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rota 2 de julho
O edital da Rota 2 de Julho, projeto que prevê a concessão de 653,3 quilômetros das rodovias BR-116 e BR-324, na Bahia, conta com a previsão de realizar mais de 450 obras até o oitavo ano do contrato, que tem vigência de 30 anos. Esses números obtidos pelo Bahia Notícias foram projetados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Ainda conforme a Agência, o edital prevê R$ 14,33 bilhões em investimentos, sendo R$ 10,52 bilhões nos primeiros oito anos, quando as obras devem ser realizadas. O projeto abrange o trecho da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana e da BR-116 entre Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas Gerais e as intervenções previstas são dos mais diversos tipos: desde a correção do traçado das pistas e implantação de passarelas até a criação de novas rotatórias e retornos.
Conforme o detalhamento da ANTT, a maior parte das obras ficará concentrada na BR-116, que também possui a maior extensão da concessão. Serão 316 intervenções que devem começar a ser feitas no terceiro ano da concessão em um trecho de mais de 419 quilômetros. Já na BR-324, são 201 quilômetros de extensão onde devem ser realizadas entre o terceiro e o sétimo ano do contrato.
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ORÇAMENTOS
Com a divisão de recursos não é diferente. A BR-116 vai receber R$ 3,971 bilhões de investimentos em obras e a obras na BR-324 devem ser orçadas em R$ 1,112 bilhão.
As intervenções mais caras da BR-116 são justamente a duplicação de 355 quilômetros, em 29 pontos entre Feira de Santana e Vitória da Conquista, e a implantação de 21 diamantes, ou seja, um modelo de cruzamento com diferentes níveis por viaduto, que conecta uma rodovia principal a vias secundárias ou locais por meio de rampas diagonais. Enquanto a duplicação ocupa R$ 2,2 bilhões do orçamento, os diamantes terão custo de R$ 401,8 mil aos cofres da empresa que vencer a licitação.
Já as intervenções mais numerosas são as Obra de Arte Especial (OAE), que são estruturas complexas feitas para construir sobre obstáculos como rios, vales ou outras vias. A ANNT contabilizou 71 OAEs a serem realizadas na BR-116, com prazo final de 8 anos para a conclusão. Esta categoria de obras está orçada em 108 mil reais. Outra intervenção numerosa é de rotatórias alongadas, que devem ser 69 até o final do prazo estabelecido, com o valor de R$ 386 mil, segundo a projeção.

Dados da Projeção da ANTT. Montagem / Bahia Notícias
Na BR-324, as intervenções mais caras foram: a implantação das faixas triplas de Salvador até Feira de Santana, no valor de R$ 799,5 milhões; e a inserção de seis diamantes no valor de R$ 110,3 milhões. Ambas as obras têm previsão de início no terceiro ano de contrato.
As mais numerosas seriam a implantação de 52 passarelas em 201 quilômetros de rodovia e 34 obras de Arte Especial (OAEs). As obras vão custar, respectivamente, R$45,7 milhões e R$38 milhões.

Dados da Projeção da ANTT. Montagem / Bahia Notícias
PEDÁGIOS
O contrato, que prevê uma série de requalificações e ampliações nos 653,3 quilômetros das vias, já inclui projeções para a construção de sete novas praças de pedágios e o aumento de cerca de 13% nas tarifas dos pórticos já existentes.
Atualmente, o trecho a ser concedido já possui sete pedágios em operação, sendo que cinco deles, de Jequié, Nova Itarana, Planalto Rafael Jambeiro e Vitória da Conquista, ficam na BR-116 e outros dois estão localizados na BR-324, em Simões Filho e Amélia Rodrigues. Conforme os dados obtidos pelo Bahia Notícias nesta sexta-feira (4) a Agência já realizou uma projeção dos valores das novas tarifas dos pórticos.

Dados da Projeção da ANTT. Montagem / Bahia Notícias
O cálculo da Agência mede o valor da tarifa “total” por quilômetro rodado. Desta forma, a tarifa básica estimada para o primeiro ano é de R$ 0,08396 por quilômetro. O valor terá três reajustes progressivos de 13%, 13% e 14,244% nos três primeiros anos, chegando a R$ 0,12248 por quilômetro a partir do quarto ano. A tarifa final, no entanto, não pode ser projetada até o momento pois dependerá do deságio oferecido pela empresa vencedora do leilão.
Os espaços que vão receber os novos pedágios também já foram projetados pela ANTT, com gastos totais orçados em mais de R$ 53 milhões, mais de R$ 8,3 milhões em cada pórtico.
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Foto: Reprodução / Projeção da ANTT
Dados da Projeção da ANTT. Montagem / Bahia Notícias
TRIPLICAÇÃO E DUPLICAÇÃO
Uma parte importante das obras e investimentos previstos está concentrada justamente na ampliação das faixas das rodovias em trechos estratégicos: a começar pelo trecho que liga Salvador e Feira de Santana, as duas maiores cidades do estado.
Conforme os dados da ANTT, esse trecho deve ser o alvo do maior investimento do projeto: serão quase R$ 800 milhões (R$ 799,5 mi) investidos em um trecho de 192 km para o que eles chamam de “faixa adicional em dupla”. A mudança promete deixar cada via (sentido Salvador e sentido Feira de Santana) com três faixas de pista em toda a extensão. Só nesse trecho, a previsão de conclusão é de seis anos, a partir do início da concessão.
No entanto, a obra com maior investimento e extensão está na BR-116. A nova concessão deve ser responsável por duplicar quase todo o trecho que liga Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas. O investimento para o projeto é de R$ 2,224 bilhões, com previsão de todos os 355 mil quilômetros em até sete anos, a partir do início da concessão.
O edital de concessão das rodovias BR-116 e BR-324, aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nesta sexta-feira (4), garante investimentos orçados em R$ 14,33 bilhões, sendo R$ 10,52 bilhões nos primeiros oito anos, incluindo requalificações, construção de edificações e duplicações de vias.
A concessão nomeada de “Rota 2 de Julho” vai durar 30 anos e abrange o trecho da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana e da BR-116 entre Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas Gerais.
Conforme os dados obtidos pelo Bahia Notícias nesta sexta-feira (4), uma parte importante das obras e investimentos previstos está concentrada justamente na ampliação das faixas das rodovias em trechos estratégicos: a começar pelo trecho que liga Salvador e Feira de Santana, as duas maiores cidades do estado.
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Vale lembrar que há anos, o trecho é considerado um dos mais complexo para a manutenção, com histórico de buracos, sinalização precária e vias insuficientes para o tráfego. Este e outros motivos levaram ao fim da concessão anterior do trecho, que era operado pela Via Bahia, mas com o fim do contrato, os problemas continuaram.
Em julho deste ano, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ratificou a situação de emergência em um trecho da BR-324 de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), após a abertura de uma cratera decorrente de um antigo bueiro localizado sob o aterro da pista.
Conforme os dados da ANTT, esse trecho deve ser o alvo do maior investimento do projeto: serão quase R$ 800 milhões (R$ 799,5 mi) investidos em um trecho de 192 km para o que eles chamam de “faixa adicional em dupla”. A mudança promete deixar cada via (sentido Salvador e sentido Feira de Santana) com três faixas de pista em toda a extensão. Só nesse trecho, a previsão de conclusão é de seis anos, a partir do início da concessão.
No entanto, a obra com maior investimento e extensão está na BR-116. A nova concessão deve ser responsável por duplicar quase todo o trecho que liga Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas. O investimento para o projeto é de R$ 2,224 bilhões, com previsão de todos os 355 mil quilômetros em até sete anos, a partir do início da concessão.
Outras obras também estão previstas, como a adição de “faixa adicional em pistas simples”, que promete ser feita em 45,2 km da BR-116, especialmente no anel viário de Vitória da Conquista e no trecho de Cândido Sales, no sudoeste baiano. Neste tipo de intervenção, o total de investimentos é de R$ 131,2 milhões.
A adição de vias marginais também foi registrada nas projeções. Conforme os dados, serão feitas obras com este fim em 27,04 km, considerando tanto a BR-116 quanto a BR-324. A maior parte dessas adições também se concentra em Vitória da Conquista e na região sudoeste, além de outros trechos como o anel viário de Feira de Santana e Amélia Rodrigues.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o edital da Rota 2 de Julho, projeto que prevê a concessão de parte da BR-116 e a BR-324 na Bahia. O contrato, que prevê uma série de requalificações e ampliações nos 653,3 quilômetros das vias, já inclui projeções para a construção de sete novos pedágios e o aumento de cerca de 13% nas tarifas dos pórticos já existentes.
Atualmente, o trecho a ser concedido já possui sete pedágios em operação, sendo que cinco deles, de Jequié, Nova Itarana, Planalto Rafael Jambeiro e Vitória da Conquista, ficam na BR-116 e outros dois estão localizados na BR-324, em Simões Filho e Amélia Rodrigues. Conforme os dados obtidos pelo Bahia Notícias nesta sexta-feira (4) a Agência já realizou uma projeção dos valores das novas tarifas dos pórticos.
Atualmente, os cinco pedágios da BR-116 possuem taxa-base de R$ 6,10 e, com base na projeção, cada um passaria a cobrar um valor:
- Em Jequié, no KM 697 da rodovia, o valor passaria para R$ 8,93
- Em Nova Itarana, no KM 566, a tarifa chegaria a R$ 8,71
- No KM 772, a tarifa do município de Planalto pularia para R$ 9,14
- Em Rafael Jambeiro, no KM 482, o valor chegaria a R$ 11,06
- E em Vitória da Conquista, no KM 872, a tarifa seria de R$ 10,49
No caso das cobranças na BR-324, os valores de ambos os pedágios possuem a taxa-base de 3,50:
- Em Simões Filho, no KM 597 da rodovia, o valor passaria para R$ 6,18
- E em Amélia Rodrigues, no KM 550, a tarifa chegaria a R$ 7,33

Dados da Projeção da ANTT. Montagem / Bahia Notícias
O cálculo da Agência mede o valor da tarifa “total” por quilômetro rodado. Desta forma, a tarifa básica estimada para o primeiro ano é de R$ 0,08396 por quilômetro. O valor terá três reajustes progressivos de 13%, 13% e 14,244% nos três primeiros anos, chegando a R$ 0,12248 por quilômetro a partir do quarto ano. A tarifa final, no entanto, não pode ser projetada até o momento pois dependerá do deságio oferecido pela empresa vencedora do leilão.
Os espaços que vão receber os novos pedágios também já foram projetados pela ANTT, com gastos totais orçados em mais de R$ 53 milhões, mais de R$ 8,3 milhões em cada pórtico.
O primeiro, apelidado de “S1”, estaria localizado na região de Vitória da Conquista, no KM 840 da BR-116. A previsão para o início da operação desse pedágio, a partir do início da concessão, é de um ano. Nesse posto, o valor da tarifa chegaria a R$ 9,24.
O “S2” seria construído há alguns quilômetros de Poções, no KM 736 da rodovia. A previsão de operação e investimento seriam os mesmos, porém a tarifa foi orçada em R$ 10,18. O “S3” foi projetado no KM 596, no município de Irajuba, e teria uma tarifa de R$ 8,61.
O “S4” estaria localizado no KM 431 da BR-116 e teria uma tarifa de R$ 7,94. Já o “S5” estaria localizado na região de Feira de Santana, no KM 495, e a tarifa projetada seria de R$ 7,47.
Já na BR-324, o pedágio “S6” ficaria no KM 569 da rodovia, com uma tarifa de R$ 4,78. Por fim, o último pórtico ficaria no KM 604, em Simões Filho com um valor de R$ 5,95. Veja o mapa:
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Foto: Reprodução / Projeção da ANTT
Dados da Projeção da ANTT. Montagem / Bahia Notícias
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nesta quinta-feira (3) o edital da Rota 2 de Julho, projeto que prevê a concessão de 653,3 quilômetros das rodovias BR-116 e BR-324, na Bahia. O contrato terá duração de 30 anos e prevê R$ 14,33 bilhões em investimentos, sendo R$ 10,52 bilhões nos primeiros oito anos.
Segundo a agência, o projeto abrange o trecho da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana e da BR-116 entre Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas Gerais.
Entre as obras previstas estão 306,6 quilômetros de duplicação, 63,7 quilômetros de faixas adicionais em pista simples e 192 quilômetros em pista dupla, além de 35,9 quilômetros de vias marginais, 42 passarelas, 239 acessos e 328 pontos de ônibus.

BR-116, em Vitória da Conquista / Foto: Reprodução / Blog do Anderson
A concessão também prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico Free Flow, sem praças físicas. Serão instalados 12 pórticos de cobrança no primeiro ano, sendo dois na BR-324 e dez na BR-116. A cobrança deverá começar a partir do sexto mês de concessão, que poderá ser paga de forma automática por meio da identificação eletrônica do veículo ou de forma avulsa.
PEDÁGIO
O contrato também estabelece mecanismos de controle da arrecadação e regras para o compartilhamento do risco de evasão ou inadimplência. Conforme a ANTT, a tarifa básica estimada para o primeiro ano é de R$ 0,08396 por quilômetro. O valor terá três reajustes progressivos de 13%, 13% e 14,244% nos três primeiros anos, chegando a R$ 0,12248 por quilômetro a partir do quarto ano. A tarifa final, no entanto, dependerá do deságio oferecido pela empresa vencedora do leilão.
Ainda segundo a agência, a receita tarifária projetada para os 30 anos é de quase R$ 63,81 bilhões, enquanto as receitas acessórias estão estimadas em R$ 957,12 milhões. Os custos e despesas operacionais previstos somam R$ 6,70 bilhões.
A versão final do projeto foi revisada pela ANTT após a análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou o processo de desestatização em 26 de agosto, por meio do Acórdão nº 2.337/2026-TCU-Plenário.
LEILÃO
Antes previsto para novembro, o leilão da Rota 2 de Julho deve ocorrer no dia 18 de dezembro deste ano, às 10h, na B3, em São Paulo. A concessão integra a 5ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais e inclui ações de ampliação de capacidade, operação, conservação, atendimento aos usuários e segurança nos 653,3 quilômetros do sistema.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.