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Artigos

Renato Tourinho
O fenômeno que só a Bahia é capaz de fazer!
Foto: Acervo pessoal

O fenômeno que só a Bahia é capaz de fazer!

Poucos acontecimentos no mundo conseguem reunir 2 milhões de pessoas em torno de uma música, de um cantor ou de um trio elétrico. Menos ainda fazem isso de forma contínua, por horas, em movimento, com alegria coletiva e um nível mínimo de violência ou acidentes. É exatamente aí que o Carnaval da Bahia deixa de ser apenas uma festa e se torna um fenômeno social, cultural e comportamental.

Multimídia

Luiz Gavazza celebra sucesso de trios elétricos movidos a gás natural

Luiz Gavazza celebra sucesso de trios elétricos movidos a gás natural
O presidente da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), Luiz Gavazza, fez um balanço das ações da estatal durante o Carnaval de 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (23), o representante da Bahiagás destaca que, para além dos patrocínios, a companhia apostou, pelo segundo ano consecutivo, na renovação técnica do Carnaval soteropolitano.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

uniao brasil

Relator na CCJ, baiano Paulo Azi defende transição e descarta redução salarial em debate sobre fim da escala 6 por 1
Foto: Divulgação

O deputado federal da Bahia Paulo Azi (União Brasil) afirmou que há “espaço para avanço” na discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, projeto do qual é relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Em entrevista à GloboNews realizada nesta quinta-feira (26), Azi defendeu, no entanto, cautela para evitar impactos negativos sobre empresas e trabalhadores.

 

Considerando que a CCJ acolheu duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema, o parlamentar destacou ser contrário a qualquer mudança que implique diminuição de salários aos trabalhadores. “Não se pode considerar avanço uma proposta que reduza a jornada e, ao mesmo tempo, reduza salários. Sou absolutamente contra isso”, declarou.

 

Uma delas PECs, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada semanal de 44 para 36 horas, sem alterar a escala de trabalho. A outra, da deputada Érica Hilton (PSOL-SP), além de diminuir a carga horária para 36 horas, propõe substituir a escala 6 por 1 pelo regime 4 por 3 — quatro dias de trabalho e três de descanso.

 

REGRA DA TRANSIÇÃO
Azi afirmou que mudanças dessa dimensão não podem ser implementadas “do dia para a noite” e defendeu a construção de uma regra de transição para permitir adaptação gradual de empresas e trabalhadores. Segundo ele, setores intensivos em mão de obra, como comércio e serviços, especialmente micro e pequenas empresas, tendem a sofrer maior impacto com a eventual redução da jornada.

 

O deputado informou que apresentou requerimento para convidar os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Fernando Haddad (Fazenda) a participarem do debate na CCJ. O objetivo é esclarecer qual proposta o governo defende e se há disposição para discutir medidas de mitigação de impacto econômico. “É muito bom que o governo se coloque favorável à matéria, mas ele deve ser chamado a ser construtor de uma solução de consenso”, afirmou.

 

Para o relator, eventual benefício à classe trabalhadora, como ganhos à saúde e à convivência familiar, não pode vir acompanhado de efeitos colaterais que comprometam a sustentabilidade da cadeia produtiva. Ele defendeu que o Executivo discuta alternativas que ajudem setores mais afetados a absorver os custos da mudança.

 

Ainda não há data para apresentação do parecer na CCJ, mas o relator informou que pretende iniciar os debates nos próximos dias.

Rui Costa elogia postura institucional de José Ronaldo durante visita a Feira de Santana
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Em visita oficial a Feira de Santana nesta segunda-feira (23), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou positivamente a postura do prefeito José Ronaldo (União) no campo das relações institucionais. O ministro esteve no município para a assinatura da ordem de serviço do Centro Comunitário pela Vida (Convive), que será construído no bairro Alto do Papagaio.

 

Durante seu pronunciamento, Rui Costa enfatizou que o diálogo entre os diferentes entes federativos, é fundamental para a viabilização de políticas públicas eficazes. Segundo o ministro, José Ronaldo tem demonstrado uma abertura para o diálogo que transcende as barreiras político-partidárias.

 

Rui Costa afirmou que o prefeito "merece reconhecimento" por priorizar os interesses da população feirense ao manter uma relação de cooperação com o Governo Federal e o Governo do Estado. O ministro pontuou que esse reconhecimento é compartilhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O posicionamento político nas eleições é outra história, mas isso não anula essa postura, que precisa ser reconhecida", diz o ministro da Casa Civil.

 

A construção do Convive em Feira de Santana faz parte de uma estratégia integrada de segurança pública. De acordo com o ministro, o equipamento foca no acolhimento social e no cuidado comunitário, servindo como um braço preventivo que complementa as ações repressivas de combate à violência.

 

A presença da comitiva federal reforça a agenda de investimentos da União na Bahia, utilizando o diálogo institucional como ferramenta para acelerar entregas estruturantes em grandes centros urbanos como Feira de Santana.

“Coloquei meu nome à disposição”, reafirma Sheila Lemos sobre vaga de vice na chapa de ACM Neto
Foto: Divulgação

A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), voltou a reafirmar seu nome como possibilidade para integrar a chapa majoritária da oposição ao governo da Bahia ainda em entrevista neste sábado (21), encabeçada pelo pré-candidato ACM Neto (União), como candidata a vice-governadora.

 

Segundo ela, cumpre os pré-requisitos apontados por Neto, como ser uma liderança do interior e estar em exercício de mandato. Por isso, colocou o nome à disposição do partido e afirmou que, caso seja a vontade do grupo, não poderia “se furtar dessa missão”.

 

“Eu acho que Neto está certo. Ele tem que procurar um vice que seja do interior da Bahia, porque nós que vivemos no interior sabemos como é a nossa luta diária. Ele colocou os requisitos, eu preencho esses requisitos, assim como Zé Ronaldo e Cocá também preenchem. Estou falando de prefeitos de mandato. Eu vinha dizendo que não queria colocar meu nome, mas chega no ano da eleição e você percebe que, se for para contribuir com a Bahia, eu não posso me furtar dessa missão. Então, coloquei meu nome à disposição do partido. Se o partido entender, se o povo da Bahia entender que é o melhor nome, estou disposta, sim”, afirmou ao programa Frequência Política, transmitido pelas rádios Interativa FM, Difusora AM e Itapuy FM.

 

Apesar disso, Sheila negou que tenha conversado com ACM Neto após declarações dadas ao jornalista Daniel Silva, de Vitória da Conquista, na última quarta-feira (18), quando admitiu a possibilidade de deixar a prefeitura para disputar o cargo de vice. A fala repercutiu em todo o estado.

 

“Não, eu não conversei com Neto. Foi um repórter de Vitória da Conquista que me fez a pergunta e eu respondi de pronto, com uma frase. Ele publicou e isso ganhou toda essa repercussão. Mas eu não tive contato com Neto depois dessa fala. Ele já vinha colocando meu nome como opção”, declarou.

Presidente do União Brasil, Antônio Rueda passa mal no camarote da Prefeitura no Campo Grande
Foto: Divulgação

O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, acompanhou, neste domingo (15) de Carnaval, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o ex-prefeito ACM Neto ao camarote da Prefeitura, no Circuito Osmar, no Campo Grande.

 

Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias, Rueda teve um mal-estar enquanto estava no espaço e precisou deixar o local para atendimento de emergência. Ainda conforme apuração, a situação aparentava estar sob controle após o atendimento inicial.
 

ACM admite possível apoio a nome do PSD para a presidência e confirma "casamento" entre União Brasil e PP
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

Em entrevista concedida no Campo Grande, o ex-prefeito de Salvador e principal liderança da oposição pela cadeira do governo da Bahia, ACM Neto (União), esclareceu os rumores sobre uma possível aproximação com o PSD. Questionado pela equipe do BN (Bahia Notícias) sobre as recentes movimentações políticas no estado, Neto foi enfático ao afirmar que não vê o partido de Gilberto Kassab deixando a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

O político reforçou que sempre enxergou o PSD (Partido Social Democracia) como pilar de sustentação do atual governo: “Eu jamais avaliei a hipótese de o PSD sair do palanque de Jerônimo Rodrigues”.

 

ACM Neto negou qualquer contato recente com a cúpula nacional ou estadual do PSD para tratar de alianças locais. Segundo ele, a recente adesão de figuras como o deputado federal Diego Coronel ao seu grupo político é um movimento isolado e não deve ser interpretado como uma migração do partido como um todo.

 

“Nunca tive nenhum contato recente com o Kassab. Nunca cogitei o PSD na Bahia. Ninguém quer mexer nisso. A vinda de Coronel não tem nada a ver com a sigla; o grupo dele e o seu peso político, mas o PSD continua lá”, afirmou Neto.

 

Apesar da barreira estadual, ACM Neto deixou uma porta aberta no cenário federal. Ao ser questionado sobre as eleições presidenciais, ele sinalizou que a configuração de alianças em Brasília pode seguir um caminho diferente do local.

 

"Eu até acho que posso apoiar um candidato à Presidência que venha do PSD", admitiu, sinalizando que as divergências regionais com a legenda na Bahia não impedem uma convergência nacional futura, dependendo do nome apresentado pelo partido de Kassab.

 

Foto: Divulgação / Partido Progressistas (PP) 


FEDERAÇÃO UNIÃO E PP
ACM Neto confirmou que a união entre os dois gigantes da política nacional está consolidada. Ele utilizou uma analogia matrimonial para explicar como funcionará a dinâmica de decisões daqui para frente, sinalizando o fim da autonomia isolada de cada legenda.

 

“A Federação é igual a um casamento. Quando você tem a vida de solteiro, faz sua vida de acordo com a sua vontade e sua cabeça. Quando você é casado, tem que compartilhar as decisões com o seu cônjuge. É a mesma coisa na Federação: hoje não podemos decidir sozinhos”, explica o político. 

ACM Neto fala sobre aliança com PL e João Roma, mas evita palanque antecipado com Flávio Bolsonaro
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), afirmou que a construção da aliança com o PL e o ex-ministro João Roma está em fase “madura” e equilibrada. Por outro lado, Neto disse que neste momento, o foco é consolidar a união política na Bahia, e não discutir apoio à presidência da República.

 

A declaração ocorre em meio a especulações sobre um possível alinhamento automático ao nome de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual palanque nacional.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias neste domingo (15) de carnaval, ACM Neto declarou que a aproximação entre os grupos políticos parte de uma leitura comum sobre as eleições de 2022. Ele afirmou que a divisão da oposição naquele ano favoreceu o PT no estado. “Há uma consciência de que, divididos, quem perdeu foi a Bahia”, sinalizou o ex-prefeito ao BN.

 

Questionado sobre a possibilidade de João Roma condicionar a aliança estadual ao apoio a uma candidatura presidencial específica, ACM Neto se mostrou direto.

 

De acordo com ele, nem o PL, nem o União Brasil, nem a federação partidária trataram oficialmente da questão nacional. A definição sobre palanque presidencial, segundo ACM Neto, será debatida “no momento certo”, com diálogo e bom senso.

 

O ex-prefeito ressaltou que, neste estágio, o esforço está concentrado em “amalgamar” e consolidar a aliança política na Bahia. Só após essa etapa, a discussão sobre o cenário nacional deverá avançar.

 

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte da estratégia para reorganizar a oposição baiana e fortalecer o campo político liderado por ACM Neto, mantendo em aberto as definições sobre apoio à corrida presidencial.

Federação União Progressista sai em defesa de Dias Toffoli após saída de relatoria no caso Banco Master
Foto: Andressa Anholete/STF | Divulgação

A Federação União Progressista divulgou, nesta sexta-feira (13), uma nota em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o grupo político, estaria sendo criada “uma versão caluniosa” com o objetivo de colocar a opinião pública contra o magistrado. A manifestação ocorre após o ministro deixar a relatoria do inquérito que apura supostas fraudes na instituição financeira.

 

A publicação foi assinada por Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e pelo senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.

 

“Neste momento é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF”, afirma trecho da nota.

 

A federação ressalta ainda que “atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.

 

“A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”, completa o texto.

 

Além da federação, o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, também defendeu a atuação do ministro e criticou o que chamou de “linchamento moral de autoridades públicas”.

 

Leia a íntegra da nota:
A Federação União Progressista manifesta sua preocupação com as narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli. É preciso ponderar que injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida. Uma versão caluniosa que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição.
Por essa razão, neste momento é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF.
A Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições.
Atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático.
A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer.

Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas
Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil

Ex-ministro expulso do União Brasil diz que maioria do partido vai apoiar reeleição de Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ex-ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que a maioria do União Brasil deve apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição nas eleições deste ano. Sabino foi expulso da legenda no final do ano passado, após a sigla dar “ultimato” para ele deixar a gestão petista.

 

"Está tudo acontecendo como eu falei. O União Brasil vai apoiar Lula, pelo menos em grande parte. [Ronaldo] Caiado saiu do partido. Agora vêm a reeleição do presidente em primeiro turno e a minha como senador no Pará", disse para a Folha de São Paulo.

 

A expulsão ocorreu porque Sabino recusou-se a sair do cargo de ministro, contrariando diretriz da legenda de rompimento com o governo. Ele depois deixou o ministério por decisão de Lula, justamente para acomodar o filho de um deputado federal do União Brasil, num esforço de aproximação.

 

Também tem havido conversas entre os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, com o governo Lula. Os dois partidos formam uma federação. Outro sinal de aproximação é a negociação para que o senador Rodrigo Pacheco (MG) se filie ao União Brasil para disputar o governo de Minas Gerais com apoio de Lula.

 

Para Sabino, que atualmente exerce mandato de deputado federal e pretende se candidatar a senador, muitos filiados do União Brasil simpatizam com Lula. "O presidente Lula tem muitos braços no centrão. A maioria vai caminhar com ele", afirma.

 

O ex-ministro está atualmente sem partido e deve definir sua nova legenda até o começo de abril para disputar a eleição.

Leur Lomanto Jr. assume presidência da CCJ com desafio de conduzir debate sobre mudança na jornada 6x1
Foto: Reprodução Youtube

O deputado federal Leur Lomanto Jr. (União-BA) foi eleito nesta terça-feira (10) como o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara. Leur substitui no comando da CCJ o também deputado baiano Paulo Azi (União), que presidiu o colegiado no ano de 2025.

 

A sessão de eleição na CCJ foi presidida pelo deputado José Rocha, do União da Bahia. No total, Leur Lomanto foi eleito com 36 votos a favor e nenhum contra. 

 

Leur Lomanto, baiano de Salvador, de 49 anos, está no seu segundo mandato como deputado federal pelo estado da Bahia. Antes de ingressar na Câmara, Leur foi deputado estadual por três mandatos. Ele é neto do ex-governador baiano Lomanto Júnior e filho do ex-deputado federal Leur Lomanto. 

 

Nessa atual legislatura, o deputado baiano foi presidente do Conselho de Ética da Câmara por dois mandatos, entre os anos de 2023 e 2025. Leur Lomanto também foi vice-presidente da Comissão de Turismo. 

 

Ao assumir a presidência, Leur agradeceu a indicação do seu nome feita pelo líder do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), referendada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e também pelo vice-presidente do partido, ACM Neto. O deputado baiano falou do desafio de comandar a comissão e de seu compromisso com a defesa da Constituição.

 

“Assumo essa comissão com profundo senso de responsabilidade, transparência, humildade e compromisso com a Constituição da República e com o Regimento Interno da Casa. Presidir essa comissão significa zelar pelo devido processo legislativo, pela legalidade, pela técnica jurídica e acima de tudo, pelo respeito às instituições e pela democracia”, afirmou. 

 

Leur Lomanto também reforçou sua intenção de dar voz a todos os parlamentares, sejam eles de que partido pertencerem ou de que posição ideológica tiverem. 

 

“Registro meu compromisso de conduzir os trabalhos com imparcialidade, com respeito a todos os parlamentares, independente de posições ideológicas ou partidárias, e essa presidência estará aberta ao debate qualificado, ao contraditório e à pluralidade de ideias, pilares essenciais de uma democracia madura”, concluiu o deputado.

 

O baiano Leur Lomanto assume a CCJ um dia depois que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o envio para a comissão da proposta que modifica a escala de trabalho 6x1. O projeto é considerado uma das maiores prioridades da agenda do governo Lula no Congresso, e agora também foi abraçado por Motta como pauta urgente. 

 

O projeto da mudança na jornada deve provocar forte embate entre governistas, oposição e representantes do setor produtivo durante as discussões na CCJ. Nesse contexto, a atuação do novo presidente da comissão será determinante para o ritmo e o desfecho da discussão, inclusive com a escolha do relator da matéria. 

 

Após ser votada na CCJ, a PEC terá que ser analisada em uma comissão especial. Caso seja aprovada na comissão, a proposta seguirá para o plenário da Câmara. 
 

Baiano Leur Lomanto Jr. assume presidência da CCJ da Câmara e substitui Paulo Azi
Foto: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados

O deputado federal baiano Leur Lomanto Jr. (União Brasil-BA) será o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Ele substitui o também baiano Paulo Azi (União Brasil-BA) no comando do colegiado, considerado o mais importante da Casa.

 

A CCJ é responsável por analisar a constitucionalidade e a legalidade das propostas que tramitam no Legislativo e tem papel decisivo no avanço ou no arquivamento das matérias.

 

O nome de Lomanto Jr. já circulava nos bastidores e foi confirmado publicamente pelo deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA), em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (9).

 

Ao comentar o encaminhamento da proposta que trata do fim da escala de trabalho 6x1, Pedro Lucas afirmou que o debate ocorrerá sob a presidência do parlamentar indicado pelo União Brasil.

 

“O presidente Hugo Motta vai encaminhar à CCJ a proposta sobre a escala 6×1, que será debatida sob a presidência do deputado Leur Lomanto Jr., indicação do União Brasil”, escreveu o deputado em postagem no X.

 

Na mesma publicação, ele destacou a expectativa de uma condução equilibrada dos trabalhos. “Nosso compromisso é garantir uma discussão séria, responsável e sem preconceitos. Falar sobre jornada de trabalho é falar de produtividade, saúde do trabalhador e modernização das relações de trabalho. O Parlamento não pode fugir de temas que impactam milhões de brasileiros”, afirmou.

 

O anúncio ocorre no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destravou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6x1. A decisão, vista como um gesto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), permite que a matéria seja oficialmente encaminhada à CCJ após meses de paralisação.

ACM Neto avalia saúde e segurança na Bahia e diz que PT “deixou de lado o cuidado com a vida das pessoas”
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, avaliou o cenário da saúde e segurança pública na Bahia, nesta quinta-feira (5), durante evento em Irecê, município no centro-norte baiano. Ao liderar o Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, em reunião com lideranças políticas e especialistas, o atual vice-presidente do partido afirmou que os dados sobre ambos os setores indicam que o atual governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), “virou as costas para as pessoas mais pobres”. 

 

“Eu acho que os dois problemas acabam mostrando como está sendo tratada a vida dos baianos. Os baianos mais pobres, os baianos que dependem do sistema de saúde, que esperam dentro de casa a fila da regulação, que esperam dentro de uma ambulância na porta do hospital, que esperam numa maca no corredor do hospital. Do outro lado, os baianos que morrem vítimas do crime organizado, das balas perdidas, do tráfico de drogas, do banditismo que tomou conta do nosso território”, frisou Neto. 

 

Ele que é pré-candidato ao governo estadual nas eleições estaduais de outubro, pleiteando o cargo de Governador da Bahia, disse ainda que esse cenário “mostra que o PT da Bahia, que depois de 20 anos, virou as costas das pessoas mais pobres, deixou de lado o cuidado com a vida das pessoas, não está nem aí para quem precisa, não protege o cidadão não cuida do seu filho”, sucinta. 

 

Na mesma ocasião, Neto comentou sobre acusações de que o governo estadual estaria “segregando” propositalmente as cidades as quais os prefeitos não demonstrassem apoio à sua reeleição. “Eu também espero que ele se faça presente, porque nada justifica a ausência do governador. Não é porque o prefeito integra um partido adversário ao governo do estado que isso justifica a ausência ou a omissão por parte do governador. O que está presente tem que garantir os investimentos, é isso que a gente espera que aconteça. Caso, infelizmente, prevalência de sedição política, descaso político, não tem nada não, porque isso já tem data para acabar”, conclui. 

Em evento de ACM Neto, Isabela Suarez fala em "desânimo" do empresariado com cenário político, mas que “atende convite de quem convocar”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

 

A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, compareceu a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, que ocorre nesta quinta-feira (5), em Irecê, no centro-norte baiano. Ao lado de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, líder da Associação empresarial comentou sobre os reflexos do cenário político no setor privado.

 

“Acho que o empresário, de certa forma, está desanimado e a gente precisa de um estímulo para que o Brasil trabalhe no máximo da sua potência, valorizando seus recursos naturais, encontrando um ambiente de negócios cada vez mais favorável”, diz a empresária baiana. Em sua fala, Suarez atribui parte dessa “desanimação” ao cenário que chamou de “insegurança jurídica”. 

 

“A crise de segurança jurídica no qual a gente vive é fundamental, é determinante para o não sucesso da atividade empresarial, mas ao mesmo tempo eu convoco e peço aos empresários, que a gente se reúna e que o espírito de associativismo tome conta dos empresários, que eles voltem a fazer parte das instituições. Afinal de contas, se a gente não tiver um trabalho e uma atuação uníssona, coesa, ninguém vai nos ouvir”, explica a gestora. 

 

Ao ser questionada sobre sua aproximação com figuras políticas, como o caso de ACM Neto, que lídera as reuniões do Fórum em Irecê, a presidente da ACB diz que “atende o convite de quem convocar”. 

 

“Eu vou atender o convite de quem me convocar de quem me convidar, exatamente por isso que eu estou aqui. Então, atendendo gentilmente o convite do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, o convite do ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, um dos idealizadores do Plano Real, e curiosa para saber o que ele pensa sobre a reforma fiscal, sobre a reforma tributária. Eu acho que os representantes das instituições devem fazer exatamente isso, conversar, abrir um canal de diálogo”, explica Isabela. 

 

Respondendo as especulações de que ela pudesse iintegrar  alguma legenda partidária, em especial a da oposição ao atual governo estadual, ela responde que sua aproximação com a política não é “um sinal”: “Eu nunca atuei politicamente de forma partidária, mas eu sempre atuei politicamente. Eu acho que o empresário precisa cada vez mais estreitar as relações com os políticos e com a atividade política partidária. Afinal de contas, nós somos executores das políticas públicas”, conclui.

ACM Neto exalta realização do Fórum S.O.S Bahia e critica PT sobre conduções de políticas ao semiárido
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, em Irecê, no interior do estado, o pré-candidato ao governo do estado e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto (União), fez críticas aos governos do PT pela condução das políticas públicas voltadas ao semiárido baiano. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), Neto afirmou que, mesmo após duas décadas de gestão petista no estado, não houve a execução de obras estruturantes capazes de garantir segurança hídrica à população mais vulnerável.

 

O Fórum S.O.S Bahia é uma iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil e tem como tema “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”. A programação inclui debates com lideranças políticas, como o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gome (PSDB), e especialistas sobre os impactos da seca no estado.

 

O dirigente do União Brasil destacou que o semiárido ocupa cerca de 85% do território baiano e abriga metade da população do estado, mas, ainda assim, segue sem investimentos consistentes.

 

“Mais uma vez, a gente mostra que o PT, que se diz defensor dos mais pobres, que se diz protetor das pessoas que mais precisam, vira as costas para algo que toca no coração das pessoas mais pobres da Bahia. Quando a gente olha, em 20 anos de governo do PT, não houve o início e a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido da Bahia. Não há, por exemplo, uma barragem que tenha sido começada e concluída pelo governo do PT no semiárido que eles possam mostrar”, disse.

 

ACM Neto apontou que a escassez de água afeta diretamente o abastecimento humano, a produção agrícola e a criação de animais, com reflexos em toda a economia local. Segundo ele, os impactos da seca ultrapassam a zona rural e atingem também os centros urbanos.

 

“A gente olha a situação de diversos municípios: falta água para o abastecimento humano, falta água para garantir a produção animal, falta água para a produção de alimentos. O pequeno produtor foi esquecido. Não existe apoio técnico, não existe linha de crédito, não existe acesso à água. Isso acaba vitimando não só quem vive na zona rural, mas tem um efeito em cascata. Em algumas cidades, compromete a economia, o comércio gira menos, tem menos emprego e isso impacta diretamente na arrecadação das prefeituras”, afirmou.

Em Irecê, Ciro Gomes declara apoio a ACM Neto e afirma que “terceira via” é “muito bom para o país”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Presente na 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, reforçou seu apoio ao pré-candidato ao governo estadual da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União). Em entrevista coletiva, o político afirmou que a Bahia “têm uma alternativa de mudança que não é um salto no escuro”. 

 

“É preciso mudar. A sorte da Bahia é que vocês têm uma alternativa de mudança que não é um salto no escuro. Ao contrário, é uma experiência que tem longa tradição nas construções da Bahia Moderna, mas é uma renovação impressionante, recém praticada em Salvador”, afirma Ciro.

 

Em sua fala, Ciro completou que “o Neto é um sopro de modernidade um sopro de competência, um sopro de seriedade numa esclerose múltipla que tomou conta do poder político da Bahia, que é o abuso de poder”. Ao citar indiretamente o governoe estadual, liderado pelo PT há cerca de 20 anos, o ex-ministro da integração nacional diz que “[Eles, políticos vinculados ao PT] Brigam violentamente entre si, mas se juntam para poder conservar o poder sem projeto, sem estratégia, sem compromisso, renovando promessas”. 

 

Entre as promessas, o ex-líder do PDT cita a Ponte Salvador-Itaparica. “A ponte de Itaparica talvez seja a caricatura maior, desde que eu me entendo por gente que essa gente do PT promete a Ponte de Itaparica que vai ser, mas tem muitas outras promessas”, destaca. 

 

Especialmente sobre a disputa eleitoral à presidência, que vem se estruturando entre a tentativa de reeleição de Lula e a articulação de pré-candidatos no campo da oposição, Ciro avalia que, a posiçção de Gilberto Kassab, líder nacional do PSD, é inteligênte. Atualmente o PSD nacional reúne um grupo de sete governadores estaduais, entre eles Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), todos se apresentando como potenciais candidatos ao Palácio do Planalto. 

 

“Acho que o Kassab é uma pessoa muito inteligente e muito visionária”, destaca Ciro. “Eu acho que ele está sentindo que tem uma parte grande de brasileiros que está votando no A porque odeia o B e está votando no B porque odeia o A. E que se tivesse um C, provavelmente poderiam votar. E ele está, acho que, explorando essa possibilidade de lançar um C. Acho que isso é muito bom para o país”, conclui.

Ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes avalia falhas na gestão do semiárido baiano durante evento em Irecê
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

 

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), se reuniu com lideranças do Uniao Brasil nesta quinta-feira (5), em Irecê, no centro-norte da Bahia. A reunião ocorre em meio ao Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, com a temática de “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”, que prevê a mobilização de lideranças políticas e especialistas para discutir os impactos da seca no estado.

 

Sobre a temática do evento, o político cearense relembra sua trajetória em cargos de gestão, em especial no cargo de ex-ministro da Integração Nacional, no governo Lula 1, entre 2003 e 2006. 

 

“Quando eu cheguei lá, eu fechei o ministério por 30 dias, porque o ministério encarregado disso simplesmente era um anto de roubalheira, de clientelismo, de fisiologia. Não havia projeto para absolutamente nada. E veja que ali estão as responsabilidades por infraestrutura hídrica, ali está a responsabilidade por defesa civil, ali está a responsabilidade por irrigação”, relembrou Ciro. 

 

Tendo como base a experiência do ministério há mais de uma década, Ciro Gomes, que atualmente se apresenta como um potencial candidato ao governo cearense, destaca que “falta ao Brasil um projeto estratégico que enfrente o problema do semiárido, que é o endereço da miséria e da pobreza mais sofrida do país”.
 

“Você tem muita pobreza nas periferias das grandes cidades, o fundão da Amazônia também é o endereço de muita pobreza, mas a miséria mais sofrida, o polo mais hostil de expulsão de pessoas pela migração, é o semiárido do Nordeste”, contextualiza o cearense. E ele complementa: “E o nosso semiárido nordestino brasileiro é de todos os semiáridos do mundo, o que tem a melhor condição de resolver o seu problema”. 

 

Ele cita ainda que existem possibilidades para a resolução da questão, ainda que estejam no papel oou em estágio embrionário. “A Bahia tem dois projetos fundamentais do ponto de vista macroestruturante que estão a passo de caga do manco. Um deles nem sai do papel, que é o canal de sertões baianos, e o projeto [de irrigação] BaixIo de Irecê, que na verdade se chama de Irecê, mas é de Xique-Xique. Uma banda está andando, a iniciativa privada entrou, os dois primeiros lotes estão prontos, mas lembre-se, são nove lotes. Você precisa garantir o abastecimento humano, nem isso está garantido”, afirmou. 

 

Ele destaca que as estratégias para solucionar o problema “é sobre o que nós vamos conversar hoje”. “Uma cidade importante como Irecê sofre de falta d'água para o abastecimento das pessoas. Quanto mais cidades menores. Eu me preparei para essa conversa aqui. A Bahia tem, nesse momento, 65 municípios em condição crítica, de seca, de falta d'água, e 2 milhões de pessoas passando essa dificuldade”, conclui Ciro.

Sandro Régis é o novo líder do União Brasil na ALBA
Foto: Divulgação

O deputado estadual Sandro Régis foi escolhido para liderar a bancada do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) em 2026. Ele assume o posto no lugar do deputado Júnior Nascimento, que deixa a liderança do partido para ocupar a Corregedoria da Casa, função que vinha sendo exercida por Sandro até então. 

 

Um dos deputados com maior tempo de filiação na legenda e o mais longevo no grupo da oposição, com duas décadas de atuação sem nunca ter mudado de lado, Sandro Régis foi líder da bancada da oposição por duas ocasiões, no biênio 2015-2016 e durante a pandemia entre 2020 e 2021.

 

Em 2022, o União Brasil foi o partido que elegeu a maior quantidade de deputados estaduais na Bahia, formando uma bancada de dez parlamentares.

Em mensagem, Bruno Reis destaca “descentralização” de gestão: “No bairro que a gente mede se a cidade está funcionando”
Foto: Betto Jr./ Secom PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), compareceu à reabertura dos trabalhos legislativos da Câmara de Salvador nesta segunda-feira (2), onde enviou uma mensagem do Executivo destacando as principais obras e programas previstos para 2026. A temática da mensagem, no entanto, foi a presença municipal nos bairros, e a busca pela promoção da visando justiça social e o combate à desigualdade na capital.

 

Em sua fala, o gestor municipal denota que definiu a frase “A vida acontece no bairro — e é no bairro que a Prefeitura tem que aparecer”, como a linha direta de sua segunda gestão. Ele explica que “eu aprendi governando Salvador: é no bairro que a gente mede se a cidade está funcionando e no bairro não tem filtro”. 

 

“No ano passado, fui a 239 inaugurações, ordens de serviço e lançamentos de programas em 112 bairros diferentes. Só em Plataforma, estive 11 vezes. E, contrariando a lógica do político que só aparece para pedir voto, fui ao Subúrbio na véspera da eleição para fazer entregas”, destacou Bruno.

 

Ao falar sobre as ações da Prefeitura, Bruno Reis saudou os secretários e gestores municipais e, considerando a reabertura das atividades legislativas, reiterou a colaboração com a Câmara de Salvador. “Eu sou grato a Deus todos os dias pela equipe que tenho à minha volta: secretários, gestores, técnicos, auxiliares, gente que se desdobra para solucionar problemas e cumprir nossas promessas. E agradeço poder contar com esta Câmara Municipal, que assume seu protagonismo com responsabilidade, tratando do destino de Salvador com seriedade”, afirmou. 

 

O prefeito relembrou ainda que, em 2025, todos os seus projetos foram aprovados pelo quórum legislativo. “Temos uma Prefeitura e uma Câmara Municipal que decidem por si mesmas, com responsabilidade e compromisso com a população. Isso nos traz de volta ao que guia a nossa gestão: a certeza de que a vida acontece no bairro, é no bairro que a Prefeitura tem de chegar junto. Todo morador dessa cidade sabe que sonho não se realiza sozinho. É preciso trabalhar, e trabalhar muito”, finalizou. 

 


Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

 

ENTREGAS À VISTA
Em seu discurso, que durou cerca de 35 minutos, o gestor municipal destacou as principais metas e obras previstas para Salvador em 2026, com base no Plano Plurianual e Orçamento anual, que chega a 16 bilhões de reais.

 

No âmbito da saúde e educação, o destaque foi a inauguração da Maternidade e Hospital da Criança, no bairro da Federação, ainda neste semestre. O equipamento receberá o nome do deputado estadual e médico Alan Sanches, falecido no mês passado. Com o crescimento da rede, o prefeito previu a contratação de 582 novos médicos e outros profissionais de saúde.

 

No âmbito da educação, Bruno destacou o andamento das obras de 12 escolas de alto padrão e a meta de atingir 100% das salas de aula com ar-condicionado.

 

Em habitação e assistência social, o chefe do Executivo estabeleceu a meta de entregar 2.136 novas moradias em localidades como Nova Constituinte, Alto do Capelão 1 e 2, Cassange, Pé Preto e Mané Dendê. Bruno Reis citou o Projeto Mané Dendê, na região do Subúrbio Ferroviário, como um de seus cases. A finalização desse projeto deve conter a entrega de um terminal de ônibus, cerca 220 moradias, CRAS, CAPS, centro comunitário, centro cultural, teatro e a Arena Aquática com piscina semiolímpica.

 

Na mobilidade, considerada por muitos um gargalo na gestão do município, o prefeito destacou a renovação da frota com 700 novos ônibus equipados com ar-condicionado e a expansão do sistema BRS para o aeroporto e para a Estação Pirajá, além do início das obras do Teleférico do Subúrbio, que terá 4,3 km de extensão, conectando Praia Grande ao metrô em Campinas de Pirajá.

 

Segundo Bruno Reis, a área da cultura também deve receber entregas, como a Casa de Espetáculos e Escola de Música Letieres Leite, reforma do Teatro Vila Velha e da sede do Ilê Aiyê. No âmbito esportivo e de lazer, ele reiterou a construção da Arena Multiuso e do novo Centro de Convenções no Centro Histórico.

 

A gestão espera uma capacidade de entrega ampliada devido a receitas extraordinárias de aproximadamente 4,9 bilhões de reais provenientes de financiamentos e ações judiciais.

Um em cada cinco governadores mudou de partido após as eleições de 2022
Foto: Divulgação

Seis dos 27 governadores eleitos no Brasil em 2022 já trocaram de partido desde o início do mandato. Duas dessas mudanças ocorrem nesta semana. O governador do Amapá, Clécio Luís, deixará o Solidariedade para se filiar ao União Brasil na próxima sexta-feira. Já Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anunciou a saída do União Brasil e a entrada no PSD.

 

O PSD, inclusive, tornou-se destino de outros chefes de Executivo estadual. No ano passado, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, deixaram o PSDB e ingressaram na sigla. Com isso, o número de governadores tucanos foi reduzido ainda mais. Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, último eleito pelo PSDB que permanecia no partido, também deixou a legenda e se filiou ao PP.

 

Outro caso é o do governador do Maranhão, Carlos Brandão. Ele se desfiliou do PSB em setembro de 2025, após romper politicamente com aliados do ministro Flávio Dino, e desde então está sem partido. De acordo com informações do jornal O Globo, Brandão pretende articular a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), como sucessor no governo estadual. A expectativa é que ele aguarde a janela partidária, entre março e abril, para definir sua nova legenda, acompanhado por pelo menos dez deputados estaduais.

 

Ao contrário de deputados e vereadores, que podem perder o mandato em casos de infidelidade partidária, governadores, prefeitos, senadores e o presidente da República são eleitos pelo sistema majoritário. Por isso, eles têm liberdade para trocar de partido a qualquer momento, sem risco de perda do cargo.

Caiado anuncia filiação ao PSD após deixar o União Brasil
Foto: Reprodução Redes Sociais

O governador de Goiás e pré-candidato à presidência da república, Ronaldo Caiado, anunciou filiação ao Partido Social Democrático (PSD). A novidade foi confirmada na noite desta terça-feira (27), por meio das redes sociais. 

 

Em vídeo publicado ao lado do governador do Paraná, Ratinho Jr, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Caiado indicou que fez um "gesto de total desprendimento", e disse que o PSD ainda decidirá, entre os três, quem será o candidato à Presidência neste ano.

 

“Aqui não tem interesse pessoal de cada um. Aquele que for escolhido levará esta bandeira de um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo tanto espera. É dessa maneira que sou recebido aqui. E tenho a graça de ter a minha filiação partidária ao PSD. O que sair daqui candidato terá o apoio dos demais”, afirmou Ronaldo. 

 

Leite comentou na ocasião, que "antes da aspiração individual, como agentes políticos, vem nossa aspiração como brasileiros". O gaúcho também disse a Caiado que "será um prazer trilhar" ao lado dele e do colega do Paraná. Já Ratinho Jr contou que a filiação de Caiado ao PSD representa um "projeto de união pelo Brasil".

 

O anúncio de filiação chega após Caiado deixar o União Brasil em decorrência do partido confirmar sua candidatura à Presidência. O goiano observou que buscava "uma oportunidade para contribuir com a discussão nacional", e que as portas para isso haviam se fechado no União Brasil.

A pedido de Alcolumbre, governador do Amapá deixará Solidariedade e se filiará ao União Brasil
Foto: Agência Senado

O governador do Amapá, Clécio Luís, deve deixar o Solidariedade para se filiar ao União Brasil a pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que comanda o diretório do partido no estado.

 

A cerimônia de filiação está prevista para a próxima sexta-feira (30), em uma quadra de escola, em Macapá. Clécio é pré-candidato à reeleição em 2026.

 

Ele foi eleito governador em 2022, no primeiro turno, sucedendo Waldez Góes. Antes disso, comandou a Prefeitura de Macapá por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020.

 

Atualmente, o União Brasil controla 9 dos 16 municípios amapaenses. Com a filiação de Clécio Luís, a sigla passará a ter cinco governadores, o maior número entre os partidos no país. Até então, a legenda estava empatada com PT e PSD, que possuem quatro governadores cada.

 

Já o Solidariedade perde seu único chefe de Executivo estadual. As informações são do Globo. 

Caiado volta a reforçar provável saída do União Brasil e indica busca por nova legenda
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira que já comunicou a provável saída do União Brasil e que está em negociação com outras siglas para viabilizar sua candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro.

 

Segundo Caiado, a decisão de deixar o partido está ligada à falta de apoio interno ao seu projeto eleitoral. Ele reforçou que não abre mão da candidatura e que mudará de legenda caso não tenha respaldo político. O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o secretário-geral da sigla, ACM Neto, já teriam sido informados sobre a decisão. A declaração foi dada em entrevista à rádio Novabrasil.

 

“É algo a ser resolvido nos próximos dias”, afirmou o governador, acrescentando que as conversas com outros partidos estão em andamento. Apesar disso, Caiado preferiu não revelar quais legendas estão sendo procuradas para uma possível filiação.

 

Nos bastidores, pesa o possível apoio do União Brasil à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). No início do mês, o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que Antônio Rueda é entusiasta de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

ACM Neto completa mais um ano de vida nesta segunda-feira
Foto: André Carvalho / BN Hall

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, completa 47 anos nesta segunda-feira (26). A data tem sido marcada por homenagens de familiareres, amigos, aliados e lideranças políticas, que utilizaram as redes sociais para celebrar o aniversário.

“Pai, falar de você é, antes de tudo, falar de orgulho. Orgulho pela pessoa íntegra, leal aos seus princípios e que nunca se escondeu diante dos desafios. Orgulho do pai amoroso, atencioso e presente que você sempre foi. E orgulho, também, pelo homem público que você se tornou”, escreveu Livia Magalhães, filha mais velha do político.

 

Entre as mensagens, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou a relação pessoal e política construída ao longo dos anos. “Aniversário do meu grande irmão, parceiro de uma vida, de quem não abro mão de estar ao lado em todas as batalhas. Que Deus siga abençoando o seu caminho e que nunca falte saúde, força, resistência, garra e fé. Parabéns, meu irmão”, desejou.

 

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, também homenageou o ex-prefeito e ressaltou a trajetória compartilhada e a amizade construída ao longo do tempo. “Hoje é dia de celebrar a vida de ACM Neto, amigo de caminhada, de sonhos e de muitos desafios. Nossa amizade vem de muitos anos, construída com diálogo, lealdade e respeito”, afirmou. “Nossa amizade vem de muitos anos, construída com diálogo, lealdade, respeito e a certeza de que a política também se faz com afeto e propósito”, completou Ana.

 

O BN Hall deseja um feliz aniversário e um novo ciclo repleto de boas realizações!

 

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União Brasil processa Jaques Wagner por citar pesquisa em que Jerônimo venceria no primeiro turno
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O União Brasil ingressou com uma representação eleitoral contra o senador Jaques Wagner (PT) no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), nesta quinta-feira (22), por atos relacionados à divulgação de pesquisas eleitorais.

 

O partido questiona a citação, feita pelo parlamentar em entrevista à TV Baiana, de uma pesquisa do instituto AtlasIntel que apontaria vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno. A ação, classificada pelo próprio tribunal, aborda como temas centrais a “Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta” e a “Divulgação de Pesquisa Eleitoral Sem Prévio Registro”.

Velório do deputado Alan Sanches será realizado na Assembleia Legislativa da Bahia
Foto ilustrativa: Reprodução / AL-BA

O falecimento do deputado estadual Alan Sanches (União), aos 58 anos, causou profunda comoção na política baiana e entre parlamentares, servidores e lideranças de todo o estado. O deputado morreu na manhã deste sábado (17), em sua residência, vítima de infarto.

 

O velório será realizado a partir das 17h deste sábado no Salão Nobre da Assembleia, disponibilizado restritamente à família e amigos próximos pela deputada Ivana Bastos (PSD). O sepultamento ocorrerá no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, neste domingo, em horário ainda a ser confirmado.

 

No dia seguinte, domingo (18), a missa em memória do deputado será aberta ao público, permitindo que admiradores e cidadãos prestem suas homenagens. Em decorrência da morte, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos decretou luto oficial de três dias, afirmando que a Bahia está de luto diante da perda de um parlamentar atuante e respeitado. 


Alan Sanches exercia seu quarto mandato como deputado estadual, iniciado em 2011, e havia começado a trajetória política como vereador de Salvador em 2005. Formado em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, tinha como parceiro político o filho, Duda Sanches, vereador da capital.

 

(Nota atualizada às 16h03 para incluir mais informações sobre o sepultamento do deputado).

Vereador Duda Sanches se manifesta após morte de Alan Sanches
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A morte de Alan Sanches, médico e homem público, comoveu familiares, amigos, políticos importantes e a sociedade baiana. O filho dele, o vereador Duda Sanches (União) compartilhou nas redes sociais uma homenagem emocionante, destacando os ensinamentos e valores que recebeu do pai ao longo da vida.

 

Em sua mensagem, Duda ressaltou a influência de Alan em sua formação pessoal e na sua visão de mundo: “Meu pai foi o homem que me ensinou a viver. Com ele aprendi a amar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, a agir com verdade, simplicidade e honestidade. Seus valores moldaram minha vida e a forma como enxergo o mundo”.


Confira a postagem do vereador:

 

Ela também lembrou da dedicação de Alan Sanches como médico e homem público, ressaltando o impacto positivo que deixou na Bahia: “Como médico e homem público, dedicou sua existência a cuidar de pessoas e a servir com dignidade. Seu legado permanece na história da Bahia e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Para mim, ele sempre será meu maior exemplo de caráter, fé e amor.”

 

Confira a mensagem na íntegra:

Meu pai foi o homem que me ensinou a viver. Com ele aprendi a amar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, a agir com verdade, simplicidade e honestidade. Seus valores moldaram minha vida e a forma como enxergo o mundo.

 

Como médico e homem público, dedicou sua existência a cuidar de pessoas e a servir com dignidade. Seu legado permanece na história da Bahia e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Para mim, ele sempre será meu maior exemplo de caráter, fé e amor.

 

Hoje me despeço da sua presença física com uma dor imensa e uma saudade que já é eterna. Meu pai, descanse nos braços de Deus. Cuide da nossa família aí de cima. Seu amor e seus ensinamentos vivem em mim. Para sempre", manifesta o vereador.

União Brasil lamenta morte do deputado estadual Alan Sanches
Foto ilustrativa: Reprodução / União Brasil - Bahia

O partido União Brasil lamentou, neste sábado (17), a morte do deputado estadual Alan Sanches. O parlamentar, que integrava os quadros da legenda na Bahia, exercia mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e era uma das principais lideranças da oposição no estado.

 

O médico e político Alan Sanches teve trajetória política com passagens pelo Legislativo municipal e estadual. Ele foi vereador por Salvador, presidiu a Câmara Municipal da capital e exerceu quatro mandatos como deputado estadual. 

 

O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Paulo Azi, destacou a atuação de Alan Sanches e lamentou sua morte, ressaltando sua postura no exercício da vida pública e sua contribuição para a política baiana. Em nota oficial, o partido manifestou solidariedade aos familiares, amigos e correligionários do parlamentar.

 

Leia a nota na íntegra:

"O União Brasil manifesta profundo pesar pelo falecimento do deputado estadual Alan Sanches.

 

Formado em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Alan Sanches construiu uma trajetória pública marcada pela dedicação, seriedade e compromisso com a Bahia. Vereador de Salvador, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual por quatro mandatos e líder da oposição na Assembleia Legislativa, exerceu cada função com firmeza, diálogo e espírito público.

 

O deputado federal Paulo Azi, presidente estadual do União Brasil, exaltou o legado de Alan Sanches e lamentou o falecimento do deputado. “Alan levou para a vida política a mesma vocação de cuidado com as pessoas, sempre pautado pela ética, pela sensibilidade social e pelo respeito às instituições democráticas”, disse.

 

No momento em que se preparava para novos desafios, como pré-candidato a deputado federal, Alan seguia contribuindo ativamente para o debate público e para a construção de soluções para os problemas do estado, deixando um legado de trabalho, coerência e amor pela Bahia.
 

O União Brasil se solidariza com os familiares e amigos, desejando conforto e força neste momento de dor. A memória de Alan Sanches permanecerá viva como exemplo de homem público comprometido com o bem comum e com a democracia", lamenta o partido.

Morre Alan Sanches, deputado estadual e ex-presidente da Câmara de Salvador
Foto: Reprodução / AL-BA

O deputado estadual Alan Sanches (União) morreu ainda na tarde deste sábado (17). A informação foi confirmada por pessoas próximas ao deputado. Alan Sanches foi vítima de um infarto, de acordo com informações divulgadas pelo Se Ligue Bahia e confirmadas pelo Bahia Notícias. Médico de formação, Alan Sanches teve atuação política com passagens pelo Legislativo municipal e estadual.

 

O político exerceu vários mandatos como vereador em Salvador e presidiu a Câmara Municipal da capital baiana. A morte causou surpresa no mundo político, afinal o deputado estava participando da Lavagem do Bonfim ainda nesta quinta-feira (15). 

 

Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), ocupava o cargo de deputado estadual e atuava como líder da oposição. Alan Sanches também se articulava para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.

 

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.

 

TRAJETÓRIA POLÍTICA 
Alan Eduardo Sanches dos Santos iniciou a carreira política como vereador de Salvador, eleito pelo PMDB para o mandato de 2005 a 2008, sendo reeleito para o período de 2009 a 2012, mandato ao qual renunciou.

 

Ainda durante sua passagem pela Câmara Municipal, presidiu a Casa entre 2009 e 2010, além de ter presidido a Comissão de Educação e integrado a Comissão Especial de Saúde. Em 2011, foi eleito deputado estadual pelo PMDB para o período de 2011 a 2015. Foi reeleito deputado estadual pelo PSD (2015–2019), pelo DEM (2019–2023) e pelo União Brasil para o mandato vigente.

 

Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Alan Sanches exerceu funções como 2º secretário da Mesa Diretora (2021–2023), procurador parlamentar (2019–2020) e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento.

 

Também integrou e presidiu diversas comissões permanentes e especiais, incluindo Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento, Meio Ambiente, Saúde e Saneamento e Conselho de Ética.

 

No âmbito partidário, foi vice-líder e líder de bancadas ao longo dos mandatos, tendo atuado como líder do PSD, do DEM/PRB e, mais recentemente, líder da Minoria na AL-BA. Foi filiado ao PSD entre 2011 e 2016, ao DEM entre 2016 e 2022 e ao União Brasil a partir de 2022

Revista diz que Pacheco teria decidido aceitar convite de Lula para se candidatar ao governo de Minas Gerais
Foto: Ricardo Stuckert/PR

De acordo com informação da coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (16), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teria sido convencido a entrar na disputa pelo cargo de governador por Minas Gerais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o maior incentivador dessa candidatura de Pacheco. 

 

Por diversas vezes o presidente Lula falou publicamente sobre a sua preferência por ter Pacheco em um palanque junto com ele no estado de Minas Gerais. Em junho de 2025, em um evento na cidade de Mariana, Lula se voltou para Pacheco e o chamou de “futuro governador dos mineiros”, além de dizer que o estado não merece ter como seu gestor políticos como Nikolas Ferreira (PL) ou Cleitinho (Republicanos). 

 

O mesmo aconteceu durante uma cerimônia em setembro, em Belo Horizonte, durante o lançamento do programa "Gás do Povo". No palanque do evento, Lula voltou a chamar Pacheco de governador de Minas Gerais. 

 

A aliança entre Lula e Pacheco, entretanto, ficou estremecida no final de 2025, após o presidente anunciar que o advogado-geral da União, Jorge Messias, teria sido o seu escolhido para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O nome de Rodrigo Pacheco para o Supremo sempre foi fortemente defendido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

A partir da escolha de Lula por Messias, Alcolumbre chegou a cortar relações com o governo, e parou até de atender mensagens do líder no Senado, Jaques Wagner. Por conta do aborrecimento do presidente do Senado, o governo decidiu não enviar a mensagem com a indicação de Messias, e a sabatina acabou ficando para 2026. 

 

No final do ano passado, entretanto, o presidente Lula e Alcolumbre tiveram uma longa conversa, e uma espécie de armistício foi acertado. Lula já declarou inclusive que deve enviar a mensagem com a indicação de Jorge Messias ao STF no começo de fevereiro. 

 

Essa retomada das relações entre Lula e Alcolumbre pode ter influenciado em uma mudança de posição de Rodrigo Pacheco. Um outro desdobramento da aliança entre Lula e o presidente do Senado pode vir a ser a ajuda de Alcolumbre para a aprovação do nome de Jorge Messias como novo ministro do STF.

 

Segundo a coluna Radar da revista Veja, a composição para a candidatura de Rodrigo Pacheco inclui uma mudança de partido. Pacheco, que foi eleito pelo PSD, sairia do partido comandado por Gilberto Kassab, e se filiaria ao União Brasil, mesmo partido de Davi Alcolumbre.

 

A coluna diz ainda que nessa composição, a prefeita da cidade de Contagem, a petista Marília Campos, seria a candidata ao Senado no palanque de Lula e Pacheco. O senador mineiro ainda teria a precedência para escolher o nome do seu a vice e o outro candidato ao Senado. 
 

Pablo Roberto nega tensão na relação entre ACM Neto e Zé Ronaldo e afirma que 2025 foi “ano difícil”
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

O vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), negou haver um tensionamento entre o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), e o prefeito do município, Zé Ronaldo (União). Questionado pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (15), o tucano afirmou que Zé Ronaldo enfrentou um ano “difícil” em 2025, mas garantiu que a relação com Neto estaria “tranquila”.

 

“A relação está tranquila. Eles dois têm conversado, Neto tem ido à feira. Zé Ronaldo tem um jeito dele, tem um perfil dele, que é muito na dele, muito focado na gestão de Feira. O ano 2025, eu tenho certeza que foi o ano mais difícil que o Zé Ronaldo enfrentou na prefeitura de Feira de Santana, então ele se dedicou muito lá. Mas os dois têm conversado, tá no clima, o Zé Ronaldo tá tocando a gestão, mas com o olho também nas eleições, eu tenho certeza que tá tudo tranquilo”, comentou Pablo Roberto durante a Lavagem do Bonfim.

 

O vice-prefeito, que era deputado estadual, também falou sobre suas articulações para a disputa à Câmara dos Deputados neste ano. Segundo Pablo, as conversas devem se intensificar este ano, após 2025 ter sido focado na gestão de Feira de Santana.

 

“Desde quando assumi o mandato de deputado estadual, que eu não me escondi, o desejo que já tinha em disputar a eleição esse ano para a Câmara. Então, a movimentação está acontecendo. Eu confesso que 2025 realmente foi um ano de muito trabalho, seguindo a orientação, inclusive, do prefeito Zé Ronaldo, que nós pudéssemos focar na gestão por conta dos desafios. Começando agora, em 2026, o movimento começa a se organizar e a expectativa é que nós possamos ficar à frente da secretaria até o prazo legal e a partir daí se afastar para se dedicar única exclusivamente para a campanha”, afirmou Pablo Roberto.

Eduardo Sales evita antecipar destino partidário mas reforça permanência na base de Jerônimo
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual Eduardo Sales comentou sobre a saída do PP após aliança do partido com União Brasil. O parlamentar, que tem até março para migrar de sigla, ainda não definiu a nova legenda.

 

A pretensão dos correligionários é saírem todos para o mesmo partido. Deputados estaduais do Progressistas, Niltinho, Hassan Iossef, e Antonio Henrique Júnior devem acompanhar o movimento para continuar na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).



“Nosso objetivo é estar todo mundo em bloco. A decisão dos deputados é que iremos para um partido que contemple a vontade que nós temos de ser um grupo forte e que possa avançar junto ao governo. Apesar de termos o prazo de março, até fevereiro teremos o martelo batido”, garantiu.

 

Questionado sobre a migração para o PSB, o parlamentar admitiu a possibilidade de passar a fazer parte do quadro de deputados do partido.

 

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“Temos uma conversa bem andada com o PSB. O João Campos tem trazido uma força muito importante a nível nacional e estamos estudando. Essa possibilidade sem dúvida é uma das cogitadas”, afirmou Sales.

ACM Neto promete agenda de campanha no interior e ressalta apoios regionais: “Fortalece o palanque”
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), revelou que fará uma agenda focada no interior do estado para iniciar sua pré-campanha. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15) em Salvador, o vice-presidente do União Brasil apontou que está confiante na garantia de apoios regionais. 

 

“A gente agora tem agenda toda semana no interior, estamos fechando, inclusive, alguns compromissos para o mês de abril, porque janeiro e fevereiro já estão fechados. Março já tem uma parte fechada, então já estamos entrando na agenda de abril na programação”, afirmou. 

 

Ele revela que tem “conversado com os deputados de mandato, pedindo paciência e compreensão, porque sempre alguém pede alguma coisa, então a gente tem que ir ali administrando”. O líder da oposição revela, no entanto, que “ter candidaturas regionais é muito importante para a gente, porque fortalece o palanque, aumenta a representatividade, incrementa a campanha”. 

 

ACM Neto detalha que vai mudar a estratégia com relação ao último pleito estadual. “Então, a gente vai vir com poucos partidos, mas partidos muito fortes. Essa é a estratégia”, sucinta. No âmbito federal, ele diz que “quando a gente decidiu fazer a Federação, a gente abriu mão de decidir sozinho”. 

 

“A gente compartilhou essa decisão, então ela vai ter que ser dividida com progressistas. O senador Ciro [Nogueira] é um homem muito inteligente, um dos políticos mais experientes do país e vai saber, conosco, construir o melhor caminho para a federação, sem atrito, sem divergência, sem nada a ver”, completa.

Na Lavagem do Bonfim, Elmar Nascimento diz que interior do estado cultiva sentimento de mudança “seja com quem for”
Foto: Nilson Tellys/ Bahia Notícias

O deputado federal da Bahia pelo União Brasil, Elmar Nascimento, diz esperar um ano ainda mais produtivo em 2026. Em entrevista durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador, nesta quinta-feira (15), o parlamentar aponta que vai pedir bênçãos para o povo baiano e garante que sentimento de mudança já pauta as relações no interior. 

 

“Vou pedir ao senhor do Bonfim que traga muita paz para o baiano, muita saúde”, afirmou. Ele comentou ainda sobre a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta quarta-feira (14), ao Orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso. Com vetos, o presidente da República reduziu o valor previsto para os gastos parlamentares. 

 

Sobre o tema, Elmar diz que “já era esperado”. “O orçamento sempre está um pouco acima e o governo tem que bloquear e ao longo do tempo se a receita suprir vai liberando aos poucos. Já era esperado”, explica. 

 

No que diz respeito às eleições estaduais e nacionais, o deputado do União garante que o sentimento no estado é de mudança. “Esse é o sentimento que tem que mudar para melhor sempre, seja com quem for. A gente tem que ajudar o Estado. Passamos aí três anos cumprindo com a nossa obrigação, se aliando do governo quando tem que aliar, criticando quando tem que criticar e vamos rezar para o Senhor do Bonfim, orar para que esse ano seja o ano melhor”, afirmou. 

 

Como uma das principais lideranças do partido, ele garante que deve começar a realizar interlocuções com os municípios depois do Carnaval. “Te confesso que eu não tenho feito ainda, depois do carnaval. Converso sempre com a liderança, sobre as dificuldades que tem passado e o ano passado foi um ano difícil. A gente espera que esse ano seja um ano muito melhor”.

ACM Neto diz que PT "não consegue separar o público do partidário" e prevê vitória: "Vão perder os três de uma vez"
Foto: Antonio Cavalcante/ Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”. 

 

“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma. 

 

Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.

 

O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”. 

 

A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma. 

 

Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.

 

Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa. 

Bruno Reis nega embargo municipal na nova rodoviária de Salvador e rebate: “Isso é desculpa para justificar a incompetência”
Foto: Joá Souza/GOV-BA

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), nega que haja algum embargo proposital ao licenciamento do novo terminal rodoviário de Salvador, no bairro de Águas Claras. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (12), o gestor municipal garante que “nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando, por falta de alvará” e o discurso apresentado pelo governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), também nesta segunda, são “desculpas para a incompetência”. 

 

"Diferente deles, todos os pedidos de licenciamento [são analisados], até porque você nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando, por falta de alvará. Vou lhe dar um exemplo específico: o VLT, só tem, até hoje, alvará de terraplanagem. Já tem pilares e vigas lançadas para passar sobre a BR-324 e não tem alvará. Então isso é desculpa para justificar, às vezes, a incompetência", explica o gestor. 

 

Segundo Bruno Reis, “tem que ter responsabilidade porque, se Deus me livre e guarde acontecer alguma fatalidade, vão responsabilizar a Prefeitura". Ele detalha que, no caso da nova rodoviária, “deram entrada no dia 15 de dezembro e o governador quer inaugurar no dia 19 de janeiro”. 

 

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“Iremos fazer de tudo, se eles preencherem as formalidades, e minha equipe sabe, todo mundo sabe que todos os pedidos do governo do estado são prioridade máxima, mas agora, é fácil licenciar uma rodoviária em um mês? Aí a culpa é do prefeito? É [culpa] da Prefeitura? Agora a gente vai dar um jeito de licenciar", garante. 

 

Bruno Reis esclarece que para a realização dos processos, “as formalidades precisam ser preenchidas” dentro ou fora do âmbito municipal. “A Ponte Salvador-Itaparica e qualquer outra obra é prioridade máxima para aprovação, agora, existem formalidades que precisam ser preenchidas. Às vezes eles dão entrada sem aprovação do próprio Inema [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], que é um órgão estadual ou do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], que é federal, vinculado ao partido deles, e a culpa é da Prefeitura?", finaliza. 

Bruno Reis evita citar "chapa dos sonhos" da oposição e diz que "está aguardando" para diálogo com Coronel
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O grupo de oposição ao governo na Bahia aguarda o posicionamento do senador Angelo Coronel para revelar sua chapa para as eleições estaduais. Isso é o que aponta o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que deve ser um dos principais coordenadores da campanha de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto na Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (12), o prefeito garante que “estamos aguardando o desfecho do lado de lá” para finalização da chapa. 

 

"Nós falamos [com Angelo Coronel] no final do ano, éramos amigos na época de deputados. [O grupo oposicionista] Estamos aguardando o desfecho do lado de lá, quem tem que resolver esse problema são eles", destaca. 

 

O prefeito garante, no entanto, que não está 100% dependente desta resolução para o sucesso da oposição: "Então, caso Coronel não seja candidato lá, vocês têm interesse em ter uma conversa para construir algum tipo de parceria? Com certeza! Estamos dependendo disso? Não, enquanto isso estamos conversando com as pessoas do nosso grupo, nos preparando para ir para o enfrentamento", garante o gestor. 

 

Apesar disso, “evidente que caso, ele seja rifado da chapa lá [junto ao grupo petista], estamos abertos ao diálogo", diz Bruno. O aliado de ACM Neto comenta ainda sobre a chapa “puro-sangue” do PT, que seria composta por Jerônimo Rodrigues, em caráter de reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos às vagas no Senado Federal. 

 

Ele afirma que a esta formação petista é "a panelinha, ou seja, vão disputar os três que são os principais responsáveis pela situação da Bahia como se encontra hoje". "Então, tenho certeza que essa é a melhor chapa para a gente enfrentar, ela é que traz o desgaste dos 24 anos que eles querem ir de poder", aponta. 

 

Já sobre o que seria a chapa “dos sonhos” para o grupo da oposição, o prefeito evita cravar nomes para além de ACM Neto e João Roma. "Temos nomes aqui, alguns já, digamos assim, definidos ou a se definir. Temos ACM Neto definido como candidato a governador, João Roma, como senador, então estamos aqui aguardando como vai se comportar, como vai ser a posição do governo [com Coronel]”, conclui. 

 

Ele finaliza dizendo que “agora temos outros nomes aqui, mas não é o momento [de revelar os nomes]". 

 

Confira o trecho da entrevista: 

Após migrar para a base de Jerônimo, Marcinho Oliveira é indicado para ser vice-líder do governo na AL-BA
Foto: Reprodução

O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) foi indicado para ocupar a vice-liderança do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A indicação partiu do líder da maioria na Casa, Rosemberg Pinto (PT), que encaminhou um ofício à presidente da AL-BA, Ivana Bastos (PSD), nesta sexta-feira (9).

 

“Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado infrafirmado vem, por meio deste, indicar o Deputado Marcinho Oliveira (PRD) como vice-líder da Maioria”, escreveu Rosemberg Pinto no documento.

 

Eleito como deputado de oposição, Marcinho Oliveira aproximou-se do governo Jerônimo Rodrigues (PT) ainda no período em que era filiado ao União Brasil, o que gerou desgastes com a antiga bancada. Na AL-BA, inclusive, ele chegou a exercer a liderança da legenda antes de migrar definitivamente para a base governista.

 

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Em abril, Marcinho chegou a ser alvo de um pedido de expulsão da sigla por infidelidade partidária. No documento, um filiado afirmou que o deputado adotou a postura de “privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil”. Contudo, o pedido não avançou dentro da legenda.

 

Marcinho deixou o partido em setembro do ano passado, durante uma coletiva de imprensa, quando anunciou que assumiria a presidência do PRD. Dias depois, o parlamentar oficializou seu apoio ao governo Jerônimo durante agenda em Ribeira do Pombal.

 

“Vim para somar, de mala e cuia, com quem faz a coisa acontecer na ponta", declarou Marcinho na ocasião, ao lado do governador.

Paulo Azi diz que “torce” por chapa puro-sangue do PT em 2026: “Oportunidade de derrotar todos de uma vez”
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

 

O deputado federal pelo União Brasil, Paulo Azi, afirmou que “torce” para que o Partido dos Trabalhadores escolha disputar as eleições estaduais e federais de 2026 com uma chapa “puro-sangue”. O parlamentar, que é um dos caciques do União Brasil, disse em entrevista nesta terça-feira (6), que uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jacques Wagner, poderia garantir uma vitória do seu grupo ao lado de ACM Neto, como oposição ao PT na Bahia.

 

“O voto 13 vai se resumir aos três votos do candidato a governador de dois senadores. Eu, pessoalmente, torço muito para que eles tomem essa decisão de colocar os três juntos, porque aí nós teremos a oportunidade de derrotar todos de uma única vez”, afirma. Na formação sugerida, Jerônimo Rodrigues sairia como candidato a reeleição no governo estadual, ao lado de Rui Costa e Jacques Wagner, ambos concorrendo as vagas no Senado.

 

Sobre o viés nacional da disputa eleitoral, o veterano do União destacou que ainda é cedo para fechar o apoio do União ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que disputa pelo PL. “Nós ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos, o próprio União Brasil tem um pré-candidato que é o [Ronaldo] Caiado, outros candidatos no campo do centro, no campo da direita”, explica o parlamentar. 

 

O deputado disse ainda que “torço muito para que nós possamos sentar a mesa e buscar um nome que possa agregar a todos”. “Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato com o compromisso de que todos possam estar com aquele que for ao segundo turno disputar a eleição, provavelmente contra o presidente Lula”, completa.

VÍDEO: ACM Neto reforça apoio a João Roma para disputa ao Senado em 2026
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, reforçou publicamente apoio ao nome de João Roma (PL) para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um encontro da oposição realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.

 

Ao comentar a formação da chapa majoritária da oposição no estado, Neto defende a importância da unidade entre os partidos do campo conservador e de centro-direita. “Se depender de mim, um dos nomes a concorrer ao Senado Federal está aqui do lado, o presidente do PL em nosso estado”, afirma, apontando para João Roma.

 

A fala consolida uma reaproximação política entre as lideranças, que estiveram em campos distintos em disputas anteriores, mas agora articulam uma frente comum para enfrentar o grupo governista na Bahia. Confira momento em vídeo:

 

Roma, ex-ministro e ex-candidato ao governo estadual, desponta como o principal nome do Partido Liberal no estado. O evento foi marcado pelos questionamentos do prefeito Jânio natal (PL) para as figuras e durante as respostas ACM neto reforçou seu apoio, endossado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. 

VÍDEO: ACM Neto confirma a candidatura ao governo da Bahia e diz que apoiará qualquer um contra Lula em 2026
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

Com lideranças regionais e locais da oposição em evento realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, o cenário político para as eleições de 2026 ganhou novos contornos. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno. 

 

Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. “Ficarei contra o PT”, confirma ACM Neto.

 

Confira momento em vídeo:

 

A afirmação reforça o alinhamento de ACM Neto com o campo oposicionista ao governo federal e sinaliza que o União Brasil na Bahia deve caminhar junto com forças de direita e centro-direita no pleito nacional com uma aliança entre o Partido Liberal (PL).

 

O discurso também busca consolidar uma narrativa unificada da oposição no estado, tanto no plano estadual quanto federal.

Reação de José Ronaldo a elogios de ACM Neto em evento gera especulações
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Durante a inauguração da nova sede do União Brasil em Feira de Santana, a postura do prefeito José Ronaldo diante de elogios públicos feitos por ACM Neto chamou a atenção de lideranças políticas e participantes do evento. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a solenidade, ocorrida na tarde desta quinta-feira (18), reuniu dirigentes partidários e nomes influentes da política baiana.

 

No discurso, ACM Neto, apontado de novo como possível candidato da oposição ao governo da Bahia em 2026, fez rasgos de elogios ao prefeito feirense. “[Esse é] um dos maiores líderes políticos de todo o Estado da Bahia e o maior prefeito de toda a história em Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho”, afirmou Neto.

 

Inauguração de sede do União Brasil em Feira / Foto: Paulo José / Acorda Cidade

 

Apesar das palmas do público, a reação do prefeito foi considerada discreta por parte dos presentes, o que gerou comentários nos bastidores do evento. A postura de José Ronaldo reacendeu especulações sobre possíveis desconfortos que remetem à fatídica eleição de 2022 para os oposicionistas baianos, quando Ronaldo foi descartado no dia de lançamento da chapa.

 

No lugar, ACM Neto escolheu para candidata a vice a empresária Ana Coelho (Republicanos), após rearranjos partidários. O movimento foi interpretado, à época, como um desgaste político entre aliados.

 

Após o fato, José Ronaldo declarou publicamente que ficou abalado com a decisão, mas afirmou que o episódio foi superado e que não guardava ressentimentos. No entanto, a reação observada no evento desta quinta levanta diferentes interpretações entre lideranças políticas, que avaliam se o comportamento do prefeito foi apenas circunstancial ou se sinaliza posicionamentos futuros no cenário eleitoral baiano.

 

Até o momento, nenhuma manifestação oficial foi feita por José Ronaldo ou ACM Neto sobre o assunto. O episódio segue sendo acompanhado como parte das movimentações políticas com vistas às eleições de 2026.

Mesmo sem apoio do PP, União Brasil reafirma apoio a Moro ao governo do Paraná: "irreversível"
Foto: Reprodução

Durante a confraternização de fim de ano do União Brasil, realizada nesta semana em Brasília, o presidente da sigla, Antonio Rueda, e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, gravaram um vídeo direcionado ao senador Sergio Moro (União-PR), reafirmando o apoio do partido à candidatura dele ao governo do Paraná em 2026.

 

No registro, Rueda afirma que a postulação do ex-juiz é “irreversível”, mesmo diante do veto anunciado pelo Progressistas (PP) no estado e das tensões envolvendo a negociação da federação entre as duas siglas.

 

Após uma breve introdução feita por ACM Neto, Rueda fala diretamente a Moro. “Moro, você está preparado [para ser governador], eu tenho certeza. O Neto fez aqui uma introdução maravilhosa. O governo do Paraná é seu, meu irmão. Escapa do raio, mas não escapa de você. Estamos juntos. A nossa candidatura do Moro é irreversível. Vamos pra frente”, declarou.

 

A gravação ocorre em meio a uma disputa interna na federação União Progressista. Apesar de Rueda reafirmar publicamente a defesa da candidatura de Moro, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, já declarou que o diretório do partido no Paraná não apoiará o senador.

Pesquisas mostram PT sofrendo derrotas e PL e União vencendo mais disputas de governos; confira levantamento
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Levantamento realizado pelo Bahia Notícias em torno das pesquisas mais recentes que mostram a disputa para os governos estaduais revela um quadro de pequenas mudanças em relação à divisão de governadores por partido. 

 

Enquanto partidos do centro mantém alguma estabilidade na conquista de governos, o PT, até aqui, é o partido que mais pode perder. Já o principal partido de oposição, o PL, é o que aparece com chances de ganhar maior quantidade de administrações estaduais. 

 

As pesquisas de momento dos principais institutos nacionais mostram que 11 governadores tentarão a reeleição em 2026. Desses, sete estão liderando as pesquisas, e quatro aparecem na segunda colocação.

 

Lideram as pesquisas o governador Alan Rick (União Brasil), no Acre; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina. 

 

Entre os quatro que no momento demonstram dificuldade em se reeleger está o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que está perdendo para o candidato ACM Neto (União Brasil). Aparecem na mesma situação o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade); o de Tocantins, Laurez Moreira (PDT); e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). 

 

Outro dado que o levantamento revela diz respeito à posição dos atuais vice-governadores que vão concorrer ao governo de seus estados em 2026. Dos seis que já manifestaram intenção de buscar a eleição, dois deles lideram as pesquisas, e quatro estão na segunda colocação.

 

No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) está na liderança das pesquisas para suceder o governador Ibaneis Rocha (MDB). Em Goiás, Daniel Vilela (MDB), vice de Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece na frente na disputa estadual.

 

Já os quatro vices que atualmente figuram na segunda colocação em pesquisas são os seguintes: Edilson Damião (Republicanos) em Roraima; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba; Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso; e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo.

 

Em relação à divisão dos governos estaduais entre os partidos políticos, o quadro atual no país revela a seguinte partilha:

  • PT - 4
  • União Brasil - 4
  • PSD - 4
  • PSB - 3
  • MDB - 3
  • PP - 3
  • Republicanos - 2
  • PL - 2
  • Novo - 1
  • Solidariedade - 1

 

O levantamento realizado pelo BN com as pesquisas eleitorais mais recentes mostra principalmente a ascensão de União Brasil e PL como os partidos com mais governadores, e a queda na quantidade de governos do PT. Confira abaixo uma simulação de como ficaria a divisão dos 27 governos entre os partidos caso venha a se confirmar a atuação da corrida eleitoral.

  • União Brasil - 5
  • PL - 5
  • MDB - 4
  • PSD - 4
  • Republicanos - 3
  • PSB - 2
  • PT - 2
  • PP - 2

 

Apresentamos a seguir as pesquisas mais recentes dos institutos nacionais com o quadro atual das disputas pelos governos estaduais:

 

REGIÃO NORTE

 

ACRE (Paraná Pesquisas)

  • Alan Rick (União Brasil) - 44,5% (R)
  • Tião Bocalom (PL) - 24,1%
  • Mailza Gomes (PP) - 17,6%
  • Dr. Thor Dantas (PSB) - 3,5%.

 

AMAPÁ (Paraná Pesquisas)

  • Dr. Furlan (MDB) - 65,6%
  • Clécio Luís (Solidariedade) - 25,4% (R)

 

AMAZONAS (Real Time Big Data)

  • Omar Aziz (PSD) - 43%
  • Maria do Carmo Seffair (PL) - 22%
  • Tadeu de Souza (Avante) - 10%

 

PARÁ (Paraná Pesquisas)

  • Dr. Daniel Santos (PSB) - 26%
  • Éder Mauro (PL) - 22,5%
  • Hana Ghassan (MDB) - 18,7%

 

RONDÔNIA (Real Time Big Data)

  • Marcos Rogério (PL) - 23%
  • Fernando Máximo (União Brasil) - 21%
  • Adailton Fúria (PSD) - 19%
  • Hildon Chaves (PSDB) - 12%

 

RORAIMA (Real Time Big Data)

  • Arthur Henrique (PL) - 33%
  • Edilson Damião (Republicanos) - 28%
  • Soldado Sampaio (Republicanos) - 11%
  • Juscelino Kubitschek Pereira (PT) - 6%

 

TOCANTINS (Real Time Big Data)

  • Professora Dorinha (União Brasil) - 33%
  • Laurez Moreira (PDT) - 24% (R)
  • Cinthia Ribeiro (PSDB) - 13%
  • Amelio Cayres (Republicanos) - 11%

 

REGIÃO NORDESTE

 

ALAGOAS (Real Time Big Data)

  • Renan Filho (MDB) - 48%
  • JHC (PL) - 45%

 

BAHIA (Real Time Big Data)

  • ACM Neto (União Brasil) - 44%
  • Jerônimo Rodrigues (PT) - 35% (R)
  • José Carlos Aleluia (Novo) - 3%
  • Kleber Rosa (Psol) - 2%

 

CEARÁ (Real Time Big Data)

  • Elmano de Freitas (PT) - 39% (R)
  • Ciro Gomes (PSDB) - 39%
  • Eduardo Girão (Novo) - 14%

 

MARANHÃO (Real Time Big Data)

  • Eduardo Braide (PSD) - 35%
  • Orleans Brandão (MDB) - 25%
  • Lahesio Bonfim (Novo) - 17%
  • Felipe Camarão (PT) - 6%

 

PARAÍBA (Real Time Big Data)

  • Cícero Lucena (MDB) - 31%
  • Lucas Ribeiro (PP) - 16% 
  • Efraim Filho (União Brasil) - 13%
  • Pedro Cunha Lima (PSD) - 13%

 

PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)

  • João Campos (PSB) - 50%
  • Raquel Lyra (PSD) - 24% (R)
  • Eduardo Moura (Novo) - 5%
  • Gilson Machado (PL) - 3%

 

PIAUÍ (Real Time Big Data)

  • Rafael Fonteles (PT) - 66% (R)
  • Margarete Coelho (PP) - 14%
  • Mainha (Podemos) - 5%
  • Jornalista Toni Rodrigues (PL) - 2%

 

RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)

  • Alysson Bezerra (União Brasil) - 36%
  • Rogério Marinho (PL) - 34%
  • Cadu Xavier (PT) - 10%

 

SERGIPE (Real Time Big Data)

  • Fábio Mitidieri (PSD) - 46% (R)
  • Walmir de Francisquinho (PL) - 33%

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)

  • Celina Leão (PP) - 32,2% 
  • José Roberto Arruda (Sem partido) - 29,8%
  • Leandro Grass (PT) - 11,8%
  • Ricardo Capelli (PSB) - 6,4%
  • Paula Belmonte (PSDB) - 6%

 

GOIÁS (Real Time Big Data)

  • Daniel Vilela (MDB) - 30% 
  • Marconi Perillo (PSDB) - 26%
  • Wilder Morais (PL) - 14%
  • Delegada Adriana Accorsi (PT) - 12%

 

MATO GROSSO (Real Time Big Data)

  • Wellington Fagundes (PL) - 43%
  • Otaviano Pivetta (Republicanos) - 17% 
  • José Carlos do Pátio (PSB) - 7%

 

MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)

  • Eduardo Riedel (PP) - 55% (R)
  • Fábio Trad (PT) - 16%
  • Marcos Pollon (PL) - 11%

 

REGIÃO SUDESTE

 

ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)

  • Lorenzo Pazolini (Republicanos) - 27%
  • Ricardo Ferraço (MDB) - 26% 
  • Sérgio Vidigal (PDT) - 11%
  • Arnaldinho Borgo (Podemos) - 11%
  • Helder Salomão (PT) - 5%

 

MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)

  • Cleitinho (Republicanos) - 40,6%
  • Alexandre Kalil (PDT) - 13,5%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) - 13%
  • Marília Campos (PT) - 10,6%
  • Mateus Simões (Novo) - 5,9%

 

RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)

  • Eduardo Paes (PSD) - 53%
  • Rodrigo Bacellar (União Brasil) - 13%
  • Washington Reis (MDB) - 12%
  • Ítalo Marsili (Novo) - 3%
  • Bombeiro Rafa Luz (Missão) - 3%
  • William Siri (Psol) - 2%

 

SÃO PAULO (Real Time Big Data)

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 45% (R)
  • Geraldo Alckmin (PSB) - 26%
  • Erika Hilton (Psol) - 9%
  • Paulo Serra (PSDB) - 6%
  • Kim Kataguiri (Missão) - 6%
  • Felipe D´Avila (Novo) - 1%

 

REGIÃO SUL

 

PARANÁ (Real Time Big Data)

  • Sérgio Moro (União Brasil) - 41%
  • Requião Filho (PDT) - 20%
  • Guto Silva (PSD) - 13%
  • Paulo Martins (Novo) - 8%
  • Ênio Verri (PT) - 5%

 

RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)

  • Luciano Zucco (PL) - 27%
  • Juliana Brizola (PDT) - 21%
  • Edegar Pretto (PT) - 21%
  • Gabriel Souza (MDB) - 13%
  • Covatti Filho (PP) - 3%

 

SANTA CATARINA (Real Time Big Data)

  • Jorginho Mello (PL) - 48% (R)
  • João Rodrigues (PSD) - 22%
  • Décio Lima (PT) - 14%
  • Adriano Silva (Novo) - 2%
  • Marcos Vieira (PSDB) - 1%
Levantamento mostra como está disputa ao Senado para 2026 em meio a debates sobre Lei de Impeachment
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Mesmo com adaptações, a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950 impactam diretamente nas estratégias dos partidos para as disputas ao Senado em 2026. Agora em plenário físico, os ministros devem decidir sobre a cautelar que atendeu as ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

 

Ao suspender diversos artigos da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) relativos ao afastamento de ministros da Corte, Gilmar Mendes chegou a estabelecer que somente o procurador-geral da República pode protocolar pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado. Todavia, após entendimento com o Senado, em um acordo de bastidores, o próprio ministro recuou. Gilmar também decidiu pelo entendimento de que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54), acima da maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo - esse trecho da cautelar ainda segue vigente.

 

“Se trata de aplicar a Constituição, é isso que estamos fazendo. Tendo em vista que a lei, de alguma forma, ela já caducou. É de 1950, feita para regulamentar o impeachment no processo da Constituição de 1946. Ela já passou por várias constituições, e, agora, se coloca a sua discussão face à Constituição de 1988”, afirmou o ministro.

 

O ministro Flávio Dino, em evento no final da semana passada, foi o primeiro a defender a decisão do seu colega de STF. Dino defendeu a revisão da lei de 1950 e afirmou que já foram apresentados 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

 

“Isso jamais aconteceu antes no Brasil e isso nunca aconteceu em nenhum país do planeta Terra. Então, é preciso analisar para ver se de fato são imputações, acusações de crime de responsabilidade. Por que agora? Porque tem 81 pedidos de impeachment”, afirmou Dino.

 

A decisão do ministro Gilmar Mendes gerou fortes protestos de parlamentares de oposição e de direita, e foi elogiada por deputados e senadores governistas. Foi o caso, por exemplo, do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que celebrou a medida. 

 

“A liminar de Gilmar Mendes na ADPF sobre o impeachment de ministro do STF foi um contragolpe preventivo. Hoje, a decisão do STF cumpre papel similar ao bloquear o uso político do impeachment para subjugar a Corte, impedindo que a Constituição seja capturada por uma hipotética conquista de uma maioria parlamentar golpista”, afirmou o líder petista.

 

O parlamentar comparou a decisão de Gilmar Mendes ao episódio de 11 de novembro de 1955, quando o então ministro da Guerra, Marechal Henrique Lott, interveio para garantir a posse de Juscelino Kubitschek. 

 

Segundo Lindbergh, há uma movimentação da direita para formar maioria no Senado e tentar destituir ministros do Supremo. Ele argumentou que essa investida teria como meta “destruir o papel do tribunal como guardião da Constituição” e permitir a substituição dos ministros por nomes alinhados a interesses políticos. 

 

“A extrema direita trama abertamente o impeachment de ministros do STF, visando a destruir seu papel de guardião da Constituição. Uma maioria no Senado poderia ‘impichar’ todos os ministros e recompor o tribunal com aliados, convertendo-o em um poder submisso”, disse o deputado do PT.

 

Já senadores e deputados de direita acusaram Gilmar Mendes de dar um “golpe” no parlamento. Esses parlamentares disseram em discursos na Câmara e no Senado e nas redes sociais que o ministro buscou blindar a si mesmo e aos colegas do risco de sofrerem um processo de impeachment. 

 

Para esses parlamentares, a mudança na regra atrapalha frontalmente os planos da oposição nas eleições do ano que vem. O motivo é que o impeachment de ministros do STF faz parte da estratégia da direita para a campanha de seus candidatos ao Senado. 

 

Desde 2023, o bolsonarismo priorizou a eleição ao Senado como forma de reagir às punições por atos golpistas. O tom crítico ao Supremo faria parte da campanha em 2026, e a decisão de Gilmar Mendes, neste aspecto, seria uma “antecipação ao resultado das eleições”, como afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC). 

 

Essa estratégia já havia sido confirmada por diversas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente vinha trabalhando para lançar candidaturas fortes ao Senado, com a intenção de conquistar a maior bancada e ter força para levar à frente os pedidos de impeachment. 

 

O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes desde o ano passado vinha estimulando essa estratégia, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro disse em eventos públicos que a ideia do seu grupo era a de aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

 

Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história. 

 

Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram manter o mandato. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.

 

Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa. 

 

Caso a maioria dos ministros do STF acompanhe a decisão de Gilmar Mendes, uma expressiva vitória de senadores de direita dificilmente teria utilidade para a abertura de processos de impeachment. Somente haveria essa possibilidade caso a direita alcance 54 ou mais cadeiras no Senado, contando as que serão disputadas em 2026 e as demais que entrarão em disputa apenas em 2030. 

 

O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. No total, esse grupo domina a Casa, com 46 cadeiras, embora mais da metade dos senadores desses partidos votem fechados com o governo Lula.

 

Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 19 senadores, ou 22% da composição do Senado. 

 

Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026.

 

Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa. 

 

Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.

 

Confira abaixo como está a disputa, com os estados divididos por região:

 

REGIÃO NORTE

 

ACRE (Paraná Pesquisas)

  • Gladson Cameli (PP) - 42,4%
  • Marcio Bittar (PL) - 24,8%
  • Jorge Viana (PT) - 23,7%
  • Jéssica Sales (MDB) - 21,2%
  • Mara Rocha (MDB) - 20,3%

 

AMAPÁ (Paraná Pesquisas)

  • Rayssa Furlan (MDB) - 60,9%
  • Lucas Barreto (PSD) - 45,1%
  • Randolfe Rodrigues (PT) - 38,6%
  • Waldez Góes (PDT) - 17,2%

 

AMAZONAS (Real Time Big Data)

  • Eduardo Braga (MDB) - 21%
  • Alberto Neto (PL) - 21%
  • Wilson Lima (União Brasil) - 18%
  • Marcos Rotta (Avante) - 8%
  • Marcelo Ramos (PT) - 8%

 

PARÁ (Paraná Pesquisas)

  • Helder Barbalho (MDB) - 49,3%
  • Éder Mauro (PL) - 32,5%
  • Celso Sabino (União Brasil) - 20,7%
  • Zequinha Marinho (Podemos) - 19,6%
  • Paulo Rocha (PT) - 15,6%

 

RONDÔNIA (Real Time Big Data)

  • Coronel Marcos Rocha (União Brasil) - 22%
  • Silvia Cristina (PP) - 20%
  • Confúcio Moura (MDB) - 15%
  • Bruno Bolsonaro Scheid (PL) - 14%

 

RORAIMA (Real Time Big Data)

  • Teresa Surita (MDB) - 27%
  • Antonio Denarium (PP) - 24%
  • Chico Rodrigues (PSB) - 13%
  • Mecias de Jesus (Republicanos) - 11%

 

TOCANTINS (Real Time Big Data)

  • Wanderley Barbosa (Republicanos) - 24%
  • Eduardo Gomes (PL) - 19%
  • Alexandre Guimarães (MDB) - 12%
  • Vicentinho Junior (PP) - 12%
  • Carlos Gaguim (União Brasil) - 11%

 

REGIÃO NORDESTE

 

ALAGOAS (Real Time Big Data)

  • Renan Calheiros (MDB) - 26%
  • Davi Davino (Republicanos) - 21%
  • Alfredo Gaspar (União Brasil) - 18%
  • Arthur Lira (PP) - 13%

 

BAHIA (Real Time Big Data)

  • Rui Costa (PT) - 28%
  • Jaques Wagner (PT) - 14%
  • Angelo Coronel (PSD) - 14%
  • João Roma (PL) - 13%
  • Márcio Marinho (Republicanos) - 4%

 

CEARÁ (Real Time Big Data)

  • Roberto Cláudio (União Brasil) - 20%
  • Alcides Fernandes (PL) - 16%
  • Eunício Oliveira (MDB) - 14%
  • José Guimarães (PT) - 14%
  • Priscila Costa (PL) - 10%

 

MARANHÃO (Real Time Big Data)

  • Carlos Brandão (Sem partido) - 27%
  • Weverton Rocha (PDT) - 19%
  • Lahesio Bonfim (Novo) - 15%
  • Andre Fufuca (PP) - 11%
  • Eliziane Gama (PSD) - 7%

 

PARAÍBA (Real Time Big Data)

  • João Azevêdo (PSB) - 30%
  • Veneziano Vital do Rego (MDB) - 22%
  • Marcelo Queiroga (PL) - 14%
  • Nabor Wanderley (Republicanos) - 9%
  • Major Fábio (Novo) - 5%

 

PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)

  • Humberto Costa (PT) - 26%
  • Eduardo da Fonte (PP) - 18%
  • Anderson Ferreira (PL) - 14%
  • Jo Cavalcanti (Psol) - 14%
  • Silvio Costa Filho (Republicanos) - 12%

 

PIAUÍ (Real Time Big Data)

  • Marcelo Castro (MDB) - 29%
  • Julio Cesar (PSD) - 20%
  • Ciro Nogueira (PP) - 19%
  • Tiago Junqueira (PL) - 11%

 

RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)

  • Styvenson Valentim (PSDB) - 22%
  • Fátima Bezerra (PT) - 15%
  • Álvaro Dias (Republicanos) - 14%
  • Carlos Eduardo Alves (PSD) - 13%
  • Dra. Zenaide Maia (PSD) - 13%

 

SERGIPE (Real Time Big Data)

  • Rodrigo Valadares (União Brasil) - 14%
  • Edvaldo Nogueira (PDT) - 14%
  • Eduardo Amorim (PSDB) - 12%
  • André Moura (União Brasil) - 12%
  • Alessandro Vieira (MDB) - 9%
  • Rogério Carvalho (PT) - 9%

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)

  • Michelle Bolsonaro (PL) - 34,1%
  • Ibaneis Rocha (MDB) - 30,2%
  • Leila do Vôlei (PDT) - 23,2%
  • Érika Kokay (PT) - 21,4%
  • Fred Linhares (Republicanos) - 20,7%

 

GOIÁS (Real Time Big Data)

  • Gracinha Caiado (União) - 30%
  • Gustavo Gayer (PL) - 18%
  • Gustavo Medanha (PSD) - 9%
  • Adriana Accorsi (PT) - 9%
  • Major Victor Hugo (PL) - 8%
  • Vanderlan Cardoso (PSD) - 6%

 

MATO GROSSO (Real Time Big Data)

  • Mauro Mendes (União Brasil) - 49%
  • Janaína Riva (MDB) - 37%
  • Carlos Fávaro (PSD) - 20%
  • Jayme Campos (União Brasil) - 17%
  • José Medeiros (PL) - 13%

 

MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)

  • Reinaldo Azambuja (PL) - 31%
  • Capitão Contar (PL) - 18%
  • Nelsinho Trad (PSD) - 16%
  • Simone Tebet (MDB) - 12%
  • Soraya Thronicke (Podemos) - 9%

 

REGIÃO SUDESTE

 

ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)

  • Renato Casagrande (PSB) - 33%
  • Sérgio Meneghelli (Republicanos) - 15%
  • Da Vitória (PP) - 11%
  • Fabiano Contarato (PT) - 10%
  • Maguinha Malta (PL) - 8%
  • Marcos do Val (Podemos) - 6%

 

MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)

  • Aécio Neves (PSDB) - 29%
  • Carlos Viana (Podemos) - 26,4%
  • Maurício do Vôlei (PL) - 18,3%
  • Rogério Correia (PT) - 14,7%
  • Eros Biondini (PL) - 13,6%
  • Alexandre Silveira (PSD) - 9,6%

 

RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)

  • Flávio Bolsonaro (PL) - 27%
  • Claudio Castro (PL) - 27%
  • Pedro Paulo (PSD) - 12%
  • Marcelo Crivella (Republicanos) - 11%
  • Benedita da Silva (PT) - 11%

 

SÃO PAULO (Real Time Big Data)

  • Fernando Haddad (PT) - 19%
  • Capitão Derrite (PP) - 18%
  • Marina Silva (Rede) - 12%
  • Coronel Mello Araújo (PL) - 11%
  • Ricardo Salles (Novo) - 11%
  • Paulo Serra (PSDB) - 7%
  • Paulinho da Força (Solidariedade) - 4%

 

REGIÃO SUL

 

PARANÁ (Real Time Big Data)

  • Ratinho Jr. (PSD) - 31%
  • Cristina Graeml (União Brasil) - 14%
  • Deltan Dallagnol (Novo) - 13%
  • Filipe Barros (PL) - 13%
  • Gleisi Hoffmann (PT) - 10%
  • Zeca Dirceu (PT) - 8%

 

RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)

  • Eduardo Leite (PSDB) - 19%
  • Manuela D´Ávila (Psol) - 16%
  • Paulo Pimenta (PT) - 15%
  • Marcel van Hatten (Novo) - 15%
  • Sanderson (PL) - 12%
  • Luiz Carlos Heinze (PP) - 6%

 

SANTA CATARINA (Real Time Big Data)

  • Carlos Bolsonaro (PL) - 21%
  • Carol de Toni (PL) - 18%
  • Esperidião Amin (PP) - 14%
  • Décio Lima (PT) - 14%
  • Tânia Ramos (Psol) - 5%
Após receber apoio de Cafu Barreto, ACM Neto se reunirá com deputados da AL-BA nesta segunda
Foto: Divulgação

 

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto dará mais um passo importante nas estratégias para as eleições de 2026. Conforme apuração da reportagem, o vice-presidente nacional do União Brasil vai se reunir com uma bancada de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (24). 

 

O encontro vai reunir parlamentares do bloco de oposição do Legislativo baiano. A ocasião deve servir como um balanço do ano político do grupo político. A reunião deve ser marcada também para que Neto e outros caciques do grupo possam traçar os planejamentos políticos para a disputa eleitoral do próximo ano. A reunião vai ocorrer na sede do União Brasil, no bairro da Garibaldi, em Salvador. 

 

A reunião deve contar ainda com a participação do deputado estadual Cafu Barreto (PSD), que apesar de ser de um partido da base, anunciou apoio a Neto na disputa pelo Governo do Estado no próximo ano. 

Caiado vai se reunir com presidente do União e defende fim da federação com o PP: “Trouxe mais desgaste do que resultado”
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (4) que vai se reunir em Brasília com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, para defender que a federação entre seu partido e o Progressistas (PP) não seja oficializada.

 

Segundo Caiado, a união entre as duas siglas tem causado “desgastes em vários estados” e não trouxe os resultados esperados desde que começou a ser discutida. A reunião está prevista para esta quarta-feira (5) e, de acordo com o governador, será uma “prévia” antes de uma convocação formal da Executiva Nacional do União Brasil.

 

 

Em coletiva, o governador argumentou que a proposta de federação gerou mais conflitos do que convergências e prejudicou a coesão partidária em diferentes regiões. 

 

“Isso não traz um bom relacionamento. Trouxe muito mais discórdia, muito mais perda de parlamentar. Você vê agora o deputado Pedro Lupion, que é uma das maiores lideranças do país, acaba de sair do PP e foi para os Republicanos. Então, quantos também não estarão esperando a janela para poder sair porque têm alguma contrariedade?”, afirmou.

 

Caiado defendeu que cada partido mantenha sua independência e autonomia nos estados. 

 

“Cada partido quer ter sua independência territorial. E se tem algo que não deu certo, foi isso. Estamos vendo crise no Paraná, em Santa Catarina, em São Paulo. Esse processo acaba desgastando mais os partidos e os tornando menores do que o planejado. Temos que ter humildade de entender o que dá certo e o que não dá certo”, declarou.

 

O governador disse ainda que a federação só faria sentido se uma das legendas estivesse em risco de não atingir o coeficiente eleitoral. 

 

“Pode haver federação ou fusão, desde que o partido esteja numa posição de risco de não sobreviver dentro das regras eleitorais. Mas não é o caso. São dois partidos grandes. Nós temos 59 deputados, eles têm 50. Essa federação foi experimentada, mas mostrou que trouxe mais desgaste do que resultado”, concluiu.

Caiado propõe fim da recém-criada federação com o PP; caciques do União debatem
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estaria propondo o fim da recém-criada federação entre União Brasil e Progressistas (PP). Segundo informações de bastidores divulgadas pela jornalista Raquel Landim, Caiado deve se reunir em breve com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e com Antônio Carlos Magalhães Neto, vice-presidente do partido, para tratar do assunto. 

 

Caso confirmado, o rompimento seria possível, pois a federação ainda não foi homologada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Temos que parar com essa história de federação. Cria muita cizânia localmente", Caiado teria dito a pessoas próximas.

 

O pedido de Caiado ocorre após o pré-candidato a presidência da República protagonizar divergências públicas com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP. Ciro desejava que o candidato formal apoiado pela federação na disputa de 2026 fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Neste modelo, Ciro almejava ser candidato à vice.

 

Procurados, Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, não deram entrevista.

Federação União Progressista trabalha para barrar candidatos com "um pé em cada barco" e pode provocar saída de Cajado do PP
Foto: Divulgação/GOVBA/Flickr

A federação União Progressista deve passar por uma verdadeira limpa, principalmente pelo lado do PP na Bahia. Segundo integrantes do alto escalão baiano do União Brasil, após a formalização da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo não aceitará parlamentares "com um pé em cada barco".

 

Além de Mário Negromonte Jr., aliado histórico do PT baiano que tem dialogado com o PSB de João Campos, prefeito de Recife, outro nome que deve mudar de partido é o deputado Claudio Cajado. Para alguns interlocutores, ele já estaria de malas prontas para embarcar em uma sigla da base aliada do governo Jerônimo Rodrigues. 

 

Mesmo anunciando apoio a ACM Neto do União Brasil para as eleições de governador da Bahia em 2026, Cajado vem mantendo aparições públicas ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. No último dia 13 de setembro, ele participou da entrega de uma escola de tempo integral, da nova delegacia e do pelotão da PM na cidade de Cardeal da Silva. No evento, Cajado elogiou as ações do governo estadual.

 

"Eu não poderia deixar de estar presente neste dia, que a história de Cardeal da Silva falará que foi o dia de maior entrega de obras que essa terra já teve. Por isso prefeito, por isso governador, parabéns", disse ele.

 

Integrantes do partido garantem que a federação será oposição ao governo do PT, tanto na Bahia quanto no Brasil, e que uma postura dividida não será aceita.

 

Em agosto, Claudio Cajado, durante o episódio em que foi convidado no Projeto Prisma, declarou que não tem pé no governo e é um parlamentar independente.

 

"Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário", afirmou Cajado.

 

No âmbito nacional, mesmo antes da oficialização da federação pelo TSE, os presidentes das siglas, Ciro Nogueira do PP e Antonio Rueda do União Brasil, já começaram a determinar que filiados que ocupam cargos no governo Luiz Inácio Lula da Silva devem se afastar. No início de setembro, em coletiva conjunta, eles decidiram que todos os filiados deveriam deixar o governo, incluindo os ministros André Fufuca do Esporte e Celso Sabino do Turismo, com prazo de um mês.

 

Após o prazo, no dia 8 de outubro, o PP anunciou o afastamento de André Fufuca de todas as decisões partidárias, incluindo a vice-presidência nacional e a presidência do Diretório Estadual do Maranhão. O comunicado reforçou que a sigla "não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”.

 

O União Brasil, que tem ACM Neto como vice-presidente nacional, tomou medida semelhante. Celso Sabino foi afastado das funções partidárias até a conclusão de processo que pode resultar na expulsão definitiva, cujo prazo máximo é de 60 dias.

 

Nos bastidores, membros do União Brasil fizeram chegar a Claudio Cajado que não será possível "um pé em cada barco". "Ou estará com ACM Neto ou não estará na federação", assegura um cacique partidário em reservado.

Arthur Maia reforça impacto de Bolsonaro na direita brasileira e projeta eleições de 2026: “A direita não é o Bolsonaro”
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O deputado federal baiano, Arthur Maia (União), reforça que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um papel importante no debate político brasileiro e deve, indiretamente, continuar influenciando a direita brasileira. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (27), o parlamentar baiano afirma que o discurso do ex-presidente fez com que as pessoas pudessem assumir publicamente que são de direita. 

 

“O Bolsonaro teve um papel significativo no cenário debate brasileiro na medida em que o movimento que ele fez, sobretudo no ano de 2018, fez com que as pessoas pudessem assumir, no Brasil, publicamente, que são de direita. Antigamente, era quase como você jogar uma pedra na cruz quando você dizia que era de direita. O Bolsonaro normalizou isso”, afirmou o representante do União Brasil. 

 

Autointitulado como representante da centro-direita, Maia reforça que “A direita não é o Bolsonaro, é isso que tem que ficar claro”. “Eu sou um deputado de centro-direita, sou um deputado democrata e eu não acredito em um modelo político que é proposto por Bolsonaro”.

 

Ele explica: “Porque eu acho que o líder político tem que ter uma responsabilidade propositiva, o Bolsonaro, eu pelo menos nunca vi, em nenhum momento, o Bolsonaro ir para um meio de comunicação propor algo construtivo, fazer uma fala sobre projeto de educação, falar sobre segurança pública, não existe isso. Bolsonaro quando está falando, ele está falando, ele está agredindo questões de gênero, agredindo o Supremo Tribunal Federal, atacando qualquer coisa, mas do ponto de vista da vida dos brasileiros, não tem nada de novo”. 

 

Ao falar sobre os impactos dessa divisão política no mandato e, possivelmente, no pleito de 2026, Arthur Maia indica que “nessa legislatura que a gente está vivendo, acho que ninguém aguenta mais olhar para a cara do Lula e do Bolsonaro”. No entanto, considerando as projeções de vitória do Lula, ele indica: “Agora, hoje o Lula está ganhando de W.O. porque, até agora, a direita viveu todo o processo do 08 de janeiro e a condenação do Bolsonaro, mas uma coisa é certa, a direita terá um candidato e não será o Bolsonaro”, confirma. 

 

Ele cita os principais nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais e Ronaldo Caiado (União), governador do Goiás, como pré-candidatos ao pleito. 

 

“A campanha política presidencial sempre permite que haja esse nível de crescimento e haja coisas novas”, completa. Neste sentido, o deputado relembra um diálogo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, então deputado federal, durante a campanha presidencial de 2018. Arthur Maia conta que, na época, o próprio Bolsonaro sugeriu que deveria apoiar Geraldo Alckmin em um segundo turno da eleição, devido a sua baixa expressividade de intenções de voto. 

 

“Ele achava que o representante anti-petista que iria para o segundo turno era o Geraldo Alckimin. Pois bem, logo depois teve a facada contra o Bolsonaro, e o resto da história todos nós conhecemos. Bolsonaro vira presidente. Então, eu acho que uma campanha presidencial tem muita volatilidade, alguém que hoje é desconhecido, pode virar presidente”, disse. 

 

“O fato é que teremos uma eleição entre dois modelos de pensamento: um modelo de pensamento da centro-direita e um modelo da esquerda. Não se engane, que o Lula vai ter grande dificuldade para enfrentar essa eleição, sobretudo contra um candidato que não tem as pestes de rejeição que o Bolsonaro tinha na eleição passada”, conclui. 

 

Confira o trecho:

 

VÍDEO: Deputado Dal Barreto nega ligação com “Beto Louco”, apontado como operador do PCC
Foto: Reprodução

O deputado federal baiano Dal Barreto (União) se pronunciou em vídeo nas redes sociais, nesta quarta-feira (22), após a repercussão de uma foto em que aparece ao lado de “Beto Louco”, apontado como operador de um esquema bilionário do PCC.

 

Segundo o parlamentar, não existe qualquer relação pessoal ou comercial entre ele e o investigado. Dal Barreto afirmou que o registro foi feito há quase dois anos, durante um almoço, e que a imagem foi apenas um pedido comum de foto.

 

“Foto tirada há quase dois anos. Deixo claro que não tenho nenhuma relação comercial, nenhuma relação pessoal. Apenas tive um almoço com ele e, como sou figura pública, foi pedido para tirar uma foto, e eu nunca neguei tirar foto com ninguém”, declarou o deputado.

 

 

A publicação do vídeo e a repercussão da imagem ocorrem dias após Dal Barreto ter sido alvo de uma nova fase da Operação Overclean. No último dia 14, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Aeroporto de Salvador, no momento em que o parlamentar se preparava para embarcar para Brasília.

Investigado como operador financeiro de deputado Dal Barreto passa a usar tornozeleira eletrônica
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Câmara dos Deputados

Ubaldo Neto, que é investigado por atuar como operador financeiro do deputado federal Adalberto Rosa Barreto, conhecido como Dal Barreto (União Brasil), passou a usar tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (20), após se apresentar à sede da Polícia Federal em Salvador. A informação foi divulgada pela TV Bahia. 

 

A medida ocorre seis dias após o deputado Dal Barreto ter o celular apreendido durante ação da sexta fase da Operação Overclean, no Aeroporto de Salvador, na última terça-feira (14). Além de apreender o celular, a PF também revistou uma casa de luxo e um posto de combustíveis do parlamentar.

 

LEIA MAIS: 

 

A Operação Overclean apura a existência de uma possível organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, segundo informações das autoridades. (Atualizado às 08h17)

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Teve uma época em que o BN investia mais no jurídico, aí eu poderia contar umas informações que chegaram pra mim nesse Carnaval. Mas vou fazer boca de siri. Enquanto isso, quem se empolgou até demais foi o Ferragamo. Além de parecer um boneco de posto dançando, ainda criou um climão na TV. Mas passada a folia de Momo, o foco agora é garantir publicamente que o clima é o melhor possível. Mesmo que, em alguns casos, não seja exatamente o mais próximo da verdade.

Pérolas do Dia

Donald Trump

Donald Trump
Foto: The Official White House

"O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba”, disse o presidente a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas. “Sabe, temos pessoas morando aqui que querem voltar para Cuba".

 

Disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar que está considerando uma "tomada de controle amigável" de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.

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Projeto Prisma entrevista deputado federal Leo Prates na próxima segunda-feira

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O deputado federal Leo Prates (PDT) é o entrevistado do Projeto Prisma na próxima segunda-feira (2). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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