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Segue repercutindo nas redes sociais o vídeo gravado no último fim de semana pela primeira-dama Janja, em que ela prepara um prato de carne de paca e serve para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema gerou ainda mais discussões com as críticas feitas a Janja nesta terça-feira (7) pela ativista dos direitos dos animais, Luísa Mell.
Em vídeo postado no seu perfil no Instagram, Luísa Mell condenou a escolha da paca como prato a ser servido em um almoço. A ativista disse ter sido uma irresponsabilidade o incentivo ao consumo da carne de um animal silvestre.
“Qual objetivo dessa porcaria, Janja? Está incentivando a caça e as pessoas a consumir animais silvestres. Irresponsabilidade inacreditável. Vergonha, incentivando o crime ambiental”, disse a ativista.
Apesar de Janja ter justificado que o almoço foi um presente de um produtor legalizado de carne de paca, Luisa Mell reforçou que, mesmo sendo possível a origem legal do animal, a exposição incentiva o consumo de espécies silvestres. “Tá incentivando sim a caça”, disse.
A ativista também criticou a criação em cativeiro, classificando a prática como “terrível” e afirmando que o consumo desse tipo de carne seria “elitista” e acessível a poucos.
Durante o desabafo, Luísa Mell ainda cobrou explicações sobre a procedência do animal consumido por Janja e Lula e disse que não “passa pano para ninguém”, além de ter dito que iria procurar o Ibama para obter informações sobre o produtor.
Um dos assuntos mais comentados na rede X desde a manhã desta segunda-feira (6) tem sido o cardápio preparado pela primeira-dama Janja para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo de Páscoa. Janja postou um vídeo em suas redes sociais cozinhando um prato pouco comum na mesa dos brasileiros: carne de paca.
O vídeo, que teve mais de dois milhões de visualizações, mostra Janja preparando e servindo um prato de paca ao presidente Lula, que elogiou a refeição. “Duvido que em algum lugar do país alguém já comeu uma paca tão gostosa como essa que comi hoje. Foi divina. Parabéns, Janjinha”, disse Lula.
“Me chama Ana Maria Braga”, brincou a primeira-dama em resposta.
Na rede X, o tema “Paca” chegou aos trending topics por conta principalmente das críticas ao preço elevado e as regras rígidas para consumo desse tipo de carne no Brasil. Levantamentos recentes indicam que o quilo da carne de paca varia, em média, entre R$ 150 e R$ 300, podendo alcançar valores mais altos dependendo da região e da oferta.
Em alguns casos, especialmente em mercados mais restritos ou restaurantes especializados, o preço pode chegar a R$ 250 ou até R$ 300 por quilo, consolidando o produto como uma iguaria de alto valor gastronômico.
Nas críticas feitas ao almoço de Páscoa de Janja e Lula, uma das questões levantadas por internautas foi se o consumo do animal não violava a lei. As pacas são consideradas animais silvestres e, por isso, são protegidas pela legislação brasileira.
No país, a chamada Lei de Proteção à Fauna proíbe a caça, a captura e a comercialização de animais sem autorização. Dados de órgãos de fiscalização indicam que a paca pode representar entre 70% e 80% das apreensões de animais mortos pela caça clandestina no Brasil.
Apesar da caça de pacas silvestres ser considerada crime, criadores com autorização do IBAMA podem comercializar a carne. Esses criadouros funcionam sob regras específicas, com controle sanitário e fiscalização, buscando reduzir a pressão sobre populações nativas.
Após a polêmica, a primeira-dama Janja afirmou em um comentário que o almoço foi um presente de um produtor legalizado:
“Ei, pessoal! A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no Globo Rural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo IBAMA, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, se defendeu a primeira-dama.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Charles Fernandes
"Não foi a melhor estratégia, em breve tudo restará esclarecido".
Disse o deputado federal Charles Fernandes (PSD) ao rebater nesta quinta-feira (22), os desdobramentos da ação judicial envolvendo emendas parlamentares originalmente destinadas pelo ex-deputado federal Otto Alencar Filho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) no Superior Tribunal de Justiça (STJ).