou Kataguiri.
O deputado também acusou parte dos congressistas de agir apenas por interesse próprio, sem compromisso com pautas estruturantes.
“Infelizmente, temos um Congresso majoritariamente formado por pessoas que não têm o menor interesse em debater o país. Muitos estão aqui apenas para se perpetuar no poder, vendendo voto para o governo, seja ele qual for. Tem gente que faz isso desde Fernando Henrique, passando por Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e agora de novo”, criticou.
HUGO MOTTA
Kataguiri também avaliou a atual gestão de Hugo Motta à frente da Casa e comparou o parlamentar com seus antecessores, Arthur Lira e Rodrigo Maia.
“É uma presidência que não deixa legado, que não deixa nenhum projeto ou reforma estruturante. Tivemos outros presidentes com a reforma previdenciária, tributária, o marco do saneamento, a independência do Banco Central... O legado de Hugo Motta, comparado com seus dois antecessores, é insignificante”, afirmou.
O deputado destacou ainda que não votou em nenhum dos três, mas ressaltou que a atual gestão não deixa marca relevante na história recente da Câmara.
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) revelou ao Bahia Notícias que vai apresentar, nas próximas semanas, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê uma mudança estrutural no sistema judicial brasileiro. O projeto propõe a substituição do Supremo Tribunal Federal (STF) por um Tribunal Constitucional (TC) independente do Poder Judiciário.
Segundo o parlamentar, a ideia é criar uma corte exclusiva para julgar a constitucionalidade das leis, sem poder para analisar processos criminais contra autoridades, como acontece hoje com o STF.
“Eu defendo uma proposta ainda mais radical. Estou há cerca de dois anos trabalhando nesse texto, que tira o Supremo do Poder Judiciário e cria uma corte autônoma que só julga leis e não autoridades”, explicou Kataguiri.
De acordo com o texto preliminar da proposta, enviado ao BN, o STF seria extinto, e sua estrutura administrativa seria transferida para o novo Tribunal Constitucional, com sede em Brasília.
O órgão seria formado por 11 conselheiros com mandato de 10 anos, sem direito à reeleição. A escolha dos membros seria dividida entre diferentes instituições: Presidência da República, Câmara dos Deputados, Senado, Tribunais Superiores, OAB, Ministério Público e comunidade acadêmica.
A proposta também veda que ministros do STF, ativos ou aposentados, integrem o novo tribunal. Além disso, os conselheiros ficariam proibidos de exercer qualquer atividade político-partidária, advocacia ou cargos públicos, mesmo após o fim do mandato.
FORO PRIVILEGIADO
Kim Kataguiri também comentou o debate sobre o fim do foro privilegiado e criticou o que chamou de “PEC da blindagem”, votada recentemente na Câmara.
“Você não corrige um abuso criando outro. Não se impede perseguição por parte do Supremo blindando parlamentares corruptos, traficantes ou quem venha a matar uma pessoa”, afirmou.
Segundo ele, o fim do foro retiraria do STF o poder de julgar parlamentares em primeira instância, limitando sua atuação apenas a recursos constitucionais.
“O fim do foro tira do Supremo o poder de julgar parlamentares diretamente. Ele só atuaria em última instância, analisando questões constitucionais de direito”, completou.
Confira o vídeo:
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) contou, ao Bahia Notícias, como vem articulando o andamento da PEC 30/2025, conhecida como PEC Antiprivilégio, na Câmara dos Deputados.
Segundo o parlamentar, já houve diálogo com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado baiano Paulo Azi (União Brasil), e a proposta deve ser pautada ainda neste ano.
“Já conversei com o presidente Paulo Azi. Ele deve pautar a PEC Antiprivilégio e, nessa primeira fase de tramitação, acredito que até o final do ano ela esteja aprovada na CCJ”, afirmou Kim.
O deputado destacou ainda que o relator escolhido para a proposta, Alex Manente (Cidadania-SP), é favorável ao texto. O texto contou com 176 assinaturas para ser protocolado, entre elas de parlamentares baianos como Arthur Maia (União Brasil), João Carlos Bacelar (PL), Capitão Alden (PL), Roberta Roma (PL), Dal Barreto (União Brasil), Otto Alencar Filho (PSD) e Paulo Azi (União Brasil).
Veja o vídeo:
ENTENDA A PEC
Apresentada em 12 de agosto, a PEC Antiprivilégio, segundo o autor, busca acabar com benefícios considerados excessivos para agentes públicos e promover igualdade nas regras do serviço público.
O texto propõe alterações no artigo 37 da Constituição Federal, proibindo privilégios como:
- férias superiores a 30 dias por ano;
- adicionais por tempo de serviço;
- aumentos retroativos de remuneração;
- licenças-prêmio e licenças-assiduidade;
- aposentadoria compulsória como punição;
- A proposta também acaba com a criação de indenizações sem previsão em lei e impede que promoções ocorram apenas pelo tempo de serviço;
- Na prática, a PEC pretende padronizar benefícios e acabar com vantagens exclusivas de determinadas carreiras, como magistrados e membros do Ministério Público.
O deputado estadual Marcinho Oliveira comunicou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sua migração partidária ao PRD após deixar o União Brasil. O parlamentar realizou o comunicado por meio de ofício, enviado para a AL-BA nesta terça-feira (14).
No documento, também é constatado que Marcinho assumiu a presidência do diretório estadual do PRD no dia 10 de outubro, permanecendo no posto até o fim deste ano. Segundo o deputado, sua mudança de partido ocorreu respeitando os “trâmites legais”.
“Cumprimentando-a Vossa Excelência, sirvo-me do presente para informar minha desfiliação do Partido União Brasil, em conformidade com as normas eleitorais vigentes, bem como comunicar minha filiação ao Partido PRD. Ressalto que todos os trâmites legais foram devidamente observados, estando a documentação comprobatória anexa para ciência e providências que se fizerem necessárias”, diz o ofício.
A migração ao PRD foi oficializada por Marcinho Oliveira no dia 16 de setembro, em coletiva de imprensa. Na oportunidade, o deputado também adiantou que assumiria a presidência do diretório estadual da legenda.
"Encaminhamos em conjunto uma saída para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esse parecer foi dado favorável pelo Ministério Público Federal, também foi julgado de forma procedente pelo juiz Moacir Pita Lima e hoje a gente já está liberado para sair do partido, em comum acordo, de forma que a gente não corra nenhum tipo de risco de perder mandato", explicou Marcinho em coletiva.
O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, vereador Kiki Bispo (União Brasil), avaliou de forma positiva a sessão desta quarta-feira (15), que contou com a aprovação de novos projetos do Executivo, entre esses, o que trata da política municipal de segurança alimentar.
O parlamentar destacou a emenda aprovada ao projeto, que amplia a possibilidade de convênios e captação de recursos federais para fortalecer as ações de combate à fome na capital baiana.
“A emenda colocada hoje no projeto de segurança alimentar foi um avanço importante nessa política, para fortalecer essa questão. Salvador ainda é uma cidade que requer atenção especial na assistência social como um todo”, afirmou o vereador.
Segundo Kiki Bispo, a Prefeitura de Salvador mantém atualmente dez restaurantes populares, todos com refeições gratuitas, e a expectativa é ampliar a rede com o apoio de novos parceiros.
“O que queremos é fortalecer para que a prefeitura possa ter convênios, captar recursos, sobretudo do governo federal, e reforçar sua política interna. Esse foi o propósito: chamar também o governo do Estado à responsabilidade de promover políticas públicas que realmente melhorem a vida do nosso povo”, destacou.
O líder do governo também comentou o ritmo acelerado de votações desde o retorno do recesso legislativo, em agosto. Ele lembrou que a Prefeitura enviou 13 projetos no período e outros chegaram na sequência, o que explica a intensificação da pauta nas últimas semanas.
“Isso estava previsto desde o fim do recesso. Sabíamos que teríamos um segundo semestre movimentado, e isso é bom para a cidade. É a Câmara trabalhando, produzindo, fazendo o seu papel”, avaliou.
Indicados por deputados baianos são demitidos após derrota do governo; outros cortes podem acontecer
Em retaliação à derrota sofrida na votação da medida provisória 1303/2025, o governo federal iniciou na semana passada uma série de demissões em cargos da administração pública de pessoas indicadas por deputados de partidos do Centrão. Entre os primeiros demitidos já estão ocupantes de cargos que foram indicados por deputados da bancada da Bahia que votaram contra a medida.
Até o momento o governo exonerou quatro superintendências do Ministério da Agricultura; uma diretoria do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes); três regionais da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba); uma superintendência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional); e uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal (CEF).
Ocupantes de cargos indicados por deputados do União Brasil que não seguiram a orientação do governo na votação da MP 1303 estão sendo retirados de suas funções. Esse foi o caso, por exemplo, do superintendente regional da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), na cidade baiana de Bom Jesus da Lapa, o engenheiro eletricista Harley Xavier Nascimento.
Indicado pelo deputado Arthur Maia (União Brasil), que votou contra a MP, Harley foi exonerado do cargo no último dia 10. O deputado baiano inclusive publicou um vídeo em suas redes sociais em que elogia o nome de Harley e diz que ele estava há nove anos no cargo.
O superintendente havia entrado na Codevasf durante o governo Michel Temer, e passou pela gestão Bolsonaro e agora grande parte do terceiro mandato do presidente Lula. Ainda da cota do União Brasil, também foi demitida da superintendência do Iphan no Maranhão a servidora Lena Carolina Brandão, irmã do líder do partido na Câmara, Pedro Lucas (União-MA).
Essas primeiras exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União após o governo identificar a participação dos presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do PSD, Gilberto Kassab, na articulação que levou à derrota na votação da medida que taxava aplicações financeiras.
Nomes ligados ao senador Ciro Nogueira (PI) e ao PL também foram exonerados da Caixa: respectivamente, José Trabulo Junior, consultor do presidente do banco, e Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital.
E outras demissões devem ocorrer durante a semana, como disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT), em entrevista a um podcast no Ceará. Segundo explicou Guimarães, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, teria conversado com o presidente Lula e levou a sugestão de promover um “pente-fino” nos cargos ligados a parlamentares.
“Eu acho que vai ter um rebuliço do tamanho do mundo. Qual é o rebuliço? A Gleisi vai meter a faca. Eu estava na reunião com ela e o Lula. O Lula disse: 'Gleisi, você agilize, viu, e mexa no vespeiro aí da Caixa Econômica para começar'. E, evidentemente, eles estão apavorados”, disse o líder do governo.
Um dos principais postos ameaçados agora pela “faca” da ministra Gleisi é a presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A empresa está desde 2019 nas mãos do centrão, e o diretor-presidente atual, Lucas Felipe de Oliveira, foi uma indicação do deputado Elmar Nascimento (União Brasil).
Com um orçamento de mais de R$ 2 bilhões no ano, a Codevasf estava nas mãos de outro aliado de Elmar Nascimento, o engenheiro Marcelo Moreira. Entretanto, como a gestão de Moreira acumulou uma série de denúncias de irregularidades, principalmente se tornando destino das chamadas emendas de relator no orçamento secreto, o indicado do deputado baiano acabou sendo substituído.
Elmar Nascimento é um dos 12 deputados da bancada da Bahia que votaram pela retirada de pauta da medida provisória 1303/2025, que taxava bets e diversas aplicações financeiras. Com a retirada de pauta, a medida acabou indo para o arquivo, já que sua validade iria se expirar naquele mesmo dia em que houve a votação no plenário da Câmara.
O deputado Arthur Maia foi outro que votou contra a orientação do governo e a favor da retirada de pauta. Acompanharam esse voto, além de Elmar e Maia, os seguintes deputados: Adolfo Viana (PSDB), Alex Santana (Republicanos), Capitão Alden (PL), Claudio Cajado (PP), Dal Barreto (União), José Rocha (União), Leur Lomanto Jr. (União), Márcio Marinho (Republicanos), Paulo Azi (União) e Rogéria Santos (Republicanos).
Esses deputados, por terem votado contra a aprovação da medida provisória considerada fundamental pela equipe econômica para o fechamento das contas do governo neste ano e em 2026, passaram a agora a figurar na lista de prováveis cortes de aliados a serem feitos pela ministra Gleisi Hoffmann, caso tenham feito indicações para vagas em ministérios ou estatais.
É o caso, por exemplo, do deputado Paulo Azi (União), que indicou um dos diretores que atuam na Codevasf em Brasília. José Vivaldo de Mendonça Filho, diretor da Área de Revitalização e Desenvolvimento Territorial da Codevasf, foi indicado de Paulo Azi, e pode vir a ser afetado pelos cortes da “faca” de Gleisi Hoffmann.
Outros cargos de deputados baianos votaram contra o governo na medida provisória podem estar espalhados por outros órgãos da administração pública. Levantamento feito pelo site Uol nesta terça (14) revela que cerca de 380 filiados a partidos do Centrão com ministérios na Esplanada atuavam no governo Lula antes da série de exonerações publicada no Diário Oficial da União.
Cruzamento de dados do Uol mostra em que ministérios estão os cargos comissionados ocupados por filiados a partidos que têm pastas, mas votam contra o governo. O levantamento inclui apenas cargos ocupados por pessoas registradas nos partidos. Indicações de funcionários sem filiação partidária não estão contabilizadas, embora também possam ter origem política.
- União Brasil - 119 cargos
- Integração Regional - 18 cargos
- Presidência - 10
- AGU - 9
- Transportes - 6
- Povos Indígenas - 6
- MDB - 112 cargos
- Transportes- 15
- Saúde - 11
- Gestão e Inovação - 8
- Minas e Energia - 7
- Presidência - 6
- PSD - 63 cargos
- Agricultura - 17
- Pesca - 17
- Saúde - 5
- Integração - 5
- Povos Indígenas - 4
- PP - 48 cargos
- Esporte - 7
- AGU - 6
- Saúde - 5
- Integração - 5
- Gestão e Inovação - 4
- Republicanos - 36 cargos
- Integração - 5
- Povos Indígenas - 4
- Transportes - 4
- Portos e Aeroportos - 3
- Agricultura - 3
O levantamento realizado pelo Uol contabilizou os filiados partidários nos seguintes cargos comissionados e em cargos de natureza especial. Além disso, foram também considerados filiados em que o texto “cargo em comissão” constava da função ocupada.
Apesar das filiações já evidenciarem a ligação política dos ocupantes de cargos, o trabalho do governo em mapear quem são os padrinhos dos indicados. Isso porque algumas ligações dos deputados com os cargos ainda não estão totalmente claras porque há indicações cruzadas, que só estão sendo identificadas agora, além de casos em que o ocupante de vaga na Esplanada foi colocado lá pela bancada de um determinado partido, ou mesmo por um grupo de parlamentares.
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (14), mandados de busca e apreensão em um posto de gasolina, ligado ao deputado federal Dal Barreto (União), preso no âmbito da Operação Overclean, em Salvador. Nas imagens registradas por transeuntes, é possível ver o momento em que os agentes federais deixam o estabelecimento, localizado em Amargosa, com sacos e mochilas com objetos apreendidos.
??PF cumpre mandado de busca e apreensão em posto de gasolina vinculado a deputado Dal Barreto
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 14, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/jJUiZDJIpd
Suspeito de ligação com uma organização acusada de fraudes licitatórias, o deputado foi abordado pelas diligências da Operação no Aeroporto de Salvador. No local, ele foi acompanhando por policiais federais até uma delegacia da PF, e de acordo com apuração do BN, teve ainda o celular apreendido na ação.
A Operação Overclean investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Nesta terça, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar diversa da prisão e o sequestro de valores obtidos de forma ilícita, nas cidades de Salvador, Amargosa e Brasília (DF).
O presidente do Diretório Nacional do União Brasil, Antonio Rueda, convocou uma reunião da Executiva Nacional do partido para a manhã desta quarta-feira (8), na sede nacional em Brasília, a fim de decidir a situação do ministro do Turismo, Celso Sabino. O ministro, que é deputado federal licenciado, não atendeu à exigência feita pelo partido para que deixasse o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além da expulsão e desfiliação de Celso Sabino, os membros da Executiva Nacional do União Brasil também foram convocados para decidir sobre a intervenção no Diretório Estadual do partido no estado do Pará. Sabino é o atual presidente do diretório no Pará.
No último dia 30 de setembro, o União Brasil abriu processo disciplinar contra Celso Sabino, com acusação ao ministro de desrespeitar orientações partidárias. No caso, Sabino não teria atendido o ultimato dado pela legenda para a entrega do cargo no governo federal.
Celso Sabino chegou a anunciar, em 26 de setembro, que havia pedido demissão, indicando que atenderia à determinação partidária. Ao longo da última semana, entretanto, o ministro participou de compromissos com o presidente Lula em Belém e afirmou que apoiaria o petista, independentemente do cenário político. Sabino disse ainda que “nada” o afastaria do presidente.
Na reunião desta quarta, deve ser analisado um pedido que será formulado por um grupo de deputados federais, com uma sugestão de meio-termo ao União Brasil para a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo. O pedido é para que a cúpula nacional da legenda conceda um prazo de tolerância de dois meses para que o parlamentar deixe o governo federal.
O período é considerado o suficiente para que Sabino promova a COP30, em Belém, e também anuncie que o Brasil recebeu um número recorde de turistas neste ano. O evento e o anúncio são considerados estratégicos para que o atual ministro colha dividendos eleitorais para sua campanha ao Senado Federal em 2026.
Hoje, a maioria da bancada do partido na Câmara dos Deputados é a favor da permanência de Sabino no governo até dezembro. A resistência, porém, vem do presidente nacional do União, Antônio Rueda, e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se colocou como pré-candidato a presidente da República.
O vereador e líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Kiki Bispo, comentou nesta segunda-feira (6) sobre os episódios envolvendo a APLB e a tramitação do Projeto do Plano de Carreira do Magistério Municipal, que prevê reajuste de até 25% para professores da rede municipal. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, ele classificou como “lamentável e traumático” o episódio de invasão da Câmara durante as discussões sobre o aumento salarial.
“Eu acho que foi lamentável, foi traumático, feriu de morte a democracia. É um episódio que não pode se repetir, porque não faz bem a ninguém. A Câmara, eu sou testemunha, sempre votou nos projetos de aumento dos servidores com muito diálogo. Antes mesmo da votação, a mesa da Câmara recebeu diversas vezes representantes do sindicato da APLB”, afirmou Kiki Bispo.
??Kiki Bispo relembra invasão da Câmara e critica postura da APLB sobre reajuste dos professores:"Lado político"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 6, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/mtw1TDkB8B
O vereador ainda criticou a atuação da APLB, apontando caráter político-partidário na forma como o sindicato dialoga com o governo municipal e estadual.
“Naquela situação, não dá para negar o lado político-partidário. A APLB, que tem ligação com determinado partido, dialoga de forma diferente com o governo do Estado. Lá, houve reunião, fotos, boa vontade. Com a prefeitura, não. O mesmo percentual de aumento enfrentou dificuldade e má vontade em ser aceito. Aquela invasão, para mim, foi a expressão dessa vontade política partidária”, completou.
O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães, o ACM Neto (União), destacou que o governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União), é a prioridade do União Brasil para as eleições nacionais de 2026. Em evento da Fundação Índigo, nesta terça-feira (30), o prefeito ressaltou o posicionamento da sigla, a qual atua como vice-presidente, mas reiterou a condição de independência a corrida eleitoral no estado.
“A gente não pode vincular o nosso projeto aqui na Bahia se A, B ou C vai ser candidato a presidente da República, por esse ou aquele partido. A gente tem que ter um projeto nosso no campo de oposição, que unifique as oposições, que trate do futuro da Bahia, que tenha responsabilidade com quase 20 anos de luta, enfrentando o PT no Estado”, destacou ACM.
Ele reforça, por sua vez, que apesar da luta pela “unificação da oposição” contra o PT, o União mantém o apoio a Ronaldo Caiado, ainda que o governador Tarcísio de Freitas seja candidato na ocasião. “Nesse momento a nossa preocupação é com a pré-candidatura do União Brasil, que é de Ronaldo Caiado. O governador Tarcísio, que é um grande quadro da vida pública nacional, é governador, hoje filiado aos Republicanos. Eu tenho defendido e quero aqui repetir que o melhor caminho é uma aliança que junte do centro à direita todas as correntes que possam fazer oposição ao PT”, afirmou o presidente da Fundação Índigo.
“Hoje, para a União Brasil, o que importa é o nome de Caiado, que é o nosso pré-candidato à presidência da República”, completa. ACM Neto ainda reflete que a candidatura atual se difere da última eleição, especialmente na ausência de Jair Bolsonaro.
“Uma coisa fato diferente do que aconteceu em 2022 dadas as circunstâncias daquela eleição. Eu espero que o União Brasil possa, para 2026, ter uma candidatura, seja própria ou em aliança e que não acompanhemos essa candidatura [do PT], inclusive numa aliança aqui no estado da Bahia. Então, muita coisa ainda vai acontecer”, conclui.
ANISTIA
O pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, comentou ainda sobre o projeto da anistia, que tramita no Congresso Nacional e prevê o perdão total ou o reajuste das penas aos denunciados pelos atos de 08 de janeiro.
“Na minha opinião, o Congresso Nacional, seja para aprovar ou rejeitar, seja para aplicar ou não dosimetria, precisa votar esse tema, precisa apreciar essa matéria e permitir que a agenda nacional continue e que os problemas do futuro do Brasil possam ser tratados”, afirma.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, comentou pela primeira vez em relação a PEC da Blindagem durante o Fórum S.O.S Bahia, na noite desta terça-feira (30), organizado pela Fundação Índigo na capital baiana. Em conversa com a imprensa, Neto afirmou que não havia opinado pelo assunto, pois não tinha sido questionado e informou ser “claramente” contrário a proposta.
O ex-prefeito também negou que a inclusão de presidentes de partidos seria uma manobra para acobertar o chefe do diretório nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que foi incluído em investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento com o PCC.
“Você não me perguntaram, não me ligaram, a gente teve vários eventos, inclusive no interior, que eu tive a disposição da imprensa, eu sempre sou uma pessoa disponível para comentar qualquer tema e responder sobre qualquer assunto. Se tivesse sido perguntado, teria dito claramente a vocês que não sou a favor, não era a favor e não sou a favor da PEC da Blindagem, não houve, não é verdade, não houve uma articulação para proteger o presidente da União Brasil, eu tenho certeza disso”, afirmou Neto.
O vice-presidente do União também declarou ser uma “irresponsabilidade” a suposição de que Rueda estaria ligado ao PCC. Para Neto, a relação foi “plantada” após o líder partidário anunciar que a legenda estaria se afastando do governo de Luiz Inácio lula da Silva após a formação da federação com o Progressistas.
“Ligar e relacionar o presidente do União Brasil com PCC. Isso é uma irresponsabilidade, é um absurdo e tem um motivo e eu posso dizer a vocês qual é o motivo. Há poucos dias, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ao lado do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, anunciaram que estavam se distanciando de qualquer relacionamento com o governo federal, ou com o presidente da República, e tomaram a decisão de recomendar todos os seus filiados que entreguem os cargos que ocupam no governo federal. Então, aqui não tem nenhuma criança, não tem nenhum menino, e não é coincidência (...). Matéria tentando insinuar uma ligação que não existe do presidente Antônio Rueda com PCC, isso é um absurdo, é algo muito leviano e que o próprio presidente Antônio Rueda rebateu categoricamente”, declarou o ex-prefeito.
PEC ENTERRADA
Na semana passada, por decisão unânime, com 26 votos a favor, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou a PEC 3/2021, conhecida popularmente como PEC da Blindagem.
A PEC, que restringe operações policiais e inquéritos contra congressistas, que só avançariam por decisão deles próprios por meio de voto secreto, foi aprovada a toque de caixa pela Câmara dos Deputados. O projeto teve uma repercussão muito ruim nas redes sociais e perante a sociedade.
Todos os senadores da CCJ concordaram com o parecer apresentado pelo relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu a rejeição do projeto. Vieira argumentou que a proposta, que formalmente afirma ser um instrumento de defesa do Parlamento, seria, na verdade, um golpe fatal na sua legitimidade.
Na Câmara, dos 39 deputados da bancada baiana, 22 votaram a favor do projeto de emenda constitucional. Outros 14 votaram contra o projeto, um se absteve e outros dois não participaram da votação. Todos os parlamentares da Bahia filiados ao União Brasil votaram a favor da PEC da Blindagem.
A FAVOR
Adolfo Viana (PSDB-BA)
Arthur O. Maia (União-BA)
Bacelar (PV-BA)
Capitão Alden (PL-BA)
Claudio Cajado (PP-BA)
Dal Barreto (União-BA)
Diego Coronel (PSD-BA)
Elmar Nascimento (União-BA)
Félix Mendonça Jr (PDT-BA)
Gabriel Nunes (PSD-BA)
José Rocha (União-BA)
Leo Prates (PDT-BA)
Leur Lomanto Jr. (União-BA)
Márcio Marinho (Republicanos-BA)
Mário Negromonte Jr (PP-BA)
Neto Carletto (Avante-BA)
Paulo Azi (União-BA)
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Raimundo Costa (Podemos-BA)
Ricardo Maia (MDB-BA)
Roberta Roma (PL-BA)
Rogéria Santos (Republicanos-BA)
CONTRA
Alice Portugal (PCdoB-BA)
Antonio Brito (PSD-BA)
Charles Fernandes (PSD-BA)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Ivoneide Caetano (PT-BA)
Jorge Solla (PT-BA)
Joseildo Ramos (PT-BA)
Josias Gomes (PT-BA)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Otto Alencar Filho (PSD-BA)
Pastor Isidório (Avante-BA)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Zé Neto (PT-BA)
ABSTENÇÃO
Alex Santana (Republicanos-BA)
NÃO VOTOU
João Leão (PP-BA)
João Carlos Bacelar (PL-BA)
A Câmara de Deputados definiu, nesta sexta-feira (26), o relator do processo contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O deputado Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) foi escolhido pelo presidente do órgão, Fabio Schiochet (União Brasil-SC), a partir de lista tríplice sorteada na última terça-feira (23), quando o processo foi instaurado.
A representação contra Eduardo Bolsonaro, por quebra de decoro parlamentar, foi apresentada pelo PT e pede a perda do mandato do deputado. Segundo o partido, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, tem utilizado sua estadia nos Estados Unidos para se dedicar "de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro".
Na representação, o PT alega que Eduardo Bolsonaro tem atacado com “especial virulência” o STF e seus ministros, a quem tem publicamente chamado de “milicianos togados” e “ditadores”. O texto cita entrevista recente do deputado à CNN Brasil, na qual declarou textualmente que “sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026”.
O colegiado terá o prazo regimental de 90 dias para concluir a avaliação do pedido. Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 120 dias e fixou residência nos Estados Unidos. O prazo expirou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumula faltas não justificadas nas sessões plenárias. A Constituição prevê cassação dos deputados que faltarem a um terço das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada.
Tramitam no Conselho de Ética outras três representações contra Eduardo Bolsonaro, duas do PT e uma do PSOL. Fabio Schiochet solicitou à Mesa Diretora da Casa para apensar os três pedidos para tramitar em conjunto. A solicitação foi feita no dia 9 de setembro e não há prazo regimental para a resposta da Mesa. As informações são da Agência Brasil.
O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), teria comunicado à executiva do partido que deixará o cargo oficialmente nesta sexta-feira (26). A informação foi divulgada pelo blog da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. Informações nos bastidores indicam que Sabino ainda aguarda uma reunião com o presidente Lula para formalizar a saída.
Até o momento, a demissão não foi oficializada. Apesar disso, fontes informaram à coluna que Sabino já comunicou sua decisão ao União Brasil. A intenção de saída do ministro já havia sido informada ao presidente da República. Lula, no entanto, pediu que ele aguardasse seu retorno de Nova York, após a participação na Assembleia Geral da ONU.
Lula chegou ao Distrito Federal na madrugada de quinta-feira (25), porém ainda não agendou uma reunião com Celso Sabino. Informações indicam que Sabino tentou negociar com a cúpula do partido uma licença partidária, com a qual ele poderia se afastar do partido e manter o cargo até o dia 3 de abril, prazo final de desincompatibilização antes da eleição. Celso Sabino deve concorrer ao Senado pelo Pará em 2026.
Na semana passada, a executiva Nacional da sigla aprovou por unanimidade a exigência de que seus filiados antecipassem a saída do governo Lula, que originalmente estava prevista para o final do mês. O União Brasil deu 24 horas para que seus filiados pedissem demissão, ou correriam o risco de serem expulsos.
Sabino é deputado federal licenciado do União na Câmara e indicado ao governo pela bancada do partido na Câmara. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi responsável por indicar outros dois ministros de Lula na cota da legenda: Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações). As informações são da Folha de S. Paulo.
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) apresentou um projeto de lei que tipifica como contravenção penal a reincidência no uso de veículos com escapamentos adulterados.
Segundo o texto obtido pelo Bahia Notícias, a proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997. Atualmente, a reincidência nesse tipo de infração gera apenas penalidade administrativa. Com o projeto, a conduta passaria a ser punida com prisão de 15 a 30 dias ou multa de R$ 1 mil, valor que pode ser dobrado em caso de reincidência.
O texto prevê como infração: “Veículo com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante, bem como qualquer outro equipamento instalado, desinstalado, silenciado ou alterado, que aumente o ruído do veículo.”
Na justificativa, Kataguiri argumenta que a reincidência na prática, que causa prejuízos ao sossego urbano, à saúde da população e à segurança no trânsito, revela elevado grau de desrespeito às normas e exige uma resposta mais firme do Estado.
Chega de BARULHO: vou CRIMINALIZAR o ESCAPAMENTO CORTADO pic.twitter.com/k7drmDm50f
— Kim Kataguiri (@KimKataguiri) September 25, 2025
Segundo informações da coluna da jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, nesta quarta-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro teria dado aval ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para que ele dispute as eleições presidenciais de 2026.
A colunista afirma que um acordo neste sentido teria sido costurado entre Bolsonaro e os líderes do PP e do União Brasil. A dúvida agora seria em torno do momento adequado para o anúncio da decisão.
O governador de São Paulo terá um encontro com Jair Bolsonaro na próxima segunda (29). Tarcísio foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para visitar o ex-presidente, que se encontra em prisão domiciliar, cumprida na sua casa no bairro Jardim Botânico, em Brasília.
De acordo com a coluna do Metrópoles, há um grupo que defende esperar até dezembro ou janeiro, sob o argumento de que isso livraria Tarcísio de ser acusado pelos eleitores de usar o governo de São Paulo como trampolim para o Planalto. Outros acreditam que Bolsonaro é quem vai definir o calendário para o anúncio.
Por enquanto, o governador de São Paulo segue afirmando que pretende ser candidato à sua reeleição. Essa declaração foi dada na semana passada, quando ele disse que não pretendia disputar a eleição presidencial em 2026.
“Eu pretendo concorrer à reeleição”, disse Tarcísio na última quarta (17), durante coletiva em Araçatuba, no interior de São Paulo.
A depender da conversa com Jair Bolsonaro na próxima segunda, essa posição do governador de São Paulo pode vir a ser modificada, no sentido da candidatura presidencial com apoio oficial do ex-presidente.
O deputado estadual e agora presidente do PRD na Bahia, Marcinho Oliveira, oficializou a adesão a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante agenda em Ribeira do Pombal nesta sexta-feira (19). A movimentação ocorre após o parlamentar “enfim” sacramentar sua desfiliação do União Brasil nesta semana, abrindo as portas para migrar oficialmente para bancada governista.
“Vim para somar, de mala e cuia, com quem faz a coisa acontecer na ponta", declarou Marcinho ao lado do governador, durante a inauguração do posto da Polícia Técnica.
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O deputado também afirmou estar “mais leve” após deixar a legenda do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). Sua presença em agendas com o governador já vinham se tornado frequentes enquanto esteve filiado ao União Brasil, gerando desconforto entre os aliados da principal liderança da oposição na Bahia.
“Muito bom poder estar aqui. Hoje muito mais leve ao lado do nosso governador Jerônimo. Agora a gente fica muito mais leve porque integramos de vez a base do nosso governador”, disse Marcinho durante agenda em Ribeira do Pombal.
A CHEGADA
Marcinho anunciou sua filiação ao PRD nesta terça-feira (16), em coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Além da chegada à nova sigla, o parlamentar contou que assumiria a presidência do diretório estadual, focando na montagem da chapa para a disputa das eleições de 2026.
“Um partido que vai ser construído também com diversas situações, pluripartidárias, com pensamentos diferentes, mas de conjunto, e que a gente vai poder dialogar e construir políticas públicas ouvindo aos nossos filiados", declarou Marcinho no momento do anúncio.
A movimentação era esperada visto que, no final de junho, Marcinho admitiu ter conversas para se filiar ao PRD após participar do anúncio da formação da federação do partido com o Solidariedade em evento realizado em Brasília.
Todavia, Apesar de Marcinho já "andar vestido de vermelho", como brincavam os colegas de AL-BA, o presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, vinha fazendo "jogo duro", negando liberar a saída do parlamentar estadual do partido. No interior, a presença de Marcinho no palanque do governador se tornou comum desde 2023, causando desgastes entre a bancada do partido.
Aviões que seriam atribuídos ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, estão avaliados em pelo menos R$ 60,4 milhões, conforme documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Rueda é alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Tank, que integra a Operação Carbono Oculto. A apuração busca identificar possíveis conexões da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) com setores de combustíveis e do mercado financeiro. O inquérito que envolve o dirigente partidário é conduzido em Brasília.
De acordo com registros da ANAC, as últimas transferências de propriedade de quatro aeronaves atribuídas a Rueda foram feitas em nome de terceiros. Duas delas estão ligadas a um mesmo responsável: o contador Bruno Ferreira Vicente de Queiroz, de 37 anos, natural de Fortaleza (CE) e residente em São Paulo.
Entre as aeronaves citadas estão o Cessna 560 XL, de matrícula PR-LPG, avaliado em R$ 12,5 milhões, e o Gulfstream PS-MRL, negociado pela última vez em junho deste ano por US$ 4 milhões — o equivalente a R$ 21,2 milhões.
Ainda segundo a documentação, o Cessna PR-LPG foi transferido em março deste ano para a empresa Magic Aviation, presidida por Bruno Ferreira Vicente de Queiroz.
As informações são do Metrópoles.
A Executiva Nacional do União Brasil aprovou, nesta quinta-feira (18), a exigência de que seus filiados antecipem a saída do governo Lula, originalmente prevista para o fim do mês.
Os membros do partido que ocupam cargos na Esplanada dos Ministérios terão 24 horas para pedir demissão ou poderão ser expulsos da legenda.
Segundo a Folha de S.Paulo, a decisão foi tomada após reportagem do Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e do UOL trazer acusações de um piloto que afirma que o presidente do partido, Antonio Rueda, seria dono de aviões operados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda nega as acusações.
A direção do União Brasil vê influência do Palácio do Planalto, já que um dos autores da denúncia também apresenta um programa na TV Brasil.
“Tal ‘coincidência’ reforça a percepção de uso político da estrutura estatal, visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo”, diz a nota oficial.
Um dos ministros da legenda foi alertado sobre a decisão na manhã desta quinta (17), mas ainda não informou qual será sua posição.
O deputado estadual Marcinho Oliveira (União) anunciou que irá se filiar ao PRD para a disputa das eleições de 2026. Além de migração partidária, o parlamentar adiantou que irá assumir a presidência do diretório estadual da legenda. A informação foi divulgada pelo parlamentar nesta terça-feira (16), em coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Segundo o parlamentar, ele já está oficialmente desfiliado do União Brasil e a filiação será confirmada ainda nesta semana, conforme nominata oficial do PRD. Durante a coletiva, o parlamentar explicou que a mudança se foi oficializada na Justiça Eleitoral em comum acordo entre as partes.
"Encaminhamos em conjunto uma saída para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esse parecer foi dado favorável pelo Ministério Público Federal, também foi julgado de forma procedente pelo juiz Moacir Pita Lima e hoje a gente já está liberado para sair do partido, em comum acordo, de forma que a gente não corra nenhum tipo de risco de perder mandato", destaca.
Sobre a sua liderança no PRD, o deputado ressaltou que "amanhã [quarta-feira, 17 de setembro] já sai a publicação da nova nominata estadual do partido, que vai ter como objetivo primeiro dialogar". Marcinho adiantou ainda que o ex-deputado estadual, Marcell Moraes, será o primeiro pré-candidato oficializado do partido ao Senado Federal em 2026.
"Um partido que vai ser construído também com diversas situações, pluripartidárias, com pensamentos diferentes, mas de conjunto, e que a gente vai poder dialogar e construir políticas públicas ouvindo aos nossos filiados", garante. Ainda sobre a gestão, Marcinho completa que o diretório do PRD ainda será composto pelo ex-vereador de Salvador, Adriano Meirelles, filiado anteriormente ao PSDB, que deve assumir o cargo de secretário-geral do PRD.
Sobre a federação do PRD com o Solidariedade, o futuro gestor adiantou que as conversas já foram realizadas entre as siglas e o acordo estabelece que "a federação vai ser composta, na Bahia, com um núcleo colegiado tendo dois integrantes do partido Solidariedade, dois integrantes do partido PRD, para se compor esse colegiado de federação".
MIGRAÇÃO ESPERADA
No final de junho, Marcinho admitiu ter conversas para se filiar ao PRD após participar do anúncio da formação da federação do partido com o Solidariedade em evento realizado em Brasília.
Durante o encontro, o qual foi transmitido ao vivo, o parlamentar chegou a ser citado como “representante” do PRD na Bahia pelo presidente nacional do partido, Ovasco Resende.
"Estamos dialogando sobre isso. Eu tenho uma boa relação com Ovasco e com o líder do PRD na Câmara, deputado Fred Costa (MG). O PRD quer crescer na Bahia no pleito de 2026, e há um projeto em andamento com esse objetivo. Mas uma mudança, ou não, só pode ser confirmada a partir da abertura da janela partidária, em março de 2026", afirmou Marcinho na época.
Apesar de Marcinho já "andar vestido de vermelho", como brincam os colegas de AL-BA, o presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, vinha fazendo "jogo duro", negando liberar a saída do parlamentar estadual do partido. No interior, a presença de Marcinho no palanque do governador se tornou comum desde 2023, causando desgastes entre a bancada do partido.
Em abril deste ano, inclusive, o filiado Leonardo Barreto de Pinho, do diretório de Araci, encaminhou ao Diretório Estadual do partido um ofício solicitando a exclusão e desfiliação do parlamentar, conforme documento obtido com exclusividade pelo Bahia Notícias. No documento, Leonardo Pinho, também conhecido como Léo de Garcia, afirma que o deputado adotou a postura de "privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil".
Consolidando o processo de estreitar relações políticas com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, o presidente do PL na Bahia, João Roma, não vê dificuldades na candidatura de Flávio Matos a deputado federal pelo Partido Liberal. Na avaliação do ex-ministro da Cidadania e ex-parlamentar, a relação entre os partidos não deve ser afetada em 2026, ao que considera movimento "natural" no xadrez eleitoral.
Isso porque, no mês de julho, Flávio Matos trocou o União Brasil pelo PL, levantando dúvidas sobre o clima entre as siglas para o pleito do próximo ano, em especial em Camaçari, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Por lá, além do apoio maciço do União Brasil, Flávio Matos contou com esforços conjuntos do grupo político aliado a ACM Neto e Bruno Reis na tentativa de ser eleito prefeito. Apesar disso, foi derrotado em segundo turno por Luiz Caetano (PT).
"Ele é uma grande opção para deputado federal, ele é pré-candidato atualmente a deputado federal, não só para representar a Camaçari, como toda a Bahia, um jovem, dinâmico, que defende suas ideias, e eu não vejo maiores dificuldades em relação a isso, são processos naturais, e eu acho que vai ser uma grande força para que a gente possa justamente poder fazer a mudança verdadeira na nossa Bahia", disse Roma em entrevista ao Bahia Notícias.
Nos bastidores, a tensão criada com a eventual candidatura de Flávio se deve também a uma eventual ruptura do acordo firmado no ano passado. Segundo o ex-prefeito de Camaçari e principal padrinho de Flávio até então, Elinaldo Araújo (União), o compromisso estabelecido para Camaçari foi com os deputados Paulo Azi e Manuel Rocha, ambos do União Brasil. O primeiro busca a reeleição e tem base consolidada no município, e o segundo pretende deixar a Assembleia Legislativa (AL-BA) para alçar novos voos na Câmara dos Deputados.
O ex-gestor chegou a citar mudanças no comportamento do aliado desde a derrota nas urnas em 2024. "Eu tenho dito que tem três Flávios: o vereador, o candidato e o pós-eleição. Eu não tenho que falar do Flávio vereador nem do Flávio candidato. O Flávio pós-eleição… eu acho que ele vem se perdendo, ouvindo os 'palpiteiros e os cientistas políticos'", declarou.
Recentemente o Bahia Notícias mostrou que a candidatura de Flávio Matos pode impactar a divisão de votos em Camaçari. Segundo informações obtidas pela reportagem, a repartição seria em 60% para Azi e 40% para Manuel, conforme alinhamento com Elinaldo. No entanto, interlocutores do União Brasil na cidade já apontam que ambos já trabalham com margens menores no número de votos no município e recalculam a distribuição para conseguir êxito na disputa eleitoral.
O deputado estadual e presidente do PSDB na Bahia, Tiago Correia, comentou sobre o possível racha entre os tucanos e a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), após o anúncio da pré-candidatura a deputado estadual de Wagner Lemos (União), marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União). Em entrevista nesta quinta-feira (4), o parlamentar revelou que a movimentação foi uma “surpresa”, mas evitou falar em racha na base de ACM Neto.
Com Vitória da Conquista sendo uma das bases eleitorais de Correia, o deputado comentou sobre as ações de seu mandato no terceiro maior colégio eleitoral da Bahia e afirmou que esperava crescer sua votação no município em relação a 2022. Segundo o presidente do PSDB-BA, a tendência é que haja uma conversa com a prefeita Sheila Lemos para ver como “os espaços serão preservados”.
“É lógico que essa informação pegou a todos de surpresa, não só o meio político, como também a imprensa. Ninguém esperava que o Wagner quisesse ser candidato a deputado estadual. É totalmente legítimo o desejo de Wagner a deputado, ninguém pode tirar esse desejo dele. É legítimo também a prefeita querer lançar o marido dela candidato. Mas é claro que a gente foi pego de surpresa dado a todo o esforço e trabalho que a gente tem na cidade buscando expectativa nas próximas eleições (...). Acho que no momento certo ela [Sheila] deve se sentar, não só comigo, mas com outros deputados que têm votação no município”, comentou Tiago durante entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band.
“O que estamos aguardando no momento é sentar para ver de que forma seria desenhada essa movimentação, de que forma os espaços serão preservados. Não posso falar pelos outros, mas eu, por exemplo, investi muito em Vitória da Conquista (...). Foram diversas colocações, indicações de emenda para Conquista e, é claro, entendendo essa parceria que existe com a prefeita Sheila Lemos, nessa parceria que existe com o povo de Conquista, na expectativa de ter uma votação maior do que eu tive na eleição passada em Vitória da Conquista”, completou.
Durante a entrevista, Tiago foi questionado pelo jornalista Victor Pinto em relação a uma declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre as movimentações em Vitória da Conquista. Na oportunidade, o gestor descartou que haja um desgaste entre PSDB e União e afastou a responsabilidade da movimentação dele e de ACM Neto.
“A relação do União com o PSDB é a melhor possível. Agora, essas questões locais precisam estar restritas. Acho que é demais exigir de ACM Neto que ele possa interferir em uma decisão da prefeita, de lançar ou não o seu marido. Isso não pode ser atribuído a mim e a Neto, até porque essas dinâmicas municipais elas ocorrem”, disse o prefeito em coletiva na manhã desta quinta.
Em resposta, Correia afirmou que ACM Neto já tem participado das articulações para que haja um diálogo entre o deputado e Sheila Lemos para que “tudo fique claro”.
“Com esse novo cenário da candidatura de Wagner, o tabuleiro todo muda. Tivemos a comunicação da prefeita que ele é pré-candidato, mas imagino que em certo momento vamos sentar para ver de que maneira a gente consegue distribuir, respeitar os espaços (...). ACM Neto já está participando dessa construção dessa conversa. Como eu disse, deve acontecer uma conversa para que tudo fique claro, para que tudo fique delimitado e para que não aconteça o que vem acontecendo que são manifestações individuais contrárias a essa movimentação. Tenho preferido ficar em silêncio, como falei, Sheila sempre foi uma grande amiga. Acredito que com uma boa conversa tudo vai se resolver”, finalizou.
O Palácio do Planalto discute possíveis substituições no Ministério do Esporte, atualmente comandado por André Fufuca (PP), e avalia a permanência de Celso Sabino (União) no Ministério do Turismo. A movimentação ocorre após o anúncio de rompimento das duas siglas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito nesta terça-feira (2). Os partidos também sinalizaram que poderão punir filiados que mantiverem cargos na máquina federal.
Apesar da pressão, tanto Fufuca quanto Sabino resistem a deixar os postos. Segundo interlocutores, eles buscam assegurar o apoio de Lula a seus projetos políticos no Maranhão e no Pará, estados considerados estratégicos e de grande influência eleitoral do petista.
A expectativa é de que ambos procurem respaldo em setores do Centrão para tentar garantir a continuidade nos ministérios, seja por meio de alas governistas de suas legendas, seja por articulações com outras siglas da base parlamentar.
No caso de André Fufuca, a substituição é vista pelo Planalto como mais provável. O Ministério do Esporte é considerado estratégico, com forte capilaridade nacional, e tem despertado interesse de diferentes setores do Centrão em ano pré-eleitoral. Nos bastidores, o nome de Ricardo Gomyde foi citado no PT como possível sucessor. Ex-secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor no governo Dilma Rousseff (PT), Gomyde mantém proximidade com alas petistas e já integrou a estrutura da pasta.
As informações são do Metrópoles.
Durante entrevista no Salão Verde da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (2), os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira (PI), confirmaram a decisão das cúpulas das duas legendas, tomada pela manhã, de deixarem oficialmente a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em comunicado lido pelo presidente do União Brasil, junto a líderes e parlamentares dos dois partidos, Rueda e Ciro determinaram que correligionários das duas legendas renunciem a seus cargos no governo federal.
"Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal. Em caso de descumprimento, se a permanência persistir, serão adotadas punições disciplinares previstas no Estatuto”, afirmou Rueda.
“Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e seus eleitores exigem dos seus representantes”, finalizou o comunicado conjunto do União Brasil e do PP.
O anúncio do desembarque da Federação União Progressista ocorre no mesmo dia em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do chamado “núcleo crucial” que é acusado de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A exigência de saída do governo atinge diretamente os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo). Ambos pretendiam permanecer nos cargos até abril do ano que vem, mas acabaram convencidos pelas direções partidárias a antecipar a saída e alinhar-se à nova estratégia política definida pela federação.
A cúpula da federação do União progressista, composta pelos partidos União Brasil e PP, decidiram, nesta terça-feira (2), que todos os filiados das siglas devem deixar o governo Lula (PT). Segundo relatos de cinco lideranças dos partidos, os ministros André Futucá (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), dois deputados federais que compõe a federação e ocupam cargos no governo, devem deixar o cargo.
Além disso, a federação decidiu apoiar o projeto de lei que anistia o ex-presidente Jair Bolsonaro. O anúncio será feito na tarde desta terça-feira (2), dia do início do julgamento do ex-presidente.
Segundo a cúpula, os ministros terão um prazo para deixar o governo, e a primeira ideia é que esse prazo está para o fim do mês de agosto. Os presidentes das siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, se reuniram nesta manhã e devem falar com a imprensa nesta tarde.
Entretanto, dois ministros restantes do União Brasil que tem cargos em ministérios do governo Lula devem continuar na Esplanada, são esses o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (União), e Frederico de Siqueira Filho (União), de comunicação, ambos foram indicações de Davi Alcolumbre, presidente do Senado e membro do União Brasil, forte aliado do Planalto no Congresso, e por isso, devem permanecer. Além deles, Alcolumbre também indicou o presidente da Codevasf, Lucas Felipe de Oliveira.
O PP também tem um indicado à frente da Caixa Econômica Federal. O nome é Carlos Vieira e ele foi indicado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e deve permanecer no cargo.
A decisão ocorre na semana seguinte à reunião ministerial coordenada pelo presidente Lula (PT), na qual ele pediu fidelidade dos ministros do centrão.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do partido, ACM Neto (União Brasil), registrou, nesta segunda-feira (1), em suas redes sociais, que o Edifício Central Pinheiro, na Avenida Garibaldi, em Salvador, onde funciona o partido do União Brasil na Bahia, foi atingido por um disparo.
Em vídeo divulgado, ACM contou que o disparo ocorreu na tarde do último domingo (31), onde o tiro atravessou a porta interna de vidro, que despedaçou, e parou no elevador social do edifício.
“Aqui funciona a sede do União Brasil em Salvador, além de outros escritórios. Ontem, em pleno domingo, uma bala atravessou a porta interna e veio parar no elevador social. Imagina o risco que muitas pessoas podiam ter ocorrido se isso tivesse acontecido em um dia de semana, com o prédio cheio”, afirmou.
O prédio, além de funcionar o escritório da sigla, abriga alguns escritórios políticos e empresariais.
??ACM Neto denuncia disparo contra prédio onde União Brasil possui sede, em Salvador
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 1, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/kqwDJPIdEQ
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, se manifestou nas redes sociais sobre a participação do partido no governo federal. Em publicação nesta quarta-feira (27), ele afirmou nunca ter sido favorável à ocupação de cargos pelo União Brasil na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No texto, Neto declarou que, diante dos acontecimentos recentes, considera necessária uma deliberação da executiva nacional do partido, já marcada para a próxima terça-feira. A proposta, segundo ele, será a imediata entrega de todas as funções atualmente ocupadas por membros da legenda no governo.
“Já passou da hora dessa decisão ser tomada. É por esse motivo que, na condição de membro da executiva, proporei a inclusão na pauta e a votação na próxima semana”, escreveu o dirigente.
Atualmente o União Brasil conta com três nomes ligados ao partido na Esplanada dos Ministérios: Celso Sabino (Turismo), Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).
O presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, comentou sobre a situação do deputado estadual Marcinho Oliveira na legenda e confirmou a saída dele do partido. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (25), Azi afirmou que "ninguém é obrigado" a acompanhar as decisões políticas do partido e que Marcinho não é mais considerado um membro da sigla.
Azi explicou que o deputado estadual entrou com um pedido de desligamento oficial, que já foi autorizado pela direção do União Brasil. Segundo o presidente, a decisão de Marcinho reflete a dificuldade de se manter na oposição ao governo do estado, uma postura que "nem todo mundo aguenta".
"Nem todo mundo aguenta as agruras da oposição (...). Nós não consideramos mais o deputado Marcinho Oliveira como membro do União Brasil, apesar de mantermos nossas relações pessoais de amizade. Do ponto de vista político, nós já conversamos, inclusive, ele já fez um encaminhamento para o partido solicitando seu desligamento, prontamente o partido já deixou ele à vontade para que ele possa pleitear a justa causa na justiça eleitoral para que ele possa seguir o caminho que ele desejar", disse Azi.
Com a iminente federação com o PP, o deputado federal reforçou que só permanecerão na nova aliança aqueles que apoiarem a candidatura de ACM Neto (União) ao governo do estado em 2026.
“Ninguém vai estar obrigado a participar da nossa caminhada no próximo ano. Só estarão aqui aqueles que acreditam em nosso projeto. Aqueles que enxergam que nesse momento chegou a hora da mudança na Bahia e que todos nós, muito confiantes, de que a mudança se dará com ACM Neto em 2026. Aqueles que acreditarem estarão conosco e tenho certeza que estarão ao lado da maioria da população de nossa população”, ressaltou o presidente do União-BA.
MARCINHO OLIVEIRA NO PRD
Em junho, Marcinho Oliveira admitiu conversas para se filiar ao PRD (Partido Renovação Democrática), após participar do anúncio da formação da federação do partido com o Solidariedade em um evento em Brasília.
"Estamos dialogando sobre isso. Eu tenho uma boa relação com Ovasco e com o líder do PRD na Câmara, deputado Fred Costa (MG). O PRD quer crescer na Bahia no pleito de 2026, e há um projeto em andamento com esse objetivo. Mas uma mudança, ou não, só pode ser confirmada a partir da abertura da janela partidária, em março de 2026", afirmou o deputado na época.
Caso a filiação se confirme, o PRD passará a ter dois representantes na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), junto a Binho Galinha. Vale lembrar que, em abril, o Bahia Notícias havia noticiado um pedido de expulsão de Marcinho do União Brasil por "infidelidade partidária", mostrando que o rompimento já vinha sendo discutido há alguns meses.
O deputado federal e presidente do União Brasil na Bahia, Paulo Azi, comentou, nesta segunda-feira (25), sobre a federação do partido com o Partido Progressista (PP). Segundo ele, em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, este será um passo natural para a redução dos partidos no Brasil.
"Esse movimento de fusão e federação é um passo natural para reduzir o número de partidos no Brasil. A Federação União Progressista se tornou a maior força com representação no Congresso, governadores e prefeitos em todo o país, e na Bahia é evidente que o União Brasil tem maior representatividade. Mas é fundamental termos o Progressistas ao nosso lado, como já aconteceu nas eleições de 2022", iniciou ele.
O parlamentar também dissertou sobre os diálogos que ainda irão ocorrer com o presidente do PP na Bahia, Mario Negromonte Jr., juntamente com outros representantes da legenda no estado.
“Tenho muito carinho pelo deputado Mário Júnior, é um parceiro com quem convivo quase diariamente em Brasília. As conversas sobre a composição do diretório vão ocorrer após a decisão do TSE, envolvendo não só ele, mas também Cajado e João Leão, que são lideranças centrais do PP na Bahia", concluiu.
Assista ao vivo:
A deputada federal Roberta Roma (PL) e ACM Neto (União Brasil) demonstraram uma possível reconciliação ao aparecerem juntos em uma foto, postada nas redes sociais da deputada. A publicação sinaliza um contato amigável após um período de dois anos de distanciamento e divergências políticas.
Na legenda, a deputada sugere que, apesar dos conflitos, "o propósito de vida falou mais alto" e "o amor voltou a imperar", em uma clara referência ao fim das desavenças. "Quem diria que depois de tantas farpas, viriam abraços?", questiona a parlamentar.
O atrito entre os dois líderes políticos se intensificou durante as eleições estaduais de 2022, quando o marido de Roberta, o ex-ministro João Roma, e ACM Neto foram adversários diretos na disputa pelo governo da Bahia. A campanha foi marcada por trocas de acusações duras e críticas públicas.
Na época, João Roma chegou a afirmar que Neto não estava "psicologicamente preparado para governar o estado", enquanto ACM Neto o classificou como "desleal" e movido por "sede de poder". Apesar da tensão e o silêncio de Roberta com uma "decepção" no conflito político, João Roma declarou apoio a Neto no segundo turno das eleições, em uma clara tentativa de união contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
RELEMBRE A RELAÇÃO
A aproximação atual contrasta diretamente com o rompimento público que marcou a relação entre o grupo político de João Roma, marido da deputada, e ACM Neto. Por mais de duas décadas, Roma foi um dos principais aliados de Neto, atuando inclusive como seu chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador, mas a amizade chegou ao fim em 2021.
A ruptura ocorreu quando João Roma aceitou o convite para ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, contra a vontade de ACM Neto. O ex-prefeito, que é padrinho de um dos filhos de Roma, classificou a decisão como uma "traição política" e uma "decepção indescritível". A vereadora Roberta Caires (Patriota), aliada de Neto, chegou a acusar o ministro de ingratidão.
A própria Roberta Roma já se manifestou sobre o fim da amizade: "Tínhamos uma relação pessoal de mais de 20 anos. Fui testemunha da dedicação de João a Neto durante todo esse tempo. A decepção que senti depois da declaração dada, após a nomeação, foi algo indescritível", disse ela.
O conflito político atingiu seu auge durante as eleições de 2022, quando tanto João Roma quanto ACM Neto se candidataram ao governo da Bahia. A disputa foi marcada por críticas, com Roma questionando a capacidade de Neto de governar o estado, enquanto Neto o acusava de deslealdade.
Apesar das críticas, João Roma declarou voto em ACM Neto no segundo turno, o que foi visto como uma primeira tentativa de reaproximação. João Roma já havia admitido publicamente que uma reaproximação com Neto seria inevitável para as definições do cenário político de 2026. A foto postada por Roberta Roma confirma que o diálogo político já foi retomado.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou, nesta quarta-feira (20), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após ele defender o afastamento da federação União-Progressista do governo Lula (PT). Segundo ele, a "máscara" dele "caiu" e que agora é possível "enxergar qual é o lado dele" após ele ter ficado "em cima do muro entre PT e Bolsonaro" na última eleição.
"Ele está tendo um movimento mais claro agora, porque durante a campanha que disputamos em 2022, ele ficou em cima do muro, dizendo que tanto faz o Lula ou Bolsonaro.(...) Agora, pelo menos, está defendendo o bolsonarismo, um grupo que vai para fora do país bater continência e quer que os EUA destrua a economia e os empresários brasileiros. Está caindo a máscara dele e estamos conseguindo enxergar qual o lado que ele tem", declarou o governador ao Globo.
A declaração do petista ocorreu um dia após ACM declarar, em cerimônia da federação da União Progressista, que seu grupo não vai se aproximar de Lula (PT) para as eleições de 2026. Atualmente, quatro ministros da federação ocupam cargos na gestão federal.
"Não estamos cogitando, nesse momento, nenhum tipo de aproximação, alinhamento ou entendimento com o governo. Nós não estaremos no projeto do PT, portanto, não é razoável haver a ocupação de cargos num governo no qual nós certamente não faremos parte nas eleições de 2026", disse ACM.
A oficialização da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), nesta terça-feira (19), em convenção conjunta em Brasília, consolidou a criação da União Progressista, nova potência da política nacional. Com 109 deputados federais, 14 senadores (15 a partir desta semana), 1.335 prefeitos e sete governadores, a aliança já nasce como a maior força partidária do país em número de mandatos e volume de recursos públicos.
O ex-prefeito de Salvador e presidente da Federação na Bahia, ACM Neto (União), falou sobre o partido ser um motivo de esperança aos brasileiros, de ter representantes que possam ser inspirações às pessoas.
“Milhões de brasileiros estão órfãos, não são órfãos de pai e de mãe, são órfãos de representação política, órfãos de lideranças inspiradoras, órfãos de referência na vida pública nacional. Nós, administrando conflitos das nossas bases, nós estamos, no dia de hoje, dando uma resposta a esses milhões de brasileiros que estão órfãos de lideranças inspiradoras no nosso país”, disse ele.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), afirmou que a união das duas legendas “contribuirá de forma decisiva para o futuro do Brasil e da Bahia”.
“Nosso partido, por aclamação, decidiu pela federação. Estão aqui prefeitos de todo o Brasil, vereadores, deputados estaduais, representantes no Congresso e nossos governadores. Nossa federação vai contribuir de forma decisiva para o futuro do Brasil e para o futuro da Bahia”, destacou Bruno.
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O presidente do PP de Salvador, Cacá Leão, também reforçou que a União Progressista nasce com força para disputar espaço político no cenário nacional, mas sem perder de vista a Bahia.
“Marcharemos, juntos, na pré-candidatura de ACM Neto ao governo do estado, abraçando o sentimento de mudança que está presente na cabeça dos baianos, que não estão satisfeitos com o governo atual”, disse Cacá.
Além da influência nos diretórios estaduais, a nova federação terá a maior fatia do fundo eleitoral e partidário: R$ 953,8 milhões e R$ 197,6 milhões, respectivamente, em valores de 2024. Na prática, isso amplia o poder de articulação da União Progressista em todo o país.
O deputado federal Claudio Cajado (PP) comentou a situação dos filiados do Progressistas que integram a base do governo, em meio à formalização da federação com o União Brasil, principal partido de oposição. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), Cajado elogiou o governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas ressaltou sua atuação política como "independente".
"Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário", afirmou Cajado.
Com uma iminente debandada de deputados estaduais do PP, o parlamentar afirmou que o apoio da bancada do Progressistas na Assembleia Legislativa (AL-BA) a Jerônimo ocorre por meio de seus mandatos, e não em nome do partido.
"Os deputados estaduais, esses participam, recebem benefícios, fazem pedidos e etc. Em relação ao futuro, como isso vai ficar, eu não sou governo nem oposição, eu sou independente, assim como o PP é na Bahia. Os deputados estaduais apoiam o governo através do mandato deles, não em nome do partido. Eu e Mário Negromonte Jr. somos independentes. Faço uma política de que se puder ajudar eu ajudo, atrapalhar não contempla meu mandato", completou.
Confira:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Guimarães
"Subiu no telhado".
Disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) ao comentar sobre a PEC da Segurança Pública, idealizada pelo governo federal para reorganizar e integrar o sistema de segurança no Brasil e dificilmente será votada no primeiro semestre deste ano.