“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). O comentário surge no contexto em que as abstenções, somadas aos votos brancos e nulos, atingiram 39,4 mi de eleitores, o equivalente a 24,8% de todo o eleitorado apto a votar no país.
Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.
"Esses números de abstenção mostram que as pessoas não se importam muito com a obrigatoriedade do voto. O voto é um dever e um direito, mas se a pessoa não quiser exercer, paga seu dever com uma multa e está tudo bem. Eu acho que a questão do voto facultativo ou tornar obrigatório dos 16 aos 18 anos não é o ponto central. A política tem que voltar a conquistar as pessoas, é isso que tem que acontecer", defende.