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rene da silva nogueira junior
Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, será levado a júri popular. O empresário foi pronunciado para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, de Belo Horizonte, considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para a submissão ao Conselho de Sentença.
A magistrada manteve na pronúncia as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Em sua decisão, a juíza destacou a “frieza da conduta” e a “completa indiferença” atribuídas ao acusado em relação à vida humana.
Além do homicídio, Renê Júnior responderá em juízo pelos crimes conexos de ameaça contra a motorista do caminhão de coleta, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. Esta última acusação decorre da tentativa de induzir a perícia a erro, ao tentar fazer com que sua esposa, delegada de polícia, entregasse uma arma diferente da supostamente utilizada no crime. A decisão de pronúncia está sujeita a recurso.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), o crime ocorreu quando o empresário, ao sair de casa em Nova Lima com destino a Betim, portando uma pistola semiautomática calibre 38, se irritou com a retenção do trânsito causada pela coleta de lixo no cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre.
O documento acusatório narra que, mesmo com a sinalização dos garis de que a passagem era possível, o denunciado, exaltado, apontou a arma para a motorista do caminhão e a ameaçou. Em seguida, “inconformado com a lentidão do trânsito e evidenciando o seu notório desprezo pelos trabalhadores”, teria efetuado um disparo que atingiu o gari Laudemir de Souza Fernandes na região abdominal. A vítima foi socorrida, mas chegou sem vida ao atendimento médico.
O empresário foi localizado e preso horas após o ocorrido em uma academia da região Oeste de Belo Horizonte. A decisão judicial que o pronuncia para o júri popular fundamenta-se nas evidências e depoimentos colhidos durante a investigação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.