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Artigos

Moacy Neves
Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige
Foto: Acervo pessoal

Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige

O debate provocado nos últimos dias sobre a extensão constitucional do sigilo da fonte escancarou uma questão incômoda, que recoloca uma questão que o Brasil precisa enfrentar com serenidade e profundidade: afinal, quem é jornalista? Qual o papel da formação profissional em Jornalismo?

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

republicanos

Partidos aguardam repasses do fundão eleitoral após decisão da Justiça; veja valores
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a decisão tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (18), de determinar a extinção da ação protocolada pelo PT para pedir mudanças na distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026, os partidos aguardam agora a chegada dos recursos em suas contas.

 

O PT havia pedido a retificação do cálculo que determinou o percentual que cabe a cada sigla. O partido, entretanto, desistiu do processo para permitir destravar o envio de recursos e o cumprimento do cronograma do Fundo Eleitoral, com o objetivo de não prejudicar a campanha, que começou oficialmente no último domingo (16). 

 

Neste ano de 2026, a Justiça Eleitoral distribuirá um total de R$ 4.961.519.777,00 para 30 partidos. Os recursos do FEFC, entretanto, somente ficarão integralmente à disposição do partido após a definição de critérios de distribuição aos seus candidatos. Cada partido precisa, obrigatoriamente, comunicar esses critérios ao TSE.

 

O Partido Liberal, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (RJ), possui a maior fatia de recursos do Fundo, e vai receber R$ 881,6 milhões. Desse total, a campanha presidencial só poderá usar o máximo de R$ 133,4 milhões.

 

O segundo partido que mais receberá recursos do Fundo Eleitoral é o PT, que terá direito a R$ 615,3 milhões. O candidato do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possui o mesmo limite legal de gastos de R$ 133,4 milhões, a serem utilizados tanto em primeiro quanto no segundo turno. 

 

Confira abaixo quanto cada partido vai receber, nas eleições de 2026, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC):

 

AGIR - 3.307.679,85    
AVANTE - 72.516.777,19    
CIDADANIA - 60.174.157,11    
DC - 3.307.679,85    
DEMOCRATA - 3.307.679,85    
MDB - 400.000.239,99    
MISSÃO - 3.307.679,85    
MOBILIZA - 3.307.679,85    
NOVO - 37.044.203,26    
PC do B - 60.531.914,25    
PCB - 3.307.679,85    
PCO - 3.307.679,85    
PDT - 169.285.643,92    
PL - 881.657.477,34    
PODEMOS - 245.969.763,68    
PP - 417.067.738,40    
PRD - 71.819.227,37    
PRTB - 3.307.679,85    
PSB - 152.252.956,07    
PSD - 421.008.404,89    
PSDB - 147.895.172,40    
PSOL - 131.506.284,42    
PSTU - 3.307.679,85    
PT - 615.367.980,20    
PV - 45.183.873,26    
REDE - 35.803.821,03    
REPUBLICANOS - 348.587.815,77    
SOLIDARIEDADE - 88.526.669,83    
UNIÃO BRASIL - 526.242.858,11    
UP - 3.307.679,85

 

VÍDEO: Presidente do TRE-BA expõe áudio com ameaça do deputado Marcelo Nilo: “Dossiê pesado”

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman, divulgou nesta quinta-feira (13), durante sessão do pleno, um áudio em que o deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) faz o que o magistrado classificou como uma ameaça, com a menção à exposição de um suposto dossiê contra ele.

 

Segundo o desembargador, o episódio ocorreu na semana passada, no mesmo dia em que ele encerrou um julgamento por volta das 13h. Na parte da tarde, disse ter encontrado a irmã do parlamentar, a desembargadora Ivana Nilo, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), que teria feito elogios a ele em nome do deputado. À noite, porém, afirmou ter recebido o áudio. 

 

"Terminamos o julgamento por volta das 13h. Inclusive, à tarde, encontrei a irmã do candidato, ela até me disse que o deputado gostava muito de mim. Porém, à noite, recebi um áudio de audição única. Como achei estranho, não quis abrir", relatou.

 

Kertzman contou que havia dado um voto desfavorável ao parlamentar e levantou a hipótese de que o áudio tivesse sido enviado para torná-lo suspeito no julgamento do caso, do qual ainda participa. Foi nesse contexto que decidiu expor o conteúdo em plenário. Na gravação, Marcelo Nilo diz: "Se você continuar fazendo essa sacanagem que está fazendo comigo, a serviço de Rui dos Respiradores, pode ter certeza que a Bahia toda vai ver o dossiê. Represália, viu!".

 

O desembargador afirmou que o áudio já foi levado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), e que medidas estão sendo tomadas.

 

"Já estão sendo adotadas as medidas no MP-BA e no MPF para apurar o conteúdo do áudio, por conta da minha função de julgador, diante de qualquer tipo de interferência", declarou.

 

Confira vídeo:

Hugo Motta declara apoio à candidatura de Lula a presidente e tenta eleger o pai como senador pela Paraíba
Foto: Reprodução Redes Sociais

Apesar de seu partido, o Republicanos, ter declarado neutralidade nas eleições deste ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), afirmou que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua tentativa de obter um quarto mandato. Motta conversou com a imprensa antes da cerimônia de posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), nesta segunda-feira (10).

 

“Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, revelada aqui em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, afirmou o parlamentar.

 

Motta ressaltou que o Republicanos, quando decidiu a posição de neutralidade, liberou os diretórios estaduais do partido a apoiarem os candidatos a presidente que entendessem ser o melhor para o país. 

 

“Acredito que o presidente Lula é quem converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, por isso estamos revelando em primeira mão esse apoio ao seu projeto de reeleição”, explicou o presidente da Câmara. 

 

O Republicanos optou pela neutralidade na corrida presidencial após ter sido pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro a formar uma coligação para a disputa de 2026. Flávio queria que a sua candidata a vice-presidente fosse a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, filiada ao Republicanos, mas o partido, após uma consulta aos seus diretórios, preferiu ficar neutro e liberar apoios.

 

Assim como Hugo Motta apoia o presidente Lula na Paraíba, da mesma forma que o ex-ministro Silvio Costa Filho em Pernambuco, em São Paulo, um dos principais expoentes do Republicanos, o governador Tarcísio de Freitas, declara apoio em Flávio Bolsonaro, do PL.

 

Apesar de Motta ter declarado seu apoio ao presidente Lula, o PT, na Paraíba, não colocou o pai do presidente da Câmara entre os candidatos apoiados pelo partido no estado.  O pai de Motta, o ex-prefeito Nabor Wanderley, da cidade de Patos, concorre a uma vaga ao Senado, e até o momento, não conta com apoio declarado de Lula e do PT.
 

“Coronéis”, Elmar, Azi e Marcinho: Parlamentares baianos participam de “festa da piscina” com investigado nas fraudes do INSS
Foto: Reprodução / Revista Piauí / Arquivo Polícia Federal

Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram registros de políticos baianos em uma festa ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do empresário Willer Tomaz, ambos investigados em um esquema de fraudes e desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A foto foi obtida pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha e divulgada pela Revista Piauí, neste sábado (8).

 

Conforme a reportagem publicada, o encontro ocorreu durante o feriado de Tiradentes de 2023 e foi articulado em um aplicativo de mensagens apelidado de “Grupo Seleto”. A foto foi tirada na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina (DF) pertencente à Willer. 

 

No registro, aparecem os deputados federais baianos Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (União), Angelo Coronel Filho (Republicanos), o senador Ângelo Coronel (Republicanos), e o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT).

 

Um trecho da reportagem diz que “os investigadores suspeitam que Willer lavava dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), e que parte dos valores provinham de desvios de aposentadorias e pensões” do INSS.

 

Outros políticos como Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, e Juscelino Filho (PSDB) também aparecem na foto. 

 

“A viagem, de acordo com as informações da polícia, foi combinada em um grupo de WhatsApp intitulado ‘Grupo Seleto’, do qual participavam boa parte dos parlamentares que aparecem na foto. A piauí obteve um print da conversa, em que os participantes parecem formar uma lista de presença para o ‘FERIADO TIRADENTES’’, escreveu o jornalista Pedro Tavares.

 

No inquérito, a PF destaca que a ligação entre o senador maranhense Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz levanta suspeitas de “ocultar ou dissimular a origem” de dinheiro obtido ilegalmente. A investigação cita que empresas de Willer transferiram cerca de 11 milhões de reais para Samya Rocha, a mulher de Weverton, além de indícios de que a casa onde o senador mora, no Lago Sul, foi comprada por Willer.

 

A fotografia não foi mencionada, mas está sob análise dos investigadores, podendo constar como registros das relações de ambos com diversas figuras públicas. Em resposta à Revista Piauí, “Elmar Nascimento admitiu ser próximo de Willer, mas disse que estava em Tiradentes (MG) naquele fim de semana para receber do governador Romeu Zema uma Medalha da Inconfidência Mineira, uma das maiores honrarias do estado”

 

A cerimônia aconteceu em 21 de abril, dois dias antes da data registrada no rolo da câmera do senador Weverton Rocha. “Já Paulo Azi confirmou a presença no rancho: ‘Não é meu advogado, mas o conheço e fui convidado para essa comemoração’ e o senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA), que estava no grupo de mensagens, disse não lembrar da viagem, mas afirmou: ‘Já estive no rancho, sim’.” (Reportagem atualizada às 14h21)

Republicanos lança Cleitinho ao governo de Minas Gerais
Foto: Ton Molina / Agência Senado

O Republicanos decidiu lançar o senador Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas Gerais. O acordo foi definido nesta sexta-feira (7), após reunião do parlamentar com o presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

 

Segundo Pereira, a mudança ocorreu diante da força eleitoral de Cleitinho e da importância dele para a formação da bancada do partido no estado. Como parte do acordo, o senador não utilizará recursos do fundo eleitoral da legenda. A decisão ocorre após uma sequência de mudanças de posição do parlamentar sobre a disputa.

 

Cleitinho chegou a ser retirado dos planos do partido em duas ocasiões, depois de alterar publicamente três vezes a decisão sobre disputar o governo. O ex-prefeito de Patos de Minas Luis Eduardo Falcão, inicialmente escolhido pelo Republicanos, é aliado de Cleitinho e articulou para que o senador reassumisse a candidatura.

 

A legenda também levou em conta a pressão de candidatos a deputado federal e estadual, que defendiam a presença de Cleitinho na chapa. O partido havia enfrentado dificuldades na composição da disputa proporcional após filiados apostarem no senador como principal cabo eleitoral.

 

Nas pesquisas, Cleitinho aparece na liderança. Levantamento Quaest divulgado em 28 de julho apontou 35% das intenções de voto para o senador, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT). Ele também lidera as simulações de segundo turno. Em nota, o Republicanos afirmou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção da chapa e assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim.

 

A definição também interfere na estratégia do PL para Minas Gerais. O partido havia apostado em Cleitinho como um nome capaz de fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência no estado. Com a possibilidade de Cleitinho fora da disputa, o PL havia lançado o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, ao governo estadual. O deputado federal Domingos Sávio também concorre ao Senado pela sigla.

Conforme antecipado pelo BN, Bruno Reis anuncia Francisco Torreão como novo presidente da Desal
Fotos: Reprodução / Ascom da Prefeitura de Salvador / Redes Sociais

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, anunciou nesta sexta-feira (7) o engenheiro civil Francisco Torreão como o novo presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). Com a nomeação, confirmada após antecipação pelo Bahia Notícias devido à disputa pelo órgão com acordo com o partido Republicanos, o também engenheiro Virgílio Daltro deixa o comando da empresa pública, vinculada à Secretaria Municipal de Manutenção (Seman).

 

Francisco Torreão integra a gestão municipal desde 2018, quando assumiu o cargo de diretor na Superintendência de Obras Públicas de Salvador (Sucop). 

 

Ao longo de sua trajetória na administração da capital baiana, atuou também como secretário, subsecretário e diretor-geral da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), pasta na qual estava lotado até então.

 

ENTENDA A DESAL
Fundada em 1991, a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal) é responsável pela fabricação e manutenção de mobiliário urbano, além da construção, requalificação e conservação de praças e espaços públicos municipais. Vinculada à Seman, a empresa desempenha papel estratégico na execução de projetos de revitalização urbana, visando à melhoria dos ambientes de lazer, convivência e mobilidade da cidade.

Mais uma porta fechada para Flávio Bolsonaro: Podemos decide ficar neutro e Renata Abreu rejeita vice
Foto: Reprodução Redes Sociais

A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), anunciou nesta terça-feira (4) que o seu partido decidiu por uma postura de neutralidade na disputa presidencial deste ano. Desta forma, o Podemos não fará coligação com o PL, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e nem lançará candidato próprio.

 

Em vídeo divulgado pelo partido, a deputada Renata Abreu, que chegou a ser cotada como potencial nome para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, disse que a decisão foi tomada após ampla consulta a parlamentares, presidentes de diretórios estaduais e municipais, vereadores e membros do Diretório Nacional.

 

“Fizemos aquilo que sempre acreditamos, que antes de decidir, é preciso ouvir”, justificou a deputada, que confirmou sua candidatura para tentar seu terceiro mandato consecutivo como deputada federal.

 

“Foi justamente por isso que depois de ouvir o partido de Norte a Sul, de construir essa decisão de forma coletiva, que o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial”, completou a presidente.

 

A decisão do Podemos se soma à que foi tomada por outros partidos do chamado centrão, que também anunciaram que seguirão neutros na disputa presidencial. Partidos como Republicanos, PP e União Brasil recusaram convites do senador Flávio Bolsonaro para integrarem a sua chapa. 

 

Para a deputada Renata Abreu, a sua decisão se afirmaria como uma resposta ao ambiente de polarização política que, segundo ela, tem impedido o país de avançar em soluções concretas para problemas reais. 

 

“Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, ver o confronto ocupar o lugar do diálogo e ver a polarização ocupar o lugar de soluções”, disse. 

 

“Essas pessoas podem ter opiniões diferentes sobre política, mas elas compartilham a mesma expectativa. Elas querem que a política seja capaz de resolver problemas”, completou a presidente do Podemos.

 

Apesar das negativas, o candidato Flávio Bolsonaro disse nesta terça (4) que continuará insistindo com alguns partidos para fechar uma aliança no primeiro turno. Flávio disse que só vai definir quem será seu candidato ou candidata a vice no dia 15 de agosto, prazo final para o registro de candidaturas. 
 

Presidente do Republicanos diz a Flávio Bolsonaro que maioria do partido apoia neutralidade na eleição presidencial
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), comunicou a campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a sigla vai manter a independência nas eleições. Segundo Pereira, uma votação interna resultou em 17 dos 27 diretórios estaduais que se manifestaram pela neutralidade.

 

O presidente da legenda se reuniu nesta segunda (3) com Flávio, com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro ocorreu em um escritório da campanha do senador, em Brasília.

 

Marcos Pereira informou que dos 27 diretórios estaduais, 17 se manifestaram pela neutralidade, nove pelo apoio a Flávio Bolsonaro e um pelo apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem identificar cada diretório. 

 

Flávio Bolsonaro participou, no final de semana, da convenção estadual do Republicanos em São Paulo, que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo do estado. Durante o evento, o presidente estadual do Republicanos afirmou que o partido apoia Flávio Bolsonaro no estado, apesar de não haver uma aliança nacional com o candidato do PL.

 

O Republicanos realiza sua convenção nacional nesta terça (4). O evento a portas fechadas deve confirmar o que já foi informado pelo partido.

 

Com a resposta final, o Partido Liberal ainda não conseguiu nenhuma outra sigla para se coligar, a um dia do fim do prazo para novas convenções. Além do Republicanos, o PL já recebeu uma negativa da pela federação União Progressista, que também apostou na neutralidade. 

Cleitinho desiste de desistir, implora por candidatura ao governo mineiro e ouve bronca do presidente do partido
Foto: Reprodução Redes Sociais

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) mudou mais uma vez de posição e anunciou novamente que pretende ser candidato a governador de Minas Gerais. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (4), durante convenção nacional do seu partido, o Republicanos.

 

Apesar de liderar todas as pesquisas para o governo de Minas Gerais, Cleitinho vem há meses demonstrando incerteza se seria ou não candidato. Na semana passada, após dar um ultimato não respondido pelo senador, o Republicanos decidiu que não havia mais espaço para a candidatura, buscando um acordo para viabilizar o nome do ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP).

 

Após a definição do partido, Cleitinho gravou vídeo anunciando que era sim candidato ao governo mineiro, e pediu que o Republicanos recuasse da decisão de investir em outra candidatura. Essa posição durou até esta segunda (3).

 

Ao lado do presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (SP), o senador mineiro se desculpou, alegou problemas familiares para suas idas e vindas, como a doença que vitimou recentemente seu irmão. No vídeo divulgado em suas redes, Cleitinho chorou e disse que não estava preparado para assumir o governo de Minas Gerais. 

 

“Me dirigir ao povo mineiro, pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim, para a minha família, e não adianta eu entrar na campanha agora do jeito que estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não cuidar de mim, da minha família. Eu tenho que ser honesto com vocês, tenho que falar a verdade”, disse o senador.

 

Menos de 24 horas depois, entretanto, o senador Cleitinho mudou novamente de posição e pediu para participar da convenção nacional. Ele disse ter ouvido de familiares pedido para não desistir.

 

“Eu quero ser candidato a governador e eu peço aqui humildemente ao presidente [Marcos Pereira] que me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido”, disse o senador na convenção. 

 

Ainda em sua fala, durante o encontro que contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), o senador também disse que voltou atrás após um momento de oração. Segundo ele, sentiu que o irmão o incentivava a não desistir da disputa. 

 

“Parece que ele falou para mim: ‘Você vai desistir? Você não vai disputar?’. Aquilo mexeu muito comigo. Eu senti no meu coração que eu não podia desistir. Eu não estou aqui por vaidade, por poder ou por projeto pessoal. Eu estou aqui porque acredito que Deus tem um propósito para a minha vida e porque eu tenho uma missão com o povo de Minas Gerais” declarou o senador.

 

Após seu pedido, Cleitinho acabou levando uma “bronca” do presidente do Republicanos. Marcos Pereira afirmou que “todas as oportunidades foram dadas” e explicou que o partido deu vários prazos para o senador decidir.

 

“Não podemos ir para um processo eleitoral como esse, num partido que é sério e que cresceu em 20 anos, numa instabilidade. Eu não posso, senador Cleitinho, com todo respeito a vossa excelência. Eu seria irresponsável com o povo de Minas, em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que hora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra”, declarou Marcos Pereira.

 

O presidente do Republicanos citou a cronologia de idas e vindas de negociação sobre a candidatura de Cleitinho, e disse que o partido considerava o caso como “página virada”.

 

“Não podemos brincar com a vida de milhões de mineiros. O partido tomou uma decisão, porque nós estamos a um dia do prazo final das convenções, e por outro lado também, a gente não pode submeter o povo de Minas, milhões de brasileiros mineiros, a uma situação de insegurança, de uma instabilidade como essa”, declarou Marcos Pereira, após a convenção, a um grupo de jornalistas.
 

Flávio Bolsonaro enfrenta pressões em duas frentes: impasse em aliança com Republicanos e polêmica sobre notas fiscais
Fotos: Câmara dos Deputados / Agência Senado

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessa um momento decisivo em sua campanha, lidando simultaneamente com o risco de isolamento político e a necessidade de se defender de polêmicas financeiras. Enquanto esbarra em duras negociações com o partido Republicanos para garantir tempo de TV e palanques estaduais, o parlamentar precisou ir a público justificar a emissão de notas fiscais milionárias de seu escritório de advocacia para empresas ligadas a um banqueiro investigado.

 

IMPASSE COM O REPUBLICANOS

A campanha de Flávio corre o risco de ficar isolada, o que o deixaria com menos tempo de televisão do que seu principal adversário, Lula (PT). Para evitar esse cenário, o PL busca o apoio do Republicanos, presidido pelo deputado federal Marcos Pereira. No entanto, Pereira condicionou a aliança nacional a um acordo nos estados de Mato Grosso e Roraima, governados pelo Republicanos, mas que atualmente enfrentam adversários do PL.

 

O Republicanos tem priorizado a eleição de seus oito pré-candidatos a governos estaduais e ameaça adotar a neutralidade na disputa presidencial (o apoio a Lula já está descartado). A sigla tem cacife eleitoral alto:

  • São Paulo: Tarcísio de Freitas é favorito à reeleição. Segundo Pereira, "Tarcísio hoje ajuda mais o Flávio do que o Flávio ao Tarcísio".

  • Minas Gerais: O partido aposta no senador Cleitinho, bem posicionado nas pesquisas, e avalia que Flávio também depende mais dele no estado do que o inverso.

  • A vice-presidência: A economista Daniella Marques, cotada para ser vice na chapa de Flávio, é filiada ao Republicanos, o que aumenta o peso da legenda nas negociações.

 

Pereira, que já apresentou pesquisas internas apontando o crescimento de Lula, negocia diretamente com o senador Rogério Marinho (PL-RN). A expectativa é que um acordo seja selado até as convenções partidárias no início de agosto (dia 1º em SP, com a presença de Flávio, e dia 4 no âmbito nacional).

 

NOTAS FISCAIS E CASO MASTER

Enquanto tenta costurar sua base política, Flávio precisou se defender, em vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira (22/7), sobre a emissão de notas fiscais por seu escritório de advocacia para empresas ligadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

 

Documentos revelaram que, em abril de 2025, o escritório de Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., uma empresa de fachada suspeita de ser usada por Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões. Essas duas notas foram canceladas logo em seguida. No entanto, dois dias depois, uma terceira nota, também de R$ 500 mil, foi emitida para a Contábil Correa e não foi cancelada.

 

O senador negou irregularidades e classificou a relação como estritamente profissional: "Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada. [...] Eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen. [...] [Então] cancelei duas notas fiscais", afirmou Flávio, criticando a imprensa por tentar "marginalizar a advocacia".

 

As duas empresas envolvidas estão intimamente ligadas: o contador Rogério Lourenço Novo é dono da Contábil Correa e atua como único diretor da Copenhagen, além de conselheiro em outra empresa da rede de Vorcaro. A Copenhagen, criada em novembro de 2024 com capital de apenas R$ 40, pertence a um fundo gerido pela Trustee DTVM, investigada pela Polícia Federal por ocultação de patrimônio do grupo do banqueiro.

 

As notas fiscais reforçam as conexões entre o presidenciável e o dono do Banco Master, que já havia financiado, anteriormente, um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.

Elmar Nascimento avalia dificuldades de Hugo Motta à frente da Câmara dos Deputados: "Difícil agradar todos"
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) comentou nesta segunda-feira (20) as críticas recebidas pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para o parlamentar baiano, Motta é um homem trabalhador e não falta boa vontade da parte dele, mas a candidatura costurada com apoio da base governista, de deputados do PT e também da oposição, sobretudo do PL, torna difícil agradar todos os lados em pautas que dividem esses grupos.

 

Em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, Elmar Nascimento afirmou que o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, teve uma condução forte à época e conseguiu algo pouco comum. "O presidente Arthur Lira tava em uma condução muito forte e conseguiu o impensável, apoios da oposição, o PL, até o PT. Quando os dois apoiaram o mesmo candidato, ficou irreversível a candidatura", disse.

 

Ainda segundo o deputado, reunir apoios de espectros políticos tão diferentes tem um custo. "Quando você tem apoio de múltiplos espectros diferentes é muito difícil conseguir agradar todos. Começa pelas pautas que são divergentes, como a anistia, que afasta o PT ou o PL, e os dois apoiaram ele", completou.

 

Apesar das críticas, Elmar Nascimento pondera que elas não refletem falta de habilidade de Hugo Motta à frente da Câmara. Para ele, juntar dois lados tão distantes do espectro político em um cenário de forte polarização no país torna praticamente inevitável que o presidente da Casa sofra questionamentos.

 

Vale lembrar que o próprio Elmar Nascimento tentou ser candidato à presidência da Câmara, mas não conseguiu o apoio da maioria dos partidos e acabou sendo convencido pelo União Brasil a apoiar Hugo Motta. Na ocasião, foi indicado para a segunda vice-presidência da Casa, cargo da Mesa Diretora visto à época como uma espécie de compensação política.

 

Confira entrevista completa:

Republicanos quer eleger mais de 10 deputados nas eleições de 2026, diz Luiz Carlos
Foto: Lizzy Maria / Bahia Notícias

O partido Republicanos tem a expectativa de eleger 10 deputados na disputa eleitoral deste ano. A declaração foi feita pelo vereador de Salvador, Luiz Carlos, nesta quarta-feira (8). O edil assumiu a coordenação de campanha do Republicanos após deixar a secretaria de Infraestrutura da capital baiana (Seinfra). 

 

Em entrevista à imprensa, Luiz Carlos mencionou que a sigla montou uma chapa com quatro nomes com mandato, entre eles os deputados federais Léo Prates, Diego Coronel, Márcio Marinho e Rogéria Santos. 

 

“Nós montamos uma nominata bastante robusta. Estamos com a expectativa de eleger cinco federais e seis estaduais. Já temos aí no partido o Léo Prates, que tem mandato, Diego Coronel, Márcio Marinho e Rogéria”, afirmou durante o encontro de lideranças políticas da Bahia na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na ocasião, foi assinado o termo do Pacto pela Integridade nas Eleições 2026

 

O coordenador da campanha reforçou ainda sobre a nominata robusta que foi montada pelo grupo. 

 

“Então, já temos quatro mandatos e com uma nominata robusta, com capacidade de fazer cinco federais, com fé em Deus. Estaduais, também estamos na mesma meta”, completou.

Leo Prates deve deixar relatoria do fim da escala 6x1 após governo retirar urgência do projeto
Foto: Reprodução / Republicanos

A retirada do regime de urgência do projeto que põe fim à escala 6x1 deve resultar na saída do deputado baiano Leo Prates (Republicanos-BA) da relatoria da proposta na Câmara dos Deputados. Embora ainda não haja definição formal, a avaliação nos bastidores é que o parlamentar tem poucas chances de permanecer à frente do texto. O próprio Prates já indicou a interlocutores que não acredita que permanecerá na função.

 

A escolha de Prates para a relatoria havia ocorreu em meio às negociações para que o projeto fosse analisado diretamente pelo plenário, já que estava trancando a pauta da Casa. O acordo previa que o parlamentar elaborasse um parecer em linha com o texto da PEC que trata da redução da jornada de trabalho, aprovada pelos deputados no final de maio e da qual ele também foi relator. 

 

A escolha foi interpretada como um gesto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deputado baiano, que se filiou ao Republicanos na janela partidária.

 

Com a sinalização de retirada da urgência pelo governo, o cenário mudou. Na avaliação do próprio Prates a aliados, com a matéria retornando ao rito convencional, é natural que Hugo Motta abra espaço para outro deputado assumir a tarefa. Pessoas próximas às conversas relatam que Prates considera essa possibilidade "justa" diante da nova fase da tramitação. 

 

Nos bastidores, a missão sempre foi vista mais como uma necessidade política da Casa do que como uma atribuição desejada por ele, embora o cargo tenha lhe rendido maior visibilidade.

 

Ainda não há nomes oficialmente colocados na mesa para a substituição. Entre interlocutores, Prates tem mencionado o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) como uma alternativa natural para assumir a função.

Delegado Arthur Gallas confirma pré-candidatura ao Congresso e destaca: “O sistema está montado para não dar resultado”
Foto: Redes sociais

A Bahia deve contar com mais um candidato vinculado às forças de segurança pública nas eleições de 2026. O delegado da Polícia Civil da Bahia, Arthur Gallas (Republicanos), confirmou a pré-candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta terça-feira (16), o servidor de carreira do Estado destacou que os mais de 30 anos de carreira forneceram a experiência necessária para compreender as necessidades do sistema de segurança da Bahia.

 

“O que me motivou basicamente foi ter a visão de dentro do sistema de segurança pública, de que o que a gente está fazendo não tem como alcançar êxito se não houver mudanças acima. O sistema está montado para a polícia não dar resultado. Então, é uma coisa que me preocupa muito, inclusive pensando em meus filhos, em meus netos. É como é que vai ficar a sociedade daqui para frente?”, diz.

 

O delegado, que é presidente das Comissões de Titulação e Investigação Social da Polícia Civil, revela que, a partir desse posicionamento, ele foi convidado pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, para compor o grupo da oposição. Filiado ao Republicanos, Gallas destaca que sua pré-candidatura foi estruturada como uma “dobradinha” da segurança pública, ao lado de Douglas Pithon, que sairá candidato a deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

“Temos a mesma formação, a mesma base, pensamos da mesma forma e, em razão disso, a ideia é que ele atue na Assembleia Legislativa e eu no Congresso Nacional”, revela. No que diz respeito aos temas defendidos na campanha, Arthur Gallas aponta que eles devem perpassar, principalmente, a valorização dos servidores da segurança.

 

Segundo ele, “as soluções hoje são todas muito voltadas para a tecnologia, essa coisa de câmera e reconhecimento facial, de ferramentas de inteligência". "Obviamente que tudo isso é necessário, mas se não tiver um policial, um ser humano capacitado para agir, a polícia não consegue dar resultados”.

 

Como um dos coordenadores de cursos da Academia da Polícia Civil da Bahia (ACADEPOL), o pré-candidato destaca que a intenção da sua candidatura é interceder por uma mudança estrutural nos formatos das secretarias de segurança pública e do Judiciário.

 

“Tem casos que se ouve falar, inclusive fora da Bahia, de o cidadão ser preso 86 vezes, ser preso 54 vezes e continuar sendo solto em audiência de custódia”, exemplifica. “Basicamente, o que a gente vai ter que tentar mudar é a questão dessa coisa do viés de ressocialização. Tem que trocar um pouco isso. Não estou dizendo que não vai ressocializar o cara que comete crimes, mas se ele não tiver a certeza de que vai ser punido pelo crime que cometeu, isso vai ser cada vez mais um estímulo”, garante o delegado.

 

Para Gallas, “tem que criar um sistema em que ele pense mil vezes antes de cometer um crime, porque ele vai ter a certeza de que vai ser alcançado e, sendo alcançado, vai perder boa parte da vida dele preso, mas preso numa cadeia dura”. Ao BN, ele explica que a intenção da dobradinha é que, justamente, esses temas possam ser abordados em nível nacional e estadual em conjunto.


Ele sustenta que, ao olhar para a valorização dos profissionais como fortalecimento do sistema de segurança pública, a Bahia e vários outros estados sofrem com um problema importante: o piso salarial da categoria.

 

“Só que não consegue resolver o problema porque o cara faz o concurso aqui e em outros estados. Na Bahia – que tem o segundo pior salário do Brasil –, rapidamente ele passa em outro concurso e vai embora, não fica aqui. Então, você não consegue resolver o problema. A Bahia está eternamente com um efetivo antigo, já há muito tempo, porque os novos, daqueles que entram, boa parte, em pouquíssimo tempo, vai para outro lugar por conta do salário”, explica o delegado.

 

Arthur Gallas diz que esses e outros temas serão debatidos efetivamente durante a campanha eleitoral, que deve ser focada na capital baiana e na região metropolitana. “O nosso foco principal é Salvador e região metropolitana, que é onde nós somos mais conhecidos. Outro foco é com o servidor policial, que nos conhece, sabe da nossa forma de proceder, inclusive como gestor”, destaca.

 

Tendo iniciado a carreira em Camamu, no Baixo Sul do estado, o delegado também aponta para uma inserção nas maiores cidades do estado. “Esperamos que, além de Salvador e RMS, nós consigamos também estar inseridos em alguns locais de maior concentração populacional, como as maiores cidades do interior, a exemplo de Feira, Conquista, Juazeiro, Itabuna e Valença”, explica.

 

Entre os colegas da segurança pública estadual, o pré-candidato explica que busca uma identificação pelo fato de que a dupla, formada por ele e Douglas Pithon "não é política". Nós estamos nos entregando ao mundo da política, que é um mundo completamente fora do nosso, mas apresentando um perfil técnico, profissional, da área de segurança, para que possamos, enquanto políticos, auxiliar na solução dos problemas da violência”, ressalta.

 

Na campanha, a expectativa é de que a mensagem de mudança e possibilidade de renovação da política de segurança pública chegue àqueles que são mais afetados pela violência no estado. “A gente está representando aí uma mudança, um novo, e com a bandeira que é a bandeira principal hoje da sociedade. Eu acho que o nosso desafio, enquanto pré-candidato e enquanto candidato, é conseguir fazer com que essa nossa mensagem chegue naquelas pessoas que estão sendo oprimidas nas comunidades”, conclui.

VÍDEO: Alex Santana nega ser bolsonarista, mas reafirma alinhamento com pautas da direita
Fotos: Paulo Dourado / Francis Juliano / Bahia Notícias

O deputado federal Alex Santana (Republicanos) afirmou, nesta segunda-feira (8), que não se considera bolsonarista. Em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do portal Bahia Notícias, o parlamentar rejeitou o rótulo ideológico pessoal, embora tenha reafirmado seu forte alinhamento com as pautas conservadoras e de valores morais defendidas pela direita brasileira.

 

Veja declaração do político abaixo:

 

Durante a conversa, Santana foi questionado sobre sua identidade política e sobre as semelhanças de seu mandato com as bandeiras da base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda quando fazia parte do Partido Democrático Trabalhista, especialmente no que tange a pautas de costumes e valores sociais.

 

Ao detalhar sua visão de mundo, o deputado argumentou que o eleitor moderno está mais preocupado com soluções práticas para problemas cotidianos do que com discussões ideológicas de caráter íntimo ou religioso. Para o parlamentar, o papel do legislador não é impor modos de vida por meio do aparato estatal.

 

"Não vai importar para o eleitor se você tem uma posição homossexual ou não, se é ateu ou evangélico. Eu não posso chegar impondo que tenha que ser qualquer coisa, não posso pautar uma lei que imponha algo. Se alguém quer ser homossexual e é maior de idade, ele pode. É um problema dele, ele só não pode impor para a minha filha de 12 anos. Isso era uma pauta lá atrás; hoje, o foco é segurança pública, o que vamos comer, a fila do SUS", argumenta Santana.

 

Apesar de pregar o respeito às escolhas individuais de cidadãos adultos, o deputado reafirmou que a defesa da estrutura familiar tradicional e de princípios religiosos continua sendo um pilar de sua atuação legislativa.

 

O parlamentar também fez uma crítica à repetição de debates ideológicos que se arrastam no país desde as eleições de 2018. Segundo ele, as discussões institucionais repetitivas acabam travando o desenvolvimento nacional.

 

"Se você olhar para 2018, vai entender que até o STF [Supremo Tribunal Federal] tinha pautas que sofreram rejeições na Câmara dos Deputados, uma vez que a Câmara, que é quem faz as leis, já as havia derrubado. Ficamos presos a essas discussões quando, na verdade, o eleitor quer demandas que gerem conforto", relata.

 

CENÁRIO PARA 2026
Questionado pelo jornalista Fernando Duarte sobre a polarização política e as perspectivas para o cenário eleitoral de 2026, Alex Santana fez uma análise sobre o trâmite de pautas de grande apelo moral no Congresso Nacional e no STF.

 

"Aquilo que afetava minha fé, eu era terminantemente contra. Tem eleitores radicais que entram na disputa do viés de esquerda e de direita. Não me considero bolsonarista, acho que é um cara militante, cego, genuíno e aguerrido. Nunca fui", exclama o parlamentar. 

 

Para o deputado, embora esses temas representem bandeiras legítimas que atraem o interesse de sua base conservadora, a polarização muitas vezes funciona como um obstáculo, impedindo o avanço de discussões estruturais que impactam diretamente a vida das famílias brasileiras.

 

Confira a entrevista completa abaixo:

Presidente do Republicanos responde Cleitinho após senador demonstrar desconfiança: "não sabe o caminho que quer seguir"
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, reagiu às declarações do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que afirmou não confiar 100% na promessa do líder da legenda de ceder o partido para uma eventual candidatura sua ao governo de Minas Gerais.

 

"Ele realmente não me conhece. Eu já disse várias vezes que ele terá a legenda, mas me parece que ele não tem segurança do que realmente quer. Quem me conhece, o que não é o caso dele, sabe que só tenho uma palavra", disse Marcos Pereira.

 

A declaração foi uma resposta a Cleitinho, que havia afirmado não confiar plenamente na promessa do presidente do partido. Na mesma entrevista, o senador mineiro chamou o ex-deputado federal Eduardo Cunha, aposta do Republicanos para puxador de votos em Minas na Câmara dos Deputados, de "vagabundo", e chamou o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, de "falso profeta".

 

"Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido", disse Cleitinho, acrescentando sobre Macedo: "Falso profeta, nem quero me aproximar."

 

O impasse é mais um elemento de indefinição no cenário eleitoral mineiro. Cleitinho lidera as pesquisas para o governo do estado, com 37% das intenções de voto na última pesquisa Quaest, mas segue sem confirmar se será candidato.

 

"Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que não preciso ficar latindo que sou candidato. Quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa", afirmou o senador.

Apadrinhado por Bruno Reis, Abílio Santana articula disputa por vaga no Congresso
Foto: Divulgação

O ex-deputado federal da Bahia, Abílio Santana, mudou de rota em sua articulação de pré-campanha e decidiu voltar suas forças para a disputa ao cargo de deputado federal nas eleições de outubro. O responsável pela mudança, no entanto, foi o prefeito de Salvador, Bruno Reis, considerado o principal estrategista da campanha do grupo de oposição estadual. 


A ação ocorre logo após o ex-deputado retroceder em sua filiação junto ao Democracia Cristã, divulgada no final de março, e integrar oficialmente os quadros do Republicanos, partido considerado de primeiro escalão na nova organização do grupo de ACM Neto, em Salvador. Informações obtidas pelo Bahia Notícias junto ao grupo indicam que Bruno “reorganizou” os planos de Abílio visando garantir uma frente mais ampla de votos “republicanos” na disputa no Congresso. 

 

Na posição de pastor da Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira, Abílio Santana foi eleito deputado federal em 2018 pelo Partido Social Cristão. Conforme informações já publicadas pelo BN, a filiação do ex-deputado junto ao DC ocorreu ainda no final de março, tendo como objetivo a formação de ao menos uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

Vinculado à Frente Parlamentar Evangélica, a qual foi vice-presidente durante seu mandato, Abílio Santana deve atrair votos ligados ao campo evangélico e conservador na capital baiana e região metropolitana. 

 

Em busca destes votos, o prefeito de Salvador promoveu o encontro com o pré-candidato, apadrinhando sua migração para a sigla comandada pelo deputado Márcio Marinho e modificando o seu objetivo final - do Centro Administrativo da Bahia (CAB) a Brasília. 

 

Em sua última eleição vitoriosa, Abílio Santana recebeu 30.561 votos dos baianos, mas não  obteve sucesso em sua tentativa de reeleição para a Câmara dos Deputados.

Anthony Garotinho diz que pretende disputar cargo em caso de mandato-tampão no RJ
Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), afirmou que deve disputar o posto no Palácio Guanabara caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que a escolha para o mandato-tampão será por eleições diretas. O estado do Rio de Janeiro se encontra sem gestão de lideranças eleitas desde o governador, Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em 23 de março de 2026. 

 

A declaração do ex-governador foi dada nesta segunda-feira (6). “O meu partido, Republicanos, decidiu que, caso as eleições sejam diretas, o nome indicado para disputar será o meu”, afirmou Garotinho em publicação nas redes sociais.

 

Segundo a democracia brasileira, a gestão então passaria para o vice-governador ou o presidente da Assembleia Legislativa do estado. Acontece que, o vice-governador do Rio, Thiago Pampolha, assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e saiu do governo em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.

 

Neste cenário, o estado está sendo governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, enquanto o STF decide sobre novas eleições.

 

Segundo Garotinho, a decisão tomada em conjunto com o partido tem como objetivo “enfrentar as máfias que dominam o Rio de Janeiro”. O ex-governador também disse ser contrário à realização de eleições indiretas, modelo em que os 70 deputados estaduais escolheriam o sucessor do governador Cláudio Castro.

 

No dia 26 de março, o ministro Cristiano Zanin, do STF, anulou a condenação de Garotinho por compra de votos nas eleições de 2016. Na decisão, o magistrado afirmou que, apesar da gravidade das acusações, os elementos reunidos na investigação não foram suficientes para comprovar os crimes.

 

Governador do Rio entre 1999 e 2002, Garotinho havia sido condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, além de multa, pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo.

 

Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), as irregularidades teriam ocorrido entre maio e agosto de 2016, quando o programa social Cheque Cidadão teria sido usado para cooptar votos para o grupo político de Garotinho. À época, o programa atendia mais de 17 mil beneficiários. O suposto esquema foi investigado na Operação Chequinho, deflagrada pela Polícia Federal em 2016, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

 

JULGAMENTO NO STF
O plenário do STF vai julgar nesta quarta-feira (8) as regras que definirão a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A data foi marcada pelo presidente do tribunal, ministro Edson Fachin.

 

A decisão sobre o modelo da eleição será tomada pelos dez ministros da Corte, em sessão pública com debate entre os integrantes do tribunal.

Câmara Municipal de Salvador registrou quatro migrações e prevê ao menos oito candidaturas para 2026; veja o panorama 
Foto: Reginaldo Ipê / CMS

Os vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS) que desejam pleitear cargos nos legislativos estadual ou federal já deram os primeiros passos para a candidatura nas eleições de outubro. Com o fim da janela partidária, que ocorreu entre os dias 5 de março e 4 de abril, quatro legisladores da capital baiana aproveitaram a “brecha” para consolidar mudanças de vinculação partidária e outros já se preparam para dar início a campanha, que começa oficialmente em 16 de agosto - ainda que, em tese, a janela não fosse destinada a vereadores. 

 

No que tange a migração partidária, o PDT, que até então possuia quatro cadeiras no Legislativo soteropolitano, foi o partido que saiu mais deficitário. Foram duas perdas: a vereadora Roberta Caires e o vereador Anderson Ninho. No caso da vereadora, históricamente ligada ao grupo do ex-prefeito Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, a mudança já era prevista, em decorrência da aproximação entre o líder da sigla na Bahia, o deputado federal Felix Mendonça Júnior com o governador Jerônimo Rodrigues. 

 

Tentando se manter alinhada na oposição estadual, o destino de Roberta Caires foi o Republicanos, partido liderado em Salvador pelo também vereador Luiz Carlos. Já o vereador Anderson Ninho, seguindo uma lógica similiar, aumentou a bancada o PSDB, partido do líder da CMS, Carlos Muniz, e liderado pelo deputado federal Adolfo Viana. 

 

PSDB este que saiu dessa migração com saldo positivo na Câmara. Além de Ninho, o partido foi o escolhido de Duda Sanches, ex-lider do diretório municipal do União Brasil em Salvador, para estabelecer sua campanha ao Congresso Nacional. Segundo fontes ligadas ao vereador, a mudança, que aparentemente estava fora do radar político, foi fruto de um convite do presidente Adolfo Viana. 

 

Por fim, uma mudança já prevista e anunciada foi a do vereador Alexandre Aleluia, atual presidente da comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Salvador. O vereador, que se elegeu pelo Partido Liberal (PL), migrou em direção ao Novo, partido liderado na Bahia por seu pai, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia, para dar apoio a sigla na disputa por uma cadeira na Câmara Federal. 

 

E AS URNAS? 
Apesar de as migrações eleitorais serem uma etapa importante para a campanha eleitoral, a maior parte dos pré-candidatos da Câmara Municipal de Salvador optou por se manter nas suas respectivas siglas. Até o momento, o BN “mapeou” ao menos oito candidaturas de vereadores a cargos no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa da Bahia. 

 

Entre os que desejam alcançar o parlamento baiano estão os vereadores David Rios (MDB), Cézar Leite (PL), Felipe Santana (PSD) e Luiz Carlos (Republicanos), este último tendo confirmado a candidatura após desincompatibilização do cargo de secretário municipal de Infraestrutura em Salvador. 

 

Já para o Congresso Nacional, a cerca de 6 meses da disputa na urna, ao menos outras quatro pré-candidaturas seguem postas. A primeira delas é a do vereador Jorge Araújo (PP), que já havia confirmado a pré-candidatura no último ano e, em março deste ano, foi alçado à cadeira de deputado federal temporariamente após a confirmação da licença do deputado João Leão, que deve assumir a Secretaria de Governo da Prefeitura de Salvador. 

 

Em seguida, aparecem os vereadores Duda Sanches (PSDB) e Alexandre Aleluia (Novo). E, por fim, o vereador do PSOL, Professor Hamilton Assis, que deve ser um dos principais candidatos psolistas na disputa por uma ou mais cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Angelo Coronel Filho é indicado para a vice-liderança da oposição após oficializar rompimento com Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução / AL-BA

O deputado estadual Angelo Coronel Filho (Republicanos) foi indicado para ser vice-líder da minoria (oposição) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A indicação foi protocolada nesta segunda-feira (6) pelo líder da oposição na AL-BA, Tiago Correia (PSDB).

 

“Na condição de líder da Bancada da Minoria nesta Casa Legislativa, venho, na forma regimental, fazer a indicação do deputado Angelo Coronel Filho para ocupar a vaga de Vice-líder do Bloco da Minoria. Antecipamos nossos agradecimentos, em tempo que nos colocamos à inteira disposição para dirimir quaisquer dúvidas que, porventura, venham a ocorrer”, escreveu Tiago Correia.

 

A movimentação ocorre após o parlamentar, que é filho do senador Angelo Coronel (Republicanos), oficializar o movimento de rompimento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Até então, Angelo Filho, junto de seu pai, estava filiado ao PSD, migrando com o “clã Coronel” para o Republicanos no dia 17 de março.

 

O rompimento se deu após o senador ser “rifado” da chapa majoritária, quando buscava sua reeleição na Casa Alta. A base do governador optou pela aposta de uma chapa “puro-sangue”, com os petistas Jaques Wagner e Rui Costa na disputa pelo Senado. Angelo Coronel foi anunciado como candidato na composição de ACM Neto (União), principal nome da oposição, na semana passada.

Coronel reforça liderança de Marinho no Republicanos, mas não descarta mudança de comando no futuro: “Quem chega não senta na janela”
Senador Angelo Coronel | Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

Recém-chegado ao Republicanos após deixar o PSD e a base governista para integrar a chapa majoritária de oposição ao lado de ACM Neto (União), o senador Angelo Coronel comentou especulações sobre uma possível mudança no comando da sigla na Bahia.

 

As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta segunda-feira (6). Coronel foi questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência estadual do partido, atualmente ocupada pelo deputado federal Márcio Marinho.

 

O senador ressaltou a condução atual da legenda e afirmou não ver motivos para substituição no momento, destacando que sua chegada ao partido é recente. Apesar disso, Coronel afirmou que a dinâmica política permite mudanças futuras, sem descartar a possibilidade de movimentações dentro da legenda ao longo do tempo.

 

“O presidente nacional é quem comanda o partido, mas aqui na Bahia o presidente atual é o deputado Márcio Marinho, eu não vejo nada que desabone, que venha a substitui-lo. Mas a política é dinâmica, eu acho que todos os quadros que estão no partido tem condições de presidir o partido. O partido está bem representado na presidência com o deputado Márcio Marinho, não vejo nenhum motivo para tirar, principalmente porque nós chegamos agora. Quem chega, não senta logo na janela, estamos sentados no banco do meio”, disse.

Aos 80 anos, João Leão retorna a secretaria de Salvador e leva Jorge Araújo para Brasília; veja mudanças no legislativo de Salvador
Foto: Divulgação

As mudanças anunciadas no secretariado da Prefeitura de Salvador, nesta terça-feira (31), promoverão mudanças tanto no Executivo quanto no Legislativo na capital baiana. Com a descompatibilização de Cacá Leão (PP) na secretaria municipal de Governo, a “dança das cadeiras” começa no Congresso e na Câmara Municipal de Salvador. Quem assume a gestão de governo é João Leão (PP), então deputado federal, que abre espaço para o seu primeiro suplente: o vereador Jorge Araújo (PP). 

 

Após meses de articulação, o ex-repórter da televisão soteropolitana deve assumir o cargo no Congresso Nacional, também abrindo uma vaga na Câmara Municipal de Salvador (CMS), onde ocupa uma das cadeiras governistas como o vereador mais votado da capital na última eleição. 

 

A suplência na Câmara também foi resultado de uma boa votação do atual vereador, em 2022, quando recebeu pouco mais de 30 mil votos pelo Progressistas ao cargo de deputado, ficando na suplência de João Leão, que recebeu 102.376 votos. 

 

Com a ausência de Jorge Araújo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), considerando um prazo maior que 120 dias de licença, o regulamento do Legislativo soteropolitano indica a necessidade de que um suplente assuma a cadeira do vereador licenciado. Neste caso, o vereador Sandro Bahiense, primeiro suplente do Progressistas, deve ser a nova adição da bancada governista em 2026, mantendo a vice-liderança no PP em número na CMS. 

 

Já João Leão, que possui décadas de carreira política, retorna à capital baiana e abre mão da sua tentativa de reeleição no Congresso ou ainda uma eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em sua carreira política, o empresário progressista já atuou em diversas funções e ao lado de diversos aliados políticos. 

 

Ele, que hoje se encontra na oposição ao governo petista na Bahia, já foi secretário estadual e vice-governador nos mandatos de Rui Costa (PT), sem contar os seis mandatos pelos quais se elegeu no Congresso. O pernambucano erradicado na Bahia ainda foi prefeito de Lauro de Freitas entre 1989 e 1993. 

 

João Leão retorna ao primeiro escalão soteropolitano quase 15 anos após uma experiência como chefe da Casa Civil do então prefeito João Henrique. O deputado foi o responsável por garantir sustentabilidade política ao ex-gestor que fora reeleito pelo MDB e acabou rompendo com o grupo. O isolamento de João Henrique tornou João Leão mais presente na capital baiana, gerando especulações que o colocaram até como pré-candidato a prefeito da cidade em 2012.

 

MAIS MUDANÇAS 
Além de Cacá Leão, outras duas mudanças foram confirmadas na Prefeitura esta terça. O secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos (Republicanos), também deixa o cargo para assumir a coordenação de campanha do Republicanos. Para o comando da Secretaria de Infraestrutura, Bruno Reis indicou o atual vereador Julio Santos (Republicanos), que já havia assumido a pasta em 2022.

 

Isso provoca uma segunda mudança na CMS, a saída de Julio Santos da bancada republicana pode provocar a ascenção de outro suplente, Osmar Santos Bastos, conhecido como Mala, que obteve 6.968 votos em 2024.

PL dispara em novas adesões de deputados, União é o que mais perde; Confira mudanças da janela partidária
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara. 

 

Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.

 

Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros. 

 

Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.

 

Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.

 

Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total. 

 

                         Entraram        Saíram    Saldo

PL                            7                   x           +7
PSD                         3                   3            0
Podemos               2                   1           +1
Republicanos       2                  4           -2
PSDB                       2                   1           +1
PP                             1                   1             0
Missão                    1                  x            +1
MDB                         1                  3             -2
Solidariedade       1                  x            +1
União Brasil           x                 6            -6
PRD                          x                  1             -1


Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
 

PL - 94 deputados

PT - 68 deputados

União Brasil - 51 deputados

PP - 49 deputados

PSD - 47 deputados

Republicanos - 42 deputados

MDB - 40 deputados

Podemos - 17 deputados

PDT - 17 deputados

PSB - 16 deputados

PSDB - 16 deputados

Psol - 11 deputados

PCdoB - 9 deputados

Avante - 8 deputados

Solidariedade - 6 deputados

Novo - 5 deputados

Cidadania - 4 deputados

PRD - 4 deputados

PV - 4 deputados

Rede - 4 deputados 

Missão - 1 deputado
 

Janela partidária entra na reta final com apenas sete mudanças, longe do recorde de 84 trocas de siglas em 2022
Foto: Montagem Agência Câmara

Faltando apenas 12 dias para o encerramento do período da janela partidária, em que deputados federais podem trocar de partido para concorrer às eleições sem risco de perder o mandato, as movimentações ainda são pequenas, bem diferente do cenário observado em 2022, quando houve um recorde de mudanças de parlamentares, com 84 trocas de sigla. 

 

Neste ano de 2026, a janela partidária foi iniciada em 05 de março, e deve seguir até o dia 4 de abril. Até o momento, apenas sete mudanças foram oficializadas na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara. Foram as seguintes as mudanças de partido:

 

Kim Kataguiri (SP), do União para o Missão
Magda Mofatto (GO), do PRD para o PL
Nicoletti (RR), do União para o PL
Sargento Fahur (PR), do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), do União para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), do PP para o PSDB
Vitor Lippi (SP), do PSDB para o PSB 

 

As mudanças atuais mostram o PL como o principal beneficiário das trocas partidárias. O partido, que já era a maior bancada na Câmara, recebeu três novos deputados. 

 

Na janela de 2022, o PL também foi o maior beneficiado com as mudanças de partido. Na ocasião, o partido do então presidente Jair Bolsonaro ganhou 38 novos deputados, saindo de uma bancada de 43 para 81 parlamentares. 

 

Os outros partidos que mais ganharam deputados naquele ano de 2022 foram o Republicanos, com 16 novas adesões, e o PP, com dez parlamentares filiados. Apenas dois baianos mudaram de partido naquela janela: Alex Santana saiu do PDT para o Republicanos, e Marcelo Nilo saiu do PSB também para o Republicanos.

 

Do lado das perdas, o União Brasil até esta segunda-feira (23) é o partido que mais perdeu cadeiras, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante o período da janela. 

 

Entre os dias 3 de março e 1º de abril de 2022, o União Brasil perdeu 35 deputados. O partido, que até o início da janela tinha a maior bancada da Câmara, com 81 deputados, iniciou o mês de abril com apenas 46 parlamentares. 

 

Nos próximos dias, novas mudanças devem ser registradas no sistema da Câmara. Uma delas deve ser a saída do deputado baiano Leo Prates do PDT e entrada no Republicanos. O ato de filiação está marcado para a próxima quinta (26), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, em Salvador.
 

Marinho desconversa sobre Coronel no comando do Republicanos na Bahia e defende “composição ampla” após novas filiações
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (23) sobre a chegada de novos integrantes ao partido e as implicações disso nos rumos da sigla. O parlamentar esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), para ser agraciado com a Comenda 2 de Julho, considerada a mais alta honraria do Legislativo baiano.

 

Em conversa com o Bahia Notícias, Marinho foi questionado sobre as recentes filiações, incluindo a família Coronel - formada pelo senador Angelo Coronel, pelo deputado federal Diego Coronel e pelo deputado estadual Angelo Coronel Filho - além do deputado federal Leo Prates, que deixou o PDT na última semana.

 

Ao abordar o tema, Marinho não confirmou de forma objetiva se o comando do Republicanos na Bahia passaria a ser exercido de maneira conjunta com o senador Angelo Coronel, ou se existe um acordo para "alternância".

 

"O bonito da política, que é o espaço do diálogo, o espaço da conversa. São pessoas que estão junto comigo, ajudando a construir um partido forte para apresentar para a população baiana no dia 4 de outubro. Logicamente que como uma casa para a construção dela você precisa do pedreiro, do marceneiro, eletricista. Da mesma forma o partido precisa de várias pessoas para construir um grande projeto. Num futuro bem próximo, nós teremos a ampliação de deputados estaduais aqui na Assembleia, deputados federais na Câmara Federal e também uma participação de forma objetiva na chapa majoritária do futuro governador da Bahia, ACM Neto. O que nós queremos é dar oportunidade às pessoas de participarem no partido e fazer o partido crescer, mas sempre com compromisso e a responsabilidade com o povo baiano", disse.

 

Nos bastidores, a oficialização da filiação de Coronel ao partido, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), foi acompanhada por especulações de que o senador assumiria protagonismo na condução das ações da legenda no estado no posto de presidente. A articulação teria envolvido lideranças nacionais, como o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, antigo partido de Coronel.

 

Mesmo com questionamento direto sobre o papel de Coronel, Marinho tergiversou. "Todos nós estaremos construindo, fortalecendo o partido no Estado. Marcelo, Angelo Coronel e os deputados, todos nós temos esse objetivo, esse foco de fortalecer o partido", afirmou.

 

Durante a entrevista, Marinho também comentou a possibilidade de saída do deputado federal Marcelo Nilo da sigla. Nilo manifestava interesse em compor como vice em uma eventual chapa majoritária liderada por ACM Neto, mas viu o desejo ficar mais distante com a possível indicação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para o posto.

 

"A gente não tem controle das pessoas. O meu pedido e a minha energia, a minha dedicação é que ele continue no partido", indicou Marinho.

 

Em declarações anteriores, Nilo afirmou que aceitaria a posição de vice caso o nome escolhido fosse considerado mais competitivo por ele. Caso contrário, indicou a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado. A chegada de Angelo Coronel ao Republicanos também parece ter minado esse desejo de disputar a vaga dentro do grupo político.

Leo Prates anuncia chegada ao Republicanos e filiação acontece na próxima quinta-feira
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Leo Prates anunciou, nesta quinta-feira (19), sua filiação ao Republicanos. O ato oficial de filiação está marcado somente para a próxima semana, no dia 26, no Centro de Cultura da Câmara dos Vereadores, em Salvador, e deve reunir lideranças políticas e aliados.

 

“Estou de casa nova, muito feliz e grato pelo acolhimento que recebi no Republicanos. Chego com ainda mais disposição para trabalhar pelo povo da Bahia, com responsabilidade, diálogo e dedicação redobrada”, afirmou o deputado.

 

O presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, celebrou a chegada do novo filiado.

 

"No ano de Copa do Mundo, nada mais simbólico do que vestir a 'camisa 10'. Leo Prates chega para somar talento, experiência e compromisso. Seja muito bem-vindo, é uma alegria recebê-lo no Republicanos", disse.

 

A filiação também foi destacada pelo deputado federal Márcio Marinho, que ressaltou a trajetória política compartilhada com Leo ao longo de mais de duas décadas.

 

"Temos uma caminhada de mais de 20 anos na vida pública, sempre pautados por princípios, lealdade e compromisso com as pessoas. Leo construiu uma trajetória sólida, foi vereador, presidente da Câmara Municipal e hoje exerce com excelência o mandato de deputado federal. Sua chegada ao Republicanos é motivo de muita alegria. É um nome que soma, que agrega e que sempre foi respeitado por todos nós", disse.

 

O movimento ocorre dois dias depois de o parlamentar anunciar sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) por meio de uma carta aberta.

Hugo Motta defende avanço da reforma administrativa e critica estrutura “arcaica” do Estado
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender nesta terça-feira (17) que o Congresso Nacional avance na discussão de uma reforma administrativa. Segundo o parlamentar, é preciso aproveitar o “momento”, marcado pela cobrança popular por medidas contra supersalários no funcionalismo público, para ampliar o debate sobre o tema.

 

Em conversa com representantes do setor produtivo, na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Motta afirmou que o problema não se resume aos vencimentos acima do teto constitucional.

 

Para ele, o foco deve estar na modernização do Estado e na melhoria da eficiência da máquina pública.

 

“É um tema que defendo desde que assumi a Presidência da Câmara. Defendo uma reforma que não tenha a perseguição ao servidor público como objetivo, mas que priorize a discussão sobre a eficiência da máquina pública”, afirmou.

 

O deputado acrescentou que, embora a questão dos supersalários esteja em evidência, o debate precisa ir além.

 

“Essa discussão passa por esse tema que está em voga, que são os salários acima do teto, mas o problema não está apenas aí. Temos uma máquina pública que se tornou arcaica”, disse.

 

Motta também ressaltou a necessidade de redução de gastos no setor público. Na avaliação dele, a reforma administrativa pode contribuir para melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população.

 

“Diante disso, precisamos de uma discussão mais ampla, com foco em uma máquina pública mais eficiente. O Congresso já demonstrou sua preocupação e capacidade”, declarou.

 

O presidente da Câmara é padrinho de um conjunto de propostas de reforma administrativa que estabelece critérios para o pagamento de auxílios fora do teto. Os textos, no entanto, enfrentam resistência na Casa e ainda não começaram a ser analisados pelas comissões.

 

Para uma ala do Legislativo que apoia as propostas, decisões do Supremo Tribunal Federal podem abrir uma janela de oportunidade para o avanço da reforma.

Senador Angelo Coronel confirma filiação ao Republicanos para disputar eleições 2026
Foot: Waldemir Barreto/Agência Senado

Chegou ao fim a novela envolvendo o destino político do senador Angelo Coronel. Após sair do PSD e romper com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente, escolheram o Republicanos como partido, para a disputa das eleições de 2026. 

 

A informação foi confirmada nesta terça-feira (17) pelo Bahia Notícias. A filiação contou com a presença do deputado federal Márcio Marinho e atual presidente do partido na Bahia e o presidente da Câmara Federal, deputado federal Hugo Motta. A sigla é uma das que apoiam o pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto. O grupo é comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. No último dia 13 de março, o BN já tinha antecipado a ida da família Coronel para o partido

 

Antes da confirmação, Coronel publicou um vídeo nas redes sociais, indicando que iria migrar para um time para a disputa eleitoral deste ano. Na publicação, ele segura uma camisa da cor azul, mesma cor do novo partido e “lança” para seus filhos o mesmo objeto. 

 

Conforme indicado anteriormente, a expectativa é que Coronel seja apresentado como o candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias. Além do ex-prefeito de Salvador e do senador, o grupo tem o ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

Após rompimento com o PSD, família Coronel deve ter o Republicanos como destino; saiba detalhes
Foto: Reprodução / Instagram

O futuro partidário da família Coronel parece estar caminhando para uma definição. Após o anúncio de rompimento com o PSD e com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador Angelo Coronel e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente - iniciaram tratativas com legendas aliadas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União).

 

Informações apuradas pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (13) junto a pessoas próximas ao senador apontam que o caminho para os três deve ser o Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. Nos bastidores, o partido já havia sido citado na "bolsa de apostas" junto o próprio União Brasil de ACM Neto, PSDB e PP.

 

Pensando na eleição de outubro, a oposição já desenha a composição de sua chapa. Além do ex-prefeito de Salvador, o grupo tem outro nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

 

A expectativa é que Coronel seja apresentado como o outro candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias.

 

Ele anunciou que deixaria o PSD do também senador Otto Alencar após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.

 

No mês passado, Coronel falou abertamente que apesar de não ter escolhido o novo partido ainda, caminharia ao lado de ACM Neto.

 

PROPORCIONAL NA CONTA
Em paralelo a isso, as articulações de filiações partidárias na disputa para deputados estaduais e federais continuam. O Republicanos também deve abrigar a candidatura de Leo Prates, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados.

 

O indicativo é que ele deixe o PDT diante da conjuntura de aliança do partido com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento passa pelas pretensões da sigla ligada a Igreja Universal do Reino De Deus (Iurd) em aumentar sua bancada. A ideia é chegar a cinco federais em Brasília, com a chegada de Prates e de Diego Coronel.

 

Atualmente o partido conta com três representantes na Câmara: Márcio Marinho, Alex Santana - que já anunciou que não vai disputar a reeleição -, e Rogéria Santos.

"Ócio demais faz mal", diz presidente do Republicanos ao criticar projeto que reduz jornada de trabalho no país
Foto: Divulgação Republicanos

O projeto que muda a jornada de trabalho 6x1 no país pode causar problemas tanto para o setor produtivo, com perda de competitividade e empregos, como para o próprio trabalhador, que poderia ser levado a um consumo maior de drogas e de jogos de azar por ter mais tempo livre, já que "ócio demais faz mal". 

 

Essa análise foi feita pelo presidente do partido Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), ao falar, em entrevista para o jornal Folha de S.Paulo, sobre o projeto que busca reduzir a jornada semanal dos trabalhadores. Ao ser questionado se a proposta poderia melhorar a qualidade de vida as pessoas ao reduzir a carga de trabalho, o deputado alegou que esse tempo extra pode ser prejudicial. 

 

“Eu acho que quanto mais trabalho, mais prosperidade. Claro, a pessoa tem que ter lazer, mas lazer demais também, o ócio demais faz mal. Tenho vários casos aí de pessoas que eu conheço, de famílias que eu conheço, o fulano quando parou de trabalhar, principalmente com certa idade, parou de trabalhar, morreu rápido, ficou doente. A gente precisa de atividade”, defendeu o parlamentar.

 

Marcos Pereira colocou em dúvida se o tempo extra a partir da mudança de jornada levaria o trabalhador a ficar mais com a família. O deputado também apresentou sua posição sobre as condições que são oferecidas para o lazer da população.

 

“A população vai fazer lazer onde? O povo não tem dinheiro, infelizmente. Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar. Pode ser o contrário. Ao invés de lazer, pode ser o mal. Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou num sertão lá do Nordeste?”, questionou o deputado.

 

Sobre o apoio do partido Republicanos ao projeto, que está sendo debatido na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Marcos Pereira disse ter demonstrado sua contrariedade ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo Pereira, Motta teria inclusive revelado o motivo de ter acelerado a discussão sobre o tema.

 

“Ele falou ´vamos fazer um debate´. No momento que ele despachou para a CCJ, ele me disse que estava fazendo isso porque se não fizesse, o governo iria fazer, então é melhor que a Casa tome o protagonismo”, afirmou.

 

O presidente do Republicanos expressou ainda na entrevista a preocupação com eventuais prejuízos que a proposta pode causar para o setor produtivo.

 

“Estou muito preocupado. Eu já demonstrei ao Hugo Motta a minha contrariedade ao tema. Não é o momento para se debater. Poderia se debater em outro momento, mas em ano eleitoral é muito sensível, porque expõe a Casa. Às vezes até tem que votar por conta de ser um ano eleitoral, porque o eleitor pode não entender bem se você votar contra, por exemplo. Eu estou preocupado. Pelas notas técnicas do setor produtivo, vai encarecer mais ainda. Pode ficar ruim para todos, porque vai tirar mais ainda a competitividade do setor produtivo brasileiro”, concluiu o deputado Marcos Pereira.
 

Republicanos e PSOL lideram filiações partidárias em Salvador; veja ranking
Foto: Divulgação / Logo Republicanos | Divulgação / PSOL

O partido Republicanos e PSOL são os partidos com maior inserção no eleitorado soteropolitano, considerando o número de filiados. É o que apontam as informações obtidas pelo Bahia Notícias junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com base em dados de 1º de janeiro de 2026. Ambos os partidos concentram a maior parte de suas forças justamente na capital. 

 

O balanço do TRE-BA aponta que, em ano de eleições nacionais e estaduais, a capital baiana representa quase um quinto (1/5) do eleitorado baiano, com 1.926.767 (um milhão, novecentos e vinte seis mil) eleitores. Entre eles, 121.468 mil soteropolitanos possuem alguma filiação partidária, ou seja, tem vínculo comprovado com partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. 

 

No que diz respeito aos partidos, foram identificados 50 com filiações em Salvador. O maior deles, em número de filiados, é o Republicanos, com 18.223 eleitores. A sigla, vinculada a Igreja Universal do Reino de Deus, concentra 33,18% dos seus filiados estaduais em Salvador. Com 44 cadeiras na Câmara dos Deputados, é um dos partidos que "lidera" a Casa, na figura do presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na capital baiana, a inserção política se refletiu na eleição de quatro cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e uma secretaria na gestão municipal. 

 

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Por outro lado, o partido na vice-liderança de filiados é Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que ocupa o outro lado do espectro político. Segundo os dados do TRE-BA, o partido concentra 35,35% de suas filiações na capital baiana, com 15.520 eleitores vinculados. A legenda é parte da oposição política à gestão municipal, hoje ocupada pelo União Brasil e, nesse contexto, possui apenas duas cadeiras no Legislativo municipal. Já na Câmara dos Deputados, o PSOL elegeu 11 parlamentares. 

 

Na sequência, fechando os cinco maiores partidos em Salvador, aparecem os seguintes partidos: Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Progressistas (PP) e Podemos (Pode). No caso do PT, partido com maior inserção política no estado, foram registrados 14.634 filiados em Salvador, que representa apenas 16,58% do total de filiados. 

 

O Partido Progressistas, que possui a segunda maior bancada da Câmara Municipal de Salvador, com cinco cadeiras, tem 10.281 eleitores soteropolitanos filiados, conforme o TRE-BA. Já o Podemos, concentra 9.166 das filiações partidárias em Salvador. Na CMS, o partido tem duas cadeiras, vinculadas à oposição política do governo municipal. 

 

O União Brasil, partido que lidera o governo municipal e com maior representatividade legislativa, com sete nomes na Câmara, ficou em 12° lugar no ranking. O partido possui 4.716 filiados em Salvador e concentra pouco mais de 5,6% de seus filiados estaduais na capital. 

 

Do outro lado do ranking, estão os partidos Unidade Popular (UP/157), Partido da Causa Operária (PCO/110), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU/89), Partido Comunista Brasileiro (PCB/39) e Partido Socialista Cristão (PSC/12).

Márcio Marinho vê espaço para Angelo Coronel na chapa de ACM Neto, mas ressalta prioridade a aliados históricos
Foto: Divulgação

O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (26) a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) integrar a chapa majoritária do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil).

 

Durante a inauguração do viaduto José Linhares, Marinho afirmou que há espaço para diálogo com Coronel dentro do grupo liderado por ACM Neto, mas ponderou que uma eventual aliança não pode enfraquecer nomes que já caminham há bastante tempo com o vice-presidente nacional do União Brasil.

 

“Não pode trazer um e perder o outro. Não pode trazer um e enfraquecer aqueles que caminham com ele há muito tempo. Mas, se o Angelo Coronel vier, há espaço para a gente estar conversando”, declarou.

 

Questionado sobre um prazo para a definição da chapa majoritária, o líder do Republicanos disse que ainda não há uma data estabelecida e que essa decisão caberá ao próprio ACM Neto. Segundo ele, o pré-candidato ao governo já sinalizou a intenção de dialogar sobre a composição.

 

“O prazo a gente não consegue definir, porque quem vai dar esse tempo é o próprio candidato. Agora há pouco ele desceu do palanque e disse: ‘Marinho, a gente precisa conversar’. Esse é o momento da reflexão para a composição da chapa, sem questão emocional ou de amizade, mas de forma objetiva, pensando em quem agrega mais votos”, afirmou.

 

Ainda durante a coletiva, Marinho disse que o Republicanos está aberto a uma possível filiação do deputado federal Elmar Nascimento, caso ele deixe o União Brasil.

 

“Elmar Nascimento é uma grande liderança política e um grande deputado do nosso estado. O Republicanos é um partido de portas abertas para quem quer ajudar a construir uma legenda forte. Eu, particularmente, ainda não tive nenhuma conversa com Elmar sobre isso, mas, se acontecer, será bem-vindo”, concluiu.

Léo Prates comenta saída do PDT e sinaliza Republicanos como possível destino
Foto: Liz Barretto / Bahia Notícias

O deputado federal Léo Prates (PDT) comentou, nesta segunda-feira (26), a saída do PDT após o provável rompimento da legenda com o grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A declaração aconteceu na inauguração do viaduto Zé Linhares, entrega que ele acompanhou ao lado de mais dois representantes da Câmara: Rogéria Santos (Republicanos) e Márcio Marinho (Republicanos).

 

Questionado sobre a migração do PDT, o deputado confirmou que manterá o apoio ao candidato a governador e deve deixar o partido. Na ocasião, ele sinalizou o alinhamento com o Republicanos.

 

"Sairei com o coração partido, mas, por amigos, irei pro Republicanos. O vereador Luiz Carlos é meu parceiro. O presidente Hugo Mota me abraçou, me dá espaço na Câmara. Se eu fiz um ano de 2025 bom, foi graças a ele e ao meu partido. Eu acho que esse namoro vem desde 2016. Republicanos é um partido que eu gosto. Gosto de Márcio Marinho", afirmou o deputado.

 

Prates defendeu a presença de Márcio Marinho para compor a chapa majoritária da oposição nas eleições de 2026. Para ele, o bispo deve estar no grupo. 

 

"Acho ele um dos grandes homens públicos, mas claro que defendo a liberdade de Neto de fazer a melhor escolha. Mas se eu puder opinar e minha voz for escolhida, com certeza Márcio Marinho estará presente na chapa", endossou o deputado.

 

Apesar da provável saída, o parlamentar deixou clara a vontade de trazer seu atual partido de volta à base do candidato a governador.

 

"ACM Neto gostaria muito de contar com todas as forças que querem sonhar com uma Bahia melhor, mas depende do PDT. Assim como o PDT sabe que, por princípio, eu faço parte do grupo político de ACM Neto", completou.

Márcio Marinho defende Republicanos no Senado em majoritária: “Não abriremos mão de uma das vagas”
Foto: Divulgação / Ascom Republicanos Bahia

O deputado federal Márcio Marinho afirmou que o Republicanos não abrirá mão de indicar um nome para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária de 2026. A declaração foi feita durante a reunião executiva estadual do partido, realizada na manhã desta segunda-feira (19), na sede da legenda, no Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador.

 

Ao discursar para a executiva, Marinho destacou que o partido considera ter maturidade política e capilaridade suficiente para disputar um espaço majoritário nas próximas eleições. 

 

“É hora de alçarmos voos mais altos. O Republicanos está pronto e apto para indicar uma das vagas ao Senado. Não abriremos mão de construir esse novo projeto com a Bahia”, afirmou.

 

O parlamentar já havia sinalizado publicamente a intenção de disputar o Senado. Em agosto de 2025, em entrevista ao Bahia Notícias, Marinho disse que seu nome vinha sendo citado como sugestão para compor a chapa liderada por ACM Neto. 

 

“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos, as pessoas me conhecem. Essa possibilidade não está descartada. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto ao Senado”, declarou à época.

 

Durante a reunião desta segunda, Márcio Marinho também reforçou a necessidade de união entre as forças políticas do partido para ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados. Além disso, ele ratificou o apoio do Republicanos ao pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto.

 

O encontro contou com a presença do presidente municipal do Republicanos em Salvador, vereador Luiz Carlos; do deputado federal Alex Santana; da deputada federal Rogéria Santos; dos deputados estaduais José de Arimateia, Jurailton Santos e Samuel Júnior; além de vereadores como Júlio Santos, Kell Torres, Ireuda Silva e Edilson Ferreira. Também participaram lideranças e filiados, entre eles Marcelo Nilo, Talita Oliveira e Francisco Edes.

Após vídeo de Malafaia, Damares divulga lista de igrejas e pastores citados na CPI do INSS
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou, nesta quarta-feira (14), uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação, convite ou transferência de sigilo apresentados na Comissão Parlamentar Mista Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

 

Em entrevista ao SBT News no último domingo (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) revelou que os documentos obtidos na comissão expõem a participação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.

 

A senadora divulgou a lista logo após a declaração do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, nesta quarta-feira (14). Na ocasião, o líder religioso cobrou, por meio de um vídeo nas redes sociais, a apresentação de provas e nomes que comprovasse a denúncia que ele chamou de “afronta”. 

 

Segundo a senadora, todos os requerimentos foram apresentados com base em indícios identificados em documentos oficiais, especialmente Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal. Segundo informações divulgadas pelo g1, entre os pastores que possuem requerimento para comparecer à CPMI está Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

Na publicação, Damares afirmou ainda que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa "profundo desconforto e tristeza", mas que, ainda assim, a CPMI tem o dever constitucional de apurar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental. Nos pedidos solicitados, alguns já foram aprovados e outros ainda precisam passar pela análise dos membros da comissão.

 

Confira a lista completa:

 

IGREJAS
Transferência de sigilo da Adoração Church;
Transferência de sigilo da Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo;
Transferência de sigilo do Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch);
Transferência de sigilo da Igreja Evangélica Campo de Anatote.

 

PASTORES
Convite a Fabiano Campos Zettel, empresário e líder religioso, para comparecer à CPMI;
Convite a Cesar Belucci do Nascimento, líder religioso;
Convocação de André Machado Valadão, líder religioso, para prestar depoimento;
Transferência de sigilo de André Machado Valadão;
Convite a Péricles Albino Gonçalves, líder religioso;
Convite a André Fernandes, líder religioso.

Vereador Kel Torres faz balanço de atividade parlamentar na CMS e evita cravar em candidatura estadual
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

Vereador de Salvador, Kel Torres (Republicanos) relembrou o ano parlamentar de 2025 e fez projeções sobre as votações de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias durante a Lavagem do Bonfim, uma das principais festas tradicionais do calendário soteropolitano, nesta quinta-feira (15), o legislador sugeriu que este ano seria marcado por uma “renovação” na Bahia. 

 

“A expectativa é muito grande, 2025 foi um ano muito difícil, mas agora em 2026 a cidade está precisando de alguns avanços importantes, temos projetos e pautas [na Câmara], e o Executivo também. Eu tenho certeza que 2026 será um ano de transformação e de mudança, principalmente na Bahia”, afirma. 

 

Questionado sobre o pleito, o vereador evitou falar sobre um possível convite para a disputar as eleições estaduais e nacionais em outubro. “Eu faço parte de um grupo liderado por ACM Neto e Bruno Reis, sou do partido republicano e estou vereador da cidade de Salvador. A gente está trabalhando, eu trabalho todos os dias e, se assim Deus designar qualquer missão, eu estou no grupo”, garantiu.

 

Ele finaliza dizendo que “meu deputado estadual é Emerson Penalva e a gente está trabalhando por um projeto de mudar a Bahia de verdade”. 

Leo Prates confirma “conversas avançadas” com o Republicanos, mas indica reunião com Lupi: “Meu desejo é ficar”
Foto: Antonio Cavalcante / Bahia Notícias

O deputado federal Leo Prates (PDT) afirmou que possui conversas avançadas para se filiar ao Republicanos, mas informou que irá se reunir com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para dialogar sobre a possível saída da legenda. Ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (15), o parlamentar disse que o “desejo é ficar” na sigla, mas com a adesão dos pedetistas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), ele reforçou que estão em grupos políticos divergentes.

 

“Eu fiquei de conversar com o presidente Carlos Lupi, agora entre fevereiro e março. Vocês sabem, eu sou feliz no PDT. Me prestigiou nacionalmente, mas hoje eles fazem parte de outro grupo político. A gente vai sentar, conversar, somos todos amigos e ver quais serão os caminhos que eu vou adotar. O meu desejo é ficar, mas eu estou com conversas bem avançadas com o Republicanos”, disse Leo Prates.

Gravações indicam orientação política de Márcio Marinho e Kênio Rezende a fiéis da Igreja Universal durante campanha de 2024
Fotos: Divulgação

Gravações de áudio obtidas pelo Intercept Brasil apontam orientações para o engajamento político de pastores, obreiros e fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus durante o período eleitoral de 2024, na Bahia.

 

Em um dos trechos, o bispo Sergio Corrêa, então responsável pela igreja no estado, solicita o envolvimento direto de líderes religiosos na campanha de candidatos ligados à instituição.

 

 

“Jesus precisa, a Igreja precisa. A gente tem que ir pra cima, nós precisamos disso. Quero contar com a ajuda de vocês, por favor, para se dedicar a isso. [Para] resolver essa questão”, disse Corrêa aos pastores no início da campanha. Em outro momento, ele afirma: “A gente já tem em mãos uma radiografia da situação eleitoral nossa aqui na Bahia”.

 

As orientações constam em gravações realizadas durante uma reunião de bispos e líderes regionais da Universal na catedral da igreja em Salvador, em abril de 2024. Participaram do encontro bispos e pastores responsáveis por regionais que abrangem igrejas da capital e do interior do estado. Segundo o conteúdo dos áudios, os líderes eram orientados a indicar, nos templos, obreiros e fiéis para atuar na mobilização de eleitores.

 

Nos registros, Corrêa aparece discutindo estratégias de campanha ao lado do bispo e deputado federal Márcio Marinho, presidente do Republicanos na Bahia; do pastor e deputado estadual Jurailton Santos; do pastor Luiz Carlos de Souza, vereador licenciado e atual secretário de Infraestrutura de Salvador; e do pastor Kênio Rezende, que seria eleito vereador em Salvador seis meses depois das gravações, com 9,2 mil votos. Todos são filiados ao Republicanos.

 

De acordo com o Intercept Brasil, o material foi repassado por um ex-pastor da Universal, que recebeu as gravações de um integrante da igreja presente à reunião. A identificação das falas atribuídas a cada religioso foi realizada por essa fonte. Ainda segundo o veículo, as vozes registradas nos áudios são semelhantes às falas e pregações disponíveis nas redes sociais dos citados.

Senadora Damares Alves será homenageada com Título de Cidadã e Comenda Maria Quitéria em Salvador
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A senadora bolsonarista Damares Alves (Republicanos) será homenageada com o Título de Cidadã Soteropolitana e a Comenda Maria Quitéria, dois dos principais títulos e honrarias concedidos pela Câmara Municipal de Salvador (CMS). As resoluções foram aprovadas pelo Legislativo Municipal nesta quarta-feira (17), sob indicação da vereadora, Ireuda Silva. 

 

Na proposição, a legisladora de Salvador defende a homenagem à senadora pela “sua trajetória profissional marcada por uma dedicação intensa às causas sociais, especialmente na defesa dos direitos das mulheres, crianças e populações vulneráveis”. 

 

A senadora Damares Alves é uma advogada, pastora evangélica filiada ao partido Republicanos. Nascida em Paranaguá (PR), no dia 11 de março de 1964, a líder religiosa ficou conhecida como um dos principais nomes do bolsonarismo, movimento político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Brasil. Em 2019, Damares assumiu o cargo de Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos na gestão de Jair e em 2022 foi eleita senadora pelo Distrito Federal, com mais de 700 mil votos.

 

Para a vereadora republicana, Ireuda, “a concessão do título de cidadã soteropolitana a Damares Alves seria um reconhecimento à sua dedicação incansável às causas sociais que também afetam Salvador”, completa. 

 

Em sua concepção, o Título de Cidadão Soteropolitano é concedido a pessoas que, mesmo nascidas fora da capital baiana, tenham prestado serviços relevantes ou possuam uma trajetória atrelada ao município de Salvador. Já a Comenda Maria Quitéria é destinada especificamente a mulheres. Criada em homenagem ao 2 de julho e na figura histórica e folclórica da militar baiana que lutou na Guerra da Independência do Brasil. 

Pesquisas mostram PT sofrendo derrotas e PL e União vencendo mais disputas de governos; confira levantamento
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Levantamento realizado pelo Bahia Notícias em torno das pesquisas mais recentes que mostram a disputa para os governos estaduais revela um quadro de pequenas mudanças em relação à divisão de governadores por partido. 

 

Enquanto partidos do centro mantém alguma estabilidade na conquista de governos, o PT, até aqui, é o partido que mais pode perder. Já o principal partido de oposição, o PL, é o que aparece com chances de ganhar maior quantidade de administrações estaduais. 

 

As pesquisas de momento dos principais institutos nacionais mostram que 11 governadores tentarão a reeleição em 2026. Desses, sete estão liderando as pesquisas, e quatro aparecem na segunda colocação.

 

Lideram as pesquisas o governador Alan Rick (União Brasil), no Acre; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina. 

 

Entre os quatro que no momento demonstram dificuldade em se reeleger está o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que está perdendo para o candidato ACM Neto (União Brasil). Aparecem na mesma situação o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade); o de Tocantins, Laurez Moreira (PDT); e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). 

 

Outro dado que o levantamento revela diz respeito à posição dos atuais vice-governadores que vão concorrer ao governo de seus estados em 2026. Dos seis que já manifestaram intenção de buscar a eleição, dois deles lideram as pesquisas, e quatro estão na segunda colocação.

 

No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) está na liderança das pesquisas para suceder o governador Ibaneis Rocha (MDB). Em Goiás, Daniel Vilela (MDB), vice de Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece na frente na disputa estadual.

 

Já os quatro vices que atualmente figuram na segunda colocação em pesquisas são os seguintes: Edilson Damião (Republicanos) em Roraima; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba; Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso; e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo.

 

Em relação à divisão dos governos estaduais entre os partidos políticos, o quadro atual no país revela a seguinte partilha:

  • PT - 4
  • União Brasil - 4
  • PSD - 4
  • PSB - 3
  • MDB - 3
  • PP - 3
  • Republicanos - 2
  • PL - 2
  • Novo - 1
  • Solidariedade - 1

 

O levantamento realizado pelo BN com as pesquisas eleitorais mais recentes mostra principalmente a ascensão de União Brasil e PL como os partidos com mais governadores, e a queda na quantidade de governos do PT. Confira abaixo uma simulação de como ficaria a divisão dos 27 governos entre os partidos caso venha a se confirmar a atuação da corrida eleitoral.

  • União Brasil - 5
  • PL - 5
  • MDB - 4
  • PSD - 4
  • Republicanos - 3
  • PSB - 2
  • PT - 2
  • PP - 2

 

Apresentamos a seguir as pesquisas mais recentes dos institutos nacionais com o quadro atual das disputas pelos governos estaduais:

 

REGIÃO NORTE

 

ACRE (Paraná Pesquisas)

  • Alan Rick (União Brasil) - 44,5% (R)
  • Tião Bocalom (PL) - 24,1%
  • Mailza Gomes (PP) - 17,6%
  • Dr. Thor Dantas (PSB) - 3,5%.

 

AMAPÁ (Paraná Pesquisas)

  • Dr. Furlan (MDB) - 65,6%
  • Clécio Luís (Solidariedade) - 25,4% (R)

 

AMAZONAS (Real Time Big Data)

  • Omar Aziz (PSD) - 43%
  • Maria do Carmo Seffair (PL) - 22%
  • Tadeu de Souza (Avante) - 10%

 

PARÁ (Paraná Pesquisas)

  • Dr. Daniel Santos (PSB) - 26%
  • Éder Mauro (PL) - 22,5%
  • Hana Ghassan (MDB) - 18,7%

 

RONDÔNIA (Real Time Big Data)

  • Marcos Rogério (PL) - 23%
  • Fernando Máximo (União Brasil) - 21%
  • Adailton Fúria (PSD) - 19%
  • Hildon Chaves (PSDB) - 12%

 

RORAIMA (Real Time Big Data)

  • Arthur Henrique (PL) - 33%
  • Edilson Damião (Republicanos) - 28%
  • Soldado Sampaio (Republicanos) - 11%
  • Juscelino Kubitschek Pereira (PT) - 6%

 

TOCANTINS (Real Time Big Data)

  • Professora Dorinha (União Brasil) - 33%
  • Laurez Moreira (PDT) - 24% (R)
  • Cinthia Ribeiro (PSDB) - 13%
  • Amelio Cayres (Republicanos) - 11%

 

REGIÃO NORDESTE

 

ALAGOAS (Real Time Big Data)

  • Renan Filho (MDB) - 48%
  • JHC (PL) - 45%

 

BAHIA (Real Time Big Data)

  • ACM Neto (União Brasil) - 44%
  • Jerônimo Rodrigues (PT) - 35% (R)
  • José Carlos Aleluia (Novo) - 3%
  • Kleber Rosa (Psol) - 2%

 

CEARÁ (Real Time Big Data)

  • Elmano de Freitas (PT) - 39% (R)
  • Ciro Gomes (PSDB) - 39%
  • Eduardo Girão (Novo) - 14%

 

MARANHÃO (Real Time Big Data)

  • Eduardo Braide (PSD) - 35%
  • Orleans Brandão (MDB) - 25%
  • Lahesio Bonfim (Novo) - 17%
  • Felipe Camarão (PT) - 6%

 

PARAÍBA (Real Time Big Data)

  • Cícero Lucena (MDB) - 31%
  • Lucas Ribeiro (PP) - 16% 
  • Efraim Filho (União Brasil) - 13%
  • Pedro Cunha Lima (PSD) - 13%

 

PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)

  • João Campos (PSB) - 50%
  • Raquel Lyra (PSD) - 24% (R)
  • Eduardo Moura (Novo) - 5%
  • Gilson Machado (PL) - 3%

 

PIAUÍ (Real Time Big Data)

  • Rafael Fonteles (PT) - 66% (R)
  • Margarete Coelho (PP) - 14%
  • Mainha (Podemos) - 5%
  • Jornalista Toni Rodrigues (PL) - 2%

 

RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)

  • Alysson Bezerra (União Brasil) - 36%
  • Rogério Marinho (PL) - 34%
  • Cadu Xavier (PT) - 10%

 

SERGIPE (Real Time Big Data)

  • Fábio Mitidieri (PSD) - 46% (R)
  • Walmir de Francisquinho (PL) - 33%

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)

  • Celina Leão (PP) - 32,2% 
  • José Roberto Arruda (Sem partido) - 29,8%
  • Leandro Grass (PT) - 11,8%
  • Ricardo Capelli (PSB) - 6,4%
  • Paula Belmonte (PSDB) - 6%

 

GOIÁS (Real Time Big Data)

  • Daniel Vilela (MDB) - 30% 
  • Marconi Perillo (PSDB) - 26%
  • Wilder Morais (PL) - 14%
  • Delegada Adriana Accorsi (PT) - 12%

 

MATO GROSSO (Real Time Big Data)

  • Wellington Fagundes (PL) - 43%
  • Otaviano Pivetta (Republicanos) - 17% 
  • José Carlos do Pátio (PSB) - 7%

 

MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)

  • Eduardo Riedel (PP) - 55% (R)
  • Fábio Trad (PT) - 16%
  • Marcos Pollon (PL) - 11%

 

REGIÃO SUDESTE

 

ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)

  • Lorenzo Pazolini (Republicanos) - 27%
  • Ricardo Ferraço (MDB) - 26% 
  • Sérgio Vidigal (PDT) - 11%
  • Arnaldinho Borgo (Podemos) - 11%
  • Helder Salomão (PT) - 5%

 

MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)

  • Cleitinho (Republicanos) - 40,6%
  • Alexandre Kalil (PDT) - 13,5%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) - 13%
  • Marília Campos (PT) - 10,6%
  • Mateus Simões (Novo) - 5,9%

 

RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)

  • Eduardo Paes (PSD) - 53%
  • Rodrigo Bacellar (União Brasil) - 13%
  • Washington Reis (MDB) - 12%
  • Ítalo Marsili (Novo) - 3%
  • Bombeiro Rafa Luz (Missão) - 3%
  • William Siri (Psol) - 2%

 

SÃO PAULO (Real Time Big Data)

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 45% (R)
  • Geraldo Alckmin (PSB) - 26%
  • Erika Hilton (Psol) - 9%
  • Paulo Serra (PSDB) - 6%
  • Kim Kataguiri (Missão) - 6%
  • Felipe D´Avila (Novo) - 1%

 

REGIÃO SUL

 

PARANÁ (Real Time Big Data)

  • Sérgio Moro (União Brasil) - 41%
  • Requião Filho (PDT) - 20%
  • Guto Silva (PSD) - 13%
  • Paulo Martins (Novo) - 8%
  • Ênio Verri (PT) - 5%

 

RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)

  • Luciano Zucco (PL) - 27%
  • Juliana Brizola (PDT) - 21%
  • Edegar Pretto (PT) - 21%
  • Gabriel Souza (MDB) - 13%
  • Covatti Filho (PP) - 3%

 

SANTA CATARINA (Real Time Big Data)

  • Jorginho Mello (PL) - 48% (R)
  • João Rodrigues (PSD) - 22%
  • Décio Lima (PT) - 14%
  • Adriano Silva (Novo) - 2%
  • Marcos Vieira (PSDB) - 1%
Aliados aconselham Tarcísio de Freitas a permanecer no Republicanos e evitar associação direta com o PL de Bolsonaro
Foto: Divulgação / Republicanos

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, têm aconselhado que ele permaneça no Republicanos e não migre para o Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, com vistas às eleições de 2026.

 

Segundo pessoas próximas ao governador, a recomendação é que Tarcísio continue no atual partido, especialmente caso decida disputar a Presidência da República no próximo ano. A avaliação é de que o Republicanos lhe permitiria projetar uma imagem de perfil mais moderado, em contraste com o PL, que reforçaria uma percepção de alinhamento à extrema direita.

 

De acordo com esses aliados, o governador já contaria com o apoio do eleitorado bolsonarista, uma vez que sua eventual candidatura dependerá do aval de Bolsonaro. O principal desafio, portanto, seria conquistar o eleitor de centro, considerado essencial em uma disputa nacional.

Com vice em 2022, Marinho aponta para "decisão interna" do Republicanos em desejo de indicar vaga ao Senado
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que seu nome está entre os cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por ACM Neto (União), que deve concorrer novamente ao governo da Bahia em 2026. Segundo Marinho, embora esteja focado na campanha de reeleição, a possibilidade não está descartada.

 

“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos. As pessoas me conhecem, não está descartada essa possibilidade. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto, ao Senado. No partido temos vários nomes. Tenho feito a campanha de reeleição, mas não deixo de ser um nome. Se os ventos soprarem e for da vontade”, declarou em conversa com o Bahia Notícias na semana passada.

 

Na última eleição, o Republicanos ocupou um posto importante na chapa de ACM Neto ao indicar a empresária Ana Coelho para a vice. À época, o nome dela ganhou força pós o partido ter descartado o então deputado federal Marcelo Nilo. Ela inclusive se filiou ao partido no último dia do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de novos membros (leia mais aqui e aqui).

 

“Iremos disputar a vaga do Senado. O partido quer essa vaga. Não temos definição, mas o sentimento do partido. Temos uma decisão interna nossa. No momento certo”, disse Marinho.

 

O parlamentar ainda comentou o cenário eleitoral, após divulgação de um levantamento da Paraná Pesquisas, em parceria com o BN, que aponta ACM Neto à frente na corrida pelo governo estadual. O deputado disse não ter se surpreendido com o resultado e relatou impressões colhidas durante viagens pelo interior da Bahia.

 

“Eu não tomei como surpresa ACM na frente não. Tenho viajado todos os finais de semana no interior. Às vezes até anônimo, pois não me conhecem. Faço pesquisa de boca, em restaurante, lanchonete, busco ouvir as pessoas sobre as eleições ano que vem. São objetivas em falar do cansaço do governo que hoje está no estado. A segurança pública, estava ontem em Várzea do Poço, dentro de uma roça que nem internet pega, as pessoas revelam o medo. Outra questão é a saúde. São pessoas humildes e pobres que dependem da saúde pública. Nos hospitais, quando chegam, entram na famosa fila”, finalizou.

 

REPUBLICANOS EM FOCO
Além do próprio Márcio Marinho, o partido tem outros nomes mencionados para possíveis indicações. Entre eles estão o deputado federal Alex Santana e Marcelo Nilo, que hoje atua como assessor especial na prefeitura de Salvador.

 

As discussões foram aprofundadas recentemente, quando Alex Santana indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O deputado negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. O movimento começou a agitar os bastidores do partido para uma possível definição.

Wagner diz que missão de senadores está buscando canais de diálogo e "abrindo portas" nos Estados Unidos
Foto: Reprodução Redes Sociais

Abrir portas, intensificar o diálogo, conversar para buscar soluções sem abdicar da defesa da soberania nacional. Foi desta forma que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou os encontros mantidos nesta terça-feira (29) pela comitiva de senadores que se encontram em Washington, nos Estados Unidos. 

 

A missão oficial do Senado, composta por oito parlamentares, iniciou nesta segunda (28) as primeiras reuniões para estabelecer diálogos em prol do fim da guerra tarifária. O tarifaço aos produtos brasileiros deverá ser colocado em prática pelo governo dos Estados Unidos a partir de 1º de agosto. 

 

“Se você perguntar: tem expectativa imediata? Imediata, não, mas a política é isso mesmo. A gente sai para pescar todo dia, nem todo dia pesca um bom peixe. Mas, se não sai para pescar, não leva peixe nunca. Nós estamos vindo, abrindo portas, conversando”, declarou Jaques Wagner a jornalistas ao sair de um encontro com empresários. 

 

O senador baiano ressaltou que a missão é um processo contínuo: “Estamos fazendo o serviço completo. Falamos com os empresários ontem, aqui vamos falar com a classe política. Estamos acumulando conquistas, abrindo diálogos, fazendo networking”, disse o senador. 

 

Jaques Wagner é um dos oito senadores que estão nos EUA participando desta missão oficial. Os outros senadores são Carlos Viana (Podemos-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Nelsinho Trad (PSD-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Teresa Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Farias (MDB-AL). 

 

Wagner disse que após conversar com empresários, os senadores vão se encontrar ainda com a classe política. “Estivemos com um democrata, vamos falar com um republicano”, explicou. “Tem que ser um jogo combinado empresários e a política, e tem que coçar no bolso, tem que falar com as empresas americanas que elas vão perder”, completou o senador Jaques Wagner. 

 

A missão de senadores brasileiros segue até quarta (30) nos Estados Unidos, quando pela manhã os parlamentares participarão de coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, para fazer um balanço da missão.
 

Ciro Nogueira critica Rui Costa e cutuca governo Jerônimo Rodrigues: “Vai trabalhar, governador”
Fotos: Agência Senado / Bahia Notícias

Durante uma discussão política nas redes sociais neste domingo (13), o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, criticou duramente o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ocasião, ele também atacou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Rui, dizendo: “Vai trabalhar, governador!”

 

Veja o tweet:

 

A troca de farpas começou após Rui Costa afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria tentando agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

 

Tarcísio culpou a diplomacia do governo Lula pela decisão americana, dizendo que o governo prioriza “ideologia acima da economia”. Rui respondeu pela rede X (antigo Twitter), lamentando a postura do governador paulista.

 

Aliado de Tarcísio e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira saiu em defesa do governador de São Paulo e rebateu Rui Costa. Segundo Ciro, a função do ministro agora deve ser tirar o país da “encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT o colocou” — e não discutir com governadores. Veja momento:

 

O episódio escancara a crescente tensão entre o governo federal e a oposição, especialmente em temas ligados à política externa e seus reflexos na economia.

Após confirmar “avaliação de corte” em emendas, Hugo Motta distribui R$ 11 milhões extras por deputado nas comissões
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiu que cada deputado poderá direcionar o pagamento de R$ 11 milhões em emendas de comissão, verba distribuída pelos colegiados do Congresso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (07) pela Folha de S. Paulo. 

 

Assim, com a nova distribuição, os deputados poderão unir os R$ 11 milhões extras das comissões com os R$ 37 milhões a que tem direito em emendas individuais. Na prática, os deputados irão enviar às comissões uma indicação de como o valores deverão ser gastos. Cada colegiado, então, terá que votar e registrar em ata essas escolhas. 

 

A distribuição dos valores em meio as declarações do próprio presidente da Casa, Hugo Motta, sobre uma possível avaliação de corte das emendas parlamentares em meio a discussão sobre a redução do Orçamento da União. Na última sexta-feira (5), Motta disse ao GloboNews que “as emendas parlamentares fazem parte do orçamento e, portanto, podem ser objeto de avaliação dentro de um esforço conjunto para assegurar responsabilidade fiscal”. 

 

As emendas individuais (total de R$ 19 bilhões para a Câmara em 2025) e as emendas de bancada estadual (R$ 14 bilhões) são de execução obrigatória pelo governo. As emendas de comissão não são impositivas, o que significa que a liberação dos recursos depende do governo.

 

Além disso, os líderes de cada partido e o próprio Motta terão direito de distribuir valores ainda maiores em emendas de comissão. Segundo a reportagem da Folha, o número é mantido em sigilo pela cúpula da Câmara. O montante apadrinhado por cada líder depende do tamanho de sua bancada e, em anos anteriores, superou R$ 100 milhões.

 

As emendas de comissão substituíram as emendas de relator em 2024, mas foram bloqueadas por ordem do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), até que fossem adotadas regras de transparência e rastreabilidade para os recursos, diante de seguidas operações policiais para investigar desvios de dinheiro e irregularidades.

 

O aviso sobre os R$ 11 milhões por deputado começou a circular nesta semana entre os partidos. Ainda não há informação a abrangência da distribuição do dinheiro nem se todos serão contemplados com esses valores, incluindo partidos que costumam criticar as emendas, como PSOL e Novo.

De olho em 2026, Alex Santana nega saída da política e avalia integrar chapa majoritária
Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado federal baiano Alex Santana (Republicanos) negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. Em nota enviada para imprensa, nesta quinta-feira (3), o parlamentar afirmou que não será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados em 2026, mas indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). 

 

Além disso, Alex apontou acerca da existência de debates e do desejo para encabeçar e disputar um cargo na chapa majoritária. Entre os cargos majoritários para as eleições do próximo ano está a vaga ao Senado, entre outros.   

 

Segundo Santana, a decisão mira e seria uma estratégia ao projeto político de sua sigla no estado, “que visa ampliar sua representatividade e fortalecer a base de apoio à oposição no estado.”

 

A informação da desistência da carreira política teria surpreendido aliados e lideranças políticas, na manhã desta quinta. Alex é um dos parlamentares que com maior registros de envio de emendas parlamentares para diversos municípios baianos, o que vinha consolidando a base eleitoral dele.

 

Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi comunicada após conversa com o pastor Valdomiro Pereira, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus na Bahia (Ceadeb).

Hugo Motta critica aumento do IOF e indica mobilização na Câmara para barrar decreto
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se posicionou contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo Governo Federal na última quinta-feira (22). O IOF é um tributo federal cobrado sobre operações que envolvem dinheiro, principalmente empréstimos e câmbio. Por meio das redes sociais, o líder da Casa diz que “Brasil não precisa de mais imposto”. 

 

Foto: Reprodução / X 

 

O parlamentar diz que “o Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar. O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício. Vamos trabalhar sempre em harmonia e em defesa dos interesses do país”, defende. 

 

A tentativa de aumento do IOF foi recuada no mesmo dia. No entanto, uma movimentação no setor privado provocou uma reverberação na Câmara. O posicionamento de Motta indicaria uma movimentação entre os parlamentares ligados ao Centrão para barrar novas medidas relacionadas a ala econômica no Congresso. 

 

Segundo informações do G1, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo ainda discute como vai compensar o recuo na decisão de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior.

De olho na vice para 2026, Leo Prates estuda saída do PDT e filiação ao Republicanos; entenda movimento
Foto: Divulgação

Da discussão a concretização, o PDT voltou a base do governo petista na Bahia. A movimentação, marcada pela insatisfação do presidente estadual do partido, Félix Mendonça, durante as eleições de 2024, pode impactar na permanência de alguns integrantes, inclusive do deputado federal Leo Prates. 

 

Ligado diretamente a oposição na Bahia, principalmente ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), a possibilidade já chegou a ser aventada. O movimento, ainda em 2024, sofreria uma série de fatores, impactando na manutenção da filiação do parlamentar ao partido, podendo fazer com que Leo encontrasse resistência em sua permanência. Mesmo com o “endosso” do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, desde o ano passado, a saída é vista como iminente. 

 

Com o cenário mais "estável", o próprio Leo tem buscado encontrar alternativas para o futuro. Segundo interlocutores ligados a alguns partidos políticos, duas possibilidades foram cogitadas: o Progressistas e o Republicanos. O PP, agora, com o encaminhamento de uma federação com o União Brasil, seria um partido viável para Prates, já que conseguiria manter o posicionamento de oposição, além de uma viabilidade política para os cenários expostos. Um diálogo inicial teria sido feito, inclusive com o assunto passando por lideranças do partido na Bahia. 

 

A alternativa, mais atual, seria o Republicanos. O partido pode ser o destino de Leo, possibilitando o partido a conquistar mais uma cadeira de deputado. Porém, a articulação para a filiação pode ter vista a formação da chapa majoritária. A ida de Leo para o Republicanos abriria outro "caminho", com o parlamentar podendo representar a legenda na chapa, integrando a vice de ACM Neto, que deve disputar o governo em 2026. 

 

O salto significaria um "alavancada" de Leo Prates, que, integrando um eventual governo de Neto na Bahia, poderia manter vivo o principal sonho que é o de disputar a prefeitura de Salvador. Inclusive, o Bahia Notícias apurou que o diálogo de Leo seria diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Mota. Com forte influência no partido, Hugo teria a missão de conduzir a migração de Leo para a legenda, atuando nos bastidores do partido comandado pelo também deputado federal Marcos Pereira. 

 

Em recente manifestação, Leo sinalizou que, apesar da situação do PDT no estado, a legenda apoiou ACM Neto e que seu posicionamento será de "oposição ao governo" do PT na Bahia, por, segundo ele "respeito à nossa história". "Gosto do PDT, sou amigo de Carlos Lupi e quero continuar no partido. Mas estar onde sempre estive é um princípio — não uma condição. E princípios não se negociam", afirmou, após um encontro com integrantes da legenda. 

 

Leo ainda lembrou o desempenho do partido nas eleições de 2022 no grupo de Neto. "Em 2022, a chapa do PDT para deputado federal na Bahia fez 396.887 votos. Desses, 143.700 foram meus — fui um dos 10 mais votados do estado — e 26.386 de Zé Carlos Araújo, nosso primeiro suplente. Juntos, representamos mais de 1/3 dos votos do partido", completou.

 

DIZ QUE FICA
Apesar de indicar que pode ficar no PDT, movimento é improvável. Quando do início do debate sobra a possível migração do partido para a base petista, Leo apontou que iria se posicionar "com o grupo de Bruno [Reis] e [ACM] Neto". 

 

“Não vejo como o partido desconsiderar os maiores mandatos e a vice [de Salvador]. Temos federais, o deputado estadual Penalva, quatro vereadores de Salvador. Outro ponto que volto a dizer é que o partido tem que ter vaga na majoritária. Tem sido a defesa que tenho feito. Não vejo condições no PT de nos dar isso”, apontou Leo a época, tendo seu plano frustrado. 

Oposição protocola pedido de "CPI do Roubo dos Aposentados"; saiba quais deputados baianos apoiaram a comissão
Foto: Reprodução Redes Sociais

 

Quatro deputados da Bahia assinaram o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar fraudes nos descontos na folha de benefícios dos aposentados do INSS. Ao total, o requerimento da CPI contou com 185 assinaturas, e foi protocolado nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados. 

 

Os deputados da bancada baiana que deram o seu apoio à criação da chamada “CPI da Roubo dos Aposentados” foram os seguintes: Capitão Alden (PL), Roberta Roma (PL), Neto Carletto (Avante) e Ricardo Maia (MDB). 

 

O pedido de criação da CPI foi apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Segundo o deputado, o objetivo da CPI é apurar responsabilidades sobre os descontos que ultrapassaram R$ 6 bilhões nos últimos anos, além de propor medidas para coibir práticas semelhantes no futuro.

 

“Essa CPI vale a pena, porque é a favor dos aposentados. Precisamos colocar na cadeia esses criminosos e devolver o dinheiro do aposentado e pensionista brasileiro”, disse o deputado do PL.

 

Integrantes do PL são a maioria dos que apoiaram o pedido de criação da CPI, com 81 assinaturas. O segundo partido que mais teve apoios à comissão de inquérito foi o União Brasil, com 25. Depois vem o PP e o Republicanos com 18, o MDB com 11 e o PSD com 9. Outras 23 assinaturas são de deputados do Novo, PRD, Avante, Podemos, Cidadania, PSDB e Solidariedade.

 

Confira abaixo a lista de quem assinou o pedido de CPI do INSS na Câmara:

 

Coronel Chrisóstomo – PL/RO

Bibo Nunes – PL/RS

Zé Trovão – PL/SC

Zucco – PL/RS

Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP

Silvia Waiãpi – PL/AP

Messias Donato – REPUBLIC/ES

Mauricio do Vôlei – PL/MG

Mario Frias – PL/SP

Capitão Alberto Neto – PL/AM

Coronel Meira – PL/PE

Pastor Eurico – PL/PE

Carlos Jordy – PL/RJ

Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO

Coronel Fernanda – PL/MT

Rosana Valle – PL/SP

Jefferson Campos – PL/SP

Sargento Fahur – PSD/PR

Capitão Alden – PL/BA

Pr. Marco Feliciano – PL/SP

Roberta Roma – PL/BA

Delegado Caveira – PL/PA

Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP

Mauricio Marcon – PODE/RS

Sanderson – PL/RS

Marcelo Moraes – PL/RS

Delegado Palumbo – MDB/SP

Coronel Assis – UNIÃO/MT

Osmar Terra – MDB/RS

Sargento Portugal – PODE/RJ

Dr. Luiz Ovando – PP/MS

Lincoln Portela – PL/MG

Cabo Gilberto Silva – PL/PB

Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE

Junio Amaral – PL/MG

Helio Lopes – PL/RJ

Rodrigo da Zaeli – PL/MT

Felipe Francischini – UNIÃO/PR

Mendonça Filho – UNIÃO/PE

Wellington Roberto – PL/PB

Rodolfo Nogueira – PL/MS

Delegado Ramagem – PL/RJ

Carlos Sampaio – PSD/SP

Adilson Barroso – PL/SP

Coronel Ulysses – UNIÃO/AC

Gustavo Gayer – PL/GO

Filipe Martins – PL/TO

Joaquim Passarinho – PL/PA

Pezenti – MDB/SC

Reinhold Stephanes – PSD/PR

Sóstenes Cavalcante – PL/RJ

Clarissa Tércio – PP/PE

Ricardo Guidi – PL/SC

General Girão – PL/RN

José Medeiros – PL/MT

Vicentinho Júnior – PP/TO

Paulinho da Força – SOLIDARI/SP

Capitão Augusto – PL/SP

Kim Kataguiri – UNIÃO/SP

Luiz Carlos Hauly – PODE/PR

Zé Silva – SOLIDARI/MG

Silvye Alves – UNIÃO/GO

Altineu Côrtes – PL/RJ

Gisela Simona – UNIÃO/MT

David Soares – UNIÃO/SP

Alberto Fraga – PL/DF

Gilvan da Federal – PL/ES

Diego Garcia – REPUBLIC/PR

Luiz Lima – NOVO/RJ

Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS

Pedro Lupion – PP/PR

Nelson Barbudo – PL/MT

Nicoletti – UNIÃO/RR

Nikolas Ferreira – PL/MG

Any Ortiz – CIDADANIA/RS

Julia Zanatta – PL/SC

Daniela Reinehr – PL/SC

Sargento Gonçalves – PL/RN

Marcel van Hattem – NOVO/RS

Carla Dickson – UNIÃO/RN

Dr. Frederico – PRD/MG

Rosangela Moro – UNIÃO/SP

Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC

Evair Vieira de Melo – PP/ES

Fred Linhares – REPUBLIC/DF

Adriana Ventura – NOVO/SP

Missionário José Olimpio – PL/SP

André Fernandes – PL/CE

Carla Zambelli – PL/SP

Dr. Jaziel – PL/CE

Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE

Cristiane Lopes – UNIÃO/RO

Rodrigo Estacho – PSD/PR

Amaro Neto – REPUBLIC/ES

Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR

Roberto Monteiro Pai – PL/RJ

Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL

Fernando Rodolfo – PL/PE

Raimundo Santos – PSD/PA

Giovani Cherini – PL/RS

Eros Biondini – PL/MG

Daniel Agrobom – PL/GO

Franciane Bayer – REPUBLIC/RS

Giacobo – PL/PR

Ossesio Silva – REPUBLIC/PE

Marcio Alvino – PL/SP

Soraya Santos – PL/RJ

Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG

Miguel Lombardi – PL/SP

Zé Vitor – PL/MG

Chris Tonietto – PL/RJ

Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO

Luiz Carlos Motta – PL/SP

Silas Câmara – REPUBLIC/AM

Tião Medeiros – PP/PR

Marcos Pereira – REPUBLIC/SP

Daniel Freitas – PL/SC

Weliton Prado – SOLIDARI/MG

Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM

Pedro Westphalen – PP/RS

Silvia Cristina – PP/RO

Ricardo Salles – NOVO/SP

Thiago Flores – REPUBLIC/RO

Allan Garcês – PP/MA

Magda Mofatto – PRD/GO

Pastor Diniz – UNIÃO/RR

Afonso Hamm – PP/RS

Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ

Domingos Sávio – PL/MG

Alexandre Guimarães – MDB/TO

Bia Kicis – PL/DF

Maurício Carvalho – UNIÃO/RO

Caroline de Toni – PL/SC

General Pazuello – PL/RJ

Gilson Marques – NOVO/SC

Delegado Éder Mauro – PL/PA

Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA

Marcos Pollon – PL/MS

Roberto Duarte – REPUBLIC/AC

Saulo Pedroso – PSD/SP

Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR

Professor Alcides – PL/GO

Matheus Noronha – PL/CE

Daniel Trzeciak – PSDB/RS

Emidinho Madeira – PL/MG

Paulo Freire Costa – PL/SP

Stefano Aguiar – PSD/MG

Thiago de Joaldo – PP/SE

Rosângela Reis – PL/MG

Eli Borges – PL/TO

Mauricio Neves – PP/SP

Delegado Bruno Lima – PP/SP

Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG

Greyce Elias – AVANTE/MG

Coronel Armando – PL/SC

Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS

Lucas Redecker – PSDB/RS

Fausto Pinato – PP/SP

Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP

Ana Paula Leão – PP/MG

Simone Marquetto – MDB/SP

Celso Russomanno – REPUBLIC/SP

Filipe Barros – PL/PR

Eduardo Velloso – UNIÃO/AC

Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE

André Ferreira – PL/PE

Geovania de Sá – PSDB/SC

Delegado Fabio Costa – PP/AL

Icaro de Valmir – PL/SE

Neto Carletto – AVANTE/BA

Vitor Lippi – PSDB/SP

Renilce Nicodemos – MDB/PA

Ismael – PSD/SC

Pauderney Avelino – UNIÃO/AM

Rafael Simoes – UNIÃO/MG

Otoni de Paula – MDB/RJ

Maria Rosas – REPUBLIC/SP

Alex Manente – CIDADANIA/SP

Sergio Souza – MDB/PR

Da Vitoria – PP/ES

Ricardo Maia – MDB/BA

Beto Pereira – PSDB/MS

Alceu Moreira – MDB/RS

Ely Santos – REPUBLIC/SP

Covatti Filho – PP/RS

Entre oposição e governo na Bahia, PSDB e Podemos devem ter incorporação e preparam federação com outra legenda; entenda
Foto: Divulgação

Após algumas tentativas frustradas de federação e a confirmação recente da ruptura com o Cidadania, o PSDB tem outras parcerias partidárias no horizonte. Em conversas com lideranças partidárias, o Bahia Notícias apurou que tem se afunilando uma incorporação do Podemos, além de um debate futuro para a realização de uma federação com o Republicanos. 

 

O “movimento duplo” significaria um “fôlego” para o partido, que na Bahia é presidido pelo deputado estadual Tiago Correia, tendo o deputado federal da legenda, Adolfo Viana, como o responsável pela atual federação com o Cidadania. Nacionalmente o Podemos fica sob a batuta da deputada federal Renata Abreu, tendo Heber Santana retornado ao comando na Bahia

 

Alguns planos para uma nova federação têm sido traçados. Inclusive foi debatida também a federação após a incorporação com o Solidariedade, agregando mais cinco deputados federais. Apesar disso, o BN apurou que movimento de federação pode ocorrer com outro partido, o Republicanos. A manobra tem sido uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados Hugo Mota (Republicanos-PB). 

 

Em recente postagem, o colunista de “O Globo”, Lauro Jardim, indicou que, definiu-se que os partidos seriam rebatizados de PSDB-Podemos até a eleição de 2026. Mas um novo nome deve surgir mais adiante, com sugestões como: Moderados ou Independentes. 

 

Na Bahia, o novo partido teria uma bancada de quatro deputados estaduais: Laerte do Vando (Podemos), Tiago Correia (PSDB), Paulo Câmara (PSDB) e Jordávio Ramos (PSDB). Em Brasília, a bancada seria formada por dois parlamentares: Adolfo Viana (PSDB) e Raimundo Costa (Podemos). Em caso de uma federação mais ampla, com os Republicanos, a bancada na AL-BA subiria para sete nomes, com a chegada de José de Arimateia, Samuel Jr. e Juraílton Santos. Em Brasília, seriam cinco deputados federais, já que o Republicanos ainda agregaria com Márcio Marinho, Rogéria Santos e Alex Santana. 

 

SERIA O PSD?
Um dos assuntos que movimentou Brasília foi a perspectiva de uma fusão ser concretizada entre PSDB e PSD. Com as conversas ainda enfrentando resistência, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já indicou existir uma trava para a gestação da ideia e apontou que o caminho a ser seguido pelos tucanos é o da incorporação partidária. Uma das figuras ativas nas articulações é o baiano Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara.

 

Ao Bahia Notícias, o parlamentar indicou que seu partido não tem limitado conversas sobre uma possível fusão somente com o PSD. De acordo com Viana, o diálogo tem se afunilado com legendas como o MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo. O movimento naufragou. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os propagandistas estão tontos com as "mudernidades". É tanto celular gravando o tempo inteiro, IA, implante capilar e trend, que tá faltando proposta e política. O problema é que mesmo quem faz política tá enfrentando outro bicho: o ciúme. Mas tem amizades que se provam com o tempo. O Galego que o diga... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Ricardo Stuckert

"Eu vou continuar governando ao lado do presidente Lula. Vamos ter dois senadores, Rui Costa e Jaques Wagner, além de Otto que já está lá. Quero aproveitar e falar a notícia em primeira mão: Lula acabou de falar comigo, agora pouco, e confirmou a vinda nesta sexta-feira (28) para Salvador". 

 

Disse o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao confirmar a presença do presidente Lula em um ato político em Salvador nesta sexta-feira (28). O anúncio foi feito durante entrevista a uma emissora da capital nesta terça-feira (25). 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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