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O ex-deputado federal da Bahia, Abílio Santana, mudou de rota em sua articulação de pré-campanha e decidiu voltar suas forças para a disputa ao cargo de deputado federal nas eleições de outubro. O responsável pela mudança, no entanto, foi o prefeito de Salvador, Bruno Reis, considerado o principal estrategista da campanha do grupo de oposição estadual.
A ação ocorre logo após o ex-deputado retroceder em sua filiação junto ao Democracia Cristã, divulgada no final de março, e integrar oficialmente os quadros do Republicanos, partido considerado de primeiro escalão na nova organização do grupo de ACM Neto, em Salvador. Informações obtidas pelo Bahia Notícias junto ao grupo indicam que Bruno “reorganizou” os planos de Abílio visando garantir uma frente mais ampla de votos “republicanos” na disputa no Congresso.
Na posição de pastor da Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira, Abílio Santana foi eleito deputado federal em 2018 pelo Partido Social Cristão. Conforme informações já publicadas pelo BN, a filiação do ex-deputado junto ao DC ocorreu ainda no final de março, tendo como objetivo a formação de ao menos uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Vinculado à Frente Parlamentar Evangélica, a qual foi vice-presidente durante seu mandato, Abílio Santana deve atrair votos ligados ao campo evangélico e conservador na capital baiana e região metropolitana.
Em busca destes votos, o prefeito de Salvador promoveu o encontro com o pré-candidato, apadrinhando sua migração para a sigla comandada pelo deputado Márcio Marinho e modificando o seu objetivo final - do Centro Administrativo da Bahia (CAB) a Brasília.
Em sua última eleição vitoriosa, Abílio Santana recebeu 30.561 votos dos baianos, mas não obteve sucesso em sua tentativa de reeleição para a Câmara dos Deputados.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), afirmou que deve disputar o posto no Palácio Guanabara caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que a escolha para o mandato-tampão será por eleições diretas. O estado do Rio de Janeiro se encontra sem gestão de lideranças eleitas desde o governador, Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em 23 de março de 2026.
A declaração do ex-governador foi dada nesta segunda-feira (6). “O meu partido, Republicanos, decidiu que, caso as eleições sejam diretas, o nome indicado para disputar será o meu”, afirmou Garotinho em publicação nas redes sociais.
Segundo a democracia brasileira, a gestão então passaria para o vice-governador ou o presidente da Assembleia Legislativa do estado. Acontece que, o vice-governador do Rio, Thiago Pampolha, assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e saiu do governo em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.
Neste cenário, o estado está sendo governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, enquanto o STF decide sobre novas eleições.
Segundo Garotinho, a decisão tomada em conjunto com o partido tem como objetivo “enfrentar as máfias que dominam o Rio de Janeiro”. O ex-governador também disse ser contrário à realização de eleições indiretas, modelo em que os 70 deputados estaduais escolheriam o sucessor do governador Cláudio Castro.
No dia 26 de março, o ministro Cristiano Zanin, do STF, anulou a condenação de Garotinho por compra de votos nas eleições de 2016. Na decisão, o magistrado afirmou que, apesar da gravidade das acusações, os elementos reunidos na investigação não foram suficientes para comprovar os crimes.
Governador do Rio entre 1999 e 2002, Garotinho havia sido condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, além de multa, pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo.
Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), as irregularidades teriam ocorrido entre maio e agosto de 2016, quando o programa social Cheque Cidadão teria sido usado para cooptar votos para o grupo político de Garotinho. À época, o programa atendia mais de 17 mil beneficiários. O suposto esquema foi investigado na Operação Chequinho, deflagrada pela Polícia Federal em 2016, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
JULGAMENTO NO STF
O plenário do STF vai julgar nesta quarta-feira (8) as regras que definirão a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A data foi marcada pelo presidente do tribunal, ministro Edson Fachin.
A decisão sobre o modelo da eleição será tomada pelos dez ministros da Corte, em sessão pública com debate entre os integrantes do tribunal.
Os vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS) que desejam pleitear cargos nos legislativos estadual ou federal já deram os primeiros passos para a candidatura nas eleições de outubro. Com o fim da janela partidária, que ocorreu entre os dias 5 de março e 4 de abril, quatro legisladores da capital baiana aproveitaram a “brecha” para consolidar mudanças de vinculação partidária e outros já se preparam para dar início a campanha, que começa oficialmente em 16 de agosto - ainda que, em tese, a janela não fosse destinada a vereadores.
No que tange a migração partidária, o PDT, que até então possuia quatro cadeiras no Legislativo soteropolitano, foi o partido que saiu mais deficitário. Foram duas perdas: a vereadora Roberta Caires e o vereador Anderson Ninho. No caso da vereadora, históricamente ligada ao grupo do ex-prefeito Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, a mudança já era prevista, em decorrência da aproximação entre o líder da sigla na Bahia, o deputado federal Felix Mendonça Júnior com o governador Jerônimo Rodrigues.
Tentando se manter alinhada na oposição estadual, o destino de Roberta Caires foi o Republicanos, partido liderado em Salvador pelo também vereador Luiz Carlos. Já o vereador Anderson Ninho, seguindo uma lógica similiar, aumentou a bancada o PSDB, partido do líder da CMS, Carlos Muniz, e liderado pelo deputado federal Adolfo Viana.
PSDB este que saiu dessa migração com saldo positivo na Câmara. Além de Ninho, o partido foi o escolhido de Duda Sanches, ex-lider do diretório municipal do União Brasil em Salvador, para estabelecer sua campanha ao Congresso Nacional. Segundo fontes ligadas ao vereador, a mudança, que aparentemente estava fora do radar político, foi fruto de um convite do presidente Adolfo Viana.
Por fim, uma mudança já prevista e anunciada foi a do vereador Alexandre Aleluia, atual presidente da comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Salvador. O vereador, que se elegeu pelo Partido Liberal (PL), migrou em direção ao Novo, partido liderado na Bahia por seu pai, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia, para dar apoio a sigla na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.
E AS URNAS?
Apesar de as migrações eleitorais serem uma etapa importante para a campanha eleitoral, a maior parte dos pré-candidatos da Câmara Municipal de Salvador optou por se manter nas suas respectivas siglas. Até o momento, o BN “mapeou” ao menos oito candidaturas de vereadores a cargos no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa da Bahia.
Entre os que desejam alcançar o parlamento baiano estão os vereadores David Rios (MDB), Cézar Leite (PL), Felipe Santana (PSD) e Luiz Carlos (Republicanos), este último tendo confirmado a candidatura após desincompatibilização do cargo de secretário municipal de Infraestrutura em Salvador.
Já para o Congresso Nacional, a cerca de 6 meses da disputa na urna, ao menos outras quatro pré-candidaturas seguem postas. A primeira delas é a do vereador Jorge Araújo (PP), que já havia confirmado a pré-candidatura no último ano e, em março deste ano, foi alçado à cadeira de deputado federal temporariamente após a confirmação da licença do deputado João Leão, que deve assumir a Secretaria de Governo da Prefeitura de Salvador.
Em seguida, aparecem os vereadores Duda Sanches (PSDB) e Alexandre Aleluia (Novo). E, por fim, o vereador do PSOL, Professor Hamilton Assis, que deve ser um dos principais candidatos psolistas na disputa por uma ou mais cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília.
O deputado estadual Angelo Coronel Filho (Republicanos) foi indicado para ser vice-líder da minoria (oposição) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A indicação foi protocolada nesta segunda-feira (6) pelo líder da oposição na AL-BA, Tiago Correia (PSDB).
“Na condição de líder da Bancada da Minoria nesta Casa Legislativa, venho, na forma regimental, fazer a indicação do deputado Angelo Coronel Filho para ocupar a vaga de Vice-líder do Bloco da Minoria. Antecipamos nossos agradecimentos, em tempo que nos colocamos à inteira disposição para dirimir quaisquer dúvidas que, porventura, venham a ocorrer”, escreveu Tiago Correia.
A movimentação ocorre após o parlamentar, que é filho do senador Angelo Coronel (Republicanos), oficializar o movimento de rompimento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Até então, Angelo Filho, junto de seu pai, estava filiado ao PSD, migrando com o “clã Coronel” para o Republicanos no dia 17 de março.
O rompimento se deu após o senador ser “rifado” da chapa majoritária, quando buscava sua reeleição na Casa Alta. A base do governador optou pela aposta de uma chapa “puro-sangue”, com os petistas Jaques Wagner e Rui Costa na disputa pelo Senado. Angelo Coronel foi anunciado como candidato na composição de ACM Neto (União), principal nome da oposição, na semana passada.
Recém-chegado ao Republicanos após deixar o PSD e a base governista para integrar a chapa majoritária de oposição ao lado de ACM Neto (União), o senador Angelo Coronel comentou especulações sobre uma possível mudança no comando da sigla na Bahia.
As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta segunda-feira (6). Coronel foi questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência estadual do partido, atualmente ocupada pelo deputado federal Márcio Marinho.
O senador ressaltou a condução atual da legenda e afirmou não ver motivos para substituição no momento, destacando que sua chegada ao partido é recente. Apesar disso, Coronel afirmou que a dinâmica política permite mudanças futuras, sem descartar a possibilidade de movimentações dentro da legenda ao longo do tempo.
“O presidente nacional é quem comanda o partido, mas aqui na Bahia o presidente atual é o deputado Márcio Marinho, eu não vejo nada que desabone, que venha a substitui-lo. Mas a política é dinâmica, eu acho que todos os quadros que estão no partido tem condições de presidir o partido. O partido está bem representado na presidência com o deputado Márcio Marinho, não vejo nenhum motivo para tirar, principalmente porque nós chegamos agora. Quem chega, não senta logo na janela, estamos sentados no banco do meio”, disse.
As mudanças anunciadas no secretariado da Prefeitura de Salvador, nesta terça-feira (31), promoverão mudanças tanto no Executivo quanto no Legislativo na capital baiana. Com a descompatibilização de Cacá Leão (PP) na secretaria municipal de Governo, a “dança das cadeiras” começa no Congresso e na Câmara Municipal de Salvador. Quem assume a gestão de governo é João Leão (PP), então deputado federal, que abre espaço para o seu primeiro suplente: o vereador Jorge Araújo (PP).
Após meses de articulação, o ex-repórter da televisão soteropolitana deve assumir o cargo no Congresso Nacional, também abrindo uma vaga na Câmara Municipal de Salvador (CMS), onde ocupa uma das cadeiras governistas como o vereador mais votado da capital na última eleição.
A suplência na Câmara também foi resultado de uma boa votação do atual vereador, em 2022, quando recebeu pouco mais de 30 mil votos pelo Progressistas ao cargo de deputado, ficando na suplência de João Leão, que recebeu 102.376 votos.
Com a ausência de Jorge Araújo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), considerando um prazo maior que 120 dias de licença, o regulamento do Legislativo soteropolitano indica a necessidade de que um suplente assuma a cadeira do vereador licenciado. Neste caso, o vereador Sandro Bahiense, primeiro suplente do Progressistas, deve ser a nova adição da bancada governista em 2026, mantendo a vice-liderança no PP em número na CMS.
Já João Leão, que possui décadas de carreira política, retorna à capital baiana e abre mão da sua tentativa de reeleição no Congresso ou ainda uma eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em sua carreira política, o empresário progressista já atuou em diversas funções e ao lado de diversos aliados políticos.
Ele, que hoje se encontra na oposição ao governo petista na Bahia, já foi secretário estadual e vice-governador nos mandatos de Rui Costa (PT), sem contar os seis mandatos pelos quais se elegeu no Congresso. O pernambucano erradicado na Bahia ainda foi prefeito de Lauro de Freitas entre 1989 e 1993.
João Leão retorna ao primeiro escalão soteropolitano quase 15 anos após uma experiência como chefe da Casa Civil do então prefeito João Henrique. O deputado foi o responsável por garantir sustentabilidade política ao ex-gestor que fora reeleito pelo MDB e acabou rompendo com o grupo. O isolamento de João Henrique tornou João Leão mais presente na capital baiana, gerando especulações que o colocaram até como pré-candidato a prefeito da cidade em 2012.
MAIS MUDANÇAS
Além de Cacá Leão, outras duas mudanças foram confirmadas na Prefeitura esta terça. O secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos (Republicanos), também deixa o cargo para assumir a coordenação de campanha do Republicanos. Para o comando da Secretaria de Infraestrutura, Bruno Reis indicou o atual vereador Julio Santos (Republicanos), que já havia assumido a pasta em 2022.
Isso provoca uma segunda mudança na CMS, a saída de Julio Santos da bancada republicana pode provocar a ascenção de outro suplente, Osmar Santos Bastos, conhecido como Mala, que obteve 6.968 votos em 2024.
O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara.
Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.
Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros.
Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.
Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.
Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total.
Entraram Saíram Saldo
PL 7 x +7
PSD 3 3 0
Podemos 2 1 +1
Republicanos 2 4 -2
PSDB 2 1 +1
PP 1 1 0
Missão 1 x +1
MDB 1 3 -2
Solidariedade 1 x +1
União Brasil x 6 -6
PRD x 1 -1
Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
PL - 94 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 51 deputados
PP - 49 deputados
PSD - 47 deputados
Republicanos - 42 deputados
MDB - 40 deputados
Podemos - 17 deputados
PDT - 17 deputados
PSB - 16 deputados
PSDB - 16 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 6 deputados
Novo - 5 deputados
Cidadania - 4 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
Missão - 1 deputado
Faltando apenas 12 dias para o encerramento do período da janela partidária, em que deputados federais podem trocar de partido para concorrer às eleições sem risco de perder o mandato, as movimentações ainda são pequenas, bem diferente do cenário observado em 2022, quando houve um recorde de mudanças de parlamentares, com 84 trocas de sigla.
Neste ano de 2026, a janela partidária foi iniciada em 05 de março, e deve seguir até o dia 4 de abril. Até o momento, apenas sete mudanças foram oficializadas na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara. Foram as seguintes as mudanças de partido:
Kim Kataguiri (SP), do União para o Missão
Magda Mofatto (GO), do PRD para o PL
Nicoletti (RR), do União para o PL
Sargento Fahur (PR), do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), do União para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), do PP para o PSDB
Vitor Lippi (SP), do PSDB para o PSB
As mudanças atuais mostram o PL como o principal beneficiário das trocas partidárias. O partido, que já era a maior bancada na Câmara, recebeu três novos deputados.
Na janela de 2022, o PL também foi o maior beneficiado com as mudanças de partido. Na ocasião, o partido do então presidente Jair Bolsonaro ganhou 38 novos deputados, saindo de uma bancada de 43 para 81 parlamentares.
Os outros partidos que mais ganharam deputados naquele ano de 2022 foram o Republicanos, com 16 novas adesões, e o PP, com dez parlamentares filiados. Apenas dois baianos mudaram de partido naquela janela: Alex Santana saiu do PDT para o Republicanos, e Marcelo Nilo saiu do PSB também para o Republicanos.
Do lado das perdas, o União Brasil até esta segunda-feira (23) é o partido que mais perdeu cadeiras, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante o período da janela.
Entre os dias 3 de março e 1º de abril de 2022, o União Brasil perdeu 35 deputados. O partido, que até o início da janela tinha a maior bancada da Câmara, com 81 deputados, iniciou o mês de abril com apenas 46 parlamentares.
Nos próximos dias, novas mudanças devem ser registradas no sistema da Câmara. Uma delas deve ser a saída do deputado baiano Leo Prates do PDT e entrada no Republicanos. O ato de filiação está marcado para a próxima quinta (26), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, em Salvador.
O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (23) sobre a chegada de novos integrantes ao partido e as implicações disso nos rumos da sigla. O parlamentar esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), para ser agraciado com a Comenda 2 de Julho, considerada a mais alta honraria do Legislativo baiano.
Em conversa com o Bahia Notícias, Marinho foi questionado sobre as recentes filiações, incluindo a família Coronel - formada pelo senador Angelo Coronel, pelo deputado federal Diego Coronel e pelo deputado estadual Angelo Coronel Filho - além do deputado federal Leo Prates, que deixou o PDT na última semana.
Ao abordar o tema, Marinho não confirmou de forma objetiva se o comando do Republicanos na Bahia passaria a ser exercido de maneira conjunta com o senador Angelo Coronel, ou se existe um acordo para "alternância".
"O bonito da política, que é o espaço do diálogo, o espaço da conversa. São pessoas que estão junto comigo, ajudando a construir um partido forte para apresentar para a população baiana no dia 4 de outubro. Logicamente que como uma casa para a construção dela você precisa do pedreiro, do marceneiro, eletricista. Da mesma forma o partido precisa de várias pessoas para construir um grande projeto. Num futuro bem próximo, nós teremos a ampliação de deputados estaduais aqui na Assembleia, deputados federais na Câmara Federal e também uma participação de forma objetiva na chapa majoritária do futuro governador da Bahia, ACM Neto. O que nós queremos é dar oportunidade às pessoas de participarem no partido e fazer o partido crescer, mas sempre com compromisso e a responsabilidade com o povo baiano", disse.
Nos bastidores, a oficialização da filiação de Coronel ao partido, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), foi acompanhada por especulações de que o senador assumiria protagonismo na condução das ações da legenda no estado no posto de presidente. A articulação teria envolvido lideranças nacionais, como o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, antigo partido de Coronel.
Mesmo com questionamento direto sobre o papel de Coronel, Marinho tergiversou. "Todos nós estaremos construindo, fortalecendo o partido no Estado. Marcelo, Angelo Coronel e os deputados, todos nós temos esse objetivo, esse foco de fortalecer o partido", afirmou.
Durante a entrevista, Marinho também comentou a possibilidade de saída do deputado federal Marcelo Nilo da sigla. Nilo manifestava interesse em compor como vice em uma eventual chapa majoritária liderada por ACM Neto, mas viu o desejo ficar mais distante com a possível indicação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para o posto.
"A gente não tem controle das pessoas. O meu pedido e a minha energia, a minha dedicação é que ele continue no partido", indicou Marinho.
Em declarações anteriores, Nilo afirmou que aceitaria a posição de vice caso o nome escolhido fosse considerado mais competitivo por ele. Caso contrário, indicou a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado. A chegada de Angelo Coronel ao Republicanos também parece ter minado esse desejo de disputar a vaga dentro do grupo político.
O deputado federal Leo Prates anunciou, nesta quinta-feira (19), sua filiação ao Republicanos. O ato oficial de filiação está marcado somente para a próxima semana, no dia 26, no Centro de Cultura da Câmara dos Vereadores, em Salvador, e deve reunir lideranças políticas e aliados.
“Estou de casa nova, muito feliz e grato pelo acolhimento que recebi no Republicanos. Chego com ainda mais disposição para trabalhar pelo povo da Bahia, com responsabilidade, diálogo e dedicação redobrada”, afirmou o deputado.
O presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, celebrou a chegada do novo filiado.
"No ano de Copa do Mundo, nada mais simbólico do que vestir a 'camisa 10'. Leo Prates chega para somar talento, experiência e compromisso. Seja muito bem-vindo, é uma alegria recebê-lo no Republicanos", disse.
A filiação também foi destacada pelo deputado federal Márcio Marinho, que ressaltou a trajetória política compartilhada com Leo ao longo de mais de duas décadas.
"Temos uma caminhada de mais de 20 anos na vida pública, sempre pautados por princípios, lealdade e compromisso com as pessoas. Leo construiu uma trajetória sólida, foi vereador, presidente da Câmara Municipal e hoje exerce com excelência o mandato de deputado federal. Sua chegada ao Republicanos é motivo de muita alegria. É um nome que soma, que agrega e que sempre foi respeitado por todos nós", disse.
O movimento ocorre dois dias depois de o parlamentar anunciar sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) por meio de uma carta aberta.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender nesta terça-feira (17) que o Congresso Nacional avance na discussão de uma reforma administrativa. Segundo o parlamentar, é preciso aproveitar o “momento”, marcado pela cobrança popular por medidas contra supersalários no funcionalismo público, para ampliar o debate sobre o tema.
Em conversa com representantes do setor produtivo, na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Motta afirmou que o problema não se resume aos vencimentos acima do teto constitucional.
Para ele, o foco deve estar na modernização do Estado e na melhoria da eficiência da máquina pública.
“É um tema que defendo desde que assumi a Presidência da Câmara. Defendo uma reforma que não tenha a perseguição ao servidor público como objetivo, mas que priorize a discussão sobre a eficiência da máquina pública”, afirmou.
O deputado acrescentou que, embora a questão dos supersalários esteja em evidência, o debate precisa ir além.
“Essa discussão passa por esse tema que está em voga, que são os salários acima do teto, mas o problema não está apenas aí. Temos uma máquina pública que se tornou arcaica”, disse.
Motta também ressaltou a necessidade de redução de gastos no setor público. Na avaliação dele, a reforma administrativa pode contribuir para melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população.
“Diante disso, precisamos de uma discussão mais ampla, com foco em uma máquina pública mais eficiente. O Congresso já demonstrou sua preocupação e capacidade”, declarou.
O presidente da Câmara é padrinho de um conjunto de propostas de reforma administrativa que estabelece critérios para o pagamento de auxílios fora do teto. Os textos, no entanto, enfrentam resistência na Casa e ainda não começaram a ser analisados pelas comissões.
Para uma ala do Legislativo que apoia as propostas, decisões do Supremo Tribunal Federal podem abrir uma janela de oportunidade para o avanço da reforma.
Chegou ao fim a novela envolvendo o destino político do senador Angelo Coronel. Após sair do PSD e romper com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente, escolheram o Republicanos como partido, para a disputa das eleições de 2026.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (17) pelo Bahia Notícias. A filiação contou com a presença do deputado federal Márcio Marinho e atual presidente do partido na Bahia e o presidente da Câmara Federal, deputado federal Hugo Motta. A sigla é uma das que apoiam o pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto. O grupo é comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. No último dia 13 de março, o BN já tinha antecipado a ida da família Coronel para o partido.
Antes da confirmação, Coronel publicou um vídeo nas redes sociais, indicando que iria migrar para um time para a disputa eleitoral deste ano. Na publicação, ele segura uma camisa da cor azul, mesma cor do novo partido e “lança” para seus filhos o mesmo objeto.
Conforme indicado anteriormente, a expectativa é que Coronel seja apresentado como o candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias. Além do ex-prefeito de Salvador e do senador, o grupo tem o ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
O futuro partidário da família Coronel parece estar caminhando para uma definição. Após o anúncio de rompimento com o PSD e com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador Angelo Coronel e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente - iniciaram tratativas com legendas aliadas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União).
Informações apuradas pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (13) junto a pessoas próximas ao senador apontam que o caminho para os três deve ser o Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. Nos bastidores, o partido já havia sido citado na "bolsa de apostas" junto o próprio União Brasil de ACM Neto, PSDB e PP.
Pensando na eleição de outubro, a oposição já desenha a composição de sua chapa. Além do ex-prefeito de Salvador, o grupo tem outro nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
A expectativa é que Coronel seja apresentado como o outro candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias.
Ele anunciou que deixaria o PSD do também senador Otto Alencar após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.
No mês passado, Coronel falou abertamente que apesar de não ter escolhido o novo partido ainda, caminharia ao lado de ACM Neto.
PROPORCIONAL NA CONTA
Em paralelo a isso, as articulações de filiações partidárias na disputa para deputados estaduais e federais continuam. O Republicanos também deve abrigar a candidatura de Leo Prates, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados.
O indicativo é que ele deixe o PDT diante da conjuntura de aliança do partido com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento passa pelas pretensões da sigla ligada a Igreja Universal do Reino De Deus (Iurd) em aumentar sua bancada. A ideia é chegar a cinco federais em Brasília, com a chegada de Prates e de Diego Coronel.
Atualmente o partido conta com três representantes na Câmara: Márcio Marinho, Alex Santana - que já anunciou que não vai disputar a reeleição -, e Rogéria Santos.
O projeto que muda a jornada de trabalho 6x1 no país pode causar problemas tanto para o setor produtivo, com perda de competitividade e empregos, como para o próprio trabalhador, que poderia ser levado a um consumo maior de drogas e de jogos de azar por ter mais tempo livre, já que "ócio demais faz mal".
Essa análise foi feita pelo presidente do partido Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), ao falar, em entrevista para o jornal Folha de S.Paulo, sobre o projeto que busca reduzir a jornada semanal dos trabalhadores. Ao ser questionado se a proposta poderia melhorar a qualidade de vida as pessoas ao reduzir a carga de trabalho, o deputado alegou que esse tempo extra pode ser prejudicial.
“Eu acho que quanto mais trabalho, mais prosperidade. Claro, a pessoa tem que ter lazer, mas lazer demais também, o ócio demais faz mal. Tenho vários casos aí de pessoas que eu conheço, de famílias que eu conheço, o fulano quando parou de trabalhar, principalmente com certa idade, parou de trabalhar, morreu rápido, ficou doente. A gente precisa de atividade”, defendeu o parlamentar.
Marcos Pereira colocou em dúvida se o tempo extra a partir da mudança de jornada levaria o trabalhador a ficar mais com a família. O deputado também apresentou sua posição sobre as condições que são oferecidas para o lazer da população.
“A população vai fazer lazer onde? O povo não tem dinheiro, infelizmente. Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar. Pode ser o contrário. Ao invés de lazer, pode ser o mal. Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou num sertão lá do Nordeste?”, questionou o deputado.
Sobre o apoio do partido Republicanos ao projeto, que está sendo debatido na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Marcos Pereira disse ter demonstrado sua contrariedade ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo Pereira, Motta teria inclusive revelado o motivo de ter acelerado a discussão sobre o tema.
“Ele falou ´vamos fazer um debate´. No momento que ele despachou para a CCJ, ele me disse que estava fazendo isso porque se não fizesse, o governo iria fazer, então é melhor que a Casa tome o protagonismo”, afirmou.
O presidente do Republicanos expressou ainda na entrevista a preocupação com eventuais prejuízos que a proposta pode causar para o setor produtivo.
“Estou muito preocupado. Eu já demonstrei ao Hugo Motta a minha contrariedade ao tema. Não é o momento para se debater. Poderia se debater em outro momento, mas em ano eleitoral é muito sensível, porque expõe a Casa. Às vezes até tem que votar por conta de ser um ano eleitoral, porque o eleitor pode não entender bem se você votar contra, por exemplo. Eu estou preocupado. Pelas notas técnicas do setor produtivo, vai encarecer mais ainda. Pode ficar ruim para todos, porque vai tirar mais ainda a competitividade do setor produtivo brasileiro”, concluiu o deputado Marcos Pereira.
O partido Republicanos e PSOL são os partidos com maior inserção no eleitorado soteropolitano, considerando o número de filiados. É o que apontam as informações obtidas pelo Bahia Notícias junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com base em dados de 1º de janeiro de 2026. Ambos os partidos concentram a maior parte de suas forças justamente na capital.
O balanço do TRE-BA aponta que, em ano de eleições nacionais e estaduais, a capital baiana representa quase um quinto (1/5) do eleitorado baiano, com 1.926.767 (um milhão, novecentos e vinte seis mil) eleitores. Entre eles, 121.468 mil soteropolitanos possuem alguma filiação partidária, ou seja, tem vínculo comprovado com partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
No que diz respeito aos partidos, foram identificados 50 com filiações em Salvador. O maior deles, em número de filiados, é o Republicanos, com 18.223 eleitores. A sigla, vinculada a Igreja Universal do Reino de Deus, concentra 33,18% dos seus filiados estaduais em Salvador. Com 44 cadeiras na Câmara dos Deputados, é um dos partidos que "lidera" a Casa, na figura do presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na capital baiana, a inserção política se refletiu na eleição de quatro cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e uma secretaria na gestão municipal.
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Por outro lado, o partido na vice-liderança de filiados é Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que ocupa o outro lado do espectro político. Segundo os dados do TRE-BA, o partido concentra 35,35% de suas filiações na capital baiana, com 15.520 eleitores vinculados. A legenda é parte da oposição política à gestão municipal, hoje ocupada pelo União Brasil e, nesse contexto, possui apenas duas cadeiras no Legislativo municipal. Já na Câmara dos Deputados, o PSOL elegeu 11 parlamentares.
Na sequência, fechando os cinco maiores partidos em Salvador, aparecem os seguintes partidos: Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Progressistas (PP) e Podemos (Pode). No caso do PT, partido com maior inserção política no estado, foram registrados 14.634 filiados em Salvador, que representa apenas 16,58% do total de filiados.
O Partido Progressistas, que possui a segunda maior bancada da Câmara Municipal de Salvador, com cinco cadeiras, tem 10.281 eleitores soteropolitanos filiados, conforme o TRE-BA. Já o Podemos, concentra 9.166 das filiações partidárias em Salvador. Na CMS, o partido tem duas cadeiras, vinculadas à oposição política do governo municipal.
O União Brasil, partido que lidera o governo municipal e com maior representatividade legislativa, com sete nomes na Câmara, ficou em 12° lugar no ranking. O partido possui 4.716 filiados em Salvador e concentra pouco mais de 5,6% de seus filiados estaduais na capital.
Do outro lado do ranking, estão os partidos Unidade Popular (UP/157), Partido da Causa Operária (PCO/110), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU/89), Partido Comunista Brasileiro (PCB/39) e Partido Socialista Cristão (PSC/12).
O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (26) a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) integrar a chapa majoritária do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil).
Durante a inauguração do viaduto José Linhares, Marinho afirmou que há espaço para diálogo com Coronel dentro do grupo liderado por ACM Neto, mas ponderou que uma eventual aliança não pode enfraquecer nomes que já caminham há bastante tempo com o vice-presidente nacional do União Brasil.
“Não pode trazer um e perder o outro. Não pode trazer um e enfraquecer aqueles que caminham com ele há muito tempo. Mas, se o Angelo Coronel vier, há espaço para a gente estar conversando”, declarou.
Questionado sobre um prazo para a definição da chapa majoritária, o líder do Republicanos disse que ainda não há uma data estabelecida e que essa decisão caberá ao próprio ACM Neto. Segundo ele, o pré-candidato ao governo já sinalizou a intenção de dialogar sobre a composição.
“O prazo a gente não consegue definir, porque quem vai dar esse tempo é o próprio candidato. Agora há pouco ele desceu do palanque e disse: ‘Marinho, a gente precisa conversar’. Esse é o momento da reflexão para a composição da chapa, sem questão emocional ou de amizade, mas de forma objetiva, pensando em quem agrega mais votos”, afirmou.
Ainda durante a coletiva, Marinho disse que o Republicanos está aberto a uma possível filiação do deputado federal Elmar Nascimento, caso ele deixe o União Brasil.
“Elmar Nascimento é uma grande liderança política e um grande deputado do nosso estado. O Republicanos é um partido de portas abertas para quem quer ajudar a construir uma legenda forte. Eu, particularmente, ainda não tive nenhuma conversa com Elmar sobre isso, mas, se acontecer, será bem-vindo”, concluiu.
O deputado federal Léo Prates (PDT) comentou, nesta segunda-feira (26), a saída do PDT após o provável rompimento da legenda com o grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A declaração aconteceu na inauguração do viaduto Zé Linhares, entrega que ele acompanhou ao lado de mais dois representantes da Câmara: Rogéria Santos (Republicanos) e Márcio Marinho (Republicanos).
Questionado sobre a migração do PDT, o deputado confirmou que manterá o apoio ao candidato a governador e deve deixar o partido. Na ocasião, ele sinalizou o alinhamento com o Republicanos.
"Sairei com o coração partido, mas, por amigos, irei pro Republicanos. O vereador Luiz Carlos é meu parceiro. O presidente Hugo Mota me abraçou, me dá espaço na Câmara. Se eu fiz um ano de 2025 bom, foi graças a ele e ao meu partido. Eu acho que esse namoro vem desde 2016. Republicanos é um partido que eu gosto. Gosto de Márcio Marinho", afirmou o deputado.
Prates defendeu a presença de Márcio Marinho para compor a chapa majoritária da oposição nas eleições de 2026. Para ele, o bispo deve estar no grupo.
"Acho ele um dos grandes homens públicos, mas claro que defendo a liberdade de Neto de fazer a melhor escolha. Mas se eu puder opinar e minha voz for escolhida, com certeza Márcio Marinho estará presente na chapa", endossou o deputado.
Apesar da provável saída, o parlamentar deixou clara a vontade de trazer seu atual partido de volta à base do candidato a governador.
"ACM Neto gostaria muito de contar com todas as forças que querem sonhar com uma Bahia melhor, mas depende do PDT. Assim como o PDT sabe que, por princípio, eu faço parte do grupo político de ACM Neto", completou.
O deputado federal Márcio Marinho afirmou que o Republicanos não abrirá mão de indicar um nome para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária de 2026. A declaração foi feita durante a reunião executiva estadual do partido, realizada na manhã desta segunda-feira (19), na sede da legenda, no Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador.
Ao discursar para a executiva, Marinho destacou que o partido considera ter maturidade política e capilaridade suficiente para disputar um espaço majoritário nas próximas eleições.
“É hora de alçarmos voos mais altos. O Republicanos está pronto e apto para indicar uma das vagas ao Senado. Não abriremos mão de construir esse novo projeto com a Bahia”, afirmou.
O parlamentar já havia sinalizado publicamente a intenção de disputar o Senado. Em agosto de 2025, em entrevista ao Bahia Notícias, Marinho disse que seu nome vinha sendo citado como sugestão para compor a chapa liderada por ACM Neto.
“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos, as pessoas me conhecem. Essa possibilidade não está descartada. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto ao Senado”, declarou à época.
Durante a reunião desta segunda, Márcio Marinho também reforçou a necessidade de união entre as forças políticas do partido para ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados. Além disso, ele ratificou o apoio do Republicanos ao pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto.
O encontro contou com a presença do presidente municipal do Republicanos em Salvador, vereador Luiz Carlos; do deputado federal Alex Santana; da deputada federal Rogéria Santos; dos deputados estaduais José de Arimateia, Jurailton Santos e Samuel Júnior; além de vereadores como Júlio Santos, Kell Torres, Ireuda Silva e Edilson Ferreira. Também participaram lideranças e filiados, entre eles Marcelo Nilo, Talita Oliveira e Francisco Edes.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou, nesta quarta-feira (14), uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação, convite ou transferência de sigilo apresentados na Comissão Parlamentar Mista Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em entrevista ao SBT News no último domingo (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) revelou que os documentos obtidos na comissão expõem a participação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.
A senadora divulgou a lista logo após a declaração do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, nesta quarta-feira (14). Na ocasião, o líder religioso cobrou, por meio de um vídeo nas redes sociais, a apresentação de provas e nomes que comprovasse a denúncia que ele chamou de “afronta”.
Segundo a senadora, todos os requerimentos foram apresentados com base em indícios identificados em documentos oficiais, especialmente Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal. Segundo informações divulgadas pelo g1, entre os pastores que possuem requerimento para comparecer à CPMI está Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na publicação, Damares afirmou ainda que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa "profundo desconforto e tristeza", mas que, ainda assim, a CPMI tem o dever constitucional de apurar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental. Nos pedidos solicitados, alguns já foram aprovados e outros ainda precisam passar pela análise dos membros da comissão.
Confira a lista completa:
IGREJAS
Transferência de sigilo da Adoração Church;
Transferência de sigilo da Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo;
Transferência de sigilo do Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch);
Transferência de sigilo da Igreja Evangélica Campo de Anatote.
PASTORES
Convite a Fabiano Campos Zettel, empresário e líder religioso, para comparecer à CPMI;
Convite a Cesar Belucci do Nascimento, líder religioso;
Convocação de André Machado Valadão, líder religioso, para prestar depoimento;
Transferência de sigilo de André Machado Valadão;
Convite a Péricles Albino Gonçalves, líder religioso;
Convite a André Fernandes, líder religioso.
Vereador de Salvador, Kel Torres (Republicanos) relembrou o ano parlamentar de 2025 e fez projeções sobre as votações de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias durante a Lavagem do Bonfim, uma das principais festas tradicionais do calendário soteropolitano, nesta quinta-feira (15), o legislador sugeriu que este ano seria marcado por uma “renovação” na Bahia.
“A expectativa é muito grande, 2025 foi um ano muito difícil, mas agora em 2026 a cidade está precisando de alguns avanços importantes, temos projetos e pautas [na Câmara], e o Executivo também. Eu tenho certeza que 2026 será um ano de transformação e de mudança, principalmente na Bahia”, afirma.
Questionado sobre o pleito, o vereador evitou falar sobre um possível convite para a disputar as eleições estaduais e nacionais em outubro. “Eu faço parte de um grupo liderado por ACM Neto e Bruno Reis, sou do partido republicano e estou vereador da cidade de Salvador. A gente está trabalhando, eu trabalho todos os dias e, se assim Deus designar qualquer missão, eu estou no grupo”, garantiu.
Ele finaliza dizendo que “meu deputado estadual é Emerson Penalva e a gente está trabalhando por um projeto de mudar a Bahia de verdade”.
O deputado federal Leo Prates (PDT) afirmou que possui conversas avançadas para se filiar ao Republicanos, mas informou que irá se reunir com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para dialogar sobre a possível saída da legenda. Ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (15), o parlamentar disse que o “desejo é ficar” na sigla, mas com a adesão dos pedetistas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), ele reforçou que estão em grupos políticos divergentes.
“Eu fiquei de conversar com o presidente Carlos Lupi, agora entre fevereiro e março. Vocês sabem, eu sou feliz no PDT. Me prestigiou nacionalmente, mas hoje eles fazem parte de outro grupo político. A gente vai sentar, conversar, somos todos amigos e ver quais serão os caminhos que eu vou adotar. O meu desejo é ficar, mas eu estou com conversas bem avançadas com o Republicanos”, disse Leo Prates.
Gravações de áudio obtidas pelo Intercept Brasil apontam orientações para o engajamento político de pastores, obreiros e fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus durante o período eleitoral de 2024, na Bahia.
Em um dos trechos, o bispo Sergio Corrêa, então responsável pela igreja no estado, solicita o envolvimento direto de líderes religiosos na campanha de candidatos ligados à instituição.
VÍDEO: Gravações indicam orientação política de Marinho e kênio a fiéis da Universal durante campanha de 2024
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 22, 2025
Confira?? pic.twitter.com/M7NPLruuNb
“Jesus precisa, a Igreja precisa. A gente tem que ir pra cima, nós precisamos disso. Quero contar com a ajuda de vocês, por favor, para se dedicar a isso. [Para] resolver essa questão”, disse Corrêa aos pastores no início da campanha. Em outro momento, ele afirma: “A gente já tem em mãos uma radiografia da situação eleitoral nossa aqui na Bahia”.
As orientações constam em gravações realizadas durante uma reunião de bispos e líderes regionais da Universal na catedral da igreja em Salvador, em abril de 2024. Participaram do encontro bispos e pastores responsáveis por regionais que abrangem igrejas da capital e do interior do estado. Segundo o conteúdo dos áudios, os líderes eram orientados a indicar, nos templos, obreiros e fiéis para atuar na mobilização de eleitores.
Nos registros, Corrêa aparece discutindo estratégias de campanha ao lado do bispo e deputado federal Márcio Marinho, presidente do Republicanos na Bahia; do pastor e deputado estadual Jurailton Santos; do pastor Luiz Carlos de Souza, vereador licenciado e atual secretário de Infraestrutura de Salvador; e do pastor Kênio Rezende, que seria eleito vereador em Salvador seis meses depois das gravações, com 9,2 mil votos. Todos são filiados ao Republicanos.
De acordo com o Intercept Brasil, o material foi repassado por um ex-pastor da Universal, que recebeu as gravações de um integrante da igreja presente à reunião. A identificação das falas atribuídas a cada religioso foi realizada por essa fonte. Ainda segundo o veículo, as vozes registradas nos áudios são semelhantes às falas e pregações disponíveis nas redes sociais dos citados.
A senadora bolsonarista Damares Alves (Republicanos) será homenageada com o Título de Cidadã Soteropolitana e a Comenda Maria Quitéria, dois dos principais títulos e honrarias concedidos pela Câmara Municipal de Salvador (CMS). As resoluções foram aprovadas pelo Legislativo Municipal nesta quarta-feira (17), sob indicação da vereadora, Ireuda Silva.
Na proposição, a legisladora de Salvador defende a homenagem à senadora pela “sua trajetória profissional marcada por uma dedicação intensa às causas sociais, especialmente na defesa dos direitos das mulheres, crianças e populações vulneráveis”.
A senadora Damares Alves é uma advogada, pastora evangélica filiada ao partido Republicanos. Nascida em Paranaguá (PR), no dia 11 de março de 1964, a líder religiosa ficou conhecida como um dos principais nomes do bolsonarismo, movimento político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Brasil. Em 2019, Damares assumiu o cargo de Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos na gestão de Jair e em 2022 foi eleita senadora pelo Distrito Federal, com mais de 700 mil votos.
Para a vereadora republicana, Ireuda, “a concessão do título de cidadã soteropolitana a Damares Alves seria um reconhecimento à sua dedicação incansável às causas sociais que também afetam Salvador”, completa.
Em sua concepção, o Título de Cidadão Soteropolitano é concedido a pessoas que, mesmo nascidas fora da capital baiana, tenham prestado serviços relevantes ou possuam uma trajetória atrelada ao município de Salvador. Já a Comenda Maria Quitéria é destinada especificamente a mulheres. Criada em homenagem ao 2 de julho e na figura histórica e folclórica da militar baiana que lutou na Guerra da Independência do Brasil.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias em torno das pesquisas mais recentes que mostram a disputa para os governos estaduais revela um quadro de pequenas mudanças em relação à divisão de governadores por partido.
Enquanto partidos do centro mantém alguma estabilidade na conquista de governos, o PT, até aqui, é o partido que mais pode perder. Já o principal partido de oposição, o PL, é o que aparece com chances de ganhar maior quantidade de administrações estaduais.
As pesquisas de momento dos principais institutos nacionais mostram que 11 governadores tentarão a reeleição em 2026. Desses, sete estão liderando as pesquisas, e quatro aparecem na segunda colocação.
Lideram as pesquisas o governador Alan Rick (União Brasil), no Acre; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina.
Entre os quatro que no momento demonstram dificuldade em se reeleger está o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que está perdendo para o candidato ACM Neto (União Brasil). Aparecem na mesma situação o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade); o de Tocantins, Laurez Moreira (PDT); e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).
Outro dado que o levantamento revela diz respeito à posição dos atuais vice-governadores que vão concorrer ao governo de seus estados em 2026. Dos seis que já manifestaram intenção de buscar a eleição, dois deles lideram as pesquisas, e quatro estão na segunda colocação.
No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) está na liderança das pesquisas para suceder o governador Ibaneis Rocha (MDB). Em Goiás, Daniel Vilela (MDB), vice de Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece na frente na disputa estadual.
Já os quatro vices que atualmente figuram na segunda colocação em pesquisas são os seguintes: Edilson Damião (Republicanos) em Roraima; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba; Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso; e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo.
Em relação à divisão dos governos estaduais entre os partidos políticos, o quadro atual no país revela a seguinte partilha:
- PT - 4
- União Brasil - 4
- PSD - 4
- PSB - 3
- MDB - 3
- PP - 3
- Republicanos - 2
- PL - 2
- Novo - 1
- Solidariedade - 1
O levantamento realizado pelo BN com as pesquisas eleitorais mais recentes mostra principalmente a ascensão de União Brasil e PL como os partidos com mais governadores, e a queda na quantidade de governos do PT. Confira abaixo uma simulação de como ficaria a divisão dos 27 governos entre os partidos caso venha a se confirmar a atuação da corrida eleitoral.
- União Brasil - 5
- PL - 5
- MDB - 4
- PSD - 4
- Republicanos - 3
- PSB - 2
- PT - 2
- PP - 2
Apresentamos a seguir as pesquisas mais recentes dos institutos nacionais com o quadro atual das disputas pelos governos estaduais:
REGIÃO NORTE
ACRE (Paraná Pesquisas)
- Alan Rick (União Brasil) - 44,5% (R)
- Tião Bocalom (PL) - 24,1%
- Mailza Gomes (PP) - 17,6%
- Dr. Thor Dantas (PSB) - 3,5%.
AMAPÁ (Paraná Pesquisas)
- Dr. Furlan (MDB) - 65,6%
- Clécio Luís (Solidariedade) - 25,4% (R)
AMAZONAS (Real Time Big Data)
- Omar Aziz (PSD) - 43%
- Maria do Carmo Seffair (PL) - 22%
- Tadeu de Souza (Avante) - 10%
PARÁ (Paraná Pesquisas)
- Dr. Daniel Santos (PSB) - 26%
- Éder Mauro (PL) - 22,5%
- Hana Ghassan (MDB) - 18,7%
RONDÔNIA (Real Time Big Data)
- Marcos Rogério (PL) - 23%
- Fernando Máximo (União Brasil) - 21%
- Adailton Fúria (PSD) - 19%
- Hildon Chaves (PSDB) - 12%
RORAIMA (Real Time Big Data)
- Arthur Henrique (PL) - 33%
- Edilson Damião (Republicanos) - 28%
- Soldado Sampaio (Republicanos) - 11%
- Juscelino Kubitschek Pereira (PT) - 6%
TOCANTINS (Real Time Big Data)
- Professora Dorinha (União Brasil) - 33%
- Laurez Moreira (PDT) - 24% (R)
- Cinthia Ribeiro (PSDB) - 13%
- Amelio Cayres (Republicanos) - 11%
REGIÃO NORDESTE
ALAGOAS (Real Time Big Data)
- Renan Filho (MDB) - 48%
- JHC (PL) - 45%
BAHIA (Real Time Big Data)
- ACM Neto (União Brasil) - 44%
- Jerônimo Rodrigues (PT) - 35% (R)
- José Carlos Aleluia (Novo) - 3%
- Kleber Rosa (Psol) - 2%
CEARÁ (Real Time Big Data)
- Elmano de Freitas (PT) - 39% (R)
- Ciro Gomes (PSDB) - 39%
- Eduardo Girão (Novo) - 14%
MARANHÃO (Real Time Big Data)
- Eduardo Braide (PSD) - 35%
- Orleans Brandão (MDB) - 25%
- Lahesio Bonfim (Novo) - 17%
- Felipe Camarão (PT) - 6%
PARAÍBA (Real Time Big Data)
- Cícero Lucena (MDB) - 31%
- Lucas Ribeiro (PP) - 16%
- Efraim Filho (União Brasil) - 13%
- Pedro Cunha Lima (PSD) - 13%
PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)
- João Campos (PSB) - 50%
- Raquel Lyra (PSD) - 24% (R)
- Eduardo Moura (Novo) - 5%
- Gilson Machado (PL) - 3%
PIAUÍ (Real Time Big Data)
- Rafael Fonteles (PT) - 66% (R)
- Margarete Coelho (PP) - 14%
- Mainha (Podemos) - 5%
- Jornalista Toni Rodrigues (PL) - 2%
RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)
- Alysson Bezerra (União Brasil) - 36%
- Rogério Marinho (PL) - 34%
- Cadu Xavier (PT) - 10%
SERGIPE (Real Time Big Data)
- Fábio Mitidieri (PSD) - 46% (R)
- Walmir de Francisquinho (PL) - 33%
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)
- Celina Leão (PP) - 32,2%
- José Roberto Arruda (Sem partido) - 29,8%
- Leandro Grass (PT) - 11,8%
- Ricardo Capelli (PSB) - 6,4%
- Paula Belmonte (PSDB) - 6%
GOIÁS (Real Time Big Data)
- Daniel Vilela (MDB) - 30%
- Marconi Perillo (PSDB) - 26%
- Wilder Morais (PL) - 14%
- Delegada Adriana Accorsi (PT) - 12%
MATO GROSSO (Real Time Big Data)
- Wellington Fagundes (PL) - 43%
- Otaviano Pivetta (Republicanos) - 17%
- José Carlos do Pátio (PSB) - 7%
MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)
- Eduardo Riedel (PP) - 55% (R)
- Fábio Trad (PT) - 16%
- Marcos Pollon (PL) - 11%
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)
- Lorenzo Pazolini (Republicanos) - 27%
- Ricardo Ferraço (MDB) - 26%
- Sérgio Vidigal (PDT) - 11%
- Arnaldinho Borgo (Podemos) - 11%
- Helder Salomão (PT) - 5%
MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)
- Cleitinho (Republicanos) - 40,6%
- Alexandre Kalil (PDT) - 13,5%
- Rodrigo Pacheco (PSD) - 13%
- Marília Campos (PT) - 10,6%
- Mateus Simões (Novo) - 5,9%
RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)
- Eduardo Paes (PSD) - 53%
- Rodrigo Bacellar (União Brasil) - 13%
- Washington Reis (MDB) - 12%
- Ítalo Marsili (Novo) - 3%
- Bombeiro Rafa Luz (Missão) - 3%
- William Siri (Psol) - 2%
SÃO PAULO (Real Time Big Data)
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 45% (R)
- Geraldo Alckmin (PSB) - 26%
- Erika Hilton (Psol) - 9%
- Paulo Serra (PSDB) - 6%
- Kim Kataguiri (Missão) - 6%
- Felipe D´Avila (Novo) - 1%
REGIÃO SUL
PARANÁ (Real Time Big Data)
- Sérgio Moro (União Brasil) - 41%
- Requião Filho (PDT) - 20%
- Guto Silva (PSD) - 13%
- Paulo Martins (Novo) - 8%
- Ênio Verri (PT) - 5%
RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)
- Luciano Zucco (PL) - 27%
- Juliana Brizola (PDT) - 21%
- Edegar Pretto (PT) - 21%
- Gabriel Souza (MDB) - 13%
- Covatti Filho (PP) - 3%
SANTA CATARINA (Real Time Big Data)
- Jorginho Mello (PL) - 48% (R)
- João Rodrigues (PSD) - 22%
- Décio Lima (PT) - 14%
- Adriano Silva (Novo) - 2%
- Marcos Vieira (PSDB) - 1%
Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, têm aconselhado que ele permaneça no Republicanos e não migre para o Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, com vistas às eleições de 2026.
Segundo pessoas próximas ao governador, a recomendação é que Tarcísio continue no atual partido, especialmente caso decida disputar a Presidência da República no próximo ano. A avaliação é de que o Republicanos lhe permitiria projetar uma imagem de perfil mais moderado, em contraste com o PL, que reforçaria uma percepção de alinhamento à extrema direita.
De acordo com esses aliados, o governador já contaria com o apoio do eleitorado bolsonarista, uma vez que sua eventual candidatura dependerá do aval de Bolsonaro. O principal desafio, portanto, seria conquistar o eleitor de centro, considerado essencial em uma disputa nacional.
O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que seu nome está entre os cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por ACM Neto (União), que deve concorrer novamente ao governo da Bahia em 2026. Segundo Marinho, embora esteja focado na campanha de reeleição, a possibilidade não está descartada.
“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos. As pessoas me conhecem, não está descartada essa possibilidade. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto, ao Senado. No partido temos vários nomes. Tenho feito a campanha de reeleição, mas não deixo de ser um nome. Se os ventos soprarem e for da vontade”, declarou em conversa com o Bahia Notícias na semana passada.
Na última eleição, o Republicanos ocupou um posto importante na chapa de ACM Neto ao indicar a empresária Ana Coelho para a vice. À época, o nome dela ganhou força pós o partido ter descartado o então deputado federal Marcelo Nilo. Ela inclusive se filiou ao partido no último dia do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de novos membros (leia mais aqui e aqui).
“Iremos disputar a vaga do Senado. O partido quer essa vaga. Não temos definição, mas o sentimento do partido. Temos uma decisão interna nossa. No momento certo”, disse Marinho.
O parlamentar ainda comentou o cenário eleitoral, após divulgação de um levantamento da Paraná Pesquisas, em parceria com o BN, que aponta ACM Neto à frente na corrida pelo governo estadual. O deputado disse não ter se surpreendido com o resultado e relatou impressões colhidas durante viagens pelo interior da Bahia.
“Eu não tomei como surpresa ACM na frente não. Tenho viajado todos os finais de semana no interior. Às vezes até anônimo, pois não me conhecem. Faço pesquisa de boca, em restaurante, lanchonete, busco ouvir as pessoas sobre as eleições ano que vem. São objetivas em falar do cansaço do governo que hoje está no estado. A segurança pública, estava ontem em Várzea do Poço, dentro de uma roça que nem internet pega, as pessoas revelam o medo. Outra questão é a saúde. São pessoas humildes e pobres que dependem da saúde pública. Nos hospitais, quando chegam, entram na famosa fila”, finalizou.
REPUBLICANOS EM FOCO
Além do próprio Márcio Marinho, o partido tem outros nomes mencionados para possíveis indicações. Entre eles estão o deputado federal Alex Santana e Marcelo Nilo, que hoje atua como assessor especial na prefeitura de Salvador.
As discussões foram aprofundadas recentemente, quando Alex Santana indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O deputado negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. O movimento começou a agitar os bastidores do partido para uma possível definição.
Abrir portas, intensificar o diálogo, conversar para buscar soluções sem abdicar da defesa da soberania nacional. Foi desta forma que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou os encontros mantidos nesta terça-feira (29) pela comitiva de senadores que se encontram em Washington, nos Estados Unidos.
A missão oficial do Senado, composta por oito parlamentares, iniciou nesta segunda (28) as primeiras reuniões para estabelecer diálogos em prol do fim da guerra tarifária. O tarifaço aos produtos brasileiros deverá ser colocado em prática pelo governo dos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.
“Se você perguntar: tem expectativa imediata? Imediata, não, mas a política é isso mesmo. A gente sai para pescar todo dia, nem todo dia pesca um bom peixe. Mas, se não sai para pescar, não leva peixe nunca. Nós estamos vindo, abrindo portas, conversando”, declarou Jaques Wagner a jornalistas ao sair de um encontro com empresários.
O senador baiano ressaltou que a missão é um processo contínuo: “Estamos fazendo o serviço completo. Falamos com os empresários ontem, aqui vamos falar com a classe política. Estamos acumulando conquistas, abrindo diálogos, fazendo networking”, disse o senador.
Jaques Wagner é um dos oito senadores que estão nos EUA participando desta missão oficial. Os outros senadores são Carlos Viana (Podemos-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Nelsinho Trad (PSD-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Teresa Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Farias (MDB-AL).
Wagner disse que após conversar com empresários, os senadores vão se encontrar ainda com a classe política. “Estivemos com um democrata, vamos falar com um republicano”, explicou. “Tem que ser um jogo combinado empresários e a política, e tem que coçar no bolso, tem que falar com as empresas americanas que elas vão perder”, completou o senador Jaques Wagner.
A missão de senadores brasileiros segue até quarta (30) nos Estados Unidos, quando pela manhã os parlamentares participarão de coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, para fazer um balanço da missão.
Durante uma discussão política nas redes sociais neste domingo (13), o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, criticou duramente o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ocasião, ele também atacou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Rui, dizendo: “Vai trabalhar, governador!”
Veja o tweet:
Governador @Jeronimoba13, peço desculpas se mandei o ministro Rui Costa trabalhar. Sei que isso é muito ofensivo para ele e para o senhor. Mas não é nada pessoal. Por mais que vocês não gostem, foram eleitos e nomeados para isso. Então, vai trabalhar governador! pic.twitter.com/jWP3c1Jmg3
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 13, 2025
A troca de farpas começou após Rui Costa afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria tentando agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Tarcísio culpou a diplomacia do governo Lula pela decisão americana, dizendo que o governo prioriza “ideologia acima da economia”. Rui respondeu pela rede X (antigo Twitter), lamentando a postura do governador paulista.
Lamento que o governador de São Paulo defenda uma tarifa de 50%, imposta pelo governo dos EUA, que, a partir de 1º de agosto, penalizará a indústria e a agroindústria paulista, em vez de defender a população do seu estado e do Brasil como nação. É curioso: liderar a maior…
— Rui Costa (@costa_rui) July 10, 2025
Aliado de Tarcísio e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira saiu em defesa do governador de São Paulo e rebateu Rui Costa. Segundo Ciro, a função do ministro agora deve ser tirar o país da “encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT o colocou” — e não discutir com governadores. Veja momento:
Ministro Rui Costa, sua função agora é tirar o Brasil da encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT enfiou o país e não ficar batendo boca com o governador de São Paulo. Vai trabalhar!
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 10, 2025
O episódio escancara a crescente tensão entre o governo federal e a oposição, especialmente em temas ligados à política externa e seus reflexos na economia.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiu que cada deputado poderá direcionar o pagamento de R$ 11 milhões em emendas de comissão, verba distribuída pelos colegiados do Congresso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (07) pela Folha de S. Paulo.
Assim, com a nova distribuição, os deputados poderão unir os R$ 11 milhões extras das comissões com os R$ 37 milhões a que tem direito em emendas individuais. Na prática, os deputados irão enviar às comissões uma indicação de como o valores deverão ser gastos. Cada colegiado, então, terá que votar e registrar em ata essas escolhas.
A distribuição dos valores em meio as declarações do próprio presidente da Casa, Hugo Motta, sobre uma possível avaliação de corte das emendas parlamentares em meio a discussão sobre a redução do Orçamento da União. Na última sexta-feira (5), Motta disse ao GloboNews que “as emendas parlamentares fazem parte do orçamento e, portanto, podem ser objeto de avaliação dentro de um esforço conjunto para assegurar responsabilidade fiscal”.
As emendas individuais (total de R$ 19 bilhões para a Câmara em 2025) e as emendas de bancada estadual (R$ 14 bilhões) são de execução obrigatória pelo governo. As emendas de comissão não são impositivas, o que significa que a liberação dos recursos depende do governo.
Além disso, os líderes de cada partido e o próprio Motta terão direito de distribuir valores ainda maiores em emendas de comissão. Segundo a reportagem da Folha, o número é mantido em sigilo pela cúpula da Câmara. O montante apadrinhado por cada líder depende do tamanho de sua bancada e, em anos anteriores, superou R$ 100 milhões.
As emendas de comissão substituíram as emendas de relator em 2024, mas foram bloqueadas por ordem do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), até que fossem adotadas regras de transparência e rastreabilidade para os recursos, diante de seguidas operações policiais para investigar desvios de dinheiro e irregularidades.
O aviso sobre os R$ 11 milhões por deputado começou a circular nesta semana entre os partidos. Ainda não há informação a abrangência da distribuição do dinheiro nem se todos serão contemplados com esses valores, incluindo partidos que costumam criticar as emendas, como PSOL e Novo.
O deputado federal baiano Alex Santana (Republicanos) negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. Em nota enviada para imprensa, nesta quinta-feira (3), o parlamentar afirmou que não será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados em 2026, mas indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).
Além disso, Alex apontou acerca da existência de debates e do desejo para encabeçar e disputar um cargo na chapa majoritária. Entre os cargos majoritários para as eleições do próximo ano está a vaga ao Senado, entre outros.
Segundo Santana, a decisão mira e seria uma estratégia ao projeto político de sua sigla no estado, “que visa ampliar sua representatividade e fortalecer a base de apoio à oposição no estado.”
A informação da desistência da carreira política teria surpreendido aliados e lideranças políticas, na manhã desta quinta. Alex é um dos parlamentares que com maior registros de envio de emendas parlamentares para diversos municípios baianos, o que vinha consolidando a base eleitoral dele.
Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi comunicada após conversa com o pastor Valdomiro Pereira, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus na Bahia (Ceadeb).
O presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se posicionou contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo Governo Federal na última quinta-feira (22). O IOF é um tributo federal cobrado sobre operações que envolvem dinheiro, principalmente empréstimos e câmbio. Por meio das redes sociais, o líder da Casa diz que “Brasil não precisa de mais imposto”.

Foto: Reprodução / X
O parlamentar diz que “o Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar. O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício. Vamos trabalhar sempre em harmonia e em defesa dos interesses do país”, defende.
A tentativa de aumento do IOF foi recuada no mesmo dia. No entanto, uma movimentação no setor privado provocou uma reverberação na Câmara. O posicionamento de Motta indicaria uma movimentação entre os parlamentares ligados ao Centrão para barrar novas medidas relacionadas a ala econômica no Congresso.
Segundo informações do G1, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo ainda discute como vai compensar o recuo na decisão de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior.
Da discussão a concretização, o PDT voltou a base do governo petista na Bahia. A movimentação, marcada pela insatisfação do presidente estadual do partido, Félix Mendonça, durante as eleições de 2024, pode impactar na permanência de alguns integrantes, inclusive do deputado federal Leo Prates.
Ligado diretamente a oposição na Bahia, principalmente ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), a possibilidade já chegou a ser aventada. O movimento, ainda em 2024, sofreria uma série de fatores, impactando na manutenção da filiação do parlamentar ao partido, podendo fazer com que Leo encontrasse resistência em sua permanência. Mesmo com o “endosso” do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, desde o ano passado, a saída é vista como iminente.
Com o cenário mais "estável", o próprio Leo tem buscado encontrar alternativas para o futuro. Segundo interlocutores ligados a alguns partidos políticos, duas possibilidades foram cogitadas: o Progressistas e o Republicanos. O PP, agora, com o encaminhamento de uma federação com o União Brasil, seria um partido viável para Prates, já que conseguiria manter o posicionamento de oposição, além de uma viabilidade política para os cenários expostos. Um diálogo inicial teria sido feito, inclusive com o assunto passando por lideranças do partido na Bahia.
A alternativa, mais atual, seria o Republicanos. O partido pode ser o destino de Leo, possibilitando o partido a conquistar mais uma cadeira de deputado. Porém, a articulação para a filiação pode ter vista a formação da chapa majoritária. A ida de Leo para o Republicanos abriria outro "caminho", com o parlamentar podendo representar a legenda na chapa, integrando a vice de ACM Neto, que deve disputar o governo em 2026.
O salto significaria um "alavancada" de Leo Prates, que, integrando um eventual governo de Neto na Bahia, poderia manter vivo o principal sonho que é o de disputar a prefeitura de Salvador. Inclusive, o Bahia Notícias apurou que o diálogo de Leo seria diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Mota. Com forte influência no partido, Hugo teria a missão de conduzir a migração de Leo para a legenda, atuando nos bastidores do partido comandado pelo também deputado federal Marcos Pereira.
Em recente manifestação, Leo sinalizou que, apesar da situação do PDT no estado, a legenda apoiou ACM Neto e que seu posicionamento será de "oposição ao governo" do PT na Bahia, por, segundo ele "respeito à nossa história". "Gosto do PDT, sou amigo de Carlos Lupi e quero continuar no partido. Mas estar onde sempre estive é um princípio — não uma condição. E princípios não se negociam", afirmou, após um encontro com integrantes da legenda.
Leo ainda lembrou o desempenho do partido nas eleições de 2022 no grupo de Neto. "Em 2022, a chapa do PDT para deputado federal na Bahia fez 396.887 votos. Desses, 143.700 foram meus — fui um dos 10 mais votados do estado — e 26.386 de Zé Carlos Araújo, nosso primeiro suplente. Juntos, representamos mais de 1/3 dos votos do partido", completou.
DIZ QUE FICA
Apesar de indicar que pode ficar no PDT, movimento é improvável. Quando do início do debate sobra a possível migração do partido para a base petista, Leo apontou que iria se posicionar "com o grupo de Bruno [Reis] e [ACM] Neto".
“Não vejo como o partido desconsiderar os maiores mandatos e a vice [de Salvador]. Temos federais, o deputado estadual Penalva, quatro vereadores de Salvador. Outro ponto que volto a dizer é que o partido tem que ter vaga na majoritária. Tem sido a defesa que tenho feito. Não vejo condições no PT de nos dar isso”, apontou Leo a época, tendo seu plano frustrado.
Quatro deputados da Bahia assinaram o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar fraudes nos descontos na folha de benefícios dos aposentados do INSS. Ao total, o requerimento da CPI contou com 185 assinaturas, e foi protocolado nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.
Os deputados da bancada baiana que deram o seu apoio à criação da chamada “CPI da Roubo dos Aposentados” foram os seguintes: Capitão Alden (PL), Roberta Roma (PL), Neto Carletto (Avante) e Ricardo Maia (MDB).
O pedido de criação da CPI foi apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Segundo o deputado, o objetivo da CPI é apurar responsabilidades sobre os descontos que ultrapassaram R$ 6 bilhões nos últimos anos, além de propor medidas para coibir práticas semelhantes no futuro.
“Essa CPI vale a pena, porque é a favor dos aposentados. Precisamos colocar na cadeia esses criminosos e devolver o dinheiro do aposentado e pensionista brasileiro”, disse o deputado do PL.
Integrantes do PL são a maioria dos que apoiaram o pedido de criação da CPI, com 81 assinaturas. O segundo partido que mais teve apoios à comissão de inquérito foi o União Brasil, com 25. Depois vem o PP e o Republicanos com 18, o MDB com 11 e o PSD com 9. Outras 23 assinaturas são de deputados do Novo, PRD, Avante, Podemos, Cidadania, PSDB e Solidariedade.
Confira abaixo a lista de quem assinou o pedido de CPI do INSS na Câmara:
Coronel Chrisóstomo – PL/RO
Bibo Nunes – PL/RS
Zé Trovão – PL/SC
Zucco – PL/RS
Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
Silvia Waiãpi – PL/AP
Messias Donato – REPUBLIC/ES
Mauricio do Vôlei – PL/MG
Mario Frias – PL/SP
Capitão Alberto Neto – PL/AM
Coronel Meira – PL/PE
Pastor Eurico – PL/PE
Carlos Jordy – PL/RJ
Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
Coronel Fernanda – PL/MT
Rosana Valle – PL/SP
Jefferson Campos – PL/SP
Sargento Fahur – PSD/PR
Capitão Alden – PL/BA
Pr. Marco Feliciano – PL/SP
Roberta Roma – PL/BA
Delegado Caveira – PL/PA
Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
Mauricio Marcon – PODE/RS
Sanderson – PL/RS
Marcelo Moraes – PL/RS
Delegado Palumbo – MDB/SP
Coronel Assis – UNIÃO/MT
Osmar Terra – MDB/RS
Sargento Portugal – PODE/RJ
Dr. Luiz Ovando – PP/MS
Lincoln Portela – PL/MG
Cabo Gilberto Silva – PL/PB
Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
Junio Amaral – PL/MG
Helio Lopes – PL/RJ
Rodrigo da Zaeli – PL/MT
Felipe Francischini – UNIÃO/PR
Mendonça Filho – UNIÃO/PE
Wellington Roberto – PL/PB
Rodolfo Nogueira – PL/MS
Delegado Ramagem – PL/RJ
Carlos Sampaio – PSD/SP
Adilson Barroso – PL/SP
Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
Gustavo Gayer – PL/GO
Filipe Martins – PL/TO
Joaquim Passarinho – PL/PA
Pezenti – MDB/SC
Reinhold Stephanes – PSD/PR
Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
Clarissa Tércio – PP/PE
Ricardo Guidi – PL/SC
General Girão – PL/RN
José Medeiros – PL/MT
Vicentinho Júnior – PP/TO
Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
Capitão Augusto – PL/SP
Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
Zé Silva – SOLIDARI/MG
Silvye Alves – UNIÃO/GO
Altineu Côrtes – PL/RJ
Gisela Simona – UNIÃO/MT
David Soares – UNIÃO/SP
Alberto Fraga – PL/DF
Gilvan da Federal – PL/ES
Diego Garcia – REPUBLIC/PR
Luiz Lima – NOVO/RJ
Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
Pedro Lupion – PP/PR
Nelson Barbudo – PL/MT
Nicoletti – UNIÃO/RR
Nikolas Ferreira – PL/MG
Any Ortiz – CIDADANIA/RS
Julia Zanatta – PL/SC
Daniela Reinehr – PL/SC
Sargento Gonçalves – PL/RN
Marcel van Hattem – NOVO/RS
Carla Dickson – UNIÃO/RN
Dr. Frederico – PRD/MG
Rosangela Moro – UNIÃO/SP
Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
Evair Vieira de Melo – PP/ES
Fred Linhares – REPUBLIC/DF
Adriana Ventura – NOVO/SP
Missionário José Olimpio – PL/SP
André Fernandes – PL/CE
Carla Zambelli – PL/SP
Dr. Jaziel – PL/CE
Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
Rodrigo Estacho – PSD/PR
Amaro Neto – REPUBLIC/ES
Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
Fernando Rodolfo – PL/PE
Raimundo Santos – PSD/PA
Giovani Cherini – PL/RS
Eros Biondini – PL/MG
Daniel Agrobom – PL/GO
Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
Giacobo – PL/PR
Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
Marcio Alvino – PL/SP
Soraya Santos – PL/RJ
Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
Miguel Lombardi – PL/SP
Zé Vitor – PL/MG
Chris Tonietto – PL/RJ
Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
Luiz Carlos Motta – PL/SP
Silas Câmara – REPUBLIC/AM
Tião Medeiros – PP/PR
Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
Daniel Freitas – PL/SC
Weliton Prado – SOLIDARI/MG
Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
Pedro Westphalen – PP/RS
Silvia Cristina – PP/RO
Ricardo Salles – NOVO/SP
Thiago Flores – REPUBLIC/RO
Allan Garcês – PP/MA
Magda Mofatto – PRD/GO
Pastor Diniz – UNIÃO/RR
Afonso Hamm – PP/RS
Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
Domingos Sávio – PL/MG
Alexandre Guimarães – MDB/TO
Bia Kicis – PL/DF
Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
Caroline de Toni – PL/SC
General Pazuello – PL/RJ
Gilson Marques – NOVO/SC
Delegado Éder Mauro – PL/PA
Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
Marcos Pollon – PL/MS
Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
Saulo Pedroso – PSD/SP
Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
Professor Alcides – PL/GO
Matheus Noronha – PL/CE
Daniel Trzeciak – PSDB/RS
Emidinho Madeira – PL/MG
Paulo Freire Costa – PL/SP
Stefano Aguiar – PSD/MG
Thiago de Joaldo – PP/SE
Rosângela Reis – PL/MG
Eli Borges – PL/TO
Mauricio Neves – PP/SP
Delegado Bruno Lima – PP/SP
Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
Greyce Elias – AVANTE/MG
Coronel Armando – PL/SC
Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
Lucas Redecker – PSDB/RS
Fausto Pinato – PP/SP
Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
Ana Paula Leão – PP/MG
Simone Marquetto – MDB/SP
Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
Filipe Barros – PL/PR
Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
André Ferreira – PL/PE
Geovania de Sá – PSDB/SC
Delegado Fabio Costa – PP/AL
Icaro de Valmir – PL/SE
Neto Carletto – AVANTE/BA
Vitor Lippi – PSDB/SP
Renilce Nicodemos – MDB/PA
Ismael – PSD/SC
Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
Rafael Simoes – UNIÃO/MG
Otoni de Paula – MDB/RJ
Maria Rosas – REPUBLIC/SP
Alex Manente – CIDADANIA/SP
Sergio Souza – MDB/PR
Da Vitoria – PP/ES
Ricardo Maia – MDB/BA
Beto Pereira – PSDB/MS
Alceu Moreira – MDB/RS
Ely Santos – REPUBLIC/SP
Covatti Filho – PP/RS
Após algumas tentativas frustradas de federação e a confirmação recente da ruptura com o Cidadania, o PSDB tem outras parcerias partidárias no horizonte. Em conversas com lideranças partidárias, o Bahia Notícias apurou que tem se afunilando uma incorporação do Podemos, além de um debate futuro para a realização de uma federação com o Republicanos.
O “movimento duplo” significaria um “fôlego” para o partido, que na Bahia é presidido pelo deputado estadual Tiago Correia, tendo o deputado federal da legenda, Adolfo Viana, como o responsável pela atual federação com o Cidadania. Nacionalmente o Podemos fica sob a batuta da deputada federal Renata Abreu, tendo Heber Santana retornado ao comando na Bahia.
Alguns planos para uma nova federação têm sido traçados. Inclusive foi debatida também a federação após a incorporação com o Solidariedade, agregando mais cinco deputados federais. Apesar disso, o BN apurou que movimento de federação pode ocorrer com outro partido, o Republicanos. A manobra tem sido uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados Hugo Mota (Republicanos-PB).
Em recente postagem, o colunista de “O Globo”, Lauro Jardim, indicou que, definiu-se que os partidos seriam rebatizados de PSDB-Podemos até a eleição de 2026. Mas um novo nome deve surgir mais adiante, com sugestões como: Moderados ou Independentes.
Na Bahia, o novo partido teria uma bancada de quatro deputados estaduais: Laerte do Vando (Podemos), Tiago Correia (PSDB), Paulo Câmara (PSDB) e Jordávio Ramos (PSDB). Em Brasília, a bancada seria formada por dois parlamentares: Adolfo Viana (PSDB) e Raimundo Costa (Podemos). Em caso de uma federação mais ampla, com os Republicanos, a bancada na AL-BA subiria para sete nomes, com a chegada de José de Arimateia, Samuel Jr. e Juraílton Santos. Em Brasília, seriam cinco deputados federais, já que o Republicanos ainda agregaria com Márcio Marinho, Rogéria Santos e Alex Santana.
SERIA O PSD?
Um dos assuntos que movimentou Brasília foi a perspectiva de uma fusão ser concretizada entre PSDB e PSD. Com as conversas ainda enfrentando resistência, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já indicou existir uma trava para a gestação da ideia e apontou que o caminho a ser seguido pelos tucanos é o da incorporação partidária. Uma das figuras ativas nas articulações é o baiano Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara.
Ao Bahia Notícias, o parlamentar indicou que seu partido não tem limitado conversas sobre uma possível fusão somente com o PSD. De acordo com Viana, o diálogo tem se afunilado com legendas como o MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo. O movimento naufragou.
O deputado estadual pelo Republicanos, Samuel Júnior, avaliou que está “a disposição” para dialogar uma ascensão a liderança da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (14), o parlamentar afirma que deseja ser útil ao grupo e faz balanço do trabalho da oposição na Casa.
“Eu digo sempre que tudo na vida é você ser útil. Eu exercer um cargo de liderança, sem utilidade, eu deixo para outro”, diz. Ele elucida que, considerando o seu atual cargo na Mesa de Diretora, como 1° secretário, a liderança não está pautada. “Eu estou à disposição dos meus colegas. O combinado é que nos próximos dois anos eu não posso disputar porque estou na Mesa [Diretora da AL-BA] e o nosso cargo é um cargo de dois anos. Na liderança, o deputado Alan [Sanches, do União Brasil], que saiu agora, ficou dois anos”, relembra.
O republicano, por sua vez, não nega a possibilidade de buscar a posição em um novo mandato. “No caso especial, a partir do resultado da eleição de 2027, se as pessoas me reconduzirem de fato a Assembleia, espero não continuar mais na oposição. Não que eu mude de lado, mas espero que o governo mude de lado, porque eu estou cansado de ser oposição. Então, se os deputados que foram ali [no seu grupo político] entenderem que o deputado Samuel possa contribuir como oposição, eu estou à disposição, mas se for uma coisa que haja essa convergência”, afirma.
O deputado fala ainda sobre a dinâmica de trabalho do grupo minoritário na Assembleia baiana. Samuel conta que o número do grupo, que já é pequeno em comparação a bancada governista, tende a reduzir nas votações.
“Em relação à oposição, primeiro que eles [a bancada governista] são 44 e nós [a oposição] somos 19 e às vezes acontece de alguns dos 19 nem sempre acompanharem o grupo, mas se tem uma coisa que eu respeito é a posição do cara. Eu só acho que no contexto político, quando você fica em cima do muro, é mais fácil de levar pedrada dos dois lados”, destaca.
Sobre a relação com o governador Jerônimo Rodrigues, ele ressalta que “respeito a autoridade. O governador da Bahia, mesmo sem o meu voto, é Jerônimo, então eu preciso respeitar ele. Agora, eu preciso dizer ao governador: “Eu tenho lado. Vou respeitar o senhor como cidadão, como vou respeitar o senhor como autoridade, agora como político nós temos as nossas divergências e dentro dessas nossas divergências eu vou fazer críticas a sua gestão”.
“Por outro lado, de qualquer forma, você tem a força do governo. O governo quando, de fato, vai para cima, o que eles [a bancada governista] desejarem, ele atropela. E de qualquer forma, a gente tem uma oposição fragilizada, uns chegaram com muita vontade e quando foram vendo a situação foi esfriando”, conclui.
Veja o trecho:
Em um jantar do Comitê Nacional Republicano do Congresso na noite desta terça-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desdenhou e debochou dos países que, segundo ele, estariam procurando a sua administração para negociar porcentagens de tarifas. Trump disse que os governos de diversos países estão “beijando a minha bunda”.
“Estou falando a vocês, estes países estão me ligando, estão beijando a minha bunda”, disse Trump durante seu discurso, ao usar a expressão “kissing my ass”, que pode ser traduzida como “puxando meu saco”.
Trump também disse que após as novas tarifas americanas terem entrado em vigor, os líderes globais estariam se mostrando dispostos a fazer qualquer coisa para fechar um acordo comercial com o governo norte-americano.
“Eles estão morrendo de vontade de fechar um acordo. 'Por favor, por favor, senhor, feche um acordo. Farei qualquer coisa, senhor'”, disse Trump, imitando de forma debochada um líder estrangeiro implorando a ele por menos tarifas.
Falando no evento dos republicanos, Donald Trump também anunciou planos para tarifas adicionais sobre importações farmacêuticas.
“Vamos taxar nossos produtos farmacêuticos e, quando fizermos isso, eles voltarão correndo para o nosso país, porque somos o grande mercado”, afirmou o presidente americano.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) sinalizou a aliados na Câmara dos Deputados, que, no momento, a chance de pautar o projeto de anistia a condenados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 é “zero”. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27) pelo GloboNews.
O posicionamento vem após o líder da oposição na Câmara, Zucco (PL-RS), afirmar que a ideia da oposição é articular para a primeira quinzena de abril a votação da proposta que trata da anistia para os condenados por envolvimento no 8 de janeiro. No entanto, de acordo com aliados de Motta, o presidente da Câmara entende que se pautar, sofrerá um desgaste na relação com o presidente Lula (PT), de quem tem se aproximado.
A movimentação acerca do projeto da anistia voltou a tona nesta quarta-feira (27), quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados réus por suspeita de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, sendo julgados ao final do processo.
Durante o julgamento da denúncia feira pela Procuradoria Geral da República (PGR), procuradores e os ministros do STF compreenderam que há relação direta entre a trama golpista no núcleo do ex-presidente e os bloqueios ilegais de estradas por caminhoneiros pelo país após a vitória de Lula, e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A ideia de Hugo Motta é fazer uma reunião no próximo dia 1 de abril com parlamentares que apoiam o projeto da anistia. Além disso, no dia 3 de abril, há a previsão de uma reunião de líderes partidários com o presidente da Casa em que o tema também poderá ser discutido.
À GloboNews, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que o governo não vê "clima" na Casa para votar a proposta da anistia. "Eu acho que não tem clima para votar. É um erro querer levar esse debate agora ao plenário. Interdita o diálogo que está sendo feito com muita articulação entre o presidente da Câmara e os líderes partidários", afirmou.
"O processo não foi concluído no Supremo, não é hora de empurrar isso na pauta, vai complicar, dificultar a discussão de projetos importantes para o país como a isenção do Imposto de Renda [para quem ganha até R$ 5 mil], além de outras pautas", acrescentou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declaro que não existe, atualmente, perseguição política, nem exilados políticos no Brasil. A declaração foi dada em evento de 40 anos da redemocratização do país, um dia após Eduardo Bolsonaro se proclamar vítima de uma perseguição política.
"Nos últimos quarenta anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático. Não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força. Não tivemos perseguições políticas, nem presos ou exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais", iniciou o presidente da Câmara.
"Como muito bem disse o Dr. Ulysses (Guimarães), “Todos os nossos problemas procedem da injustiça.” Portanto, é dever desta Casa e de todos os brasileiros estarmos sempre atentos para combater as injustiças. Sem nunca esquecer que a maior de todas as injustiças é privar um povo de sua liberdade", completou Hugo.
Na cerimônia de posse dos novos secretários da Semit, Alberto Braga (União), e da Seinfra, Luiz Carlos (Republicanos), na manhã desta segunda-feira (24), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, enalteceu o trabalho do partido Republicanos em sua gestão e destacou os critérios usados para escolha dos chefes das pastas municipais.
“O grande segredo da gestão pública é você saber conciliar a política com a gestão. Se alguém é um grande gestor e não tem capacidade política, então deve atuar na iniciativa privada. Por outro lado, se alguém é muito político e não tem o tino da gestão, dessa forma, não apresenta habilidade para ocupar um cargo no executivo”, pontuou Bruno.
O prefeito não conteve elogios aos quadros do Republicanos que trabalham em sua gestão, que ganha mais um nome com a escolha por Luiz Carlos.
“Neste critério, o partido Republicanos sempre apresentou grandes nomes. Como exemplo temos o secretário de Manutenção, Lázaro [Jezler], o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal) Virgílio [Daltro]. A Casa da Mulher Brasileira é graças ao trabalho de um membro do partido também”, acrescentou.
Ele ressaltou que a escolha dos secretários é pautada na condição técnica. “O partido [Republicanos] tem o espírito de compreender que precisamos colocar os melhores na gestão pública. Em todos os cargos dessa prefeitura, temos gestores da área ou que se tornaram especialistas”, salientou o prefeito.
A convocação dos vereadores Luiz Carlos (Republicanos) e Alberto Braga (União) a compor cargos no Executivo Municipal abre espaço para a chegada de dois suplentes na Câmara Municipal de Salvador (CMS) a partir desta segunda-feira (24). A informação foi confirmada nesta sexta-feira (21) a partir da oficialização da nomeação dos legisladores pelo Prefeito Bruno Reis.
A partir da publicação, o vereador Luiz Carlos (Republicanos) irá assumir o cargo de titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), em cargo deixado pelo então secretário Francisco Torreão Espinheira. Luiz Carlos já ocupou o posto até o prazo para desincompatiblização para candidatura à reeleição, em abril de 2024. Assim, a partir de segunda, o primeiro suplente do Republicanos, Everaldo Lopes, o “Beca”, deve assumir o mandato na Casa Legislativa.
Já o vereador Alberto Braga (União) foi nomeado como novo gestor da Secretária Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit). A chegada do legislador na pasta comandada por Samuel Pereira Araújo marca a ascensão do suplente do União Brasil, Orlando Pereira, o “Palhinha”, a cadeira deixada na Câmara.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), desabafou para aliados sobre a repercussão gerada pelas falas sobre o ataque de 8 de janeiro. Em 7 de fevereiro, o presidente da Câmara disse que não via o ato como golpe de Estado, apenas como uma “agressão inimaginável”.
De acordo com informações da Folha, o republicano desabafou, em almoço com aliados, que as pessoas não lembraram, de que na mesma entrevista que ele minimizou os atos golpistas, ele também falou que não irá deixar avançar nenhum processo de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ainda segundo informações, Motta não irá trabalhar para atrapalhar o governo federal e continua tendo compromissos “com os dois lados”.
Segundo aliados do presidente da Câmara, o republicano sinalizou não ser o momento para pautar temas polêmicos, como a anistia dos condenados pelo ato de 8 de janeiro.
O deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente nacional do partido, foi submetido a uma cirurgia cardíaca na tarde desta segunda-feira (17). De acordo com sua assessoria de imprensa, o parlamentar passa bem após o procedimento.
Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe de Pereira informou que um exame de rotina realizado no sábado (15) identificou um “buraco” no coração do deputado. Diante do diagnóstico, foi necessário um procedimento para implantação de uma prótese de fechamento do Forame Oval Patente (FOP).
O forame oval é uma fenda que conecta os lados direito e esquerdo do coração. Normalmente, essa abertura se fecha após o nascimento, mas pode permanecer aberta em 20% a 30% da população, segundo o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da USP.
Em reunião da direção estadual, Republicanos prega "união" e trata eleições de 2026 como "decisivas"
Membros da executiva estadual do partido Republicanos na Bahia reuniram-se na manhã desta sexta-feira (14), na sede da legenda, localizada na Avenida Tancredo Neves, para discutir o alinhamento político e diretrizes da sigla na capital baiana e em âmbito estadual.
A reunião fechada foi realizada pelo presidente estadual, deputado federal Márcio Marinho, e contou com as presenças do presidente municipal, vereador Luiz Carlos; deputado federal Alex Santana; deputados estaduais José de Arimateia, Jurailton Santos e Samuel Júnior; vereadores Kell Torres, Ireuda Silva e Edilson Ferreira, além do secretário de Manutenção de Salvador (Seman), Lázaro Jezler; Francisco Torreão, secretário de Infarestrutura de Salvador (Seinfra); Virgílio Daltro, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal); e Marcelo Nilo.
“O Republicanos tem crescido em todo o Brasil, especialmente em Salvador, onde hoje temos a atuação de quatro vereadores. É importante que sigamos alinhados e em unidade para desenvolvermos um trabalho que continue impactando na transformação social e ajudando no avanço dos demais municípios”, afirma Márcio Marinho, presidente da sigla no estado.
A reunião também marcou o início da construção da agenda de trabalho de 2025, com o olhar voltado para as eleições de 2026. O presidente estadual do partido destacou a importância do planejamento estratégico para ampliação do Republicanos no cenário político.
"Nosso objetivo é consolidar nossa base, ampliar o diálogo e apresentar propostas concretas para o desenvolvimento do estado. E, claro, estamos abertos para novas lideranças que visem fortalecer o nosso projeto. As eleições de 2026 serão decisivas, e queremos estar preparados para representar os baianos com compromisso e responsabilidade de sempre”, finalizou Marinho.
A possibilidade de partidos tirarem do papel as federações tem movimentado integrantes da alta cúpula de diversas siglas em Brasília. Uma das legendas que discute eventual composição é o Republicanos, que chegou a considerar a junção com partidos como União Brasil e PP. No entanto, a resistência ao movimento no Congresso fez com que o cenário fosse praticamente descartado.
Ao Bahia Notícias, o deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, indicou que a bancada foi consultada e, de forma geral, se colocou contra o desenho envolvendo ambos os partidos.
"Na semana passada, nós tivemos uma reunião de bancada, onde o presidente Marcos Pereira, presidente do Republicanos Nacional, reuniu a bancada para poder consultar os parlamentares em relação à formação de federação. Houve uma discussão, quando a ideia de muitas pessoas era que nós, do Republicanos, não tivéssemos realmente nenhuma federação. A ideia de todos os parlamentares em relação ao União Brasil e também ao PP. Toda a bancada teve oportunidade de falar e de forma unânime todos contrários que fizesse essa federação", disse.
Apesar disso, Marinho também indicou ao BN que uma composição com outros partidos, a exemplo do PSDB ou Podemos, não está descartada nesse momento. Segundo o parlamentar baiano, as portas do Republicanos estão abertas.
"Mas havendo a possibilidade da conversa com o PSDB ou com o Podemos, realmente isso pode acontecer até por conta do partido Republicanos estar em franco crescimento e nós deputados falamos para o presidente que não haveria no momento a necessidade de uma federação, uma vez que além de estarmos em franco crescimento da bancada de deputados federais e de senadores, hoje também nós temos o presidente da Câmara dos Deputados, que é o Hugo Motta, e ele estará fortalecendo também o seu partido", afirmou.
"Então, no momento, não vamos fazer realmente federação nem com o PP, nem com a União Brasil, mas eu acho que as portas estão abertas para uma possível federação, tanto com o PSDB como com o Podemos", acrescentou.
No caso do PSDB, a justificativa do deputado é que os dois partidos possuem a "mesma postura política e têm o mesmo pensamento". "É um partido que realmente tem uma história no Brasil que se houver a possibilidade dessa federação, eu acho que ambos ganham", finalizou.
NINHO DOS TUCANOS
No início desta semana, a reportagem mostrou que o nome do PSDB surgiu com possibilidade de fusão com o PSD de Gilberto Kassab. No entanto, o próprio presidente nacional do PSD foi o responsável por colocar freio na articulação. Com isso, as tratativas entre PSDB e Republicanos voltaram a esquentar.
Em entrevista, Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara, indicou que seu partido tem afunilado diálogo com legendas como MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo.
Um dos assuntos que têm movimentado Brasília desde a última semana é a perspectiva de uma fusão ser concretizada entre PSDB e PSD. Com as conversas ainda enfrentando resistência, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, indicou que deve travar a gestação da ideia e apontou que o caminho a ser seguido pelos tucanos é o da incorporação partidária. Uma das figuras ativas nas articulações é o baiano Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara.
Ao Bahia Notícias, o parlamentar indicou que seu partido não tem limitado conversas sobre uma possível fusão apenas com o PSD. De acordo com Viana, o diálogo tem se afunilado com legendas como o MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo.
"Na verdade, o PSDB tem conversado muito com o PSD, com o MDB. A gente vai iniciar agora novas conversas com o Republicanos e com o Podemos. É uma decisão que requer muita atenção e por esse motivo o partido está usando toda a sua executiva nacional para sentar e ouvir com atenção o que cada partido desse tem a dizer para que a gente possa futuramente estar fazendo uma fusão com um desses partidos de centro", disse o deputado.
Inicialmente a ideia é que a definição ficasse ainda para o mês de fevereiro. No entanto, o martelo só deve ser batido a partir do mês de março. Isso porque as costuras demandam negociações diretas sobre espaços que seriam ocupados pelo PSDB no caso de uma fusão, a exemplo da disputa eleitoral de 2026 e casos específicos de alianças em alguns estados.
Durante a conversa com a reportagem, Adolfo também reforçou que a decisão é tomada de cima para baixo e que o principal fator a ser levado em conta pela executiva dos dois partidos é o acordo nacional.
"Essa é uma decisão que não passa pelos estados. Aliás, passa, mas a decisão vem de cima para baixo. Sem dúvida nenhuma, se a gente for conversar no nível local. Se for com o PSD, é com Otto Alencar, Angelo Coronel e os deputados federais. Se for com o MDB, é com o Lúcio e Geddel [Vieira Lima]. Se for com o Podemos, a gente vai tratar com o Raimundo da Pesca. E se for com os Republicanos, com o bispo Márcio Marinho. Mas eu volto a dizer que essa é uma conversa que é feita entre os presidentes dos partidos a nível nacional", acrescentou.
Caso os tucanos aceitem a sugestão de seguir com uma incorporação e não uma fusão, o PSDB deixaria de existir enquanto sigla.
O ambientalista e ex-deputado federal, José Luiz Penna (PV-SP), recebeu 61,6% dos votos na Convenção Nacional do Partido Verde, realizada no último sábado (11), e renovou o seu mandato como presidente da legenda por mais dois anos. Na presidência do partido desde 1999, Penna encabeça a lista de líder partidário mais longevo dentre as siglas com representação no Congresso Nacional.
Na segunda colocação da lista aparece o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deputado federal por São Paulo durante quatro mandatos e a frente do partido desde 2000. Na terceira posição, aparece o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD-SP), que fundou o partido em 2011, sem nunca enfrentar uma chapa de oposição.
Na lista ainda aparece o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, Deputado Federal por São Paulo desde 2019 e duas vezes vice-presidente da Câmara dos Deputados. No PP, Ciro Nogueira, Senador pelo Piauí desde 2011, é presidente da legenda desde 2013.
O Brasil possui, atualmente, 29 partidos políticos, sendo o mais antigo o MDB – registrado na Justiça eleitoral em 1981, mas atuante desde os anos 1960, durante a ditadura militar – e o mais recente o PRD, registrado em 2023.
O vereador Luiz Carlos (Republicanos) adotou mistério em relação ao seu possível retorno à frente da Secretaria Municipal de Infraestrutura, cargo que ocupou em duas oportunidades (2021-2022 e 2023-2024). Participando da posse nesta quarta-feira (1º) o edil afirmou que está em conversas com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre a ocupação do Republicanos no secretariado, mas reforçou que ainda não há uma decisão.
“A gente está conversando internamente sobre o que pode ser melhor para o município e o Republicanos. Se seria eu aqui na câmara e o secretário que lá está tocando, que já vem fazendo isso com maestria, ou se eu iria para lá e abriria um espaço aqui para um novo vereador? Então essa é uma discussão que ainda não chegamos a um denominador, um período em que muitos viajam, também teve aí as preparações para a virada. Então vamos, acredito que por esses dias devemos afinar esses ponteiros aí”, disse Luiz Carlos.
Sobre as expectativas na Câmara de Salvador, o vereador afirmou que espera um debate qualificado dentro da Casa Legislativa. Luiz Carlos destacou, por exemplo, as discussões em torno do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), leis orçamentárias e o Plano Municipal de Educação (PME).
“Agora eu já estou um pouco mais experiente, então a expectativa é contribuir com projetos mais qualificados, não só em quantidade, mas em qualidade. Esse ano teremos aí um debate importante que é LOs, PDDU, plano de educação, que são leis que projetam a cidade aí no universo de 8 a 10 anos. Então toda essa discussão é importante, a gente se deve debruçar sobre ela. A expectativa é ótima”, afirmou Luiz Carlos.
Partidos do 'centrão' articulam a formação de uma ‘megafederação’ para impor pressão ao governo Lula
Uma “megafederação”, que deve reunir três partidos do chamado “centrão” do Congresso, deve ser formada no primeiro trimestre de 2025. Composta pelo União Brasil, Republicanos e Progressistas (PP), a federação se tornaria a maior do Congresso Nacional, com mais de 160 parlamentares.
O objetivo da federação seria de impor mais pressão ao Governo Federal nos próximos anos. A previsão é de que a aliança seja oficializada apenas após a definição dos presidentes da Câmara e do Senado, em fevereiro. As duas casas têm como favoritos, parlamentares de partidos que integrariam a legenda: Davi Alcolumbre (União–AP), para o Senado e Hugo Motta (Republicanos?PB) para a Câmara.
Caso consolidada, a federação abarcaria 151 deputados federais e 17 senadores. Em ambas as casas, a federação se tornaria a maior bancada. Na Câmara, no entanto, a vantagem seria significativa, já que o PL, maior legenda da casa atualmente, conta com 95 deputados.
Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram à CNN que avaliam o movimento com cautela, mas admitem ser preciso busca uma aproximação com o grupo, que poderá ser levado em consideração para o desenho da próxima composição de ministérios.
Atualmente, o União tem três ministérios, enquanto PP e Republicanos têm um ministério cada. Por outro lado, ministros do governo esperam que uma aproximação auxilie na governabilidade sem sobressaltos nas votações do legislativo e atrair o máximo de lideranças para o palanque de Lula na próxima eleição.
Com a oficialização, nesta quarta-feira (13), das desistências de Elmar Nascimento (União-BA) e Antonio Brito, o deputado Hugo Motta, líder do Republicanos, surge até aqui como o único nome com candidatura colocada para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Câmara. A eleição do novo presidente acontecerá nos primeiros dias do mês de fevereiro de 2025.
Além de abandonarem a disputa, as bancadas do União Brasil e do PSD na Câmara decidiram também oficializar seu apoio ao deputado Hugo Motta. Com isso, a aliança em torno do candidato apoiado por Arthur Lira já soma 17 partidos: PSD, União Brasil, PP, Republicanos, PL, PT, PCdoB, PV, PRD, Rede, Solidariedade, Cidadania, PSDB, PSB, PDT, MDB e Podemos.
Somadas, as bancadas que apoiam Motta representam no momento 488 deputados. Entretanto, o apoio formal dos partidos não assegura automaticamente a adesão dos respectivos integrantes, até porque o voto é secreto e individual.
Somente três partidos ainda não decidiram apoio a Motta: o Avante, o Novo e o Psol. Nas últimas eleições para a Mesa Diretora da Câmara, Novo e Psol apresentaram candidatos, e discussões internas nesses partidos indicam que poderão repetir a estratégia em 2025.
Se Hugo Motta conquistar todos os 488 votos da coalização de partidos que o apoiam, ele baterá a votação conquistada por Arthur Lira em 2023 e se tornará o recordista na história da Câmara dos Deputados. Na eleição passada, Lira foi apoiado por um bloco parlamentar reunindo 20 partidos, incluindo duas federações, e obteve 464 votos, a maior votação absoluta de um candidato à presidência da Câmara.
Lira, entretanto, não é o recordista na votação proporcional. O deputado alagoano obteve 91% dos votos válidos, e perde neste quesito para o gaúcho Ibsen Pinheiro. Na eleição de 1991, Ibsen, do PMDB, conquistou 96% dos votos válidos.
Para ultrapassar o recorde de Ibsen Pinheiro e chegar a 97% dos válidos, Hugo Motta teria que conquistar 497 votos, número acima dos 488 dos partidos que o apoiam. Se chegar aos 488, Motta alcançará uma votação proporcional de 96,5%.
Na disputa pela Presidência da Câmara em 2023, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), lançado pela Federação Psol-Rede, obteve 21 votos, e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) obteve 19 votos. Houve ainda cinco votos em branco.
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) é experiente, apesar de jovem, além de ser competente e tranquilo, e por seu perfil principalmente conciliador, conduzirá a Câmara a um período de tranquilidade e maior busca por coesão em torno das pautas que importam principalmente para a população brasileira. Essa opinião foi compartilhada com o Bahia Notícias pelos dois deputados baianos do Republicanos, Márcio Marinho e Rogéria Santos.
Marinho e Rogéria Santos estiveram presentes nesta terça-feira (29) ao evento do Republicanos em que o líder do partido, Hugo Motta, foi anunciado oficialmente como candidato a presidente da Câmara em 2026. O deputado é o primeiro candidato à sucessão do presidente Arthur Lira (PP-AL) a ter o seu nome oficializado para a disputa.
"Hoje aqui na presidência do partido, em Brasília, a bancada de 45 deputados federais ratificou o nome do deputado Hugo Motta para candidato a presidente da Câmara, e logo mais teremos o anúncio da bancada do PP, também chancelando o nome dele. Tenho certeza que essa construção da vitória de Hugo Motta será a várias mãos, com muita tranquilidade, respeitando todas as pessoas, os pensamentos divergentes. Vamos construir uma convergência para o nome dele para que a gente possa ter uma presidente que se não for de todo coeso e de total consenso, que seja 90% desse consenso e que a gente possa ter uma Câmara com tranquilidade e funcionando nesse espírito a partir do ano que vem", disse o deputado Márcio Marinho.
A mesma opinião sobre a necessidade de uma construção partidária que permita dar mais tranquilidade aos trabalhos da Câmara foi externada ao BN pela deputada Rogéria Santos. A parlamentar baiana, que também esteve mais cedo na residência oficial da presidência da Câmara, acompanhando o anúncio do apoio oficial do deputado Arthur Lira, destacou a capacidade de Hugo Motta de construir consensos de forma tranquila e com respeito às posições diferentes.
"A oficialização do nome do deputado Hugo Motta à presidência da Mesa Diretora da Casa nos traz uma alegria muito grande, e principalmente pela consciência de saber que um deputado com o perfil dele, no seu quarto mandato, mostra um jovem comprometido com o Brasil, competente, e que traz muita leveza à Câmara. E principalmente em um momento crucial como esse, em que o Brasil precisa de que esta Casa tenha paz, tenha tranquilidade, e possa assim fazer emanar daqui tudo aquilo que o povo brasileiro precisa", afirmou Rogéria Santos.
Logo no início da manhã desta terça, o deputado Arthur Lira anunciou seu apoio a Motta, e disse que depois de manter conversas com lideranças de diversos partidos e ouvir mais do que falar, estaria convicto de sua escolha pelo nome do líder do Republicanos. "O candidato com maiores condições políticas de construir convergências no parlamento é o deputado Hugo Motta, nome que demonstrou capacidade de aliar polos aparentemente antagônicos com diálogo, leveza e altivez", disse Lira aos jornalistas, acompanhado por cerca de 20 deputados do Republicanos e de outros partidos.
Ao lado de Arthur Lira durante o anúncio de apoio estava o 1º vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (SP), que também é presidente do Republicanos. Após o anúncio feito por Lira, Pereira reuniu os 45 deputados da bancada, definiu o apoio unânimo do partido ao nome de Hugo Motta, e depois, em coletiva à imprensa, leu uma nota oficializando a candidatura.
Marcos Pereira foi quem convenceu o deputado Hugo Motta a participar da disputa pela cadeira de Lira. Pereira era o candidato do partido, mas diante da dificuldade em unificar apoios em torno do seu nome, desistiu e efetivou Motta como postulante à presidência da Câmara.
Na conversa com o BN, o deputado Marcio Marinho destacou o sacrifício do presidente do Republicanos em abrir mão de seu sonho de presidir a Câmara, apostando em poder trabalhar o consenso em torno de Motta.
"Há dois meses, nós tínhamos um nome, que era do presidente Marcos Pereira, que estava disputando a presidência da Câmara. Logicamente que o espírito público dele é de pensar não no CPF mas no CNPJ, que é o partido, e ele viu que as melhores condições quem teria para disputar dentro do partido seria o deputado Hugo Motta. Logicamente que ele deu um passo atrás, não que o sonho terminou, mas entendendo que o momento não era dele, mas sim de apresentar uma outra pessoa, e portanto ele abdicou naquele momento do seu nome e indicou Hugo Motta", explicou o deputado baiano.
A atitude do deputado Marcos Pereira também foi elogiada pela deputada Rogério Santos. De acordo com a deputada do Republicanos da Bahia, Marcos Pereira acertou em escolher para a disputa um perfil conciliador e principalmente pacificador, como mostra em sua trajetória de quatro mandatos o deputado Hugo Motta.
"Hugo Motta traz esse perfil muito tranquilo, muito pacífico, muito pacificador, e acima de tudo, muito experiente e competente. Então é de fato um nome que pode trazer no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados, a transformação na tratativa da política nacional em benefício do Brasil e de todos os brasileiros", concluiu a deputada Rogéria Santos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que o Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata”. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo.